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Espaço Cooperativas

Relações Corporativas

Segurança do Trabalho

31 de maio marca a luta A parceria do Banco do pela regulamentação da Nordeste com o categoria transporte alternativo pág. 14

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A aposentadoria é uma preocupação? Conheça a Previdência Privada

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A NEOBUS TEM O ร”NIBUS QUE A SUA COOPERATIVA PRECISA, ESTRUTURA PARA ATENDIMENTO E TOTAL CREDIBILIDADE.

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Opinião

Transferência de Titularidade por Raul Canal Permissão é o ato administrativo precário através do qual o Poder Público transfere a execução de serviços públicos a particulares. Quando excepcionalmente confere-se prazo certo às permissões são denominadas pela doutrina de permissões qualificadas (aquelas que trazem cláusulas limitadoras da discricionariedade). Normalmente, todavia, as permissões são outorgadas em caráter precário, podendo ser desfeitas a qualquer tempo. O Poder Público poderá desfazer a permissão sem o pagamento de uma indenização, pois não há um prazo certo e determinado. Muito se tem debatido no âmbito dos municípios, estados e Distrito Federal quanto à possibilitação da transferência de titularidade de tais permissões, sobretudo no sistema de transporte público alternativo, complementar, suplementar, de baixa capacidade, serviços de táxis e outros. Na maioria esmagadora dos entes federados e municipais, tal transferência é vedada, até mesmo para os sucessores (herdeiros) do permissionário titular. Há apenas algumas iniciativas legislativas (exemplificando com Belo Horizonte, Betim, Salvador e Natal) em que a transferência da permissão é autorizada ao

Raul Canal é bacharel em Direito e especialista em Direito Médico, Responsabilidade Civil, Direito Administrativo e Direito Sindical. Raul é também Membro da Academia de Letras de Brasília.

cônjuge ou companheiro(a) supérstite ou a outro herdeiro, no caso de morte, invalidez permanente ou perda do direito à liberdade do titular. Tais iniciativas, todavia, são ainda muito tímidas. Na grande maioria dos entes federados, mesmo no caso de morte do titular, a transferência é proibida. Imagine o transtorno de uma família que tem toda a sua subsistência condicionada ao produto do táxi ou da van de seu arrimo e, de repente, o perde num acidente. Além de perdê-lo, perde também a única fonte de sustento. O mesmo se aplica no caso de invalidez permanente ou reclusão do titular. Acima de uma questão legal, temos aqui uma questão de altíssima relevância social a ser enfrentada pelos executivos municipais, estaduais e do Distrito Federal. É necessário que os sindicatos e associações ou cooperativas das categorias se mobilizem junto às câmaras legislativas. E, sobretudo, se faz necessário que os chefes dos executivos municipais e estaduais se conscientizem da gravidade e necessidade dessa regulamentação.

Expediente Empresa Jornalística e Editora Folha Aeroportuária 11 3034-1892 Diretor: Silvio Lima Editora: Marisa Landim Jornalista: Fernanda Santos Arte e Criação: David Blanco e Fábio Gracia Colaboração: Simone Fachinelli Administração: Magda Pancionato Conselho Editorial: Presidente: Cícero Expedito Bandeira Alves Primeiro Vice-Presidente: Cícero Sebastião de Araújo Vice-Presidente Regional para as Regiões Norte e Nordeste: Antônio de Pádua Chaves Vice-Presidente Regional para as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste: Maurício dos Reis Secretário Geral: Olnei Abdão Diretor de Finanças: Alceu Nascimento Gomes Soares Diretor de Planejamento Estratégico: Trajano Paulo Nunes Saturnino Conselho Fiscal: Presidente: Charles Fernando da Silva Rodrigues Membros Titulares: Maria do Céu de Queiroz Ferreira e Juarez Marcolino Vieira Suplentes do Conselho Fiscal: Cléber Antônio Cordeiro dos Santos, Luiz Flor de Lima Filho e Marcos José Alves Pinto Marketing e Publicidade: Element Propaganda Claudinei Rodrigues Elio Abdon Pedro Fraga Para anunciar: Element Propaganda Tel:(11) 3473-5300 (21) 2222-9441 elementpropaganda.com.br Assessoria de Imprensa: imprensa@fenatral.org.br

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Editorial O censo demográfico é realizado em todo o mundo há séculos. Há registros de que os egípcios faziam recenseamentos anuais no século XVI a.C. Na Antiga Roma, o censo era a principal ferramenta do governo para conhecer e controlar sua população. E a importância dele consiste no fato de a população ser um elemento político caracterizador da sociedade e, consequentemente, é necessário compreendê-la a fim de tornar possível o planejamento econômico, social, cultural ou político. Fazer essa rápida digressão em direção ao ográfico conceito e à história do censo demográfi é importante para introduzirmos a matéria principal dessa edição: o Censo 2012 do gmento Transporte Alternativo. Pois este segmento itativa, acaba de adotar uma pesquisa quantitativa, gráfico, ou censo, similar ao estudo demográfi e revecomo uma nova ferramenta capaz de enciais lar e tornar pública informações essenciais para a compreensão, a gerência e a própria evolução do transporte alternativo. mográAssim, como através do censo demográfico, o Estado entende e planeja suas ações socioeconômicas, o censo realizado dentro cer as do transporte alternativo irá fornecer tral e armas necessárias para que a Fenatral e lideranças tenham em mãos númeross que tação quantifiquem custos, regulamentação umo, do setor, relações de trabalho, consumo, fim, fornecedores, entre outros dados, enfi tudo que norteará o planejamento de ações que defenderão e promoverão a categoria. O Censo 2012 será com certeza um marco para o segmento e a revista Transporte Alternativo não poderia deixar de colocá-lo em pauta. Boa Leitura, Editora: Marisa Landim 4 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 4 of 18 - Pages(4, 33)

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Segurança do Trabalho

A previdência aberta possui opções para todos os perfis de clientes

Nilson Barbosa ressalta a evolução dos planos de previdência privada e afirma que a realidade atual do segmento é bastante diferente de alguns anos atrás. “Quem regulamenta a taxa é o mercado, que, por sua vez, oferece uma série de benefícios agregados. A partir de R$ 50,00 por mês já é possível a aquisição de um plano com fundo de desempenho muito bom”, afirma o gerente comercial nacional da CAPEMISA. Barbosa complementa, ainda, que o leque de vantagens e a flexibilidade que a previdência complementar oferece torna-a muito atrativa, pois o cliente pode interromper, se for de seu interesse, o planejamento realizado, pode trocar o fundo de investimento, movimentar a conta com aportes ou mesmo o resgate, diferente da previdência oficial, que não permite estas movimentações.

Diretor Comercial da CAPEMISA Laerte Lacerda / Foto: Divulgação

Linha do tempo da previdência

De acordo com Ítalo Romano Eduardo, especialista no assunto, o montepio (instituições que mediante o pagamento de cotas dá o direito de pensão em caso de morte) são as manifestações mais antigas de previdência. Confira algumas datas relevantes para previdência no Brasil: 1835: surgimento do primeiro montepio; 1888: criação da Caixa de Socorro para os trabalhadores das estradas de ferro; 1889: Correios regulariza o montepio; 1923: Lei Eloy Chaves cria a Previdência Social; 1933: inicia-se uma nova fase com os Institutos de Aposentadorias e Pensões, organizadas por categorias profissionais; 1960: uniformização da legislação com a Lei Orgânica da Previdência Social; 1977: criação o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social; 1990: nascimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 1998: surgem novos critérios que preservam o equilíbrio financeiro e atuarial; são criadas regras e diretrizes para concessão de benefícios; entre outras mudanças.

Cinto de segurança salva vidas. Maior capacidade de passageiros da categoria Mais produtividade e maior economia global Componentes de renome mundial: Motor MWM, Caixa ZF e eixos MERITOR

Fonte: Ítalo Romano Eduardo

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www.agrale.com.br

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Tecnologia na medida certa. 28/11/2011 09:43:41


Índice 08

Expedito Bandeira

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Coopsuporte

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31 de Maio de 2011

O presidente da Fenatral fala sobre o Censo do Transporte Alternativo, o encontro em Brasília no dia 31 de maio entre outros assuntos

Conheça a história da cooperativa de trabalho que reuniu e organizou motoristas, cobradores e fiscais do transporte alternativo paulistano

O transporte alternativo se reuniu na capital do país, Brasília, para audiência pública com representantes do legislativo

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Raio X do transporte alternativo

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Agaciel Maia

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Banco do Nordeste do Brasil

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Rastreamento Veícular

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XII Enatral

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Previdência Privada

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Transferência de Titularidade

O censo 2012 levantará informações importantes sobre a categoria que permitirão a compreensão de dificuldades e fortalezas do segmento

O deputado do Distrito Federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) concede entrevista à revista Transporte Alternativo

Gerente Executivo do Ambiente de Micro e Pequena Empresa do BNB fala sobre a parceria entre a instituição e o transporte alternativo

A 3S Rastreadores fala sobre a tecnologia que aumenta a segurança das frotas, monitora os micro-ônibus e diminui os riscos de acidentes

A cobertura do Encontro Nacional do Transporte Alternativo na capital mineira, confira a repercussão desse evento

Como funciona um plano de previdência privada? Tire suas dúvidas sobre o sistema que complementa a sua aposentadoria

O advogado Raul Canal fala sobre a legalidade da transferência de Titularidade no transporte alternativo, confira sua opinião

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Os planos privados atuam de forma complementar à previdência oficial

Em síntese, o interessado em adquirir a previdência privada escolhe o plano que mais se adéqua ao seu perfil e contribui a longo prazo para que sua aposentadoria seja complementada. O valor dos depósitos mensais, as taxas administrativas e as especificidades como resgate e benefícios complementares dependem da instituição escolhida para adesão. “É possível verificar o saldo e os extratos, acompanhar o histórico de rentabilidade do fundo de investimento e fazer simulações de cálculo que facilitam a decisão de compra ou manutenção do plano”, explicam os especialistas da CAPEMISA. Para os trabalhadores do transporte público, em específico, o indicado é que o plano de complementação de aposentadoria seja desenhado de acordo com suas necessidades, isto é, uma apólice de acidentes pessoais com características que atendam a categoria, como cobertura por morte, invalidez e complementação de aposentadoria. “A classe que trabalha com o transporte público, bem como qualquer indivíduo que deseja manter sua renda perene ao se aposentar, precisa de um plano de previdência aberta. Hoje no Brasil não é possível ter uma aposentadoria adequada contando somente com a previdência fechada, que é a do governo”, ressalta Cesar Cordeiro, gerente regional comercial SP da CAPEMISA. 31 28/11/2011 09:43:44


Segurança do Trabalho

Previdência Privada Como você planeja seu futuro? Fernanda Santos

A fim de garantir uma aposentadoria tranquila, muitos brasileiros investem no futuro e complementam a previdência pública com um plano privado. De acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), só em março de 2011 a arrecadação dos planos de caráter previdenciário no Brasil passou de R$ 4 bilhões e a expectativa é de que o segmento cresça ainda mais. Na prática, segundo o diretor comercial da CAPEMISA Seguradora de Vida e Previdência, empresa que atua em todo o território nacional, Laerte Tavares Lacerda, e o gerente comercial nacional da mesma instituição e professor da Funenseg, Nilson Barbosa, a previdência privada possui benefícios semelhantes aos da previdência oficial e atua de forma complementar ao sistema do governo. Além disso, ela também pode proporcionar benefícios de renda por invalidez e pensão ao cônjuge e aos filhos. Para entender melhor como funciona o sistema, os especialistas explicam os planos abertos disponíveis no mercado brasileiro. “Entre as modalidades da previdência privada estão o Plano 30 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 7 of 18 - Pages(30, 7)

Gerador de Benefícios Livres (PGBL), voltado para a camada da população que declara seu imposto de renda na modalidade completa e necessita de abatimento fiscal; e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), que foi criado posteriormente para atender aos que são isentos de IRPF ou declaram pelo modelo simplificado e não precisam de abatimento fiscal”, esclarecem Laerte Lacerda e Nilson Barbosa.

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Espaço Cooperativas

Expedito Bandeira concede entrevista à revista Transporte Alternativo Marisa Landim

• Qual foi sua avaliação do 12° Enatral? Foi muito positivo e devo aqui ressaltar que estiveram presentes, nesse encontro, representantes de 22 estados. Isso significa que nossa categoria se fortalece cada vez mais. • Um dos principais temas discutidos nesse Enatral foi a entrega de uma carta proposta aos representantes políticos, solicitando a eles a aprovação de leis que regulamentam a categoria e isenção de impostos para o setor. Fale a respeito. A isenção de impostos é uma realidade que vem sendo praticada em alguns estados, como Pernambuco e Brasília, onde o governo pode conceder isenção total ou por porcentagem do ICMS e IPVA. O nosso objetivo é que essa referida medida seja concedida aos demais estados onde existe o sistema de transporte alternativo regulamentado. • No dia 31 de maio, a Fenatral esteve no Congresso Nacional. Como foi a recepção dos políticos? Os deputados receberam os representantes de cada estado muito bem, o que resultou em uma audiência marcada com o Presidente do Congresso Nacional, o Deputado Marco Maia (PT-RS), onde foi entregue um documento pedindo que seja colocado em pauta o projeto de lei nº 6105/2009, que reconhece a categoria de trabalhador do transporte alternativo, e o projeto de lei 4622/2004 que regulamenta a cooperativa 8 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 8 of 18 - Pages(8, 29)

Expedito Bandeira

de trabalho. Para nossa surpresa a audiência que era delimitada em 5 minutos, se estendeu por mais de 20. • Você acredita que as solicitações serão atendidas? A Fenatral e entidades filiadas farão um trabalho juntamente com seus deputados locais cobrando a inclusão e aprovação dos referidos projetos. • No Enatral, a transferência de titularidade foi pauta. O que você pensa a respeito? Ela é justa, pois dá uma maior segurança para os familiares que manterão o seu pão de cada dia. Dou total apoio e destaco que em alguns estados ela já é uma realidade.

Maurício também participou da apresentação de uma pesquisa do Sindpautras sobre a qualidade do transporte alternativo na região. “Para nós foi uma honra receber o evento. O Sindipautras associou-se à Fenatral apenas há dois anos e o Enatral em Belo Horizonte prova que estamos no caminho certo. Foi muito importante mostrar o trabalho que os 455 permissionários da região metropolitana de Belo Horizonte realiza”, afirmou Maurício Reis. “Posso dizer que o ponto alto do evento foi o desdobramento dele em Brasília, ou seja, a decisão em Assembleia de irmos até a capital do país. E a participação do poder público, que provou que o transporte alternativo da região tem recebido atenção merecida pelos nossos representantes”, ressaltou o presidente do Sindpautras. O evento trouxe também uma apresentação cultural com a temática acessibilidade e contou com a participação do grupo Araultos da Cidadania. No entanto, como mencionou Maurício Reis, foi a assembleia geral da Fenatral que transformou o Enatral em um encontro marcante para o segmento. Pois foi nesse momento que se votou a favor da elaboração de uma carta aberta aos deputados para aprovação dos projetos de lei 4622/2004 e 6105/2009 que tratam, respectivamente, da regulamentação das cooperativas de trabalho e, do reconhecimento da categoria de

trabalhadores motoristas permissionários, concessionários, autorizatários e autônomos do transporte público coletivo. Foi também marcado um encontro em Brasília para o dia 31 de maio para entrega desse documento aos representantes do legislativo. Nessa assembleia discutiram-se também a necessidade da defesa de isenção de impostos como o IPVA, ICMS e aqueles que recaem sobre o combustível. Ou seja, a isenção para o segmento transformou-se em uma bandeira da Fenatral. Autoridades do executivo também marcaram presença como a prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara (PT), a deputada Luzia Ferreira (PPS), a vereadora de Belo Horizonte, Neuzinha Santos (PT) e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) que falou à revista Transporte Alternativo. “Ganhamos todos com este encontro. Que esse trabalho continue a ser feito”, declarou o prefeito. Destaques do XII Enatral

•Brasília dia 31 de Maio; •Carta aberta aos deputados para aprovação dos projetos de lei 4622/2004 e 6105/2009; •Isenção de impostos; •Pesquisa de qualidade sobre o transporte alternativo de Belo Horizonte e região metropolitana; •Redução de taxa de juros; •Palestra show – aprendendo com o resgate dos mineiros; •A importância da comunicação para o setor; •Lançamento do novo número da revista Transporte Alternativo; •Temática da acessibilidade.

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Eventos

Saiba o que foi destaque no XII Enatral em maio de 2011 em Belo Horizonte Marisa Landim

O XII Enatral – Encontro Nacional do Transporte Alternativo – foi marcado por decisões importantes para a categoria e pela hospitalidade tipicamente mineira 5, 6 e 7 de maio de 2011 serão lembrados como dias importantes para a história do transporte alternativo. Nessa data, Belo Horizonte recebeu o XII Enatral – Encontro Nacional do Transporte Alternativo – evento considerado como um dos maiores já realizados pelo segmento e também palco de decisões importantes para o setor. O XII Enatral aconteceu no hotel Ouro Minas Palace e contou com a presença de legisladores, representantes de cooperativas, líderes da Fenatral e da Confetrans, empresários e especialistas de diversas áreas. Foi destaque no evento a II Mostra Nacional de Negócios do Transporte Alternativo e a mesa redonda coordenada pelo professor do CEFET – MG, Renato Guimarães, que falou sobre o controle de custos e operação do sistema, aplicando esses conceitos ao transporte alternativo. O diretor presidente da Sindpautras – Sindicato dos Permissionários Autônomos do Transporte Suplementar e Alternativo de Passageiros dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte – Maurício dos Reis entregou comendas de mérito a membros do legislativo da região, que contribuíram para o transporte alternativo no Estado. 28 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 9 of 18 - Pages(28, 9)

Expedito Bandeira e o Prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda

(PSB)

XII Enatral realizado em Belo Horizonte / Foto: Marcelo Mendes

Expedito Bandeira e família

XII Enatral realizado em Belo Horizonte / Foto: Marcelo Mendes

O Censo será um levantamento importante de informações

XII Enatral realizado em Belo Horizonte / Foto: Marcelo Mendes

• A diferença salarial entre os funcionários das cooperativas de transporte também foi discutida. Como você vê esta questão? Quando o Congresso Nacional aprovar o projeto de lei 4622/2004, que regulamenta a cooperativa de trabalho, será possível criar um piso salarial para os trabalhadores de nossa categoria. • Qual a importância da realização do Censo? Ele será um levantamento importante de informações. Com ele verificaremos quais problemas cada região enfrenta em relação ao transporte alternativo e soluções serão buscadas em conjunto. • O censo pode representar um avanço na comunicação com a sociedade? Com certeza. Trata-se da divulgação de nosso trabalho para a população. A comunicação é essencial para que usuários e sociedade conheçam nossa luta em nome do transporte público. • Deixe um recado sobre a importância da adesão ao censo. É importante que cada liderança e membro do transporte alternativo, quando solicitado, respondam ao questionário encaminhado pela Fenatral. Deixo aqui o meu apelo para que todos participem dessa pesquisa que tem uma importância ímpar para nossa categoria. 9 28/11/2011 09:44:07


Espaço Cooperativas

Quais as vantagens de ter o sistema?

Coopsuporte O resultado da mobilização dos prestadores de serviços em São Paulo Fernanda Santos

Entrevista com o diretor financeiro da Coopsuporte, Rodrigo Medeiros A Coopsuporte é uma cooperativa de trabalho que presta serviços ao transporte alternativo de São Paulo. Com cerca de 4 mil trabalhadores ativos, o modelo serve de exemplo às regiões em que motoristas, fiscais e cobradores ainda não se organizaram como os permissionários. • Como surgiu a Coopsuporte? Em 2003, fruto da união de motoristas, cobradores e fiscais que estavam à margem da lei – eu na época era cobrador e motorista. Como representantes que trabalhavam no sistema, formamos a Coopsuporte em busca de qualificação e representatividade. Nosso cunho é social e a ideia é melhorar a qualidade de vida do prestador de serviços. Imagine uma categoria que não tinha representatividade e que algumas pessoas, antes de entrar na cooperativa, não tinham CPF nem a noção do que era ter documentação regular, INSS, conta bancária e como fazer gestão financeira. Através da cooperativa, por meio dos benefícios que conseguimos para o prestador de serviços, ele conseguiu se organizar.

• Quais são os serviços que ela presta? O destaque é a qualificação, que reflete diretamente no atendimento ao passageiro. Por exemplo, como fazer o atendimento no dia a dia, o transporte do passageiro especial, entre outros que somam hoje mais de nove treinamentos. Além disso, existem controles mensais, como o de qual linha apresenta mais reclamações para que os trabalhadores passem por reciclagem; projetos que transformam o cobrador em motorista; conquistas como o banco para o cobrador no veículo, que antes não era obrigatório, entre outros. O pagamento, que antes era diário, agora é quinzenal. Todos os serviços prestados possuem seus valores fracionados em horas, ou seja, o cooperado executa tarefas em projetos e possui uma remuneração variável e justa, dependendo do projeto que escolheu e do tempo de trabalho realizado. A cooperativa o aloca em outros postos de trabalho para que ele consiga melhorar sua condição financeira, caso assim o deseje. Antes da cooperativa, os trabalhadores não conseguiam comprovar renda, dado o caráçãão de sserviços. ervi er v ços. s. ter informal de sua prestação m sm mo Hoje todos têm acesso ao crédito, me mesmo trabalhando na condição de autônomos, o suporte à sua e possuem a cooperativa no gestão financeira e contábil, que o auxilia upação lícita em sua comprovação de ocupação e de renda para diversos fins,, tais como e imóvel. financiamentos, sobretudo de

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Central de atendimento 3S / Foto: Agência Kumbaya

O rastreamento gera alertas de acordo com a necessidade de cada cooperativa. Entre outras funções, ele permite monitorar as rotas, os possíveis desvios, a velocidade e o tempo de uso de cada veículo. A ferramenta também gera relatórios e reduz de forma significativa os gastos – inclusive com o seguro dos micro-ônibus. Há ainda uma central 24 horas que identifica roubos e furtos por meio de sensores do equipamento instalado no carro. Nesse caso, as chances de recuperar o veículo roubado é infinitivamente maior do que se ele não possuísse a ferramenta.

O que o rastreamento significa para o transporte?

Ele auxilia de forma significativa na redução de acidentes. Ainda que os índices de furtos e roubos sejam diminuídos com a contribuição do rastreador, é na redução de acidentes que o sistema é protagonista, pois ele controla a velocidade dos veículos, os possíveis desvios de rota, entre outras funções já citadas. Existe ainda uma lei tramitando no congresso para que todo veículo automotor saia de fábrica com o rastreador e sua habilitação fique a critério do proprietário.

Equipe de monitoramento 3S / Foto: Agência Kumbaya Equipe de monitoramento 3S / Foto: Agência Kumbaya

A cooperativa também precisa monitorar sua frota?

Em caso de roubo ou furto, a empresa informará o incidente, mas o ideal é que as cooperativas usufruam de todos os benefícios que o sistema oferece. O monitoramento completo dos veículos é de responsabilidade de cada cliente, ou seja, para seu funcionamento completo, o sistema exige o acompanhamento de uma equipe qualificada para que ela tome as ações necessárias quando a ferramenta apontar alertas, desvios de rota ou qualquer outro indício que o sistema identificar. 27

Diretor financeiro da Coopsuporte Rodrigo Medeiros / Foto: Agência Kumbaya

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Espaço Cooperativas Espaço Cooperativas

Por onde anda sua frota? Fernanda Santos

Com o objetivo de aumentar a segurança e a organização no transporte, a 3S Rastreadores oferece ao mercado sua tecnologia de monitoramento veicular Diretor comercial da 3S Arlison Oliveira / Foto: Agência Kumbaya

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O sistema de rastreamento veicular está no Brasil há cerca de 15 anos, mas não são todas as cooperativas de transporte que possuem essa tecnologia. Nesse sentido, a 3S Rastreadores, empresa que nasceu há sete anos em São Paulo e atende a todo o território nacional, oferece o monitoramento veicular com objetivo de aumentar a segurança e a organização do transporte alternativo. De acordo com o diretor comercial e um dos fundadores da 3S, Arlison Oliveira, seu trabalho não consiste em apenas fornecer os equipamentos e os serviços aos seus clientes. A empresa – que atua com todas as certificações de órgãos reguladores como o do Centro de Experimentação Viária e da Anatel – hoje estuda a realidade de cada cooperativa para que o serviço auxilie de forma efetiva o transporte local. “Aos poucos conhecemos a realidade de cada região para que todas as necessidades sejam atendidas. Nosso trabalhado é direcionado, isto é, o serviço é prestado de acordo com as especificidades de cada segmento. Para o transporte público, por exemplo, não vamos oferecer simplesmente o sistema de rastreamento. A ideia é que as cooperativas nos informem suas dificuldades para que nós elaboremos a solução”, explicou Arlison.

BENEFÍCIOS

Diretor financeiro da Coopsuporte Rodrigo Medeiros / Foto: Agência Kumbaya

Antes de se tornar um cooperado, o trabalhador assiste a uma palestra sobre o que é o cooperativismo e esclarece todas as dúvidas em relação a esse sistema. Uma vez cooperado, ele tem acesso a benefícios como convênio médico, plano odontológico, seguro de vida, berçário, além de algumas ações sociais. Os filhos dos cooperados, por exemplo, têm aulas de computação semanal e dois eventos já estão no calendário da cooperativa. O primeiro deles é o CooperKids, realizado no Dia das Crianças, em que todos os prestadores de serviços são convidados para um dia de lazer em um parque aquático. Por fim, há o Natal da Coopsuporte, outro evento que também reúne todos os trabalhadores. 11 28/11/2011 09:44:15


Espaço Cooperativas

Coopsuporte une motoristas, fiscais e cobradores • A cooperativa é composta por prestadores de serviços – motoristas, cobradores e fiscais. Nesse sentido, qual o papel das cooperativas de transporte? Nós atendemos as zonas norte e noroeste da capital paulista junto com o consórcio Fênix/Transcooper, que conta hoje com cerca de 3.500 carros em atividade e é uma das maiores de São Paulo. Fênix e Transcooper representam a categoria dos antigos perueiros, que hoje são cooperativas de transporte organizadas. No nosso caso, Fênix e Transcooper representam os donos de carros e a Coopsuporte realiza os serviços de apoio à operação do transporte público de passageiros. Palestra realizada na Copsuporte / Foto: Agência Kumbaya

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• Como é a relação da Coopsuporte com a SPTrans? A cooperativa tem representatividade e um ótimo acesso à SPTrans, que é a gestora do transporte público em São Paulo. Todos os treinamentos que aplicamos aqui são avaliados por ela. • E quantos trabalhadores a Coopsuporte atende hoje? Temos 4 mil trabalhadores ativos e cerca de 15 mil matrículas, isto é, pessoas que já prestaram serviços via cooperativa. E isso tende a crescer cada vez mais.

Com limite de R$ 100 mil, a Cooperfat financia até 90% do valor do bem

• Existe uma estratégia para aproximar ainda mais o Banco do Nordeste do Brasil desse segmento? Nosso objetivo é estender a boa experiência verificada nos financiamentos de micro-ônibus em Fortaleza e Recife para todos os demais estados onde o Banco atua. • Fale um pouco sobre a Cooperfat – a linha de crédito especial para cooperativas e associações urbanas. O Cooperfat é uma das linhas de crédito que o BNB usa para financiar o transporte alternativo com recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. A outra linha de crédito, utilizada pelo banco para financiar o transporte alternativo, é o FNE – Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. A diferença básica entre as linhas de crédito é, além da fonte dos recursos, a possibilidade que o Cooperfat tem de financiar transportadores cadastrados como pessoas físicas, diferentemente do FNE, que é destinado às pessoas jurídicas. Outro aspecto relevante é que o FNE financia 100% do valor do veículo, enquanto o Cooperfat financia até 90% do valor do bem, limitando o valor da operação a R$ 100.000,00. • As taxas de juros do BNB possui algum tipo de diferenciação? E os prazos? Os permissionários têm 60 meses

para pagar seus financiamentos, incluindo um prazo de até 6 meses de carência, período em que são pagos apenas os juros do financiamento. As taxas são, no caso do FNE, de 6,75% a.a., se o empresário for enquadrado como microempresa, e de 8,25% a.a., se classificado como pequena empresa. Há ainda um bônus de adimplência, conferido aos clientes que pagam em dia suas prestações, que incide sobre os juros da operação, sendo de 15%, se empreendimento for localizado fora do semiárido, e de 25%, se localizado no semiárido. No Cooperfat, os prazos são os mesmos e as taxas de juros são de TJLP + 3% a.a. • Por que cooperados devem buscar o banco do BNB? Alguns bancos privados também financiam veículos para o sistema de transporte alternativo, com a diferença de que, em razão das taxas de juros mais elevadas, o empresário que lança mão dos financiamentos na banca privada paga o equivalente a 1,8 vezes o valor do mesmo veículo, em relação ao que pagaria se adquirido com financiamento do BNB. Em que pese alguns requisitos que o Banco do Nordeste apresenta, como a formalização do empresário como pessoa jurídica (empresário registrado na junta comercial), é bem mais interessante, do ponto de vista financeiro, financiar o veículo pelo Banco do Nordeste. 25 28/11/2011 09:44:19


Relações Corporativas

Banco do Nordeste do Brasil em foco Marisa Landim O Banco do Nordeste do Brasil é uma das maiores instituições financeiras do país. Seu capital é aberto com mais de 90% dele sob o controle do Governo Federal, e para 2011, ele disponibilizará R$ 10,5 bilhões investimentos no setor produtivo, sendo R$ 4 bilhões para o miniprodutor rural e micro e pequena empresa. O BNB atua junto do transporte alternativo no Nordeste e, em cidades como Fortaleza e Recife, já foram liberados mais de R$ 21 milhões até abril de 2011. A revista Transporte Alternativo conversou com o Gerente Executivo do Ambiente de Micro e Pequena Empresa do BNB, Francisco Helder de Oliveira, que falou sobre taxas de juros, crédito, transporte alternativo e sua parceria com o BNB.

• Boa parte dos clientes do BNB vem de pequenas e médias empresas, associações e cooperativas. Você acredita que isso permite ao Banco oferecer um diferencial para o transporte alternativo? O transporte alternativo veio preencher uma lacuna que existia no sistema de transporte coletivo convencional. Ele viabilizou-se pela reunião dos prestadores de serviços em sindicatos e cooperativas, fortalecendo-se como categoria profissional reconhecida pelo Poder Público e como efetivos empresários do setor de transporte. A expertise do BNB no atendimento aos empreendimentos de micro e pequeno porte com créditos para investimento e capital de giro permitiu desenvolver linhas de crédito específicas para o setor. • Como começou a parceria entre o BNB e o transporte alternativo? A primeira experiência de sucesso aconteceu em Recife/PE, em 2005. Os cooperados precisavam adquirir veículos adequados para atender 24 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 13 of 18 - Pages(24, 13)

Francisco Helder de Oliveira / Foto: Divulgação

às condições impostas pelo edital de licitação. Posteriormente, ações semelhantes se deram em Fortaleza, com Sindvans e Cootraps, e nas principais cidades do interior do Ceará, por meio de parceria com a Fecoopace. Hoje já há acordos de cooperação formalizados, ou em negociação, também nas cidades de Natal e Teresina. • Como o BNB vê a importância desse segmento para a sociedade e o mercado financeiro? O BNB enxerga esse transporte como uma grande oportunidade, pois auferem um bom nível de receitas, que são suficientes para cobrir seus custos com a prestação do serviço e operacionalização do sistema e, ainda, pagar as prestações do financiamento com pontualidade. A experiência tem sido até aqui bastante satisfatória.

A ideia é multiplicar as cooperativas de trabalho • Qual a importância da Fenatral para a Coopsuporte? Nós conhecemos a Fenatral pela luta que ela promove em prol da legalização e da representação nacional da categoria. Participamos de um evento da Confetrans que foi realizado há três anos, onde houve a oficialização da Confederação, e nessa batalha conhecemos o presidente da Fenatral, Expedito Bandeira. Hoje a importância da união das entidades repousa no fato de proporcionar à categoria melhor imagem aos olhos de alguns órgãos públicos, como o Ministério do Trabalho. As cooperativas ainda são enxergadas com certa desconfiança. Se você tem uma entidade séria que represente essa categoria fica mais fácil estabelecer um diálogo com o Ministério Público, com outras entidades, com a política, entre outros. Nosso trabalho é público, temos de ter uma boa relação com as demais instituições e isso se dá através de entidades que unem a categoria. Através dos encontros da Fenatral acabamos plantando uma semente

Diretor financeiro da Coopsuporte Rodrigo Medeiros / Foto: Agência Kumbaya

O apoio que temos hoje da Fenatral nos fortifica em relação à aprovação de projetos de lei que regulamentam cooperativas tanto de trabalho quanto de transporte dentro de outros Estados e negócios. Quando apresentado um modelo de trabalho como uma cooperativa e a regulamentação está sendo implantada em outra região do país, esse sistema pode servir de modelo para que tanto o transportador quanto o trabalhador sejam regulamentados. É importante essa troca de informações para que ambos sejam organizados e estabilizados em todos os sentidos. Teoricamente, toda cooperativa de transporte teria de ter uma de trabalho para que atuassem em conjunto. Queremos que nasçam outras cooperativas de trabalho e prestamos consultoria de forma gratuita para que o modelo se multiplique. • E quais são os próximos passos da Coopsuporte? Se você pegar um panorama do antes e do depois, verá que a qualidade tanto do serviço prestado quanto da vida do próprio trabalhador mudou completamente. A grande batalha hoje é pela regulamentação das cooperativas de trabalho aos olhos do Ministério Público. O apoio que temos da Fenatral nos fortifica em relação à aprovação de projetos de lei que regulamentam cooperativas tanto de trabalho quanto de transporte. Assim teremos a assistência necessária, bem como caminhoneiros ou taxistas, que são categorias de base forte e que buscam esse reconhecimento. Hoje nossa briga é para que possamos ser reconhecidos pelo tipo de trabalho que prestamos. 13 28/11/2011 09:44:22


Espaço Cooperativas • Como o senhor vê a importância do transporte alternativo para a sociedade brasileira? Estamos falando de introdução de novos modais de transporte de massa. E o transporte alternativo se inclui nesse novo modelo. É impensável, hoje, que qualquer planejador não considere o transporte alternativo como parte de um sistema de transporte de massa que se pretenda eficiente, funcional. Cabe ao planejador encontrar a melhor forma de otimizar esse modal, dentro da política de transporte público planejada.

31 de maio, o dia D para o transporte alternativo O transporte alternativo reuniuse em Brasília no dia 31 de maio de 2011 para solicitar o apoio do poder legislativo na aprovação de projetos de leis que regulamentam a categoria Marisa Landim

“Com a aprovação e consequente vigência, os permissionários operantes do transporte público de passageiros e seus trabalhadores auxiliares (motoristas, cobradores, fiscais de linha entre outros) poderão exercer suas funções com maior segurança jurídica o que certamente garantirá aos usuários deste serviço, a continuidade da otimização e melhoria no serviço prestado” Trecho da carta aberta aos deputados para aprovação dos projetos de lei 4622/2004 e 6105/2009 que tratam, respectivamente, da regulamentação das cooperativas de trabalho e do reconhecimento da categoria.

O trecho acima é parte da carta endereçada aos representantes do legislativo e entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), em Brasília no dia 31 de maio de 2011. O transporte alternativo representado pela Fenatral e a pela Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – se reuniu na capital brasileira para buscar o apoio de representantes do legislativo para a regulamentação da categoria de trabalhadores que atendem hoje uma parcela considerável de usuários do transporte público em todo o Brasil. 14 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 14 of 18 - Pages(14, 23)

“Trata-se de um importante passo para o nosso segmento. Com a fixação do conceito da modalidade operacional das cooperativas de trabalho, os membros do transporte alternativo, antes marginalizados, com a aprovação dessas leis, passarão a gozar dos direitos previdenciários típicos de um profissional autônomo como aposentadoria, auxílio a acidentes de trabalho, auxílios doença e maternidade”, declarou o presidente da Fenatral, Expedito Bandeira. “Fomos muito bem recebidos pelo presidente da câmara dos deputados e pelos demais políticos presentes em nossa audiência. Arrisco a dizer que conquistamos o apoio de parlamentares na luta pelo reconhecimento de nossa categoria e, agora, temos que acompanhar o andamento dos projetos de leis.

•Qual sua avaliação do trabalho desenvolvido pelas cooperativas de transporte alternativo espalhadas pelo Brasil? A introdução de novos modais de transporte como o metrô, trouxe, sem dúvida, alívio parcial para o sistema. Mas a cidade continua a crescer. Alguns modais, como o metrô, pelas características geográficas que temos, teriam um alto custo de investimento para sua implantação em algumas regiões, como é o caso da saída norte (Sobradinho, Planaltina, Formosa). A implantação do VLT traz um novo alento para o sistema. Será importantíssimo para diminuir a pressão sobre a oferta de assentos.

Meu compromisso é com a eficiência e a qualidade do serviço público de transporte

Deputado Distrital Agaciel Maia (PTC)/Foto:Divulgação

•Qual o apoio hoje que o transpor- têm mais tempo para suas famílias e te alternativo pode esperar da Câmara reduz a pressão diária de milhares de Legislativa e de seus deputados? veículos particulares, entupindo as artérias da cidade; poluindo menos). É Meu compromisso é com a eficiên- esse o meu objetivo. Dentro desse priscia e a qualidade do serviço público ma, o setor de transporte alternativo de transporte. É dever do Estado tem em mim, um defensor firme de sua oferecer um serviço de transporte importância, como parte de um sistepúblico de massa de qualidade. Um ma de transporte de massa eficiente. bom serviço de transporte público de Acredito que o pensamento geral qualidade (moderno, limpo, pontual, da Casa é o mesmo. Aqui, trabalhatarifas justas) traz impactos positivos mos com o compromisso de melhorar na qualidade de vida das pessoas que a vida das pessoas. 23 28/11/2011 09:44:25


Política

A vida política de Agaciel Maia Deputado Distrital eleito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) concede entrevista à revista Transporte Alternativo A carreira de Agaciel Maia se confunde com a própria história do Senado Federal. Depois de 34 anos, como funcionário da casa, tendo alcançado ao cargo administrativo mais alto, o de Diretor Geral, ele decidiu buscar novos caminhos. Em 2010, assumiu o desafio de se eleger como Deputado do Distrito Federal e , hoje, Agaciel é um dos grandes nomes do cenário político brasileiro e defensor irrestrito da qualidade da prestação dos serviços públicos no Brasil. Agaciel conversou com a revista Transporte Alternativo e falou sobre sua trajetória política e os rumos do transporte no país.

Deputado Distrital Agaciel Maia (PTC)/Foto: Divulgação

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Marisa Landim

• Fale sobre sua trajetória política. Prefiro falar em trajetória de vida, já que trajetória política pressupõe uma sucessão de cargos públicos e estou agora, em meu primeiro mandato. Portanto, não há como falar-se de trajetória política no estrito senso do termo. O que posso dizer é que desde cedo, vivi, intensamente, no meio político. Posso dizer que trago a política no sangue. Minha carreira profissional foi, também, construída no campo político. Sou servidor público licenciado do Senado Federal. Fui datilógrafo, diretor da Gráfica do Senado, e por último tive a honra de ocupar as funções de Diretor Geral do Senado Federal, por 14 anos. Todo o meu aprendizado na política deu-se nesse ambiente. Portanto, bagagem e conhecimento da arte de se fazer política, aprendi no mais alto templo da política brasileira, o Senado Federal. Depois de 34 anos de serviços prestados como servidor público, decidi que era tempo de buscar novos caminhos, novas formas de continuar a “servir ao público”. Daí, então, o projeto de disputar uma cadeira no Legislativo do Distrito Federal. Faço política pelo seu mais alto valor: o de servir. Servir ao povo. Servir ao Distrito Federal. Sou imensamente agradecido ao povo do Distrito Federal que me concedeu esse mandato representativo.

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Espaço Cooperativas

O transporte alternativo foi bem recebido em Brasília Quando for marcada a votação, iremos levar o máximo de membros do transporte alternativo para Brasília e será uma conquista histórica para o transporte brasileiro”, antecipou Expedito Bandera. Para o deputado Carlaile Pedrosa (PSDB-MG) e o deputado Luís Gonzaga Patriota (PSB-PE), a reivindicação da categoria é mais do que justa e os trabalhadores de um setor de caráter essencial prestado à população como o transporte público merecem que os projetos de lei sejam aprovados. “Já acompanho a causa do transporte alternativo há um bom tempo, participei do processo de legalização desse transporte em Belo Horizonte e Betim e afirmo que nossas cidades não funcionam sem a prestação desse serviço. Espero que as leis sejam aprovadas e que o transporte

alternativo consiga também apoio na defesa de outras bandeiras como, por exemplo, a isenção de impostos sobre veículos e combustível”, frisou Carlaile Pedrosa. “O transporte alternativo já tem na prática o reconhecimento que ele solicita ao congresso. Cabe agora aos deputados e lideranças apenas oficializar a regulamentação dessa categoria”, declarou o deputado Luiz Gonzaga Patriota. O presidente da Cootraps – Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Estado do Ceará – Antônio de Pádua, que esteve presente em Brasília, afirma que a entrega dessa carta e a própria movimentação do segmento em direção à representatividade política trata-se de um novo estágio do transporte alternativo. “É a evolução do nosso trabalho e temos a certeza de que vamos ter a lei 4622/2004 aprovada e continuaremos trabalhando para conseguirmos muito mais para nossa categoria”, ressaltou Antonio de Pádua.

Diretor financeiro da Copsuporte Rodrigo Medeiros

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Espaço Cooperativas

O Censo do Transporte Alternativo 2012 será feito através de um formulário online, enviado por e-mail a todos os associados que responderão com seus dados • O Censo é o instrumento que fará possível a elaboração do balanço social? Sim. Encontramos a ferramenta certa, ágil e segura para conclusão desse trabalho. O Censo será feito de forma online, enviado por e-mail a todos os associados e requisitará dados sobre a entidade associada, sua operação, seu consumo mensal médio, seus colaboradores e iniciativas de proteção e conservação do meio ambiente dentro do contexto do trabalho.

Sócio-Proprietário da agência Element Propaganda Pedro Fraga / Foto: Divulgação

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• Quais os benefícios gerados pelo balanço social para cooperativas e Fenatral? Com o balanço social em mãos, teremos um diagnóstico preciso sobre a situação, o desempenho e os objetivos a alcançar da entidade. Teremos para cooperativas a consolidação de sua representatividade, econômica, social e política. O balanço social será o marco de uma bandeira de valor, de consistência e de trabalho. Com ela, poderemos reivindicar maior apoio, recursos e reconhecimento. Serão definidas metas com o direcionamento correto para o alcance da mesma. • O balanço social pode evidenciar os rumos e as novas necessidades do transporte alternativo? Não só pode, como deve evidenciar os novos rumos. Teremos em mãos a consolidação dos números que poderão nos dar uma real dimensão da atual situação, fortalezas, carências e oportunidades que devemos explorar em favor da categoria. Além disso, mapearemos o Brasil, identificaremos locais ainda não ocupados que merece atenção da Federação. Com isso, ficará mais fácil traçar os objetivos de curto e médio prazo. • O balanço social aproximaria as empresas, em nosso caso, as cooperativas dos seus clientes, fornecedores, funcionários, governo e comunidade. Você acredita que ele pode marcar uma nova era comunicacional do transporte alternativo? Sem dúvida, com o balanço social em mãos, qualquer autoridade, seja da iniciativa privada, seja pública, assim como lideranças perceberão o intuito do documento, o tratamento amplo e global dos assuntos, sua repercussão e o profissionalismo empregado no tema e o meio, neste caso, a publicação. 17 28/11/2011 09:44:29


Espaço Cooperativas

Conheça e participe do Censo do Transporte Alternativo 2012 No dicionário, o censo demográfico ou recenseamento é encontrado como o verbete que define um conjunto de dados característicos dos habitantes de uma localidade ou país para fins estatísticos. A geografia nos ensina que o censo é uma importante ferramenta para fazermos um retrato de características sócio-econômicas de uma população e sobre as quais deverá se assentar todo planejamento público e privado. O censo demográfico desempenha uma função ímpar para o Estado que precisa conhecer como vive sua população e organizar seus gastos com saúde, assistência social, educação, entre outras áreas. No entanto, não é apenas a esfera pública que faz do censo ou das pesquisas quantitativas uma prioridade. A iniciativa privada também entende números como informações preciosas para uma avaliação de seu desempenho no mercado, aprimoramento, aumento da produção e da qualidade de serviços, além de ajudar a construir elos importantes de

• O que é o Censo? Censo é uma ferramenta da estatística traduzida em modelos de pesquisa que identificarão práticas e comportamentos que nos levará à visualização das fortalezas, carências e oportunidades de melhorias no transporte alternativo. • Como ele vai funcionar? Será enviado pelo presidente da Fenatral, Sr. Expedito Bandeira, por e-mail uma carta contendo o link exclusivo e vinculado a cada entidade. Neste acesso via web, os presidentes destas entidades poderão preencher dados e responder as perguntas específicas. Todas as informações ficarão sob responsabilidade da Fenatral e armazenadas em um banco de dados específico para o início dos trabalhos de tabulação dos dados e geração de relatórios para a publicação do Balanço Social Fenatral 2012. 18 8 revista transporte alternativo Ed 2.indd Spread 18 of 18 - Pages(18, 19)

Marisa Landim

comunicação de empresas com a sociedade. Para especialistas, hoje é da mistura de ciência, lógica e tecnologia que depende grande parte do gerenciamento, decisões, previsão de cenários e adoção programada de qualidade das grandes organizações. Nesse sentido, a Fenatral pretende fazer uso dessa ferramenta e lançou no último Enatral, em Belo Horizonte, seu Censo 2012. “Esse Censo fará com que conheçamos melhor nosso segmento. Iremos saber quantos somos, a nossa frota, quantos brasileiros fazem uso do transporte alternativo, entre outras informações que fornecerão a base para melhorarmos os serviços prestados e defendermos nossas causas junto da classe política e de empresários”, afirmou o presidente da Fenatral, Expedito Bandeira. A revista Transporte Alternativo convidou o sócio-proprietário da Element Propaganda, agência de publicidade responsável pela comunicação da Fenatral, Pedro Fragra, para falar sobre o Censo do Transporte Alternativo 2012.

• Qual a importância de todos os membros das cooperativas participarem do censo e responderem suas perguntas? O Censo 2012 representa a totalidade das informações. Não atua por amostragem. É fundamental que todos participem, repassem os dados corretos, reais, com precisão e brevidade. Só poderemos iniciar os trabalhos a partir dessas informações. Com base nelas, poderemos criar a percepção do todo e agir em favor dos próprios cooperados e cooperativas.

• Quais as informações serão extraídas desse censo? As perguntas contidas no Censo serão de caráter exclusivo da operação da entidade, àqueles que ela agrega e lidera. Obteremos informações atualizadas sobre os dados atuais dos associados, sua operação, detalhes de seu consumo mensal médio, sobre seus colaboradores e funcionários, sobre as iniciativas de proteção e conservação do meio ambiente dentro do contexto de trabalho de transporte, armazenagem de combustíveis, lavagem de carros e tratamento e destino dos efluentes. • Se alguém tiver problemas em responder o questionário quem pode auxiliar? Não há dúvida que a equipe da Fenatral, liderada pelo seu presidente, está apta a esclarecer dúvidas sobre o preenchimento. Embora as perguntas sejam simples, diretas e dentro do contexto das cooperativas, no caso de dúvida, o contato pelo e-mail com o questionamento é a melhor situação para registro e resposta. • Qual importância de que cada líder das cooperativas apoie e encabece a causa do Censo para o sucesso do transporte alternativo? A responsabilidade de um líder está diretamente associada a visão de futuro e ao serviço que deve prestar aos seus liderados. Temos a certeza absoluta que haverá mobilização em favor do pronto preenchimento das perguntas do Censo. Além disso, o presidente da Fenatral, Sr. Expedito Bandeira, já demonstrou que o trabalho árduo e contínuo trouxe resultados e benefícios surpreendentes para a categoria. A participação no Censo dará ainda mais argumentos e dados para favorecer, consolidar e dar consistência ainda maior a este trabalho. Estamos seguros que ainda maiores benefícios estão por vir. 19 9 28/11/2011 09:44:33

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