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cozinha, suspirei raivosamente e aumentei a intensidade das esfregadas. “Nossa, espero conseguir limpar este copo que você não enxaguou”. Dave se desculpou e disse que tinha simplesmente esquecido. “Que falta de educação”, pensei. “Ele sabe o quanto eu trabalho. O mínimo que poderia ter feito era enxaguar o copo. Mal-educado...”. Mas, na verdade, eu era a malcriada e sabia disso. O Espírito Santo me trouxe à mente a famosa passagem acerca do amor em 1 Coríntios 13: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba.” (1 Coríntios 13.4-8). A Nova Versão Internacional traduz o versículo oito como “o amor nunca perece”. Eu sabia que havia falhado em mostrar amor. De novo. Eu falho nisso todos os dias. Que esperança há para mim em entregar minha vida em sacrifício como Jesus fez, quando não consigo amar os outros ao fazer algo tão simples, como lavar um copo? Minha única esperança deve estar no Deus que é “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êxodo 34.6). DEUS GOVERNA O SEU DIA A DIA? Esse é um exemplo tão estereotipado da minha vida. Sou esposa de um ocupado implantador de igrejas e mãe de três filhos, o mais velho com quatro anos. Vivemos no Oriente Médio, onde a areia 30

Vislumbres da Graça - Gloria Furman  

Editora Fiel

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