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FOTOS: TOMAS FAQUINI/DIV. (PICNIK); ANDRÉ MUZELL /DIV. (FEIRA DAS YABÁS); DIVULGAÇÃO

EM FOCO | R E P O R T A G E M

Em sentido horário, o público variado da Picnik, em Brasília; o Baile Black Bom, na Pedra do Sal, no Rio; e uma das "tias" da Feira das Yabás, realizada na Praça Paulo Portela, na capital fluminense Clockwise: the varied audience of Picnik, in Brasília; the Baile Black Bom ball, in Pedra do Sal, Rio; and one of the tias, or “aunties”, of the Feira das Yabás fair, held in Praça Paulo Portela square, in the capital of the state of Rio de Janeiro

PA R A

conhecer To know more

Já as ruas do Rio de Janeiro tornaram-se destino ideal para iniciativas calcadas na cultura brasileira e no jeito de ser carioca. O Baile Black Bom, por exemplo, reúne música negra – hip hop, funk, soul, charme –, moda, literatura e artesanato na Pedra do Sal, antigo ponto de encontro de sambistas na Região Portuária da cidade. O evento é realizado no segundo sábado de cada mês, no fim do dia, desde 2013. Outro ponto histórico do Rio que se tornou sede de uma festa é a Praça Paulo Portela, no bairro Oswaldo Cruz. Todos os meses, no segundo domingo, a Feira das Yabás toma conta do espaço. Trata-se de uma grande roda de samba criada por Marquinhos de Oswaldo Cruz, que vai das 14h às 20h e é grande mesmo: cada edição junta de 6 a 7 mil pessoas em torno de nomes consagrados da música carioca e de 16 barracas de gastronomia afro. Comandadas pelas "tias" do bairro berço da Portela, elas são o diferencial do evento. A barraca de Tia Surica oferece mocotó e aipim com carne seca; Neide Santana serve feijoada de camarão; e vai assim, pela Velha Guarda da Portela afora. “É como se fosse festa no quintal de uma delas, uma reunião de vários quintais, só que na rua”, diz Marquinhos. Clima bem à vontade que explica, inclusive, que muita gente leve suas próprias cadeiras e seus banquinhos.

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FLORIANÓPOLIS Sounds in da City SOUNDSINDACITY.ORG

BRASÍLIA Mimosa

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Picnik

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SÃO PAULO Voodoohop

VOODOOHOP.COM

RIO DE JANEIRO Baile Black Bom

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Feira das Yabás FACEBOOK.COM/ FEIRA.YABAS

Germany and now residing in São Paulo, along with some friends started DJing at a bar on Rua Augusta, without charging admission, until the gathering gained greater proportions and became ‘nomadic.’ Later, transformed into a collective effort, “Voodoohop” participated in the creation of collaborative and free festivals, such as “SP na Rua,” which had two editions in 2014, in Vale do Anhangabaú. And it continues with its vocation of occupying public spaces with dance parties. On the other hand, the streets of Rio de Janeiro have become an ideal destination for initiatives underpinned by Brazilian culture and the carioca way of being. “Baile Black Bom,” for example, brings together black music – hip hop, funk, soul, R&B – as well as fashion, literature and crafts at Pedra do Sal, a former gathering place of samba performers in the city’s port area. Since 2013, the event has been held on the second Saturday of each month, starting in the late afternoon. Another historical spot in Rio that has become the site of a major street party is Praça Paulo Portela, in the Oswaldo Cruz neighborhood. On the second Sunday of each month, the “Feira das Yabás” takes over the area. It is a big “roda de samba” created by sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, which takes place from 2pm to 8pm, and it is indeed big: each edition gathers 6,000 to 7,000 people around major names in the Rio music scene and 16 stalls selling Brazilian soul food. Led by the “tias” of the neighborhood – birthplace of the Portela samba school – they are the event’s most distinguishing feature. Tia Surica’s stall offers mocotó and cassava with jerked beef; Neide Santana serves up shrimp feijoada; and so on… throughout the entire locality. “It’s like party in one of their backyards, a meeting of several backyards, but on the street,” says Marquinhos. A laid-back atmosphere, which also explains why many people take their own chairs and stools.

Azul 27 completa  
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