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editorial se ç õ es

Um Clube que completa meio século de existência, se renovando constantemente, sem, no entanto, perder a tradição e aquilo que fez dele o sucesso que é, merece muito mais que aplausos e parabéns. Merece uma revista comemorativa como esta que você tem nas mãos. Estes 50 anos de história foram escritos com muito trabalho e uma sólida união entre clube, sócios, amigos e parceiros. Nesta revista traremos um pouco do que foram estes 50 anos na trajetória do Itaguará Country Clube e na vida das pessoas que fazem parte de sua história. Lembraremos do nascimento do clube, dos grandes eventos, das conquistas no esporte, personalidades que visitaram o local, além de conhecer um pouco mais sobre aqueles que dedicam suas vidas ao trabalho no Itaguará. Teremos fotos, depoimentos, curiosidades e fatos que contribuíram para enriquecer ainda mais o cinquentenário do mais importante clube da região. Enquanto celebramos esta data importante, já estamos com nossos olhos voltados para os próximos 50 anos do Itaguará, que esperamos sejam tão bem sucedidos quanto as primeiras cinco décadas. Agradecemos a cada um dos amigos que fizeram e fazem parte desta história e convidamos a todos para celebrar este ano tão especial. Parabéns Itaguará! Aracimir Moyseis Rodrigues

EXPEDIENTE

Editor: Danilo Rosas MTB/SP 37.619 Administração: Renata Rosas Projeto Gráfico: Studio DR Coordenadora Editorial: Lívia Fernandes Coordenador de Arte: Walder Guimarães Redação: Julio Maziero Operações Comerciais: Daniele Castro A Revista Itaguará 50 anos é uma publicação da Editora Expedições em parceria com o Itaguará Country Clube. Expedições Editora: Rua Monsenhor Filippo, 367, Guaratinguetá/SP – CEP 12.501-410 email: editoraexpedicoes@editoraexpedicoes.com.br. / site: www.editoraexpedicoes.com.br A Editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados.

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Sede

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História

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Entrevista com presidente

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mapa

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Anfitriã do Itaguará

Abrindo o desenvolvimento da cidade

Um presidente “Itaguará de coração”

galeria presidentes Aos presidentes

album esportes Bola na rede!

album cultura Um clube aberto a arte e ao conhecimento

album carnaval Carnaval nota 10

album shows Ginásio do clube é palco de shows pra lá de especiais!

o itaguará em sua vida Romance, glamour e nostalgia

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de olho no futuro

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homenagens

Novos projetos devem movimentar o clube até 2014

Personagens: Itaguará de corpo e alma

Revista Itaguará 50 anos – Maio de 2013 Designer Gráfico: Renan Mendonça Textos: Lauro Amaral Comercial: Bene Carvalho e Interativa Marketing Colaboradores: Fotografia: Renan Mendonça. Ricardo Nishimura, Débora Almeida e CBDA, Petronio Vilela, Arquivos Itáguará, Arquivos Pessoais, Scorpion e Lauro Amaral. Para anunciar ligue (12) 3133-2449 ou pelo email: comercial@editoraexpedicoes.com.br Impressão: Resolução Gráfica

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SEDE

por lauro amaral

A anfitriã do Itaguará Construída no início do século 20 pelo fazendeiro e comendador Nilo Gomes, a casa sede mantém em sua estrutura boas lembranças de um tempo que não volta mais. Sua existência é um patrimônio histórico não só para o Itaguará Country Clube como também para toda Guaratinguetá. Com duas grandes varandas, um salão requintado, banheiros exóticos e uma escada digna de um estilo bem eclético, a obra arquitetônica traz conceitos modernos comparados aos padrões existentes no período em que foi erguida. É o retrato de uma grande valorização obtida pelo bairro após a inauguração do clube. Seus grandiosos lustres iluminaram muitos eventos, reunindo personalidades das mais diversas áreas do conhecimento humano. Por este chão pisaram artistas de renome, como a escritora Lygia Fagundes Teles, sem falar nas várias autoridades que acompanharam importantes acontecimentos como exposições de arte, lançamentos de livros e apresentações musicais, sem falar nas inúmeras palestras abertas ao público. Adaptada pelo clube desde a década de 60, em um projeto desenvolvido pelo arquiteto e decorador Júlio Sena, a casa sede é um símbolo de manutenção da história desses 50 anos do Itaguará. Antes do clube se instalar no local, morou ali o senhor José Joaquim Gama Rodrigues, filho do administrador da fazenda da Cacimba, que hoje é um importante médico da área gastrointestinal do hospital Osvaldo Cruz, de São Paulo, onde inclusive foi diretor. Após alguns anos de abandono, diretorias passadas perceberam a necessidade de reformas e deram a devida valorização ao complexo da casa sede, que recebeu novos telhados, estruturas mais fortificadas e muitas melhorias dentro da preservação histórica sob o comando da arquiteta Regina Maia. Hoje, o local é exemplo de conservação e manutenção das origens até a adaptação aos conceitos atuais. Quem vê a casa iluminada percebe o quanto é grande o carinho de todos os associados pelo local. E é nela onde acontecem as reuniões da diretoria e do conselho, saindo importantes decisões. “A casa sede do Itaguará é muito importante para a história da cidade. Mostra a preservação não só pela arquitetura como também pela beleza estética”, diz a historiadora Thereza Maia.

Atual sede histórica

Sede histórica na década de 60

Reforma geral da sede, em 2001 itaguará country clube 50 anos 7


história

por lauro amaral

itaguará coUntry clube abrindo o desenvolvimento da cidade O surgimento do Itaguará Country Clube aconteceu justamente em um momento crucial de desenvolvimento da cidade como um todo. Antes da inauguração do clube, a sociedade guaratinguetaense tinha restritas opções de lazer. Elas se baseavam no que ocorria ao redor da matriz, como as sessões dos cinemas Urânio e Central, poucos bares e as atividades do Clube Literário. Havia uma ânsia de toda a comunidade, principalmente da elite, de algo novo no município. A área onde se encontra o clube hoje estava lá há muito tempo. O que faltava era um espírito empreendedor e audacioso. Foi o que aconteceu após um incidente envolvendo a família de Ruy Ottoni Mesquita e a direção do Literário. O atrito fez com que o pai de Ruy, sua mãe e os irmãos Rosa Maria e Rony fossem expulsos do clube, gerando uma grande indignação no então rapaz de 29 anos. No calor da discussão, Ruy levantou a voz e disse: “vou fundar um clube para quebrar o Literário”. Obstinado, viu na fazenda que pertencia a Pérola Byngton um local ideal para abrigar a concretização do seu sonho. Correu atrás, buscou recursos, empréstimos e fechou negócio com uma nova solicitação: que outro terreno de Pérola fosse destinado para a construção de uma futura universidade, onde hoje é a Unesp. Juntamente com o amigo José Eduardo Teixeira de Carvalho lançou o clube dentro do espírito democrático, de direitos e deveres iguais para promover a cidade. Preocupação que se manteve dentro do estatuto criado para reger as diretrizes do clube. A ideia era de uma associação aberta 8 itaguará country clube 50 anos

à transferência de poder. E foi o que aconteceu. Após criarem o nome fazendo uma referência a expressão tupi guarani “Pedra da Garça”, o Itaguará surgia como uma grande novidade, atraindo a atenção não só da cidade, como da região e do Estado de São Paulo. Inicialmente, pelo fato de não existir a ponte Rosinha Filippo, muita gente argumentava que se tratava de algo utópico, de loucos mesmo, em razão da área ficar distante do centro, onde as badalações da época aconteciam. Mero engano, pois grande parte dos eventos sociais passaram a ocorrer no Itaguará e quem tinha recursos para adquirir o título logo comprava seu espaço no concorrido mercado que fecharia em 1200 proprietários. A inauguração foi um sucesso, causando um grande alvoroço na sociedade logo no dia 4 de setembro de 1963 dentro de um movimentado ano de eleições municipais. Foi um investimento de risco que deu certo e logo nos primeiros anos a estrutura do clube começava a se formar. Inicialmente, foi mantida a casa sede da fazenda, reformando o estábulo para abrigar o salão de festas, construídas as saunas, piscina e quadras de basquete e vôlei. O campo de futebol ainda era atrás da piscina, embaixo das mangueiras. Novidades começaram a chamar a atenção, como aulas de ioga, quando a prática se restringia aos grandes centros. Os diretores logo perceberam a necessidade de investirem no aspecto verde do clube e iniciaram o plantio de muitas mudas de variadas espécies de árvores. Juntamente com o Itaguará, nascia o empreendimento do residencial Alberto Byngton, construído pela Companhia


há 50 anos construindo o futuro com você!

de Desenvolvimento de Guaratinguetá, Codesg, transformando o que era um raspadão ou até brejo em alguns pontos, em um reduto do que viria a ser a casa de centenas de associados. O distante de ontem acabou ajudando a desenvolver o outro lado da cidade, revelando a necessidade de mudanças almejadas pelas gerações. Como disse Ruy Ottoni Mesquita em uma entrevista à revista Tribo 90, arquivada no Museu Frei Galvão, o Itaguará, se não abriu janelas, abriu venezianas na mentalidade da cidade. Para promover o clube, incentivando a participação dos associados, foi sorteado um automóvel na comemoração dos três anos do Itaguará, em 1966. Logo surgiu o brasão, também criado através de um concurso cultural, no qual o vencedor foi o Dr. José Augusto Mac Dowell Leite de Castro, associado número quatro. A grandiosidade das instalações e o cuidado na preparação dos eventos culturais, sociais, recreativos e esportivos chamaram a atenção das autoridades. A partir de então, muitos bailes e festas de entidades eram promovidos no clube, como a das bonecas organizada pelo Lions Clube. Durante o aniversário de sete anos do Itaguará houve a ilustre presença do governador de São Paulo, Roberto Costa de Abreu Sodré, com um jantar pra lá de requintado, tendo no menu melão com presunto, frango à brasileira, filé ao molho madeira com champignon, torta de nozes, frutas da época, aperitivos, vinho, água mineral, café, licor e charutos. Depois de alguns anos, no início da década de 70, durante a gestão do presidente Alaor de Almeida Cassula, foi comprada a chácara agrária, aumentando a extensão territorial do clube. A par-

tir daí, foi possível construir as quadras de tênis, parte do parque aquático e o vôlei de areia, transformando a área no atual patamar de 94.052 metros quadrados.

história Antes de existir a fazenda que pertencia a família Byngton, o local da área do Itaguará chamava-se Chácara da Cacimba, que, no final do século XIX, possuía 190 alqueires de terra. Em 1940, o comendador Nilo Gomes vendeu o espaço para o Dr. Alberto Byngton, marido da senhora Pérola Ellis Byngton. Contava com uma casa nova, 240 vacas holandesas, piano e rádio. A partir de 1961, quando Alberto já havia falecido, começaram os primeiros contatos entre Ruy Mesquita e a proprietária da fazenda. Após dois anos e meio de tentativas, tendo inclusive contatos com o comendador João Alves Motta, surge o Itaguará Country Clube, hoje totalmente estruturado em seus 50 anos de história.

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história

Gustavo Mollica , junto com sua filha, fazendo ginástica

Abertura das comemorações do décimo quarto aniversário do clube

Além de refrescante, piscina era uma espécie de ponto de encontro

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Obras do campo e quadra do futsal

Imagem do início da década de 70, mostrando a caixa d´água quase pronta


Visita do governador de São Paulo, Roberto Costa de Abreu Sodré, em 1970

Reveillon 1996 para 1997

Um ponto de encntro sempre lotado: piscina era um sucesso nas prmeiras décdas do clube

Gustavo Abelha no ouvido do presidente Emanuel Fausto, em 1982

Um sonho conquistado dia após dia. Plantando as primeiras árvores

Amigos de ontem e de sempre. Imagem de 1990

Início das obras do Parque Aquático, em 1998

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história

1º Clube do Pedal

Campeonato de Fisiculturismo

Mizão e Bebeto , em noite de confraternização do Conselho Deliberativo do ICC

tributo a tim maia

semana da saúde 2010

Tributo ao Clube Literário

Competição de supino em 2009 12 itaguará country clube 50 anos

Imagem do bar lotado na década de 70


Ambulatório de especialidades Nefrologia Dermatologia Ortopedia Ginecologia e Obstetrícia Neurologia Pediatria

ANS nº 355577

"Consulta com hora marcada"

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entrevista com presidente

por lauro amaral

um presidente

“Itaguará de coração”

Quinto presidente a assumir o Itaguará pelo voto direto, Aracimir Moyseis Rodrigues, 58 anos, o Mizão, traz no peito uma forte paixão pelo clube e grande vontade de fazer o melhor tanto para melhoria das instalações quanto para satisfazer aos associados. Tendo na bagagem uma experiência de 35 anos na função de engenheiro da qualidade no Comando da Aeronáutica, em São José dos Campos, além de responsabilidades extremas, como treinamentos na Força Aérea Brasileira, chilena, sem falar em congressos no exterior e até auditoria em fornecedor da Embraer na Austrália, este santista casado há 31 anos com Maria Beatriz Pacetti Miranda Rodrigues, pai do jovem engenheiro de produção da Volks, Douglas Miranda Rodrigues, tem agora pela frente um novo desafio: administrar um orçamento de quase R$ 5 milhões anuais, valor superior ao que muito prefeito tem nas mãos em cidades de pequeno porte do Vale Histórico Paulista. Bem comunicativo, ajudou a entrevista a fluir tranquilamente em duas agradáveis horas de um bom papo, que necessitou de uma afinada edição para se adequar ao espaço disponibilizado pela revista comemorativa. Como surgiu a ideia de ser o presidente do Itaguará? Mizão: Fui presidente do Rotary Clube da cidade e muitos amigos acharam que eu poderia me sair bem na gestão do clube. Eu já havia ficado quatro anos na função de conselheiro, inclusive passando o mesmo tempo na presidência do Conselho. Chegaram ao meu nome sem imposições e como a aposentadoria era uma realidade na minha vida desde o ano passado, acabei aceitando pelo fato de eu ter tempo disponível para fazer um mandato a altura do que o clube merece. Moro perto do Itaguará e estou disponível 24 horas para resolver pendências. É uma dedicação voluntária que exige grande responsabilidade, pois o presidente não tem salário, paga mensalidade e tem que se esforçar para

fazer o melhor. E o que é fazer o melhor? Mizão: Penso na dificuldade que tenho de me desligar das questões que envolvem o clube. Sustento uma paixão pelo Itaguará e atualmente sempre estou com a cabeça aqui dentro. É gratificante, uma realização que aconteceu em minha vida. Quem me elegeu confiou na minha carreira profissional, uma experiência de gestão na qual acertar é humano. Por isso, quando algo dá errado eu fico focado na solução para evitar perdas ou reclamações. A meta da atual diretoria é preservar o patrimônio, aumentando a frequência dos associados por meio de investimentos em setores estratégicos, como fizemos na reforma do parquinho para as crianças, na troca dos pisos da quadra coberta e, futuramente, na modernização da academia. Abrimos a hidroginástica para todas as idades para movimentarmos a piscina aquecida, compramos 100 toalhas para a sauna feminina e também estamos reformando as salas de capoeira e boxe. Vamos instalar 80 armários com chaves pessoais na sauna masculina para os associados guardarem seus pertences, atendendo a uma antiga reivindicação, sem falar no investimento atual da compra de 32 câmeras de vigilância, sendo duas de longo alcance que monitorarão inclusive a avenida que vai do Zurita até a entrada lateral. Tudo para contribuir com a segurança

Quem me elegeu confiou na minha experiência de gestão na qual acertar é humano

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dos associados. Esses investimentos acontecem de que forma, para o associado entender como é utilizado o dinheiro das mensalidades? Mizão: Hoje o Itaguará conta com uma média de 2.400 pagantes mensais. Trabalhamos com um orçamento mensal de R$ 400 mil. Desse total, existe uma inadimplência na ordem de 10%. Pagamos R$ 150 mil de folha de pagamento referente a 76 funcionários contratados e 25 em regime temporário, além de prestadores de serviços. Gastamos R$ 8 mil mensais com IPTU e R$ 20 mil de energia elétrica. Fora isso existe a manutenção, que é cara, como telefone, água, pagamos R$ 2 mil por mês de Ecade para a utilização de músicas, ou seja, o caixa está no azul e vamos fazendo economias para novas obras, assim como eventos que podem ou não dar lucro, mas que têm o investimento social, como é o caso do baile do Hawaii. Mesmo que fiquemos empatados, vale pelo divertimento oferecido aos associados. Tudo é fiscalizado e monitorado pelas comissões existentes no Conselho. Nenhuma verba sai sem a aprovação dos conselheiros. E como isto funciona? Mizão: O Conselho Deliberativo é uma espécie de órgão fiscalizador do clube, que tem o regime presidencialista. Seria como a Câmara dos Deputados, tendo o poder de aprovar ou vetar projetos da diretoria. A manutenção não necessita passar pelo crivo do Conselho, mas novos investimentos sim. Existe um grande poder nas mãos do Conselho e isto é importante para fazermos juntos o melhor para o associado e também para o clube, deixando de lado vaidades pessoais, pois a meta é o coletivo. O Conselho aprova as contas, define os preços do aluguel, estuda as propostas de aumento da mensalidade, tendo como auxílio o trabalho das Comissões, como jurídica, financeira, fiscal, expansão, de sindicância.

um clube que é referência na cidade e exemplo de Sucesso

Temos o estatuto do clube para ser cumprido, reformulado desde 2004, respeitando as diretrizes do Código Civil. Tudo foi pensado para manter a organização do Itaguará, como acontece quando vai entrar um novo associado. São necessárias duas apresentações de sócios proprietários e acontece uma investigação por meio da comissão de sindicância que trabalha de forma sigilosa. Nos preocupamos com o bom caminhar do clube. Com o Itaguará completando 50 anos de história, como você se sente sendo o Presidente nesta data tão importante? Mizão: A primeira coisa que eu gostaria de deixar claro é que não existe oposição dentro do clube, pois a diretoria e o conselho trabalham pelo coletivo. Eu me sinto muito gratificado e com uma grande responsabilidade para administrar de maneira exemplar um clube que é referência na cidade e exemplo de sucesso. O Itaguará pode ser comparado à Prefeitura, à Câmara dos Vereadores e à Escola de Especialistas de Aeronáutica no quesito de importância quando se fala no desenvolvimento de Guaratinguetá. Não temos previsões faraônicas na atual diretoria, mas o associado pode confiar que eu vou investir em melhorias para ajudar o clube a evoluir mais do que foi feito até agora. itaguará country clube 50 anos 17


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mapa

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mapa 08 Quadras de tênis: As primeiras ficaram prontas em 1976. Desde 1999 há duas quadras de saibro. Nelas, são utilizadas duas toneladas de pó de telha por ano para manutenção. Cada carrinho leva uma média de 300 bolinhas. 09 Ginásio coberto: Foram sete anos de construção, de 1986 a 1993. Sediou grandes shows e eventos esportivos, como o Campeonato Sul-Americano de Basquete Masculino, que marcou a inauguração, com a vitória do Brasil. Recentemente foram trocados os pisos para melhor atender aos associados.

01 Recepções: São equipadas com um sistema de vigilância, com 30 câmeras convencionais e duas de longo alcance. O sistema biométrico de leitura das digitais dos associados foi instalado em 1999 e ajudou a reduzir a inadimplência. 02 Sede: Após várias reformas, hoje está totalmente restaurada, mantendo os traços originais. Sedia reuniões do conselho, diretoria e eventos culturais.

10 Parque Aquático: A piscina de 25 por 21 metros tem dois metros de profundidade e um milhão e cem mil litros de água. É aquecida com seis bombas de calor e ocupa uma área construída de 2.500 metros quadrados. Foi inaugurado em 2000, tendo como responsáveis pela obra Ruy Mesquita, Cláudio Marcondes e Edgard Spalding. 11 Academia: Recebe a presença de uma média de 250 pessoas por dia. Conta com 33 bikes de sppining, 15 esteiras, 13 bicicletas ergométricas e o auxílio de seis educadores físicos, sendo dois de manhã, quatro de tarde e de noite. O salão da musculação tem a maior procura dos associados.

03 Pista de caminhada: São 700 metros ao ar livre cobertos com de pó de pedra.

04 Pistas de skate: São três, sendo um banks (formato de um oito), uma piscina californiana e um bowl. A última reforma levou cinco meses para ser concluída, integrando as três pistas em um mesmo complexo.

12 Quadras de futsal: Aguardam uma futura reforma que poderá cobri-las, melhorando o piso e toda a estrutura. Por enquanto, estão desativadas. 13 Campo de futebol: De tamanho oficial, recebe manutenções diárias. O sistema de drenagem é eficiente e as redes dos gols são trocadas pelo menos duas vezes ao ano.

05 Bocha: No começo era de saibro, coberta com terra de cupim e serragem. Hoje as canchas são adequadas à Federação Paulista. Cerca de 25 praticantes batem cartão no local. 06 Futebol Society: Na década de 80, o local abrigava uma pista de bicicross. Foi destruída para a construção do campo de areia. Em 2005, foi instalada grama sintética e feita a cobertura total. 07 Campinho: Construído em 2005, atende principalmente à criançada durante os treinos do caquinho, que acontecem aos sábados pela manhã.

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14 Quadras de basquete e vôlei: Receberam recentemente uma reforma, possibilitando a melhoria no piso, além de uma pintura mais viva nas marcações. 15 Salas de lutas: Estão passando por reforma para melhorar o atendimento aos associados. 16 Sauna: Local muito frequentado, onde de médico, sambista e louco todo mundo tem um pouco. Aqui tem associado que chega a ser técnico de futebol por conta dos comentários afiados. E de papo cabeça a furado tudo entra no calor das discussões. 17 Bar: Reformado na década de 90, oferece salgados, porções e refeições nos finais de semana. Ponto de encontro da turma do brejinho, que se reúne principalmente as sextas-feiras. 18 Piscina recreativa: A extensão é de 25 por 20 metros, com 1,6 metros de profundidade e 800 mil litros de água. Já foi ponto de encontro no passado e hoje recebe mais gente nos finais de semana ou feriados. Três salva-vidas atuam no local, onde as palmeiras dão um toque especial na decoração.

19 19 Parquinho: Recebeu novos brinquedos recentemente, vindos de São José do Rio Preto. São ecologicamente corretos e com itens de segurança para garantir a diversão da criançada. 20 Árvores: Em sua extensão de 94.052 metros quadrados, o clube tem mais de 500 árvores de pequeno, médio e grande porte dos lados interno e externo. E de espécies variadas, como jambo, flamboyant, cedrinho, jatobás, pau-brasil, mangueiras, ipê, unha de vaca, chapéu de praia, tabipiruna, pinheirinho, entre outras. 21 Caixa d’água: A capacidade de armazenamento é de 80 mil litros. O sistema artesiano é o responsável pelo abastecimento interno. Cerca de 800 associados entram e saem do clube diariamente. Clemente Pedro de Magalhães Turner foi o primeiro associado do clube.

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galeria presidentes

Ruy Ottoni de Mesquita

Tirso Vital Brasil

Pedro Monteiro da Silva

Pedro Monteiro da Silva

João Batista Maciel Monteiro

1963 a 1967

1967 a 1969

1969 a 1971

1969 a 1971

1973 a 1975

Rogério Lacaz Neto

José Hélio Galvão Nunes

Emanuel Fausto Caltabiano de Barros

Edgard Spalding

Paulo Celso Resende Rangel

1975 a 1977

1977 a 1981

1981 a 1983

1983 a 1985

1985 a 1987

Benedito Geraldo de Carvalho Filho

João Mod Filho

Paulo Celso Resende Rangel

Mario Augusto Rodrigues Nunes

Herman Jacobus C. Woorwald

1987 a 1989

1989 a 1991

1991 a 1993

1993 a 1998

1998 a 2000

aos presidentes

Eurico Cesar Montenegro Zamboni 2000 a 2004

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José Ricardo de Tolosa Mollica

José Roberto de Oliveira César

2004 a 2006

2006 a 2008

Eurico Cesar Montenegro Zamboni 2008 a 2012

Nestes 50 anos de trajetória, o Itaguará Country Clube contou com vários presidentes, que com seu trabalho e seriedade contribuíram para transformá-lo no êxito que é hoje. Nesta galeria, uma homenagem a estes homens, que ajudaram a escrever esta história de sucesso.


galeria presidentes do conselho

Ariberto Pereira da Cunha

João Mod

Ruy Ottoni Mesquita

Antônio de Pádua Fortes Azevedo

Antônio Almeida Cassula

1963 a 1967

1969 a 1971

1971 a 1973

1973 a 1975

1975 a 1977

João Batista Maciel Monteiro

Ruy Ottoni Mesquita

Paulo Celso Resende Rangel

Francisco Marcelo Ortiz

Vagner José Oliva

1977 a 1979

1979 a 1981

1981 a 1983

1983 a 1985

1985 a 1987

Fábio Selles Ribeiro

Paulo Fonseca Marcondes

Crysanto Ferreira Filho

João César Monteiro dos Santos

Cláudio Marcondes Velloso

1987 a 1989

1989 a 1991

1991 a 1993

1993 a 1998

1998 a 2000

Herman Jacobus C. Woorwald

João Mod

Leonardo Casella

Aracimir Moyseis Rodrigues

2000 a 2002

2002 a 2004

2004 a 2008

2008 a 2012 itaguará country clube 50 anos 25


álbum esporte

por lauro amaral

Itaguará X Corinthians, em 2008

aqui é bola na rede Paixão nacional inquestionável, o futebol sempre esteve à frente das preferências esportivas dos associados do Itaguará. E não foram apenas peladas que aconteceram nestes gramados, mas grandes campeonatos, revelando atletas profissionais e talentos de deixar muitos boleiros de queixo caído. O primeiro campo do clube surgiu na década de 70, atrás da piscina, onde os jogos aconteciam embaixo de várias mangueiras. Aí, muita gente tinha que contar com a sorte para não levar um calo a mais para casa. Em 1979 o Itaguará inaugura a iluminação do setor de esportes, contemplando não só o campo na nova área (mesma da atual) como também as quadras de basquete, vôlei e futsal. Nesta época, começam os tradicionais rachas nas manhãs de domingo, que continuam sendo disputadíssimos até os dias de hoje. Ali, muita gente tem que chegar com antecedência para colocar o nome na lista de quem vai jogar. Se o edredon falar mais alto, corre o sério risco de ficar de fora. Dentro e fora das quatro linhas foram formadas boas amizades graças ao clima de confraternização existente entre os boleiros de plantão. Jogos com o master do Corinthians, Santos e outros times balançaram não só as redes como também a arquibancada. E muita gente ainda se contenta em ver os jogos nos vãos do alambrado, fazendo um coro do lado da rua, seja na quarta à noite ou nas manhãs de domingo. Futebol feminino, dos casados contra os encalhados, dos homens de saia, das crianças, jovens e adultos, o campo sempre recebeu partidas nas quais a diversidade entrava em campo. Em setembro de 2001 foi inaugurada uma nova iluminação, homenageando o ex-jogador e querido por todos, Hélio Macedo Bolar, que deixa saudades assim como tantos que por aqui desconcertaram os adversários.

tênis: das competições ao lazer Assim como a sauna e a academia, as quadras de tênis são um dos locais mais frequentados no clube. O início foi em 1975, quando começaram as obras das três com o piso chamado tênis fast. A inauguração chegou no ano seguinte. Nesta época, havia poucos praticantes, mas quem jogava levava muito a sério ao ponto de vestir roupas características do esporte em modelitos pra lá de sofisticados. E o Itaguará já tinha um grande talento em suas quadras: Priscila Lettiere Abdalla, bi-campeã estadual em 1979 e 1980, sendo a décima no ranking brasileiro da modalidade. Em 1985 foram construídas mais três quadras e o paredão para treinamento individual. Após 14 anos, vieram as de saibro. Diferente de hoje, no passado o lado competitivo do esporte destacava-se mais nas quadras do Itaguará. Tanto é, que os adolescentes da época Fernando Murcia e Bruno Guedes Dias consagraram-se campeões em várias competições de âmbito nacional e estadual. Murcia chegou a estudar nos Estados Unidos por meio de uma bolsa conquistada através do tênis. Atualmente, segundo o professor Welington Torres, são valorizados mais os lados da amizade e do lazer. Desde a reforma das quadras, em 2004, trocando os pisos para lisonda, um material mais sofisticado, a prática aumentou consideravelmente, reunindo uma média de 200 pessoas por mês, entre homens, mulheres, jovens, crianças e idosos. Até um ano atrás, todos tinham uma motivação a mais para jogar. Observar seu Otto Spalding, com seus 94 anos, esbanjando saúde com a raquete na mão, dava um fôlego a mais para quem estava prestes a desanimar. As seis quadras do clube, sendo quatro de lisonda e duas de saibro, contam com quatro postes de iluminação, com seis refletores cada. Tratam-se das melhores quadras do Vale do Paraíba nos quesitos quantidade e qualidade, na análise de Welington Torres. O complexo, que faz uma homenagem ao incentivador do tênis, Geraldo Caltabiano, ainda tem um bar, mesas de bilhar, tênis de mesa, esteira e bicicleta ergométrica. Por aqui, o lema é não ficar parado.

Caquinho A boa fama de se sair bem nas competições interclubes, municipais ou estaduais é explicada pela base dos jogadores. Graças ao esforço do ex-jogador do São Paulo e Esportiva, Luiz Geremias Marucci, 77 anos, a criançada não dorme com a bola no pé. Todos os sábados o caquinho coloca os pequeninos para correr, e receber as valiosas dicas de seu Marucci, que há 30 anos treina a molecada no clube. Italiano nato, ele apresenta as experiências com a redondinha de um jeito bem firme, dando “puxões de orelha” quando necessário, mas sempre com aquele sorriso de paizão ao ponto de até amarrar as chuteiras dos aprendizes. “Entro no time e comando o treino. É um ótimo exercício de vida”, revela seu Marucci. 26 itaguará country clube 50 anos

Otto Spalding é exemplo de motivação no tênis


Celeiro de grandes nadadores Antes do clube construir uma das melhores piscinas do país, um grande destaque da natação surgia no Itaguará: Jorge Augusto Macedo de Azevedo. De 1997 a 2005 muitas portas se abriram para o nadador, que chegou a ser campeão mundial de categoria e sul americano na petiz. Através da prática do esporte, Jorge conquistou muitos outros campeonatos e uma vaga numa concorrida Universidade nos Estados Unidos. “Tudo foi resultado de disciplina, trabalho e apoio dos presidentes e diretores do clube, além do colégio Objetivo, através de bolsas de estudo”, disse Digiorgio Fais, treinador da equipe do Itaguará desde 1989. Tenco começado com uma piscina recreativa, hoje o clube conta com uma das mais rápidas do Brasil, sediando importantes competições, como o Campeonato Brasileiro e a Copa São Paulo, reunindo grandes nomes da natação, como César Cielo, Bruno Fratus, Fabíola Molina, Felipe França, entre outros. Daqui saíram os melhores índices para o mundial disputado na Arábia Saudita. Em suas oito raias também são formados novos talentos, principalmente velocistas. Taís Resende, a formiga atômica, bateu, em casa, o recorde nos 50 metros livres na categoria juvenil ao cravar 26 segundos e 12 centésimos. Como o estatuto do Itaguará não permite a federação dos atletas, grande parte se vincula a outros clubes, como o Esporte Clube Pinheiros e a Associação Atlética São José. Com uma piscina aquecida a 29 graus, os treinamentos são intensos e diários. A campeã sul americana, brasileira e paulista na categoria juvenil, Paula Jardim, já está cotada para se transformar em atleta olímpica pelo Pinheiros. E ela começou a se destacar nadando no Itaguará. Inaugurada em 2000, a piscina do pólo aquático também é aberta para quem pratica a natação como hobby ou para atletas de outras modalidades, como o triatlo. A escolinha é gratuita e atende crianças a partir de quatro anos até pessoas da terceira idade. Diariamente, cerca de 50 pessoas mergulham em suas águas.

César cielo

Campeonato Brasileiro de natação 2012

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álbum esporte

por lauro amaral

Amistoso de bocha entre Itaguará e Corinthians, em 2009

Bocha é pura

confraternização Muito além do que apenas serem certeiros e precisos nas jogadas dentro das canchas da bocha, os jogadores que desfrutam do espaço João Cavalca do Itaguará Country Clube compartilham algo em comum: a amizade. No local, construído na gestão do então presidente Hélio Galvão (1977 a 1979), o esporte é o carro chefe, mas o paladar também é valorizado por meio dos deliciosos pratos preparados todas as quintas-feiras pela cozinheira Fátima Aparecida dos Santos. De jambalaia (arroz com frango, calabresa e camarão) a comida árabe, passando por peixadas e carneiros suculentos, o que não falta é aquela pitada de amor. Afinal, jogar bocha também queima calorias. Uma partida equivale a 45 minutos de caminhada. Apelidadas de palácio da bocha, as canchas cobertas foram sendo adaptadas ao longo dos anos e hoje atendem a todas as recomendações da modalidade Rafa. O que no começo era de saibro, recobertas com terra de cupim e saibro, hoje é tudo adequado às regras oficiais da Federação Paulista de Bocha e Bolão. Na última reforma, feita na presidência de Eurico Zamboni, os pisos foram refeitos e as canchas passaram a ter o tamanho oficial de 4 por 24 metros. “Conheço, no mínimo, 130 canchas de bocha. Aqui estão as consideradas como melhores pelos praticantes do Estado de São Paulo”, diz José Roberto Neves dos Santos, jogador desde a década de 70. Com um espaço privilegiado, bem iluminado e aberto para outras atividades esportivas, como futebol de mesa, dama e xadrez, várias competições acontecem ao longo do ano, como o torneio João Cavalca, o campeonato individual da primeira e segunda divisões, além da Copa Guaratinguetá de Bocha. Daqui saem jogadores que representam as cidades de Aparecida, Cunha e Guará nos Jogos Regionais e grandes campeões, como Mauro Meireles Gomes, pentacampeão interno e Edésio Guillherme Costa, um dos mais experientes bochófilo da casa. E tem a nova geração vindo por aí, dando muito trabalho para os tiozinhos, como o jovem Thales Amâncio, 14 anos, que já vem dominando o controle das jogadas. 30 itaguará country clube 50 anos

Skate na veia Que os esportes ajudaram muito a disseminar o nome do Itaguará Country Clube Brasil afora ninguém pode negar. E um dos principais a fazer isto foi o skate. Quando poucos guaratinguetaenses sabiam do que se tratava aquele carrinho de rodinhas, rolamentos, eixos e shape, a primeira rampa já sinalizava que o clube seria um dos principais celeiros da modalidade no país. E foi o que aconteceu. Do primeiro campeonato valeparaibano, realizado em 1978, até a construção do bowl, em 1981, muitos novos skatistas começaram a praticar o esporte. Motivada pelos garotos da época, Zezé, Júnior, Alexandre, Yndio, Joca Petrônio, Nandinho Tassara, Rubinho, Pimenta e Gustavo “Canga”, a diretoria do clube percebeu que não se tratava de coisa de vagabundo e decidiu investir pesado, apoiando em todos os eventos. Daí pra frente foi só aéreo de sucesso. O ICC entra para a história do skate ao sediar o primeiro campeonato brasileiro, em 1982, com a presença de 60 atletas. Com o movimento punk fervilhando nas capitais e a moda skate wear a mil, a presença de público só foi aumentando. Com a construção do banks, em 1983, o clube começa a aparecer em várias publicações nacionais e internacionais, muitas elegendo as pistas daqui como as melhores do Brasil. As competições crescem, atraem grandes marcas e se tornam referência nacional. Foram cinco seguidas ao ponto de reunir 400 atletas no quinto campeonato brasileiro, em 1987, nas modalidades free style, street style, bowl e banks. Os prêmios chegaram a 400 mil cruzados em dois finais de semana de muita adrenalina. E foram nas pistas do clube que grandes nomes do skate foram revelados, como Léo Kakinho, Guilherme Barbosa, o Gui, e mais recentemente Sorriso, Fabinho e Foguinho. Nestas pistas estiveram os primeiros do mundo, como os norte-americanos, Cristhian Hosoi, Tony Halk, Cavalera e os brasileiros, Bob Burnquist, Bobinho, Ueda, Tio Liba, Sérgio Negão, entre muitos outros. Seja no passado ou nos tempos de hoje, com a construção de mais uma nova pista e reforma das antigas, uma coisa não podemos negar: o Itaguará é skate na veia.

Skate no auge na década de 80


Jogo da liga nacional de vôlei

Campeonato interno de vôlei de areia na década de 90

Sede de grandes jogos Guaratinguetá, 1993. Logo na inauguração do ginásio poliesportivo do Itaguará, uma competição de encher os olhos de todo o país: o trigésimo quinto campeonato sulamericano de basquete masculino. Com tabelas moderníssimas, comparadas às dos jogos da NBA, seleções da Argentina, Brasil, Chile, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela levaram o público a loucura, lotando todos os jogos. Com as olas da torcida e muita garra em quadra, o Brasil levou a melhor, deixando os hermanos enlouquecidos. Dois anos depois, foi a vez das meninas da Liga Nacional fazerem a esperada final no ginásio do ICC. Em quadra, Paulínia levou a melhor e levantou a taça entregue pela rainha Hortência. Grandes nomes do basquete jogaram e aprovaram a quadra do clube, levando elogios para os quatro cantos do Brasil. Mas a história do basquete do ICC tem seu início quando o esporte ainda era chamado de bola ao cesto. Foi daqui que saiu a equipe bicampeã paulista e dos Jogos Abertos do Interior, em São Carlos e Ribeirão Preto, na década de 70. Jogadores que atuavam sem patrocínios e iam na raça mostrar como a habilidade fazia a diferença. Rachas disputadíssimos e uma turma de marcar gerações gingaram por aqui. Muitos nomes, encontros e vidas fizeram do basquete um estilo de vida que até hoje contagia quem lembra dos tempos memoráveis dos itaguareanos que sabiam como conduzir a bola ao cesto.

Vôlei Assim como todos os outros esportes, o clube teve momentos áureos no vôlei, inclusive com uma equipe disputando a liga estadual. Foi em 1995, quando o time trouxe vários títulos regionais para Guaratinguetá. O ginásio também sediou jogos da Liga Nacional da modalidade, movimentando a cidade e trazendo grande público. Dentro dos rachas internos, o vôlei começou a ter praticantes no Itaguará logo nos primeiros anos do clube, inclusive com uma equipe formada em 1977. Até hoje o esporte é incentivado e uma escolinha ajuda a formar novos campeões e campeãs.

Invasão roller Nos últimos anos da década de 90 e nos primeiros do século 21, muitos associados começaram a andar nos patins conhecidos como roller. Também treinavam nas pistas do clube e atraíram a atenção do público em um campeonato organizado por Vinícius Stocco, o Peru. Sempre em paz com os skatistas, mostraram um potencial de alto nível e nomes como Mateus Matiello, Caio Germano e Peru chegaram a representar Guaratinguetá em competições internacionais, como o X-Games. Foi uma febre que deixou boas lembranças. itaguará country clube 50 anos 31


álbum esporte

Casados há 19 anos, Cláudio e Andréa ainda vivem o Itaguará intensamente, desta vez no aspecto profissional. Os dois são educadores físicos e estão diariamente no clube atuando como personals.

Aulão de tai-chi-chuan

futevôlei

aula de alongamento e saúde

aula de dança com professor sandro

Aula de ioga

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Adriana Carvalho Publicitária, pós-graduada em Administração de Marketing pela FAAP, MBA em Gestão de Produção pela UNESP e mestranda em Engenharia pela UNESP. Proprietária da Interativa Marketing e Professora da FATEA.

Endomarketing A prestação de serviços está presente de forma cada vez mais significativa na vida econômica e social das pessoas , onde a ênfase em qualidade torna-se de extrema importância em todos os setores, fazendo com que surja, assim, a necessidade das empresas desenvolverem um entendimento apurado sobre qualidade na prestação de serviços, buscando alcançar a satisfação dos clientes, porém, muitas vezes esquecem-se de alimentar o cliente interno, o que faz com que empresas tenham baixo desempenho ou um alto turn-over, devido a falta de satisfação do funcionário, muitas vezes, esquecidos. Analisar a participação da liderança nas ações de endomarketing é de extrema importância , afinal, nos dias atuais, a forma como os funcionários percebem a empresa, pode tornar um grande diferencial competitivo, podendo portanto a empresa atuar em duas frentes: funcionários motivados e orientada em qualidade. O conceito do endomarketing vem de como alinhar, sintonizar e sincronizar para implementar e operacionalizar a estrutura organizacional de marketing da empresa, que empregam comunicação interna pessoal, impressa, eletrônica ou digital com o objetivo de facilitar e realizar trocas, construindo um bom relacionamento com o público interno, compartilhando os objetivos empresariais, além de harmonizar e fortalecer relações, assim, melhorando a imagem da empresa e seu valor no mercado. Afinal, comunicação assim como outro assunto, possui implicações no mundo corporativo, desde o pessoal da linha de frente até o CEO da empresa, porém, poucas empresas pensam estrategicamente a comunicação. E para que haja o comprometimento de toda equipe é preciso que o ambiente tenha um clima saudável de realização e produtividade, onde a liderança deve ser a força motriz, ensinando boas práticas e gerindo interesses, ideias e conscientização por meio de excelentes processos de comunicação junto aos funcionários.

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álbum cultura

por lauro amaral

Um clube aberto a arte e ao conhecimento Lançamentos de livros, apresentações teatrais, de companhias de dança e até os memoráveis saraus de sábado que ocorriam nas décadas de 60 e 70, o clube sempre abriu suas portas para a divulgação cultural na cidade. E o mais importante é que muitos eventos foram e continuam sendo abertos ao público em geral, contribuindo para a formação de quem se interessa pelo o que há de melhor no conhecimento humano. Apresentações de orquestras sinfônicas, como da Escola de Especialistas de Aeronáutica, de pianistas, indo de Gisele Galhardo a Juliano Augusto Carvalho de Castro, passando por exposições de quadros, flores, esculturas, sem falar nas palestras que abordaram temas diversos, de saúde a espiritualidade, chegando a presenças ilustres que vieram pessoalmente conferir não só as belezas naturais como toda a estrutura do Itaguará Country Clube. Logo na década de 60, quando a medicina dava seus primeiros passos rumo à descoberta de muitos tratamentos, a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Carmem Prudente, esteve por aqui para ajudar a desmistificar muitas dúvidas que pairavam em torno da doença. O sétimo aniversário do clube foi comemorado com um jantar especial, tendo inclusive a presença do então governador do Estado de São Paulo, Roberto Costa de Abreu Sodré, que desfrutou de um jantar especial, no dia 17 de outubro de 1970 e ainda pôde ver de perto 30 famosos quadros do acervo estadual, assim como plantas ornamentais e orquídeas da coleção do Comendador Angelo Rinaldi. A neta de Dom Pedro, Maria Isabel de Orleans e Bragança, também veio conferir a exposição de aquarelas em homenagem ao seu avô. Artistas, políticos, autoridades em geral, da região ou do país como um todo, que já pisaram por aqui sabem que a cultura foi e continua sendo valorizada na programação do clube.

Banda da EEAer e pianista Juliano Augusto Carvalho de Castro - 22 de maio de 1996

Evento na sede realizado em 2008

Companhia da Ucrânia - 1996

Lygia Fagundes Telles participa da Semana Brito Broca, na década de 80

Maria Isabel de Orleans e Bragança na exposição de aquarelas em homenagem ao seu avô, Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança

jantar com a presença do governador, em 1970 Melão com presunto, frango a brasileira, filet de molho madeira com champignon, torta de nozes, frutas da época, aperitivos, vinho, água mineral, café, licor e charutos. 34 itaguará country clube 50 anos


álbum carnaval

por lauro amaral

Amigas curtem o baile do Hawaii de 1997

carnaval 2003

Carnaval nota 10 Os carnavais do Itaguará sempre começaram com uma semana de antecedência. É quando acontecem os memoráveis bailes do Hawaii, reunindo a nata da sociedade e pessoas pra lá de badaladas. Quando a festa do Rei Momo começa literalmente, o clube sempre mantém uma programação bem eclética para agradar a gregos e troianos. E foi assim ao longo dos anos, adaptando os horários e cronogramas dentro do que os associados esperavam. Agora, o que não muda é a tradição das fantasias da criançada e a animação dentro do espírito de festa exigido pelos dias de folia. Aqui, Carnaval se pula e a banda toca no ritmo do tamborim!

carnaval 2009

Baile de maior sucesso do clube - sempre lotado

Fantasia das crianças sempre foi uma tradição nos carnavais do clube

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Itaguará Country Clube Parabéns pelos 50 anos!!!

10 unidades de atendimento; Instalações confortáveis; Frota especializada; Coleta domiciliar; Resultados pela internet; Certificação ISO 9001; Atendimento infantil.

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álbum shows

por lauro amaral

Ginásio do clube é palco de shows pra lá de especiais A arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido sempre estiveram presentes no palco do ginásio do Itaguará Country Clube. Dos mais renomados nomes da música popular brasileira, passando pelos grupos sensações do momento, gingando no repique do pagode, vibrando no tum tum tum do axé, dançando no equilíbrio do reggae ou apenas admirando de olhos bem abertos ao som do cara. Por aqui, o rei Roberto Carlos emocionou com o show “Amor” e o galã Fábio Júnior homenageou as mães boquiabertas com um obrigado muito além do que apenas o nome da turnê. Durante toda a década de 90 os eventos musicais eram constantes ao ponto de ter Chiquititas em um sábado e Charlie Brown Júnior no dia seguinte, ambos lotados. As flores desta cidade se abriram para Daniela Mercury e o domingo ninguém quis ver passar ao som dos Titãs. Muita gente bateu lata com os Paralamas do Sucesso em um tempo em que Hebert Viana ainda não havia sofrido um dos principais traumas de sua vida. Paula Toller abusou da sensualidade junto com os rapazes do Kid Abelha e Samuel Rosa mostrou a força dos metais, deixando claro de que de pacato o Skank não tinha nada. O alquimista veio com todas as magias e fez ligações com um mundo que só Jorge Ben Jor é capaz de sintonizar. Atrações internacionais, como Julian e Damian Marley, fizeram um tributo ao pai, Bob Marley, ao lado de Tribo de Jah e Bantus. Desembarcaram por aqui também Pato Banton, Lulu Santos, Belo, FalaMansa, Rastapé, Cidade Negra, Zé Ramalho, Araketu, Pepeu Gomes, Sandy&Júnior, Companhia do Pagode, KLB, Djavan, entre muitos outros artistas de peso. E foi no palco do Itaguará que Samuel, Dinho, Bento, Julio e Sérgio fizeram uma das últimas apresentações dos Mamonas Assassinas, no dia 8 de outubro de 1995. Irreverência e ousadia que deixam saudades de um tempo que não volta mais.

kid abelha

fábio jr.

skank mamonas assassinas 100 95 75

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o Itaguará em sua vida

Romances, glamour e nostalgia O Itaguará não é apenas referência deste ou daquele esporte. É uma espécie de marco na vida de muitas gerações. Seja no salão de festas ou na área da piscina, paqueras, o primeiro beijo, aquela dança e até o olharzinho 43 estiveram presentes em diferentes tempos e em situações bem opostas. Nos memoráveis bailes de gala havia um glamour especial. Nas décadas de 60 e 70 tudo começava com o figurino. Como as roupas eram desenhadas e costuradas para cada pessoa, a preparação tinha que ter pelo menos 20 dias de antecedência da data do grande dia. Criava-se grande expectativa e muitos comentários cidade afora. Homens com seus ternos impecáveis e as mulheres sempre de vestidos longos e jóias que passavam longe das atuais bijuterias. Eram os trajes passeio completo ou a rigor absoluto. No som, bandas famosas, como Biriba Boys, entoavam os embalos da época: bolero, samba canção, foxtrote, entre outros que todos dançavam sem titubear. Afinal, naquela época, a dança era o segundo estágio de um futuro namoro. O primeiro era o chamado flerte, iniciado de longe por meio de olhares sugestivos e instigantes. Depois sim, vinha aquele convite, sempre partindo do homem, para uma possível dança com a pretendente. Ah, mas o tão esperado beijo acontecia então? “Nem pensar. Esperávamos até um mês para beijarmos. Segurar a mão só acontecia após as famílias se

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Zely Jeha vivencia o Itaguará desde a inauguração

conhecerem. O beijo mesmo só vinha quando estávamos comprometidos”, lembra Zely Chamon Jeha, 75 anos, que viveu os primeiros anos do Itaguará, de seus bailes e eventos beneficentes. Tempo de requintes, tempo de inovações, a década de 80 entrou com a explosão do rock nacional. Enquanto Cazuza, Legião Urbana, Blitz, RPM, entre outros, vendiam milhões de discos, a moçada queria mesmo era curtir as festas e bailes. As chamadas brincadeiras ficavam sempre lotadas e embalavam os jovens no salão do Itaguará. As paqueras já eram mais rápidas e os beijos anunciavam em um ritmo de rock´n´roll novos romances e até futuras famílias. Foi neste embalo que, de repente, começou a crescer a admiração entre dois jovens: Andréa Marcato e Cláudio Enier. Quando os dois completavam 23 anos, eram nos bailes do clube onde acontecia a maior parte dos encontros do casal. Curtindo os embalos da Som Lazer, Star Som e Tuti Fruti, eles foram se aproximando, se conhecendo mais e percebendo que os amassos de cada noite teriam uma longa história pela frente. E foi o que aconteceu. Da beirada da piscina seguiram, após dois anos, para o altar. Juntaram as coincidências e adversidades para formarem uma família, tendo como pano de fundo os eventos do Itaguará. Hoje, a Andréa traz o Enier no nome e a força de uma mãe que alimentou duas crianças em seu ventre: a Isabelle e o Henrique.


Baile das debutantes: sucesso total A beleza natural do Itaguará Country Clube era a decoração perfeita para a realização dos famosos bailes das debutantes. Além de chique, nas décadas de 60 e 70, a programação não se restringia ao baile. Havia sessões de fotos, chás, passeios, ou seja, o lugar ideal para o evento. Bailes suntuosos, reuniam dezenas de debutantes em seus longos e atraentes vestidos, com um espaço beneficente. Parte da renda arrecadada era doada para entidades do município assistidas pela Casa da Amizade, Rotary e Lions, como mostra o balancete publicado no jornal “O Eco”, de 1963. Dançando noite afora, as debutantes iam a loucura com os apresentadores de cada edição do baile. Em 1974, o ator global Tony Ramos foi contratado para tal tarefa. Além de entoar sua voz de galã no microfone, abriu espaço para muitas fotos. Sorte para elas e aquele sentimento de inveja nos rapazes que assistiam de longe a noite na qual as debutantes eram a estrela da vez.

Baile debutante 1981

Eurico e maria ANA LúCIA e DARIO Em 20 de Março, a “brincadeira” de sábado no Itaguará começava às 22h e lá estávamos entre amigas, paquerando e dançando, ora músicas lentas, ora o rock, que exigia nosso treino. Naquela noite de alegria, depois de dançar de rosto colado ao do Dario, encostamos na famosa “cerquinha branca” da piscina e lá ele me pediu em namoro. Insegura e envergonhada, inicialmente pedi tempo para pensar, mas, como ele tinha que cumprir uma aposta feita com um amigo, não me deu esse tempo, me pediu pra decidir naquele momento.Aceitei! E logo depois ele me pediu que chegasse no Itaguará às 10h do dia seguinte, onde seus amigos (que sabiam da aposta) esperavam em frente ao bar da piscina para comprovar o início do namoro. Ao passar em frente ao bar com ele, aplaudidos pelos amigos, não percebi nada, tamanha emoção. À noite, depois da missa dos jovens na Matriz de Santo Antônio, fomos para a praça de Guará, nosso ponto de encontro com amigos, e lá, algum deles (que não lembro mais) falou sobre a aposta (uma caixa de cerveja) e assim fiquei sabendo de tudo. Surpresa, não fiquei furiosa! Parece que sabia que tinha feito a escolha certa.

Maria Cláudia e Eurico também se conheceram no ICC, onde começaram a namorar na década de 80.

Edney e rosinha Foram nos embalos das marchinhas de carnaval, no ano de 1973, que João Edney Antunes Cavalca e Rosa Maria Silva Galvão se conheceram e deram início a um lindo namoro. Sem saber que cinco anos depois, no dia 03 de junho, celebrariam o amor com um “SIM” para uma vida matrimonial, gerando assim, uma grande e linda família. Dessa união, que hoje completa seus 38 anos, nasceram seus três filhos: João Henrique, Pedro Luis e Marcelo.

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de olho no futuro

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Novos projetos devem movimentar o clube até 2014 Tendo como base a tendência da nova diretoria de investir nos setores que mais atraem os associados ao clube, uma modernização da academia está prevista para começar ainda neste ano. Por enquanto, verbas extras estão sendo solicitadas ao Conselho, mas tudo indica que quase R$ 500 mil serão direcionados para adequar o espaço às novas tendências do mercado. A ideia é adquirir novos equipamentos, trocando muitos que estão obsoletos, além de aproveitar um espaço ocioso que se encontra no setor de musculação. Com isso, haverá uma variedade de metodologias de treinamentos, incluindo o Pilates de solo, que atenderá grupos de associados. Uma nova entrada independente será aberta, incluindo ar-condicionado, pisos mais adequados, toldo, além da pintura. Fora isso, o projeto prevê a instalação de uma ilha no centro da academia para que os educadores físicos tenham uma visão periférica de tudo que esteja acontecendo. Segundo o conselheiro e responsável técnico pelos equipamentos, Gustavo Mollica, tudo indica que a academia terá uma estrutura digna de ser considerada a melhor do Vale do Paraíba. Investimentos confirmados pelo presidente Mizão e que fazem parte da previsão orçamentária que ampliou a mensalidade de R$ 170 para R$ 190 no último ano. “Afinal, também teremos que contratar dois novos porteiros e professores para o Pilates”, disse Aracimir Moyseis Rodrigues. Outra novidade é a reforma das salas de luta, na qual a de capoeira trocará de lugar com a de boxe. Como o boxe necessita de mais espaço para a colocação dos equipamentos de socos houve esta necessidade que será atendida no prazo de três meses. A instalação de 32 câmeras de vigilância ao redor do clube faz parte da preocupação da diretoria em proporcionar mais segurança aos associados. “Investimos mais de R$ 50 mil neste serviço. Teremos inclusive duas câmeras de longo alcance, cobrindo o lado externo do Itaguará. As imagens ficarão armazenadas durante 10 dias e poderão ser solicitadas sempre que algo anormal acontecer”,

explicou o presidente. Da mesma forma em que Mizão decidiu deixar o parquinho com a cara do Itaguará, agora será a vez das quadras de futsal ao lado do ginásio. Elas estão incomodando o presidente. O atual estado de abandono não combina com o clube e a diretoria já estuda um projeto para cobrir o espaço, trocando o piso tanto para futsal quanto para o badminton. Segundo Mizão, um estudo será feito para reformar o local. Atendendo a uma solicitação de muitas mães, o presidente do clube tem como meta para 2014 a construção de uma brinquedoteca. Seria um espaço com jogos, psicólogo, monitor e muitas brincadeiras lúdicas para entreter as crianças enquanto os pais malham ou realizam outras atividades no clube. “É uma excelente ideia para atrair mais associados ao Itaguará, despreocupando as mães. O projeto é sério e exigirá muito planejamento. Ainda não temos o local para a instalação da brinquedoteca. Existe muita área verde que não pode ser mexida no clube, mas estamos correndo atrás para transformar mais este sonho em realidade”, promete Mizão.

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homenagens

por lauro amaral

De guarda mirim a gerente administrativo, Azeitona é exemplo de dedicação

PersonaGeNs: itaguará de corpo e alma Eles fazem parte da história dos 50 anos do Itaguará Country Clube. Viram gerações crescerem e ajudaram a construir aquele que hoje é considerado um dos melhores clubes do Estado de São Paulo. Sempre dedicados e prestativos, muitos transformaram o local de trabalho não somente no segundo lar, mas em uma verdadeira família. Que o diga Sérgio Luiz Santos, 59 anos, o Serginho. Quem vê sua pequena estatura nem percebe a grandiosidade que existe neste homem. A perseverança o acompanha na caminhada iniciada, em 1973, quando entrou para atuar na função de serviços gerais. De lá para cá passou em vários setores, como cobrança, auxiliar de escritório, sub-gerente e agora gerente geral do Itaguará. Afinal, cargo mais do que merecido conquistado após 40 anos de muito suor. “Mais vivi aqui do que na minha própria casa”, revela Serginho. Sempre atento, ele caminha diariamente pelos quatro cantos do clube de antenas ligadas para ver se tudo está em ordem. Chega a ser odiado pela criançada que gosta de bagunçar, mas o tempo mostra que faz parte do seu trabalho. No fundo, o respeito predomina e Serginho acaba virando amigo dos pequenos de ontem e adultos de hoje. Sendo o funcionário mais antigo do clube, conhece cada detalhe na ponta da língua e mantém uma memória afiada de datas e acontecimentos que marcaram época. É uma espécie de xerife boa praça que continua produzindo independente das marcas do tempo. Assim como ele, a maioria dos 76 funcionários registrados têm mais de dez anos de casa. Amiga de todos os associados e conhecedora de duas gerações, Yara Miguel Ferreira, 52 anos, bate o cartão no Itaguará há 36 anos, mantendo a rotina desde 1977. Ela é uma espécie de referência do clube e muito procurada na secretaria para resolver assuntos administrativos. Hoje é assessora da presidência, mas também começou de baixo, atuando como auxiliar de serviços gerais, de escritório e secretária da diretoria. Apesar de já ter se aposentado, continua com pique para ver mais uma geração crescer. “Trabalhar aqui representa a minha vida. Gosto do que faço, do que fiz e vou continuar batalhando”, afirma. Quando Yara completava cinco anos de clube chegou um novo guardinha mirim. Sua missão: recolher bolinhas de tênis. A barriga avantachada do menino de 12 anos chamou a atenção dos tenistas ao ponto do associado Gaudenoro Botura o apelidar de Azeitona. Pronto, nascia ali o segundo nome de José Ronaldo de Resende. Hoje com 43 anos e 31 de dedicação ao Itaguará, Azeitona é outro exemplo de superação. 44 itaguará country clube 50 anos

yara

Lão e Didi, a dupla que faz história na portaria

Foi office-boy, auxiliar de escritório, sub-gerente e atualmente gerente administrativo. Se aperfeiçoou por meio da Faculdade de Economia, aproveitando as oportunidades para crescer dentro do clube. Também obteve experiências como secretário no conselho e ajudou a regularizar a situação do Itaguará junto ao Cartório de Registro de Imóveis, possibilitando a cassação dos inadimplentes a partir de 1999. “Tenho orgulho de fazer parte desta equipe e vou continuar me esforçando para ajudar no desenvolvimento do clube”, contou Azeitona. Companheiros do dia a dia dos associados, muitos funcionários se transformaram em verdadeiros amigos. São queridos e também vítimas de gozações quando o assunto é o futebol. Quem não conhece o santista Wander Luiz Teli? Assim fica difícil reconhecê-lo, mas é só dizer que estamos falando do Lão para qualquer um lembrar de sua fisionomia. Sempre com o radinho plugado nos ouvidos, é uma figura carimbada na portaria, disposto a brincar quando o Santos vence e a escutar se o time da Vila perde. O apelido surgiu na roça por conta do cabelo grande bem parecido com a lã do carneiro. São 27 anos no clube e uma presença pra lá de especial. Outra prata da casa que continua trabalhando mesmo após a aposentadoria é Benedito Eduardo Neto, o Didi. Há 35 anos se dedicando ao Itaguará, esteve em vários locais, como faxina, vestiário, piscina, obras, no campo e hoje atua na portaria, revezando com o Lão. Pai de sete filhos, avô de 18 netos e casado há 37 anos, adora música sertaneja, um hobby para ocupar o tempo quando não está em sua função diária. Além dos mais antigos, todos os funcionários que vestem a camisa do Itaguará são exemplos de dedicação e amor ao clube. *Gilson Daniel Rocha está no clube há 20 anos e diz que o Itaguará não atrasa os pagamentos, dá assistência, cesta básica e alimentação, motivos a mais para continuar. *Diariamente, Maria Aparecida Vieira Xavier, a dona Cida, lava 135 toalhas e 4 jogos de coletes. *Manter os jardins limpos e bem aparados é função da equipe coordenada por José Vicente Santos. Ele e mais cinco funcionários suam a camisa para manter tudo em ordem. *Isa Aparecida Oliveira e Neide Aparecida Antunes são as cozinheiras responsáveis pela alimentação dos funcionários. Cerca de 35 marmitex são feitas todos os dias.


Serginho, o xerife do clube

Gilson é o responsável pela recepção na academia

José Vicente Santos comanda cinco funcionários na manutenção do jardim e plantio de árvores

Isa Aparecida Oliveira cozinha com muito amor para os funcionários e associados

João honório Trabalho é o que não falta na rotina do ICC

Dona Maria Aparecida Vieira Xavier é a responsável pela lavanderia

E haja fôlego para dar conta de todos os detalhes da manutenção itaguará country clube 50 anos 45


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Revista ICC 50 Anos  
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