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Lançamento EME

Editorial Olá! Na entrevista deste mês, você vai conhecer um pouco mais sobre o escritor Geziel Andrade e sua nova obra, O homem que mudou a história, que fala sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Além de comentários de leitores sobre dois dos nossos livros, você vai conhecer mais dois lançamentos e quatro novas edições de sucesso. Vai poder ler sobre a importância dos romances espíritas para o crescimento dos leitores, e conhecer um projeto desenvolvido pela Casa da Criança de Capivari, a terra natal da Editora EME, em dois textos envolventes e que servem para muita reflexão. Tem isso. E ainda mais! Folheie, aproveite mais esta edição do Leitor EME e aguarde a próxima!

Expediente Leitor EME é um boletim informativo da Editora EME, distribuído gratuitamente Editor: Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo Jornalista responsável: Rubens Toledo – MTb 13.776 Diagramação: Editora EME Fotolitos e impressão: Gráfica EME Tiragem desta edição: 3.500 exemplares Vendas: (19) 3491-7000 vendas@editoraeme.com.br

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Serviço de Atendimento ao Leitor Queremos saber a sua opinião! Envie suas críticas, sugestões e dúvidas para o e-mail sal@editoraeme.com.br ou ligue para (19) 3491-7000.

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O autor

Geziel Andrade nasceu em Mogi Mirim, SP, e reside na capital do estado. É casado com Nadja, com quem tem dois filhos, Alexandre e Elaine. Mestre e doutor em economia, aposen-

tou-se como administrador do extinto Banespa. Tem importante atuação no movimento espírita, por meio de pesquisas e palestras. Mantém os blogs Artigos sobre Espiritismo (www.tiny.cc/Geziel) e Jorge Rizzini: vida e obras (www.tiny.cc/Rizzini). Dedicado à literatura espí-

rita, encanta a todos com seus textos “redigidos num estilo elegante, direto e, sobretudo, rigorosamente de acordo com a doutrina espírita”, segundo Jorge Rizzini. É autor de diversos livros espíritas (alguns em parceria com Ariovaldo Cavarzan), dentre eles: Amor e vida em família; Doen-

A obra ças, cura e saúde à luz do espiritismo; Educação espírita de nossos filhos; Manual e dicionário básico de espiritismo; O homem que conversou com os espíritos; Os espíritos, a música celeste e a música terrena; Perispírito: o que os espíritos disseram a respeito; Sexo sem preconceito, sem segredo, com equilíbrio.

Entrevista com o autor Como você conheceu o Espi­ritismo? Nasci em Mogi Mirim, interior de SP, em família espírita. Como meus avós e pais eram espíritas, fui criado no meio das atividades espíritas que eram desenvolvidas tanto na casa de meu avô, Juca de Andrade, quanto no centro espírita que foi fundado e dirigido por ele. Mais tarde, conheci melhor o Espiritismo nas reuniões de estudos espíritas realizadas nesse centro espírita e com a minha frequência e participação na Mocidade Espírita de Mogi Mirim. Depois disso, nunca mais parei de estudar, praticar a doutrina e participar do movimento espírita. Qual a importância do Espiritismo em sua vida? O Espiritismo tornou-se o meu orientador religioso, filosófico e moral. Amo esses aspectos da doutrina espírita, por me orientar a ser homem de bem, pela prática das virtudes. Você possui alguma mediunidade desenvolvida? Jamais senti qualquer influência ostensiva por parte dos espíritos, a ponto de poder servir de intermediário para as suas manifestações ou comunicações. Mas, com certeza, sinto-me em constante sintonia mental com eles, recebendo conselhos, inspirações e ideias que orientam as minhas atitudes, condutas e realizações no cotidiano. Como você escolhe o tema de seus livros? Os temas dos primeiros li-

vros surgiram em minha mente e os capítulos ficaram prontos numa elaboração mental, à medida em que fui estudando, aprendendo e participando do Espiritismo. O trabalho foi apenas de passá-los para o papel, aperfeiçoá-los. Evidentemente, as minhas experiências profissionais e acadêmicas ajudaram-me muito nisso. Atualmente, eu realizo estudos espíritas de temas que tenho interesse ou dúvidas. Qual a principal motivação para escrever O homem que mudou a história? O Espiritismo é uma doutrina essencialmente cristã. Uma das primeiras coisas que aprendemos no Espiritismo é adotar Jesus como guia e modelo. E na vastíssima literatura espírita vemos em detalhes a revolução religiosa e moral que Jesus veio promover na Terra, por ordem de Deus, com os seus ensinos e exemplos. A partir disso, preocupei-me em ressaltar no livro, à luz do Espiritismo, os principais fatos ocorridos na vida de Jesus, bem como os seus feitos e legados que mudaram o curso da humanidade, ao aprimorar o mundo íntimo do homem e o seu modo de agir perante os semelhantes com um melhor entendimento de Deus, do reino dos céus e das verdades espirituais. O que o incentivou a desenvolver esse trabalho? O grande incentivo para o desenvolvimento desse trabalho foi tentar dar uma contribuição modesta para a evangelização, que é uma priori-

dade no movimento espírita, por engrandecer a alma do homem e acelerar a transformação moral da humanidade, com a disseminação da prática da sabedoria aliada ao amor. Quanto tempo levou para concluir a obra? Esse trabalho durou cerca de três anos para ser concluído. A bibliografia consultada foi bastante extensa, pois tive a extrema preocupação em retratar fielmente a vida e obra de Jesus sob o enfoque espírita. Qual a importância do estudo sobre a personalidade e os atos de Jesus? A personalidade e os atos de Jesus são tão elevados em relação à nossa condição humana, que exigem ainda muitos estudos e muitas reflexões para a nossa completa compreensão e principalmente identificação e conformidade com suas lições e exemplos. Mas nessa busca já contamos com o Espiritismo a nos orientar sobre: as aparições de anjos; as mensagens de esperança contidas no “Sermão da Montanha”; as lições sobre Deus; a prática do amor, caridade, humildade, simplicidade, discrição, modéstia, prece, fé, justiça, perdão e gratidão; as curas realizadas; os ensinos contidos nas parábolas; as promessas quanto ao porvir; a morte, ressurreição e aparições de Jesus. Estes temas, entre outros, foram abordados em detalhes no livro. Alguma coisa mudou na sua compreensão, depois de ter escrito esse livro? A elaboração desse livro

mostrou-me aspectos que não compreendia muito bem, a respeito da nobreza espiritual e moral de Jesus, da missão grandiosa que lhe foi confiada por Deus, bem como dos poderes que ele possuía sobre a matéria, os homens e os espíritos. Então, depois de ter elaborado esse livro, percebi que minha consciência se dilatou acerca de Jesus, seus ensinos, exemplos e realizações, que estão contidos no Evangelho. Quais são seus próximos projetos literários? Estou iniciando um novo livro sobre a felicidade à luz do Espiritismo, pela importância que ela tem para nós e pelas lições que a doutrina espírita nos oferece. Mas é um projeto ainda em desenvolvimento, cujo resultado só será possível avaliar melhor bem mais tarde. Deixe um comentário final para o leitor. Estou plenamente convencido de que devemos priorizar a evangelização no momento atual, em função da grave crise moral que a humanidade está enfrentando, por valorizar e se iludir com os tesouros e poderes materiais transitórios. A evangelização nos propicia a valorização dos tesouros religiosos, morais e espirituais, que garantem efetivamente o progresso intelectual e material aliado às boas condutas e à paz, bem como à felicidade duradoura. E nisso, o Espiritismo tem desempenhado valorosamente a sua missão de estabelecer a evangelização e o progresso moral na humanidade.

O homem que mudou a história Geziel Andrade 16x23 cm • 264 páginas • R$ 27,00 Muito se fala na atualidade sobre a personalidade e os atos do homem que mudou a história da Terra: Jesus Cristo. Por meio de uma ampla pesquisa e utilizando-se da capacidade de síntese, o autor expõe o que de mais belo encontrou sobre essa figura única e inesquecível, transmitindo os ensinamentos e exemplos a respeito de importantes assuntos. Se colocados em prática na vivência diária, os significativos ensinamentos presentes neste livro auxiliarão de forma especial no caminho do crescimento interior, inspirando sempre a reflexão sobre o que faria Jesus, em nosso lugar.

Trecho da obra Os fundamentos da maravilhosa doutrina religiosa, moral e espiritual de Jesus estão expressos no Sermão da Montanha. Todos esses fundamentos estão assentados na continuidade da vida da alma no reino dos céus, após a morte do corpo material. Reafirmando a existência de Deus e do reino dos céus, onde as almas dos homens continuam a existir após a morte do corpo material, Jesus fortaleceu a esperança na alma das pessoas simples, sofredoras e aflitas. Ensinou-lhes que as pessoas que enfrentam as tribulações da vida material praticando as virtudes desfrutam das bem-aventuranças no reino dos céus. Allan Kardec [...] nos ensinou que as bem-aventuranças prometidas por Jesus podem ser realizadas na vida futura em função da justiça divina, que recompensa as atitudes elevadas e as boas obras terrenas. Recomendou-nos a adoção das seguintes condutas elevadas perante a vida presente:

• Suportar as provas, lutas, dificuldades e tribulações da vida terrena com calma, serenidade, resignação e fé no futuro, tirando delas lições espirituais e tornando proveitoso o sofrimento terreno. • Conquistar as virtudes da humildade, simplicidade de coração, pureza de sentimento e nobreza no pensamento, porque são indispensáveis à conquista das boas condições de vida existentes no reino dos céus para a alma virtuosa. • Viver atendendo às vontades, aos desígnios e às leis de Deus, pela prática do bem, porque essa é a única forma da alma conquistar o progresso que lhe garante a felicidade na vida futura. [...] • Agir com misericórdia e indulgência perante as más ações do próximo, estendendo o perdão às ofensas recebidas, para ser digno de merecer o perdão do Pai celestial quando houver a prática de más condutas.

Almoço musicado – apresentação da Casa da Criança em festa de Capivari Eram quase 11h15 quando Nádya começou a cantar no almoço anual beneficente da Associação Santa Rita de Cássia, uma instituição organizada para o acolhimento de crianças e adolescentes que se encontram em situação de risco. Ela havia deixado o Emanuel, seu filho único, ainda de colo, com a mãe (algo que a incomodava um pouco – pensava se não estaria estorvando, quando na verdade aquilo era a maior alegria da avó). Agora já eram quase 11h40, ela tocava uma música nova da Marisa Monte, calma e bonita, mas continuava incomodada – ainda não sabia se daria certo a garotada da Casa da Criança tocar ali na festa. Tinha conversado com alguns conhecidos seus, combinando o horário da apresentação; pegara a assinatura dos pais e responsáveis por cada criança que viria; tinha ensaiado três músicas especialmente para o dia (podiam ter ensaiado mais, deveriam ter ensaiado mais, preocupava-se também). Sempre pode haver imprevistos; era preciso buscar as crianças (será que todas viriam?), o que ficara a cargo de um amigo; nessas festas o número de pessoas é grande, nem sempre se encontram aqueles com quem se combinou, essas coisas. Além disso, pensava em como o público receberia a apresentação das crianças, ainda amadora... Tudo era tão corrido, tudo estava corrido... Seu filho “já” tinha mais de um ano, mas cada dia era uma novidade; seus pacientes na fisioterapia demandavam não

Trecho extraído do capítulo “O Sermão da Montanha e as bem-aventuranças”, páginas 31 a 33.

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só seu tempo como bastante energia (que despendia com a convicção de ser aquela a sua vocação); e havia as inseguranças e os temores comuns aos pais de primeira viagem. A Nádya e o Lídio, os pais do “Manu”, organizaram juntos aquela apresentação no almoço da Associação. Apesar de ele também ter uma ocupação profissional em outra área, o atrativo que parece ter sido dos mais decisivos para a reunião do casal foi justamente a música. Lídio, além de professor de física, é baterista, e hoje viaja pelo Brasil prestando consultoria técnico-científica para uma empresa de equipamentos cirúrgicos. Por causa do trabalho, tem de passar boa parte da semana longe de casa, uma encruzilhada com que boa parte das mães e pais de hoje também se encontra: correr atrás do melhor pela família, para

de saneamento básico. A favela não tem esgoto, e as “casas” não têm banheiro – não aquele que conhecemos. A Casa da Criança, instituição criada há mais de 20 anos, atende cerca de 80 crianças locais. Fundada por um grupo de pessoas dispostas a oferecer não apenas um “abrigo”, alimentação e atividades diversas, mas uma nova perspectiva de futuro, a Casa retirava das ruas crianças e adolescentes pedintes e “cuidadores de carros” nos eventos públicos, nas praças centrais e na Igreja Matriz aos fins de semana. Hoje a Casa da Criança oferece regularmente serviços de que os diretores se orgulham, como aulas de informática, trabalho técnico de promoção social e profissional na comunidade, acompanhamento psicológico individual e em grupos (para crianças,

isso, infelizmente, tendo de ficar longe dela. Há cerca de três anos o casal criou o Projeto Sibemol: aulas de percussão e canto para crianças e adolescentes do bairro São Luís (frequentadores da Casa da Criança), em Capivari, no interior de São Paulo. Popular e pejorativamente conhecido como Morro dos Macacos, trata-se de um bairro de alta vulnerabilidade social: são mais de 50 barracos apinhados num terreno em declive grave, com todos os alarmantes índices a que muitos de nós, à força de escutar, estamos imunes a prestar atenção: desemprego e analfabetismo, falta de qualificação profissional, incidência de alcoolismo e tráfico, falta

para adolescentes, para mães/ pais/responsáveis), logística para a prática de esportes, dança e estudo, além dos almoços servidos diariamente aos meninos e meninas que frequentam a Casa. Alegria mesmo os diretores teriam se esses serviços não fossem necessários, se houvesse inserção e não segregação social (muitas vezes, autossegregação), algo pelo qual se tem trabalhado, junto às mães, junto às crianças – como nesse projeto musical. Há alguns anos já, a festa da Associação Santa Rita de Cássia, onde estava ocorrendo o almoço, acontece com o objetivo de arrecadar fundos e também promover essa outra instituição. No almoço daque-

le dia, inclusive, a pequena apresentação seria com crianças que em anos anteriores estavam trabalhando como flanelinhas aos arredores da festa. Mas agora elas vinham sob outra perspectiva: não pedindo, mas dando algo de si. A cidade como um todo teve uma queda no número de crianças exploradas nessa situação, mas o problema ainda persiste – há outros bairros vulneráveis, outros focos a se trabalhar. A festa da Santa Rita é um daqueles eventos concorridos na cidade, mas com fins sociais. É a sociedade que se organiza para promover uma instituição necessária, mesma sociedade que dá suporte à Casa da Criança (com participação em seus eventos, com doações, com o voluntariado, com destinação de parte do imposto de renda ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Esse suporte é indispensável, mas sem o protagonismo de uns poucos, sua participação direta e frequente, muitas dessas ações não existiriam. Pessoas como Nádya e Lídio, que parecem ter a compreensão de que, quando “ajudamos o próximo”, ­­­em verdade a primeira pessoa a quem estamos ajudando é a nós mesmos. Presenciar a desenvoltura e o desenvolvimento de uma criança, agora uma jovem, que viram crescer nas atividades daqueles anos, hoje formada (assistente social), empregada, desempenhando com sua voz uma canção de apelo (“Faz um milagre em mim”), era como uma

recompensa para algo que se fez sem esperar por ela. Os olhos das crianças e jovens, a presença alegre delas, suas conquistas – coisas que animam, trazem esperança, inspiram. E estavam todos muito sorridentes e empolgados, após a apresentação. Sim, tinha dado tudo certo. As crianças chegaram a tempo, se aprontaram a tempo – a tempo de assistir ao final do show da própria Nádya. Cantora profissional, além de fisioterapeuta, ela se apresentava na festa como sua colaboração para o evento, ao lado do Lídio e de outro colega, Mauro, que compunham o trio. E três sambas foi também o que as crianças ofereceram à plateia após o show deles, como uma sobremesa especial do dia, recebida com aplausos entusiasmados. Depois da apresentação, instrumentos guardados (quase uma miniescola de samba), todos se sentaram para também comer aquela famosa iguaria dos churrasqueiros locais, “porco no rolete”. Qualquer pedaço parecia ser gorduroso demais, diriam os caloricamente corretos de plantão, mas, pela delícia do preparo, um prato só parecia nunca bastar – disseram os músicos, profissionais e mirins, após seu almoço musical. *** A Editora EME é uma das parceiras na gestão da CEAC – Central de Educação e Atendimento da Criança, razão social da Casa da Criança. Parte das vendas de livros e também dos direitos autorais de diversos de seus autores são revertidos para apoiar os serviços prestados pela Casa.

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Novas edições de sucesso Destino: determinismo ou livre-arbítrio? Wilson Czerski Estudo doutrinário • 16x23 cm • 336 pp. • R$ 29,00

Para responder à fascinante questão, o autor se baseia nas obras de Kardec e em renomados filósofos e autores, além de trazer a opinião de outras religiões. Comparando de maneira convincente o determinismo e o livre-arbítrio, apresenta ainda casos atuais, analisados de acordo com a lei de causa e efeito.

Presença na Bienal mineira

OK!

Li e gostei

Perda de pessoas amadas

Armando Falconi Filho Autoajuda • 16x23 cm • 160 pp. • R$ 22,00

Apresenta a mensagem consoladora do Espiritismo e vai ajudá-lo a encarar a morte de uma forma menos dolorida, trazendo compreensão e fortaleza. Você vai perceber que o túmulo nos separa apenas fisicamente das pessoas que amamos, pois elas continuam vivas e estão ligadas a nós por meio dos laços de amor.

O amor pelos animais

Ricardo Orestes Forni Doutrinário • 14x21 cm • 176 pp. • R$ 19,50

Aborda o intrigante assunto da alma dos animais, com esclarecimentos valiosos sobre diversos temas relacionados, mostrando a grandeza da criação divina, onde tudo tem o objetivo de evoluir. Apresenta ainda exemplos tirados do relacionamento de pessoas como Chico Xavier e Cairbar Schutel com os animais.

Do coração da Sicília – imigrantes em dois mundos

Graça Leão • Fernando (espírito) Romance mediúnico • 14x21 cm • 208 páginas • R$ 22,00

O amor pelos animais Gostaria de dar os mais sinceros parabéns ao escritor, pelas brilhantes colocações sobre o assunto que, com a graças de Deus, está começando a ser entendido pelos seres humanos, e para a editora, pela sensibilidade em colocar no mercado este trabalho. Não tem como não se emocionar com a leitura e com os ensinamentos citados no trabalho. Antonio Ap. Bronze mora em Limeira/SP

Em sua vida religiosa, que começa aos doze anos, na Sicília, Angelina conhece curiosos casos de mediunidade e tem a oportunidade de trabalhar pelos semelhantes, como madre superiora no Brasil, onde conhece a ‘roda dos enjeitados’. Três existências de Angelina são apresentadas neste envolvente romance.

Obras básicas A Editora EME conta com exclusiva tradução da obra de Allan Kardec. Em 2000 foi lançada a primeira edição de O Evangelho segundo o Espiritismo e, no ano seguinte, a primeira edição de O Livro dos Espíritos, ambos com tradução de Matheus Rodrigues de Camargo. Sucesso no mercado editorial espírita, os livros contam hoje com edições em formato grande e letra maior.

O Livro dos Espíritos Allan Kardec • 15,5x21,5 cm • 360 pp. • R$ 13,00 (brochura) e R$ 14,00 (espiral)

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O Evangelho segudo o Espiritismo Allan Kardec • 15,5x21,5 cm • 296 pp. • R$ 13,00 (brochura) e R$ 14,00 (espiral)

O perispírito e suas modelações

A Editora EME esteve presente pela primeira vez na Bienal do Livro de Minas, que aconteceu de 18 a 27 de maio no Expominas. Apresentando em terras mineiras seus principais sucessos e lançamentos, incluindo as obras de Allan Kardec em tradução exclusiva, romances, estudos, infantis, juvenis, obras de autoajuda e muitas outras, nossa participação aconteceu em parceria com a Distribuidora Chico Xavier. O escritor Armando Falconi Filho esteve presente nos dias 25 e 26/05, autografando seu sucesso Perda de pessoas amadas. Foi muito especial ter nossos livros em um evento tão importante no cenário nacional, confirmando o nosso compromisso em divulgar amplamente a doutrina espírita, por meio do livro. Agradecemos a todos os que estiveram envolvidos e visitaram o evento!

Parabéns pelo livro! Explana um assunto difícil e faz revelações surpreendentes sobre as nossas ações sobre o perispírito após a desencarnação, e as formas de recuperação (transplantes etc). Foi um prazer ler a obra.

Pra que ler romance espírita? Narrativas de experiências de vida podem fortalecer nossas convicções e, por assim dizer, caminhar conosco A Editora EME acaba de lançar mais um romance espírita... “Mais do mesmo”, poderiam pensar alguns, como talvez nós mesmos já tenhamos pensado a respeito desse tipo de texto. Mas será mesmo assim? Um primeiro aspecto aqui é o utilitarista, se um romance serve para esta ou aquela finalidade prática (como um livro de autoajuda, ou um de formação doutrinária, ou um manual mediúnico). As narrativas, porém, além de sua função ficcional (na reorganização de nossas próprias memórias, em nossas projeções de futuro), podem também ter “função prática” quando entram em nossas vidas. Uma delas está no poder que as narrativas têm de nos servir de exemplo, de modelo almejado (para ficar apenas em um, notório, citemos as parábolas de Jesus). Porém, além disso, acompanhar uma história narrada, envolvendo-se com as dúvidas, decisões e ações das personagens, tem um potencial de influenciar em nosso próprio comportamento, como confirmação de resoluções, como incentivo a atitudes, como inspiração, crian-

do um sedimento de valores que passamos a mirar. Esse potencial de espelho das narrativas parece valer ainda mais quando são verídicas – tais os romances mediúnicos que, como este Cora do meu coração, retomam histórias reais, de pessoas reais. Miremos o exemplo de Cora. Raros somos os que são dotados com o dom (por muitos desejado) de interagir com os espíritos. Essa menina gaúcha, filha de uma índia das tribos do Sul com um italiano que, junto de seus pais, viera “fazer a América” e colonizar o Rio Grande, não apenas vê e ouve os espíritos, como também dialoga e interage ativamente com eles (sobretudo com sua companheira querida, Olívia, que lhe aparecia quase como uma fada inefável). Ambos, tanto ela quanto o(s) espírito(s), ganham com os momentos de sua companhia mútua, mesmo aqueles amargos ou temíveis: “[o espírito] desapareceu no ar deixando a mim e a meu irmãozinho com um aperto no coração. Assustada, rezei para que aquela alma um dia encontrasse a paz, e para que nada de mal nos acon-

tecesse. Isso de ver espíritos realmente tinha um lado bom, pois eu via pessoas de quem sentia falta, mas também tinha um lado do qual eu não gostava muito, que era infelizmente também avistar essas entidades de força tão negativa.” E quanto a nós? Como agiríamos nas situações corriqueiras ou importantes se partilhássemos esse outro ponto vista, o do plano espiritual? Sob esse prisma, talvez olhássemos de modo diferente para nossas atitudes e decisões... Teríamos agido da mesma forma? Ter uma perspectiva mais realista desse outro mundo, transcendente e imortal, seria decisivo? Eis uma oportunidade de nos experimentarmos – ficticiamente. Conseguiríamos agir como ela diante das encruzilhadas cotidianas com que deparou, para as quais cada escolha que fazia seria marcante, permanente? E deveríamos agir da mesma forma? Diante da chantagem de sua familiar frustrada e sofredora? Diante das acusações públicas, da segregação em sua pequena comunidade, evitável por um gesto seu? Da fibra exigida para o confeito diário? Para o amparo inadiável ao deficiente que amava? Mas o que realmente a movia? A perspectiva que lhe deu seu dom especial? Ou seu “dom de gente”, de ser digna em silêncio, apenas “por ser”? Sob o pano de fundo dos costumes oitocentistas e das expedições comerciais dos rio-grandenses que ajudaram a construir o Brasil, comparemos os nossos desafios com os dessa jovem médium mestiça, Cora. Um teste fácil. Na ficção.

ano 13 • número 35 • agosto de 2012

Telefone/Fax: (19) 3491-7000 • Caixa Postal 1820 – 13360-000 – Capivari – SP www.editoraeme.com.br • vendas@editoraeme.com.br

Lançamentos O homem que mudou a história

Lançamento de Geziel Andrade com o objetivo de ressaltar, à luz do Espiritismo, os tesouros religiosos, morais e espirituais que Jesus nos legou

“Adotando Jesus como guia e modelo, melhoramos o mundo íntimo, elevamos as condutas perante os semelhantes e aprimoramos as formas de convivência e relacionamento no ambiente doméstico, no local de trabalho e no meio social”, comenta o autor na apresentação do livro. Leia mais sobre o autor e a obra, numa entrevista especial.

páginas 2 e 3

As leis de Deus

José Lázaro Boberg Estudo doutrinário • 16x23 cm • 272 pp. • R$ 26,00

A cada capítulo são analisadas questões intrigantes e muitas vezes polêmicas, como as características das leis de Deus, a origem e o conhecimento inato que os homens têm dessas leis, a definição de moral e a distinção entre bem e mal, além de uma abordagem objetiva sobre a justiça, o amor e a caridade.

O resgate de Camilo

Luiz Cezar Carneiro Rodrigues Romance espírita • 14x21 cm • 272 pp. • R$ 27,00

Conheça a história de Camilo, que renasce com hidrocefalia para, com essa experiência, apagar os traumas marcados pela sua participação na Segunda Guerra Mundial. O enredo leva o leitor a conhecer os acontecimentos vividos pelo personagem durante a guerra, quando reencontra um grande amor de outras existências.

TAMBÉM NESTA EDIÇÃO

OLiKe!gostei

Cora do meu coração Mônica Aguieiras Cortat • Cora (espírito) • 16x23 cm • 344 páginas • R$ 26,00

Lucas Giarola mora em São João del-Rei/MG

ALMOÇO MUSICADO Conheça o projeto musical ­realizado com crianças e ­adolescentes em Capivari, SP

página 3 e 4

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Comentários de leitores sobre livros de Ricardo O. Forni e Luiz Gonzaga Pinheiro

página 5

PRA QUE LER ROMANCE ESPÍRITA? Leia sobre a possível influência dos romances espíritas em nossos comportamentos

página 6

Leitor EME ed35  

Leitor EME é um boletim informativo da Editora EME, distribuído gratuitamente