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ano 14 • número 43 • Julho de 2013

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IMPRESSO

Lançamentos Copos de cristal

A história de Chico-Pira pode ajudar os leitores e familiares que desafortunadamente sofram com o problema da dependência química Copos de cristal retrata com cores fortes o drama vivido por muitas famílias na atualidade - a dependência química. Neste caso, o alcoolismo. Em entrevista exclusiva, o autor, Gabriel Rodrigues Cervantes, nos fala sobre os motivos que o levaram a escrever esta obra, cujo trecho você pode conferir nesta edição páginas 2 e 3

Aconchego – mensagens de espiritualidade

Luiz Gonzaga Pinheiro Mensagens • 14x21 cm • 168 páginas • R$ 22,00 Os textos deste livro foram escritos para o leitor que faz da beleza uma companhia para a existência inteira. Afinal, dizem os bons espíritos, na vida tudo se encaminha para o bem e para o belo. Este é o destino de todos.

Vivendo um dia de cada vez

José Milton da Costa Contos/Autoajuda 14x21 cm • 216 páginas • R$ 23,00 Durante o transcorrer da obra, o autor não se cansa de incentivar o leitor recomendando sempre “persistência e paciência. Não desista de seus sonhos e projetos. Isto requer mudanças comportamentais, de pensamentos, de sensibilização. Tudo passa. Prazeres ou agonias”.

TAMBÉM NESTA EDIÇÃO Álcool: da euforia à depressão Quando a pessoa usa o álcool, ela quer no fundo se distanciar dos problemas demasiadamente humanos de sua existência, de suas limitações, de suas inseguranças e medos

OK!

Li e gostei

Leitora recomenda o livro A fórmula da felicidade, com o qual aprendeu a agradecer

Dr. Francisco Cajazeiras realiza ciclo de palestras no interior de São Paulo

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Lançamento Editorial Já que o clima é de futebol, por conta da Copa das Confederações, a Editora EME apresenta o mais novo reforço em seu time de autores: Gabriel Rodrigues Cervantes, que já entra em campo com Copos de cristal. Além de conferir a entrevista com Gabriel, você vai conhecer um pouco mais do livro que trata sobre o drama do alcoolismo. Um assunto tão sério, delicado e importante que também é o tema abordado pelo psicólogo clínico Frederico Eckschmidt. Afinal, de acordo com o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas o consumo abusivo de álcool cresceu 31,1% na população brasileira nos últimos seis anos, especialmente entre as mulheres jovens. Boa leitura e até a próxima!

Expediente Leitor EME é um boletim informativo da Editora EME, distribuído gratuitamente Editor: Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo Jornalista responsável: Rubens Toledo – MTb 13.776 Jornalista: George De Marco Diagramação: Editora EME Fotolitos e impressão: Gráfica EME Tiragem desta edição: 3.200 exemplares Vendas: (19) 3491-7000 vendas@editoraeme.com.br

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O autor

Gabriel Rodrigues Cervantes nasceu em 20 de mar-

ço de 1940, em Nova Granada (SP). Casado com Iracema Grilo Rodrigues Cervantes, tem duas filhas e dois netos.

Contador e administrador de empresas aposentado, desde 1976 integra o Centro Espírita Obreiros do Senhor, em São Bernardo do Campo, onde por 10 anos foi voluntário no Departamento de Socorro e Amparo ao Alcoolista, Toxicômano e Tabagista. Em Sorocaba(SP), foi diretor de Doutrina da USE da região e fundou, com Ira-

cema, o Pronto-Socorro Espiritual, ainda em atividade no local. Ajudou a fundar o Grupo de Amparo ao Alcoolista, Toxicômano e Tabagista Samaritanos, do Grupo de Evangelização Espírita O Samaritano, em São Bernardo do Campo. Atualmente profere palestras no ABC paulista e em cidades do interior do Estado.

Entrevista com o autor Como conheceu o espiritismo? Por pura necessidade. Na verdade meus pais frequentaram centros espíritas no passado. Meu pai era médium vidente e aplicava passes em mim e em meus irmãos (éramos oito) sempre que adoe­cíamos. De forma que a influência dos espíritos sempre esteve presente em minha casa. Procurei o espiritismo levado por minha esposa que já há alguns anos frequentava o centro e levava as crianças. Um dia, premido pela necessidade fui, e lá estou há quase 40 anos. Qual a importância do espiritismo em sua vida? O espiritismo preencheu o vazio deixado pela descrença que me sufocava. Sua lógica doutrinária me conquistou e desde então ocupa a maior parte dos meus dias. Seu novo livro, Copos de cristal, fala sobre alcoolismo. Por que escrever sobre este tema e qual seu objetivo? A ideia surgiu quando trabalhava no departamento que cuidava de dependentes químicos e familiares no Centro. Ouvindo os depoimentos de adictos e familiares, percebi, mais diretamente, os malefícios causados pelo uso das drogas. O álcool por ser uma droga lícita e adquirida com facilidade por qualquer um, e em qualquer esquina, tornava-se a droga com maior capacidade de destruição, atingindo não somente o usuário, mas toda a família. Foi o que me levou a escrever sobre esse tema. Meu objetivo além de incentivar familiares a

procurar ajuda, foi mostrar a influência do plano espiritual no processo. O livro é baseado em fatos reais? Pode-se dizer que sim, uma vez que os fatos ali narrados acontecem todos os dias em todos os cantos deste mundo. As histórias dos alcoolistas são sempre muito parecidas, portanto, alcoolistas e familiares que por ventura lerem o livro certamente se identificarão com a história. O que leva uma pessoa a se tornar alcoólatra? Como deixar de sê-lo? São várias as causas, porém, a de maior importância sem dúvida é a tendência trazida de outras vidas. Com muita vontade e ajuda de setores especializados o alcoo­ lista poderá estacionar o vício, manter-se sóbrio e ter uma vida normal, porém, sempre ciente de que o alcoolismo é uma ­doença incurável. Qual a importância da família diante deste problema e o que ela deve fazer? O apoio da família é de vital importância diante do problema. Deve primeiramente procurar informar-se sobre o assunto buscando ajuda em entidades especializadas. Deve ainda buscar ajuda participando de grupos de apoio. Você definiria o alcoolismo como um problema social, fisiológico, psicológico ou moral? Por ser uma doença progressiva e incurável, a meu ver é sim um problema social, uma vez que traz um alto custo para toda

a sociedade. Qual sua opinião a respeito das internações involuntárias? Nos casos em que tive ciência, não resolveram. Aprendi que todo tratamento deve ser ministrado com a concordância do adicto para que tenha sucesso. A chance de recuperação é diferente em internações voluntárias e involuntárias? Sem dúvida que é. Creio que muito dificilmente uma internação involuntária terá sucesso. Como você analisaria a questão da espiritualidade e sua importância para o tratamento dos dependentes químicos? Como relato no livro, ninguém bebe só. Aliás, ninguém nunca está só. O apóstolo Paulo já dizia que sempre temos uma nuvem de testemunhas. Como sabemos, os semelhantes se atraem, então, se faz necessário a mudança de pensamentos e de hábitos, a fim de que as influências a serem atraídas sejam positivas. Você acredita que o trabalho de desobsessão seja fundamental para resolver este tipo de problema? Não digo que seja fundamental, mas sem dúvida será de grande ajuda para o sucesso do tratamento, se fosse fundamental, outras entidades como, por exemplo, o AA não obteriam sucesso algum. Como a doutrina espírita pode contribuir com o entendimento das dependências químicas? Por meio do esclarecimento. Mostrando que a morte não


ançamento EME A obra Como se vê, Gabriel esteve ligado a tratamento de dependência química e esta experiência foi fundamental na concepção de seu novo livro, Copos de cristal, da Editora EME. Nesta entrevista exclusiva o autor revela que seu objetivo, além de incentivar os familiares a procurar ajuda, foi mostrar a influência do plano espiritual no processo.

santifica ninguém. Quando da desencarnação, o espírito leva consigo na bagagem, todas as virtudes e as imperfeições. Por isso a necessidade da reforma íntima. Jesus nos alerta quando nos diz que façamos as pazes com o inimigo enquanto estamos a caminho. Quer maior inimigo do que as dependências químicas? O meio espírita tem certa dificuldade para lidar com temas que não foram diretamente abordados por Allan Kardec, como é o caso da dependência química. Como autor de um livro com este tema, que análise faria sobre isto para conscientizar o leitor? No tempo de Kardec não existiam alcoólatras, existiam bêbados. O vício da bebida não era considerado uma doença e sim, falta de vergonha, portanto, era uma imperfeição como outra qualquer. Uma doença precisa ser tratada, tanto física quanto espiritualmente, considerando-se que toda doença tem início no espírito. E que mensagem você deixaria para nossos leitores? Se cuidarmos das crianças, certamente teremos menos problemas com os adultos. É necessário que os pais atentem para as tendências que seus filhos demonstrem. Quando detectada no início, fica mais fácil combater qualquer tendência negativa. Quando um pai abastece seu barzinho com as melhores bebidas e o deixa acessível às crianças, não terá direito a reclamações futuras. Pense nisso.

Copos de cristal

Gabriel Rodrigues Cervantes 14x21cm • 200 páginas • R$ 22,00 Copos de cristal retrata o drama vivido por muitas famílias na atualidade – a dependência química. Neste caso, o alcoolismo. Francisco, que teve contato com a bebida aos quatro anos de idade, desenvolve a doença do alcoolismo, trazendo para sua vida e a de seus familiares um grande e prolongado sofrimento. Vemos, ainda, a influência de alcoólatras desencarnados incentivando o uso de álcool para que também eles possam sentir a sensação de beber novamente. Chico-Pira, como é conhecido conseguirá se reabilitar? Terá forças para romper com seu orgulho e pedir ajuda?

Trecho da obra Caminhando em zigue-zague pelo meio da rua, absorto em seus pensamentos, Chico-Pira não percebeu a aproximação de um veículo às suas costas. Assustando-se com o som da buzina, pulou para a calçada, andou alguns metros e levou outro susto com o avanço de um enorme cão na grade de um portão. Voltou então a caminhar pelo meio da rua resmungando impropérios. As entidades que ainda o acompanhavam agarradas cada uma em um braço, como a ampará-lo, divertiam-se com esses lances, que julgavam engraçados. Esses espíritos já vinham acompanhando Francisco há algum tempo. Eram uma espécie de “anjos da guarda”. Satisfaziam o próprio vício por meio dele e o protegiam contra acidentes que pudessem deixá-los sem seu “copo”. Os espíritos alcoó­latras protegem os bêbados em seu próprio interesse. Sem a proteção, sofreriam sérias fraturas em suas frequentes quedas. “Nossos ‘copos’ são como

‘copos de cristal’, precisamos cuidá-los com carinho” – diziam. À medida que avançava, a indignação de Francisco pelo que ele julgava ser um desrespeito da esposa ia crescendo. – Quem ela está pensando que é para me tratar como um irresponsável? – Falava consigo mesmo, gesticulando feito um alienado mental. – Quando foi que lhe faltei com o respeito para que ela me trate assim? Não, não posso deixar barato! Se ficar quieto ela vai tomar conta de vez, e daí estarei perdido. – E continuando com o sinistro solilóquio. – Tenho que tomar uma atitude, largar de ser besta! – Alguns desses pensamentos lhe eram soprados por um dos “amigos” que o acompanhavam, uma vez que a insistência de Dora para que Francisco deixasse a bebida, também o desagradava.

OK!

Li e gostei

A fórmula da felicidade

Acabei de ler o livro A fórmula da felicidade e a cada dia descubro mais e mais como sou uma semente de mostarda. Obrigada por este livro! Todos nós mais cedo ou mais tarde teremos que ter olhos para ver e ouvidos para ouvir... Meu momento começou quando no dia 13/03/2010 meu irmão caçula foi sequestrado e até os dias de hoje não sabemos o que realmente aconteceu. Mas graças a esse acontecimento, que não é por acaso, passei a buscar respostas que só encontrei na doutrina espírita. Li muito e leio sempre aprendendo e agradecendo a Deus por todas as dádivas que recebo, mesmo que por meio de sofrimento... Eu cresço um pouquinho!!!!! Obrigada! ELIANE UEDA TANO mora em Ribeirão Preto/SP

Trecho extraído do capítulo “Os tios e a fase do leão”, páginas 71 e 72.

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MÉDICO E PROFESSOR DR. CAJAZEIRAS CUMPRE CICLO DE CONFERÊNCIAS Em julho de 2013 o médico estará realizando um longo ciclo de palestras no interior de São Paulo e na baixada santista, veja em nosso site www.editoraeme.com.br os locais, horários e temas das pa-

Existe vida... depois do casamento? Bioética – Uma contribuição espírita

lestras e seminários do médico e professor de Fortaleza-Cea­rá, Dr. Francisco Cajazeiras. Atual presidente da Associação Médico Espírita de Fortaleza (2012/2013), com um currículo que contém mais de

200 temas de palestras e seminários, o médico Cajazeiras é autor de dez livros publicados pela Editora EME, com 84 mil exemplares vendidos, que nesta ocasião está relançando os seguintes títulos:

Evolução da ideia sobre Deus

Eutanásia – Enfoque espírita

Conselhos de saúde espiritual

Dentre seus livros dois deles se destacam pela atualidade dos temas tratados: O valor terapêutico do perdão e Depressão: doença da alma (As causas espirituais da depressão)

ÁLCOOL: DA EUFORIA À DEPRESSÃO Por Frederico Eckschmidt O álcool é uma das drogas mais consumidas no mundo. Legalmente comercializada para maiores de idade na maioria dos países, o que é pouco divulgado é o fato dele ser uma das substâncias psicoativas que também mais matam no mundo, perdendo apenas para o tabaco. Tirando os países muçulmanos, atualmente o álcool é consumido indiscriminadamente por adolescentes, mulheres grávidas, no almoço, no jantar, para sair ou para ficar em casa, se o time de futebol ganha e se perde, etc. O álcool é ingerido oralmente e age como um depressor do controle inibitório do cérebro. É isso que causa a

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desinibição e euforia características no indivíduo. Em primeiro lugar são afetadas as áreas superiores responsáveis pela fala, pensamento, cognição e o juízo, mas em seguida, em casos de intoxicação aguda, ele pode deprimir as funções mais básicas, afetando o fígado, a respiração e os reflexos, causando inclusive o coma e a morte. Uma pessoa emocionalmente imatura pode achar esse refúgio para enfrentar suas mágoas, tristezas e a depressão. O problema é que mais tarde essas emoções não trabalhadas corretamente reaparecem com maior intensidade e rodeadas de outros problemas. Pesquisas recentes demons-

tram que o alcoolismo aumenta o risco de um indivíduo que sofre de depressão complicar ainda mais seu quadro. É muito comum quadros de suicídio ou tentativa de suicídio estarem relacionados ao uso anterior de doses de álcool para ‘dar coragem’ nas pessoas que passam por isso. Sabemos também que existe um fator hereditário e genético na relação entre a depressão e o uso de álcool. Pais alcoolistas com transtornos depressivos tendem a ter descendentes diretos com os mesmos sintomas. Quando a pessoa usa o álcool, ela quer no fundo se distanciar dos problemas demasiadamente humanos de sua

existência, de suas limitações, de suas inseguranças e medos. Quer dividir em seu êxtase a companhia dos deuses, mas, com isso, distancia-se também do seu bem mais precioso: o ser humano. É neste plano que confrontamos os opostos e só assim alcançamos um degrau a mais em nossa consciência e em nosso desenvolvimento espiritual. Portanto, não é fugindo dos problemas, e sim, resolvendo-os que crescemos. Mas para isso temos que treinar nossos valores humanos mais elevados, como nossa humildade, compaixão com os outros e conosco mesmos, e serenidade – algo fora de moda nos dias atuais.

Leitor EME Edição 43 2013  

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