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Rosiane de Camargo • Wellington Santos

A I R Ó T S HI

HISTÓRIA Ensino Fundamental Anos Iniciais

2

o ano


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ÃO

AK

PA LÔ

Manual do Professor

A I R Ó T S HI Rosiane de Camargo

99Licenciada em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) 99Pós-graduada em História do Brasil pela Faculdade Padre João Bagozzi 99Autora de materiais didáticos

Wellington Santos

99Bacharel em História pela Universidade de São Paulo (USP) 99Autor e editor de materiais didáticos

2

o ano

Ensino Fundamental Anos iniciais

história

São Paulo, 2017 4a edição Palavra de origem africana que significa “contador de histórias, aquele que guarda e transmite a memória do seu povo”.


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

© Editora do Brasil S.A., 2017 Todos os direitos reservados

Camargo, Rosiane de Akpalô história, 2 o ano / Rosiane de Camargo, Wellington Santos. – 4. ed. – São Paulo: Editora do Brasil, 2017. – (Coleção akpalô)

Direção-geral: Vicente Tortamano Avanso

Bibliografia. ISBN 978-85-10-06700-3 (aluno) ISBN 978-85-10-06701-0 (professor) 1. História (Ensino fundamental) I. Santos, Wellington. II. Título. III. Série. 17-09650

CDD-372.89 Índices para catálogo sistemático: 1. História : Ensino fundamental 372.89

4a edição, 2017

Rua Conselheiro Nébias, 887 São Paulo, SP – CEP 01203-001 Fone: +55 11 3226-0211 www.editoradobrasil.com.br

Direção editorial: Cibele Mendes Curto Santos Gerência editorial: Felipe Ramos Poletti Supervisão editorial: Erika Caldin Supervisão de arte, editoração e produção digital: Adelaide Carolina Cerutti Supervisão de direitos autorais: Marilisa Bertolone Mendes Supervisão de controle de processos editoriais: Marta Dias Portero Supervisão de revisão: Dora Helena Feres Consultoria de iconografia: Tempo Composto Col. de Dados Ltda. Coordenação editorial: Priscilla Cerencio Coordenação pedagógica: Josiane Sanson Consultoria técnica: Maria Fernanda Brunieri Regis Assistência editorial: Andressa Pontinha, Mariana Tomadossi e Rodrigo Souza Coordenação de revisão: Otacilio Palareti Copidesque: Gisélia Costa, Ricardo Liberal e Sylmara Beletti Revisão: Alexandra Resende, Ana Carla Ximenes, Elaine Cristina da Silva e Maria Alice Gonçalves Coordenação de iconografia: Léo Burgos Pesquisa iconográfica: Adriana Vaz Abrão, Elena Ribeiro, Priscila Ferraz e Odete Ernestina Pereira Coordenação de arte: Maria Aparecida Alves Assistência de arte: Carla Del Matto Design gráfico: Estúdio Sintonia e Patricia Lino Capa: Patricia Lino Imagem de capa: Mauricio Negro Ilustrações: Avelino Guedes, Bruna Ishihara, Christiane S Messias, Cristiane Viana, Dam Ferreira, Daniel Klein, Desenhorama, Eduardo Belmiro, Elder Galvão, Erik Malagrino, George Tutumi, Hélio Senatore, Henrique Brum, Ilustra Cartoon, Kanton, Kau Bispo, Marcos de Mello, Marcos Machado, Mauricio Veneza, Reinaldo Rosa, Saulo Nunes Marques, Silvana Rando, Simone Matias (abertura de unidade), Vanessa Alexandre e Waldomiro Neto Produção cartográfica: DAE (Departamento de Arte e Editoração) Coordenação de editoração eletrônica: Abdonildo José de Lima Santos Editoração eletrônica: Adriana Tami e Sérgio Rocha Licenciamentos de textos: Cinthya Utiyama, Jennifer Xavier, Paula Harue Tozaki e Renata Garbellini Controle de processos editoriais: Bruna Alves, Carlos Nunes, Jefferson Galdino e Rafael Machado


Sumário

Apresentação.................................................. V Estrutura da coleção........................................ VI O Livro do Aluno.....................................................................VI O Manual do Professor......................................................... VIII O Material do Professor – Digital.......................................... VIII

Quadros de conteúdos e correspondências........ IX Pressupostos teórico-metodológicos............. XXIII A interdisciplinaridade........................................................ XXIV A formação cidadã............................................................... XXV A educação para o respeito às diferentes identidades socioculturais.................................................... XXVI A História e a memória........................................................ XXVI A cultura imaterial............................................................... XXVI O uso de recursos audiovisuais em sala de aula..................XXVII

Proposta didático-pedagógica..................... XXXII Inclusão digital e o uso de TICs..........................................XXXII Sobre a avaliação discente................................................XXXIII A prática docente.............................................................XXXIV

Projeto Katindun........................................XXXV Leitura 1 – Um nome de cabrito..................................... XXXIX Leitura 2 – O guarda-chuva do vovô....................................XLII

Referências...................................................XLVI


Apresentação

Esta coleção tem o objetivo de ser um instrumento para a emancipação do aluno, que é agente na transformação social de seu meio de convívio. Nas páginas desta coleção, o aluno não é visto como tábula rasa, sobre a qual conteúdos preestabelecidos devem ser decalcados. Ele é compreendido como indivíduo que tem conhecimentos e particularidades, e que a partir de sua realidade e de suas experiências produzirá conhecimento histórico. E, da mesma forma que um aluno do Ensino Fundamental I tem consolidado o processo de letramento e alfabetização em língua portuguesa, ao final desse ciclo, propomos que esteja alfabetizado também historicamente. Para que essa proposta se efetive, os conteúdos presentes nos cinco volumes desta coleção são, em certo sentido, modelares e apresentam procedimentos, técnicas e tecnologias da disciplina de História que os alunos devem estar aptos a utilizar. Assim, essa “alfabetização histórica” se consolidará pela transposição dos conteúdos modelares apresentados no livro para a realidade em que o aluno está inserido. Ao longo dos cinco volumes buscamos, em diálogo constante com a Base Nacional Comum Curricular, instrumentalizar os alunos para que possam compreender os processos históricos vivenciados pelos diferentes sujeitos que compõem as sociedades. Do 1o ao 5o ano, os alunos, progressivamente, passarão da visão de si como sujeitos históricos para a compreensão de que também são sujeitos históricos coletivos, ou mesmo corporativos. Passarão do trabalho com base em fontes documentais materiais ao trabalho com base na imaterialidade, que está presente na comunidade em que ele está inserido ou na realidade que ele, por simples curiosidade, procura conhecer. Dessa forma, pretendemos consolidar as habilidades necessárias para que os alunos compreendam as relações entre passado e presente e sejam capazes de estabelecer uma relação dinâmica com os diferentes objetos históricos encontrados no cotidiano. Cabe aqui mostrar caminhos, possibilidades e estratégias para que os alunos construam, em parceria com seus professores, um conhecimento efetivo sobre o mundo no qual estão inseridos, reconhecendo os conflitos e as relações existentes em nossa sociedade. Certamente, este manual não pretende esgotar os assuntos tratados; suas experiências e conhecimentos específicos sobre os temas apresentados são de fundamental importância para o amplo aproveitamento deste material. Afinal, somente o professor, na prática cotidiana, poderá observar e avaliar o desempenho dos alunos, confirmando propostas ou alterando rotas, sempre em prol de melhores resultados. Os autores

V


Estrutura da coleção O Livro do Aluno Cada Livro do Aluno é dividido em quatro unidades; os livros do 1o ao 3o ano têm três capítulos cada e os de 4o e 5o anos, quatro capítulos cada. Todos são compostos de textos teóricos, imagens, atividades e seções que oferecem diversas contribuições à formação educacional dos alunos. O Livro do Aluno é organizado conforme descrito a seguir. UN

IDADE

1

O fim do Período Imperial

A abertura da unidade traz uma ilustração relacionada ao assunto a ser estudado. O objetivo é despertar o interesse dos alunos, servindo tanto para você iniciar a abordagem do conteúdo como para avaliar o conhecimento prévio deles sobre o tema e, assim, estruturar estratégias de ensino. Para orientar a interpretação dessa imagem, os alunos são convidados a dialogar com algumas questões iniciais, trocando experiências e revelando o que já sabem do tema a ser estudado.

1

O fim do Período Imperial

Todo capítulo inicia-se com uma atividade lúdica, pensada para iniciar o estudo com leveza. Algumas perguntas sobre a atividade podem ser feitas, objetivando a participação oral do aluno no levantamento de hipóteses e na interação social em sala de aula.

Pesquisa histórica Traz atividades orientadas que estimulam a pesquisa histórica.

VI

Glossário Apresenta a explicação de palavras consideradas importantes para o entendimento do texto e para o enriquecimento vocabular do aluno na própria página em que aparecem.

Direto da fonte Seção destinada a atividades de análise e interpretação de fontes históricas de diferentes tipos.

Atividades Localizada ao final de cada um dos capítulos, traz atividades com diferentes graus de complexidade para verificação da aprendizagem dos conteúdos trabalhados.

Um pouco mais sobre Nesta seção são abordadas curiosidades e informações extras sobre o assunto que está sendo estudado. Os textos informativos, seguidos de atividades, aprofundam e complementam o conteúdo. O trabalho sobre leitura é importante para que o aluno amplie a habilidade de leitura e a capacidade de interpretar diversos textos com os quais irá se deparar dentro e fora da escola.

# Digital A seção trabalha conteúdo disciplinar e cultura digital, valorizando a formação ética do aluno no âmbito da cultura digital.


Hora da Leitura O objetivo desta seção é oferecer aos alunos uma oportunidade de interagir com a literatura por meio de textos de diferentes gêneros e que se relacionam com História. É acompanhada de atividades de interpretação do assunto da unidade e de inferência sobre ele.

Como eu vejo Seção com visual atrativo e linguagens variadas que abrange temas que propiciam a reflexão do aluno sobre aspectos culturais e éticos da vida social e o compartilhamento dessa reflexão, constituindo um espaço para a divulgação da diversidade de saberes e vivências culturais, o desenvolvimento de valores humanos e a formação cidadã.

Como eu transformo Reafirma os valores discutidos na seção Como eu vejo e estimula ações a ser praticadas pelos alunos com a perspectiva de transformar o mundo dentro da escala espacial, social e cultural possível.

História em ação

Apresenta o trabalho de um profissional que utiliza conhecimentos históricos em seu cotidiano, de acordo com o tema estudado na unidade.

Para ir mais longe Seção que traz sugestões de livros, sites e filmes com o objetivo de ampliar o repertório do aluno e incentivá‑lo a buscar mais conhecimento, complementando assim seu aprendizado.

Caderno de cartografia Nos livros do 4o e 5o anos trazemos um material de apoio que complementa o aprendizado de cartografia histórica. Nele são apresentados mapas para serem consultados durante a realização das atividades do Livro do Aluno ou das indicadas no Manual do Professor e para esclarecer dúvidas referentes à localização, à orientação ou a algum tema que possa ser cartografado.

Encartes

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Nesta unidade vimos

Seção que apresenta, de forma sucinta e objetiva, os principais conceitos e conteúdos trabalhados ao longo da unidade.

No final do Livro do Aluno é possível encontrar o material para recorte que será utilizado em algumas atividades. Atividades de recorte, colagem e dobradura são importantes para treinar a coordenação motora fina dos alunos, que é a capacidade de usar, de forma eficiente e precisa, os pequenos músculos, produzindo assim movimentos delicados e específicos.

Revendo o que aprendi Esta seção traz atividades estruturadas de acordo com os objetivos de aprendizagem previstos para a unidade e possibilita uma revisão dos temas estudados. Essas atividades podem se constituir em uma forma de avaliação do aprendizado dos alunos. VII


O Manual do Professor Este Manual, que acompanha o Livro do Aluno, é dividido em duas partes. As primeiras páginas trazem informações que contribuem para a compreensão de como a coleção foi estruturada e para sua formação continuada. Além da apresentação e desta introdução, você encontrará o que segue. <<Quadros de conteúdos: sistematizam os conteúdos da disciplina de História a serem trabalhados ao longo dos cinco anos do Ensino Fundamental, relacionando‑os com os objetos de conhecimento e as habilidades previstas na terceira versão da Base Nacional Comum Curricular. <<Pressupostos teórico-metodológicos: contêm a proposta metodológica da obra, as estratégias escolhidas para o trabalho interdisciplinar e as sugestões de formas de avaliação de aprendizagem dos alunos, além de indicações que o auxiliam na percepção de como esta coleção está alinhada com a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular. <<Proposta didático-pedagógica: detalha a proposta didático-pedagógica da coleção; <<Projeto Katindun: projeto de leitura que integra literatura infantil à parte do conteúdo da disciplina que será trabalhado ao longo do ano. Em seguida, você visualizará a reprodução das páginas do Livro do Aluno, em tamanho reduzido na parte central e, nas laterais e na parte inferior, o conteúdo específico com sugestões para o desenvolvimento de sua prática docente cotidiana. São orientações, propostas de encaminhamentos e sugestões de atividades complementares e de ampliação de conteúdo. Todo esse apoio foi pensado para estar sempre disponível para você, página a página, no momento da aula. Veja a seguir como ele foi organizado. <<Objetivos da unidade: apresentação dos principais objetivos da unidade com base nos conteúdos selecionados. <<Orientações: propostas de encaminhamentos, sugestões e respostas relacionadas aos conteúdos e às atividades estudadas. <<Temas em estudo: indicação, no início de cada capítulo, dos assuntos que serão abordados e dos objetivos de aprendizagem dele.

VIII

<<Olhar interdisciplinar: proposta de abordagem interdisciplinar suscitada por algum conteúdo do Livro do Aluno. <<Desenvolvendo habilidades: relação entre os conteúdos propostos e as habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular. <<Avaliação: indicações de formas de avaliação contínua e propostas de complementação para os alunos que não tiverem atingido os objetivos de aprendizagem propostos no capítulo. <<Avaliação de aprendizagem: traz orientações de como trabalhar as atividades metacognitivas propostas ao final da seção Nesta unidade vimos.

O Material do Professor - Digital A coleção é composta também do Material do Professor – Digital, que tem o objetivo de apoiar e aprimorar seu trabalho como docente, além de proporcionar abordagens alternativas em sala de aula. Este material poderá ser utilizado de forma complementar ao livro impresso, auxiliando você em todo o processo de aprendizagem: do planejamento às etapas finais. O material está organizado em quatro planos de desenvolvimento, cada um correspondente a um bimestre. Em cada plano, uma seleção de habilidades é destacada dentre as desenvolvidas no Livro do Aluno no período e é proposta uma série de atividades para desenvolvê-las. Um dos elementos do plano que favorece tal iniciativa são as sequências didáticas, conjuntos de aulas organizados de forma flexível para se adequar a sua realidade cotidiana e ser diretamente aplicado em sala de aula. Outro elemento que compõe esse material são as propostas de acompanhamento de aprendizagem, que oferecem um modelo de avaliação com 15 questões para cada bimestre, o que lhe servirá de parâmetro para verificar se os alunos se apropriaram das habilidades elencadas para aquele período. Todas as questões contam com respostas e possíveis encaminhamentos mediante o desempenho dos alunos. Acreditamos que o Material do Professor – Digital será de grande ajuda e, aliado à sua prática, proporcionará uma experiência diferenciada na vida escolar dos alunos.


Quadros de conteúdos e correspondências História 1o ano Habilidades preconizadas na BNCC EF01HI01 Identificar aspectos do seu crescimento, por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família. EF01HI02 Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias das famílias.

EF01HI05 Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares. EF01HI06 Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.

EF01HI03 Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família e à escola.

EF01HI07 Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar, de modo a reconhecer as diversas configurações de família, acolhendo-as e respeitando-as.

EF01HI04 Identificar as diferenças entre o ambiente doméstico e o ambiente escolar, reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

EF01HI08 Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar.

CONTEÚDO DO LIVRO DO ALUNO •• Atributos e características que constituem

o “eu”

Capítulo 1: Como eu sou

Unidade 1: Quem sou eu?

•• Principais características físicas de cada

indivíduo •• Identificação das principais características

físicas do “outro” •• Diferenciação do “eu” em relação ao “outro”

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES DESENVOLVIDAS

•• As fases da vida

e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro) •• A vida em família e os diferentes vínculos e configurações

EF01HI01 EF01HI06

•• As fases da vida •• Percepção de aspectos do crescimento de

uma pessoa em diferentes registros

Capítulo 2: Tempo de ser criança

•• Atributos e características que constituem o

“eu” e o “outro” •• Noções de temporalidade (passado, presente, futuro) •• Utilização de fontes históricas para obter informações do passado •• Comparação entre os modos de vida das crianças no passado e no presente •• Família como primeiro grupo social •• Noção de ser social com base no conceito

Unidade 2: Vivendo em família

Capítulo 1: As famílias

de pertencimento a uma família •• Relações de parentesco na família •• Diferenciação entre as composições familiares •• Hábitos e costumes das famílias •• Convivência e interações entre pessoas •• Árvore genealógica

•• As fases da vida

e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro)

EF01HI01

•• Os vínculos pessoais:

as diferentes formas de organização familiar e as relações de amizade •• A vida em família e os diferentes vínculos e configurações

EF01HI02 EF01HI06 EF01HI07

IX


•• Família do aluno •• Deveres e responsabilidades civis das

famílias no Brasil (ou papel social da família)

Unidade 2: Vivendo em família

Capítulo 2: Viver em família

•• Vínculos pessoais e afetivos •• Hábitos e costumes familiares •• Características familiares •• Papéis sociais na família •• Festas familiares •• Valores e cultura familiar •• Experiências pessoais e em grupos sociais •• Convivência e participação em família

•• Os vínculos pessoais:

as diferentes formas de organização familiar e as relações de amizade •• A vida em família e os diferentes vínculos e configurações •• A escola, sua representação espacial e sua história individual

EF01HI02 EF01HI03 EF01HI06 EF01HI07 EF01HI08

•• Espaços que caracterizam o ambiente

escolar e suas funções •• Escola como grupo social e ambiente de

Capítulo 1: A escola

Unidade 3: Frequentando a escola

convívio •• Profissionais que trabalham na escola e suas funções •• Papéis sociais de adultos e crianças na escola •• Diferenciação de educação escolar e familiar •• Conceituação de educação •• Percepção da educação como contínua •• Atitudes de cortesia para a convivência em diferentes ambientes

•• Os vínculos pessoais:

as diferentes formas de organização familiar e as relações de amizade •• A escola e a diversidade do grupo social envolvido

EF01HI03 EF01HI04

•• Diversidade cultural como aprendizagem

escolar •• Jogo educativo •• Atividades realizadas na escola •• Escola como espaço de produção de

Capítulo 2: Quando estou na escola

conhecimento e convivência •• Diferença entre escolas do passado e do

presente •• Análise de fonte histórica •• Comemorações e festas escolares como

situações de diversão e aprendizagem •• Diversidade cultural nas festas escolares •• Identificação de festas realizadas em sua

•• A vida em casa,

a vida na escola e formas de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e espacial •• A escola, sua representação espacial e sua história individual

EF01HI05 EF01HI07 EF01HI08

escola •• Brincadeira como processo cultural •• Função da brincadeira •• Brincar como atividade importante na

Capítulo 1: Brincar e se relacionar Unidade 4: Jogos e brincadeiras na infância

infância •• Brincar como forma de descoberta do corpo e da comunicação com os outros •• Vínculos pessoais e relações de amizade •• Diversidade cultural nos jogos e brincadeiras •• Diferentes formas de brincar em diferentes lugares •• Existência e necessidade de regras para jogos e brincadeiras •• Brincadeiras de ontem e de hoje •• Resgate de memórias

Capítulo 2: É tempo de brincar

X

•• Faz de conta como jogo da imaginação •• Noção de permanência temporal por meio

do estudo de jogos e brincadeiras do passado •• Brincadeiras como ação cultural •• Uso da imaginação como forma de brincar

•• A vida em casa,

a vida na escola e formas de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e espacial

EF01HI05

•• A vida em casa,

a vida na escola e formas de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e espacial

EF01HI05


História 2o ano Habilidades preconizadas na BNCC EF02HI01 Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos. EF02HI02 Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades. EF02HI03 Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória. EF02HI04 Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar. EF02HI05 Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado. EF02HI06 Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

EF02HI07 Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário. EF02HI08 Compilar histórias da família e de conhecidos registradas em diferentes fontes. EF02HI09 Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência ou à da família, e discutir as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados. EF02HI10 Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, suas especificidades e importância. EF02HI11 Identificar impactos no meio ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive.

CONTEÚDO DO LIVRO DO ALUNO •• Nome como identidade

Capítulo 1: Meu nome, minha história

social •• Introdução aos conceitos de sujeito e documento histórico •• Significado dos nomes •• Objetos e documentos pessoais como fontes históricas •• História pessoal •• Noções de anterioridade,

Unidade 1: Minha vida, minha história

Capítulo 2: A minha e a sua história

posteridade e ordenação •• Construção do conceito

de sujeito histórico. •• Memória e objetos

pessoais •• Documentos pessoais: Certidão de Nascimento

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES DESENVOLVIDAS

•• Formas de registrar e narrar histórias

(marcos de memória materiais e imateriais) •• O tempo como medida •• As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologia e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais

EF02HI05 EF02HI06 EF02HI09

•• A noção do “eu” e do “outro”:

registros de experiências pessoais e da comunidade no tempo e no espaço •• Formas de registrar e narrar histórias (marcos de memória materiais e imateriais) •• As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologia e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais

EF02HI04 EF02HI05 EF02HI09

•• A noção do “eu” e do “outro”:

Capítulo 3: Histórias de família

Unidade 2: O cotidiano das pessoas

Capítulo 1: Minha rotina

•• Histórias de família •• Pertencimento e memória •• Objetos de memória

familiar •• Famílias do passado

•• Organização do tempo •• Atividades cotidianas •• Rotina •• Vida em comunidade

comunidade, convivências e interações entre pessoas •• Formas de registrar e narrar histórias (marcos de memória materiais e imateriais) •• As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologia e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais •• A noção do “eu” e do “outro”:

comunidade •• O tempo como medida •• A sobrevivência e a relação com a

natureza

EF02HI01 EF02HI02 EF02HI03 EF02HI05 EF02HI08 EF02HI09 EF02HI01 EF02HI02 EF02HI06 EF02HI07 EF02HI10

XI


Capítulo 2: Pessoas à minha volta Unidade 2: O cotidiano das pessoas Capítulo 3: Quando vou à escola

•• Espaços de sociabilidade •• Diferentes pessoas da

comunidade •• Papéis sociais •• Situações cotidianas •• Profissionais que atuam na comunidade •• A escola e o bairro •• Noções de tempo:

sequência e simultaneidade •• Diferentes formas de registro

•• A noção do “eu” e do “outro”:

comunidade, convivências e interações entre pessoas •• As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologia e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais •• A sobrevivência e a relação com a natureza

EF02HI01 EF02HI02 EF02HI03 EF02HI08 EF02HI10 EF02HI11

•• A noção do “eu” e do “outro”:

EF02HI01

comunidade, convivências e interações entre pessoas •• O tempo como medida •• A sobrevivência e a relação com a natureza

EF02HI02

EF02HI10

•• O tempo como medida

EF02HI06

EF02HI03 EF02HI06

•• Percepção da passagem

Capítulo 1: O tempo

do tempo pela observação •• Anterioridade, simultaneidade e posterioridade •• Divisão dos períodos do dia •• O tempo da natureza •• Observação da passagem

Unidade 3: A passagem do tempo

Capítulo 2: Tempo para cada atividade

Capítulo 3: Um mundo de mudanças

do tempo •• Organização do tempo •• Uso de marcadores

de tempo (relógio, calendário) •• Montagem de linha do tempo •• Passagem do tempo •• Mudanças e

permanências •• Tecnologia e seus impactos no mundo •• Profissões do passado e do presente •• Permanências e

Capítulo 1: Os lugares mudam com o tempo

Unidade 4: Conviver e transformar

mudanças •• Diferentes atividades humanas •• Transformação da paisagem •• Situações cotidianas •• Profissionais que atuam na comunidade

•• A noção do “eu” e do “outro”:

comunidade •• A sobrevivência e a relação com a natureza

EF02HI06 EF02HI07

EF02HI03 EF02HI10 EF02HI11

•• A noção do “eu” e do “outro”:

comunidade, convivências e interações entre pessoas •• As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologia e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais •• A sobrevivência e a relação com a natureza

EF02HI10

•• A sobrevivência e a relação com a

EF02HI10

EF02HI03 EF02HI09 EF02HI11

•• O trabalho e a

Capítulo 2: Transformações pelo trabalho

Capítulo 3: Mudanças cotidianas XII

•• O tempo como medida

comunidade •• Diferentes tipos de

trabalho •• Atividades humanas no passado •• Reutilização de materiais •• Redução dos impactos

ambientais •• Uso de energia limpa •• Tradições culturais

natureza

•• A sobrevivência e a relação com a

natureza

EF02HI11

EF02HI11


História 3o ano Habilidades preconizadas na BNCC EF03HI01 Identificar os grupos populacionais que formam a cidade e o município, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc. EF03HI02 Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade em que vive. EF03HI03 Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes. EF03HI04 Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados. EF03HI05 Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

EF03HI06 Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes. EF03HI07 Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam. EF03HI08 Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado. EF03HI09 Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções. EF03HI10 Identificar as diferenças entre os espaços públicos e o espaço doméstico, compreendendo a importância dessa distinção. EF03HI11 Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos. EF03HI12 Comparar as relações de trabalho e de lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.

CONTEÚDO DO LIVRO DO ALUNO •• Convivência social •• Grupos de convívio •• Formas de interação •• Conceito de comunidade

Capítulo 1: Viver juntos

Unidade 1: A vida em grupos

Capítulo 2: As minhas, as nossas comunidades

•• Noção de pertencimento a

diferentes grupos sociais •• Noções de pluralidade cultural •• Formas de comunicação para facilitar a interação social •• Convivência social •• Comunidade escolar •• Grupos de convívio •• Noção de pertencimento a

diferentes grupos sociais •• Lugares de memória na

cidade do aluno •• Comunidade de imigrantes

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES DESENVOLVIDAS

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI01 EF03HI03 EF03HI07 EF03HI12

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população

EF03HI01 EF03HI07

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes •• Diferentes pontos de vista

Capítulo 3: Histórias compartilhadas

de um mesmo evento •• Memórias compartilhadas •• Relato como fonte da história local •• Conceito de História •• Fontes históricas •• Patrimônio cultural

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• Os patrimônios históricos e culturais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.) •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI02 EF03HI03 EF03HI04 EF03HI05 EF03HI06 EF03HI12

XIII


•• Vida dos primeiros seres

humanos •• Desenvolvimento da

Capítulo 1: Em contato com a terra

Unidade 2: A vida no campo

Capítulo 2: As comunidades tradicionais

agricultura •• Desenvolvimento de técnicas e ferramentas agrícolas •• Importância da terra para os seres humanos •• Diferenciação entre agricultura familiar e empresas agrícolas •• Comunidades indígenas •• Calendário indígena •• Comunidade ribeirinha •• Comunidade pantaneira •• Comunidade quilombola •• Dia da Consciência Negra

e as lutas por direitos •• Paisagens naturais e a

Capítulo 3: Paisagens sertanejas

adaptação humana •• Comunidades do sertão brasileiro •• Adaptações para viver em regiões de seca •• Migração devido à seca •• Cultura sertaneja

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI01 EF03HI08 EF03HI12

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI01 EF03HI03 EF03HI07 EF03HI12

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população

EF03HI01 EF03HI03 EF03HI07

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

Capítulo 1: Cidade para todos

Unidade 3: A construção das cidades

das cidades •• Diferenciação entre cidades do passado e do presente •• Moradias em condomínios fechados

•• Noções sobre o

Capítulo 2: Perto da fábrica

XIV

•• Conceito de cidade •• Diferentes características

desenvolvimento da industrialização •• Trabalhadores das fábricas no Brasil •• Papel das indústrias no processo de organização e crescimento das cidades •• Situação dos trabalhadores nas primeiras fábricas no Brasil

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população •• A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças

EF03HI01 EF03HI03 EF03HI07 EF03HI08

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.) •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI01 EF03HI05 EF03HI11 EF03HI12


•• História das cidades •• Marcos históricos das

Unidade 3: A construção das cidades

Capítulo 3: A história das cidades

cidades •• Uso dos espaços na cidade •• Patrimônios históricos e culturais nas cidades •• Diferenciação entre cultura material e imaterial •• Formas de trabalho na cidade no passado e no presente •• Uso de tecnologia no trabalho •• Formas de lazer no passado e no presente

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• Os patrimônios históricos e culturais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.) •• A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

EF03HI02 EF03HI04 EF03HI05 EF03HI06 EF03HI11 EF03HI12

•• Percepção do que forma o

município •• Compreensão da definição

Capítulo 1: Vivemos no município

de município •• Identificação de

características do seu município •• Reconhecimento de espaços públicos •• Reconhecimento de espaços domésticos

•• A cidade e seus espaços: espaços

EF03HI09

públicos e espaços domésticos

EF03HI10

•• A administração do

município •• Os representantes dos

Unidade 4: A organização do município

Capítulo 2: Os poderes municipais

poderes Executivo e Legislativo no município •• A divisão de poderes no Brasil: Legislativo, Executivo e Judiciário •• Conceito e função de cada um dos três poderes •• A formação dos municípios •• Histórias dos municípios •• História do município do

aluno

Capítulo 3: A formação dos municípios

•• Colonização e povoamento

do Brasil •• Marcos de memória associados às estruturas administrativas no Brasil Colonial •• Diferentes grupos sociais na formação da sociedade brasileira

•• A cidade e seus espaços: espaços

públicos e espaços domésticos

EF03HI09

•• O “eu”, o “outro” e os diferentes

grupos sociais e étnicos que compõem a cidade: os desafios sociais, culturais e ambientais da cidade em que se vive •• Os patrimônios históricos e culturais da cidade em que se vive •• A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.) •• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população

EF03HI01 EF03HI04 EF03HI05 EF03HI06 EF03HI07

XV


História 4o ano Habilidades preconizadas na BNCC EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano, no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças ocorridas ao longo do tempo. EF04HI02 Identificar mudanças ocorridas ao longo do tempo, com base nos grandes marcos da história da humanidade, tais como o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e a criação da indústria, colocando em questão perspectivas evolucionistas. EF04HI03 Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente. EF04HI04 Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das primeiras comunidades humanas. EF04HI05 Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas intervenções. EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização.

CONTEÚDO DO LIVRO DO ALUNO

EF04HI07 Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida comercial. EF04HI08 Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema e internet) e discutir seus significados para os diferentes estratos sociais. EF04HI09 Identificar as motivações dos processos migratórios em diferentes tempos e espaços e avaliar o papel desempenhado pela migração nas regiões de destino. EF04HI10 Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. EF04HI11 Identificar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares, elementos de distintas culturas (europeias, latino-americanas, afro-brasileiras, indígenas, ciganas, mestiças etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local e brasileira. EF04HI12 Analisar, na sociedade em que vive, a existência ou não de mudanças associadas à migração (interna e internacional).

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES DESENVOLVIDAS

•• A ação das pessoas e dos grupos

•• Produção de marcos de

memória

Capítulo 1: Todos têm história

•• Memórias individuais e

coletivas •• Percepção temporal:

passado e presente •• Estudo da História como prática investigativa

Unidade 1: Para entender a História

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

EF04HI01 EF04HI03 EF04HI11 EF04HI12

•• A ação das pessoas e dos grupos •• Objetos pessoais como

Capítulo 2: As pistas sobre o passado

XVI

fontes históricas •• O trabalho do historiador •• Fontes históricas como vestígios de feitos humanos •• Mudanças e permanências nas vivências humanas de acordo com os tempos e espaços

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

EF04HI01 EF04HI11


•• Fontes históricas •• Patrimônios históricos e

Capítulo 3: Os documentos patrimoniais

culturais •• Marcos de memória

materiais e imateriais •• O trabalho do

arqueólogo

Unidade 1: Para entender a História

•• Diversidade cultural

Capítulo 4: O tempo de cada um

•• Passagem do tempo •• Marcadores de tempo

cronológico •• Vivências cotidianas •• Cronologia •• Documentos históricos

•• A ação das pessoas e grupos

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais

EF04HI01 EF04HI03

•• A ação das pessoas e grupos

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras)

EF04HI02

•• A ação das pessoas e dos grupos

sociais e étnicos que compõem cada país e cidade •• Vestígios da humanidade •• Primeiros grupos humanos •• Comunidades do passado •• Primeiras migrações •• Povoamento da América

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• A circulação de pessoas e as transformações no meio natural •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

•• Comunidades na

•• A ação das pessoas e dos grupos

•• Diferentes grupos

Capítulo 1: Os vestígios da humanidade

Unidade 2: A vida em conjunto

Capítulo 2: As comunidades na Pré-História

Pré‑História •• Tecnologia na Pré‑História •• Vestígios humanos na África •• Linguagem como forma de interação social

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais

EF04HI01 EF04HI02 EF04HI04 EF04HI05 EF04HI11

EF04HI01 EF04HI02 EF04HI03

•• A formação das cidades •• O crescimento das

cidades •• Área urbana e área rural •• A cidade e suas

Capítulo 3: O surgimento da agricultura

atividades: trabalho, cultura e lazer •• Organização social para o trabalho •• Primeiras formas de comércio •• A invenção do comércio e a circulação de produtos •• Os patrimônios históricos e culturais da cidade em que se vive

•• A ação das pessoas e dos grupos

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais •• A circulação de pessoas e as transformações no meio natural

EF04HI01 EF04HI02 EF04HI03 EF04HI05

XVII


•• A organização e a

formação das cidades •• O surgimento das

Unidade 2: A vida em conjunto

Capítulo 4: As cidades

Capítulo 1: O comércio e as transformações

Capítulo 2: O mundo em expansão

primeiras cidades •• O crescimento das cidades •• Técnicas e tecnologias que ajudaram a desenvolver as cidades •• A importância da água no surgimento e desenvolvimento das cidades

Capítulo 3: A expansão marítima e o comércio

sociais no tempo e no espaço: grandes transformações da história da humanidade (sedentarização, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras) •• O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais •• A circulação de pessoas e as transformações no meio natural

•• A relação entre

•• O passado e o presente: a noção de

diferentes cidades •• Os fluxos migratórios •• O comércio relacionado com o crescimento das cidades e a expansão das fronteiras •• O processo de transformação das cidades •• Os diferentes registros escritos do passado

permanência e as lentas transformações sociais e culturais •• A circulação de pessoas e as transformações no meio natural •• A invenção do comércio e a circulação de produtos •• As rotas terrestres, fluviais e marítimas e seus impactos na formação de cidades e nas transformações do meio natural •• O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais

•• A circulação de

produtos no mundo atual e no passado •• A importância da

Unidade 3: O mundo em movimento

•• A ação das pessoas e grupos

navegação na história do comércio •• Técnicas e tecnologias aplicadas à navegação no passado •• As Grandes Navegações e a expansão dos territórios português e espanhol

•• A circulação de pessoas e as

transformações no meio natural •• A invenção do comércio e a circulação de produtos

EF04HI01 EF04HI02 EF04HI03 EF04HI04 EF04HI05 EF04HI06

EF04HI03 EF04HI04 EF04HI05 EF04HI06 EF04HI07 EF04HI08

EF04HI04 EF04HI05 EF04HI06

•• A invenção do comércio e a circulação

de produtos •• As rotas terrestres, fluviais e marítimas e

seus impactos na formação de cidades e nas transformações do meio natural •• O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos

EF04HI06 EF04HI07 EF04HI08 EF04HI10 EF04HI11

•• A circulação de pessoas e as •• O processo de

Capítulo 4: A ocupação do interior

XVIII

povoamento do Brasil Colonial •• A importância da mineração no processo de interiorização do Brasil •• O tropeirismo e o comércio pelo interior do Brasil

transformações no meio natural •• A invenção do comércio e a circulação

de produtos •• As rotas terrestres, fluviais e marítimas e seus impactos na formação de cidades e nas transformações do meio natural •• O surgimento da espécie humana na África e sua expansão pelo mundo •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos

EF04HI05 EF04HI06 EF04HI07 EF04HI09 EF04HI10 EF04HI11


•• A importância das

Capítulo 1: Vindo de muito longe

atividades econômicas para o povoamento do Brasil •• Os diferentes fluxos de pessoas por conta de atividades econômicas •• A abolição da escravatura e o fluxo da população de ex‑escravos pelo Brasil

•• O mundo da tecnologia: a integração de

pessoas e as exclusões sociais e culturais •• O surgimento da espécie humana na

África e sua expansão pelo mundo •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

EF04HI08 EF04HI09 EF04HI10 EF04HI11 EF04HI12

•• A invenção do comércio e a circulação

de produtos •• As rotas terrestres, fluviais e marítimas e •• Diversidade étnica na

formação do Brasil •• Os diferentes contextos

Capítulo 2: É gente de todo lugar Unidade 4: Movimento de pessoas no Brasil

de imigração na História do Brasil •• Os imigrantes que chegam ao Brasil na atualidade •• O fluxo de brasileiros pelo mundo

seus impactos na formação de cidades e nas transformações do meio natural •• O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais •• O surgimento da espécie humana na África e sua expansão pelo mundo •• Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

EF04HI06 EF04HI07 EF04HI08 EF04HI10 EF04HI11 EF04HI12

•• Os processos migratórios para a

Capítulo 3: O Brasil em movimento

•• Os fluxos recentes de

migração pelo Brasil

formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos •• Os processos migratórios do final do século 19 e início do século 20 no Brasil •• As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960

EF04HI10 EF04HI11 EF04HI12

•• Os diferentes meios de

comunicação •• A participação da

Capítulo 4: Os meios de comunicação na história

comunidade imigrante na transformação da comunicação local •• A interatividade nos novos meios de comunicação •• A importância do rádio na comunicação

•• O mundo da tecnologia: a integração de

pessoas e as exclusões sociais e culturais

EF04HI08

XIX


História 5o ano Habilidades preconizadas na BNCC EF05HI01 Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado. EF05HI02 Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado. EF05HI03 Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos. EF05HI04 Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade e à pluralidade. EF05HI05 Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica. EF05HI06 Comparar o uso de diferentes linguagens no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.

EF05HI07 Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória. EF05HI08 Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo as populações indígenas. EF05HI09 Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais. EF05HI10 Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

CONTEÚDO DO LIVRO DO ALUNO

Capítulo 1: Direitos e cidadania

Unidade 1: A cidadania em construção

Capítulo 2: Direitos para todos

Capítulo 3: Cidadania na História

Capítulo 4: Cidadania sempre

•• Direitos e deveres •• Os direitos das crianças •• Cidadania brasileira •• Estatuto da Criança e do

Adolescente •• Direitos universais •• Os direitos dos outros •• Direitos dos idosos •• Lei de inclusão de pessoa com

deficiência •• Lei Maria da Penha •• Respeito à diversidade •• Direitos e deveres •• Cidadania na Antiguidade

Clássica •• Revolução Francesa •• As práticas cidadãs •• Patrimônio público •• Patrimônio imaterial

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES DESENVOLVIDAS

•• Cidadania, diversidade cultural

EF05HI04

e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas

•• Cidadania, diversidade cultural

e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória •• Cidadania, diversidade cultural

e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória •• Cidadania, diversidade cultural

e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória

EF05HI05

EF05HI04 EF05HI05 EF05HI09

EF05HI04 EF05HI05 EF05HI09 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI06

•• O papel das religiões e da

Unidade 2: A religiosidade na história

XX

Capítulo 1: O desafio da tolerância

•• Respeito à diversidade •• Tolerância •• Exercício da cidadania •• Liberdade religiosa

cultura na formação dos povos antigos •• Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória

EF05HI03 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI06


•• O papel das religiões e da

Capítulo 2: Outras religiões

•• Diversidade religiosa •• Tradição religiosa indígena •• A tradição religiosa africana e sua

contribuição para a formação da identidade cultural brasileira

cultura para a formação dos povos antigos •• Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória

EF05HI03 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI06

•• As diferentes formas de

Unidade 2: A religiosidade na história

Capítulo 3: Religiões pelo mundo

•• O papel das religiões e da religiosidade pelo mundo cultura para a formação dos •• Politeísmo e monoteísmo povos antigos •• Cidadania, diversidade cultural •• A importância da oralidade e respeito às diferenças sociais, na transmissão das tradições culturais e históricas religiosas e do conhecimento •• Diferenças e semelhanças entre as •• As tradições orais e a valorização da memória religiões

EF05HI03 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI06

•• O papel das religiões e da •• A religiosidade nas civilizações da

Antiguidade Clássica •• A importância da religião para a Capítulo 4: organização da sociedade As religiões •• Politeísmo fazendo história •• A importância da religião para a criação de um patrimônio imaterial •• Como definimos povo •• Os primeiros grupos humanos

Capítulo 1: O que é um povo

•• O processo de sedentarização das

sociedades •• A importância do espaço geográfico na organização dos grupos humanos •• Como surgiu o comércio

cultura na formação dos povos antigos •• Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• As tradições orais e a valorização da memória •• Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade

EF05HI03 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI06 EF05HI10

•• O que forma um povo?: da

sedentarização aos primeiros povos •• As formas de organização social e política: a noção de Estado •• O papel das religiões •• Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade

EF05HI01 EF05HI02 EF05HI10

•• O que forma um povo?: da

Unidade 3: Muitos povos, diferentes culturas

Capítulo 2: Primeiros povos

•• As primeiras formas de registro

dos povos antigos •• Diferentes sistemas de escrita

•• Organização social •• A importância da política

Capítulo 3: Formas de se organizar

Capítulo 4: As aldeias que se tornam estados

•• A prática da cidadania na

transformação da sociedade •• A prática política na Antiguidade Clássica •• A participação política nas sociedades indígenas •• Organização social •• Formas e sistemas de governo •• Mudanças e permanências

sedentarização aos primeiros povos •• As tradições orais e a valorização da memória •• O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias

EF05HI01 EF05HI06 EF05HI07 EF05HI08

•• O que forma um povo?: da

sedentarização aos primeiros povos •• As formas de organização social e política: a noção de Estado •• Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •• Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade •• As formas de organização social

e política: a noção de Estado

EF05HI01 EF05HI02 EF05HI04 EF05HI05 EF05HI10

EF05HI02

XXI


•• Diferentes formas de organizar o

Capítulo 1: O tempo na História

•• As tradições orais e a tempo na história da humanidade valorização da memória •• Os marcadores de tempo nas •• O surgimento da escrita e sociedades antigas a noção de fonte para a •• A percepção dos indígenas sobre transmissão de saberes, culturas e histórias o tempo e seus marcadores

EF05HI08

•• A importância da tradição oral na

transmissão do conhecimento

Capítulo 2: A memória e a História Unidade 4: Os patrimônios da humanidade

Capítulo 3: O que são marcos históricos

•• Os contadores de história nas

sociedades do presente e do passado •• A memória e os relatos pessoais •• O relato pessoal como fonte histórica •• A importância dos marcos de

memória para as narrativas históricas •• O estabelecimento de marcos de memória

•• As tradições orais e a

valorização da memória •• O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias

EF05HI06 EF05HI07 EF05HI08 EF05HI09

•• As tradições orais e a

valorização da memória •• O surgimento da escrita e

a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias

EF05HI07 EF05HI09

•• As tradições orais e a

valorização da memória

Capítulo 4: Muito além dos documentos

XXII

•• Patrimônio material e imaterial •• Patrimônio histórico, natural e

cultural

•• O surgimento da escrita e

a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias •• Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade

EF05HI09 EF05HI10


Pressupostos teórico-metodológicos Esta coleção busca atender aos propósitos de compreensão do papel do professor no processo de ensino e aprendizagem. De acordo com essa proposta, o docente é visto não somente como um indivíduo que analisa situações e identifica melhores recursos e estratégias para atingir objetivos predeterminados mas é compreendido também como agente ativo na concepção do fazer historiográfico, ampliando os próprios conhecimentos (promovedor do saber) e o de seus alunos (intermediador do saber). Para isso, o professor também participa dos projetos de pesquisa propostos aos alunos, considerando que a escola é produtora de uma cultura específica, assim como está inserida no mundo e ligada a outras culturas, como a universitária, a mercadológica, a popular, a tecnológica etc. Nesse jogo de construção do saber histórico, destaca-­ ‑se a articulação entre memória e história. Em razão de sua pouca idade, não é possível aos alunos articular memória e história, de modo que a primeira seja dissociada da segunda. Portanto, estudar História, para eles, precisa ser uma experiência calcada em suas referências de vida, sejam elas advindas das produções culturais (hábitos, costumes, linguagens, conceitos morais, éticos e religiosos etc.), sejam da cultura material (objetos, corpos, locais etc.) – ou seja, o docente é visto como parte de uma proposta voltada à “alfabetização histórica”. Assim, nesta coleção, duas ideias se articulam de forma complementar. A primeira é a visão de que o aluno é protagonista na produção do conhecimento, com autonomia e liberdade de reflexão, tendo na experimentação e na sua vivência o mecanismo para aprender e para produzir conhecimento. A segunda é a compreensão de que o aprendizado de História nos anos iniciais se consolida com o domínio pelo aluno de habilidades relacionadas à sua capacidade de aplicar os conhecimentos produzidos em História, na sala de aula, à sua realidade, como a identificação de diferentes sujeitos, o reconhecimento de diferentes marcos de memória ou a capacidade de trabalhar com base em diferentes fontes documentais e reconhecer a memória individual como uma dessas fontes. Além de promover uma leitura contextualizada do passado, a coleção pretende atender às demandas estabelecidas pelos documentos oficiais, consolidando as competências estabelecidas para o ensino de História para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental I. Tais competências são trabalhadas ao longo dos volumes por meio de textos teóricos e atividades que colo-

cam o aluno como agente na produção do conhecimento e conferem sentido a esse conhecimento produzido, articulando-o aos espaços de vivência do aluno. Essa forma de trabalhar condiz com o que preconiza a historiadora e professora Márcia Maria Menendes Motta: [...] é preciso reconhecer, antes de tudo, que o passado ou o presente estudado foi ou tem sido vivido por grupos diversos, que construíram e constroem embates, concepções de vida, visões de mundo e projetos de sociedade. É fundamental reconhecer, ainda, que a história não se satisfaz com a narrativa. Não basta, portanto, redigir um acontecimento, relendo o documento ou o testemunho oral como se ele fosse a “fonte da verdade”, porque, para se fazer história, é preciso estar atento aos aspectos aparentemente sem importância, detalhes muitas vezes desprezíveis, termos e palavras sem sentido em uma primeira aproximação. Aprender a fazer história significa também aprender a cruzar fontes, produzir embates entre elas e conflitos de interpretações sobre uma evidência; para tanto, é preciso fazer perguntas novas às fontes velhas, em um incessante processo de escape de uma resposta previamente definida e dada como certa [...]. (MOTTA, 2012, p. 29).

Assim, o estudo de História aqui proposto visa promover discussões por meio de situações-problema apresentadas nas atividades. Isso porque é no conjunto das atividades que é feita a aplicação do conhecimento escolar na realidade do alunado. Outro aspecto a ser considerado é a relação da cultura material com os estudos de História. Para alunos do Ensino Fundamental, nada é mais palpável do que os objetos que eles podem ver e tocar e com os quais se relacionam no dia a dia. A preservação da memória ocorre tanto por meio do estímulo aos estudos locais, com objetos e recortes cronológicos específicos relativos ao cotidiano dos alunos, como por meio do resgate das histórias de vida dos moradores das áreas próximas às escolas, como preconizam, respectivamente, Sônia Regina Miranda (2004) e Moacir Gigante (1994). XXIII


Valorizar as comunidades locais, inserindo-as em narrativas mais amplas que consideram o desenvolvimento histórico nacional, leva o aluno a se sentir participativo do processo histórico. Para evitar equívocos no processo de ensino e aprendizagem, pode-se promover o estudo das estruturas sociais das quais façam parte pessoas que os alunos conhecem, como a própria família e outros moradores da cidade em que vivem. Dessa maneira, eles tornam-se capazes de aproximar os assuntos abordados pelo texto de seus contextos pessoais. Para que esses estudos locais sejam bem-sucedidos, esta coleção sugere o uso das fontes orais (entrevistas), “uma vez que a fonte oral é capaz de ampliar a compreensão do contexto, de revelar os silêncios e as omissões da documentação escrita, de produzir outras evidências, captar, registrar e preservar a memória viva” (FONSECA, 2003, p. 155). Tendo em vista o conjunto de formulações apresentado, a coleção trabalha a História em suas múltiplas facetas: como produção socialmente construída, como área do conhecimento inserida nas questões relativas ao tempo (histórico e dos alunos), como processo de rupturas e continuidades – estas últimas observáveis na cultura material e nos hábitos e tradições, tanto locais como nacionais – e como instrumento crítico acerca da realidade local e nacional vivenciada por alunos. Essa realidade é, portanto, pensada como elemento que auxilie no entendimento de que o presente é feito em função do acúmulo de experiências passadas, ainda que estas proponham a preservação ou a mudança, pertençam elas às esferas pessoais e individuais ou sociais e coletivas. Por conseguinte, a História é aqui desenvolvida sobre pressupostos que estimulem, ainda que de maneira simples e de acordo com a idade das crianças, a ação coletiva em busca da apreensão de suas realidades e da resolução dos problemas enfrentados por elas.

A interdisciplinaridade Entendemos como interdisciplinar a proposta de promover a construção do conhecimento articulando as diferentes disciplinas do currículo escolar. Assim, quando propomos, por exemplo, o trabalho sobre os primeiros grupos de convivência ou os primeiros espaços de sociabilidade, o fazemos de forma que tais conteúdos possam ser articulados com habilidades. Essa relação entre as disciplinas faz com que os conhecimentos escolares se articulem entre si, possibilitando aos alunos os compreender como algo que possui valor absoluto, mas que também se articula com outros conhecimentos, ampliando seu sentido. Ao mesmo tempo, tal interdisciplinaridade possibilita ao aluno estabelecer XXIV

relação entre o conhecimento escolar e a realidade que o cerca. Além disso, a interdisciplinaridade promove o rompimento de categorias de pensamento que compartimentam o conhecimento. Assim, a potencial interdisciplinaridade existente entre a História e as demais disciplinas do currículo escolar, nesta coleção, é efetivada por meio do trabalho com base em fontes históricas e pela articulação com o processo de alfabetização e letramento. A interdisciplinaridade representa uma possibilidade de articulação entre os conhecimentos que se apresentam fragmentados nas diversas disciplinas. Segundo Heloísa Lück: A interdisciplinaridade propõe uma orientação para o estabelecimento da esquecida síntese dos conhecimentos, não apenas pela integração de conhecimentos produzidos nos vários campos de estudo, de modo a ver a realidade globalmente, mas, sobretudo, pela associação dialética entre dimensões polares, como, por exemplo, teoria e prática, ação e reflexão, generalização e especialização, ensino e avaliação, meios e fins, conteúdo e processo, indivíduo e sociedade etc. Mediante uma tal síntese, a pessoa consciente de que faz parte do objeto conhecido, já mesmo por conhecê-lo, ao ver a realidade, vê-se nela e não fora dela, enquanto mera observadora. Consequentemente, a lógica formal do princípio da certeza é substituída pela lógica paradoxal do princípio da dúvida. (LÜCK, 1994, p. 51-52).

Assim, em consonância com o que é estabelecido pela BNCC e pelos pressupostos teóricos escolhidos para a construção desta coleção, procuramos articular a interdisciplinaridade em dois níveis distintos: o primeiro nível de articulação é com as outras disciplinas que compõem o currículo do Ensino Fundamental I e o segundo nível de articulação se dá com as outras disciplinas que se dedicam à organização do estudo do passado. Apesar de o historiador ser o profissional que mais se dedica às análises das fontes históricas, outros pesquisadores também têm utilizado fontes que remontam ao passado como base para seus estudos. Disciplinas como Sociologia, Antropologia, Filosofia, Arte, Ciências e Literatura recorrem ao passado em busca de explicações ou de entendimento acerca da construção do saber das respectivas áreas. Estabelecendo relações de reciprocidade e de ajuda mútua, todos esses campos do conhecimento humano agregam-se para dividir e ampliar os conhecimentos adquiridos em suas pesquisas, com suas metodologias específicas. É nesse espectro que se dá o segundo nível de articulação da interdisciplinaridade nesta coleção.


Em diversas atividades, os alunos são desafiados a acionar suas competências leitoras, adquiridas também nas aulas de Língua Portuguesa – disciplina fundamental para qualquer tipo de estudo, pois ela permite ao aluno compreender e interpretar os textos, seja pelo conhecimento das normas gramaticais que regem a língua, seja pela compreensão dos conteúdos textuais. Podem ser, ainda, desafiados a ler e a interpretar adequadamente mapas, de maneira semelhante à que fazem nas aulas de Geografia. A interdisciplinaridade propicia a apreensão global do fenômeno histórico estudado, configurando-se como elemento ativador da curiosidade dos alunos.

A formação cidadã De acordo com o princípio descrito no artigo 205 da Constituição brasileira, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e com a Base Nacional Comum Curricular, os conteúdos a serem ministrados no Ensino Fundamental têm a finalidade de formar os alunos para o exercício consciente da cidadania. Leia a seguir a descrição de “cidadão” do historiador Jaime Pinsky. Afinal, o que é ser cidadão? Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. [...] (PINSKY, 2005, p. 9).

A educação escolar deve estar comprometida com a cidadania e, para isso, deve fundamentar-se em quatro princípios básicos: dignidade do ser humano, igualdade de direitos, participação e corresponsabilidade pela construção e pelo destino da coletividade. Os conteúdos devem ser significativos para os alunos e estar adequados às diversas formas de aprender de cada um. Você pode mobilizar os conteúdos de Ciências Humanas e da Natureza para questões e temas importantes, eleitos de acordo com a realidade dos alunos. Temas relacionados a direitos humanos, pluralidade cultural, o

papel do homem e o da mulher na sociedade, saúde, meio ambiente e outros possibilitam discussões e reflexões que dizem respeito ao desenvolvimento de condutas e a valores que se traduzem em atividades e atitudes práticas na construção da cidadania. A escola forma para a vida e para a vivência plena da cidadania. Essa é uma sentença constantemente pronunciada por educadores. Nela está embutida a ideia da formação para os valores, como o respeito, a solidariedade, a responsabilidade, a honestidade etc. Nela está também o conceito de formação das atitudes, isto é, da predisposição do sujeito para atuar de certa maneira. (MORETTO, 2002, p. 90-91).

Ao estudarmos a natureza, a cultura, as paisagens e as relações sociais de diversos povos em tempos distintos percebemos as diferenças entre eles. Conhecendo e compreendendo essas diferenças, passamos a respeitá-las. A postura do professor de respeito às diferenças culturais desenvolve nos alunos o respeito a si mesmo e aos outros, dentro e fora da escola, e o trabalho é desenvolvido com foco na valorização e no respeito à opinião do outro. Assim, passamos a entender a troca de experiências e o debate como forma de aprendizagem. O grande desafio da escola é superar a discriminação e valorizar a diversidade étnico-cultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro. Para tanto, a escola deve ser local de diálogo e de aprendizagem da convivência, onde se respeita as diferentes formas de expressão cultural. Os conteúdos devem possibilitar a valorização da diversidade cultural, grande riqueza de qualquer nação, bem como atitudes de respeito. A observação, a interpretação e a compreensão das transformações socioespaciais são imprescindíveis para o aluno refletir sobre a sociedade em que vive, repensá-la, repudiar as injustiças e exigir o cumprimento de seus direitos. Os cidadãos sentem que pertencem à realidade com a qual têm ligação afetiva. São, portanto, responsáveis e corresponsáveis por ela, e devem assumir seus deveres na construção de um mundo mais justo e humanitário. E, para isso, o estudo da história local é de suma importância. A cidadania deve estar voltada à garantia de igualdade, de direitos e de oportunidades iguais a todos. A formação do aluno para o exercício da cidadania compreende a capacitação para o autocuidado, assim como a compreensão da saúde como direito e responsabilidade pessoal e social. Envolve discussões sobre trabalho insalubre, poluição, saneamento básico, qualidade de vida, entre outras.

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A educação para o respeito às diferentes identidades socioculturais Compreender a formação de nossa sociedade como uma construção plural, na qual todas as matrizes culturais e étnico-raciais foram e são igualmente importantes, e, ao mesmo tempo, entender que as diversas culturas advêm de processos históricos, é fundamental para o ensino de História em nosso país. Concordamos com Hebe Mattos (2003, p. 129) quando ela afirma que “a História se apresenta como disciplina-chave” para o desenvolvimento de um trabalho em que, em vez de “reforçar culturas e identidades de origem, resistentes à mudança, mais ou menos ‘puras’ ou ‘autênticas’”, se busque “educar para a compreensão e o respeito à dinâmica histórica das identidades socioculturais efetivamente constituídas”. E, para que isso seja possível, é preciso que as histórias da África, dos africanos e das populações negras e indígenas no Brasil, em toda sua complexidade, sejam pesquisadas e trabalhadas por professores e alunos nas aulas de História. O ensino da História da África, da cultura afro-brasileira e dos povos indígenas faz parte das ações afirmativas no combate ao racismo e à discriminação étnica. A manifestação de racismo (preconceito de raça) – como uma ideologia que defende a classificação hierárquica dos seres humanos e os agrupa em razão de sua etnia – e a discriminação étnica – que se manifesta por meio de ações diretas como humilhações, indiferença ou cerceamentos de acesso às garantias constitucionais – são criminalizadas no Brasil desde o final da década de 1980 e, assim, passíveis de acusação e prisão. A criminalização é de fato um avanço, porém é necessária e urgente a mudança de mentalidade, que não acontece abruptamente, e sim ao longo de gerações, e pode ocorrer por meio do enfrentamento dessa questão, que permeia, muitas vezes veladamente, a sociedade como um todo. No combate a manifestações preconceituosas, a escola constitui um espaço estratégico, pois a promoção de debates e discussões propicia mais visibilidade ao tema, como afirma Isabel Santos: [...] no cotidiano escolar a educação antirracista visa à erradicação do preconceito, das discriminações e de tratamentos diferenciados. [Na escola], estereótipos e ideias preconcebidas, estejam onde estiverem (meios de comunicação, material didático e de apoio, corpo discente e docente etc.) precisam ser duramente criticados XXVI

e banidos. É um caminho que conduz à valorização da igualdade nas relações. E para isso, o olhar crítico é ferramenta mestra. (SANTOS, 2001, p. 105).

A História e a memória Um dos principais objetivos específicos do ensino de História se relaciona à constituição da noção de identidade. Assim, é primordial estabelecer relações entre identidades individuais, sociais e coletivas, entre elas as que se constituem como nacionais. O estudo da História desempenha um papel importante na formação cidadã, uma vez que articula pesquisa e reflexão sobre as relações construídas socialmente e sobre as relações estabelecidas entre indivíduos, grupos e o mundo social. Nesse processo, a memória ocupa lugar de centralidade. Evidencia-se também o estudo da memória enquanto prática de representação social e, portanto, essencial para o estudo das formas de resgate de memórias coletivas, há tempo esquecidas no espaço público pela memória oficial. A memória é uma construção, representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social e nacional.

A cultura imaterial O trabalho sobre o patrimônio imaterial, sua inclusão no currículo escolar, tem o potencial de propiciar ao aluno conhecer, valorizar e ser crítico tanto com relação à sua cultura quanto à do outro, não a aceitando como imposição, mas como diferente. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), patrimônio imaterial são todos os usos, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – bem como instrumentos, objetos, artefatos e lugares – que as comunidades e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Tal como a memória, nesta coleção, a cultural imaterial ocupa um espaço privilegiado na formação das identidades e, por isso, também se caracteriza como ponto de partida para a aprendizagem histórica com base em uma realidade próxima à do aluno, como espaço de reflexão crítica acerca da realidade social e como referência para o processo de construção das identidades.


Segundo Isabel Barca, ser historicamente letrado implica: Saber ler fontes históricas diversas, primárias e secundárias, com diversos suportes e com perspectivas diferenciadas; Saber confrontar as fontes nas suas mensagens, nas suas intenções e na sua validade relativa; Saber entender – ou procurar entender – o “Nós” e os “Outros”, em diferentes tempos, em diferentes espaços; Saber levantar novas questões, procurar novas respostas, novas hipóteses de investigação; Procurar perspectivar o presente e o futuro à luz da compreensão e das competências da pesquisa histórica. (BARCA, 2006, p. 30).

E tais habilidades se dão pelo trato direto com as fontes, que, ao serem trabalhadas como evidências do passado, favorecem a cognição histórica, permitindo que o aluno faça inferências e crie hipóteses sobre como pensavam e viviam as pessoas em outras épocas. O Patrimônio Imaterial pode se enquadrar no patamar das experiências e das investigações e contribuir para consolidar a investigação feita pelos alunos, porque possibilita que suas crenças, os saberes guardados na família, na comunidade, sejam considerados e relativizados diante de outras experiências do passado e do presente. [...] aprender História é aprender a olhar a realidade, entendendo a historicidade da experiência vivida e relacionando-a com outras experiências do passado e do presente, podendo-se reconhecer que a relação com o passado é um elemento imprescindível aos esquemas de conhecimento e interpretação da realidade presente. [...] é necessário levar as crianças e os jovens a estudar História a partir da reflexão sobre os problemas de seu tempo, trabalhando a partir de diferentes documentos e da memória, aprendendo a construir a argumentação e produzir suas próprias narrativas históricas. Assim, o ensino de História deve partir da compreensão e reconstrução da vida cotidiana das crianças e dos jovens, de forma que possam compreender essa dimensão na vida de outros seres humanos. (SCHMIDT, CHIESA, GARCIA, 2006, p. 83).

O uso de recursos audiovisuais em sala de aula As imagens são importantes fontes para o estudo de História. O trabalho referente a elas e a outros documentos audiovisuais visa constatar que não há uma única maneira de estudar e interpretar as fontes históricas. Os documentos visuais podem representar ideias, objetos, pessoas, acontecimentos, entre outros, possibilitando que você trilhe caminhos de modo a facilitar ao aluno a compreensão e o conhecimento do mundo em que vivemos. Há formas de representação que unem a imagem e a escrita, como histórias em quadrinhos; outras que unem a imagem e a fala, como filmes e documentários; e outras, ainda, que recorrem somente à imagem, como fotografias, desenhos, pinturas e esculturas. Fontes importantes e necessárias ao dia a dia na sala de aula, as imagens podem ser amplamente utilizadas. Para que os alunos possam desenvolver habilidades ligadas à observação de imagens, é necessário propor uma análise crítica delas, promovendo o desenvolvimento gradativo de habilidades ligadas a esse tipo de prática recorrente nas aulas de História. Bianca Zucchi ressalta o seguinte: Assim como os historiadores utilizam as imagens como fontes de informações sobre o passado, os alunos também podem, de acordo com os interesses didáticos de cada atividade proposta pelo professor, fazer o mesmo: tornar as imagens uma fonte de informação sobre os temas históricos que estudam. Esse recurso didático pode ser uma forma de atrair a atenção dos alunos e pode levá-los a se sentir capazes de analisar os diferentes tipos de imagens que veem todos os dias. Como todos os outros tipos de fontes históricas, os diferentes tipos de imagem têm suas peculiaridades de análise e seus limites. Nas variadas fontes imagéticas que a historiografia já coletou, muitas vezes faltam dados importantes, por exemplo: data, local, nome do fotógrafo; algumas pinturas despertam dúvidas nos especialistas com relação a sua datação ou autoria etc. Devemos considerar também o fato de hoje em dia existir a possibilidade de manipulação de imagens por programas de computador, o que poderia sugerir informações errôneas. Mas, apesar de algumas limitações, as imagens são uma fonte riquíssima de pesquisa. (ZUCCHI, 2012, p. 121-122).

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Quando, em sala de aula, propomos a análise de diferentes tipos de imagem é necessário ter clareza dos objetivos didáticos da atividade e de que forma se relacionam com o conteúdo estudado. Em seguida, é preciso escolher um tipo de imagem que seja adequado aos objetivos didáticos e à faixa etária dos alunos e estabelecer uma relação de comparação, de observação de continuidades e rupturas com relação ao passado. A imagem a ser analisada deve ser observada atentamente pelos alunos. Pensando nessa necessidade, priorizamos a apresentação de imagens em tamanhos grandes, que permitam a você utilizá-las para análise sempre que considerar adequado. Em seguida, você pode solicitar aos alunos que descrevam a imagem. É preciso estimulá-los com perguntas como: Que tipo de imagem está sendo mostrada? Quais são suas cores? Quem a produziu? Quais são seus principais elementos? É possível fazer essa atividade oralmente e pedir aos alunos que façam algumas anotações no caderno. Para complementar, seguindo um roteiro de análise prévio, você deve chamar a atenção para aspectos da imagem que se referem mais diretamente ao conteúdo estudado, em especial àqueles sobre os quais os alunos não tenham falado nos primeiros momentos da atividade. É importante estimulá-los a desenvolver um senso crítico com relação às imagens às quais são expostos diariamente; a perceber que as imagens comunicam ideias, valores, posturas, crenças, estereótipos etc., e que também são carregadas de historicidade, tendo em vista que sempre foram e são produzidas por indivíduos localizados no tempo. Tudo isso pode ajudá-los a extrair informações desse tipo de fonte. Ao trabalhar com documentos visuais, busca-se alcançar os mesmos objetivos que ao trabalhar com documentos escritos, porém são essenciais alguns procedimentos específicos: <<contato inicial – a primeira impressão que o aluno terá da imagem; <<descrição – decomposição da imagem, relato do que é aparente, pois só dessa maneira o aluno conseguirá, depois, observar aquilo que não é visível, o que a imagem representa historicamente; <<registro – anotação de todos os elementos, todas as emoções e tudo o que não foi compreendido; <<interpretação – argumentação, comparação e levantamento de informações complementares etc. É preciso também diferenciar a fonte histórica de sua interpretação. A imagem – fotografia, pintura, desenho ou mapa – é construída, pois alguém a criou em determinado momento e com uma intenção. É fundamental conversar sobre isso com os alunos.

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Fotografias Ao trabalhar imagens, o uso de fotografias é uma excelente oportunidade de aproximar o aluno do tema. Atualmente, o acesso a máquinas fotográficas e a manipulação desse tipo de imagem é muito fácil, sendo bem provável que alguns alunos já tenham câmeras fotográficas ou celulares com essa função. Se possível, estimule-os a usar esses dispositivos para se expressar, sempre de maneira adequada. O uso pode aumentar o interesse dos alunos pelos temas estudados e ajudar no rendimento deles. [...] duas perguntas são essenciais para organizar estudos cujo suporte didático seja a fotografia: 1. Como selecionar as imagens fotográficas para um trabalho na sala de aula? 2. Como realizar a “leitura” de fotografias com os alunos? Na seleção de imagens, um primeiro ponto a levar em conta é a escolha de “imagens fortes” como documento. Em razão da quantidade de fotos com que os alunos têm oportunidade de ter contato em seu cotidiano, é importante trabalhar com poucas, que sejam representativas de “imagens fortes”, capazes de causar um impacto visual, para motivá-los, e de trazer informações substantivas sobre o tema ou gerar questionamentos. Para os historiadores, normalmente é recomendável selecionar séries fotográficas sobre uma temática, iniciativa não aconselhável em uma proposta pedagógica. Neste caso, torna-se mais apropriado o trabalho com uma ou duas fotos, dependendo da situação, para que possam ser exploradas com cuidado, iniciando o aluno nas análises de leitura interna e externa (como ocorre com as demais análises sobre usos de documentos [...]) e incluindo a análise da verbalização inerente ao observador da fotografia. Tem sido usual recorrer ao uso da fotografia nas séries iniciais do ensino fundamental, conforme atestam vários relatórios de alunos estagiários. As fotografias da criança em outras idades, da família, de amigos são utilizadas para o estudo da “história de vida do aluno”, “história da família”, “história do bairro”, temas importantes para criar o sentimento de identidade, de pertença a um grupo ou comunidade. As fotos, transformadas em recursos didáticos, favorecem a introdução dos alunos no método de análise de “documentos históricos” e, em se tratando da fase inicial da alfabetização, contribuem para que identifiquem ano, nome de lugares e de pessoas ou grupos sociais, além de favorecerem a compreensão do antes e depois e a interiorização do conceito de geração.


Em fases posteriores da escolarização, o uso da fotografia pode favorecer o entendimento das mudanças e permanências, por intermédio de um estudo comparativo. Uma proposta frequente, ao estudar-se a história local, é apresentar fotos do mesmo lugar em momentos diferentes. Com base em fotos de dois períodos, os alunos podem identificar o espaço (nome e lugar específico da cidade) e as mudanças ocorridas (identificar todos os elementos possíveis que forneçam essas informações de mudanças e permanências), além das diferenças entre as fotos no aspecto mais técnico (dependendo da idade dos alunos), apontando as finalidades das fotografias – para que foram feitas. [...] (BITTENCOURT, 2009, p. 368-369).

Filmes Entre as imagens, os filmes têm sido amplamente utilizados e, nesta obra, são sugeridos ao final das unidades títulos para ser trabalhados com os alunos. Os filmes exigem cuidado especial, pois precisam ser entendidos como documento, mas também como produto cultural e comercial, como explica Bittencourt: Ao trabalharmos com o filme em sala de aula, é necessário oferecermos ao aluno informações básicas sobre o contexto da produção e outros dados que ele poderia ter dificuldade em obter e que facilitarão o seu estudo. No trabalho pedagógico com filmes, é preciso levantarmos várias questões a serem discutidas com os alunos, apresentando previamente um roteiro para a interpretação do filme. Todavia, lembramos que, muitas vezes, tanto professores quanto alunos se deparam com a necessidade de pesquisas que lhes permitam maiores aprofundamentos nos assuntos relativos ao filme. A seguir apresentamos algumas questões que orientam o trabalho com filmes: Contexto da produção – Quando e onde o filme foi produzido? Quem o produziu e dirigiu? Quanto custou? Há relação entre o filme e a situação econômica, política, social e cultural vivida à época? Que relação há entre o filme e a trajetória do cineasta? A repercussão – Como o filme foi recebido pelo público? E pela crítica? Como foi divulgado? Onde foi exibido? Participou de concursos? Foi premiado? O tema e o enredo – De que trata o filme? Quais as cenas marcantes? Que relação existe entre o título e o enredo? Que fatos ou processos históricos se relacionam

com o enredo? Como os elementos históricos são apresentados: cenário, figurino, linguagem etc.? Personagens – Que conflitos vivem? Expressam as características, o modo de viver, de falar, a mentalidade, o gestual de uma época? Símbolos – Há símbolos presentes no filme, como objetos que remetem a ideias, valores? Em caso afirmativo, eles são atuais? Em que situação eles aparecem? Como eles são explorados na trama? Linguagem cinematográfica – Há uma ordem cronológica nas cenas? Há uma noção de continuidade nas cenas? As cenas são rápidas ou longas? Como o espaço é apresentado? Como é explorada a relação do som com a imagem? Como é usada a luz? São usados efeitos especiais? A psicologia das personagens ou a dramaticidade das cenas são exploradas por meio de recursos técnicos? (BITTENCOURT, 2009, p. 353).

Esses questionamentos precisam ser simplificados para os alunos. O ideal é que você já selecione previamente algumas informações pertinentes ao filme e as explique aos alunos antes de exibi-lo. É importante que os alunos, desde cedo, percebam algumas questões sobre os filmes, como o assunto, os personagens principais e suas características etc.

História em quadrinhos Para o trabalho de leitura de histórias em quadrinhos, o guia para o planejamento do professor alfabetizador do Programa Ler e Escrever, criado pela Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo, orienta o professor para que: •Antes • da aula, selecione uma história em quadrinhos para ler com sua turma e providencie as cópias. ••Distribua as cópias e explique: enquanto você lê, cada um precisa acompanhar em sua cópia. Insista em que devem também prestar atenção nos desenhos, nas expressões das personagens e nas cenas. ••Pergunte aos alunos se conhecem a personagem da tirinha e o que sabem sobre ela. Essa conversa inicial é importante para os alunos compartilharem informações que ajudam a compreender a história [...]. Proponha que tentem contar o que acontece na história apenas observando os desenhos. Trata-se de uma forma interessante de favorecer o uso da imagem para antecipar o significado de um texto. [...] ••Inicie a leitura, indicando sempre qual é o quadrinho e qual o balão que está lendo. Sugira também

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que os alunos identifiquem qual das personagens está falando e pergunte como sabem. É um jeito de ajudá-los a se localizar na leitura (saber qual quadrinho vem antes, qual vem depois etc.) e perceber algumas características dos balões (que têm uma espécie de seta que aponta para a personagem que fala, que o formato do balão, o formato e o tamanho das letras podem indicar emoções e a intensidade com que se fala). [...] ••Após a leitura de cada quadrinho, sugira que os alunos antecipem o que virá a seguir. Em geral, os elementos inesperados são os principais responsáveis pela graça dessas historinhas. Assim, as antecipações aumentam a surpresa, quando as crianças constatam que a personagem não fez o que elas esperavam. ••Interrompa de vez em quando a leitura para pedir aos alunos que ainda não leem convencionalmente que tentem localizar determinada palavra num balão – nessa atividade deverão pôr em jogo seus conhecimentos sobre as letras e seus sons. Mas embora seja recomendável realizar atividades assim, tenha sempre em vista que a finalidade da leitura é a diversão com a historinha. Com muitos momentos de localização de palavras você corre o risco de esvaziar a atividade de seu objetivo principal. ••Terminada a leitura, converse com as crianças sobre o que entenderam da história, se acharam engraçada, o que aprenderam sobre as personagens e assim por diante. ••Você também pode pedir que os alunos contem a história, como se fosse um reconto. (SÃO PAULO, 2006, p. 82-83)

Os alunos também podem ser estimulados a produzir trabalhos em diferentes linguagens, entre elas as histórias em quadrinhos que tanto os fascinam, sobremaneira nesta faixa etária. Criar uma história em quadrinhos pode ser uma excelente ferramenta didática para desenvolver a criatividade. Esse recurso pode ser usado tanto em uma disciplina quanto de forma multidisciplinar. Cada disciplina pode atender a um aspecto. Por exemplo: em Língua Portuguesa, podem ser criados o roteiro e os diálogos; Arte pode se responsabilizar pelas imagens, tipos de balões a serem usados e cenário; Ciências pode compor os poderes do herói (se tiver um) etc. Assim, cada área será responsável por uma parte da produção. As dicas de Campos a seguir são importantes para a produção de história em quadrinhos:

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•Trabalho • em equipe: é muito difícil responsabilizar só uma pessoa por toda a produção. A maior parte das histórias em quadrinhos conta com roteiristas, desenhistas e escritores. Sendo assim, recomenda-se a produção em equipes. ••Desenvolvimento da história: o primeiro passo é uma história com começo, meio e fim. Tendo a história escrita, pode-se definir o número de quadros necessários para sua execução. Recomenda-se a opção, inicialmente, por histórias curtas e, depois, gradativamente, passar para histórias mais longas. ••Grade: é importante saber ao certo quantos quadros serão utilizados. Os quadros podem ter tamanhos diferentes. ••Desenhos: dificilmente o aluno conseguirá repetir de forma idêntica os desenhos do mesmo personagem em cada quadro. É preciso apenas repetir as características principais para que o personagem possa ser identificado. ••Ordem: usando lápis, inicia-se a história em quadrinhos com a colocação dos diálogos, pois isso dá uma ideia do espaço necessário para o texto e quanto sobrará para fazer o desenho. Em seguida, faz-se um rascunho, tipo rabisco, dos desenhos, dos balões e da divisão dos quadros; nesse passo, é possível corrigir textos muito grandes ou outros problemas. Depois disso, é o momento da arte-final, ou seja, a finalização dos desenhos e das letras com caneta ou lápis mais forte e, por último, a pintura. (CAMPOS, 2009, p. 55-56).

Obras de arte A arte é peça fundamental na educação dos sentidos, ela possibilita a construção do “eu” e aproxima os alunos da cultura universal. Dessa forma, a arte é um instrumento de cidadania em diferentes contextos. Mais do que ver, ler uma obra de arte é direcionar um olhar crítico a ela e estabelecer um diálogo entre a verdade da obra e a verdade de quem a interpreta. Propomos que, com o avançar da experiência artística, os alunos possam educar seu olhar em quatro etapas: <<olhar aleatório – simplesmente para identificar a obra selecionada; <<olhar descritivo – investigar elementos formais, como cores, linhas, texturas; <<olhar intelectual – observar elementos, como ritmo, equilíbrio e profundidade;


<<olhar interpretativo – transportar-se no tempo e espaço a fim de conhecer os acontecimentos marcantes do período da criação da obra pesquisando e relacionando tema, título, simbologias predominantes, vida e outras obras do autor. É importante refletir que essas etapas de análise não aconteçam isoladamente, pois cada olhar ressignifica os anteriores e se agrega à interpretação estética do aluno.

Mapas A linguagem cartográfica representa os fenômenos geográficos e históricos. O conhecimento dessas áreas está impregnado da leitura e da interpretação de mapas. Por meio da linguagem cartográfica podemos produzir, expressar e comunicar ideias e conhecimentos. Utilizar essa ferramenta básica significa desenvolver no aluno a capacidade de representar e analisar o espaço geográfico.

A aprendizagem cartográfica envolve um sistema de símbolos e proporcionalidade, uso de signos ordenados e técnicas de projeção. Os alunos devem representar o espaço e codificá-lo lendo as informações nele expressas. Na proposta desta coleção, a Cartografia está contextualizada no decorrer do desenvolvimento dos conteúdos, de modo que o aluno compreenda e utilize essa linguagem. Gradualmente, situações diferenciadas, decodificação e leitura de mapas possibilitam a ele a apropriação das convenções cartográficas. Compreender e utilizar a linguagem cartográfica, sem dúvida alguma, amplia as possibilidades dos alunos de extrair, comunicar e analisar informações em vários campos do conhecimento – além de contribuir para a estruturação de uma noção espacial flexível, abrangente e complexa. (SANTOS, 2007, p. 73).

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Proposta didático-pedagógica Esta coleção procura estabelecer vínculos diretos entre os conteúdos fornecidos no corpo do texto, o teor, a forma de apresentação das atividades e os aspectos que, de alguma maneira, remetam à vida dos alunos, como na apresentação dos assuntos relativos à datação temporal. Compreendemos que trazer os conhecimentos vivenciados pelos alunos para a sala de aula enriquece o processo pedagógico e dinamiza as atividades e o próprio aprendizado do conteúdo assimilado dos textos. Outra proposta que norteou a produção dos temas e capítulos desta coleção é a de, com base no estudo das experiências pessoais ou ligadas a fatos regionais vivenciados pelos alunos, levá-los a se aproximar, do ponto de vista cognitivo, de experiências de grupos humanos diferentes do seu, inclusive com relação à localização geográfica e temporal. Por exemplo, por meio do estudo de festas e manifestações culturais regionais, promove-se o contato com expressões de outras culturas ocorridas no passado, estabelecendo, dessa forma, uma comparação entre as diferenças e similaridades dos diversos eventos. Quanto às imagens que ilustram a coleção, elas desempenham uma função, fazem parte do projeto pedagógico, em conjunto com os textos e as atividades – sempre respeitando a idade e a fase de desenvolvimento das crianças –, e podem ser consideradas veículos de divulgação de informações úteis e eficazes. Em determinados momentos, para o acompanhamento adequado da leitura dos textos e da realização das atividades, os alunos são solicitados a utilizar materiais de apoio, como dicionários, sites, revistas, jornais, livros, entre outros, bem como a realizar trabalhos individuais e em grupo, pesquisas etc. O objetivo dessas pesquisas é estimular o desenvolvimento da autonomia deles e aprimorar seu senso de organização e de respeito mútuo. Todos os materiais e estratégias aqui propostas foram pensadas para que os próprios alunos consigam identificar as etapas e os objetivos pretendidos pelas respectivas produções didático-pedagógicas. Cabe ao professor avaliar corretamente cada etapa cumprida pelos alunos e o resultado das produções de acordo com os preceitos didáticos fornecidos pela coleção.

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Inclusão digital e o uso de TICs As transformações pelas quais o processo de ensino e aprendizagem tem passado nos últimos anos foram muitas, assim como os suportes em que o conhecimento é produzido e divulgado também passou por modificações. E, em uma relação de dupla determinação, essa transformação acabou influenciando a forma como o conhecimento é produzido. A sedimentação do uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na vida das pessoas fez com que o conhecimento passasse a ser produzido de forma totalmente nova: compartilhada. A relação entre sujeito e conhecimento não se dá mais de forma passiva e lenta. Atualmente o conhecimento é produzido, tratado, compartilhado e consumido em um ciclo contínuo e infinito, que se alimenta de si e se altera constantemente. Esse novo paradigma da produção do conhecimento passou a permear também a educação, exigindo uma alteração profunda da natureza do livro didático. Sendo assim, o uso de TICs na sala de aula deve ser repensado. Uma inovação é como ver algo novo nas coisas às vezes conhecidas, deve-se pensar em ações que promovam novos papéis para a escola, ações em que a utilização das TICs no contexto educacional estabeleça uma rede dialógica de interação com o intuito de promover a ruptura do distanciamento entre sujeito-sociedade. O computador ligado à internet propicia ao professor atuar de forma diferente em sala de aula, é possível instigar os alunos a desenvolver pesquisas, investigações, críticas, reflexões, aprimorar e transformar ideias e experiências, não é preciso que professores se tornem donos da verdade e do conhecimento, mas sim parceiros de seus alunos, andando juntos em busca de um mesmo propósito o conhecimento e a aprendizagem. RAMOS, Patrícia Edí. O professor frente às novas tecnologias de informação e comunicação. Seduc. Disponível em: <www.seduc. mt.gov.br/Paginas/O-professor-frente-às-novas-tecnologias-deinformação-e-comunicação.aspx>. Acesso em: nov. 2017.


Partindo desse pressuposto, os recursos educacionais devem ser algo que permita aos alunos e professores interagir e compartilhar conhecimento de forma constante e eficiente, enquanto os pais acompanham essa jornada, auxiliando sempre que for possível e necessário. Por isso, a coleção traz em todos os seus volumes a seção #Digital, que apresenta não somente formas de produção compartilhada de conhecimento por meio de TICs como também questões éticas e de segurança que envolvem o uso dessas tecnologias por crianças e adolescentes.

Sobre a avaliação discente A avaliação está intimamente relacionada à forma como o professor entende sua disciplina, seus objetivos educacionais, e, portanto, os resultados que devem ser alcançados pelos alunos. Desse modo, a historiadora Circe Bittencourt afirma: A avaliação está relacionada a conceitos de aprendizagem e articula-se com um tipo determinado de compreensão de disciplina escolar: tem certas características se a disciplina escolar é entendida apenas como transmissora de conteúdos e outras se a disciplina escolar é concebida como produtora de conhecimentos. Exames, provas, arguições, testes, entre outros, compõem uma variedade de formas de controlar o que está sendo ensinado e aprendido Entre os problemas da avaliação encontra-se a definição do objeto efetivo do que se pretende avaliar, uma vez que, por intermédio de provas, o sistema avaliatório concentra-se no controle sobre o domínio quantitativo dos conteúdos explícitos, relegando a segundo plano a avaliação em uma perspectiva qualitativa, que inclui, ou deveria incluir, a verificação da aprendizagem no conjunto dos objetivos educacionais mais amplos. (BITTENCOURT, 2008, p. 44).

Sabemos que, nas aulas de História, é mais importante os alunos alcançarem habilidades do ponto de vista qualitativo que do quantitativo. Assim, apreender corretamente um conceito ou um processo histórico de forma profunda é considerado mais eficaz do que somente decorar nomes e datas tradicionais. Sem dúvida, essas mudanças teóricas e metodológicas ainda estão em processo e são responsáveis, também, por transformar o modo como os professores passaram a entender o processo de avaliação, que tende a ser mais contínuo.

Sob o ponto de vista de uma avaliação contínua, é recomendável que você inicie o processo de avaliação logo no primeiro contato com os alunos, buscando entender o que já sabem da disciplina ou do tema que será estudado. Com base nisso, você pode desenvolver procedimentos didáticos mais adequados aos conhecimentos deles. Durante o processo de ensino e aprendizagem, e não somente no final dele, você pode aproveitar diversas oportunidades em sala de aula para avaliar se os alunos estão alcançando os objetivos educacionais parciais propostos. Momentos em que haja correções de atividades em conjunto, debates, esclarecimento de dúvidas, perguntas e comentários feitos por eles em sala de aula, trabalhos em grupo, análise de documentos históricos etc., também podem servir de instrumentos de avaliação parcial. As avaliações parciais são importantes para que você possa, se necessário, redirecionar metodologias, atividades, trabalhos e até mesmo alguns objetivos educacionais parciais para adequar o processo educativo às necessidades dos alunos e garantir que eles obtenham os melhores resultados possíveis nesse processo. Com relação à necessidade de avaliações parciais e às dificuldades que os alunos podem apresentar, Catani e Gallego afirmam: Ao se entender que a aprendizagem não ocorre num ritmo homogêneo e linear de domínio de conteúdos escolares, mas por ensaios, tentativas e erros, hipóteses, recuos e avanços, na organização em ciclos, torna-se essencial acompanhar o desenvolvimento dos alunos mediante contínuas avaliações parciais da aprendizagem e recuperações paralelas durante todos os períodos letivos e ao final também. Ao ter outros referenciais para nortear a prática de organização escolar, não se nega que haja alunos com problemas específicos de aprendizagem ou outros: o que se nega é que tais problemas tenham como solução apenas a repetência. (CATANI; GALLEGO, 2009, p. 36).

Algumas possibilidades oferecidas pela coleção são as seções Atividades e Revendo o que aprendi. Por meio delas, você pode avaliar se os alunos alcançaram os objetivos pretendidos em cada etapa do processo educativo e no final do estudo de cada capítulo. Fazer correções coletivas ou individuais das questões dessas atividades pode auxiliá-lo a diagnosticar eventuais dúvidas ou temas que não foram corretamente compreendidos por eles, procurando sanar suas dificuldades e garantir que tenham um melhor aproveitamento.

XXXIII


A prática docente Podemos compreender a prática docente como um conjunto de conhecimentos metodologicamente construídos sobre determinado assunto em determinado momento histórico. Hoje a educação está orientada para uma formação global do aluno, que permita a ele mobilizar os conhecimentos produzidos para tomar decisões pertinentes. Essa nova prática docente vem sendo incentivada desde as transformações propostas pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e é reiterada pela BNCC com a reestruturação do processo de ensino e aprendizagem na sua forma didático-pedagógica, uma vez que há uma dinâmica contemporânea baseada em conceitos de educação, competência, habilidades e formação profissional reformulados. De acordo com Maria Helena Michels, o professor deve: [...] trabalhar em parceria com a comunidade escolar, resolver problemas da escola, achar soluções criativas a problemas concernentes ao processo ensino-aprendizagem de seus alunos, até mesmo às situações da comunidade em que a escola está inserida. (MICHELS, 2006, p. 414).

Dessa forma, a prática docente está direcionada à capacidade de observar realidades e propor estratégias para encontrar saídas para questões relativas ao trabalho docente, bem como para as necessidades da escola e da comunidade escolar. Parte importante da consolidação dessa estratégia é o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre os temas a serem tratados.

XXXIV

A prática de levantamento dos conhecimentos prévios é alicerçada na concepção didática de Jean Piaget, que vê no processo de adaptação e equilíbrio do aparato cognitivo dos seres humanos a possibilidade eficaz de ensino-aprendizagem. De forma resumida, de acordo com Piaget, os seres humanos aprendem na prática e em contato com o mundo que os rodeia. As situações práticas novas que nos são apresentadas causam uma espécie de desequilíbrio em nossas estruturas cognitivas chamado de “assimilação”. Por meio desse processo e em contato com experiências que já foram processadas pelo cérebro, o indivíduo consegue colocar o novo objeto ou fato em seus esquemas mentais, o que possibilita ao cérebro voltar ao estado de equilíbrio anterior. Esse processo é denominado “acomodação – ou seja, com base nos conhecimentos já existentes, novos conhecimentos podem ser assimilados. Isso possibilita que os alunos passem da assimilação de conhecimentos mais simples para a construção de conhecimentos mais complexos. Além disso, com base em objetos, ideias e situações que eles já conhecem, o processo de acomodação pode ser mais eficaz e rápido, propiciando uma aprendizagem mais efetiva. Por meio de um diálogo com os alunos, no qual eles são convidados a falar de suas experiências, ou seja, por meio do chamado saber do senso comum, você deve, ao longo do processo educativo, confrontar esse conhecimento com aqueles cientificamente construídos, auxiliando os alunos a estabelecer uma relação benéfica entre o que já sabiam e o que aprenderam. Dessa forma, você pode atuar como um mediador entre o saber científico e o universo dos alunos, auxiliando-os a apreender conteúdos e, aos poucos, levando-os a construir conceitos históricos que serão utilizados ao longo de sua vida escolar.


KATINDUN projeto

O que é Katindun? “A hora, transformada em ora, pede demissão do relógio e vai trabalhar na

gramática como conjunção ou advérbio.” Gianni Rodari

Katindun é uma expressão de origem africana, mais especificamente da língua e cultura iorubas, que significa “ler brincando”. A leitura de obras literárias pode e deve retomar seu papel e seu poder de entreter sem objetivos diretos, sem direcionamentos preestabelecidos, ganhando na sua característica intrínseca de provocar o prazer de viajar na imaginação e a reflexão sobre o viver e sobre as relações humanas.

Escritor, jornalista, pedagogo e poeta italiano, nascido na Itália em 1920 e falecido em 1980. Recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen em 1970 e nunca parou de imaginar e escrever histórias para crianças de todas as idades.

Qual é a proposta? “[...] ao povo permite-se que aprenda a ler, não se lhe permite

que se torne leitor.”

Uma coleção de livros para o Ensino Fundamental I tem inúmeros e claros objetivos. Entre eles, um dos mais significativos é o de alfabetizar as crianças nas principais áreas do conhecimento tendo como propósito inicial os primeiros anos desse segmento do Ensino Fundamental I e dando sequência a esse processo nos outros anos, nos quais o aluno já se apresenta preparado para desafios leitores mais aprofundados. Para isso, serão utilizadas inúmeras ferramentas e, no caso deste projeto, enfocamos uma das principais: a leitura e a literatura como fomentadoras da alfabetização e do letramento, com vista à formação de um cidadão com pensamento crítico e capacitado para navegar pelos prazeres da arte e suas infinitas descobertas.

Fabio Sgroi

Magda Soares

Como será feito? “Afinal de contas, a criança gosta de se sentir desafiada e não aceita o

tatibitate muitas vezes imposto a ela.” Antonella F. Catinari

O Projeto Katindun atua em três eixos principais (os três Ls), que norteiam todo o desenvolvimento das propostas. XXXV


KATINDUN

projeto

Universo

Universo das

Universo da

Apropriação do prazer da leitura e da descoberta fomentando o uso da criatividade e da imaginação como elementos fundamentais na formação de leitores.

Documentos de apoio aos processos de formação de leitores, que representem as garantias das diretrizes do ensino e da prática de literatura nos anos escolares.

A escolha de múltiplas possibilidades do universo literário, principalmente da produção brasileira, textual e imagética, reiterando sua importância na formação do jovem.

LÚDICO

LEGISLAÇÕES

“Não se trata, pois, no eixo Educação literária, de ensinar literatura, mas de promover o contato com a literatura para a formação do leitor literário, capaz de apreender e apreciar o que há de singular em um texto cuja intencionalidade não é imediatamente prática, mas artística. O leitor descobre, assim, a literatura como possibilidade de fruição estética, alternativa de leitura prazerosa. Além disso, se a leitura literária possibilita a vivência de mundos ficcionais, possibilita também ampliação da visão de mundo, pela experiência vicária com outras épocas, outros espaços, outras culturas, outros modos de vida, outros seres humanos.” BRASIL. MEC. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ publicacao.pdf> (acesso em: ago. 2017).

LITERATURA

Unindo estas diretrizes, tomando-as como pontos de partida e cruzando-as, podemos vislumbrar o objetivo maior do projeto. A ideia de se conectarem os campos da alfabetização e do letramento é imprescindível para que a criança possa perceber que aquilo que ela está aprendendo tem emprego prático e não está dissociado do mundo com o qual se relaciona. A educadora Magda Soares afirma que aprender a ler e escrever palavras (alfabetização) e a integração das estratégias de leitura e escrita (letramento) são fundamentais à formação da criança.

Como o projeto Katindun pode ser utilizado? “A leitura deve servir às crianças e não servir-se delas.”

1 Leitura Alfabetização Letramento

Gianni Rodari

As formas de aplicação do Projeto Katindun são desenvolvidas livro a livro, em cada sugestão de leitura proposta, considerando-se as principais disciplinas, reiterando-se a ideia da interdisciplinaridade e suas inter-relações temáticas e ampliando o uso da literatura para além do tradicional (disciplina ligada ao ensino da Língua Portuguesa, suas normas e seus usos). A função dos projetos de leitura é sugerir caminhos e demonstrar experiências nas mais diversas áreas do conhecimento. Dois eixos principais norteiam as sugestões e práticas propostas:

2 Escritura

“Inventar histórias também é coisa séria.”

Desenvolvimento de capacidades (habilidades) Fomento e incremento das competências necessárias XXXVI

Gianni Rodari


Quais são os objetivos do Projeto Katindun? Fabio Sgroi

“[...] nenhuma outra forma de ler o mundo

dos homens é tão eficaz e rica quanto a que a leitura permite.” Nelly Novaes Coelho

A formação pressuposta no Projeto Katindun é humanista, independentemente dos agentes motivadores e/ou provocadores da leitura. Estes agentes serão os educadores, professores, pais ou quem assumir esse papel nas configurações familiares contemporâneas e, por isso, devem contar histórias (usando os livros que sugeriremos como referência ou como instrumentos que indiquem caminhos e possibilidades) para as crianças, a fim de que elas se tornem capazes de criar – inventar – as próprias narrativas e pratiquem a escritura. O objetivo é desenvolver as linguagens lógica e estética por meio do contato efetivo com as histórias, logrando a liberação da criatividade, da imaginação e da fantasia, as quais devem exercer papel fundamental no processo educacional, já que as palavras têm um caráter libertador. De que maneira ou maneiras pode o educador se colocar a serviço da imaginação infantil? Não fazendo prevalecer sobre a criança seus saberes, desejos e, muitas vezes, suas angústias. Sinalizar caminhos é mais um dos objetivos do Projeto, cujo foco, reitera-se, está na leitura de literatura, na referência do universo lúdico – informativo e enriquecedor – e eminentemente prazeroso. É importante também lembrar que nunca se pode estar plenamente seguro daquilo que uma criança absorve e aprende vendo televisão ou jogando algum game no tablet ou no celular. Não há como desprezar esses novos meios e suportes, sob pena de correr o risco de menosprezar a capacidade da criança de reinterpretar de maneira criativa aquilo com que ela se relaciona, os meios dos quais adquire, individualmente, informações e posicionamentos éticos e estéticos. As crianças são muito mais sagazes e é possível apoiá-las para que percebam mais claramente a riqueza que há nos textos escritos dos livros e no desenvolvimento e criação de um novo texto por elas escrito, revelando a capacidade delas de se tornarem também autoras.

Algumas ferramentas importantes... “Não há palavra compreensível se nela nos aprofundarmos.” Paul Valéry

Quando se fala em trazer o lúdico ao universo da leitura, não podemos nos esquecer do uso do bom humor como instrumento do aprendizado e da delícia de compartilhar. Muitas vezes, isso é esquecido em alguns ambientes escolares. Algumas escolas ainda hoje acreditam que devem ser sérias se pretendem ensinar. A escola é uma aliada importante na formação de leitores críticos, definitivamente. Já escrevia – em 1823! – Giacomo Leopardi, um dos mais importantes autores da língua italiana:

“A ideia de que a educação deve ser uma coisa tétrica está entre as mais

difíceis de se combater.”

XXXVII


O lúdico e o riso auxiliam no combate à noção de que somente através de uma certa (controladíssima) austeridade é que pode ocorrer o processo educativo. Nessa mesma chave, o riso pode ser subversivo na melhor acepção da palavra, no sentido de que possibilita o rompimento de alguns paradigmas que reduzem a leitura a um instrumento somente de acumulação e não de desenvolvimento de dúvidas e geração de novos caminhos a serem buscados, enfrentados e conquistados. O humor é um meio de explorar a realidade, assim como o medo. Pode haver aqui, nestes dois sentimentos, uma inversão (divertida ou temerosa), do ponto de vista do leitor, dos modos tradicionais de funcionamento do mundo. O medo, esse terrível e ao mesmo tempo fascinante sentimento, é um precioso bem para a formação da criança leitora. Ele nos atrai e nos afasta ao mesmo tempo, possibilitando inúmeros reflexos de nós mesmos e dos outros, acentuando diferenças e questionando crenças preestabelecidas que, na maioria das vezes, não se justificam. Outro item de suma relevância no Projeto Katindun é a necessidade de se diluir a ideia antiga de que a arte é somente para os “iniciados”. Poesia e música e pintura e cinema... enfim, as artes são caminhos que podem ser facilmente trazidos para um universo mais comum à vida das crianças, desde que os despindo de sua “aparente” glória, de sua superficialidade, seu caráter efêmero, fazendo com que essas ações do ser humano façam sentido na vida delas e tragam, ainda, novas possibilidades. É possível que, no uso da literatura em sala de aula, o aluno não consiga compreender todas as várias possibilidades de leitura de uma obra literária, nem mesmo possa tornar-se coautor dela, uma vez que a literatura divide espaço com várias outras demandas e disciplinas, o que torna o seu tempo de apreciação relativamente escasso.

“[...] a literatura para a maior parte das pessoas não há de ser um objeto de

conhecimento concreto, mas um instrumento de cultura e uma fonte de prazer. [...] Portanto, não se trata de ‘saber’; trata-se de ler literatura e amá-la.”

Fabio Sgroi

Gustave Lanson (1894)

Por não terem ciência de que é necessário dispender tempo e esforço para se conectar ao universo literário, os pequenos muitas vezes questionam se somente eles sentem dificuldade para compreender determinada obra. Isso fortalece o distanciamento do hábito da leitura. É importante fazer com que a criança note que aquele é um esforço necessário sim e que será muito bem recompensado, não na forma de pontos de determinada matéria, mas no cômputo geral da percepção das coisas, de si e de seu entorno. A LEITURA PODE SER DESCOMPROMISSADA, ASSIM SE TORNA LIVRE E ESTIMULANTE.

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KATINDUN projeto

História | 2

o

ano

Leitura 1

Um nome de cabrito de Regina Vieira

Editora do Brasil

Que nome escolher para o quarto filho? Os outros três já têm belos nomes e dona Cabrita não consegue se decidir... Como isso leva um tempo, o solitário e cansado cabritinho resolve, ele mesmo, sair em busca de um nome.

1 Para conhecer o livro

O recém-nascido cabritinho já tem três irmãos chamados Branquinho, Pretinho e Manchadinho. Quando chega sua vez de ganhar um nome, nada vem à mente de sua mãe. Por mais que ele, de tempos em tempos, pergunte como será chamado, ela não consegue se decidir. Ele então, sentindo-se muito sozinho por não ter um nome, pede-o à vaca, à formiga, ao cachorro... Mas as sugestões parecem não combinar nada com ele. Até que se torna muito amigo de um gato que o leva para conhecer o mundo, fazendo o cabritinho se esquecer de tudo e nem se incomodar mais com a falta de um nome.

2 Estimulando a leitura Todas as coisas têm nome: Casa, janela e jardim. Coisas não têm sobrenome Mas a gente sim [...]

“Gente tem sobrenome”, de Toquinho. Canção de todas as crianças. Universal Music, 1987. Faixa 2.

Fábio Sgroi

Leia para os alunos um trecho do poema “Gente tem sobrenome”, de Toquinho:

Pergunte aos alunos o nome e o sobrenome dos pais ou dos responsáveis por eles e escreva-os na lousa. Todos são iguais? Por que cada um tem o seu? Quem eles conhecem que tem o mesmo nome? Inteiro ou só o primeiro? O que será que significa ter o sobrenome igual? Como cada um gostaria de se chamar? Os alunos podem escrever uma frase com os nomes desejados e o professor lerá para a turma em seguida.

XXXIX


3

Leitura Leia para a turma o trecho do livro Um nome de cabrito, de Regina Vieira:

E assim o quarto cabritinho foi ficando cada vez mais solitário porque tinha vergonha de não ter um nome. Com o tempo já nem mesmo insistia com a mãe ou pulava pelos campos com seus irmãos. O dia todo ficava sozinho, deitado debaixo da grande mangueira na entrada do curral. Regina Vieira. Um nome de cabrito. São Paulo: Editora do Brasil, 2009. p. 4.

O cabritinho sentia vergonha de não ter um nome. Aproveite o que foi abordado na Unidade 1 – Minha vida, minha história, Capítulo 2 – Meu nome, minha história, que trata da identidade e, mais especificamente, de pertencer a uma família. Será que todas as pessoas gostam do nome que receberam? Será que podemos escolher qualquer nome para nós mesmos ou para nossos filhos? É importante pensar sobre isso com a turma e aproveitar também para refletir sobre a história das famílias, as tradições e – até mesmo – a herança, os bens que passam de pais para filhos... Um nome de família já foi uma das coisas mais importantes na nobreza ou em sociedades bastante divididas e separadas. Um nome é quase um número de RG de determinado grupo familiar. Em algumas sociedades, a criança herda como principal sobrenome o nome da mãe e, em outras, o do pai. Discutir esses pontos com os alunos é relevante para que possam respeitar as pessoas como um todo e não única e tão somente por suas origens genéticas ou históricas.

4

Ampliação da leitura É possível aproveitar inúmeros “ganchos” que o simples e singelo texto nos oferece.

Proponha uma pesquisa – em casa – sobre as origens de cada família. Os alunos poderão colher as histórias com os mais velhos e trazer fotografias anteriores ao nascimento deles ou objetos que retratem esses períodos. Faça junto com eles uma análise de cada fotografia observando os detalhes escondidos nelas, como a paisagem, os objetos, os carros, roupas, sapatos, cortes de cabelo etc. Troca de experiências e visões de mundo ajudarão a cons-

Fábio Sgroi

truir uma identidade mais sólida. Caso haja possibilidade, monte uma exposição das

XL

histórias das vidas comuns das pessoas e apresente isso tudo no ambiente escolar. Para ampliar ainda mais o texto trabalhado, peça aos alunos que falem o nome de seu(s) animal(is) de estimação e por que escolheram esse nome. Caso algum deles não tenha um animal de estimação, peça ainda que pesquise na vizinhança ou na família quem o tem e o porquê da escolha do nome. Solicite que anotem e relatem à turma as histórias que descobriram. Em seguida, pergunte-lhes: Qual nome eles sugerem para o pequeno cabritinho da história? Peça que expliquem a razão da escolha. Todas as sugestões serão igualmente válidas. Você pode propor ainda uma atividade lúdica em uma sala livre de móveis ou na quadra da escola. Escolha animais variados e escreva em pequenos pedaços de papéis duas vezes o nome de cada animal, até que haja papéis suficientes para todos. Peça que sorteiem um papel e caminhem pela sala de aula livremente imitando o animal sorteado. O objetivo é cada um encontrar seu par por meio de gestos e sons emitidos na brincadeira, sem falar o nome do animal.


5

Mergulho para o professor Aproveite, caso tenha mais tempo, para trabalhar também o poema a seguir com os

alunos. Deixe que falem sobre o conteúdo do poema. Se achar adequado, peça que respondam às perguntas feitas pelo texto. Estimule-os a questionar, de forma divertida, sobre o porquê de certos nomes e escolhas.

Nome da gente Por que é que eu me chamo isso E não aquilo? [...] Quando eu tiver um filhinho, Não vou pôr nome nenhum. Quando ele for bem grande, Ele que procure um! Pedro Bandeira. Cavalgando o Arco-íris. São Paulo: Moderna, 2010. p. 12-13.

Quem é

Regina Vieira? Formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo no começo dos anos 1970, a autora trabalhou durante mais de 40 anos em uma clínica infantil, especializando–se em Ludoterapia e Orientação Familiar. Na área educacional, foi professora universitária e no Ensino Fundamental. Atuou como psicóloga escolar e orientadora educacional desenvolvendo vários projetos de incentivo à leitura e escrita. Desde os anos em que estava na sentimentos da criança. Em seus livros, muitos selecionados para o Programa Sala de Leitura (FNDE, FDE, SSE–MG), sempre procura discutir questões como a identidade e a autoestima infantil.

Arquivo pessoal

faculdade, procurou explorar nas histórias infantis o universo dos

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KATINDUN projeto

Leitura 2

O guarda-chuva do vovô Esse delicado livro é sobre um tema difícil, mas ao mesmo tempo importante de ser discutido em sala de aula. As ilustrações completam os silêncios das frases curtas e profundas do texto, que levam o leitor a refletir sobre o tempo e as suas memórias.

1

Editora DCL

de Carolina Moreyra e Odilon Moraes

Para conhecer o livro O foco desse livro de Carolina Moreyra, com imagens de Odilon Moraes, é a observação

da passagem do tempo, da vida e mesmo da morte feita por uma pequena menina que esporadicamente visita os avós em uma casa mais distante da sua e que percebe que algo diferente está se passando com o avô, sempre deitado em seu quarto. Ela – sem perder as características de criança – nota que um dia o avô não está mais lá, somente a avó, que a recebe e lhe dá de presente o guarda-chuva que fora de seu avô. Essa sutil passagem de tempo e o cultivo da memória doce do avô são mostrados sem dramas nem dores exageradas, apesar da contundência do tema.

2

Estimulando a leitura Você poderá ler para os alunos alguns tex-

tos que tratam da passagem do tempo, como o época em que o autor viveu e comentando como ele escrevia.

O tempo Sou o Tempo que passa, que passa, Sem princípio, sem fim, sem medida! Vou levando a Ventura e a Desgraça, Vou levando as vaidades da Vida!

XLII

Fábio Sgroi

poema a seguir, de Olavo Bilac, situando-o na


A correr, de segundo em segundo, Vou formando os minutos que correm... Formo as horas que passam no mundo, Formo os anos que nascem e morrem. Ninguém pode evitar os meus danos... Vou correndo sereno e constante: Desse modo, de cem em cem anos, Formo um século, e passo adiante. Trabalhai, porque a vida é pequena, E não há para o Tempo demoras! Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas! “O tempo”, de Olavo Bilac. Poesias infantis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929.

Em seguida, leia a parlenda abaixo e aproveite para discutir a passagem e a medição do tempo com os alunos utilizando as mais variadas formas de medida por diferentes instrumentos: ampulheta, relógio, relógio de sol, posição do Sol etc.

Tempo O tempo perguntou para o tempo: Quanto tempo o tempo tem? O tempo respondeu para o tempo Que o tempo tem tanto tempo Que nem o tempo poderá dizer Quanto tempo o tempo tem. Origem popular.

3 Leitura

Para estimular a leitura da obra, leia este pequeno trecho dela:

Eu olhei para a casa da vovó Que não era mais a casa do vovô. E ganhei um guarda-chuva de presente. Carolina Moreyra, Odilon Moraes. O guarda-chuva do vovô. São Paulo: DCL, 2008, p. 27 e 28.

Esse trecho descreve o momento em que a menina percebe que o avô não está mais fisicamente na casa da avó, mas ela guardará, como presente e memória, o guarda-chuva que a ele pertenceu – um objeto que traz lembranças de uma pessoa que já se foi e que era importante e amada. Pode-se propor às crianças que tragam objetos para a sala de aula que os façam lembrar-se de alguém, não necessariamente que já tenha falecido, mas que esteja distante ou que more longe. Pode ser um lenço, uma carta, qualquer objeto pequeno. Cada um deve apresentar à turma o objeto e falar dessa pessoa: O que é mais gostoso de se recordar sobre ela? Que objeto XLIII


seu você daria para uma pessoa se fosse ficar algum tempo sem vê-la e que você acha que faria essa pessoa se lembrar de você? Aproveite a leitura da Unidade 3 – A passagem do tempo, Capítulo 1 – O tempo. Discuta o tempo e a História com a turma e ressalte a importância de se guardarem as memórias de alguma forma (por exemplo, escrevendo sobre elas ou desenhando algo que retrate essas lembranças).

4

Ampliação da leitura Tendo acesso ao livro, é importante que todos observem a delicada construção de ima-

gens do livro acompanhando o desenvolvimento do texto. Já na capa, há uma janela desenhada da perspectiva de quem está dentro da casa: olhando-se para fora, veem-se as árvores de um quintal. Abre-se o livro e a primeira imagem é a de um guarda­ ‑chuva aberto. A seguir, a imagem de uma fotografia que retrata a menina, feliz, na frente daquela que deve ser a casa da vovó; note-se que aqui, no pé da imagem, já há livros, o que sugere a importância deles para as

Fábio Sgroi

pessoas e para a preservação das memórias, pois neles podemos colocar quase todas as histórias... O trabalho de observação da passagem do tempo merece destaque. Do início ao fim do livro, há um período de tempo aparentemente grande, em que muitas coisas que acontecem não são explicitamente narradas nem mesmo pela ilustração. O que não está claramente dito no texto por vezes constrói a narrativa. É bom levarmos as crianças a perceberem que elas sabem o que acontece, sem que se escreva ou se desenhe o fato. Por exemplo, na sequência em que a menina volta à casa da avó e o vovô simplesmente não estava – depois de ela ter achado que ele estava encolhendo, diminuindo de tamanho quando estava acamado (aqui se vê a imagem; o texto não revela isso). São as inúmeras possibilidades de se contar uma história. Outro exemplo é quando a menina canta debaixo da janela do quarto do avô, que antes não gostava que ela fizesse barulho ali e, desta vez, quem abre a janela é a avó. A figura de linguagem usada pela autora ao descrever tanto a felicidade como a dor é a de “olhos pequenininhos”. Proponha uma discussão do motivo disso. Peça que os alunos tragam fotografias impressas e não as mostrem a ninguém. Antes, eles devem nomeá­‑las na parte de trás (no verso) e então misturá­‑las todas. Cada um pegará, então, uma fotografia que não seja a dele. Com base na observação dessa fotografia, eles deverão imaginar qual é a história dela e contá­‑la à turma; poderão até escrever frases sobre o que viram e imaginaram. Para o caso de alguns alunos não terem fotografias, você poderá trazer algumas fotografias genéricas selecionadas na internet, por exemplo.

XLIV


5

Mergulho para o professor

Leia com os alunos, se possível, o poema O relógio, de Vinícius de Moraes, disponível no site <www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-relogio>, ou assista ao Quintal da Cultura, em que se explicam o tempo e sua medição, disponível em: <tvcultura.com. br/videos/42223_quintal-da-cultura-que-horas-sao.html>.

Quem é

Nino Andres

Carolina Moreyra formou-se pela London Film School, onde aprendeu a contar histórias unindo palavras e imagens. Descobriu que os livros ilustrados podem ser bem parecidos com o cinema e vem se interessando cada vez mais por eles. Seu primeiro livro, O guarda-chuva do vovô, ganhou o Prêmio FNLIJ 2009 de melhor livro do ano para crianças e o de escritor revelação, além do selo White Raven da Biblioteca de Munique. Lá e aqui é seu segundo livro. Odilon Moraes  nasceu em São Paulo, em 1966. Cursou arquitetura, mas sua paixão por livros e desenhos (bem como uma boa dose de acasos) o  levou a trabalhar com a ilustração de livros. Recebeu prêmios como o Jabuti e o Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores. Ele divide suas atividades entre a produção e os cursos que ministra no Instituto Tomie Ohtake e em outras instituições. Ilustrou também os livros Será o Benedito! (2008), de Mário de Andrade e Germinal (2009), de Émile Zola, entre muitos outros. Odilon também escreveu A princesinha medrosa, livro que ganhou prêmio de Melhor Livro para Crianças, em 2002, concedido pela FNLIJ.

Felipe Cohen

Carolina Moreyra e Odilon Moraes?

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XLVI

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XLVII


PA LÔ AK CO LE ÇÃ O

A I R Ó T S HI Rosiane de Camargo

9 Licenciada em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) 9 Pós-graduada em História do Brasil pela Faculdade Padre João Bagozzi 9 Autora de materiais didáticos

Wellington Santos

9 Bacharel em História pela Universidade de São Paulo (USP) 9 Autor e editor de materiais didáticos

2

o ANO

Ensino Fundamental Anos Iniciais

HISTÓRIA

Manual do

Professor

São Paulo, 2017 4a edição Palavra de origem africana que significa “contador de histórias, aquele que guarda e transmite a memória do seu povo”.

1


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

© Editora do Brasil S.A., 2017 Todos os direitos reservados

Camargo, Rosiane de Akpalô história, 2 o ano / Rosiane de Camargo, Wellington Santos. – 4. ed. – São Paulo: Editora do Brasil, 2017. – (Coleção akpalô)

Direção-geral: Vicente Tortamano Avanso

Bibliografia. ISBN 978-85-10-06700-3 (aluno) ISBN 978-85-10-06701-0 (professor) 1. História (Ensino fundamental) I. Santos, Wellington. II. Título. III. Série. 17-09650

CDD-372.89 Índices para catálogo sistemático: 1. História : Ensino fundamental 372.89

4a edição, 2017

Rua Conselheiro Nébias, 887 São Paulo, SP – CEP 01203-001 Fone: +55 11 3226-0211 www.editoradobrasil.com.br

2 2

Direção editorial: Cibele Mendes Curto Santos Gerência editorial: Felipe Ramos Poletti Supervisão editorial: Erika Caldin Supervisão de arte, editoração e produção digital: Adelaide Carolina Cerutti Supervisão de direitos autorais: Marilisa Bertolone Mendes Supervisão de controle de processos editoriais: Marta Dias Portero Supervisão de revisão: Dora Helena Feres Consultoria de iconografia: Tempo Composto Col. de Dados Ltda. Coordenação editorial: Priscilla Cerencio Coordenação pedagógica: Josiane Sanson Consultoria técnica: Maria Fernanda Brunieri Regis Assistência editorial: Andressa Pontinha, Mariana Tomadossi e Rodrigo Souza Coordenação de revisão: Otacilio Palareti Copidesque: Gisélia Costa, Ricardo Liberal e Sylmara Beletti Revisão: Alexandra Resende, Ana Carla Ximenes, Elaine Cristina da Silva e Maria Alice Gonçalves Coordenação de iconografia: Léo Burgos Pesquisa iconográfica: Adriana Vaz Abrão, Elena Ribeiro, Priscila Ferraz e Odete Ernestina Pereira Coordenação de arte: Maria Aparecida Alves Assistência de arte: Carla Del Matto Design gráfico: Estúdio Sintonia e Patricia Lino Capa: Patricia Lino Imagem de capa: Mauricio Negro Ilustrações: Avelino Guedes, Bruna Ishihara, Christiane S Messias, Cristiane Viana, Dam Ferreira, Daniel Klein, Desenhorama, Eduardo Belmiro, Elder Galvão, Erik Malagrino, George Tutumi, Hélio Senatore, Henrique Brum, Ilustra Cartoon, Kanton, Kau Bispo, Marcos de Mello, Marcos Machado, Mauricio Veneza, Reinaldo Rosa, Saulo Nunes Marques, Silvana Rando, Simone Matias (abertura de unidade), Vanessa Alexandre e Waldomiro Neto Produção cartográfica: DAE (Departamento de Arte e Editoração) Coordenação de editoração eletrônica: Abdonildo José de Lima Santos Editoração eletrônica: Adriana Tami e Sérgio Rocha Licenciamentos de textos: Cinthya Utiyama, Jennifer Xavier, Paula Harue Tozaki e Renata Garbellini Controle de processos editoriais: Bruna Alves, Carlos Nunes, Jefferson Galdino e Rafael Machado


QUERIDO ALUNO, VOCÊ ESTÁ INICIANDO UM NOVO ANO ESCOLAR CHEIO DE NOVAS APRENDIZAGENS, AMIZADES E DESCOBERTAS. ESTE LIVRO FOI ESCRITO PENSANDO NISSO. NELE VOCÊ ESTUDARÁ A IMPORTÂNCIA DE TER UM NOME E UM SOBRENOME E DESCOBRIRÁ COMO SUA HISTÓRIA PODE SER REGISTRADA E REVISITADA. APRENDERÁ O QUE É O TEMPO E COMO PODEMOS PERCEBÊ-LO E MARCAR A PASSAGEM DELE. VERÁ TAMBÉM QUE ELE PODE SER IDENTIFICADO NAS VÁRIAS MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS DO QUE ESTÁ AO NOSSO REDOR. DESEJAMOS QUE VOCÊ TENHA UM ANO LETIVO COM GRATAS SURPRESAS E GRANDES REALIZAÇÕES!

MARCOS DE MELLO

OS AUTORES

3 3


SUMÁRIO UNIDADE

1

UNIDADE

2

MINHA VIDA, MINHA HISTÓRIA ...... 6

O COTIDIANO DAS PESSOAS ........... 38

CAPÍTULO 1: MEU NOME, MINHA HISTÓRIA .... 8

CAPÍTULO 1: MINHA ROTINA ......................... 40

NOME PARA AS COISAS ............................................8 COMO EU ME IDENTIFICO ....................................... 9 MEUS OBJETOS ....................................................... 10

CAPÍTULO 2: A MINHA E A SUA HISTÓRIA ...... 14

DIVIDINDO MEU DIA ...............................................40 TODOS OS DIAS EU... ..............................................41 FAZ PARTE DE MINHA ROTINA ................................42 O DIA DOS OUTROS .................................................44

A HISTÓRIA DE LUCAS ............................................14 ERA UMA VEZ... ...................................................... 15

CAPÍTULO 2: PESSOAS À MINHA VOLTA .......... 48

NOSSAS RECORDAÇÕES ..........................................16

NO CAMINHO DE CRISTINA ....................................48

CONTAR NOSSA HISTÓRIA ......................................17

COMO VOU À ESCOLA ............................................49

NOSSOS DOCUMENTOS ..........................................19

COM QUEM CONVIVO .............................................50

CAPÍTULO 3: HISTÓRIAS DE FAMÍLIA ............. 22 UM DIA EM FAMÍLIA .............................................. 22 CADA FAMÍLIA TEM SUA HISTÓRIA ...................... 23 OBJETOS DE FAMÍLIA ..............................................24 AS FAMÍLIAS DO PASSADO .....................................25

HORA DA LEITURA: NO TEMPO DOS MEUS BISAVÓS ...............................................................28

HISTÓRIA EM AÇÃO: O TRABALHO DO BIÓGRAFO .....................................................29

COMO EU VEJO: A ORGANIZAÇÃO DA MINHA CASA .................................................30

COMO EU TRANSFORMO: CUIDANDO DO AMBIENTE DOMÉSTICO.......................................32 REVENDO O QUE APRENDI .................................33 NESTA UNIDADE VIMOS .....................................36

CAPÍTULO 3: QUANDO VOU À ESCOLA ......... 54 UM PASSEIO PELO BAIRRO ......................................54 O QUE ACONTECE NO MEU BAIRRO.......................55 DURANTE A SEMANA. .............................................56

#DIGITAL: AS SIMULTANEIDADES NO COTIDIANO ..............................................59

� �

HORA DA LEITURA: BRINCAR NA RUA ..............62

� � �

REVENDO O QUE APRENDI .................................64

HISTÓRIA EM AÇÃO: O COTIDIANO DO PROFESSOR PAULO ..............................................63

NESTA UNIDADE VIMOS .....................................66 PARA IR MAIS LONGE .........................................67

PARA IR MAIS LONGE ..........................................37

KAU BISPO

� � �

PROFISSIONAIS QUE ENCONTRO .............................51

4


UNIDADE

3

UNIDADE

4

A PASSAGEM DO TEMPO................. 68

CONVIVER E TRANSFORMAR......... 102

CAPÍTULO 1: O TEMPO ................................... 70

CAPÍTULO 1: OS LUGARES MUDAM COM O TEMPO ...............................................104

A ROTINA E O TEMPO ..............................................70 O TEMPO PASSA .......................................................71

COMO ERA ANTES? ................................................104

O QUE VEM ANTES? E DEPOIS? ...............................72

AS ATIVIDADES HUMANAS E AS COMUNIDADES ......................................................105

CAPÍTULO 2: TEMPO PARA CADA ATIVIDADE .. 76

AS ATIVIDADES HUMANAS TRANSFORMAM AS COMUNIDADES ................................................106

O TEMPO DA NATUREZA .........................................76 OBSERVAR A NATUREZA..........................................77 É POSSÍVEL MEDIR O TEMPO? .................................78 ORGANIZANDO AS ATIVIDADES .............................79 O RELÓGIO................................................................80 A LINHA DO TEMPO .................................................81

CAPÍTULO 2: TRANSFORMAÇÕES PELO TRABALHO ......................................................110 O TRABALHO NA COMUNIDADE ..........................110 DIFERENTES TRABALHOS .......................................111 O TRABALHO E O COTIDIANO ..............................112 AS ATIVIDADES HUMANAS NO PASSADO ............114 CAPÍTULO 3: MUDANÇAS COTIDIANAS ........118

CAPÍTULO 3: UM MUNDO DE MUDANÇAS ..... 84

REUTILIZANDO E BRINCANDO ..............................118

DE ONTEM E DE HOJE ..............................................84

TRANSFORMAÇÕES COMO PARTE DO COTIDIANO ............................................................119

TUDO MUDA OU NÃO? ...........................................85 MUDANÇAS NAS PROFISSÕES .................................87

HORA DA LEITURA: CUIDAR DA NATUREZA .........................................................124

HISTÓRIA EM AÇÃO: OS VESTÍGIOS DO CAIS DO VALONGO ...................................................125 REVENDO O QUE APRENDI ...............................126

COMO EU VEJO: O CAMINHO PARA A ESCOLA..... 94

� � �

COMO EU TRANSFORMO: CONHECER AS REDONDEZAS ...................................................96

REFERÊNCIAS ..................................................130

REVENDO O QUE APRENDI .................................97

ENCARTES .......................................................131

#DIGITAL: ANTIGAMENTE, NA MINHA ESCOLA .........................................89

HORA DA LEITURA: TEMPO DE ANTIGAMENTE ...............................................92

� � �

HISTÓRIA EM AÇÃO: HISTÓRIA AMBIENTAL .....93

NESTA UNIDADE VIMOS ...................................128 PARA IR MAIS LONGE .......................................129

NESTA UNIDADE VIMOS ...................................100 PARA IR MAIS LONGE ........................................101

MARCOS DE MELLO

� � �

DIMINUINDO O IMPACTO AMBIENTAL ................120

5 5


Objetivos da unidade

UN

IDADE

1

•• Estabelecer relações entre

MINHA VIDA, MINHA HISTÓRIA

SIMONE MATIAS

sujeitos em diferentes contextos. •• Reconhecer o nome e o so‑ brenome como aspectos identitários de cada indivíduo. •• Elaborar hipóteses e pro‑ posições em relação a documentos. •• Perceber e identificar alguns aspectos que compõem sua história pessoal e familiar. •• Reconhecer transformações no desenvolvimento indi‑ vidual e coletivo ao longo do tempo. •• Observar situações cotidianas que remetem à percepção de mudança. •• Selecionar objetos pessoais e compreender seu uso e seu significado. •• Reconhecer objetos pessoais e familiares como fontes de memória.

6

Orientações Estimule os alunos a fazer a descrição completa da imagem. Em seguida, convide­‑os a levantar hipóteses sobre a cena ilus‑ trada. Você pode perguntar, por exemplo, onde eles imaginam que essas pessoas se encontram e que evento está ocorrendo. Leve­‑os a uma reflexão sobre a diversidade de sentimentos. Chame a atenção para o menino que aparenta certa chateação e compare a postura dele com as dos demais. É fundamental 6

os alunos compreenderem que uma mesma situação pode despertar sentimentos diversos, de  acordo com a  percepção de cada um. Chame a  atenção para a  diversidade de  comportamentos retratados na imagem e aproveite para destacar as diferenças entre os gestos de cada personagem.


Orientações Caso os alunos já tenham intimidade com a escrita, solicite que registrem as respostas das perguntas no caderno. O as‑ sunto será retomado no final da unidade.

O QUE A IMAGEM REPRESENTA? 9 O QUE AS PESSOAS ESTÃO FAZENDO? 9 VOCÊ IMAGINA QUAIS SÃO OS SENTIMENTOS DAS CRIANÇAS QUE PARTICIPAM DESSE ACONTECIMENTO? 9

Respostas 99Representa uma comemo‑

7

ração ao ar livre, provavel‑ mente de aniversário. 99Espera­‑se que os alunos res‑ pondam que as pessoas estão se divertindo, brincando, conversando etc. 99Espera­‑se que os alunos percebam que mesmo em uma situação de pretensa felicidade, como no caso de uma festa de aniversário, cada pessoa pode expressar sentimentos distintos. Esta última pergunta visa ao trabalho com habilidades emocionais. Com base nela o aluno será estimulado a desen‑ volver a capacidade de reco‑ nhecer e avaliar os sentimentos dos personagens ilustrados. Estimular as crianças com atividades de reconhecimento das emoções irá auxiliá­‑las no autoconhecimento, bem como proporcionar o desenvolvimento da capacidade de se colocar no lugar do outro. Quando a criança aprende a nomear e reconhecer as emoções, con‑ segue identificá­‑las em si e nas outras pessoas. Para mais informações sobre as competências socioemocio‑ nais, sugere­‑se a matéria “Es‑ pecial socioemocionais”, do site Porvir, disponível em: <http://porvir.org/especiais/ socioemocionais> (acesso em: 14 out. 2017).

Verifique se associam, de forma coerente, os gestos dos per‑ sonagens às possíveis emoções de cada um. Essa atividade pode favorecer o desenvolvimento da empatia por parte dos alunos, levando­‑os a reconhecer emoções nos personagens e a associá­ ‑las ao que eles próprios sentem.

7


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Nome como identidade social. •• Introdução aos conceitos

1

de sujeito e documento histórico. •• Significado dos nomes. •• Objetos e documentos pes‑ soais como fontes.

MEU NOME, MINHA HISTÓRIA

NOME PARA AS COISAS

Orientações

1 SE VOCÊ PUDESSE MUDAR O NOME DE ALGO, QUE NOME DARIA PARA:

ILUSTRAÇÕES: DESENHORAMA

Converse com os alunos sobre o papel da padronização de nomes e símbolos em nossa sociedade. Aproveite o momento para ressaltar que, ainda que exista essa padronização, há uma grande diversidade de ex‑ pressões regionais usadas para designar os mesmos itens. Como exemplo, pode ser citado o caso da mandioca, que também é chamada de aipim e macaxeira. Se julgar adequado, leia com os alunos o livro Marcelo, marmelo, martelo, de Ruth Rocha (São Paulo: Salamandra, 2011). Nessa obra, Marcelo troca o nome das coisas, escolhendo outros a seu gosto, e são mos‑ tradas algumas consequências dessa ação, deixando clara a importância de padronização dos nomes para a vida em sociedade.

Respostas pessoais.

Respostas 2. a) É provável que todos os nomes criados pelos alunos sejam diferentes. b) Espera-se que os alunos percebam que a comunicação entre as pessoas seria muito mais difícil, pois os nomes comuns facilitam o entendi‑ mento entre elas.

2 TROQUE SEU LIVRO COM O DE UM COLEGA E OBSERVE: A) ELE INVENTOU O MESMO NOME QUE VOCÊ PARA ALGUM ITEM? B) O QUE VOCÊ ACHA QUE ACONTECERIA SE CADA PESSOA DESSE UM NOME DIFERENTE PARA CADA COISA? Respostas pessoais. 8

Orientações Ao trabalharem a autoidentificação e o uso dos nomes, os alunos terão mecanismos para reconhecer a si mesmos como in‑ divíduos. Se julgar pertinente, pergunte a cada um se sabe o mo‑ tivo de ter recebido o nome que tem. Temas como esse exigem

8

sensibilidade do professor, para que nomes tidos como inco‑ muns ou relatos pessoais não sejam tratados com desrespeito pela turma.


Orientações

COMO EU ME IDENTIFICO

Para valorizar a importância do nome próprio, pergunte se os alunos se lembram da pri‑ meira palavra que escreveram e qual é a palavra que mais escrevem. Provavelmente dirão que é o nome deles. Aproveite a oportunidade para reforçar a importância do nome como algo que identifica as pessoas: solicite que entrevistem seus respon‑ sáveis para saber as razões da escolha do nome e de quem veio o sobrenome de cada um, e registrem no caderno. Essas informações servirão para que seja feito um trabalho de valo‑ rização do nome como parte importante da identidade de cada indivíduo. Aborde também a questão dos apelidos, podendo estender para a questão do bullying, que acontece quando o apelido é usado como agressão ao outro, por meio de constrangimento ou intimidação.

ARMANDINHO, DE ALEXANDRE BECK

VOCÊ JÁ IMAGINOU COMO SERIA DIFÍCIL NÃO TER NOME?

ALEXANDRE BECK. ARMANDINHO ZERO. FLORIANÓPOLIS: ARTE & LETRAS COMUNICAÇÃO, 2014. P. 63.

QUANDO O PERSONAGEM DA HISTÓRIA FOI CRIADO, NÃO TINHA NOME. ALGUM TEMPO DEPOIS, ELE RECEBEU O NOME DE ARMANDO. ASSIM COMO AS PESSOAS, TODOS OS OBJETOS, ANIMAIS E LUGARES TÊM UM NOME QUE OS IDENTIFICA. ESSE NOME É SEMPRE ESCOLHIDO POR ALGUÉM. TODOS NÓS, QUANDO NASCEMOS, RECEBEMOS UM NOME PELO QUAL SEREMOS IDENTIFICADOS. E NOSSO NOME AJUDA A CONTAR UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA.

OS NOMES TÊM SIGNIFICADO MÃE, PRECISAMOS E UMA HISTÓRIA TAMBÉM. ESCOLHER UM NOME BEM BONITO PARA MINHA IRMÃ QUE ALGUMAS PESSOAS DÃO PARA LOGO IRÁ NASCER... SEUS FILHOS O NOME DE SEUS AVÓS. OUTRAS RECEBEM EU PENSEI EM O NOME DE PESSOAS QUE ANA, PORQUE É O OS PAIS ADMIRAVAM. NOME DE MINHA MELHOR AMIGA! HÁ AINDA NOMES QUE SÃO DADOS EM HOMENAGEM A ATLETAS, MÚSICOS E ATORES FAMOSOS.

REINALDO ROSA

OS SIGNIFICADOS DOS NOMES

9

Orientações Proposta de atividades Utilizando a  música “Gente tem sobrenome”, de  Toquinho e Elifas Andreato (CD Canção dos direitos das crianças), aborde a  questão do  sobrenome e  do apelido. Depois converse com os  alunos sobre as  informações dela. O  sobrenome identifica a família a qual pertencemos e faz parte de nossa identidade so‑ cial. Pode ser explicado que os sobrenomes foram sendo criados com base nas primeiras organizações sociais, provavelmente para

diferenciar os nomes repetidos. Podiam fazer referência a  pro‑ fissão (Pedro, o  carpinteiro), a  uma ligação familiar (Lia, filha de Jacó), ao local de moradia ou nascimento (Jonas, o romano) ou mesmo a  uma característica da  família ou pessoal (Ana, a  gentil). Inicialmente, na Europa, essas denominações eram usadas apenas por membros da nobreza e do clero. O registro sistemático dos nomes de família, independentemente de classe social, passou a ser obrigatório em muitos lugares a partir da pro‑ clamação de um decreto da Igreja Católica, em 1563.

9


Desenvolvendo habilidades

MEUS OBJETOS

EF02HI05 e EF02HI09 O texto

ASSIM COMO O NOME, MUITOS OUTROS ELEMENTOS AJUDAM A CONTAR A HISTÓRIA DE CADA UM. OS OBJETOS PESSOAIS, POR EXEMPLO, MOSTRAM NOSSOS GOSTOS E PREFERÊNCIAS. ALGUNS DELES REPRESENTAM PERÍODOS ESPECÍFICOS DE NOSSA VIDA. OBSERVE:

NENOV BROTHERS IMAGES/SHUTTERSTOCK.COM

ANDREYTTL/ISTOCKPHOTO.COM

INKIT/ISTOCKPHOTO.COM

possibilita que o aluno per‑ ceba e identifique a impor‑ tância dos objetos e docu‑ mentos para contar a história de uma pessoa. Com base no texto e nas imagens, é pos‑ sível iniciar a reflexão sobre a seleção de objetos e do‑ cumentos que remetem à experiência pessoal e familiar, debatendo como e por que alguns objetos são preser‑ vados e outros descartados.

9 A CHUPETA, O CHOCALHO E OS BLOCOS DE MONTAR SÃO OBJETOS QUE REMETEM AOS

TAMBÉM É POSSÍVEL CONTAR NOSSA HISTÓRIA COM BASE EM DOCUMENTOS PESSOAIS, POIS REGISTRAM INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A PESSOA A QUEM ELES PERTENCEM. HÁ MUITOS TIPOS DE DOCUMENTOS. UM DELES É A CARTEIRA DE VACINAÇÃO.

9 A CARTEIRA DE VACINAÇÃO INFANTIL É UM DOCUMENTO PESSOAL QUE ACOMPANHA O CRESCIMENTO DA CRIANÇA.

10

Orientações Converse com os alunos sobre os  objetos e  documentos que eles têm guardados até este momento. Pergunte quais são e quem fez essa seleção. Essas questões servem de gatilho para uma reflexão sobre o  fato de  que alguns objetos que fazem parte da história pessoal de cada um podem ser selecionados por familiares ou adultos com os quais convivemos, sobretudo nos primeiros anos de  vida. Reflita ainda sobre as  questões 10

afetivas e emocionais que envolvem essas escolhas. Esse as‑ pecto pode ser abordado com base nos exemplos de objetos ci‑ tados pelos alunos – por exemplo, a primeira roupa usada pela criança ou um presente de alguém especial, fato que foi deci‑ sivo para a escolha de guardar esse objeto. Essa atividade con‑ tribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE UMA CRIANÇA.


Orientações 1. As respostas sobre estas e ou‑ tras perguntas podem va‑ riar, dependendo da história de vida de cada um. Escla‑ reça aos alunos que eles po‑ derão fazer seus registros com quantas informações conseguirem e com quais desejarem divulgar.

PESQUISA HISTÓRICA 1 PEÇA A SEUS PAIS OU A ADULTOS QUE CONVIVEM COM VOCÊ

DESDE O SEU NASCIMENTO INFORMAÇÕES SOBRE SUA VIDA. SEGUEM ALGUMAS DICAS DO QUE PERGUNTAR A ELES. Respostas pessoais.

MARCOS DE MELLO

� ONDE NASCI?

2. As cópias de fotografias so‑ licitadas serão utilizadas na atividade da página 12, que precisa de preparação prévia. Os alunos devem ser orien‑ tados e avisados com ante‑ cedência para providenciar esses materiais.

� QUANDO TOMEI MINHA PRIMEIRA

VACINA? � QUANDO SURGIU MEU PRIMEIRO

DENTE? � QUANDO COMECEI A FALAR? � QUANDO APRENDI A ANDAR? � QUANDO COMECEI A IR À ESCOLA?

2 PEÇA A SEUS PAIS OU OUTROS ADULTOS QUE MORAM COM VOCÊ

QUE TIREM CÓPIA DE FOTOGRAFIAS SUAS EM DIFERENTES IDADES. DEPOIS PEÇA A ELES QUE CONTEM QUANDO AS FOTOGRAFIAS FORAM TIRADAS E QUE EVENTO OU SITUAÇÃO ELAS RETRATAM. NO DIA MARCADO PELO PROFESSOR, TRAGA-AS PARA A SALA DE AULA. 11

11


Orientações

ATIVIDADES

1. Combine com os alunos pre‑ viamente a realização desta atividade para que possam providenciar as imagens, as informações e os demais materiais (cartolina, tesoura e cola). Como necessitarão apenas da metade de uma cartolina, eles podem utili‑ zá­‑la em duplas. Pode ser usado também papel pardo. Esse tipo de apresentação, que se chama friso cronoló‑ gico, é uma forma de regis‑ trar acontecimentos em uma linha do tempo.

1 COM AS INFORMAÇÕES E O MATERIAL COLETADOS NA PESQUISA DA

PÁGINA ANTERIOR, VAMOS MONTAR UM PAINEL PARA CONTAR UM POUCO DE SUA HISTÓRIA. MATERIAL: � METADE DE UMA FOLHA DE CARTOLINA; � COLA.

COMO FAZER 1. DOBRE A TIRA DE

Caso algum aluno não tenha fotografias ou não seja pos‑ sível reproduzi­‑las ou imprimi­ ‑las, ele pode ser orientado a, com base nas próprias lembranças ou nas de fa‑ miliares ou outros adultos com os quais convive, fazer desenhos ou colagens que representem aconteci‑ mentos e pessoas que par‑ ticipam de sua história. Se houver uma situação deli‑ cada em relação aos fami‑ liares ou que possa causar constrangimento a algum aluno, sugere­‑se que ele seja orientado a colocar apenas lembranças, ainda que re‑ centes, de sua vida pes‑ soal. Outra situação que, se ocorrer, merece atenção es‑ pecial envolve fotografias que mostrem violência. Antes de iniciar a atividade, solicite aos alunos que se‑ parem os materiais necessá‑ rios e depois as imagens e in‑ formações para compor cada parte do painel. Para finalizar, cada friso pode ser apresen‑ tado aos colegas e depois levado para casa como um registro de parte da história de cada um.

1

CARTOLINA EM TRÊS PARTES, FORMANDO UMA SANFONA.

2. COLE AS IMAGENS QUE

VOCÊ TROUXE NA ORDEM DA MAIS ANTIGA PARA A MAIS ATUAL. DECORE COMO QUISER.

2

3. DEPOIS, ESCREVA UM TEXTO

COM AS INFORMAÇÕES COLETADAS. INFORME QUEM SÃO AS PESSOAS QUE APARECEM NAS FOTOGRAFIAS, O EVENTO RETRATADO E QUANDO OCORREU.

3

4. APRESENTE SEU PAINEL AOS

COLEGAS E EXPLIQUE CADA MOMENTO RETRATADO DE SUA VIDA.

12

Orientações Proposta de atividades Além da data e do evento registrados na atividade desta página, você pode pedir aos alunos que anotem ou comentem seus sentimentos com relação a cada evento escolhido para figurar no friso: Por que seriam tais eventos os mais importantes e significativos? A importância dos eventos está diretamente ligada às emoções que provocam. Esse exer‑ cício visa ao desenvolvimento da inteligência emocional, bem como à percepção de como a memória registra acontecimentos ligados à emoção.

12

FOTOS: RENATO CIRONE

� TESOURA;


Orientações 2. Todas as respostas são pes‑ soais e fornecem informa‑ ções sobre a história de cada um. A coleta de informações prévias com os familiares ou responsáveis de cada aluno é importante para a realização desta atividade.

2 FAÇA O QUE SE PEDE.

A) DESENHE UM OBJETO QUE VOCÊ COSTUMAVA USAR QUANDO ERA BEBÊ E ESCREVA O NOME DELE. Resposta pessoal.

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 Ao desenhar um

objeto do passado e outro do presente, o aluno poderá identificar e organizar, tem‑ poralmente, fatos da sua vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo, neste caso, antes e depois. EF02HI09 Ao identificar objetos pessoais que remetam à própria experiência, o aluno poderá verificar as razões pelas quais esses objetos foram guardados.

B) ONDE VOCÊ COSTUMAVA USAR ESSE OBJETO? Resposta pessoal. EM CASA.

NA ESCOLA.

EM OUTRO LUGAR: C) AGORA DESENHE UM OBJETO QUE VOCÊ USA HOJE, MAS NÃO USAVA QUANDO ERA BEBÊ E ESCREVA O NOME DELE. Resposta pessoal.

Avaliação

D) ONDE VOCÊ COSTUMA USAR ESSE OBJETO? EM CASA.

Resposta pessoal.

NA ESCOLA.

EM OUTRO LUGAR: 13

É possível avaliar o ren‑ dimento do aluno de forma contínua e cumulativa. Para isso, foque suas observações nos aspectos qualitativos dos temas trabalhados. Privilegie os resultados em longo prazo, pois, dessa forma, elegem­‑se como importantes os processos de aprendizagem que levam em consideração os afetos desper‑ tados, as habilidades adquiridas, as vivências e as transformações proporcionadas. Neste primeiro capítulo é im‑ portante os alunos perceberem que os registros da história pessoal e social de cada um são vestígios do passado que possibilitam o resgate e a es‑ crita dela.

13


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• História pessoal. •• Noções de anterioridade,

2

posteridade e ordenação. •• Construção do conceito de sujeito histórico. •• Memória e objetos pessoais. •• Documentos pessoais: Cer‑ tidão de Nascimento.

A MINHA E A SUA HISTÓRIA

A HISTÓRIA DE LUCAS

Orientações

AJUDE LUCAS A ORGANIZAR O ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS COM A HISTÓRIA DELE.

Neste capítulo, por meio das noções de antes e depois, abordam-se alguns conceitos importantes à disciplina de História: passado, presente e futuro. Peça aos alunos que, antes de colar as imagens recortadas, observem o que está represen‑ tado em cada uma. Em seguida solicite que organizem as ima‑ gens em sequência, criando uma ordem cronológica dos acontecimentos. Depois eles devem colar as imagens nos devidos espaços.

1 RECORTE AS IMAGENS DA PÁGINA 131 E COLE-AS NO ÁLBUM A

GEORGE TUTUMI

SEGUIR COMEÇANDO DOS ACONTECIMENTOS MAIS ANTIGOS PARA OS MAIS ATUAIS.

Proposta de atividades 2. Que acontecimentos da vida de Lucas são retratados nas imagens? Lucas (bebê) dormindo, aprendendo a andar, em seu aniversário, em um encontro de família e em uma atividade na escola. 3. Com base nessas imagens, o que podemos saber sobre a vida de Lucas? É possível conhecermos um pouco de sua infância, os integrantes de sua família, alguns de seus amigos e a professora. 4. Somente esses aconteci‑ mentos fazem parte da his‑ tória de Lucas? Não. Essas imagens mostram alguns acontecimentos que foram selecionados, escolhidos, neste caso, para compor o álbum de fotografias de Lucas. 14

14

Orientações Antes de iniciar este capítulo, pergunte aos alunos se sabem o que é História. Não é ne‑ cessária a conceituação de História como ciência e sim como processo vivido, constituída pelo conjunto de experiências de uma pessoa ou grupo social. Para desenvolver essa ideia, escreva na lousa a frase “Ontem fui à escola e...”. Pergunte então aos alunos o que cada um deles fez no dia anterior. A análise da compilação das respostas lhes possibilitará a per‑ cepção de que a história é construída com base em experiências individuais e coletivas.


Orientações

ERA UMA VEZ... TU GEORGE TU

MI

MUITAS HISTÓRIAS COMEÇAM COM “ERA UMA VEZ...” VAMOS CONHECER UMA DELAS?

z um Era uma ve sceu bebê que na em uma data l e num inesquecíve especial. lugar muito

foi tão Essa data para as importante e viram pessoas qu ascer a criança n er as que passou a todos comemorad os anos.

Converse com os alunos sobre a expressão “Era uma vez...”. Pergunte se já ouviram essa expressão, onde isso ocorreu e a que ela remete. Espera­‑se que a associem a his‑ tórias contadas, principalmente as que fazem parte das tradi‑ ções culturais de muitos países. Essa expressão remete a algo que já aconteceu, ao passado, e em geral é usada para iniciar uma narrativa literária. Neste caso, a expressão foi usada para ajudar o aluno a identi‑ ficar a narrativa de sua própria história de vida. Este texto proporciona, ainda, a continuação de atividades de autoconhecimento e valo‑ rização de si mesmo, desen‑ volvendo assim habilidades socioemocionais.

Proposta de atividade 1. Quem pode ser a criança a que o texto faz referência? Espera­‑se que os alunos respondam que pode ser cada um de nós.

SUA HISTÓRIA PODE COMEÇAR ASSIM TAMBÉM. E NÃO PARA AÍ, CONTINUA SENDO CONTADA MAIS UM POUCO A CADA ANO E VOCÊ PODE REGISTRAR TUDO O QUE ACONTECEU. TODAS AS HISTÓRIAS SÃO CONSTRUÍDAS AO LONGO DO TEMPO E EM DETERMINADOS ESPAÇOS. 15

Orientações Ao incorporar questões pessoais a essa narrativa, usando os dados e acontecimentos da própria vida, o aluno identificará algumas informações referentes a si mesmo (como data e local de  nascimento). Esse texto remete ainda à percepção de  per‑ tencimento e  à memória, ao fazer referência à importância do nascimento de cada um para os grupos dos quais faz parte.

15


Orientações

NOSSAS RECORDAÇÕES

Se possível, reserve um momento para que os alunos contem um pouco da história deles. Assim eles poderão per‑ ceber que algumas informações residem na memória, já outras são acessadas por meio de vestí‑ gios do passado, como objetos, fotografias e relatos.

Proposta de atividades

� PELO VÍDEO, GIOVANA

DESCOBRIU MUITAS COISAS SOBRE A PRIMEIRA FESTA DE ANIVERSÁRIO DELA.

Peça aos alunos que tragam para a sala de aula um objeto de seus familiares ou de pessoas que convivem com eles que tenha sido guardado por des‑ pertar recordação. Em seguida, faça algumas perguntas sobre a escolha dos objetos: Qual foi o objeto escolhido? Que recor‑ dação esse objeto traz a você ou à pessoa que o guardou? Alguém mais de seu convívio também considera esse objeto importante?

� TIAGO VIU DIVERSAS

FOTOGRAFIAS DA ÉPOCA EM QUE COMEÇOU A PRATICAR NATAÇÃO.

� MARCELO E MARINA AINDA

TÊM O PRIMEIRO UNIFORME QUE USARAM NA ESCOLA.

ESSAS SÃO ALGUMAS FORMAS DE RECORDAR ACONTECIMENTOS DE UM TEMPO QUE JÁ PASSOU. 16

Orientações Quanto ao texto da página 16, é importante esclarecer aos alunos que nossa memória é seletiva e afetiva. Assim, não con‑ seguimos memorizar tudo o que aconteceu conosco ao longo da  vida, permanecendo de  forma consciente ou não apenas as lembranças mais significativas.

16

Os textos das páginas 16 e 17 trazem alguns subsídios para o aluno perceber que alguns objetos são preservados por crité‑ rios emocionais. Podem ser feitos questionamentos que levem o aluno a re‑ fletir e  tirar suas próprias conclusões acerca dos  objetos que

ILUSTRAÇÕES: DAM FERREIRA

VOCÊ SE LEMBRA DE TUDO O QUE ACONTECEU EM SUA VIDA? TODOS NÓS LEMBRAMOS ALGUNS FATOS E ESQUECEMOS OUTROS. PARA RECORDAR O PASSADO, PODEMOS ASSISTIR A VÍDEOS E VER FOTOGRAFIAS E OBJETOS ANTIGOS. OBSERVE AS SITUAÇÕES A SEGUIR.


Orientações

CONTAR NOSSA HISTÓRIA

Proposta de atividades

PARA CONTAR NOSSA HISTÓRIA USAMOS DIFERENTES REGISTROS E LEMBRANÇAS. MAS NÃO GUARDAMOS TODOS OS OBJETOS QUE PODEM CONTAR A HISTÓRIA DE NOSSA VIDA. GERALMENTE GUARDAMOS ALGUNS OBJETOS E IMAGENS QUE REPRESENTAM MOMENTOS IMPORTANTES. OBSERVE AS FOTOGRAFIAS:

Solicite aos alunos que tragam de casa algo que con‑ sideram que tenha marcado a vida deles (podem ser fotogra‑ fias ou desenhos que repre‑ sentem determinados aconteci‑ mentos, ou objetos, como uma roupa, uma chupeta etc.). Em uma roda de conversa, peça que relatem o motivo da escolha daquele objeto e por que ele é importante para eles. Explique­ ‑lhes que esses objetos são ves‑ tígios do passado deles e fontes de estudo da história pessoal de cada um. Além disso, cada um dos objetos escolhidos tem valor histórico e sentimental.

� LINO JOGOU FUTEBOL

MATT GIBSON/SHUTTERSTOCK.COM

DURANTE MUITOS ANOS DE SUA VIDA. ELE GUARDA A PRIMEIRA CHUTEIRA QUE USOU.

Desenvolvendo habilidades SKODA/SHUTTERSTOCK.COM

EF02HI04 , EF02HI05 e EF02HI09 O conteúdo desta

� JÉSSICA GUARDA UM

DOS VESTIDOS QUE SUA FILHA ALICE USOU QUANDO ERA BEBÊ.

17

fazem parte da história de  cada um: Quem escolhe guardar algo ou registrar um momento em uma fotografia? É possível guardar todos os objetos que usamos/tivemos durante a vida? Que conclusão podemos tirar desses questionamentos?

dupla de páginas explora os diferentes objetos que podem servir como fonte, apresentando suas funções, significados e usos, além de propiciar o trabalho sobre o motivo de alguns deles serem guardados e outros serem descartados. Escolha alguns itens de alunos, como um caderno, um livro e um estojo, e pergunte qual é o uso de cada um deles, para que compreendam a importância dos objetos presentes em seu cotidiano. Em seguida, pergunte o que cada um desses objetos pode indicar sobre o dono (uma estampa de caderno pode ser indicativa dos gostos, por exemplo). Por fim pergunte quais objetos poderiam ser guardados e quais pode‑ riam ser descartados e por quê. Os objetos guardados, provavelmente, despertam boas recordações no dono e podem ser considerados importantes para narrar um momento da vida dele. 17


Orientações 1. Considere todas as possibili‑ dades de resposta. É impor‑ tante enfatizar que cada um dos objetos apresentados pode revelar aspectos rele‑ vantes da história individual.

DIRETO DA FONTE UMA DAS MUITAS FORMAS DE CONHECER A HISTÓRIA É ESTUDAR OS OBJETOS. ELES PODEM FORNECER INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O PASSADO.

2. Converse com os alunos a fim de verificar se eles esta‑ belecem relações coerentes entre os itens das fotografias e os objetos que possuem.

1 ASSINALE OS OBJETOS QUE, EM SUA OPINIÃO, PODEM

FORNECER INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DE UMA PESSOA. Resposta pessoal, mas espera-se que os alunos reconheçam

KAYA/SHUTTERSTOCK.COM

WAVEBREAKMEDIA/SHUTTERSTOCK.COM/ UDOKANT/ISTOCKPHOTOS.COM

3. a) Por meio dos relatos da própria pessoa e de outras que convivem com ela. b) É comum que as famílias guardem objetos antigos de seus membros, sobretudo dos primeiros anos de vida de cada um. Os motivos mais co‑ muns estão ligados a valores sentimentais atribuídos a tais objetos.

REPRODUÇÃO/THAIS FALCÃO/OLHO DO FALCÃO

os três objetos como fonte de informação pessoal.

Respostas

9 PORTA-RETRATOS.

9 SAPATO INFANTIL.

9 CARTEIRA DE IDENTIDADE.

2 CIRCULE COM LÁPIS COLORIDO AS FOTOGRAFIAS DA

Desenvolvendo habilidades

ATIVIDADE ANTERIOR QUE SÃO SEMELHANTES A OBJETOS SEUS E DE SUA FAMÍLIA E RECORDAÇÕES DE PERÍODOS PASSADOS DE SUA VIDA. Resposta pessoal.

EF02HI09 Esta atividade pos‑

sibilita ao aluno identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência ou à da família e discutir as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.

3 CONVERSE COM O PROFESSOR E OS COLEGAS E RESPONDA:

A) IMAGINE QUE TODOS OS OBJETOS DE UMA PESSOA FORAM PERDIDOS. COMO SERIA POSSÍVEL SABER MAIS SOBRE O PASSADO DELA? B) SUA FAMÍLIA GUARDA ALGUM OBJETO ANTIGO? PERGUNTE AOS ADULTOS O QUE OS LEVOU A GUARDÁ-LO E COMPARTILHE A RESPOSTA COM OS COLEGAS DE TURMA. 18

Orientação Converse com os alunos sobre a história de vida deles. É im‑ portante que todos participem e que algumas diferenças sejam tratadas com naturalidade, por exemplo, casos de  ausência do nome do pai na Certidão de Nascimento ou questões rela‑ tivas à adoção.

18

Atividades de relatos orais de fatos passados são importantes para a compreensão do conceito de tempo, além de auxiliarem no desenvolvimento da linguagem.


Orientações

NOSSOS DOCUMENTOS OS DOCUMENTOS TAMBÉM FORNECEM INFORMAÇÕES SOBRE NOSSO PASSADO. COM ELES, PODEMOS IDENTIFICAR MUITAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES. UM DESSES DOCUMENTOS É A CERTIDÃO DE NASCIMENTO. ELA COSTUMA SER FEITA LOGO APÓS O NASCIMENTO DA PESSOA. VEJA ALGUMAS INFORMAÇÕES QUE ELA CONTÉM. NOME

NOME DOS PAIS

REPRODUÇÃO/THAÏS FALCÃO/OLHO DO FALCÃO

DATA DE NASCIMENTO

Explique aos alunos que os dados pessoais de cada pessoa são registrados inicialmente na Certidão de Nascimento – que deve ser confeccionada logo após o nascimento – e, depois, em outros documentos oficiais. Oriente os alunos a fazer a leitura do documento. No primeiro momento, peça que identifiquem as informações textuais, como nome dos pais, local e data de nascimento. Em seguida, indague sobre a importância dessas informações para a história das pessoas. Por fim, auxilie­‑os a identificar algumas marcas de autenticidade do documento analisado, como carimbos e logotipo de quem o emitiu, tipo de papel, assinatura etc.

LOCAL DE NASCIMENTO

9 A CERTIDÃO DE NASCIMENTO É NOSSO PRIMEIRO DOCUMENTO OFICIAL. SEM ELA, NÃO PODEMOS OBTER OUTROS DOCUMENTOS.

19

Proposta de atividade Nesta atividade será necessário imprimir ou copiar uma matriz com formato de  Carteira de  Estudante para os  alunos preencherem. Deve constar espaço para nome, data de nasci‑ mento, nome dos responsáveis, nome da  escola, local, data, assinatura e  fotografia. Com o  modelo entregue aos alunos,

oriente­‑os no preenchimento e, se possível, peça que o plastifi‑ quem. Explique­‑lhes que não se trata de um documento oficial. 1. Com auxílio do professor, confeccione sua Carteira de Estu‑ dante. Preencha­‑a com seus dados e utilize­‑a na sala de aula como seu documento escolar.

19


Orientações

ATIVIDADES

1. Antes de encaminhar esta ativi‑ dade, converse com os alunos sobre o que cada imagem pode representar na história pessoal. Solicite que as com‑ parem a objetos e documentos deles mesmos para compreen‑ derem a função de cada um.

1 AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM OBJETOS QUE MARCARAM DIFERENTES

MOMENTOS NA HISTÓRIA DE ALGUMAS PESSOAS. FAÇA A CORRESPONDÊNCIA CORRETA ENTRE O OBJETO E A FRASE QUE O EXPLICA.

� DAVI PODE VER, NO CONTEÚDO

DAKALOVA IULIIA/SHUTTERSTOCK.COM

2. Reforce que os dados pes‑ soais da Certidão de Nasci‑ mento são informações im‑ portantes da história de cada um e que documentos oficiais como esse são importantes para a vida em sociedade. THAÏS FALCÃO/OLHO DO FALCÃO

4. Peça aos alunos que for‑ neçam mais informações sobre as pessoas escolhidas, como o tipo de relação entre eles e quais as principais re‑ cordações que eles têm do convívio com elas.

DESSE OBJETO, COMO ELE ERA QUANDO TINHA UM ANO DE IDADE.

APROVAÇÃO DE ANDERSON NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.

LÉO BURGOS/ARTE: RICARDO THOMÉ

Desenvolvendo habilidades

� ESSE REGISTRO MARCA A

EF02HI04 e EF02HI09 As ativi‑

dades 1, 2 e 3 possibilitam que os alunos consolidem a comparação entre dife‑ rentes objetos pessoais e per‑ cebam como eles podem ser fontes da história pessoal.

� O PAI DE CAROLINA FEZ ESSE

BRINQUEDO PARA ELA QUANDO ELA TINHA 6 ANOS DE IDADE.

2 OBSERVE O MODELO DE CERTIDÃO DE NASCIMENTO NA PÁGINA 19 E

MARQUE COM X AS INFORMAÇÕES PESSOAIS ENCONTRADAS NELA. X

X

NOME DA PESSOA

X

LOCAL DO NASCIMENTO

NOME DA ESCOLA DELA

X

DATA DO NASCIMENTO

NOME DOS PAIS

RELIGIÃO

20

Orientações Proposta de atividades Uma sugestão para trabalhar a ideia de passagem do tempo é solicitar aos alunos que escrevam uma carta para eles mesmos no futuro. É importante que desenvolvam os tópicos a seguir, além do que mais acharem relevante: •• apresentação; •• o que gostam de fazer (tipos de brincadeiras, programas/ví‑ 20 deos a que gostam de assistir etc.);

•• como é a família deles; •• nome da escola; •• nome dos amigos.

Pergunte-lhes como acham que estará a vida deles quando abrirem a carta. Auxilie­‑os a compreender o tempo que levará até que abram a carta. Por exemplo, se for endereçada para dez anos à frente, eles já poderão estar na faculdade, trabalhando etc. É importante colocarem a data atual, pois se trata de um registro muito importante para a História.


Orientações É importante para a for‑ mação cidadã que os alunos se familiarizem com a função dos documentos oficiais. Pergunte se conhecem outros documentos – como o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e o Pas‑ saporte – e qual é a utilidade de cada um. Indague se já possuem algum deles. Explique­‑lhes a utilidade desses documentos. Para ilustrar, traga diferentes docu‑ mentos para que o aluno possa se familiarizar com os dados, formato e utilidade de cada um. Se algum aluno possuir, por exemplo, RG ou Passaporte, peça que traga uma cópia para mostrar aos colegas. Desen‑ volva uma atividade oral após as explicações, indagando, por exemplo: Quando uma criança nasce, que documento os pais devem providenciar? Se uma criança vai viajar para fora do país, de que documentos ela precisará? Uma atividade interessante é dramatizar situa‑ ções, como um casal com filho recém­‑nascido conversando sobre a necessidade de registrar a criança. Estenda a conversa abor‑ dando os locais na cidade onde são emitidos documentos ofi‑ ciais. Conte­‑lhes que a emissão da Certidão de Nascimento e da Carteira de Identidade é gratuita.

3 PINTE OS QUADRINHOS QUE INDICAM OS DOCUMENTOS QUE VOCÊ

TEM. SE NECESSÁRIO, PERGUNTE AOS ADULTOS RESPONSÁVEIS POR VOCÊ. Resposta pessoal. CERTIDÃO DE NASCIMENTO CARTEIRA DE VACINAÇÃO

CARTEIRA DE IDENTIDADE 4 PINTE O PERSONAGEM QUE REPRESENTA A PESSOA COM QUEM

PSHAVA/SHUTTERSTOCK.COM

VOCÊ MAIS TEM HISTÓRIA PARA CONTAR.

� AGORA ESCREVA O NOME DESSA PESSOA E REGISTRE DUAS

ATIVIDADES QUE VOCÊS GOSTAM DE FAZER JUNTOS.

Resposta pessoal.

21

Avaliação Analise as cartas para avaliar a produção de texto e conhecer ainda melhor os  aspectos emocionais e  sociais dos alunos. É uma boa oportunidade diagnóstica para aprimorar elementos individuais que podem ser trabalhados em sala de aula. Peça que coloquem a carta em um envelope, colem­‑no e re‑ gistrem nele o período de tempo que deverá ser aguardado até que o abram.

Neste capítulo é importante que os alunos tenham percebido que tanto os documentos pessoais e objetos quanto os relatos são fontes de sua história pessoal e familiar. Espera­‑se que tenham compreendido que a  decisão sobre preservar objetos como fontes muitas vezes é pessoal, subjetiva e se relaciona a questões emocionais e afetivas.

21


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• História de família. •• Pertencimento e memória. •• Objetos de memória familiar. •• Famílias do passado.

3

HISTÓRIAS DE FAMÍLIA

Orientações Concluídos os desenhos, peça aos alunos que analisem suas produções. A análise pode se pautar nas seguintes indagações: Quantas pessoas convivem com você? Todas as pessoas da família estão retratadas no desenho? Você acha que sua família é grande ou pequena? Leve os alunos a pensar no papel social desempenhado pelos diferentes membros do grupo familiar. Questione as atividades que atribuíram a cada familiar representado, pergunte se é somente imaginação ou se as pessoas as realizam de fato. Essa é uma excelente oportunidade para romper com estereótipos de gênero e refletir sobre a contribuição dos indivíduos na dinâmica familiar.

UM DIA EM FAMÍLIA

VANESSA ALEXANDRE

NO ESPAÇO ABAIXO FAÇA UM DESENHO QUE REPRESENTE UMA ATIVIDADE QUE VOCÊ TENHA REALIZADO COM ALGUÉM DA SUA FAMÍLIA, PODE SER UM PASSEIO, UMA BRINCADEIRA OU OUTRA ATIVIDADE. PARA ILUSTRAR SUA IMAGEM, VOCÊ PODE USAR COLAGENS.

22

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 e EF02HI03 A atividade desta página pos‑

sibilita aos alunos reconhecer a família como um grupo so‑ cial do qual eles fazem parte, bem como os diferentes papéis

22

exercidos pelos membros desse grupo. Desse modo, ao re‑ tratar atividades feitas em sua própria família, o aluno é incen‑ tivado a trabalhar a noção de pertencimento e memória.


Orientações

CADA FAMÍLIA TEM SUA HISTÓRIA

Oriente os alunos a observar as cenas desta página e a pedir a um adulto da família ou outra pessoa que cuida deles que escolha uma fotografia da fa‑ mília e lhes conte uma história a respeito dela. Na sala de aula, organize uma roda de conversa. Estimule­‑os a mostrar as foto‑ grafias uns aos outros e a falar das histórias de família. Termi‑ nada essa etapa, peça que com‑ parem as histórias, perguntando quais se assemelham às deles e quais se diferenciam delas.

TODAS AS FAMÍLIAS TÊM HISTÓRIAS. ALGUMAS PESSOAS GOSTAM DE GUARDAR ALGUMAS RECORDAÇÕES DA FAMÍLIA E CONTAR AS HISTÓRIAS DELA.

ILUSRTRAÇÕES: DESENHORAMA

VÓ, QUEM SÃO ESTAS PESSOAS DA FOTOGRAFIA?

NESTA FOTOGRAFIA ESTÃO SEU AVÔ, SUA MÃE QUANDO ERA CRIANÇA, SUA BISAVÓ E EU. NESSE DIA ESTÁVAMOS PASSEANDO NO SÍTIO DE SEU BISAVÔ.

PAI, MEU AVÔ ERA MUITO BRINCALHÃO? ELE CONTAVA HISTÓRIAS DIVERTIDAS?

SIM, SEU AVÔ ADORAVA CONTAR HISTÓRIAS DE QUANDO ELE ERA PEQUENO, DAS BRINCADEIRAS COM OS IRMÃOS DELE E DE COMO ERA VIVER NO TEMPO DE JUVENTUDE DELE. 23

Orientações Converse com os alunos sobre o fato de a família ser o pri‑ meiro grupo social do qual fazemos parte e retome um assunto já abordado no 1o ano: as diferentes configurações familiares. A família, como um grupo social estruturado por meio de re‑ lações de  afinidade, descendência e  consanguinidade, pode apresentar múltiplas formações, e todas devem ser igualmente respeitadas. É importante os alunos perceberem que as relações familiares estão ligadas a laços de afeto e convivência, e não só a fatores biológicos.

Atividades com o tema família podem criar constrangimento ou situações delicadas, pois pode haver alunos que não co‑ nhecem os pais biológicos ou um deles, por diferentes motivos. Os alunos podem ser orientados nesses casos a fim de evitar situações de desconforto emocional e até mesmo de bullying.

23


Orientações

OBJETOS DE FAMÍLIA

Oriente os alunos a observar os objetos selecionados nesta página e imaginar o que cada um representa para a família que o selecionou e guardou. Re‑ tome o tema dos objetos como fontes da história, neste caso, remetendo à história familiar. Objetos como esses e ou‑ tros são marcos materiais de memória. Olhá­‑los traz, ao familiar, ou a quem o utilizou de alguma forma, as recorda‑ ções do momento do uso. Por exemplo, os objetos da imagem 1 referem­‑se a lembranças de viagens e suscitam os mo‑ mentos vividos nos locais de onde vieram. Pode ocorrer de o aluno ou sua família não terem o cos‑ tume de guardar objetos ou fazer fotografias, por exemplo, por várias razões (religiosas, econômicas, culturais etc.), mas é importante reforçar que os re‑ gistros da história nos possibi‑ litam saber informações sobre quem nos antecedeu e também sobre nossos contemporâneos.

2

9 LEMBRANCINHAS DE VIAGEM. KHALED ELADAWY/SHUTTERSTOCK.COM

DRABANTH/ISTOCKPHOTO.COM

1

9 SAPATINHO DE BEBÊ ENQUADRADO. 4

3

9 MÓVEIS E VITROLA (GRAMOFONE) ANTIGOS.

CHRISTOPHER ELWELL/SHUTTERSTOCK.COM

MAGLARA/SHUTTERSTOCK.COM

MUITAS FAMÍLIAS COSTUMAM GUARDAR OBJETOS MARCANTES PARA AS PESSOAS QUE FAZEM PARTE DELAS. ASSIM COMO AS HISTÓRIAS CONTADAS, ESSES OBJETOS PODEM REVELAR INFORMAÇÕES SOBRE O PASSADO DA PESSOA QUE OS GUARDOU OU DA FAMÍLIA DELA. OBSERVE ALGUNS EXEMPLOS DE OBJETOS QUE PODEM RESGATAR A MEMÓRIA DA FAMÍLIA.

9 VESTIDO DE NOIVA.

24

Desenvolvendo habilidades EF02HI05 e EF02HI09 O conteúdo desta página possibilita

aos alunos perceber que um mesmo objeto pode adquirir diferentes significados com o passar do tempo. Um sapato

24

ou um vestido, por exemplo, podem passar a ser utilizados como objetos de recordação e não mais como vestimentas.


Orientações

AS FAMÍLIAS DO PASSADO

Para iniciar este tema, pro‑ ponha algumas questões de co‑ nhecimento prévio: Como você imagina que eram as famílias há 100 anos? O que você imagina que mudou ou permaneceu na vida familiar no decorrer do tempo? O conteúdo desta página busca, por meio das imagens, resgatar histórias de famílias e de organização familiar. As imagens podem ser usadas para comparações com fotografias atuais de família, a fim de que os alunos possam perceber as semelhanças e diferenças. Solicite que observem cada uma das imagens e levantem hipóteses sobre a história das famílias representadas. Na leitura delas, compare roupas, formação da família, disposição das pessoas na imagem, entre outros detalhes.

ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL JOÃO SPADARI ADAMI

OBSERVANDO FOTOGRAFIAS PODEMOS RESGATAR MUITAS INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS. POR MEIO DAS IMAGENS, PODEMOS CONHECER UM POUCO MAIS OS COSTUMES E O MODO DE VIDA DAS FAMÍLIAS DO PASSADO. ASSIM COMO AS FAMÍLIAS ATUAIS SÃO DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS, AS FAMÍLIAS DO PASSADO TAMBÉM SE DIFERENCIAVAM NAS FORMAS DE SE ORGANIZAR E DE VIVER. OBSERVE AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR. A

9 RETRATO DE FAMÍLIA, ELZBIETA SEKOWSKA/SHUTTERSTOCK.COM

1915.

B

9 RETRATO DE FAMÍLIA, 1970.

25

Orientações A fotografia surgiu há quase 200 anos e, desde então, vem sendo usada para eternizar momentos, pessoas, lugares, eventos. Em 1885 foi usada pela primeira vez em um jornal, mas foi a partir do século XX que se tornou elemento impor‑ tante na publicidade, popularizando cada vez mais o  fotojor‑ nalismo. A  fotografia é muito utilizada como fonte histórica, pois registra situações vividas em um tempo que logo se torna passado, podendo ser vista e consultada por pessoas que nem vivenciaram o momento. O uso da fotografia como documento

histórico deve levar em conta que a imagem registrada não é o  real, mas uma representação dele. É uma imagem que al‑ guém selecionou para guardar. A  fotografia traz lembranças do passado, possibilitando também que outros possam visua‑ lizar as cenas, ainda que não as  tenham presenciado. Atual‑ mente, pela facilidade da fotografia digital, ela tem se tornado cada vez mais popular, proporcionando que muito mais mo‑ mentos sejam registrados. 25


Orientações

ATIVIDADES

1. Verifique se há coerência entre os desenhos dos alunos e as histórias compartilhadas por eles.

1

2. b) Espera­‑se que os alunos identifiquem a possibilidade de determinados aconte‑ cimentos terem valor sen‑ timental para os membros de uma família, considerando que esses acontecimentos muitas vezes estão direta‑ mente ligados à memória in‑ dividual e coletiva.

PEÇA A UM ADULTO DE SUA FAMÍLIA QUE CONTE A VOCÊ UMA HISTÓRIA DE FAMÍLIA. Respostas pessoais. A) FAÇA UM DESENHO RELACIONADO A ESSA HISTÓRIA.

Desenvolvendo habilidades EF02HI08 A atividade 1 possibi‑

lita que os alunos coloquem em prática a habilidade de compilar histórias fami‑ liares. Apesar de ainda haver uma limitação das habili‑ dades de leitura e escrita dos alunos, o desenho propicia que façam uma represen‑ tação do que será narrado. EF02HI09 A atividade 4, por meio de uma narrativa fic‑ cional, discute as razões pelas quais alguns objetos são guardados como recordação. Discuta com os alunos o fato de o objeto em questão no texto, uma xícara, deixar de ter sua função inicial para ganhar uma nova função – ser um documento da história da família.

B) AGORA, CONTE AOS COLEGAS DA TURMA A HISTÓRIA QUE ESSE DESENHO REPRESENTA. 2

OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DA PÁGINA 24 E FAÇA O QUE SE PEDE.

Respostas pessoais.

A) CIRCULE O NÚMERO DAS FOTOGRAFIAS QUE INDICAM OS OBJETOS REPRESENTADOS QUE VOCÊ CONHECE. 1

2

3

4

B) ESCOLHA UM DOS OBJETOS E IMAGINE: � A QUEM ELE PODE TER PERTENCIDO; � QUE RECORDAÇÕES ELE PODE TRAZER A SEU DONO. 26

26


Orientações 3

Proposta de atividades

OBSERVE AS FOTOGRAFIAS DA PÁGINA 25 E ASSINALE COM X: A) FOTOGRAFIA MAIS ANTIGA. X

A

1. Pesquise informações sobre sua vida em documentos es‑ critos (certidões, boletins es‑ colares, caderneta de vaci‑ nação etc.) e documentos visuais (como fotografias e vídeos), observando roupas e brinquedos antigos. Depois faça perguntas a seus pais, familiares ou outros adultos que moram com você sobre seu nascimento e os pri‑ meiros anos de sua vida (se nasceu em casa ou em ma‑ ternidade, quem o visitou primeiramente, que passeios fez, de que festas mais gos‑ tava, que problemas de saúde teve etc.). Procure lembrar­‑se de alguns acontecimentos que marcaram sua vida nos primeiros anos.

B

B) A QUE APARENTA TER SIDO TIRADA EM UMA COMEMORAÇÃO FAMILIAR. A

X

B

� QUE ELEMENTOS VOCÊ OBSERVOU NAS IMAGENS PARA

RESPONDER AO ITEM B?

4

LEIA O TEXTO E FAÇA O QUE SE PEDE. – MARIANA, NÃO MEXA NISSO, VOCÊ PODE QUEBRAR! – MAS EU QUERO TOMAR CAFÉ NESSA XÍCARA, HOJE, VÓ. ELA É TÃO BONITA! – NÃO, MINHA QUERIDA, NESSA XÍCARA NÃO! – POR QUE NÃO? – PORQUE ELA ERA DE MINHA MÃE, SUA BISAVÓ. É UMA DAS POUCAS LEMBRANÇAS QUE TENHO DELA. QUANDO OLHO PARA ESSA XÍCARA AINDA POSSO VER MAMÃE SENTADA NA CADEIRA DE BALANÇO, TOMANDO CHÁ DE ERVA-CIDREIRA ANTES DE SE DEITAR. LEMBRO-ME DE COMO A SEGURAVA COM AS DUAS MÃOS, ESPERANDO QUE O CHÁ ESFRIASSE UM POUCO. É UMA IMAGEM DA QUAL JAMAIS ME ESQUECEREI.

Com essas informações, es‑ creva sua história. Relate, em uma folha avulsa, um pouco do que aconteceu em sua vida. 2. Depois de escrever o texto, compare sua história com a dos colegas. Todas as histó‑ rias são iguais? Por quê? Espera­‑se que o aluno responda que há semelhanças, em razão de terem a mesma idade, e diferenças, porque as famílias são diferentes, cada uma com seus costumes.

MARIA HELENA PIRES MARTINS. PRESERVANDO O PATRIMÔNIO E CONSTRUINDO A IDENTIDADE. SÃO PAULO: MODERNA, 2001. P. 11.

A) CIRCULE NO TEXTO O OBJETO GUARDADO PELA AVÓ DE MARIANA PARA LEMBRAR PARTE DO PASSADO DELA. B) COMPLETE AS FRASES A SEGUIR DE ACORDO COM O TEXTO. � A

DA BISAVÓ DE MARIANA FAZ PARTE DA HISTÓRIA DA FAMÍLIA DELA. XÍCARA

� ESSE OBJETO TRAZ

DE MARIANA.

LEMBRANÇAS

PARA A AVÓ 27

Avaliação Neste capítulo, é importante os alunos reconhecerem que todas as famílias têm história e  que essas histórias podem estar registradas em diferentes fontes, que incluem a  me‑ mória (recordações), diferentes documentos escritos, materiais e imagens que constituem fontes iconográficas. É essencial eles perceberem que a história é fruto das ações humanas no tempo e no espaço e que todos somos sujeitos históricos. No fim desta unidade é fundamental que os alunos possam inferir que as histórias in‑ dividuais são parte das histórias coletivas. Essa compreensão inicia o processo de entendi‑ mento de ser social.

3. Outras pessoas participam de sua história? Quais? Por quê? Espera­‑se que o aluno responda que sim: pais, irmãos, amigos, professores etc., pois vivemos em diversos grupos (família, amigos, colegas).

27


Orientações Após a leitura, faça alguns questionamentos de interpre‑ tação do texto, como: Qual é o assunto do texto? O autor descreve o tempo atual? Que frase explica sua resposta anterior? Você já viu um relógio cuco?

HORA DA LEITURA MUITOS OBJETOS QUE FAZEM PARTE DAS RECORDAÇÕES DE UMA FAMÍLIA PODEM TER MUDADO COM O PASSAR DO TEMPO, MAS AINDA ASSIM EXERCEM A FUNÇÃO INICIAL PARA A QUAL FORAM CRIADOS.

NO TEMPO DOS MEUS BISAVÓS NO TEMPO DOS MEUS BISAVÓS, TUDO ERA MUITO DIFERENTE... [...] QUASE TODO MUNDO TINHA UM “CUCO”. UM RELÓGIO GRANDE, DE MADEIRA, QUE TINHA UMA JANELINHA DE ONDE SAÍA UM PASSARINHO E CANTAVA “CUCO, CUCO...” PARA MARCAR AS HORAS E OS MINUTOS. HOJE, NA MINHA CASA NÃO TEM “CUCO”, MAS TEM RÁDIO-RELÓGIO E RELÓGIO DIGITAL.

1. Explique aos alunos que, no decorrer dos anos, foram de‑ senvolvidas novas tecnologias de produção, o que facilitou o manuseio e uso dos apare‑ lhos em geral.

KAU BISPO

NYE RIBEIRO. NO TEMPO DOS MEUS BISAVÓS. SÃO PAULO: EDITORA DO BRASIL, 2011. P. 6 E 12.

1 POR QUE VOCÊ ACHA QUE NA MAIORIA DAS CASAS DE HOJE

NÃO HÁ MAIS RELÓGIO CUCO, E SIM RÁDIO-RELÓGIO E RELÓGIO DIGITAL? EM UMA RODA DE CONVERSA, TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

28

Orientações O objetivo desta seção é oferecer aos alunos uma oportuni‑ dade de interagir com a literatura, de imaginar, fantasiar e des‑ frutar de uma linguagem distinta do texto teórico. Solicite que leiam o  texto individualmente para que façam sua própria interpretação. Em um segundo momento, é pos‑ sível fazer a leitura compartilhada, o que potencializa o desen‑ volvimento da leitura. 28

A leitura compartilhada proporciona aos alunos duas grandes vantagens: a primeira é um modelo de  leitor – o  professor – e a segunda é o intercâmbio de ideias. Quando o aluno ouve diferentes interpretações do  mesmo texto, ele passa a  refletir sobre os diferentes pontos de vista, ampliando suas percepções sobre o mundo.


Orientações

HISTÓRIA

Para melhor compreensão, analise com os alunos o signifi‑ cado da palavra biografia (do grego antigo: bíos (vida) e gráphein (escrever). Pergunte se conhecem o tra‑ balho de algum biógrafo por meio de livros, revistas, docu‑ mentários etc. e se entendem qual é a real importância de co‑ nhecer a biografia de alguém. Explique­‑lhes que não é mera curiosidade, pois, pela biografia, analisamos os acontecimentos da vida de uma pessoa e, com base em suas ações, enten‑ demos sua contribuição para a história da sociedade em que está inserida. É importante os alunos verem, concretamente, o que é uma biografia. A fim de facilitar a compreensão, você pode dis‑ ponibilizar livros e revistas para manusearem e, se possível, na‑ vegar com eles em sites, como o eBiografia, disponível em: <www.ebiografia.com> (acesso em: jun. 2017). Trata­‑se de um site com inúmeras biografias em uma linguagem de fácil entendimento.

EM AÇÃO

O TRABALHO DO BIÓGRAFO

1

3

PARA COMEÇAR A ESCREVER UMA BIOGRAFIA É NECESSÁRIO ESCOLHER QUEM SERÁ BIOGRAFADO.

ALÉM DA ENTREVISTA, É IMPORTANTE PESQUISAR OUTROS DOCUMENTOS, COMO FOTOGRAFIAS, OBJETOS E JORNAIS.

2

4

SE A PESSOA BIOGRAFADA ESTIVER VIVA, É POSSÍVEL ENTREVISTÁ-LA PARA QUE ELA CONTE INFORMAÇÕES DE SUA VIDA.

ILUSTRAÇÕES: DESENHORAMA

HÁ LIVROS QUE CONTAM A HISTÓRIA DE VIDA DE PESSOAS. ESSES LIVROS SÃO CHAMADOS DE BIOGRAFIAS. PARA ESCREVER UMA BIOGRAFIA É NECESSÁRIO QUE O ESCRITOR, OU BIÓGRAFO, FAÇA UM TRABALHO DE PESQUISA. VAMOS DESCOBRIR COMO É FEITA UMA BIOGRAFIA E VER DE QUE MODO O TRABALHO COM HISTÓRIA ENTRA EM AÇÃO?

APÓS COLETAR TODAS AS INFORMAÇÕES, O BIÓGRAFO COMEÇA A ESCREVER A BIOGRAFIA INCLUINDO TODOS OS FATOS NA ORDEM EM QUE ACONTECERAM.

Desenvolvendo habilidades

29

Orientações Proposta de atividades Proponha aos alunos que, em sala de aula, façam o trabalho de um biógrafo. Inicial‑ mente, solicite que, reunidos em duplas, façam algumas perguntas sobre a vida um do outro e anotem as respostas. Em seguida, peça que escrevam breves biografias dos co‑ legas entrevistados.

Esta seção, que mostra como as habilidades trabalhadas na coleção e os conhecimentos produzidos em sala de aula se aplicam de forma prática no trabalho do historiador, também possibilita que você verifique o desenvolvimento de algumas habilidades dos alunos. Neste momento, em que é apresen‑ tado o trabalho de um biógrafo, destaque o papel dos objetos, dos documentos e da memória para a composição de uma narrativa biográfica, de acordo com as habilidades EF02HI04 e  EF02HI05 , preconizadas pela BNCC.

29


Orientações

COMO EU VEJO CRISTIANE VIANA

O conteúdo da seção Como eu vejo foi desenvolvido para trabalhar de forma lúdica a questão da cidadania, articulada com alguns conhecimentos adquiridos em sala de aula. Nesta primeira ocorrência, a proposta é a de trabalhar o espaço de vivência da família: a casa. Explore com os alunos todos os espaços que a ilustração apresenta e valorize a função das legendas aplicadas, uma vez que elas são fundamentais para a realização da atividade, sobretudo considerando que a habilidade leitora dos alunos ainda não está plenamente desenvolvida. As legendas apresentam sugestões de ações que favorecem a boa convivência no ambiente doméstico e contribuem para a preservação ambiental. Pergunte aos alunos se eles conhecem formas de preservar a natureza e, em caso positivo, peça que digam quais são essas formas.

A CORTESIA ORGANIZAÇÃO NA ESCOLA DA MINHA CASA CADA CÔMODO DE NOSSA CASA TEM FUNÇÕES E CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS. ALGUNS DELES NÃO SÃO INDICADOS PARA BRINCAR, POIS OFERECEM RISCOS. banheiro LOCAL ONDE CUIDAMOS DA HIGIENE PESSOAL. BRINCAR NELE PODE SER PERIGOSO, POIS O CHÃO FICA ESCORREGADIO DURANTE E APÓS O BANHO.

cozinha LOCAL ONDE OS ALIMENTOS SÃO PREPARADOS. NÃO É INDICADO BRINCAR NELE, POIS VOCÊ PODE SE QUEIMAR OU SE CORTAR.

QUINTAL RECICLÁVEL

ORGÂNICO

A COLETA SELETIVA É IMPORTANTE PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE. PORTANTO, SEMPRE SEPARE O LIXO ORGÂNICO DO LIXO RECICLÁVEL.

30

Desenvolvendo habilidades EF02HI01  , EF02HI03 e EF02HI04 Neste momento é possível

trabalhar os diferentes espaços de sociabilidade, levando os alunos a perceber que a casa é um dos principais espaços de convivência e que a família é o grupo que compartilha esse espaço com eles. O trabalho com o ambiente doméstico possibilita o uso de objetos da casa como fontes históricas.

30

Aproveite também para explorar as memórias que estão re‑ lacionadas ao espaço familiar e como podemos observar mu‑ danças e permanências ao ter nossa casa como objeto de es‑ tudo. Para isso, peça aos alunos que desenhem a lembrança de algo que tenha acontecido na casa deles e que eles considerem importante.


Orientações Pergunte aos alunos que semelhanças e diferenças podem ser observadas entre a casa representada na imagem e a casa deles, cuidando para que essa observação não cause constrangimentos. Você também pode propor a eles que realizem um ­trabalho com fontes materiais e ­memória, perguntando qual a lembrança mais significativa que têm da casa deles.

QUARTO PARA A BOA CONVIVÊNCIA DEVEMOS FAZER NOSSA PARTE E GUARDAR CADA OBJETO EM SEU LUGAR: BRINQUEDOS NA CAIXA E ROUPAS NO ARMÁRIO.

1. Caso os alunos tenham difi‑ culdade de diferenciar os am‑ bientes, faça uma rápida lei‑ tura da imagem destacando alguns elementos típicos de cada um dos cômodos, como chuveiro no banheiro e fogão na cozinha. 3. Espera-se que, de acordo com o texto, os alunos iden‑ tifiquem o quarto, a sala e o quintal como os mais se‑ guros. É importante perce‑ berem que lugares com pisos escorregadios, como ba‑ nheiro, ou com fogão e ou‑ tros utensílios potencialmente perigosos, como a cozinha, não são apropriados para brincar.

SALA É IMPORTANTE DEIXAR A LUZ APAGADA E A TV DESLIGADA QUANDO NÃO HÁ NINGUÉM NO CÔMODO, POIS ASSIM ECONOMIZAMOS ENERGIA.

1. PÁGINAS 133 E 135 OS A DO 1. RECORTE COMPARE NAS AS SUAS RESPOSTAS COM CÔMODOS ORGANIZADOS DA CASA E COLE-OS COLEGA QUE SENTA ATRÁS DE VOCÊ. NOS ESPAÇOS. 2. EXPLIQUE AO COLEGA PORQUE VOCÊ 2. ESCREVA O CADA NOMEUMA DOS DAS CÔMODOS QUE FALTAM. ESCOLHEU RESPOSTAS QUE DEU E ESCUTE O MOTIVO DE ELELUGARES TER 3. NA CASA DA IMAGEM, QUAIS SÃO OS ESCOLHIDO AS RESPOSTAS DELE. MAIS SEGUROS PARA BRINCAR? 31

31


Orientações Estimule os alunos a pensar nos possíveis perigos em cada ambiente e comente que as pes‑ soas que moram com eles po‑ derão ser convidadas a observar e tentar identificar tais situa‑ ções. Oriente­‑os a se reunir em trios, entregue uma folha a cada grupo e peça que registrem ações importantes para evitar acidentes domésticos. Durante a produção do material, os alunos podem ser incentivados a compartilhar algumas ações que realizam em casa para ajudar a mantê­‑la limpa e organizada, bem como formas de colaborar com as pes‑ soas que moram com eles. Essas ações poderão se transformar em dicas para toda a classe. Se possível, disponibilize alguns guias para que possam observar a estrutura desse ma‑ terial e formas de organizá­‑lo. Em seguida, reúna as produ‑ ções e elabore, com os alunos, a capa e o sumário. Incentive­‑os a pensar nas formas de divul‑ gação do guia.

COMO EU TRANSFORMO CUIDANDO DO AMBIENTE DOMÉSTICO O QUE VAMOS FAZER? UM GUIA DE CUIDADOS PARA AS MORADIAS.

PARA QUE FAZER? PARA PREVENIR ACIDENTES DOMÉSTICOS.

COM QUEM FAZER? COM OS COLEGAS, O PROFESSOR E OS FAMILIARES. COMO FAZER?

Proposta de atividades Se quiser ampliar a ativi‑ dade, elabore com a turma um calendário de visitas, com base no qual o guia será levado à casa de todos os alunos. No dia estipulado, o aluno levará o guia para compartilhar com as pes‑ soas que moram com ele.

1

COM UM FAMILIAR, FAÇA UM PASSEIO POR SUA CASA TENTANDO IDENTIFICAR OS PERIGOS QUE PODE HAVER EM CADA CÔMODO.

2

REÚNA-SE COM TRÊS COLEGAS E, JUNTOS, ELABOREM AÇÕES QUE PODERIAM EVITAR ACIDENTES DOMÉSTICOS. VOCÊS TAMBÉM PODEM DAR DICAS DE COMO CUIDAR DE CADA AMBIENTE E COLABORAR PARA A ORGANIZAÇÃO DA CASA.

3

AJUDE O PROFESSOR A ORGANIZAR OS REGISTROS DE TODA A TURMA PARA MONTAR O GUIA.

4

CONVERSE COM ELE E OS COLEGAS SOBRE COMO VOCÊS PODEM DIVULGAR ESSE GUIA.

VOCÊ CUIDA DOS AMBIENTES DE SUA CASA E AJUDA A MANTÊ-LOS EM ORDEM, PREVENINDO, ASSIM, ACIDENTES? 32

Orientações Explique aos alunos que os dados pessoais são registrados primeiramente na Certidão de Nascimento e depois em outros documentos oficiais. Ela é o primeiro documento obrigatório, devendo ser feita logo após o nascimento, na maternidade ou em um cartório. É a  garantia legal de  pertencimento a  uma nação, no caso, a brasileira. Sem essa certificação, a pessoa não existe legalmente. Todas essas questões podem ser conversadas 32

com os alunos em forma de perguntas sobre esse documento. Explore o máximo possível de informações da Certidão de Nas‑ cimento e  estimule­‑os a  perceber a  importância dela. Além disso, as  informações contidas nela possibilitam contar um pouco da  história de  cada um. Você pode aprofundar esta atividade propondo a  elaboração de  uma narrativa histórica com base nos dados apresentados na Certidão. Pode­‑se partir


Orientações

REVENDO O QUE APRENDI

Esta seção possibilita a realização de uma revisão dos temas estudados. Por meio das atividades propostas, é pos‑ sível avaliar o aprendizado dos alunos acerca do conteúdo da unidade.

1 CONSULTE SUA CERTIDÃO DE NASCIMENTO E PREENCHA OS

CAMPOS EM BRANCO COM INFORMAÇÕES QUE VOCÊ ENCONTROU NELA. Resposta pessoal. HÉLIO SENATORE

1. Peça com antecedência uma cópia da Certidão de Nasci‑ mento dos alunos para que possam fazer a atividade. Fique atento para evitar qual‑ quer constrangimento pro‑ veniente da falta de infor‑ mações em relação a algum membro da família, como o pai, por exemplo.

33

da data de nascimento, seguida pela filiação e local de nasci‑ mento. É interessante que os alunos entrem em contato com documentos que exemplifiquem possibilidades de  elaboração de narrativas históricas.

33


Orientações 2. Os nomes exercem a função social de identificação. Se julgar adequado, dê exem‑ plos práticos para auxiliar os alunos. Uma sugestão é fazê‑ ‑los pensar em uma situação na qual queremos falar com alguém: é necessário chamar a pessoa pelo nome, caso contrário ela não responderá. O nome de pessoas e de lu‑ gares é essencial para a vida coletiva.

2 QUAL É A IMPORTÂNCIA DE TER UM NOME? EXPLIQUE. Espera-se que os alunos tenham compreendido que o nome é uma forma de sermos identificados socialmente, que ele compõe parte de nossa identidade.

3. Ao acompanhar as respostas, converse com os alunos sobre a importância do nome como parte de nossa identidade.

3 LEIA O TEXTO E RESPONDA ÀS QUESTÕES.

ERA UMA VEZ EU. EU ERA UM MENINO QUE CHAMAVA LUÍS. MINHA MÃE PENSAVA QUE EU ME CHAMAVA LUÍS FERNANDO, SÓ PORQUE ELA ESCOLHEU ESTE NOME NO DIA EM QUE EU NASCI E MANDOU PÔR NAQUELE PAPEL QUE TODO MUNDO TEM PROVANDO QUE EXISTE. CHAMA CERTIDÃO DE NASCIMENTO, EU SEI PORQUE EU PERGUNTEI. FLÁVIO DE SOUZA. EU E MIM MESMO. SÃO PAULO: QUINTETO EDITORIAL, 1987. P. 4.

A) COMO É O NOME DO MENINO DO TEXTO? Luís Fernando.

B) COMO ELE GOSTA DE SER CHAMADO? Luís.

C) QUEM ESCOLHEU O NOME DO PERSONAGEM DO TEXTO? A mãe dele.

D) EM QUAL DOCUMENTO ESTÁ REGISTRADO O NOME DO MENINO DO TEXTO? Certidão de Nascimento. 34

Orientações

34

Sobre a importância de se ter um nome, pode­‑se fazer uma roda de conversa em que os alunos comentem a origem da prá‑ tica de colocar sobrenomes. Explique­‑lhes que isso teve origem em um período histórico chamado Idade Média, ocorrido na Europa (vale observar que nem todos os  lugares do  mundo adotaram a prática de sobrenomes, como na Europa. Os indí‑ genas brasileiros, por exemplo, comumente se identificam pe‑ rante os  não indígenas usando o  nome de  sua comunidade junto ao prenome). Lembre a eles que os nomes, além de serem

identificadores, como são para nós na atualidade, tinham signi‑ ficados personalistas: em geral estabeleciam relação com as cir‑ cunstâncias ou o  local do  nascimento da  criança ou, ainda, remetiam a  sua aparência. Era comum também que o  nome representasse características de personalidade que os pais de‑ sejavam que o filho tivesse. Informe que é possível haver duas pessoas com o mesmo nome e sobrenome. Nesse caso, os ou‑ tros dados da  Certidão de  Nascimento são importantíssimos para registrar quem é quem.


Orientações FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

4 OBSERVE A FOTOGRAFIA A SEGUIR.

Entre as semelhanças, o aluno poderá identificar o fato de todas representarem o grupo social família e de terem crianças e adultos como membros. Como diferenças, os alunos poderão citar as composições familiares, roupas, penteados.

9 ALMOÇO EM FAMÍLIA. SANTO ANDRÉ, SÃO PAULO, 2015.

A) O QUE OS MEMBROS DESSA FAMÍLIA ESTÃO FAZENDO JUNTOS? Almoçando ou jantando.

B) COMPLETE O QUADRO INDICANDO AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS QUE VOCÊ NOTOU ENTRE ESSA FAMÍLIA E AS FAMÍLIAS RETRATADAS NA PÁGINA 25. SEMELHANÇAS

4. A atividade objetiva habituar os alunos à leitura de imagens, recurso importante para a disciplina de História. Espera­‑se que, ao observarem as roupas e a qualidade da fotografia, eles identifiquem que essa imagem é atual. No entanto, ela apresenta uma família extensa, nos moldes das famílias do passado, vistas ao longo da unidade. Dê oportunidade para que conjecturem livremente sobre a organização familiar, e oriente­‑os a reconhecer a permanência dessa característica na imagem.

DIFERENÇAS

Resposta pessoal.

35

35


Orientações Esta seção apresenta, de forma sucinta e objetiva, os conteúdos trabalhados ao longo da unidade. Apro‑ veite as imagens para fazer uma breve revisão, identificar possíveis dúvidas dos alunos e saná­‑las. Você pode orientá­‑los a fazer uma leitura dirigida, quadro a quadro, para que identifiquem em imagem e texto o que foi abordado nos capítulos. Os tópicos apresentados, além de relembrar os temas estudados, são indicativos avaliativos, ou seja, referem­‑se ao aprendizado que se pretendeu alcançar.

99

NESTA UNIDADE VIMOS

AO ESTUDAR HISTÓRIA, PERCEBEMOS MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NAS PESSOAS, NAS FAMÍLIAS E NOS OBJETOS.

NOSSA HISTÓRIA E A HISTÓRIA DE NOSSA FAMÍLIA PODEM SER REGISTRADAS DE DIFERENTES FORMAS. ILUSTRAÇÕES: DAM FERREIRA

PARA CONTAR A HISTÓRIA DE PESSOAS E FAMÍLIAS PODEMOS ESTUDAR O PASSADO POR MEIO DE RECORDAÇÕES E OBJETOS.

CADA PESSOA TEM NOME, SOBRENOME E DOCUMENTOS QUE A IDENTIFICAM.

PARA FINALIZAR, RESPONDA: COMO AS PESSOAS DA IMAGEM DAS PÁGINAS 6 E 7 PODEM SER IDENTIFICADAS? 9 O QUE PODEMOS OBSERVAR AO ESTUDAR A HISTÓRIA DAS PESSOAS E DOS OBJETOS? 9 ONDE PODEMOS ENCONTRAR INFORMAÇÕES SOBRE AS HISTÓRIAS DAS PESSOAS E DAS FAMÍLIAS? 9

36

36

Avaliação de aprendizagem

Respostas

Na abertura desta unidade os alunos responderam a  per‑ guntas introdutórias. Sugerimos que você faça os  questiona‑ mentos do final da página e depois compare as respostas com aquelas obtidas no início dos estudos. Essa comparação possibi‑ litará aos alunos perceber os avanços da própria aprendizagem.

99Espera­‑se

que os alunos respondam que elas podem ser identificadas por seus nomes e  sobrenomes. Essa questão pode ser ampliada para os papéis sociais de cada uma. Por exemplo, a  imagem mostra familiares, amigos, talvez pa‑ rentes, crianças, adultos, profissionais. 99Podemos observar que pessoas e objetos passam por mu‑ danças ao longo do tempo. Pessoas passam por alterações físicas, e o modo de utilização dos objetos pode mudar.


Orientações Nome, sobrenome, apelido

PARA IR MAIS LONGE Livros

Aproveite a oportunidade para repassar com os alunos a função social do nome e do sobrenome. Lembre­‑se: quando o aluno conquista a escrita do próprio nome, é despertada nele a percepção de fatores que compõem sua identidade, por exemplo, sua filiação. Saber escrever o próprio nome representa uma oportuni‑ dade de reflexão sobre o funcio‑ namento do sistema de escrita. Além de fazer parte das trocas simbólicas sociais de nosso cotidiano, oferece momentos de reflexão sobre as hipóteses da escrita com base em uma referência estável – o próprio nome; também representa a compreensão da impor‑ tância do nome próprio, suas letras (quantidade, variedade, posição e ordem). Trabalhar o nome próprio é dar ao aluno uma ampla possibilidade de se construir socialmente.

OS GUARDADOS DA VOVÓ, DE NYE RIBEIRO. SÃO PAULO: RODA & CIA 2009. “UM DIA DESSES, [...] VOVÓ TIROU UMA PORÇÃO DE COISAS DO ARMÁRIO E COMEÇOU A ME CONTAR HISTÓRIAS.” REVENDO OBJETOS COM A AVÓ, A NETA PASSA A CONHECER ALGUMAS DAS HISTÓRIAS DE SUA FAMÍLIA.

RODA E CIA EDITORA

EDITORA SCIPIONE

A HISTÓRIA DE CADA UM, DE JUCIARA RODRIGUES. SÃO PAULO: SCIPIONE, 2005. “AQUELE DIA NA ESCOLA FOI MARAVILHOSO. TODOS CONTARAM SUAS HISTÓRIAS, DESENHARAM E PINTARAM SUAS FAMÍLIAS.” ESSA FRASE RESUME O LIVRO, QUE CONTA AS VIVÊNCIAS DE UM GRUPO DE ALUNOS. CADA UM LEVOU PARA A ESCOLA FOTOGRAFIAS DA FAMÍLIA E FICOU CONHECENDO A HISTÓRIA DO OUTRO.

9 VIDA FAMILIAR EM DIFERENTES TEMPOS, DE INGRID SCHWYZER. CURITIBA: POSITIVO, 2011. “GRANDE OU PEQUENA, NO PASSADO OU NO PRESENTE, VIVENDO NO BRASIL OU EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO, AS FAMÍLIAS SE ORGANIZAM DE DIFERENTES MODOS.” ESSA É A MENSAGEM PRINCIPAL DESSE LIVRO, QUE ABORDA AS MUDANÇAS NAS FAMÍLIAS EM DIFERENTES TEMPOS E ESPAÇOS.

EDITORA POSITIVO

COMPANHIA DAS LETRINHAS

NOME, SOBRENOME, APELIDO, DE RENATA BUENO E MARIANA ZANETTI. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRINHAS, 2010. “TULIO TEM UM CÃO DE CORRIDA [...] OTO É O NOME DELE.” ESSA É UMA DAS 15 HISTÓRIAS DO LIVRO COM NOME DE PESSOAS E DE ANIMAIS.

9 DIVERTIDA MENTE. DIREÇÃO DE PETER DOCTER. EUA: WALT DISNEY/

PIXAR ANIMATION STUDIOS, 2015, 94 MIN. “ESSAS SÃO AS MEMÓRIAS DE RILEY, E A MAIORIA DELAS É ALEGRE.” NESTE FILME DESCOBRIMOS COMO AS EMOÇÕES INFLUENCIAM A VIDA DE RILEY, UMA MENINA DE 12 ANOS.

WALT DISNEY PICTURES/PIXAR ANIMATION STUDIOS

Filme

37

99Espera­‑se

que o aluno tenha compreendido que podemos encontrar informações sobre as histórias das pessoas e famí‑ lias tanto por meio de seus registros – por exemplo, fotogra‑ fias – como por meio de seus relatos sobre o passado.

37


Objetivos da unidade

UN

IDADE

2

•• Compreender o significado

O cotidiano das pessoas

Simone Matias

de rotina. •• Comparar diferentes formas de organização do tempo, identificando semelhanças e diferenças entre elas. •• Compreender o significado de simultaneidade. •• Reconhecer a escola como um ambiente de convivência social. •• Identificar diferentes formas de trabalho na comunidade.

38

Orientações Oriente os alunos a fazer uma leitura detalhada da imagem, identificando as  diferentes atividades realizadas. Estimule a  exploração dos detalhes com as  seguintes perguntas: Que

38

atividades as pessoas estão praticando? Quem está traba‑ lhando? Quem está brincando? Com que frequência essas ati‑ vidades costumam ser realizadas?


Orientações Respostas

Quais destas atividades você imagina que se repetem diariamente? 9 Você acha que todas as pessoas fazem as mesmas atividades todos os dias? Por quê? 9 Você sabe o que significa a palavra rotina? 9

99Resposta pessoal. Os alunos poderão responder referindo­‑se às atividades dos trabalhadores ou às das crianças, que brincam ou vão para a escola. As respostas não são exatas e podem variar dependendo do contexto em que está inserida a escola. Por exemplo, em uma comunidade ribeirinha ou indígena, a pescaria pode ser trabalho e não lazer, repetida todos os dias. 99Espera­‑se que os alunos respondam que não. Eles podem exemplificar com a rotina dos pais mostrando que os pais fazem coisas distintas ou podem comparar a rotina deles fora da sala de aula para verificar as diferenças. 99Auxilie os alunos a deduzir que rotina é a repetição mais ou menos habitual de atividades.

39

Desenvolvendo habilidades EF02HI10 O exercício de leitura desta imagem pode ser usado

para introduzir a ideia de papel social de cada indivíduo e sua importância na construção da  convivência em sociedade,

iniciando o trabalho com a  habilidade de  identificar dife‑ rentes formas de trabalho existentes na comunidade em que o aluno vive, suas especificidades e importância.

39


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Organização do tempo. •• Atividades cotidianas. •• Rotina. •• Vida em comunidade.

1

Minha rotina

Orientações Além de introduzir a ideia de organização do tempo, esta atividade visa ampliar o au‑ toconhecimento dos alunos. Ao acompanhar a realização dela, é possível fazer perguntas relacionadas à importância de cada situação apresentada na ilustração.

Dividindo meu dia 1 Pinte os desenhos de acordo com o tempo que você dedica à

realização de cada atividade. Resposta pessoal. Verde: pouco tempo Laranja: nem pouco nem muito tempo

George Tutumi

Azul: bastante tempo

2 Há alguma atividade do desenho que você não faz todos os dias? 40

Resposta pessoal.

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 e EF02HI07 Um dos objetivos desta atividade é levar

o aluno a analisar seu cotidiano e perceber que ele tem uma rotina importante. Há a possibilidade de expandir e solicitar que crie uma legenda ou faça um desenho complementar, de acordo com os grupos sociais que participa e locais que frequenta nos distintos horários: escola, clube, família etc. Essa atividade resgata habilidades trabalhadas no livro do 1o 40

ano, como identificar as diferenças entre o ambiente domés‑ tico e  o  ambiente escolar, conhecer as  histórias da  família e  da escola e  identificar o  papel desempenhado por dife‑ rentes sujeitos em diferentes espaços. Tal escolha foi feita a fim de desenvolver a compreensão da importância da ro‑ tina e da contagem para a percepção da passagem do tempo.


Orientações

Todos os dias eu... O texto a seguir descreve parte de um dia na vida de Leocádio, o Lelê, um menino de 8 anos. Ele registra suas atividades em um diário.

Pergunte aos alunos se ima‑ ginam por que o autor do diário usou o termo “comunzão” ao se referir aos acontecimentos do dia. Após ouvir as hipóteses levantadas por eles, explique­ ‑lhes que o termo foi utilizado para indicar que as ações foram rotineiras, ou seja, que ele não fez nada de muito dife‑ rente do que costuma fazer cotidianamente.

Glossário Diário: caderno em que são registradas atividades do cotidiano.

16 De julho: um dia comunzão Hoje foi um dia bem normal. Eu não fiz nada. Só isto: * Acordei, * Escovei os dentes, * Lavei o rosto, * [...], * Botei a roupa, * Tomei café (eu gosto de molhar o pão com manteiga no copo de café com leite [...]), * Li um gibi do Hulk, * Recortei o gibi do Hulk, * Escutei uma bronca da minha mãe porque eu estraguei o gibi do Hulk [...] * Joguei um pouco de playstation e vim aqui escrever no meu diário. Daqui a pouco vai ser o almoço. E depois eu vou na médica [...].

Ilustrações: Kau Bispo

José Roberto Torero. O diário de Lelê. São Paulo: Moderna, 2009. p. 10-11.

41

Orientações Proposta de atividades Com um círculo de cartolina é possível fazer a base de um relógio da rotina, no qual o aluno represente suas atividades co‑ tidianas com desenhos, conforme a divisão de horários. Auxilie os alunos a perceber que esses são parâmetros para a análise de sua rotina e valorização da organização importante

para a convivência em sociedade. Após a produção, monte uma pequena exposição e solicite aos alunos que expliquem as dife‑ renças e semelhanças entre as rotinas. Espera­‑se que observem que temos necessidades específicas, mas, como vivemos em sociedade, vivenciamos algumas semelhanças, como o horário das refeições. Auxilie­‑os, se julgar necessário, a darem atenção a esses detalhes. 41


Orientações

Faz parte de minha rotina

Peça aos alunos que ob‑ servem as imagens e circulem, com um lápis colorido, aquelas que representam atividades coti‑ dianas deles, ou seja, que fazem todos os dias.

Ilustrações: Dam Ferreira

Tudo o que Lelê escreveu no diário dele aconteceu em uma manhã. Algumas atividades ele faz diariamente; outras, apenas de vez em quando, assim como todos nós. Observe como é um dia de João. 1

� João acorda todos os dias no

mesmo horário. 2

� Depois de acordar, vai ao

banheiro e escova os dentes. 3

� João adora ler gibis, mas ele

não faz isso todos os dias. 42

Orientações Proposta de atividades Peça aos alunos que, com base na história em quadrinhos sobre a rotina de João, elaborem uma história em quadrinhos de sua rotina. Para começar, eles podem anotar em uma folha as atividades realizadas ao longo do dia, durante uma semana.

42

É importante que registrem o horário em que acordam, quais atividades fazem após acordarem, o horário escolar e as ativi‑ dades realizadas antes e  depois da  escola. Esse contato com a organização cronológica das informações os ajudará a desen‑ volver as habilidades necessárias para montarem futuramente uma linha do tempo.


Ilustrações: Dam Ferreira

Orientações Proposta de atividades

4

Os alunos também podem elaborar uma história em quadrinhos sobre as atividades feitas nos fins de semana, quando não estão na escola. É importante observar o que os alunos registram como práticas rotineiras a fim de conhecer a vivência deles. Além disso, esta é uma oportunidade de verificar a existência de indicativos de trabalho infantil, agressões ou outros abusos.

� João toma todas as vacinas.

Para isso, ele vai ao posto de saúde, o que não acontece todos os dias. 5

� João sempre vai à escola. Ele

não gosta de faltar às aulas. 6

� Tomar banho e dormir

também são atividades que ele faz diariamente. Dormir, acordar, comer e escovar os dentes são algumas ações que praticamos todos os dias. Essas ações fazem parte de nossa rotina. 43

Com as informações organizadas, solicite que desenhem cada uma das atividades em um quadro, mostrando como é sua rotina desde o momento em que acordam até o momento em que vão dormir.

43


Orientações

O dia dos outros Muitas vezes praticamos atividades semelhantes às de outras pessoas, mas cada uma tem a própria rotina. A seguir, vamos conhecer a rotina de algumas pessoas. Mourão Panda/Fotoarena

� Todos os dias Pâmela deixa os

filhos na escola e depois pega um ônibus para ir trabalhar. Ela trabalha em uma agência bancária, no centro da cidade.

9 Belo Horizonte, Minas Gerais.

Palê Zuppani/Pulsar Imagens

Analise as imagens com os alunos, identificando e deta‑ lhando cada uma das atividades retratadas. Aproveite a opor‑ tunidade para explorar as dife‑ rentes rotinas e orientá­‑los a re‑ conhecer e descrever as práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comu‑ nidades. Explique­‑lhes que em cada um dos grupos de con‑ vívio desempenhamos papéis sociais distintos, por exemplo, filho em casa e aluno na escola. É importante que consigam compreender e descrever essas diferenças. Ao explorar os dife‑ rentes trabalhos realizados pelas pessoas das imagens, os alunos podem refletir sobre as rotinas de adultos e crianças, bem como diferenciá-las.

� Francisca trabalha todos os dias

no mercado, onde vende frutas de seu sítio. À noite ela estuda na faculdade para se tornar enfermeira. 9 Mercado Público Municipal de Parnaíba,

Rita Barreto

Piauí.

� Iara desempenha diferentes

papéis na aldeia Kuikuro, que incluem cuidar da plantação da comunidade, participar da educação das crianças e algumas atividades manuais, como tecer redes. 9 Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso. 44

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 , EF02HI06 e EF02HI10 Leia com os alunos

os textos que acompanham cada uma das imagens, inda‑ gando sobre os  papéis que cada uma das pessoas repre‑ senta em sua respectiva comunidade. Os textos possibilitam também explorar os  espaços de trabalho e  sociabilidade,

44

como feiras livres e praças públicas, que em geral são pontos de convergência de membros de uma comunidade. Explore ainda a organização temporal da vida cotidiana perguntando o que acontece antes e depois na vida de algumas das pes‑ soas retratadas.


Gerson Gerloff/Pulsar Imagens

Orientações

� Valdir trabalha no cultivo

da soja. Ele e os colegas usam veículos para colher e transportar a soja.

Margareth Leite

9 Coronel Bicaco, Rio Grande do Sul.

� A senhora Antônia se

Além das atividades desem‑ penhadas pelas pessoas retra‑ tadas, explore também a forma pela qual essas atividades estão organizadas ao longo do dia pe‑ dindo aos alunos que imaginem o que cada um desses perso‑ nagens faria em uma ou outra parte do dia. Depois proponha cruzar informações de dife‑ rentes pessoas perguntando, por exemplo, o que Francisca estaria fazendo enquanto a se‑ nhora Antônia pratica atividade física no parque da cidade.

aposentou após trabalhar 35 anos em uma fábrica de tecido. Hoje ela aproveita o tempo livre para cuidar da saúde praticando exercícios físicos no parque da cidade.

Cesar Diniz/Pulsar Imagens

9 Parque Ambiental Poti I, Teresina, Piauí.

� Jeferson e Anderson são atores.

Eles apresentam peças de teatro tanto na cidade quanto no campo.

9 São Luiz do Paraitinga, São Paulo.

As atividades que fazemos ao longo do dia podem ser parecidas com as de outras pessoas, mas praticadas em outros horários. Isso acontece porque a rotina de cada pessoa é diferente. 45

Orientações Proposta de atividades Baseando­‑se nos exemplos ao longo dessas páginas, peça a alguns alunos que apresentem a rotina de um adulto que vive com eles. Cuide para que sejam cotidianos diferentes entre si a fim de que compreendam a diversidade de rotinas em uma

mesma comunidade. Pergunte qual é a importância de  cada uma das atividades apresentadas e se elas são comuns no lugar em que vivem. É um modo de ampliar o entendimento dos con‑ teúdos produzidos em sala de  aula, aplicando­‑os aos lugares de convivência deles.

45


Orientações

Atividades

1. Esta atividade possibilita que os alunos desenvolvam as ideias de anterioridade e posterioridade. Além disso, a disposição das ilustrações em um quadro pode auxiliá­ ‑los na compreensão da di‑ visão do dia em períodos.

1 Para marcar os períodos, costumamos dividir o dia em manhã, tarde

e noite. Pense no dia de ontem e desenhe uma atividade que você fez no período da: Respostas pessoais. MANHÃ

2. Esta atividade propicia o tra‑ balho com a etimologia da palavra diário. É im‑ portante os alunos enten‑ derem claramente que esse tipo de documento registra os acontecimentos do co‑ tidiano, em geral organi‑ zados de forma cronológica. Para ampliar o conteúdo, eles também podem regis‑ trar os afazeres do dia a dia em um diário, o que con‑ tribui para o desenvolvimento da habilidade de escrita.

TARDE

NOITE

2 Volte ao diário de Lelê, na página 41, e complete:

a) Os diários têm esse nome porque eles são escritos: de vez em quando. X

uma vez por mês.

todos os dias.

b) Lelê estava escrevendo no período da: X

manhã.

tarde.

noite.

c) À tarde, depois do almoço, Lelê foi: à escola.

X

à médica.

ao clube.

46

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 Você pode ampliar a atividade 1 pedindo aos alunos

que se juntem em duplas e façam um ao outro perguntas como: Antes de eu fazer X, você faz o quê? E depois de eu fazer Y, você faz o  quê? Enquanto estou fazendo Z, você está fazendo o quê? Assim será possível ampliar as noções de antes, depois e durante. As atividades 2 e 3 possibilitam

46

verificar se essa habilidade está sendo consolidada. A ativi‑ dade 3 propõe que o aluno, durante a leitura do texto da pá‑ gina 41, localize as informações que deem indícios do mo‑ mento do dia em que o texto está sendo escrito.


Orientações 3 Como é possível saber em que período do dia Lelê escreveu? Lelê anotou seus afazeres e depois escreveu que logo chegaria o almoço – isso indica que ainda era manhã.

4 Observe um dia na vida de Laura. Numere as cenas na ordem dos

2

3

Ilustrações: Dam Ferreira

acontecimentos.

4. Para realizar essa atividade, os alunos deverão observar e organizar a rotina da perso‑ nagem. Desse modo, usarão noções de passagem do tempo, com destaque para a observação de relógios e da natureza (dia e noite). A se‑ quência mostrada como res‑ posta é uma sugestão. Se os alunos apresentarem res‑ postas diferentes, ao conferi­ ‑las, observe se conseguem estabelecer uma sequência de acontecimentos verossímil. Em caso positivo, essas res‑ postas também podem ser consideradas corretas.

Avaliação 5

4

1

6

Neste capitulo é importante os alunos perceberem que as pessoas podem fazer determi‑ nadas atividades diariamente, constituindo rotinas. Além disso, a rotina das pessoas pode ser semelhante ou diferente.

47

Orientações Proposta de atividades Com base no trecho de  O diário de  Lelê, proponha que os alunos elaborem um pequeno texto coletivo contando como pode ser a rotina da médica que o atendeu. Na lousa, faça um pequeno quadro dividido em três partes para registrar os acontecimentos da manhã, da tarde e da noite.

Peça aos alunos que digam o que a médica teria feito desde a manhã. É importante que a narrativa seja verossímil, ou seja, pareça verdadeira, não contrarie a lógica e Lelê seja atendido no período da tarde. Com base na narrativa criada pelos alunos, pergunte quais são os  papéis desempenhados pela médica e  qual é a  impor‑ tância de sua atividade para a comunidade em que ela vive. 47


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Espaços de sociabilidade. •• Diferentes pessoas

2

da comunidade.

•• Papéis sociais. •• Situações cotidianas. •• Profissionais que atuam na

Pessoas à minha volta

comunidade.

No caminho de Cristina

Desenvolvendo habilidades

1 Trace o caminho que Cristina deve percorrer para chegar até a escola.

EF02HI01 , EF02HI02 e EF02HI03

George Tutumi

Essas três habilidades se articulam no estudo da comunidade e de suas características, bem como no das noções do “eu” e do “outro” nas relações de interação entre as pessoas. É importante que se faça a associação dos exemplos apresentados ao longo das páginas com o que pode ser observado na realidade dos alunos.

2 Quais pessoas Cristina encontrou em seu caminho? 3 Quais dessas pessoas você imagina que ela encontra todos os dias? Resposta pessoal.

48

Olhar interdisciplinar Há a possibilidade de trabalhar alguns conceitos de Matemá‑ tica, conforme as  habilidades da  disciplina referidas na BNCC – por exemplo, EF02MA08 (Resolver e elaborar problemas en‑ volvendo dobro, metade, triplo e  terça parte, com o  suporte de  imagens ou material manipulável, utilizando estratégias

48

pessoais.) ou EF02MA12 (Identificar e registrar, em linguagem verbal ou não verbal, a localização e os deslocamentos de pes‑ soas e de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de referência, e indicar as mudanças de direção e de sentido.).


Orientações

Como vou à escola Os percursos dos alunos de casa à escola podem ser muito diferentes. Dependem da distância a ser percorrida e da localização da escola. Alguma das imagens a seguir mostra como você vai à escola? � Muitos alunos vão à escola

� Outros alunos utilizam um

barco em parte do percurso de casa até a escola.

9 Santaluz, Bahia, 2014.

Luis Salvatore/Pulsar Imagens

Sergio Pedreira/Pulsar Imagens

de transporte escolar, como ônibus e vans.

9 Tracuateua, Pará, 2012.

� Alguns vão à escola

� Há alunos que vão à escola

Delfim Martins/Pulsar Imaens

acompanhados dos pais, avós, tios ou vizinhos. Eles podem ir de carro ou a pé. Edu Lyra/Pulsar Imagns

de bicicleta, acompanhados dos demais colegas da escola.

9 Soure, Pará, 2012.

Indague aos alunos qual meio utilizam para vir à escola e registre as respostas na lousa. Em seguida monte com eles um gráfico, de preferência em formato de pizza. Após esse trabalho de re‑ gistro, pergunte se conhecem outros meios de vir à escola. Auxilie­‑os a perceber que o meio utilizado para chegar à escola está relacionado com a localização e distância da casa deles, além das vias disponíveis. Comente que existem outros fatores que influenciam no meio de locomoção, como o clima.

9 Garça, São Paulo, 2016. 49

Orientações Proposta de atividades Para auxiliar os alunos a identificarem as relações sociais que podem estabelecer no caminho da  escola para casa, solicite que desenhem esse trajeto. Oriente­‑os a  ilustrar o  maior nú‑ mero de pessoas que encontram (e as ações/atividades delas).

Em seguida, peça que registrem os diálogos que têm ou pode‑ riam ter com essas pessoas. Reserve um tempo para comparti‑ lhar os trabalhos a fim de que os alunos estabeleçam as dife‑ renças e semelhanças entre eles; se necessário faça perguntas para que consigam compará­‑los. O objetivo dessa atividade é trabalhar a percepção do aluno como ser social.

49


Orientações

Com quem convivo

Explore as imagens com os alunos, levando­‑os a rela‑ cionar o quê, em cada uma delas, refere­‑se ao convívio diário. Faça perguntas como: Quem são essas pessoas? O que estão fazendo? Qual das situa‑ ções apresentadas nas imagens você já vivenciou? Qual é a im‑ portância, para você, de cada uma dessas situações? É importante perceberem que as comunidades são redes in‑ terdependentes que, de alguma forma, atendem às necessidades de seus membros.

Margareth Leite

Você já percebeu que convive com diferentes pessoas diariamente? Todas as pessoas com quem convivemos são importantes. Com elas podemos conversar, aprender coisas novas, compartilhar aprendizagens e realizar diversas atividades. � Em casa convivemos com nossos pais, irmãos, avós e outras pessoas.

9 Almoço em família em Teresina, Piauí, 2017.

� Na escola, convivemos com os colegas de turma, professores e Fernando Favoretto/Criar Imagem

outros profissionais da educação.

9 Colegas de escola em São Paulo, São Paulo, 2013.

As pessoas com quem convivemos em nossa família ou na escola são diferentes entre si. 50

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 , EF02HI03 e EF02HI10 Quando o  con‑

50

teúdo aborda e explora os lugares de convivência dos alunos, estes podem compreender que existem diferentes espaços de sociabilidade e que as pessoas se aproximam por diversos motivos. No grupo de  convivência familiar, as  pessoas se aproximam pela natureza da família – que é unir pessoas com vínculo afetivo e/ou sanguíneo; já no grupo de convivência escolar, as  pessoas se aproximam, entre outras coisas, por estudarem juntas. Pergunte sobre outros possíveis grupos de

convivência dos alunos, como igrejas, clubes, parques, entre outros. Desse modo, eles poderão compreender que existem diferentes grupos de convívio além dos apresentados no livro. Aproveite para perguntar sobre os  vários profissionais que fazem parte desses grupos, como empregadas domésticas, professores, atendentes em clubes, donos e  empregados de lojas, pequenos comércios, padarias, entre outros, e qual é a importância desses profissionais para a comunidade.


Orientações

Profissionais que encontro

Assim como nas páginas anteriores, pergunte aos alunos se eles reconhecem os profissio‑ nais apresentados nesta página. Começando pelo espaço escolar, pergunte que outros profissio‑ nais há nos espaços de convi‑ vência deles. As respostas variarão de acordo com a realidade de cada comunidade, mas é essencial que essas questões sejam exploradas, uma vez que as respostas servirão de base para a consolidação de outras habilidades.

Wesylle Silveira/Studio Santana

Além das pessoas com quem convivemos em casa e na escola, outras nos ajudam nas atividades do dia a dia.

� Luana atende muitas

crianças em seu consultório odontológico.

Wesylle Silveira/Studio Santana

9 Itaporã, Mato Grosso do Sul, 2017.

� Ângela vende roupas e

acessórios da loja dela para Mônica, que sempre compra roupas para sua filha, Elisa.

Alexandre Tokitaka/Pulsar Imagens

9 Itaporã, Mato Grosso do Sul, 2017.

� Andreia prepara deliciosas

refeições para os alunos da escola.

9 São Paulo, São Paulo, 2017. 51

Orientações Proposta de atividades Oriente os alunos a ilustrar os profissionais dos diferentes es‑ paços de convivência dos quais fazem parte. O objetivo dessa

atividade é consolidar o trabalho de identificar e descrever prá‑ ticas que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

51


Orientações

Atividades

Aproveite as atividades para explicar aos alunos que os re‑ síduos, que compreendemos como lixo, não devem ser des‑ cartados sem o devido cuidado ou responsabilidade, mas, sim, selecionados e separados, pois a maioria deles tem um ciclo de vida útil que inclui diversas etapas de transformação. Quando essa separação e a devida coleta seletiva não ocorrem, torna­‑se inviável reciclar os materiais recolhidos pelo serviço de coleta de lixo. Já quando esse processo é feito, há grande economia, pois, de modo geral, tais materiais geram novamente matéria­ ‑prima, o que proporciona menos desperdício de água e energia, além de evitar a excessiva retirada de recursos da natureza. Outro importante bene‑ fício da coleta seletiva é mi‑ nimizar a poluição do solo, dos lençóis freáticos, das ruas e dos esgotos.

9 São Paulo, São Paulo, 2015. Luis Lima Jr/Fotoarena

9 São Paulo, São Paulo, 2016. B

9 Jacareí, São Paulo, 2016.

C

D

9 São Paulo, São Paulo, 2017.

a) Faça a correspondência correta entre as imagens e as frases.

Resposta

B

Profissional que zela pela segurança no trânsito.

1. c) Espera­‑se que o aluno tenha a percepção de que, entre as opções apresen‑ tadas, o trabalho dos co‑ letores de lixo é o que tem maior potencial de contribuir para a preservação ambiental.

C

Profissional que produz alimentos.

A

Profissional que trabalha na área de educação escolar.

D

Profissionais que cuidam da limpeza das ruas da cidade.

b) Por que você acha que a presença desses profissionais é importante? Converse com os colegas e registre sua opinião. c) Observando as imagens, qual dessas profissões você diria que pode contribuir para a melhoria e preservação do meio ambiente? Por quê? 52

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 , EF02HI03 , EF02HI10 e EF02HI11 As ativi‑

dades possibilitam verificar a consolidação de algumas habili‑ dades, como reconhecer diferentes espaços de sociabilidade e identificar e reconhecer práticas e papéis sociais. Destaque para os  alunos que eles participam de  diferentes grupos,

52

trabalhando a habilidade de  percepção de  pertencimento. A  atividade 1 possibilita ainda a  introdução da  habilidade de identificar no meio ambiente os impactos das diferentes atividades de uma comunidade.

Cesar Diniz/Pulsar Imagens

A

Paulo Whitaker/Reuters/Latinstock

Fernando Favoretto/Criar Imagem

1 Observe as imagens a seguir e faça o que se pede.


Orientações É importante que os alunos compreendam neste capítulo que as pessoas convivem em vários espaços de sociabilidade e que exercem diferentes papéis sociais nas comunidades das quais participam.

2 Escreva o nome de duas pessoas com quem você convive e explique

quem são:

Respostas pessoais.

a) na família;

4. Esta atividade visa propor‑ cionar interdisciplinaridade com Geografia, estimu‑ lando o aluno a desenvolver um olhar atento e percep‑ tivo para o entorno de sua residência e o trajeto até a escola.

b) na escola.

3 Assinale os profissionais com os quais você convive frequentemente. Resposta pessoal.

pediatra

professor

dentista

fonoaudiólogo

babá

motorista do transporte escolar lixeiro

padeiro

4 Circule o que você vê no trajeto de sua casa até a escola. Resposta pessoal.

pastelaria

orelhão

padaria

farmácia

plantação

açougue

mercado

lavanderia

vidraçaria

correio

quitanda

lanchonete

banca de jornal

laboratório

coreto

igreja

loja de roupas

sorveteria

rio

mecânica de carros 53

Olhar interdisciplinar Ao explorar os grupos de pertencimento dos alunos é pos‑ sível fazer uma atividade interdisciplinar com Matemática na qual eles identifiquem cada um de  seus grupos de  convívio como um conjunto. Assim, eles teriam, entre outros, o  con‑ junto da família e o conjunto da turma do 2o ano. A habilidade EF02MA03 preconiza a comparação de quantidades de objetos

de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois, entre outros), para indicar “tem mais”, “tem menos” ou “tem a mesma quantidade”. Aproveite a oportuni‑ dade para transpor para a realidade dos alunos conceitos que podem ser complicados para eles entenderem sem exemplos práticos.

53


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• A escola e o bairro. •• Noções de tempo: sequência

3

e simultaneidade.

•• Diferentes formas de registro.

Quando vou à escola

Orientações Um dos objetivos deste capítulo é compreender o papel da escola na vida dos alunos como agente de formação cultural e social. Auxilie­‑os a al‑ cançar essa percepção por meio de uma observação sistemática dos ambientes da escola.

Um passeio pelo bairro Que tal aproveitar o caminho de casa até a escola para conhecer um pouco mais o lugar onde você mora? 1 Observe todas as pessoas e os ambientes por onde você passa.

Erik Malagrino

Quais são as pessoas que você vê todos os dias? O que elas fazem?

2 Conte o que você observou aos colegas e ao professor. 54

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 , EF02HI03 e EF02HI06 Este capítulo pos‑

sibilita ao aluno desenvolver habilidades que envolvem o reconhecimento de espaços de  sociabilidade em seus lu‑ gares de convivência, os papéis sociais das pessoas presentes nesses espaços e as situações cotidianas que remetem à per‑ cepção de pertencimento.

54

É possível ainda dar continuidade ao desenvolvimento da ha‑ bilidade que trabalha a  identificação e  a  organização tem‑ poral dos fatos cotidianos utilizando as noções de sequência e simultaneidade.


Orientações

O que acontece no meu bairro

9 Centro da cidade de Carapicuíba, São Paulo.

Palê Zuppani/Pulsar Imagens

Mauricio Simonetti/Pulsar Imagens

Todos os dias diversas coisas acontecem no bairro onde você vive. Há pessoas que saem para passear, outras vão para o trabalho e muitas crianças frequentam a escola de manhã ou à tarde. Além das casas e escolas, há outros ambientes no bairro. Geralmente eles são criados para atender aos moradores em diferentes áreas. Observe as imagens: � Rua de comércio. � Serviços públicos.

Ao explorar as imagens, pergunte aos alunos se existem espaços similares na comunidade em que vivem. Pergunte também quais outros espaços existem pelo caminho que percorrem para chegar à escola, quais são as características desses espaços e as atividades realizadas neles. Assim, eles estarão identificando, em suas respectivas comuni‑ dades, diferentes espaços de so‑ ciabilidade e os papéis desempe‑ nhados pelas pessoas em cada um deles.

9 Bairro Trindade, Florianópolis, Santa Catarina.

Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

� Praça para o lazer.

9 Bairro Moinho de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Esses lugares são frequentados ao longo da semana, em diferentes períodos do dia. Portanto, diversas coisas acontecem no bairro enquanto você está na escola. 55

Orientações Proposta de atividades Depois que os alunos apresentarem oralmente as respostas das duas atividades, proponha que desenhem o  trajeto que fazem de casa à escola com as pessoas e pontos observados. Selecione desenhos de  alunos que morem em pontos dife‑ rentes da comunidade e organize uma roda de conversa para

que esclareçam o que quiseram representar. É provável que, ao elaborarem seus trabalhos, tenham representado diferentes pessoas, como vizinhos e profissionais que encontram regular‑ mente pelo caminho. Para trabalhar as noções de tempo asso‑ ciadas à vida cotidiana, pergunte o que duas pessoas estavam fazendo no mesmo momento. Você também pode fazer per‑ guntas sobre as atividades desenvolvidas por essas pessoas. 55


Orientações

Durante a semana

Peça aos alunos que com‑ parem a rotina deles com a de Joaquim. É possível montar um quadro comparativo como complemento do trabalho com esse tema. Em seguida, indague quais pontos seme‑ lhantes e diferentes encon‑ traram entre a rotina deles e a de Joaquim. Trabalhe as ideias de sucessão e simul‑ taneidade por meio de com‑ parações: Enquanto Joaquim vai à escola pela manhã, que atividade você está fazendo? E depois que ele sai da aula?

1

2

Todos os dias Joaquim pega o ônibus escolar no período da manhã para ir à escola. Lá ele faz uma série de atividades propostas pelo professor e retorna para casa no final da tarde. À noite, faz uma refeição bem saborosa, preparada pelos pais dele. Essas atividades também são feitas por você?

3

Atividades como as praticadas por Joaquim fazem parte do dia a dia e acontecem em sequência, uma depois da outra. 56

Desenvolvendo habilidades EF02HI02 , EF02HI06 e EF02HI10 Os cenários apresentados

neste conjunto de páginas possibilitam aos alunos operar com as noções de tempo atreladas à vida cotidiana e desenvolver as  habilidades associadas ao reconhecimento de  diferentes papéis desempenhados pelas pessoas. Para ampliar o trabalho com essas habilidades, selecione alguns dos personagens

56

representados no cenário da página 57 e peça que elaborem pequenas narrativas que especulem sobre a  rotina dessas pessoas. Assim, eles poderão empregar os  conceitos de  si‑ multaneidade, anterioridade e posterioridade enquanto com‑ preendem os diferentes papéis de cada pessoa.

Ilustrações: Erik Malagrino

Você faz algumas atividades antes de ir à escola, outras durante o período em que está nela e outras quando volta para casa. Vamos conhecer algumas atividades realizadas durante a semana por Joaquim?


Orientações

Enquanto estou na escola

Com os alunos, explore a imagem identificando os di‑ ferentes trabalhadores repre‑ sentados. Destaque os profis‑ sionais que trabalham dentro e fora da escola, iniciando pelo jardineiro, depois o professor de Educação Física e então o zelador, que está no portão. Explore a especificidade e a im‑ portância de cada um para o funcionamento da escola, além de apontar que eles exe‑ cutam suas atividades enquanto os alunos estão em sala de aula. Depois, evidencie na imagem os profissionais que estão repre‑ sentados fora da escola, como o pipoqueiro e o carteiro. Em seguida peça aos alunos que observem se é possível avistar, pela janela, trabalha‑ dores no entorno da escola; caso seja possível, solicite que os identifiquem.

George Tutumi

Enquanto estamos na escola muitas coisas acontecem, não é mesmo? Você já olhou pela janela da escola hoje? Através da janela podemos perceber que muitas coisas ocorrem ao mesmo tempo. Fora da escola as pessoas andam na calçada, os carros passam na rua e as pessoas trabalham. Podemos ver outras coisas acontecerem nas demais dependências da escola, como alunos e funcionários em diversas atividades.

Enquanto você está na escola, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo dentro e fora do ambiente escolar – são atividades simultâneas. 57

Orientações Proposta de atividades Organize os alunos em pequenos grupos e solicite que façam uma breve entrevista com os profissionais da escola ou mesmo com colegas de  outras turmas perguntando: Qual atividade você estava fazendo até o  momento da  entrevista? Colete

as respostas e  auxilie­‑os a  estabelecer as  relações de  simulta‑ neidade: “Enquanto estávamos tendo aula de História, a coor‑ denadora estava.../o zelador estava.../o 3o ano estava...”. Na sequência, monte com os  alunos um painel com as  relações identificadas.

57


Orientações 1. As respostas variarão de acordo com a realidade dos alunos. É provável que alunos que vivam em grandes centros urbanos estranhem o fato de as crianças estarem jogando futebol na rua, o que deve ser tratado com cuidado para que tal prática não seja incentivada ou con‑ denada. Lembre­‑os de que existem, em geral, espaços destinados à prática de es‑ portes, como praças e par‑ ques. Diante das respostas, indague como eles observam, no lugar em que vivem, o de‑ talhe mencionado. Essas questões possibilitarão ex‑ plorar a ideia de permanência e de mudanças.

A fotografia ao lado mostra uma partida de futebol de rua em 1976. Na imagem há diversas crianças ao mesmo tempo, mas nem todas estão agindo da mesma maneira. Observe a fotografia com atenção.

Messias A. Silva/Estadão conteúdo/AE

Direto da fonte

9 Crianças jogam futebol. São Paulo, São Paulo, 1976.

1 O que mais chamou sua atenção na imagem? Por quê? Resposta pessoal.

2 Descreva a imagem e destaque a atitude de cada criança. 3 Que diferenças você observa entre a época da fotografia e a

2. Há uma criança correndo com a bola enquanto é se‑ guida por outras, mais pró‑ ximas. Há também um me‑ nino como goleiro, em posição de expectativa, apa‑ rentemente aguardando um chute. Distante da bola, outra criança, com as mãos na cin‑ tura, apenas observa a cena.

época atual?

As roupas das crianças, o modelo do veículo estacionado e até mesmo o fato de as crianças praticarem futebol na rua podem ser considerados exemplos de diferença do passado em relação ao presente.

4 Ao observar a imagem, você imagina que essas crianças

jogavam futebol na rua com frequência? Por quê?

Resposta pessoal. Como o asfalto está pintado de modo a simular um campo de futebol, é provável que essas crianças jogassem futebol na rua com frequência.

58

Orientações Proposta de atividades O trabalho com fontes é sempre importante, já que se trata de um tema central na História. Aproveite a  oportunidade para ampliar o  trabalho com fontes visuais fazendo algumas perguntas para os alunos sobre o tipo de roupa das crianças (se é atual ou antiga), o carro esta‑ cionado e o calçamento da rua. 58

Por fim, pergunte onde, provavelmente, a fotografia foi ti‑ rada (uma cidade grande ou pequena) e por que eles chegaram a essa conclusão. Não basta apenas que eles reconheçam a  imagem como uma fonte histórica, mas também que sejam capazes de fazer sua leitura e tirar dela informações sobre o passado.


Orientações Um dos objetivos desta seção é fazer os alunos usarem a tecnologia como meio de aprendizagem. Leve­‑os a observar que, em outras épocas, essa atividade não seria possível, pois eles só estão utilizando esses meios para coletar material histórico porque a tecnologia está mais acessível, facilitando a realização de atividades cotidianas. Se possível, oriente os alunos a perguntar aos entrevistados, antes da coleta dos dados, se eles têm algum objeto ou recordação física do período escolar – fotografia, boletim, material escolar (caderno, estojo etc.). Esses objetos fornecerão informações complementares aos entrevistadores. Eles também podem fotografar esses objetos para enriquecer a entrevista. Para a conclusão da atividade é importante a análise do material. Solicite aos alunos que relatem as diferenças e semelhanças da escola e das formas de aprender observadas por meio das entrevistas. Essa análise pode ser oral ou registrada no caderno.

# Digital

As pessoas realizam atividades diferentes ao longo do dia. Enquanto você estuda, muitas outras pessoas estão trabalhando, fazendo compras, comendo. Que tal conhecer as atividades que são praticadas simultaneamente por você e um adulto que você conhece?

Desenhorama

As simultaneidades no cotidiano

1 Escolha um adulto de sua

família e peça para ele relatar como é um dia da vida dele: o que faz e em quais horários.

2 Prepare um gravador de áudio ou

utilize um telefone celular para gravar a entrevista.

3 Em um local com pouco barulho, inicie a gravação.

a) Primeiro, apresente-se (diga seu nome, sua idade, a data e o objetivo da atividade). b) Depois peça ao entrevistado que se apresente. Em seguida, ele pode começar a contar como é o dia dele, desde a hora em que se levanta até a hora em que vai dormir. c) Peça-lhe que explique detalhadamente o que ele faz no período em que você está na escola. Ao final, agradeça ao entrevistado e se despeça. 4 Utilize as informações obtidas na entrevista para comparar as

atividades da pessoa entrevistada com o que você faz no dia a dia. 59

Desenvolvendo habilidades EF02HI03 e EF02HI06 O trabalho nas duas seções apresentadas

pretende consolidar um conceito fundamental para a disci‑ plina – a simultaneidade –, que será cada vez mais utilizado. A atividade da seção Direto da Fonte aborda ainda uma situação que possibilita a percepção de mudanças e per‑ manências, além da compreensão da rua como espaço de sociabilidade. 59


Orientações

Atividades

A leitura do texto possibilita aos alunos observar a rotina e a simultaneidade das ações em um contexto específico: a comunidade indígena. Essa diversidade pode ser conhecida ou não dos alunos, dependendo de onde a escola está situada. É importante que eles tenham exemplos da pluralidade cultural de nosso país para conhecer e respeitar a diversidade. Extrapole a leitura e as atividades conversando com eles sobre os tipos de atividades realizadas na comunidade yanomami citada e sobre as semelhanças e diferenças entre ela e a comunidade familiar do aluno. Dessa forma, os alunos poderão identificar o que aprendem cotidianamente com seus familiares.

1 Leia o texto e responda às questões.

Como as crianças yanomami aprendem Nós yanomami ensinamos nossas crianças nas tarefas cotidianas. Assim, quando a mãe trança um cesto a filha observa e tenta fazer um cesto pequeno, ao mesmo tempo que brinca imitando a mãe ela aprende a trançar o cesto. Da mesma forma, quando o pai vai caçar perto da casa, leva seu filho junto para que ele conheça a floresta, as plantas, os animais. É comum que o pai faça um arco e flecha pequenos para que o filho aprenda a flechar pequenos animais, assim ele vai treinando para, quando crescer, virar um bom caçador. Sidiney Nanari Yanomami, Lourenço Yoina Yanomami, Alípio Warinawa, Ênio Mayanawa Yanomami, Magno Junior Iwari Yanomami. Jeitos de aprender. Instituto Socioambiental. Disponível em: <https://pibmirim.socioambiental.org/com-vivem/aprender>. Acesso em: maio 2017.

a) Qual é o assunto tratado no texto? A vida cotidiana das crianças indígenas yanomamis.

b) De acordo com o texto, o que é possível saber sobre o cotidiano de adultos e crianças yanomami? Os adultos ensinam as crianças nas tarefas cotidianas. As mães ensinam as filhas a trançar cestos e os pais ensinam os filhos a caçar.

c) Segundo o texto, que atividades realizadas por mães e filhas ocorrem de maneira simultânea? O ato de trançar o cesto: enquanto a mãe trança um cesto, a filha observa-a, imita-a e, brincando, tenta fazer um cesto pequeno.

60

Desenvolvendo habilidades EF02HI02 , EF02HI03 e EF02HI06 A atividade 1, além de apre-

sentar atividades da vida cotidiana para os  alunos, possibilita trabalhar a habilidade de reconhecimento dos diferentes papéis sociais. O fato de trabalharmos uma parte da cultura indígena é importante para que os alunos tenham contato

60

com manifestações culturais da identidade brasileira. Nas atividades 2 e 3 você poderá verificar a consolidação da habilidade de identificar e organizar fatos temporalmente.


Orientações 2. As respostas são variáveis, pois referem-se às atividades de cada um. Observe se as respostas são coerentes e se eles adquiriram a noção de tempo solicitada.

2 Em seu dia a dia você pratica várias atividades sequenciais.

Complete o quadro com algumas dessas atividades, na ordem em que você as realiza. Resposta pessoal. 1. Acordar.

2.

3.

4. Ir para a escola.

5. Voltar da escola.

6.

7.

8. Dormir.

3. Faça a análise das imagens com os alunos. As noções de tempo costumam ser bas‑ tante complexas nessa faixa etária. Usamos exemplos de cenas cotidianas porque dão subsídio para sedimentar os conceitos de simultanei‑ dade e sucessão de eventos. É importante destacar que, na primeira tirinha, a ativi‑ dade de escovar os dentes é feita em etapas, enquanto, na segunda, as atividades dos personagens são feitas simultaneamente.

3 Observe as imagens e escreva a letra A nas ações simultâneas, e B B

A

B

A

B

Ilustrações: Erik Malagrino

nas ações sequenciais.

Avaliação Neste capítulo, espera-se que os alunos tenham compreen‑ dido as noções temporais de sequência e simultaneidade. A organização do tempo e sua vivência são estreitamente ligadas à vida diária. Portanto, se julgar necessário, utilize mais exemplos do cotidiano dos alunos para consolidar essa aprendizagem.

A

61

Orientações Proposta de atividades Você pode propor uma atividade que trabalhe autoconheci‑ mento por meio do reconhecimento de sentimentos e da em‑ patia. Em uma roda de conversa, peça aos alunos que tentem se recordar do tipo de sentimento que experimentaram em seu primeiro dia na escola. É importante que, independentemente dos sentimentos elencados pelos alunos, todos possam com‑ preender que receios e  medos são normais e  compreensíveis

diante do novo, por exemplo. Você também pode relatar sua experiência no primeiro dia de aula, se teve medo, ansiedade ou se foi um momento tranquilo. Ao falar de si, gerará aproxi‑ mação e empatia. Proponha em seguida que escrevam um pequeno relato no qual contem como foi a  primeira experiência deles na  es‑ cola. Peça que utilizem as noções de tempo abordadas neste capítulo. 61


Orientações Pergunte aos alunos se onde moram é possível brincar na rua. Essa seção pode ser utilizada para comparar o presente e o passado. No passado, a rua era compreendida como um espaço comunitário em que aconteciam conversas, brincadeiras, festas, jogos e outras formas de diversão. Além disso, dependendo de onde a comunidade do aluno está localizada – como bairros residenciais, cidades pequenas e espaços rurais –, ainda há a possibilidade de brincar na rua. Converse com eles sobre a realidade local e como imaginam que é a realidade de outros lugares.

Hora da leitura

Brincar na rua Tarde? O dia dura menos que um dia. O corpo ainda não parou de brincar E já estão chamando da janela: É tarde.

Kau Bispo

O dia é cheio de momentos diferentes. Há hora de ir à escola, hora de se alimentar e hora de brincar. Brincar é tão bom que a gente até perde a hora... E nos chamam para entrar em casa, porque já é tarde.

Ouço sempre este som: é tarde, tarde. A noite chega de manhã? Só existe a noite e seu sereno?

Resposta 3. O objetivo destas perguntas é levar o aluno a perceber dois pontos: ele pode continuar brincando, ainda que não esteja na rua, no playground ou na casa de amigos; ao mesmo tempo, deve refletir sobre as atividades que costuma realizar, por exemplo, tomar banho, fazer lição de casa, passar tempo em família. A intenção é mostrar que ele tem uma rotina.

O mundo não é mais, depois das cinco? É tarde. A sombra me proíbe. Amanhã, mesma coisa. Sempre tarde antes de ser tarde.

Carlos Drummond de Andrade. Vou crescer assim mesmo: poemas sobre a infância. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. p. 12-14.

1 Considerando que o personagem do texto não está com relógio,

como ele pode perceber que já é tarde? Explique.

O personagem pode perceber que está escurecendo e pelo fato de alguém já tê-lo chamado.

2 Você tem hora de brincar? Resposta pessoal.

3 Depois que entra em casa, você continua a brincar ou precisa fazer

outras atividades? Quais são essas atividades? Resposta pessoal.

62

Desenvolvendo habilidades EF02HI02 , EF02HI03 e EF02HI06 O texto “Brincar na rua” traz

a temática dos diferentes espaços de sociabilidade, a orga‑ nização temporal dos fatos do dia a dia e uma situação co‑ tidiana que remete à percepção de  mudança. Já na seção

62

História em ação é mostrada para o aluno a rotina de um professor. Por meio dessa seção, você pode trabalhar a orga‑ nização temporal de fatos cotidianos.


Orientações

HISTÓRIA

Esta seção aborda a medição e a organização do tempo e a rotina de um profissional próximo dos alunos (o pro‑ fessor). Se considerar ade‑ quado, conte­‑lhes parte de sua rotina e compare­‑a com a do professor Paulo identificando as semelhanças, as diferenças e a gestão de tempo feita por você e por ele.

EM AÇÃO

O cotidiano do professor Paulo

Ilustrações: Desenhorama

Você viu nesta unidade que as pessoas realizam diferentes atividades. Você estudou sua rotina, a rotina dos outros e viu como as coisas podem mudar ou permanecer iguais no ambiente escolar. Mas você imagina como pode ser a rotina de um professor? O professor Paulo tem uma rotina bem intensa! Vamos conhecer um pouquinho dela?

9 Para chegar à escola, Paulo precisa pegar o ônibus às 6 horas da manhã. Ele, o motorista e a cobradora do ônibus já são até colegas, de tanto tempo que viajam juntos.

9 Quando Paulo chega em casa, divide as tarefas domésticas com sua esposa, leva os cachorros para passear e faz as leituras necessárias para as aulas do dia seguinte.

9 Durante o dia, Paulo dá aula em duas escolas diferentes, de manhã e à tarde. Na parte da manhã, ele trabalha com uma turma do 2o ano. À tarde, leciona História para várias turmas.

9 Depois de organizar todas as tarefas que terá de realizar no dia seguinte, Paulo vai descansar; afinal, ele deve chegar à sala de aula antes dos alunos. Como é corrida a semana do professor!

Todas as pessoas têm uma rotina. O estudo das rotinas em diferentes épocas e lugares também faz parte da História. 63

Orientações Proposta de atividades Peça aos alunos que escrevam um pequeno texto sobre como é brincar atualmente. Use o texto de Drummond como modelo,

pedindo que expliquem como brincam, onde brincam e em que momento precisam parar de brincar.

63


Orientações

Revendo o que aprendi

Além de retomar alguns temas estudados na unidade, estas atividades podem ser utili‑ zadas como avaliação.

1

2

3

4

5

6

a) Escreva o que Ana fez em cada período do dia. Manhã: Ana acordou cedo e tomou café da manhã.

Tarde: Ana almoçou com sua família e foi para a escola.

Noite: Ana escovou os dentes e foi dormir.

b) Que atividades rotineiras Ana pode ter feito e não foram mostradas nos desenhos? Resposta pessoal.

64

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 e EF02HI06 Uma boa alternativa para desenvolver

habilidades é complementar as atividades com perguntas como: •• Que outros espaços de  convivência os  alunos podem frequentar?

64

•• O que Ana, da atividade 1, faz antes de escovar os dentes? E depois? •• Enquanto os alunos da atividade 3 estão jogando bola, o que será que o zelador da escola está fazendo?

Ilustrações: Avelino Guedes

1 Observe estas imagens de um dia na vida de Ana.

1. b) Permita que os alunos se expressem livremente. É ne‑ cessário apenas observar a verossimilhança nas suges‑ tões deles.


Orientações 3. Oriente os alunos a fazer a análise da imagem.

2 Complete o diagrama de palavras de acordo com os itens a seguir. 1 Atividade que

acontece ao mesmo tempo que outra.

2 Atividade que

ocorre logo após a outra.

Faça as seguintes perguntas: Qual é o ambiente retratado na imagem? Quais são as ati‑ vidades realizadas? Quais são as diferenças entre as ativi‑ dades feitas pelas crianças na imagem?

2

1

S

I

M

S

3

E

R

Q

O

U

3 Nome dado ao

conjunto de atividades que fazemos todos os dias.

L

T

E

I

N

N

C

A

Â

N

E

A

É fundamental ficar claro para os alunos que a ­ilustração apresenta cenas com atividades distintas em uma escola. A primeira cena ocorre durante uma expla‑ nação em uma sala de aula, na qual os alunos estão sen‑ tados enquanto a professora está à frente deles. A se‑ gunda cena ocorre em uma quadra de futebol, onde crianças praticam esporte su‑ pervisionadas pelo professor.

I A L

George Tutumi

3 Observe a imagem e marque as respostas corretas.

a) Que lugar está representado? Um parque.

X

Uma escola.

b) As atividades mostradas estão acontecendo: X

ao mesmo tempo.

em tempos diferentes. 65

Orientações Proposta de atividades Você pode pedir aos alunos que façam um diário de  Ana, personagem da  atividade 1, parecido com o  diário de  Lelê, apresentado no início da unidade, na página 41. Para o diário

de Ana, eles deverão: indicar diferentes espaços de convivência; contar um fato que aconteceu simultaneamente a  uma ativi‑ dade que Ana estava realizando; falar sobre os diferentes pro‑ fissionais que Ana encontrou ao longo do dia.

65


Orientações Esta seção retoma os con‑ teúdos trabalhados ao longo da unidade. Aproveite a oportu‑ nidade para identificar e es‑ clarecer possíveis dúvidas dos alunos. Você pode orientá-los a fazer uma leitura dirigida, quadro a quadro, para que identifiquem em imagem e texto o que foi abordado nos capítulos.

Nesta unidade vimos Dam Ferreira

99

� Algumas atividades são

Dam Ferreira

realizadas com frequência menor do que outras.

� As atividades que são feitas

Erik Malagrino

todos os dias fazem parte de nossa rotina. As pessoas podem ter rotinas diferentes.

� Muitas coisas acontecem ao

mesmo tempo.

Para finalizar, responda: O que é rotina? 9 O que você descobriu sobre os afazeres diários das pessoas? 9

66

66

Avaliação de aprendizagem

Respostas

Caso seja necessário, retome os tópicos elencados nesta seção para auxiliar os alunos na elaboração das respostas. Na abertura desta unidade, eles responderam a  perguntas introdutórias. Sugerimos que trabalhe as  questões do  final desta página e depois compare as respostas com aquelas ob‑ tidas no início. Essa comparação possibilitará aos alunos per‑ ceber os avanços da própria aprendizagem.

99Espera­‑se

que os alunos tenham compreendido que rotina é um conjunto de  atividades feitas habitualmente durante determinado tempo, como um dia ou uma semana. 99Resposta pessoal. É importante a compreensão de que as pessoas desempenham diferentes papéis sociais nos vários espaços que frequentam.


Orientações Serafina sem rotina

Para ir mais longe

Esse livro pode servir de base para uma atividade que será útil ao longo de todo o ano, mostrando como é possível os alunos produzirem dife‑ rentes formas de registros sobre História. Incentive­‑os a manter um caderno de anotações pessoais, em que possam, assim como a personagem do livro, registrar acontecimentos cotidianos, brin‑ cadeiras, músicas e tudo mais que considerarem interessante. Sempre que possível, peça que retomem as anotações e comparem­‑nas com as ano‑ tações dos colegas sobre um mesmo evento, por exemplo, um fim de semana específico, férias, visita a um amigo ou parente etc.

Livros Filme Editora Salamandra

9 O diário do Lelê, de José Roberto

Porto. São Paulo: Ática, 1999. Serafina, uma menina bastante espontânea e criativa, tem um caderno de anotações pessoais, no qual registra histórias, brincadeiras, poesia, música e muitas outras sugestões alegres e descontraídas. Sua intenção é partilhar boas experiências evitando, assim, a monotonia.

Editora Girassol

9 Turma da Mônica – Brincando com as sílabas: profissão, de Mauricio de Sousa. São Paulo: Girassol, 2010. A proposta do livro é auxiliar na alfabetização, ampliar o vocabulário e ensinar várias curiosidades sobre muitas profissões.

Editora Ática

9 Serafina sem rotina, de Cristina

Imovision

Torero. São Paulo: Salamandra, 2009. Lelê é um menino muito esperto, que gosta de registrar os acontecimentos de seu dia a dia em um diário. Repletas de emoção e aventuras, suas anotações são histórias do cotidiano que lembram situações que todos nós conhecemos ou mesmo já vivenciamos.

9 O pequeno Nicolau.

Direção: Jean-Jacques Sempé. França: Fidélité Productions, 2009, 91 min. O filme conta a história de Nicolau, um garoto francês, e suas experiências com os amigos de escola. Juntos eles fazem alguns planos ao saber que Nicolau terá um irmão. Boa parte da história se passa em uma escola do passado.

Site 9 Museu da Pessoa: <www.museudapessoa.net>. O Museu da Pessoa é um espaço virtual em que as pessoas podem contar a história delas. Lá você pode conhecer um pouco da vida das pessoas no passado e, quem sabe, até contar um pouco de sua história.

67

67


Objetivos da unidade

UN

IDADE

3

•• Desenvolver noções de pas‑

sagem do tempo. •• Relacionar rotina e passagem do tempo. •• Desenvolver noções de orga‑ nização pessoal no cotidiano. •• Identificar a passagem de tempo na vida das pessoas e na natureza. •• Identificar diferentes ma‑ neiras de registrar a pas‑ sagem do tempo. •• Inserir noções de medidas de tempo padronizadas, como relógios e calendários. •• Identificar a passagem do tempo por meio da obser‑ vação de mudanças em ob‑ jetos e situações do passado. •• Iniciar o processo de cons‑ trução da noção de tempo histórico. •• Desenvolver noções his‑ tóricas de mudanças e permanências. •• Conhecer diferentes profis‑ sões que fizeram parte do passado, as transformações no modo de trabalho ao longo do tempo e as novas profissões. •• Identificar fontes que nos auxiliam a contar a história de um lugar.

A passagem do tempo

68

Orientações Auxilie os alunos na leitura detalhada da imagem para que identifiquem as fases da vida representadas nas ilustrações. Per‑ gunte quem é a pessoa representada em cada imagem. Caso eles respondam que cada imagem apresenta uma pessoa diferente, pergunte se essas imagens poderiam repre‑ sentar uma mesma pessoa. Isso os levará a observar as imagens com outro foco. 68

Utilize as noções de tempo já abordadas nas unidades an‑ teriores para iniciar o tema desta unidade. Escolha uma das fases da vida da personagem e pergunte, por exemplo, o que aconteceu antes e depois. Eles podem usar as informações da imagem anterior e posterior para responder. Esse conjunto de imagens pode ser retomado no decorrer da unidade como exemplo de percepção da passagem do tempo na vida das pessoas.


Orientações Respostas

Quem você acha que é a pessoa na imagem? 9 Você consegue criar uma história para essa pessoa? Converse com os colegas e, juntos, deem um nome à personagem e contem a história de vida dela do jeito que vocês imaginam. 9

Simone Matias

99Resposta pessoal. A imagem representa uma mesma pessoa em diferentes fases da vida. 99Reúna os alunos em pe‑ quenos grupos para que façam a segunda atividade. Observe as respostas obtidas. Elas poderão dar indícios im‑ portantes de quais ­conteúdos deverão ser destacados ao longo do estudo desta unidade. Não faça correção nesse momento. Permita que eles se manifestem de forma livre e, em ocasião oportuna, ao trabalhar as diferentes fases de vida, retome as ilus‑ trações de abertura ressal‑ tando como elas representam épocas diferentes de uma vida. O mais importante nesta etapa é que os alunos elaborem uma narrativa em sequência cronológica, seja em forma de texto, seja de imagem. Solicite que registrem as res‑ postas das questões no caderno, pois este assunto será retomado no final da unidade.

69

69


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Percepção da passagem do

1

tempo pela observação da natureza. •• Anterioridade, simultaneidade e posterioridade. •• Divisão dos períodos do dia.

Orientações

O tempo

A rotina e o tempo

Estas atividades retomam noções de tempo já abordadas. Usando as referências indicadas (meio-dia, tarde, noite), oriente a execução delas perguntando, por exemplo: O que aconteceu antes no dia de Luane? O que aconteceu depois?

Erik Malagrino

Vamos conhecer a rotina de Luane?

1. Você pode pedir que posicionem as ilustrações na ordem antes de colá‑las. Observe a sequência cronológica sugerida por eles e destaque aspectos relacionados à rotina e à identificação da passagem do tempo. Depois de eles apresentarem uma sequência lógica e coerente para a ordenação das imagens, solicite que as colem. 2. A atividade pode ser iniciada com antecedência. Peça aos alunos que anotem tudo o que fizerem no decorrer de um dia e tragam a anotação para a sala de aula na data combinada.

1 Recorte as ilustrações da página 131 e cole-as acima, na sequência

correta dos acontecimentos.

2 Compare as atividades diárias de Luane com as suas e responda:

a) O que Luane faz antes do almoço? E você? b) O que ela faz depois do almoço? E você? 70

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 O trabalho com esse conteúdo possibilitará que os

alunos identifiquem cronologicamente as atividades de seu dia a dia, além de comparar suas rotinas com as de outras pessoas.

70


Orientações

O tempo passa

Solicite aos alunos exemplos de como notam a passagem do tempo. Para estimular a ca‑ pacidade de observação deles, peça que escrevam um pequeno relatório dos instrumentos (relógio, calendário, entre ou‑ tros) usados e das observações (período do dia, temperatura) feitas para medir a passagem do tempo em um dia, por exemplo.

Ilustrações: Dam Ferreira

É possível perceber a passagem do tempo? Pense na resposta enquanto observa a história em quadrinhos a seguir.

Nós crescemos e envelhecemos. As árvores crescem e dão frutos. Até mesmo nossos animais de estimação, que um dia foram filhotes, crescem. Esses são alguns sinais de que o tempo passa. Observar as mudanças que acontecem à nossa volta é uma das formas de percebermos a passagem do tempo. 71

71


Orientações

O que vem antes? E depois?

Converse com os alunos sobre a rotina e a passagem do tempo na vida de crianças como a representada nas imagens. Aproveite o momento e aborde, com base no que é retratado nas imagens, o papel da mulher na vida familiar e na sociedade. Pergunte se, na casa deles, a rotina é semelhante. Deixe que deem exemplos. Você pode propor atividades em que eles usem expressões in‑ dicativas da passagem do tempo e, com isso, organizem mental‑ mente algumas ideias. Tra‑ balhar situações relacionadas a “antes”, “agora” e “depois” possibilita avançar para ideias mais amplas, como “ontem”, “hoje” e “amanhã”, até que sejam consolidadas as noções de “passado”, “presente” e “futuro”.

Ilustrações: George Tutumi

Você não precisa se tornar adulto, ver uma árvore dar frutos ou esperar seu cachorro ficar grande para perceber que o tempo passou. É possível observar a passagem do tempo de outras maneiras. Observe um dia na vida de Natália.

72

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 O conteúdo trabalhado nesta dupla de páginas re‑

toma as habilidades desenvolvidas ao longo da unidade an‑ terior para ampliar o conhecimento adquirido. Use exemplos da vida dos alunos para que percebam como esse conheci‑ mento pode ser aplicado na realidade deles.

72


Orientações

Ilustrações: George Tutumi

Proposta de atividades

De manhã, após o café, Natália ajudou sua mãe a arrumar a cama e depois foi brincar com sua amiga Nina. Depois do almoço, Natália foi à escola. Durante a aula de Arte, ela aprendeu a fazer pintura com tinta. Ao voltar da escola, foi jantar com a mãe na casa da tia Rosana. À noite, antes de dormir, escreveu tudo o que aconteceu naquele dia em seu diário.

1. Projete ou mostre figuras com imagens cotidianas, por exemplo, criança que caiu de bicicleta, brincadeira em piscina, alguém cozinhando. Solicite aos alunos que re‑ latem o que pode ter ha‑ vido antes, durante e depois. Essa atividade pode ser feita oralmente e de forma lúdica: a cada imagem, peça a um aluno que faça seu relato à turma. 2. É interessante que você faça perguntas tendo como parâ‑ metro o período do dia em que se encontram: O que estão fazendo agora? (As‑ sistindo à aula de História). O que estavam fazendo uma hora ou meia hora atrás? (Devem descrever a atividade anterior). O que farão daqui a uma hora ou meia hora? (Devem descrever a atividade que está agendada). Au‑ xilie os alunos a observar que as atividades provavelmente são as mesmas, pois eles fazem parte do mesmo grupo social e realizam atividades semelhantes.

“Após”, “durante”, “depois” e “antes” são palavras que indicam a passagem do tempo. 73

73


Orientações

Atividades

1. Oriente o aluno a elencar o que ele geralmente faz nesses períodos. Desenhe na lousa uma linha demarcada com desenhos simples das atividades que pontuam o dia do aluno: amanhecer (sol), al‑ moço (refeição), jantar (outra refeição) e dormir (cama). Peça que descrevam as ati‑ vidades que realizam nesses intervalos.

1 Preencha o quadro com informações sobre o que você faz. Respostas pessoais.

Antes do almoço

2. Esta atividade possibilita que seja trabalhada a habili‑ dade EF02HI06 . Ao organizar as imagens em ordem cro‑ nológica, o aluno desenvolve a capacidade de organizar as informações de acordo com noções de anterioridade e posterioridade. Podem ser usados outros exemplos de si‑ tuações cotidianas, como um pão sendo fatiado.

Depois do almoço e antes do jantar

Depois do jantar e antes de dormir

2 Numere as imagens na ordem em que você acha que as ações

74

74

1

4

3

2

Fotos: Fernando Favoretto

aconteceram.


Orientações 4. O desenho deve evidenciar a ideia de sucessão de acontecimentos. Auxilie os alunos pedindo que descrevam a cena e depois elaborem a sequência. Não há resposta única ou exata.

3 As palavras agora, antes e depois indicam passagem de tempo.

Agora é o momento que estamos vivendo. Antes é o tempo que já passou e depois é o tempo que ainda está para chegar. Leia as frases a seguir e marque o momento correto com X. a) O momento em que você está fazendo esta atividade. X

agora

antes

5. Pergunte aos alunos que atividades eles fazem na escola e anote as respostas na lousa. Em seguida, peça que escolham três das atividades anotadas e coloquem­‑nas na ordem em que ocorrem na escola. Concluída essa etapa, solicite que façam o desenho em forma de tirinha.

depois

b) O dia de seu aniversário neste ano. Resposta pessoal. agora

antes

depois

c) Quando você aprendeu a andar. agora

X

antes

depois

d) O Natal deste ano. agora

antes

X

depois

Erik Malagrino

4 Observe a cena e desenhe o que você imagina que aconteceu depois.

Resposta pessoal.

5 No caderno elabore uma história em quadrinhos mostrando o que

você faz na escola do momento em que você chega até ir embora. Resposta pessoal.

75

Avaliação Trabalhar sequências temporais com base nas vivências diá‑ rias dos alunos permite aprimorar noções da passagem do tempo. As propostas de atividades desta seção possibilitam ao aluno observar situações de organização do tempo e percepção de ordenação, temas abordados neste capítulo.

75


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• O tempo da natureza. •• Observação da passagem

2

do tempo. •• Organização do tempo. •• Uso de marcadores de tempo (relógio, calendário). •• Montagem de linha do tempo.

Tempo para cada atividade

O tempo da natureza

Orientações

1 Observe a imagem e faça o que se pede. Erik Malagrino

Respostas 1. a) A atividade foi elabo‑ rada para explorar o conhe‑ cimento prévio dos alunos sobre o tema, não havendo necessariamente uma res‑ posta correta; no entanto, espera­‑se que os alunos co‑ piem a imagem anterior, no espaço reservado, subs‑ tituindo a Lua pelo Sol ou colocando o Sol em algum outro espaço da reprodução, criando uma imagem diurna.

a) No quadro abaixo, desenhe a paisagem da imagem acima durante o dia. Resposta pessoal.

b) Espera­‑se que os alunos notem que as duas imagens são da mesma paisagem, já que ele desenhou a se‑ gunda imitando a primeira. Contudo, na segunda, ele deve destacar a incidência da luz solar. Na primeira imagem, está escuro, com a Lua e as estrelas visíveis. Um dos objetivos desta ati‑ vidade é mostrar aos alunos as primeiras formas de per‑ cepção humana da passagem do tempo.

b) Quais são as semelhanças e as diferenças entre as duas imagens? 76

Desenvolvendo habilidades EF02HI07 Nestas páginas começamos a apresentar de  forma

mais sistematizada os marcadores de  tempo presentes na comunidade em que vivem os  alunos. Independentemente da realidade deles, seja rural, seja urbana, deve ficar claro que os marcadores de tempo do presente, como os calendários

76

e relógios, foram feitos para medir a  passagem do  tempo da  natureza. Para os  alunos que vivem em comunidades rurais, compreender esse fenômeno pode ser mais simples, uma vez que o ritmo de trabalho e produção nesses locais muitas vezes está muito associado aos ciclos naturais.


Olhar interdisciplinar

Observar a natureza

Observar a passagem do tempo da natureza possi‑ bilitará o trabalho com outras disciplinas, como Geografia – habilidade EF02GE06 : Rela‑ cionar o dia e a noite a dife‑ rentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, de sono etc.). Articulando essas diferentes dimensões da obser‑ vação do tempo e dos ritmos da natureza, você propiciará aos alunos melhor ampliação e sistematização do conheci‑ mento adquirido. MightyRabittCrew/Shutterstock.com

Observar o Sol sumir do horizonte e perceber a escuridão do céu, a Lua e as estrelas foi uma das primeiras formas de as pessoas notarem a passagem do tempo no passado. Assim, essa primeira divisão do tempo compreendia o dia, período em que há luz natural do Sol, e a noite, quando ele se põe. Os seres humanos do passado perceberam também que a cada sete noites o formato da Lua mudava. Esse período passou a ser chamado semana, que também quer dizer “sete manhãs”. Fase da Lua é o aspecto ou aparência que a Lua tem quando a olhamos daqui da Terra. Ela pode ter quatro fases: cheia, minguante, nova e crescente. O período que completa o ciclo com essas fases da Lua é chamado de mês.

9 Lua nova: a Lua

9 Quarto crescente:

não é vista no céu.

a parte que vemos crescer gradativamente.

9 Lua cheia: está toda visível.

9 Quarto minguante: a parte que vemos diminuir gradativamente.

Ilustrações: Erik Malagrino

Observando a natureza, as pessoas perceberam outras mudanças: algumas épocas eram mais quentes, outras mais frias; em um período havia muitas plantas, em outro, a quantidade de alimentos era menor. E isso se repetia ao longo do tempo. Assim, os seres humanos identificaram períodos maiores, como o ano.

77

Orientações Proposta de atividades Caso seja possível, elabore um cartaz, para ser mantido em sala de aula, em que os alunos anotem as “modificações” ob‑ serváveis da Lua ao longo do mês. Se possível, inicie essa ativi‑ dade uma ou duas semanas antes de entrar no estudo do tema, para que, no momento em que estiverem neste ponto do livro, parte da observação já tenha sido feita.

Você pode pedir aos alunos que olhem para a Lua todas as noites e a desenhem no caderno. Então reproduza um desses desenhos no início de  cada aula. Conte­‑lhes que grandes es‑ tudiosos do passado usaram esse método de desenhos diários para descobrir uma série de  fenômenos a  respeito de  astros e  estrelas. Um exemplo foi Galileu Galilei (1564­‑1642), astrô‑ nomo e matemático. Ao longo de quatro semanas, a turma poderá observar em conjunto as fases da Lua. 77


Orientações

É possível medir o tempo?

Oriente os alunos a observar a organização do calendário desta página. Peça que iden‑ tifiquem os dias da semana, o nome e a ordem dos meses do ano. Faça algumas per‑ guntas que incentivem a análise deles, como: Quais são os dias da semana? Quantas semanas há no mês? Todos os meses têm a mesma quantidade de dias? Qual é o mês mais curto do ano? Dessa forma, eles poderão compreender a semana como um conjunto de dias, o mês como um conjunto de dias e semanas e o ano como um conjunto de meses. Além disso, perceberão que nem todos os meses têm a mesma quantidade de dias.

Vanessa Alexandre

Não podemos ver nem tocar o tempo. Mas, ao observar a natureza, os seres humanos perceberam que é possível medir a passagem do tempo. Diversos povos criaram formas de medir o tempo. Uma delas é a organização do tempo em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos.

Os calendários mostram os dias, as semanas e os meses do ano. Existem os dias do mês e os dias da semana. Os dias do mês são contados em números; os dias da semana têm nomes. Os nomes dos dias da semana são identificados no calendário por suas letras iniciais.

D – domingo S – segunda-feira T – terça-feira Q – quarta-feira Q – quinta-feira S – sexta-feira S – sábado

78

Desenvolvendo habilidades EF02HI07 Ampliando o trabalho feito nas páginas anteriores,

o conteúdo destas páginas mostra o  calendário como um marcador do  tempo conhecido dos alunos. A  proposta de trabalhar o calendário, apresentando meses, semanas e dias, deve­‑se à relação deste conteúdo com os  fenômenos

78

mais facilmente observados na natureza. Você pode utilizar o cartaz proposto na atividade anterior sobre a observação diária da Lua. Assim eles poderão associar as fases da Lua ao período de sete dias, o que deu origem à semana.


Orientações

Organizando as atividades A marcação do tempo está presente na organização de nossas rotinas e atividades diárias. Observe alguns exemplos: � Edu marca

� Para Lia, o

calendário deveria marcar somente os dias de ir à escola.

� Raoni adora frutas,

por isso inventou um calendário em que trocou o nome dos meses pelo nome da fruta. Assim, o mês de setembro virou o mês do caju! Ilustrações: George Tutumi

o tempo observando as necessidades de seu cachorro, Duque.

Edu, Lia e Raoni são amigos. Veja a seguir o calendário que eles usaram na escola. Vanessa Alexandre

Edu circulou de verde os dias em que Duque deverá tomar banho e ir ao veterinário no mês de setembro. Lia circulou de roxo a semana em que ocorrerá a Feira de Ciências da escola. E Raoni circulou o nome do mês em que o cajueiro dá frutos.

Oriente os alunos a perceber que o tempo pode ser medido de modos diferentes, de acordo com os padrões estabelecidos pelas diversas sociedades, e não apenas pelos instrumentos que conhecemos, criados em nossa sociedade para essa medição, como relógios e calendários. Para iniciar os estudos com o calendário, utilizamos a se‑ mana a fim de desenvolver a noção de recorrência do in‑ tervalo temporal. O objetivo é que a organização do tempo não fique muito complexa para a faixa etária nem em desacordo com o que os alunos aprendem em outras disciplinas que exploram o mesmo tema. Consideramos que, se traba‑ lharmos de forma consciente no aprendizado de que a semana corresponde ao período de um ciclo lunar, o trabalho futuro com os movimentos de rotação e translação será facilitado.

79

Orientações Proposta de atividades 1. Elabore com os alunos um calendário próprio da região em que vivem, criando meses das frutas e festas típicas, ou dias das semanas dedicados a  uma atividade específica, como regar a horta comunitária. O importante é perceberem que existem diferentes formas de medição do tempo.

2. Você pode também propor uma atividade baseada em per‑ cepção do tempo. Inicialmente converse com os alunos inda‑ gando se há momentos em que o tempo parece não passar e  outros em que transcorre muito rápido. Peça exemplos. Brincar faz o tempo “acabar logo” ou “demorar a passar”?

79


Orientações

O relógio

Estimule os alunos a rela‑ cionar a organização do tempo em nossa sociedade e o uso do relógio. Principalmente nas grandes cidades, o período de um dia é normalmente divi‑ dido em várias tarefas reguladas pelo tempo do relógio. Explique aos alunos que os relógios medem o tempo em horas, minutos e segundos, marcando as 24 horas de cada dia.

Outra forma de medir a passagem do tempo é pelo relógio. O relógio marca as horas, os minutos e os segundos. O ponteiro maior marca os minutos.

Vadim Yerofeyev/Dreamstime

O ponteiro menor marca as horas.

O ponteiro mais fino marca os segundos.

Em alguns tipos de relógio, aparecem no visor apenas os números que indicam o tempo naquele instante. São os relógios digitais.

Os números da esquerda indicam as horas.

80

Desenvolvendo habilidades EF02HI06 e EF02HI07 A descrição do  relógio finaliza a  apre‑

sentação formal dos atuais marcadores de tempo nas comu‑ nidades em que os alunos vivem. Já o trabalho com a linha do tempo possibilita que eles associem as duas habilidades trabalhadas por meio da  organização das informações na linha do tempo, estabelecendo os fatos em: antes e depois.

80

GE_4530/Shutterstock.com

Os números da direita indicam os minutos.


Orientações

A linha do tempo

A linha do tempo é um recurso didático usado para sintetizar um conjunto de informações numa sequência lógica temporal, usando marcos e limites predefinidos. Sua formatação e grau de complexidade podem variar. É importante que os alunos reconheçam a linha do tempo com suas marcações temporais (anos) e seus eventos (escolha de fatos relevantes) como forma de organizar acontecimentos. Aproveite ao máximo o potencial da linha do tempo, de modo que os alunos a compreendam. Pergunte, por exemplo: Qual desses acontecimentos ocorreu no passado mais distante? Qual é o mais recente? Quantos anos se passaram do acontecimento mais antigo até o mais recente? Quais mudanças podemos perceber na vida de Dora? Assim, os alunos desenvolvem, além da ordenação, a noção de intervalos de duração. Usando conhecimentos matemáticos, podemos calcular os intervalos entre os acontecimentos elencados da vida da personagem. Dessa forma, eles podem perceber a distância entre duas referências temporais. Para finalizar, pergunte se nessa linha do tempo estão elencados todos os acontecimentos da vida de Dora. Essa questão retoma temas abordados na Unidade 1, referentes aos registros de história de cada um.

Da mesma forma que podemos organizar as horas, os dias e os meses em um calendário, é possível organizar os acontecimentos da vida de uma pessoa. Isso já foi feito na página 11, quando você fez as atividades utilizando informações colhidas na seção Pesquisa histórica. Você já pensou em seu tempo de vida? Ele é contado a partir do dia em que você nasceu. Desde o nascimento, sua aparência mudou, você aprendeu coisas novas e aconteceram situações importantes. Uma das formas de organizar esses acontecimentos, do passado para o presente, é usar uma linha do tempo. Observe a linha do tempo da vida de Dora. Dia em que entrei no time de futebol. Ilustrações: Dam Ferreira

Meu nascimento. Dia em que ganhei minha primeira bicicleta.

2011 2009

2015 2013

Este ano 2018

Meu primeiro dia de aula.

Meu aniversário de 2 anos. Dia em que ganhei meu primeiro campeonato.

81

81


Orientações

Atividades

Neste capítulo, espera-se que os alunos tenham compreendido que as formas de marcação e a medida do tempo foram criadas com base na observação da natureza. Converse com eles sobre as características dos relógios e calendários, criações humanas que, muitas vezes, pautam a rotina das pessoas. Instigue-os a refletir sobre como seria a sociedade sem esses instrumentos. Por exemplo, como eles cumpririam compromissos se não seguissem a marcação de horas em um relógio.

1 Como as pessoas podem diferenciar o dia da noite sem usar um

relógio? Explique.

Pela presença da luz solar. Espera-se que o aluno tenha compreendido que uma das primeiras divisões do tempo teve como referência a observação da luz natural, sendo considerado dia o período em que há luz natural e noite o período em que o Sol se ausenta.

2 Pinte no quadro a seguir os dias da semana de vermelho e os meses

do ano de azul. vermelho

azul

domingo azul

2. Ao propor a realização da atividade, é possível resgatar parte do conteúdo trabalhado na Unidade 1, que abordava a importância da padronização de alguns nomes para a vida em sociedade.

fevereiro vermelho

azul

abril

vermelho

quarta-feira

azul

vermelho

dezembro

segunda-feira

janeiro

sábado

agosto

azul

novembro

azul

junho

azul

quinta-feira

julho

azul

sexta-feira

vermelho

outubro

azul

março

azul

terça-feira

maio

vermelho

vermelho azul

azul

setembro

3 Consulte um calendário e complete as lacunas com as datas. Respostas de a, b e c de acordo com a data de realização desta atividade.

3. A atividade pretende avaliar o nível de entendimento dos alunos acerca do uso do calendário. 4. Nesta atividade são avaliados os conhecimentos adquiridos de observação da passagem do tempo na natureza, por meio das mudanças físicas nos seres vivos (plantas e animais).

a) Ontem foi dia:

.

b) Hoje é dia:

.

c) Amanhã será dia:

.

d) Dia de meu aniversário: Resposta pessoal

.

4 Observe as imagens do gato Amarelo em diferentes fases da vida e Silvana Rando

faça o que se pede.

82

Orientações Proposta de atividade A proposta desta atividade é fazer os alunos perceberem como utilizam seu tempo e como podem gerenciar suas atividades. 1. Em uma folha ou no caderno, escreva quais atividades você ­realiza durante uma semana. Depois, observe as anotações e verifique como você organiza suas atividades. Há algo que você mudaria? Por quê? 82


Orientações a) Escreva a mudança notada nas características físicas dele.

5. A ideia é que os alunos façam, cada um, o pró‑ prio calendário com datas e representações significa‑ tivas para ele. Incentive­‑os a pintá­‑los e decorá­‑los, conferindo identidade. É importante que os alunos reflitam sobre as características de cada mês. Você pode fazer perguntas que auxiliem nessa reflexão, como: Em que mês você faz aniversário? Em janeiro, mês de férias, o que você cos‑ tuma fazer? Quando começam as aulas? E assim por diante. As respostas podem ser regis‑ tradas antes que eles comecem a desenhar.

Espera-se que o aluno mencione que ele cresceu, o que indica a passagem do tempo.

b) Essa constatação a que você chegou a respeito do Amarelo é algo que só acontece com os animais? Explique. Espera-se que o aluno perceba que as transformações físicas advindas da passagem do tempo são comuns a todos os seres vivos. Até mesmo o aluno passou, tem passado e ainda passará por várias delas.

6. Embora sejam respostas pes‑ soais, compartilhe­‑as valo‑ rizando a atividade e apro‑ veitando mais um momento para revisar os conceitos tra‑ balhados. Para deixá­‑la mais interativa, oriente­os alunos a levantar a mão conforme as respostas; por exemplo: Levante a mão quem fez aniversário antes do Car‑ naval deste ano... E assim por diante.

5 Faça uma lista dos acontecimentos que você considera

importantes em cada mês do ano. Sugestões: data de seu aniversário e dos colegas, passeios e festas realizados pela escola etc. Em seguida, recorte o encarte da página 143 e crie seu próprio calendário. Depois, exponha-o na sala de aula.

6 Observe o encarte que você acabou de preencher. Tendo como

referência o mês de seu aniversário, assinale corretamente com X em que momento acontece cada evento a seguir. Respostas pessoais. a) Carnaval. antes

durante

depois

durante

depois

durante

depois

b) Festas Juninas. antes c) Férias escolares. antes

83

83


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Passagem do tempo. •• Mudanças e permanências. •• Tecnologia e seus impactos

3

no mundo. •• Profissões do passado e do presente.

Orientações

Um mundo de mudanças

De ontem e de hoje

O objetivo da atividade é ini‑ ciar, com a turma, uma conversa sobre permanências e mu‑ danças. Todos os elementos da cena podem ser analisados. Os itens circulados e marcados como “azul” ou “vermelho” são sugestões. É possível que os alunos queiram indicar outros itens da ilustração, como os lápis e os livros. Se isso ocorrer, é importante haver coerência entre as marcações deles. A per‑ cepção do que é novo ou antigo pode ser relativizada por causa de nossa relação com o mundo e de nossa capacidade de efe‑ tuar recuos temporais mais amplos. Assim, é possível que os alunos não compreendam alguns elementos como an‑ tigos, porque nunca tiveram a necessidade de avaliar o mo‑ mento de origem de algo. Por enquanto, não se trata de en‑ contrar todos os elementos que são antigos ou modernos, mas de perceber que, material‑ mente, estamos cercados de objetos que passaram por per‑ manências e mudanças, conti‑ nuidades e rupturas.

George Tutumi

Muitas coisas que nos cercam surgiram no passado. Algumas em um passado distante, outras em uma época mais próxima de nós. Observe a cena a seguir.

azul

azul vermelho

azul

vermelho

1 Quais objetos da cena você acha que surgiram no passado mais

distante?

Circule de azul os objetos mais antigos e de vermelho os objetos mais recentes. 84

Desenvolvendo habilidades

Orientações

EF02HI03 A atividade da abertura do capítulo e o conteúdo tra‑

Proposta de atividades

balhado na página seguinte pretendem sensibilizar os alunos para o desenvolvimento das noções de permanências e mu‑ danças. Você pode explorar objetos que estejam na sala de  aula para ampliar a  reflexão, mobilizando ainda mais o conhecimento prévio deles.

84

Como tarefa de casa, oriente o aluno a comparar um brin‑ quedo dele com um brinquedo que algum familiar tinha quando criança. Ele deve fazer uma curta entrevista com a pessoa acom‑ panhando o seguinte roteiro: •• Nome e idade do entrevistado. •• De qual brinquedo ele mais gostava? (Oriente os  alunos


Orientações

Tudo muda ou não?

Explore as imagens de modo que os alunos percebam mu‑ danças e permanências. Solicite que analisem os brinquedos das imagens. Pergunte de que material são feitos e se alguém brinca com patinete. Peça a um desses alunos que descreva como ele é utilizado. Pergunte se conhecem uma máquina de escrever, se já viram uma. Talvez poucos tenham tido esse contato. Também pergunte quem conhece o computador (provavelmente a maioria dos alunos). Peça que comentem o que perceberam de mu‑ danças e permanências nesses equipamentos. Se necessário, repita as questões sobre o material de que são feitos, o modo de uso, a utilidade atual de uma máquina de es‑ crever e até mesmo de com‑ putadores mais antigos, que se tornam incompatíveis com os avanços tecnológicos. É possível que o debate flua para o tema de telefonia e jogos eletrônicos. Deixe que am‑ pliem as observações, mas faça a mediação para que perma‑ neçam no assunto de mudanças e permanências.

Ao observar a natureza, os acontecimentos ao nosso redor e nosso próprio corpo podemos perceber a passagem do tempo. O dia termina e a noite chega, as árvores crescem e nós envelhecemos. Tudo isso indica que o tempo passou. Mas será que tudo muda mesmo? Vamos observar alguns exemplos. Muitas vezes, brinquedos inventados no passado ressurgem como opção de brincadeira na atualidade; em geral, são feitos de materiais modernos, mas são usados da mesma forma que antigamente. Oleg Saenco/Alamy/Glow Images

ClassicStock/Alamy/Glow Images

� Os brinquedos.

9 Meninos brincando de patinete em 1930 e atualmente.

Ed Viggiani/Pulsar Imagens

ClassicStock/Alamy/Fotoarena

� Os equipamentos.

Na década de 1930 era comum usar máquina de escrever. Com o passar dos anos, novas tecnologias foram desenvolvidas, incorporando novos recursos. Hoje as máquinas de escrever são pouco utilizadas no dia a dia após a popularização de computadores, laptops e tablets.

9 Mulher usando máquina de escrever em 1930 e menina utilizando computador atualmente.

85

a analisar um objeto e  não uma brincadeira; explique­‑lhes a  diferença e  dê exemplos: uma boneca é um brinquedo, brincar de casinha é uma brincadeira). •• De que material o brinquedo era feito? •• Como se brincava com esse objeto? •• Esse brinquedo ainda existe? •• Esse brinquedo ainda está na família?

Depois da coleta de dados, o aluno deverá escolher um brin‑ quedo dele e fazer uma pequena análise: •• De que material meu brinquedo é feito? •• Como eu brinco com ele? Em seguida o aluno escreverá um pequeno parágrafo de con‑ clusão apontando diferenças entre os brinquedos, por exemplo, em relação ao material de que são feitos e ao modo de brincar (entre outros elementos observados).

85


Orientações A atividade possibilita o uso da fotografia como fonte histórica. Explique aos alunos que muitas transformações de lugares e paisagens ocorrem pela ação humana. Os grupos humanos constroem e transformam os espaços à medida que se organizam social, política, cultural e economicamente.

Direto da fonte

Léo Burgos

Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/ Instituto Moreira Salles

Com a passagem do tempo, algumas coisas mudam e outras não. Mudanças também ocorrem nos espaços da cidade. Eles passam por uma série de transformações ao longo dos anos. Observe as imagens a seguir.

9 Mercado e Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto, Minas Gerais, em 1880 e em 2010.

1 Essas fotografias retratam o mesmo lugar ou são de lugares

diferentes? Como você chegou a essa conclusão?

As imagens são do mesmo lugar, a Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, Minas Gerais. Embora tenham ocorrido transformações nos arredores, é perceptível que a igreja é a mesma; além disso, a paisagem natural dá pistas de que é o mesmo lugar.

2 Complete o quadro com algumas semelhanças e diferenças

entre as duas fotografias. Semelhanças

A igreja retratada neles manteve as mesmas características.

Diferenças Uma das fotografias é colorida e a outra não. O tipo de transporte usado pelas pessoas: cavalos à esquerda e carros à direita. Na fotografia da esquerda, há espaço para alimentação de animais, na mais recente há uma feira no local. A rua de terra passou a ter calçamento.

86

Desenvolvendo habilidades EF02HI03 , EF02HI10 e EF02HI11 Além de  fazer com que

os alunos observem permanências e mudanças na paisagem da  cidade de  Ouro Preto, em Minas Gerais, as  fotografias propiciam introduzir a  discussão sobre o  trabalho humano e seus impactos no meio ambiente, sensibilizando os alunos para um tema a ser tratado na próxima unidade. Na página

86

seguinte, apresentamos mudanças nas profissões. Isso não somente possibilita observar as permanências e  mudanças na paisagem mas também mostra diferentes tipos de  pro‑ fissionais presentes na comunidade e a importância de suas atividades.


Orientações

Mudanças nas profissões

1

Acervo Iconographia

Alexandre Vieira/Agência O Dia/AE/Estadão Conteúdo

Os objetos, casas, cidades e profissões mudam com o passar do tempo. Algumas profissões deixam de existir porque não atendem às necessidades das pessoas da mesma maneira que antigamente. Em seu lugar surgem novas tecnologias e novas profissões. Por exemplo, antes de a energia elétrica ser inventada, a iluminação das ruas era feita com lampiões. Os lampiões eram acendidos todas as noites e apagados de manhã. Havia a profissão de acendedor de lampiões: pessoas que circulavam pela cidade fazendo esse serviço. Com a chegada da luz elétrica, os lampiões foram trocados por lâmpadas e a profissão de acendedor de lampiões deixou de existir. Na atualidade, as luzes das cidades acendem de forma automática, à medida que a luminosidade natural diminui. Os postes são equipados com sensores que 2 detectam o momento em que a luz do Sol não é mais suficiente para iluminar a localidade. Hoje há funcionários que fazem a manutenção da iluminação pública; eles circulam pela cidade e trocam as lâmpadas que estão com defeito.

É importante os alunos perceberem que mudanças são algo frequente na sociedade, mas isso não significa que elas ocorram rapidamente e nem que tudo mude o tempo todo. Ao tratar das mudanças nas profissões, comente que elas não indicam necessariamente uma melhora ou piora dos serviços, mas podem fornecer indícios das sociedades em diferentes momentos.

9 Trabalhador acende lampiões. 9 Trabalhador faz reparo em poste de iluminação pública. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, final do século 19.

87

Orientações Proposta de atividade Solicite aos alunos que façam uma pequena entrevista com um adulto da convivência deles de acordo com o roteiro a seguir: •• Nome e profissão. •• Qual é a função de sua profissão? •• Geralmente, como é a rotina de trabalho?

Após a coleta de  dados, auxilie­‑os a  escrever um parágrafo de conclusão analisando se, no trabalho desempenhado pelo fa‑ miliar, a tecnologia tem um papel importante, por exemplo, se há emprego de máquinas para facilitar o trabalho. Se possível, peça que tragam uma imagem ou desenho referente à profissão ana‑ lisada para apresentar à turma.

87


Orientações 1. Espera­‑se que o aluno iden‑ tifique a iluminação pública e a infraestrutura que leva energia elétrica até a resi‑ dência dele.

Um pouco mais sobre

1 Quais transformações causadas pelo uso de energia elétrica você vê

na paisagem do lugar em que mora?

Resposta pessoal.

2 Existe no lugar em que você mora uma profissão que tenha

surgido por conta de uma nova tecnologia? Como essa tecnologia transformou o meio ambiente? Resposta pessoal.

88

Desenvolvendo habilidades EF02HI03 , EF02HI10 e EF02HI11 Ao apresentarmos aos alunos

o universo da tecnologia e as mudanças e permanências as‑ sociadas a ela, podemos também abordar os impactos que causam no meio ambiente. Aproveite a  oportunidade para sensibilizar os  alunos nesse sentido. Esse assunto pode ser abordado de forma interdisciplinar com Ciências e Geografia.

88

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Nós vimos que, graças à energia elétrica, uma profissão surgiu e outra deixou de existir. Mas o uso de energia elétrica mudou muitas outras coisas no mundo. Por exemplo, as ruas passaram a ter postes e fios. E isso foi uma grande mudança na paisagem. Com a iluminação pública, 9 Museu de Arte do Rio. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, as pessoas puderam passear 2017. mais no período da noite, o que já foi outra grande mudança. A forma mais comum de gerar energia elétrica no Brasil é por meio de usinas hidrelétricas. Para criar essas usinas foram inundadas áreas enormes. Para que as pessoas tenham energia elétrica nas ruas ou em casa, as paisagens passaram 9 Construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. por muita interferência Ao fundo, é possível ver o Rio Xingu. Vitória do Xingu, Pará, 2014. humana ao longo do tempo.

2. Diversas profissões podem surgir com o advento de in‑ dústrias, que demandam operários, ou com o desen‑ volvimento de equipamentos tecnológicos, que demanda serviços de comércio e manu‑ tenção. A transformação no ambiente muitas vezes ocorre à medida que grandes áreas são ocupadas para a insta‑ lação de polos industriais e/ ou comerciais. Além disso, a construção de grandes fá‑ bricas ou edifícios provoca interferências no solo, ten‑ dendo a aumentar a emissão de resíduos poluentes.

Rogério Reis/Pulsar Imagens

Tecnologia que muda o mundo


Orientações Se julgar pertinente, retome com os alunos os passos para a gravação de um relato, já apresentados anteriormente.

# Digital Antigamente, na minha escola

1. Acerte o dia e local com o en‑ trevistado; a escola é um bom lugar para a gravação.

Assim como as tecnologias transformaram as profissões e o meio ambiente, elas também transformaram a escola. Vamos investigar um pouco as mudanças ocorridas em sua escola? Kanton

2. Prepare um gravador de áudio ou utilize o aplica‑ tivo de gravação de vídeo de seu dispositivo móvel. 3. Em um local com pouco ba‑ rulho, inicie a gravação. a) Primeiro, apresente­‑se (nome, idade, data e o propósito da atividade). Depois peça ao entrevistado que se apre‑ sente. Em seguida, ele pode contar alguns eventos de que se lembre. b) No final, agradeça ao entre‑ vistado e se despeça.

1. Forme um grupo com alguns colegas. 2. Conversem com um ex-aluno ou ex-funcionário de sua escola e peçam-lhe que conte lembranças do tempo em que trabalhava ou estudava nela. 3. Registrem as memórias do entrevistado em uma gravação. Lembrem-se de seguir as orientações do professor.

Quando gravamos ou filmamos outras pessoas, é importante respeitar a vontade delas. Por isso, com a ajuda do professor, elabore uma carta ao entrevistado pedindo autorização para gravar a imagem e a fala dele e peça-lhe que assine. Isso mostrará que ele concorda com a atividade. 4. Tragam o áudio para a sala de aula, escutem com os demais colegas e compartilhem com eles a experiência de vocês ao gravá-lo. 89

89


Orientações

Atividades

1. Explore a leitura das imagens solicitando aos alunos que observem detalhes como a data, o modo de se vestir de homens, mulheres e crianças, e o número de pessoas. Se julgar adequado, peça aos alunos que identifiquem permanências e mudanças entre os dois momentos retratados. Comente que o tempo decorrido entre as duas imagens pode ser de mais de 100 anos.

Coleção particular

1 Observe as imagens a seguir e faça o que se pede. A

wavebreakmedia/Shutterstock.com

9 Família na praia, 1910. B

9 Família na praia, 2017.

a) Qual é a fotografia mais antiga? x

A.

B.

b) O que você observou nas imagens para responder à questão anterior? Resposta pessoal. O aluno pode responder: a data, o número de pessoas, as vestimentas etc., de acordo com o que ele tiver observado. 90

Orientações Proposta de atividades 1. Você pode propor aos alunos que identifiquem mudanças e  permanências em outros espaços de  sociabilidade. Caso disponha de imagens antigas da escola, disponibilize­‑as pe‑ dindo que enumerem mudanças e permanências.

90

2. Você pode propor uma comparação entre escolas do pas‑ sado e  escolas do  presente. Encaminhe uma pesquisa ou uma entrevista com pessoas de 50 anos ou mais e peça que os alunos preencham uma lista, marcando com um X o que havia antes e o que há agora nas escolas. Por exemplo:


Orientações c) Quais são as semelhanças entre as duas imagens? x

2. e 3. Se possível, para enriquecer as atividades, traga imagens de alguns objetos ou projete a linha do tempo deles. Comente com os alunos que, desde a criação das primeiras canetas, telefones, automóveis e todos os outros objetos do cotidiano até os modelos que usamos atualmente, existiram muitas invenções, modelos e tentativas.

As cenas acontecem em locais semelhantes. Os trajes de banho são iguais nas duas fotografias.

2 Circule com lápis vermelho os objetos do passado e, com azul, os

modernos. Passado: c, d, f (vermelho); modernos: a, b, e (azul). c)

e)

f)

Avaliação Ao final desse capítulo, espera-se que os alunos tenham compreendido que podemos perceber a passagem do tempo por meio da observação de mudanças em objetos, profissões, espaços, construções etc.

timquo/Shutterstock.com

Gabe Palmer/Alamy/Glow Images

d) Vladimiroquai/iStockphoto.com

b)

Vangelis Vassalakis/ Shutterstock.com

Perry Correll/shutterstock.com

Zeynep Demir/shutterstock.com

a)

3 O que permaneceu e o que mudou nos objetos da atividade 2 com o

passar do tempo? Escreva no quadro o que percebeu. Permanências

Mudanças

A função de cada objeto: o telefone continua sendo um meio de comunicação; o carro é meio de transporte; e a caneta é um instrumento utilizado para escrever.

A forma e o tamanho de cada objeto; a tecnologia utilizada em cada um; o tipo de combustível dos carros, por exemplo. O telefone passou a ser móvel, tornou-se menor e mais prático; os carros são mais velozes.

91

No passado Livro didático

X

Atualmente X

Internet

X

Celular

X

Lousa

X

Carteira fixa

X

Carteira móvel

X X

Decida com eles o que colocar na tabela, de acordo com o que desejarem saber. Em uma segunda etapa, peça que façam uma análise, oral ou escrita, com frases completas mostrando semelhanças e  diferenças entre as escolas do passado e do presente. Por exemplo: “Antigamente, os  alunos não tinham internet na escola, mas hoje eles têm”. O objetivo dessa atividade é identificar mudanças e permanências, bem como refletir sobre a história das escolas no meio em que vivem. 91


Orientações 1. Leia a letra da canção e peça aos alunos que acompanhem a leitura; pergunte se co‑ nhecem os objetos mencio‑ nados. É provável que desco‑ nheçam muitos deles, como o mimeógrafo e o telégrafo. Explique­‑lhes para que servia o mimeógrafo e comente que o telégrafo ainda é usado. Faça isso com cada objeto e, juntos, levantem hipóteses sobre o motivo de alguns desses itens não serem mais utilizados.

Hora da leitura

Tempo de antigamente Era o tempo dos meus pais O tempo dos meus avós Tempo que não volta mais Era o tempo antes de nós

2. Chame atenção para as ex‑ pressões “tempos dos meus pais”, “tempo dos meus avós” e “tempo que não volta mais”.

[...] Máquina de escrever, Toca-discos, toca-fitas, Mimeógrafo

Faça uma análise com os alunos de como a evo‑ lução da tecnologia afeta praticamente todos os setores da vida em sociedade. Orien‑ te­‑os a analisar a influência dela em vários segmentos do cotidiano: nas brinca‑ deiras; no modo de aprender (na escola e em casa); na comunicação (TV, celulares e computadores); na forma de trabalhar (explorada no capítulo); na vida domiciliar – do preparo dos alimentos (geladeira, micro­‑ondas, fogão) à limpeza da casa (as‑ pirador de pó, vassouras elé‑ tricas) etc. Instigue a partici‑ pação dos alunos por meio de exemplos. Comente que o uso da tecnologia é uma habilidade humana.

[...] Tinha pique-tá, Pique-pega, pique-esconde E amarelinha [...] Que já foi faz muito tempo Só ficou no pensamento De um tempo tão diferente O tempo de antigamente. Marcelo Serralva

1 Quais objetos e brincadeiras citados na canção você conhece? Resposta pessoal.

2 Qual é a mensagem transmitida na primeira estrofe da canção? 92

Espera-se que o aluno tenha compreendido que o texto aborda diferentes épocas, todas elas distantes da atual.

Desenvolvendo habilidades EF02HI03 , EF02HI10 e EF02HI11 Na seção História em ação

os alunos conhecerão o trabalho dos historiadores ambien‑ tais. Além de  mostrar como os  historiadores lidam com a questão das mudanças e permanências das paisagens, essa

92

seção sensibiliza os alunos para a discussão de como as ati‑ vidades humanas impactam no meio ambiente. É um tema que será bastante explorado ao longo da próxima unidade.

Kau Bispo

O mundo muda, as coisas se transformam e algumas até deixam de existir. Você sabe como era a vida das pessoas antigamente? A letra da canção a seguir conta um pouco sobre a vida nos tempos antigos.


Orientações

HISTÓRIA História Ambiental Entender como as inovações tecnológicas e o mundo do trabalho impactam o meio ambiente passou a fazer parte dos temas de estudos dos historiadores. Esses profissionais começaram a fazer estudos desse tipo na década de 1970, criando o que atualmente é conhecida como História Ambiental. O trabalho com a História Ambiental não é nada simples. O historiador ambiental precisa 9 A História Ambiental começou a ser desenvolver grande capacidade de ler feita nos Estados Unidos, e um dos os sinais da ação humana na paisagem. nomes mais importantes dessa área Para conseguir seu objetivo, conta com no Brasil é a professora Lise Sedrez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. o auxílio de um conjunto de outras ciências, como Biologia, Ecologia, Geografia etc. Glossário Ele também necessita compreender História Ambiental: campo os saberes de algumas atividades de estudo da História que visa compreender a interação dos seres humanas, entre elas: extração de humanos com o meio ambiente. plantas, agricultura, caça, retirada de madeira, mineração etc. A tarefa fica mais fácil quando existe documentação – escrita, arqueológica ou oral – sobre as atividades humanas independentemente de as marcas na paisagem serem visíveis. Na História Ambiental, os conhecimentos históricos são aplicados ao meio ambiente.

Gentilmente cedida por Lise Sedrez

em ação

1. Espera­‑se que os alunos compreendam que os es‑ tudos de História Ambiental podem sim ser realizados no meio em que eles vivem, já que a disciplina estuda como as comunidades humanas se relacionam com a natureza, bem como as consequências dessa interação para ambas as partes.

1 É possível fazer um estudo de História Ambiental no local em que

você vive? Justifique sua resposta. Resposta pessoal.

93

Orientações Proposta de atividades Para finalizar essa análise das transformações ocorridas ao longo do  tempo, solicite aos alunos que criem um acróstico com a  palavra TEMPO. Oriente­‑os a  usar palavras coerentes com o tema trabalhado na unidade. O objetivo dessa atividade

é levá­‑los a refletir sobre as  mudanças e  permanências que acontecem com o passar do tempo. Deixe a atividade livre para que insiram palavras no início, meio ou fim do  eixo principal do acróstico. Organize com eles uma exposição dessas produ‑ ções, orientando­‑os também no aspecto estético da atividade. Essa proposta pode ser trabalhada com Língua Portuguesa.

93


Orientações

Como eu vejo O caminho para a escola Christiane S Messias

O conteúdo da seção Como eu vejo foi desenvolvido para trabalhar de forma lúdica a questão da cidadania, articulada com alguns conhecimentos adquiridos em sala de aula. Neste caso, ao rever conteúdos a seção proporciona a articulação com regras de trânsito e de descarte de resíduos. Antes de iniciar, explore a imagem toda com os alunos. Primeiro, identifique os diferentes espaços e construções que podem ser vistos e pergunte o que existe de semelhante e de diferente entre o lugar da imagem e aquele em que vivem. Em seguida, explore as lixeiras para coleta seletiva de lixo na porção esquerda da imagem perguntando qual é a importância da coleta seletiva e se ela é feita nos espaços de convivência dos alunos. Atente para a existência e o uso de faixas de pedestre, ressaltando que é dever de todo pedestre respeitar a sinalização e as faixas de trânsito para a própria segurança e para a segurança de motoristas e de outros pedestres.

Hoje, a mãe de Rafael foi almoçar em casa com ele e o pai dele. Antes de eles voltarem ao trabalho, o pai resolveu levar Rafael para a escola. Observe o caminho que fizeram.

Boa aula, Rafael!

Quando saíram de casa, Rafael e o pai descartaram o lixo reciclável nas devidas lixeiras.

Antes de atravessar a rua, aguardaram o semáforo ficar verde e utilizaram a faixa de pedestre. 94

Desenvolvendo habilidades EF02HI01 , EF02HI02 , EF02HI06 , EF02HI10 e EF02HI11 Esta

seção possibilita verificar o desenvolvimento das habili‑ dades de  reconhecer diferentes espaços de  sociabilidade e  diferentes papéis sociais desempenhados pelas pessoas da  comunidade. Também propicia verificar a  capacidade

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de organização temporal de fatos da vida cotidiana. Como mostra diferentes profissionais, você pode comentar a  im‑ portância deles para a  comunidade, bem como especular sobre os impactos de suas atividades no meio ambiente.


Orientações Depois de identificar os es‑ paços existentes, explore a imagem nomeando os di‑ versos profissionais que nela aparecem. Assim como em outros momentos deste vo‑ lume, você pode especular sobre a vida desses personagens perguntando o que eles fazem além de trabalhar.

Preste bastante atenção na aula, Rafael! Tenha um bom dia.

Obrigado, papai! Bom trabalho!

2. Para chegar à escola, Rafael passou pelo açougue, caixa eletrônico, livraria, quitanda e posto de saúde.

Enquanto Rafael e o pai chegavam à porta da escola, a van escolar que traz os colegas de Rafael para a escola estacionava.

Depois de retirarem o dinheiro, pararam para comprar o lanche de Rafael. Ele escolheu um sanduíche natural, uma fruta e um suco.

Pararam durante o caminho, pois o pai precisava retirar dinheiro do caixa eletrônico antes de chegarem ao mercado.

1. Recorte, da página 139, trechos da história da ida de Rafael à escola e cole-os nos espaços correspondentes. 2. Por quais lugares Rafael passou antes de chegar à escola?

95

95


Orientações

Revendo o que aprendi

Como eu transformo

1. Oriente os alunos a registrar todos os estabelecimentos encontrados durante o tra‑ jeto. Comente que, inde‑ pendentemente de os fre‑ quentarmos ou não, eles precisam ser respeitados. Se julgar necessário, ajude­‑os na identificação da quantidade de tempo dispendida no tra‑ jeto casa/escola. Para isso, peça que registrem o horário que saíram de casa e o ho‑ rário que chegaram à escola.

Conhecer as redondezas O que vamos fazer? Um guia de atrações dos arredores.

Com os colegas, o professor e a comunidade.

Como fazer?

2. Traga para a sala de aula um mapa dos arredores da es‑ cola. Proponha a localização de diferentes lugares, por exemplo, a rua da escola ou da casa onde moram (se sou‑ berem o endereço ou se foi registrado antecipadamente). Ao final, peça que registrem o caminho por eles realizado.

Reúna as produções e con‑ vide­‑os para elaborar a capa do guia. É interessante pla‑ nejar com a turma estratégias para a divulgação do guia.

96

Para conhecer as pessoas e os ambientes encontrados durante o percurso casa-escola.

Com quem fazer?

Após o compartilhamento dos registros, elabore uma lista com os dados de cada um deles e estimule a troca de informações a respeito dos estabelecimentos e locais frequentados.

3. e 4. De acordo com os tra‑ jetos percorridos, organize a turma em grupos (reu‑ nindo os alunos que passam pelos mesmos ambientes), deixando cada grupo res‑ ponsável pela representação de um tipo de estabeleci‑ mento ou espaço delimitado. Mostre alguns guias de lojas para que possam verificar a estrutura das publicações, as ilustrações e a disposição delas etc. e auxilie­‑os na loca‑ lização de imagens que repre‑ sentem algum dos estabeleci‑ mentos ou espaços.

Para que fazer?

1

Durante o percurso de sua casa até a escola, registre em um papel os tipos de comércio encontrados, se há algum espaço destinado a cultos religiosos, se há escolas, praças e outros ambientes que chamam sua atenção.

2

Observe o mapa que o professor apresentará. Tente encontrar nele a localização da escola e de algum dos espaços que registrou durante o trajeto de casa até a escola. Depois, marque o percurso que realizou.

3

Com o professor e os colegas, elabore um guia de descobertas do entorno. Cada página do guia apresentará um tipo de estabelecimento ou espaço, por exemplo, uma página para os comércios, outra para as praças, rios etc.

4

Descubra quem são os colegas que passam pelos mesmos caminhos que você e reúna-se com eles em um grupo.

5

Com sua equipe, crie a página do guia de atrações seguindo as orientações do professor. Como foi trabalhar em grupo? Por quê?

96

Proposta de atividades Se quiser ampliar a atividade, liste os desejos dos alunos de transformação do espaço e elabore com eles um documento a ser entregue às autoridades responsáveis pelas mo‑ dificações e melhorias do espaço.


Orientações

Revendo o que aprendi 1 Organize cronologicamente as imagens que representam a vida de 2

4

1

3

Ilustrações: Avelino Guedes

João numerando-as de 1 a 4.

O objetivo desta seção é revisar os temas estudados em toda a unidade. Você pode considerar estas atividades como uma forma de avaliação do aprendizado do aluno. 2. Oriente os alunos a com‑ parar os dois primeiros qua‑ dros da tirinha. Peça que notem as diferenças entre eles, como a posição do Sol e a progressão na realização da pintura no quadro. Após a análise das imagens, so‑ licite que façam o desenho no quadro em branco. Avalie se o desenho passa a ideia de sequência de sucessão de acontecimentos.

2 Desenhe no quadro em branco a imagem que completa a série sobre

Resposta pessoal.

Ilustrações: George Tutumi

a passagem do tempo.

97

97


Orientações 3. Analise a presença da tec‑ nologia na captação das imagens das famílias. Co‑ mente com eles que, para fazer a fotografia de 1918, era necessário contratar um fotógrafo com pesadas má‑ quinas para registrar o mo‑ mento. Talvez seja por isso que as pessoas estejam tão sérias na imagem, afinal era um momento solene e im‑ portante. Explique­‑lhes que, até o advento da fotografia digital, as pessoas não costu‑ mavam tirar muitas fotogra‑ fias. As câmeras fotográficas já ofereciam mais acesso aos registros, mas os filmes fo‑ tográficos eram de, no má‑ ximo, 36 poses e ainda era necessário que passassem por um processo de revelação que demorava algum tempo e tinha um custo financeiro alto. Atualmente, com a fa‑ cilidade do registro fotográ‑ fico nos dispositivos móveis, estamos familiarizados com as máquinas fotográficas e ficamos mais descontra‑ ídos na presença delas. Essas análises trabalham os con‑ ceitos de: grupo social (fa‑ mília), transformação das formas de trabalho (do fotó‑ grafo), presença e evolução da tecnologia e sua relação com o comportamento social diante das máquinas.

9 Santos, São Paulo, 1918.

9 Campinas, São Paulo, 2015.

a) Que comunidade aparece nas imagens? Escolar.

x

Familiar.

Do clube.

b) Compare as imagens e escreva o que você percebeu de: Mudanças Os alunos podem identificar o tipo de roupa, a quantidade de membros da família etc.

Permanências Os alunos podem identificar questões visíveis ou não. Por exemplo, a família continua sendo um dos primeiros grupos dos quais participamos; e outras relacionadas ao cuidado e carinho que recebemos no grupo familiar e que permanecem, mesmo não sendo visíveis na imagem.

c) Com qual das famílias acima a sua mais se parece? Por quê? Resposta pessoal.

98

98

João Prudente/Pulsar Imagens

Acervo Iconographia

3 Observe as imagens e faça o que se pede.


Orientações Comente com os alunos que as interferências humanas na natureza nem sempre ocorrem por meio da derrubada de árvores para dar lugar a edifí‑ cios. No caso destas fotografias, algumas construções foram der‑ rubadas para dar lugar a árvores plantadas.

4 Os espaços de convivência também podem mudar. Observe as Léo Burgos

Aurélio Becherini

fotografias.

9 Vista do Viaduto do Chá à esquerda, do Teatro

9 Vista do Viaduto do Chá à esquerda, do Teatro

Municipal no fundo, à direita, e de parte das plantações e das casas de aluguel da chácara do Barão de Itapetininga à frente. Fotografia de 1911.

Municipal no fundo, à direita, e do Vale do Anhangabaú à frente. Fotografia de 2012.

a) Que mudanças ocorridas nesse espaço você identifica? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que aumentou o número de construções (prédios) e que, onde havia algumas construções, agora há uma praça.

b) Em sua opinião, o que se manteve nesse espaço, apesar da passagem do tempo? Resposta pessoal. Pela descrição na legenda, é possível que o aluno identifique que se mantiveram o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá e algumas árvores.

99

99


Orientações Esta seção promove a retomada dos conteúdos trabalhados ao longo da unidade. Os tópicos apresentados, além de relembrar os temas estudados, são indicativos avaliativos, ou seja, referem­‑se às expectativas de aprendizagem.

99

Nesta unidade vimos

� É possível perceber a passagem do tempo ao observarmos as

Iliustrações: Dam Ferreira

mudanças na aparência das pessoas, o crescimento das plantas e as transformações de lugares e objetos.

� Com o passar do tempo,

as coisas podem mudar ou permanecer semelhantes, seja na função ou no modo de serem feitas.

� Instrumentos como relógios e

calendários são usados para medir o ciclo das horas, dos dias, das semanas e do ano.

Para finalizar, responda: Depois do que você estudou, o que cada quadro da imagem nas páginas 68 e 69 representa? Para finalizar, responda: 9 Que mudanças e permanências você identifica na 9 Existem diferentes tipos de moradia? personagem ilustrada? 9 Como é a moradia onde você vive? Você descrevê-la? 9 O que você acrescentaria na história que sabe inventou para a 9 personagem? Para você, por que ter uma moradia é importante? 9

100

Avaliação de aprendizagem

Respostas

Na abertura desta unidade, os alunos responderam a  per‑ guntas introdutórias. Sugerimos que você trabalhe as  ques‑ tões no final desta página e depois compare as respostas com aquelas obtidas no início. Ao retomar as  questões da  abertura da  unidade, oriente os alunos a identificar as diferenças e semelhanças entre as res‑ postas deles no início e agora. Essa comparação lhes possibili‑ tará perceber os avanços da própria aprendizagem.

99As imagens representam a passagem do tempo. 99É possível identificar a passagem do tempo por meio da apa‑

100

rência e do desenvolvimento físico da personagem: ela passa por modificações à medida que cresce. No primeiro quadro, ela é um bebê; no segundo, uma criança; no terceiro, é ado‑ lescente; no quarto, é uma jovem; no quinto quadro, é uma mulher adulta; e  no sexto e  último quadro, uma senhora idosa. Quanto às permanências, é importante conduzir os


Orientações A vida no passado: abra e descubra!

Para ir mais longe

Editora Salamandra

9 Marcelo: de hora em hora, de Ruth

9 Eu e o tempo, de Bia Bedran. Rio

de Janeiro: Nova Fronteira, 2007. Preocupada em vencer um concurso de redação sobre o tempo, uma estudante reflete sobre a passagem dele na vida de todos, chegando a interessantes conclusões.

Editora Nova Fronteira

Rocha. São Paulo: Salamandra, 2013. Marcelo perguntou a Dona Laura: “O que é veazora, mãe?” e ela respondeu que era “ver as horas”. Assim começa uma conversa em que, para entender as horas de um dia, Marcelo foi identificando toda a rotina dele.

Edições Usborne

9 A vida no passado: abra e

descubra!, de Abgail Wheatley. Tamboré: Usborne, 2016. Um livro que mostra como eram, no passado, as casas, os castelos, os automóveis... você verá que muitas coisas mudaram e que outras não mudaram tanto.

O livro oferece uma boa oportunidade para os alunos perceberem as mudanças e permanências que nos cercam. Cada dupla de páginas mostra um cenário específico de um momento da história em algum lugar do planeta, apresentando curiosidades e características interessantes. Por se tratar de obra traduzida para a língua portuguesa, as ilustrações estão centradas em experiências norte­‑americanas e europeias. No entanto, ainda assim é possível avaliar importantes questões do passado e trabalhar com fundamentos da disciplina de História. Além de abordar mudanças e permanências, a obra possibilita que os alunos comecem a fazer recuos mais longos no tempo, uma vez que o livro parte de um cenário no presente e segue recuando gradualmente.

Filme Reel FX Animation Studios

Livros

9 Bons de bico.

Direção: Limmy Hayward. Estados Unidos, 2013, 92 min. Você já imaginou entrar em uma máquina do tempo e voltar muitos anos antes para mudar o presente? Essa foi a ideia de dois perus que, segundo a tradição norte-americana, iriam ser mortos para a ceia do Dia de Ação de Graças. Ao voltar no tempo, eles se envolveram em muitas aventuras e confusões.

Site 9 Museu do relógio: <www.dimep.com.br/passeio>. Faça um passeio virtual pelo Museu do Relógio. Se você clicar no link Linha do tempo, poderá acessar fatos importantes e curiosidades sobre a história dos relógios.

101

alunos à percepção de que, mesmo vivenciando transforma‑ ções físicas, a personagem continuou a ser a mesma pessoa. Além disso, é importante perceberem que, em todas as fases da vida, ela pratica atividades e interage com os elementos do ambiente. 99Resposta pessoal. O essencial é que a sequência cronológica seja respeitada. 101


•• Reconhecer diferentes formas

de trabalho na comunidade. •• Compreender a impor‑ tância das diferentes formas de trabalho. •• Identificar o impacto das ações humanas no meio ambiente. •• Identificar permanências e mudanças nas formas de trabalho do passado e do presente. •• Trabalhar com diferentes formas de registros históricos.

UN

IDADE

4

Conviver e transformar

Simone Matias

Objetivos da unidade

102

Orientações Explore, com as questões iniciais, o  conhecimento prévio dos alunos sobre o tema a ser trabalhado e identifique as dú‑ vidas deles; isso ajudará no preparo de aulas mais específicas. As perguntas sugeridas ampliam a  compreensão dos alunos da imagem de abertura. O propósito das imagens é mobilizar o conhecimento prévio dos alunos sobre diferentes formas de trabalho, sua importância 102

para a comunidade e  os  impactos que causam ao meio am‑ biente. Aproveite para verificar outras habilidades importantes e que foram trabalhadas ao longo do ano letivo. Explore, por exemplo, semelhanças e  diferenças entre as  imagens e  per‑ gunte aos alunos qual delas representa o passado e qual repre‑ senta o presente (estabelecendo o que vem antes e o que vem depois, noções já abordadas anteriormente).


Orientações Respostas

O que as imagens mostram? 9 Qual é a importância das atividades representadas? 9 Que tipos de trabalho são realizados no lugar em que você vive? 9

99As imagens ilustram duas linhas ferroviárias sendo construídas: uma no passado e outra no presente. 99As atividades de construção das linhas de trem e de metrô e sua manutenção possibi‑ litam o deslocamento mais rápido das pessoas, seja para locais de estudo e trabalho, seja para áreas de lazer, o que lhes garante mais agilidade e qualidade de vida. Essas atividades também trans‑ formam o meio em que estão inseridas. 99Resposta pessoal. Espera­‑se que os alunos mencionem diferentes atividades que transformem o local em que vivem. Eles podem citar ativi‑ dades relacionadas à cons‑ trução civil, influenciados pela ilustração de abertura e pelo fato de esse tipo de atividade ser o que mais claramente causa impactos na paisagem. Explore o conhecimento prévio dos alunos dando oportunidade a todos de se manifestar livremente sobre o tema e retome essa per‑ gunta ao longo da unidade, sempre que julgar necessário.

103

103


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Permanências e mudanças. •• Diferentes atividades

1

humanas. •• Transformação da paisagem. •• Situações cotidianas. •• Profissionais que atuam na comunidade.

Como era antes?

Orientações

Observe abaixo uma imagem do bairro onde Tiago mora. Marcos de Mello

Ao longo desta unidade abor‑ daremos as mudanças e per‑ manências na paisagem de‑ correntes do trabalho humano – compreendendo por paisagem tudo o que a vista alcança – e os impactos dessas trans‑ formações no meio ambiente. Para iniciar, explore a capaci‑ dade dos alunos de reconhecer mudanças e permanências em uma paisagem pela observação do que há nela. Isso os auxilia a compreender que o trabalho humano altera a paisagem, que está em transformação cons‑ tante. Pelo fato de este tema ser estudado em Geografia somente no 3o ano, tomamos o conceito de paisagem apenas como sinônimo de “lugar” ou de “comunidade” para o aluno entender que o trabalho trans‑ forma o espaço em que ele vive. Após explorar as ilustrações de abertura do capítulo, peça aos alunos que indiquem um elemento que seja resultado do trabalho humano e tenha transformado a paisagem em que eles vivem. Espera­‑se que citem diferentes construções en‑ contradas no entorno da escola.

1 Nas páginas 137 e 139, você encontrará imagens de diferentes

bairros no passado. Procure a imagem de como era o bairro de Tiago no passado e cole-a no espaço a seguir.

104

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Os lugares mudam com o tempo


Orientações

As atividades humanas e as comunidades

Relembre aos alunos as ques‑ tões abordadas na Unidade 2 sobre atividades simultâneas e sequenciais. Se julgar neces‑ sário, peça que façam uma linha do tempo com base no con‑ teúdo da página, de forma que você possa verificar se os co‑ nhecimentos sobre organização sequencial das informações estão assimilados.

Enquanto você está lendo este livro, muitas pessoas estão realizando diferentes atividades dentro e fora de sua escola. Imagine que, neste momento, em alguma comunidade do Brasil, uma nova escola está sendo construída. A construção de edifícios grandes, como uma escola, pode provocar diversas transformações em uma comunidade. Observe: � Com essa escola, por exemplo,

� Aos poucos, lojas como papelarias

e mercados podem ser inauguradas para atender os moradores da região e os trabalhadores da escola.

Ilustrações: Dam Ferreira

podem chegar novos moradores à região, como estudantes, professores e outros profissionais.

� Podem ser criados ainda postos de

saúde, hospitais, praças, delegacias, parques e terminais de ônibus. Assim, aquela comunidade, que era pequena, pode ser transformada até se tornar um bairro grande e bastante povoado. Mudanças como essas em geral não acontecem rapidamente, elas podem demorar anos. 105

105


Orientações

As atividades humanas transformam as comunidades

Para complementar o conteúdo apresentado, podem ser mostradas imagens atuais dos bairros de São Paulo citados, bem como dos demais municípios, para que o aluno possa perceber as transformações na paisagem ocorridas no decorrer do tempo. É importante que identifiquem as ações humanas como causadoras de muitas dessas transformações.

Alf Ribeiro/Shutterstock.com

Todas as comunidades têm um passado, que pode estar registrado de diferentes formas. Em muitas cidades brasileiras há um monumento ou construção que marca a origem delas. Observe um exemplo ao lado. O conjunto de construções do Pateo do Collegio (Pátio do Colégio) é considerado o marco inicial da fundação da cidade de São Paulo. Nesse local, em 1554, um grupo de padres 9 Pátio do Colégio, no município de São Paulo, portugueses criou uma escola São Paulo, 2016. religiosa para os indígenas. Aos poucos, ao redor do colégio Glossário formou-se um povoado de indígenas cristianizados e Cristianizar: converter ao cristianismo. o povoado de São Paulo de Piratininga não parou de crescer. Nesse povoado, os padres ensinavam os indígenas a ler e escrever, além da religião católica e da cultura portuguesa. Os indígenas, por sua vez, trabalhavam nas roças, faziam serviços domésticos, transportavam mercadorias de uma cidade para outra e compartilhavam com os portugueses conhecimentos sobre o território e seu modo de vida. Em poucos anos, outros povoamentos de indígenas cristianizados surgiram nas vizinhanças. Eles deram origem a atuais bairros da cidade de São Paulo, como São Miguel Paulista e Santo Amaro, e a cidades vizinhas, como Guarulhos e Carapicuíba. Outros bairros, por sua vez, surgiram de agrupamentos de indígenas que não foram cristianizados. O trabalho dos padres portugueses e dos indígenas foi muito importante para a origem da cidade de São Paulo. E na cidade onde você mora, que grupos de trabalhadores marcaram a origem dela? 106

Desenvolvendo habilidades EF02HI03 , EF02HI09 e EF02HI10 O texto teórico aborda al‑

gumas atividades humanas e como elas transformam a pai‑ sagem, além do fato interessante de que essas transforma‑ ções criam marcos de  memória para a  comunidade como algumas construções. Trabalhe as  construções de  forma semelhante à que fez com os  objetos e  documentos pes‑ soais ao longo deste volume, desenvolvendo a  habilidade 106

EF02HI09 . Depois, promova uma discussão sobre o motivo de alguns objetos serem preservados e outros, descartados. Pergunte aos alunos por que algumas construções são der‑ rubadas para dar lugar a construções novas e outras são man‑ tidas. Dê exemplos de construções da comunidade, como a es‑ cola ou as residências dos alunos.


Orientações Nesta atividade de pesquisa histórica, organize os alunos de forma que a maior varie‑ dade possível de profissionais seja entrevistada. Não limite as entrevistas apenas a pessoas com empregos formais e não se esqueça de que mães ou pais que se dedicam exclusivamente ao cuidado da casa e da fa‑ mília também fazem trabalhos transformadores. Em cidades pequenas, é interessante entrevistar pes‑ soas que exerçam funções relacionadas às atividades mais tradicionais do lugar, bem como as que atuem em áreas que estejam surgindo, sobretudo relacionadas ao uso de novas tecnologias. Assim os alunos po‑ derão estabelecer comparações, reconhecer a importância dessas atividades para a comunidade e os impactos que elas causam ao meio.

Pesquisa histórica 1 Agora você fará uma entrevista para conhecer

Marcos de Mello

melhor as atividades de um dos profissionais que trabalham na sua vizinhança. Escolha um adulto com quem você tenha contato diariamente e peça a ele que responda às perguntas a seguir. Respostas de acordo com o entrevistado.

� Qual é sua idade e profissão?

� Há quanto tempo você trabalha na vizinhança?

� Você considera seu trabalho importante para a comunidade?

Por quê?

2 Em sala de aula, apresente os resultados de sua entrevista e escute

os resultados das entrevistas dos colegas. Depois responda:

a) Quais são as profissões mais comuns na vizinhança dos alunos da turma? b) Escolha um dos profissionais citados no item anterior e descreva como o trabalho dele pode promover mudanças que tragam melhorias à comunidade.

107

Orientações Proposta de atividades

•• o nome da atividade desempenhada por ele, com uma breve

Proponha a elaboração da Galeria dos profissionais da comunidade. Peça aos alunos que desenhem em uma cartolina o profis‑ sional que foi entrevistado. Caso seja possível, oriente­‑os a fazer uma colagem com base em uma fotografia do entrevistado. O cartaz terá três informações importantes:

•• a importância dessa atividade para a comunidade; •• como essa atividade transforma a paisagem.

descrição;

Mantenha os cartazes expostos em sala de aula. No de‑ correr do trabalho com esta unidade, os alunos podem recorrer a essas informações para fazer outras atividades. 107


Orientações

Atividades

1. Comece explorando a imagem do primeiro para o terceiro plano. Na entrada da ponte há dois pedes‑ tais, um de cada lado da rua, com estátuas que conti‑ nuam muito parecidas na segunda imagem. A própria Ponte Buarque Macedo per‑ manece praticamente igual nas duas imagens. E a outra ponte, que está ao fundo, do lado esquerdo, também permanece.

9 Vista da Ponte Buarque Macedo em Recife, Pernambuco, em 1916 e em 2017.

a) Que elementos nas paisagens são iguais ou semelhantes? Os alunos poderão citar a ponte; construções ao fundo, à esquerda; postes de iluminação; um monumento à esquerda, no início da ponte; a circulação de pessoas e o rio.

b) Que diferenças você observa entre as imagens? Os alunos poderão citar carros e ônibus atravessando a ponte e a construção de novos edifícios.

c) O que pode ter causado essas diferenças? Espera-se que os alunos percebam que as mudanças são feitas pelas pessoas por meio do trabalho.

108

Orientações Proposta de atividades Você pode propor uma atividade de pesquisa, de modo que o conhecimento adquirido pelos alunos seja aplicado na comu‑ nidade. Peça que conversem com um adulto sobre a  origem

108

da comunidade em que vivem, façam as  perguntas a  seguir e anotem as respostas no caderno: •• Você conhece a  origem de  sua comunidade? O que pode dizer sobre a história de seu município?

Jr Manolo/Fotoarena

Arquivo/Estadão Conteúdo/AE

1 Observe as imagens e responda às perguntas a seguir.


Orientações Ao final deste capítulo, é importante os alunos com‑ preenderem que as paisagens são transformadas pelo tra‑ balho humano e muitas vezes essas transformações ocorrem de forma acentuada e de‑ gradam o meio ambiente.

2 Com relação à história da origem da cidade de São Paulo, faça o que

se pede.

a) Enumere os acontecimentos na ordem correta que aparecem no texto. 3

Próximo ao Pátio do Colégio, foram sendo organizadas outras comunidades indígenas cristianizadas.

1

Os padres portugueses criaram uma escola.

4

Diversos povoados de indígenas cristãos deram origem a bairros que existem atualmente na cidade de São Paulo.

2

Indígenas e portugueses formaram o povoado de São Paulo de Piratininga.

b) Complete o quadro com as ações de cada grupo. Indígenas

Padres

Trabalhavam nas roças, faziam serviços

Ensinavam aos indígenas a religião católica,

domésticos e transportavam mercadorias

além de ensinar-lhes a ler, escrever e,

de uma cidade para outra, entre outras

também, costumes e tradições da cultura

atividades.

portuguesa.

3 As mudanças nas paisagens como as mostradas neste capítulo

acontecem de forma rápida? Explique.

Espera-se que os alunos respondam que não. Geralmente acontecem no decorrer de um longo tempo. 109

•• Quais foram as principais mudanças que você observou em

sua comunidade ao longo do tempo? Com esta atividade os alunos têm a oportunidade de aplicar os  conhecimentos adquiridos em sala de  aula no seu lugar de  convivência. Uma boa maneira para especular a  origem do  município é começar pelo questionamento a  respeito

do nome. No site IBGE Cidades (disponível em: <http://cidades. ibge.gov.br>, acesso em: 20 out. 2017) há um pequeno his‑ tórico sobre os municípios brasileiros. Caso haja versões diver‑ gentes sobre o município dos alunos, promova uma breve con‑ versa explicando que uma pesquisa mais aprofundada pode resolvê­‑las.

109


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• O trabalho e a comunidade. •• Diferentes tipos de trabalho. •• Atividades humanas no

2

passado.

Transformações pelo trabalho

Orientações Com a atividade de aber‑ tura, mobilize o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema estudado: a especificidade de algumas atividades e a im‑ portância delas para as comuni‑ dades na qual são exercidas. Espera­‑se que os alunos não tenham dificuldade em relacionar os trabalhadores às paisagens.

O trabalho na comunidade

Erik Malagrino

O trabalho das pessoas muitas vezes se relaciona com as características das comunidades em que elas vivem. Localize na página 141 imagens dos trabalhadores das comunidades a seguir e cole cada uma no cenário adequado.

110

Desenvolvendo habilidades EF02HI10 Reforce com os alunos, sempre que possível e ade‑

quado, que as atividades humanas estão diretamente as‑ sociadas às características dos lugares. Um profissional que constrói currais para criação de gado, por exemplo, é comum

110

e muito importante em comunidades rurais. Já nos grandes centros urbanos esse tipo de profissional não existe, uma vez que lá não há atividade de criação de gado em larga escala.


Orientações

Diferentes trabalhos

Ao longo deste capítulo serão exploradas as diferentes atividades do meio urbano e do meio rural, mostrando os impactos que elas causam no meio ambiente. Debata com os alunos os danos causados por diferentes modos de vida. É comum acharmos que o modo de vida urbano impacta mais e de forma mais negativa o meio ambiente e atribuirmos a esse modo de vida práticas danosas à natureza. No entanto, práticas associadas à vida rural, como queimadas, uso indis‑ criminado de pesticidas, des‑ matamento de matas ciliares, entre outras, podem ser tão ou mais nocivas ao meio ambiente. Promova esse debate e conduza os alunos à percepção de que, nos diferentes modos de vida, as práticas transformadoras escolhidas podem reduzir os impactos causados.

MikeDotta/Shutterstock.com

Na cidade em que você mora, as pessoas exercem muitas atividades diferentes no dia a dia. Já vimos que as atividades ligadas à construção transformam os espaços, mas, na verdade, todas as atividades humanas causam impacto no espaço em que vivemos. Um escritório, por exemplo, precisar ser abastecido por energia elétrica para o uso de equipamentos eletrônicos e para conectar computadores à internet. A produção e a manutenção desse recurso transformam os espaços. 9 Escritórios são ambientes de trabalho colaborativo. Por proporcionarem a reunião de pessoas, precisam de infraestrutura e manutenção, o que traz impactos sobre os recursos da natureza e transformações no meio ambiente. Tempura/iStockphoto.com

As atividades domésticas, assim como outros tipos de atividades, também transformam e impactam a comunidade ao redor. Quando compramos mais do que precisamos, colaboramos para que os recursos naturais se esgotem mais rápido. Além disso, o descarte incorreto de lixo e entulho pode causar inundação e trazer transtorno para todos, transformando de forma negativa o entorno de onde vivemos.

9 A manutenção de uma casa também impacta e transforma o meio ambiente. A água e os produtos de limpeza precisam ser utilizados de forma consciente para minimizar o desperdício de água e evitar a poluição do meio ambiente.

111

Olhar interdisciplinar O trabalho com as diferentes atividades humanas e seus im‑ pactos pode ser articulado com Geografia para a consolidação da habilidade EF02GE11 : reconhecer a importância do solo e da

água para a vida, identificar seus diferentes usos (plantação e  extração de  materiais, entre outras possibilidades) e  os  im‑ pactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo.

111


Orientações

O trabalho e o cotidiano

Leia com os alunos os textos que acompanham cada imagem e pergunte se já viram os profis‑ sionais e trabalhos mostrados na comunidade em que vivem. Caso tenha encaminhado a atividade proposta na página 107, a Galeria dos profissionais da comunidade, retome os car‑ tazes recuperando informações sobre as características e a im‑ portância de cada trabalho. Se julgar necessário, peça aos alunos que complementem as informações dos cartazes. Se a turma não realizou a atividade antes, proponha a confecção da galeria neste momento.

Ronaldo Nina/Tyba

Quando observamos a paisagem ao redor é possível perceber que ela foi modificada pelas atividades e pelo trabalho realizados pelos seres humanos. Você já notou que o trabalho faz parte de seu cotidiano e transforma as paisagens? � As calçadas são os locais de trânsito de pedestres e as ruas, os locais de trânsito dos carros. Para que todos possam transitar com segurança, há pessoas que trabalham na pavimentação e manutenção das vias.

� Os alimentos

que consumimos todos os dias são resultado do trabalho dos agricultores e de pessoas que são responsáveis pelo transporte e comércio de mercadorias.

Sabrina Chinelato/Pulsar Imagens

9 Pavimentação de rua em Porto Velho, Rondônia, 2015.

9 Trabalhador rural irrigando manualmente uma plantação de hortaliças. Bom Jesus do Galho, Minas Gerais, 2016.

112

Desenvolvendo habilidades EF02HI10 Estas duas páginas apresentam diferentes atividades

humanas e possibilitam a realização de trabalhos sobre a im‑ portância delas para a comunidade. Dessa forma, os alunos podem desenvolver a habilidade em questão.

112


Orientações trabalho do professor, os alunos aprendem a ler, escrever, resolver operações matemáticas, compreender o funcionamento de nosso corpo e passam a conhecer diferentes lugares e culturas.

Caso julgue necessário, re‑ tome conteúdos trabalhados ao longo do Capítulo 3 da unidade anterior, que abordou o impacto das tecnologias na transfor‑ mação da paisagem. Recuperar esses conhecimentos pode ajudar os alunos a compreender o conteúdo desta unidade.

Fernando Favoretto/Criar Imagem

� Por meio do

9 Alunos e professora interagem em aula de música. São Paulo,

� A energia elétrica

que utilizamos é produzida com o trabalho de muitas pessoas e pode ter origens diferentes. Ela pode ser produzida em usinas hidrelétricas, que usam a força das águas para gerar energia; ou em parques eólicos, que usam a força do vento, por exemplo.

Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo/Ae

São Paulo, 2016.

9 Trabalhadores em usina eólica e solar em Tacaratu, Pernambuco, 2015.

Tudo o que existe ao nosso redor é resultado do trabalho de alguém e as atividades que esses profissionais desempenham são importantes para todas as comunidades. 113

113


Orientações

9 Jean Baptiste Debret. Calceteiros. Gravura publicada em Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, 1827. Biblioteca Municipal Mario de Andrade, São Paulo

As atividades humanas sempre provocaram mudanças nas paisagens e transformaram os lugares, seja na cidade, seja no campo. No Brasil, por exemplo, a construção de ruas e o calçamento de vias públicas nas grandes cidades já modificavam a paisagem em 1824, como podemos ver nesta imagem, que retrata a cidade do Rio de Janeiro. Mas as mudanças não ocorreram somente nas grandes cidades. No campo também houve transformações. Florestas foram derrubadas para dar lugar a plantações de café e outros produtos, que naquele momento se tornavam a base da economia local. Hoje sabemos que a derrubada de florestas pode causar grandes impactos no meio ambiente.

Museus Castro-Maya, Rio de Janeiro

As atividades humanas no passado

Este conjunto de páginas apresenta aos alunos exemplos, na história do Brasil, de como as atividades humanas transfor‑ maram a paisagem. É uma análise importante porque trabalha a leitura de imagens e introduz questões centrais da história de nosso país, como a escravidão. Peça aos alunos que observem as três reproduções de obras de arte e as descrevam. Orien‑ te­‑os a começar pela descrição dos cenários e apontar os ele‑ mentos que mais chamaram a atenção deles. Depois leia com eles as legendas e solicite que destaquem as datas. Por fim, faça perguntas à turma sobre os traba‑ lhadores representados nas obras e peça que digam o que têm em comum. Espera­‑se que observem que os trabalhadores represen‑ tados são quase todos negros. Comente que no Brasil, por mais de 300 anos, a maior parte dos trabalhos era feita por pessoas que haviam sido escravizadas na África e trazidas para o Brasil ou por indígenas que foram aprisio‑ nados no território brasileiro. Se julgar necessário, localize o continente africano em um planisfério e explique aos alunos que a África, atualmente, é formada por muitos países dife‑ rentes. No período da escravidão, esse continente era integrado por diferentes reinos, com povos de muitas origens que falavam línguas diferentes e tinham crenças também diversas.

9 Johann Moritz Rugendas. Derrubada de uma floresta. Gravura publicada em Viagem pitoresca através do Brasil, 1835.

114

Desenvolvendo habilidades EF02HI10 e EF02HI11 Os alunos farão um recuo na história

do Brasil aplicando os  conhecimentos e  habilidades em destaque nesta unidade. É importante que reconheçam

114

a importância das atividades para cada comunidade, em di‑ ferentes momentos históricos, e identifiquem as transforma‑ ções que elas causaram no meio ambiente.


Orientações

Biblioteca Nacional da Alemanha, Frankfurt

Encontramos outro exemplo de como o trabalho pode transformar a paisagem de um local na história de Minas Gerais. Durante o século 17 (1701-1800), muitas pessoas foram para a região das atuais cidades de Ouro Preto, Mariana e Diamantina para trabalhar na mineração.

9 Johann Moritz

O trabalho dos garimpeiros se tornou tão importante que, para vender o ouro encontrado nas minas, foram construídas estradas e portos. A principal delas, chamada Caminho do Ouro, ligava essas regiões de Minas Gerais ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro, e passava por várias cidades no caminho. O Caminho do Ouro foi construído tendo como referência as trilhas abertas pelos indígenas guaianases e, muitos anos depois, foi novamente transformado, dando origem à Estrada Real.

Leo Drumond/Nitro Imagens/Latinstock

Rugendas. Lavagem de ouro em Itacolomi, 1827. Litogravura, 28,5 cm × 20,5 cm.

Destaque a importante parti‑ cipação dos grupos indígenas na construção do Brasil como país. Trace um pequeno histórico sobre o processo de ocupação e colonização do território brasileiro. Acredita-se que há aproxima‑ damente 40 mil anos chegaram a estas terras os primeiros grupos humanos, que deram origem aos diferentes povos indígenas. Eles dividiram­‑se em muitos grupos diferentes, que desenvolveram línguas e cos‑ tumes diversos. Depois que os portugueses chegaram em busca de riquezas, os indígenas foram os primeiros trabalha‑ dores nas fazendas e vilarejos que os europeus construíram. Com a chegada dos afri‑ canos escravizados, que eram comercializados, os indígenas passaram a ser aprisionados em menor quantidade, mas mesmo assim continuaram a ser perseguidos.

9 Grupo de caminhantes percorre o trecho da Estrada Real que vai de Diamantina até São Gonçalo do Rio das Pedras. Diamantina, Minas Gerais, 2013.

Além de contribuir para o surgimento de cidades e a criação de estrada, o trabalho de exploração e comercialização do ouro proporcionou o desenvolvimento de várias profissões, especialmente daquelas ligadas ao comércio. 115

115


Orientações

Atividades

1. a) Incentive os alunos a re‑ tratar diferentes atividades das pessoas da comunidade. Pergunte quais atividades os pais deles fazem, quais são as mais tradicionais da comu‑ nidade e quais são os traba‑ lhadores menos comuns que podem ser encontrados no lugar onde eles vivem. Em um centro urbano, pergunte se há, por exemplo, pessoas que trabalham com plan‑ tação de alimentos ou criação de animais. Se a escola fizer parte de uma comunidade rural, pergunte se conhecem pessoas que trabalham em ambientes de escritório, como bancos. Explore a diver‑ sidade das atividades formais e não formais dos adultos da comunidade.

1 Desenhe ou cole no espaço a seguir uma imagem que retrate uma

atividade de trabalho desenvolvida na comunidade em que você vive e, depois, responda às questões.

Respostas pessoais.

a) Que atividade é essa?

b) Espera­‑se que os alunos expliquem a importância das atividades representadas por eles na comunidade em que vivem. Todos os trabalhos exercidos em uma comuni‑ dade provocam transforma‑ ções, que podem ser conside‑ radas positivias ou não.

b) Qual é a importância dessa atividade?

c) Espera­‑se que os alunos apontem mudanças, mesmo pequenas, que as atividades por eles desenhadas oca‑ sionam. Atividades como as relacionadas à construção civil ou à agricultura são mais evidentes, mas atividades domésticas ou de escritó‑ rios também promovem mudanças.

c) Como essa atividade modifica sua comunidade?

116

116


Orientações 2. Antes de realizar a atividade, solicite aos alunos que iden‑ tifiquem os veículos em cada uma delas. Caso não co‑ nheçam o trólebus, explique que é um tipo de ônibus elé‑ trico que se move ligado a um fio aéreo condutor de corrente elétrica. Eles podem observar os fios condutores desse veículo na imagem.

 Ônibus com tração animal.

Arquivo/Estadão Conteúdo/AE

Augusto Malta

2 Observe as imagens e responda às questões a seguir.

 Trólebus.

c) Veículos de transporte co‑ letivo são importantes para o deslocamento de pessoas que não possuem ou não de‑ sejam utilizar meios de trans‑ porte particular, como carros e motos. Além disso, os veí‑ culos de transporte coletivo geralmente são mais baratos que os meios de transporte particular e ainda são menos agressivos ao meio ambiente, pois são capazes de trans‑ portar um grande número de pessoas de uma só vez, o que gera economia de energia.

a) As duas imagens mostram tipos de transporte antigos, mas ainda possíveis de ser encontrados. Para que eles são utilizados? Para transportar muitas pessoas ao mesmo tempo.

b) Quais diferenças e semelhanças você observa entre esses veículos? Semelhanças entre os dois ônibus: capacidade de levar muitos passageiros e necessidade de um condutor. Diferenças: maior capacidade de transporte de pessoas no veículo mais moderno, tração animal no mais antigo.

Resposta

3 Observe a imagem ao lado.

Feita por Jean Baptiste Debret, ela representa trabalhadores serrando madeira em 1822. Essa atividade transformou a paisagem de duas formas. Quais são elas?

Museus Castro‑Maya, Rio de Janeiro

c) Qual é a importância de veículos de transporte coletivo para a comunidade e quais mudanças na paisagem podem causar? Por quê?

3. Espera­‑se que os alunos compreendam que a pri‑ meira transformação ocorreu quando foi feita a derrubada da árvore na natureza e a se‑ gunda, quando a madeira foi utilizada na construção civil.

 Jean‑Baptiste Debret. Serradores, 1822. Aquarela, 17,3 cm × 24 cm.

117

Avaliação Ao final deste capítulo é importante que os alunos tenham compreendido que existem diferentes formas de trabalho e que elas podem causar impactos diversos nas comunidades e na natureza.

117


Temas em estudo

PÍTULO CA

•• Reutilização de materiais. •• Redução dos impactos

3

ambientais.

•• Uso de energia limpa. •• Tradições culturais.

Orientações

Mudanças cotidianas

Reutilizando e brincando

O objetivo deste capítulo é mostrar aos alunos que os membros de uma comuni‑ dade podem escolher atividades que reduzem o impacto das ações deles no meio ambiente. Sensibilize a turma para essa questão propondo a produção de um brinquedo com sucata. Ajude os alunos na confecção dos pinguins. É importante que fiquem satisfeitos com o resultado. Depois de prontos os pin‑ guins, promova uma roda de conversa e pergunte a eles se sabem por quanto tempo uma garrafa plástica permanece poluindo o meio ambiente se for descartada de forma errada. Informe que garrafas como as utilizadas na confecção dos pinguins demoram até 400 anos para se decompor na natureza. É por isso que reutilizá­‑las para criar novos objetos ajuda a pre‑ servar o meio ambiente.

Sempre que reutilizamos algo, estamos evitando a produção de lixo. E uma forma de reutilizar é criar brinquedos.

Material: � 2 garrafas PET; � tesoura; 1 � tinta guache preta; � cartolina branca; � fita adesiva; � cola; � pincel; � marcador permanente preto e vermelho. 1.

2.

3. 4.

2

Como fazer 3 4 Com o auxílio de um adulto, corte as garrafas próximo ao meio, mas deixe uma das metades de baixo um pouco maior do que a outra. Junte as partes de baixo das garrafas, com a parte menor em cima. Prenda as duas com fita adesiva e pinte-as de preto. Desenhe a barriga e o rosto do pinguim na cartolina branca e cole na garrafa já seca. Faça os olhos, o bico e decore como quiser!

118

Orientações Proposta de atividades Com garrafas PET é possível construir brinquedos, jogos e um instrumento usado para medir o tempo: a ampulheta. Proponha aos alunos construir uma ampulheta; assim, além da questão da sustentabilidade, eles poderão retomar conhecimentos sobre instrumentos usados para medir a passagem do tempo. 118

Com a ampulheta confeccionada por eles, faça atividades de medição de tempo sugerindo que eles batam palmas ou se equilibrem em uma só perna enquanto a areia passa de um lado para o outro da garrafa. Pergunte que atividade parece ter demorado mais. Assim, é possível retomar questões sobre a si‑ multaneidade e a relatividade do tempo.

Fotografias: Milene Rinaldi

Pinguim de garrafa PET


Desenvolvendo habilidades

Transformações como parte do cotidiano

EF02HI11 Este capítulo trabalha

questões ambientais asso‑ ciadas aos impactos causados pelas atividades humanas no meio ambiente, integrando a habilidade em destaque à prática cidadã.

Rubens Chaves/Pulsar Imagens

Você viu que as atividades Glossário humanas, com o objetivo de criar melhores condições de vida Infraestrutura: obras e serviços que atendem aos habitantes de um lugar e passam a fazer parte do e desenvolver a infraestrutura ambiente. Por exemplo, rede de energia elétrica, para isso, transformam os lugares de saneamento básico, de gás encanado etc. e as pessoas. Portanto, para atender às necessidades básicas da população – ruas asfaltadas, redes de esgoto, transporte para muitas pessoas, grande produção de alimentos, entre outras –, transformamos o ambiente.

9 Pá carregadeira em pátio de

Na história da humanidade, a visão de que essas transformações são, em muitos casos, prejudiciais, permanentes e irreversíveis é relativamente nova. Atualmente compreendemos que as transformações que provocamos precisam ser bem pensadas e planejadas para causar o menor impacto possível no meio ambiente e nas comunidades que nele vivem, evitando, assim, sua completa destruição.

Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

minério de ferro. Congonhas, Minas Gerais, 2016.

9 A coleta e a separação de material reciclável são muito importantes para o meio ambiente, pois evitam que o lixo seja descartado nas ruas, rios e esgotos, além de garantir renda aos catadores.

119

1. Com garrafa PET, você pode construir um instrumento de medir o tempo: a ampulheta. Você precisará de: 99duas garrafas PET de 600 ml limpas e secas; 99um punhado de areia fina; 99fita adesiva. Como fazer 1. Peça a um adulto que fure uma das tampas da garrafa.

2. Encha uma garrafa com a areia e feche-a com a tampinha fu‑ rada. Coloque a segunda garrafa, sem a tampa, sobre a pri‑ meira, unindo os gargalos. Passe a fita adesiva em volta para segurar as garrafas. 3. Agora, vire a garrafa cheia e marque no relógio o tempo que demorará para a areia toda passar de uma garrafa para a outra. O tempo decorrido dependerá do tamanho da garrafa, do diâmetro do furo na tampa e da quantidade de areia colocada. 119


Orientações

Edilson Dantas/Folhapress

 Ciclista na ciclovia da Avenida Luiz Carlos Berrini. São Paulo, São Paulo, 2016. jjspring/Shutterstock.com

Diversas práticas cotidianas podem ajudar a diminuir o impacto das ações humanas no meio ambiente, por exemplo, quando escolhemos de forma consciente o meio de transporte. Para percorrer pequenas distâncias, podemos usar a bicicleta. Além de não poluir o ambiente, pedalar é uma prática que faz bem à saúde. Para distâncias maiores, a opção pelo transporte público, por exemplo, contribui para a preservação do lugar em que vivemos ao reduzir o número de veículos nas ruas. Outra forma de preservar o lugar em que vivemos é planejar e construir edificações com materiais que não prejudiquem os recursos naturais da região ou que causem o mínimo possível de desgaste na natureza.

Alf Ribeiro/Shutterstock.com

Diminuindo o impacto ambiental

Leia com os alunos o texto sobre práticas cotidianas e escolhas individuais e coletivas que ajudam a diminuir o impacto das atividades humanas no meio ambiente. Pergunte a eles quais dessas alternativas são praticadas na comunidade em que vivem. Aproveite e peça que citem outras práticas que podem ajudar a reduzir o impacto negativo das ações humanas na natureza.

 Área de embarque e desembarque de passageiros na Estação da Luz. São Paulo, São Paulo, 2017. Movido a energia elétrica, o trem é um meio de transporte menos poluente e transporta muitas pessoas de uma só vez.

 As lâmpadas de LED são uma forma de minimizar impactos

O uso de materiais recicláveis também é importante, pois é uma forma de controlar o impacto de nosso consumo, que, em geral, produz grande quantidade de lixo.  Pufes feitos de pneus reciclados. Holambra, São Paulo, 2013.

120

120

João Prudente/Pulsar Imagens

em nosso entorno: elas são fabricadas com cerca de 95% de material que pode ser reciclado; quando acesas não aquecem o ambiente, o que possibilita reduzir o uso de ar-condicionado ou de ventiladores, gerando ainda mais economia de energia e diminuindo a conta de luz.


Orientações

Ismar Ingber/Pulsar Imagens

Uma das formas de aprender e criar maneiras de transformar o espaço ao nosso redor causando o menor impacto possível na natureza é observar as atividades praticadas pelas diversas comunidades tradicionais. Os povos indígenas, por exemplo, estabelecem relações de equilíbrio com a natureza. É o caso de muitos indígenas que vivem no Amazonas. Eles sabem que as matas que cercam os rios são refúgios para diversas espécies de peixes e, por isso, 9 Indígenas ikpeng pescando com timbó na Lagoa Ariranha. Feliz Natal, Mato Grosso, 2016. Ao observar e conhecer as tradições evitam plantar suas e os costumes locais, podemos encontrar formas de convivência roças nesses locais. que não agridam o meio ambiente. Transformar o entorno de forma consciente implica o desenvolvimento de iniciativas que recuperem os recursos naturais já comprometidos, como a despoluição de rios e córregos.

Renato Soares/Pulsar Imagens

Conservando e cuidando do futuro

Comente com os alunos que, no passado, as popula‑ ções indígenas que aqui viviam mantinham atividades voltadas à sobrevivência das aldeias e não à comercialização dos recursos naturais. Por isso, o impacto am‑ biental dessas atividades não era tão agressivo como hoje em dia. Aproveite para recuperar conhecimentos tradicionais da região onde vivem e sugerir práticas que ajudem a reverter quadros de degradação. Indicamos a leitura do texto “Populações tradicionais e a proteção dos recursos naturais em unidades de conservação”, de Rinaldo Arruda, que discorre sobre a importância da cultura indígena na formação da iden‑ tidade nacional, principalmente na relação do homem com a na‑ tureza. O texto foi publicado na revista Ambiente & Sociedade, ano II, n. 5, 2o semestre de 1999 (disponível em: <www.scielo.br/ pdf/asoc/n5/n5a07>, acesso em: 18 out. 2017).

9 Limpeza das águas da Lagoa de Jacarepaguá. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.

O cuidado cotidiano com o meio ambiente é um modo eficiente de assegurarmos a conservação dele e da espécie humana. 121

121


Desenvolvendo habilidades

Atividades

EF02HI11 O objetivo deste

conjunto de atividades é desenvolver a habilidade dos alunos de identificar os im‑ pactos causados pelo tra‑ balho humano no meio am‑ biente. Deve ficar claro para os alunos que nem sempre o resultado das atividades humanas é negativo, mas deve­‑se buscar o equilíbrio entre suprir as necessidades de uma comunidade e im‑ pactar o ambiente, sempre da forma menos invasiva possível.

1 Pinte as atitudes que podemos tomar no dia a dia para diminuir o

impacto ambiental em nossa comunidade. Usar transporte público. Escovar os dentes com a torneira aberta. Reutilizar objetos. X Fazer coleta seletiva. X

Andar sempre de carro.

X

Jogar lixo nos rios e lagoas. Desligar aparelhos eletrônicos quando não os estiver usando.

X

Ilustrações: Paulo César Pereira

2 Observe as imagens a seguir e faça o que se pede. N

M

a) Nos quadrinhos acima, escreva N para indicar a paisagem natural e M para indicar a paisagem modificada. b) Preencha o quadro abaixo com os elementos que compõem cada paisagem. Paisagem natural

122

122

Paisagem modificada

mar

Ponte, estrada, indústria, edifícios,

montanha

plantações, e áreas de onde a vegetação foi

vegetação

extraída.


Orientações Este capítulo, além da obser‑ vação dos trabalhadores e dos impactos ambientais, sensibiliza os alunos a observar que as ações humanas também podem contribuir com o meio em que eles vivem. É importante que, ao final dessa abordagem, eles tenham compreendido que todos nós somos responsáveis pelo ambiente em que vivemos e que isso deve se refletir em nossas atitudes. Para finalizar, peça que elaborem uma lista de atitudes que eles podem ter e que impactem positivamente no meio em que vivem. Peça que citem algumas delas e anote-as na lousa para promover um de‑ bate sobre como cada um pode contribuir para o bem de todos.

3 O que motiva o ser humano a transformar o ambiente no qual está

inserido? Explique.

O ser humano transforma o ambiente para garantir a sobrevivência e criar melhores condições e comodidades para sua vida. Para isso, constrói e melhora a infraestrutura do lugar em que vive desenvolvendo redes de energia elétrica, saneamento básico, gás, sistemas de transporte de pessoas e cargas, além de tecnologia para aumentar a produção de alimentos.

Fabio Colombini

Delfim Martins/Pulsar Imagens

4 Observe as imagens, leia as legendas e faça o que se pede. X 9 Indígena 9 Processo industrial de produção de farinha de mandioca. Lupércio, São Paulo, 2016.

barasano trabalha no preparo de beiju. Aldeia Rouxinol, Igarapé Tarumã-Açu. Manaus, Amazonas, 2014.

a) Assinale a fotografia que retrata o modo de produção artesanal. b) Qual dos métodos de produção você imagina que consome mais recursos naturais? Explique. Espera-se que o aluno note que o método industrial é bem mais prejudicial ao meio ambiente. Além da colheita predatória, o processo de industrialização consome de forma intensa recursos naturais, por exemplo, a água.

c) Em sua opinião, qual é a principal vantagem de cada um desses métodos de produção? Explique. Resposta pessoal.

123

Proposta de atividade Se você tiver feito com os  alunos a  Galeria dos profissio‑ nais da comunidade, proposta na página 107, e complemen‑ tado com o trabalho da página 112, retome os cartazes neste momento para recuperar as  informações sobre as  caracterís‑ ticas dos tipos de trabalho e a importância de cada um deles

na comunidade. Caso considere necessário, peça que comple‑ mentem as informações dos cartazes incluindo práticas que podem diminuir os impactos ambientais causados por essas ati‑ vidades. Você também pode complementar a galeria com prá‑ ticas tradicionais que causem pouco impacto no meio ambiente e podem ser adotadas na comunidade.

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Desenvolvendo habilidades

Hora da leitura

EF02HI11 A seção Hora da lei-

tura faz um trabalho interdis‑ ciplinar com Língua Portu‑ guesa para auxiliar o processo de letramento e alfabetização dos alunos e apresentar­‑lhes diferentes gêneros textuais que trabalham com as temá‑ ticas da unidade. A tirinha incita uma discussão sobre o tema “Preservação ambiental”, levando os alunos a associar os impactos causados no meio ambiente à atividade humana. Já a seção História em ação inicia explicando que conhecimentos adquiridos por eles em sala de aula são utilizados por diferentes profis‑ sionais. Os alunos são levados a refletir sobre o fato de que o estudo dos processos de trans‑ formação promovidos pelo trabalho humano pode revelar parte importante de nossa história.

Cuidar da natureza

Alexandre Beck

Quem deve cuidar do meio ambiente onde vivemos? Essa pergunta é feita todos os dias. Em uma conversa com sua mãe, Armandinho deu a resposta dele. Leia a tirinha para saber que resposta foi essa.

1 Qual é o assunto principal da tirinha? A preservação do meio ambiente.

2 Segundo Armandinho, a criança da tirinha, quem são os

responsáveis pela tarefa que está sendo atribuída a ele?

Para Armandinho, cabe aos adultos cuidar da natureza e preservá-la até que ele e toda sua geração cresçam.

3 Explique o que o personagem quis dizer no último quadro. Preservar a natureza é uma atitude que deve ser constante, pois, se não cuidarmos dela no presente, no futuro não haverá o que preservar.

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Orientações

HISTÓRIA

O objetivo desta seção é explorar as transformações causadas pelo trabalho hu‑ mano mostrando que não são, necessariamente, negativas. Ao revelar que o processo de re‑ vitalização de uma área da ci‑ dade do Rio de Janeiro trouxe à tona um aspecto importante de nossa história, introduzimos uma dimensão positiva nesse processo de transformação. Até o momento, os alunos não tiveram contato com uma cronologia da História do Brasil e provavelmente não com‑ preendem o processo de co‑ lonização de nossas terras. No entanto, foram informados, em diferentes momentos, da par‑ ticipação da população negra – escravizada e liberta – na formação de nossa sociedade e de nossa cultura, o que possi‑ bilita um trabalho de valorização dessa população.

em ação

Os vestígios do Cais do Valongo

Ismar Ingber/Pulsar Imagens

Você aprendeu que o trabalho humano transforma o meio ambiente. Essas transformações deixam vestígios da época em que foram realizadas que se tornam importantes fontes históricas para os historiadores em suas pesquisas. Glossário Os vestígios encontrados no sítio arqueológico Cais do Valongo, na cidade Sítio arqueológico: local em que são descobertos vestígios da do Rio de Janeiro, são exemplos dessas presença de povos antigos. transformações. Eles foram descobertos em 2011, quando a região passava por reformas. Naquela ocasião, foram encontrados diversos vestígios: na primeira etapa das escavações, foram descobertos os escombros do Cais da Imperatriz Teresa Cristina, construído para recepcionar a chegada dela ao Brasil, em 1843. Uma escavação mais profunda revelou vestígios do Cais do Valongo, o principal porto por onde entravam africanos escravizados no Rio de Janeiro. Lá foram encontrados diversos objetos, como amuletos, anéis e pulseiras.

Tais descobertas possibilitaram que pesquisadores compreendessem um pouco melhor as transformações feitas no local e como aqueles acontecimentos contribuíram para a formação da sociedade brasileira. 9 Calçamento do Cais do Valongo, construído em 1811 para o desembarque e comércio de escravos, posteriormente transformado no Cais da Imperatriz. Foi descoberto durante as obras do Porto Maravilha em 2011. Ao fundo, o Obelisco de Grandjean de Montigny, de 1843, na Praça Barão de Tefé. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.

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Orientações

Revendo o que aprendi

Além de promover a revisão dos temas estudados em toda a unidade, estas atividades podem servir como instrumentos de avaliação. 1. b) Resposta pessoal. Caso os alunos não identifiquem nenhuma ação habitual entre as práticas apresentadas, pergunte o que costumam fazer com o mesmo obje‑ tivo. Busque sempre valorizar as experiências locais para dar sentido aos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Ilustrações: Desenhorama

1 Observe as imagens a seguir faça o que se pede. X

X

X

a) Pinte os quadrinhos que mostram atitudes que ajudam a reduzir o impacto da atividade humana no meio ambiente. b) Entre essas atitudes, circule com lápis azul aquelas que você ou seus familiares adotam no dia a dia. Resposta pessoal.

2 Explique qual é a principal diferença entre produção de alimentos

artesanal e produção industrial.

A produção artesanal consome poucos recursos naturais e causa menos prejuízos ao meio ambiente, enquanto a produção industrial tem alcance muito maior, já que a produção ocorre em larga escala. 126

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Orientações

© Mauricio de Sousa Editora Ltda.

3 Leia a tirinha e responda às perguntas.

a) No primeiro quadro, o que Chico Bento, o personagem de camiseta amarela, está fazendo?

3. Se julgar apropriado, co‑ mente com os alunos que a definição de esperança é “sentimento ou confiança de que aquilo que se de‑ seja irá acontecer”. Diante do desmatamento, o per‑ sonagem tem esperança de que, após sua inicia‑ tiva de plantar uma árvore, o lugar em que ele vive vol‑ tará a ser arborizado. 4. Para esta atividade você pode acessar o site IBGE Cidades (disponível em: <http://cidades.ibge.gov.br>, acesso em: 20 out. 2017), no qual há um breve histórico sobre a formação de cada município brasileiro. Au‑ xilie os alunos na produção do texto, atividade que ser‑ virá também para desen‑ volver o letramento.

Ele está plantando uma árvore.

b) No segundo quadro, como podemos perceber que a paisagem foi transformada? Havia muitas árvores cortadas no local.

c) No segundo quadro, o que poderia ter motivado as pessoas a transformar a paisagem? Árvores são cortadas para a fabricação de diversos produtos que consumimos, de móveis a papel.

d) Por que o personagem Chico Bento diz que sua árvore é de esperança? Porque espera que a árvore plantada por ele possa crescer e ocupar uma parte do espaço que foi desmatado.

4 Com o auxílio do professor e de seus familiares, pesquise as

transformações que aconteceram em seu bairro desde seu nascimento. Com base nesses dados, escreva no caderno um pequeno texto que conte como as atividades humanas transformaram a comunidade em que você vive.

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Orientações Esta seção reúne os con‑ teúdos trabalhados ao longo da unidade. Aproveite o momento para fazer uma breve revisão dos conteúdos, identificar possíveis dúvidas dos alunos e saná­‑las.

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Nesta unidade vimos

� As atividades humanas são constantes e transformam o mundo em

� Muitas dessas transformações podem

ser percebidas por meio da observação de fotografias e relatos de pessoas mais velhas. � É possível adotar práticas que reduzam os impactos causados na natureza pela ação do ser humano. � Reaproveitar embalagens ou fazer os próprios brinquedos são atitudes positivas para evitar o acúmulo de lixo no planeta.

Para finalizar, responda: De que maneira as atividades praticadas em sua comunidade transformam o lugar em que você vive? 9 Os trabalhadores de sua comunidade demonstram preocupação com os impactos causados no meio ambiente? 9 Há formas de realizar esses mesmos trabalhos causando menos impacto negativo na comunidade? Como? 9

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Avaliação de aprendizagem

as respostas deles no início do estudo e agora, de modo que percebam o que aprenderam após o trabalho com o conteúdo.

Na abertura desta unidade, os alunos responderam a  per‑ guntas introdutórias. Sugerimos trabalhar as questões do final desta página e  depois comparar as  respostas com as  obtidas no início. A  comparação lhes possibilita perceber os  avanços da própria aprendizagem. Ao retomar as  questões da  abertura da  unidade, oriente os  alunos a  identificar as  diferenças e  semelhanças entre

Respostas

128

99Resposta

pessoal. Retome as questões da  abertura e  peça aos alunos que reavaliem suas respostas com base nos co‑ nhecimentos adquiridos ao longo desta unidade. Verifique se conhecem alguma atividade específica feita na comunidade, se há alguma empresa instalada que emprega boa parte dos moradores ou se a cidade é reconhecida pela produção

Ilustrações: Desenhorama

Paulo César Pereira

que vivemos.


Orientações Consciente coletivo

Para ir mais longe

Liliana Iacocca e Siron Franco. São Paulo: Ática, 2010. O livro mostra que os seres humanos se relacionam com a natureza e transformam os espaços, muitas vezes causando destruição. Mas ele também revela que sempre é possível recomeçar.

9 Sou indígena e sou criança, de César Obeid. São Paulo: Moderna, 2014. Conheça a história de uma criança indígena brasileira. Descubra que ela faz coisas que toda criança faz, sempre mantendo o contato com a natureza. Podemos aprender muito com ela!

Os vídeos produzidos pelo Instituto Akatu disponíveis na internet sensibilizam os alunos para os temas discutidos em sala de aula. Após a atividade de abertura do Capítulo 3, você pode assistir com eles, por exemplo, ao vídeo Consciente coletivo: impactos do consumo para iniciar uma roda de conversa sobre a dimi‑ nuição dos impactos causados pelo consumo de produtos industrializados.

Site

9 Eu, você e tudo que existe, de

9 Consumismo

infantil: na contramão da sustentabilidade: <www.capesesp.com. br/c/document_libra ry/get_file?uuid=12b5 febd-97ec-4e5f-98bf9291c48f2ec5&group Id=10156>. Essa cartilha, lançada pelo Ministério do Meio Ambiente, contém informações e dicas de sustentabilidade.

Editora Moderna

Editora Ática

Livros

Instituto Akatu

Filmes

9 Consciente coletivo. Direção de Pedro Luá e

Analúcia de Godoi. Brasil: Giroscópio Filmes, 2010, 20 min. Essa série de dez vídeos do Consciente Coletivo aborda os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo do dia a dia. Também disponível em: <www.akatu.org.br/videos>. Acesso em: 2 set. 2017.

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de determinado produto agropecuário ou artesanal. Com base nesse levantamento, debata a importância da atividade citada para a história e a economia locais. 99Resposta pessoal. Pesquise se existe alguma iniciativa pública ou privada que procura reduzir os impactos causados pelas atividades mais comuns na comunidade e, se houver, men‑ cione­‑a para os alunos. Caso haja uma atividade extrativista, há possibilidade de alguma organização orientar os trabalha‑

dores que a praticam a fazer o manejo responsável do pro‑ duto extraído. 99Pode haver alternativas para que as  atividades humanas não prejudiquem a comunidade. Muitas dessas alternativas resultam do  planejamento da  atividade – que já considera os  possíveis impactos –, levando à conscientização do  uso responsável dos recursos disponíveis, que podem ser natu‑ rais, culturais e históricos.

129


Referências ANDRADE, Carlos Drummond de. Vou crescer assim mesmo: poemas sobre a infância. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016.

KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2008.

ARIÈS, Phillipe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.

MARTINS, Maria Helena Pires. Preservando o patrimônio e construindo a identidade. São Paulo: Moderna, 2001.

BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2005. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. 17. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Brasília: MEC, 2012. Disponível em: <http://pacto.mec.gov.br/o-pacto>. Acesso em: out. 2017. . Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 3. versão. Brasília: MEC, 2017. . Parâmetros Curriculares Nacionais: História, Geografia. Brasília: MEC/SEF,1997. COOPER, Hilary. Ensino de História na Educação Infantil e nos anos iniciais: um guia para professores. Curitiba: Base Editorial, 2012. DE ROSSI, Vera Lúcia Sabongi; ZAMBONI, Ernesta (Org.). Quanto tempo o tempo tem! Campinas: Alínea, 2003. FAZENDA, Ivani. Didática e interdisciplinaridade. Campinas: Papirus, 1998. FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o Fundamental I: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. JAFFÉ, Laura. Convivendo na escola. São Paulo: Ática, 2005.

130 130

MUNDURUKU, Daniel. Histórias de índios. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. PAULA, Claudia Regina de. Educar para a diversidade: entrelaçando redes, saberes e identidades. Curitiba: IBPEX, 2010. PEREIRA, Amilcar Araújo; MONTEIRO, Ana Maria (Org.). Ensino de história e culturas afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013. PRIORE, Mary Del (Org.). História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 1999. RIBEIRO, Nye. No tempo dos meus bisavós. São Paulo: Editora do Brasil, 2011. ROCHA, Helenice Aparecida Bastos; REZNIK, Luís; MAGALHÃES, Marcelo de Souza (Org.). A História na escola. Rio de Janeiro: FGV, 2009. SCHIMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004. SMITH, Penny; SHALEV, Zahavit. Escolas como a sua: um passeio pelas escolas ao redor do mundo. São Paulo: Ática, 2008. SOUZA, Flávio de. Eu e mim mesmo. São Paulo: Quinteto Editorial, 1987. TORERO, José Roberto. O diário de Lelê. São Paulo: Moderna, 2009. URBAN, Ana Claudia; LUPORINI, Teresa J. Aprender e ensinar História nos anos iniciais. São Paulo: Cortez, 2015.


Encartes

Ilustrações: George Tutumi

PEÇAS PARA A ATIVIDADE: A HISTÓRIA DE LUCAS, DA PÁGINA 14.

Ilustrações: Erik Malagrino

PEÇAS PARA A ATIVIDADE: A ROTINA E O TEMPO, DA PÁGINA 70.

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PEÇAS PARA A SEÇÃO COMO EU VEJO: A ORGANIZAÇÃO DA MINHA CASA, DA PÁGINA 30.

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Ilustrações: Cristiane Viana

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PEÇAS PARA A SEÇÃO COMO EU VEJO: A ORGANIZAÇÃO DA MINHA CASA, DA PÁGINA 30. 1 2

Ilustrações: Cristiane Viana

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COZINHA BANHEIRO Recortar 135 135


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Ilustrações: Marcos de Mello

PEÇAS PARA A ATIVIDADE: COMO ERA ANTES?, DA PÁGINA 104.

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Marcos de Mello

PEÇAS PARA A SEÇÃO COMO EU VEJO: O CAMINHO PARA A ESCOLA, DA PÁGINA 94.

Antes de atravessar a rua, aguardaram o semáforo ficar verde e utilizaram a faixa de pedestre.

Quando saíram de casa, Rafael e o pai descartaram o lixo reciclável nas devidas lixeiras.

Enquanto Rafael e o pai chegavam à porta da escola, a van escolar que traz os colegas de Rafael para a escola estacionava.

Pararam durante o caminho, pois o pai precisava retirar dinheiro do caixa eletrônico antes de chegarem ao mercado.

Depois de retirarem o dinheiro, pararam para comprar o lanche de Rafael. Ele escolheu um sanduíche natural, uma fruta e um suco.

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Ilustrações: Erik Malagrino

PEÇAS PARA A ATIVIDADE: O TRABALHO NA COMUNIDADE, DA PÁGINA 110.

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Marcos de Mello

Peรงa para as atividades 5 e 6, da pรกgina 83.

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ISBN 978-85-10-06701-0

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