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número 4

www.vidaadois.net Psicologia

Por que os homens traem? Perdão. Atitude de amor Vida Conjugal

Tire seu casamento da UTI

Quando você

precisa se sentir

amado

Saúde

Malhar juntos

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EXEMPLAR AVULSO R$ 8,90

Comportamento

ISSN 1983-4241


nesta edição

18

Saúde

Malhar juntos

09

Relacionamento

Quando você precisa se sentir amado

14

Relacionamento

Tire seu casamento da UTI

36

Sexologia

Oito maneiras de obter maior satisfação sexual 06 - Entrevista As crises conjugais

25 - Educação Como educar meu filho?

09 - Relacionamento Quando você precisa se sentir amado

28 - Relacionamento Amor que supera crises

12 - Comportamento Amar faz bem 14 - Comportamento Tire seu casamento da UTI 18 - Saúde Malhar juntos 21 - Psicologia Por que os homens traem?

30 - Finanças Quem casa, quer casa 32 - Teologia O segredo 34 - Saúde Queres ser curado? 36 - Sexologia Oito maneiras de obter maior satisfação sexual

39 - Psicologia Quando você precisa de suporte emocional 42 - Comportamento Perdão. Atitude de amor 44 - Relacionamento Como lidar com os problemas em casa 46 - Psicologia Fatores essenciais para o sucesso do casamento 49 - Devocional Altar da família


Editorial A vida conjugal é tão rica e dinâmica que em cada edição, a equipe da revista VIDA A DOIS enfrenta um emocionante desafio: escolher os assuntos que serão abordados. Mais uma vez, os temas escolhidos, de uma forma ou de outra, abrangem quase todas as fases do casamento. E por falar em fases, ouvi dizer que o matrimônio passa por três, e todas começam com a letra “R”: Romantismo, Realismo e Reumatismo. Levando isso em consideração, em que fase se encontra o seu casamento? Na linda fase do romantismo? Que tal constatar que AMAR FAZ BEM? É!.. As coisas já não são como antigamente! Minha vida é uma monotonia só - você pode pensar. Quer uma sugestão? Dê um “upgrade” no seu relacionamento com MALHAR JUNTOS ou, quem sabe, com OITO MANEIRAS DE OBTER MAIOR SATISFAÇÃO SEXUAL. A fase do Reumatismo é apenas brincadeirinha. Mas, se o seu casamento está com problemas, saiba que O AMOR SUPERA CRISES e você pode, com o auxílio Divino, TIRAR SEU CASAMENTO DA UTI se começar a erguer em seu lar o ALTAR DA FAMÍLIA. É claro que neste espaço do Editorial não é possível citar tudo de bom que VIDA A DOIS lhe traz. Por isso, vire logo a página e comece a ler, tendo em mente que seu casamento pode ser melhor. Então, boa leitura. Que os artigos publicados aqui sirvam de alguma forma para enriquecer seu relacionamento matrimonial! Dayanna Alves Diretora de Redação

Expediente Diretora de Redação Dayanna Alves Conselho Editorial Ibson Roosevelt Mariazinha Coelho Tiragem: 30.000 exemplares

Jornalista Responsável Jeanne Moura

Projeto Gráfico e Diagramação Criando Design

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Colaboradores UCOB – Jair Góis UNB – Marco Góes UNEB – Enildo Nascimento ABC – Luiz Carlos MTO – Evaldino Ramos AMT – Eronildes Chagas APLAC – Ibson Roosevelt ASM – João Neto ANP – Elieser Vargas ACP – Francisco Fonseca

ACSR – Harry Streithrost MOSR – Cleiber Ziviani AC – Marcos Júnior MSA – Lucas Bezerra MBS – Élbio Menezes MPeC – Francisco de Oliveira MCN – Denill Souza ABS – Orlando Lacerda APE – João Marques ABaC – Nadilson Santos MN – Josanan Alves AMS – Itamar Lellis AMC – Elias Malaquias


S I A G U J N O S C I A S G E U J S I N O R AS CAS CRISES C Marli de Souza Psicóloga e formadora dos cursos de pós-graduação em família do CAIFCOM/RS

Qual a principal descoberta no começo da vida a dois? Ambos descobrem que são diferentes daquilo que esperavam durante o período de namoro, e que essas diferenças em vez de reforçar a união, contribuem para afastar um do outro. As diferenças acabam provocando discordâncias, e estas os fazem lembrar que não são uma extensão do outro, sendo na verdade, um ente separado. Assim, o cônjuge entra em conflito consigo mesmo e

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os tentando fazer an am ss pa s ro ei rc pa os he seu pensamento in iv ad o tr ou o e qu m co

com o outro. O que os leva a procurar ajuda psicológica e até mesmo orientação espiritual. Que pode acontecer, ao longo do tempo, se essas diferenças não se tornarem complementares? Ao longo do tempo a insatisfação vai se instalando e cresce a competição entre ambos. Desenvolve-se um contínuo processo de desconfiança em relação às palavras e atos do outro. E assim, a incompreensão, o orgulho e

a raiva podem erguer-se cada vez mais fortes, como um muro inquebrável entre os dois. Se permanecerem assim casados por causa dos “teres” e “haveres”, não serão mais que pessoas se suportando sem um sentido vital. Muitos casais que precisam de terapia familiar resistem em buscar ajuda. O que eles podem descobrir com o auxílio do terapeuta? A busca por atendimento para casais tem aumentado e, por incrível


Entrevista

que pareça, os conflitos geradores de crises não existem porque os parceiros não se amam, mas porque há situações da convivência, da rotina do casamento para as quais eles não estão preparados e sentem-se impotentes para resolver. O dia a dia de um casamento pode ser desgastante, chegando a ser prejudicial para a saúde do casal e da família. Alguns desses problemas são inevitáveis, por exemplo, as diferenças de pensamento, de educação, de cultura. O que poderia ser uma fonte de oportunidades para aprofundar a intimidade e aumentar o amor, o carinho e a confiança pode direcionar para um caminho de ressentimentos e rejeição. Como um casal em crise lida com a culpa? Cada cônjuge tem a tendência de culpar o outro por não ser aquilo que gostaria que fosse. Por não pensar ou não se comportar como ele apreciaria. Digo aos meus pacientes que, se desejarem alguém que pense igual a eles, devem se casar consigo mesmos (risos). O outro é diferente. Nisso consiste o crescimento, a beleza da convivência. Normalmente os parceiros ao chegarem na terapia ou consultoria desejam mudança para o outro e não para si. Fica um jogo de quem tem culpa. Apontam para o outro e não olham para si. Culpam o companheiro, o mundo e até Deus por suas dificuldades. Não percebem que o término de uma crise não ocorre quando culpam e mudam o outro, mas quando cada um reconhece sua culpa e toma a decisão de mudar.

Que relação existe entre experiência familiar e expectativas conjugais? O lar é o lugar onde ocorrem as experiências relacionais e de aprendizagem mais prazerosas ou mais danosas. Lá se aprende a crescer ou enlouquecer. No casamento cada um traz consigo não somente um modelo interacional aprendido, mas também expectativas baseadas no que observaram na relação de seus pais: podem esperar relacionamentos similares quando aprovaram, ou diferentes quando desaprovaram. Ao se unirem, trazem consigo na bagagem um conjunto de táticas e sinais comportamentais para trocarem na relação. Precisam entender que de forma inteligente e amável, com base na comunicação e respeito mútuo, devem ocorrer mudanças para ajustes. Quando essa sintonia acontece possibilita o bom andamento da união e faz o casamento funcionar. O que fazer para evitar crises? Alguns pontos são necessários para o sucesso da relação. Dividir as tarefas diárias entre o homem e a mulher, levando em consideração as habilidades de cada um. Nesse ponto chamamos atenção não só para as tarefas de cuidar da casa, mas na forma de organizar o dinheiro, vida social, intimidade sexual, educação de filhos. Dependendo dessa partilha, condições serão estabelecidas para viverem um grau de sanidade ou disfuncionalidade no casamento. Outro ponto é a comunicação. Quando as pessoas entram num casamento, muitas vezes

não detectam as regras implícitas que guiam o modelo de comunicação do casal; essas deviam ser cuidadosamente examinadas e renegociadas sempre que se mostrarem disfuncionais. No entanto, os parceiros passam anos tentando fazer com que o outro adivinhe seu pensamento. O equilíbrio poderá vir a partir da explicitação clara e saudável dos seus respectivos sentimentos, desejos e necessidades. Não posso deixar de mencionar também a importância da inteligência emocional, que certamente é um dos requisitos principais para o bom funcionamento da relação conjugal. As reações emocionais têm relação com o equilíbrio entre a manutenção de uma estrutura estável e ao mesmo tempo flexível em resposta às mudanças da vida. As variações inesperadas da rotina, as crises e as eventuais responsabilidades que se somam exigem flexibilidade e tolerância. Por que manter a individualidade na relação conjugal? Na relação a dois, é essencial que a individualidade de cada um seja preservada, sem destruir o vínculo afetivo: resguardar o seu eu, seu processo de descoberta, realização e crescimento, sem destruir a individualidade, sem se anular. É importante que as pessoas em suas relações, não vivam em função de si mesmas e nem apenas em função do outro, é essencial que haja um intercâmbio entre o eu, o outro e ambos, para então a relação ser de crescimento mútuo e não uma relação doentia onde nenhum dos dois cresce ou somente um.

U J N O C S E S I R C AS 7


S I A G U J N O C S E S I R AS C Por que é importante haver equilíbrio entre dar e receber? Segundo Matarazzo (1992), é comum a relação onde um deposita no outro todas as suas necessidades, e assim, um dos dois pode ser visto como um tipo de parasita, pois está sempre sugando, nunca se sente totalmente feliz porque sempre quer mais e o que recebe é sempre visto como pouco. Em contrapartida, o outro se torna o provedor, muitas vezes por medo da rejeição e do abandono, ou então, porque precisa se sentir superior, forte e doador para compensar sentimentos de inferioridade. Esse tipo de vínculo é muito comum, e é comum também, que com o passar dos anos a pessoa venha a se sentir esgotada e sufocada nesta relação. Por isso, a relação deve ser um processo em que um ajuda o outro com equilíbrio. Quais os principais elementos que levam à separação? De acordo com Ackerman (1986) os distúrbios das relações conjugais são caracterizados por dois elementos: conflito e falha da reciprocidade de satisfações. Esses aspectos centrais são influenciados por diversos processos como o distúrbio de união e identificação empática; comunicação defeituosa; falha de mecanismos de restituição seguida de um distúrbio de equilíbrio da relação; e uma falha de complementaridade na qual um parceiro não obtém mais do outro a satisfação de suas necessidades, não recebe apoio à identidade pessoal nem reforço das defesas necessárias contra a ansiedade. Apontamos ainda, algumas causas possíveis para levar o casal a uma separação: finanças, sexualidade e, principalmente, autoestima. 8

E quando as crises conjugais não são devidamente resolvidas? Os problemas internos do casamento oferecem uma oportunidade de enfrentamento. Mas, como é um processo dolorido, as partes constroem um sistema de agravos mútuos que lhes permitem esquivar-se de uma auto-reflexão. Vivem o casamento, então, como um labirinto. Porém, a verdadeira prisão está dentro de si, nos seus personagens infantis, e o outro serve como uma grande tela de projeção. Nesse momento de intenso emaranhamento de histórias, não percebem que é mais fácil olhar para si e mudar do que transformar o outro. Mas, se o casamento é visto como uma possibilidade de segurança e transformação da história familiar original, uma via de escape para a liberdade de ambos, como fica quando isso não ocorre? Provavelmente, ele ou ela passará de um barco ao outro, procurando recompor sua família anterior. Percebem, então, que contam somente com seus recursos e que viver com o outro passa a ser um mundo cheio de perigos. No primeiro momento, esquecem seu próprio problema para satisfazer ao outro e, por medo do rechaço, calam e veem no matrimônio um cárcere. Cedo ou tarde, a solidão se instala e as tensões ficam explícitas, aparecendo as limitações que ambos possuem para ajudar o outro. Ao pensarem na separação, parece ser uma última tentativa de o casal preservar seu sentido de identidade. Passam a considerar o outro como inimigo, e não admitem as crises do convívio. Em vez de destruírem o tipo de vínculo, destroem a si e ao casamento. Criam,

inconscientemente, um motivo que justifique a escalada de conflitos para chegarem à separação. Para concluir, como as crises conjugais se projetam sobre os filhos? Quando já existe uma crise ou conflito na relação sem filhos, ela vai pesar ainda mais quando eles chegarem; o casal passa a desempenhar a função de pais. Exercer esses papéis de forma harmoniosa é uma dura tarefa para aqueles que não tinham o equilíbrio a dois, vindo a se projetar sobre os filhos. É importante que saibam que, quando eles falham como casal e pais, seus filhos poderão falhar como pessoas.


Quando você

precisa se sentir

César Vasconcellos Psiquiatra

Parece não existir casamento em que a culpa dos problemas conjugais é de um só. Se esposo e esposa casaram por amor, deve ter existido manifestações de afeto antes e logo após o casamento, pelo menos. Neste artigo vamos introduzir uma análise sobre o que fazer se você como esposa e você como esposo sentem-se mal amados no casamento, talvez porque as coisas mudaram, e o afeto não mais lhes é dado como antes. Vamos refletir um pouquinho sobre este assunto, inicialmente sobre mulheres que se sentem mal amadas e, ao final, sobre maridos que se sentem mal amados. O problema de alguns homens que casam é não saber manter o mesmo tipo de atenção afetiva que dava para a esposa antes do casamento; o que não significa que não a amam mais. Significa que a forma costumeira do homem manifestar amor é diferente da mulher e que, em alguns,

amado

Para sermos amados no casamento preci“ samos desenvolver intimidade afetiva” há dificuldades pessoais de verbalizar afeto. É comum um homem assim casar com uma mulher com necessidade de atenção e afeto acima da média. Isso não ocorre sem propósito. Não escolhemos a pessoa com quem nos casamos por acaso. Homens casados precisam aprender a restaurar a capacidade de manifestar afeto que satisfaça às necessidades válidas da esposa, talvez algo parecido com o que havia antes de casar. Já para um bom número de mulheres que se casam, o problema é que elas têm dificuldade em se desligar da necessidade de atenção e se voltar para outras coisas na vida. O que acaba ocorrendo é que ficam nervosas, cobram atenção, podem atacar o marido, ficam ciumentas, ranzinzas porque não são amadas do jeito que queriam, e isso pode afastar o marido.

Não é uma reação que ocorre logo no início do casamento. Depende da mulher. O marido deve ter falhado bastante por não verbalizar afeto para ela. Como você reage quando seu marido não transmite afeto como você quer? Briga? Anula-se? Fica ranzinza? Isola-se? Não toca no assunto e espera uma eternidade para ver se ele desperta? Toca no assunto na hora errada (ao ele chegar cansado do trabalho ou ao ele assistir algo na TV que esperava há 10 dias)? Toca no assunto da maneira errada, atacando-o ao invés de atacar o problema? Critica as limitações dele, ao invés de falar sobre suas frustrações? Tem crises para manipular, obter atenção ou mostrar a dor? Se a esposa não recebe amor como deseja, fica nervosa e briga com ele. O troco, em geral, é briga também ou afastamento, ou ambos. E ela fica 9


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sozinha. Isso pode se perpetuar. E dependendo de certas situações, há o grande risco de ser atraída por uma solução destrutiva, maligna, imatura, se envolver com um galanteador atencioso (que deve também ter problemas com a mulher dele). Não será ético, construtivo, leal e maduro dar um xeque-mate no marido dizendo que o casamento não pode continuar desse jeito e evitar trair? A dor da traição é imensa, para o homem e para a mulher, é difícil curá-la. Pode sangrar por muito tempo. E restaurar a confiança novamente é bem difícil. É um estrago dos mais complicados na relação humana. Também a dor de não se sentir amada é ruim e muito difícil conviver com ela, é verdade. Mas há analgésicos éticos para dores, que não ferem e não destroem, sem efeitos colaterais letais, que promovem forças para resolver o assunto, e não mascará-lo como a anestesia de uma paixão proibida e desleal, a qual viola o compromisso de fidelidade que, como adultos, decidiram ter ao se casarem. Um analgésico saudável e inicial pode ser o desconcentrar-se do marido por um tempo, e canalizar suas energias para algo ligado ao progresso da vida pessoal: seja o trabalho, a vida com  filhos, contatos com parentes e amigos éticos e de boa moral, desenvolvimento da espiritualidade, lazer saudável, prática de um hobby, até que o tempo e alguma atitude saudável possa encontrar a cura da dor de ser mal amada, que envolve não obrigatoriamente um amor idealizado, mas o amadurecimento para ter o amor possível com um homem sensível e afetuoso, mas que talvez, mesmo que a ame e a elogie, nunca poderá preencher tudo o que ela deseja. 10

Muitas pessoas se separam do cônjuge ao viver uma paixão fora do casamento porque creem que encontraram a felicidade no amante, após tê-la perdido com o cônjuge. Outras ficam no casamento por vantagens, mantendo relações afetivas ou sexuais com alguém fora. É um jogo maligno de falsidade, perversidade e imaturidade (embora se achem muito maduras). Cientistas que estudam conflitos de casamento dizem que quando uma pessoa se separa do cônjuge, é sábio esperar não menos que um ano sem ter ninguém, para poder lidar com a dor, lamentar o que for necessário, chorar, expressar a raiva, para então ganhar serenidade. Separar-se e logo arranjar outro companheiro é muito provável que encontre no novo relacionamento problemas parecidos, vivenciados no relacionamento anterior. Quem se separa e não dá um tempo para estar sozinho e aprender onde errou, aprender como amadurecer o pedido de afeto, como lidar com a parte do vazio que ninguém pode preencher, etc. Sessenta por cento deve separar-se novamente. Podemos aprender. Certamente não em modelos de novelas de TV - uma expressão da patologia da comunicação social - mas conversando, lidando com a dor construtivamente, procurando soluções éticas e maduras, apegando-se à espiritualidade, sendo honestos, verdadeiros, leais, expondo a dor de maneira não agressiva e manipulativa, e especialmente terminando com a carência pessoal de afeto trazida para dentro do casamento, a qual exige injustamente do cônjuge saciá-la. É importante ressaltar que a responsabilidade pela nutrição do afeto na relação conjugal é de ambos, esposo e

esposa, e ambos precisam lutar contra as tendências pessoais destrutivas desta nutrição, para que a intimidade afetiva se desenvolva e amadureça. Agora vamos ver o que nós homens necessitamos entender sobre este assunto de sentir-se mal amado no casamento. Solicitei que algumas mulheres casadas me dessem um feedback sobre a primeira parte deste artigo. Recebi 22 respostas no total, sendo 19 de mulheres casadas e 03 de divorciadas, com níveis socioculturais, idades e profissões diferentes, tal como advogada (2), secretária executiva (3), vendedora (1), professora universitária (2), funcionária pública (2), do lar (3), médica (3), psicóloga (1), enfermeira (1), e algumas (4) não informaram sua ocupação. Partes dos comentários que recebi delas, incluem: “A busca de afeto no casamento deve ser um objetivo comum a todos e não só da parte da esposa.” “Discutir a relação não é bobagem ou encheção de saco.”“Há uma herança cultural na qual se aceitam deslizes masculinos descaradamente. O amor não brota do nada, mas é construído na relação familiar. Palavras mágicas são: vigiar, cuidar e dialogar. Todos somos responsáveis pela existência do amor. Concordo com a tese de que uma boa relação conjugal deve ter 80% de amizade e mais 20% de sexo, o que é igual a companheirismo.”“Senti falta de argumentos a favor das mulheres. Sentir-se mal amado não é igual a ser mal amado. A pessoa madura aceita as diferentes formas do outro demonstrar amor. Verbalizar amor não é tão importante quanto agir com amor. Um marido pode dizer várias vezes ao dia para a esposa que a ama, mas ser agressivo, rude e egoísta.


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Essa esposa não se sentirá amada com toda a razão. O homem deve conquistar diariamente a mulher com atitudes de carinho prático como colher uma flor no caminho e dar a ela, ajudá-la em tarefas no lar, passear com ela de mãos dadas, não perder a cortesia e o respeito no falar e no agir, nunca ir dormir sem tentar resolver eventuais dilemas, conversar abertamente com confiança, sem medo de se expor, orar juntos, não levar trabalho para casa e estar com a família, não casar para ser feliz, mas estar feliz e então casar e essa felicidade verdadeira está ligada à paz interior e comunhão com Deus. Muitas vezes as mulheres sentem-se mal amadas não porque são insaciáveis afetivamente, mas porque os homens têm mais dificuldades pessoais que impedem a demonstração de afeto.” “Nós sempre seremos românticas e por isso sofreremos. Homem é romântico quando interessa, quando quer sexo. Mulheres no período fértil são carentíssimas. Precisamos ser elogiadas, amassadas, apertadas, amadas.” “Escute sua esposa, participe de questões sobre o pensamento feminino, elogie os esforços que ela faz para agradar a família, converse com paciência.” “Elogie os bons comportamentos dela, pare de reclamar, demonstre gratidão, tenha zero de cobranças.” “Fale francamente do que sente falta e valorize atitudes de carinho mesmo que os homens tenham dificuldades de verbalizá-lo. Cuidado para não ficar entretida com contos de fadas que continuam agora por meio de novelas. Não podemos esperar a perfeição dos homens que nós mesmas não temos. O Único que é perfeito - Deus - tem que estar em primeiro plano. Custei a descobrir isso.” “O marido deve defender, proteger a

esposa, andar de mãos dadas com ela pelo prazer de estar juntos.” “Não vale dizer que ama do seu jeito.” “Que ele goste de minha companhia, seja independente, me faça rir. A relação é feita de duas pessoas, não é só a mulher a responsável por cuidar do relacionamento e não é verdade que elas é que criam dificuldades.” Ana Paula Padrão, repórter da Rede Record, cobrindo as Olimpíadas de Inverno no Canadá em 2010, comentou sobre a beleza de um local naquele país, dizendo, entre outros elogios, com simpática espontaneidade, bonita e graciosa feminilidade, “tão romântico”. Imediatamente minha cabeça masculina pensou, “é a mulher”. Não pensei isso com depreciação quanto às mulheres, mas refletindo que realmente somos diferentes, homens e mulheres, não só anatomicamente em certos órgãos, como também quanto aos hormônios e emocionalmente. Provavelmente um jornalista homem, ao fazer o mesmo comentário da beleza do local, diria algo do tipo “lindo, não é?”, ou “inspirador”, ou ainda “que maravilha!”, mas dificilmente diria “tão romântico”, mesmo que fosse um indivíduo romântico. E há homens românticos. E há mulheres broncas e frias. Uma mulher psicanalista comentou certa vez algo que me deixou pensativo, dizendo que o homem deseja a mulher, e a mulher deseja o desejo do homem. Isso para o homem pode ser demais, enquanto que para a mulher parece ser tudo. E agora? Para sermos amados no casamento precisamos desenvolver intimidade afetiva, que é diferente de intimidade sexual. Você pode ter muito sexo, mas não ter afetividade. E, abaixo de Deus, creio ser a afetividade que mantém um relacionamento

agradável. Só podemos ser íntimos à medida em que nos tornamos vulneráveis. E só podemos ser vulneráveis quando abrimos nosso coração. Mas para abrir o coração precisamos nos sentir seguros porque podemos ser feridos. É um risco. Muitos homens mantêm relações superficiais com a mulher, têm casos e o vazio continua. O desafio e a maturidade é ter uma só mulher e desenvolver com ela intimidade afetiva. Onde estão e como são nossos defeitos de caráter? Como vencê-los? Devemos procurar a pessoa certa, ou trabalhar para ser a pessoa certa? Não é melhor assumir a responsabilidade pelo nosso comportamento em vez de ficar projetando imagens idealizadas no outro? Quando nos comprometemos no relacionamento, agimos com amor, verdade, honestidade, ternura, respeito e valorizamos a companheira da vida conjugal. As coisas podem melhorar no casamento. É fundamental sermos honestos quanto aos nossos sentimentos, e lutar para expandir nosso jeito de ser e passar a expressar amor com palavras e atitudes, em vez de dizer para nós mesmos que “ela tem de me aceitar do jeito que sou” e ficar rígidos. Agindo assim não seremos mal amados? A não ser que sua mulher seja uma pervertida, muito imatura, supercarente, enganadora, autoritária irremediável, portadora de algum transtorno de caráter grave e que viva no mundo das ilusões sem desejar mudar. E a cura genuína baseia-se na verdade, no afeto (amor altruísta) e na liberdade (você não é escravo de nada, não tem uma relação aditiva com nada e não perturba a liberdade dos outros). É livre para ter um compromisso sério com a pessoa amada. 11


faz bem O amor verdadeiro é incondicional. A pessoa ama, “ sem esperar recompensas. Amar a vida e as pessoas faz bem à saúde” 12


Comportamento Luciene Almeida Psicóloga e Psicopedagoga

Recentemente cientistas descobriram que o VMAT2 (gene relacionado com esperança, amor, paciência, fé, relacionamentos, etc.) quando estimulado tem o poder de ajudar no tratamento de várias doenças, inclusive mentais. É explicável, pois a esperança traz bem estar, fazendo com que nossos neurotransmissores produzam mais substâncias como: serotonina, dopamina, noradrenalina e endorfina que fortalecem o sistema imunológico. Estatísticas apontam que a depressão é considerada o mal do século. Será em todo mundo o maior problema de saúde física e mental por volta de 2020, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). “Para se ter uma idéia do que é uma depressão severa, pense no desconforto de várias noites sem dormir misturado à dor da perda de um ente querido. Depois, imagine a sensação de que essa falta de energia nunca mais vai acabar. Esta é a rotina de uma pessoa em crise depressiva.” - Abril Cultural: Coleção Muito Mais. Pessoas em todo mundo, questionam por que essa doença está, cada vez mais, se alastrando. Qual a causa? Qual a verdadeira origem desse mal? A sociedade pós-moderna traz algumas características que podem responder essa questão. Uma das características é a corpolatria (idolatria ao corpo). Por toda parte, pessoas estão, cada vez mais, investindo de modo exacerbado, em si mesmas, seja em academias, clínicas de

estética ou mesmo cirurgias plásticas. Estamos com sintomas narcísicos. O narcisista é totalmente apaixonado por ele próprio. Ou seja, o narcisista é uma pessoa que está preocupada consigo mesma com exclusão de todos os outros, inclusive seu cônjuge e filhos. Lowen (1983:34) esclarece: A incapacidade para dizer “eu te amo” identifica o narcisista. Amar a própria imagem é visto no mito, como tipo de punição por ser incapaz de amar. Hoje, sabe-se que narcisismo é um traço de nossa condição cultural, que em nível individual indica uma “perturbação” da personalidade caracterizada por um investimento exagerado na própria imagem. Quando há um considerado investimento anormal em si mesmo, deixa-se de investir automaticamente no outro. Isso resulta em outra característica do pós-modernismo que é o individualismo, ou seja; eu não preciso mais do outro, portanto me isolo e deixo de amar. Daí vem a consequência: a falência do amor. De certa forma, isso pode ser inserido no cumprimento da profecia relatada em Mateus 24:12, a qual afirma que no final dos tempos o amor se esfriaria. É interessante como falamos de tudo, lemos sobre tudo, mas não ouvimos com frequência a frase “amo você”. O que aconteceu? Parece que essa frase se tornou estranha. A ponto de que se for dita para alguém, provavelmente, ela terá dificuldades de acreditar. A verdade é que muita gente não se sente constrangida em xingar, gritar e falar mal dos outros, mas morre de vergonha de declarar: “eu te amo”.

Para sua reflexão: A resistência em expressar o amor está por toda parte. Inclusive na família. Mas é frequente ouvir o equivalente a essa frase nos velórios... Por quê? O amor verdadeiro é incondicional. A pessoa ama, sem esperar recompensas. Amar a vida e as pessoas faz bem à saúde. Traz alegria e satisfação ao coração. Em Provérbios 15:13 relata que o coração alegre aformoseia o rosto. É notório que quando se está amando, a pele parece ficar mais bonita, os olhos parecem brilhar mais, a disposição aumenta e todos passam a perceber que você está mais feliz. É uma beleza que vem de dentro. Neste momento podemos citar outra característica dessa sociedade que é a inversão de valores. Infelizmente, a mídia possui a capacidade de manipular a opinião pública a ponto de influenciar decisões, determinar normas comportamentais e de consumo. A calça jeans tem de ter aquela etiqueta, a bolsa tem de ser daquela marca. As mensagens subliminares da mídia sugestionam que você vai ser amado se possuir o carro do ano. E assim, os pais pensam que amar os filhos consiste em oferecer coisas que simbolizam status. Se independente disso, pudessem passar mais tempo com as crianças e demonstrar mais amor, com certeza, os consultórios psicológicos não estariam tão cheios de crianças e as escolas com tantos problemas. De fato, há uma grande necessidade de demonstrar amor nos relacionamentos. Pois, amar mais as pessoas e menos as coisas, faz muito bem. 13


. . U .T .I

TIRE SEU CASAMENTO DA Daise Reis Terapeuta Conjugal e Familiar

Segundo pesquisa do IBGE, em 2007, um em quatro casamentos termina em divórcio. Sem dúvida é um índice muito elevado. O que a pesquisa não consegue apresentar é a quantidade de casais que vivem felizes em comparação com aqueles que apenas sobrevivem sob o mesmo teto, mas estão divorciados emocionalmente. Alguns casamentos estão em tal estado de morbidez, que afeta a saúde física, mental e emocional dos que estão envolvidos na relação. Quando um parente nosso vai para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), ficamos preocupados, 14

O Médico dos médicos, Jesus Cristo, aguarda ser “ chamado para efetuar a cura e levar o casamento de volta ao plano original de Deus” pois entendemos que o estado é grave. Corremos atrás dos médicos até ouvir a notícia de que o enfermo já pode deixar a unidade. Infelizmente, alguns casamentos estão na UTI há um longo tempo, e as pessoas não se preocupam e ainda se acomodam, pensando: “Ah! Todo mundo tem problemas!” Enquanto isso o Médico dos médicos, Jesus Cristo, aguarda ser chamado para efetuar a cura e levar o casamento de volta ao plano original de Deus. Quanto você está disposto a gastar para conseguir a cura física de um ente querido? Conheço pais que gastaram tudo o que possuíam, tentando a cura ou ao menos minorar o sofrimento de um filho doente. Pena

que alguns não se dispõem a fazer nada pela cura do seu casamento. Terminam se acomodando numa vida infeliz, cheia de frustração, quando com determinação poderiam fazer a diferença na vida a dois. Algumas perguntas poderão ajudar a avaliar seu casamento. Quando saem juntos, você pega na mão de sua esposa, põe o braço sobre seu ombro? Você fala palavras românticas ao ouvido do seu cônjuge? Você senta ao lado dele(a) trocando carinhos enquanto assistem TV? Ainda existe aquela alegria em mandar bilhetes, torpedos e ligar um para o outro só para dizer que estava com saudade? Você ainda leva flores para


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ela de vez em quando? Ainda faz aquela torta que ele tanto gosta? É possível que para algumas perguntas à sua resposta seja NÃO! Aquele primeiro amor já esfriou. Seu casamento se tornou chato, triste e insuportável. São duas pessoas apenas sobrevivendo sob o mesmo teto. Calma! Nem tudo está perdido. Se você quer começar uma nova vida em seu casamento, quero sugerir cinco passos.

1. Coloque Deus em primeiro lugar – Se Deus não ocupar o primeiro lugar em sua vida, você terá dificuldades no casamento. Casamento precisa de amor. E onde se encontra o verdadeiro amor? Na Fonte. A Bíblia é muito clara, “Deus é amor”. Se estiver faltando amor em seu casamento é porque está faltando Deus. Além disso, todo relacionamento precisa de perdão. Infelizmente muitas vezes magoamos aos que mais amamos. A tendência natural do ser humano é se vingar, pagar com a mesma moeda. Mas, para ser feliz é preciso perdoar; e somente Deus nos habilita a perdoar os que nos ofendem. A verdade é que quanto mais próximo você estiver de Deus por meio da oração e da reflexão em Sua Palavra, mais perto estará do seu cônjuge. E se você quer estar cada vez mais unido ao seu companheiro (a), experimentem orar juntos todos os dias. O casal que ora unido, permanece unido.

2. Gaste tempo para conhecer o seu cônjuge – Há muito tempo atendo casais em crise, e ainda me surpreende quão pouco alguns se conhecem. Tenho dito para alguns

que, apesar de estarem casados há anos, ainda não são um casal, pois levam vidas independentes, sem conhecer as necessidades e os sonhos um do outro. Vivem na mesma casa e até dormem na mesma cama, mas não há companheirismo e cumplicidade entre eles. Separe tempo para conversar com o seu cônjuge, não sobre os assuntos cotidianos, como contas a pagar e problemas com as crianças, mas, gaste tempo para falar de vocês, dos planos para o futuro, dos desejos mais secretos, tudo isto num espírito de compreensão e intimidade, sem críticas ou acusações. Façam coisas juntos. É investindo tempo juntos que aprendem a lidar melhor um com o outro.

3.

Aprenda a se comunicar – Como pode um casal se dar bem se não consegue se comunicar? Comunicação não é falar apenas, como pensam alguns, mas inclui também ser ouvido e compreendido. Na vida a dois a comunicação é um grande desafio, pois homens e mulheres agem como se falassem línguas diferentes. O homem é mais direto e objetivo ao falar. Naturalmente ele ouve com facilidade alguém que se comunica no mesmo estilo. Por outro lado, a mulher não é tão direta, ela floreia a linguagem, coloca emoção na sua fala, cria um clima. E assim, “às vezes” não é muito clara sobre o que quer dizer,

mesmo assim, espera que o marido a compreenda. O problema é que, com estilos tão diferentes, bem antes que a esposa conclua o que está dizendo o marido já se desligou completamente da conversa. E mesmo que ele responda “hum-hum”, é possível que não tenha prestado atenção em metade do que foi dito. Isso gera conflitos. A mulher acha que ele não está lhe dando atenção e ele não consegue suportar uma conversa tão comprida. A solução é cada um ceder um pouco. O homem deve exercitar a atenção, quando a esposa estiver falando, e a mulher deve evitar detalhes desnecessários.

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bem com ele mesmo e com o mundo. Valorizar seu cônjuge é dizer, por palavras e atos, o quanto ele é importante para você. Uma pessoa elogiada tem vontade de fazer mais e melhor, e isso a torna um melhor cônjuge, pai ou mãe, profissional e cristão. Mulher, quando conversar com uma amiga, fale do seu jeito porque ela vai entender e adorar. Já com o seu marido, para o bem da comunicação do casal, economize palavras e seja o mais direta possível. Marido, quando sua esposa terminar de falar, resuma o que você entendeu e confirme, “é isso que você está querendo dizer?” São dicas simples que evitarão mal-entendidos.

4. Valorize seu cônjuge – Se não tiver algo de bom para dizer, não diga nada. Infelizmente é muito mais fácil criticar do que elogiar. Se você evitar as críticas e abusar dos elogios sinceros, vai se surpreender com o que acontecerá no seu casamento. Ninguém consegue ser feliz ao lado de alguém que só lhe aponta os defeitos, mesmo com a melhor das intenções. Nunca diga nada que possa constranger seu cônjuge, nem de brincadeira. Não use palavras ásperas ou de baixo calão. Reconheça as habilidades que ele(a) possui e verbalize o quanto se orgulha de sua capacidade. Valorizar o cônjuge é incentivá-lo a estar de 16

5.

Seja feliz, fazendo o outro feliz – Este é o segredo. Há pessoas preocupadas apenas com sua felicidade, passam a maior parte da vida reclamando do cônjuge e tentando mudá-lo. Concentram-se naquilo que o outro não faz. Esqueça. Isso só vai trazer frustração. Pense no que pode fazer para que seu cônjuge seja a pessoa mais feliz do mundo. Descubra pequenos gestos, pequenas atenções e detalhes que o farão feliz. Nunca ameace seu cônjuge com separação, aliás, não alimente o pensamento de que o seu casamento foi um erro. Não vá dormir sem fazer as pazes, a Bíblia orienta a que “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Você se surpreenderá ao notar que, na intenção de fazer o outro feliz, você encontrará a própria felicidade. Atendi certa vez um casal, cujo casamento estava na UTI, em coma profundo. O marido estava se relacionando com outra pessoa que o fazia sentir-se bem e valorizado, enquanto a esposa só lhe tratava com grosseria. A esposa se queixava de não receber atenção e de que o marido queria

alguém apenas para servi-lo. Ela não sabia da existência de uma terceira pessoa, mas estava desconfiada. Enfim, tudo que enxergavam como desfecho era o fim do casamento. Recomendei uma trégua e desafiei os dois a utilizarem os cinco passos que sugeri acima. Se nada acontecesse, eu apoiaria a separação. Avisei que não seria fácil e que eles não conseguiriam sem ajuda Divina. O marido disse que seria preciso um milagre para mudar as coisas, pois o casamento já estava morto. E, sinceramente, ele não acreditava ser possível, mesmo assim, faria a última tentativa. Alguns meses se passaram e o casal agora trazia um novo brilho no olhar. Ele me disse, “descobri que ela é a mulher da minha vida”, referindo-se à esposa, e ela, por sua vez, irradiava felicidade num lindo sorriso. Se você estiver disposto a fazer sua parte para salvar o casamento, pode ter certeza de que Deus fará a parte dEle. Mas Ele nunca fará o que você pode fazer. Sua parte é decidir e investir no relacionamento, sem esperar que o outro faça primeiro. Quando você decide e começa a agir, Deus lhe concede a força necessária para mudar. E, à medida que você muda suas atitudes, seu cônjuge reagirá à nova forma como está sendo tratado. Mudança gera mudança. A promessa é de Deus: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr 32:39). Acredite. Deus pode e quer tirar seu casamento da UTI, para o seu bem e a felicidade de seus filhos. Busque o poder de Deus e seja feliz com um casamento saudável.


Malhar juntos

Edvânia Pereira de Almeida Professora do curso de licenciatura em educação fisica da UNB

É muito interessante perceber o comportamento de casais apaixonados. Andando de mãos dadas num parque, abraçados num banco da praça, assistindo a um filme, ou até mesmo rindo, conversando e trocando olhares à mesa de um restaurante. Agora, penso que tão romântico, e até mesmo mais saudável do que essas situações, é ver um casal malhando junto. Está comprovado pela prática que a melhor pessoa para nos motivar a cuidar da saúde, tanto física quanto espiritual, é aquela a quem amamos. Hábitos sedentários são responsáveis por 54% do risco de morte por infarto e 34% por câncer.

Está comprovado pela prá“ tica que a melhor pessoa para nos motivar a cuidar da saúde, tanto física quanto espiritual, é aquela a quem amamos

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14,7%

* dos brasileiros praticam atividades físicas com regularidade. ** dos brasileiros praticam pouca ou quase nenhuma atividade física regular. (* Ministério da Saúde **IBGE)

70%


Saúde

Tendência natural Segundo pesquisas, nove entre dez casais no Brasil estão propensos a engordar depois do casamento. Esse é o grupo de pessoas acometidas pela chamada síndrome da gordura pós-matrimonial. Isso ocorre devido ao aumento de responsabilidades e preocupações entre os cônjuges, onde se tem de cuidar da rotina familiar e das questões que envolvem a vida pessoal e profissional. Marcelo (30 anos) e Ingrid (27 anos), casados há dois anos sofrem com esse problema. Ele diz que Ingrid antes de casar era magrinha e, hoje, engordou devido à falta de tempo para se exercitar. Ele também admite que se descuidou e “está mais cheinho” agora.

Para os endocrinologistas, isso acontece porque logo após o casamento ocorre uma espécie de “acomodação natural”, mudanças no hábito alimentar e alteração das perspectivas de vida. Edson, (41 anos) e Marisa, (37), confessam que isso aconteceu com eles – engordaram depois do casamento! No entanto, após 20 anos de vida conjugal, tomaram a decisão de melhorar. Há dois anos praticam exercícios juntos. Saúde mental - A prática de exercícios físicos ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, aumenta a capacidade de lidar com problemas, controla o estresse, recupera a autoestima, reduz

a ansiedade e auxilia no tratamento da depressão. Vou dar mais uma boa notícia. Atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do casal, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar. Para os que ainda não praticam e para quem pratica atividade física, dentro ou fora de academia, sabe-se que de vez em quando é preciso um incentivo a mais para encarar uma sessão de esforço e suor. Se a injeção de ânimo partir do companheiro, melhor ainda. Afinal, parceria amorosa faz bem em qualquer situação. Amélia e Júlio são exemplos disso, com 69 e 74 anos, respectivamente e com 46 anos de casados praticam exercícios todos os dias. O segredo para tanta disposição eles revelam: “Estamos sempre juntos”. Gostaram? Vocês podem copiar a receita.

Benefícios A prática regular de exercícios físicos beneficia a mente, o corpo, o espírito e o coração. Melhora a força e a flexibilidade muscular, fortalece também os ossos e as articulações, reduz a pressão arterial, melhora o diabetes, diminui o colesterol e aumenta o HDL (o “colesterol bom”). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a ela, a ponto do casal que deixa de ser sedentário, diminuir o risco de morte por doenças do coração em 40%. Isso mostra que inserir exercício físico no programa conjugal, gera mais vida e saúde. E, consequentemente, um relacionamento melhor.

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é elevado e a autoestima vai lá pra cima. Por essas e outras razões, Marisa diz que praticar exercícios juntos “fortalece o companheirismo e o casamento”. O fato é que muitos casais passam o dia inteiro longe e a prática de exercícios pode ser uma excelente oportunidade de turbinar a relação. Para o coração bater forte é preciso mexer o corpo. E a dica é, chame seu cônjuge para passear de mãos dadas, por no mínimo 30 minutos, cinco vezes por semana.

Faz bem ao coração Todo mundo sabe que os exercícios físicos são essenciais para quem deseja ter saúde e bem estar, mas por que malhar junto faz bem ao coração? Além do coração bater mais rápido, ficar mais forte, oxigena melhor o corpo, a circulação sanguínea corre mais rápida para as várias partes do organismo e os hormônios afloram fazendo as pessoas se sentirem bem e com maior disposição para realizar as tarefas do dia a dia. Quando alguém especial o acompanha os efeitos são ainda maiores, pois o humor

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Desafios Está comprovado que para a malhação a dois ser um sucesso, o mais importante é compartilhar uma modalidade que seja interessante para ambos. Algumas sugestões simples: 1) troquem o carro por bicicletas nos passeios de fim de semana; 2) levem seu cachorro pra passear pelo bairro; 3) convidem um casal de amigos para uma caminhada no parque; 4) dispensem o elevador e subam alguns andares. Praticar essas pequenas coisas ao lado de quem se ama faz a diferença! No entanto, conciliar preferências, aptidões e objetivos não é fácil. E, quando mal resolvidos, os conflitos podem desestimular e levar ao abandono da prática. Por isso, vocês

devem conversar a fim de ver o que é melhor para os dois, considerando, inclusive, o ritmo de cada um. Cada pessoa tem um ritmo diferente e em alguns casos, o programa de exercícios físicos de um é totalmente diferente do outro. Sendo assim, se for possível, estejam pelo menos juntos no horário e no local. Antes de começar a malhar Antes de começar a fazer qualquer atividade física não esquecer os exames preventivos. O check-up deve ser personalizado. Há testes que são comuns para muitas pessoas, porém a prescrição deve ser feita a partir do conhecimento médico, da história pessoal do paciente e dos seus hábitos de vida. Após esses cuidados procurem orientações de um profissional de educação física. Outro ponto importante é a alimentação, que deve ser rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Evitem o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de “fast-foods”. E, lembrem-se: bebam muito líquido (de preferência água e sucos naturais). Assim vocês farão um casamento excelente: exercícios regulares e boa alimentação. Qual será o resultado? Vocês terão uma vida a dois muito MELHOR! Fontes: http://www.saude.gov.br http://www.who.int/ http://www.cuidandodocorpo.com http://www.confef.org.br http://www.ibge.com.br http://www.unesco.org


Por que os homens

traem?

Ivanete Gois Psicóloga

Em alguns casos bas“ ta a intenção ou vontade para que o cônjuge sofra, não só pelo envolvimento sentimental, mas porque se sente traído e ofendido

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Psicologia

A infidelidade muitas vezes acontece em relações aparentemente “perfeitas” e também difíceis. E tanto o homem quanto a mulher sofrem quando são traídos. As sequelas poderão acompanhar o casal e os filhos por muito tempo. Apesar da infidelidade causar sofrimento, os casos têm aumentado. Alguns fatores têm contribuído, como: meios de comunicação, rede de motéis, automóveis, emancipação da mulher, mudança dos valores morais da sociedade, métodos contraceptivos, etc. Definições Ao investigar esse tema, faz-se necessário conceituá-lo e Pittman (1994) define a infidelidade como uma quebra de confiança, a traição de um relacionamento, o rompimento de um acordo. E diferencia adultério de infidelidade. Para ele, adultério é o ato sexual fora do casamento e a infidelidade como uma desonestidade sexual dentro do casamento. Continua dizendo que o adultério pode ser contra a lei ou contra a vontade de Deus, mas a infidelidade é contra o casamento, tornando o caso mais perigoso e pessoal. Pittman comenta que a infidelidade pode ser a pior coisa que um cônjuge faça ao outro, a mais difícil experiência conjugal, a qual é capaz de destruir o casamento – não por causa do sexo, mas por causa das mentiras. Pressão socio-cultural Botwin (1988), faz referência que, em nossa sociedade, a pressão sobre os homens é sempre no sentido da infidelidade e nunca para uma atitude oposta, caso contrário, 22

o homem é considerado “anormal”. Diante dessa realidade o homem se coloca em uma situação difícil, fica preocupado porque há um conflito na sua mente em ser fiel e, ao mesmo tempo, em ser diferente dos outros, pois, para alguns homens, ser infiel significa ter poder e status. Ele desperta inveja nos amigos pelo sucesso que faz entre as mulheres e conta com a apreciação deles. Audi & Leonardos (1997), ressaltam que uma das características esteriotipadas do homem infiel é do “macho” que identifica masculinidade com infidelidade, portanto, dentro dessa filosofia machista, existe um consenso de que ser fiel é ser frouxo. Automaticamente para não ser “frouxo”, se autoafirmar e mostrar que é muito “macho”, procurará seduzir, mesmo que seja eventualmente, afirmando assim, que é polígamo por natureza e não coloca em dúvida sua masculinidade. Reações Diferentes Diante do caso extraconjugal surgem reações diferentes. Em alguns casos basta a intenção ou vontade para que o cônjuge sofra, não só pelo envolvimento sentimental, mas porque se sente traído e ofendido. Por outro lado, Lipp (1991) afirma que existem casos em que houve envolvimento sexual e não foi visto pelo cônjuge como uma traição, mas simplesmente uma aventura transitória. Cada mulher age de uma forma diferente. Algumas agem como se nada tivesse acontecido. Outras não têm esta facilidade, não conseguem esquecer o caso apesar de manterem o casamento. Ficam ruminando a situação. Esta relação dificilmente

será feliz e, muitas vezes, termina em separação. Apesar de muitos homens pensarem que a mulher deve aceitar e perdoar, de acordo com o terapeuta Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, a maioria deles remoem-se de culpa, não dormem direito e ficam nervosos quando o telefone toca. A psicanalista Madalena Ramos do Núcleo de Casal e Família da Universidade Católica de São Paulo, comenta que ao trair, o homem sente destruir o vínculo da lealdade. Causas Buss (2000) considera aspectos importantes sobre a personalidade, e afirma que a personalidade é quase sempre um prognosticador de infidelidade. Pessoas com certas características de personalidade são mais dispostas que outras à infidelidade. Pode-se também encontrar casos frequentes de relações extraconjugais em pessoas comuns. Geralmente ocorrem quando o cônjuge deseja se desprender de uma relação insuportável, desejando sair em parte deste envolvimento. Lipp (1991) declara que não se trata de uma neurose ou fraqueza de caráter, mas uma tentativa de amenizar uma infelicidade conjugal da qual não quer se separar. Isso acontece quando o companheiro é ciumento, difícil de relacionar, briguento, quando há doença mental, crônica ou física, impossibilitando que haja uma relação sexual normal. Há casos também onde o cônjuge se envolve totalmente no trabalho e não dá a assistência devida ao companheiro, o qual fica em estado de


Psicologia

carência afetiva. Existem casos em que a pessoa não deseja terminar o casamento e passa a ter uma vida amorosa dupla. Pessoas aparentemente felizes no casamento, dedicadas à família, também podem se envolver em casos extraconjugais. Isso ocorre quando existe uma frequente relação do companheiro com colegas que têm a infidelidade como estilo de vida e são pressionados pelos mesmos. Age como um adolescente, tem medo de ser fiel para não ser ridicularizado pelos amigos. Geralmente por trás dessa atitude está um indivíduo inseguro e que deseja aprovação de todos. Existem também os casos em que o homem procura outra com o pretexto de que sua mulher está nos últimos dias da gestação, quando ela está viajando, ou quando há situações em que a esposa é incapacitada de ter relações sexuais. A busca do prazer sexual representa apenas uma pequena parte da motivação que leva ao comportamento adúltero. Tudo depende do próprio indivíduo e de seu tipo básico de personalidade, vai depender

também da história de vida de cada um, os códigos morais ou religiosos aprendidos, as proibições internalizadas, a história do próprio pai, da sua mãe, que acabam determinando a propensão para a fidelidade ou para a infidelidade. Buss (2000) apresenta uma série de motivos que as pessoas dão para explicar seu envolvimento com outras pessoas do sexo oposto fora do casamento. Os pensamentos se divergem entre homens e mulheres. As mulheres apresentam fatores emocionais, como: amor, intimidade, compartilhamento e companhia. Em contrapartida, os homens são mais propensos a dar justificativas sexuais, como: novidade sexual, mudança, experiências ou mera curiosidade. Por sua vez, Botwin (1988) descreve os seguintes fatores: O homem que já teve casos anteriormente quando solteiro ou casado, geralmente repetirá a mesma experiência. Se o pai dele teve algum caso, provavelmente ele também

repetirá o ato. Homens que antes do casamento tiveram uma experiência sexual muito ativa são mais inclinados a continuarem a mesma vida depois do casamento. Quando ele não vai bem financeiramente, seu insucesso pode trazer um sentimento de impotência, e procurando outra relação pode trazer-lhe a sensação de poder e bem estar. Se ele tem amigos infiéis provavelmente imitará sua atitude para não se sentir inferior a eles. Se o relacionamento não vai bem, se há constantes brigas, se não há mais comunicação, quando sempre é criticado e não é valorizado, é o momento “ideal” para que ele procure outra. No entanto, é interessante constatar, que apesar de tudo isso, a maioria dos homens entende que a fidelidade é o ideal para sua família. Botwin (1988), Lipp (1991), Pittman (1994) e Audi & Leonardos (1997)

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* FORTALEZA E SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: ASSISTA NO CANAL 141


r a c u d e o m Co meu filho?

Élbio Menezes

Lider do Mnistério da Família - MBS

Um dos maiores e mais gratificantes desafios da vida a dois é a educação dos filhos. Só quem está passando por essa importante experiência compreende totalmente. Há, pelo menos, quatro grandes fontes de ensino para nossos filhos: família, igreja, escola e rua. Quero propor a você que esqueça as três últimas porque a primeira é a mais importante. Quando o casal falha na educação dos filhos, a igreja, a escola e a rua têm uma carga quase sobre-humana. Ao se tratar de educação é importante que os homens saibam do seu papel fundamental. A Bíblia recomenda que o pai, além de provedor, seja também um grande educador. Um verso na Bíblia é

apresentado como um apelo divino aos pais, para que eduquem seus filhos da melhor forma possível, mas é ignorado pela maioria. “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

seus filhos por palavras e exemplo. Nos dias de Paulo, muitos homens pensavam que educar filhos era dever das mães, mas não é isso que o texto sagrado diz. O dever na realidade é de ambos. Não pode haver omissão de nenhuma das partes.

Vamos analisar algumas palavras desse verso. “Pais”, a Bíblia declara de quem é a principal responsabilidade na educação dos filhos. Não é da igreja, tampouco da escola, mas dos pais. A palavra grega usada para pais é pateres, que significa pai no sentido masculino. Paulo está falando claramente para os homens e o recado é claro, esses devem participar ativamente na edificação do caráter de

“Provocar a ira”, a palavra grega é parogidzo, que significa “provocar um sentimento, temperamento, impulso geralmente do tipo violento, próprio de emoções iracundas” (Novo Testamento Interpretado, vol. 4, p. 637). Muitas crianças são tratadas com palavras ásperas no lar e, às vezes, até com palavras baixas e vulgares, palavras que certamente não diríamos aos nossos superiores. 25


Educação

Algumas crianças, por serem menores e praticamente indefesas, retiram-se do local, escondem-se num canto para chorar e processar a dor de seus sentimentos feridos. Há pais que machucam seus filhos por meio da indiferença, incompreensão, críticas, exigências injustas e agressões verbais e físicas. “Disciplina”. Jesus afirma, “eu disciplino e repreendo a todos quanto amo” (Apocalipse 3:19). Significa que toda disciplina deve ser aplicada com a sabedoria que vem do amor, o que implica em equilíbrio emocional. Se não for assim, a disciplina não será terapêutica. E, tampouco fará parte do plano de Deus. “Admoestação” visa motivar o filho quando está correto ou faz algo de bom. Bem como orientar e aconselhar quando ele fizer algo errado. “Do Senhor” indica que seus filhos devem crescer no Senhor. As disciplinas e admoestações do pai e da mãe devem ter como base o modelo Jesus, como poder o Espírito Santo e como testemunho o silencioso exemplo dos pais, que vivem o que a Bíblia recomenda. O que causa maior impacto sobre os filhos não é tanto o que ouvem, mas o que contemplam na vida de seus pais. Entendo que assim Paulo conseguiu resumir em um verso o que todo pai deve e o que não deve fazer na educação de filhos. Cada pai deve olhar para Efésios 6:4 como a base filosófica e ética da educação de filhos porque é um mandamento de Pai para pais. Numa pesquisa realizada com mil adolescentes, foi apontado o que 26

eles gostavam e o que não apreciavam na forma como eram educados por seus pais. Apresento abaixo apenas algumas informações. Todos sabem que os pais saem para o trabalho, mas o que o filho sabe do trabalho do pai? Os filhos querem saber o que o pai faz em sua área de atuação. Quando você comenta o que faz no trabalho, seus filhos passam a conhecer e a compreender melhor sua vida, inclusive sua ausência. No momento em que você chegar sorrindo em casa, seus filhos vão entender que trabalhar é bom. Ao falar do trabalho o pai desperta nos filhos o desejo de um dia terem, também, uma profissão. “Meu pai trabalha o tempo todo. Sai às 7h e volta para casa às 19h. Nessa hora nós já jantamos, mas ele janta mais tarde vendo televisão. Ele vai trabalhar até nos finais de semana”, disse um menino de 14 anos. O pai deve passar tempo com seus filhos, a fim de tornar-se amigo deles, conhecê-los melhor e desenvolver uma relação de amor, para exercer uma excelente influência sobre o caráter deles. Não trabalhe demais a ponto de sacrificar a família. Sandy de 12 anos disse que “quando papai tem um dia difícil, desabafa em cima de mim e do meu irmão. Grita com a gente por tudo e por nada”. Pai, quero me dirigir a você agora. É falta de espiritualidade, domínio próprio e bom senso descarregar sua raiva gerada por frustrações do dia a dia sobre seus filhos. Aquilo que você desejaria dizer ao seu chefe ou a outra pessoa qualquer. Não é justo e

nem humano dirigir esse discurso às crianças. Lembre-se de que trabalho é trabalho e família é família. Timmy de 12 anos desabafou: “Às terças-feiras meus pais vão jogar tênis, às quintas vão jantar com amigos, e passam os finais de semana fora de casa. Acho que gostam mais de sair do que ficar conosco”. Os pais devem dedicar tempo para o lazer com a família. Esses momentos são os melhores para cultivar a amizade com os filhos e conquistar a admiração, o respeito e a confiança deles. A grande reclamação dos filhos é que os pais não dedicam tempo para eles. O que fazer? 1 – Dedique algum tempo a sós com eles. 2 – Sente-se ao lado deles e expresse interesse. 3 – Brinque prestando atenção ao tom de voz e às suas atitudes. 4 – Evite julgar os sentimentos e as opiniões deles. 5 – Lembre-se que um dia você foi como eles. Mas, muitos podem dizer que o trabalho exige muito e não resta tempo para dedicar mais atenção aos filhos. Amigo, você deveria ter pensando nisso antes de tê-los. Li certa vez que se o


Educação

pai está empenhado em negócios que quase o privam inteiramente de sua participação na família, devia procurar um emprego que não o impedisse de devotar algum tempo aos filhos. Alguns pais não têm tempo para conversar com os filhos, mas têm tempo para criticar. A crítica nunca é boa, mesmo sendo aquela construtiva. Existem frases que são usadas com frequência e têm um efeito devastador na vida de uma criança. Tais como: você nunca tira notas boas; você nunca me ajuda em nada; você sempre se esquece de não bater a porta do carro. Lembre que assim como ninguém é perfeito, ninguém é sempre imperfeito. “Um crítico jamais construiu uma estátua”, afirmou Platão. Quando os filhos são constantemente criticados seus sentimentos são feridos e a autoestima é prejudicada. Um sentimento de incapacidade vai tomando conta desse ser em formação. Os resultados podem não ser os que gostaríamos de ver no futuro. A crítica geralmente não ajuda. Portanto, sempre procure substituir por conselhos e elogios. Comece o dia de maneira positiva. O tempo que passamos com os filhos de manhã e à noite os influenciará pelo resto da vida. Hoje, pelo desejo ambicioso de ganhar mais e pelos apelos constantes de consumismo, os pais não têm tempo para colocar os filhos diante de Deus a cada dia. E, assim, o culto familiar é praticado por apenas 10% dos lares de famílias consideradas cristãs. Quero lembrar que a forma mais positiva de começar um dia não é levantar-se com o pé direito,

mas começar de joelhos. Acredito que a melhor maneira de começar e terminar o dia é praticando o culto familiar. Em um lar sempre se deve atentar para o que os filhos esperam dos pais e, ao mesmo tempo, o que Deus espera que os pais façam em

favor deles. O que mais um filho espera de seus pais é que sejam exemplos de amor e fé, um referencial de integridade, para que possam imitar e estabelecer com segurança seu futuro lar. Afinal, uma família espiritual e feliz marca, indelevelmente, o coração de um filho por toda vida. 27


Amor que supera crises

Darleide Alves Produtora e Apresentadora da TV Novo Tempo

Já observou o que acontece com uma vara de salto em altura no momento em que o atleta a usa para impulsioná-lo? Pois é. Libera energia e após a envergadura volta ao estado normal. Na engenharia, a resistência do aço é testada até o limite. Na construção de uma grande estrutura, por exemplo, uma super carga é posta sobre a mesma e o esperado é que o aço resista e volte ao estado normal. E isso é tecnicamente chamado

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O amor que não desiste. O amor “ que jamais acaba ” de resiliência: a capacidade de um material voltar ao seu estado inicial após sofrer tensão. Esse conceito apreendido da física se aplica muito bem à necessidade humana de resistir e superar dificuldades. Na década de 70, foram observadas as reações de pessoas submetidas a altos níveis de estresse e alguns participantes da pesquisa, não adoeceram como seria o esperado. Daí entendeu-se que há pessoas capazes de reagir positivamente

quando nada é favorável. Diz-se que o brasileiro não desiste, nunca; se isso é verdade, então, o brasileiro é resiliente. Supera os próprios fracassos e renova as expectativas. Acredita que o recomeço é possível e assim o faz com um sorriso no rosto. Com isso em mente, penso em resiliência no casamento. Na vida a dois, mais do que em qualquer outra situação, é fundamental ser resistente às dificuldades - elas existem, mas não pressupõem o fim dos sonhos.


Relacionament0

As frustrações são inevitáveis: o príncipe e a princesa, no dia a dia, são homem e mulher com todas as limitações inerentes ao ser humano. Diante dessa constatação, incluímos na lista base dos preparativos de um casamento ou na construção de um relacionamento a percepção da necessidade de tolerar e resistir. As diferenças, as incompatibilidades, em vez de ser o fim, podem ser a vara para um salto mais alto e um estresse causador da descoberta que esse relacionamento é de aço e suporta o peso dos conflitos. E assim, o que você tem encarado como uma evidência do amor acabado pode ser visto como uma razão de superação aos desafios. Não perca de vista que o termo resiliência foi adaptado ao comportamento humano para definir a nossa capacidade pessoal de superar dificuldades, vencer adversidades e se recompor de uma situação difícil ainda mais fortalecidos. E essa definição se aplica ao casamento de uma forma muito direta: é imperativo para a restauração das emoções e resgate do amor à reação resiliente. Talvez, você precise suportar um pouco mais, tolerar um pouco mais as debilidades do outro. Por que tanta exigência? Tanta impaciência e tanta ausência de perdão? Os conflitos fazem parte das relações humanas, mas os casais devem alcançar maturidade suficiente para dar menos crédito ao que é menos importante e muito mais crédito ao que mais importa. Não estou falando de anular-se ou de negar a crise. Estou falando de ser flexível e tolerável até o limite da dignidade. Estou dizendo da atitude inteligente de recomeçar e

casar quantas vezes forem necessárias com a mesma pessoa e com todos os desafios que ela ofereça. Essa vida conjugada pode dar certo, pode voltar ao estado normal mesmo tendo sido tão envergada e quase tocar o chão da separação. O estadista britânico Winston Churchill em um dos seus discursos mais marcantes disse: “ Nunca desistir, nunca, nunca, nunca, em nada, grande ou pequeno, importante ou trivial, nunca desistir, exceto a convicções de honra e bom senso.” É importante saber que todas as relações enfrentam crises, períodos de abstinência sexual, inseguranças, desgostos. Contudo, isto não significa necessariamente a morte do amor. Pode haver uma perene busca de renascimento e reconstrução da vida. A ideia é nunca desistir. Não ser enganado pelo aparente impossível. Há casais enganados quando dizem que não se amam mais. Homens e mulheres enganados pelas emoções. Mas as emoções são oscilantes e vulneráveis, e só o amor suporta a prova. Salomão viveu um grande amor com a princesa Sulamita. Na história dos dois destaca-se a capacidade de superação frente às crises. Certa vez, ao voltar para casa ele queria muito encontrá-la. Por sua vez, ela se recusa a recebê-lo. Apesar de sua insistência, não é atendido e, assim, vai embora. A Sulamita se dá conta do que fez e o procura desesperada declarando que está doente de amor (Ct 5 e 6).

Essa crise não foi suficiente para separar o casal, mas o fortaleceu ainda mais. Isso fica bem claro quando ela reconhece: “Ele é totalmente desejável... Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu” – Ct 5:16 e 6:3. Ele declara com amor resiliente: “Formosa és, querida minha... sessenta são as rainhas, oitenta as concubinas, e as virgens sem número. Mas uma só é minha...” – Ct 6:4, 8 e 9. Os dois olham com amor um para o outro. Há romance, respeito e perdão. Não há acusações. Não há mágoas. Não há separação. Esse é o amor resiliente; o amor que supera crises. O amor que não desiste. O amor que jamais acaba. Realmente, entre os dois, as “muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo...” – Ct 8:7. Esse amor tem poder para fazer toda a diferença entre a vida ou a morte de um casamento. A sua vida conjugal está em crise, sente-se infeliz, pensa em desistir? Não desista! Faça tudo que estiver ao seu alcance para não sucumbir às águas. Pois, nem mesmo as águas profundas e agitadas por terríveis provações podem matar o amor quando você decide ser resiliente. O verdadeiro amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba...” – 1Co 13:7 e 8.

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Uilson Garcia Tesoureiro da APlaC

QuemCASA, QuerCASA

Casa própria. Esse sonho nos últimos dias está virando realidade pra muita gente. A Caixa Econômica Federal anunciou em abril do ano passado, 450 mil imóveis novos, usados ou na planta, durante o Feirão da Casa Própria de 2010, que foi realizado em 13 cidades brasileiras. O objetivo foi movimentar R$ 3,5 bilhões durante o evento. Esse é um exemplo das muitas, ou poderíamos dizer, centenas de oportunidades que surgem a cada dia em todas as cidades. Essa vem sendo uma realidade no mercado imobiliário brasileiro, nunca se incentivou, facilitou e subsidiou tanto a aquisição de imóveis na história recente do nosso país. E você? Tem pensado nessa possibilidade? Tem dúvidas ou medo de entrar em um negócio de tamanha responsabilidade? A seguir, vão algumas dicas de especialistas do mercado imobiliário que poderão nos ajudar a tomar a decisão correta e fazer que finalmente o sonho de muitos de nós possa virar realidade. Planejar a compra da casa própria pode exigir mais dedicação do que frequentar a academia, mas o resultado pode ser mais duradouro. É bom saber, no entanto, que a compra de um imóvel é um plano de longo prazo. “Durante um ano é muito pouco provável conseguir juntar o dinheiro necessário para dar entrada em um imóvel. Em geral a pessoa acaba encarando como um projeto de curto prazo, mas a casa tem de ser um projeto de três, quatro anos”, diz Luiz Jurandir Simões, consultor da Fipecafi. Antes de tomar a decisão, é preciso saber se a compra da casa própria é a decisão certa. “O imóvel, pela sua falta de liquidez, tem de estar casado com uma estratégia de

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mais longo prazo. Você tem de olhar as circunstâncias ao redor da sua vida e seu plano de médio e longo prazo. Nunca compre se o seu plano está muito indefinido”, ensina Simões. Tomada a decisão, é hora de planejar. O ideal, segundo os especialistas, é dar pelo menos 40% a 60% do valor do imóvel como entrada, para não ficar preso a um financiamento de longo prazo e prestações caras. A recomendação é que a parcela do financiamento não comprometa mais de 25% da renda mensal, para que seja possível manter uma folga no orçamento em caso de emergência. Para quem tem dinheiro no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), vale a pena “raspar o tacho” na hora de dar a entrada - de preferência use todo o saldo possível, porque não vale a pena deixar lá. Se o FGTS for suficiente, ótimo. Se não, a hora é de apertar o cinto. Temos que fazer uma “varredura” nos gastos, eliminando o que for possível para poupar o máximo. É importante lembrar que, além do valor da entrada, há outros gastos


Finanças

ligados à compra do imóvel. Só em “burocracias”, como transferência de propriedade e tributos, você vai pagar mais cerca de 5% do valor do imóvel. Se o apartamento for novo, há gastos com instalações, com piso e chuveiro. Se for usado, pode ser preciso gastar com a reforma. Nos dois casos, o custo pode superar 10% do valor do imóvel. Além disso, ficar com o bolso vazio é sempre um risco. A recomendação é ter pelo menos dez meses dos gastos fundamentais como reserva. A escolha do imóvel Com o dinheiro em mãos, a escolha do imóvel deve ser bem estudada. E a localização é o item primordial. Você não compra o imóvel, compra o lugar onde o imóvel está. Não adianta encontrar uma pechincha se ela não se encaixa na sua vida. Deve atender a sua necessidade residencial. A prospecção tem de ser demorada, andar muito, e procurar bastante. Imóvel exige uma compra racional, cuidadosa, com muita pesquisa. Temos que responder dez perguntas indispensáveis para o sucesso do empreendimento “casa própria”, para que nosso sonho não vire um pesadelo no futuro. Abaixo de cada pergunta, há uma resposta cuja situação seria ideal para quem quer comprar um imóvel. Se você responder positivamente a essas questões, parabéns ! Você já é ou será muito em breve um proprietário feliz da tão sonhada casa própria.

s? Faço uma lis-

1- Como você controla seus gastoe gasto. Se gasto

oto tudo o qu ta dos rendimentos e an uinte. mês compenso no mês seg um pouco mais em um . que ganho para o futuro Guardo sempre parte do poupa? Pelo menos 2- Quanto dos seus ganhos você um investimento is, coloco em 20%, quando sobra ma também. os? Já estou esta3- Como você se vê daqui a oito anna profissão. ero crescer belecido (a), mas ainda esp el. Como escolhe a 4- Você decidiu comprar um imóva perto do trabalho, lugar que sej localização? Procuro um a transportes. ou onde haja bom acesso entrada na compra 5- Quanto você pretende dar de al do imóvel, mas % do valor tot do imóvel? Pelo menos 60 rcen(entre 40% e 60% é um pe vou tentar pagar à vista. tual ideal e seguro) pretende usar para 6- Quanto dos seus ganhos você o 25%. Além disso, a? No máxim pagar as parcelas da cas o. ando outros 10% do salári pretendo continuar poup de estar livre do fi7- Em quanto tempo você preten tendo usar o FGTS o 10 anos. Pre nanciamento? No máxim do do financiamento. para ir amortizando o sal er comprar. O que 8- Você escolheu o imóvel que qurmo todos os dados gócio? Confi fazer antes de fechar o ne está ra e verifico onde o imóvel do vendedor e da construto bitos pendentes. localizado e se não tem dé do imóvel. Como 9- Você decidiu financiar uma parte ios banFaço uma pesquisa em vár escolhe o financiamento? os. recer a menor taxa de jur cos e fecho com quem ofe óvel, de quanto se10- Após pagar a entrada do im valor da casa, para nos 15% do rão suas reservas? Pelo me mudança. cobrir taxas e gastos com Finalmente, lembre-se do conselho que Deus dá, “pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar” Lucas 14:28-30. (Fonte da opinião dos especialistas – Site G1)

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Segredo O Jair Gois Líder do Ministério da Família - UCOB

Uma mulher, conversando com a vizinha, contou o seguinte: - No início de meu casamento, meu marido, quando estava sem dinheiro, tinha o hábito de gastar nossas reservas separadas para as despesas domésticas. Mas, há dezessete anos isso não acontece mais. - O que a senhora faz? Perguntou-lhe a vizinha. - Eu o escondo em um lugar sagrado, que é protegido por Deus. - Que lugar é esse? Então, ela respondeu: - É segredo, mas vou lhe revelar. Escondo dentro da Bíblia. A experiência acima me induziu a fazer várias perguntas: O que mais pode estar escondido dentro da Bíblia? O segredo divino para o casal se tornar unido e feliz? O casal que descobre esse segredo vive junto para sempre? 32

“Aqui Deus oferece o segredo para a verdadeira união conjugal”

Resolvi consultar o vasto repertório bíblico com o objetivo de encontrar a resposta. Iniciei as buscas pelo livro de Efésios (5:23 e 24) onde fala que o marido é a cabeça da mulher e que a mulher seja em tudo submissa ao seu marido. Entendi que essa declaração isolada do seu contexto não contribui para a união do casal, porque é como se transformasse a mulher em serva e o marido em senhor. E não é isso o que esses versos pretendem ensinar. O verso 25 do mesmo capítulo diz: “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Esse verso dá ao homem uma responsabilidade maior no tocante a servir e cuidar da esposa. Ensina que a esposa deve servir a ponto de se submeter ao marido, mas o

marido deve também amá-la a ponto de morrer por ela. Isso evidencia que o objetivo do casamento não é a auto-satisfação, mas a satisfação em servir o outro por amor, a fim de ver, com alegria, suas necessidades supridas. Um dos princípios da união conjugal deve ser promover por amor a felicidade, o bem estar do outro. Para isso acontecer, cada cônjuge precisa colocar o outro em primeiro lugar. Acredito que muitos conflitos conjugais, senão todos resultam do egoísmo. O egoísmo gera imaturidade e uma constante indisposição de servir. Faz com que o marido ou a mulher não se interesse em entender profundamente ou suficientemente as necessidades do outro. Nessa procura consultei também Gênesis 3:12 “... disse o homem: A mulher que me deste por esposa,


Teologia

o

eles se movem para cima, na direela me deu da árvore, e eu comi”. encontra-se em Gênesis 2:24 “... deição da ponta do triângulo.”1 Essa resposta de Adão deixa claro xa o homem pai e mãe e se une a sua que sua maior preocupação era esmulher, tornando-se os dois uma só Finalmente concluí. Quanto mais tar com a razão. carne.” Aqui Deus oferece o segredo o casal se aproxima de Deus também Entre os principais elementos para a verdadeira união conjugal. se aproxima mais um do outro e aspromotores de desunião existe um Gary Smalley afirma: “O casasim se torna “uma só carne”. Deus é a que se chama: obsessão pela razão. mento é um triângulo com Deus Fonte, o Conselheiro e o Catalisador Muitos casais vivem esse drama no no topo e o esposo e a esposa nos dessa união. Agora posso dizer que casamento. Vou dar um exemplo: dois cantos inferiores. Se o esposo entendo Gênesis (2:24) porque afinal Por volta das 20 horas, numa e a esposa permanecem em seus descobri que o casal somente se toravenida movimentada, aquele casal cantos, eles mantêm certa distânna “uma só carne” quando Deus é o estava atrasado para jantar na casa cia entre si e Deus. Se o esposo se centro e ambos ficam ao lado dEle. de uns amigos. O endereço era novo, move lateralmente na base do triAgora que vocês sabem o segredo não possuíam GPS, por isso ela conângulo em direção à esposa, ou a - como o casal se torna “uma só carne” sultou um mapa antes de sair. esposa se move em direção ao es- sugiro apenas uma coisa: priorizem Ele conduz o carro. Ela orienta poso, eles chegam mais perto um Deus no relacionamento de vocês. e pede para que vire, na próxima do outro, mas não de Deus. E a Alguém inspiradamente deu o rua, à esquerda. Ele diz ter certeza tentativa de mover-se na direção seguinte conselho e eu anotei: “Fazei de que é à direita e por isso começa do seu cônjuge, sem mover-se na de Cristo em tudo o primeiro, o últiuma discussão direção de Deus, resulta no gasto mo e o melhor. Contemplai-O consPercebendo que além de atrasade muita energia com pouco resultantemente e, à medida que se for dos iriam ficar mal-humorados, ela tado. Por outro lado, se tanto o essubmetendo à prova, vosso amor a deixa que ele decida. Ele vira à direita poso quanto a esposa se moverem Ele se tornará dia a dia mais profune percebe, então, que estava errado. para cima, ao longo dos lados do do e mais forte. E ao crescer vosso Embora com dificuldade, admite triângulo em direção a Deus, o moamor a Ele, também o vosso amor o o e faz o retorno. vimento automaticamente os colomútuo há de crescer, aprofundar-se d e Mas ainda assim quer ter razão: cará mais próximos um do outro, a e fortalecer-se.” egr s o o 1 Gary Smalley, Eu Prometo, p. 115. o - Se você tinha certeza de que eu distância vai diminuindo enquanto d o red segre red estava errado, devia ter insistido um g e o s do o seg pouco mais... Então, ela responde: o o - Querido, entre ter razão e ser feliz, red segre gredo gredo g e prefiro ser feliz com você. Estávamos se se o s do o o o o seg o e começando uma discussão, se eu ino d r o d d e g e r e o se sistisse mais, poderia estragar a noite! egr seg egr gred egre o s s o o e Vocês já perceberam quantas paedo redo edo o o o s o o s do r e r g lavras e energias, gastamos apenas se seg seg egr egred egred redo o o s o o para demonstrar que temos razão, edo gredo edo o o o s o o s o seg o se do r g independentemente, de tê-la ou gre d se se se egr segre egred redo o o do s não? Deveríamos nos perguntar com o e r o o o g s do o g o d d e e e s e r d o e o r s o mais frequência: Querorser feliz ou r e d seg o seg o seg segre egred redo edo o do o o seg uma discuster razão? Prefirooganhar o o o s o seg do o o egr segre gredo redo o s e são ou manter a paz? red r o d o e g g assunto,sequal o se o seg egre red egred redo seao Mas, egr voltando d o g o o o s e e o r o d s s o oé mesmo o g os e o d o eg r o e e o segredo? Adresposta ded s e s g r o d e r o g se repara a smisteriosa eg gr ed gredo do gred do o do o e r s g e o e finitiva pergunta g s e r o s o e

o s se se re o seg gre redo redo o g o d o o e e o e s o d s r o red g o33 d eg re g e e d s g r e s e seg redo egred do o edo o s e r o o seg eg r oo s os e o s eg r g o d d s o o g e e o e o d r s o e r o o d s g d g o re d e o


Queres Queres ser Curado?

qualquer pessoa pode ser libertada “ de seus maus hábitos por meio da sua determinação diária, fortalecida pela oração e fé em Deus

Wandré Ponce de Leon Júnior Gastroenterologista

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O que você pensaria, caso estivesse hospitalizado há algum tempo e viesse um médico fazendo-lhe a seguinte pergunta: “Queres ser curado?” Talvez você pensasse que o médico estava louco ou apenas brincando. Pois, se você está doente, é natural que sua vontade consista em ser curado o mais rápido possível. Você agora deve estar pensando que seria no mínimo uma pergunta intrigante. Mas, será que realmente queremos ser curados? Ao lermos o evangelho de João 5:1-15, nos deparamos com Jesus passando pelo poço de Betesda, onde havia “uma multidão de enfermos, cegos, coxos e paralíticos” que esperavam a água ser agitada por um suposto “anjo”. E assim, “o primeiro que entrava no tanque... sarava de qualquer doença que tivesse”. Jesus se dirigiu a um dos paralíticos que estava próximo ao poço. Ele encontrava-se naquela condição física há 38 anos. Jesus perguntou-lhe de forma surpreendente: “Queres ser curado?” Ou seja, queres ser libertado da paralisia?


Saúde

ria maio a n eal stão d testin e n i g n o i ã ado uma tipaç panh ido a Cons v m e o d c e a , oirr (carb s oco fibras o s e s a d a s c u s o a dos de m água stão te de e n g e i n i c da fi lta causa ma a a u ç n e m os co do tica ( do) . á a ) p g s í e f o t dra distose h ordura no deste Estea g o t e n d e ura ção surgim lo de gord eposi o d d s a l u ca; pe ore : acúm a alcoóli is fat o a ã p i s c prin bebid rupta de bólico o de meta ã ab o t i s b e r hitú perda l; ing ; a e lina; n d u i s a m n d i i o s abd ; obe ncia a al sistêmitrição esistê r u n teri u s o e d tes ão ar e s b n a e i t d u hiper peso; o - se mia e e d i testin p i n i e perl é d n tir S) res ge cânce A o o t H d a ( f o ca de nçã ende Preve o dep t n e volvim . desen icos dietét cos e

Exemplos

• Alguns hábitos simples e saudáveis podem fazer a diferença:

Por que Jesus fez essa pergunta a alguém que estava sem andar a décadas? Cristo conhece o nosso íntimo mais do que qualquer outra pessoa, e é possível que aquele paralítico não quisesse realmente a cura como alguns que estavam ao seu redor. Pois o poço de Betesda era visitado por muitas pessoas, e as esmolas sempre eram muito significativas. Talvez aquele paralítico, à semelhança de outros, tivesse se acomodado e pensasse que levava algum tipo de vantagem permanecendo naquela situação. Para que sarar se a doença dava lucro? De repente, ali havia pessoas que escolheram a “profissão” de mendigo e sentiam-se bem assim. Muitas vezes podemos optar em permanecer numa situação prejudicial à saúde por causa da acomodação ou do prazer que determinado hábito proporciona. Fico imaginando como reagiriam os doentes se os médicos, nos consultórios e hospitais, perguntassem “você quer ser curado?” Digo isto, porque muitas doenças que afetam as pessoas são causadas e agravadas por maus hábitos. Após a orientação médica, a prevenção ou a cura, pode depender mais da decisão da pessoa em libertar-se do mau hábito do que da medicação propriamente dita. A seguir alguns exemplos de doenças que podem ser evitadas ou curadas pela mudança de hábitos:

Tomar muita água fora do horário das

refeições;

• ingerir fibras solúveis e insolúveis; • evitar dieta rica em gordura animal e corantes, pois proporcionam a formação de substâncias cancerígenas;

• praticar regularmente atividade física; • não consumir álcool e nem fumar; • não comer e deitar logo em seguida; • evitar a obesidade; • manter o controle da pressão arterial, colesterol e triglicérides.

Em muitas situações o paciente quer livrar-se dos sintomas, mas não quer renunciar a causa. Exemplo: Quer a cura do câncer, mas não quer deixar de fumar, apesar de sentir os sinais enviados pelo organismo como um alerta de socorro. Vejo, constantemente, pessoas que não querem abandonar maus hábitos alimentares. Apesar da informação de que alimentos como pimenta, vinagre, maionese, mostarda, refrigerante e excesso de leite e café são prejudiciais à saúde. Olham de um lado para o outro, e com uma expressão de espanto perguntam: “Então, o que eu vou comer?”. Estão mais preocupadas com o que vão deixar de comer do que com a própria saúde. E assim, atribuem a alimentos sem valor nutritivo adequado, sua única fonte alimentar, devido à perversão total do paladar. Em situações como estas, torna-se evidente que Jesus teve razão em perguntar ao paralítico: “Você quer ser curado?” Acredito que qualquer pessoa pode ser libertada de seus maus hábitos por meio da sua determinação diária, fortalecida pela oração e fé em Deus. No entanto, não se pode descartar a importância da orientação médica e do apoio mútuo da família. Meu sincero desejo é que hábitos saudáveis como atividade física e alimentação adequada se tornem os meios para alcançar a meta do bem estar físico, mental e espiritual do casal ou da família. E, havendo libertação dos maus hábitos, a depender do estágio, poderá ocorrer a verdadeira cura. A propósito: “Você quer ser curado?” 35


Maneiras de obter

maior satisfação sexual Tânia Alves Psicóloga

Ao realizar uma palestra para um grupo de mulheres onde o tema era Intimidade Sexual, uma senhora falou que estava casada há 42 anos e nunca havia sentido o “tão falado orgasmo”. Disse que o prazer que tinha na relação era quando a mesma acabava. Ela não tinha nem prazer e nem orgasmo. Lamentavelmente essa é a realidade de muitas mulheres. É muito comum as pessoas associarem o prazer sexual 36

Ressentimentos, mágoas e questões “ não resolvidas podem bloquear o prazer” unicamente ao orgasmo, o que pode causar grande frustração, pois a relação sexual pode ser prazerosa mesmo sem atingir o orgasmo. Existe uma pressão social e psicológica que pode atrapalhar a realização sexual, a chamada orgasmocracia. Na relação sexual a expectativa é tão grande em se conseguir o orgasmo, que muitos outros elementos que podem proporcionar prazer passam despercebidos.

A libido, ou desejo sexual, depende de alguns fatores, um deles é a questão hormonal. A testosterona é responsável pelo desejo sexual e pelo orgasmo. Ela é produzida tanto no homem quanto na mulher, só que o homem a produz em maior quantidade. Isso explica o fato de os homens terem a libido muito mais aguçada. É importante considerar também que o orgasmo é físico e


Sexologia

psíquico, portanto não dá para esperar que seu corpo responda de forma positiva se sua cabeça não está bem. Aqui vão algumas dicas para você e seu cônjuge terem maior prazer na relação sexual.

01 – Relaxe

Cansaço e estresse comprometem o desempenho e a qualidade da relação sexual. Preocupações e problemas do dia a dia devem ficar longe. Desconecte-se por alguns instantes para desfrutar intensamente do momento a dois. Não tenha pressa. Procure organizar-se a fim de ter o tempo necessário para uma relação plena. Em um estudo feito na França com mais de 500 mulheres, 70% delas disseram que estresse no trabalho comprometia a libido. E baixa libido, obviamente, leva a menores chances de orgasmo. Portanto deixe as distrações da vida longe da sua cama.

02 – Cuide da saúde

Pratique atividade física regularmente, tenha uma alimentação saudável, e abstenha-se do fumo, álcool e outras drogas. Fique atento a qualquer tipo de disfunção ou alteração sexual. Dor, ardor ou algum incômodo no momento do ato não indicam necessariamente alguma doença sexual, mas não deixe de consultar o médico. Cuide do corpo, mas também cuide da mente. Depressão, ansiedade, angústia e questões emocionais não resolvidas podem interferir diretamente no nível de prazer e dificultar o orgasmo.

03 – Valorize-se

O homem é visual. Na intimidade não é só o toque, o cheiro e o som, mas também a visão. Porém, não tenha vergonha de seu corpo. Existem mulheres que por ter alguma cicatriz, mancha ou aspecto físico que julgue não aceitável, não ficam à vontade com seu cônjuge. Às vezes não há nada que as impeçam fisicamente, mas sim psicologicamente. Dissolver essas questões com ajuda de um profissional é fundamental. A qualidade de uma relação sexual não depende de quanto você tenha belas formas. Trabalhe sua autoestima. Algumas mulheres esperam que seu companheiro adivinhe o que elas gostam e como querem. Eles não têm bola de cristal. Não tenha medo de se expressar e dizer como e o que você quer no ato sexual. Não é incomum eu receber no consultório mulheres deprimidas, machucadas emocionalmente por se sentirem obrigadas a fazer coisas que não gostam e não querem. Não se submeta àquilo que vai lhe causar constrangimento e dissabor. Entre no jogo da sedução de igual para igual.

04 – De bem com a vida

Ressentimentos, mágoas e questões não resolvidas podem bloquear o prazer. Desenvolva uma atitude de perdão. Não dá para ter prazer com raiva. Você pode até ter um orgasmo, mas certamente a relação não vai ser boa. Outro caminho importante é investigar se há algum trauma atrapalhando a obtenção do seu prazer, como lembranças negativas de alguma experiência sexual.

Nesse caso, o melhor é recorrer à ajuda de um terapeuta.

05 – Conheça-se

É muito importante conhecer seu corpo e a melhor maneira de estimulá-lo. Procure posições que lhe facilitem o orgasmo. Seja mais participativa. Aprenda sobre si. Você não poderá dizer ao seu companheiro o que a estimula se você mesma não souber. Certa vez uma mulher me falou, um tanto surpresa, que viveu 12 anos com seu primeiro esposo e nunca havia conseguido o orgasmo. No segundo casamento obteve na primeira relação sexual. Certamente a solução não foi a troca de esposo, mas sua experiência, o conhecimento da sua sexualidade e, sobretudo, comunicar ao novo cônjuge os pontos principais de estímulos, os quais lhe proporcionavam prazer.

06 – Procure ajuda

Algumas pessoas têm problemas de ordem física ou emocional e precisam de ajuda profissional. Não tenha vergonha, nem medo de admitir e procurar orientação especializada. Muitas ficam se escondendo atrás do senso comum que diz que as mulheres são assim mesmo, não gostam de sexo, e que os homens só pensam nisso. Se houver um problema fisiológico, emocional ou relacional, é necessária a ajuda de um profissional. 07- Pense em sexo Pensar no cônjuge de maneira sexual é, sem dúvidas, muito importante. A nossa cultura às 37


08- Surpreenda seu cônjuge

Dias atrás uma jovem me disse que não precisava mais se preocupar com a aparência, porque já havia encontrado a sua cara metade. Esse é, sem dúvida, um tremendo engano. Tanto os homens como as mulheres precisam estar atentos a essa questão. Esse é um assunto que sempre surge nos trabalhos em grupo que faço com casais e, na maioria das vezes, são os homens que levantam essa discussão. Não se preocupe com mega produções. Mas, surpreender seu amado com uma lingerie diferente pode ser bem interessante. Procure-o em momentos e lugares inesperados. Tome a iniciativa. Quebre a monotonia.

vezes atrapalha, pois muitas de nós aprendemos que sexo é feio e sujo, logo não nos permitimos gastar tempo pensando nisso. Por vezes o máximo que conseguimos pensar é no marido chegando, de terno e gravata ou com outra roupa que ele use no trabalho, e nós, 38

em casa, esperando-o com um jantar pronto. Crie um clima mental que a excite. De fato, não importa a embalagem, com roupa ou sem roupa, se levarmos em conta que o sexo é uma expressão de amor e que começa na mente, pensaremos melhor nisso.

Um senhor de sessenta anos casou-se com uma senhora quase da mesma idade e passava por sérios problemas na vida sexual, a ponto de a esposa pedir a separação. Preocupado, ele procurou ajuda de um conselheiro e relatou a situação. Depois de ouvir algumas dicas de como tornar o ato sexual mais prazeroso e como levar a companheira a obter o orgasmo, ele foi para casa e a surpreendeu com coisas inusitadas. No momento do prazer, ela declarou: “Nossa! Onde você aprendeu essas coisas maravilhosas?” A relação se resolveu e eles estão vivendo bem. Você não precisa fazer malabarismos em todas as relações sexuais, mas faz bem criar um clima diferente de vez em quando.


Quando

você precisa de suporte

emocional

Eronildes de Nicolas Doutorando em Psico-oncologia

Os sentimentos de solidão, insegurança e desamparo são sempre mencionados por muitos cônjuges que procuram ajuda psicológica. No labirinto que procuram descrever suas necessidades e conflitos, muitos cônjuges revelam que seu relacionamento lhes priva da expressão de sentimentos e emoções mais profundas. Quase sempre relatam que a falta de suporte emocional do companheiro é um dos principais fatores para os atritos ou a má convivência no relacionamento. A maioria dos terapeutas familiares reconhece que o suporte emocional é um fator determinante para o êxito do casamento. Segundo eles, o suporte emocional mútuo é ingrediente essencial para casamentos mais felizes e duradouros. A cessação de suporte emocional, por sua vez, pode acabar minando a relação e destruindo até o relacionamento mais promissor. De um modo geral, entendemos que o suporte emocional no casamento é o sentimento que leva a pessoa a acreditar que é amada, cuidada, estimada e que pertence ao outro. É basicamente o sentimento que desperta a certeza da segurança, do afeto e do cuidado do outro em todos os momentos, e a confiança de que se

o suporte emocional mútuo é ingredien“ te essencial para casamentos mais felizes” pode contar com o parceiro na satisfação das necessidades mais profundas. No início de um relacionamento pode ser fácil mostrar-se compreensivo e carinhoso com a pessoa amada. Via de regra, porém, a própria convivência acaba levando à acomodação dos sentimentos, ao distanciamento e, por vezes, também, à certa ruptura da intimidade emocional. Dessa forma muitos relacionamentos decretam seu empobrecimento quando não mais predomina a preocupação de oferecer uma fonte de suporte emocional. Nessa perspectiva é possível inferir que mais relacionamentos tendem a fracassar por falta de intimidade emocional do que por alguns conflitos e discussões que possam existir. Em muitas uniões o amor acaba por entrar em eclipse, pois há muitos casais que conseguem conduzir um relacionamento apenas no nível da informação ou comentários sobre coisas e pessoas, e não criam caminhos para a expressão de emoções mais íntimas ou para demonstração da afetividade.

A carência de suporte emocional nem sempre é identificada, pois algumas queixas, desculpas e atitudes

A falta que o suporte faz Viver a dois é um eterno encontro emocional e por vezes em algumas situações um conflito de emoções. 39


Relacionament0 estranhas podem na verdade ocultar necessidades emocionais mais íntimas. Uniões edificadoras são aquelas em que a pessoa pode abertamente dizer ao companheiro como se sente ou de que precisa para se sentir valorizada e ajustada. Uma união só facilita o crescimento pessoal quando promove o conhecimento mútuo dos cônjuges e facilita a expressão da afetividade. O suporte emocional permeia nosso juramento supremo. Um dia, quase todos os casais, diante do altar, prometem ser uma fonte de suporte. Tão logo as atrações dos primeiros anos se desvanecem, o casal precisa enfrentar a rotina da vida a dois. O relacionamento se estabiliza e tende a se apoiar mais na intimidade emocional do que no apelo físico e sensual. A mulher que não pode contar com o suporte emocional no relacionamento conjugal pode gradualmente tornar-se insegura, frígida e pausadamente perder o interesse no encontro físico e sensual. O homem, por sua vez, pode desenvolver certa ira reprimida tornando-se insensível, indiferente, recolhendo sua afetividade para o interior. O relacionamento tende então a se enrijecer, cristalizar, gerando disputas, posturas defensivas, rupturas e afastamento. Tais posições levantam barreiras para a confiabilidade e impedem as vias de expressão para o suporte emocional. Numa certa ocasião atendi um homem de meia idade que passava por uma crise no casamento, impotência sexual. O paciente não possuía princípios cristãos e revelou que quando procurava prostitutas não apresentava nenhuma dificuldade. O decorrer do atendimento revelou que ele e sua esposa erigiram entre si 40

enormes barreiras para a intimidade emocional. O encontro sexual estava contagiado pelas emoções conflituosas que vivenciavam. Sua esposa conhecia toda a sua história de vida, suas fraquezas e caprichos. Isso, de certa forma, o inibia e intimidava. Ela por sua vez, não encontrava nele a confiança e a segurança para revelar suas necessidades e conflitos. A análise deixou claro que há muito tempo ambos não mais se empenhavam em se oferecer como uma fonte de suporte emocional para o outro. A incapacidade de compartilhar emoções comprometia o desempenho em outras áreas do relacionamento. Com as meretrizes não era necessário compartilhar emoções e estas não lhe exigiam intimidade emocional, por isso, não apresentava o sintoma. Dentro desta perspectiva, muitos profissionais de psicologia afirmam que cerca de 80% de problemas de impotência e frigidez estão relacionados a questões emocionais, ou a conflitos não resolvidos que tendem a se repetir no relacionamento. O suporte emocional e os períodos críticos O suporte emocional é importante em todas as etapas do relacionamento conjugal. No entanto, existem períodos críticos de maiores tensões e impacto em que o ser humano pode estar mais vulnerável aos efeitos do estresse e da ansiedade. Nesses períodos, a necessidade de suporte emocional pode se fazer ainda mais imprescindível. Períodos de transição O papel do suporte emocional em períodos de transição tem sido

considerado por diversos autores. Alguns desses autores afirmam ser o suporte social um moderador das consequências de momentos considerados de grande impacto emocional. Segundo eles, alguns desses períodos considerados de transição são: a entrada numa faculdade, o início de um emprego, nascimento ou casamento dos filhos, mudança residencial, aposentadoria, entre outros. Ainda nessa perspectiva, tais períodos podem se caracterizar como geradores de estresse e ansiedade, por isso, o suporte emocional pode se converter numa fonte de segurança e autoconfiança. Períodos de perdas Há ocasiões em que um dos cônjuges pode sofrer perdas significativas e necessitar de muito apoio para atravessar o período de luto. Um cônjuge que perdeu o pai, a mãe ou outro ente querido precisa de muita compreensão e apoio por parte do outro. Em outras ocasiões, a perda de um trabalho ou o fracasso numa tarefa ou no alcance de um objetivo podem lançar dúvidas quanto ao valor próprio e à autoconfiança. Nesses momentos a comunicação, o apoio e a segurança do companheiro podem ser determinantes para a superação. Períodos de crise Em todo relacionamento haverá situações em que um dos componentes pode enfrentar períodos de crises específicas. O surgimento de uma doença física ou mental pode ser considerado um momento de crise que pode produzir muito estresse e ansiedade. Em outras ocasiões, um dos cônjuges pode ser surpreendido por uma crise de desânimo ou inquietação. Em


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muitas situações, a própria falta de suporte emocional pode ser um fator desencadeador de sintomas. Nessas ocasiões o suporte emocional fornecido pelo cônjuge pode exercer um efeito protetor, melhorando a autoestima e facilitando o enfrentamento. Ser uma fonte de suporte Todos precisamos de carinho e atenção para sobreviver com dignidade. Podemos negar ou dissimular, mas toda pessoa saudável gosta de conversar, de ser compreendida, elogiada, valorizada e admirada. Não há ninguém que não aprecie a atenção, que não precise de um ombro amigo ou de um colo para acomodar-se até que passem algumas calamidades. Ser uma fonte de suporte implica em desenvolver a sensibilidade para suprir as carências afetivas e emocionais do cônjuge. Significa esforçar-se para torná-lo feliz, oferecendo compreensão, amor e aceitação. Creio, porém, que para isso, seja necessário o desenvolvimento de certas habilidades. Habilidade de escutar Implica em criar tempo e espaço para compartilhar experiências pessoais diárias. Envolve a capacidade de dividir experiências de vida, de estar atento ao relato do outro, percebendo certas carências e necessidades emocionais difusas. Em muitas situações pode ser mais importante desenvolver a escuta do que expressar verbalmente os sentimentos.

segurança da expressão de suas carências emocionais mais profundas. Necessitam de liberdade e confiança para compartilhar o mundo particular de cada um. É, portanto, impossível ser uma fonte de suporte emocional sem desenvolver a capacidade de comunicar sentimentos e afetos íntimos. Habilidade de proporcionar segurança Num relacionamento ambos os cônjuges precisam desenvolver a certeza de sempre poder contar com o apoio e a aceitação do outro. Necessitam ter sempre a certeza de que serão valorizados e amados a despeito de conquistas ou resultados. Precisam estar certos de que haja o que houver não serão abandonados ou rejeitados por aquele que escolheu para amar.

Uma fonte de suporte por excelência Há algum tempo abracei afetuosamente meu filho, pela manhã, no início de mais um dia. Pouco tempo depois tive de repreendê-lo com aspereza por algum mau comportamento. No entanto, eu o amo, e ele está seguro disso. Por isso, em qualquer situação que o amedronte, logo busca minha segurança e afeto. Sabe que meu amor é incondicional e que eu nunca o abandonarei nem o rejeitarei. Sabe que estarei sempre ao seu lado, disposto a ouvi-lo e ajudá-lo. Este tipo de relacionamento tipifica o relacionamento de Deus com seus filhos. Ele é uma fonte de suporte por excelência. Jamais nos deixa ou nos abandona. Em toda e qualquer situação sempre podemos contar com Seu apoio e cuidado.

Habilidade de respeitar a individualidade Ser uma fonte de suporte também implica em às vezes respeitar o silêncio do cônjuge. Implica eventualmente em compreender seu desejo de permanecer por algum tempo só. Respeitar a individualidade significa também respeitar a vontade do companheiro e provar que o outro não precisa agir sempre de acordo com nossas expectativas ou interesses.

Habilidade de comunicar Apresentar-se como uma fonte de suporte que está aberta ao diálogo. Para que haja satisfação e crescimento pessoal, os parceiros precisam da 41


Perdão Atitude de amor Corrie Tem Boom foi uma mulher holandesa cristã que na época da Segunda Guerra Mundial escondia judeus em sua casa e, depois, facilitava-lhes a fuga pra que não fossem mortos. Ela, sua irmã e seu pai foram descobertos e presos em um campo de concentração. Ali Passou por todas as humilhações e sofrimentos imagináveis. Sua irmã e seu pai não resistiram aos maus tratos e morreram. Ao final da guerra, após a rendição da Alemanha, ela foi libertada. Levou, porém, muito mais tempo para libertar seu coração do ódio consumidor que nutria contra os responsáveis pelo tratamento desumano e abusivo que recebera. Ao perdoar, percebeu que havia descoberto o único poder restaurador para o sofrimento e ódio do povo europeu. Começou, então, a pregar sobre o perdão na Holanda, França e Alemanha. Certo domingo, em Munique, Alemanha, falou numa igreja sobre o perdão. Após o culto, desenrolou-se o que podemos chamar de um verdadeiro drama. Um homem aproximou-se dela com a mão estendida e, na expectativa de ser cumprimentado perguntou: - Então, Tem Boom, posso acreditar que você já me perdoou? Estou aliviado porque Jesus perdoa todos os nossos pecados, como você acabou de falar! Naquele instante, Corrie o reconheceu. Ele era o soldado que a forçara a tomar banho com as outras prisioneiras enquanto ele as observava e lhes dirigia palavras obscenas. Foi como se, ali mesmo, um vídeo rodasse em sua mente trazendo o terrível passado de volta. A mão de seu algoz continuava estendida. Ela, porém, congelara e não conseguia fazer um movimento sequer. Onde estava o perdão do qual acabara de falar? Corrie ficou indignada com sua própria reação. O que fazer? Estava certa de ter superado seus sentimentos contra aqueles homens crueis, mas deparava-se, naquele momento, com uma situação na qual realmente não conseguia perdoar. O que fazer? Simplesmente orou: “Jesus, eu não consigo perdoar este homem. Por favor, me perdoe!”. De repente, de forma inexplicável, ela se sentiu perdoada. Como? Ela perdoada? De quê? Perdoada por não haver perdoado!

O perdão restaura corações “ e liberta mentes“ Jaime Kemp Doutor em ministério familiar

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E foi então que, ao receber perdão de Deus, ela estendeu a mão ao seu ex-inimigo e sentiu um profundo amor invadindo-lhe o ser. Com aquele aperto de mão ela libertara não só aquele homem, mas também a si mesma. Reconheço que nem sempre Deus age de forma tão rápida em relação ao perdão. Normalmente é um processo que pode levar dias, meses, até anos. E também não será necessariamente padrão que o relacionamento com a pessoa que nos infringiu o sofrimento volte nos mesmos termos. Cada caso é um caso. Pode-se por exemplo, perdoar abuso, mas não se deve favorecer as circunstâncias de forma a possibilitar uma reincidência. A Bíblia diz que devemos ser simples como as pombas, mas astutos como as serpentes (Mateus 10:16). Há algo, porém, que deve ser dito, porque muitos chegam a acariciar suas mágoas e a agarrar-se a elas como incentivo de vida. A ausência do perdão acarreta sérias e visíveis consequências. Uma senhora cuja mãe falecera por imperícia médica procurou-me para dizer que dia e noite ela era alimentada pelo ódio que armazenara contra o profissional que causara aquela perda em sua vida. Confessou, também, que estivera a ponto de comprar uma arma para matá-lo. Seu rosto, personalidade e espírito estavam deformados pelo ódio que, literalmente, a consumia. Ela estava pálida e era a verdadeira expressão da dor, desespero e tristeza. Tenho conversado com esposas e maridos cujos parceiros foram infieis. Como é difícil perdoar! Chego a pensar que a ordem deixada por Paulo em Colossenses 3:13 seja uma das mais difíceis de obedecer: “Sejam amáveis, prontos para perdoar; jamais guardem rancor. Lembrem-se que o Senhor os perdoou, portanto vocês devem perdoar os outros” (Bíblia Viva). Ao confessarmos a Deus que compreendemos que devemos perdoar, mas não estamos conseguindo, Ele nos dá poder para tal. O impossível aos nossos olhos é possível para a Fonte de perdão. Porém, é bom frisar, nem sempre será tão rápido quanto foi para Corrrie Tem Boom. Há etapas para o perdão (a não ser que Deus as pule). A primeira é o sofrimento agudo proveniente da dor, o que costuma produzir a segunda, que é o ódio. Nesse ponto nos parece impossível esquecer a ofensa recebida e, muito menos, desejar o bem do ofensor. A terceira fase é a cura. Deus atuando no processo vai possibilitando que a dor aos poucos diminua. A quarta etapa é a reconciliação com o ofensor.

E aí, lembramos de outro versículo relacional: “Façam todo o possível para viver em paz com todos” (Romanos 8:18). A paz pode ser refeita pelo menos em seu coração. Você está com dificuldades de perdoar? Deixe-me dizer uma coisa: você não é o único. Perdoar não é fácil. Mas o perdão partiu de Deus, pois Ele em Cristo veio ao mundo para perdoar as nossas ofensas. “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Jesus tomou nosso lugar na cruz do Calvário para que pudéssemos ser perdoados e livres. O objetivo de Deus também é nos libertar das torturas causadas por nossa mente e emoções: “Sejam bondosos e compassivos para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Efésios 4:32). Gostaria de, agora, ser um facilitador para você que está encontrando dificuldades de perdoar alguém. Deus sabe o que lhe fizeram e a intensidade de sua dor. Vou deixar aqui registrado o exemplo de uma oração. Não são palavras mágicas. É só uma ilustração para você seguir, caso esteja com problemas em conseguir perdoar. Meu Deus, muito obrigado por Seu amor por mim. Sei que o Senhor me perdoou, mas confesso que não estou conseguindo perdoar (cite o nome da pessoa aqui. Não precisa escrever. O objetivo é que você personalize sua oração). Estou, no entanto, colocando-me a Sua disposição para que o Senhor opere um milagre em meu coração. O Senhor conhece a intensidade da minha dor. Quero entregá-la, neste momento, e pedir que perdoe essa pessoa por meu intermédio. Em nome de Jesus, amém! O perdão liberta, principalmente a pessoa que o concede. Digo isso porque nem sempre o ofensor valorizará o perdão recebido. Porém, o mais importante é saber que o perdoador, além de obedecer à ordem divina, vive melhor com Deus, consigo e com os seus semelhantes. Para fechar este artigo (mas não o assunto) gostaria de acrescentar que nem sempre essa disposição de perdoar e sua verbalização por meio da oração suscitará sensações ou sentimentos. Pode ser que os tenha, então louve mais ainda ao Senhor. O que realmente importa é o fato de você apresentar sua disposição a Deus e fazer o que for preciso para implementá-la. (Este artigo foi extraído com autorização da Revista Lar Cristão, número 107, págs. 12 a 14)

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Como lidar com os problemas em casa?

Willian Venceslau Psicólogo

Ao longo dos anos tenho apreciado a parábola do filho pródigo (Lucas 15). A história envolve um filho ingrato, um irmão invejoso e um pai compassivo. Embora o foco de Cristo na parábola seja a reconciliação, Ele também ilustra como nossas atitudes e reações 44

“a questão da felicidade em família não consiste na ausência de problemas, mas na forma de enfrentá-los” determinam o tipo de relacionamento que teremos dentro de casa, em nossa família. Para mim a história do filho pródigo é antes a do pai reconciliador. Um pai que se esforçou para enfrentar os problemas tendo em vista a reconciliação. Esta história pronunciada por

Cristo ensina que nossa família pode ter problemas, mas não é esta a questão principal. O que Jesus quer dizer é que os problemas podem ser superados se tivermos a atitude correta. O próprio Jesus fez isso ao longo de Sua vida e essa parábola é um resumo de


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como Ele mesmo se portou diante da dor e do sofrimento que enfrentou ao Se relacionar com as pessoas. Portanto, a questão da felicidade em família não consiste na ausência de problemas, mas na forma de enfrentá-los. A parábola remete para alguns elementos relacionais importantes que nos orientam sobre como enfrentar problemas familiares. Foco na reconciliação O pai entendia que seu filho aprenderia uma grande lição para a vida. Não brigou e nem disse que o filho só receberia a herança quando ele morresse. Permitiu que o filho saísse do lar, mas esperou o seu retorno. Valorizou a pessoa e o relacionamento e não a dor que o jovem lhe causou quando desejou ir embora. Com isso, não quero dizer que é necessário permitir que nosso filho de cinco anos vá embora de casa cada vez que ele ficar chateado com seus pais, mas que precisamos focar na reparação dos conflitos e não na dor que nossos familiares nos causam, seja por ingratidão, por incompreensão ou por qualquer outra coisa. Às vezes desperdiçamos tanta energia remoendo a dor que, simplesmente, não encontramos forças para realizar a reconciliação. Atitude positiva O pai convida todos a se alegrarem pela volta do filho. Em vez de questionar a perda dos bens, ele o acolhe afetivamente. A questão não era quanto dinheiro perdeu ou se agora ele reconhecia que o pai estava certo, o foco do pai era a recuperação do seu filho. É o pai que tem a iniciativa de acolher e encorajá-lo a

entrar na casa. Muitas vezes sentimos o desejo de criticar o outro, especialmente quando nossos conselhos não são ouvidos e o pior acontece. Dizemos “eu disse”, ou “se tivesse me ouvido”, e outras declarações. Valores Espirituais A Palavra de Deus tinha grande importância naquele lar e, mesmo distante, o filho reconheceu isso. Em seu discurso organizado para apresentar diante do pai, acrescentou uma cláusula de confissão a Deus, além daquela direcionada ao pai. A família deve insistir no compartilhamento desses valores na vida da criança, desde a mais tenra idade. Os momentos de comunhão familiar criam identidade e oferecem o fortalecimento do senso de pertencimento, ou seja, cada integrante compreende que pertence àquele grupo, porque compartilha os mesmos valores e crenças. Flexibilidade Pela lei, o pai poderia ter rejeitado o pedido do filho de sua parte na herança, todavia, acatou, permitindo que ele seguisse seu caminho, mesmo que isso fosse doloroso. Ele agiu assim porque naquele lar seus filhos foram ensinados a tomar decisões e assumir suas consequências. É claro que precisamos entender em qual momento e que tipo de decisões acataremos. Precisamos aprender a negociar com nossos filhos, entendendo-os dentro daquilo que eles são capazes, em seu nível de desenvolvimento. Tratamento Havia um ambiente relacional

saudável naquela casa, mesmo entre os servos. Os servos daquele senhor eram mais bem tratados que o filho em sua condição exterior. Aquela consideração pelo ser humano atraiu o filho mais novo de volta, mesmo se o pai o recebesse como um de seus empregados. A maneira como somos tratados dentro de casa determina nossa união ou separação. Comunicação Os filhos e o pai tinham um diálogo honesto e aberto. Os dois filhos conseguiram expressar suas opiniões, frustrações e desejos, e o pai os ouviu sem os condenar. Nas duas ocasiões que os filhos expressaram o que estava no coração o pai reagiu com palavras de ânimo e consideração. Colaboração na solução de problemas O pai pede a ajuda do filho mais velho. Além de desejar colaborar com a recuperação do filho mais novo, o pai envolve o outro filho nesse contexto. A alegria não era só do pai, deveria ser também do irmão. E a história não termina, não há um “viveram felizes para sempre”. A questão permanece e é atualizada. A história era um desafio aos judeus desgostosos pela conversão dos samaritanos e gentios, mas pode ser um desafio para que desenvolvamos um relacionamento saudável em casa, afinal o que adoece a família não são os problemas, mas a maneira errada de lidar com eles.

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Sucesso do casamento Fatores Essenciais Para o

Caroline Salles Doutoranda em Psicologia da Saúde

Dados da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil” (IBGE, 2007) revelaram que a taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 46

Dentro do casamento a presença da “ autoestima positiva entre os cônjuges é fundamental.” 2007. Segundo a mesma pesquisa houve maior taxa de casamentos na faixa etária de 25 a 29 anos, entre o sexo feminino (29,1%). As

estatísticas observadas no Brasil têm acompanhado uma tendência mundial: o papel econômico assumido pelas mulheres a partir


Psicologia

do século XX tem gerado procrastinação do casamento, aumento no número de separações e divórcios, diminuição do número de filhos por casal e conflitos entre maternidade e empregabilidade (Esping-Andersen, 2009). Um estudo conduzido por Mosquera & Strobaus (2006) descreveu a relação de três fatores cognitivo-comportamentais na predição de relações interpessoais sadias e obtenção de índices de aprendizado elevados dentro do contexto do ensino superior: capacidade de auto-realização, percepção adequada de autoimagem e autoestima positiva. Diante do novo perfil assumido pela mulher moderna e do novo contexto social e econômico em que os casamentos estão inseridos, pode-se conjecturar que o sucesso, ou fracasso, da relação matrimonial poderá ser fortemente afetada pela interação desses três fatores, descritos abaixo:

• Auto-realização

Caracteriza-se como a busca de crescimento no contexto de atividades em que o sujeito está inserido. Requer o desenvolvimento de comportamentos relacionados à autonomia e independência. Está relacionada com estabelecimento e conquista de metas pessoais e profissionais, e envolve sentimentos e atitudes direcionadas à autoeficácia, que tem sido apontada como importante componente do processo de enfrentamento de situações estressoras e desafiadoras. No contexto do casamento a capacidade de auto-realização deve ser

mediada para que metas pessoais não entrem em conflito com metas propostas de maneira conjunta pelo casal. Ambos os cônjuges devem estar preparados para que objetivos individuais sejam alcançados e para que metas de crescimento a dois sejam estabelecidas, minimizando-se conflitos de interesses e disputas pelo poder.

• Autoimagem

Pode ser entendida como autoconceito. É a capacidade que o indivíduo tem de entender-se, a habilidade de compreender o ambiente, antecipar racionalmente os próprios comportamentos e adequar-se às exigências internas e externas que lhe são impostas. A percepção adequada de autoimagem é fundamental para o sucesso do casamento, pois quando os cônjuges conseguem discriminar seus sentimentos, crenças e atitudes, há maior probabilidade de que os erros sejam admitidos e que soluções para conflitos sejam alcançadas de maneira equilibrada e justa.

• Autoestima

É a avaliação cognitiva que o indivíduo faz sobre si e a expressão de sentimentos e atitudes relacionados à aprovação ou desaprovação de condutas pessoais. Indica o grau em que o indivíduo se considera capaz, importante e valioso diante de si e da sociedade. É determinada pela história passada e presente da interação sujeito x ambiente. Sua diferença com relação à autoimagem é que a autoestima é

um conjunto de valores que o indivíduo atribui a si mesmo, enquanto que a autoimagem possui apenas caráter descritivo, sem atribuição de julgamentos qualitativos ou valorativos ao próprio eu. As características apresentadas por indivíduos com autoestima positiva relacionam-se a: 1) segurança e confiança própria; 2) coerência entre sentimentos, pensamentos e comportamentos; 3) reconhecimento de qualidades pessoais; 4) capacidade de reconhecer limites e superar obstáculos e; 5) estabelecimento de relações sociais ajustadas. Dentro do casamento a presença da autoestima positiva entre os cônjuges é fundamental para a manutenção de uma relação matrimonial sadia, pois tal fator contribui para o ajustamento de condutas, minimização de atritos, capacidade de negociação e resolução de problemas e flexibilização de interesses pessoais. Diante das exigências do mundo pós-moderno faz-se necessário que homens e mulheres considerem a proposta bíblica aplicada para o matrimônio, registrada em Ec. 4:9: “Melhor é serem dois do que um...”. Este versículo pode ser estendido aos cônjuges, a fim de que se unam, cada vez mais, em termos de estabelecimento de objetivos, vitória sobre contratempos cotidianos e superação de obstáculos. O casal deve ter consciência de que a família é o maior projeto criado por Deus para a vida de Seus filhos. Nesse sentido, todos os esforços pessoais devem ser feitos para que a vida a dois seja protegida, mesmo diante do contexto adverso em que o mundo encontra-se hoje em dia. 47


N達o permita que o ronco prejudique seu casamento

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Família Altar da

Wéllida Danani Psicóloga Organizacional e Psicopedagoga

Em 1997 foi publicada uma pesquisa sobre a condição da juventude norte americana daquela década. Os números revelaram fatos diários que chamam atenção:

• 500 adolescentes começam a usar drogas; • 1.000 começam a beber; • 1.000 adolescentes solteiras tornam-se mães; • 1.106 jovens praticam aborto; • 4.219 contraem doenças sexualmente transmissíveis; • 135.000 alunos levam armas à escola.

A pesquisa avaliou também a situação da juventude cristã: • 8% usaram drogas ilegais; • 12% embriagaram-se; • 20% tentaram machucar fisicamente alguém; • 23% fumaram cigarro ou outro produto derivado do fumo; • 36% colaram na prova; • 66% (com idade entre 11 e 18 anos) mentiram a um dos pais, professor ou adulto.

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Devocional

Será que houve uma mudança para melhor de 1997 para hoje? A realidade comprova que boa parte dos nossos filhos está: “envolvida sexualmente. Um número excessivo deles está mentindo, enganando e roubando. Inúmeros estão machucando outras pessoas.” Pergunto: Como passar valores bíblicos aos filhos? Como ajudá-los a pensar de causa para efeito? Como formar filhos vencedores? Boas intenções não são suficientes para educar. São necessárias ações inteligentes. Isto só é possível se voltarmos a seguir os padrões estabelecidos por Deus: “Ensina a criança no caminho em que deve andar...”. Estudo realizado por um ex-diretor do FBI revelou as causas que levam os jovens à delinquência. Sua pesquisa constatou os três principais motivos: más companhias; televisão e falta de orientação religiosa no lar. Amizade Os amigos exercem pressão de grupo sobre nossos filhos. É dever dos pais avaliarem as amizades e orientá-los a influenciar para o bem e não ser influenciados para o mal.

Games e Internet Pais que gostam de presentear seus filhos com games devem ler o que os encartes apresentam: Diablo: “Você vai parar em um labirinto com demônios... entrará nesse mundo e será consumido pelo fogo... Bem vindo ao inferno. Eu sou seu senhor - o diabo.” Doom 2: “Sente-se e relaxe, deixe as legiões o possuírem e você descobrirá os segredos daqueles que foram antes de você ao inferno...” Por outro lado a Internet que é um instrumento para aquisição de conhecimento, estudos e comunicação, mal usada pode trazer ruína aos lares. O excessivo tempo gasto e fácil acesso aos conteúdos pornográficos degradam o caráter. Estudo realizado por um centro de pesquisa da Universidade de Stanford constatou que “a redução do uso de televisão e videogame, reduz o comportamento agressivo dos estudantes”. Segundo Strayer a “TV – agora em 92% dos lares cristãos – moldou neles até mesmo a compreensão da Bíblia”. Portanto, avaliem com seus filhos os efeitos dos meios de comunicação usados em casa.

Televisão Estudos comprovaram que em uma semana a televisão apresenta cerca de 1.385 cenas de nudez; 478 de sexo; 149 brigas e facadas; 329 palavrões e 3.376 tiros. Até os 18 anos, o jovem terá assistido a 22.000 horas de televisão, 12.000 de aula na escola, e acredite, somente 1.000 horas de diálogo com os pais.

Religião no Lar – A Proposta O papel a ser desenvolvido pelos pais dentro de casa é fundamental para a formação moral e espiritual dos filhos. Certa vez li o seguinte: “pais, o destino de seus filhos está em grande parte em suas mãos. Se faltarem ao cumprimento do dever, poderão colocá-los sob a influência de Satanás e torná-los seus agentes, para arruinar

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a vida de outras pessoas; mas a comunicação e o bom exemplo podem guiá-los a Cristo, e eles, por sua vez, influenciarão a outros, e assim muitas vidas poderão ser beneficiadas.” Diante desta declaração faço cinco perguntas: 1) Como estão nossos encontros diários com Deus em família? 2) Estamos ensinando nossos filhos a amarem o Senhor? 3) Temos sido um exemplo de amor em nosso lar? 4) Nossos filhos têm aprendido a apreciar a igreja que frequentamos? 5) Temos conversado com eles sobre como melhorar nossa espiritualidade? Queridos pais, a família deve estar em primeiro lugar. Invistam na espiritualidade de seu lar. Deus os usará para fazerem a diferença na vida de seus filhos e da próxima geração. Cada dia Ele nos dá 24 horas para administrarmos. Se dividirmos esses 1440 minutos, em períodos de 15, teremos 96 espaços de tempo. Quero desafiá-los a ficarem com 94 espaços e consagrar DOIS períodos para acender na sala de seu lar o Altar da Família. No lar cristão deve haver, pela manhã e, à noite, um tempo especial para realizar dois encontros com Deus. Em 15 minutos há tempo suficiente para cantar, meditar, orar, agradecer e se confraternizar. Fortaleça sua família. Leve seu cônjuge e filhos a terem senso de adoração, comunhão e missão. Motive-os a participar do Culto Doméstico. No Altar da Esperança sua família crescerá espiritualmente, ao mesmo tempo em que se tornará mais feliz preparando-se para a Segunda Vinda de Cristo.


Revista Vida a Dois Nº 04  

Revista Vida a Dois, revista da família cristã.

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