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Revista Trimestral

Ano 18 | n.64 | Setembro 2016

Casado Médico IMPRESSO

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA | ARARAQUARA

Leia nesta edição

ESPECIAL ELEIÇÕES 2016

Medicina esportiva Paratletas da cidade Memórias do SESA O sabor das trufas

Propostas para a saúde em Araraquara Confira os compromissos dos candidatos a prefeito para melhorar a gestão da saúde pública do município. Quais as prioridades de investimento e as posições assumidas sobre a terceirização da gestão, contratação de mais médicos, a maternidade Gota de Leite e o papel da prefeitura no financiamento da Santa Casa.


editorial

Saúde municipal em foco ARARAQUARA A revista Casa do Médico é uma publicação trimestral editada pela Associação Paulista de Medicina (APM) Secção Araraquara. Dr. Renato Chediek Presidente Dr. João Orávio de Freitas Jr. Vice-presidente Dra. Ticiane Corina Ribas 1a Secretária Dra. Fabiane A. Alves Madureira 2a Secretária Dr. Marcus Vinicius Platzer Amaral 1º Tesoureiro Dr. Fernando Linares 2º Tesoureiro Dr. Luis Henrique B. Falcão Diretor Def. Profissional Dr. Helio Paulo Primiano Junior Diretor Social Produção: Editora Casa da Árvore Reportagem: Vitor Prado Impressão: Gráfica Art Point Tiragem: 1.000 exemplares Distribuição Gratuita. Rua Voluntários da Pátria, 1478 Centro, Araraquara, SP

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Nesta edição da revista Casa do Médico você confere, numa série de entrevistas especiais e exclusivas, as propostas dos candidatos à Prefeitura de Araraquara para a área da saúde. Saiba como pensam os candidatos em relação à necessidade e priorização de investimentos, terceirização da gestão de unidades municipais, contratação de mais médicos, os serviços e o atendimento na maternidade Gota de Leite e o papel do poder executivo municipal no financiamento da Santa Casa. Conheça também a história de dois paratletas de alta performance da cidade e saiba como eles superam os desafios encontrados nas provas e como se preparam para grandes competições. Veja também como a medicina esportiva pode beneficiar atletas profissionais e amadores em uma entrevista com o ortopedista e médico responsável pela equipe da Ferroviária, Daniel Felício. Na página ao lado, o texto do historiador Rodolpho Telarolli aborda memórias do Serviço Especial de Saúde (SESA) em Araraquara. E, na seção Receita Médica, saiba mais sobre a origem das trufas e como podem ser utilizadas em pratos típicos. Boa leitura! g

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Ano 18 | n.64 | Setembro 2016


história da medicina

Uma radiografia do SESA, pelo doutor Amaury Numa revista comemorativa do ani- da multi-pressão foram feitas, no versário de Araraquara do ano de Brasil, pelo SESA”. A malária deixou de ser problema 1967, o diretor do Serviço Especial no município. As gestantes, que só de Saúde, dr. Amaury Pinto de Casnas classes privilegiadas contavam tro Monteiro, fez publicar um longo com o atendimento pré-natal, passae bem ordenado artigo pelo SESA. ram a ser uma rotina no SESA, entre Naquela data, 22 de agosto de 1967, os menos favorecidos, de tal modo o Serviço completava 20 anos de existência. Em 1948, com apenas 6 que com o correr dos anos passou a meses de funcionamento, fez a pri- ser difícil atender ao grande número que procurava o SESA. Neste aspecmeira tomada de to, muito ou dados estatísticos quase tudo se vitais de Araraquaao dedira. Era diretor o dr. A malária deixou de ser deveu cado dr. FranOswaldo José da problema no município. cisco Oswaldo Silva. Nesse mesmo Castelucci. Gestantes, que só nas ano lançava o SESA Com seu esum brado de alerta classes privilegiadas pírito de piocontra as parteiras contavam com o neiro, o SESA curiosas de rudip r o c u rava atendimento pré-natal, mentar atendimenacompanhar to no parto. “E pela passaram a ser uma o que se fazia primeira vez em São rotina no SESA. Com o na Faculdade Paulo, enfermeide Higiene e correr dos anos, passou ras de alta padrão, Saúde Pública, supervisionadas a ser difícil atender da qual era e é pela culta e enérao grande número que o Centro Rural gica dona Zilda de de Aprendizaprocurava o Serviço Almeida Carvalho, do. Em 1961, o passaram a tornar dr. Amaury foi rotineira e sempre nomeado direbenvinda a ligação tor do Serviço. A tríplice vacina, cuja entre o Centro de Saúde e as famídescoberta não era recente, passou a lias de Araraquara, numa educação sanitária que, mais tarde produziria ser aplicada rotineiramente. Araraquara foi a primeira cidade a tornar efeitos maravilhosos.” Um pouco depois, já postas as rotineira essa prática em Centros de doenças transmissíveis sob contro- Saúde de São Paulo e possivelmente le, com aplicação de imunizações e do Brasil. Uma seção de odontologia preoutras medidas, o Serviço Especial ventiva iniciaria atividade em 1964. de Saúde passou a ser digno de honrosas visitas. De grande importância A população fora preparada para o foi o incansável sanitarista dr. Ruy uso da água fluorada. Tudo o que Soares, que iniciou o tratamento de se fez pela população de Araraquasífilis com penicilina. Hoje, é uma ra naqueles vinte anos pode ser adbanalidade; naquela época foi quase mirado por Anna Baetjer, Herman um escândalo. “As primeiras imuni- Hilleboe e muitos outros de vários zações contra a varíola pela técnica países que estiveram na cidade a fim Ano 18 | n.64 | Setembro 2016

Esta seção publica trechos selecionados da obra “A História da Medicina e dos Médicos de Araraquara”, de

Rodolpho Telarolli

de conhecer o que aqui se fazia no terreno da saúde pública. Em Araraquara, para estágios, permaneceram longos períodos estudantes de todos os estados do Brasil, de todos os países da América, de regiões da África e da Europa. Esquivando-se de citar as centenas de funcionários que muito se dedicaram ao SESA, o dr. Amaury faz menção aquela que era enfermeira chefe, a paraense Maria de Lourdes de Almeida, que fez de sua profissão um sacerdócio. “O venerando dr. Palamone obrigaria à lembrança de uns 15 ou 20 médicos”. Fazia também uma referência ao excelente corpo de funcionários burocratas. Finalmente, o dr. Amaury esclarecia que o SESA era orientado por um conselho superior composto pelo prof. Rodolfo dos Santos Mascarenhas, diretor da Faculdade de Higiene, prof. José de Oliveira Coutinho, vice-diretor da mesma Faculdade, prof. Reinaldo dos Santos, assistente, dr. Luiz Norato Proença, diretor do Departamento de Saúde Pública do Estado e o prefeito Rômulo Lupo. (Trecho da página 232) g 3


ESPECIAL ELEIÇÕES 2016

Candidatos à

prefeitura apresentam suas propostas para

saúde pública em Araraquara

Nesta edição especial, a revista Casa do Médico traz, em seis páginas a seguir, com detalhes, os compromissos assumidos por cada um dos candidatos a prefeito em relação à gestão da rede de saúde pública do município. Em questão, o diagnóstico e a visão de cada um sobre o que pode ser feito para melhorar a qualidade do serviço e do atendimento à população. As respostas abordam investimentos, terceirização, contratação de mais médicos, a maternidade Gota de Leite e o papel do poder executivo municipal no financiamento da Santa Casa. Confira as propostas.

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Ano 18 | n.64 | Setembro 2016


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

ALUÍSIO BRAZ (BOI) - PMDB

Coligação: PDT / PMDB / DEM / PV / PEN / SD

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara?

Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento?

g

A saúde é e sempre será uma das minhas preocupações, seja como vereador, secretário ou prefeito. Pensando na qualidade dos atendimentos da saúde iremos qualificar os profissionais, através da Escola de Governo, bem como incentivar os médicos através de aumento dos rendimentos por plantão, assim, teremos mais especialistas, especialmente da nossa cidade, olhando pela saúde da nossa população que merece atenção e, assim, diminuindo ainda mais a espera por atendimento. A profissão médica deve ser valorizada. Sendo assim, vamos priorizar os incentivos e qualificação de todos os profissionais da saúde, que são nossos anjos da guarda. Ainda na área, lembro que construímos 12 novas unidades de saúde da família, reformamos e ampliamos outras 18, além da construção de três UPAs – Vila Xavier, Via Expressa e Selmi Dei – e da reabertura da maternidade Gota de Leite, que desde 2012 já realizou mais de 7 mil partos. A saúde melhorou, mas pode melhorar ainda mais; só quem conhece de perto os avanços e as necessidades é capaz de estar junto nessa transformação. Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

Assim como aconteceu com a reabertura da Gota de Leite, eu quero continuar cuidando das mulheres do nosso município, elas são os arrimos das famílias, trabalham fora, cuidam da casa, dos filhos e merecem total atenção do poder público. Pensando nelas, que o meu maior projeto para a saúde é a implantação do Instituto da Saúde da Mulher, junto a Gota de Leite, que irá ampliar os serviços oferecidos Ano 18 | n.64 | Setembro 2016

g

A saúde melhorou, mas pode melhorar ainda mais; só quem conhece de perto os avanços e as necessidades é capaz de estar junto nessa transformação pela maternidade. No instituto, as mulheres irão encontrar laboratório básico, com exames simples, como, por exemplo, hemograma e glicemia, que atenderá a demanda da maternidade, além das Unidades de Pronto Atendimento. Com isso, o município irá economizar, aproximadamente, R$ 40 mil em exames realizados em clínicas particulares. Mas, o passo mais importante são as cirurgias de baixa e média complexidades, como laqueadura e histerectomia, que serão realizadas com a ampliação de 35 para 55 leitos de internação. Sabemos que o Instituto é possível porque o projeto foi todo pensado com especialistas e médicos que vivenciam a saúde de Araraquara. Além do Instituto, o nosso programa abrange ainda a criação do Cartão Inteligente, que vai reestruturar e melhorar o sistema de informática da secretaria de Saúde, unificando todas as informações do paciente em um único banco de dados, otimizando, assim, o tempo de pesquisa.

Quando o município passou por um problema muito grande com a falta de médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), eu fui um dos secretários que mais incentivou e brigou pela contratação de uma Organização Social (OS), que assumisse os atendimentos, sem comprometer a população. Afinal, as pessoas ficavam horas nas filas de espera e a Prefeitura não conseguiu contratar mais profissionais. Hoje, esse problema foi parcialmente resolvido, com a OS e com saída dos maus médicos, que batiam ponto e iam embora. Mas ainda é preciso ampliar o número de médicos, nas unidades básicas e nas UPAs, para agilizar e trazer mais qualidade nos atendimentos, por isso que uma das minhas principais propostas para saúde é justamente essa: a ampliação do efetivo médico para humanizar ainda mais o atendimento e diminuir o tempo de espera. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

A humanização é fundamental em qualquer área de atendimento. A população precisa se sentir respeitada e cuidada pelo poder público. Mas acima de tudo, pelos profissionais da saúde. Assim como foi feito na maternidade Gota de Leite, que desde 2012, presta serviço de excelência, com equipe multidisciplinar que trabalha no atendimento humanizado e atendendo 100% SUS, nós vamos trabalhar para que este modelo se repita em todas as nossas unidades, com acolhimento de excelência e respeito as pessoas. Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

Com a implantação do Ins-

tituto da Saúde da Mulher, junto a maternidade Gota de Leite e a Casa da Gestante, que já são realidades em Araraquara, nós vamos concentrar em um único espaço diversos atendimentos médicos, como exames laboratoriais e cirurgias de pequena e média complexidades. Com isso nós reduzimos a despesa com clínicas particulares e oferecemos condições para que as mulheres da nossa cidade consigam ser atendidas por diversos serviços em único ponto, otimizando o atendimento e garantindo qualidade e efetividade no tratamento. Mas a nossa preocupação não é apenas com a Gota de Leite e sim com toda a rede de atendimento, por isso que o Cartão Inteligente tem justamente esse papel: concentrar todas as informações do paciente em um único banco de dados. Dessa forma, o enfermeiro e o médico têm todo o histórico, como as unidades em que foi atendido, por quais especialidades, quais encaminhamentos foram feitos, entre outras informações. Garantimos assim, mais rapidez no atendimento e segurança, tanto para o profissional que consegue traçar todo a evolução do paciente, quanto para o próprio usuário, que não precisará carregar dezenas de papéis. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

É fundamental que os repasses federais e estaduais sejam ampliados e pagos à Instituição de saúde com rigor, especialmente, porque estamos falando de um Hospital, como a Santa Casa, que atende a saúde de todos da nossa cidade e região. Por isso, vou usar a força política e angariar mais recursos entre os governos. Também vamos buscar meios de ampliar as vagas de leitos do SUS na Santa Casa, dando mais agilidade às internações. 5


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

CÉLIO PELICIARI - PSOL Sem coligação

UPAs novamente para o setor público. Acima de tudo, queremos democratizar a gestão da Saúde em Araraquara, valorizando o Conselho Municipal de Saúde.

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara? g

A Saúde Pública no Brasil vem sendo precarizada, e em Araraquara não é diferente. Observamos, nacionalmente, um esforço do governo federal para reduzir, cada vez mais, o Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto beneficia os planos privados, que tratam a saúde das pessoas como mercadoria. Em Araraquara, o descaso com a Saúde Pública em favor da Privada fica claro com a escolha do Prefeito de contratar, para a gestão das UPAs, uma Organização Social (OS), o Instituto Corpore, acusado pelo Ministério Público do Trabalho de não cumprir os direitos trabalhistas e sonegar impostos. É o dinheiro público sendo repassado para o setor privado em um processo duvidoso, que culmina no serviço precarizado que a população e os funcionários vivenciam atualmente. Além disso, falta de tudo na Saúde Pública em Araraquara. Faltam médicos nas UPAs. Falta atendimento em psicologia e fisioterapia para aqueles que precisam. O número de leitos SUS não acompanhou o crescimento demográfico da cidade. A Atenção Básica sofre com a precarização, e há aqui apenas a metade do número de Unidades de Saúde da Família (USFs) preconizadas pelo Ministério da Saúde para o número de habitantes. Temos epidemias de dengue ano após ano. As filas de espera para atendimento nas UPAs e realização de exames são imensas. Faltam medicamentos e materiais tão básicos quanto uma luva. Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

Para nós, o melhor caminho para qualificar o atendimento em Saúde da população é investir na Atenção Básica, 6

Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento? g

Queremos passar a administração das UPAs novamente para o setor público e, acima de tudo, democratizar a gestão da Saúde em Araraquara, valorizando o Conselho Municipal especificamente na Estratégia de Saúde da Família. Nosso projeto tem como foco a expansão da rede de USFs em Araraquara, com o objetivo de atingir as diretrizes do Ministério da Saúde, que preconiza que cada USF seja responsável pelo atendimento de, no máximo, 4.500 habitantes, visando à qualidade do atendimento. A expansão da rede virá acompanhada da capacitação dos profissionais para trabalharem sob essa estratégia, além da contratação de mais profissionais e valorização de seu trabalho. Com uma Rede de Saúde da Família funcionando bem, será possível diminuir a demanda sobre as UPAs e outros serviços mais especializados, garantindo, consequentemente, o melhor funcionamento dos mesmos, com redução das filas de espera para atendimento e exames. Também vamos investir na Educação em Saúde da população, através de grupos educativos nas USFs e campanhas de saúde nas escolas, por exemplo. Nossa proposta é passar a administração das

Que há falta de profissionais no SUS em nossa cidade e no Brasil, é verdade. Nesse contexto, é preciso pensar no real motivo por trás disso. Entendemos que a precarização da rede pública, com sucateamento da infraestrutura e falta de condições adequadas de trabalho para os profissionais, é o principal fator que gera esse problema. É preciso olhar para a Saúde como prioridade orçamentária. Acreditamos que a contratação de mais médicos é válida como medida paliativa para contornar o problema agora, mas não devendo ser colocada como uma medida única e nem como medida que vá resolvê­lo. Também, é imprescindível que a contratação de profissionais pelo programa Mais Médicos seja feita com a garantia de seus direitos trabalhistas. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

Para nós, a humanização do atendimento é essencial. Julgamos ser primordial atender as pessoas de uma maneira mais completa, mais qualificada, dando atenção a seus aspectos biológico, psicológico e social. Nesse sentido, acreditamos que a Estratégia de Saúde da Família é o melhor caminho para atingir o horizonte de humanização do atendimento, garantindo mais qualidade de vida à população, e é por isso que essa Estratégia é a pauta principal do nosso programa de governo. Temos como proposta também o incentivo ao parto

humanizado, garantindo que a Rede Pública ofereça às mulheres uma assistência ao parto diferenciada, com acesso a banheiras, banquetas e bolas, e acesso a analgesia quando solicitado, além de promover a realização de consultas pré­ natais e puerperais de qualidade. Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

Partimos da leitura de que fechar a Gota de Leite tenha sido um grande erro. A reabertura da maternidade foi um dos poucos acertos do atual governo Barbieri. Não admitimos a transformação da Maternidade Gota de Leite em espaço dividido com a iniciativa privada, pois sabemos que, no final, é o SUS que acaba financiando os serviços privados, como acontece em vários outros hospitais do país que adotam esse sistema. Para nós, Saúde não é mercadoria e não combina com lucro. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

Defasagem na tabela SUS é uma realidade antiga é preciso uma nova ordem, uma repactuação federativa. É necessário trabalhar para aumentar o orçamento da cidade, tendo como método a justiça fiscal, um dos caminhos para o financiamento da Saúde. Hoje, a Santa Casa, entidade filantrópica, atende o SUS ao mesmo tempo em que expande os contratos com os planos privados de saúde. Queremos mudar essa situação. Defendemos a transformação da Santa Casa em hospital público regional com o aumento do número de leitos destinados ao SUS e, para isso, precisamos aumentar a verba destinada a essa instituição e melhorar a gestão do serviço público. O Estado de São Paulo não pode continuar omisso. Ano 18 | n.64 | Setembro 2016


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

EDINHO SILVA - PT

Coligação: PP / PT / PR / PC do B

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara? g

A situação da saúde hoje é bastante preocupante, principalmente pela completa desorganização da rede básica. A maioria das farmácias dos postos foi fechada. Acabaram com os programas de promoção à saúde e prevenção às doenças como aqueles voltados aos diabéticos e hipertensos. Desmontou-se o programa de prevenção à gravidez na adolescência. Hoje, Araraquara, segundo o GASPA, é a 2ª do estado em contaminação por HIV/ Aids entre jovens de 14 a 29 anos. No nosso governo, reduzimos em 48% as internações porque a rede básica e a rede de pronto-atendimento funcionavam. Hoje, o índice cresceu para 40%. Com a falta de médicos, as pessoas buscam socorro nas UPAs, sobrecarregando ainda mais o serviço de pronto-atendimento. E lá também faltam médicos e materiais básicos. Não tenho dúvidas que um dos fatores preponderantes para toda essa desorganização no sistema foi o fechamento do Pronto-Socorro do Melhado, já que lá tínhamos capacidade. A atual administração também fechou os NIS (Núcleo Integrado de Saúde) que funcionavam como um pronto-atendimento nos bairros Selmi Dei, Cecap e Vila Xavier. Nenhuma das UPAS existentes hoje substitui a capacidade de atendimento do Pronto-Socorro do Melhado e isso acaba sobrecarregando a rede hospitalar com demanda para leitos. Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

A prioridade zero é a retomada do funcionamento da rede básica de saúde com um trabalho forte junto às equipes do PSF (Programa de Saúde da Família). Sem isso, não há Ano 18 | n.64 | Setembro 2016

A prioridade zero é a retomada do funcionamento da rede básica de saúde com um trabalho forte junto às equipes do Programa de Saúde da Família condição de reorganizar os demais serviços. Vamos priorizar a contratação de médicos e demais profissionais. Vamos reabrir as farmácias dos postos que foram fechadas e garantir o abastecimento de medicamentos nos postos de saúde. Os programas de prevenção serão reorganizados, especialmente aqueles destinados aos diabéticos e hipertensos, que precisam de tratamento contínuo. Em nossa gestão, também iremos intensificar as políticas de prevenção à gravidez na adolescência e às DST/Aids, em parceria com entidades que trabalham com a diversidade sexual. Vamos também agilizar os diagnósticos por meio de exames e garantir cirurgias eletivas.Para os idosos e acamados, criaremos o Programa de Internação Domiciliar e vamos fortalecer as políticas para pessoas com deficiências. Também criaremos o Centro de Atendimento às Doenças Raras e aperfeiçoaremos da rede de saúde mental. Vamos implantar o Centro de Atendimento às Pessoas com Dependência Química. Estamos trabalhando muito para que o prédio do Pronto-Socorro não seja

vendido para que possamos reabri-lo. Também vamos fortalecer o SAMU (Serviço de Atendimento Ambulatorial de Emergência) e garantir eficiência no sistema de regulação de vagas para que pacientes não fiquem horas ou dias aguardando leitos. Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento? g

Fundamental. A contratação de médicos é necessária e urgente para dar conta da demanda de saúde na cidade e reorganizar os serviços tanto na rede básica como no sistema de pronto-atendimento. Araraquara precisa voltar a funcionar. Os médicos estabelecidos no município são garantias de um maior vínculo com os programas e com os pacientes. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

A humanização do atendimento é fundamental em qualquer política de saúde, pois muitas vezes a maior parte do problema do paciente é resolvida por um acolhimento adequado. O Pronto-Socorro do Melhado, que foi fechado na atual administração, contava com uma sala específica para acolhimento e uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogo e assistente social. Vamos implantar a política de acolhimento em toda a rede básica. Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

Fortalecer o atendimento na Maternidade Gota de Leite, bem como buscar uma saída para a crise da Beneficência Portuguesa são propostas do meu governo. Da mesma forma temos que otimizar a estrutura implantada e experiência do Cairbar Schutel. No que diz respeito à Gota de Leite, ressalto que é im-

portante o atendimento de excelência para as mães e bebês que hoje Araraquara oferece. Temos que ter pediatras para o acompanhamento das crianças nas unidades básicas, temos que ter medicamentos disponíveis, ginecologistas, equipes de saúde para acompanhar o desenvolvimento, política de prevenção às doenças, enfim, o fortalecimento do programa Saúde da Família. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

Fortalecer a Santa Casa, a meu ver, é fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde) na nossa cidade e região e priorizar o atendimento à população que mais precisa. Portanto, é papel da Prefeitura apoiar o hospital. Como prefeito, deputado e também ministro, busquei colaborar com a instituição de diversas formas. Na minha primeira administração, investimos ali R$ 5 milhões de recursos próprios para impedir que o hospital paralisasse os atendimentos. Conseguimos o credenciamento como Hospital-Escola. Ajudamos em uma série de reformas e compra de equipamentos para UTI neonatal e adulto. Em 2007, me empenhei para que a Santa Casa obtivesse empréstimo subsidiado junto ao BNDES da ordem de R$ 6,5 milhões. Enquanto deputado, conseguimos recursos da ordem de R$ 6,3 milhões para instalação do Centro Regional de Diagnósticos por Imagens. Também conseguimos que a Santa Casa fosse incluída no Plano de Ação da Rede de Atenção às Urgências dos municípios, o que garantiu ao hospital cerca de R$ 4,6 milhões em recursos do Ministério da Saúde. Mas, é claro que os desafios ainda são muitos. É preciso dialogar e buscar constantemente alternativas para o fortalecimento da Santa Casa. 7


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

JOÃO FARIAS - PRB

Coligação: PRB / REDE / PRTB / PSDC / PTC / PSL / PTN ria das condições de trabalho, logística e infraestrutura, providenciando investimentos em tecnologia da informação e comunicação para sua organização em rede.

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara? g

É uma das áreas de atenção prioritária de nossa candidatura, e não poderia ser diferente. A população sofre com falta de médicos nas unidades básicas de saúde e no atendimento emergencial prestado pelas UPAs. A Unidade de Estabilização do Vale do Sol está fechada. O serviço de Ambulâncias do Samu é centralizado e encontra dificuldades para atender de forma rápida os pacientes das áreas mais periféricas. Falta remédio de todo tipo no SUS, do mais básico ao mais caro. Quando há a necessidade de internação, o setor esbarra na falta de leitos pelo SUS, colocando em risco a vida de pacientes e superlotando as UPAs que acabam absorvendo a demanda por dias, até que haja uma solução. Um cenário que precisa de investimentos e, sobretudo, de gestão com responsabilidade. Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

Nos primeiros 100 dias de governo, vamos descentralizar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), reabrir a Sala de Estabilização do Vale do Sol e regulamentar a Lei do Parto Humanizado. De imediato, também trabalharemos com um foco bastante forte na área da prevenção. Da mesma maneira, uma atenção substantiva será dada à parte de planejamento e gestão. As filas e as faltas às consultas podem ser pelo menos minimizadas com gerenciamento adequado. Temos outros gargalos que precisarão ser resolvidos com urgência. Há ainda situações que obrigarão o enfrentamento no terreno das carreiras médicas e paramédicas, incluindo dimensões como carga horária e salários. Neste item, a instauração de uma mesa 8

Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento? g

Descentralizar o Samu, reabrir a Sala de Estabilização do Vale do Sol, regulamentar a Lei do Parto Humanizado e trabalhar com um foco em prevenção permanente de negociações com as representações sindicais, proposta por nós, será estrategicamente fundamental. Daremos atenção fundamental à prevenção, combatendo dengue e zika vírus. Enfrentaremos de imediato o sucateamento dos serviços do Samu; instalaremos aparelhos para eletrocardiogramas em todas as unidades básicas da saúde; reorganizaremos o Serviço de Atendimento Domiciliar, reduziremos o tempo de espera por consultas, cirurgias eletivas e exames diagnósticos de baixa e média complexidade. Vamos ainda regularizar a oferta de remédios na rede pública municipal e criar uma Unidade Farmacêutica Móvel para atendimento domiciliar em casos de dificuldades sociais ou médicas de locomoção. Também estão entre nossas propostas: o fortalecimento da rede de atenção à saúde mental, com políticas eficazes no atendimento a pessoas que sofrem em razão dos transtornos ou dependência das drogas; e a potencialização dos serviços, com melho-

Dificilmente a contratação de mais profissionais será feita sem um diagnóstico acurado da situação existente na área. Sabemos, por exemplo, como pode ser visto em nossa proposta, que faltam psiquiatras para a rede. Impossível pensar em saúde mental e enfrentamento da dependência química, por exemplo, sem a existência de profissionais com tal especialidade. Mas o diagnóstico oferecerá subsídios à gestão, ao planejamento e, evidentemente, ao estabelecimento de prioridades. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

Essa foi uma expressão que se tornou bagatela no atual governo. Ao usá-la como slogan do segundo mandato, sem contrapartidas na realidade, o Executivo tornou-a uma palavra tão inverossímil como uma nota de três reais. Precisaremos resgatá-la em termos práticos. É o que impõe uma atenção cuidadosa a três momentos de uma agenda para a excelência na saúde: o sujeito da demanda, o sujeito do atendimento e a gestão. A prefeitura como um todo e cada um de seus componentes precisam ter interiorizado o significado de uma função cuja natureza é a de servir ao público, estar à disposição do cidadão. No rigor, humanização do atendimento na rede municipal não é outra coisa senão o respeito radical pelos direitos humanos. E isso inclui o direito a não ser humilhado por dirigir-se ao serviço público da saúde.

Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

A reabertura da Gota de Leite foi, indiscutivelmente, uma das grandes conquistas das mulheres nestes últimos anos. Mas permanece marcada pelos mesmos problemas porque padecem outros serviços da Prefeitura. Há uma Lei aprovada pela Câmara e não regulada sobre a Humanização do Parto e pelo menos duas ações contra a administração da Gota por desrespeito à lei do acompanhante. Isso dito, é imperativo dizer que a Gota de Leite, em nosso governo, será referência fundamental para o estabelecimento de uma política pública que começará com o anúncio do estado gravídico e só terminará com o acompanhamento seguro da mulher puérpera. E a Gota de Leite será protagonista do surgimento de uma cultura do parto humanizado em Araraquara. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

Expusemos em nosso programa a necessidade de enfrentar problemas como o das cirurgias eletivas, a escassez de consultas em certas especialidades; as dificuldades com os exames diagnósticos de baixa e média complexidade; a necessidade de novos leitos hospitalares. É um quadro em que a Santa Casa aparece como parceira histórica e natural. De nossa parte, traremos como uma parceria em que seu fortalecimento no caminho da excelência faça parte de um empreendimento com o qual a Prefeitura quer vencer os problemas crônicos da saúde no município. As medidas de contenção de despesas que tomaremos, como dissemos, busca atender urgências. O envolvimento da Santa Casa, como esperamos ter deixado claro, será imprescindível. Ano 18 | n.64 | Setembro 2016


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

NINO MENGATTI - PSB

Coligação: PSB / PRP / PPL / PMB / PHS do as práticas integrativas e complementares em saúde.

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara? g

As atuais políticas públicas municipais poderiam ser otimizadas, pois são insuficientes para atender toda a população com qualidade e dignidade. Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

As principais propostas para a área de saúde sâo: Informatizar os prontuários na Rede Municipal de Saúde (Centros de Saúde, Saúde da Família, Núcleo de Gestão Assistencial (NGA-3), Ambulatórios de Saúde da Mulher, do Idoso, de Saúde Mental, etc), otimizando agendas, diminuindo gastos com a realização de procedimentos em duplicata (exames laboratoriais) e facilitando a troca de informações entre os diferentes estabelecimentos de saúde de Araraquara. Fortalecer as políticas de Atenção Básica, para trazer melhores condições de acesso aos usuários de saúde, garantir ações de prevenção e promoção à saúde, para permitir diagnósticos precoces. Expandir a Estratégia Saúde da Família (ESF), a fim de redefinir e qualificar a atenção básica na ordenação das redes de atenção e na sua capacidade efetiva de gestão do cuidado, por meio do aumento do escopo das ações, da ampliação de formatos de equipes, de ações que auxiliem na expansão da resolutividade e da articulação de outros

Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento? g

Além de investir na humanização do atendimento, também será prioridade da prefeitura oferecer cursos de capacitação e reciclagem para os funcionários da área pontos de atenção à saúde. Ampliar o quadro dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), composto por nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, profissionais de apoio à saúde mental, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e outros, buscando a melhoria da qualidade da Atenção Básica, uma vez que este serviço amplia o escopo de ações da equipe, por meio do compartilhamento de saberes, amplia também a capacidade de resolutividade clínica das equipes. Fortalecer as políticas de saúde para minorias étnico raciais, comunidades tradicionais, identidade de gênero, LGBT, portadores de doenças raras e pessoas com deficiência, priorizan-

A falta de profissionais na rede de saúde não ocorre por falta de profissionais no mercado como muitos dizem. Ela ocorre porque o médico é mal remunerado e prefere não ser concursado, mesmo perdendo todos os direitos trabalhistas e ser vinculado a uma OS. Nós acreditamos que a contratação de mais médicos não resolve esse problema, só atrasa porque abrindo novos concursos, o tempo para a contratação é muito londo, demanda dinheiro e muitas vezes o profissional não assume o cargo. Entretanto a contratação de uma OS é cada vez mais dificultada pelo poder judiciário que prioriza a contratação via CLT (que no setor público só ocorre via concurso ou contrato temporário de urgência). Então pretendemos estudar uma forma junto ao judiciário, que seja legal e atrativa para os médicos preencherem o quadro de funcionários além de trabalhar na rede básica. E também para conscientizar a população a não procurar o setor de emergências para solucionar problemas crônicos e sim os postos de saúde. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

A humanização no atendi-

mento é algo essencial para que o setor funcione de forma digna. Esse atendimento possibilita uma aproximação com o paciente e os tratamentos ocorrem de uma maneira mais eficiente. Além de investir na humanização do atendimento, também será prioridade da prefeitura oferecer cursos de capacitação e reciclagem para os funcionários da área da saúde, pois somente com os funcionários motivados e capacitados é possível garantir a qualidade no atendimento. Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

O financiamento público para a maternidade Gota de Leite é escasso, mesmo fazendo parte da Rede Cegonha. Tendo em visa que a FUNGOTA permite o atendimento de convênios, é possível melhorar o financiamento da maternidade. Nosso objetivo é trabalhar junto aos governos estadual e federal para conseguir mais recursos e garantir um ótimo funcionamento da Gota. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

O papel da prefeitura é manter o repasse em dia para garantir o bom funcionamento e a qualidade do atendimento. Também é necessário que a prefeitura também compartilhe a responsabilidade na regulamentação da central de vagas da Santa Casa, já que as UPAS encaminham todos as internações para o hospital.

Saúde é maior preocupação de 55% dos cidadãos

O Ibope divulgou uma pesquisa na qual ouviu 504 eleitores na cidade de Araraquara entre os dias 19 e 23 de agosto. A pesquisa indica que o maior problema enfrentado pela população araraquarense é na área da saúde. Confira os cinco maiores problemas: Saúde - 55%, Calçamento - 9%, Limpeza pública - 6%, Empregos - 5% e Educação - 5%. Nesta mesma pesquisa, os entrevistados responderam sobre o grau de interesse pelas eleições municipais deste ano: Muito interesse - 25%, Interesse médio - 22%, Pouco interesse - 21% e Nenhum interesse - 31%. Não sabem ou não responderam - 2%. (Fonte: EPTV) Ano 18 | n.64 | Setembro 2016

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

EDNA MARTINS - PSDB

Coligação: PSDB / PPS / PSC / PSD / PTB

Como a sua candidatura avalia a situação das políticas públicas municipais de saúde em Araraquara? g

Hoje Araraquara tem uma Secretaria Municipal de Saúde muito desorganizada, que não mede os resultados dos programas que executa e nem seus custos reais. A secretaria precisa de uma forte reorganização sob pena de gastarmos os recursos sem alcançar os resultados esperados. Outro problema é a falta de um efetivo diálogo com os profissionais da saúde. Todos os agentes envolvidos têm suas necessidades, peculiaridades e diferenças, portanto é preciso equacionar essas necessidades da melhor forma possível de maneira que todos possam desenvolver seu trabalho com o maior nível de satisfação. Além disso, são esses profissionais os mais capacitados para ajudar a resolver os problemas, pois vivenciam diariamente com as questões da saúde. Portanto ouvir os profissionais não pode ser mera formalidade, mas uma prática permanente da administração. A desorganização e a falta diálogo estão na base do conjunto de problemas que a saúde enfrenta. O atendimento na saúde precisa urgentemente ser humanizado, há falta de leitos, os exames e consultas demoram e o cidadão não tem informação sobre sua própria situação, há falta de médicos na rede de atendimento.Minha avaliação é que existe uma grande insatisfação com a saúde no município, dos profissionais à população que necessita do atendimento. Precisamos ser profissionais e eficientes enfrentando esse conjunto de problemas ouvindo as várias partes envolvidas na saúde. Juntos seremos capazes de resolver essas questões. 10

Vamos reorganizar a Secretaria e instaurar o diálogo na resolução dos problemas. Informatizar para agilizar procedimentos e qualificar a atenção aos profissionais Quais são suas propostas de governo para a área da saúde? g

Como antecipamos anteriormente vamos reorganizar a Secretaria e instaurar a prática do diálogo na resolução dos problemas. Informatizar a secretaria para agilizar procedimentos. Entre outras iniciativas, como a qualificação e a atenção aos profissionais da saúde. Com a reorganização pretendemos alcançar a humanização do atendimento e acolher melhor as pessoas. Entre o público que busca o atendimento precisamos dar atenção crescente aos idosos. Vamos criar o programa Idoso Araraquarense, ampliando o atendimento especializado e atendendo nossos idosos com mais presteza. Outra proposta é facilitar o acesso aos pacientes com doenças crônicas e idosos aos medicamentos criando um sistema de entrega do remédio. Pretendemos informatizar todo o sistema de saúde para facilitar os procedimentos cotidianos, inclusive dotando os prontuários dos pa-

cientes do maior número de informações Outro ponto importante é a valorização dos servidores públicos que serão fundamentais nesse processo de transformação que iremos realizar na saúde em Araraquara. Faremos uma revisão do plano de carreira com a participação dos servidores Propomos constituir comissão junto ao Estado e ao Sistema de Justiça (Promotorias e Fazenda) para distribuição das ações judiciais. Conforme Política Nacional de Assistência Farmacêutica de acesso a medicamentos de alto custo. Vamos implantar um SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatísticas) e fazer parcerias com as Universidades locais e regionais para promover a qualificação permanente. Como avalia as contratações de mais médicos como solução para a falta de profissionais da saúde em unidades básicas de atendimento? g

Araraquara já tem uma quantidade de médicos com carreiras bastante consolidadas e, mesmo assim, o município sente falta desses profissionais na rede básica. O programa Mais Médicos resolve esta falta de médicos com custo baixo, além de dar oportunidades para os novos médicos. No entanto, precisamos avaliar com cuidado o caminho que o programa vem tomando no Brasil, sobretudo em relação à diferença da qualificação profissional no que diz respeito aos médicos estrangeiros. Qual é a importância da humanização do atendimento na rede? g

A humanização é fundamental em qualquer área de atendimento. A população precisa se sentir respeitada e cuidada pelo poder público. Mas acima de tudo, pelos profissionais da saúde. Assim como foi feito na maternidade Gota de Leite, que

desde 2012, presta serviço de excelência, com equipe multidisciplinar que trabalha no atendimento humanizado e atendendo 100% SUS, nós vamos trabalhar para que este modelo se repita em todas as nossas unidades, com acolhimento de excelência e respeito as pessoas. Sua candidatura prevê ações para otimizar e auxiliar a gestão da maternidade Gota de Leite? Quais? g

A Maternidade Gota de Leite realiza um serviço exemplar em benefício da saúde da mulher de Araraquara e para a redução da taxa de mortalidade infantil. Nosso programa de governo estabelece o fortalecimento da Gota de Leite. Para garantir seu fortalecimento precisamos rever sua estrutura administrativa, seu estatuto e junto com isso ampliar as formas de captação de recursos financeiros junto a entes da união, governamentais e não governamentais. Qual o papel da prefeitura no apoio financeiro à Santa Casa? g

A Santa Casa cumpre um papel fundamental no atendimento da população pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Cabe à Prefeitura trabalhar junto ao Ministério da Saúde para o aumento de teto financeiro (teto MAC) para aumento de leitos disponíveis em nossa cidade. Buscar parcerias com a Secretaria de Estado da Saúde e propor um reestudo do sistema de atenção hospitalar da Microrregião. Araraquara é a sede da região central do Estado deve assumir o protagonismo articulando as demais prefeituras para dotar a região do atendimento necessário. A Prefeitura deve ser o agente organizador e interlocutor ativo na busca de soluções para o setor para fortalecer as políticas de saúde. Ano 18 | n.64 | Setembro 2016


esporte e medicina

Fotos: Arquivo Pessoal e Marcio Rodrigues

Paratletas da cidade contam como se preparam para vencer no esporte O nadador Alex Viana, na foto à esquerda, e o ciclista Lauro Chaman, à direita, são exemplos de superação e representam Araraquara e o Brasil em competições como os Jogos Parapan-Americanos e as Paralimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro Araraquara abriga diversos atletas de alta performance que defendem a cidade e o Brasil nas Olimpíadas e em jogos internacionais. Entre eles estão paratletas que vencem não só as provas e desafios das competições, mas também as limitações do corpo. Alex Viana é um deles. Ele nasceu com deficiência visual e pratica natação desde os três anos e compete na modalidade desde os nove anos. Hoje, é um dos principais nomes do esporte de Araraquara e já conquistou duas medalhas nos Jogos Parapan-Americanos disputados em Toronto, no Canadá, em 2015, sendo uma de prata nos 50m livres e uma de bronze nos 100m livres. Por conta desses feitos, Viana foi homenageado com a honraria de mérito desportivo e ainda coleciona mais de 250 conquistas em jogos regionais e abertos, além dos circuitos paulista, brasileiro e mundial no nado livre e peito. “É muito

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gratificante defender o país e a cidade O ciclista Lauro Chaman também é de Araraquara que sempre me acolheu paratleta araraquarense e exemplo de e me incentivou, é indescritível a sen- superação. O atleta nasceu com o pé sação de vestir o uniforme da seleção, esquerdo torto congênito virado para ouvir o hino naciodentro e passou por nal e poder competir três cirurgias para “Acompanhamento contra os melhores corrigir o problema, médico é muito do mundo”, diz. mas adquiriu uma Viana conta que, atrofia por conta dos importante”, diz no começo de toda procedimentos. CoAlex, que conta com meçou sua carreira temporada, realiza equipe de médicos, uma bateria de exacompetindo contra mes preventivos, atletas sem deficiênfisioterapeutas, principalmente para cia e aos 19 anos pasnutricionistas e analisar os índisou por classificação ces hormonais. “O funcional e passou psicólogos” acompanhamento a competir também médico é muito importante, tenho uma entre os paratletas. No Jogos Parapanequipe multidisciplinar que envolve -Americanos em Toronto, conquistou médicos, fisioterapeutas, nutricionis- duas medalhas de ouro, uma de prata tas e psicólogos que garantem o bom e um quinto lugar. Chaman ainda parrendimento durante a preparação e na ticipa das Paralimpíadas no Rio com hora das provas”, explica. chances de medalha. g

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entrevista com o doutor

Ortopedista da Ferroviária explica como se exerce a medicina no esporte Com o país sediando Olimpíadas e Paralimpíadas, uma especialidade médica ganhou destaque em quadras, ginásios e campos: a medicina esportiva. Em Araraquara, diversos atletas e profissionais da área médica se dedicam diariamente ao assunto, fazendo com que medicina e esportes persigam recordes de mãos dadas. Um deles é o ortopedista Daniel Barcellos Felício, que orienta e cuida da saúde de atletas da Ferroviária. A prática vem do berço: ele é filho de Roberto Felício, também ortopedista e com décadas de dedicação à medicina esportiva na cidade. Leia a entrevista: Como deve ser feita a preparação de um atleta em termos de saúde e preparação do corpo, a curto médio e longo prazo? Como essa preparação é feita com o time da Ferroviária? Todos os atletas, seja ele profissional ou amador, deve antes de iniciar qualquer atividade física passar por uma avaliação médica para observar qualquer anormalidade física que possa afetar sua performance, ou até trazer algum dano à sua saúde. Após essa avaliação, uma equipe multidisciplinar deve ser montada com: um preparador físico, que deve escolher e montar os treinos, além de dosar a intensidade e periodicidade; um fisiologista, que irá estudar como se encontra e qual a resposta do organismo ao tipo de atividade proposta; um nutricionista, para orientar sobre a forma de alimentação e uso de suplementos; um psicólogo, que deve auxiliar na manutenção do foco e motivação nos treinos, pois o fator psicológico pode influenciar na performance do atleta; e um fisioterapeuta, que além de curar possíveis lesões que surgirão tanto nos treinos como nas competições, terá papel importante também na prevenções das lesões corrigindo desequilíbrios e encurtamentos musculares presentes. Na Ferroviária, durante o período de pré temporada, todos os atletas passam por essas avaliações e, durante os períodos de treinamentos e nas competições realizam reavaliações periódicas. Dessa forma, tentamos evitar lesões e ajudar o atle-

Daniel Barcellos Felício presta assistência médica a atletas profissionais e esportistas amadores. Nesta entrevista, ele fala sobre a especialidade e dá dicas de preparação e prevenção de lesões Ortopedista e traumatologista com especialização em Afecções do Quadril e chefe do Departamento Médico da equipe profissional e das categorias de base da equipe Ferroviária de Araraquara.

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ta a atingir o ápice do seu rendimento ao longo da temporada.

ou da atividade esportiva desse atleta amador por um período indeterminado. Assim como o atleta profissional, o atleta amador deve ter atenção à sua condição física para realização da pratica esportiva, mantendo uma boa alimentação, repouso adequado e acompanhamento multidisciplinar específico. Deve ter sua preparação na intensidade que demanda sua prática esportiva, que na maioria das vezes não é tão intensa como se exige do profissional.

Quais são as principais diferenças entre a preparação de um atleta amador e profissional? Se procurarmos no dicionário pelo termo “amador”, seria aquele que cultiva qualquer arte ou esporte por prazer e não por profissão. Já o “profissional” é aquele que exerce, como meio de vida, sua ocupação específica. Por conta disso o atleta amador treina quando tem vontade, enquanto que g Quais devem ser Todo atleta deve o atleta profissional os cuidados para treina todos os dias que o atleta não seja sempre passar por pois sobrevive dessa uma avaliação médica pego no exame antiprofissão. Apesar da doping? dedicação de alguns para observar qualquer Todo atleta, seja atletas amadores que ou anormalidade física profissional se aproximam das roamador, deve ter que possa afetar sua cuidado com uso tinas dos atletas properformance ou até fissionais, eles não de agentes químiganham a vida com o trazer algum dano à cos que aumentam esporte e muitas veforça e rendimento sua saúde zes tem que dividir o durante os treinos tempo gasto com os e competições, pois treinos e com o trabalho. Eles apenas podem ocasionar alterações metabólibuscam um bem estar pessoal. Porém, cas no seu corpo e levar a sequelas imesse excesso de treinos e dedicação portantes. Em relação ao atleta profispode levar a alterações no processo sional, ele será sempre responsável por de desenvolvimento do esporte em tudo que ingerir ou utilizar sendo desquestão e, com isso, contribuir para sa forma o responsável direto caso seja o surgimento de lesões importantes pego no doping. Portanto, deve sempre que podem terminar com a carreira discutir com a sua equipe médica o que g

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ele pode ingerir ou utilizar de forma segura do ponto de vista da saúde do atleta e também para não ser pego no doping por uso de substância proibida. Qual a importância da prevenção e acompanhamento médico para a preparação do atleta? A principal é que você faça uma avaliação médica completa para evitar, principalmente situações de mal estar que possam levar à lesões no atleta, seja ele profissional ou amador. Além disso, definir quais os parâmetros que você necessita para atingir o ápice da performance do esporte em que deseja praticar. Essas avaliações multidisciplinares com fisiologistas, nutricionistas, preparadores ou educadores físicos, psicólogos e fisioterapeutas, além da avaliação médica, vão detectar precocemente alterações no seu corpo, físicas ou mentais, que melhorariam o seu desenvolvimento no esporte e também preveniriam o aparecimento de futuras lesões. g

Como é feita a recuperação de um atleta lesionado? g

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Após o diagnóstico da lesão por meio g Você se recorda de casos em que o atlede uma avaliação clínica e de exa- ta tenha se lesionado gravemente, mas mes complementares, a recuperação mesmo assim se recuperou e voltou ao é iniciada com o uso de medicamen- esporte? tos anti-inflamatórios e analgésicos, Tive um caso de um atleta de alta perprescritos pelo médico. Repouso das formance que apresentou uma lesão atividades esportimuscular após uma vas e fisioterapia, partida de futebol, Após o diagnóstico que inicialmente vai sendo iniciado o de uma lesão por ser analgésica para protocolo de atenmeio de avaliação diminuir o processo dimento com mediinflamatório da lecamento, repouso e clínica e exames são. Posteriormente, fisioterapia. Foram complementares, a segue para reabilirealizados exames tação da lesão após recuperação é iniciada c o m p l e m e n t a r e s reavaliação médica, diagnosticaram com anti-inflamatórios que sendo que nessa fase uma lesão muscuo objetivo é a reabili- e analgésicos prescritos lar grau II, que o tação da área lesada, impossibilitou da pelo médico seja com ganho do pratica esportiva arco de movimento durante quase 8 (ADM), alongamento e reequilíbrio semanas até que todo o processo de muscular. A reabilitação psicológica cicatrização do tecido muscular, reatambém tem um papel importante na bilitação do arco de movimento, flerecuperação dos atletas pois a depres- xibilidade e força muscular fossem são, ansiedade, raiva, fadiga e outras restabelecidos e pudesse retornar aos emoções podem influenciar de forma treinos com condições de jogar uma direta na reabilitação do atleta, seja partida. Hoje, esse atleta joga na Euele amador ou profissional. ropa sem maiores complicações. g

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O pediatra e a tocha A Tocha Olímpica passou pela cidade de Araraquara no dia 18 de julho e grandes atletas e personalidades locais participaram do evento, inédito no país. Dentre eles estava o médico pediatra Antonio Luiz Martinez (foto ao lado), que já disputou diversas maratonas e participou de várias edições da corrida de São Silvestre. Ao todo foram 38 pessoas que se revezaram durante sete quilômetros percorridos desde a entrada da cidade até a Arena da Fonte.

PROGRAMAÇÃO - CASA DO MÉDICO

Cinema e psicanálise

DIA 14 DE OUTUBRO – 19H30 Filme: BELEZA AMERICANA Comentários: Rafael Teubner da Silva Monteiro, médico psiquiatra, atuação em clínica particular e rede pública por vários anos e psicoterapeuta na abordagem Junguiana. g

DIA 04 DE NOVEMBRO – 19H30 Filme: CIÚME - O INFERNO DO AMOR POSSESSIVO Comentários: Ana Rita Nuti Pontes, analista didata da SBPRP, membro do Comitê de Extensão para a Comunidade (IPA) e coordenadora da Comissão de Convidados Estrangeiros da SBPRP. g

O Grupo de Estudos em Psicanálise de Araraquara (GREPA) e a Associação Paulista de Medicina (APM) seguem promovendo debates em torno de filmes marcantes, com o projeto Cinema, Conversa e Psicanálise, na Casa do Médico. Confira, ao lado, os próximos eventos da programação da temporada de 2016. Participe!

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RECEITA MÉDICA

Trufas, uma iguaria de aroma e sabor CHICO OLIVI, chef de cozinha e sommelier

Nesta edição da Receita Médica vamos falar a respeito de uma iguaria de aromas e sabores intensos e muito diferenciados: as trufas, como são chamadas popularmente no Brasil. Trata-se de uma espécie de fungo, da família dos Tuber. Proveniente de esporos encontrados na natureza que nascem em torno de algumas espécies de árvores das florestas europeias, elas brotam nas pontas de suas raízes a cerca de 20 a 40 cm abaixo da terra. Há indícios que mostram que são caçadas e consumidas pelos homens a cerca de três mil anos, provavelmente pelos etruscos, no Norte da Itália e Sul da França e também durante o Império Romano, onde eram consumidas como um alimento afrodisíaco, além de outras qualidades. Mas existem relatos na história em que faraós as ofereciam em seus banquetes reais, assim como os beduínos, as tribos do Kalahari e os aborígenes australianos. Durante muito tempo os homens contaram com a ajuda de porcos para

Crostino di pane al uovo com trufas brancas. Vinheria Percussi ESPAÇO ULIVI GASTRONOMIA Eventos privados e personalizados www.espacoulivi.com Fone: (16) 99610 3433

encontrar as trufas, devido seu olfato aguçado. Mas encontravam problemas em não deixar os animais se alimentarem delas, porque para eles era um petisco irrecusável. Hoje, cães são treinados e tomam o lugar dos porcos, eliminando este risco.

Diz a história que, ao notarem que algumas espécies de roedores utilizavam as trufas como alimento, nós, humanos, a descobrimos e criamos interesse neste alimento para o uso em nossa culinária. As espécies de trufas podem variar, assim como suas cores. Algumas delas, devido sua raridade, podem chegar a custar mais que três mil euros o quilo, como as trufas brancas, por exemplo. Feiras e leilões são realizados do início de outubro até o final de novembro, para comemorar a temporada das trufas em cidades como Turim, Milão, Bolonha e Alba na Itália, como também em Périgord na França, entre outras. Há vários pratos típicos feitos para apreciar as trufas e aproveitar melhor os aromas e sabores particulares desta iguaria tão peculiar, como a polenta mole, a massa fresca e o ovo caipira, o meu preferido. g Saiba mais sobre trufas pela internet. http://tuber.it/ http://goo.gl/tGwyOG

Dr. Hélio Primiano Jr.

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Profile for Editora Casa da Árvore

Revista Casa do Médico (Setembro 2016)  

Publicação trimestral da Associação Paulista de Medicina (APM) - Secção Araraquara

Revista Casa do Médico (Setembro 2016)  

Publicação trimestral da Associação Paulista de Medicina (APM) - Secção Araraquara

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