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Revista Trimestral

IMPRESSO

Ano 17 | n.60 | Julho 2015

A S S O C I A Ç Ã O P A U L I S TA D E M E D I C I N A

Casa do Médico

|

ARARAQUARA

Nesta edição

Leonardo Anhesini, intensivista, conta como venceu a obesidade Jorge Zbeidi, o cirurgião 
 autor de mil gols que
 é apaixonado por futebol

Medicina,
 fé e religião Saiba o que pensam médicos de orientação 
 católica, muçulmana, espírita e agnóstica 
 de diferentes especialidades sobre
 a relação entre a ciência da medicina, 
 a fé pessoal e a crença numa religião Veja também Telarolli registra a história de um médico norte-americano na antiga Araraquara Chico Olivi indica uma receita de inverno


EDITORIAL

Medicina, ciência e religião

APM Araraquara

A revista Casa do Médico completa 17 anos de veiculação e 60 edições publicadas. Na reportagem da capa, ilustrada pela pintura de Karel Dujardin (1663), que retrata a cura de um aleijado por São Paulo, você fica sabendo como médicos da cidade lidam, no dia-a-dia da profissão, com a relação entre fé, religião e medicina e o que pensam sobre a influência das crenças e convicções pessoais no tratamento e na recuperação dos pacientes. O intensivista Leonardo Anhesini conta, na seção "Quando o médico se Torna o Paciente”, como conseguiu superar a obesidade, por meio de uma cirurgia bariátrica. Conheça também a história do médico e jogador Jorge Hage Zbeidi e saiba como ele alcançou a marca de mil gols em sua trajetória nos gramados. Em uma reportagem especial sobre tecnologia, entenda como os dispositivos móveis e a internet estão mudando a rotina dos médicos nos hospitais e consultórios da cidade. Percorra mais um capítulo na história dos médicos de Araraquara no relato historiográfico de Rodolpho Telarolli. E aproveite as noites frias de inverno para seguir uma receita especial do chef de cozinha e sommelier Chico Olivi. Boa leitura! o

Associação Paulista de Medicina Secção Araraquara

A revista Casa do Médico é uma publicação trimestral editada pela Associação Paulista de Medicina (APM) Secção Araraquara.

Dr. Renato Chediek Presidente

Dr. João Orávio de Freitas Jr. Vice-presidente

Dra. Ticiane Corina Ribas 1º Secretária

Dra. Fabiane A. Alves Madureira 2º Secretária

Dr. Marcus Vinicius Platzer Amaral 1º Tesoureiro

Dr. Fernando Linares 2º Tesoureiro

Dr. Luis Henrique B. Falcão Diretor Def. Profissional

Dra. Mariana C. de Oliveira Diretor Cult. e Cient.

Dr. Helio Paulo Primiano Junior Diretor Social

Produção: Editora Casa da Árvore Reportagem: Vitor Prado Impressão: Gráfica Bolsoni Tiragem: 1.000 exemplares Distribuição Gratuita. Rua Voluntários da Pátria, 1478

Centro, Araraquara, SP

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Ano 17 | n.60 | Julho 2015


HISTÓRIA

DA

MEDICINA

Um médico norte-americano de passagem 
 por Araraquara Poucos anos antes daqueles dois méJudith Mac Knight Jones, no livro dicos que atuavam em Araraquara Soldado Descansa – uma epopéia em 1871, os doutores Leite de Morais norte-americana sob os céus do Brae Lância esteve de passagem pela Vila sil, conta que o Dr. Gaston achava um médico norte-americano. Trata-se que a “mandioca brava talvez causasdo doutor James Mac Faddem Gas- se a lepra e que as proximidades das ton, que com outros serras causassem o compatriotas vieram "Dr. Gaston achava bócio. Aprendeu um ao Brasil no ano de remédio para desarque a mandioca 1865, após a derrota ranjo intestinal: pinsulista na Guerra de ga, polvilho, água e brava talvez Secessão, a procura açúcar. De muito causasse a lepra e de um lugar apropribom efeito”. ado onde os desgos- que as proximidades No livro em questão, tosos com a derrota há um curioso relato pudessem recomeçar das serras causassem sobre os socorros de a vida. que se valiam os sero bócio. Aprendeu Gaston, com o tanejos, na ausência um remédio para 
 general,W.W.Wood, do médico. Era a hado Mississipi, antes bilidade de um comdesarranjo 
 de se decidirem pela patriota auto-exilado intestinal: pinga, região de Campinas, na ocasião, de nome polvilho, água e 
 dando origem a Santa John Wesley WessinBárbara do Oeste e ger, no Brasil apeliaçúcar. De muito Vila Americana (atual dado de “João do bom efeito” Americana),percorreMato”. Ele era muito ram a região mata preocupado nas uradentro. Essa é a ragências e tinha certas zão de terem estado em Araraquara, habilidades, tendo sido enfermeiro onde foram muito bem recebidos pe- durante a guerra. los vereadores, deixando de lado a “Quando alguém quebrava um região porque o isolamento era um braço ou uma perna o João do Mato fator que pesaria muito, com dificul- tinha prática em por o osso no lugar. dades imaginadas inauditas para os Também quando era picada de cobra colonos. Efetivamente, eram dias de iam procurá-lo para ver se dava volviagem em lombo de burro desde a ta. Ele curava com fumo no lugar da região de Campinas, distantes ainda picada de cobra e uma colher de os dias em que os sertanejos veriam amoníaco em um copo de água para chegar, primeiro a Rio Claro, depois a ser tomada um gole de hora em hora. São Carlos e Araraquara, os trilhos da Dizem que era muito bom.”o estrada de ferro.

Ano 17 | n.60 | Julho 2015

A seção “História da Medicina”, da revista Casa do Médico, publica trechos selecionados da obra “A História da Medicina e dos Médicos de Araraquara”, do historiador 


Rodolpho Telarolli

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MEDICINA

EM

FOCO

Os elos entre medicina, fé e religião Reportagem ouviu médicos de orientação agnóstica, católica, espírita e muçulmana que atuam em Araraquara para saber o que pensam profissionais da ciência 
 médica sobre sua relação com a busca pela cura e o tratamento de doenças Reprodução: Wikimedia Commons

A relação entre o conhecimento da medicina, as crenças religiosas e os sentimentos mais íntimos de fé na criação universal remonta os primórdios da cultura e da civilização humana. Diversos povos antigos expressavam essa relação por meio de mitos, símbolos, cantos, imagens e outros artifícios empregados em rituais de cura, muitas vezes combinando preces, técnicas manuais e plantas medicinais, e dando origem histórica a diversos tratamentos e medicamentos, alguns adotados até a atualidade. Conforme as doutrinas do catolicismo e do islamismo, por exemplo, duas das mais importantes religiões do mundo, acredita-se que preces e orações tenham um importante poder curativo. No espiritismo, os chamados "passes" funcionam como uma transmissão de energia revigorante e acredita-se que podem beneficiar o estado do corpo e da alma do indivíduo. Em círculos budistas e de influência oriental, mas também fora deles, são comuns práticas como as da acupuntura e tratamentos à base de ervas, entre inúmeras outras técnicas. Para mostrar como essa relação entre medicina, fé e religião está presente no dia-a-dia de profissionais da ciência médica em Araraquara, atualmente, a reportagem da revista Casa do Médico entrevistou representantes de diferentes credos e especialistas. O médico neurologista Lee Fun Fen observa, porém, que, para tratar do tema, é importante antes distinguir entre fé e religião. Ele explica que mesmo uma pessoa que se identifica como ateu ou agnóstico pode ter fé e crer, por exemplo, na medicina, na ciência, na ética, no poder psicológico ou até mesmo em algum tipo de "energia positiva" presente nos lugares e pessoas, ainda que ! 4

Pintura em estilo renascentista de Alexander Beydeman (1857) mostra a dicotomia entre homeopatia e alopatia na prática da medicina no século 19 não acredite nem siga minadas histórias e Para cardiologista, 
 doutrinas. uma religião específica. "Uma pessoa pode ter a fé, o otimismo, 
 O médico cardiologista fé em praticamente e muçulmano Said e a resignação 
 tudo, sem ter que seAssaf lembra que, hispodem facilitar 
 guir qualquer doutrina toricamente, o islaou crer em qualquer mismo sempre camio tratamento 
 religião", diz o doutor nhou lado a lado com e diminuir o 
 Fen, que se declara aga criação da medicina nóstico (isto é, que sofrimento diante e sua evolução. "São acredita são ser possível inúmeros os marcos de casos fatais provar a real existência traçados por filósofos e de Deus, diferentemenestudiosos no apogeu te do ateu, que a nega). Já as pessoas da expansão islâmica em relação às religiosas caracterizam-se por deposidescobertas e avanços nesse campo", tar parte de sua fé em certas imagens comenta. "Após a queda do Império e representações, normalmente exRomano, as ideias gregas sobre a mepressas em um livro tradicional ou em dicina passaram a ser preservadas e cultura antiga, que procuram interpretransmitidas com mais precisão por tar os mistérios da vida e traçar camimeio das conquistas do império islânhos espirituais inspirados em determico”. > Ano 17 | n.60 | Julho 2015


Cura pela fé O doutor Said Assaf entende que a fé é um elemento essencial para que se alcance a cura de uma enfermidade. "Não acredito em milagres e a religião islâmica é muito cuidadosa e reticente em relação a isso", pontua. "A evidência que tenho, baseada em inúmeros casos, é que a fé, o otimismo, e às vezes a resignação não só facilitam o tratamento e cura dos doentes, mas também facilitam e diminuem o sofrimento daqueles que estão chegando à passagem da vida terrena para a vida eterna." A médica cardiologista e praticante da religião católica Argenzia Mestra Bonfá também percebe esse tipo de relação em sua experiência profissional e entende que a fé humana está acima das divergências entre as diversas religiões. "Atendi diversos pacientes que dizem que a energia positiva proporcionada pela fé e pelas orações auxiliaram em sua recuperação e ajudaram a dar forças para continuarem na luta, independentemente da religião". Para ela, "a medicina é um pouco de ciência e um pouco de fé, por isso é preciso ter um pouco dos dois". Na visão do médico anestesiologista e seguidor da doutrina espírita Gustavo Felloni Tsuha, a fé realmente ocupa uma posição muito importante na vida do ser humano. Ele considera o desenvolvimento espiritual como algo fundamental para que haja equilíbrio entre corpo e alma. "A fé muitas vezes dá o apoio necessário para que o paciente con-

Para a médica cardiologista Argenzia Mestra Bonfá (esq.), a fé humana está

acima das divergências entre as diferentes religiões; segundo o neurologista Lee Fun Fen (dir.), para tratar do tema, é importante distinguir entre fé e religião

siga superar as bardicina geralmente reiras e limitações e Alunos de medicina 
 não aprendem a lise recupere mais dar com as crenças geralmente não 
 rápido", afirma. dos pacientes e nem aprendem a lidar com como aliviar alguns Apesar dessa relação tão próxima anseios criados por as crenças dos 
 verificada na prátiessas crenças. "É prepacientes e nem como ciso saber lidar com ca da medicina, o doutor Lee Fun Fen aliviar alguns anseios o lado espiritual e considera que a psicológico do pacicriados por elas ciência atual da ente, pois a fé pode medicina, conforauxiliar na recuperame ensinada nos ção, principalmente meios acadêmicos, não reserva uma em tratamentos neurológicos, nos posição tão relevante à sua interface quais as cirurgias muitas vezes são com a fé e as religiões. Ele explica criticas e arriscadas", observa o neuque, na faculdade, os alunos de merologista. o (por Vitor Prado)

Você sabe quem foi Avicena? Conhecido como Ibn Sīnā ou por seu nome latinizado Avicena, foi um polímata persa que escreveu tratados sobre variado conjunto de assuntos, dos quais aproximadamente 240 chegaram aos nossos dias. Em particular, 150 destes tratados se concentram em filosofia e 40 em medicina. As suas obras mais famosas são o “Livro da Cura”, uma vasta enciclopédia filosófica e científica, e o “Cânone da Medicina”, que era o texto padrão em muitas universidades medievais, entre elas a Universidade de Montpellier e a Universidade Católica de Leuven, ainda em 1650. Ela apresenta um sistema completo de medicina em acordo com os princípios de Galeno e Hipócrates. Suas demais obras incluem ainda escritos sobre filosofia, astronomia, alquimia, geografia, psicologia, teologia islâmica, lógica, matemática, física, além de poesia. O “avicenismo” também teve influência na Europa medieval, particularmente as suas doutrinas sobre a alma e a distinção entre existência-essência, principalmente por causa dos debates e tentativas de censura que elas provocaram na Europa escolástica. Sua psicologia e a sua teoria do conhecimento influenciaram Alberto Magno, enquanto sua metafísica teve impacto no pensamento de Tomás de Aquino. Fonte: Wikipedia.

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QUANDO

O

MÉDICO

SE

TORNA

O

PACIENTE

O médico que venceu o desafio da obesidade

Dr. Leonardo Anhesini Intensivista no Hospital São Paulo, foi submetido a uma cirurgia bariátrica

DIAGNÓSTICO tação. Qualquer mínimo exagero e Tenho problemas com o peso desde ansiedade desencadeava uma alia infância, com 5 anos de idade já mentação excessiva, depois de um tinha sobrepeso e sempre foi um detempo perdi o estí- CIRURGIA safio para mim me mulo. É muito difícil Felizmente, a cirurgia foi muito manter dentro das mudar um hábito, mais tranquila que imaginava, as Sempre fiz 
 condições ideais. principalmente de equipes me acolheram e passaram a acompanhamento Sempre fiz acompacompulsão alimen- segurança necessária, foi tudo muinhamento com nutricom nutricionista 
 tar. E o estresse e to tranquilo. O acompanhamento cionista e endocrinocorreria da rotina prévio e preparação fizeram a difee endocrinologista 
 médica dificultavam rença e consegui lidar com a cirurlogista e tentei diversos regimes, mas por muito o controle, os gia do melhor jeito possível. Tive e tentei diversos 
 conta do histórico horários para ali- todo apoio da equipe do doutor regimes devido ao familiar e hábitos mentação são curtos Guilherme Haddad e poucas horas errados nada era rehistórico familiar 
 e a rotina é estres- após a cirurgia já estava fazendo almente eficaz e o sante. Mas com o fisioterapia, caminhando normale aos hábitos quadro só se agravaapoio dos profissio- mente e depois de 2 dias já estava va com o tempo. Dualimentares errados nais e familiares em casa. Tive uma recuperação rante a faculdade de consegui me prepa- tranquila, passando pela dieta mímedicina a situação ficou mais difí- rar corretamente para realizar a ci- nima, depois pela líquida, pastosa, até voltar a comer normalmente. cil, o excesso de peso começou a ser rurgia com segurança. Precisei aprender a me alimentar um problema para realizar algumas em menores quantidades e em uma atividades do dia a dia. No final da SUPERAÇÃO faculdade, quando o peso começou a Com certeza, o principal desafio foi velocidade reduzida. Essa foi a interferir na minha saúde eu sabia vencer o medo da cirurgia bariátri- maior mudança na minha rotina, pois antes me alique era hora de tomar atitudes mais ca. Fora o desconformentava muito rádrásticas. Minha pressão e colesterol to do aparelho, levei pido e após a cirurcomeçaram a ficar cada vez mais com mais tranquiliA decisão pela gia isso não era mais altos e comecei a ficar preocupado dade a ideia do bacirurgia foi mais possível. com minha saúde. lão intragástrico do que da cirurgia, por difícil: quem sabe FÉ E OTIMISMO PREPARAÇÃO ser menos invasivo e de todas as 
 Mais que a fé, tive Me preparei através de um acom- um método reversímuita confiança na panhamento com psicólogo para vel. A decisão pela complicações equipe médica e no controlar a ansiedade, além de nu- cirurgia foi mais ditécnicas do 
 hospital, todos me tricionista e endocrinologista. Che- fícil, quem sabe de deixaram confortáguei a usar o balão intragástrico todas as complicaprocedimento fica veis, talvez não teantes da cirurgia e consegui perder ções técnicas do procom receio nha recorrido exclu25 quilos, mas após retirá-lo voltei a cedimento fica com sivamente a fé por ganhar peso progressivamente, é receio, mesmo samuito difícil fazer a readaptação. bendo que a porcentagem de com- ter dado tudo muito certo. Por ser Para quem tem tendência a engor- plicação é baixa, esse momento foi uma equipe amiga e conhecida me dar e sempre teve essa postura é extremamente estressante e tive senti confortável e tinha muita fé na difícil se policiar na hora da alimen- muito medo no começo. qualidade do trabalho deles. >

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O que é Cirurgia Bariátrica?

O intensivista Leonardo Anhesini, no Hospital São Paulo

AMIGOS E FAMILIARES Meus amigos e familiares foram fatores diferenciais em todas as etapas, desde a decisão pela cirurgia até minha recuperação, principalmente minha esposa. Ela me fez ter noção que estava ficando doente. Tenho uma filha pequena de 2 anos e meio e os riscos à minha saúde no futuro eram muito grandes e não queria ficar doente. Meu pai também é médico e ficou receoso no começo por também saber dos riscos, mas depois da minha escolha o apoio foi total e me deram todas as forças para superar essa fase. NO LUGAR DO PACIENTE Quando você se encontra no lugar do paciente você se sente frágil e vulnerável, mas a confiança que depositei na equipe me deu tranquilidade, confiei plenamente. Você estando no lugar do paciente, se sente um pouco

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A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele. O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso – como o diabetes e a hipertensão –, também chamadas de comorbidades. As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais confortável ao paciente): Restritivos, que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar; Disabsortivos, que reduzem a capacidade de absorção do intestino; e Técnicas mistas, com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos. Minimamente invasiva e aplicável em todas as técnicas cirúrgicas, a Cirurgia Laparoscópica, ou videolaparoscopia, representa uma das maiores evoluções tecnológicas da medicina. No tratamento da obesidade, as cirurgias desse gênero se diferenciam da convencional, aberta (laparotomia), em função do acesso utilizado. Na cirurgia aberta, o médico precisa fazer um corte de 10 a 20 centímetros no abdômen do paciente. Na videolaparoscopia são feitas de quatro a sete mini-incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. O registro é gravado e o paciente pode levar uma cópia. Fonte: SBCBM - Sociedade Brasileira de Medicina Bariátrica e Metabólica

O controle da 
 ansiedade e o
 acompanhamento médico foram 
 fundamentais 
 para superar essa barreira. É realmente como nascer para uma nova vida dependente, mas a confiança geral era tão grande que me senti muito bem. Por trabalhar na UTI, temos contato com quadros graves, portanto desde minha formação procuro entender os anseios e fragilidades do paciente, creio que isso seja uma obrigação de todo médico. Mas claro que consegui observar o quanto um paciente pode ficar frágil caso não exista o amparo

do médico e atenção médica necessária. Essa pode ser a diferença entre um paciente tranquilo e confiante e outro que vai ficar ansioso e desconfortável. CONSELHO O principal conselho que deixo para os amigos e colegas é ter confiança na equipe médica, por sermos médicos temos muitos receios e normalmente queremos interferir nos procedimentos, visualizar exames e opinar sobre o diagnóstico, procedimentos e medicamentos, é inevitável. Nem sempre é fácil, mas devemos entregar a situação na mão da equipe médica e deixar as coisas caminharem sozinhas. Para mim foi uma mudança de vida e hábitos, não só a cirurgia e tratamento. Foi preciso encarar como uma mudança geral de rotina. O controle da ansiedade e acompanhamento médico foram fundamentais para conseguir superar essa barreira. É realmente nascer para uma nova vida. o 7 !


INFORME PUBLICITÁRIO

Ampliação da Unidade de Emergência 
 moderniza estrutura e atendimentos Setor de urgência e emergência do Hospital São Paulo amplia recepção, salas de triagem e farmácia e duplica leitos de emergência; aprimoramento da logística busca padronização e melhoria da segurança do paciente, características protocolares do atendimento humanizado Foto: Rodrigo Brandão/Assessoria de comunicação

Em 12 meses – de maio do ano passado a abril deste ano –, o número de atendimentos na Unidade de Emergência do Hospital São Paulo (HSP) aumentou 10,6% em relação à média histórica (9 mil atendimentos por mês). Considerados os quatro primeiros meses de 2015, o incremento foi de 20,2% – sempre ante a média histórica. O diretor do HSP Antonio Carlos Durante atribui o aumento a uma série de variáveis, das quais ele destaca a epidemia de dengue e o próprio crescimento da Unimed Araraquara. “Ainda que questões pontuais interfiram em curto prazo nas estatísticas, verificamos que, num período mais dilatado, existe uma taxa de acréscimo que torna constante o aumento de atendimentos”, comenta. Para adequar a estrutura à demanda, a Unidade de Emergência foi ampliada – a reforma teve início no final de 2014 e terminou em junho. “O projeto deixou o espaço mais confortável para os pacientes, melhorou as condições de trabalho para os profissionais do Pronto Atendimento [PA] e aprimorou a logística. Esse conjunto tende a aumentar a segurança do paciente”, diz Durante. Mudanças físicas A recepção, onde a concentração de usuários é alta, ficou maior e mais aconchegante. As salas de triagem – para a consulta prévia, com anamnese, medição de temperatura e aferição de pressão, dentre outros procedimentos – e a farmácia foram ampliadas. A quantidade de leitos de atendimento de emergência dobrou. Também aumentou o número de consultórios médicos, de quatro para cinco. E o setor contratou mais médicos e profissionais da área de enfermagem. O novo fluxo separa os pacientes por consulta, repouso, aplicações de medicamentos e cuidados de enfermagem. “O intuito da ampliação é modernizar a estrutura física e organizar o fluxo. A dinâmica operacional ficou muito melhor e o atendimento é mais tranquilo. Com isso, a atenção ao paciente aumenta e o PA se torna mais humanizado, condizente com a própria expectativa do usuário”, afirma Durante.

Enfermeiras avaliam caso em uma das salas de triagem, que foram ampliadas na reforma da 
 Unidade de Emergência do Hospital São Paulo

Gestão Para aprimorar o controle médico – gerenciamento de todos os processos inerentes aos serviços do setor –, a Unidade de Emergência, desde maio, passou a atuar sob a administração do coordenador Marco Antonio Ferreira de Oliveira (CRM-SP 74254). “Criamos o cargo de coordenação da Unidade de Emergência, dentro do conceito de gestão de ‘supervisão horizontal’, em que a função tem atribuições técnicas, operacionais e administrativas”, explica Durante. Marco Antonio diz que a coordenadoria é mais um desafio em sua carreira. “A movimentação no Pronto Atendimento é grande e complexa. A diversidade de situações é imensa, vai desde casos clínicos, passando por ocorrências de urgência, até casos de emergência, em que a estabilização do paciente é fundamental para a continuidade do tratamento. Acho que a primeira missão é aprofundar na padronização para que os resultados da Unidade de Emergência continuem acima dos indicadores de referência”, avalia.


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PESQUISA CIENTÍFICA

Maior longevidade leva ao aumento de casos de câncer O total de casos novos de câncer atingiu 14,9 milhões no mundo, em 2013, com alta de 75,6% em comparação a 1990. Já a proporção de mortes por câncer evoluiu de 12%, em 1990, para 15%, em 2013, quando a doença vitimou 8,2 milhões de pessoas. Os dados constam do estudo Fardo Global do Câncer 2013, publicado por um grupo de pesquisadores no Journal of the American Medical Association, no fim de maio, com dados relativos ao período de 1990 a 2013. Foram pesquisados 28 tipos principais da doença em 188 países. O estudo comprova o aumento do número de casos novos de câncer em todo o mundo e também no Brasil, bem como o número de óbitos. Em função do envelhecimento populacional, a maior incidência de tumores ocorre nas pessoas mais idosas. “Como as pessoas estão vivendo mais e as causas de óbitos anteriores, por doenças infecciosas,

vêm caindo, devido a tratamentos mais do número de casos diagnosticados”. efetivos e a campanhas de vacinação, o Ele destacou que, além disso, existem número de óbitos por câncer subiu basmétodos de diagnóstico muito sensítante”, disse à Agência Brasil o profesveis, que “a medicina ainda está sor da Escola de Meaprendendo a usar”. dicina da UniversiEssa é uma razão tamdade de São Paulo bém para que o númeO tipo de câncer que ro de casos novos au(USP), Itamar Santos. Ele integrou o grupo mais mata no mundo mente mais que o de de pesquisadores mortes, indicou. é o de pulmão. Em liderados pela UniSomando homens e versidade de mulheres, o tipo de 2013, foram 1,64 Washington, ao lado câncer que mais mata milhão de vítimas do também professor no mundo é o de pulda USP Paulo Anmão. Em 2013, foram drade Lotufo. 1,64 milhão de vítimas. Em termos globais, o câncer é a No Brasil, foram em torno de 29 mil doença que mais mata no mundo, demortes, contra 15,6 mil, em 1990. Entre pois das doenças coronarianas. Santos as mulheres, o câncer de pulmão maadvertiu, entretanto, que como os tratou 485 mil pessoas no mundo, em tamentos contra o câncer têm evoluído 2013. Em seguida, veio o câncer de também, “é de se esperar que o númemama, com 464 mil mortes. o 
 ro de óbitos não acompanhe o ritmo (por Alana Gandra, da Agência Brasil)

POLÍTICA

Lei Seca reduz número de acidentes Após o endurecimento da Lei 11.705/ dentes ocorridos por influência do álcool 2008, a chamada Lei Seca, em 2012, caiu o após a lei ter estabelecido tolerância zero ao índice de adultos que admitem beber e álcool e aumentado o valor da multa para dirigir nas capitais do país. A queda foi de quem for flagrado embriagado ao volante, 16% entre 2012 e 2014, revela a pesquisa em 2012. Naquele ano, foram registrados Vigilância de Doenças 7.594 acidentes; no ano Crônicas por Inquérito seguinte, 7.526; e, em 2014, Telefônico (Vigitel) 2014, 7.391. Em 2012, sete por 
 do Ministério da Saúde. O professor de direito pecento mantinham 
 O dado foi divulgado no nal do Centro Universitáúltimo dia 19 de junho, o hábito de consumir rio Iesb e autor do livro data em que a lei comEmbriaguez ao Volante e bebidas alcoólicas 
 pleta sete anos. na Aplicabilidade Jurídica A pesquisa mostra que do Exame Visual, Marcelo e dirigir. No ano 7% dos entrevistados em Zago, faz um balanço popassado, o percentual 
 sitivo dos sete anos de 2012 responderam que mantinham o hábito de vigência da Lei Seca. caiu para 5,9% consumir bebidas alcoó“Quando se leva em conta licas e dirigir. No ano pasque o número de veículos sado, o percentual caiu para 5,9%. A Vigitel aumentou, possivelmente, o número de ouviu 40,8 mil pessoas com mais de 18 anos acidentes iria aumentar, mas eles permanede idade nas capitais do país. cem estáveis e vêm diminuindo em alguns Dados da Polícia Rodoviária Federal pontos de rodovias federais.” o 
 mostram ligeira queda no número de aci(por Yara Aquino, Agência Brasil) Ano 17 | n.60 | Julho 2015

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EXPEDIENTE

Na parede do consultório, 50 anos de futebol Conheça a história do cirurgião Jorge Hage Zbeidi, um craque da medicina araraquarense que já teria assinalado mais de mil gols em cinco décadas de atuação nos gramados O médico Jorge Hage Zbeidi, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, nasceu na cidade de Santa Lúcia. Sua história no futebol começa aos 10 anos de idade, quando ganhou sua primeira bola de presente dos pais. Começou jogando nas ruas da cidade e no campo do Internacional de Santa Lúcia, que passou a frequentar desde então, com chuteiras nos pés, todos os sábados. Lá, jogou seu primeiro torneio de futebol, em 1965. "A família Pongelupi reunia os jogadores e incentivava o torneio", lembra. O doutor Zbeidi conta que muitos amigos com quem jogava nesta época se tornaram jogadores profissionais. "Era comum jogarmos descalços na época e a paixão pelo futebol era muito intensa.” Em 1975, ele realizou o sonho de jogar no estádio do Maracanã: a oportunidade apareceu enquanto cursava a faculdade de medicina e jogava no time da cidade de Valença, no Rio de Janeiro. Ele lembra da ocasião e ainda se emociona com as lembranças. Zbeidi formou-se em medicina no ano de 1978 e voltou para a cidade de Araraquara alguns anos depois. Foi então que começou a colaborar como médico do time da Ferroviária, em 1983. Ele lembra de um jogo histórico, com o gol do jogador Carrasco, e que ficou marcado na memória. "A diretoria do clube era unida e o público era fiel, independentemente da situação do time.” Nessa mesma época, Zbeidi participou de um campeonato disputado entre a comunidade médica de São Paulo, no qual foi campeão com o time de Araraquara, e teve a oportunidade de jogar contra o "Doutor" Sócrates, que integrou a seleção brasileira na Copa de 1982. Hoje, Zbeidi joga futebol com menos frequência, mas mantém o ! 10

Jorge Hage Zbeidi em frente a seu quadro de memórias futebolísticas; 
 abaixo, entre os amigos de infância da família Pongelupi, em 
 Santa Lúcia (esq.) e na entrada do gramado do Maracanã, em 1975 (dir.)

Zbeidi teve a 
 oportunidade de 
 jogar contra o 
 "Doutor" Sócrates, que integrou a 
 seleção brasileira 
 na Copa de 1982

mesmo entusiasmo e a paixão pelo esporte. Muitos dizem que ele já alcançou a marca de mil gols, embora não exista uma contagem oficial. São 50 anos de futebol e apenas uma contusão, que sofreu aos 17 anos. Na ocasião, foi submetido a uma cirurgia bem sucedida no joelho e operado em Araraquara pelo doutor Luis Gonzaga. Seu maior prazer, hoje, é compartilhar histórias com amigos e familiares. E não são poucas! o 
 (por Vitor Prado) Ano 17 | n.60 | Julho 2015


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Memória fotográfica Time de futebol formado por médicos de Araraquara, campeão dos jogos regionais da categoria, em 1990, preparando-se para entrar em campo: Em pé (da direita para esquerda): José Henrique Scabello, Sérgio Macedo, Silvio Storniolo, Wanderlei Angelo Garcia, Ricardo Cordeiro, Haroldo Petlik, Welson Ferreira, Alder Bedran e José Poletti. Agachados (da direita para esquerda): Fernando Vida, João FIlpi, Roberto Felicio, Waldemar Paschoalino, Paulo Chediek e Jorge Zbeidi. Alguns médicos do time aparecem na foto acompanhados de seus filhos, na época pequenos craques. Hoje, muitos deles também são médicos.

Ano 16 | n.59 | Fevereiro 2015

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I N O VA Ç Ã O

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TENDÊNCIAS

Tecnologias transformam a medicina Além dos sofisticados equipamentos disponíveis em hospitais e clínicas, médicos já usam o celular para fazer consultas online e interpretar exames e análises clínicas O rápido advento de novas tecnologias e suas aplicações na pesquisa e na prática da medicina têm sido responsáveis por um ciclo contínuo de avanços e descobertas nas ciências da saúde, tornando os diagnósticos mais precisos, ampliando opções de tratamento e atendendo a necessidades diversas de médicos e pacientes no cotidiano de hospitais e consultórios. Para o dermatologista Sergio Delort, alguns dos avanços recentes mais visíveis e importantes estão relacionados a métodos e técnicas de diagnóstico por imagem. Ele lembra que, há cerca de duas décadas, ainda era preciso revelar as imagens e transformálas em slides para se obter uma boa visualização. ”Hoje qualquer celular de qualidade mediana é capaz de tirar fotos das lesões de pele com qualidade apropriada”, afirma. O clínico geral e professor Rodolpho Telarolli Jr. também cita os avanços tecnológicos no campo do diagnóstico por imagem como exemplo desse recente ciclo de inovação. "Quando fiz faculdade existia apenas a tomografia e eram grandes equipamentos. Depois veio a ressonância e técnicas modernas como PET Scan, que possibilita enxergar micro metástases de câncer”, indica. Paralelamente, a telemedicina está revolucionando o modelo de consultas em lugares remotos e salvando vidas nas localidades de difícil acesso. Através de chamadas por vídeo o médico pode orientar outro profissional ou passar recomendações para pacientes, auxiliando inclusive em procedimentos cirúrgicos complexos. Soluções na palma da mão Na última década, o acesso a dispositivos móveis de telecomunicação também alterou o modo de vida e rotina de muitos médicos, diante da praticidade, da facilidade de manuseio e do baixo custo de alguns aparelhos. ! 12

Foto: Intel Free Press

Profissional da área médica utiliza sistema de telemedicina: atuação à distância Telarolli conta que Hoje, na profissão, é Novos métodos de 
 utiliza diversos aplidifícil encontrar um cocativos de celular lega ou conhecido que diagnóstico por para auxiliar na innão tenha um tablet ou imagem e uso de terpretação de exaum smartphone. mes e análises clíniDelort conta que o aplicativos são cas, consultar nomes celular e a internet exeralgumas das de medicamentos, cem importantes funmanuais de equipações em seu consultório ferramentas cada mentos, atlas de anae trazem agilidade e vez mais presentes tomia e diversos lieficiência ao trabalho. vros digitalizados. “É possível acessar li“Tenho um aplicativros, manuais e enciclopédias online, vo onde vejo o trajeto de cada nervo consultar artigos científicos e reportae é possível mostrar para o paciente. gens sobre temas específicos, buscar Os aplicativos realmente mudaram orientações rapidamente com outros minha vida.“ profissionais e encontrar programas Ele porém enfatiza que a tecnolode atualização e educação continuada gia deve funcionar como um apoio ao pela internet.“ médico e não como solução para toAlguns aplicativos para dispositidos os problemas. Segundo o médico vos móveis também têm sido úteis na araraquarense, nada substitui a atenrotina médica. “É comum usarmos ção médica, a conversa, os exames uma forma de microscopia de superfífísicos e o conhecimento adquirido. cie chamada dermatoscopia. Hoje em “Não gasto minha memória para dia, no consultório, acoplo meu derguardar o nome dos medicamentos, matoscópio ao celular e, através de mas sim para guardar informações um aplicativo, posso visualizar a pele sobre o paciente e tornar o atendimendo paciente na tela do aparelho para to mais humano“, conclui. o 
 avaliar detalhes microscópicos daque(por Vitor Prado) la lesão”, explica Delort. Ano 17 | n.60 | Julho 2015


Aplicativos de medicina para smartphones Os apps listados nesta página foram aprovados pela Food and Drugs Administration (FDA), a estatal norte-americana que controla a liberação para comercialização de drogas, dispositivos e, agora, também dos aplicativos para dispositivos móveis que são utilizados na área da saúde.

MEDSCAPE O Medscape Mobile é uma ferramenta que traz informações sobre todas as doenças, como diagnóstico, tratamento, follow-up, exames a serem solicitados e possíveis medicamentos a serem receitados, além de notícias que mantém o médico atualizado sobre as evoluções na medicina mundial. O aplicativo é gratuito e está disponível para download no Android e Iphone.

BLUESTAR 
 BY WELLDOC Através do BlueStar o paciente conta com um coach automatizado para o controle do tratamento de diabetes a que ele está sendo submetido. Além do Diabetes, ele pode ser programado para monitorar a adesão do tratamento de pacientes oncológicos, cardiopatas e psiquiátricos. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e Iphone.

RESOLUTION MD O aplicativo permite que o médico tenha acesso instantâneo dos exames de imagem, basta apenas uma conexão com a internet. Ele permite o compartilhamento das imagens e a interação com outros profissionais. Além disso, é possível acessar o histórico de exames do seu paciente. O aplicativo não é gratuito e está disponível para download no Android e Iphone.

VISUAL DX Trata-se de uma ferramenta de referências por imagem com mais de 1200 diagnósticos e 25000 imagens para ajudar no diagnóstico e decisões. Existem ainda mais de 90 mil imagens de fontes que foram revisadas por médicos do mundo inteiro. O aplicativo não é gratuito e está disponível para download nos sistemas operacionais Android e Iphone.


ALIVECOR 
 ALIVECOR’S O aplicativo realiza um eletrocardiograma mono-canal (Derivação II) a partir de uma plataforma com eletrodos que pode ser acoplada nos dispositivos. Pode ser usado tanto pelo médico na emergência, quanto pelo paciente para gravar diariamente seu padrão eletrocardiográfico. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e Iphone.

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM COM EXPERIÊNCIA, CONFIANÇA E SUSTENTABILIDADE.

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Ano 17 | n.60 | Julho 2015 UNIDADE I - RUA CARVALHO FILHO, 1550 - HOSPITAL SÃO PAULO TEL.(16)3335-2137

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Receita de inverno: creme de abóbora cabotiá e aspargo Chico Olivi, chef de cozinha e sommelier Com o clima frio e as baixas temperaturas chegando, a fome acaba sendo uma parceira mais presente em cada minuto do nosso dia. Para nos manter de pé, ligados e bem aquecidos e não cometermos exageros, temos a seguir a receita para uma dieta saudável  e equilibrada, creme de abóbora cabotiá e aspargos, polvilhado com nozes pecan. INGREDIENTES • 500g de Abóbora Cabotiá cortada em cubo • 1 Cebola • 5 Dentes de Alho • 350ml de Caldo de Legumes • 350ml de Creme de Leite Fresco • 1 Pacote de Aspargos • 200g de Nozes Pecam • Noz Moscada • Azeite Extra Virgem MODO DE PREPARO. Corte a abóbora  em cubos e ferva imersa em água durante 30 minutos, até que ela fique bem macia. Enquanto isso pique a cebola e o alho em pedaços bem pequenos, ou use um processador para isso. Depois refogue os temperos no caldo de legumes até que toda a mistura seque. Acrescente azeite e frite um pouco, fazendo com que o sabor de ambos realce ainda mais. Reserve. Após a abóbora estar bem cozida, escoe deixando apenas ¼ de água dentro da panela. Acrescente o alho e a cebola fritos e, com um “mixer”, misture tudo com a abóbora até que todas as partes fiquem homogêneas. Leve ao fogo, coloque os 350ml de creme de leite fresco e deixe  ferver durante 20 minutos até cozinhar o creme de leite e encorpar o caldo. Por fim, pegue os aspargos e limpe bem antes de   usar. Corte   em   rodelas deixando apenas as pontas, onde estão as flores, para decorar o prato. Aqueça um frigideira e coloque um fio de azeite

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extra virgem para fritar os aspargos. Atenção, frite o aspargo somente por tempo suficiente para que não percam a textura crocante. MONTAGEM DO PRATO. 
 Pegue um recipiente de vidro para que todos os ingredientes sejam vistos, pois não comemos apenas com a boca, mas também com os olhos. Coloque uma concha do creme, depois os aspargos fritos e mais uma concha do creme por cima. Disponha uma ou duas flores dos aspargos no topo e polvilhe um pouco

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COMUNICAÇÃO APM

Médicos participam de colunas em jornal e rádio Conforme divulgado na última edição da revista, a APM está com dois novos canais de comunicação com a comunidade. Aos domingos, no jornal Tribuna Araraquara, a coluna Dicas do Doutor traz informações relevantes para a população sobre doenças comuns no dia-a-dia dos hospitais e consultórios. E quarta-feira, durante o Jornal Regional da Jovem Pan, os médicos associados à APM podem responder a dúvidas frequentes da população, no boletim "Pergunte ao Doutor”. Se você já colaborou com alguma das iniciativas, entre em contato conosco para sugerir um novo tema relevante dentro de sua especialidade. Quem ainda não participou pode enviar um texto de sua autoria, com cerca de 2.700 caracteres (contando os espaços); ou entre em contato para gravar um boletim para a rádio: a gravação pode ser feita através do próprio telefone celular. o

Ouça o boletim na Jovem Pan sobre 
 dengue no Facebook. bit.ly/PergunteDengue Leia as colunas na Tribuna Araraquara bit.ly/Dicasdodoutor

Email: cientificoapm@gmail.com

Dr. Hélio Primiano Jr.


Profile for Editora Casa da Árvore

Revista Casa do Médico (Julho 2015)  

Publicação trimestral da Associação Paulista de Medicina (APM) - Secção Araraquara

Revista Casa do Médico (Julho 2015)  

Publicação trimestral da Associação Paulista de Medicina (APM) - Secção Araraquara

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