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Valas

abertura, escoramento provisório e esgotamento D’água


José Luiz de Godoy e Vasconcellos

Valas

abertura, escoramento provisório e esgotamento D’água

São Paulo 2013


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C189e

Christilliano, Alex Eu gosto de sexo e daí? : sexo sem meias palavras / Alex Christilliano. - São Paulo: Baraúna, 2011. ISBN 978-85-7923-462-0 1. Sexo. 2. Educação sexual. I. Título. 11-8290.

CDD: 306.7 CDU: 392.6

08.12.11 15.12.11

032013

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Sumário

1. Abertura de valas................................................... 7 1.1 Tipos de valas.................................................. 8 1.1.1 Valas sem escoramento................................. 8 1.1.2 Valas com escoramento................................ 9 2. Componentes dos escoramentos......................... 17 3.Tipos de escoramentos provisórios...................... 37 3.1 Escoramento Descontínuo ou Aberto............... 37 3.1.1 Descontinuo com longarinas......................... 37 3.1.2 Descontinuo sem Longarinas......................... 40 3.1.2.1 Pontaleteado....................................... 40 3.1.2.2 Pórtico trincheira (vertical shore)........ 41 3.2 Escoramento fechado ou contínuo.................... 42 3.2.1 Tábuas justapostas verticalmente................ 42 3.2.2 Pranchas justapostas horizontalmente........ 43 3.2.3 Escoramento especial................................. 45 3.2.3.1 Estacas pranchas de madeira tipo macho-fêmea. . .......................................... 45 3.2.3.2 Estacas pranchas metálicas.. ........... 48 3.2.3.3 Estacas pranchas de pvc ou fibra de vidro.....49 3.2.3.4 Estacas pranchas pré-moldadas de


concreto. . ................................................. 49 3.2.4 Escoramento metálico-madeira (perfil/ pranchão).................................................... 50 3.2.5 Trilho/painéis deslizantes (slide rail).. ... 54 3.2.6 Caixa-trincheira (trench box ou escudo).... 55 3.2.7 Gabarito móvel de cravação (shoring machine).57 4. Processos de abertura de valas.......................... 58 4.1 Escavação manual............................................. 58 4.2 Escavação mecânica.......................................... 59 4.2.1 Retroescavadeira e clamshell...................... 59 4.2.2 valetadeiras................................................ 60 5. Controle do nível d’água e esgotamento das valas....63 5.1 Esgotamento a céu aberto................................. 66 5.2 Ponteiras filtrantes............................................ 67 5.3 Injetores........................................................... 69 5.4 Bombas submersas............................................ 70 5.5 Eletrosmose...................................................... 73 6. Procedimentos em serviços de valas................. 75 6.1 Valas pouco profundas ( h ≤ 5,00m)................. 87 6.2 Valas profundas (b ≥ 5,00m)............................. 92 Bibliografia............................................................. 103


1. Abertura de valas A vala é uma abertura feita no solo que se caracteriza por apresentar largura e profundidade de pequena extensão, se comparadas ao comprimento, sendo basicamente utilizada nas obras lineares de infraestrutura tais como: galerias, esgotos, gasodutos e redes telefônicas. A escavação pode ser por processo manual ou mecânico e, neste caso, os equipamentos preferencialmente utilizados são as retroescavadeiras e as escavadeira de conchas (clamshell), que se localizam fora da área escavada e junto à sua periferia. Há ainda equipamentos específicos para abrir valas de larguras e profundidades padronizadas, que conseguem grande produtividade em trechos retos e desimpedidos da interferência de outras redes transversais à vala escavada, são as denominadas valetadeiras mecânicas. Dependendo da profundidade, das condições do solo ou da duração da abertura da vala poderá ser necessária a contenção das paredes das valas com escoramento provisório. O escoramento consiste na proteção das paredes da vala contra possíveis desmoronamentos servindo de sustentação do maciço de solo no trecho onde situa-se a vala. É uma estrutura provisória que deve ser removida posteriormente.


1.1 Tipos de valas A escolha do tipo de vala depende da natureza do terreno, do serviço, do processo de escavação, da profundidade e, da segurança dos trabalhadores. As obras escavadas podem algumas vezes lançar mão de escavações em taludes, cujas superfícies inclinadas repetem o ângulo de talude natural do solo em questão. As seções trapezoidais ou mistas possibilitam a dispensa do uso de escoramento e são indicadas para solos estáveis desde que haja espaço disponível e vantagem técnica ou econômica. 1.1.1 Valas sem escoramento

Vala com paredes verticais

Vala em talude

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Vala mista

Vala com bermas

A execução de valas taludadas pressupõe que se possa obter taludes estáveis e que não interferem com as construções e redes de utilidades situadas próximas às valas. A inclinação desse talude é função das condições geológicas do solo. 1.1.2 Valas com escoramento

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O escoramento da vala é uma estrutura provisória, removível posteriormente, destinada a manter estáveis os taludes das escavações e que visa dar proteção ao trabalhador e segurança aos prédios lindeiros e às redes de infraestrutura próximas à vala. Os escoramentos devem resistir às pressões laterais devido ao solo e à água. No caso de areias puras ou de areias pouco argilosas e siltosas submersas, qualquer que seja a altura do corte a ser praticado, a escavação deverá ser acompanhada com a contenção lateral das paredes do corte.

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As escavações com contenções provisórias são bastante frequentes em obras civis e por serem flexíveis permitem uma certa movimentação, sendo capazes de absorver deformações do solo circunvizinho. Porém as contenções flexíveis comumente denominadas escoramentos, ao se deformarem, podem fazer com que o solo junto a uma construção vizinha também se deforme, podendo causar nessa problemas indesejáveis, como recalques, trincas, esforços não previstos, etc. O emprego de escoramento e seu dimensionamento depende da profundidade das valas; tipo de solo; água de infiltração; intervalo de tempo durante o qual a vala fica aberta; depósito da terra escavada próximo à vala; existência de prédios; postes; vibração e trânsito de veículos próximo a borda da vala. O ângulo de talude natural é o maior ângulo de inclinação para um determinado tipo de. solo exposto ao tempo, obtido sem ruptura do equilíbrio do maciço. No caso das areias, solos não coesivos, esse ângulo praticamente coincide com o ângulo de atrito interno. Para solos coesivos impermeáveis, argilas, teoricamente valem 90°, porém as fissuras de retração por molhagem e secagem permitem infiltração de água no topo do talude gerando sua instabilidade. Por isso o ângulo de talude natural de solos coesivos situa-se em torno dos 40°. Esse ângulo de talude natural do solo é afetado pela presença de água, seu grau de compactação, homogeneidade, permeabilidade e das vibrações e sobrecargas atuantes sobre ele.

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A seguir temos uma tabela com o ângulo de talude e quando depararmos com valores superiores a estes deve-se necessariamente escorar e conter a vala, caso a profundidade da escavação supere o corte vertical estável chamado de altura crítica, Hc.

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A largura do fundo da vala deve ser fixada em função do solo, profundidade, processo de execução, diâmetro do tubo e espaço necessário à execução das juntas, formas e principalmente permitir adequada compactação. A largura mínima de vala para entrada de trabalhadores é de 0,50 m.

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Obra fartamente ilustrada, descreve de forma abrangente as características dos componentes dos diversos sistemas de escoramento provisório,...

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