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Susan

Fรกtima Dias

Sรฃo Paulo 2016


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Sabrina Brito

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________ D532s Dias, Fátima Susan : amor, aventura e ódio / Fátima Dias. - 1. ed. - São Paulo : Baraúna, 2016. ISBN 978-85-437-0698-6 1. Romance brasileiro. I. Título. 16-37111

CDD: 869.3 CDU: 821.134.3(81)-3

________________________________________________________________ 17/10/2016 19/10/2016 Impresso no Brasil Printed in Brazil

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É uma história de amor, sabedoria e caridade. Um conde justo, sincero, amigos de todos e querido pelo seu povo. Sua linda e amada filha foi vítima de uma traição, planejada pelo seu fiel súdito que aproveitando a ausência do conde, tentou tomar posse de sua esposa Susan. Mais tarde, Susan foi acusada de ter matado um soldado do duque, ela foi aprisionada inocentemente na torre da masmorra, onde eram aprisionados os malfeitores, Susan teve um filho na prisão. Anos depois ela reencontra seu marido que nunca a esqueceu, e pela primeira vez ele abraça seu filho, herdeiro do trono.

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Apresentação ao leitor Caro leitor, este livro contém doze capítulos de muitas emoções. Nele relato uma história imaginária do faz de conta de um nobre conde e sua condessa, em que há muitos anos aconteceu de fato nos anos dourados da pureza interior, quando viveram nossos nobres antepassados e ancestrais, cujo nossos avós e bisavós contavam aos nossos pais com tanta seriedade. Com o decorrer dos anos, o tempo apenas nos fez lembrar de como uma história contada pelos nossos pais, quando se falam de árvore genealógica, costumam ser contadas apenas as três ou quatro gerações anteriores a nossa, o que é uma pena. Seremos como nossos avós e bisavós no futuro, mas se catalogarmos nossa história e registrarmos momentos e lugares, ela permanecerá por mais e mais gerações, porque as gerações de hoje não se importam com os mais antigos, não ouvem o que eles têm a dizer, acham que suas histórias não passam de coisas de criança, ridicularizando-os dizendo que são coisas de velho. Por conta disso, nem tampouco irão guardar memória dos seus; a geração de hoje não se 7


importa com os idosos, o que eles querem é se livrar da responsabilidade colocando-os em asilos, onde muitos são deixados, esquecidos sem família, sem história, como se eles não pertencessem a sociedade ou como se eles não tivessem dado continuidade a sua linhagem de sangue. Por isso quando se fala em rei e rainha, imaginamos que isso só existe na Inglaterra, e que em poucos países existem estes nobres senhores. Se buscarmos, talvez muitos de nós tenhamos sobrenomes iguais de muitos antepassados que viveram a mais de cem ou quinhentos anos e que foram nobres, mas como saber se já faz tanto tempo, né?! A vida é curta e como as pessoas mal se importam com suas famílias mais próximas que são pai e mãe, quando muito se lembram dos avós, imagina se vão se interessar por alguém que se foi há cem anos! Não é difícil saber se somos parentes ou não de Dom Pedro ou da princesa Isabel, pois hoje a ciência está avançada, veja os estudo com a pré-história ou com o DNA das múmias no Egito, tenho certeza que alguém, em qualquer lugar deste mundo, vai fazer isso e descobrir seus ancestrais, tudo é possível, basta ter condições financeiras. As pessoas não estão fazendo fila para ir ao espaço, gastando fortunas? Tudo é possível. Mas o objetivo deste livro é relatar uma história que meus avós contaram a meu pai e meu pai contou a mim e a meus irmãos, ele era um contador de histórias e piadas. Como éramos em dez irmãos, era um time completo e se tinha festa, então quase não precisava de convidados. Bem, como eu disse, é uma história linda de se ler, seja ela verdade ou mito, o fato é que meus antepassados contavam com muita convicção, espero que você goste e 8


não deixe a memória de seus antepassados simplesmente morrer, tenha orgulho de saber quem foram, o que fizeram ou descobriram, deixe esta memória viva. Se não sabe, busque fontes com seus pais, tios, avós, enfim, nossos bisavós não vieram de chocadeira, não é mesmo? Conte sua história para seus filhos e netos, isso é bizarro. Isso é maravilhoso, não são só os personagens da Bíblia que têm uma história, nós podemos ser a história de nossas gerações futuras por muitas e muitas gerações, se você se deixar ser lembrado, pense nisso, isso vai ser muito bom. Não importa se quando lembrado no futuro, nem as bactérias que te comeram existirão, mas a história permanecerá para sempre, pense nisso vai ser maravilhoso. Deixo aqui o meu muito obrigada! De sua escritora, Fatima Dias.

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Capítulo 1

Susan Há muitos anos, vindo de uma terra distante, um nobre duque, cujo nome não fora revelado, trazia um belo costume de bondade e grandeza, era um homem generoso e valente; por onde ele passava transmitia os mais belos sorrisos, era um homem franco e honrado, até os selvagens aderiram os mais nobres costumes de bondade, este duque era um homem trabalhador e nunca se deixava abater pelo cansaço, parecia que ele era incessante. Duque com sua sabedoria diante de tantas riquezas jamais vistas neste país, as florestas, a fauna e a flora, ele estava encantado com tudo que via, inclusive os animais, pássaros, rios, enfim tudo era perfeito. Naquela época toda a sua comitiva percorria várias regiões do país, e, por onde passava, ficava pasmo com a floresta virgem e mata intocável; e logo erguia um acampamento, tornando aquele lugar o mais belo, e pedia a seus vassalos para que fizessem um jardim, o duque adorava flores porque adorava dar flores do campo a sua amada. E logo dava início a um povoado, a cada acampamento deixava ali uma família para continuar seu traba11


lho e logo formar um povoado, gente que queria viver, trabalhar sobre a orientação e sabedoria do duque, todas as pessoas o admiravam de sua coragem e vanglórias. Sua valentia na guerra que empunhava sua glória nas batalhas que vencera, todos tinham um grande respeito por ele, era um nobre amigo de todos, homem caridoso sem igual. Depois de cumprir com sua missão e depois de tanto tempo distante de sua terra natal, ele voltou. Sua mulher era meiga, educada, de olhos azuis que por sua juventude gostava e acompanhava seu marido por onde ele fosse. Eles apreciavam festas, torneios, costumes da época, convidavam seus soldados e vassalos, os empregados da casa e a todos eles o duque tratava com muito carinho, e não tinha ninguém que reprovasse qualquer atitude do duque. Sua doçura era tão grande, e em breve o casal seria pais de uma garotinha que deram o nome de Susan. Nascera uma linda menina de pele clarinha e rosada, cabelos encaracolados e olhos azuis iguais ao de sua mãe, como se estivessem vendo a mesma pessoa, ela foi crescendo uma menina inteligente, simples, humilde, meiga e respeitada por todos. Na sua infância brincava e corria nas colinas junto com outras crianças, filhos de empregados e filhos de outros nobres também, sua mãe costumava sentar na varanda da casa que ficava a frente da colina por onde Susan e seus amigos brincavam; adorava ver e apreciar a felicidade de sua filha. Susan tinha resposta para tudo, com sua inteligência vivia sempre observando tudo que seus pais faziam, por isso sua inteligência era de grande prestígio, sua mãe gostava de se sentar, pela manhã, em um banquinho no 12


canto da varanda, onde os raios de sol tornavam-se agradáveis a ela, e ali ficava por horas tecendo e bordando, como era costume da época. Ela fazia lindos bordados, e Susan ao seu lado sempre fazendo muitas perguntas. Além disso, Susan não gostava de ser interrompida, e todos que a conhecia tinham grande respeito a este presságio, e todos exclamavam: “Esta menina será um dia uma pessoa extraordinária!”. Aos dez anos Susan já letrada sabia ler como ninguém, gostava de ler todos os escritos de seu pai e sempre que ia se deitar dobrava seu joelho diante da janela com os lindos olhos azuis, olhava para o céu e falava com as estrelas; ao amanhecer ela fazia a mesma coisa assistindo o nascer do sol por detrás das montanhas, sua face corada, aquele olhar inocente, seus cabelos cacheados por sobre os ombros parecia algo angelical. Não sabia ela o que o futuro a esperava. Susan gostava de visitar os pobres, os velhos e os enfermos, também visitava os ranchos dos empregados, e estava sempre acompanhada de dois amigos, Carem e Juliano. Humilde ela levava cesta com frutas, pães, bolos e algumas moedas de cobre, que seu pai dava para ela, e todos os sábados de manhã ela fazia essa visita, Juliano era quem carregava a cesta. O tempo foi passando, Susan e seus amigos iam crescendo, mas, mesmo moços, não perdiam o costume de visitar os casebres na colina, porém Susan agora estava montada em um lindo cavalo que seu pai preparou para ela. Todos admiravam aquele gesto nobre, inocente e de grande beleza, apontavam para ela e exclamavam que era uma menina tão generosa, como seus pais, eles a viam como um modelo de piedade, modéstia, mansidão e virtudes femininas. 13


Seu pai, quando jovem, havia participado de uma guerra onde se uniram a vários exércitos. Em meio à luta, seu amigo duque Walmor, que havia deixado a esposa e o filho, lutou até a morte salvando a vida do pai de Susan. Os anos se passaram e o filho de seu amigo duque Walmor veio, com uma grande comitiva, lhe fazer uma visita. O jovem bonito, forte e de grande bravura era como seu pai, além de herdeiro de uma grande fortuna. Seu nome era duque Estevam, um jovem formado e que, junto com sua mais nobre cavalaria, ficou hospedado no palácio do amigo de seu pai. O pai de Susan já o conhecia e amava aquele jovem rapaz como gratidão pelo gesto de seu pai; aquele jovem valoroso, cavalheiro, de bela aparência e nobre de porte, como seu pai, veio pedir Susan em casamento, o duque ficou muito feliz, pois conhecia muito bem seu pai, mas ele impôs uma condição de já ir embora casado com Susan, costume da época: casar mesmo sem namorar, se os olhares e coração se apaixonassem, já era um começo para se pensar em casamento, os nobres tinham esta tradição. Então começaram os preparativos, os jovens aproveitaram para cavalgar e se conhecerem melhor, andavam pelo jardim de mãos dadas, Susan com seus lindos trajes longos e o jovem Estevam com seu traje de nobreza, parecia que eles realmente tinham sido feito um para o outro. Os dias iam se passando e os preparativos continuavam, o duque queria convidar várias pessoas e vários nobres da região e província, pois para ele era o maior orgulho ver sua filha se casar. Sendo assim, o duque enviou sua comitiva para todos os povoados e províncias das redondezas para virem ao casamento de sua adorável Susan, as mais nobres dos reinados. 14


Mesmo em meio a tanta felicidade, a duquesa, mãe de Susan, estava entristecida, seu coração queria dizer algo, mas ela não queria contrariar seu esposo, pois o amava muito, e ele havia tomado uma decisão. Por várias noites, a duquesa se recolhia em seu aposento mais cedo do que de costume, ajoelhava-se e chorava por sua filha, pois em seu coração sentia um enorme aperto e tristeza, não sabia ela o porquê, mas temia acontecer algo. Os dias se passaram e finalmente o tão sonhado casamento, uma linda festa foi preparada, os empregados, os soldados e os vassalos todos com seus trajes domingueiros, todos buscando olhares de ternura da duquesa Susan e todos a admiravam porque viram a menina nascer e crescer ali. Foi o dia mais feliz para a família real, e foi o mais preocupante para sua mãe que em breve teria de ver sua filha querida partir. Depois do casamento a festa se estendeu por uma semana, costume da época, e finalmente todos os convidados foram para suas casas. O duque Estava e sua esposa Susan iniciaram os preparativos para partirem. Por toda a província e vizinhança não houve quem não chorasse a partida de Susan, ela também por mais que estivesse feliz ao lado de seu marido também não conteve seu pranto, sua mãe, seu pai todos choravam e se abraçavam ao despedir. Seu pai e sua mãe abraçaram-na como se aquele fosse o último e disse: — Vá, minha filha, e seja feliz! Eu já estou avançado na idade e sua mãe também, e você é nossa única filha. Eu sei que você vai estar em boas mãos, nosso orgulho 15