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POR QUE COLOCAMOS GRADES?


Eliana Coutinho

POR QUE COLOCAMOS GRADES?

S達o Paulo 2010


Copyright © 2010 by Editora Baraúna SE Ltda Capa e Projeto Gráfico Alline Benitez Revisão Priscila Loiola

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ __________________________________________________________________

C895p Coutinho, Eliana Por que colocamos grades?/ Eliana Coutinho. - São Paulo: Baraúna, 2010. ISBN 978-85-7923-181-0 1. Relações humanas - Ficção. 2. Relação homem-mulher - Ficção. 3. Ficção brasileira. I. Título. 10-2185.

CDD: 869.93 CDU: 821.134.3(81)-3

13.05.10 23.05.10

019180

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Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA www.EditoraBarauna.com.br Rua João Cachoeira, 632, cj.11 CEP 04535-002 Itaim Bibi São Paulo SP Tel.: 11 3167.4261 www.editorabarauna.com.br


Viagem Filos贸fica


Agradeço aos meus amigos a inspiração para esse livro, pois sem eles não seria possível concretizar esse sonho. Agradeço aos meus pais por terem sido verdadeiros, mesmo nos tempos de crise, pois sem eles não haveria o meu desenvolvimento e minhas ideias a respeito da verdadeira realidade de nossas vidas. Agradeço ao Carlos por me ajudar a encontrar a verdade, pois sem ela não teria encontrado a saída. Do autor


Sumário

Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Instinto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sociedade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Medo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Condicionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Transferência e negação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Crenças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Solidão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Amor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conflito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Liberdade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Energia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Prefácio

Muito se tem escrito sobre as experiências humanas na vida a dois. Certamente, cada indivíduo tem uma história diferente para contar, um sofrimento desgastante ou uma alegria contagiante. O relacionamento entre as pessoas nem sempre acontece como elas imaginam ou sonham, eventualmente aparece uma pedra no caminho ou algum espinho na rosa. Isso faz parte da convivência entre elas, contornar estas situações adversas para, então, atingir a plenitude dos sentimentos e a felicidade. Cada um tem seus temores e limites, às vezes até inconscientes, que impedem que seu caminho fique livre de interferências, porém, analisando cada capítulo, podemos utilizar as experiências expressas para nos ajudar a dar um rumo às nossas vidas.  Neste livro a autora descreve acontecimentos ocorridos com pessoas comuns, cujas vidas foram influenciadas e transformadas pelo convívio com seus parceiros. A narrativa prende a atenção do leitor, que fica ávido por chegar ao fim de cada capítulo para então poder tirar suas próprias conclusões. Pontos muito bem explorados em profundidade, que nos dão clareza dos acontecimentos e que certamen-

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te nos fazem refletir sobre como é a vida, nos ajudarão a compreender melhor como nos relacionamos com outros seres humanos, cuja educação, conhecimento, vivência são, às vezes, muito diferentes do que estamos habituados em nosso dia a dia. É um livro bastante analítico da vida cotidiana, que deve ser lido com atenção aos mínimos detalhes para a perfeita compreensão de seu conteúdo. Tenho a certeza de que o leitor irá se deleitar com a forma de narração da autora, pois utilizou todos os seus sentimentos para captar as mais diversas formas de convívio dos personagens e, principalmente, conseguiu transmitir de forma clara estas experiências.

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Introdução

A inquietação do ser humano não é uma predominância dos novos tempos, acompanha o homem há muitos séculos, levando-o a nutrir sentimentos de angústia, insatisfação e muitas vezes infelicidade. Desde seu nascimento, o ser humano é podado da vida natural do ser, é cercado de cuidados, que de certa forma é necessário devido às características do meio em que vive, que há muito deixou de ser natural devido às consequências da civilização. Ao nascermos, somos aconchegados nos braços da mãe, que nos conforta e protege. O ser humano ainda não tem uma consciência desenvolvida nessa fase, e, devido a toda discrepância de uma vida natural, sente-se aconchegado e seguro dessa forma, às vezes sentindo certo incômodo, não identificado até esse momento. Dessa forma nos acostumamos com uma vida super protetora e, de certo modo, contra a natureza do ser. Convivem na maior parte do tempo com a figura masculina ao lado de uma figura feminina e essas imagens vão se tornando padrões fortes em sua mente; o que é algo natural, pois vem ao encontro do desenvolvimento do ser,

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e se formos mais a fundo vamos observar que os animais se atraem pelo sexo oposto, a menos que não possuam essa opção. Houve uma experiência em que uma cachorra foi criada só e apenas teve contato com outras cachorras e alguns gatos. Depois de algum tempo observamos que mantinha um contato muito íntimo com os gatos, chegando a agir de forma estranha tentando copular com os mesmos. Se formos analisar esse fato, diria que a cachorra sentia falta de carinho e contato com outros animais e tentou resolver com os gatos, pois os mesmos estavam próximos. Onde quero chegar? Que o fato de sermos condicionados nos leva a negar tentativas de uma vida diferente. A maior parte da inquietação do ser humano está relacionada com esse fato. O ser humano procura o que sempre teve na infância e ao mesmo tempo gostaria de ter o que não teve, devido a isso ocorre o conflito. Procura a perfeição, mas esquece que esta está estritamente ligada à natureza; gostariam de conseguir o que desejam até que se defronta com suas insatisfações e frustrações. Qual sua maior idealização? Crescemos lutando para podermos nos alimentar e ter conforto e a maneira encontrada para isso vai contra os princípios da natureza. Basta imaginarmos a vida de forma natural e plena como deve ter sido no princípio. O alimento vinha da caça, as vestimentas das peles de animais e as habitações da natureza. É óbvio que junto a isso tudo havia o desconforto, a falta de segurança, as doenças sem cura e a falta de leis.

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Parte grande de nosso tempo passamos pensando no que vamos fazer no dia seguinte ou na semana seguinte, como vamos comprar nossos bens, como vamos nos vestir, como nos comportar ou agir no nosso trabalho, quando vamos casar ou ter filhos e outras determinações. Vivemos o tempo todo aprendendo a viver em grupo e aprendendo a encontrar um meio de não nos sentirmos frustrados. Poderemos nos sentir bem deixando as paranoias de lado sem nos distanciarmos do progresso? Com um pouco de esforço, poderemos ser um pouco mais felizes, independentemente de situações alheias a nossa vontade.

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Por que colocamos grades?