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Destino ou ilus達o


Bárbara Conte

Destino ou ilusão

São Paulo 2012


Copyright © 2012 by Editora Baraúna SE Ltda Capa e Projeto Gráfico Aline Benitez Revisão Vanise Macedo

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ -------------------------------------------------------------------------------C777d Conte, Barbara. Destino ou ilusão/ Bárbara Conte. - São Paulo: Baraúna, 2012. ISBN 978-85-7923-633-4 1. Romance brasileiro. I. Título. 12-9108.

CDD: 869.93 CDU: 821.134.3(81)-3

12.12.12 17.12.12 041511 --------------------------------------------------------------------------------

Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA www.EditoraBarauna.com.br Rua da Glória, 246 — 3º andar CEP 01510-000 Liberdade — São Paulo — SP Tel.: 11 3167.4261 www.editorabarauna.com.br


Agradecimentos Agradeço a Deus o gosto pela escrita. Agradeço à minha família o apoio e a motivação. Agradeço aos amigos pelo incentivo diário.


Introdução Esta é uma obra de ficção, que contém semelhanças com outras já conhecidas. Mas também possui diferenças. Há conversas transcritas; e, por serem originais, apresentam erros de gramática e de digitação. O importante é grifar que o material aqui contido é a compilação dos assuntos principais da vida de Cecília Helena, em especial sua história com Pedro Antônio. Alguns personagens secundários, ou sem muita importância, aparecem. É recomendada a leitura juntamente à audição das músicas comentadas ao longo da obra. Cecília Helena preferiu exibir os fatos mais importantes desta trajetória para que pudesse se livrar logo da história; por isso, o tempo pode parecer acelerado, mas tudo será entendido ao fim da leitura. Sendo assim, mais que o começo, meio ou fim, o que importa é a opinião do leitor sobre o Destino ou a Ilusão desta história. Boa leitura.


“Se for agora, não será depois; Se não for depois, será agora; Se não for agora, será qualquer hora. Estar preparado é tudo.” — William Shakespeare (Hamlet)


Capítulo 1: O encontro físico Meados de 2006, Platira. Cidade fictícia do interior, com 90 mil habitantes. O calor é intenso; e o frio, ameno. Apreciada por muitos, devido à presença de inúmeras árvores pelas ruas e pelo clima tranquilo, mas também imparcial para outros habitantes quando não conseguem encontrar perspectivas de futuro profissional. Cecília estava doente e precisava ir ao médico. Era morena, tinha 15 anos, cabelos negros compridos, 1,60 de altura. Seus olhos eram castanhos, penetrantes, próximos na medida certa; assim como o nariz e a boca que completavam o fino rosto. Era muito ansiosa, esforçada e prestativa. Uma daquelas pessoas que tinha poucos amigos, com estreitos laços de amizade. Namorava há quase dois meses e quase sempre brigava com o pai, pois ele era contra o namoro. Seu namorado era temperamental, um pouco acima do peso e baixinho – tinha 1,63, usava óculos e costumava dizer que

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faria qualquer coisa para vê-la feliz. Seus olhos castanhos eram grandes e se destacavam junto ao rosto de expressões fortes e deliniadas. O curto cabelo era liso na raiz e meio ondulado nas pontas. Porém, sua característica mais marcante era o grande ciúme que sentia de Cecília. Já era setembro. Após vários dias apresentando sintomas de gripe, Cecília, acompanhada de sua mãe, decidiu ir ao Dr. Mauro, um coreano engraçado e que, aparentemente, tratava bem os pacientes. Entretanto, ela não sabia o que a esperava naquele consultório, além do médico. Quando chegou, enquanto entrava, observou um menino sentado com a mãe e achou que o reconhecia. Lembrava-se dele de algum lugar, talvez da escola. Cecília e a mãe se sentaram no sofá, à frente do menino. Talvez estudasse no mesmo colégio: Metas. Será? A troca de olhares foi instantânea, e Cecília não sabia por que, mas continuava a observar e a ser observada pelo garoto. Ele era loiro, alto, magro, do cabelo enrolado e estufado. Seus olhos eram distantes um do outro, o que proporcionava um aspecto intrigante à aparência. Seus braços eram tão finos... Ao mesmo tempo, combinavam com os traços miúdos. Parecia que, se abrisse os braços, ficaria semelhante a um espantalho. As mães notaram que havia algo no ar. Pouco tempo depois da troca de olhares, ele foi chamado à sala do Dr. Mauro, o coreano. E ela ficou se perguntando se o menino também se lembrava dela. Algum tempo passou, e ela acabou se esquecendo do ocorrido. Foi chamada para ser atendida. Dr. Coreano lhe passou alguns remédios, dizendo que era uma gripe forte, apenas.

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Cecília comentou com a mãe sobre o loiro magro, que chamou sua atenção. Mas ela estava namorando e não poderia fazer nada; achou melhor deixar quieto.

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Capítulo 2: O encontro virtual Chegando a casa, fez aquele famoso ritual: entrou no Orkut e MSN; na época, não tinha Facebook. Pensou bem e decidiu procurar aquele menino. Sabia que era um ano mais velho. Foi procurando pela comunidade do Colégio Metas, no Orkut. Olhou uma página, olhou outra... Que busca sem fim! ACHOU! O nome dele era Pedro Antônio. Até que combinava com o nome. Decidiu adicioná-lo no Orkut com o seguinte recado: “Oii. Acho que te conheço do Metas, e não sei se era você, mas acho que te vi no médico hoje.” Passou um tempo, o qual parecia eterno para Ceci... Que espera! Até que, quando entrou no Orkut, mais tarde, percebeu que Pedro Antônio tinha respondido, dizendo: “Era eu sim, mas eu não dei oi, porque não tinha certeza se era você mesmo”. Cecília sorriu trêmula. Até hoje, não sabe se é de alegria, de nervosismo, ou qualquer outra coisa. Ela sabe

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Destino ou ilusão  

Seus pensamentos sumiram, a ansiedade retrocedeu e uma quietude tomou conta de seu corpo e de seu coração. Ao mesmo tempo em que uma tristez...

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