Issuu on Google+

signos As cr么nicas dos

o peixe e o escorpi茫o


Samuel Moreira Miranda

signos As crônicas dos

o peixe e o escorpião

São Paulo 2013


Copyright © 2013 by Editora Baraúna SE Ltda Capa Aline Benitez Revisão Diagramação Monica Rodrigues

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ _______________________________________________________________ H475p Hermógenes, Fernando O professor, quando não é amado/ Fernando Hermógenes. - São Paulo: Baraúna, 2012. ISBN 978-85-7923-585-6 1. Poesia brasileira. I. Título. 12-7176.

CDD: 869.91 CDU: 821.134.3(81)-1

03.10.12 17.10.12 039578 _______________________________________________________________

Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA www.EditoraBarauna.com.br Rua da Glória, 246 - 3º andar CEP 01510-000 - Liberdade - São Paulo - SP Tel.: 11 3167.4261 www.editorabarauna.com.br


Prólogo Desde o início dos tempos a humanidade busca a chave para esta composição, o bem e o mal. Deixando sua divisão bem clara e esparsa os separando como se fossem coisas distintas, análogas ou sem nexo uma com a outra. Através dos primórdios das eras e das histórias que dali se advieram para a composição desta separação, o que as tornou muito mais próxima do que se imagina, postas sobre todas as coisas por elas tocadas, estas com certeza mudam de vertente, para boa ou má dependendo da ocasião. Principalmente sobre o mais emblemático e problemático dos seres. O humano se torna algo digno de nota ou mesmo ambivalente posto sobre esta ótica. Destes dois pontos inimigos e confusos ao qual o assunto se destinou para início de conversa, é de que vamos tratar agora. Pensemos: não seria algo de tamanha bondade as descobertas, as invenções, as maquinações que juntamente com outras coisas gloriosas maneiras de se pensar, e outras além destas que depois que averiguadas e usadas ao bem que se destinaram foram deturpadas e usadas para o mal? E num outro contexto, não seria as guerras, as pestes, as crises e outros tipo de calamidades que se possa imaginar coisas tão ruins que causaram tanto sofrimento, mas que também fizeram tanto a sociedade evoluir?


Vocês podem averiguar que tudo isso numa montagem caótica sempre vira, retorna transmuda, se reconfigura através da necessidade humana e se revolta sempre que necessário em direções opostas para nos mostrar o que nos mesmos sem ás vezes acreditar já sabemos. Não há mal que perdure para sempre, nem bondade que alcance a todos, não há bondade que macule algo, nem mal que não purifique algo. As duas forças incansáveis do universo sempre dão lugar uma a outra em diferentes momentos como amigos e inimigos que não se aceitam pelas inatas diferenças, mas que mesmo assim se respeitam. O bem sempre se levantará enquanto houver por que lutar e assim será o mal até algo permanecer e durar antes de tudo acabar. Não existe sombra sem luz, o negrume dos céus sem estrelas, a vida sem morte e assim por diante. Posto isso, havemos de convir diante de nossos olhos incrédulos, que a questão traz mais dúvida do que elucidação, porque quem a deduz e tenta resolvê-la pode estar sozinho. E com isso sendo dominado no determinado tempo que o faz por emoções boas ou más, como é de se inevitável em ser, pois nossa vontade mesmo que seja grandiosa como a fé de peixes ou extremo controle de um escorpião{Veja estou me referindo aos signos do zodíaco},não traz qualquer amenidade sobre nossa sublime e terrível condição humana, que tudo divide sem nada nunca somar para no equilíbrio de tudo se ver chegar. E quando eu digo equilíbrio me refiro ao equilíbrio mesmo sem paz ou guerra, fome ou bonança, sete virtudes sete pecados, morte ou vida. O nada, onde tudo espera, não destrói nem prospera.


Sabendo que isso é impossível de se acontecer, pois nos damos prova por aquilo que somos, vemos, queremos, podemos, fazemos, sem parar todos os dias nem que seja minimamente em pensamento nos dá a certeza em nisso desacreditar. Mas e as outras coisas que aí estão frente aos estudos mais complexos e milenares. A astrologia, por exemplo. Não me desacredite quando eu citá-la agora como algo tão banal que mais parece um jogo de adivinhação para muitos do que uma ciência propriamente dita. Porque no que remonta a história do universo mesmo sendo tão inalcançáveis como um sonho, o qual podemos ver, mas não ao que ainda não podemos chegar, as estrelas estão aí desde os primórdios dos tempos e são testemunhas oculares do início e fim de tudo que se conhece, conheceu ou virá conhecer. Digo, porém que esta dedução é fácil de ser concluída qualquer um que se debruçasse um pouco somente sobre ela, a esta dedução chegaria. Então porque não acreditar que as estrelas representam muito mais que brilhos luminosos no espaço, que por vezes nos admira ou intriga? Dada esta explicação, tomada ela como verdade ou mentira cada um que acredite no que quiser, pois a escolha e o livre arbítrio sempre nos foi dado, mas uma coisa é certa acredite você ou não, realize e veja sua emoção que lhe foi incutida ao ler este texto seja ela boa ou má. E se pergunte se você condenaria ou mesmo livre deixaria quem o escreveu pela mera oportunidade ou curiosidade seja você dominado pelo bem ou mal ser tentado a se auto convencer e acreditar?


Sumário História 1: O Mandarim e o Monge. . . . . . . . . 15 A Feiticeira e a Fada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 A princesa de ferro o camponês de algodão. . . . 31 Os dois viajantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43


O início e o fim pela visão do peixe e do escorpião O peixe diz: “Não conheço o que está no meio, mas vejo os extremos onde de um lado tudo partiu e onde chegaria como seria inevitável em ser pela simplicidade de ter olhos e meramente por eles serem postos dos lados nisto ao mesmo tempo se ver.” O escorpião retruca: “Olho a frente o resto não me interessa o que importa é chegar, o resto não importa se eu vencer nem que para isso eu mesmo tenha que me destruir, já que ninguém nunca vai conseguir, não sem um árduo preço pagar.” Já se perguntou que o mal é o egoísmo bom de tudo querer e para si resguardar, proteger e administrar? E o bem a falsidade má em tudo abandonar, deixar e abdicar? Pensando nisso é que muitas culturas criaram o extremo equilíbrio, porém isto não seria impossível, onde apenas um sentimento nos domina por vez? Vejamos uma comparação entre os dois seres a cima citados: o escorpião e o peixe, sem entrar no mérito dos

As crônicas dos signos  11


astros apenas no comportamento e serventia dos mesmos como o são. O peixe, ser aquático que vive em profundezas imensas ou em águas rasas na mais pura e cristalina das águas ou no maior negrume oceânico cujo corpo é tão frágil e maleável que nem a mais impressionante pressão marinha é capaz de destruí-lo como a metais pesados faria. O escorpião aracnídeo noturno que vive no deserto na mais pura e intocada areia ou nos detritos de lixões onde proliferam pragas, cujo lugar eles comandam como maior predador e resistiriam até a exposição nuclear sem nada sofrer com seus efeitos nocivos. Ambos têm comportamentos semelhantes; ambos se debatem muito quando capturados sem nunca desistir sem tentar, aceitam seu fim de forma digna, um pelas mãos dos outros o outro pelas suas próprias mãos. São muito fugidios e enganadores a sua maneira, para capturar ambos é preciso de ardis covardes, os dois servem a medicina. São encontrados em ambientes extremos sejam eles quais forem, ou mesmo em locais tão comuns como poderia ser. E diferentes; um traz o perigo fora do corpo o outro traz dentro, um o esqueleto de um fica fora o outro dentro do corpo, um tem as partes do corpo bem divididas o outro de forma integrada, um vive na água outro na terra, um se desdobra em diversas espécies cujas singularidades são tão únicas que os tornam iguais por serem diferentes, o outro se divide também em espécies, mas estas são tão iguais que se tornam diferentes quando de perto observadas.

12  Samuel Moreira Miranda


Ambos são imprevisíveis ou previsíveis estando controlados ou descontrolados. Agora que já lidamos com o mérito da explicação eu duvido como desafio posto que vocês adivinhem mesmo sem acreditar qual signo citado seria o suposto? Por favor, advirto não deixe se enganar pelos dois autores, por que um é um peixe ilusório o outro um estratégico escorpião.

As crônicas dos signos  13


História 1: O Mandarim e o Monge Dois choros intercalados na noite: um pela calma do esperar pra ser mais forte o outro pela alegria de se perceber que se estava vivo mesmo que frágil. Assim nasceram em lugares distintos, mas cujo propósito de vida se encontraria algum dia como estava predestinado em ser. Son Hun Ing o monge e Hun son Iang o mandarim. Eles haviam nascido em lugares muito diferentes. Um na riqueza e propensão do que podia oferecer um palácio, o outro na clausura e abdicação de um monastério. Um podia usufruir da probabilidade de aprender com a natureza sem limites enquanto o outro era educado para seguir as limitadas e severas regras militares que o permitiam avançar mais e mais. Nesses lugares havia dois símbolos a muito separados e assim permaneceriam até serem novamente postos juntos, quando pelas partes opostas deles forem encontrados. Os dois garotos em certa idade cujos tutores perceberam mutuamente sem ninguém, se dar conta o potencial de ambos, assim fizeram. O pequeno monge foi colocado frente a brancura e misticismo da esfera, como podia sentir mesmo duvidando tinha fé e sabia o que sig-

As crônicas dos signos  15


Ascronicasdossignos15