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Ă‚mogo


Rafael Ribeiro Rubro

Âmogo 2ª edição

São Paulo 2012


Copyright © 2012 by Editora Baraúna SE Ltda Capa Gustavo Henrique Pereira da Silva Rafael Ribeiro Rubro Projeto Gráfico Tatyana Araujo Revisão Camila Brito Prof‘ Neivaldo Mendes da Cunha

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________

R841a

Rubro, Rafael Ribeiro Âmogo / Rafael Ribeiro Rubro. - São Paulo : Baraúna, 2012. ISBN 978-85-7923-532-0 1. Poesia brasileira. I. Título. 12-3597.

CDD: 869.91 CDU: 821.134.3(81)-1

30.05.12 12.06.12

035979

________________________________________________________________ Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA Tel.: 11 3167.4261 Rua da Glória, 246 – 3º andar CEP 01510-000 – Liberdade – São Paulo - SP www.editorabarauna.com.br

Contato com o autor: rafaelrpassos@hotmail.com


Sumário

Prefácio à 2ª edição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Prefácio à 1ª edição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Parte I : Distante da Villa, numa saudade capital . . . . . . . 21 Parte II: Villaboensianamente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Parte III: Amemos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209 Posfácio à 1ª edição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215 Carta da escritora Augusta Faro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217 Crítica Literária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219 O autor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 Índice de títulos e primeiros versos. . . . . . . . . . . . . . . . . 229


Âmogo

Apresentação

Estas nossas páginas seguintes guardam um ajuntamento de poemas. Os primeiros foram escritos em 2006, quando parti para Goiânia a fim de estudar e fazer caminhar minha vida. Nesse tempo, a saudade foi o estímulo mordaz e doce que me lançou a poetizar os motivos da minha nostalgia. Depois deste impulso, a Poesia intrincou-se em mim e tornou-se uma mina de água livre e natural. Mina irreversível, vez que depois de despertada, jamais cala o seu cantar. E este meu canto começou a esvoaçar por outros campos, provando outros sabores, como o gosto delicioso do instante que se pereniza e das coisas simples que me alimentam. Hoje, já de volta ao chão donde nunca saí, ofereço-lhe, leitor fraterno, meus versinhos primários agrupados neste simples livro menino. Tento levar um pedacinho da minha Villa a você que me lê e, assim, me completa. Tento, neste sincero Âmogo, amar meus amores. Busco, enfim, plantar meus versos nos solos que os queiram germinar. Meu companheiro ledor, já lancei as sementes, elas agora são suas... se quiser cultivá-las... Rafael Ribeiro Rubro novembro de 2008

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Terra linda, venturosa, Terra amada de meus pais, Minha terra de luz e vida É Goiás, Goiás, Goiás! (Balada Goiana - Manoel Amorim Félix de Souza) 9


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Prefácio à 2ª edição Os poemas de Rafael José Mendonça Teles1

Rafael Ribeiro Rubro é um jovem, garoto ainda; nascido na Cidade de Goiás, que se apaixonou pela poesia que ele encontrava nas minas de sua eterna Villa Boa2. Não precisou cavoucar muito, pois o minério jorrava em todos os cantos, 1 Da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Prêmios Assis Chateaubriand e João Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras. 2 Vila Boa de Goiás ou Villa Bôa de Goyaz, na grafia arcaica, é um antigo nome da Cidade de Goiás, dado ao então Arraial de Sant’Ana quando elevado à categoria de vila, em 1739, razão pela qual o gentílico dos que ali nascem é vilaboense, até hoje. Posteriormente, alcançando o status de cidade, em 1818, Vila Boa recebeu a denominação atual. A história da Cidade de Goiás se entrelaça com o início do estado de igual nome. Animados pela descoberta de ouro na região do Rio Vermelho, que corta a cidade, bandeirantes paulistas começaram a chegar, nas primeiras décadas do século XVIII. Assim, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, alcunhado como Anhanguera, fundou o Arraial de Sant’Ana, em 25 de julho de 1727, que mais tarde se chamaria Vila Boa. A Cidade de Goiás foi capital estadual por quase duzentos anos, até a transferência de tal função para Goiânia, em 1937, conduzida pelo então interventor do Estado de Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. Em 2001, o centro histórico do município foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, em virtude de seu conjunto arquitetônico colonial, dos séculos XVIII e XIX, por suas tradições culturais seculares e pela natureza exuberante que o cerca.

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explorado antes por Hugo de Carvalho Ramos e Cora Coralina, e que ainda aflorava pelas ruas e becos da velha cidade. E o garoto Rafael, iluminado pelas luzes desses gênios, entrou pra valer nessa jazida de fazer sonhos, ou melhor, de poemas e nasceu Âmogo, uma junção do verbo amar com a sigla GO, de Goiás. Amo Goiás, ou seja, a velha e histórica cidade que para ele nada mudou, pois ele a vê com os olhos do antigamente. A poesia jorra pura e cristalina no universo sentimental de Rafael. Assim como Hugo de Carvalho Ramos, que nos seus 16 anos descreveu o regionalismo goiano, Cora Coralina extraiu do universo vilaboense aquele instante lúdico em que o passado se entrelaça ao presente e nasce o poema. Âmogo é uma composição lírica criada em momento de pura e contagiante emoção. É uma radiografia completa da antiga capital goiana, envolvendo a história, casas e casarões, ruas e becos e a vida do vilaboense, biografado no seu jeito de viver e conviver. O livro leva o leitor a caminhar sentimentalmente por todas as “minas” onde Rafael vai buscar sua inspiração. E a querida Villa Boa, patrimônio da humanidade, vai passando no imaginário do leitor, sua vida histórico-cultural, folclórica e religiosa, as farturas dos quintais, e o Rio Vermelho correndo eternamente na memória e na canção vilaboense. Âmogo é um canto de amor à terra de Hugo de Carvalho Ramos, Cora Coralina, Octo Marques e Goiandira do Couto e que mostra o valor desse jovem que, vivendo diuturnamente a ansiedade de criar, encontrou a técnica e os poemas vão surgindo a cada instante na construção de seu Âmogo. Parabéns, Rafael, você está eternizado nas raízes sentimentais de Villa Boa!

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Prefácio à 1ª edição Thiago Alves Moreira3

Lenitivo para todas as agruras, a poesia é fonte de onde abrolham os mais caudalosos sentimentos que adentram o âmago de nossa alma. Poesia é vida. Para ser sincero, a poesia é a vida do poeta. Para poetar não importa a idade. Prova viva desta afirmação é o infante Rafael. Imerso num fascinante oceano de versos, sua alma criança não o impediu de tecer uma rede de lindas e profundas poesias, sendo cada malha fruto de um sentimento que aflora de seu coração tão amoroso e já imbuído de saudade. A poesia do jovem Rafael emerge de um amor que está arraigado em sua alma como as raízes dos velhuscos oitizeiros, que adornam a Praça do Chafariz em sua pacata Vila Boa. Cada verso é uma declaração de amor que o poeta faz à terra de seus primeiros madrigais. A fúlgida Goiás é cantada em cadentes versos, talvez compostos em noites fagueiras em que a lua adornava o firmamento, circundada por estrelas cintilantes. As palavras que compõem os versos presentes neste livro foram escritas com a alma. A poesia desta obra, de per 3 Contista, cantor e compositor. Bacharel em Direito pela UFG e assessor jurídico do Ministério Público do Estado de Goiás.

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si, é sentimento vivo que nasce de um olhar perscrutador para captar das coisas mais simples o encanto capaz de marejar os olhos de qualquer pessoa. A beleza da poesia reside no dom maravilhoso do poeta de retirar das coisas mais singelas o que elas têm de melhor. Quantas e quantas vezes, caminhando por entre o casario da tranquila Vila Boa, minh’alma errante sentiu vontade de poetar. Confesso que fui covarde. Não tive a coragem do pequeno grande Rafael de pegar uma simples folha e passar para ela o que estava sentindo. Isso ele fez e fez com maestria. Passou para o papel tudo o que sentia com tão imponente verossimilhança, que chego a crer que captou todo o sentimento do mundo que estava guardado em seu coração. Coração este não maior que o mundo, mas que comporta infinito amor. A histórica Vila Boa; seu povo de alma gentil; as pedras de suas ruas; o casario com suas prazenteiras janelas; seus adobes e taipas tortuosamente edificados por mãos carinhosas; as praças; a natureza primorosa com todos os seus matizes; os oitizeiros; o Rio Vermelho, regato de Rubras águas, fonte de inspiração para as noites de dolentes serenatas. Esses foram alguns dos motivos que culminaram numa ditosa aquarela em forma de poesia, que agora é lançada ao público num prenuncioso parto de bonança. Âmogo é o título deste livro. Para um leitor desatento, o título não passa de um neologismo oriundo da palavra “âmago”, o que se afigura como um plangente equívoco. Por que não dizer que Âmogo é o profundo amor do poeta por sua Goiás? Não me cabe tecer considerações acerca do título. O que há de prevalecer é a riqueza e densidade dessa obra.

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Âmogo é, sem sombra de dúvida, um livro que ficará escrito na pedra, posto ser poesia viva, criação emanada de um amor maioral do poeta por sua terra e sua gente. Em minha parca cultura e falta de palavras, termino por dizer que a presente obra foi escrita com profundo sentimento, o que faz de seu autor, acima de ser humano, um grande poeta.

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