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Adolescentes em

Crise


Lenita Guimar達es Rosa

Adolescentes em

Crise

S達o Paulo 2011


Copyright © 2011 by Editora Baraúna SE Ltda Capa Aline Benitez Projeto Gráfico Tatyana Araujo Revisão Danieli Kovacs

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________

R695a

Rosa, Lenita Guimarães da Adolescente em crise / Lenita Guimarães da Rosa. - São Paulo : Baraúna, 2011. Inclui índice ISBN 978-85-7923-360-9 1. Adolescência. 2. Psicologia do adolescente. I. Título. 11-3188.

CDD: 155.5 CDU: 159.922.8

02.06.11 06.06.11

026902

________________________________________________________________ Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA www.EditoraBarauna.com.br Rua Januário Miraglia, 88 CEP 04547-020 Vila Nova Conceição São Paulo SP Tel.: 11 3167.4261 www.editorabarauna.com.br www.livrariabarauna.com.br


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Atualmente vemos e experienciamos dificuldades em relacionamentos entre pais e filhos, professores e alunos e, de forma mais geral, entre a sociedade e os adolescentes. Assim, o objetivo deste livro ĂŠ auxiliar pais e professores na compreensĂŁo do adolescente e seu universo a fim de melhorar os relacionamentos interpessoais. Ao Pastor Carlos Coelho e esposa MarilĂŠia.

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Agradecimento A Deus, em primeiro lugar, porque me capacitou e me deu a oportunidade de poder ajudar a muitos com essas letras. A meu esposo CĂŠlio da Rosa, fiel companheiro em todas as horas. A meus filhos Tiago e Steffane.

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Sumário Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Capítulo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Capítulo 2 O porquê de tanta confusão . . . . . . . . . . . . . 27 Capítulo 3 Precisamos ser pacientes. . . . . . . . . . . . . . . . 39 Capítulo 4 A sexualidade na vida dos adolescentes. . . . . 47 Capítulo 5 Tudo é uma questão de educação . . . . . . . . . 55 Nota da autora. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

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Introdução Os adultos de hoje estão se vendo cada vez mais incapazes de conviver com os adolescentes, o que gera estresse e grandes dificuldades de relacionamento com os jovens. Assim, cada educador tem um desafio a enfrentar em relação à indisciplina em sala de aula; no entanto, não se trata de um problema brasileiro somente, há relatos em jornais e revistas mostrando-nos que o problema da indisciplina está presente no mundo inteiro, em todos os meios sociais existentes. Eles, os adolescentes, estão em crise, não por quererem, mas em decorrência de seus hormônios e seus sentimentos confusos. Nessa fase, são muito irritados porque há um turbilhão de sentimentos próprios à condição adolescente. Eles precisam ser curados interiormente; estre livro traz diversas situações de conflitos característicos da adolescência. Leia, releia, e aprenda a conviver e a ajudá-los a sair dessas crises. 11


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Capítulo 1 Na maioria das vezes adolescentes são rebeldes, mal criados, revoltados porque não são ouvidos. Nós, os adultos, temos a tendência de olhar para o tamanho do adolescente, achá-lo muito grande e quase sempre tratá-lo como adulto justamente por eles serem tão impulsivos e acharem que sabem tudo. Nessa fase eles estão em uma busca muito grande de conceitos e valores e, ao mesmo tempo, atravessam os efeitos de um turbilhão de hormônios dentro de seu corpo. A maioria não sabe o que quer, mas insiste em afirmar o contrário. Pais: Se seu filho nesta faixa etária da vida é tímido demais, cuidado, vocês estão sendo omissos e está havendo pouco diálogo. Justamente por ele ser quieto demais e não incomodar é que é estranho; tem algo errado nessa 13


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situação e se você, pai ou mãe, não acordar, seu filho será prejudicado mais tarde. A timidez é algo gritante no meio dos adolescentes. Alguns se soltam demais vivendo uma fachada de segurança e procurando mostrar um lado de sua personalidade que não existe; outros se fecham demais e se tornam depressivos. Os pais devem ser os primeiros a observar essas atitudes e tentar ajudá-los porque sim, todo adolescente precisa de compreensão e ajuda. A maioria dos casais hoje em dia trabalha fora, estão sempre cansados, sobrecarregados e esquecem que esta fase da vida de seus filhos é um período longo de muita confusão, na qual o adolescente precisa de apoio. Dentro desse corpo enorme de adolescente existe ainda, algumas vezes, uma criança que precisa de colo, de carinho, de afago, de abraço, de compreensão, de ser ouvido mesmo que ele fale um monte de bobagens. Muitas das vezes ele fala bobagens porque quer ser ouvido e, como ele não tem assunto, ele cria, inventa, e imagina coisas para falar com vocês que são pais. Procure escutá-los mesmo que você ache um monte de bobagens, respeite seus conceitos, dê a sua opinião não como uma verdade ou crítica, mas colocando com mansidão o que você pensa a respeito do assunto. Nunca o contrarie; você não precisa concordar, você só precisa ouvi-lo e respeitá-lo, se o adolescente perceber que você o escuta sem recriminá-lo, automaticamente ele irá acatar todas as suas decisões sem você precisar obrigá-lo. Lembre-se: você precisa ouvi-lo sem críticas. Para pais separados a responsabilidade é dobrada, mas a tarefa não e impossível. 14


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“Ninguém conhece o filho senão o pai.” (Mateus 11-27) Jesus falou essas palavras em relação a Deus, dizendo que o pai o conhecia. Assim também acontece conosco, Deus conhece seus filhos e os filhos de seus filhos, você, que é mãe ou pai, conhece seus filhos, Quando sentimos que há algo errado com nossos filhos, algo que não conseguimos contornar, vamos nos chegar diante do trono da graça e vamos pedir ajuda ao nosso pai. Não é pela força que dobramos nossos filhos, e sim pelo poder que têm nossas orações. Mas lembremos que não adianta nada orarmos e sermos negligentes com nossos filhos, temos que abençoá-los, tem que haver limite, sim, tem, mas temos que ser bons exemplos para nossos filhos nos respeitarem. Examine-se e responda você mesmo a essas perguntas: Há quanto tempo você não pega seu filho no colo? Há quanto tempo você não faz um carinho em seu filho? Quantas vezes você sentou com ele durante a semana para conversar os assuntos dele, não os seus? Você faz orações em sua mente quando ele está dormindo? Quantas vezes você reclamou de seus problemas esta semana para seu filho? Quantas vezes você gritou com ele essa semana? Quantas vezes você lhe disse que não tinha tempo para escutá-lo e deixou para depois?

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