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S達o Paulo 2013


Copyright © 2013 by Editora Baraúna SE Ltda Capa Wilson Ferraz Veras Projeto Gráfico Thais Santos Revisão Henrique Souza

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________ V581n Veras, Wilson Ferraz 90% das mulheres são loucas/ Wilson Ferraz Veras. - São Paulo: Baraúna, 2013. ISBN 978-85-7923-647-1 1. Mulheres - Comportamento 2. Mulheres - Condições sociais. I. Título II. Título: Noventa por cento das mulheres são loucas. 13-0846.

CDD: 305.4 CDU: 316.346.2-055.2

06.02.13 07.02.13 042670 ________________________________________________________________

Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA www.EditoraBarauna.com.br Rua da Glória, 246 — 3º andar CEP 01510-000 — Liberdade — São Paulo - SP Tel.: 11 3167.4261 www.editorabarauna.com.br


Agradecimentos Às mulheres; sem vocês o mundo não teria razão de existir e eu não escreveria o meu livro. A Marli Blumenfeld Klein, minha assessora, conselheira, revisora; sem ela, com toda a certeza, o livro não existiria, e se ela pertence aos “90% das mulheres são loucas” isso, você, leitor(a), pergunte a ela. Às minhas filhas, Bárbara Santos Ferraz Veras e Beatriz Santos Ferraz Veras, que tanto me apoiaram, sempre estiveram presentes e nunca, mas nunca me inspiraram para alguma história. À doida da minha irmã, Zenaide Veras Fernandes. Ao Clube dos Machistas: José F. Chagas, Wagner B. Souza., Michel Blumenfeld Mendonça, Marcelo Blumenfeld Mendonça, Ricardo Barbosa da Silva, Sergio D. Martins., Walter F. Veras, Nelson Machado, Eduardo Machado, Nilson Morais de Souza., Adilson dos Santos, Ricardo S. Morais de Souza, Fabio Santos Romeu, Gilberto dos Santos (Rio), Narciso Tega, Sezinando Abreu Romeu, Benjamim Carlos de M. Paiva Jr., Carlos Avelino V. de Paiva, Roberto F. V. de Paiva, Charles Piveta As5


sunção, Michel Piveta Assunção, Sergio Veras, Lincon B. Veras, Luciano B. Veras, Enrico Weg Sera, Bruno Bollito, Gilson Barbosa, Maurice Gian, Maurice Sourour, Vínicius Stodolnik Zamboni, Leandro Eduardo Carrel, Jece Valadão (in memorian) e muitos outros. Nota do autor: nas histórias do livro, alguns nomes são fictícios!

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Importante A mulher, quando se casa, acha que o homem vai mudar, e ele n達o muda. O homem, quando se casa, acha que a mulher n達o vai mudar, e ela muda.

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Prefácio Em primeiro lugar, quero dizer que sou heterossexual (heterossexual é a pessoa que tem, por opção sexual, manter relacionamentos com pessoas do sexo oposto ao seu). Isso é para combater algum desavisado que venha insinuar que não gosto de mulher; muito pelo contrário, gosto tanto que tive duas filhas. Todos que me conhecem sabem que sou “louco” por mulheres, como qualquer homem com a testosterona em alta! Neste livro, tenho a colaboração de minhas filhas, amigas, namoradas, ficantes, vizinhas e principalmente notícias de jornais, revistas e publicações em sites. A maioria das informações foi obtida através do convívio com este ser “maravilhoso” que é a mulher. Isso porque, na braveza de algumas, vem logo a frase “me desculpe, mas são os hormônios”, cujo excesso ou falta alteram o comportamento delas. Não que eu ache que estejam em baixa, muito pelo contrário, estão sempre em alta, afinal de pequeno já comecei a desbravar o habitat das mesmas e conferir que o estudo dessa “espécie” tem um largo e longo campo para análises aprofundadas. 9


Não tenho a pretensão de agradar a todos, mas com certeza agradarei aos homens em 100%, tampouco possuo misoginia (aversão ou ódio às mulheres) nem mesmo a incumbência de esculachar, afinal tenho duas filhas e elas me conhecem o suficiente para saberem o quanto as amo. De qualquer forma, são mulheres, e você, que está lendo, já sabe o que estou dizendo. Resolvi escrever o livro após ler quase diariamente assuntos correlatos e acompanhar na TV atitudes suspeitas de algumas mulheres. Certa vez fui com minha filha Bia de 12 anos a uma livraria de shopping e ela encontrou um livro enorme em inglês que tinha o título “Se não fossem as mulheres, o dinheiro do mundo não teria razão de existir”, ou algo do tipo. De repente, disse à minha filha a seguinte frase: — Anote aí, 90% das mulheres são loucas! Ela, com aquela carinha de anjo, olhou para cima e disse: — E o pior é que é verdade! Lembro quando tinha meus quinze anos e às vezes aparecia num bar onde havia uns cinquentões que toda tarde se reuniam e ficavam bebericando uns drinques; lá os assuntos preferidos eram futebol e mulher. Lembro bem de um alemão (realmente alemão) que devia ser divorciado e sempre dizia: “Mulher é um bicho, coisa de doido”. Eu achava exagero, afinal tinha pouca idade, mas já gostava de mulher e duvidava da afirmação. Nas passagens, ouvia várias histórias exageradas e, por não ter vivência ainda, ficava na dúvida. Porém, com o passar do tempo, comecei a ver que as histórias, infelizmente, tinham fundamento.

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Também tenho a convicção, no que tange à mulher, sobre a seguinte frase famosa entre homens do “Clube dos Machistas”: — Uma mulher apaixonada faz cada uma que até Deus duvida! No clube, acreditamos que quem inventou o casamento foi a mulher, assim como a aliança, a noiva de branco e o noivo de preto, as madrinhas, os padrinhos, as crianças levando alianças e todo tipo de alusão e comemoração para mostrar que aquele cara “tem dono”! Isso não sai da cabeça de homem. Quero salientar que essa afirmação não tem qualquer estudo ou pesquisa feita por universidades espalhadas pelo mundo; esses fatos provêm somente de opiniões de homens, homens que batizei de “Clube dos Machistas”. Explico. Existem homens e homens, e o verdadeiro homem é aquele que tem um pouco de machista, egoísta e, principalmente, gozador e debochado. Nós dessa categoria sabemos que somos os preferidos, isso porque damos segurança à mulher; temos ciúmes, não na proporção delas, e somos às vezes radicais, principalmente com um controle de TV na mão ou vendo um bom futebol. Somos os verdadeiros homens, flagrados certas vezes com um palito na boca (essa foi boa), dando cusparada disfarçadamente no canto de um jardim de flores (essa foi mais hilária ainda) e ao mesmo tempo sendo supergentil e mostrando ser educado. Uma classe em extinção, daqueles que não deixam barato quando o território é invadido ou ameaçado pelo concorrente, desde os tempos das cavernas.

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Homens que em nenhuma hipótese pediriam como sobremesa um petit gateau, que é coisa de bichona ou de mocinhas (por favor, não vá me taxar de homofóbico). Só não é coisa de macho, pois faço parte do clube e exijo respeito! O Clube dos Machistas por assim batizado é para dizer que não sacaneamos, mas somos loucos por mulheres e tiramos um pouco de proveito da situação. Também quero enfatizar que não queremos nos defrontar com as feministas, afinal sabemos que a guerra é inglória e desgastante.

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Crônica 1 Esclarecimentos Sabemos que algumas mulheres, em uma passagem da vida, não resistem a um cafajeste, afinal uma boa pegada, um bom beijo lhes fazem bem e as fazem se sentir seguras. Por isso, cito o clube1, não como um antro de aproveitadores, mas sim como um costume que homens não têm como evitar — um olhar para trás para um lindo corpo, uma boa coxa, isso é genético, é incontrolável! Se você, mulher, que está lendo e acreditando que seu marido não olha para trás, vá se tratar, pois “homens”, mesmo, olham, e sem má intenção, somente para irrigar o cérebro de alegria e prazer em admirar um belo corpo. Está no DNA do cara, somos loucos por curvas! Pode reparar que os objetos com curvas são os que mais os homens admiram. Veja, por exemplo, os automóveis: em grande maioria, têm curvas e formas arredondadas para maior prazer 1

Clube dos Machistas. 13


em admirar, pois sabemos que o segundo maior desejo do homem é o carro. Ufa, já falei muito de homem, explicando muito sobre nossos costumes, porém é apenas para esclarecer um pouco o nosso perfil. Neste livro, conto histórias somente do ponto de vista masculino mesmo, não de esquerda ou de direita; somos uma classe em extinção e precisamos deixar para o futuro a nossa opinião. Afinal, o que vou descrever são histórias de loucuras de mulheres e o que vou passar foi inspirado em rodas de amigos, momentos em que contamos as histórias e loucuras que ouvimos, fatos que deixam alguns até com a boca aberta. Quero apenas frisar que a boca aberta se refere apenas a nós, homens, até porque vocês estão cansadas de saber que é verdade, mas não falam nem discutem, acham normais certas atitudes. Tenho certeza de que, quando acabar de ler o livro, você, mulher, vai dizer que faz parte dos 10%, as que não são loucas, mas no fundo sabe mesmo que pertence aos 90%. Você, homem, que acabou de comprar o livro, vai achar que o título está errado, que o certo seria 99%.

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Capítulo 1 Esterzinha Tenho uma amiga chamada Ester Blumenfeld, pessoa meiga, até que pisem no calo dela. Baixinha, judia, cabelos louros e olhos verdes, amiga que admiro pela sinceridade e postura, que não se deixa levar por modinhas ou por apoiar ideias que não condizem com o seu pensamento, que afronta até o movimento feminista. Como dizia minha amiga Esterzinha (46): — Quero saber quem na década de 1960 queimou o sutiã em praça pública, pedindo direitos iguais e condições iguais, vícios iguais e trabalhos iguais para as mulheres! — É ela quem deveria ser queimada e não o sutiã! Ela concluiu que foi em consequência disso que as mulheres adentraram no mercado de trabalho, onde não há empregos para todos, o que fez que os homens ficassem de fora. Agora elas têm de trabalhar em dupla jornada, chegar em casa e continuar a trabalhar mais ainda: fazer

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