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“Esperamos que se dediquem a estudála cuidadosamente, lado a lado com a mensagem que lhes dirigimos no Ridván de 2010, em reuniões de todo os tipos – seja em âmbito nacional, regional ou de agrupamento, em comunidades locais, em vizinhanças ou povoados ou no lar.”

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) P699 2. ed.

O Plano Divino em Curso/compilador Assembleia Espiritual dos Bahá’ís do Brasil. -- 2. ed. -- Mogi Mirim : Bahá’í do Brasil. fevereiro de 2011. 80 p. ISBN DE?C?@CBP>C>PX=CD 1. Bahá’í. 2. Novas Religiões e Movimentos Religiosos. 3. Babísmo. 4. Fé Bahá’í. I. Título. CDD 297.93 CDU 298.8


CONTEÚDO

Mensagem de Ridván de 2010

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À Conferência dos Corpos Continentais de Conselheiros: 28 de Dezembro de 2010

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Aos Bahá'ís do Mundo: 1o de Janeiro de 2011

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9.&6:*,;<=< Aos bahá’ís do mundo Amigos ternamente amados,

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om corações plenos de admiração pelos seguidores de Bahá’u’lláh, temos o prazer de anunciar que, ao se iniciar este mais jubiloso período do Ridván, em todos os continentes do globo há um novo incremento de programas intensivos de crescimento, elevando mundialmente o número total para além da marca dos 1500, e assegurando a meta do Plano de Cinco Anos um ano antes de sua conclusão. Prostramos nossas cabeças em sinal de gratidão a Deus por esta impressionante realização, esta notável vitória. Todos aqueles que trabalharam nesse campo, apreciarão a graça que Ele conferiu à Sua comunidade, concedendolhe um ano inteiro para fortalecer o padrão de expansão e consolidação ora estabelecido em todos os lugares, em preparação para as tarefas que ela será chamada a empreender em sua próxima iniciativa global – um plano de cinco anos de duração, o quinto de uma série com o propósito explícito de avançar o processo de entrada em tropas. Sentimo-nos impelidos, ao fazermos uma pausa nesta ocasião festiva, a deixar claro que o que evoca tão profundo senso de orgulho e gratidão em nossos corações


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não é tanto a proeza numérica por vocês alcançada, por mais notável que seja, mas uma combinação de desenvolvimentos a um nível mais profundo de cultura, a que atestam estas realizações. O principal entre eles é o aumento que temos notado na capacidade dos amigos de dialogarem com os outros a respeito de assuntos espirituais e de falarem com facilidade a respeito da Pessoa de Bahá’u’lláh e de Sua Revelação. Eles compreenderam bem que ensinar é um requisito básico de uma vida de se dar generosamente. Em mensagens recentes, expressamos júbilo ao testemunhar o contínuo aumento no ritmo do ensino em todo o mundo. O cumprimento desta obrigação espiritual fundamental pelo indivíduo bahá’í sempre foi, e continua a ser, uma característica indispensável da vida bahá’í. O que o estabelecimento de 1.500 programas intensivos de crescimento deixou bem claro, é o quão corajosos e decididos se tornaram os crentes em geral indo para além do seu círculo imediato de parentes e amigos, prontos para serem guiados pela Mão orientadora do Todo-Misericordioso a almas receptivas em quaisquer regiões onde possam residir. Até mesmo as estimativas mais modestas sugerem que hoje há dezenas de milhares que participam em campanhas periódicas para estabelecer laços de amizade baseados em mútuo entendimento com aqueles que anteriormente eram considerados como estranhos. Em seus esforços para apresentar as verdades essenciais da Fé franca e inequivocamente, os crentes têm sido grandemente beneficiados pelo exemplo ilustrativo no Livro 6 do Instituto Ruhi. Onde a lógica subjacente a essa apresentação é apreciada, e é superado o impulso de transformá-la numa fórmula, é suscitada


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uma conversação entre duas almas – um diálogo que se distingue pela profundidade do entendimento alcançado e a natureza da relação estabelecida. Na medida em que a conversa prossegue além do primeiro encontro e verdadeiras amizades são estabelecidas, um esforço de ensino direto deste tipo pode se tornar um catalisador de um processo duradouro de transformação espiritual. Não é uma preocupação primordial se o primeiro contato com esses amigos recém encontrados resulta num convite para se alistarem na comunidade bahá’í ou para participarem em uma das suas atividades. O mais importante é que toda alma sinta-se bem-vinda para se unir à comunidade a fim de contribuir à melhora da sociedade, iniciando um caminho de serviço à humanidade no qual, desde o início ou mais adiante, pode ocorrer a declaração formal. A importância desse desenvolvimento não deve ser subestimada. Em todo agrupamento, uma vez que esteja ocorrendo um padrão consistente de ação, é necessário que se dê atenção a torná-lo mais amplo por meio de uma rede de colegas e conhecidos, ao mesmo tempo em que se concentra energia em pequenos grupos da população – cada um dos quais deve se tornar um centro de intensa atividade. Num agrupamento urbano, tal centro de atividade pode ser melhor definido pelos limites de uma vizinhança; num agrupamento de caráter essencialmente rural, um pequeno povoado pode oferecer um espaço social adequado para esse fim. Aqueles que servem em tais ambientes, sejam eles habitantes locais ou instrutores visitantes, corretamente podem considerar o seu trabalho como sendo de construção de comunidade. Atribuir a seus esforços de ensino rótulos tais como “de porta em porta”, ainda que o primeiro contato possa implicar em visitar os residentes de uma casa sem aviso prévio, não estaria fazendo justiça a um processo que visa


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desenvolver, dentro de uma população, capacidade para cuidar de seu próprio desenvolvimento espiritual, social e intelectual. As atividades que impulsionam esse processo, e nas quais amigos recém-encontrados são convidados a se engajar – reuniões que fortalecem o caráter devocional da comunidade; aulas que nutrem os tenros corações e mentes das crianças; grupos que canalizam as ondas de energia dos pré-jovens; círculos de estudos, abertos a todos, que permitem pessoas de vários antecedentes avançar em pé de igualdade e explorar a aplicação dos ensinamentos em suas vidas individuais e coletivas – bem podem necessitar serem sustentadas por meio de auxilio externo à população local por um período. Espera-se, porém, que a multiplicação dessas atividades centrais logo seja sustentada pelos recursos humanos nativos da própria vizinhança ou do povoado – por homens e mulheres ansiosos por melhorar as condições materiais e espirituais à sua volta. Um ritmo de vida comunitária deve então emergir gradualmente, correspondendo à capacidade de um crescente núcleo de indivíduos comprometidos com a visão de Bahá’u’lláh de uma nova Ordem Mundial. Nesse contexto, a receptividade se manifesta na disposição em participar do processo de construção da comunidade colocado em andamento pelas atividades centrais. Em agrupamento após agrupamento, onde um programa intensivo de crescimento está atualmente em ação, a tarefa perante os amigos nesse próximo ano é a de ensinar em meio a uma ou mais populações receptivas - utilizando um método direto em sua exposição dos fundamentos de sua Fé – e encontrar aquelas almas que anseiam em deixar a letargia que a sociedade lhes impôs e trabalhar uns com os outros em suas vizinhanças e povoados para iniciar o processo de transformação coletiva. Se os amigos persistirem em seus esforços para


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aprender, desse modo, os meios e métodos da construção de comunidades em pequenos grupos, estamos certos de que a tão acalentada meta de participação universal nos assuntos da Fé avançará extraordinariamente para vir a estar ao nosso alcance. Para cumprirem este desafio, os crentes e as instituições que os servem deverão fortalecer o processo de instituto no agrupamento, aumentando significativamente dentro de suas fronteiras o número daqueles capazes de agir como tutores de círculos de estudo; pois se deve reconhecer que a oportunidade que agora se apresenta diante dos amigos de criar uma vida comunitária vibrante em vizinhanças e povoados, caracterizada por um sentimento tão profundo de propósito, somente se tornou possível devido aos cruciais desenvolvimentos que ocorreram ao longo da década passada naquele aspecto da cultura bahá’í que diz respeito ao aprofundamento. Quando, em dezembro de 1995, convocamos a que fossem estabelecidos mundialmente institutos de capacitação, o padrão que mais predominava na comunidade bahá’í para ajudar os crentes individuais a aprofundarem seu conhecimento sobre a Fé consistia principalmente em cursos e aulas ocasionais, de durações variáveis, que tratavam de uma diversidade de assuntos. Aquele padrão havia atendido bem às necessidades de uma comunidade bahá’í emergente de âmbito mundial, ainda relativamente pequena em número e preocupada principalmente com sua expansão geográfica por todo o globo. Na época, entretanto, deixamos claro que outra abordagem para o estudo das escrituras deveria ser concretizada – uma que estimulasse grandes números de pessoas para o campo de ação a fim de que o processo


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de entrada em tropas se acelerasse de forma apreciável. Desse modo, pedimos que os institutos de capacitação ajudassem contingentes cada vez maiores de crentes a servir a Causa por meio da provisão de cursos que pudessem transmitir o conhecimento, percepções e habilidades necessárias para cumprir os muitos deveres relacionados à expansão e consolidação aceleradas. Ler os escritos da Fé e esforçar-se para obter um entendimento mais adequado da importância da estupenda Revelação de Bahá’u’lláh são obrigações que recaem sobre cada um de Seus seguidores. A todos foi ordenado aprofundar-se no oceano de Sua Revelação e a participar, de acordo com as suas capacidades e propensões, das pérolas de sabedoria que aí se encontram. Sob essa luz, surgiram naturalmente como características importantes da vida bahá'í aulas locais de aprofundamento, escolas de inverno e verão, e reuniões especialmente organizadas, nas quais indivíduos bahá’ís versados nos escritos puderam compartilhar percepções a respeito de assuntos específicos com os demais. Da mesma forma como o hábito de leitura diária permanecerá como parte integrante da identidade bahá’í, estas formas de estudo continuarão a ter seu lugar na vida coletiva da comunidade. Mas, o entendimento das implicações da Revelação, tanto em termos de crescimento individual como de progresso social, aumenta muitas vezes quando se une o estudo ao serviço e ambos são levados a cabo simultaneamente. Lá, no campo do serviço, o conhecimento é testado, questões surgem da prática, e novos níveis de entendimento são alcançados. No sistema de educação à distância que agora foi estabelecido em país após país – cujos principais elementos incluem círculos de estudo, o tutor e o currículo do Instituto Ruhi – a comunidade mundial bahá’í adquiriu a capacidade para


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possibilitar que milhares, ou melhor, milhões estudem os escritos em pequenos grupos com o propósito explícito de traduzir os ensinamentos bahá’ís para a realidade, levando avante o trabalho da Fé para o seu próximo estágio: expansão e consolidação sustentáveis em larga escala. Que ninguém deixe de apreciar as possibilidades assim criadas. Hoje, a passividade é cultivada pelas forças da sociedade. Desde a infância, com crescente eficiência, nutre-se um desejo pelo entretenimento, cultivando gerações dispostas a serem conduzidas por quem quer que prove ser habilidoso em apelar para emoções superficiais. Até mesmo em muitos sistemas educacionais os estudantes são tratados como se fossem receptáculos destinados a receber informação. É uma realização de enormes proporções que o mundo bahá’í tenha obtido êxito em desenvolver uma cultura que promove uma maneira de pensar, estudar e agir na qual todos se consideram trilhando um caminho comum de serviço – apoiando uns aos outros e avançando juntos, respeitando a todo o momento o conhecimento que cada um tem e evitando a tendência de dividir os crentes em categorias como aprofundados e desinformados. E nisso reside a dinâmica de um movimento irreprimível. O imperativo é que a qualidade do processo educacional fomentado no âmbito do círculo de estudo aumente consideravelmente no próximo ano, de modo que o potencial de populações locais para criar tal dinâmica seja realizado. Nesse sentido, muito recairá sobre aqueles que servem como tutores. Deles será o desafio de prover o ambiente previsto nos cursos do instituto, um ambiente conducente à capacitação espiritual de indivíduos que passarão a se ver como agentes ativos de seu próprio


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aprendizado, como protagonistas de um esforço constante para aplicar conhecimento a fim de realizar transformação individual e coletiva. Se houver falha nisso, não importa quantos círculos de estudo venham a ser formados num agrupamento, a força necessária para impulsionar mudança não será gerada Para que o trabalho do tutor alcance graus cada vez maiores de excelência, é preciso lembrar que a responsabilidade primária do desenvolvimento de recursos humanos numa região ou país cabe ao instituto de capacitação. Enquanto se esforça para aumentar o número de seus participantes, o instituto, como estrutura – desde a coordenação regional até os coordenadores em diferentes níveis e os tutores nas raízes - deve dar a mesma ênfase na efetividade do sistema em sua totalidade, pois em última análise ganhos quantitativos permanentes dependem de progresso qualitativo. Em nível de agrupamento, o coordenador deve imprimir tanto experiência prática como dinamismo aos seus esforços de acompanhar aqueles que servem como tutores. Deve organizar-lhes reuniões periódicas para refletirem sobre os seus esforços. Eventos organizados para repetir o estudo de segmentos selecionados do material do instituto podem ocasionalmente se mostrar úteis, desde que não inculquem a necessidade de treinamento perpétuo. As capacidades de um tutor se desenvolvem progressivamente à medida que o indivíduo entra no campo da ação e auxilia outros a contribuir para o objetivo da atual série de Planos globais, por meio do estudo da sequência de cursos e da implementação de seus componentes práticos. E, à medida que homens e mulheres de diversas idades passam pela sequência e completam o estudo de cada curso com a ajuda de tutores, outros devem manter-se de prontidão para acompanhá-los em atos de serviço empreendidos de


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acordo com suas capacidades e interesses – especialmente os coordenadores responsáveis por aulas para crianças, por grupos de pré-jovens e por círculos de estudo – atos de serviço cruciais para a perpetuação do próprio sistema. Assegurar que a medida apropriada de vitalidade esteja pulsando através desse sistema deve continuar a ser objeto de intensa aprendizagem em todos os países no decurso dos próximos doze meses. Há muito tempo, a preocupação com a educação espiritual das crianças tem sido um elemento da cultura da comunidade bahá’í, uma preocupação que resultou em duas realidades coexistentes. Uma, emulando as realizações dos bahá’ís do Irã, caracterizou-se pela capacidade de oferecer aulas sistemáticas – de série em série – a crianças de famílias bahá’ís, geralmente com o objetivo de compartilhar conhecimentos básicos da história e dos ensinamentos da Fé a gerações em formação. Na maior parte do mundo, o número dos que se beneficiaram de tais aulas tem sido relativamente pequeno. A outra realidade emergiu em regiões onde ocorreram adesões em grande escala - tanto rurais como urbanas. Uma atitude mais inclusiva dominou tal experiência. No entanto, enquanto crianças de todos os tipos de lares estavam ao mesmo tempo ansiosas e eram bem-vindas a frequentarem aulas bahá’ís, diversos fatores impediram que as aulas fossem conduzidas com a necessária regularidade, ano após ano. Quão satisfeitos estamos em ver essa dualidade – consequência de circunstâncias históricas – começar a se desfazer à medida que amigos treinados pelos institutos em todos os lugares se esforçam em oferecer aulas, abertas a todos, de um modo sistemático. Esses promissores passos iniciais devem ser agora vigorosamente perseguidos. Em todo agrupamento


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com um programa intensivo de crescimento em ação, há necessidade de fazer esforços para sistematizar ainda mais o provimento de educação espiritual a um número crescente de crianças de famílias de muitas origens – um requisito do processo da construção de comunidades que adquire ímpeto em vizinhanças e povoados. Essa será uma tarefa desafiadora, que demanda paciência e cooperação tanto da parte dos pais como das instituições. O Instituto Ruhi já foi solicitado a acelerar os planos para concluir seus cursos para treinamento de professores de aulas para crianças em diferentes níveis, incluindo as lições correspondentes, começando com as crianças mais novas de cinco ou seis anos de idade e prosseguindo com as de dez ou onze, a fim de eliminar a atual lacuna entre as lições efetivamente existentes e seus livros-texto para pré-jovens, tais como o “Espírito de Fé” e o vindouro “Poder do Espírito Santo”, que proveem um componente nitidamente bahá’í ao programa desta faixa etária. À medida que esses cursos e lições adicionais se tornarem disponíveis, os institutos em todos os países serão capazes de preparar os professores e os coordenadores que se fazem necessários para colocar em funcionamento, série após série, o núcleo de um programa para a educação espiritual de crianças, em torno do qual elementos secundários podem ser organizados. Enquanto isso, os institutos devem, na medida do necessário, fazer o máximo a fim de prover os professores com materiais adequados, dentre outros atualmente existentes, para uso em suas aulas com crianças de várias idades. O Centro Internacional de Ensino ganhou nossa contínua gratidão pelo ímpeto vital que imprimiu aos esforços para assegurar a realização antecipada da meta do Plano de Cinco Anos. Observar o grau de energia que ele aplicou a este empreendimento global, acompanhando


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tão tenazmente o progresso em todos os continentes e colaborando tão intimamente com os Conselheiros Continentais, foi ter um vislumbre do tremendo poder inerente à Ordem Administrativa. À medida que o Centro de Ensino agora volve sua atenção com igual vigor a questões relacionadas à eficácia das atividades no âmbito do agrupamento, terá, sem dúvida, especial consideração para com a implementação de aulas bahá’ís para crianças. Estamos confiantes que sua análise durante o próximo ano da experiência adquirida em alguns agrupamentos selecionados, representativos de diversas realidades sociais, esclarecerá questões práticas que possibilitarão o estabelecimento de aulas regulares para crianças de todas as idades em vizinhanças e povoados. A rápida expansão do programa para o empoderamento espiritual de pré-jovens é ainda outra expressão de avanço cultural na comunidade bahá’í. Enquanto as tendências globais projetam uma imagem problemática desse grupo etário – perdido nas dores de uma tumultuada mudança física e emocional, indiferente e ensimesmado – a comunidade bahá’í – na linguagem que emprega e nas abordagens que adota – caminha firmemente na direção oposta, vendo, ao invés, altruísmo no pré-jovem, um agudo senso de justiça, anseio por aprender acerca do universo e um desejo de contribuir para a construção de um mundo melhor. Relatos após relatos, nos quais pré-jovens em todos os países do planeta dão expressão aos seus pensamentos como participantes do programa, atestam a validade dessa visão. Há todas as indicações de que o programa ocupa sua crescente percepção numa exploração da realidade que os ajuda a analisar as forças construtivas e destrutivas que operam na sociedade e a reconhecer a influência que essas forças exercem sobre seus pensamentos e ações, aguçando


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sua percepção espiritual, intensificando seu poder de expressão e reforçando estruturas morais que lhes serão úteis por toda a vida. Numa idade em que passam a ter acesso às florescentes capacidades intelectuais, espirituais e físicas, eles recebem as ferramentas necessárias para combater as forças que os privariam de sua verdadeira identidade como seres nobres e para trabalhar pelo bem comum. O fato que o principal componente do programa explora temas sob uma perspectiva bahá’í, mas não à maneira de uma instrução religiosa, abriu o caminho para sua extensão aos pré-jovens, numa variedade de cenários e circunstâncias. Em muitas de tais instâncias, aqueles que implementam o programa entram confiantes na área de ação social, deparando-se com uma variedade de questões e possibilidades que estão sendo acompanhadas e organizadas num processo global de aprendizagem pelo Escritório de Desenvolvimento Socioeconômico na Terra Santa. O contingente acumulado de conhecimento e experiência já produziu em diversos agrupamentos, espalhados pelo mundo todo, a capacidade de cada um destes manter mais de mil pré-jovens no programa. Para ajudar outros a avançarem rapidamente nessa direção, o Escritório está estabelecendo uma rede de centros em todos os continentes, com o auxílio de um grupo de crentes, que podem ser utilizados para prover treinamento a coordenadores de um grande número de agrupamentos. Essas pessoas-recurso continuam a apoiar os coordenadores após o regresso a seus respectivos agrupamentos, capacitando-os a criar um ambiente imbuído espiritualmente, no qual o programa de préjovens pode criar raízes.


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Conhecimento adicional certamente advirá nesse campo de empenho, embora um padrão de ação já esteja claro. Somente a capacidade da comunidade bahá’í limita a amplitude de sua resposta à demanda pelo programa por escolas e grupos civis. Dentro dos agrupamentos que hoje são o foco de um programa intensivo de crescimento há uma ampla gama de circunstâncias – desde aqueles com grupos esporádicos de pré-jovens até aqueles que mantêm um número suficiente a ponto de requerer os serviços de um coordenador dedicado que possa receber apoio continuado de um centro para a disseminação da aprendizagem. Para assegurar o crescimento dessa capacidade em todo o espectro desses agrupamentos, estamos solicitando que 32 centros de aprendizagem, cada um servindo a cerca de vinte agrupamentos com coordenadores de tempo integral, estejam funcionando até o final do atual Plano. Em todos os agrupamentos restantes deve-se dar prioridade à criação de capacidade no decorrer do próximo ano para oferecer o programa, multiplicando sistematicamente o número de grupos. * Os desenvolvimentos que mencionamos até agora – o aumento da capacidade de ensinar a Fé diretamente e entrar numa discussão intencional sobre temas de relevância espiritual com pessoas de todas as camadas sociais, o desabrochar de uma abordagem ao estudo dos escritos ligada à ação, a renovação do compromisso de prover educação espiritual às crianças nas vizinhanças e povoados de um modo regular, e a expansão da influência de um programa que instile nos pré-jovens o senso de um duplo propósito moral para desenvolverem suas potencialidades inerentes e contribuírem com a transformação da sociedade – são todos eles intensamente


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reforçados por outro avanço cultural cujas implicações são realmente amplas. Esta evolução da consciência coletiva é discernível na crescente frequência com a qual a palavra “acompanhar” aparece nas conversações entre os amigos, uma palavra que está sendo dotada de novo significado à medida que se integra ao vocabulário comum da comunidade bahá’í. Isso assinala o significativo fortalecimento de uma cultura na qual aprendizagem é o modo de funcionamento, um modo que promove a participação de mais e mais pessoas com conhecimento, num esforço unido para aplicar os ensinamentos de Bahá’u’lláh na construção de uma civilização divina que, conforme afirma o Guardião, é a missão primária da Fé. Tal abordagem oferece um admirável contraste aos caminhos espiritualmente falidos e moribundos de uma velha ordem social que tão frequentemente procura subordinar a energia humana através de dominação, por meio de ganância, por meio de culpa ou através de manipulação. Assim, nos relacionamentos entre os amigos, esse desenvolvimento na cultura encontra expressão na qualidade de suas interações. A aprendizagem, como um modo de funcionamento, requer que todos assumam uma postura de humildade - condição em que cada um se esquece de si mesmo, tendo completa confiança em Deus, certo de Seu poder que a tudo sustenta e confiante em Sua infalível assistência, sabendo que Ele, e tão somente Ele, pode transformar o mosquito em águia, a gota em um ilimitado oceano. E em tal estado, as almas trabalham incessantemente juntas, deleitando-se não tanto com suas próprias realizações, mas com o progresso e o serviço dos demais. É assim que seus pensamentos são sempre centrados em ajudar uns aos outros, escalar as alturas de serviço à Sua Causa e elevar-se ao céu de


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Seu conhecimento. É isso que vemos no atual padrão de atividade que se desdobra no mundo todo, propagado por jovens e idosos, por veteranos e recém-declarados, trabalhando lado a lado. Este avanço na cultura não somente influencia as relações entre indivíduos, mas seus efeitos podem também ser sentidos na condução dos assuntos administrativos da Fé. Como a aprendizagem começou a distinguir o modo de funcionar da comunidade, certos aspectos da tomada de decisão relacionados à expansão e consolidação foram incumbidos ao corpo de crentes, permitindo que o planejamento e a implementação respondam melhor às circunstâncias existentes localmente. Especificamente, com a agência da reunião de reflexão, foi criado um espaço para aqueles que se dedicam a atividades no âmbito de agrupamento para se reunirem periodicamente a fim de alcançar um consenso sobre a sua condição atual – à luz da experiência e da orientação das instituições – e determinar quais seus passos imediatamente à frente. Um espaço semelhante é aberto pelo instituto, o qual provê que aqueles servindo em um agrupamento como tutores, professores de aulas para crianças e monitores de grupos de pré-jovens se encontrem separadamente para consultarem a respeito de suas experiências. Intimamente ligados a este processo consultivo nas raízes da comunidade estão as agências do instituto de capacitação e do Comitê de Ensino de Área, juntamente com os membros do Corpo Auxiliar, cujas interações conjuntas proveem um outro espaço no qual decisões relativas ao crescimento são tomadas, neste caso, com um maior grau de formalidade. O funcionamento deste sistema em âmbito de agrupamento, nascido das urgentes demandas, aponta para uma importante característica da administração bahá’í: Tal como um organismo vivo, ela tem codificado


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dentro de si a capacidade de acomodar graus cada vez mais elevados de complexidade, em termos de estruturas e de processos, relacionamentos e atividades, à medida que evolui sob a guia da Casa Universal de Justiça. O fato das instituições da Fé em todos os âmbitos – desde o local e regional até o nacional e continental – serem capazes de administrar tão crescente complexidade com destreza cada vez maior é tanto um sinal como uma necessidade da sua firme maturação. O desenvolvimento dos relacionamentos entre estruturas administrativas levou a Assembleia Espiritual Local ao limiar de um novo estágio no exercício de suas responsabilidades em difundir a Palavra de Deus, em mobilizar as energias dos crentes e criar um ambiente espiritualmente edificante. Em ocasiões anteriores explicamos que a maturidade de uma Assembleia Espiritual não pode ser avaliada somente pela regularidade de suas reuniões e a eficiência de seu funcionamento. Em grande medida, sua força deve ser mensurada pela vitalidade da vida espiritual e social da comunidade que ela serve – uma comunidade em crescimento que recebe cordialmente as contribuições construtivas tanto daqueles que são formalmente declarados como daqueles que não o são. É gratificante ver que as atuais abordagens, métodos e instrumentos estão provendo os meios para as Assembleias Espirituais Locais, mesmo as recentemente formadas, cumprirem essas responsabilidades à medida que começam a tomar providências para assegurar que os requisitos do Plano de Cinco Anos sejam adequadamente satisfeitos em suas localidades. De fato, o envolvimento apropriado da Assembleia com o Plano se torna crucial em qualquer tentativa de receber grandes números de pessoas – sendo o mesmo um requisito para a manifestação da completa gama de seus poderes e capacidades.


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O desenvolvimento que certamente testemunharemos nas Assembleias Locais nos próximos anos se tornou possível pela crescente força das Assembleias Espirituais Nacionais, cuja capacidade de pensar e agir estrategicamente cresceu de forma notável, especialmente à medida que aprenderam a analisar nas bases o processo de construção de comunidades, com acuidade e eficiência cada vez maiores e, conforme a necessidade, oferecer ajuda, recursos, encorajamento e orientação amorosa. Nesse sentido, nos países em que as condições o exigem, elas têm delegado diversas de suas responsabilidades aos Conselhos Regionais, descentralizando certas funções administrativas, incrementando a capacidade institucional em áreas sob sua jurisdição e promovendo sistemas mais sofisticados de interação. Não é exagero dizer que o completo empenho das Assembleias Nacionais foi essencial para criar o ímpeto final necessário para alcançar a meta do atual Plano, e esperamos ver maiores desenvolvimentos nessa direção, na medida em que, de comum acordo com os Conselheiros, no decorrer dos próximos críticos e fugazes meses, elas empregam um esforço supremo preparando suas comunidades para iniciar o próximo empreendimento de cinco anos. Inquestionavelmente, a evolução da instituição dos Conselheiros constitui um dos mais significativos avanços da Ordem Administrativa Bahá’í da década passada. Essa instituição já havia dado saltos extraordinários em seu desenvolvimento quando, em janeiro de 2001, os Conselheiros e membros do Corpo Auxiliar reuniramse na Terra Santa para a conferência que marcou a ocupação pelo Centro Internacional de Ensino de sua sede permanente no Monte Carmelo. Não há dúvida de que as energias liberadas por aquele evento rapidamente impulsionaram a instituição avante. O grau de influência


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que os Conselheiros e seus auxiliares têm exercido no progresso do Plano demonstra que eles assumiram seu lugar natural na vanguarda do campo de ensino. Estamos confiantes de que o próximo ano estreitará ainda mais a colaboração entre as instituições da Ordem Administrativa enquanto todas se empenham, cada uma de acordo com suas funções e responsabilidades em evolução, em reforçar o modo de aprendizagem que se tornou uma característica distintiva do funcionamento da comunidade – isso com maior urgência naqueles agrupamentos vivenciando programas intensivos de crescimento. * A Revelação de Bahá’u’lláh é vasta. Ela demanda uma profunda mudança não somente no nível do indivíduo, mas também na estrutura da sociedade. "Não é o objetivo de cada Revelação”, Ele próprio proclama, “efetuar uma transformação no inteiro caráter da humanidade, uma transformação que se manifeste tanto exterior como interiormente, que afete sua vida interior e as condições externas?” O trabalho que progride em todos os cantos do globo hoje representa o mais recente estágio do contínuo empenho bahá’í em criar o núcleo da gloriosa civilização entesourada em Seus ensinamentos, cuja construção é um empreendimento de infinita complexidade e escala, a qual exigirá da humanidade séculos de empenho para sua frutificação. Não existem atalhos, nem fórmulas. Somente na medida do esforço feito para inspirar-se em percepções advindas de Sua Revelação, ao conectar-se com o conhecimento acumulado da raça humana, ao aplicar Seus ensinamentos de modo inteligente à vida da humanidade, e ao consultar sobre questões que surgem, é que ocorrerá a necessária aprendizagem e a capacidade será desenvolvida.


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Neste processo de longo prazo de construção de capacidade, a comunidade bahá’í dedicou quase uma década e meia para sistematizar a experiência no campo do ensino, aprendendo a abrir certas atividades a mais e mais pessoas e sustentar sua expansão e consolidação. Todos são bem-vindos ao acolhimento caloroso da comunidade e se nutrirem através da mensagem vivificadora de Bahá’u’lláh. Certamente, não há maior júbilo para uma alma que anseia pela Verdade do que encontrar abrigo na fortaleza da Causa e obter força da potência unificadora do Convênio. No entanto, todo ser humano e todo grupo de indivíduos, independente de ser contado entre Seus seguidores, pode obter inspiração de Seus ensinamentos, beneficiando-se de quaisquer joias de sabedoria e conhecimento que o possam ajudar a enfrentar os desafios que se lhe apresentarem. De fato, a civilização para a qual a humanidade é convocada não será alcançada somente através do esforço da comunidade bahá’í. Numerosos grupos e organizações – animados pelo espírito de solidariedade mundial, que é uma manifestação indireta da concepção de Bahá’u’lláh do princípio da unicidade da humanidade – contribuirão para a civilização destinada a emergir da confusão e do caos da sociedade hodierna. Deve ficar claro a todos que a capacidade criada na comunidade bahá’í – através de sucessivos Planos globais – torna-a cada vez mais apta a prestar ajuda às diversas e variadas dimensões de construção da civilização, abrindo-lhe novas fronteiras de aprendizagem. Em nossa mensagem do Ridván de 2008 indicamos que, ao continuarem a trabalhar no âmbito de agrupamentos, os amigos se veriam cada vez mais envolvidos na vida da sociedade e teriam o desafio de ampliar o processo de aprendizagem sistemático em


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que estão empenhados para abarcar uma variedade mais abrangente de esforços humanos. Uma rica tessitura de vida comunitária começa a emergir em todo agrupamento à medida que atos de adoração coletiva – entremeados de discussões nos ambientes da intimidade do lar – são entrelaçados com atividades que proveem educação espiritual a todos os membros da população – adultos, jovens e crianças. A consciência social é ampliada naturalmente quando, por exemplo, diálogos animados proliferam entre pais a respeito das aspirações de seus filhos e projetos de serviço brotam da iniciativa de pré-jovens. Uma vez que os recursos humanos num agrupamento se tornam suficientemente abundantes e o padrão de crescimento é firmemente estabelecido, o envolvimento da comunidade com a sociedade pode, e de fato deve, aumentar. Nesse ponto crucial do desenvolvimento do Plano, quando tantos agrupamentos estão se aproximando de tal estágio, parece apropriado que os amigos em todos os lugares reflitam sobre a natureza das contribuições que suas crescentes e vibrantes comunidades farão para o progresso material e espiritual da sociedade. Nesse sentido, mostrar-se-á proveitoso pensar em termos de duas áreas interligadas de atividade, reforçando-se mutuamente: envolvimento em ação social e participação nos discursos predominantes na sociedade. No decorrer das décadas, a comunidade bahá’í adquiriu muita experiência nessas duas áreas de empenho. Certamente, há muitos bahá’ís que como indivíduos estão engajados na ação social e no discurso público através de suas ocupações. Diversas organizações não-governamentais, inspiradas pelos ensinamentos da Fé e funcionando em âmbito regional e nacional, estão trabalhando no campo do desenvolvimento social e econômico para a melhora das condições de seu povo.


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Agências de Assembleias Espirituais Nacionais estão contribuindo de várias maneiras para a promoção de ideias conducentes ao bem-estar público. No âmbito internacional, agências como o Escritório da Comunidade Internacional Bahá’í nas Nações Unidas estão desempenhando função semelhante. Na medida necessária e desejável, os amigos que trabalham nas raízes da comunidade beneficiar-se-ão dessa experiência e capacidade enquanto se esforçam em tratar dos interesses da sociedade que os rodeia. Melhor concebida em termos de um espectro de atividades, a ação social pode variar de esforços relativamente informais de duração limitada - executados por indivíduos ou pequenos grupos de amigos – a programas de desenvolvimento social e econômico com elevado nível de complexidade e sofisticação, implementados por organizações de inspiração bahá’í. Independente de seu escopo e escala, toda ação social procura aplicar os ensinamentos e princípios da Fé para melhorar algum aspecto da vida social ou econômica de uma população, não importa quão modestamente. Tais esforços distinguem-se, portanto, pelo seu objetivo de promover o bem-estar material da população, além de seu bem-estar espiritual. A essência dos ensinamentos bahá’ís é que a civilização mundial, que ora se apresenta no horizonte da humanidade, deve alcançar uma coerência dinâmica entre os requisitos materiais e espirituais da vida. Claramente, este ideal tem implicações profundas para a natureza de qualquer ação social empreendida pelos bahá’ís, quaisquer que sejam seu escopo e amplitude de influência. Embora as condições variem de país para país, e talvez de agrupamento para agrupamento, evocando dos amigos uma variedade de esforços, há certos conceitos fundamentais que todos devem ter em


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mente. Um é a centralidade do conhecimento em relação à existência social. A perpetuação da ignorância é a mais lamentável forma de opressão; ela reforça os muitos muros de preconceito que permanecem como as barreiras à concretização da unicidade do gênero humano, simultaneamente a meta e o princípio operacional da Revelação de Bahá’u’lláh. O acesso ao conhecimento é um direito de todo ser humano, e a participação em sua geração, aplicação e difusão, uma responsabilidade que todos devem ombrear no grande empreendimento de construir uma próspera civilização mundial – cada indivíduo de acordo com seus talentos e habilidades. A justiça requer participação universal. Desse modo, embora a ação social possa implicar em provisão de bens e serviços de alguma forma, sua preocupação principal deve ser a de desenvolver capacidade em uma dada população para que esta participe na criação de um mundo melhor. Mudança social não é um projeto que um grupo de pessoas executa em benefício de outras. O escopo e a complexidade da ação social devem ser proporcionais aos recursos humanos disponíveis num povoado ou vizinhança para levar tal ação adiante. Assim, é melhor que os esforços comecem em uma escala modesta e cresçam organicamente à medida que a capacidade da população se desenvolve. Naturalmente, a capacidade atinge novos níveis à medida que os protagonistas da mudança social aprendem a aplicar com eficácia crescente elementos da Revelação de Bahá’u’lláh, juntamente com os conteúdos e métodos da ciência, à sua realidade social. Eles devem se esforçar para entender esta realidade de um modo consistente com Seus ensinamentos - vendo em seus semelhantes joias de inestimável valor e reconhecendo os efeitos do processo duplo de integração e desintegração tanto nos corações e mentes, como também nas estruturas sociais.


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Ação social efetiva serve para enriquecer a participação nos discursos da sociedade, assim como as percepções obtidas do engajamento em certos discursos podem ajudar a esclarecer os conceitos que moldam a ação social. No nível do agrupamento, o envolvimento no discurso público pode variar desde um ato simples – como apresentar ideias bahá’ís nas conversas diárias – até atividades mais formais – como a preparação de artigos e a participação em reuniões dedicadas a temas de interesse social – mudanças climáticas e meio ambiente, governança e direitos humanos, para mencionar apenas alguns. Ela implica também em interações significativas com grupos cívicos e organizações locais em povoados e vizinhanças. Em relação a isso, sentimo-nos compelidos a fazer uma advertência: será importante para todos reconhecerem que o valor do envolvimento na ação social e no discurso público não deve ser julgado pela habilidade de obter declarações. Embora esforços nessas duas áreas de atividade bem possam causar um crescimento no tamanho da comunidade bahá’í, eles não são realizados com esse propósito. Sinceridade com relação a isso é um imperativo. Além disso, deve-se ter o cuidado de evitar enfatizar demasiadamente a experiência bahá’í ou chamar atenção indevida a esforços nascentes, tais como o programa de empoderamento espiritual de pré-jovens, já que é melhor deixar que amadureçam conforme seu próprio ritmo. A palavra-chave em todos os casos é humildade. Ao transmitirem entusiasmo acerca de suas crenças, os amigos devem evitar projetar um ar de triunfalismo, pouco apropriado entre eles próprios e muito menos em outras circunstâncias.


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Ao lhes descrever estas novas oportunidades que ora se abrem no nível de agrupamento, não estamos lhes pedindo para alterarem de qualquer modo o seu atual curso de ação. Nem se deve imaginar que tais oportunidades representam uma arena alternativa de serviço, competindo com o trabalho de expansão e consolidação para os limitados recursos e energias da comunidade. No decorrer do próximo ano, o processo de instituto e o padrão de atividade que ele engendra devem continuar a ser fortalecido, e o ensino deve permanecer como prioridade na mente de todo crente. Envolvimento adicional na vida da sociedade não deve ser buscado prematuramente. Ele virá naturalmente à medida que os amigos em cada agrupamento perseverarem em aplicar as provisões do Plano através de um processo de ação, reflexão, consulta e estudo – e, consequentemente, aprenderem. O envolvimento na vida da sociedade florescerá à medida que gradualmente aumentar a capacidade da comunidade em promover seu próprio crescimento e manter sua vitalidade. Adquirirá coerência com os esforços para expandir e consolidar a comunidade na medida em que utilizar os elementos do marco conceitual que governa a atual série de Planos globais. E contribuirá para o movimento de populações em direção à visão de Bahá’u’lláh de uma civilização mundial próspera e pacífica, na medida em que emprega esses elementos criativamente em novas áreas de aprendizagem. * Queridos amigos: Quão frequentemente o Amado Mestre expressou a esperança de que os corações dos crentes transbordassem de amor uns pelos outros, que não permitissem quaisquer linhas de separação, mas considerassem toda a humanidade como uma família.


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“A ninguém vejais como pessoas estranhas”, é Sua exortação; “antes, vede todos como amigos, pois é difícil que o amor e unidade surjam quando fixais o olhar nas diferenças”. Todos os desenvolvimentos examinados nas páginas precedentes são, no mais profundo nível, apenas a expressão do amor universal alcançado através do poder do Espírito Santo. Pois não é o amor a Deus que queima todos os véus da alienação e divisão, e liga os corações em perfeita unidade? Não é o Seu amor que os estimula no campo de serviço e os capacita a ver em toda alma a capacidade de conhecê-Lo e adorá-Lo? Não se sentem vocês galvanizados por saber que Seu Manifestante alegremente suportou uma vida de sofrimento pelo Seu amor à humanidade? Olhem para suas próprias fileiras, para seus queridos irmãos e irmãs bahá’ís no Irã. Não exemplificam eles a fortaleza nascida do amor a Deus e do desejo de servi-Lo? Não é sua capacidade de transcender as mais cruéis e amargas perseguições que demonstra a capacidade de milhões e milhões de pessoas oprimidas do mundo de se levantarem e terem uma participação decisiva na construção do Reino de Deus na Terra? Destemidos perante estruturas sociais desagregadoras, apressem-se e levem a mensagem de Bahá’u’lláh a almas ansiosas em cada vizinhança em área urbana, em cada povoado rural, em cada recanto do globo, atraindo-os à Sua comunidade, a comunidade do Máximo Nome. Vocês jamais deixam de estar presentes em nossos pensamentos e nossas preces, e continuaremos a implorar ao TodoPoderoso que os fortaleça com Sua graça maravilhosa. [assina: A Casa Universal de Justiça]


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;@ &',&'D'#E(%,&',;<=< À Conferência dos Corpos Continentais de Conselheiros Amigos ternamente amados,

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uinze anos se passaram desde que, numa ocasião como esta, demos ao corpo de Conselheiros reunidos na Terra Santa o primeiro indício do curso que a comunidade bahá'í teria que seguir para que pudesse acelerar o duplo processo de sua expansão e consolidação – curso que a sua experiência acumulada a tinha preparado para seguir com segurança. Não se faz necessário comentar sobre a distância percorrida em uma breve década e meia. O histórico de realizações fala por si. Hoje, os convidamos para iniciar as deliberações sobre a próxima etapa do grande empreendimento no qual se encontra o mundo bahá'í, uma etapa que se estenderá do Ridván de 2011 ao Ridván de 2016, constituindo o primeiro de dois Planos de Cinco Anos consecutivos – que culminarão no centenário da inauguração da Era Formativa da Fé. Ao longo dos próximos dias vocês são convidados a formular uma ideia clara de como os Conselheiros e seus auxiliares ajudarão a comunidade a construir sobre suas extraordinárias realizações – estendendo a outras esferas de operação o modo de aprendizagem que tão inegavelmente veio a caracterizar seus esforços de ensino, ganhando a capacidade necessária


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para empregar com um elevado grau de coerência os instrumentos e métodos que tem tão meticulosamente desenvolvido, e aumentar bem além de todos os números anteriores as fileiras daqueles que, cônscios da visão da Fé, estão trabalhando tão assiduamente na persecução da missão que lhes foi confiada por Deus. Na nossa mensagem de Ridván deste ano descrevemos a dinâmica do processo de aprendizagem que, ao longo de quatro sucessivos planos globais, tem ganhado permanente ímpeto, reforçando a capacidade dos amigos para se engajar em ações nas bases. O panorama que se desdobra deste ponto de observação é, de fato, estupendo. Com mais de 350.000 almas em todo o mundo que concluíram o primeiro curso do instituto, a capacidade de moldar um padrão de vida que se distingue por seu caráter devocional aumentou sensivelmente. Em diversas situações, em todos os continentes, grupos de fiéis estão se unindo com outros em oração, volvendo seus corações em súplica ao seu Criador, e chamando em seu auxílio as forças espirituais das quais a eficácia dos seus esforços individuais e coletivos depende. A quase duplicação na provisão de professores de aulas bahá’ís para crianças em um período de cinco anos, elevando o total para cerca de 130.000, possibilitou à comunidade atender plenamente às aspirações espirituais dos mais jovens. No mesmo período, um aumento de seis vezes na capacidade de ajudar os pré-jovens a navegar através de uma fase tão crucial de suas vidas dá uma indicação do nível de compromisso com essa faixa etária. Além do mais, em todos os lugares, um número notável de amigos encontra-se pronto para entrar em conversação com pessoas de várias origens e interesses e para realizar com elas uma exploração da realidade que dá origem a um entendimento compartilhado das exigências deste período da história humana e os meios necessários para


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abordá-las. E alimentando a multiplicação sistemática das atividades centrais através do globo, estão os esforços de cerca de 70 mil amigos, com nada menos que meio milhão de participantes conhecidos em um dado momento, capacitados a servir como tutores de círculos de estudo. Como deixamos claro em nossa mensagem de Ridván, no sistema assim criado para desenvolver seus recursos humanos, a comunidade do Maior Nome possui um instrumento de potencialidades ilimitadas. Sob uma grande diversidade de condições, em praticamente qualquer agrupamento, é possível que um núcleo de indivíduos em expansão possa gerar um movimento em direção à meta de uma nova Ordem Mundial. Uma década atrás, quando introduzimos o conceito de agrupamento – um construto geográfico destinado a facilitar a reflexão sobre o crescimento da Fé – delineamos quatro amplas etapas ao longo do caminho de seu desenvolvimento. Quando a comunidade bahá'í se lançou à implementação das disposições do Plano, este esboço revelou-se extremamente útil ao dar forma e definição àquilo que é essencialmente um processo em andamento. A ampla experiência que desde então se tem acumulado permite que os crentes agora concebam o movimento de uma população, impulsionada por forças espirituais crescentes, em termos de um continuum rico e dinâmico. Uma breve análise do processo que se desdobra em um agrupamento, embora bem familiar a todos vocês, servirá para sublinhar a sua natureza fundamentalmente orgânica. Um programa de crescimento Invariavelmente, as oportunidades oferecidas pelas circunstâncias pessoais dos crentes inicialmente


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envolvidos – ou talvez de um único pioneiro de frente interna – de entrar em conversação significativa e distintiva com os moradores locais ditam como o processo de crescimento começa em um agrupamento. Um círculo de estudo formado por alguns poucos amigos ou colegas, uma aula oferecida para várias crianças da vizinhança, um grupo formado por pré-jovens após o horário escolar, uma reunião devocional aberta para familiares e amigos – qualquer um destes pode servir como um estímulo para o crescimento. O que acontece depois não segue nenhum curso pré-determinado. As condições podem justificar que se dê prioridade a uma atividade central, multiplicando-a num ritmo mais rápido do que as demais. É igualmente possível que as quatro avancem num ritmo parecido. Equipes visitantes podem ser chamadas para dar impulso ao incipiente conjunto de atividades. Mas, independentemente das especificidades, o resultado deve ser o mesmo. Dentro de cada agrupamento, o nível de coesão alcançado entre as atividades centrais deve ser tal que, na sua totalidade, um programa nascente para a expansão e a consolidação sustentada da Fé pode ser percebido. Ou seja, independentemente de seu arranjo e da pequenez de seu número, as reuniões devocionais, as aulas para crianças e os grupos de pré-jovens estão sendo mantidos por aqueles que progridem através da sequência dos cursos do instituto e são comprometidos com a visão de transformação individual e coletiva que aquelas atividades promovem. Esse fluxo inicial de recursos humanos para o campo da ação sistemática sinaliza o primeiro de vários marcos em um processo de crescimento sustentável. Todas as instituições e agências que promovem o objetivo da atual série de Planos globais precisam exercitar a medida de agilidade que o nascimento de tal processo dinâmico exige – mas nenhuma em maior escala do que os


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membros do Corpo Auxiliar. Ajudar os amigos a visualizar este primeiro importante marco, e a multiplicidade de formas pelas quais ele pode ser alcançado, é fundamental para a atividade de cada membro do Corpo Auxiliar e de um número crescente dos seus ajudantes. Neste, como em todos os seus trabalhos, eles devem demonstrar amplitude de visão e clareza de pensamento, flexibilidade e desenvoltura. Eles devem estar ombro a ombro com os amigos, apoiando-os em seus esforços, e partilhando de suas alegrias. Alguns desses amigos mover-se-ão rapidamente para a vanguarda das atividades, enquanto outros avançarão mais timidamente; mas todos necessitam de apoio e encorajamento, oferecidos não em teoria, mas apoiado naquele conhecimento íntimo que só é adquirido ao se trabalhar lado a lado no campo de serviço. A fé na capacidade de cada indivíduo que mostra o desejo de servir provará ser essencial para os esforços daqueles que devem suscitar nos crentes a participação sincera no Plano. Amor irrestrito, livre de paternalismo, será indispensável para que possam ajudar a converter hesitação em coragem nascida da confiança em Deus, e transformar um desejo ardente por excitação em um compromisso de ação a longo prazo. Uma calma determinação será vital enquanto se esforçam para demonstrar como pedras de tropeço podem ser usadas como degraus para o progresso. E uma prontidão para ouvir, com elevada percepção espiritual, será inestimável para a identificação dos obstáculos que podem impedir alguns dos amigos de valorizar o imperativo da ação unificada. Aumentando intensidade É importante notar que, à medida que um programa de crescimento está sendo trazido à existência,


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um emergente espírito de comunidade começa a exercer influência sobre o curso dos acontecimentos. Quer as atividades estejam espalhadas por todo o agrupamento, ou concentradas em um povoado ou vizinhança, um senso de propósito comum caracteriza os esforços dos amigos. Independentemente do nível de organização que serviu para canalizar as primeiras manifestações desse espírito, a multiplicação sistemática e coordenada das atividades centrais requer que níveis mais elevados sejam em breve atingidos. Através de várias medidas, as atividades recebem uma maior estruturação, e a iniciativa, antes moldada em grande parte pela vontade individual, agora se dá em sua expressão coletiva. Um conjunto de coordenadores nomeados pelo instituto ocupa seu lugar – aqueles para os círculos de estudo, para grupos de préjovens, e para as aulas das crianças. Qualquer ordem de nomeação é potencialmente válida. Nada menos do que uma aguda consciência da situação no campo deverá definir isso, pois o que está em jogo não é o cumprimento de um conjunto de procedimentos, mas o desdobramento de um processo educativo que começou a mostrar seu potencial para gerar o empoderamento espiritual de grandes números de pessoas. Paralelamente ao estabelecimento de mecanismos para apoiar o processo de instituto, outras estruturas administrativas estão gradualmente tomando forma. Das reuniões ocasionais de alguns poucos crentes emergem as deliberações regulares de um núcleo em expansão de amigos preocupados em canalizar para o campo de serviço uma reserva cada vez maior de energia. À medida que o processo de crescimento continua a ganhar ímpeto, tal arranjo, enfim, já não satisfaz as exigências de planejamento e tomada de decisão – um Comitê de Ensino de Área é constituído e reuniões de reflexão são institucionalizadas. Nas interações conjuntas do Comitê,


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do instituto e dos membros do Corpo Auxiliar, um esquema completo para a coordenação das atividades torna-se operacional – com toda a capacidade inerente necessária para facilitar o fluxo eficiente de guia, fundos e de informação. A esta altura, o processo de crescimento do agrupamento avançará conforme o ritmo estabelecido por ciclos marcantes de expansão e consolidação, que estão se desenrolando sem interrupção, pontuados a cada três meses por uma reunião para reflexão e planejamento. Aqui, novamente, os membros do Corpo Auxiliar e outras instituições e agências relevantes, tais como o Conselho Regional e coordenação do instituto, devem assegurar que as estruturas administrativas que estão sendo forjadas no agrupamento assumam as características necessárias. Especificamente, a sequência de cursos que recomendamos para os institutos em todos os lugares, e que está facilitando tão eficazmente o processo de transformação em andamento, foi concebida para criar um ambiente propício ao mesmo tempo à participação universal e ao apoio e assistência mútuos. A natureza das relações entre os indivíduos neste ambiente, os quais se consideram todos trilhando um caminho comum de serviço, foi explicada brevemente em nossa mensagem de Ridván. Também indicamos que um ambiente como este não deixa de ter seus efeitos sobre os assuntos administrativos da Fé. Na medida em que um número crescente de crentes participa no trabalho de ensino e administração, realizado com uma atitude humilde de aprendizagem, eles devem ver cada tarefa e cada interação como uma oportunidade para se darem as mãos na busca do progresso e para acompanhar um ao outro em seus esforços para servir a Causa. Desta forma, o impulso para dar instruções em demasia será aquietado. Desta forma será evitada a tendência para reduzir um processo complexo de transformação em passos simplistas, passíveis


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de instrução através de um manual. Ações discretas são colocadas no seu devido contexto, e até mesmo o menor dos passos é dotado de significado. A operação das forças espirituais na arena de serviço torna-se cada vez mais evidente, e laços de amizade – tão vital para um padrão saudável de crescimento – são continuamente reforçados. Dentro deste panorama de processos em desdobramento, de estruturas emergentes e camaradagem duradoura, aquele momento que veio a ser conhecido como o "lançamento" de um programa intensivo de crescimento representa o reconhecimento consciente de que não só todos os elementos necessários para acelerar a expansão e a consolidação da Fé estão no seu devido lugar, mas que também estão funcionando com um adequado grau de eficácia. Ele sinaliza o amadurecimento de um sistema autosustentado e em constante expansão para a edificação espiritual de uma população: um fluxo constante de amigos vai avançando através dos cursos do instituto de capacitação e se engaja nas atividades correspondentes, o que serve, por sua vez, para aumentar o número de novos recrutas para a Fé, uma percentagem significativa dos quais, invariavelmente, entra no processo de instituto, garantindo a expansão do sistema. Isto constitui mais um marco que os amigos trabalhando em cada agrupamento devem, no devido tempo, alcançar. Ao reiterar aqui muito do que temos afirmado em ocasiões anteriores, esperamos ter realçado para vocês o quão prontamente o movimento de uma população, inspirado pelo propósito e pelos princípios da Causa, pode ser nutrido, quando livre de complicações que lhe são alheias. Não temos ilusão de que o caminho traçado acima tão resumidamente seja destituído de dificuldades. O progresso é alcançado através da dialética de crise e vitória, e contratempos são inevitáveis. Uma queda na participação, uma interrupção nos ciclos de atividade,


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uma quebra momentânea nos laços de unidade – estas estão entre a miríade de desafios que poderão ter de ser enfrentados. Não raro, o aumento nos recursos humanos, ou a habilidade de mobilizá-los, ficará aquém das exigências da rápida expansão. No entanto, a imposição de fórmulas ao processo não resultará em um padrão de crescimento caracterizado pelo equilíbrio desejado. Desequilíbrios temporários no progresso das diferentes atividades são intrínsecos ao processo, e podem ser ajustados ao longo do tempo, se tratados com paciência. Reduzir a escala de uma atividade que está florescente, com base em concepções teóricas de como o crescimento equilibrado pode ser alcançado, frequentemente se mostra contraproducente. Conquanto os amigos de um agrupamento bem poderiam se beneficiar da experiência daqueles que já estabeleceram o padrão necessário de ação: é somente através de ação, reflexão e consulta contínuas por sua parte, que eles aprenderão a ler sua própria realidade, enxergar suas próprias possibilidades, fazer uso de seus próprios recursos, e responder às exigências da expansão e consolidação em larga escala que estão por vir. Hoje, existem cerca de 1.600 agrupamentos em todo o mundo onde os amigos conseguiram criar o padrão de ação associado com um programa intensivo de crescimento. Apesar de significativa, esta conquista não pode, de forma alguma, ser considerada a culminação do processo que se acelerou em cada agrupamento. Novas fronteiras de aprendizagem já estão abertas para os amigos, que são convidados a dedicar suas energias para a criação de comunidades vibrantes, crescendo em tamanho e refletindo em graus cada vez maiores a visão de Bahá'u'lláh para a humanidade. Tais agrupamentos também terão que servir como reservatórios de potenciais pioneiros que podem ser enviados principalmente para a frente interna, para agrupamento após agrupamento,


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incidindo em alguns deles os primeiros raios da luz da Sua Revelação e em outros fortalecendo a presença da Fé, ajudando todos a progredirem rapidamente até o primeiro marco no caminho de desenvolvimento, ou além. Com isso em mente, convocaremos a comunidade do Máximo Nome, no Ridván de 2011, para aumentar, ao longo dos próximos cinco anos, o número total de agrupamentos nos quais um programa de crescimento esteja em curso, em qualquer nível de intensidade, para 5.000 – aproximadamente um terço de todos os atuais agrupamentos no mundo. Avançando as fronteiras da aprendizagem O que descrevemos nos parágrafos anteriores e em tantas mensagens durante a última década e meia pode melhor ser visto como a mais recente de uma série de abordagens para o crescimento da comunidade bahá'í, cada uma adequada a circunstâncias históricas específicas. Este processo de crescimento divinamente impulsionado foi posto em marcha pelo fervor gerado no berço da Fé mais de 160 anos atrás, quando milhares atenderam ao chamamento de um Novo Dia, e recebeu ímpeto através dos esforços feitos pelos primeiros crentes para levar a mensagem de Bahá'u'lláh aos países vizinhos do Oriente e a bolsões esparsos no Ocidente. Ela adquiriu maior estrutura através das Epístolas do Plano Divino reveladas por 'Abdu'l-Bahá e ganhou maior aceleração quando os amigos se espalharam de forma sistemática por todo o globo sob a guia do Guardião, a fim de estabelecer pequenos centros de atividade bahá'í e erigir os primeiros pilares da Ordem Administrativa. Ganhou força nas áreas rurais do mundo, quando massas da humanidade foram tocadas para abraçar a Fé, mas desacelerou consideravelmente enquanto os amigos se


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esforçavam para descobrir estratégias para sustentar a expansão e consolidação em larga escala. E agora, por quinze anos, tem acelerado continuamente desde que levantamos o chamado, no início do Plano de Quatro Anos, para que o mundo bahá'í sistematizasse o trabalho de ensino com base na experiência que tinha adquirido ao longo de décadas de difícil, mas inestimável aprendizado. Poucos deixarão de reconhecer que a abordagem atual para o crescimento, eficaz como tem sido, deve evoluir ainda mais em termos de complexidade e sofisticação, uma vez que tenha criado raízes em um agrupamento, demonstrando cada vez mais notadamente o "poder para construção de uma sociedade" inerente à Fé. Referindo-se ao desenvolvimento da comunidade mundial bahá'í, quão seguido o amado Guardião incentivou os amigos a permanecerem firmes em seu propósito e perseverantes em seus esforços. "Conscientes de sua elevada vocação, confiantes no poder para construção de uma sociedade que sua Fé possui", observou com satisfação, “eles avançam, implacáveis e sem desanimar, em seus esforços para formar e aperfeiçoar os instrumentos necessários dentro dos quais a embriônica Ordem Mundial de Bahá'u'lláh pode amadurecer e se desenvolver". "É esse processo de construção, lento e discreto", lembrou-lhes, “que constitui a única esperança” de uma humanidade desiludida. E está claro em seus escritos que esse processo vai continuar a crescer no seu âmbito e influência e que a Ordem Administrativa demonstrará, no devido tempo, "a sua capacidade de ser considerada não apenas como o núcleo, mas o próprio padrão da Nova Ordem Mundial". "Em um mundo cujas instituições políticas e sociais estão debilitadas, cuja visão é nebulosa, cuja consciência é confusa, cujos sistemas religiosos tornaram-se anêmicos e perderam sua virtude", ele afirmou de forma tão enfática, "este


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Instrumento curador, este Poder fermentador, esta Força cimentadora, intensamente viva e onipresente", está "tomando forma," está "cristalizando-se em instituições," e está "mobilizando as suas forças". O que deveria ser evidente é que, para que a Ordem Administrativa sirva como um padrão para a sociedade futura, então a comunidade na qual se está desenvolvendo deve não só adquirir a capacidade para lidar com exigências materiais e espirituais cada vez mais complexas, mas também se tornar cada vez maior em tamanho. Como poderia ser de outra forma? Uma pequena comunidade, cujos membros estão unidos pelas crenças que compartilham, caracterizados por seus altos ideais, proficientes em gerir seus assuntos e em satisfazer as suas necessidades e, talvez, envolvidos em vários projetos humanitários – uma comunidade como esta, que prospera, mas que se coloca a uma distância confortável da realidade vivida pelas massas da humanidade, jamais pode esperar servir como um padrão para a reestruturação de toda a sociedade. Que a comunidade mundial bahá'í conseguiu evitar os perigos da complacência é uma permanente fonte de alegria para nós. De fato, a comunidade tem assumido bem a sua expansão e consolidação. No entanto, administrar os assuntos de crescentes números de pessoas em povoados e cidades ao redor do globo – desfraldar alto o estandarte da Ordem Mundial de Bahá'u'lláh para todos verem – ainda é uma meta distante. Nisso, pois, jaz o desafio a ser enfrentado por aqueles na vanguarda do processo de aprendizagem que continuará a avançar ao longo do Plano seguinte. Onde quer que um programa intensivo de crescimento seja estabelecido, que os amigos não poupem esforços para aumentar o nível de participação. Que envidem todos os esforços para assegurar que o sistema que


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tão laboriosamente construíram não se feche em si mesmo, mas progressivamente se expanda para abraçar mais e mais pessoas. Que eles não percam de vista a receptividade notável que encontraram – mais! O senso de ansiosa expectativa que os aguardava – enquanto adquiriam confiança na sua capacidade de interagir com pessoas de todas as esferas da vida e conversar com elas sobre a Pessoa de Bahá'u'lláh e Sua Revelação. Que se firmem na convicção de que uma apresentação direta da Fé, quando realizada em um nível suficiente de profundidade e reforçada por uma sólida abordagem na consolidação, pode trazer resultados duradouros. E que não esqueçam as lições do passado, que mostrou, sem sombra de dúvida, que um relativamente pequeno grupo de apoiadores ativos da Causa – não importa quão talentosos ou quão consagrados – não pode atender às necessidades das comunidades compostas por centenas, muito menos por milhares, de homens, mulheres e crianças. As implicações são suficientemente claras. Se, em um agrupamento, aqueles ombreando a responsabilidade de expansão e consolidação contam-se em dezenas, com poucas centenas de participantes nas atividades da vida comunitária, ambos os números devem crescer significativamente, para que até o final do Plano uma ou duas centenas estejam facilitando a participação de um ou dois milhares. É encorajador ver que, em cerca de 300 dos 1.600 agrupamentos em todo o mundo com programas intensivos de crescimento em operação, os crentes já entraram na nova arena de aprendizagem agora aberta para eles e que não poucos estão ampliando suas fronteiras. Claramente, em todos estes agrupamentos é de suma importância reforçar os processos educativos postos em movimento pelo instituto de capacitação, cada um com seus próprios requisitos – aulas regularmente


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oferecidas para os membros mais jovens da sociedade, grupos coesos para os pré-jovens e círculos de estudo para jovens e adultos. Muito do exigido por este trabalho foi discutido na mensagem de Ridván. Sem exceção, tendo testemunhado em primeira mão os efeitos transformadores do processo de instituto, os amigos nesses agrupamentos estão se esforçando para alcançar uma compreensão mais completa das dinâmicas que lhe são subjacentes – o espírito de companheirismo que ela cria, a abordagem participativa que adota, a profundidade de compreensão que promove, os atos de serviço que recomenda, e, sobretudo, sua confiança na Palavra de Deus. Todo esforço está sendo exercido para assegurar que o processo reflita a complementariedade do "ser" e "fazer" que os cursos do instituto deixam explícito; a centralidade que atribuem ao conhecimento e sua aplicação, a ênfase que colocam para evitar falsas dicotomias, o valor que atribuem à memorização da Palavra Criativa e o cuidado que exercitam no aumento da consciência, sem despertar o ego insistente. Elevando a capacidade administrativa Embora os elementos centrais do processo de crescimento mantenham-se inalterados nos agrupamentos na vanguarda da aprendizagem, os números, por si só, exigem estratégias organizacionais para dar conta de um maior grau de complexidade. Diferentes inovações já foram introduzidas, baseadas em considerações geográficas e no crescimento numérico. A divisão do agrupamento em unidades menores, a descentralização da reunião de reflexão, a designação de assistentes para os coordenadores dos institutos, a alocação de equipes de amigos experientes para apoiar outros no campo – estas são algumas das medidas que têm sido empregadas até


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agora. Temos toda a confiança que, com a hábil ajuda de vocês, o Centro Internacional de Ensino acompanhará estes desenvolvimentos ao longo do próximo Plano, ajudando a consolidar as lições aprendidas em métodos e instrumentos de eficácia comprovada. Para este fim, vocês e seus auxiliares terão de cultivar uma atmosfera que encoraje os amigos a serem metódicos, mas não rígidos; agirem com criatividade, mas não a esmo; serem decisivos, mas não apressados; cuidadosos, mas não controladores; reconhecendo que, em última análise, não é a técnica, mas a unidade de pensamento, a ação consistente e a dedicação ao aprendizado que trarão o progresso. Seja qual for a natureza das medidas tomadas no âmbito dos agrupamentos para coordenar a atividade em grande escala, o progresso continuado dependerá do desenvolvimento das Assembleias Espirituais Locais e do aumento da capacidade dos Conselhos Regionais Bahá’ís e, finalmente, das Assembleias Espirituais Nacionais. Na mensagem do Ridván expressamos prazer ao notar a força crescente das Assembleias Nacionais, e olhamos para os próximos cinco anos com otimismo, certos de que veremos significativos saltos adiante no âmbito dessas instituições. Além disso, não temos dúvidas de que, em conjunto com as Assembleias Nacionais, vocês serão capazes de ajudar os Conselhos Regionais a reforçarem sua capacidade institucional. Existem atualmente 170 desses órgãos administrativos em 45 países em todo o mundo, e seu número certamente há de crescer durante o próximo plano. Será imperativo que todos os Conselhos Regionais prestem cuidadosa atenção à operação do instituto de capacitação e ao funcionamento dos Comitês de Ensino de Área. Com isso em mente, perceberão que é necessário criar e aperfeiçoar mecanismos que sirvam para promover o padrão de crescimento que se desdobra


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no âmbito do agrupamento e o processo de aprendizagem associado a ele. Estes mecanismos incluirão um escritório regional em bom funcionamento, que provê o secretário com o apoio organizacional básico; um sólido sistema de contabilidade que acomoda diversos canais para o fluxo de fundos de e para os agrupamentos; eficientes meios de comunicação que levam em consideração a realidade da vida nos povoados e vizinhanças; e, quando justificado, estruturas físicas que facilitem a atividade intensificada e focalizada. O que é importante reconhecer, neste contexto, é que somente se os próprios Conselhos estiverem envolvidos em um processo de aprendizagem é que tais mecanismos revelar-se-ão eficazes. De outro modo, ainda que ostensivamente criados para apoiar aprendizagem em ação por um número crescente de participantes em vizinhanças e povoados, os sistemas que estão sendo desenvolvidos bem poderiam agir de formas sutis em sentido oposto, reprimindo, inconscientemente, as aspirações que crescem nas bases. Conquanto a colaboração com as Assembleias Espirituais Nacionais e os Conselhos Regionais será uma de suas principais preocupações, os seus auxiliares terão de focalizar mais e mais de suas energias para a promoção da capacidade institucional em âmbito local, onde as exigências da construção da comunidade se afirmam de modo inequívoco. Para ajudar vocês a visualizar o que está à frente dos membros do Corpo Auxiliar e seus ajudantes em todos os lugares, especialmente em agrupamentos experimentando expansão e consolidação em larga escala, pedimos que reflitam, em primeiro lugar, sobre o desenvolvimento das Assembleias Espirituais Locais nas muitas áreas rurais do mundo, nas quais a grande maioria destes agrupamentos hoje se encontra. Como sabem, muitas vezes, em um agrupamento rural composto por povoados e talvez uma ou duas cidades,


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enquanto o padrão de ação associado a um programa intensivo de crescimento está sendo estabelecido, os esforços dos amigos estão confinados a algumas poucas localidades. Uma vez estabelecido, no entanto, o padrão pode ser estendido rapidamente de vilarejo a vilarejo, como explicado na mensagem de Ridván deste ano. Logo no início, em cada localidade, a Assembleia Espiritual Local passa a existir, e seu desenvolvimento contínuo segue uma trajetória paralela e intimamente ligada ao processo incipiente de crescimento que se desdobra no povoado. E, da mesma forma que a evolução de outras facetas desse processo, o desenvolvimento da Assembleia Local pode ser melhor compreendido em termos de construção de capacidade. O que precisa ocorrer em primeira instância é relativamente claro: a consciência individual do processo de crescimento em aceleração no povoado, oriundo do envolvimento pessoal de cada membro nas atividades centrais, deve se aglutinar numa consciência coletiva que reconhece tanto a natureza da transformação em curso como a obrigação da Assembleia em promovê-la. Sem dúvida, alguma atenção terá de ser dada a determinadas funções administrativas básicas – por exemplo, reunir-se com certa regularidade, conduzir as Festas de Dezenove Dias e o planejamento da celebração dos Dias Sagrados, estabelecer um fundo local, realizar eleições anuais de acordo com os princípios bahá’ís. No entanto, não deve ser difícil para a Assembleia Local começar, concomitante com tais esforços e com o encorajamento de um ajudante de um membro do Corpo Auxiliar, a consultar, como um corpo, sobre uma ou duas questões específicas com relevância imediata para a vida da comunidade: como o caráter devocional do povoado está sendo aprimorado através dos esforços dos indivíduos que concluíram o primeiro curso do instituto; como a educação espiritual


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das crianças está sendo abordada pelos professores formados pelo instituto; como o potencial dos préjovens está sendo concretizado pelo programa para o seu empoderamento espiritual; como o tecido espiritual e social da comunidade está sendo fortalecido, enquanto os amigos visitam uns aos outros em seus lares. À medida que a Assembleia consulta sobre estas questões tangíveis e aprende a cuidar do processo de crescimento com amor e paciência, a sua relação com o Comitê de Ensino de Área e o instituto de capacitação torna-se gradualmente cimentada em um propósito comum. Porém, de ainda maior importância, ela começará a lançar os alicerces sobre os quais pode ser construída aquela relação singular de afeto e de apoio genuíno, descrita pelo amado Guardião em muitas de suas mensagens, que as Assembleias Espirituais Locais devem estabelecer com cada um dos crentes. Claramente, aprender a consultar sobre questões específicas relacionadas com o Plano global, não importa quão crucial seja, representa apenas uma dimensão do processo de construção de capacidade no qual a Assembleia Espiritual Local deve ingressar. Seu contínuo desenvolvimento implica a adesão à injunção lançada por 'Abdu'l-Bahá de que "todas as conversas devem se limitar a assuntos espirituais que dizem respeito à capacitação das almas, à instrução das crianças, ao alívio dos pobres, à ajuda aos fracos pertencentes a todas as classes no mundo, à bondade para com todos os povos, à difusão das fragrâncias de Deus e à exaltação da Sua Santa Palavra". Seu avanço constante exige um compromisso inabalável para promover os melhores interesses da comunidade e uma vigilância em guardar o processo de crescimento contra as forças da decadência moral que ameaçam dominá-lo. Seu continuado progresso exige um sentido de responsabilidade que se estende para além


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do círculo de amigos e famílias envolvidas nas atividades centrais para abranger a inteira população do povoado. E sustentando sua maturação gradual está a fé inabalável na promessa de 'Abdu'l-Bahá, de que Ele envolverá cada Assembleia Espiritual dentro do abraço de Seu cuidado e proteção. Associada a este aumento da consciência coletiva está a capacidade crescente da Assembleia para avaliar e utilizar adequadamente os recursos – financeiros e outros – tanto em apoio às atividades da comunidade, quanto no desempenho das suas funções administrativas que pode, no devido tempo, incluir a designação criteriosa de comitês e a manutenção de modestas instalações físicas para suas operações. Não menos vital é a sua capacidade para nutrir um ambiente propício à participação de grandes números em uma ação unificada, e para garantir que as suas energias e talentos contribuam para o progresso. Em todos estes aspectos, o bem-estar espiritual da comunidade continua a ser prioritário na consideração da Assembleia. E quando surgem problemas inevitáveis, seja em relação a alguma atividade, seja entre indivíduos, eles serão tratados por uma Assembleia Espiritual Local que ganhou tão completamente a confiança dos membros da comunidade que todos naturalmente recorrem a ela para obter ajuda. Isto implica que a Assembleia aprendeu, através da experiência, como ajudar os crentes a pôr de lado as formas divisivas de uma mentalidade partidária, como encontrar as sementes de unidade mesmo nas situações mais desconcertantes e espinhosas, e como nutri-los de forma lenta e amorosa, defendendo sempre o padrão da justiça. À medida que a comunidade cresce em tamanho e em capacidade de manter a vitalidade, os amigos, como indicamos no passado, serão atraídos ainda mais ao seio da vida da sociedade e serão desafiados a tirar proveito


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das abordagens que eles desenvolveram para responder a um leque cada vez maior de questões sendo enfrentadas por seu povoado. A questão de coerência, tão essencial para o crescimento alcançado até aqui, e tão fundamental para o marco evolutivo de ação do Plano, agora assume novas dimensões. Muito recairá sobre a Assembleia Local, não como uma executora de projetos, mas como a voz da autoridade moral, para assegurar que, enquanto os amigos se esforçam em aplicar os ensinamentos da Fé para melhorar as condições através de um processo de ação, reflexão e consulta, a integridade de seus esforços não seja comprometida. Nossa mensagem de Ridván descrevia algumas das características da ação social no nível das bases, e as condições que devem satisfazer. Os esforços em um povoado geralmente têm início em uma escala pequena, talvez com o surgimento de grupos de amigos, cada um preocupado com uma necessidade social ou econômica específica que tenha identificado e cada um seguindo um conjunto simples de ações adequadas. A consulta na Festa de Dezenove Dias cria um espaço para a crescente consciência social da comunidade encontrar expressão construtiva. Seja qual for a natureza das atividades desenvolvidas, a Assembleia Local deve estar atenta aos perigos potenciais e deve ajudar os amigos, se necessário, a evitá-los – fascínio por projetos demasiado ambiciosos, que consumiriam energia e, no final das contas, se revelariam insustentáveis; a tentação de subvenções financeiras que exigiriam um distanciamento dos princípios bahá'ís; as promessas de pacotes enganosos de tecnologia, que afastam o povoado de sua herança cultural e levam à fragmentação e à dissonância. No final, a força do processo de instituto no povoado e as capacidades aprimoradas que ele promoveu nos indivíduos podem permitir aos amigos tirar proveito de


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métodos e programas de eficácia comprovada, que foram desenvolvidos por uma ou outra organização de inspiração bahá’í e que foram introduzidos no agrupamento por sugestão de nosso Escritório de Desenvolvimento Social e Econômico, e com seu apoio. Além disso, a Assembleia tem de aprender a interagir com as estruturas políticas e sociais na localidade, aumentando gradualmente a consciência da presença da Fé e da influência que exerce sobre o progresso do povoado. O que foi descrito nos parágrafos acima representa apenas alguns dos atributos que as Assembleias Espirituais Locais nos muitos povoados do mundo irão gradualmente desenvolver para servir às necessidades de comunidades que acolhem números cada vez maiores. Ao manifestarem cada vez mais suas capacidades e poderes latentes, seus membros serão vistos pelos habitantes de cada povoado como "os depositários da confiança do Misericordioso entre os homens". Desta forma, estas Assembleias tornarse-ão "lâmpadas brilhantes e jardins celestiais, dos quais as fragrâncias da santidade são difundidas a todas as regiões, e as luzes do conhecimento são derramadas sobre todas as coisas criadas. A partir delas o espírito da vida irradia em todas as direções". Essa sublime visão se aplica igualmente, é claro, a todas as Assembleias Espirituais Locais através do mundo. Mesmo em uma grande área metropolitana, a natureza do desenvolvimento de uma Assembleia é fundamentalmente a mesma que foi delineada acima. As diferenças residem principalmente no tamanho e na diversidade da população. A primeira exige a divisão da área de jurisdição da Assembleia em vizinhanças, de acordo com as exigências do crescimento e da introdução gradual de mecanismos para administrar os assuntos da Fé de cada uma delas. A segunda exige que a Assembleia se familiarize com a miríade de espaços sociais, além


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dos geográficos, nos quais segmentos da população se reúnem, e lhes ofereça, na medida do possível, a sabedoria entesourada nos ensinamentos. Além disso, as estruturas institucionais de uma área urbana – sociais, políticas e culturais – com as quais a Assembleia deve aprender a se envolver são muito mais amplas em escala e maiores em número. Serviço nas instituições bahá’ís Ao apresentar a vocês nestas páginas os desenvolvimentos que estamos ansiosos por ver no trabalho administrativo da Fé durante o próximo Plano de Cinco Anos, somos lembrados das reiteradas advertências pelo Guardião a este respeito. "Tenhamos cautela para que, em nossa grande preocupação com a perfeição da maquinaria administrativa da Causa", ele afirmou, "não percamos de vista o Propósito Divino para o qual foi criada." A máquina administrativa bahá'í, ele reiterou repetidas vezes, "deve ser considerada como um meio e não um fim em si mesma". Ela tem como objetivo, ele deixou claro, "servir um propósito duplo". Por um lado, "deve visar a expansão constante e gradual" da Causa "ao longo das linhas que são ao mesmo tempo amplas, sólidas e universais". Por outro lado, "ela deve garantir a consolidação interna dos trabalhos já realizados". E ele seguiu explanando que: "Ela deve tanto fornecer o impulso pelo qual as forças dinâmicas latentes na Fé podem se desdobrar, cristalizar e dar forma à vida e à conduta dos homens, quanto servir como um meio para o intercâmbio de pensamento e para a coordenação de atividades entre os diversos elementos que constituem a comunidade bahá’í." É nossa sincera esperança que, nos esforços que vocês despenderão durante o próximo Plano para


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promover o desenvolvimento equilibrado e harmonioso da administração bahá'í em todos os níveis, do local ao nacional, vocês darão o máximo de si para ajudar os amigos a exercerem as suas funções no âmbito do processo orgânico de crescimento que aumenta em ímpeto em todo o globo. A concretização desta esperança dependerá, em grande medida, do grau em que aqueles que foram chamados a prestar tal serviço, quer eleitos para uma Assembleia Espiritual ou nomeados para uma das suas agências, quer designados coordenador de instituto ou indicados um de seus assistentes, reconheçam o grande privilégio que lhes cabe e compreendam os limites que este privilégio lhes impõe. O serviço nas instituições e agências da Fé é realmente um privilégio enorme, mas não um que seja buscado pelo indivíduo; é um dever e uma responsabilidade para os quais ele ou ela podem ser chamados em um dado momento. É compreensível, claro, que todos os envolvidos na administração bahá'í sintam legitimamente terem sido investidos com uma honra singular por fazerem parte, de qualquer maneira que seja, de uma estrutura designada a ser um canal através do qual o espírito da Causa flui. Entretanto, não devem imaginar que esse serviço lhes permite operar à margem do processo de aprendizagem que está ganhando força em todos os lugares, isentos de seus requisitos inerentes. Nem se deve supor que a participação nos órgãos administrativos constitui uma oportunidade para promover o seu próprio entendimento do que está registrado no Texto Sagrado, e de como os ensinamentos deveriam ser aplicados, dirigindo a comunidade em qualquer direção que preferências pessoais venham a ditar. Referindo-se aos membros das Assembleias Espirituais, o Guardião escreveu que eles "devem desconsiderar completamente seus próprios gostos e desgostos, seus


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interesses e inclinações pessoais, e concentrar suas mentes nas medidas conducentes ao bem-estar e à felicidade da comunidade bahá'í e que promovam o bem comum". As instituições bahá’ís certamente utilizam de autoridade ao orientar os amigos, e exercem influência moral, espiritual e intelectual na vida dos indivíduos e das comunidades. No entanto, essas funções devem ser executadas com a percepção de que um ethos de serviço amoroso permeia a identidade institucional bahá’í. Este modo de qualificar autoridade e influência implica em sacrifício da parte dos que estão incumbidos da administração dos assuntos da Fé. Acaso 'Abdu'l-Bahá não nos diz que "quando um pedaço de ferro é jogado na forja, as suas qualidades ferrosas de ser escuro, frio e sólido, que simbolizam os atributos do mundo humano, escondem-se e desaparecem, enquanto as qualidades distintivas do fogo: calor, vermelhidão e fluidez, que simbolizam as virtudes do Reino, tornamse nele visivelmente aparentes". Como Ele asseverou, "deveis, neste assunto – isto é, o serviço à humanidade – sacrificar as próprias vidas; e ao vos oferecerdes, regozijaivos”. * Amigos ternamente amados: como vocês bem sabem, sentimos grande prazer em testemunhar quão habilmente vocês e seus auxiliares, que servem na linha de frente do campo de ensino, estão se desincumbindo de seus deveres de cultivar em cada coração e alma o fogo do amor de Deus, de promover a aprendizagem, e de ajudar todos em seus esforços para desenvolver um caráter reto e louvável. Quando a comunidade bahá’í norte-americana embarcou em seu primeiro Plano de Sete Anos, na persecução das responsabilidades que lhe tinham sido atribuídas nas Epístolas do Plano Divino, o Guardião dirigiu aos amigos naquela terra uma carta de


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tamanho considerável e grande potência, datada de 25 de dezembro de 1938, posteriormente publicada sob o título de O Advento da Justiça Divina. Discorrendo sobre a natureza das tarefas à mão, a carta fazia referência ao que o Guardião descreveu como pré-requisitos espirituais para o sucesso de todos os empreendimentos bahá’ís. Destes, ele indicou que três "destacam-se como preeminentes e vitais": retidão de conduta, uma vida casta e santa, e estar livre de preconceitos. Dadas as condições do mundo de hoje, vocês fariam bem em refletir sobre as implicações de suas observações para o esforço global da comunidade bahá’í de infundir agrupamento após agrupamento com o espírito da Revelação de Bahá'u'lláh. Referindo-se à retidão de conduta, Shoghi Effendi falou da "justiça, equidade, veracidade, honestidade, imparcialidade, confiabilidade e fidedignidade" que devem "distinguir toda fase da vida da comunidade bahá’í”. Embora aplicável a todos os seus membros, este requisito foi direcionado principalmente, ele destacou, aos seus "representantes eleitos, quer no âmbito local, regional ou nacional", cujo senso de retidão moral deveria ficar em claro contraste com "as influências desmoralizadoras que uma vida política dominada pela corrupção demonstra de um modo tão impressionante”. O Guardião clamou por "um senso permanente de imperturbável justiça" em um "mundo estranhamente desordenado" e citava amplamente dos Escritos de Bahá'u'lláh e de 'Abdu'lBahá, orientando a visão dos amigos aos mais elevados padrões de honestidade e lealdade. Ele apelou aos crentes para exemplificarem retidão de conduta em todos os aspectos de suas vidas – em seus negócios, em sua vida doméstica, em todos os tipos de emprego, em todos os serviços que prestam à Causa e ao seu povo – e a observar seus requisitos através de sua firmeza intransigente nas leis e nos princípios da Fé. É evidente que a vida política em


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todos os lugares tem continuado a deteriorar-se em um ritmo alarmante nos últimos anos: a própria concepção de estadista tem sido drenada de significado, as políticas têm servido aos interesses econômicos de poucos em nome do progresso e permitiu-se que a hipocrisia viesse a solapar o funcionamento das estruturas sociais e econômicas. Se de fato, naquele tempo, um grande esforço foi necessário por parte dos amigos para manter os padrões elevados da Fé, quão maior não deveria ser o esforço em um mundo que premia a desonestidade, que incentiva a corrupção e que trata a verdade como uma mercadoria negociável. Profunda é a confusão que ameaça os fundamentos da sociedade, e inabalável deve ser a determinação de todos os envolvidos na atividade bahá’í, para que não ocorra de o menor traço de interesse pessoal obscurecer o seu julgamento. Que os coordenadores de cada instituto de capacitação, os membros de cada Comitê de Ensino de Área, cada membro do Corpo Auxiliar e cada um de seus ajudantes, e todos os membros de cada corpo bahá’í local, regional e nacional, seja eleito ou nomeado, compreendam a importância do apelo do Guardião para que meditem em seus corações as implicações da retidão moral que ele descreveu com tanta clareza. Possam suas ações servir de lembrete para uma humanidade sitiada e abatida, de seu alto destino e sua inerente nobreza. Não menos relevantes para o sucesso do atual empreendimento bahá’í são os comentários francos do Guardião sobre a importância de uma vida casta e santa "com suas implicações de modéstia, pureza, temperança, decência, e pensamentos imaculados". Ele foi inequívoco em sua linguagem, convocando os amigos para uma vida não maculada "pelas indecências, vícios e falsos padrões que um código moral inerentemente deficiente tolera, perpetua e promove". Não precisamos aqui oferecer a vocês a prova da influência que esse código deficiente


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agora exerce sobre a humanidade como um todo; até mesmo os lugares mais remotos do globo estão cativados por suas seduções. No entanto, sentimo-nos compelidos a mencionar alguns pontos relacionados especificamente ao tema da pureza. As forças que agem sobre os corações e as mentes dos mais jovens, a quem o Guardião dirigiu seu apelo mais fervoroso, são de fato perniciosas. Exortações para que permaneçam puros e castos somente terão sucesso limitado em ajudá-los a resistir a essas forças. O que precisa ser reconhecido neste aspecto é o grau em que as mentes dos mais jovens são afetadas pelas escolhas que os pais fazem para suas próprias vidas, quando, mesmo sem intenção, e mesmo de forma inocente, tais escolhas toleram as paixões do mundo – a sua admiração pelo poder, sua adoração por status, seu amor ao luxo, seu apego às ocupações frívolas, sua glorificação da violência e sua obsessão com a autogratificação. Deve-se perceber que o isolamento e a aflição de que tantos sofrem são produtos de um ambiente regido por um materialismo onipresente. E nisto os amigos devem compreender os desdobramentos da declaração de Bahá'u'lláh de que "a presente ordem" deve ser "posta de lado, e uma nova se estenderá em seu lugar". Em todo o mundo, hoje, os mais jovens estão entre os apoiadores mais entusiastas do Plano e os defensores mais fervorosos da Causa; seus números, estamos certos, aumentarão de ano a ano. Que cada um deles venha a conhecer as bênçãos de uma vida adornada com a pureza e aprender a conquistar os poderes que fluem através de canais puros. O Guardião, em seguida, abordou o tema do preconceito, afirmando claramente que "qualquer divisão ou ruptura" nas fileiras da Fé "é estranha à sua própria finalidade, princípios e ideais". Ele deixou claro que os amigos devem manifestar "completa isenção de preconceito ao lidarem com povos de outra


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raça, classe, credo ou cor". Ele seguiu comentando em profundidade a questão específica do preconceito racial, "cuja degeneração", ele indicou, havia "corroído a fibra, e atacado toda a estrutura social da sociedade americana" e que, afirmava na ocasião, "deve ser considerada a mais vital e desafiadora questão sendo enfrentada pela comunidade bahá’í no atual estágio de sua evolução". Independente das fortalezas e fraquezas das medidas tomadas pela nação americana, e da comunidade bahá’í evoluindo dentro dela, na abordagem a este desafio particular, o fato é que os preconceitos de todos os tipos – de raça, de classe, de etnia, de gênero, de crença religiosa – continuam a manter forte jugo sobre a humanidade. Conquanto seja verdade que, no discurso público, grandes avanços têm sido conseguidos na refutação das falsidades que dão origem ao preconceito, sob qualquer forma, ele ainda permeia as estruturas da sociedade e é sistematicamente gravado na consciência individual. Deveria ser claro para todos que o processo iniciado com a atual série de Planos globais visa, nas abordagens que toma e nos métodos que emprega, capacitar cada grupo humano, sem ter em conta a classe ou origem religiosa, sem nenhuma consideração pela etnia ou raça, independentemente do gênero ou da condição social, para erguer-se e contribuir para o avanço da civilização. Oramos para que, à medida que o Plano firmemente se desdobra, possa ser concretizado o seu potencial para desativar todos os instrumentos concebidos pela humanidade, em que um grupo oprime a outro neste longo período da sua infância. O processo educacional associado ao instituto de capacitação, é claro, está ajudando a promover as condições espirituais às quais o Guardião se refere em O Advento da Justiça Divina, juntamente com muitos outros mencionados nos escritos, que devem distinguir a vida da comunidade bahá’í – o espírito de unidade


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que deve animar os amigos, os laços de amor que devem ligá-los, a firmeza no Convênio que deve sustentá-los, e a dependência e a confiança que eles devem colocar no poder de ajuda divina, para mencionar apenas uns poucos. É particularmente notável que tais atributos essenciais são desenvolvidos no contexto da capacitação para o serviço, em um ambiente que cultiva a ação sistemática. Ao promover esse ambiente, os membros do Corpo Auxiliar e seus ajudantes têm de reconhecer a importância de dois fundamentais preceitos interligados: por um lado, que o alto padrão de conduta incutido pela Revelação de Bahá'u'lláh não admite nenhuma transigência; que não pode, de modo algum, ser rebaixado, e que todos devem fixar o olhar em suas alturas sublimes. Por outro lado, é forçoso reconhecer que, como seres humanos, estamos longe de ser perfeitos – o que é esperado de todos é um sincero esforço diário. O sentimento de superioridade moral deve ser evitado. * Além dos requisitos espirituais de uma vida santificada bahá’í, existem hábitos de pensamento que afetam o desdobramento do Plano global, e o desenvolvimento deles tem de ser incentivado na esfera de cultura. Da mesma forma, há tendências que precisam ser gradualmente superadas. Muitas dessas tendências são reforçadas pelas abordagens predominantes na sociedade em geral, as quais, não totalmente sem razão, ingressam na atividade bahá’í. A magnitude do desafio enfrentado pelos amigos a este respeito não nos escapa. Eles são chamados a tornarem-se cada vez mais envolvidos na vida da sociedade, beneficiando-se de seus programas educacionais, destacando-se nos ofícios e profissões, aprendendo a utilizar bem as suas ferramentas e aplicando-


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se ao avanço de suas artes e ciências. Ao mesmo tempo, eles nunca devem perder de vista o objetivo da Fé de efetuar uma transformação da sociedade, remodelando suas instituições e processos, em uma escala nunca antes testemunhada. Para esse efeito, devem permanecer profundamente conscientes da inadequação dos atuais modos de pensar e fazer, e isso sem sentir o mínimo grau de superioridade, sem assumir um ar de segredo ou de distanciamento, e sem adotar uma desnecessária postura crítica em relação à sociedade. Existem alguns pontos específicos que gostaríamos de mencionar a este respeito. É animador constatar que os amigos estão estudando as mensagens da Casa Universal de Justiça referentes ao Plano com tanta diligência. É impressionante o nível da discussão gerada enquanto empenham-se para pôr em prática as orientações recebidas, e para aprender com a experiência. Não podemos deixar de notar, no entanto, que as conquistas tendem a ser mais duradouras nas regiões onde os amigos se esforçam para entender a totalidade da visão transmitida nas mensagens, enquanto muitas vezes dificuldades surgem quando frases e sentenças são tomadas fora do contexto e vistas como fragmentos isolados. As instituições e agências da Fé devem ajudar os crentes a analisar, mas não a reduzir, a ponderar no significado, mas não se deter em palavras, a identificar áreas distintas de ação, mas não a compartimentar. Entendemos que esta não é tarefa fácil. A sociedade fala mais e mais em slogans. Esperamos que os hábitos que os amigos estão formando nos círculos de estudo para trabalhar com pensamentos completos e complexos e para alcançar o entendimento serão estendidos às várias esferas de atividade. Intimamente relacionada com o hábito de reduzir um tema inteiro em uma ou duas frases atraentes está a tendência a perceber dicotomias, onde, de fato, não há


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nenhuma. É essencial que as ideias que fazem parte de um todo coeso não sejam colocadas em oposição uma à outra. Em uma carta escrita em seu nome, Shoghi Effendi advertiu: "Devemos tomar os ensinamentos como um todo equilibrado, grande, e não procurar opor duas fortes declarações que têm significados diferentes uma à outra; em algum lugar entre elas existem laços que as unem." Quão encorajados temos sido ao observar que muitos dos mal-entendidos do passado se desfizeram ao crescer a compreensão das disposições do Plano. Expansão e consolidação, ação individual e campanhas coletivas, refinamento do caráter íntimo e consagração ao serviço desinteressado – o relacionamento harmonioso entre essas facetas da vida bahá'í é agora reconhecido prontamente. Traz-nos a mesma satisfação saber que os amigos estão vigilantes, para que não se permita que novas falsas dicotomias invadam o seu pensamento. Eles estão bem conscientes de que os diversos elementos de um programa de crescimento são complementares. A tendência para ver as atividades e as agências que as apoiam em concorrência umas com as outras, uma tendência tão comum na sociedade em geral, está sendo evitada pela comunidade. Finalmente, um avanço significativo na cultura, que temos seguido com particular interesse, é marcado pelo aumento da capacidade de pensar em termos de processo. O fato de que, desde o início, os crentes foram convidados a estar sempre conscientes dos processos amplos que definem seu trabalho é evidente a partir de uma leitura atenta mesmo dos primeiros comunicados do Guardião relacionados com os primeiros planos nacionais da Fé. No entanto, em um mundo cada vez mais focado na promoção de eventos ou, no máximo, em projetos com uma mentalidade que aufere satisfação a partir da sensação de expectativa e excitação que geram, manter o


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nível de dedicação necessária para a ação de longo prazo exige um esforço considerável. A expansão e consolidação da comunidade bahá'í engloba uma série de processos que interagem, cada um dos quais contribui com sua parte para o movimento da humanidade em direção à visão de Bahá'u'lláh de uma nova Ordem Mundial. As linhas de ação associadas a um dado processo preveem a organização de eventos ocasionais, e, de tempos em tempos, as atividades tomam a forma de um projeto com um começo claro e um fim definido. Se, no entanto, os eventos são impostos ao desdobramento natural de um processo, eles vão interromper sua evolução saudável. Se os projetos realizados em um agrupamento não estão subordinados às necessidades explícitas dos processos que lá se desdobram, eles renderão poucos frutos. Compreender a natureza dos processos interativos que, em sua totalidade, engendram a expansão e a consolidação da Fé, é vital para a execução exitosa do Plano. Em seus esforços para promover esta compreensão, vocês e seus auxiliares são encorajados a ter em mente um conceito que está na base do empreendimento global atual e, certamente, no coração de cada estágio do Plano Divino, qual seja: que o progresso é alcançado através do desenvolvimento de três participantes – o indivíduo, as instituições e a comunidade. Ao longo da história humana, as interações entre estes três têm sido cheia de dificuldades em cada turno, com o indivíduo clamando pela liberdade, a instituição exigindo submissão, e a comunidade afirmando sua primazia. Cada sociedade tem definido, de uma forma ou de outra, as relações que unem os três, dando origem a períodos de estabilidade, entrelaçada com agitação. Hoje, nesta época de transição, enquanto a humanidade se esforça para atingir sua maturidade coletiva, tais relacionamentos – ou melhor, a própria concepção de indivíduo, de instituições sociais


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e da comunidade – continuam a ser assaltados por incontáveis crises. A crise mundial de autoridade fornece provas suficientes. Tão grave foram os seus abusos, e tão profunda a suspeita e o ressentimento que agora desperta, que o mundo está se tornando cada vez mais ingovernável, uma situação que se faz tanto mais perigosa pelo enfraquecimento dos laços comunitários. Todo seguidor de Bahá'u'lláh sabe muito bem que o propósito de Sua Revelação é trazer à luz uma nova criação. Mal o "Primeiro Chamado saiu dos Seus lábios e a criação inteira foi revolucionada, e todos os que estão nos céus e todos os que estão na terra foram profundamente agitados". O indivíduo, as instituições e a comunidade – os três protagonistas do Plano Divino – estão sendo moldados sob a influência direta de Sua Revelação, e uma nova concepção de cada um deles, apropriada para uma humanidade que chegou à maturidade, está emergindo. As relações que os ligam, também, estão passando por uma profunda transformação, trazendo para o âmbito da existência forças de construção da civilização que só podem ser liberadas através da conformidade com o Seu decreto. Em um nível fundamental essas relações são caracterizadas por cooperação e reciprocidade, manifestações da interconectividade que governa o universo. Assim é que o indivíduo, sem levar em conta "benefícios pessoais e vantagens egoístas", vem a ver a si mesmo como "um dos servos de Deus, o Possuidor de Tudo", cujo único desejo é colocar em prática Suas leis. Assim é que os amigos vêm a reconhecer que "riqueza de sentimentos e a abundância de boa vontade e esforço" são de pouca valia quando seu fluxo não é dirigido ao longo dos canais apropriados, que "a liberdade irrestrita do indivíduo deve ser temperada com a consulta e o sacrifício mútuos", e que "o espírito de iniciativa e de empreendimento deve ser reforçado por uma compreensão mais profunda da suprema


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necessidade de uma ação concertada e uma devoção mais completa para o bem comum". E assim é que todos vêm a discernir com facilidade as áreas de atividade nas quais o indivíduo pode melhor exercer a iniciativa e aquelas que cabem às instituições somente. "Com o coração e alma" os amigos seguem as diretrizes de suas instituições, de modo que, como 'Abdu'l-Bahá explica "as coisas possam ser devidamente ordenadas e bem organizadas". Isto, naturalmente, não é uma obediência cega; é uma obediência que marca o surgimento de uma raça humana madura que apreende as implicações de um sistema tão abrangente como a nova Ordem Mundial de Bahá'u'lláh. E aqueles que são chamados de entre as fileiras de tais almas apaixonadas para servir nas instituições desse sistema poderoso compreendem bem as palavras do Guardião de que "a sua função não é ditar, mas consultar, e consultar não só entre si, mas tanto quanto possível, com os amigos a quem eles representam". "Jamais" serão "levados a supor que eles sejam os ornamentos centrais do corpo da Causa, intrinsecamente superiores aos outros em capacidade ou mérito, e os únicos promotores de seus ensinamentos e princípios." "Com extrema humildade”, eles se dedicam às suas tarefas e "empenham-se, com mente aberta, com seu elevado senso de justiça e de dever, sua sinceridade, sua modéstia e sua inteira devoção ao bem-estar e interesses dos amigos, da Causa e da humanidade, para ganhar, não somente a confiança e o apoio e respeito genuínos daqueles a quem eles servem, mas também a sua estima e verdadeira afeição". Dentro do ambiente assim criado, as instituições investidas com autoridade veem-se como instrumentos para nutrir o potencial humano, garantindo o seu desdobramento ao longo de caminhos produtivos e meritórios. Composto de tais indivíduos e tais instituições, a comunidade do Maior Nome se torna a arena


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espiritualmente vibrante na qual os poderes são multiplicados na ação unificada. É dessa comunidade que 'Abdu'l-Bahá escreve: "Quando quaisquer almas crescem para ser verdadeiros crentes, elas atingirão uma relação espiritual entre si, e manifestarão uma ternura que não é deste mundo. Elas irão, todas elas, tornar-se inebriadas com um gole do amor divino, e esta sua união, esta conexão, também há de durar para sempre. Almas, isto é, que esquecerão de si mesmas, eliminarão de si mesmas os defeitos da humanidade, e livrar-se-ão dos grilhões humanos, serão, além de qualquer dúvida, iluminadas com os esplendores celestiais da unicidade, e todos alcançarão verdadeira união no mundo que não morre." À medida que mais e mais almas receptivas abraçam a Causa de Deus e lançam no seu seio o seu quinhão junto com os já participantes do empreendimento global em curso, o desenvolvimento e a atividade do indivíduo, das instituições e da comunidade com certeza receberão um impulso poderoso avante. Possa uma humanidade perplexa enxergar nos relacionamentos sendo forjados entre estes três protagonistas pelos seguidores de Bahá'u'lláh um padrão de vida coletiva que a irá impulsionar em direção ao seu alto destino. Esta é a nossa oração ardente nos Santuários Sagrados. [assina: A Casa Universal de Justiça]


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urante os últimos cinco dias os Conselheiros Continentais estiveram reunidos em conferência na Terra Santa, empenhados em importante deliberação, simultaneamente plena de percepções e com uma nítida visão, bem fundamentada e confiante, a respeito do progresso do Plano Divino. A alegria e admiração desse encontro agora entrando em seus momentos finais, provieram dos vívidos relatos das numerosas façanhas por vocês alcançadas, atos que asseguraram a consecução extraordinária da meta do Plano de Cinco Anos com a antecedência de um ano. É difícil expressar em palavras quanto amor por vocês tem sido demonstrado nestes poucos e fugazes dias. Louvamos a Deus por haver Ele erguido uma comunidade tão talentosa e Lhe agradecemos por liberar suas maravilhosas potencialidades. São vocês que, seja em seus empenhos coletivos ou esforços individuais, estão apresentando as verdades da Fé e ajudando almas a reconhecerem a Abençoada Beleza. São vocês que, em suas dezenas de milhares, estão servindo como tutores de círculos de estudo onde quer que receptividade seja despertada. São vocês que, sem pensarem em si mesmos, estão provendo educação espiritual à criança


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e bondoso companheirismo aos pré-jovens. São vocês que, através de visitas aos lares e convites para virem ao seu lar, estão forjando laços de afinidade espiritual que promovem um senso de comunidade. São vocês que, ao serem chamados para servir nas instituições e agências da Causa, estão acompanhando outros e se regozijando com suas realizações. E somos todos nós, qualquer que seja nossa parcela nesse empreendimento, que labutamos e anelamos, nos esforçamos e suplicamos, para que se acelere a transformação da humanidade, antevista por Bahá’ú’lláh. Um novo horizonte quinquenal nos acena, rico em augúrios. As características do Plano que terá início neste Ridván foram descritas em uma carta que dirigimos à Conferência dos Conselheiros por ocasião de sua sessão de abertura e que foi transmitida às Assembleias Espirituais Nacionais nesse mesmo dia. Esperamos que se dediquem a estudá-la cuidadosamente, lado a lado com a mensagem que lhes dirigimos no Ridván de 2010, em reuniões de todo os tipos – seja em âmbito nacional, regional ou de agrupamento, em comunidades locais, em vizinhanças ou povoados ou no lar. Estamos certos que, por meio de consultas a respeito do Plano em que vocês participam, sua compreensão se aprofundará e, cônscios das forças espirituais que os apóiam, tomarão a resolução de fazer desse empreendimento global o objeto de sua preocupação pessoal e de virem a se tornar tão empenhados com o bem-estar da família humana como o estão com os seus entes mais queridos. Dá-nos grande alegria que tantas almas por toda a comunidade bahá’í estejam prontas a assim se distinguirem. No entanto, o que nos satisfaz ainda mais é a certeza de saber que vitórias serão alcançadas nos próximos cinco anos por jovens e adultos, homens e mulheres, que atualmente


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podem estar totalmente inconscientes da vinda de Bahá’u’lláh e, muito menos ainda, familiarizados com o "poder para construção de uma sociedade" inerente à Sua Fé. Pois vocês possuem um instrumento potente de empoderamento espiritual das massas da humanidade para que assumam seu próprio destino, um instrumento temperado no cadinho da experiência. Vocês bem sabem, e claramente ouviram o chamado de Bahá’u’lláh: “Sou Eu o Sol de Sabedoria e o Oceano de Conhecimento. Dou alento aos esmorecidos e revivifico os mortos. Sou a Luz que guia, que ilumina o caminho. Sou o Falcão real no braço do Onipotente. De cada ave desfalecida desdobro as asas caídas e lhe impulsiono o voo.” vocês.

Nossas permanentes orações estão com cada um de [assina: A Casa Universal de Justiça]


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“Esperamos que se dediquem a estudála cuidadosamente, lado a lado com a mensagem que lhes dirigimos no Ridván de 2010, em reuniões de todo os tipos – seja em âmbito nacional, regional ou de agrupamento, em comunidades locais, em vizinhanças ou povoados ou no lar.”

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O Plano Divino em Curso  

As três mensagens da Casa Universal de Justiça sobre as características do Plano de Cinco Anos 2011-2016. 2a edição, fevereiro de 2011, revi...

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