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! Mensagens de

!"#$"%&'(()*+% ao Mundo Bahá’í [1950-1957]


! Mensagens de

!"#$"%&'(()*+% ao Mundo Bahá’í [1950-1957]

! COMPILADAS PELA COMUNIDADE BAHÁ’Í NORTE-AMERICANA


outras obras de Shoghi Effendi: Advento da Justiça Divina, O Chamado às Nações (comp. da CUJ) Dia Prometido Chegou, O Diretrizes do Guardião (comp. de Gertrude Garrida) Dispensação de Bahá’u’lláh, A Presença de Deus, A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, A Coleção MENSAGENS À AMÉRICA: o vol. I: Administração Bahá’í [1922-1932] o vol. II: Esta Hora Decisiva [1932-1946] o vol. III: Fortaleza de Fé [1947-1957] o o o o o o o

outras obras com escritos de Shoghi Effendi: o Coleção SELEÇÃO DE ESCRITOS BAHÁ’ÍS

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compilações preparadas (e traduzidas) por Shoghi Effendi: Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh Sinopse e Codificação das Leis e Determinações do Kitáb-i-Aqdas Orações e Meditações de Bahá’u’lláh Os Rompedores da Alvorada: A Narrativa de Nabíl

traduções de Shoghi Effendi do persa/árabe para o inglês: o Bahá’u’lláh, EPÍSTOLA AO FILHO DO LOBO o Bahá’u’lláh,O KITÁB-I-ÍQÁN: O Livro da Certeza o Bahá’u’lláh, AS PALAVRAS OCULTAS PEDIDOS:

www.editorabahaibrasil.com.br

Título original: MESSAGES TO BAHÁ’Í WORLD; 1950-1957

THE

ISBN: 978-85-320-0157-3 1ª Edição: 2007

© 2007

Tradução: Rubens André K. Dantas

Todos os direitos reservados: Editora Bahá’í do Brasil C.P. 1085 13800-973 - Mogi Mirim - SP

Revisão: Tiago B. Dantas

www.editorabahaibrasil.com.br

Capa: Gustavo Pallone de Figueiredo Impressão: Prisma Printer Gráfica e Editora Ltda, Campinas, SP


! SUMÁRIO Prefácio Introdução 1. Retrospectiva do Progresso Mundial da Fé, 25 de abril de 1950 2. Um Empreendimento que Transcende Qualquer Instituição Nacional, 7 de Julho de 1950 3. Abrindo as Portas à Peregrinação, 16 de dezembro de 1950 4. Novo Passo na Construção do Santuário do Báb, 4 de janeiro de 1951 5. Formação do Primeiro Conselho Bahá’í Internacional, 9 de janeiro de 1951 6. Centro Mundial Espiritual e Administrativo, 2 de março de 1951 7. Transcendente em Santidade, 21 de março de 1951 8. Reis Peregrinos a Prestar Tributo em Humildade, 2 de abril de 1951 9. Eventos que Marcam Época, 25 de abril de 1951 10. Reorientação, 25 de abril de 1951 11. Construção do Santuário Segue Avante, 29 de maio de 1951 12. Convido os Valorosos Co-Partícipes no Sagrado Empreendimento a Unirem-se a Mim em Orações, 24 de agosto de 1951 13. Aquisição de Área no Monte Carmelo, 24 de setembro de 1951 14. Jubileu Centenário, 30 de novembro de 1951 15. Antigos e Novos Rompedores do Convênio, 13 de dezembro de 1951

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16. O Guardião Anuncia a Nomeação de Mãos da Causa, 24 de dezembro de 1951 17. Peregrinação ao Centro Mundial Novamente Permitida, 25 de dezembro de 1951 18. Segunda Nomeação de Mãos da Causa, 29 de fevereiro de 1952 19. Triplo Anúncio, 8 de março de 1952 20. Centro Administrativo na África, 16 de março de 1952 21. Falece William Sutherland Maxwell – Rúhíyyih Khánum Nomeada Mão, 26 de março de 1952 22. O Processo Histórico, 3 de abril de 1952 23. A Ira Vingadora de Deus, 5 de abril de 1952 24. Irresistível Marcha da Fé, 23 de abril de 1952 25. Rápido Progresso do Centro Mundial – Declínio nos Destinos de Rompedores do Convênio, 11 de junho de 1952 26. O Chamado do Senhor das Hostes, 30 de junho de 1952 27. Cumprimento dos Planos Nacionais de Ensino, 5 de agosto de 1952 28. Lançando a Cruzada Espiritual de Âmbito Mundial, 8 de outubro de 1952 29. Progresso no Santuário do Báb, 14 de outubro de 1952 30. Aquisição de Propriedade de Necessidade Vital, 12 de novembro de 1952 31. Representantes para as Conferências Internacionais, 15 de dezembro de 1952 32. Realizações de Heróicos Pioneiros na África, 5 de janeiro de 1953 33. Rápido Progresso dos Empreendimentos Sagrados Gêmeos, 9 de fevereiro de 1953 34. Conferência Intercontinental Africana em Kampala, Uganda, fevereiro de 1953 35. Dupla Vitória na Terra Santa, 21 de março de 1953 36. Quíntupla Celebração Histórica na América, 30 de abril de 1953 37. Conferência Intercontinental de Toda a América – Primeira Mensagem, 3 de maio de 1953

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38. Conferência Intercontinental de Toda a América – Segunda Mensagem, 4 de maio de 1953 39. Apelo por Fundos para Aquisição de Terreno para Templo na Itália, 4 de maio de 1953 40. O Traiçoeiro Rúhí Afnán, 17 de maio de 1953 41. A Questão Suprema, 28 de maio de 1953 42. Júbilo Anúncio de Progresso, 25 de junho de 1953 43. Conferência Intercontinental Européia, julho de 1953 44. Magnífica Resposta pelas Comunidades do Oriente e Ocidente, julho de 1953 45. Selando as Triunfantes Festividades do Ano Santo, 19 de agosto de 1953 46. Rol de Honra, 20 de setembro de 1953 47. Conferência Intercontinental Asiática, outubro de 1953 48. Triplo Anúncio no Encerramento do Ano Santo, 7 de outubro de 1953 49. Mãos na Conferência de Nova Delhi para Ajudar na Consecução de Metas, outubro de 1953 50. Inclusões Adicionais ao Rol de Honra, 14 de outubro de 1953 51. Vinte e Uma Áreas Virgens, 11 de novembro de 1953 52. Cruzada Mundial Avança, 7 de dezembro de 1953 53. Mão da Causa – Terceira Nomeação, 7 de dezembro de 1953 54. Rápido Definhamento do Bando de Rompedores do Convênio, 16 de dezembro de 1953 55. Apelo para Estabelecimento de Pioneiro, 8 de fevereiro de 1954 56. Mão da Causa – Quarta Nomeação, 19 de março de 1954 57. Rol de Honra – Inscrições Adicionais, 21 de março de 1954 58. Instituição das Mãos da Causa, 6 de abril de 1954 59. Uma Fé Divinamente Guiada, abril de 1954 60. Boas-Novas, 4 de maio de 1954 61. Uma Sucessão de Vitórias, 1 de outubro de 1954 62. Sedes Administrativas de Instituições Divinamente Designadas, 27 de novembro de 1954

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63. Construção dos Arquivos Internacionais e Projeto para Templo na Pérsia, 20 de março de 1955 64. Realizações do Segundo Ano do Plano de Dez Anos, abril de 1955 65. Realizações – Relatório Suplementar, 30 de abril de 1955 66. Orações para a Fé na Pérsia, 30 de abril de 1955 67. Nomeação do Conselho Bahá’í Internacional, 4 de maio de 1955 68. Implicações e Exigências, 26 de maio de 1955 69. Arqui-rompedor do Convênio de Bahá’u’lláh, 3 de junho de 1955 70. Repercussões Mundiais, 23 de agosto de 1955 71. Falece Valíyu’lláh Varqá; Filho Nomeado, 15 de novembro de 1955 72. Nomeação de Mão da Causa – Quinta Nomeação, 15 de novembro de 1955 73. Uma Vitória Tão Significativa, abril de 1956 74. Passamento de George Townshend, 25 de março de 1957 75. Falece George Townshend; Nomeada Agnes Alexander, 27 de março de 1957 76. Evidências da Irresistível Marcha da Cruzada Mundial, abril de 1957 77. Vitória que Marca Época, Conquistada sobre Rompedores do Convênio, 3 de junho de 1957 78. Chamado às Mãos da Causa e Assembléias Nacionais, 4 de junho de 1957 79. Restituição de Propriedades Bahá’ís na Pérsia, 8 de junho de 1957 80. Transferidos os Restos Mortais de Mírzá Buzurg, 17 de julho de 1957 81. Purificação do Haram-i-Aqdas, 6 de setembro de 1957 82. Anúncio de Série de Cinco Conferências Intercontinentais e Nomeação de Oito Mãos da Causa Adicionais, outubro de 1957

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! PREFÁCIO

TRIBUTO A SHOGHI EFFENDI*

por Amelia Collins, Mão da Causa de Deus† De que forma poderia eu encontrar as palavras que lhes mostrassem o que está em meu coração a respeito do nosso bem amado Guardião? Sinto que neste momento deveríamos *Palestra feita durante a abertura da Conferência Internacional Bahá’í em Frankfurt, Alemanha, em 25 de julho de 1958. Publicada pela BPT dos E.U.A. na década de 1960. †Sra. Amelia (Millie) Engelder Collins (1873-1962). Rendeu inúmeros e valiosos serviços a Causa. Em 1924 foi eleita para a Assembléia Espiritual Nacional dos Estados Unidos e Canadá, servindo durante vários anos nesse corpo. Em 1949 participou da 3ª Conferência Sul-Americana, realizada em São Paulo, Brasil. Em 1951 foi chamada pelo Guardião para servir na Terra Santa. Em 1946 foi elevada à posição de Mão da Causa de Deus. Por sua generosidade nas contribuições foi chamada por Shoghi Effendi como “benfeitora da Fé”, além de ter seu nome eternizado ao enorme e belíssimo portão que dá acesso ao Santuário de Bahá’u’lláh e jardins que o circundam, o “Portão Amelia Collins”. Serviu como vice-coordenadora do Conselho Internacional Bahá’í na Terra Santa. Vide também The Ministry of Custodians 1957-1963, Centro Mundial Bahá’í, Haifa, 1992 e Barton Harper, Lights of Fortitude, pp. 202-210.

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nos suprir de tal forma com seu espírito e seus desejos, que seríamos sustentados nos próximos cinco anos da gloriosa Cruzada iniciada por ele, e que fôssemos capacitados a consumar seu próprio Plano, é a comemoração viva que devemos construir em sua memória. Quando soube do falecimento de ‘Abdu’l-Bahá, eu era uma jovem bahá’í e depois que as provisões de Seu Testamento tornaram-se conhecidas, virei-me de coração e alma para aquele jovem Ramo, nomeado por ‘Abdu’l-Bahá para proteger e guiar a Fé de Bahá’u’lláh. Como orei para que Deus me ajudasse a fazê-lo feliz! Em 1923 conheci nosso amado Guardião em Haifa. Ele era muito jovem na época, inteiramente determinado em levar adiante o enorme trabalho que lhe fora confiado. Ele era tão espontâneo, tão confiante e amoroso, tão expansivo no calor de seu formoso coração! Através dos anos todos nós o observávamos com admiração e cada vez maior devoção e a apreciação de seus dotes divinos, o desabrochar da Divina Ordem de Bahá’u’lláh, a qual ele construiu tão paciente e sabiamente para todo o mundo. Mas, ó amigos, a que custo imenso para ele! Em 1951, quando o amado Guardião chamou alguns amigos para servirem em Haifa, eu comecei a conhecer o que ele teve que suportar. Seu rosto era triste, podia-se perceber quão pesadamente seu espírito fora oprimido pelos anos de agonia que suportou no período que sua família foi atrás de seus próprios desejos e finalmente abandonou o trabalho da Fé e Seu Guardião, indo atrás do caminho deles mesmos. Eu posso verdadeiramente dizer que durante bons anos, nós que o servíamos no Centro Mundial, raramente o víamos sorrir e constantemente ele desabafava conosco seu desgosto e confiava algumas das coisas que tivera que passar. Não conheço detalhadamente as aflições diárias de Bahá’u’lláh e

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‘Abdu’l-Bahá, mas às vezes imagino que elas seriam mais desencorajadoras que aquelas de nosso amado Guardião. Shoghi Effendi possuía uma profunda e inata humildade. Todas as vezes que a Fé estava envolvida, ele era enérgico em sua defesa, soberano em seu porte majestoso, na autoridade com que ele falava. Porém, como ser humano, era modesto, colocava de lado nossa adulação e elogio, colocava tudo que lhe desejávamos cumular para as Figuras Centrais de nossa Fé. Uma de suas características que todos conhecem é como nunca permitia que tirassem fotos dele e também não dava nenhuma de si mesmo, porém encorajava invariavelmente que os amigos colocassem fotos do Mestre em seus quartos, da mesma forma, não permitia que ninguém levasse suas roupas ou objetos pessoais, a não ser que fossem considerados como relíquias; como desaprovava quaisquer sinais de adoração pessoal – embora nunca tivesse controlado o que ia em nossos corações por ele! O Mestre escreveu: “Ó vós, fiéis amados de ‘Abdu’l-Bahá! Incumbe-vos cuidar ao máximo de Shoghi Effendi... para que o pó do desânimo e da tristeza não lhe macule a natureza radiante,...”* Nem sua família, nem o povo do mundo, nem eu infelizmente, nós bahá’ís, protegemos aquele radiante coração de Shoghi Effendi. Depois de anos de tristeza e sofrimento passados com sua família, após sua final separação deles, chegou uma nova alegria e esperança ao querido Guardião. O rápido progresso feito no alcanço de tantas metas da Cruzada Mundial, o encheram de entusiasmo. Como posso eu descrever-lhes seus olhos quando chegava à Casa dos Peregrinos e anunciava uma nova *A Última Vontade e Testamento; 3a ed.; 2006, p. 30.

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conquista; eles brilhavam de entusiasmo e seu lindo rosto coberto de sorrisos. Várias vezes ele trazia um de seus mapas, o estendia na mesa de jantar, e com seus dedos fortes, com insistência e determinação, nos mostrava o novo território aberto, o novo Hazíratu’l-Quds comprado, o novo idioma traduzido, qualquer resultado que fosse. Acho que não é exagero dizer que foi o progresso do Plano de Dez Anos que lhe deu o encorajamento necessário para continuar trabalhando tanto, pois ele estava muito cansado. Mais de uma vez ele disse durante os últimos anos de sua vida que seu ministério havia durado mais tempo do que o de Bahá’u’lláh ou de ‘Abdu’l-Bahá, e se queixava do peso esmagador, mas nenhum de nós previu que foi um presságio de sua liberação, que ele estava consumido pelos trinta e seis anos de luta, de constante trabalho, de tristeza e auto-sacrifício. Sua percepção era como fogo que o queimava. Desde sua mais tenra infância ele mostrava a sensitiva, nobre, cuidadosas qualidades que o caracterizavam durante sua inteira guardiania. Os amigos devem saber que Shoghi Effendi não tinha a menor idéia de que seria nomeado o sucessor de ‘Abdu’lBahá. O choque do passamento do Mestre foi seguido por outro ainda mais terrível choque de sua nomeação como o “Sinal de Deus”. Ele cresceu dentro deste trabalho supremo, o qual sabemos estar sob a guia direta da Manifestação Gêmea de Deus, da mesma forma que uma árvore cresce, alcança maturidade e provê belos frutos. Porém, com custo tão grande de sacrifício, que ninguém poderá aniquilar devidamente. Vejamos por um momento, embora brevemente, alguns dos serviços prestados à Fé, por Shoghi Effendi. Quando ‘Abdu’l-Bahá faleceu, o Sepulcro do Báb consistia de seis cômodos circundados por um pequeno terreno. A Mansão de Bahjí e a maior parte de suas terras estavam em mãos dos rompedores do Convênio ou de seus amigos, exceto

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o Sagrado Túmulo, cobrindo bem uma pequena área de terra e duas casas de peregrinos, sendo uma alugada. O próprio Mestre, embora tão imensamente amado e respeitado, não era conhecido como o Chefe de uma religião independente, e sim, como um ilustre muçulmano e Homem Sagrado. O jovem Guardião, desimpedido por sua própria juventude, armado com o poder conferido por seu Avô, quebrou num só golpe o laço ainda vigente, embora – na aparência – entre bahá’ís e Islã: ele se recusou a freqüentar a mesquita. Terno, sensível, esmagado pela dor, combatendo sua batalha interna de se reconciliar com a glória do grau tão repentinamente lhe revelado, Shoghi Effendi começou a por em prática tudo o que o Mestre tinha esperado conseguir, e seguir Suas Palavras quando Ele aludia que após Ele, os véus seriam postos de lado. O Exemplo Perfeito, o amado e clemente Pai falecera e a Ordem de Bahá’u’lláh devia agora moldar-se sob a guia do Campeão da Justiça Divina. Com olhos ansiosos, o Abençoado Mestre havia olhado para o Sepulcro do Báb e dito que não poderia acabar sua construção, mas com a graça de Deus, isto seria feito. O Guardião primeiro acrescentou três cômodos no início do seu ministério, para construir um edifício de nove cômodos. Em 1944, a maquete do Sepulcro foi inaugurada por ocasião do Aniversário do Centenário da Declaração do Báb; tinha uma cúpula, que o Mestre havia especificado para conter. Em 1953 foi concluído. Ano após ano o Guardião foi aumentando o tamanho dos jardins, tendo ele próprio projetado o desenho nos mínimos detalhes. Pacientemente, persistentemente, foi comprando as terras em volta, removendo cada obstáculo. Ele conseguiu retirar o arqui-rompedor do Convênio, Muhammad-‘Alí, da Mansão de Bahá’u’lláh e estabeleceu na casa um museu e o Lugar Sagrado; ele conseguiu que o casamento bahá’í fosse reconhecido legalmente; ele assegurou

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primeiro com os ingleses e mais tarde, de forma bem mais segura, do Estado de Israel, o reconhecimento de fato de que esta é uma Religião Mundial, cujos Lugares Sagrados e cujo Centro Mundial estão em Haifa e ‘Akká, e que ele como o Centro desta Fé tinha uma posição mais alta que qualquer outro dignitário religioso de lá. Ele mesmo escolheu os desenhos e erigiu os monumentos sobre o lugar de descanso da Folha Mais Sagrada, sua mãe e irmão, e da esposa de ‘Abdu’l-Bahá. Da mesma forma especificou que o edifício dos Arquivos Internacionais deveria ter o tipo e proporções que tem, aprovando ele próprio cada detalhe e com freqüência mudando um detalhe até que conseguisse ficar da forma que ele queria. Ele localizou sua exata posição no lugar, o tamanho das paredes e escadarias, o jardim à sua volta. Este edifício conterá tais preciosas relíquias bahá’ís que nenhuma religião anterior jamais possuiu. Shoghi Effendi apelando diretamente aos funcionários do governo, conseguiu que Mazra‘ih fosse visitada pelos peregrinos bahá’ís como Lugar Sagrado após a formação do Estado de Israel, outras instituições tiveram a mesma promessa. Foi através de sua decisão que o lindo lugar do Templo no Monte Carmelo foi adquirido, no lugar que ‘Abdu’l-Bahá escolheu; e do Centro Mundial fluíam traduções, cartas escritas pelo Guardião em poderosa torrente, linguagem requintada, cheias de poder, precisas, profundas, inspiradas. A mão do Guardião era uma força motivadora. É necessário que não haja dúvida que nenhuma “luva” fez o trabalho daquelas mãos. As luvas eram instrumentos pobres e sem merecimentos e em sua maior parte, inúteis se julgadas por padrões humanos. Foram as suas mãos em tudo, desde o mais ínfimo ao maior detalhe, que percebia cada trabalho, iniciava cada empreitada, nunca relaxando, nunca afrouxando seu aperto, até que a tarefa estivesse completa. Muitas luvas se

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desgastaram naquelas mãos poderosas, caíram por terra, foram por necessidade postas de lado, mas o serviço à Causa continuou ininterruptamente até a última noite de sua vida! A Ordem Administrativa da Fé, as provisões deixadas por Bahá’u’lláh, ele mesmo, e amplificadas por ‘Abdu’l-Bahá, foram colocadas em construção por Shoghi Effendi. Quando o Mestre faleceu, havia no mundo algumas Assembléias Espirituais e somente um Corpo Nacional funcionando de forma bastante rudimentar. O construtor, no entanto, fora providenciado por Deus; o Grande Administrador, quase com capacidade única para organização, com sabedoria outorgada dos Céus, contendo visão mundial, iniciou a sua tarefa. Pacientemente, persistentemente, cuidadosamente, Shoghi Effendi criou fortes Corpos Nacionais. Ele fez nascer o Conselho Internacional Bahá’í – a embriônica Casa Universal de Justiça. Ele manteve o equilíbrio, o perfeito, entre algo entrelaçado livremente, por demais individualista para que pudesse funcionar eficientemente, e excesso de eficiência, excesso de regras e normas, excesso de desnecessários e infindáveis detalhes, que são as grandes aflições do presente. Ao criar o sistema e a maquinaria da Ordem de Administração Bahá’í, engrenou repentinamente o mecanismo; ele convocou o Plano de Sete Anos, o primeiro passo para a Promulgação do Plano Divino de Abdu’l-Bahá, que é o instrumento para a conquista do globo inteiro. Plano seguiu plano. A diversidade dos seguidores da Fé espalhados, começou a moldar-se como o exército de Bahá’u’lláh; guiados pelas Assembléias Espirituais Nacionais. Os pioneiros, a vanguarda conforme ele chamava esta grande hoste, começou a marchar pelo mundo até que metade desta cruzada poderosa que ele lançou – Shoghi Effendi podia ver uma comunidade mundial de crentes unida, forte, entusiasmada – já havia conseguido a maior parte das tarefas que ele lhes atribuíra.

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Que dons ele teve, que presentes ele nos deu: Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, Os Rompedores da Alvorada, O Kitáb-i-Íqán, As Palavras Ocultas, Epístola ao Filho do Lobo; traduções superlativas em seu estilo e poder, disponibilizando a mensagem de Bahá’u’lláh, para o mundo ocidental. Que vida ele soprou dentro de nós, através de seus escritos, começando com suas Cartas da Ordem Mundial em A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, depois O Advento da Justiça Divina e O Dia Prometido Chegou; trabalhos que eram suplementados por dinâmicos telegramas e mensagens especiais. Para esta longa lista de trabalhos distinguidos, foi acrescentada a mais fina flor de sua mente, sua revisão maestral dos primeiros cem anos da maior Dispensação outorgada por Deus para o homem neste planeta – A Presença de Deus. Foi sua visão que olhou para a Causa como um todo, viu presente e futuro, como partes de um poderoso panorama. Não apenas os ensinamentos, mas, com um forte senso histórico uniu as mais preciosas relíquias do mundo bahá’í, em seu arquivo religioso, como nenhuma Fé jamais possuiu. Ele providenciou para que todos os lugares associados ao Báb e Bahá’u’lláh e os heróis e mártires desta Causa fossem, sempre que possível, compradas; a Casa onde Bahá’u’lláh nasceu em Teerã, a casa em Tákur de Seu pai, o Síyáh-Chál, onde os primeiros raios de Sua Divina Missão surpreenderam-No na escuridão daquela masmorra, a Casa que Ele ocupou em Constantinopla, e uma das Casas que Ele ocupou em Adrianópolis; a desolada fortaleza de Mah-kú, onde o Báb revelou o Bayán, Sua loja em Bushihr, e muitos outros locais associados com Ele e Seus companheiros. Sob a instrução de Shoghi Effendi, um exaustivo registro fotográfico foi feito de centenas desses lugares associados à fase Heróica da Fé.

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Ele encorajou os seguidores persas a compilarem as histórias dos primeiros dias da Causa em suas províncias, e colocou sobre a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia, a responsabilidade de coletar e transcrever as Epístolas de Bahá’u’lláh e Abdu’l-Bahá, preservando desta forma à posteridade, uma herança verdadeiramente inestimável. Ele era na verdade um construtor por natureza; ele completou o primeiro Mashriqu’l-Adhkár na América do Norte, o grande Templo-Matriz do Ocidente, único por ter tido em sua fundação, a pedra depositada pelo próprio Abdu’l-Bahá. Ele iniciou, escolheu os desenhos e colocou em movimento os planos de instalação dos Templos da África, Europa, Austrália, Teerã e da Terra Santa. Ele especificou os sítios para os Hazíratu’l-Quds Nacionais e dotes nacionais. Ele indicou os idiomas aos quais a literatura da Fé teriam que ser traduzidos e pessoalmente encorajou os pioneiros a sair e preencher os planos de Abdu’l-Bahá. Ah! Ele fez bem mais que isso! Ele fez com que todos e cada indivíduo sentisse que sobre ele havia um coração amoroso e uma mente justa que zelava por eles; que tinham sua parte a cumprir, que era preciosa à Fé, deveres a executar, e que deveriam deleitar-se com privilégios infinitamente preciosos por serem membros da Comunidade de Maior Nome. Que nunca nos esqueçamos disto, nunca percamos esta visão! Desta unificação ele fez uma realidade! Esta sólida lealdade para nossa Fé, ele conseguiu implantar em nossos corações. O trabalho dele neste mundo está feito. O nosso não. Todos nós somos de certa forma, os herdeiros de Shoghi Effendi. Herdamos seu trabalho. Seu plano foi completamente delineado. Nossa é a tarefa de executá-lo. Devemos, cada um de nós, completar nossa porção nesta Cruzada Mundial.

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Este é o memorial que devemos construir para nosso amado Shoghi Effendi. Vamos amá-lo mais do que nunca e através do poder de nosso amor atrair o amor dele para nós e trazer as suas bênçãos para nosso trabalho. Não o decepcionemos, pois ele jamais nos decepcionou. Nunca o esqueçamos, pois ele nunca se esqueceu de nós.

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! INTRODUÇÃO Desde o início de 1922 até 1950, as cartas e os cabogramas escritos por Shoghi Effendi na função de Guardião da Fé Bahá’í foram endereçadas às Assembléias Espirituais Nacionais ou Comunidades Nacionais Bahá’ís transmitindo diretrizes ou explicações de assuntos que lhe foram dirigidos como o Dirigente da Fé e o intérprete de suas Mensagens. Por exemplo, as cartas escritas à Comunidade Bahá’í norteamericana: Mensagens à América [1922-32] – Vol. I, foram publicadas mais tarde sob o título Administração Bahá’í. Uma série posterior de cartas enviadas à América do Norte foram publicadas como A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. Em 1950 o Guardião mudou sua ênfase das necessidades ou atividades de corpos nacionais bahá’ís para a comunidade mundial bahá’í culminando com a iniciação da Cruzada do Plano de Dez Anos, lançada em 1953 e pela primeira vez exortando a participação de todos os bahá’ís num plano mundial comum. Estas cartas também anunciavam o estabelecimento do Conselho Internacional Bahá’í e a instituição das Mãos da Causa. O presente volume reedita a maioria das comunicações que Shoghi Effendi enviou ao mundo bahá’í de 25 de abril de 1950 até sua última carta geral datada de outubro de 1957*. *Uma coleção suplementar de 24 mensagens foi agregada pela Bahá’í Publishing Trust dos E.U.A. em 1971, incluindo aquelas endereçadas por Shoghi Effendi às primeiras históricas Conferências Intercontinentais de Ensino ocorridas na África, América de Norte, Europa e Ásia, incluídas nesta edição em português. [n.e.]

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Para os leitores bahá’ís, elas possuem importância única no relato de avanços da Cruzada Mundial determinando seu desenvolvimento progressivo até o ano de 1963*, o Centenário da Declaração de Bahá’u’lláh aos seguidores do Báb sobre Sua profética Missão cuja vinda o Báb predisse. A Cruzada Mundial não somente estabelece a Fé no mundo todo, como também prepara o caminho para a formação da Casa Universal de Justiça, o propósito e ápice da nova ordem mundial de Bahá’u’lláh. Para estudantes de religião, este volume atesta a vitalidade da Fé Bahá’í e demonstra seu poder de unir homens e mulheres de todas as origens nacional e cultural numa adoração em comum, na compreensão comum do propósito da existência humana e uma comum consagração para criar uma fundação incontestável de justiça e paz mundial. Leais aos seus respectivos governos, e reconhecendo a Divina Missão de todos os fundadores proféticos das religiões do passado, os bahá’ís colocam-se acima das inimizades tradicionais e violências do velho mundo em seu inevitável colapso, oferecendo à humanidade uma Divina Mensagem revelada para este “tempo do fim”. Horace Holley, Mão da Causa† Willmette, Illinois, E.U.A.

*As conquistas vitoriosas da Cruzada de Dez Anos foram celebradas no Maior Jubileu entre abril e maio de 1963, o qual comemorou o Centenário da Declaração da Missão de Bahá’u’lláh. Dois eventos históricos ficaram conhecidos daquela época: a Convenção Internacional acontecida em Haifa, Israel, para eleger a primeira Casa Universal de Justiça; e o Congresso Mundial realizado em Londres, Inglaterra. †Sobre esta notável Mão da Causa de Deus, ver sua biografia publicada no apêndice do livro Alicerces da Unidade Mundial, pp. 181-7. E.B.B., 1 a ed. 2005. [n.e.]

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! Mensagens de

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nota do editor: Todas as 82 mensagens e cabogramas são assinados: “Shoghi”, o que foi omitido por razões de editoração.


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RETROSPECTIVA DO PROGRESSO MUNDIAL DA FÉ Cabograma, 25 de abril de 1950 Saúdo os valorosos atos, durante o curso dos últimos doze meses, dos membros da Comunidade Bahá’í firmemente coesa, envolvendo o mundo, divinamente impulsionada, individualmente, coletivamente, ambos os sexos, todas as idades, trabalhando em áreas próximas e distantes, nos hemisférios oriental e ocidental, reunidos das diversas classes, credos e cores; como administradores, nas respectivas terras natais, ou como colonizadores ou instrutores itinerantes além mar; seja servindo dentro de sua capacidade pessoal ou em associação oficial com autoridades. A segunda metade da década de abertura do segundo século bahá’í convenientemente o prenunciou. As recentes façanhas nos territórios virgens do hemisfério ocidental, da Península Arábica, do sul e leste da Ásia, elevaram a uma centena o número de Estados soberanos e territórios dependentes alistados sob a bandeira da Fé. Celebrações se aproximam, em comemoração ao Centésimo Aniversário do Martírio do Arauto da Fé, duplamente gloriosas devido à associação desta vitória histórica, que representa um crescimento de nada menos que vinte e dois países no breve período de seis anos desde o Centenário da Declaração de Sua Missão.

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O número de centros na Australásia excede agora a sessenta; Comunidade canadense aproximando-se a noventa centros já estabelecidos; território do Alasca, onze centros; meta dos países europeus, trinta e cinco; número de crentes recém-declarados quase dobrou durante o curso do ano passado. A literatura bahá’í foi enriquecida através da tradução para o galês, esquimó, suaíli, hauçá, nianja, elevando o número total de idiomas a sessenta e três. Idiomas em processo de tradução, onze. Reconhecimento oficial, constituindo uma vitória ímpar nos anais da Fé no Oriente e no Ocidente, estendendo-se à recémformada Assembléia Espiritual Nacional do Domínio do Canadá mediante ato outorgado do Parlamento, possibilitando aos representantes eleitos nacionais incorporarem-se como organização religiosa. Firmado contrato adicional para a construção do parapeito, coroando a Arcada do Mausoléu do Báb no Monte Carmelo, elevando a tonelagem total encomendada para quase oitocentas. A construção das colunas ornamentais do interior do Templo foi iniciada; instalados os sistemas de ventilação e aquecimento; número de visitantes desde a abertura do edifício ao público, mais de quatrocentos mil. O plano de seis anos da Comunidade Bahá’í britânica foi concluído triunfalmente; o número de Assembléias nas Ilhas Britânicas foi aproximadamente quintuplicado; estabelecida a base da estrutura administrativa da Fé na capital do Eire e nas principais cidades da Irlanda do Norte e Escócia. Plano iniciado pela Comunidade Bahá’í persa consumou trinta e uma Assembléias, dezessete grupos e onze centros isolados estabelecidos além dos objetivos prescritos. Reconhecimento, finalmente, concedido pelas autoridades iraquianas a todos os matrimônios solenizados pelas

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Assembléias Bahá’ís no Iraque, mediante registro oficial da certidão de casamento por corte de justiça, estabelecendo pela primeira vez um momentoso precedente em todo o Oriente islâmico, constituindo um marco significativo no processo da emancipação dos seguidores orientais da Fé dos grilhões da ortodoxia religiosa. Emitida pela corte de justiça do Distrito de Columbia certidão autorizando a celebração de casamentos bahá’ís. Oito ilhas do Havaí outorgaram autoridade para reconhecer os casamentos bahá’ís. Contrato de casamento bahá’í legalizado por procuradorgeral em todo o território do Alasca. Dias Sagrados bahá’ís reconhecidos pelo Departamento Educacional do Estado de Victoria, na Austrália. Segunda Conferência Européia de Ensino convocada na capital da Bélgica, assistida por cento e trinta representantes de dezenove países. A primeira histórica Conferência Bahá’í da Suíça inteira, o mais recente, o mais promissor fruto do empreendimento transatlântico iniciado pela Comunidade Bahá’í americana, realizada na capital suíça, pressagiando a aquisição, pelos países-metas, de uma posição independente dentro da família das Comunidades Bahá’ís nacionais. O processo de extensão de dotações bahá’ís, acelerado através da doação de propriedade de vinte acres* próxima a Anchorage, no Alasca; aquisição de vinte e dois acres† nas vizinhanças de Auckland, terreno da projetada escola de verão da Nova Zelândia; permissão para cemitério bahá’í pelas autoridades egípcias à Comunidade Bahá’í de Port Said. Laços de união entre a Comunidade Internacional Bahá’í e as Nações Unidas reforçados através da participação na *80.936 m 2. †89.030 m 2 .

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Conferência Regional Européia de organizações nãogovernamentais em Gênova, nas Conferências LatinoAmericanas no Chile e Uruguai, e em conferências similares em Kansas e Lake Success; através da submissão, em resposta à solicitação do Comitê da ONU, de declaração sobre o conceito e método bahá’ís de adoração da Comunidade, subseqüentemente transmitida ao secretariado responsável pelo planejamento do escritório permanente nas Nações Unidas. Por último, mas não menos importante, pelo contrário, a realização que coroou o ano recém-concluído, foram os estupendos esforços da vanguarda da Comunidade Mundial Bahá’í avançando irresistivelmente, que resultaram no levantamento de meio milhão de dólares, virtualmente alcançando o objetivo estabelecido para o período de dois anos, para assegurar a conclusão da ornamentação interior do Templo-Mãe do Ocidente em antecipação de seu jubileu que se aproxima. O primeiro estágio do período de austeridade em que embarcou, transposto com sucesso. Resolução não menos severa, abnegação não menos heróica, solidariedade em sacrifício não menos impressionante, devem necessariamente distinguir a fase final da rigorosa luta, ainda afrontando a Comunidade Bahá’í americana, destemida, magnânima, de alma espartana, determinada a liquidar o déficit no Fundo Geral, desposando o distinto recorde imaculado de realização coletiva, bem como prover suporte financeiro impreterivelmente requerido a satisfazer, através do pronto envio de número substancial de competentes pioneiros, a emergência existente nas Américas Central e do Sul, deste modo assegurando a gloriosa consumação do empreendimento de treze anos através da formação das projetadas Assembléias Nacionais gêmeas na América Latina.

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UM EMPREENDIMENTO QUE TRANSCENDE QUALQUER INSTITUIÇÃO NACIONAL 7 de Julho de 1950 Anuncio aos crentes, através de todas as Assembléias Nacionais, o término do estágio inicial de construção da estrutura abobadada, projetada para embelezar e preservar o Sepulcro do Báb no Monte Carmelo. O empreendimento de dois anos lançado na véspera do mais momentoso tumulto que abala a Terra Santa nos tempos modernos, envolvendo o dispêndio de um quarto de milhão de dólares, requerendo o transporte e disposição de cerca de oitocentas toneladas de mosaico em pedra e mármore, foi consumado na véspera do Centenário de Seu martírio. Minha alma está vibrando ao contemplar o edifício que se ergue, a beleza de seu projeto, a majestade de suas proporções, o encanto de seus arredores, as associações históricas do local que ele ocupa, o caráter sagrado do Santuário que ele envolve, a transcendente santidade do Tesouro que ele preserva. Minha gratidão pelo miraculoso restabelecimento de seu talentoso arquiteto, Sutherland Maxwell, cuja saúde foi declarada irrecuperável pelos médicos, torna-se mais profunda. Agradeço o valioso serviço prestado por Ugo Giachery, através de sua supervisão do trabalho de embarque das remessas a Haifa. A ocasião é propícia para empreenderem-se os preparativos para o erguimento da primeira unidade octogonal da superestrutura, mais um marco no processo posto em ação sessenta anos atrás pela visita de Bahá’u’lláh ao Monte Carmelo. Este processo, que adquiriu força viva através da

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transportação de Sua Santidade, os restos mortais do Báb, à Terra Santa, após cinqüenta anos de ocultação, através do erguimento do santuário por ‘Abdu’l-Bahá nos mais tenebrosos anos de Seu Ministério, através do sepultamento dos restos mortais, por Ele, no amanhã de Seu encarceramento de quarenta anos, através do início da construção da arcada no quadragésimo aniversário do sepultamento do Sagrado Pó, através do término do parapeito na véspera do Centenário do Martírio do Báb, deve ser acelerado mediante o erguimento do domo, alcançando consumação através da emergência das instituições do Centro Administrativo Mundial da Fé na vizinhança de seu Centro espiritual mundial, sinalizando a navegação da Arca Divina na Montanha de Deus, profetizada na Epístola do Carmelo. Rogo ao inteiro corpo dos crentes que agarrem esta inestimável oportunidade de estimular o desdobramento deste processo através de contribuições generosas, sustentadas, para o fomento de um empreendimento que transcende qualquer instituição nacional, seja Hazíra ou Mashriqu’l-Adhkár, erigida no passado ou em processo de construção. A hora é propícia, particularmente durante o intervalo de três anos que separa os Centenários do Martírio do Báb e do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh, coincidindo com o centésimo aniversário do maior holocausto na história da Fé, para retribuir parte do infinito débito de gratidão devido aos seus mártires, através da aceleração da conclusão do mais sagrado empreendimento desde o alvorecer da Revelação, entrelaçada aos ministérios de Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá que ligam as Idades Heróica e Formativa da Dispensação Bahá’í, consolidando os laços que unem as Comunidades do Oriente e Ocidente com o Centro Mundial da Fé e vertendo brilho imperecível sobre o primeiro e segundo séculos da Era Bahá’í, cuja posteridade aclamará como o mais condigno tributo Àquele que fez o mais precioso

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sacrifício por causa da mais sublime Fé na história espiritual da humanidade.

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ABRINDO AS PORTAS À PEREGRINAÇÃO Cabograma, 16 de dezembro de 1950 Anuncio aos amigos a entrega, após mais de cinqüenta anos, da chave de Qasr Mazra‘ih pelas autoridades de Israel. Histórica residência de Bahá’u’lláh após deixar Cidade-Prisão de ‘Akká sendo agora mobiliada, em antecipação à abertura das portas à peregrinação.

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NOVO PASSO NA CONSTRUÇÃO DO SANTUÁRIO DO BÁB 4 de janeiro de 1951 Anuncio às Assembléias Nacionais da América, Europa e Austrália o início das medidas preliminares para a ereção da estrutura de aço projetada para suportar o Domo contemplado do Sepulcro do Báb. O sagrado edifício, cujo local o Fundador da Fé designou enquanto Ele próprio era um exilado na Suprema Prisão, cuja estrutura central o Centro de Seu Convênio erigiu no decorrer dos anos turbulentos de Seu Ministério, cuja arcada envolvente foi construída apesar do distúrbio interno que sacudia a Terra Santa, é agora levado avante, a despeito da escalada de tensão internacional, através da assinatura de contrato de sessenta e três mil dólares para o trabalho em pedra do Octógono. Solicito aos amados amigos, colaboradores no histórico empreendimento, a unirem-se a mim

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em orações para o prosseguimento ininterrupto do trabalho simultaneamente iniciado na Itália e na Terra Santa, projetado para alcançar a consumação final ao eregir o sublime domo, a unidade que coroa o empreendimento tão intimamente associado às Três Figuras Centrais da Fé ligando as Idades Heróica e Formativa da Dispensação Bahá’í.

! FORMAÇÃO DO PRIMEIRO CONSELHO BAHÁ’Í INTERNACIONAL Cabograma, 9 de janeiro de 1951

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Proclamo às Assembléias Nacionais do Oriente e Ocidente a momentosa decisão, que marca época, da formação do primeiro Conselho Bahá’í Internacional, precursor da suprema instituição administrativa destinada a emergir na plenitude dos tempos dentro dos limites sob a sombra do Centro Espiritual Mundial da Fé, já estabelecido nas cidades gêmeas de ‘Akká e Haifa. O cumprimento das profecias reveladas pelo Fundador da Fé e pelo Centro de Seu Convênio, culminando no estabelecimento do Estado judeu, sinalizando o nascimento, após o lapso de dois mil anos, de uma nação independente na Terra Santa, o rápido desdobramento de histórico empreendimento associado à construção da superestrutura do Sepulcro do Báb no Monte Carmelo, a adequada maturidade atual das nove instituições administrativas nacionais em todo o mundo bahá’í funcionando vigorosamente, combinam-se para induzir-me a chegar a esta histórica decisão, designando o mais significativo marco na evolução da Ordem Administrativa da Fé de Bahá’u’lláh no curso dos últimos trinta anos. A Instituição nascente agora criada está investida de tripla função: primeira, forjar elo com autoridades do Estado recentemente

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formado; segunda, auxiliar-me a delegar responsabilidades envolvidas na construção da poderosa superestrutura do Sagrado Santuário do Báb; terceira, conduzir negociações relacionadas aos assuntos de caráter pessoal com as autoridades civis. A estas serão adicionadas outras funções no curso da evolução desta primeira e embrionária Instituição Internacional, assinalando seu desenvolvimento a Corte Bahá’í oficialmente reconhecida, sua transformação em corpo eleito regularmente, seu desabrochamento como Casa Universal de Justiça e sua fruição final através da construção de múltiplas instituições auxiliares a constituírem o Centro Administrativo Mundial destinado a erguer-se e funcionar e continuar permanentemente estabelecido próximo às circunvizinhanças dos Sagrados Santuários Gêmeos. Saudemos com corações agradecidos, jubilosos, finalmente, a constituição do Conselho Internacional, cuja história aclamará como o mais grandioso evento a verter brilho sobre a segunda época da Idade Formativa da Dispensação Bahá’í, potencialmente insuperável por qualquer outro empreendimento desde o princípio da Ordem Administrativa da Fé no amanhã da Ascensão de ‘Abdu’lBahá, superado em posição somente pelos eventos imortais associados aos Ministérios das Três Figuras Centrais da Fé em curso na Primeira Era da mais grandiosa Dispensação dos cinco mil séculos do Ciclo Bahá’í. Recomendo publicar notificação através dos Comitês de Relações Públicas.

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CENTRO MUNDIAL ESPIRITUAL E ADMINISTRATIVO Cabograma, 2 de março de 1951 Anuncio o seguinte aos amigos do Oriente e Ocidente: mobiliário de Mazra‘ih, conclusão da restauração da residência

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histórica de Bahá’u’lláh em ‘Akká, cenário das prolongadas aflições suportadas pelo Fundador da Fé, bem como da suprema crise sofrida por ‘Abdu’l-Bahá nas mãos dos rompedores do Convênio. Dotações internacionais notavelmente intensificadas na Terra Santa, nas cidades gêmeas de ‘Akká e Haifa, agora incluem os Sagrados Santuários gêmeos situados na Planície de ‘Akká e na encosta do Monte Carmelo; as Mansões gêmeas de Bahjí e Mazra‘ih, históricas Casas gêmeas habitadas por Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá, os Arquivos Internacionais adjacentes ao Sepulcro do Báb e ao lugar de repouso da Folha Mais Sagrada; as Casas de Peregrinos gêmeas, construídas para peregrinos orientais e ocidentais; os Jardins gêmeos de Ridván e Firdaws, associados à memória do Autor da Dispensação Bahá’í. Notavelmente bem-vindo o auxílio do recém-formado Conselho Internacional, particularmente de seu coordenador, Mason Remey, e sua vice-coordenador, Amelia Collins, através do contato com autoridades designadas a difundir a reputação, consolidar os alicerces e ampliar o escopo da influência que emana dos Centros Mundiais gêmeos, espiritual e administrativo, permanentemente fixados na Terra Santa, constituindo o mais recôndito coração do planeta inteiro.

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TRANSCENDENTE EM SANTIDADE Cabograma, 21 de março de 1951 Por ocasião da celebração do Festival de Naw-Rúz, anuncio aos seguidores da Fé de Bahá’u’lláh do Oriente e Ocidente, através das Assembléias Nacionais, a conclusão das escavações dos alicerces para os oito pilares projetados para suportar o poderoso domo do Sepulcro do Báb, bem como a

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momentosa decisão de firmar contrato de cento e trinta mil dólares para o trabalho em pedra, tanto do corpo cilíndrico como do domo. A aproximação do Centenário do nascimento da Missão profética do Fundador da Fé, a virtual consumação do projeto cinqüentenário que culmina no término da ornamentação interior do Templo-Mãe do Ocidente, os riscos envolvidos em qualquer atraso devido à ameaçadora situação internacional, a necessidade de assegurar apoio crescente para reforçar os recém-forjados laços com as autoridades civis do Estado recentemente formado na Terra Santa através da formação do Conselho Bahá’í Internacional, a considerável economia efetivada mediante a assinatura do contrato para o completo trabalho em pedra necessário para erigir a superestrutura do edifício, impelem-me a dar o maior passo no desenvolvimento do empreendimento que evolui rapidamente, avança irresistivelmente, transcendendo em santidade qualquer iniciativa coletiva lançada no curso da história da Fé centenária. Sou movido a renovar meu fervoroso apelo dirigido a todas as Assembléias Nacionais e Locais e crentes em todos os continentes do globo para que se levantem e determinadamente se preparem para contribuir, através de redução de orçamentos, adequadas apropriações dos fundos nacionais e locais, bem como das contribuições diretas sustentadas por indivíduos, para assegurar apoio financeiro ininterrupto, por maior que seja o sacrifício envolvido, por mais pesados que sejam os fardos, por mais perturbadoras que sejam as sucessivas crises do presente momento crítico. O período de austeridade afetando previamente as fortunas da Comunidade Bahá’í americana prolongou-se inevitavelmente e agora estendeu-se para envolver o inteiro mundo bahá’í em reconhecimento das prementes necessidades e suprema importância desta gloriosa incumbência internacional.

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Urge aos seguidores do Nome Supremo demonstrarem um espírito ainda mais nobre de auto-sacrifício no curso do intervalo que, em rápida diminuição, nos separa do centésimo aniversário do nascimento da Missão do Autor da Revelação, comemorando o Centenário do banho de sangue que constitui o mais trágico episódio, na história bahá’í, associado ao martírio da imortal Táhirih, à sujeição de Bahá’u’lláh aos rigores do Síyáh-Chál em Teerã e à bárbara execução de inúmeros heróis e santos da Idade Apostólica da Dispensação Bahá’í.

! REIS PEREGRINOS A PRESTAR TRIBUTO EM HUMILDADE Cabograma, 2 de abril de 1951

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Anuncio aos amigos do Oriente e do Ocidente a conclusão de dois terraços adicionais, assinalando o término do plano iniciado há um quarto de século, projetado para cumprir acariciado desejo do Mestre de conectar diretamente, através de uma série de nove terraços, o Sepulcro do Báb à Colônia Templária no sopé do Monte Carmelo. Maquinações dos rompedores do Convênio que conseguiram protelar o projeto por mais de uma década foram frustradas. Saudemos o sucesso do empreendimento que pressagia o dia destinado a testemunhar, conforme previsto por ‘Abdu’l-Bahá, reis peregrinos ascendendo por este caminho para prestar tributo em humildade ao Mártir Arauto da Fé de Bahá’u’lláh.

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EVENTOS QUE MARCAM ÉPOCA Cabograma, 25 de abril de 1951 Meu coração está repleto de gratidão ao contemplar a corrente de eventos que se sucedem velozmente, marcam época, realizando-se no curso do quinto ano do segundo Plano de Sete Anos, tornando-se memoráveis através da associação ao Centenário do Martírio do Profeta-Arauto da Dispensação Bahá’í, testemunhando a infalível proteção de Deus e as múltiplas bênçãos conferidas à Comunidade do Nome Supremo, tanto em seu Centro Mundial como em todos os continentes do globo. A justiça retributiva de Deus é impressionantemente demonstrada através de uma série de vendavais súbitos, rápidos, devastadores, varrendo por sobre líderes e comparsas dos rompedores do Convênio de Bahá’u’lláh, frustrando os planos, demolindo as esperanças e praticamente extinguindo os remanescentes do bando conspirador que ousou desafiar a autoridade, conseguiu infligir indizível tristeza e tramou assiduamente para romper a Última Vontade e Testamento de seu Centro designado. A triunfante Ordem Administrativa Bahá’í, expandindo-se irresistivelmente, agora abrange cento e seis Estados soberanos e territórios dependentes, constituindo um acréscimo de nada menos que vinte e sete países desde a celebração do Centenário da Declaração da Missão do Santo Báb. O número de idiomas para os quais a literatura bahá’í está traduzida ou em processo de tradução é maior do que oitenta. O número de Assembléias Locais e Nacionais incorporadas é de cento e dez.

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O Centenário do Martírio do Arauto da Fé foi condignamente comemorado, sincronizando-se à conclusão da Arcada e Parapeito de Seu Sepulcro no Monte Carmelo, assinalando o término do empreendimento de dois anos e de um quarto de milhão de dólares. As medidas preliminares para a construção dos dois Pilares adicionais da Casa Universal de Justiça, culminando na formação das Assembléias Nacionais na América Central, México e Antilhas, e na América do Sul, foram concluídas com sucesso, seguindo-se à elevação de um Pilar similar no Domínio do Canadá. A ornamentação interior do Templo-Mãe do Ocidente está virtualmente completa, pavimentando o caminho para a provisão de acessórios e paisagismo em preparação à sua consagração pública destinada a coincidir com as celebrações gêmeas da consumação do empreendimento de cinqüenta anos e do Nascimento da missão profética de Bahá’u’lláh. O prelúdio da histórica campanha africana, o principal objetivo do plano de dois anos da Comunidade Bahá’í das Ilhas Britânicas, unindo quatro Assembléias Nacionais em associação formal, é assinalado pela partida do primeiro pioneiro para Tanganica* e planos para estabelecimento em Costa do Ouro† e Uganda. Firmados com sucesso contratos somando mais de duzentos e dez mil dólares para pedras, caixilhos das janelas, balaustrada, aço, cimento, necessários para a construção do Octógono, Cilindro e Domo do Sepulcro do Báb, elevando a mil e seiscentas toneladas o total encomendado da Itália. *Tanganica foi uma república do leste africano pertencente à Comunidade britânica, cujo nome veio do Lago Tanganica, que formava sua fronteira ocidental. Em 1964, foi unida à ilha de Zanzibar, formando a Tanzânia. (fonte: pt.wikipedia.org) [n.r.] †Costa do Ouro foi uma colônia britânica no Golfo de Guiné, na África ocidental. Tornou-se a nação independente de Gana em 1957. (fonte: pt.wikipedia.org) [n.r.]

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O projeto de um quarto de século está concluído com a construção dos últimos dois terraços que ligam o mesmo edifício à Colônia Templária no sopé do Carmelo. O plano de quatro anos iniciado pela Assembléia Nacional persa, promovendo os interesses dos membros femininos da Comunidade, está concluído com sucesso, a despeito das crescentes inabilidades resultantes da recrudescência do fanatismo religioso que aflige a dolorosamente oprimida terra natal de Bahá’u’lláh. É dado um passo notável no progresso das mulheres bahá’ís do Oriente Médio através da extensão do direito, às crentes no Egito, de serem membros das Assembléias Locais. A terceira Conferência de Ensino e Escola de Verão da Europa foi realizada em Copenhague e assistida por cento e setenta e sete pessoas representando vinte e dois países. A segunda Conferência da Suíça Inteira reuniu-se em Zurique, prenunciando a integração mais íntima dos dez paísesmetas do continente europeu através da conseqüente formação das Assembléias Nacionais regionais na Escandinávia, países do Benelux, Suíça e Penínsulas Italiana e Ibérica. Literatura bahá’í em groenlandês, anteriormente disseminada até Thule, Etah, além do círculo polar ártico, foi despachada à estação de rádio em Brondlundsfjord, Peary Land, latitude oitenta e dois, posto fronteiriço ao extremo norte do globo. Laços que unem o Centro Mundial da Fé ao Estado soberano na Terra Santa, recém-surgido e em rápida consolidação, têm sido reforçados através da entrega da Mansão de Mazra‘ih à custódia bahá’í pelo Ministério de Assuntos Religiosos, do reconhecimento dos Dias Sagrados Bahá’ís pelo Ministério de Educação e Cultura, da isenção assegurada, em seguida, às dotações internacionais bahá’ís, e do reconhecimento conferido à certidão de casamento bahá’í.

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Cenário de severas crises no curso dos ministérios do Fundador da Fé e do Centro de Seu Convênio, a residência de Bahá’u’lláh em ‘Akká, reformada e mobiliada, é acrescentada aos Lugares Sagrados já abertos ao número constantemente crescente de visitantes locais e estrangeiros. Um passo significativo foi dado pela Sede do Governo da Cidade do Cairo, pressagiando o conseqüente reconhecimento das leis bahá’ís de caráter pessoal pelas autoridades de Estado, já codificadas e submetidas ao governo central pela Assembléia Nacional egípcia. Laços unindo a Comunidade Mundial Bahá’í e as Nações Unidas fortalecidos pela participação bahá’í na Conferência Regional das Organizações Não-Governamentais em Gênova e Istambul. Dados os passos preliminares à preparação do projeto final para o Mashriqu’l-Adhkár no Monte Carmelo pelo coordenador do Conselho Bahá’í Internacional, especificamente designado por ‘Abdu’l-Bahá para ser seu arquiteto. O processo do desdobramento da sempre-progressiva Ordem Administrativa, acelerado através da formação do Conselho Bahá’í Internacional designado a auxiliar na construção da superestrutura do Sepulcro do Báb, consolida laços que unem o florescente Centro Administrativo Mundial ao Estado recém-estabelecido, e abre caminho para a formação da Corte Bahá’í, essencial prelúdio à instituição da Casa Universal de Justiça. Saúdo particularmente a brilhante vitória conquistada pela Comunidade Bahá’í americana ao atender às necessidades financeiras para a finalização da ornamentação interior do Templo e eliminar o déficit no Fundo Victory, façanhas duplamente meritórias em razão das responsabilidades somadas, corajosamente assumidas, de auxiliar empreendimento na frente africana e construção do Sepulcro do Báb na Terra Santa.

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Estou emocionado pelas múltiplas evidências do prosseguimento simultâneo dos planos nacionais bahá’ís, no Oriente e no Ocidente, e da elevação e firme consolidação do Centro Mundial da Fé, constituindo as características distintivas da segunda época da Idade Formativa, cujo princípio, no amanhã da Segunda Guerra Mundial, coincidiu com a inauguração do segundo século bahá’í, e que promete eclipsar os esplendores da época antecedente, que a posteridade associará ao nascimento e avanço da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.

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REORIENTAÇÃO Cabograma, 25 de abril de 1951 O surgimento de um Estado soberano independente na Terra Santa, simultaneamente à elevação e consolidação do Centro Administrativo da Fé Mundial de Bahá’u’lláh, do qual o estabelecimento do Conselho Bahá’í Internacional e a construção da superestrutura do Sepulcro do Báb constituem as principais evidências iniciais, bem como a planejada aquisição de extensas propriedades nas circunvizinhanças da Sacratíssima Sepultura de Bahá e nos arredores do Santuário no Monte Carmelo, em Haifa, essenciais à preservação destes, resultantes das mudanças de ampla projeção no Estado recémestabelecido, demandam reorientação doravante e necessitam crescente suporte financeiro pelas Comunidades Bahá’ís nacionais do Oriente e Ocidente, mediante restrição dos orçamentos nacionais e locais. A extensão das verbas dos orçamentos nacionais e locais das Comunidades de ambos os hemisférios é considerada como uma obrigação espiritual e deixada à discrição dos representantes eleitos dos crentes.

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Além do mais, a participação individual dos crentes através de contribuições diretamente transmitidas à Terra Santa é imperativa e além do escopo da jurisdição das Assembléias Nacionais e Locais. Da resposta dos privilegiados construtores da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh dependem a natureza e a celeridade da evolução do Centro Administrativo Mundial, designada a culminar na construção da última unidade, coroando a estrutura da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. Nossa distinta colaboradora, Millie Collins, vice-coordenador do Conselho Internacional, está colocando-os a par dos problemas urgentes e dos planos projetados e dos contratos em andamento designados a acelerar o processo iniciado na Terra Santa para o fomento destes objetivos supremos, momentosos, altamente meritórios. Transmitam esta mensagem à todas as Assembléias Nacionais.

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CONSTRUÇÃO DO SANTUÁRIO SEGUE AVANTE 29 de maio de 1951 Anuncio aos amigos do Oriente e do Ocidente que as operações iniciadas no último Naw-Rúz na escavação para os oito fustes projetados para as colunas que suportam o Domo do Sepulcro do Báb foram terminadas. Remessa de trinta e três toneladas de aço, cinqüenta toneladas de cimento, entregues em segurança à Terra Santa. Assinado contrato de sete mil e trezentas libras (isto é, unidade de moeda israelense) para o trabalho estrutural capaz de sustentar a superestrutura de mil toneladas de peso. Recebida recentemente a primeira parcela das oitocentas toneladas de pedras para o Octógono e o Domo do Sepulcro. Grandemente acalentado pela resposta

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de crentes que se sacrificam em ambos hemisférios possibilitando o enérgico prosseguimento, nesta hora crítica, de tão sagrado empreendimento. Possa o apoio contínuo de todas comunidades acelerar sua gloriosa consumação.

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CONVIDO OS VALOROSOS CO-PARTÍCIPES NO SAGRADO EMPREENDIMENTO A UNIREM-SE A MIM EM ORAÇÕES Cabograma, 24 de Agosto de 1951 Anuncio às Assembléias Nacionais do Oriente e Ocidente que o sagrado e histórico empreendimento, que a posteridade aclamará como o mais condigno tributo da presente geração de construtores da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh em memória do Profeta-Arauto da Dispensação Bahá’í, está agora adentrando num novo estágio de desenvolvimento que pressagia o ano de consumação final que se aproxima. Devido à magnitude da tarefa empreendida, múltiplas responsabilidades já foram ombreadas pelas Comunidades Bahá’ís do Oriente e Ocidente, nenhum passo adicional além da construção da Arcada, ereção do Parapeito que a coroa, foi originalmente imaginado. A súbita e inesperada piora da situação internacional, a necessidade de se fazer economia, as exigências de atender à progressão do Centro Administrativo Mundial da Fé, impeliram-me subseqüentemente a firmar contrato na Itália para provisão de pedras necessárias tanto para o Octógono como para o Domo, deixando a retomada do trabalho de construção para data futura indefinida. Estou agora encorajado, face à resposta ao recente apelo, a tomar decisão avidamente antecipada de iniciar a Estrutura Octogonal, primeira unidade principal da superestrutura do sagrado e majestoso Edifício, projetado para

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suportar a Estrutura Cilíndrica e abrir caminho à construção do Domo, última unidade remanescente de todo o empreendimento. O contrato de aproximadamente trinta mil dólares acabou de ser firmado na Terra Santa para construção do Octógono, incluindo os oito Pináculos, seguindo-se a conclusão do trabalho estrutural iniciado em junho último. Outra remessa de cento e vinte toneladas, compreendendo parte inferior do Octógono e Pináculos, quatro Fachadas completas, Porta, Caixilhos de Janelas, chegou ao Porto de Haifa. Convido os valorosos co-partícipes no Sagrado Empreendimento a unirem-se a mim em orações para seu ininterrupto prosseguimento, em célere cumprimento das acariciadas esperanças de Bahá’u’lláh e de ‘Abdu’l-Bahá para a glorificação do local de eterno repouso do Ponto Primaz no âmago da Montanha Sagrada de Deus.

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AQUISIÇÃO DE ÁREA NO MONTE CARMELO Cabograma, 24 de setembro de 1951 Anuncio às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í que as prolongadas e delicadas negociações envolvendo os Ministérios de Finanças e de Assuntos Religiosos e a Municipalidade de Haifa culminaram em acordo a princípio para aquisição de terreno de aproximadamente vinte e dois mil metros quadrados, valor estimado em cento e dezoito mil dólares, situado na encosta do Monte Carmelo que contempla do alto o túmulo da Folha Mais Sagrada e arredores a leste do Sepulcro do Báb. A aquisição de área que se estende do coração ao cume da montanha salvaguarda os arredores do sagrado Mausoléu agora em processo de construção, amplia a base da estrutura

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administrativa do ascendente Centro Mundial da Fé na Terra Santa, pode induzir as autoridades civis a abandonar o projeto de construção de estrada arterial cruzando diagonalmente as dotações internacionais bahá’ís, e facilita a expansão dos terraços estendendo-se, finalmente, do sopé à coroa da Montanha Sagrada de Deus. Considerando transferência de parte das escrituras da terra em questão para as agências israelenses das Assembléias Nacionais americana e indiana, reservando o restante para futura transferência a outras Assembléias Nacionais seguindose à incorporação de suas respectivas agências em solo da Terra Santa.

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JUBILEU CENTENÁRIO Cabograma, 30 de novembro de 1951 Transmito a todas as Assembléias Nacionais do mundo bahá’í o seguinte anúncio momentoso. Ao aproximar-se o Grande Jubileu comemorativo do Centenário do término da Dispensação Bábí, o nascimento da Revelação de Bahá’u’lláh no Síyáh-Chál em Teerã, assim como imperativa necessidade de adotar-se medidas eficazes que assegurem condigna inauguração da terceira fase conclusiva da época inicial na execução do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá destinado a culminar no centésimo aniversário da Declaração do Fundador da Fé em Bagdá, impelem-me a convocar o mundo inteiro bahá’í, através das onze Assembléias Nacionais já funcionando no Oriente e no Ocidente, a apressar-se, levantar-se durante os dezesseis meses à frente, através de um esforço supremo, concertado, sustentado, a preparar-se para demonstração de solidariedade bahá’í de

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escopo e intensidade sem precedentes durante o inteiro curso da história bahá’í. As celebrações que se aproximam devem ser distinguidas através da inauguração do estágio intercontinental na evolução administrativa da Fé, antecipada há tempos, assinalando seu gradual desenvolvimento através de sucessivas fases de atividade bahá’í local, regional, nacional e internacional. A iniciação desta medida altamente significativa, além de consolidar as Assembléias Nacionais Bahá’ís nos cinco continentes do globo, será aclamada pela posteridade como contraparte da consolidação da Fé junto ao seu Centro Mundial através da recente formação do Conselho Bahá’í Internacional na Terra Santa. As festividades do Centenário do Ano Nove, continuando durante todo o Ano Santo que se inicia em outubro de 1952, devem incluir, à parte da consumação de planos iniciados por várias Assembléias Nacionais de ambos hemisférios, a consagração formal à adoração pública do Templo-Mãe do Ocidente, no coração do continente norte-americano, e o possível término da superestrutura do Sepulcro do Báb na Terra Santa, a convocação de quatro Conferências de Ensino Bahá’ís intercontinentais a serem realizadas sucessivamente no decurso do histórico Ano nos quatro continentes da África, América, Europa e Ásia. A primeira conferência será convocada pela Assembléia Espiritual Nacional britânica em Kampala, Uganda, na próxima primavera, representando as Assembléias Espirituais Nacionais britânica, americana, persa, egípcia, indiana, à qual os bahá’ís residentes na América, Pérsia, subcontinente indiano, Ilhas Britânicas, todo território do continente africano serão convidados a participar, almejando fincar a bandeira da Fé em territórios remanescentes e ilhas vizinhas a leste, sul e oeste do continente africano.

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A segunda conferência será convocada pela Assembléia Espiritual Nacional dos Estados Unidos em Wilmette, no período de Ridván, representando os principais fideicomissários do Plano de ‘Abdu’l-Bahá, suas Assembléias Nacionais aliadas e associadas dos Estados Unidos, Canadá e América Latina, à qual os bahá’ís de cada estado da união americana, cada província do Canadá, cada república da América Latina serão convidados a participar, designados a abrir caminho ao estabelecimento da Fé em territórios remanescentes das Américas e ilhas vizinhas em ambos oceanos, Atlântico e Pacífico. A terceira conferência será convocada pelo Comitê de Ensino Americano-Europeu em Estocolmo, Suécia, durante o verão, representando as Assembléias Nacionais americana, britânica e alemã, à qual os bahá’ís de cada um dos dez paísesmetas da Europa e Inglaterra, Escócia, País de Gales, Eire, França, Alemanha, Áustria e Finlândia serão convidados a participar, pelo propósito da introdução gradual da Fé nos remanescentes Estados soberanos do continente europeu e ilhas vizinhas no Mediterrâneo, Oceano Atlântico e Mar do Norte. A quarta conferência será convocada pela Assembléia Espiritual Nacional do subcontinente indiano em Nova Delhi, no outono, representando as Assembléias Nacionais da Pérsia, subcontinente indiano, Iraque, Australásia, Estados Unidos, Canadá, Américas Central e do Sul, à qual os bahá’ís residentes em cada um dos Estados soberanos e territórios dependentes na Ásia, Américas do Norte, Central e do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Tasmânia serão convidados a participar para deliberar sobre medidas calculadas para abrir a Fé nos Estados e territórios dependentes asiáticos remanescentes, particularmente no sul e leste da Ásia, e ilhas dos Oceanos Pacífico Sul e Índico.

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Dirijo apelo, particularmente aos convocadores das conferências acima mencionadas, para que dentro de curto período se levantem à disposição delas, considerem devotamente, planejem cuidadosamente, prossigam vigorosamente com suas respectivas tarefas sagradamente delegadas, tomem preliminarmente medidas imediatas para emitir os convites, estabeleçam os procedimentos, providenciem processos de trabalho agradáveis, confiram ampla publicidade, assegurem sucesso ressonante das conferências que marcam época, imortalizando o Centenário de memorável Ano, antevisto por São João, o Divino, prenunciado por Shaykh Ahmad, louvado pelo Báb, exaltado tanto por Bahá’u’lláh como por ‘Abdu’l-Bahá e constituindo prelúdio ao Supremo Jubileu que, semelhantemente, comemorará o Centenário da assunção formal pelo Autor da Revelação Bahá’í de Sua Posição profética, e assinalará, Deus queira, o estabelecimento da Fé em todo o mundo, previsto pelo Centro do Convênio em Suas Epístolas, profetizado por Daniel em seu livro, abrindo assim caminho para o advento da Idade Áurea destinada a testemunhar o reconhecimento mundial, a proclamação universal, o triunfo final da Causa de Bahá’u’lláh.

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ANTIGOS E NOVOS ROMPEDORES DO CONVÊNIO Cabograma, 13 de dezembro de 1951 Com sentimentos de profunda preocupação, pesar, indignação, sou compelido a revelar ao mundo bahá’í os recentes desdobramentos na Terra Santa, que fornecem prova adicional incontestável do relacionamento estabelecido entre antigos e novos rompedores do Convênio, que demonstram crescente ousadia, marcante e trágico declínio em caráter e

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condição espiritual dos netos de ‘Abdu’l-Bahá. Suas atitudes e condutas vergonhosas recebendo aprovação de parentes mais velhos. Evidências que multiplicam a testemunhante rebeldia crescente de Rúhí, os esforços exercidos por minha irmã mais velha a abrir caminho à quarta aliança com membros da família Siyyid ‘Alí, envolvendo matrimônio de sua neta com o filho de Rúhá, e contatos pessoais recentemente estabelecidos entre meu próprio irmão Riaz, traiçoeiro, desprezível, com Majdi’d-Dín, temível inimigo da Fé, antigo adepto inescrupuloso de Muhammad-‘Alí, arqui-rompedor do Convênio de Bahá’u’lláh. Transmito a informação à todas Assembléias Nacionais.

! O GUARDIÃO ANUNCIA A NOMEAÇÃO DE MÃOS DA CAUSA Cabograma, 24 de dezembro de 1951 Evoco sentimentos de profunda gratidão e júbilo à corrente de recentes eventos históricos pressagiando o surgimento e estabelecimento, antevistos há tempos, do Centro Administrativo Mundial da Fé de Bahá’u’lláh na Terra Santa, considerado o terceiro mais momentoso desenvolvimento a marcar época desde o princípio da Idade Formativa, no dia seguinte à Ascensão de ‘Abdu’l-Bahá. O quarto de século que constitui a época de abertura desta idade é assinalado sucessivamente pelo estabelecimento e consolidação, por um período de nada menos que dezesseis anos, das instituições locais e nacionais da Ordem Administrativa Bahá’í nos cinco continentes do globo, em conformidade com as provisões da Última Vontade do Centro do Convênio, e iniciação do primeiro Plano de Sete Anos pela Comunidade Bahá’í americana, assinalando a inauguração da

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primeira época na execução do Plano Divino de ‘Abdu’lBahá inevitavelmente mantido suspenso por mais de duas décadas, pendente à criação de agentes administrativos nomeados divinamente, designados por seu Autor para sua efetiva execução. Os anos que abrem a segunda época da Idade Formativa, que agora testemunham, finalmente, o início do terceiro imenso e majestoso processo fatídico a seguir-se aos dois desenvolvimentos acima mencionados através do gradativo surgimento das múltiplas instituições no Centro Mundial da Fé, como coroa da estrutura administrativa da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. Processo gigantesco agora colocado em movimento abrindo década do segundo Século Bahá’í, sincronizando com e derivando notável ímpeto através do nascimento do Estado soberano, Terra Santa, grandemente acelerado através de séries de eventos que se sucedem rapidamente, originados no Centro Mundial da Fé. Primeiro, a inauguração do sacratíssimo empreendimento mundial, sem precedentes nos anais da Fé, a construção da superestrutura do Sepulcro do Báb no coração do Monte Carmelo. Segundo, a criação do Conselho Bahá’í Internacional nos arredores do Santuário Sagrado, precursor da Casa Internacional de Justiça, órgão legislativo supremo da nascente, divinamente concebida, mundialmente abrangente Ordem Administrativa Bahá’í. Terceiro, a aquisição, restauração e embelezamento dos locais históricos associados ao encarceramento de Bahá’u’lláh, ‘Abdu’l-Bahá, reconhecimento do caráter sagrado destes locais, isenção de impostos pelo Estado recém-constituído, acessibilidade à apreciação do público em geral. Quarto, iniciação da negociação formal com autoridades municipais centrais do mesmo Estado com duplo propósito: preservar para a posteridade urgentemente as cercanias diretamente

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ameaçadas do Sacratíssimo Sepulcro do Fundador da Fé nos arredores de ‘Akká, e adquirir extensas, extremamente necessárias propriedades nas vizinhanças do Sepulcro do Báb, destinadas a servir como local de futuros edifícios imaginados por ‘Abdu’l-Bahá para abrigar agências auxiliares ao redor das instituições gêmeas da Guardiania e Casa de Justiça. Quinto, a preparação do projeto do futuro Mashriqu’l-Adhkár no Monte Carmelo, destacada característica indispensável ao desdobramento da ascendente Ordem Administrativa Mundial. Sexto, aproximação da convocação de quatro conferências abrangendo onze Assembléias Nacionais em todos os continentes do globo, assinalando a inauguração, além dos limites do Centro Mundial da Fé, do estágio intercontinental da atividade bahá’í, precursora da etapa final convocando reunião das Comunidades representativas de todos os Estados soberanos, territórios dependentes, ilhas, o planeta inteiro. A hora agora madura para dar um longo passo, inevitavelmente adiado, em conformidade com as provisões do Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, em combinação com os seis passos acima mencionados, através da nomeação do primeiro contingente de Mãos da Causa de Deus, doze em número, uniformemente distribuídos na Terra Santa, continentes asiático, americano, europeu. Passo inicial dado agora considerado como preparatório ao pleno desenvolvimento de instituição provida na Última Vontade de ‘Abdu’l-Bahá, comparada à medida preliminar da formação do Conselho Internacional destinado a culminar no surgimento da Casa Universal de Justiça. Instituição nascente que forja vigorosos elos unindo o ascendente Centro Mundial da Fé à Comunidade Mundial, em consolidação, de seguidores do Nome Supremo, abrindo caminho à adoção de medidas suplementares calculadas para reforçar as fundações da estrutura da Ordem Administrativa Bahá’í.

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As Mãos nomeadas consistem, da Terra Santa, Sutherland Maxwell, Mason Remey, Amelia Collins, coordenador, vicecoordenador, Conselho Bahá’í Internacional; Berço da Fé, Valíyu’lláh Varqá, Tarázu’lláh Samandarí, ‘Alí-Akbar Furútan; continente americano, Horace Holley, Dorothy Baker, Leroy Ioas; continente europeu, George Townshend, Hermann Grossmann, Ugo Giachery. Nove elevados à posição de Mão em três continentes, fora da Terra Santa, aconselhados a permanecerem nos presentes postos e continuarem a desincumbir-se dos vitais deveres administrativos e de ensino pendentes à designação de funções específicas conforme surgirem as necessidades. Urge a todos os nove comparecerem como meus representantes em todas as quatro conferências intercontinentais que se aproximam, bem como encarregaremse de quaisquer responsabilidades a eles incumbidas naquela época como representantes eleitos das Comunidades Bahá’ís nacionais. Comuniquem o texto da notificação à todas as Assembléias Nacionais.

! PEREGRINAÇÃO AO CENTRO MUNDIAL NOVAMENTE PERMITIDA 25 de dezembro de 1951

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Anuncio a todas as Assembléias Nacionais que as restrições à peregrinação estão sendo gradualmente removidas. Devido às prevalecentes condições, duração máxima será de nove dias. Necessária a permissão do Guardião, visto que poucos a cada vez são agora permitidos.

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SEGUNDA NOMEAÇÃO DE MÃOS DA CAUSA Cabograma, 29 de fevereiro de 1952 Anuncio aos amigos do Oriente e do Ocidente, através das Assembléias Nacionais, as seguintes nomeações, elevando o número dos atuais Mãos da Causa de Deus a dezenove. Domínio do Canadá e Estados Unidos, Fred Schopflocher e Corinne True, respectivamente. Berço da Fé, Dhikru’lláh Khádem, Shu’á’u’lláh ‘Alá’í. Alemanha, África, Austrália, Adelbert Mühlschlegel, Músá Banání, Clara Dunn, respectivamente. Membros do augusto corpo investidos, em conformidade com o Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, de função duplamente sagrada, a propagação e preservação da unidade da Fé de Bahá’u’lláh, e destinados a assumir individualmente, no decurso do tempo, a direção de instituições paralelas àquelas que se revolvem ao redor da Casa Universal de Justiça, o corpo legislativo supremo do mundo bahá’í, são agora recrutados de todos os cinco continentes do globo e representativos das três principais religiões mundiais da humanidade. A recém-nomeada Mão do Canadá foi recentemente urgida, por ocasião de sua peregrinação à Terra Santa, a empreender medidas preliminares em conjunto com a Assembléia Espiritual canadense para o estabelecimento de Hazíratu’l-Quds similares àqueles já fundados em Teerã, Wilmette, Bagdá, Sydney, Frankfurt, Cairo e Nova Delhi. Idênticas instruções foram dadas à nomeada Mão da África, durante sua já concluída peregrinação, para a aquisição de propriedade em Kampala a servir como Hazíratu’l-Quds local, em sincronismo com a formação da primeira Assembléia no coração da África, a ser considerada como núcleo do centro

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administrativo nacional da Fé destinado a surgir no dia seguinte à formação da Assembléia Espiritual Nacional dos Territórios Central e Oriental do Continente Africano.

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TRIPLO ANÚNCIO Cabograma, 8 de março de 1952 Ao aproximar-se ocasião de celebração do nono Naw-Rúz do segundo século bahá’í, desejo compartilhar o seguinte triplo anúncio ao mundo bahá’í através das Assembléias Nacionais do Oriente e Ocidente. Primeiro: Chegada segura na Terra Santa, no decurso dos últimos seis meses, das sucessivas remessas de pedras para as fachadas remanescentes do Octógono e Pináculos, dezoito caixilhos de janela pertencentes à Estrutura Cilíndrica, cem toneladas de cimento, trinta e cinco toneladas de madeiramento, quinze toneladas de aço, oito balaustradas de ferro trabalhado, pedras para a seção inferior da Estrutura Cilíndrica bem como para o término da construção da Estrutura Octogonal e a ereção dos Pináculos de quinze pés * que constituem, com as balaustradas ornamentais, o adorno central do Edifício Sagrado. O vidro com chumbo, necessário para as vinte e quatro janelas da Estrutura Octogonal e dezoito janelas em arco de estilo pontiagudo da Estrutura Cilíndrica, encomendado. Iniciadas pesquisas para a fabricação de telhas douradas, o material final necessário à construção do Sepulcro. Evoco, com sentimentos de humilde gratidão e intenso júbilo, a série de marcos históricos no progresso do sagrado empreendimento, associado, primeiro, ao sepultamento formal, no Naw-Rúz de 1909, sessenta anos lunares após o Martírio *

Aproximadamente 4,5 metros.

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do Báb, de Seu pó na cripta funerária do Santuário; segundo, o assentamento, quarenta anos depois, Naw-Rúz de 1949, das primeiras pedras do limiar da Arcada do Sepulcro; terceiro, a conclusão, dois anos mais tarde, Naw-Rúz de 1951, da escavação para oito pilares projetados para suportar o Domo, seguida pela colocação, um ano depois, na véspera do NawRúz de 1952, da segunda coroa do mesmo Edifício. O caminho agora está preparado para a construção da Estrutura Cilíndrica, incluindo dezoito janelas simbolizando as dezoito Letras do Vivente, os designados transmissores do alvorecer da Luz do Autor da Dispensação Bábí, bem como a construção do Domo dourado, constituindo a terceira e última unidade da tripla coroa destinada a irradiar seu esplendor no coração da Montanha Sagrada de Deus. Movido a prestar caloroso, amável tributo ao imortal arquiteto do Santuário e Mão da Causa, Sutherland Maxwell, e aos serviços de Ugo Giachery, Representante da Comunidade Bahá’í Internacional na ONU, recentemente elevado à posição de Mão da Causa, e membro recémnomeado do Conselho Bahá’í Internacional, que está habilmente desincumbindo-se de múltiplas responsabilidades ligadas ao poderoso empreendimento. Segundo anúncio: A ampliação do Conselho Bahá’í Internacional. O rol atual de membros compreende: ‘Amatu’lBahá Rúhíyyih, ligação designada entre eu e o Conselho. Mãos da Causa, Mason Remey, Amelia Collins, Ugo Giachery, Leroy Ioas, coordenador, vice-coordenador, livre-membro, secretáriogeral, respectivamente. Jessie Revell, Ethel Revel, Lutfu’lláh Hakim, tesoureiro, secretários-assistentes do Ocidente e Oriente. Terceiro anúncio: Seguindo-se às missões incumbidas às Mãos da Causa em relação ao estabelecimento de Hazíratu’lQuds no Domínio do Canadá e na África Central, instruí Ugo Giachery a empreender, em conjunto com o Comitê de Ensino

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Europeu, passos imediatos, após a conclusão de sua peregrinação, objetivando a formação da primeira Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Itália e Suíça, antes do término do segundo Plano de Sete Anos da Comunidade americana. Aconselho a Assembléia Nacional dos Estados Unidos a providenciar, através do Comitê de Ensino Europeu, a eleição, na ocasião do Naw-Rúz de 1953, de dezenove delegados por todas as Assembléias já estabelecidas em ambos países. Apressem a convocação no Ridván do mesmo ano, na cidade de Florença, na ocasião das festividades do Ano Santo Bahá’í, da primeira Convenção para o propósito expresso de eleger, através dos delegados, a designada Assembléia Nacional. Façam apelos à Comunidade Bahá’í americana, particularmente aos bahá’ís residentes na Itália e Suíça, para que façam o máximo que puderem para assegurar, durante o curso do ano vindouro, a multiplicação de Assembléias Espirituais em ambos países, ampliando deste modo a base do pilar projetado da futura Casa Universal de Justiça. Aconselhem ao Comitê de Ensino Europeu, quanto à consumação do glorioso empreendimento, para que emitam convite formal à sua progênie espiritual, a recém-surgida Assembléia Nacional, a participar, junto às suas irmãs, as Assembléias Nacionais dos Estados Unidos, das Ilhas Britânicas e da Alemanha, na Conferência Intercontinental em agosto do mesmo ano, na capital da Suécia. Antecipem a incumbência à mais jovem entre as doze Assembléias Nacionais do mundo bahá’í de um plano específico que a capacite, em conjunto com suas irmãs, as Assembléias Espirituais Nacionais do mundo bahá’í, a promover, no decurso dos dez anos que separam o segundo do Supremo Jubileu, a Cruzada Global designada a içar o estandarte de Bahá’u’lláh nos remanescentes Estados, territórios dependentes e ilhas do planeta inteiro. Convidem os

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participantes da terceira Conferência Intercontinental Bahá’í a comemorarem condignamente o jamais sonhado clímax das brilhantes vitórias conquistadas no curso do segundo Plano de Sete Anos, eclipsando os feitos alcançados no campo latinoamericano no decurso do primeiro Plano de Sete Anos e pressagiando o tremendo triunfo a ser conquistado no curso do terceiro Plano de Sete Anos nos continentes africano, asiático e australiano. Com os corações palpitantes tragam à lembrança as solenes afirmações e ardentes promessas registradas nas Epístolas do Plano Divino, visualizando as evidências do eterno domínio destinado a assinalar a inauguração e a acompanhar o progresso triunfal da missão da vanguarda de cruzados de Bahá’u’lláh e construtores-campeões de Sua ordem mundial nos continentes europeu, asiático, africano e australiano e nas ilhas do Oceano Pacífico. Aconselhem ao Comitê de Ensino Europeu a enviar por cabograma o texto do terceiro anúncio às Assembléias das capitais da Itália e da Suíça e urgir em meu nome a participação dos crentes suíços na primeira Conferência de Ensino em Roma, na véspera do Naw-Rúz deste ano, para consulta com seus colaboradores italianos sobre a execução do profético empreendimento edificador da alma no coração e no sul do continente europeu.

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CENTRO ADMINISTRATIVO NA ÁFRICA 16 de março de 1952 Informo às Assembléias Nacionais dos Estados Unidos, britânica, persa, egípcia, indiana, iminente aquisição de Hazíratu’l-Quds da África Central. Enviei minha contribuição, seis mil dólares, para empreendimento histórico. Apelo às cinco

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Assembléias Nacionais cooperantes a participarem através de contribuição para meritória aquisição. Preço de aquisição 5500 libras. Recomendo que encaminhem as contribuições a Banání, em Kampala.

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FALECE WILLIAM SUTHERLAND MAXWELL RÚHÍYYIH KHÁNUM NOMEADA MÃO 26 de março de 1952 Com coração entristecido anuncio através das Assembléias Nacionais que a Mão da Causa de Bahá’u’lláh, altamente estimada, ternamente amada Sutherland Maxwell, reuniu-se à glória do Reino de Abhá. Sua vida santificada, estendendose a bem próximo de oitenta anos, enriquecida durante o curso do Ministério de ‘Abdu’l-Bahá por serviços no Domínio do Canadá, enobrecida durante a Idade Formativa da Fé pela década de serviços na Terra Santa, durante os mais tenebrosos dias de minha vida, duplamente honrada através da associação à coroa de martírio ganha por May Maxwell e incomparável honra conferida à sua filha, consumação alcançada mediante sua designação como arquiteto do arco e da superestrutura do Sepulcro do Báb bem como a elevação à fileira de fronte das Mãos da Causa de Deus. Recomendo a todas as Assembléias Nacionais a realizarem reuniões memoriais condignas, particularmente no Mashriqu’l-Adhkár em Wilmette e no Hazíratu’l-Quds em Teerã. Instruí as Mãos da Causa nos Estados Unidos e Canadá, Horace Holley e Fred Schopflocher, a acompanharem o funeral como meus representantes em Montreal. Sou movido a dar o seu nome à porta ao sul do Túmulo do Báb como tributo aos seus serviços no segundo mais sagrado Santuário do mundo

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bahá’í. O manto de Mão da Causa agora recai sobre os ombros de sua distinguida filha, ‘Amatu’l-Bahá Rúhíyyih, que já prestou e ainda continua prestando múltiplos e não menos meritórios e auto-sacrificantes serviços ao Centro Mundial da Fé de Bahá’u’lláh.

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O PROCESSO HISTÓRICO Cabograma, 3 de abril de 1952 Anuncio às Assembléias Nacionais do Oriente e do Ocidente a jubilosa notícia da implementação final do acordo com as autoridades de Israel envolvendo aquisição, contra o pagamento de cento e dezoito mil dólares, de dezoito terrenos, aproximadamente seis acres, nos arredores do Sepulcro do Báb. O processo histórico de estabelecimento de dotações internacionais bahá’ís no Monte Carmelo, inevitavelmente mantido em suspenso por cinqüenta anos após o princípio da Fé, iniciado no dia seguinte à Ascensão de Bahá’u’lláh através da aquisição, no decurso do ministério de ‘Abdu’l-Bahá, de um limitado número de terrenos nas imediações do recémconstruído Túmulo no coração da Montanha de Deus, e grandemente acelerado através da aquisição de extensas propriedades, seguindo-se ao passamento do Mestre, tornada necessária pelo afluxo sem precedentes de imigrantes à Terra Santa, é agora reforçado mais ainda, elevando a área total possuída nas encostas do Monte Carmelo a quase cinqüenta acres. Desejo reconhecer os infatigáveis esforços exercidos pelo primeiro peregrino bahá’í ocidental desde a abertura das portas à peregrinação, Lawrence Hautz, em acelerar a conclusão bem-sucedida das prolongadas negociações com as autoridades civis da Terra Santa.

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A IRA VINGADORA DE DEUS Cabograma, 5 de abril de 1952 Informo às Assembléias Nacionais que a ira vingadora de Deus, tendo afligido em rápida sucessão durante os recentes anos dois filhos, irmão e cunhada do arqui-rompedor do Convênio de Bahá’u’lláh, abateu agora o segundo filho de Siyyid ‘Alí, Nayer Afnán, pivô de maquinações, conectando elos entre velhos e novos rompedores do Convênio. Somente o tempo revelará a extensão da destruição descarregada por este vírus de violação injetado, nutrido por mais de duas décadas na família de ‘Abdu’l-Bahá. A história estigmatizará aquele cuja avó, esposa de Bahá’u’lláh, associou-se aos rompedores de Seu Convênio no dia seguinte ao Seu passamento, cujos pais renderam a ela total apoio, cujo pai acusou abertamente Abdu’l-Bahá como alguém merecedor de pena de morte, que quebrou sua promessa à esposa do Báb de acompanhá-la à Terra Santa, precipitando deste modo sua morte, que foi repetidamente denunciado pelo Centro do Convênio como Seu principal inimigo, cujo irmão mais velho, através de deliberada distorção de fatos, infligiu humilhação aos defensores da Casa de Bahá’u’lláh em Bagdá, cuja cunhada está advogando a causa de inimigos declarados da Fé, cujos irmãos apoiaram-no ao atribuir a ‘Abdu’l-Bahá responsabilidade pela doença fatal que afligiu sua mãe, que, ele próprio, em retaliação, conseguiu conquistar, através do casamento, minha irmã mais velha, subseqüentemente abriu caminho para o casamento de seus irmãos com duas outras netas do Mestre, que estava planejando um quarto casamento entre sua filha e neto de ‘Abdu’l-Bahá, desta forma envolvendo

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em casamentos indecentes três ramos de Sua família, que por mais de vinte anos conspirou para solapar a posição do Centro da Fé através de associação com representantes de tradicionais inimigos da Fé na Pérsia, comunidades árabes muçulmanas, celebridades e autoridades civis na Terra Santa, que mais tarde foi convocado a aparecer como principal testemunha no interesse da filha de Badí’u’lláh em recente ação judicial desafiando a autoridade conferida ao Guardião da Fé no Testamento de ‘Abdu’l-Bahá.

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IRRESISTÍVEL MARCHA DA FÉ Cabograma, 23 de abril de 1952 Alma agitada, coração exaltado pela lembrança de eventos sinalizando o período de doze meses que precede o ano profético destinado a testemunhar a consumação de série de planos formulados pelas Assembléias Nacionais Bahá’ís de cinco continentes, bem como a inauguração do segundo glorioso Jubileu da Dispensação Bahá’í. A marcha irresistível da Fé foi assinalada simultaneamente pela firme consolidação de suas instituições administrativas e a rápida ampliação de suas fronteiras. Não menos que dezoito países foram inscritos, elevando o número total dentro de sua órbita a cento e vinte e quatro. Idiomas nos quais a literatura bahá’í é editada ou está sendo traduzida são agora noventa, incluindo doze línguas africanas. O vasto processo de avanço e estabelecimento do Centro Mundial da Fé tem sido acelerado. Contingentes de Mãos da Causa têm sido sucessivamente nomeados em cada continente do globo, cinco dos quais estão ombreando responsabilidades na Terra Santa. O Conselho Bahá’í Internacional tem sido ampliado e oficiais, designados.

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Uma entrevista foi concedida pelo primeiro-ministro de Israel, e literatura lhe foi presenteada, no curso de sua visita americana pelos representantes da Assembléia Nacional dos Estados Unidos. Dezoito terrenos, uma área de vinte e dois mil metros quadrados, foram acrescidos às dotações bahá’ís internacionais nas encostas do Carmelo. Inspeção do governo concluída, abrindo caminho para a aquisição de mais de cento e quarenta mil metros quadrados de propriedade nos arredores do Sacratíssimo Sepulcro em Bahjí. O projeto para o Mashriqu’l-Adhkár no Carmelo, concebido pelo coordenador do Conselho Bahá’í Internacional, completado. Privilégios, isenção já concedida aos Lugares Sagrados Bahá’ís em Israel pelo ministro das Finanças à Casa de ‘Abdu’l-Bahá, Casas de Peregrinos Orientais e Ocidentais. Peregrinações ao Centro Mundial da Fé recomeçadas após a década de hostilidades externas e distúrbios internos que agitaram a Terra Santa. Oito pilares, projetados para suportar a superestrutura de mil toneladas do Sepulcro do Báb, construídos. Contratos sucessivos, totalizando aproximadamente quarenta e sete mil dólares, para a construção do trabalho estrutural e a ereção do Octógono, assinados, culminando na conclusão da primeira unidade da superestrutura e no levantamento de oito pináculos, constituindo a segunda coroa do Edifício Sagrado. Preparativos para construir a Estrutura Cilíndrica, a unidade da fundação do Domo dourado do Sepulcro, iniciados. Pilares gêmeos da futura Casa de Justiça erigidos nas Américas Central e do Sul, pilar adicional projetado para Europa unindo o centro e o sul do continente. Medidas preliminares iniciadas para a convocação de quatro conferências intercontinentais nos continentes africano, americano, europeu e asiático, envolvendo a participação de doze Assembléias Espirituais Nacionais, designadas igualmente para celebrar condignamente o Centenário do Ano Nove e

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para lançar a cruzada de dez anos destinada a culminar no Supremo Jubileu. Plano de dois anos da Comunidade Bahá’í das Ilhas Britânicas lançado formalmente no continente africano através do envio de pioneiros aos territórios virgens de Tanganica, Uganda, e Gold Coast, foi reforçado pela designação da Libéria à Assembléia Nacional americana, Somália, Niassalândia e Rodésia do Norte à persa, Zanzibar e Madagascar à indiana, e Líbia e Argélia à egípcia, elevando o número de Estados e territórios dependentes a serem logo agora abertos à Fé a vinte e cinco. Primeiros frutos reunidos compreendem aquisição de Hazíratu’l-Quds de dezessete mil dólares em Kampala, estabelecimento de pioneiros persas, americanos, britânicos, egípcios e portugueses na Libéria, Rodésia do Norte, Angola, Líbia, Marrocos Espanhol e Moçambique, inauguração de aulas de ensino, reuniões públicas e firesides*, registro de diversos africanos nativos pertencentes às tribos Teso, Yao, Buganda e Mutoco, e a formação de Assembléias Espirituais em Kampala e Dar-es-Salaam. Campanha de Ensino européia, excedendo as mais acariciadas esperanças, estimulada sucessivamente pela convocação da quarta Conferência de Ensino Européia em Scheveningen, representativa de vinte e um países, a primeira Conferência Ibérica em Madri, a terceira Conferência Suíça em Berna, a primeira Conferência Italiana em Roma, a primeira Conferência de Benelux em Bruxelas e o estabelecimento de escritórios em Amsterdã, Bruxelas, cidade de Luxemburgo, Berna e Lisboa. O processo de consolidação da Fé estimulado pelo reconhecimento dos Dias Sagrados bahá’ís Fireside: literalmente significa “ao lado da lareira”; nome de origem inglesa atribuído a reuniões geralmente realizadas nas residências dos bahá’ís, abertas ao público em geral, para compartilhar a mensagem e os ensinamentos bahá’ís. [n.t.] *

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pelo superintendente de Escolas Públicas em Kenosha, superintendente de escola em Milwaukee e Departamento de Estado de Serviço Civil de Rhode Island, e do certificado de casamento bahá’í por autoridades civis de Indianápolis; pela autorização, através do Ajudante-Geral, de identificação bahá’í para crentes servindo nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Centros administrativos bahá’ís multiplicando-se constantemente em Hijaz, Iêmen, Bahrein, Ahsa, Kuwait, Qatar, Dubai, Mascate, Áden, anunciando convocação de histórica Convenção Bahá’í na Península Arábica, destinada a culminar na construção de um pilar da Casa Universal de Justiça no próprio centro do mundo islâmico. O plano de dezenove meses, formulado pela Assembléia Espiritual Nacional do subcontinente indiano e Burma, almejando dentre outras coisas a introdução e consolidação da Fé nas capitais de Nepal, Sião*, Indochina, Malásia, Indonésia e Sarawak. Laços unindo Comunidade Bahá’í Internacional às Nações Unidas reforçados pela participação oficial de delegados bahá’ís nas Conferências Não-Governamentais regionais em Istambul, Manágua, Denpasar, Paris e Lawrence, Kansas. Lugar histórico da Casa ocupada por Bahá’u’lláh em Istambul foi parcialmente adquirido, e investigações conduzidas para a aquisição de áreas similares associadas ao exílio do Fundador da Fé em Adrianópolis. Postos fronteiriços da fé, ao norte, reforçados através do estabelecimento de pioneiros em Edgedes Minde, Groenlândia, e em Yellowknife, Territórios do Noroeste Canadense. Por último, mas não menos importante, a ornamentação interna do Templo-Mãe do Ocidente foi concluída, e projeto foi adotado, fundos alocados pelos Fideicomissários do Templo *

Atual Tailândia. [n.r.]

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para paisagismo de seus arredores, constituindo o passo final para seu Jubileu que se aproxima. Apelo à Comunidade Bahá’í americana, que se encontra no limiar da conclusão do segundo Plano de Sete Anos, atravessando o último estágio do período de austeridade, confrontada pela aproximação do centenário do mais escuro, sangrento episódio na história bahá’í, associado ao holocausto, de âmbito nacional, do martírio de Táhirih, e ao aprisionamento de Bahá’u’lláh no Síyáh-Chál em Teerã, a erguerem-se e escalarem ainda mais elevadas alturas de autosacrifício e eliminarem o déficit no Fundo Nacional. Dirijo particular apelo fervoroso a que se apóiem para desempenhar um papel preponderante na iminente cruzada mundial que uma Comunidade mundial, utilizando os instrumentos de uma Ordem Administrativa Mundial divinamente designada, está preparando-se para lançar, em meio às intensas sombras de uma crise mundial, para a execução do plano de ‘Abdu’l-Bahá que abrange o mundo e o subseqüente desdobramento de uma civilização mundial, e a derradeira consumação do objetivo supremo, a iluminação e redenção de todo um mundo. Aconselho compartilhar mensagem com Assembléias Nacionais do Oriente e Ocidente.

! RÁPIDO PROGRESSO DO CENTRO MUNDIAL DECLÍNIO NOS DESTINOS DE ROMPEDORES DO CONVÊNIO Cabograma, 11 de junho de 1952

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No amanhã do sexagésimo aniversário da Ascensão de Bahá’u’lláh compartilho duplo anúncio com o mundo bahá’í, através de todas as Assembléias Nacionais: O rápido progresso do empreendimento que majestosamente se desdobra no coração da Sagrada Montanha de Deus, e o

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constante declínio nos destinos do restante dos antigos rompedores do Convênio que ainda desafiam provocativamente o poder combinado da Comunidade Mundial Bahá’í. A conclusão do Octógono, estabelecendo a segunda coroa sobre o Edifício Sagrado, sincronizada com o último Festival de Naw-Rúz, foi seguida pela construção e decoração da balaustrada no decurso do posterior período do Ridván. Investigações preliminares culminaram na ereção dos andaimes e início da construção da Estrutura Cilíndrica a um custo estimado de treze mil libras, constituindo a terceira unidade do Edifício, preparatória para o levantamento do Domo dourado. Experiências, antes da firmação do contrato para as telhas douradas para o Domo, concluídas. Antecipo confiantemente a conclusão de todas as preliminares, habilitando os construtores da poderosa, sagrada Estrutura, a iniciar a construção do Domo no amanhã da abertura do Ano Santo que se aproxima celeremente, abrindo caminho ao cumprimento da profecia de ‘Abdu’l-Bahá, pronunciada nos dias sombrios da Primeira Guerra Mundial, prevendo a glória do resplendente Domo saudando o devotado olhar de futuros peregrinos aproximando-se das costas da Terra Santa. Antigos rompedores do Convênio, não ensinados pelas lições dos sessenta anos passados, os reveses sofridos em relação à restituição das chaves do Santuário, a evacuação e restituição da Mansão, a devastadora perda, em rápida sucessão, de líderes e porta-vozes resistentes, amparados pelo apoio do pérfido Sohrab, engajando-se em serviços de um advogado esperto, hostil, desafiaram conjuntamente a autoridade conferida pelo Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, e instituíram processos legais contra o Guardião da Fé, questionaram seu direito de demolir a deteriorada casa situada dentro dos limites e constituindo-se em uma afronta ao Mais Sagrado Santuário do mundo bahá’í, foram malogrados pela

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intervenção do governo de Israel negando a competência da corte civil para adjudicar a questão, subseqüentemente ameaçaram apelar da decisão do governo para a Suprema Corte, provocaram as autoridades que, em conseqüência de minhas representações para ambos o primeiro-ministro e o ministro de Assuntos Externos, emitiram autorização para demolir as ruínas. Ação de curto prazo incitada pela animosidade cega, incontrolável, resultou na irremediável restrição dos privilégios há longo tempo estendidos aos rompedores do Convênio durante o curso de seis décadas, na ocasião da celebração dos Dias Sagrados bahá’ís. O notável sucesso na remoção das ruínas foi imediatamente seguido pelo paisagismo dos arredores do Santuário, a construção de um portão e a ornamentação das adjacências do Túmulo de Bahá’u’lláh, ao qual há muito tempo negou-se uma entrada condigna devido à deliberada obstrução pelos inimigos da Fé. Acesso público ao coração do Qiblih* do mundo bahá’í tornou-se agora possível através da passagem pelos sagrados arredores que conduzem sucessivamente à Sagrada Corte, aos santuários externo e interno, ao Abençoado Limiar e ao Santo dos Santos. Recentes eventos preludiam a aquisição e o desenvolvimento de mais de trinta acres de propriedade adjacentes ao lugar de descanso de Bahá’u’lláh e estão abrindo o caminho para a construção, no curso de futuras décadas, de um condigno Mausoléu destinado a abrigar em santuário o Pó do Fundador da Sacratíssima Fé de Deus.

Qiblih: Sagrado Sepulcro de Bahá’u’lláh, situado em Bahjí, ‘Akká, Israel, em cuja direção os bahá’ís devem volver suas faces ao recitar suas orações obrigatórias. [n.t.] *

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O CHAMADO DO SENHOR DAS HOSTES 30 de junho de 1952 A constante expansão das atividades conduzidas tão devotamente e tão eficientemente durante os últimos doze meses pelos membros da valorosa e exemplar Comunidade Bahá’í americana sob a égide de seus representantes nacionais eleitos é tal que evoca sentimentos de profunda e sincera admiração em meu coração, e servirá para elevar a estima em que eles são tidos por seus irmãos em cada continente do globo. A conclusão da ornamentação interior da mais sagrada Casa de Adoração até então a ser erigida pelos seguidores da Fé de Bahá’u’lláh, o início do paisagismo das imediações deste sagrado e majestoso Edifício, o presente lançamento da altamente promissora, profundamente significativa Campanha Africana, através da chegada e estabelecimento de pioneiros americanos em ambas, África oriental e ocidental; os enérgicos esforços exercidos para a multiplicação de instituições administrativas bahá’ís e o estímulo e consolidação do importantíssimo trabalho de ensino por todos os estados da União americana; o apoio generoso, resoluto e eficaz estendido às recém-nascidas Comunidades na América Latina em seus esforços para a consolidação da estrutura administrativa tão laboriosamente erigida em anos recentes; a pronta e entusiástica resposta ao chamado mundial para uma condigna celebração, pelo mundo bahá’í inteiro, do centésimo aniversário de nascimento da Missão profética de Bahá’u’lláh; os magnificentes serviços já prestados pelas recém-elevadas Mãos da Causa de Deus americanas em esferas diversificadas

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de atividade bahá’í ao Centro Mundial da Fé, na tripla função de acelerar a construção do Sepulcro do Báb, de consolidar os laços que unem o Conselho Bahá’í Internacional às autoridades civis de Israel, e de completar o desenho do projetado Mashriqu’l-Adhkár sobre o Monte Carmelo, bem como na América Latina; as repetidas contribuições realizadas para a construção daquele Sepulcro, para a extensão das dotações internacionais bahá’ís e a instituição do Hazíratu’lQuds em Kampala; a maravilhosa lealdade demonstrada em relação à repetida deserção de membros da Família Sagrada e as execráveis atividades dos rompedores do Convênio, ambos antigos e novos; assim como a cota que muitas destas Mãos tiveram em aplicar uma estonteante derrota aos inimigos da Fé que procuraram, de modo tão audacioso e desavergonhado, através de ação legal, desafiar a autoridade do Guardião da Fé e a publicamente humilhar a instituição criada através das cláusulas do Testamento de ‘Abdu’l-Bahá; o posterior desdobramento do projeto europeu através da inauguração das duas Conferências históricas realizadas nos Países Baixos e na Península Ibérica, e a convocação da profética Conferência em Roma, anunciando a formação da Assembléia Nacional ítalo-suíça – o mais legítimo fruto daquele poderoso Projeto – estes sobressaem-se como as realizações distintivas, inesquecíveis, infinitamente meritórias que a posteridade relembrará como as mais nobres façanhas imortalizando os anos concludentes do Segundo Plano de Sete Anos e conferindo indizíveis benefícios aos seus executores por toda a extensão da Grande República do Ocidente. Tão notável registro, tão esplêndidas realizações, conferindo à Comunidade Bahá’í americana, como devem inevitavelmente, as potencialidades tão essenciais à conduta adequada do iminente Plano de Dez Anos que constituirá o terceiro e último estágio na época inicial, no desdobramento do Plano de

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‘Abdu’l-Bahá, e bem pressagiando a triunfante conclusão do presente Plano de Sete Anos, podem, e devem, se a estrela desta invejável Comunidade continuar a elevar-se, rápida e ininterruptamente, ao seu meridiano, ser convertidos em um ponto de partida para as realizações de façanhas tais que não somente excederão em brilho o esplendor dos serviços já enumerados, como constituirão um condigno término para o segundo empreendimento coletivo levado a cabo na história bahá’í americana, no serviço da Causa de Bahá’u’lláh, e para a execução do grande Projeto concebido pelo Centro de Seu Convênio. O apoio estendido por uma Comunidade abnegada, magnânima, sempre alerta, para a construção da Estrutura Cilíndrica do sepulcro do Báb e a elevação da unidade que a coroa – o Domo propriamente dito – deve, no decurso deste ano, ser consistentemente mantido, tanto pelos membros individuais desta Comunidade como pelo corpo de seus representantes eleitos. O auxílio necessário para a aquisição de extensas propriedades, compreendendo tanto terrenos como casas, nas circunvizinhanças do Sacratíssimo Túmulo em Bahjí, e para a ornamentação dos arredores daquele consagrado Santuário – o Qiblih do mundo bahá’í – como um prelúdio necessário à construção de um condigno Mausoléu a abrigar os restos mortais da Suprema Manifestação de Deus na Terra, deve ser generosa e sistematicamente estendido. O projeto de paisagismo da área que circunda o recém-terminado Templo-Mãe do Ocidente, a tempo para sua consagração e abertura formal para adoração bahá’í pública, deve ser rápida e cuidadosamente executado. O Plano subsidiário formulado para a intensificação da Campanha de expansão e consolidação internas em cada estado da república americana deve ser assiduamente executado e sob nenhuma circunstância permitirse que se deteriore ou caia em pendência. O fluxo de pioneiros

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ao continente africano, para a Libéria, norte da África, oeste e leste da África deve, a qualquer custo e enquanto ainda houver tempo, ser substancialmente acelerado, como o prérequisito essencial à cruzada de Dez Anos a ser lançada por nada menos que cinco Assembléias Nacionais no continente africano, no amanhã das celebrações do iminente Ano Santo. O processo de multiplicação de Assembléias Locais bahá’ís nos dez países-metas da Europa, e particularmente na Itália e Suíça, e as medidas preparatórias necessárias para assegurar o sucesso das conferências gêmeas históricas destinadas a comemorar o último ano do empreendimento de Sete Anos lançado no continente europeu – a Conferência de Ensino Européia em Luxemburgo e a Convenção Ítalo-Suíça em Florença – devem ser impelidas avante com extremos cuidado, vigilância e vigor. O máximo auxílio e a necessária guia devem ser concedidos às recém-surgidas Comunidades irmãs, em ambas as Américas Central e do Sul, para capacitá-las a consumar seus Planos espontaneamente empreendidos, tão vitais para sua futura associação às Comunidades organizadas, em ambos os hemisférios oriental e ocidental, na execução do empreendimento mundial destinado a ser lançado no amanhã da celebração do Grande Jubileu que se aproxima. Acima de tudo, a mais cuidadosa, fervorosa, concentrada atenção deve ser dada por sua Assembléia, em conjunto com os diversos comitês nacionais, nomeados para este propósito, para a adequada celebração do Ano Santo, que rapidamente se aproxima, tanto local, como nacional e internacionalmente, com particular ênfase às três eminentes funções que os membros desta Assembléia devem executar, a saber, a solene consagração da concluída Casa de Adoração e a comemoração de seu Jubileu, a convocação formal da Conferência Intercontinental e a realização da Convenção Anual em Wilmette, e a efetiva participação dos membros da Comunidade

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Bahá’í americana, tanto oficial como extra-oficialmente, nas outras três outras históricas Conferências Intercontinentais a serem convocadas sucessivamente em Kampala, Estocolmo e Nova Delhi. As incumbências à frente, que clamam pelo dispêndio de cada onça* de energia por parte dos membros da infatigável Comunidade Bahá’í americana que se expande majestosamente, avança irresistivelmente, e pela vigilância inabalável de seus representantes nacionais eleitos, são imensas, altamente diversificadas, genuinamente desafiadoras, sagradas em caráter, inimagináveis em suas potencialidades, urgentes por sua própria natureza e inescapáveis nas responsabilidades que elas envolvem. No Centro Mundial da Fé, onde finalmente o mecanismo de suas mais altas instituições foi estabelecido, e ao redor de cujos sacratíssimos santuários os supremos órgãos de sua Ordem que se desdobra estão, em sua forma embrionária, desvelando-se; entre as diversificadas tribos e raças que povoam os territórios dependentes e principados do Continente Negro da África; nos vastos territórios das Américas Central e do Sul, tão diferentes em cultura, temperamento, hábitos, idioma e perspectiva; nas capitais e tradicionais baluartes de uma conglomeração de raças, nações, seitas e classes sociais espalhadas pelo continente europeu, altamente avançada em termos materiais mas espiritualmente faminta, extremamente atormentada, dominada pelo medo, desesperadamente dividida, heterogênea; no coração do continente africano; na capital do subcontinente indiano; em uma das principais capitais dos países escandinavos na Europa setentrional; no próprio coração da principal república do hemisfério ocidental, aos porta-estandartes da Fé de Bahá’u’lláh, aos construtores-campeões da Ordem Administrativa, e ao Chefe e nomeados executores do Plano*

Onça: medida de peso inglesa, equivalente a 28,349 gramas. [n.t.]

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Mestre do Centro de Seu Convênio foram atribuídas tarefas, obrigações e responsabilidades que eles não podem se permitir minimizar, negligenciar ou esquivar por um momento sequer, no decurso dos poucos meses à frente, que se esvaem celeremente, separando-os da mais grandiosa cruzada lançada até agora na história bahá’í. Dentro de apenas poucas semanas o mundo bahá’í adentrará o centenário daquele fatídico dia de quinze de agosto, quando um ato covarde, repleto de tão terríveis conseqüências, desencadeou uma série de trágicos eventos que macularam os anais da Fé, que precipitou calamidades em uma escala sem precedentes desde seu princípio e não superado em seu caráter trágico por qualquer evento exceto o martírio de seu Arauto, que culminou em um holocausto que rememora as mais horrendas tribulações sofridas pelos seguidores perseguidos de toda e qualquer religião anterior, e que, em contrapartida, abriu caminho, assim como a hora mais escura da noite precede o alvorecer, aos primeiros vislumbres que iriam proclamar, para um mundo que não suspeita, e em meio à escuridão e fedor do Síyáh-Chál de Teerã, o nascimento da Missão do Fundador de nossa Fé. Menos do que quatro meses nos separam das celebrações centenárias destinadas a comemorar condignamente aquele glorioso evento na história bahá’í, um evento ainda mais potente em suas implicações do que o nascimento da Dispensação Bábí e, em santidade, cedendo a nenhuma outra exceto à memorável ocasião em que o Fundador da Fé, Ele próprio, ascendeu ao trono de Sua soberania espiritual e formalmente assumiu, na cidade de Bagdá, Sua Missão Profética. O esplendor da tenra luz de Deus brilhando dentro das paredes daquele pestilento fosso – um esplendor, um infinitésimo vislumbre do qual, como o Fundador da Fé, Ele próprio, testifica mais tarde, fez com que os habitantes do Sinai desfalecessem – parecia, por assim dizer,

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estar entremesclado, enquanto Bahá’u’lláh jazia em correntes e grilhões naquela masmorra subterrânea e, por muitos meses depois, com a escuridão da tragédia que envolveu os membros de uma Comunidade perseguida em quase todas as províncias daquela terra infeliz. A luz do alvorecer da Revelação prometida e louvada pelo Báb assinala o fim da segunda e mais tenebrosa crise nos anais da Dispensação Bábí, e sinaliza o início de uma longa crise de dez anos, a primeira de três sucessivas que deixaram sua marca duradoura em Seu Ministério. Pouco admirável que, nos meses imediatamente à frente, quando nossos pensamentos estiverem fixos naqueles dias que pressagiaram a eclosão deste reino de terror sem precedentes, e a irrupção de uma luz de tão inconcebível esplendor, e no período de doze meses imediatamente seguinte em que comemoramos o centenário daquele reino de terror, bem como por toda a década seguinte, constituindo o centésimo aniversário do período seguinte ao nascimento de tão gloriosa Missão – pouco admirável que os seguidores do Autor de tal Revelação devam ser evocados a fim de emanarem, como um resgate por tanto sofrimento, e em gratidão por tão inestimáveis benefícios conferidos à humanidade, sua substância, esforçarem-se ao máximo, ascenderem aos cumes do auto-sacrifício, realizarem as mais valorosas façanhas, e, por meio de um esforço de dez anos combinado, determinado, consagrado, alcançarem suas mais grandiosas vitórias em honra do Fundador de sua Fé, em grata memória de Seus incontáveis servos massacrados, e pelo estabelecimento mundial e supremo triunfo de Sua embrionária Ordem Mundial. As quatro Conferências intercontinentais, constituindo os destaques das celebrações centenárias que comemoram este período único na história bahá’í, que mistura tanta tragédia e glória, bem como a consagração pública da Sacratíssima Casa de Adoração a ser erigida para a glória do Nome Supremo,

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devem igualmente proclamar, em tom nada irresoluto, a significação dos acontecimentos que, cem anos atrás, dotaram a humanidade de uma potência sem similar em qualquer período da história espiritual do mundo, e sinalizar a inauguração do que pode ainda vir a ser considerado um período de coletivas realizações administrativas e de ensino que distinguem a Idade Formativa de nossa Fé, e dotado de uma fertilidade comparável àquela que assinalou as façanhas espirituais dos rompedores da alvorada da Idade Heróica que o precedeu. Aos membros da valorosa Comunidade Bahá’í americana, os fideicomissários escolhidos e principais executores do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, que em virtude da missão a eles incumbida pelo Centro do Convênio de Bahá’u’lláh foram dotados de poder e estão plenamente qualificados a assumir um papel preponderante na condução desta cruzada de abrangência mundial; aos longânimes, inabaláveis, muito amados e constantes membros da venerável e ainda perseguida Comunidade de seguidores de Bahá’u’lláh labutando em Sua terra natal, cujos ancestrais espirituais deixaram um legado de insuperável heroísmo e santidade à geração que se ergue tanto no Oriente como no Ocidente; aos membros da pequena mas intensamente ativa Comunidade que habita no coração e centro da extensa Comunidade Britânica de Nações, cujo destino é fornecer um notável ímpeto ao progresso desta Cruzada mundial, despertando as vastas e heterogêneas multidões que prestam lealdade à Coroa Britânica e estão dispersas por todos os cinco continentes do globo; aos membros da igualmente pequena mas vigorosa e altamente promissora Comunidade, fincada no coração do continente europeu, cuja missão é difundir a luz da Fé através de todas as regiões que existem em sua vizinhança e projetar seu esplendor até o âmago do continente asiático; aos membros da Comunidade estabelecida no Domínio do Canadá, recém-surgida mas em rápido

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progresso, valiosos aliados da Comunidade Bahá’í americana no fomento do Grande Projeto delineado nas imortais Epístolas de ‘Abdu’l-Bahá; aos membros da Comunidade no continente indiano, leal, que labuta assiduamente, altamente diversificada, cuja posição geográfica os habilita a estender substancial auxílio à prodigiosa tarefa de despertar os povos do sudeste da Ásia à Mensagem redentora de Bahá’u’lláh; aos membros da segunda Comunidade mais perseguida, porém resoluta, estabelecida no coração de ambos os mundos árabe e muçulmano, que em virtude da posição que ocupam devem exercer uma influência distintiva na libertação de uma Fé proscrita dos grilhões da ortodoxia religiosa; aos membros da Comunidade jovial, mas que funciona vigorosamente, defendendo a Causa de Bahá’u’lláh nas Antípodas, quem, por motivo de sua íntima proximidade, são esperados a contribuir uma porção substancial para o estabelecimento das instituições da Fé nas numerosas e amplamente espalhadas ilhas e arquipélagos do Oceano Pacífico Sul; aos membros de uma Comunidade há tempos estabelecida, mas ainda perseguida, que habita um território que bem pode ser classificado, ao lado da Terra Santa e do Berço de nossa Fé, como o mais sagrado em todo o mundo bahá’í, que estão destinados a compartilhar com seus irmãos na Pérsia, Egito e Paquistão a tarefa de alcançar o reconhecimento de uma Fé oprimida, pelos líderes eclesiásticos do Islã; às recém-nascidas, espiritualmente alertas Comunidades das Américas Central e do Sul que, em virtude das responsabilidades investidas aos habitantes do hemisfério ocidental através do ressonante chamado de Bahá’u’lláh no Aqdas e das declarações do Centro de Seu Convênio, são esperados por seus irmãos, tanto no Oriente como no Ocidente, a exercer valorosamente sua influência como associados dos executores-chefes do Plano legado por ‘Abdu’l-Bahá aos membros das Comunidades na Itália e Suíça,

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até agora no embrionário estágio de seu desenvolvimento, e que logo tomarão seu lugar como uma entidade independente na Comunidade Internacional Bahá’í e devem assumir sua parte na implantação da bandeira de uma Fé triunfante no coração de um continente considerado como o berço da civilização ocidental, bem como no baluarte e nervo central da mais poderosa igreja da Cristandade; de fato, a todo crente que, quer isolado ou associado a qualquer Assembléia Local ou grupo, embora até agora não identificado especificamente com qualquer Plano nacional para a sistemática execução desta Cruzada, ainda pode, e de fato deve, prestar sua particular assistência neste gigantesco empreendimento – a todos, sem distinção de raça, nação, classe, cor, idade ou sexo, sinto-me movido, à medida que a hora profética de um memorável centenário se aproxima, a dirigir meu apelo, com todo o fervor que minha alma pode comandar e todo o amor que meu coração contém, a novamente consagrar-lhes, coletiva e individualmente, à tarefa que diante deles se apresenta. Sob quaisquer condições em que possam estar labutando as legiões do exército de Bahá’u’lláh ternamente amadas, divinamente apoiadas, marchando avante, em qualquer cenário em que possam operar, em qualquer clima que batalhem, seja nos territórios frios e inóspitos além do círculo ártico ou nas zonas tórridas de ambos os hemisférios oriental e ocidental; nas fronteiras das florestas de Burma, Malásia e Índia; nas orlas dos desertos da África e da Península Arábica; nas ilhas solitárias, longínquas, atrasadas e escassamente habitadas que pontilham os Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e o Mar do Norte; em meio às diversificadas tribos dos negros da África, aos esquimós e lapões das regiões árticas, aos mongóis do leste e sudeste da Ásia, aos polinésios das Ilhas do Pacífico Sul, às reservas dos indígenas pele-vermelha em ambos continentes americanos, aos maoris da Nova Zelândia e aos

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aborígines da Austrália; dentro dos baluartes do Cristianismo e do Islã, consagrados pelo tempo, quer seja em Meca, Roma, Cairo, Najaf ou Karbilá; ou em cidades e metrópoles cujos habitantes estejam imersos em denso materialismo ou respirem o fétido ar de um racismo agressivo, ou encontrem-se eles próprios amarrados pelas correntes e grilhões de um intelectualismo arrogante, ou tenham caído vítimas das forças de um nacionalismo cego e militante, ou estejam imersos na atmosfera de um eclesiasticismo restrito e intolerante – a todos eles, bem como àqueles que, à medida que prosperam as fortunas desta fatídica Cruzada, serão evocados a desfraldar o estandarte de uma Fé que tudo conquista nos baluartes do Hinduísmo, e a auxiliar na ruptura de um rígido e duradouro sistema de castas, que substituirão os seminários e monastérios atuando como sementeiras da Fé Budista, com as instituições divinamente ordenadas da vitoriosa Ordem de Bahá’u’lláh, que penetrarão as florestas do Amazonas, escalarão as montanhas-fortaleza do Tibet, estabelecerão contato direto com as multidões abundantes e infelizes no interior da China, Mongólia e Japão, sentar-se-ão com os leprosos, associar-seão aos banidos em suas colônias penais, atravessarão os estepes da Rússia ou dispersar-se-ão por todos os desertos da Sibéria, eu dirijo meu fervoroso apelo a obedecerem, como condiz a Seus guerreiros, os chamados do Senhor das Hostes, e prepararem-se para aquele Dia dos Dias em que Seus batalhões vitoriosos celebrarão, para o acompanhamento de hosanas dos anjos invisíveis no Reino de Abhá, a hora da vitória final. Clamando das profundezas de Sua alma, ‘Abdu’l-Bahá, expressa Seu anseio, em uma passagem memorável, nas Epístolas do Plano Divino, dirigida aos crentes norteamericanos: “Ó se eu pudesse viajar, ainda que a pé e na máxima pobreza, a estas regiões e, erguendo o chamado de Yá

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Bahá’u’l-Abhá em cidades, aldeias, montanhas, desertos e oceanos, promover os ensinamentos divinos! Isso, infelizmente, eu não posso fazer. Quão intensamente eu lamento! Apraza a Deus que vós o possais fazer!”* O Autor de nossa Fé, Ele próprio, admoesta Seus seguidores: “Ensinai a Causa de Deus, ó povo de Bahá, pois Deus prescreveu a cada um o dever de proclamar Sua Mensagem e considera isto o mais meritório de todos os atos.”† “Se alguém se levantar para o triunfo de Nossa Causa, a ele Deus fará vitorioso, embora dezenas de milhares de inimigos contra ele se aliem.”‡ Ele assegura-lhes: “Os que abandonaram sua pátria, com o fim de disseminar Nossa Causa – a estes, o Espírito Fiel haverá de fortalecer através de seu poder. ...Tal serviço é, em verdade, o príncipe de todos os atos belos, o adorno de todas as belas ações.”§ O último pungente chamado de ‘Abdu’l-Bahá ao inteiro corpo dos seguidores da Fé de Seu Pai, conforme registrado em Sua Última Vontade e Testamento, é: “Ao chegar a hora em que esta ave injustiçada e de asas partidas tenha alçado vôo para o Concurso Celestial... incumbirá... a todos os amigos e amados – a todos, sem exceção – despertarem e se levantarem de coração e alma e de comum acordo para... ensinar Sua Causa e disseminar Sua Fé. Não devem descansar, nem que seja por um momento, nem buscar repouso. Devem se dispersar por todas as terras... e viajar através de todas as regiões. *Epístolas do Plano Divino. pp. 39-40. †Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh. 2a ed. p.208. ‡Sem referência do original, porém este texto também é citado em outro livro do Guardião: A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, p. 141. §Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh. p. 247.

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Despertos, infatigáveis, constantes até o fim, devem eles erguer em toda parte o brado triunfal: Yá Bahá’u’l-Abhá! ...e uma vasta assembléia, por todo o Oriente e todo o Ocidente, reúna-se à sombra do Verbo de Deus, a fim de que as doces fragrâncias da santidade possam ser difundidas, as faces brilhem radiantemente, os corações sejam imbuídos do Espírito Divino e as almas tornem-se celestiais.”* Não importa quão longo o período que os separa da vitória final; quão árdua a tarefa; quão formidáveis os esforços deles exigidos; quão tenebrosos os dias que a humanidade, perplexa e dolorosamente experimentada, deve, em sua hora de angústia, atravessar; quão severos os testes com que aqueles que estão para redimir suas fortunas serão confrontados; quão aflitivos os dardos que seus atuais inimigos, bem como aqueles que a Providência, através de Suas misteriosas dispensações, erguerá de dentro e de fora, possam chover sobre eles, quão dolorosa a provação da separação temporária entre e coração e o nervo central de sua Fé que futuros imprevisíveis distúrbios possam impor sobre eles, eu imploro-lhes, pelo sangue precioso que fluiu em tão grande profusão, pelas vidas dos inumeráveis santos e heróis que forma imolados, pelo supremo, glorioso sacrifício do Profeta-Arauto de nossa Fé, pelas tribulações que seu Fundador, Ele próprio, desejosamente experimentou, de modo que Sua Causa pudesse viver, Sua Ordem pudesse redimir um mundo despedaçado e sua glória, cobrir todo o planeta – eu imploro-lhes, à medida que esta hora solene se aproxima, que jamais resolvam recuar, jamais hesitar, jamais repousar, até que cada um e todos os objetivos nos Planos a serem proclamados, em uma data por vir, tenham sido plenamente consumados. Seu verdadeiro irmão, *A Última Vontade e Testamento. 3a ed. pp.10-1.

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CUMPRIMENTO DOS PLANOS NACIONAIS DE ENSINO Cabograma, 5 de agosto de 1952 Evoco com sentimentos de profunda emoção, à medida que se aproximam meados de agosto, as aflitivas circunstâncias ligadas ao ato covarde que, cem anos atrás, precipitaram a corrente de eventos calamitosos, incomparáveis em escopo e severidade nos anais da Fé de Bahá’u’lláh e que constituem, depois do martírio de seu Arauto, o episódio mais tenebroso, sangrento e trágico da Idade Heróica da Dispensação Bahá’í. Convidem os membros de todas Comunidades do mundo bahá’í, que se encontra no limiar do Ano Santo, a lembrarem as múltiplas tribulações afligindo a infante Fé de Deus, imediatamente precedentes, concomitantes e seguintes ao aprisionamento do Autor da Revelação Bahá’í no Síyáh-Chál, em Teerã, a sombria cena do nascimento de Sua gloriosa missão. Instem-nos a recordarem-se os inúmeros atos bárbaros em que tomaram parte o rei, o governo, o povo e os eclesiásticos, a ponderarem o caráter feroz das perseguições e a meditarem sobre a vastidão de seu âmbito bem como sobre suas conseqüências de ampla projeção. Peçam-lhes que se detenham particularmente sobre o aparente desamparo da perseverante Fé de Deus e que dirijam especial atenção às provações sofridas por Bahá’u’lláh, seu único pilar sobrevivente, subseqüente ao nascimento de Sua Missão, Seu derradeiro banimento, e culminando em Seu encarceramento na Terra Santa e no cumprimento de profecias de épocas muito distantes. Dirijam-se a eles, bem como a seus representantes nacionais, meu último apelo neste momento de início das

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Celebrações Centenárias que se aproximam, a exercerem, no curso dos meses à frente, críticos, fugazes, um esforço final, supremo, para assegurar sucesso completo, total, de todos os planos formulados pelas Assembléias Nacionais em cada continente do globo, culminando no período do Ridván, caindo no meio e assinalando as características centrais das celebrações do Ano Santo. Suplicando pelas generosas bênçãos de Deus sobre todos empreendimentos nacionais, a triunfante consumação final dos quais será considerada pela posteridade um condigno tributo pago por seus participantes à memória imortal do heroísmo sem precedentes dos rompedores da alvorada da Idade Apostólica da Dispensação de Bahá’u’lláh e coroará as festividades comemorativas do centenário do nascimento de Sua Missão, e constituirá um valioso prelúdio ao lançamento da cruzada espiritual global destinada a culminar no centésimo aniversário da assunção formal, pelo Autor da Revelação Bahá’í, de Sua Missão Profética, e a difundir o esplendor de Sua Fé sobre a face de todo o planeta. Compartilhem a mensagem com todas as Assembléias Nacionais.

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LANÇANDO A CRUZADA ESPIRITUAL DE ÂMBITO MUNDIAL Cabograma, 8 de outubro de 1952 Saúdo, com sentimentos de humilde gratidão e ilimitado júbilo, a abertura do Ano Santo comemorativo do centenário da elevação do Orbe da mais sublime Revelação de Bahá’u’lláh, assinalando a consumação do ciclo de seis mil anos prenunciado por Adão, glorificado por todos os profetas do passado e selado com o sangue do Autor da Dispensação

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Bábí. Evoquem nesta auspiciosa ocasião a memória gloriosa e aclamem as façanhas imortais dos rompedores da alvorada da Idade Apostólica da Dispensação Bahá’í no Berço da Fé, e os poderosos feitos dos construtores-campeões de sua ascendente Ordem Mundial no hemisfério ocidental, bem como a abundância de valorosas realizações das gerações passadas e atuais de seus irmãos nos continentes europeu, asiático, africano e australiano, cujas realizações combinadas durante os cento e nove anos de sua existência contribuíram para a sobrevivência da perseverante Fé de Deus, o reforço de seu poder infantil, a salvaguarda da unidade de seus apoiadores, a preservação da integridade de seus ensinamentos, o enriquecimento das vidas de seus seguidores, a ascensão das instituições de sua Ordem Administrativa, a conformação dos instrumentos para a difusão sistemática de sua luz e a ampliação e consolidação de seus alicerces. Movido a expressar a confiante esperança, à medida que as celebrações centenárias iniciando-se agora atinjam seu clímax durante o período do Ridván que se aproxima, de que os planos formulados pelos valorosos membros da Comunidade Mundial Bahá’í nos cinco continentes possam, todos eles, através de sua vitoriosa consumação, adicionar distinto novo brilho às festividades mundiais que constituem o tributo coletivo prestado pelos seguidores do Nome Supremo à memória do venerável Fundador de sua Fé, em honra do centenário do nascimento de Sua Missão e da eterna glória de Sua Ordem Mundial embrionária que se desdobra majestosamente. Sinto ser a hora propícia para proclamar a todo o mundo bahá’í o lançamento projetado por ocasião da convocação das Conferências Intercontinentais que se aproximam nos quatro continentes do globo, da Cruzada Espiritual marcada pelo destino, comovente, de uma década, de abrangência mundial, envolvendo o início simultâneo de doze Planos de Dez Anos

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nacionais, e a participação combinada de todas Assembléias Espirituais Nacionais do mundo bahá’í objetivando a imediata extensão do reino espiritual de Bahá’u’lláh, bem como o conseqüente estabelecimento da estrutura de Sua Ordem Administrativa em todos remanescentes Estados soberanos, principais territórios dependentes compreendendo principados, sultanatos, emirados, xecados, protetorados, territórios sob tutela e colônias reais espalhados sobre a superfície de todo o planeta. O inteiro corpo dos apoiadores declarados da todaconquistadora Fé de Bahá’u’lláh está agora convocado a atingir em uma única década feitos que eclipsem na totalidade as realizações que no curso das onze décadas precedentes iluminaram os anais do pioneirismo bahá’í. Os quádruplos objetivos da vindoura Cruzada, assinalando a terceira e última fase da época inicial da evolução do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, estão destinados a culminar nas festividades mundiais comemorando o Supremo Jubileu que rapidamente se aproxima. Primeiro, desenvolvimento das instituições do Centro Mundial da Fé na Terra Santa. Segundo, consolidação, através de medidas cuidadosamente delineadas no setor civil dos doze territórios destinados a servir como base administrativa para as operações dos doze Planos Nacionais. Terceiro, consolidação de todos os territórios já abertos à Fé. Quarto, a abertura dos principais territórios virgens remanescentes sobre o planeta através de específicas destinações a cada Assembléia Nacional em funcionamento no mundo bahá’í. A designada, histórica aventura espiritual, ao mesmo tempo árdua, audaciosa, desafiadora, sem precedentes em escopo e caráter em todo o domínio da história bahá’í, a ser logo posta em ação, envolve: A adoção de medidas preliminares para a construção do Sepulcro de Bahá’u’lláh na Terra Santa.

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A duplicação do número de países sob o pálio da Fé, através do plantio de sua bandeira nos remanescentes Estados soberanos do planeta, bem como nos remanescentes territórios virgens mencionados nas Epístolas do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, envolvendo a abertura de quarenta e um países no continente asiático, trinta e três no africano, trinta no europeu, vinte e sete no americano. O aumento em mais do que o dobro no número de idiomas aos quais a literatura bahá’í está traduzida, impressa ou em processo de tradução – quarenta na Ásia, trinta e um na África, dez na Europa e dez na América, a serem alocados às Comunidades Bahá’ís americana, britânica, indiana e australiana, inclusive para a maior parte daqueles aos quais os Evangelhos já foram traduzidos. A duplicação do número de Mashriqu’l-Adhkárs através do início da construção de um no continente asiático e outro no europeu. A aquisição do local do futuro Mashriqu’l-Adhkár no Monte Carmelo. A compra dos terrenos para onze futuros Templos, três no continente americano, três no africano, dois no asiático, dois no europeu, um no australiano. A construção da primeira das dependências do Mashriqu’lAdhkár em Wilmette. O desenvolvimento das funções da instituição das Mãos da Causa. O estabelecimento da Corte Bahá’í na Terra Santa, preliminarmente ao surgimento da Casa Universal de Justiça. A codificação das leis e ordenanças do Kitáb-i-Aqdas, Livro-Mater da Revelação Bahá’í. O estabelecimento de seis Cortes Bahá’ís nacionais nas principais cidades do oriente islâmico – Teerã, Cairo, Bagdá, Nova Delhi, Karachi, Cabul.

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A ampliação das dotações internacionais bahá’ís na Terra Santa, na Planície de ‘Akká e nas encostas do Monte Carmelo. A construção dos Arquivos Internacionais Bahá’ís nas proximidades do Sepulcro do Báb. A construção de um túmulo para a esposa do Báb em Shíráz. A identificação dos túmulos do pai de Bahá’u’lláh e da mãe e tio do Báb para novo enterro no cemitério bahá’í nas vizinhanças da Suprema Casa. A aquisição do Jardim de Ridván em Bagdá, local do SíyáhChál em Teerã, local do martírio do Báb em Tabríz e de seu encarceramento em Chihríq. O aumento em mais do que o quádruplo no número de Assembléias Espirituais Nacionais – vinte e uma no continente americano, treze no europeu, dez no asiático, três no africano e uma no australiano. A multiplicação por sete do número de Hazíratu’l-Quds, seu estabelecimento nas capitais dos principais Estados soberanos e mais importantes cidades dos principais territórios dependentes do planeta – vinte e um na América, quinze na Europa, nove na Ásia, três na África, um na Nova Zelândia. A estruturação das constituições bahá’ís nacionais e estabelecimento de dotações bahá’ís nacionais nas principais capitais e cidades dos mesmos Estados e territórios dependentes. O aumento em mais do que o quíntuplo no número de Assembléias Nacionais incorporadas – vinte e uma na América, treze na Europa, doze na Ásia, três na África, uma na Australásia. O estabelecimento de seis Editoras Bahá’ís – duas na América, duas na Ásia, uma na África, uma na Europa. ·A participação das mulheres da Pérsia como membros de Assembléias Nacionais e Locais.

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O estabelecimento de sete sucursais israelitas de Assembléias Espirituais Nacionais – duas da Europa, duas da Ásia, uma da América, uma da África e uma da Austrália. O estabelecimento de uma gráfica nacional bahá’í em Teerã. O reforço dos laços que unem a Comunidade Mundial Bahá’í às Nações Unidas. A inclusão, as circunstâncias permitindo, de onze repúblicas abrangidas pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e dois Estados europeus controlados pelos soviéticos, na órbita da Ordem Administrativa da Fé. A convocação de um Congresso Bahá’í Mundial nos arredores do Jardim de Ridván, Bagdá, terceira cidade mais sagrada do mundo bahá’í, na ocasião das celebrações mundiais do Supremo Jubileu, comemorando o Centenário da Ascensão de Bahá’u’lláh ao Trono de Sua Soberania. A corrente história bahá’í deve, doravante, à medida que se abre a segunda década do segundo século bahá’í, moverse rápida e majestosamente como jamais moveu-se antes, desde o princípio da Fé há mais de um século. Símbolos terrenos da celestial Soberania de Bahá’u’lláh devem necessariamente, antes que a década que separa os dois memoráveis Jubileus aproxime-se do final, ser erguidos tão ao norte quanto Franklin, além do círculo ártico, e tão ao sul quanto as Ilhas Falkland, que assinalam o extremo sul do hemisfério ocidental, entre as remotas, solitárias, inóspitas ilhas dos arquipélagos do Pacífico Sul, dos Oceanos Índico e Atlântico, as fortalezas montanhosas do Tibet, as selvas da África, os desertos da Arábia, os estepes da Rússia, as Reservas Indígenas da América do Norte, as desoladas terras da Sibéria e da Mongólia, entre os esquimós da Groenlândia e do Alaska, os negros da África, os baluartes budistas no coração da Ásia,

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entre os lapões da Finlândia, os polinésios das Ilhas do Mar do Sul, negritos* dos arquipélagos do Oceano Pacífico Sul. Os amplos contornos do plano de abrangência mundial foram revelados divinamente. Seu curso foi garantido pela infalível Pena de ‘Abdu’l-Bahá. Suas reluzentes metas foram estabelecidas. O indispensável mecanismo administrativo foi criado. O sinal foi dado pelo Autor do Plano, seu Comandante Supremo. O Senhor das Hostes, o Rei dos Reis prometeu infalível apoio para todo cruzado que batalhe por Sua Causa. Batalhões invisíveis estão agrupados, fileira por fileira, prontos para verterem reforços do alto. O exército de luz de Bahá’u’lláh encontra-se no limiar do Ano Santo. Deixai-os, à medida que adentrem, jurar em uma só voz, um coração, uma alma, jamais retroceder, em todo o curso da profética década à frente, até que todos tenham contribuído sua porção no estabelecimento, em uma escala mundial, de uma base administrativa inexpugnável para o Reino prometido por Cristo sobre a Terra, elevando desse modo o coro de júbilo universal em que terra e céu unir-se-ão como profetizado por Daniel, ecoado por ‘Abdu’l-Bahá: “naquele dia o crente regozijar-seá com excelente contentamento.” Rogo às quinze Mãos dos cinco continentes, em virtude de sua suprema função como instrumentos escolhidos para a propagação da Fé, a inaugurarem missão histórica através da nomeação, durante o Ridván de 1954, de cinco corpos auxiliares, um em cada continente, de nove membros cada um, que, assim como seus adjuntos, ou delegados, e trabalhando em conjunto com as diversas Assembléias Nacionais em funcionamento em cada continente, assistirão, através de visitas Negritos: grupo de povos que vivem no sudeste da Ásia, parte da Austrália e da Nova Guiné. Incluem os átis e pelo menos cinco outras tribos das Filipinas, doze tribos das Ilhas Andaman e os semang da Península da Malásia. Têm estatura de pigmeu, existem atualmente num número muito reduzido e são dos povos mais desconhecidos do mundo. [n.t.] *

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periódicas sistemáticas aos centros bahá’ís, na execução eficiente, imediata, dos doze designados Planos Nacionais. Além disso, solicito às Comunidades que observam os Dias Sagrados Bahá’ís, calendário solar, que celebrem com solenidade condizente o aniversário do Nascimento de Bahá’u’lláh, que se aproxima, caindo no meio do período de dois meses durante o qual, cem anos atrás, o Autor da Fé recebeu a primeira intimação de Sua gloriosa Missão. Aconselho a Comunidade Bahá’í americana a comemorar ocasião com uma reunião especial no Templo de Wilmette e insisto no comparecimento de tantos crentes quanto possível, e convido as Mãos da Causa nos Estados Unidos e Canadá a participarem como meus representantes.

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PROGRESSO NO SANTUÁRIO DO BÁB 14 de outubro de 1952 Às vésperas da abertura do Ano Santo, anuncio às Comunidades Bahá’ís do Oriente e do Ocidente as jubilosas boas-novas do fechamento de contrato de mais de dez mil dólares com a empresa de Utrecht para a fabricação de doze mil telhas douradas para cobrir uma área de duzentos e cinqüenta metros quadrados do Domo do Sepulcro do Báb. Dezoito janelas de vidro colorido da Estrutura Cilíndrica e vinte e quatro janelas da Estrutura Octogonal entregues no Monte Carmelo. Pedras solicitadas para a construção da Estrutura Cilíndrica e nervuras e orla e lanterna do Domo próximas de finalização, anunciando o início precoce da construção da última unidade remanescente do edifício que se ergue rapidamente. Extensão oriental do terraço adjunto ao Sepulcro virtualmente concluída, elevando o comprimento total da área horizontal

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defronte ao Santuário a cerca de seiscentos pés, somando grandemente à beleza e imponência dos acessos à magnífica estrutura, já realçados através da recente extensão dos terraços que ligam a mais antiga e imponente avenida de Haifa ao lugar de repouso do Báb, que se eleva majestosamente no seio do Carmelo.

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AQUISIÇÃO DE PROPRIEDADE DE NECESSIDADE VITAL Cabograma, 12 de novembro de 1952 Anuncio às Comunidades Bahá’ís, do Oriente e Ocidente, na jubilosa ocasião do centésimo trigésimo quinto Aniversário de Nascimento de Bahá’u’lláh, o bem-sucedido término das prolongadas negociações, iniciadas dois anos atrás e que culminam na assinatura do contrato que provê a transferência final, formal, pela Autoridade de Desenvolvimento do Estado de Israel para a Agência Palestina da Assembléia Espiritual Nacional americana da extensa, há muito desejada, vitalmente necessária, propriedade que circunda e salvaguarda para a posteridade o Sacratíssimo Túmulo do Fundador da Fé, assim como a contígua Mansão. A área adquirida, elevando as propriedades bahá’ís na Planície sagrada de ‘Akká de quatro mil para cento e cinqüenta e cinco mil metros quadrados, foi permutada por propriedade doada pelos filhos de Zikru’lláh, netos de Mírzá MuhammadQulí, meio-irmão e companheiro fiel de Bahá’u’lláh no exílio. Esta oferta espontânea contrasta com a vergonhosa ação da família na venda para não-bahá’ís da propriedade nos arredores do Vale do Jordão adquirida por intermédio de ‘Abdu’l-Bahá durante a vida de Bahá’u’lláh, em conformidade com Suas instruções e aludida em Seus Escritos.

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A propriedade de quarenta acres adquirida nesta única transação praticamente iguala todas as dotações internacionais bahá’ís compradas no decurso de sessenta anos nas adjacências do Sepulcro do Báb, na encosta do Monte Carmelo. A permuta da citada propriedade, incluindo terreno e casas, tornou-se possível pelo ato precipitado dos antigos proprietários árabes, apoiadores tradicionais dos velhos rompedores do Convênio e descendentes do notório inimigo de ‘Abdu’l-Bahá que colocou sua residência à disposição do Comitê de Investigação. A assinatura do acordo assinalou o início do paisagismo em larga escala, objetivando a ornamentação dos arredores do local mais sagrado em todo o mundo bahá’í, em si próprio o prelúdio para a construção final, assim como ocorreu no caso do Sepulcro do Báb, de um condigno Mausoléu que abriga o precioso Pó do Nome Supremo. Desejo reconhecer os infatigáveis esforços exercidos por ambos, Larry Hautz e Leroy Ioas, possibilitando a consumação do estágio inicial do empreendimento destinado a eclipsar em sua fase final o esplendor e a magnificência do lugar de descanso do Báb no Monte Carmelo.

! REPRESENTANTES PARA AS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS Cabograma, 15 de dezembro de 1952 Por ocasião do Centenário da libertação de Bahá’u’lláh do opressivo aprisionamento no Síyáh-Chál, em Teerã, sincronizando com o término do período de dois meses, que marcou época, associado ao Nascimento de Sua Revelação, insuperável, com a única exceção da Declaração de Sua missão, por qualquer episódio na história espiritual do mundo,

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rogo às Comunidades Bahá’ís, do Oriente e Ocidente, a ponderarem a significação única, a focalizarem a atenção nos requisitos imperativos e a responderem valorosamente ao desafio oferecido por cada uma das quatro Conferências Intercontinentais proféticas, que se aproximam rapidamente, constituindo os destaques do recém-prenunciado Ano Santo. Desejo anunciar a nomeação das Mãos da Causa, honradas pela associação direta aos recém-iniciados empreendimentos no Centro Mundial da Fé, para atuarem, adicionalmente à sua participação individual nas deliberações às Conferências vindouras, como meus representantes especiais, incumbidos de uma quádrupla missão: levar, para a edificação dos participantes, uma preciosa recordação do Co-Fundador da Fé, fornecer minha mensagem oficial aos crentes reunidos, elucidar o caráter e propósitos da iminente Cruzada Mundial, espiritual, de uma década, e convocar os participantes à execução enérgica, sustentada, entusiástica das colossais tarefas à frente. Instruindo o coordenador do Conselho Bahá’í Internacional, Mason Remey, livre-membro, Ugo Giachery, e secretáriogeral, Leroy Ioas, a desincumbirem-se destas funções no decurso das Conferências de Nova Delhi, Estocolmo e Kampala, respectivamente. Delegando a ‘Amatu’l-Bahá, acompanhada pelo vicecoordenador do Conselho Internacional, Amelia Collins, cumprir três das funções acima mencionadas, bem como continuar, em meu nome, a desvelar, na ocasião da conclusão da construção do Templo-Mãe do Ocidente, aos privilegiados participantes da Conferência de Wilmette, uma mais estimada recordação do Autor da Fé, que jamais deixou as margens da Terra Santa, a ser colocada abaixo do Domo do consagrado edifício. Além disso, designando a ela a tarefa de ser minha delegada na cerimônia histórica que assinala a Consagração

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oficial do mais sagrado Mashriqu’l-Adhkár do mundo bahá’í erigido para a eterna glória e honra do Nome Supremo no coração do continente norte-americano.

! REALIZAÇÕES

HERÓICOS PIONEIROS 5 de janeiro de 1953 DE

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ÁFRICA

Regozijo-me em compartilhar com as Comunidades Bahá’ís do Oriente e do Ocidente relatórios emocionantes de proezas alcançadas pelo heróico grupo de pioneiros bahá’ís que labutam em diversos territórios africanos largamente dispersos, particularmente em Uganda, no coração do continente, rememorativo, de igual modo, dos episódios relatados no Livro dos Atos e da rápida e dramática propagação da Fé através do auxílio dos rompedores da alvorada na Idade Heróica da Dispensação Bahá’í. As maravilhosas realizações que assinalam a elevação e o estabelecimento da Ordem Administrativa da Fé na América Latina foram eclipsadas. As façanhas imortalizando a cruzada recém-lançada no continente europeu foram ultrapassadas. A meta do plano de sete anos iniciado pela Assembléia de Kampala, objetivando duplicar os doze crentes alistados, foi superada. O número de africanos convertidos no curso dos últimos quinze meses, residindo em Kampala e distritos remotos, de origens protestante, católica e pagã, alfabetizados e analfabetos, de ambos os sexos, representativo de nada menos que dezesseis tribos, ultrapassou a marca de duzentos. Os refulgentes raios da triunfante Causa de Deus que irradiam do centro focal estão rapidamente despertando o continente e penetrando, em uma marcha acelerada, regiões isoladas não freqüentadas por homens brancos, e envolvendo

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com seu resplendor almas até agora indiferentes às persistentes atividades humanitárias das missões cristãs e à influência civilizatória das autoridades civis. Nada menos que nove localidades estarão qualificadas a alcançar, até o próximo Ridván, status de assembléia em um único território do continente há muito adormecido. Zanzibar, Madagascar, Marrocos Francês, Rodésia do Sul, Somália Italiana já estão ou logo serão abertos à Fé. Desejo prestar especial tributo aos ardorosos esforços exercidos por ‘Alí Nakhjavání, que estabelece um exemplo de dedicação e isenção de preconceito para os companheiros pioneiros que labutam em ambientes inóspitos e confrontados com múltiplos e formidáveis obstáculos. Planejando incumbir, ao representante especial delegado a atender à Conferência de Kampala que se aproxima, um retrato do divino Báb, uma réplica daquele depositado sob o domo do Mashriqu’l-Adhkár em Wilmette, a ser exibido aos participantes reunidos na ocasião histórica. Confiante de que a revelação possa atrair a recém-recrutada vanguarda da hoste sempre crescente de Bahá’u’lláh, assim como todos os participantes visitantes, instrutores viajantes e colonizadores, para mais próximo do espírito do Profeta-Mártir da Fé e conferir interminável bênção a todos os reunidos nas memoráveis sessões da Conferência Intercontinental que marca época, dedicada ao prosseguimento da mais recente, mais gloriosa cruzada lançada no curso de onze décadas da história bahá’í. RÁPIDO PROGRESSO DOS EMPREENDIMENTOS SAGRADOS GÊMEOS 9 de fevereiro de 1953 Às vésperas da convocação da Conferência Intercontinental Africana que faz história, há muito tempo

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ansiosamente aguardada, compartilho com comunidades do mundo bahá’í a jubilosa notícia do rápido progresso dos empreendimentos sagrados gêmeos lançados sobre a Montanha de Deus e na santa Planície de ‘Akká, destinados a culminar na construção dos condignos Sepulcros do Arauto e do Autor da Revelação Bahá’í. Celebrações mundiais do Ano Santo inaugurado em outubro último, intensificadas durante o curso do presente mês mediante a realização da reunião que marca época, movendo-se firmemente rumo ao apogeu durante as festividades do Ridván que se aproxima, foram grandemente realçadas pelos mais recentes desenvolvimentos das instituições no Centro Mundial da Fé. A construção da terceira unidade do Santuário do Báb está concluída, sincronizando com a chegada segura, no porto de Haifa, da última remessa de pedras encomendadas na Itália, totalizando mais de mil e trezentas toneladas. Primeira seção da orla do Domo, constituindo a base da camada mais alta da tripla coroa do majestoso edifício, foi construída, anunciando a colocação, durante o período do Ridván, das telhas, bem como da construção de nervuras do Domo dourado. O paisagismo de treze mil metros quadrados, iniciado no princípio do Ano Santo, que circunda as imediações do Qiblih do mundo bahá’í, envolvendo a extensão de seu santuário exterior, a ser designado daqui em diante Haram-i-Aqdas, está virtualmente concluído, abrindo caminho, sucessivamente, para o embelezamento e a iluminação extensiva da área inteira e a construção de imponentes portais, pressagiando a elevação, em data futura, de um magnífico mausoléu em seu coração. A impressionante intensificação da beleza e imponência do mais sagrado local no mundo bahá’í constitui um condigno tributo à memória do Fundador da Fé dentro da consagrada área adjacente ao Seu lugar de repouso, na ocasião das celebrações centenárias do aniversário de Sua gloriosa Missão.

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CONFERÊNCIA INTERCONTINENTAL AFRICANA EM KAMPALA, UGANDA, DE 12 A 18 DE FEVEREIRO DE 1953 fevereiro de 1953 Saúdo com um coração jubiloso a convocação, no coração do continente africano, da primeira das quatro Conferências de Ensino Intercontinentais, constituindo os destaques das celebrações mundiais do Ano Santo que comemora o centésimo aniversário do nascimento da Missão do Fundador de nossa Fé. Dou boas-vindas de braços abertos ao número inesperadamente elevado dos representantes da raça negra, pura de coração e espiritualmente receptiva, tão ternamente amada por ‘Abdu’l-Bahá, por cuja conversão à Fé de Seu Pai ansiava Ele tão profundamente e cujos interesses Ele tão ardentemente defendeu no decorrer de Sua memorável visita ao continente norte-americano. Estou lembrado, nesta ocasião histórica, das significativas palavras pronunciadas pelo próprio Bahá’u’lláh, Quem, conforme atestado pelo Centro do Convênio em Seus Escritos, “comparou o povo negro à pupila negra dos olhos”, através da qual “a luz do espírito reluziu”. Sinto-me particularmente gratificado pela substancial participação, nesta conferência que marca época, dos membros de uma raça que habita um continente que, para sua maior parte, tem preservado sua simplicidade primitiva e permanecido não-contaminada pelos males de um materialismo crasso, feroz e canceroso que solapa o tecido da sociedade humana de igual modo no Oriente e Ocidente, corroendo os órgãos vitais dos povos e raças em conflito que habitam os continentes americano, europeu e asiático, e, que lástima, ameaçando engolfar em uma mesma catastrófica convulsão a generalidade

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da humanidade. Aclamo a preponderância dos membros desta mesma raça nesta tão significativa conferência, um fenômeno sem precedentes nos anais das conferências bahá’ís realizadas durante mais de um século e bem augurando uma correspondente multiplicação do número dos representantes das raças amarela, vermelha e marrom da humanidade que habitam respectivamente o Extremo Oriente, o Extremo Ocidente e as ilhas do Oceano Pacífico Sul, uma multiplicação designada definitivamente a levar a um apropriado equilíbrio os diversos elementos étnicos compreendidos na altamente diversificada, mundialmente abrangente congregação bahá’í. TRIBUTO

AOS

PIONEIROS

NO

CAMPO AFRICANO

Sinto-me movido, nesta auspiciosa ocasião, a prestar um caloroso tributo aos representantes eleitos, bem como a todos os membros das Comunidades Bahá’ís britânica, persa, americana, egípcia e indiana, que têm participado, em cumprimento de seus respectivos planos, no estágio de abertura de uma campanha de ensino colossal, constituindo uma fase vital da iminente Cruzada Mundial de uma década e objetivando a conquista espiritual de continente africano inteiro. Desejo, em especial, expressar a todos aqueles reunidos nesta conferência os meus sentimentos de contínua apreciação do magnífico papel desempenhado e das extraordinárias recompensas conquistadas pelo pequeno grupo de pioneiros persas, britânicos e americanos no curso do estágio inicial deste empreendimento coletivo divinamente impulsionado e que se estende misteriosamente, que tem eclipsado ambas campanhas de ensino, latino-americana e européia, lançadas em anos recentes, que está destinado a exercer incalculável influência sobre os destinos da Fé em todo o mundo e que bem pode ter repercussões de longo alcance entre as duas principais raças que habitam o continente norte-americano.

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PRIMEIRO PILAR AFRICANO DA CASA UNIVERSAL

DE JUSTIÇA

À Comunidade Bahá’í americana, a principal executora do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá; à Comunidade Bahá’í britânica, destinada a exercer, em décadas futuras, um papel predominante na abertura à Fé de Bahá’u’lláh não somente dos territórios britânicos por todo o continente africano, mas dos diversos territórios dependentes da Coroa Britânica espalhados sobre a superfície do globo; à Comunidade Bahá’í persa, ao mesmo tempo a mais venerável e mais consistentemente perseguida entre suas comunidades-irmãs tanto no Oriente como no Ocidente; à Comunidade Bahá’í egípcia que bem pode vangloriar-se por ter erigido naquele continente o primeiro pilar da Casa Universal de Justiça; à Comunidade Bahá’í indiana, fadada a contribuir, em um grau acentuado, para o despertar espiritual dos indianos que constituem um elemento nobre da população da África – a estas comunidades eu sinto que devo reconhecer meu profundo sentimento de gratidão pelos ardorosos esforços exercidos por seus pioneiros a erguer bem alto o estandarte da Fé nos territórios a eles alocados na Libéria, Uganda, Tanganica, Costa do Ouro, Quênia, Somália, Niassalândia, Rodésia do Norte, Líbia, Argélia, Zanzibar e Madagascar. A outros que, embora não seguindo o padrão estabelecido do plano iniciado para a presente campanha africana, se ergueram para introduzir a Fé nos territórios de Serra Leoa, Angola, Moçambique e Rodésia do Sul, sinto, além disso, que um débito de gratidão lhes cabe por sua parte em ampliar o âmbito da atividade pioneira bahá’í naquele continente. PROJETOS AFRICANOS A SEREM LANÇADOS A hora é em verdade propícia, à medida que se aproxima o apogeu dos regozijos mundiais que sinalizam o Ano Santo, para

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as Assembléias Espirituais Nacionais destas mesmas comunidades prepararem-se, em colaboração com a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Iraque, em um supremo esforço para lançar, no amanhecer desta profética conferência, aquela fase da Cruzada de Dez Anos que, queira Deus, culminará na introdução de nossa gloriosa Fé em todos os territórios remanescentes daquele vasto continente, bem como nas principais ilhas vizinhas nos Oceanos Índico e Atlântico. A década em cujo limiar elas encontram-se agora deve, permitindo as circunstâncias, testemunhar: Primeiro, a construção dos três pilares adicionais dentro dos confins daquele continente e suas ilhas vizinhas, designados a suportar, juntamente com nada menos que quarenta e cinco outras Assembléias Espirituais Nacionais a serem estabelecidas em outras partes do mundo, a unidade final na construção da Ordem Administrativa da Fé de Bahá’u’lláh, a saber: a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Centro e do Leste da África, a ser formada sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas, com sua sede em Kampala; a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Sul e do Oeste da África, a ser formada sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América, com sua sede em Johannesburgo; a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Noroeste da África, a ser formada sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Egito e Sudão, com sua sede em Tunis. Segundo, a compra inicial de terreno para a futura construção de três Mashriqu’l-Adhkárs, um no Cairo, um em Kampala e um em Johannesburgo, situados respectivamente no norte, no centro e no sul do continente africano. Terceiro, a abertura dos seguintes trinta e três territórios e ilhas virgens: Ilhas de Cabo Verde, Ilhas Canárias, Somália

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Francesa, Togolândia Francesa, Maurícias, Protetorado dos Territórios do Norte, Guiné Portuguesa, Ilha Reunião, Guiné Espanhola, Santa Helena e Ilha Saint Thomas, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; Protetorado Ashanti, Basutolândia, Bechuanalândia, Somália Italiana, Rodésia do Sul e Suazilândia, designadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; África Equatorial Francesa, África Ocidental Francesa, Marrocos (Zona Internacional), Rio de Oro, Marrocos Espanhol e Saara Espanhol, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Egito e Sudão; Ilhas Comores, Camarões Franceses, Gâmbia, Ruanda-Urundi e Ilha Socotorá, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; Camarões Britânicos, Togolândia Britânica, Madeira e África Sudoeste, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas; e Ilhas Seychelles, designadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Iraque. Quarto, a tradução e publicação de literatura bahá’í nos seguintes trinta e um idiomas, a serem realizadas pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas: acra, africâner, aladian, axânti, banu, bemba, bua, chuana, gio, gu, jieng, jolof, cuanhama, krongo, kroo, luimbe, malgaxe, nubian, pedi, popo, ronga, sena, shilha, shona, wongo, xosa, yalunka e zulu. Quinto, a consolidação dos vinte e quatro seguintes territórios já abertos à Fé no continente africano: Angola, Congo Belga, Costa do Ouro, Quênia, Nigéria, Serra Leoa, Tanganica, Uganda e Zululândia, alocadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas; Abissínia, Argélia, Eritréia, Líbia, Marrocos Francês, Somália, Sudão e Tunísia, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Egito e Sudão; Madagascar, Moçambique e Zanzibar, alocados à

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Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; Rodésia do Norte e Niassalândia, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; Libéria e África do Sul, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América. Sexto, o estabelecimento, permitindo-o as circunstâncias, de uma Corte Bahá’í na capital do Egito, o centro reconhecido de ambos os mundos, islâmico e árabe, oficialmente dotado de poderes para aplicar, em questões de status pessoal, as leis e determinações reveladas no Kitáb-i-Aqdas, o Livro-Mater da Revelação Bahá’í. Sétimo, a incorporação das três Assembléias Espirituais Nacionais Regionais acima mencionadas. Oitavo, o estabelecimento, por aquelas mesmas Assembléias Espirituais Nacionais, de Fundos Nacionais Bahá’ís. Nono, o estabelecimento de um Hazíratu’l-Quds nacional em Johannesburgo e um em Tunis, e a conversão a uma instituição similar do Hazíratu’l-Quds local de Kampala. Décimo, a formação de uma editora bahá’í nacional no Cairo. Décimo primeiro, a formação de um ramo israelita da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Egito e Sudão, autorizado a manter, em nome de sua instituição-mãe, a propriedade dedicada aos sagrados santuários no Centro Mundial da Fé no Estado de Israel. Décimo segundo, a nomeação, durante o Ridván de 1954, pela Mão da Causa na África, de um Corpo Auxiliar de nove membros que, em conjunto com as seis Assembléias Espirituais Nacionais que participam na campanha africana, auxiliará, através de visitas periódicas e sistemáticas aos centros bahá’ís, na eficiente e diligente execução dos planos formulados para o prosseguimento da campanha de ensino no continente africano.

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UMA UNIDADE ESPIRITUALMENTE CONSOLIDADA Possam as seis Assembléias Espirituais Nacionais acima mencionadas, ajudadas pela Mão da Causa nomeada naquele continente e o Corpo Auxiliar a ser por ela escolhido, e apoiadas pelos comitês e sub-comitês nacionais a serem formados no devido curso, e reforçadas pelos esforços constantes e enérgicos de um número sempre crescente de pioneiros, quer estabelecidos ou instrutores viajantes, e assistidas pela devotada colaboração dos crentes indígenas em todas as localidades, serem espiritualmente consolidadas em uma unidade ao mesmo tempo dinâmica e coerente, e serem cobertas pelas forças criativas, diretivas e impulsionadoras que procedem da Fonte da Revelação, Ele próprio, e serem feitas, à medida que a campanha projetada se desdobra, o veículo de Sua graça do alto, e provêm para si mesmas serem valorosos e efetivos instrumentos para a execução e consumação final de um dos empreendimentos mais vibrantes e abrangentes realizados na Idade Formativa da Fé e que constitui uma das fases mais nobres da mais gloriosa Cruzada jamais lançada no curso da história bahá’í para a propagação sistemática da Causa de Bahá’u’lláh sobre a superfície do inteiro planeta.

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DUPLA VITÓRIA NA TERRA SANTA Cabograma, 21 de março de 1953 Por ocasião do Naw-Rúz do Ano Santo transmito jubilosas notícias gêmeas às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í. Iniciadas operações de construção da unidade final do Sepulcro do Báb. Relembro nesta hora sucessivos marcos, cada um coincidindo com um Festival de Naw-Rúz na história do

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empreendimento de sessenta anos fundado pelo Autor da Revelação Bahá’í. Primeiro, Naw-Rúz de 1909, testemunhou o sepultamento, no Santo dos Santos do Sepulcro construído por ‘Abdu’l-Bahá, do pó do Profeta-Mártir da Fé. Segundo, Naw-Rúz de 1949, coincidiu com o assentamento das primeiras pedras da soleira da arcada. Terceiro, Naw-Rúz de 1951, sincronizado com o término da escavação, dentro das fundações do Santuário, para os oito pilares projetados para suportar o peso da superestrutura de três pavimentos. Quarto, NawRúz de 1952, está associado com a conclusão da Estrutura Octogonal que define a segunda coroa do sagrado Edifício. As celebrações de Naw-Rúz neste Ano Santo são elevadas pela colocação das primeiras pedras que circundam a base do Domo. Antecipando, à medida que se aproxima o clímax dos regozijos mundiais do Ano Santo, a colocação das telhas douradas, a quarta e última unidade do majestoso Edifício. Esperando fervorosamente que o supremo empreendimento realizado no Centro Mundial da Fé seja consumado antes da conclusão das festividades do Ano Santo. Dotações internacionais ao redor do sepulcro do ProfetaArauto da Fé no seio da Montanha Sagrada de Deus são consideravelmente ampliadas através da aquisição, após trinta anos de esforço, de uma área arborizada de mais de vinte e três mil metros quadrados, incluindo um edifício com vista do alto para o lugar sagrado, possibilitada mediante o espólio legado à Fé em herança pelo arauto do Convênio de Bahá’u’lláh, Roy Wilhelm, elevando a área total dentro dos limites permanentemente dedicados ao Sepulcro do Báb a quase um quarto de milhão de metros quadrados. Coração pleno de humilde gratidão pela dupla vitória da Fé, adicionando grande júbilo ao Dia do Ano Novo Bahá’í, pressagiando triunfos ainda maiores à medida que o mundo bahá’í aproxima-se do ponto alto das celebrações mundiais do

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memorável ano que comemora o centésimo aniversário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh.

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QUÍNTUPLA CELEBRAÇÃO HISTÓRICA 30 de abril de 1953

NA

AMÉRICA

Por ocasião da quíntupla celebração histórica – a dedicação à adoração pública do mais sagrado Mashriqu’l-Adhkár do mundo bahá’í, a convocação da Segunda Conferência de Ensino Intercontinental do Ano Santo, o aniversário da Declaração de Bahá’u’lláh no Jardim de Ridván, a realização da Quadragésima Quinta Convenção Bahá’í Americana e o lançamento da Cruzada memorável, global, espiritual, que assinala o apogeu das festividades associadas ao Centenário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh – anuncio aos Seus seguidores do Oriente e Ocidente que a fase final da construção do Sepulcro do Báb foi prenunciada através da ereção dos andaimes para a finalização do escoramento do Domo. Quarenta e quatro telhas douradas, de um total de doze mil destinadas a cobrir duzentos e cinqüenta metros quadrados de superfície do Domo, foram colocadas na posição final à véspera do nono dia do nonagésimo aniversário do Festival de Ridván. Na tarde do mesmo dia, durante o curso de uma tocante cerimônia na presença de crentes peregrinos e residentes de ‘Akká e Haifa, coloquei, com reverência, um fragmento do reboco do teto da cela da prisão do Báb na montanha de MáhKú sob as telhas douradas da unidade que coroa o majestoso edifício, circunvaguei a base do Domo, prestei homenagem à Sua memória, relembrei Seu aflitivo aprisionamento e ofereci preces em nome dos amigos do Oriente e Ocidente em uma subseqüente visita ao interior de Seu Santuário.

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Passos preparatórios estão sendo dados agora para o despejamento do concreto para a construção das nervuras do Domo, bem como para a colocação das pedras ornamentais que circundam sua base. Minhas esperanças são elevadas de que a conclusão do empreendimento de cinco anos de duração, três quartos de milhão de dólares, realizado no coração do Carmelo, coincidirá com o encerramento das celebrações mundiais comemorativas do Centenário do princípio do Ministério de Bahá’u’lláh. Também anuncio a formação de não menos do que dezesseis novas Assembléias Espirituais no continente africano: Monrovia, Benghazi, Nairóbi, Jinja, Akarukei, Tilling, Mbale, Atoot, Kococwa, Acissa, Opot, Fassy, Ocaka, Osopotoil, Kadoki e Kabuku. Somente em Uganda o número de crentes é superior a duzentos e noventa, residindo em vinte e cinco localidades, representantes de vinte tribos. Por fim compartilho a notícia, que anima corações, do iminente estabelecimento do há muito atrasado Hazíratu’l-Quds na capital francesa, mediante a conclusão de um contrato para compra de uma propriedade de nove mil libras situada na melhor quadra residencial da cidade. A espontânea, generosa contribuição de Kiyani é unicamente responsável para a realização da grande vitória do estabelecimento da instituição designada a servir como centro administrativo de ambas, a atual Assembléia de Paris e a projetada Assembléia Espiritual Nacional francesa. Aconselho à Assembléia Nacional americana a compartilhar esta mensagem com suas Assembléias irmãs de todo o mundo bahá’í.

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! CONFERÊNCIA INTERCONTINENTAL DE TODA PRIMEIRA MENSAGEM 3 de maio de 1953

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A

AMÉRICA

Com um coração transbordante de júbilo e gratidão eu aclamo, nesta hora que assinala o apogeu das festividades mundiais deste Ano Santo, a convocação, no coração do continente norte-americano e sob a sombra do recémconsagrado Templo-Mãe do Ocidente, da segunda e, sem dúvida, a mais distinguida das quatro Conferências de Ensino Intercontinentais comemorativas do Centenário do princípio da Missão de Bahá’u’lláh. Por ocasião da abertura desta conferência que marca época, à qual se reúnem membros das Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, do Canadá, da América Central e da América do Sul, bem como representantes das Comunidades Bahá’ís dos estados da União Americana, das províncias do Domínio do Canadá, do Alaska e das repúblicas da América Latina, eu recordo os chamados únicos, históricos, altamente significativos e profundamente comoventes emitidos pelo Autor da Fé Bahá’í, Ele próprio, e entesourados para todo o sempre no Livro-Mater de Sua Revelação e repositório de Suas leis, e endereçados coletivamente aos governantes de todo o hemisfério ocidental, conferindo a eles uma honra tal que não foi por Ele conferida aos governantes de qualquer outro continente do globo. Com um coração palpitante eu chamo à memória, a uma distância de mais de um século, desde que o Arauto da Fé ordenou aos “povos do Ocidente”, em Seu Qayyúmu’l-Asmá, que “saíssem” de suas “cidades” para auxiliar Sua Causa, a longa série de eventos que iluminaram os anais da história bahá’í no

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decorrer de seis memoráveis décadas que se estendem do tempo em que o nome de Bahá’u’lláh foi pela primeira vez mencionado publicamente no continente americano à presente hora, em que o primeiro Mashriqu’l-Adhkár do Ocidente foi finalmente dedicado à adoração pública na ocasião das celebrações que assinalam o término do primeiro século desde o nascimento de Sua Missão. Posso apenas, nesta conjuntura, tocar em certos destacados episódios que, vistos sob sua apropriada perspectiva, bem podem ser considerados marcos na ascensão e desenvolvimento da Fé de Bahá’u’lláh em todas as Américas. Recordo-me particularmente da realização do Parlamento Mundial das Religiões de Chicago em setembro de 1893, da chegada dos primeiros peregrinos bahá’ís americanos na Terra Santa em dezembro de 1898, do início do empreendimento do Templo em junho de 1903, da abertura da primeira Convenção Bahá’í Americana em março de 1909, da chegada de ‘Abdu’l-Bahá na América em abril de 1912, da colocação por Ele da pedra fundamental do Mashriqu’l-Adhkár em maio de 1912, da revelação das Epístolas do Plano Divino em abril de 1919, do nascimento e elevação da Ordem Administrativa Bahá’í no amanhã da Ascensão de ‘Abdu’lBahá, da inauguração oficial do Plano de ‘Abdu’l-Bahá através do lançamento do primeiro empreendimento de ensino de sete anos em abril de 1937, da conclusão da ornamentação exterior do Mashriqu’l-Adhkár, às vésperas das celebrações centenárias da Fundação da Fé, em maio de 1944, do início do Segundo Plano de Sete Anos em abril de 1946, da formação de uma Assembléia Espiritual Nacional independente no Domínio do Canadá em abril de 1948, do estabelecimento das Assembléias Espirituais Nacionais das Américas Central e do Sul em abril de 1951 e da conclusão da ornamentação interior do Templo em outubro de 1952.

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SEIS DÉCADAS DE REALIZAÇÕES Um desenvolvimento tão extraordinário no curso das seis décadas passadas, transpondo a fase conclusiva da Idade Heróica e a década de abertura da Idade Formativa da Fé, e abrangendo toda a extensão de um continente, tão grandemente abençoado, tão ricamente dotado, resultou na extensão das ramificações de uma Ordem Administrativa nascente a cada estado da União Americana, a cada província do Domínio do Canadá e a cada república das Américas Central e do Sul; na construção, na ornamentação e na dedicação à adoração pública do primeiro Mashriqu’l-Adhkár do mundo ocidental; na edificação de nada menos que quatro pilares destinados, juntamente com outros, a sustentar o peso da unidade final e que coroa a estrutura administrativa da Fé; no estabelecimento de mais de noventa centros no Domínio do Canadá, de mais de uma centena de centros na América Latina e de mais de mil e duzentos centros na grande república do Ocidente, cobrindo uma faixa que se estende do Círculo Ártico, ao norte, à extremidade do Chile, ao sul; na fundação de dotações locais e nacionais estimadas em mais de três milhões de dólares; na incorporação de nada menos que quatro Assembléias Espirituais Bahá’ís Nacionais e de mais que cinqüenta Locais; no reconhecimento da certidão de matrimônio bahá’í por dezoito estados da União Americana; no estabelecimento de dois centros administrativos nacionais, um no domínio do Canadá e o outro no coração do continente norte-americano; na estruturação das constituições bahá’ís nacionais; na inauguração de escolas de verão; e de um progresso notável na tradução, impressão e disseminação da literatura bahá’í. Agora chegou a hora para as Comunidades Bahá’ís nacionais que habitam os confins do hemisfério norte – a primeira região no mundo ocidental a ser aquecida e iluminada

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pelos raios da Fé infante de Deus que brilham de seu Centro Mundial na Terra Santa – erguerem-se e, rendendo graças pelas múltiplas bênçãos continuamente derramadas do alto sobre elas durante as seis décadas passadas e pelas inestimáveis dádivas da infalível proteção e da graça sustentadora de Deus conferidas à Sua Causa desde seu princípio há mais de um século, e em antecipação do Supremo Jubileu que comemorará o centésimo aniversário da assunção formal de Bahá’u’lláh de Sua função profética, lançarem, de modo determinado e unido, o terceiro e último estágio de um empreendimento inaugurado dezesseis anos atrás, o término do qual assinalará o encerramento da época inicial na evolução do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá. Estando no limiar de uma Cruzada Espiritual de dez anos de duração, mundialmente abrangente, estas comunidades são agora convocadas, em virtude do poderoso pronunciamento registrado no Livro Sacratíssimo e em conseqüência direta da revelação das Epístolas do Plano Divino, a exercerem um papel preponderante na propagação sistemática da Fé no decorrer da década vindoura que irá, queira Deus, culminar na conquista espiritual de todo o planeta. Incumbe aos membros da Comunidade Bahá’í americana, os principais executores do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, aos membros da Comunidade Bahá’í canadense que atuam como seus aliados e aos membros das Comunidades Bahá’ís latino-americanas em sua capacidade como associados na execução deste Plano, a revitalizarem-se e iniciarem, em adição às responsabilidades que assumiram e assumirão, em outros continentes do globo, uma campanha intercontinental designada a levar a um estágio adiante o glorioso trabalho já inaugurado por todo o hemisfério ocidental.

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TAREFAS ESPECIAIS DE QUATRO ASSEMBLÉIAS NACIONAIS A tarefa, ao mesmo tempo árdua, emocionante e desafiadora, com que se confrontam agora estas quatro comunidades bahá’ís envolve: Primeiro, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos e em colaboração com as duas Assembléias Nacionais existentes na América Latina, a formação de uma Assembléia Espiritual Nacional em cada uma das vinte repúblicas latino-americanas, bem como o estabelecimento de uma Assembléia Espiritual Nacional no Alasca sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América. Segundo, o estabelecimento da primeira das dependências do Mashriqu’l-Adhkár em Wilmette. Terceiro, a aquisição de terrenos para a futura construção de dois Mashriqu’l-Adhkárs, um em Toronto, Ontário, uma na Cidade do Panamá, Panamá, situados respectivamente nas Américas do Norte e Central. Quarto, a abertura dos seguintes vinte e sete territórios e ilhas virgens: Ilha Anticosti, Ilha Baranof, Ilha Cape Breton, Franklin, Ilha Grand Manan, Keewatin, Labrador, Ilhas Magdalen, Ilha Miquelon e Ilha Saint Pierre, Ilhas Queen Charlotte e Yukon, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá; Ilhas Aleutas, Ilhas Falkland, Key West e Ilha Kodiak, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; Ilhas Bahamas, Honduras Britânicas, Índias Ocidentais Holandesas e Ilha Margarita, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América Central; Guiana Britânica, Ilha de Chiloé, Guiana Holandesa, Guiana Francesa, Ilhas Galápagos, Ilhas Juan Fernandez, Ilhas Leeward e Ilhas Windward, designadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América do Sul.

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Quinto, a tradução e publicação de literatura bahá’í nos dez idiomas a seguir, a serem realizadas pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América: aguaruna, arawak, blackfoot, cherokee, iroquois, lengua, mataco, maya, mexican e yahgan. Sexto, a consolidação de Groenlândia, Mackenzie e Newfoundland, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá; de Alasca, Ilhas de Havaí e Porto Rico, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; de Bermudas, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua e Panamá, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América Central; e de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América do Sul. Sétimo, a incorporação das vinte e uma Assembléias Espirituais Nacionais acima mencionadas. Oitavo, o estabelecimento de dotações nacionais bahá’ís por estas mesmas Assembléias Espirituais Nacionais. Nono, o estabelecimento de um Hazíratu’l-Quds nacional na capital de cada uma das acima mencionadas repúblicas, bem como em Anchorage, Alasca. Décimo, a formação de duas editoras bahá’ís, uma em Wilmette, Illinois, e a outra no Rio de Janeiro, Brasil*. Décimo primeiro, a formação de uma agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá, autorizada a manter, em nome de sua instituição matriz, *O estabelecimento da Editora Bahá’í do Brasil se daria em 1957, durante a Cruzada de 10 Anos, conforme desejo e meta do Guardião: “A Editora Bahá’í [do Brasil]... deverá ser rapidamente e firmemente estabelecida...” (Carta escrita por Shoghi Effendi em 3 de maio de 1957, à, na época, Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.) [n.e.]

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propriedade dedicada aos sagrados Santuários no Centro Mundial da Fé no Estado de Israel. Décimo segundo, a nomeação, durante o Ridván de 1954, pelas Mãos da Causa nos Estados Unidos e Canadá, de um Corpo Auxiliar de nove membros que, em conjunto com as quatro Assembléias Espirituais Nacionais que participam na campanha americana, apoiará, através de visitas periódicas e sistemáticas aos centros bahá’ís, a execução eficiente e pontual dos planos formulados para o prosseguimento da campanha de ensino no continente americano. ENVIADO RETRATO

DE

BAHÁ’U’LLÁH

Atento aos magníficos serviços prestados durante mais de meio século pelos principais executores do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá dentro de um território que a posteridade estimará como o berço da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh e a fortaleza de suas instituições nascentes, e confiante de que esta ampla e histórica reunião que os representantes nacionais eleitos desta comunidade privilegiada estão presidindo provará ser o precursor de vitórias ainda maiores, fui impelido a transmitir, através de meu representante especial que participará em meu nome nos procedimentos desta conferência histórica e atuará como meu delegado na dedicação oficial do Mashriqu’l-Adhkár, uma reprodução do retrato de Bahá’u’lláh, dEle próprio, feito no vigor de Seus anos, enquanto ainda um exilado em Bagdá, como um símbolo de minha admiração pelos esforços incansáveis e hercúleos desta comunidade e como uma bênção e inspiração àqueles que, quer oficial ou extra-oficialmente, estão participando nos procedimentos de uma conferência que entrará para a história como a mais momentosa reunião realizada desde o término da Idade Heróica da Fé e será considerada como o mais poderoso

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instrumento a abrir caminho para o lançamento de uma das mais brilhantes fases da mais grandiosa cruzada jamais realizada pelos seguidores de Bahá’u’lláh desde o princípio de Sua Fé, há mais de cem anos.

! CONFERÊNCIA INTERCONTINENTAL DE TODA SEGUNDA MENSAGEM 4 de maio de 1953

A

AMÉRICA

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Por ocasião do lançamento de uma cruzada que marca época, global, espiritual, de uma década de duração, constituindo o ponto alto das festividades que comemoram o centenário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh, coincidindo com o nonagésimo aniversário da declaração daquela mesma Missão no Jardim de Ridván e sincronizando-se com ambos, a convocação da Conferência de Ensino Intercontinental de Toda a América em Chicago e o qüinquagésimo aniversário do início do mais sagrado Mashriqu’l-Adhkár do mundo bahá’í e sua dedicação à adoração pública – em tão solene e histórica ocasião eu convido Seus seguidores, do mundo todo, a contemplar comigo as gloriosas e múltiplas evidências da marcha avante de Sua Fé e do inabalável desenvolvimento de sua embrionária Ordem Mundial tanto na Terra Santa como nos cinco continentes do globo. Esta Fé infinitamente preciosa, não obstante as onze décadas de perseguição ininterrupta por parte de governantes e eclesiásticos envolvendo o martírio de seu Profeta-Arauto, os quatro banimentos e o exílio de quarenta anos sofrido pelo seu Fundador, os quarenta anos de encarceramento infligidos ao seu Exemplar e o sacrifício de não menos que vinte mil de seus seguidores, conseguiu estabelecer-se firmemente em

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todos os continentes do globo e está avançando irresistivelmente, com ímpeto acelerado, prometendo envolver, no encerrar da década vindoura, o planeta inteiro com o brilho de seu esplendor. Confinada a dois países durante a vida de seu ProfetaMártir, atingindo, durante o período do Ministério de seu Autor, treze outras nações, fincando sua bandeira, no curso do Ministério do Centro do Convênio, em vinte adicionais Estados soberanos e territórios dependentes em ambos os hemisférios, esta Fé espalhou-se, desde a Ascensão de ‘Abdu’l-Bahá, a noventa e quatro países, elevando o número total dos territórios dentro de seu âmbito a cento e vinte e nove, não menos que dezoito dos quais foram acrescentados em um único ano, enquanto cinqüenta e um foram abertos no curso dos nove anos de intervalo separando o primeiro do segundo Jubileu Bahá’í. O número de idiomas orientais e ocidentais aos quais sua literatura foi traduzida e impressa, ou está em processo de tradução, e que alcançou quarenta e um há uma década, é agora de noventa e um, incluindo treze idiomas africanos e vinte e cinco indianos e birmaneses. O número de assentamentos na Groenlândia providos com Escrituras Bahá’ís no idioma groenlandês foi elevado a quarenta e oito, incluindo Thule, além do círculo polar ártico, e Etah, próximo à octogésima latitude, enquanto literatura bahá’í naquele mesmo idioma foi despachada tão ao norte quanto a estação de rádio em Brondlundsfjord, Pearyland, latitude octogésima segunda, o posto avançado mais ao norte do mundo. Representantes de trinta e uma raças e de vinte e quatro tribos africanas foram registrados na Comunidade Mundial Bahá’í. Foi estabelecido contato com os seguintes dezessete grupos e raças minoritários: os esquimós do Alasca e Groenlândia, os lapões da Escandinávia, os maoris da Nova Zelândia, os sea dayaks de Sarawak, os polinésios das Ilhas Fiji, os índios cree das

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Províncias Prairie, Canadá, os índios cherokee na Carolina do Norte, os índios oneida em Wisconsin, os índios omaha em Nebraska, os índios seminolas na Flórida, os índios mexicanos no México, os índios das Ilhas San Blas, os índios de Chichicastenango na Guatemala, os maias em Iucatã, os índios patagões na Argentina, os índios de La Paz na Bolívia e os índios incas no Peru. ONZE P ILARES DA C ASA U NIVERSAL DE JUSTIÇA E LEVAM NÚMERO DE CENTROS A DOIS MIL E QUINHENTOS Os planos nacionais, formulados e vigorosa e sistematicamente continuados no curso dos anos finais da primeira, e dos anos de abertura da segunda, época da Idade Formativa da Fé pelas Comunidades Bahá’ís nos Estados Unidos, na Pérsia, nas Ilhas Britânicas, na América Latina, no Canadá, na Índia, Paquistão e Burma, no Iraque, na Austrália e Nova Zelândia, na Alemanha e Áustria, no Egito e Sudão, elevaram o número de centros bahá’ís estabelecidos em ambos os hemisférios a dois mil e quinhentos, apoiados por representantes das raças branca, negra, amarela, vermelha e parda da humanidade, compreendendo dez na Península Arábica, mais de trinta no Egito e Sudão, mais de quarenta nos recém abertos países-metas europeus, mais de cinqüenta nas Ilhas Britânicas, mais de sessenta na Austrália, Nova Zelândia e Tasmânia, mais de setenta na Alemanha e Áustria, mais de noventa no Canadá, mais de noventa na Índia, Paquistão e Burma, mais de cem nas Américas Central e do Sul, mais de seiscentos na Pérsia e mais de mil e duzentos nos Estados Unidos da América. A superestrutura do Sepulcro do Arauto-Mártir da Fé – um empreendimento de três quartos de milhão de dólares – está aproximando-se do término, nas encostas da Montanha de Deus, no coração da Terra Santa, o

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ninho dos Profetas e o divinamente escolhido Centro Espiritual e Administrativo do mundo bahá’í. As medidas preliminares anunciando o desdobramento da instituição da Guardiania, o pivô da Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, foram adotadas, através da nomeação dos primeiros dois contingentes das Mãos da Causa, dezenove em número, recrutados dos cinco continentes do globo, representantes em sua essência das três principais religiões da humanidade e constituindo o núcleo daquela augusta instituição investida de tão momentosas e sagradas funções pelo Centro do Convênio de Bahá’u’lláh. O Conselho Bahá’í Internacional, que compreende oito membros, incumbido de auxiliar nas múltiplas atividades concernentes à elevação do Centro Administrativo Mundial da Fé, que deve abrir o caminho para a formação de uma Corte Internacional Bahá’í e o conseqüente surgimento da Casa Universal de Justiça, o supremo corpo legislativo da futura Comunidade Bahá’í Mundial, foi estabelecido, ampliado e as funções de seus membros, definidas. O número de pilares da Casa Universal de Justiça foi elevado a doze mediante a sucessiva formação das Assembléias Espirituais Nacionais canadense, centro-americana, sul-americana e ítalo-suíça. O estupendo processo da elevação e consolidação do Centro Administrativo Mundial da Fé foi acelerado através da aquisição, na Planície de ‘Akká, de uma área de cento e sessenta mil metros quadrados, circundando o Qiblih do mundo bahá’í, permitindo a extensão do Santuário Exterior do Túmulo Sacratíssimo – a ser denominado doravante Haram-i-Aqdas – mediante a iniciação, no princípio do Ano Santo, do paisagismo e ornamentação de um décimo da área adquirida, e através da adoção de medidas para a ampla iluminação de todo o Santuário e a construção de imponentes portais que constituem um condigno tributo à memória do Autor da Fé dentro dos limites sagrados de Seu Sepulcro, na ocasião da celebração

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do maior festival do ano que celebra o Centenário do Nascimento de Sua Missão. O empreendimento de cinqüenta anos, envolvendo a aquisição de terreno para a construção, a ornamentação exterior e interior, e o paisagismo das áreas da sacratíssima Casa de Adoração a ser jamais erigida à glória do Nome Supremo, o Templo-Mãe do Ocidente, e envolvendo o custo de mais de dois milhões e meio de dólares, foi consumado a tempo para sua dedicação à adoração pública durante o período de Ridván deste Ano Santo que coincide com ambos, o qüinquagésimo aniversário do princípio deste empreendimento e o centésimo aniversário do nascimento do Ministério de Bahá’u’lláh. O projeto do Mashriqu’l-Adhkár no Monte Carmelo, concebido pelo arquiteto designado por ‘Abdu’l-Bahá, foi concluído, e uma maquete, construída, a qual em breve é para ser revelada na Conferência de Ensino Intercontinental de Toda a América, em antecipação à escolha e aquisição de seu futuro local, e de sua construção final nos arredores do Sepulcro do Báb. A área total de dotações internacionais bahá’ís circundando e permanentemente dedicada ao Túmulo do Báb foi elevada, através de recentes aquisições sucessivas de extensos terrenos, com vista do alto para aquele lugar sagrado, a quase um quarto de milhão de metros quadrados. O valor estimado das dotações internacionais e lugares sagrados bahá’ís no Centro Mundial da Fé, nas cidades gêmeas de ‘Akká e Haifa, ultrapassou a marca de quatro milhões de dólares. As dotações nacionais bahá’ís nos Estados Unidos da América excedem agora três milhões de dólares. A área de terreno adquirida nas encostas das Montanhas Elburz, com vista do alto para a cidade de Teerã, em antecipação à construção do primeiro Mashriqu’lAdhkár da Pérsia, atingiu aproximadamente quatro milhões de metros quadrados. A área de terreno dedicada ao Santuário de Bahá’u’lláh, na vizinhança dos confins da Terra Santa,

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excede dois milhões e trezentos mil metros quadrados. A área de terreno dedicada ao Santuário do Báb e registrada em nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América é superior a cem mil metros quadrados. Mais de cento e cinqüenta mil metros quadrados de terra foram dedicados à Fé nas Antípodas, oitenta mil metros quadrados no Território do Alasca, enquanto os terrenos contribuídos na América Latina para um propósito similar aproximam-se a meio milhão de metros quadrados, noventa mil dos quais foram reservados nas proximidades de Santiago, Chile, para o primeiro Mashriqu’l-Adhkár da América do Sul. O valor estimado dos centros administrativos bahá’ís nacionais estabelecidos em Teerã, em Wilmette, Illinois, em Bagdá, no Cairo, em Nova Delhi, em Sydney, em Frankfurt e em Toronto, excede um milhão, setecentos e cinqüenta mil dólares. As Assembléias Espirituais Bahá’ís agora incorporadas totalizam cento e catorze, das quais nove são Assembléias Nacionais e o restante, Locais, cinqüenta e seis das quais estão nos Estados Unidos da América, dezesseis na Índia, onze na América do sul, seis na América Central, três no Paquistão, três em Burma, três no Canadá, duas na Austrália, uma na Alemanha, uma no Baluchistão, uma na Nova Zelândia, uma nas Ilhas Filipinas e uma na Malásia. A Certidão de Casamento Bahá’í foi reconhecida pelas autoridades civis israelenses, bem como pelos vinte e um distritos e estados federais dos Estados Unidos da América. Os Dias Sagrados Bahá’ís foram reconhecidos pelo Ministério de Educação do Estado de Israel, nas Ilhas Britânicas, pelo estado de Vitória na Austrália, em Anchorage, Alasca, em Washington, D.C. e em sete estados da União Americana. Conferências bahá’ís nacionais foram realizadas nos anos recentes em Berna, Zurique, Basiléia, Roma; convenções nacionais de mulheres bahá’ís e conferências de juventude foram realizadas em Teerã,

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enquanto conferências de ensino regionais foram organizadas em Buenos Aires, na Cidade do Panamá, na Escandinávia, na Península Ibérica e nos países do Benelux. Conferências de ensino internacionais européias foram realizadas sucessivamente em Genebra, em Bruxelas, em Copenhague, em Scheveningen e na Cidade de Luxemburgo, abrindo caminho para a convocação de quatro sucessivas Conferências de Ensino Intercontinentais, a primeira das quais foi realizada recentemente em Kampala, no coração do continente africano, as demais a serem sucessivamente realizadas em Wilmette, Illinois, em Estocolmo e em Nova Delhi – Conferências que, Deus queira, serão as precursoras do Congresso Bahá’í Mundial, a ser reunido na cidade de Bagdá, na ocasião do centenário da assunção formal por Bahá’u’lláh de Sua função profética. Foi estendido reconhecimento à Fé, pelas Nações Unidas, como uma organização não-governamental internacional, habilitando a Comunidade Internacional Bahá’í a nomear representantes oficialmente aceitos que já participaram, em sua capacidade como observadores, da Conferência sobre Direitos Humanos realizada em Genebra e da Assembléia Geral das Nações Unidas realizada em Paris, e participaram nas conferências não-governamentais regionais das Nações Unidas, realizadas em localidades tão distantes como Nova York, Santiago, Manila, Istambul, Den Passar, Paris, Manágua, Genebra e Montevidéu. PRELÚDIO

À

PRODIGIOSA EXPANSÃO

Um registro tão glorioso de realizações no serviço à Fé de Bahá’u’lláh, quer locais, nacionais ou internacionais, em ambas esferas, do ensino e administrativa, de atividade bahá’í, pode ser visto sob nenhuma outra luz que não seja como um prelúdio a um período de prodigiosa expansão e consolidação a ser

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inaugurado pelo lançamento de uma cruzada espiritual global, sobre o limiar da qual se encontra agora o mundo bahá’í. Esta cruzada que se estende por dez anos envolverá a execução simultânea de doze planos nacionais, necessitará a participação ativa e sustentada de cada uma das doze Assembléias Espirituais Nacionais existentes, que representam não menos que trinta e seis nações, e demandará o máximo empenho, consagração e heroísmo. Ela visa a ampliação e o reforço dos alicerces da Fé em cada uma das doze áreas que devem servir como bases operacionais para a execução destes doze planos nacionais; a abertura de cento e trinta e um territórios à Fé; a consolidação de cento e dezoito territórios; a tradução e impressão de literatura em noventa e um idiomas; a construção de dois Mashriqu’l-Adhkárs; a aquisição de terrenos para a futura construção de onze Templos; a formação de quarenta e oito Assembléias Espirituais Nacionais; a fundação de quarenta e sete Hazíratu’l-Quds nacionais; a incorporação de cinqüenta Assembléias Espirituais Nacionais; a estruturação de constituições nacionais bahá’ís e o estabelecimento de dotações nacionais bahá’ís por cada uma destas Assembléias Nacionais; a adoção de medidas preliminares para a construção do Sepulcro de Bahá’u’lláh; a construção da primeira dependência do primeiro Mashriqu’l-Adhkár do mundo ocidental; o desenvolvimento da instituição das Mãos da Causa; a transformação do Conselho Bahá’í Internacional em uma Corte Bahá’í Internacional; a codificação das leis e determinações do Kitáb-i-Aqdas; o estabelecimento de seis Cortes Bahá’ís Nacionais nas principais cidades do Oriente islâmico; a ampliação das dotações bahá’ís internacionais na Planície de ‘Akká e nas encostas do Monte Carmelo; a construção dos Arquivos Bahá’ís Internacionais nos arredores do Sepulcro do Báb; a construção do túmulo da esposa do Báb em Shíráz; a identificação dos lugares de repouso do pai

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de Bahá’u’lláh, da mãe do Báb e de Seu tio, e seu novo sepultamento nos arredores da Suprema Casa; a aquisição do Jardim de Ridván em Bagdá e das áreas do Síyáh-Chál em Teerã, do martírio do Báb em Tabríz e de Seu encarceramento em Chihríq; o estabelecimento de seis editoras nacionais bahá’ís; a formação de sete agências israelenses de Assembléias Espirituais Nacionais Bahá’ís; a participação de mulheres como membros de Assembléias Espirituais Locais e Nacional dos Bahá’ís na Pérsia; o estabelecimento de um centro de impressão nacional bahá’í em Teerã; o reforço dos laços que unem a Comunidade Mundial Bahá’í às Nações Unidas; a abertura da Fé, permitindo as circunstâncias, de onze repúblicas abrangidas pela União Soviética, bem como de dois Estados europeus controlados pela União Soviética – tudo, queira Deus, culminando na convocação de um Congresso Bahá’í Mundial nos arredores do Jardim de Ridván, na terceira mais sagrada cidade do mundo bahá’í, por ocasião das celebrações mundiais que comemoram e centenário da assunção formal por Bahá’u’lláh de Sua função profética. UMA CRUZADA ESPIRITUAL PLANETÁRIA Não permitam haver qualquer equívoco. O objetivo declarado, primário, desta Cruzada Espiritual não é outro a não ser a conquista das cidadelas dos corações dos homens. O teatro de suas operações é o planeta inteiro. Sua duração, uma década toda. Seu início sincroniza-se com o centenário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh. Seu ponto culminante coincidirá com o centenário da declaração daquela mesma Missão. Os agentes que assistem em sua condução são as instituições administrativas nascentes de uma ordem divinamente designada que constantemente evolui. Sua força diretiva é a influência energizante gerada pela Revelação

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pressagiada pelo Báb e proclamada por Bahá’u’lláh. Seu Marechal não é outro senão o Autor do Plano Divino. Seus porta-estandartes são as Mãos da Causa de Deus nomeadas em cada continente do globo. Seus generais são as doze Assembléias Espirituais Nacionais que participam na execução de seu projeto. Sua vanguarda são os executores-chefes do Plano-Mestre de ‘Abdu’l-Bahá, seus aliados e associados. Suas legiões são a multidão de seguidores que se encontram por trás destas mesmas vinte Assembléias Nacionais e compartilham a tarefa global que abrange os frontes americano, europeu, africano, asiático e australiano. A carta-régia que guia seu curso são as imortais Epístolas que fluíram da pena do Centro do Convênio, Ele próprio. A armadura com que suas hostes que avançam foram investidas são as boas-novas da própria mensagem de Deus neste dia, dos princípios subjacentes à ordem proclamada por Seu Mensageiro e das leis e determinações que governam Sua Dispensação. O brado de guerra que anima seus heróis e heroínas é o brado de Yá Bahá’u’l-Abhá, Yá ‘Alíyyu’l-A’lá. Uma cruzada tão ampla, tão momentosa e desafiadora que iluminará, Deus queira, os anais da segunda época da Idade Formativa da Fé de Bahá’u’lláh e imortalizará a segunda década do segundo século bahá’í, e cujo término assinalará o encerramento da primeira época na evolução do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, abrirá o caminho, em si mesma, e constituirá o prelúdio para o início do laborioso e tremendamente longo processo do estabelecimento, no curso de subseqüentes cruzadas em todos os recém-abertos Estados soberanos, territórios dependentes e ilhas do planeta, bem como em todos os territórios remanescentes do globo, da estrutura da Ordem Administrativa da Fé com todos agentes que a auxiliam, e da

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construção de, finalmente, nestes territórios, de ainda mais pilares a compartilhar a sustentação da carga e a ampliação da fundação da Casa Universal de Justiça. INICIADA A NONA PARTE DO MAJESTOSO PROCESSO Então, e somente então o imenso, o majestoso projeto, posto em movimento no alvorecer do ciclo adâmico, alcançará sua consumação – um processo que se iniciou seis mil anos atrás com o plantio, no solo da vontade divina, da árvore da Revelação divina, e que já atravessou determinados estágios e deve necessariamente atravessar ainda outros antes de alcançar sua consumação final. A primeira parte deste processo foi o lento e constante crescimento desta árvore da Revelação divina, desenvolvendo sucessivamente seus ramos, brotos e galhos, e revelando suas folhas, botões e flores, como uma conseqüência direta da luz e do calor a ela concedidos por uma série de progressivas dispensações associadas a Moisés, Zoroastro, Buda, Jesus, Muhammad e outros Profetas, e das chuvas vernais de sangue derramadas por incontáveis mártires em seus caminhos. A segunda parte deste processo foi a fruição desta árvore, “que não pertence ao Oriente nem ao Ocidente”, quando o Báb surgiu como o fruto perfeito e declarou Sua Missão no Ano Sessenta na cidade de Shíráz. A terceira parte foi a trituração desta sagrada semente, de infinitas preciosidade e potência, no moinho da adversidade, fazendo-a ceder seu óleo, seis anos depois, na cidade de Tabríz. A quarta parte foi a combustão deste óleo pela mão da Providência, nas profundezas e em meio à escuridão do SíyáhChál de Teerã, cem anos depois. A quinta foi a vestidura daquela luz palpitante, que mal havia penetrado o território adjacente do Iraque, na lâmpada da Revelação, após um eclipse de não menos que dez anos de duração, na cidade de Bagdá.

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A sexta foi a disseminação do esplendor daquela luz, brilhando com adicional magnificência em seu globo de cristal em Adrianópolis e, mais tarde, na cidade-fortaleza de ‘Akká, para treze países nos continentes asiático e africano. O sétimo foi sua projeção, da Suprema Prisão, no curso do Ministério do Centro do Convênio, através dos mares, e a irradiação de sua luz sobre vinte Estados soberanos e territórios dependentes nos continentes americano, europeu e australiano. A oitava parte daquele processo foi a difusão daquela mesma luz no curso da primeira e nos anos de abertura da segunda época da Idade Formativa da Fé sobre noventa e quatro Estados soberanos, territórios dependentes e ilhas do planeta, como um resultado da execução de uma série de planos nacionais iniciados por onze Assembléias Espirituais Nacionais por todo o mundo bahá’í, utilizando os agentes de uma Ordem Administrativa recém-surgida, divinamente designada, e que culminou agora no centésimo aniversário de nascimento da Missão de Bahá’u’lláh. A nona parte deste processo – o estágio que estamos agora adentrando – é a difusão mais além daquela mesma luz sobre cento e trinta e um territórios e ilhas adicionais em ambos hemisférios, oriental e ocidental, através da operação de uma cruzada espiritual mundial de uma década de duração cujo término coincidirá, Deus queira, com o Supremo Jubileu comemorativo do centenário da declaração de Bahá’u’lláh em Bagdá. E, finalmente, a décima parte deste poderoso processo deve ser a penetração daquela luz, no curso de numerosas cruzadas e de sucessivas épocas de ambas as Eras da Fé, Formativa e Áurea, em todos os territórios remanescentes do globo, através da construção de toda a maquinaria da Ordem Administrativa de Bahá’u’lláh em todos os territórios, em ambos, Oriente e Ocidente, o estágio em que a luz da triunfante Fé de Deus, brilhando em toda a sua potência e glória, terá sido vertida e envolvido o inteiro planeta.

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Esta atual Cruzada, no limiar da qual nos encontramos agora, contribuirá efetivamente, além disso, em virtude das forças dinâmicas que ela liberará e suas amplas repercussões sobre toda a superfície do globo, para a aceleração de ainda outros processos de tremenda significação que conduzirão a Fé de Bahá’u’lláh em constante evolução através de seus atuais estágios de obscuridade, de repressão, de emancipação e de reconhecimento – estágios um ou outro dos quais as Comunidades Bahá’ís nacionais em várias partes do mundo agora se encontram – ao estágio de estabelecimento, o estágio em que a Fé de Bahá’u’lláh será reconhecida pelas autoridades civis como a religião de Estado, de modo similar àquele que o Cristianismo adentrou nos anos seguintes à morte do Imperador Constantino, um estágio que deve ser mais tarde seguido pelo surgimento do próprio Estado bahá’í, funcionando, em todas as questões religiosas e civis, em estrita concordância com as leis e determinações do Kitáb-i-Aqdas, o Livro Sacratíssimo, o Livro-Mater da Revelação Bahá’í, um estágio que, na plenitude do tempo, culminará no estabelecimento da Comunidade Bahá’í Mundial, funcionando na plenitude de seus poderes, e que assinalará o advento há muito aguardado do Reino de Deus na Terra prometido por Cristo – o Reino de Bahá’u’lláh – espelhando, ainda que timidamente, sobre este humilde punhado de pó, as glórias do Reino de Abhá. Este estágio final e coroador na evolução do plano feito pelo próprio Deus para a humanidade provará, em seguida, ser o sinal para o nascimento de uma civilização mundial, incomparável em seu âmbito, seu caráter e potência, na história da humanidade – uma civilização que a posteridade aclamará, a uma só voz, como o mais belo fruto da Idade Áurea da Dispensação de Bahá’u’lláh, e cuja rica colheita será reunida durante futuras dispensações destinadas a sucederem-se uma à outra no curso do Ciclo Bahá’í de cinco mil séculos.

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! APELO POR FUNDOS PARA AQUISIÇÃO DE TERRENO PARA TEMPLO NA ITÁLIA 4 de maio de 1953

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O lançamento da Cruzada Mundial sinalizou contribuições espontâneas dos delegados reunidos em Florença para aquisição de terreno para o primeiro Mashriqu’l-Adhkár italiano dentro do baluarte da importante comunidade da Cristandade. Apelo às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í que participem no histórico empreendimento que se sincroniza com o surgimento de uma assembléia-irmã no continente europeu. Urgida, em mensagem dirigida à Mão da Causa Ugo Giachery, a escolha do terreno. Transmitindo mil libras como minha contribuição para este meritório propósito à tesoureira, Anne Lynch, em Genebra.

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O TRAIÇOEIRO RÚHÍ AFNÁN Cabograma, 17 de maio de 1953 O traiçoeiro Rúhí Afnán, não contente com a prévia desobediência, a correspondência com Ahmad Sohrab, o contato com velhos rompedores do Convênio, a venda, em conjunto com outros membros da família, de propriedade sagrada adquirida pelo Fundador da Fé, e permitindo que sua irmã desposasse o filho de um inimigo de ‘Abdu’l-Bahá, está agora abertamente fazendo preleções sobre o movimento bahá’í, reivindicando ser seu expoente, e está deturpando os ensinamentos e deliberadamente causando confusão nas mentes de autoridades e da população local. Informo Assembléias Nacionais.

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A QUESTÃO SUPREMA Cabograma, 28 de maio de 1953 Por ocasião do sexagésimo primeiro Aniversário da Ascensão de Bahá’u’lláh, na manhã da abertura, fase inicial da momentosa Cruzada Mundial, rogo aos Seus seguidores em todos os continentes que não se permitam nenhum afrouxamento, pelo contrário, a fim de assegurar a aceleração do maravilhoso momento gerado pelas celebrações históricas culminando nas festividades do Ano Santo. A dispersão imediata, determinada, sustentada e universal por todos os territórios não abertos do planeta, é a questão suprema que desafia o espírito e os recursos dos privilegiados executores do Plano de Dez Anos no decurso do corrente ano. Todas as Assembléias Nacionais são instadas a dar-lhe prioritárias designações em seus orçamentos nacionais. Os principais executores do Plano de ‘Abdu’l-Bahá, em virtude da primazia conferida em Suas Epístolas, encontram-se harmonizados com a prerrogativa de estimular o processo vital da dispersão mediante o envio, em adição às suas designadas atribuições, de pioneiros aos territórios virgens alocados às suas Comunidades irmãs do Oriente e Ocidente. Uma vez mais apelo aos membros de todas as Comunidades que se levantem e se alistem, antes que a presente oportunidade seja irremediavelmente desperdiçada, no exército dos cruzados de Bahá’u’lláh. A hora é perfeita para desimpedirem-se das vaidades mundanas, montarem o corcel da constância, desfraldarem a bandeira da renúncia, vestirem a armadura da absoluta consagração à Causa de Deus, envolverem-se com o cinturão de uma vida casta e santa, desembainharem a espada da elocução de Bahá’u’lláh, afivelarem o escudo de

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Seu amor, carregarem como única provisão a tácita confiança em Sua promessa, apressarem-se de seus lares, e dispersaremse por todos os lados a fim de capturar os territórios que ainda não se renderam no planeta inteiro. Queira Deus que os guerreiros bahá’ís, cento e trinta, o número requerido para preencher as lacunas nos territórios ainda não conquistados do globo, prontamente se levantem e se alistem a fim de alcançar as metas antes da conclusão do ano de abertura do maior empreendimento coletivo, de uma década, desde os memoráveis episódios associados aos rompedores da alvorada da Idade Heróica. Planejando inscrever, em ordem cronológica, os nomes dos conquistadores espirituais em um iluminado Rol de Honra, a ser depositado à porta de entrada do Santuário interior do Sepulcro de Bahá’u’lláh, como um memorial permanente da contribuição dos campeões de Sua Fé na conclusão vitoriosa da campanha de abertura da Cruzada Global que está destinada a alcançar consumação no Supremo Jubileu comemorativo do Centenário da Declaração de Sua Missão. Antecipo a realização de anúncios periódicos dos nomes dos destemidos cavaleiros à sua chegada aos seus postos, a fim de desincumbirem-se de suas históricas missões. Compartilhem a mensagem com as Assembléias Nacionais do mundo bahá’í.

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JÚBILO ANÚNCIO DE PROGRESSO 25 de junho de 1953 Jubilosamente anuncio ao mundo bahá’í o rápido progresso dos estágios finais da construção do mausoléu do Báb no Monte Carmelo, bem como a esplêndida iniciativa dos bahá’ís do

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Panamá objetivando a aquisição do terreno do primeiro Mashriqu’l-Adhkár da América Central. Finalizadas a construção da lanterna e a colocação de nervuras do Domo. Cinco mil telhas douradas expedidas de Utrecht foram recebidas em segurança, metade das quais já foram colocadas em posição, desvelando um vislumbre do radiante esplendor do Domo terminado. Apelo às Assembléias Nacionais, do Oriente e Ocidente, que participem, mediante contribuições, nos meritórios esforços exercidos rumo ao futuro estabelecimento de uma Casa Bahá’í de Adoração na Cidade do Panamá, especificamente mencionada por ‘Abdu’l-Bahá, situada no coração do hemisfério ocidental. Contribuí pessoalmente com quinhentas libras para o fomento deste notável objetivo da Cruzada Global de Dez Anos. Compartilho a mensagem com Assembléias Nacionais.

! CONFERÊNCIA INTERCONTINENTAL EUROPÉIA EM ESTOCOLMO, SUÉCIA, 21 A 26 DE JULHO DE 1953 julho de 1953

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Com um coração contente e cheio de gratidão saúdo amavelmente a convocação, na capital da Suécia, da terceira de uma série de Conferências Intercontinentais de Ensino associadas às festividades mundiais comemorando o centenário da Missão de Bahá’u’lláh e destinadas a exercer uma profunda e duradoura influência sobre os destinos imediatos de Sua Fé em todos os continentes do globo. Eu rememoro, com sentimentos de admiração, gratidão e júbilo, a cadeia de memoráveis circunstâncias que, há pouco mais de um século, acompanharam a introdução da Fé e

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assinalaram o princípio de suas nascentes instituições em um continente que, no curso dos últimos dois mil anos, tem exercido sobre o destino da raça humana uma influência penetrante inigualável por qualquer outro continente do globo. Sinto-me impelido, nesta histórica ocasião, quando os membros das Assembléias Espirituais Nacionais americana, britânica, alemã e a recém-formada ítalo-suíça, bem como os representantes dos bahá’ís do Reino Unido, do Eire, da Alemanha, da Áustria, dos países da Escandinávia e do Benelux, da Península Ibérica, da Itália, da Suíça, da França e da Finlândia estão reunidos, a prestar um caloroso tributo aos valorosos esforços dos primeiros pioneiros bahá’ís britânicos e franceses, que no próprio alvorecer da Fé na Europa lutaram com tal empenho, consagração e resolução para atiçar a chama daquele fogo sagrado que a mão do designado Centro do Convênio de Bahá’u’lláh acendeu no extremo noroeste daquele continente no amanhã da Ascensão de Seu Pai. Rememoro a lenta propagação, ao leste, daquela infante luz que conduziu ao gradual surgimento das Comunidades Bahá’ís alemã e austríaca, durante o período mais obscuro do encarceramento de ‘Abdu’l-Bahá na prisão-fortaleza de ‘Akká. Relembro Sua subseqüente visita, que marca época, logo após Sua providencial libertação de Seu confinamento de quarenta anos na Suprema Prisão, a estas recém-emplumadas comunidades esforçadas, de Sua paciente semeadura destinada a produzir em uma era posterior os seus primeiros frutos e constituindo um marco da máxima significação no avanço e estabelecimento da Fé de Bahá’u’lláh naquele continente. EMERGÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES DA FÉ NA EUROPA Além disso, trago à lembrança, nesta ocasião, os sucessivos episódios que, no amanhã da Ascensão de ‘Abdu’l-Bahá, no

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curso da época inicial da Idade Formativa da Dispensação Bahá’í, sinalizaram o surgimento daquelas instituições administrativas, ambas local e nacional, que proclamaram a germinação daquelas poderosas sementes que permaneceram dormentes por mais de uma década nestes recém-abertos territórios europeus e que culminaram na construção da estrutura da Ordem Administrativa da Fé de Bahá’u’lláh e a construção dos primeiros dois pilares destinados a sustentar, naquele continente, o peso da unidade final daquela Ordem. Nem posso falhar em aclamar, como um próximo marco na irresistível evolução daquela Fé, o lançamento, seguinte à criação dos agentes administrativos designados a prover os instrumentos efetivos à sua propagação, do Plano de Seis Anos da Comunidade Bahá’í britânica seguido sucessivamente pela Campanha de Ensino Européia, inaugurada de acordo com as provisões do Segundo Plano de Sete Anos da Comunidade Bahá’í americana, do Plano de Cinco Anos concebido pelas Comunidades Bahá’ís alemã e austríaca e do Plano de Dois Anos posteriormente iniciado pela Comunidade Bahá’í britânica – Planos que, dentro de menos de uma década, foram bem sucedidos em assentar a base estrutural da Ordem Administrativa da Fé em Gales, na Escócia, na Irlanda do Norte e no Eire, em multiplicar e consolidar as instituições bahá’ís em todas as Ilhas Britânicas, em ampliar e fortalecer as fundações daquela mesma Ordem na Alemanha e na Áustria, em erigir o Centro Administrativo Nacional da Fé na cidade de Frankfurt, em estabelecer Assembléias Espirituais nas capitais de não menos que dez Estados soberanos na Europa, em reforçar os alicerces administrativos da Fé naqueles territórios, em prover os meios para a convocação de cinco Conferências de Ensino Européias, e de uma série de regionais, e, acima de tudo, na convocação da histórica convenção em Florença, culminando no surgimento da Assembléia Espiritual

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Nacional dos Bahá’ís da Itália e Suíça, a terceira em uma série de instituições destinadas a exercerem sua parte no futuro estabelecimento do supremo corpo legislativo da Ordem Administrativa da Fé de Bahá’u’lláh. A hora é propícia para estas comunidades, quer novas ou antigas, locais ou nacionais, já funcionando nas orlas ao norte, ao oeste e ao sul daquele continente, bem como aquelas situadas em seu próprio coração, iniciarem condignamente e prosseguirem energicamente a campanha européia de uma Cruzada global que não somente contribuirá a um grau sem precedentes para a ampliação e a consolidação dos alicerces da Fé de Bahá’u’lláh no continente da Europa, mas difundirá também sua luz sobre as ilhas vizinhas e, Deus queira, levará seu esplendor aos territórios orientais daquele continente e, além deles, até o coração da Ásia. PROJETOS DA CRUZADA A SEREM REALIZADOS Os privilegiados executores de uma campanha tão revolucionária, tão gigantesca, tão sagrada e benéfica estão, no amanhã de seu lançamento e em uma hora tão crucial nos destinos do continente europeu, convocados para realizar: Primeiro, a formação, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos, de uma Assembléia Espiritual Nacional em cada um dos países da Escandinávia e do Benelux, e aqueles da Península Ibérica, e uma na Finlândia, bem como o estabelecimento, em colaboração com a Assembléia Espiritual de Paris, da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da França; o estabelecimento, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Alemanha e Áustria, da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Áustria; o estabelecimento, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados

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Unidos e em associação à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Itália e Suíça, de Assembléias Espirituais Nacionais independentes na Itália e Suíça. Segundo, a construção do primeiro Mashriqu’l-Adhkár da Europa na cidade de Frankfurt, o coração da Alemanha, que ocupa uma posição tão central no continente da Europa. Terceiro, a aquisição de terreno para a futura construção de dois Mashriqu’l-Adhkárs, um ao norte da cidade de Estocolmo e um ao sul da cidade de Roma, a sede e o baluarte da mais poderosa igreja da Cristandade. Quarto, a abertura dos trinta seguintes territórios e ilhas virgens: Albânia, Creta, Estônia, Fino-Karelia, Ilhas Frísias, Grécia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Romênia, Rússia Branca, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Alemanha e Áustria; Ilhas do Canal, Chipre, Ilhas Faroe, Ilhas Hebrides, Malta, Ilhas Orkney, Ilhas Shetland, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas; Andorra, Açores, Ilhas Baleares, Ilhas Lofoten, Spitzenbergen, Ucrânia, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; Liechtenstein, Mônaco, Rodes, San Marino, Sardenha, Sicília, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Itália e Suíça. Quinto, a tradução e publicação de literatura bahá’í nos seguintes dez idiomas, a serem realizadas pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América, através de seu Comitê de Ensino Europeu: basco, estoniano, flemish, lapônio, maltês, piemontês, românico, romanche, iídiche e ziryen. Sexto, a consolidação de Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; de

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Áustria, Bulgária, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, República Socialista Federal Soviética da Rússia, Iugoslávia, alocados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Alemanha e Áustria; do Eire, alocado à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas; da Islândia, alocada à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá; e de Córsega, alocada à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Itália e Suíça. Sétimo, a incorporação das treze Assembléias Espirituais Nacionais acima mencionadas. Oitavo, o estabelecimento, por estas mesmas Assembléias Espirituais Nacionais, de dotações bahá’ís nacionais. Nono, o estabelecimento de um Hazíratu’l-Quds nacional na capital de cada um dos países onde Assembléias Espirituais Nacionais estão para ser estabelecidas, bem como um em Londres e um em Paris. Décimo, a formação de uma editora bahá’í nacional em Frankfurt, Alemanha. Décimo primeiro, a formação de agências israelenses das Assembléias Espirituais Nacionais dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas e da Alemanha e Áustria, autorizadas a manter, em nome de suas instituições matrizes, propriedade dedicada aos Santuários Sagrados no Centro Mundial da Fé no Estado de Israel. Décimo segundo, a conversão de representantes das raças basca e cigana à Fé. Décimo terceiro, a nomeação, durante o Ridván de 1954, pelas Mãos da Causa na Europa, de um Corpo Auxiliar de nove membros que, em conjunto com as Assembléias Espirituais Nacionais que participam na campanha européia, ajudará, através de visitas periódicas e sistemáticas a centros bahá’ís, na eficiente e rápida execução dos planos formulados para o prosseguimento da campanha de ensino no continente europeu.

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ABERTURA

DE UMA

GRANDE REVIVIFICAÇÃO ESPIRITUAL

Um continente que ocupa uma posição tão central e estratégica sobre o planeta inteiro; tão rico e cheio de eventos em sua história, tão diversificado em sua cultura; de cujo solo brotaram ambas civilizações, helênica e romana; a mola principal de uma civilização a algumas de cujas características Bahá’u’lláh, Ele próprio, prestou tributo; em cujas costas ao sul a Cristandade primeiro estabeleceu o seu lar; ao longo de cujas fronteiras orientais as poderosas forças da Cruz e da Crescente tão freqüentemente se chocaram; em cuja extremidade sudoeste uma cultura islâmica em rápida evolução produziu seu mais belo fruto; em cujo coração a luz da Reforma brilhou tão fulgurantemente, lançando seus raios até as remotas regiões do globo; a fonte da cultura americana; cujas orlas ao norte e a oeste foram primeiro aquecidas e iluminadas, menos de um século atrás, pela luz do alvorecer da Revelação de Bahá’u’lláh; em cujo coração uma comunidade, tão rica em esperança, foi subseqüentemente estabelecida; cujo solo foi mais tarde santificado pela visita, duas vezes repetida, do designado Centro de Seu Convênio; que testemunhou, em conseqüência da elevação e estabelecimento da Ordem Administrativa de Sua Fé, a construção de dois dos principais pilares da futura Casa Universal de Justiça; que, em anos recentes, sustentou o impacto dinâmico de uma série de planos nacionais preparatórios para o lançamento de uma Cruzada Espiritual Mundial – tal continente adentrou, finalmente, nesta crítica hora – este grande ponto de mutação em seus destinos – o que bem pode ser considerado a fase de abertura de uma grande revivificação espiritual que promete eclipsar qualquer período em sua história espiritual.

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Possam os representantes eleitos das Comunidades Bahá’ís nacionais incumbidos da condução deste momentoso empreendimento lançado no solo deste continente, ajudados pelas Mãos da Causa e seu Corpo Auxiliar, reforçados pelas comunidades, grupos e isolados crentes locais que compartilham deste empreendimento massivo e coletivo, e apoiados pelos agentes subsidiários a serem nomeados para seu eficiente prosseguimento, serem graciosamente assistidos pelo Senhor das Hostes a contribuírem, nos anos imediatamente à frente, através de seus esforços concentrados e realizações coletivas, em ambas esferas, de ensino e administrativa, da atividade bahá’í, para o sucesso desta gloriosa Cruzada, e dar um tremendo ímpeto à conversão, à reconciliação e à unificação final dos variados e conflitantes povos, raças e classes que habitam o interior das fronteiras de um continente que labuta, dolorosamente agitado e espiritualmente faminto. Possam os privilegiados participantes, alistados sob a bandeira de Bahá’u’lláh para a promoção de tão proeminente e meritória Causa, sejam eles do hemisfério oriental ou ocidental, de qualquer sexo, brancos ou negros, jovens ou idosos, neófitos ou veteranos, quer servindo em sua capacidade como expositores dos ensinamentos ou administradores de Sua Fé, como colonizadores ou instrutores viajantes, eles próprios distinguidos por tais atos de heroísmo que rivalizarão, mais ainda, excederão em brilho as façanhas realizadas dezenove séculos atrás por aquele pequeno grupo de discípulos inebriados de Deus que, proclamando destemidamente o Evangelho de um recém-surgido Messias, contribuíram tão decisivamente para a iluminação, a regeneração e o avanço do inteiro continente europeu.

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MAGNÍFICA RESPOSTA PELAS COMUNIDADES DO ORIENTE E OCIDENTE Julho de 1953 Feliz por transmitir aos amigos reunidos à conferência que marca época a notícia da magnífica resposta pelas Comunidades Bahá’ís no Oriente e Ocidente, durante o curso de não menos que três meses de intervalo separando a segunda da terceira Conferência Intercontinental deste Ano Santo, o chamado a levantarem-se e condignamente inaugurarem a fase de abertura da Cruzada Mundial. O número de pioneiros, sejam brancos ou negros, jovens ou idosos, em todos os continentes, que se ofereceram voluntariamente ao serviço em ambos territórios, virgens e abertos, passa da marca de duzentos, incluindo três oferecimentos para as colônias de hansenianos. Ruanda-Urundi, Ilhas Samoa, Damão, Rodésia do Sul, Goa, Ilha Kodiak e Somália Italiana já estão abertos. O estabelecimento de África Equatorial Francesa, Ilhas Salomão, Ilhas Queen Charlotte, África do Sudoeste, Ilhas de Cabo Verde, Togolândia, Maurícias, Ilha Reunião, Ilha Santa Helena, Ilha Saint Thomas, Ilhas do Canal, Ilhas Aleutas, Açores, Key West, Ilhas Cook, Mônaco, Ilhas Baleares, Malta, Chipre, Ilhas Hebrides, Protetorado dos Territórios do Norte, Seychelles, Andorra, Ilhas Canárias e Somália Francesa está virtualmente assegurado. Os postos avançados da Fé ao norte no hemisfério ocidental foram empurrados até a Baía Ártica, Franklin, 73 graus de latitude norte, e na Europa até as Ilhas Lofoten. Um pioneiro está a caminho de Fezzan, Líbia, cenário escolhido por ‘Abdu’l-Hamíd para o banimento de ‘Abdu’lBahá.

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Todas as áreas do hemisfério ocidental alocadas à Assembléia Nacional dos Estados Unidos estão designadas. Um terço dos membros daquela mesma Assembléia está reunindo as fileiras de pioneiros. As Assembléias Nacionais irmãs remanescentes estão agora disputando uma corrida espiritual para completar as designações em seus respectivos continentes. Fundos são inaugurados e locais estão sendo pesquisados para aquisição de terrenos para os Mashriqu’lAdhkárs de Roma, Cidade do Panamá e Toronto, e para um Hazíratu’l-Quds nacional em Londres. Apelo aos participantes desta conferência, em atitude de gratidão pelas múltiplas bênçãos abundantemente derramadas sobre os cruzados de Bahá’u’lláh, que imortalizem suas condutas através da inauguração de fundos para a aquisição de terrenos para Templos naquela cidade ao norte, cenário da atual conferência, e em Frankfurt, no coração do continente europeu. Estou contribuindo duas mil libras para o fomento destes meritórios empreendimentos. Apelo, além disso, a que os participantes, em vista do desproporcionalmente pequeno número de pioneiros destinados a territórios virgens em relação ao total de voluntários, incrementem o rol de honra mediante o pronto alistamento sob a bandeira desfraldada das hostes de Bahá’u’lláh que avançam. Nenhuma contribuição mais valiosa pode ser oferecida no altar de sacrifício bahá’í, nenhuma honra maior obtida durante o curso do Ano Santo, agora rapidamente aproximando-se de seu final.

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! SELANDO

TRIUNFANTES FESTIVIDADES DO ANO SANTO Cabograma, 19 de agosto de 1953

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AS

Transmito às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í a jubilosa notícia de que o assentamento das telhas douradas sobre toda a superfície do Domo do Sepulcro do Báb foi concluído. As últimas pedras da coroa que circundam a base do Domo foram assentadas, assinalando a conclusão do trabalho em pedra da superestrutura do edifício sagrado. O escoramento do interior do Domo foi removido. Os caixilhos das janelas de estilo pontiagudo da Estrutura Cilíndrica foram instalados. A colocação dos caixilhos das janelas da Estrutura Octogonal e o emboço do interior do Domo encontram-se próximos da finalização. Cabos elétricos projetados para a iluminação da estrutura majestosa foram posicionados. Espero a remoção antecipada do sistema de andaimes antes da colocação das dezoito janelas em arco de estilo pontiagudo e vidros coloridos. Sinto-me seguro de que a consumação do empreendimento de sessenta anos será sincronizada com a realização da vindoura Conferência Intercontinental de Ensino em Nova Delhi, selando as triunfantes festividades mundiais do Ano Santo que comemora o centenário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh.

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ROL DE HONRA Cabograma, 20 de setembro de 1953 Transmito as seguintes jubilosas novidades às Assembléias Espirituais Nacionais do mundo bahá’í. A cruzada espiritual mundial, mais poderoso instrumento já concebido para a execução sistemática do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá, tem sido condignamente prenunciada através de sucessivas, magníficas vitórias conquistadas pelos cruzados de Bahá’u’lláh em territórios virgens em cada continente do globo. Quatro meses que decorreram desde sua gloriosa inauguração em meio ao clímax do Centenário da inauguração de Sua Missão foram imortalizados pela abertura de nada menos que vinte e oito territórios e ilhas, nove na Europa, oito na América, seis na África, cinco na Ásia, constituindo uma dispersão sem precedentes em sua rapidez e âmbito durante onze décadas de história bahá’í. O número de pioneiros que responderam ao chamado para se estabelecerem em territórios abertos e não-abertos sobre o planeta passou da marca de trezentos; mais de cento e cinqüenta da América, mais de cinqüenta da Europa, mais de quarenta da África, mais de quarenta da Ásia. O número de pioneiros aguardados para áreas virgens é superior a quarenta. Todas as áreas do hemisfério ocidental e da África alocadas à Assembléia Nacional dos Estados Unidos, bem como todas as áreas da Europa alocadas às diversas Assembléias Nacionais, foram assumidas. O Rol de Honra destinado a perpetuar a memória das façanhas dos conquistadores espirituais já tem inscrito os nomes dos seguintes pioneiros, junto aos seus respectivos

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territórios, perfazendo quase um quarto do número necessário para se alcançar o objetivo supremo da fase de abertura do Plano de Dez Anos. Sohail Samandari, Somália Italiana; Mary e Rex Collison, Dunduzu Chisizwa, Ruanda-Urundi; Izzatu’lláh Zahrai, Rodésia do Sul; Ghulamal Kurlawala, Daman; Gail e Jameson Bond, Franklin; Roshan Aftabi, Feroza Yanagi, Goa; Rode Perkal, Jack Huffman, Ilha Kodiak; sr. e sra. Arthur Crane, Key West; Saeed Nahvi, Shyan Behrarilal, Pondicherry; Udainarayan Singh, Sikkim; Fred Schechter, Somália Francesa; Virginia Orbison, Ilhas Baleares; sr. e sra. Amin Banání, Grécia; ‘Abbás Vakil, Chipre; Gertrude Eisenberg, Ilhas Canárias; Dick Stanton, Keewatin; sr. e sra. Jenabe Caldwell, Ilhas Aleutas; Edythe MacArthur, Ilhas Queen Charlotte; Hushmand Manuchihri, Liechtenstein; Eskil Ljunberg, Ilhas Faroe; Mildred Clark e Loyce Lawrence, Ilhas Lofoten; Salisa Kirmani, Shirin Nurani, Karikal; Zia’u’lláh Asgarzadeh, Evelyn Baxter, Ilhas do Canal; Kay Weston, Ilhas de Madeleine; Julius Edwards, Protetorado dos Territórios do Norte; Doris Richardson, Ilha Grand Manan; Charles Dunning, Ilhas Orkney; Nellie French, Mônaco. Países nos quais residem bahá’ís perfazem agora mais de cento e cinqüenta. Mais de setenta foram adicionados no decorrer dos nove anos que separam o primeiro do segundo Jubileu. As festividades do Ano Santo, tão esplendidamente inauguradas, alcançando seu ponto alto na ocasião no Nonagésimo Aniversário da declaração da Missão do Fundador da Fé, estão aproximando-se de seu final. Apelo ao inteiro corpo de Seus seguidores a exercerem um esforço combinado, sobre-humano, para celebrar, mediante a aceleração de sua dispersão, a conclusão dos regozijos mundiais, e prestar valioso tributo à Sua memória, através de uma aproximação tão grande quanto possível à marca de duzentos no número de Estados

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soberanos, territórios dependentes e ilhas compreendidas na órbita de Sua Fé em irresistível expansão, atingindo deste modo uma façanha comparável, aos olhos da posteridade, à triunfante finalização da superestrutura do Sepulcro de seu Co-Fundador no Centro Mundial Bahá’í na Terra Santa.

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CONFERÊNCIA INTERCONTINENTAL ASIÁTICA EM NOVA DELHI, ÍNDIA, 7 A 15 DE OUTUBRO DE 1953 Outubro de 1953 Com esperanças elevadas e um coração cheio de júbilo eu aclamo a convocação, na principal cidade do subcontinente indiano, da quarta e última das Conferências Intercontinentais de Ensino de um memorável Ano Santo comemorativo do centenário do nascimento da profética Missão de Bahá’u’lláh. Nesta ocasião histórica, quando os membros das Assembléias Espirituais Nacionais dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América, do Domínio do Canadá, das Américas Central e do Sul, da Pérsia, do subcontinente indiano e de Burma, do Iraque e da Australásia, bem como os representantes dos Estados soberanos e territórios dependentes do continente asiático, das repúblicas das Américas do Norte, Central e do Sul, e da Austrália, Nova Zelândia e Tasmânia encontram-se reunidos, e estão para deliberar sobre as necessidades e requisitos da recém-lançada tripla campanha abrangendo a parte continental asiática, o continente australiano e as ilhas do Oceano Pacífico – uma campanha que bem pode ser considerada a mais extensa, a mais árdua e a mais momentosa de todas as campanhas de uma Cruzada mundialmente abrangente e que, em seu escopo, é incomparável na história

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da Fé em todo o hemisfério oriental – meus pensamentos, em tal ocasião, retrocedem ao princípio do alvorecer de nossa Fé, àquelas inesquecíveis cenas de inigualável heroísmo, de tenebrosa tragédia, de imperecível glória que anunciaram seu nascimento, e acompanharam a disseminação desta luz infante no coração do continente asiático. Recordo vividamente a meteórica ascensão da Fé do Báb nas províncias da Pérsia e os revoltantes episódios associados ao Seu cruel encarceramento nas montanhas-fortalezas de Ádhirbáyján, à revelação das leis de Sua Dispensação, à proclamação da independência de Sua Fé, ao insuperável heroísmo de Seus discípulos, à demoníaca crueldade de Seus antagonistas – os principais magistrados, as autoridades civis, os dignitários eclesiásticos e as massas das pessoas de Sua terra natal – à humilhação, à espoliação, à dispersão, ao conseqüente massacre de um vasto número de Seus seguidores e, acima de tudo, à Sua própria execução na cidade de Tabríz. ESTÁGIOS INICIAIS DA FÉ

DE

BAHÁ’U’LLÁH

Com um latejo de admiração chamo à memória a fruição precoce e súbita de Sua Dispensação na capital daquela terra, e as dramáticas circunstâncias presentes ao nascimento da Revelação de Bahá’u’lláh, culminando em Seu precipitado banimento ao Iraque. Estou lembrado, além disso, da disseminação inicial da luz desta Revelação em conseqüência do banimento de Bahá’u’lláh aos territórios adjacentes do Iraque e, até as orlas ocidentais daquele continente, à Turquia, e aos territórios vizinhos do Líbano, Jordânia e Síria e, em um estágio final, ao subcontinente indiano e à China, situados nas extremidades ao sul e ao leste daquele continente, assim como ao Cáucaso e Turquistão Russo.

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Nem posso deixar de recordar a série de alternantes crises e vitórias, cada uma constituindo um marco na evolução da Fé – que experimentou em alguns destes territórios, associada à lamentável remoção de seu Autor às montanhas de Sulaymáníyyih, à gloriosa declaração de Sua Missão em Bagdá, aos Seus segundo e terceiro banimentos a Constantinopla e Adrianópolis, à repugnante rebelião de Seu meio-irmão, à proclamação de Sua própria Missão, ao Seu quarto banimento à desolada e longínqua colônia penal de ‘Akká na Síria, à revelação do Kitáb-i-Aqdas, Seu Livro Sacratíssimo, à Sua Ascensão na Terra Santa, ao estabelecimento de Seu Convênio e à inauguração do Ministério de ‘Abdu’l Bahá, Seu filho e o Exemplar e Intérprete autorizado de Seus ensinamentos. Estes estágios de abertura na evolução de Sua Fé no continente asiático foram sucedidos, enquanto a primeira e Apostólica Idade de Sua Dispensação aproximava-se de um final, pela abertura das ilhas situadas no Oceano Pacífico, Japão ao norte e continente australiano ao sul. A estes capítulos memoráveis da história asiática bahá’í foi logo adicionado um outro, no amanhecer da Ascensão do Centro do Convênio de Bahá’u’lláh e durante a época inicial da Idade Formativa da Fé, distinguida pela elevação da Ordem Administrativa e a construção de seus pilares no berço daquela Fé, no Iraque, Índia, Paquistão e Burma e nas Antípodas. Este memorável episódio em seu desenvolvimento naquele vasto continente foi sucedido pelo início, durante a segunda época daquela mesma Idade, de uma série de planos naqueles mesmos territórios em apoio ao Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá e como um prelúdio à abertura da recém-lançada Cruzada Espiritual mundialmente abrangente. TEMPO DA ÁSIA NA CRUZADA GLOBAL A hora agora soou a este continente, em cujo solo, há mais de um século, tanto sangue sagrado foi derramado, em cujo

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próprio coração atos de tão trágico heroísmo foram realizados e em muitos de seus territórios tão brilhantes vitórias foram conquistadas, para contribuir, em associação aos seus continentes-irmãos, ao progresso e triunfo final desta Cruzada global, de uma maneira condigna à sua insuperável posição em todo o mundo bahá’í. As diversas Comunidades Bahá’ís que habitam o interior das fronteiras deste continente e aquelas situadas ao sul de suas costas nas Antípodas, que incluem a mais antiga e mais venerável dentre todas as comunidades do mundo bahá’í, e cujos membros em sua agregação constituem a esmagadora maioria dos seguidores de Bahá’u’lláh, são convocadas, em íntima associação às quatro outras Comunidades Bahá’ís do hemisfério ocidental, a realizarem no curso da década vindoura: Primeiro, a construção do primeiro Mashriqu’l-Adhkár na terra natal de Bahá’u’lláh, na cidade de Teerã, designada por Bahá’u’lláh como “Mãe do Mundo”. Segundo, a aquisição de terreno para a futura construção de três Mashriqu’l-Adhkárs, um na cidade de Bagdá, a terceira cidade mais sagrada do mundo bahá’í, entesourando a “Suprema Casa”, um em Nova Delhi, a principal cidade do subcontinente indiano, e o terceiro em Sydney, o mais antigo e o principal centro bahá’í nas Antípodas. Terceiro, a formação de não menos que onze Assembléias Espirituais Nacionais, uma no Paquistão, uma em Burma e uma no Ceilão, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; uma na Turquia e uma no Afeganistão, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; uma no Japão, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; uma na Nova Zelândia, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia, bem como quatro Assembléias Espirituais

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Nacionais regionais, uma na Península Arábica, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; uma no sudeste da Ásia, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; uma terceira no Pacífico Sul, sob a égide Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; e uma quarta no Oriente Próximo, sob a égide da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Iraque. Quarto, a abertura dos seguintes quarenta e um territórios e ilhas virgens: Ilhas Andaman, Butão, Damão, Diu, Goa, Karikal, Mahe, Ilhas Mariana, Ilhas Nicobar, Pondicherry, Sikkim, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; Ilhas Carolinas, Nova Guiné Holandesa, Ilha Hainan, Cazaquistão, Ilha de Macau, Ilha Sakhalin, Tibet, Ilhas Tonga, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; Brunei, Arquipélago Chagos, Quirguízia, Mongólia, Ilhas Salomão, Tadjiquistão, Uzbequistão, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; Ilhas Admiralty, Ilha Cocos, Ilhas Loyalty, Ilhas Mentawai, Ilhas New Hebrides, Timor Português, Ilhas da Sociedade, designadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia; Ilhas Gilbert e Ellice, Ilhas Marshall, Arquipélago Tuamotu, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América Central; Hadhramaut, Ilhas Kuria Muria, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Iraque; Ilhas Marquesas, Ilhas Samoa, designadas Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá; Ilhas Cook, designadas à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da América do Sul. Quinto, a tradução e publicação de literatura bahá’í nos quarenta seguintes idiomas, a serem realizadas pela Assembléia

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Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma em associação à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia: abor miri, aneityum, annamese, balochi, bentuni, binandere, cheremiss, chungchia, georgiano, houailou, javanês, kado, kaili, kopu, kusaie, lepcha, lifu, manchu, manipuri, ilha manus, marquesas, mentawai, mongol, mordoff, mwala, na-hsi, nicobarês, niue, ossete, ostiak, pali, panjabi, pashto, perm, petats, samoano, tho, tibetano, tonganês, vogul. Sexto, a consolidação de Protetorado Áden, Azerbaijão, Afeganistão, Ahsa, Armênia, Ilha Bahrein, Geórgia, Hijaz, Arábia Saudita, Turquia, Turcomenistão, Iêmen, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; de Baluquistão, Bornéo, Burma, Ceilão, Indochina, Indonésia, Malásia, Nepal, Paquistão, Sarawak, Sião, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Índia, Paquistão e Burma; de China, Formosa, Japão, Coréia, Manchúria, Ilhas Filipinas, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; de Jordânia, Kuwait, Líbano, Qatar, Síria, Trucial Sheykhs, Omã, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Iraque; de Arquipélago Bismarck, Fiji, Nova Caledônia, Nova Guiné Australiana, designados à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia; de Hong Kong, designado à Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas. Sétimo, a incorporação das onze Assembléias Espirituais Nacionais acima mencionadas, bem como aquelas de Pérsia e Iraque. Oitavo, o estabelecimento, por estas onze Assembléias Espirituais Nacionais acima mencionadas, de dotações bahá’ís nacionais. Nono, o estabelecimento de um Hazíratu’l-Quds nacional nas capitais de cada um dos países onde Assembléias

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Espirituais Nacionais estão para ser estabelecidas, bem como um em Suva, um em Jacarta, um em Bahrein e um em Beirute. Décimo, o estabelecimento de uma Corte Nacional Bahá’í nas capitais da Pérsia, do Iraque, do Paquistão e do Afeganistão – os principais centros muçulmanos no continente asiático. Décimo primeiro, o estabelecimento de duas editoras nacionais, uma em Teerã e uma em Nova Delhi. Décimo segundo, a formação de agências israelenses das Assembléias Espirituais Nacionais dos Bahá’ís da Pérsia, do Iraque e da Austrália, autorizadas a manter, em nome de suas instituições matrizes, propriedade dedicada aos Sagrados Santuários no Centro Mundial da Fé no Estado de Israel. Décimo terceiro, a nomeação, durante o Ridván de 1954, pelas Mãos da Causa na Ásia e na Austrália, de um Corpo Auxiliar de nove membros que auxiliará, em conjunto com as oito Assembléias Espirituais Nacionais que participam nas campanhas asiática e australiana, através de visitas periódicas e sistemáticas aos centros bahá’ís, na eficiente e rápida execução dos planos formulados para o prosseguimento das campanhas de ensino no continente da Ásia e nas Antípodas. NO LIMIAR DE UMA NOVA ERA ESPIRITUAL O continente asiático, o berço das principais religiões da humanidade; o lar de muitas das mais antigas e poderosas civilizações que floresceram neste planeta; os cruzamentos de tantas famílias e raças; o campo de batalha de tantos povos e nações; acima de cujos horizontes, em tempos modernos, os Sóis de duas Revelações independentes – a promessa e a consumação de um ciclo religioso de seis mil anos – ergueramse sucessivamente; onde os Autores de ambas estas Revelações sofreram banimento e pereceram; dentro de cujos confins o Centro de um Convênio divinamente designado

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nasceu, sofreu quarenta anos de encarceramento e faleceu; em cuja extremidade ocidental o Qiblih do mundo bahá’í foi definitivamente estabelecido; em cujo coração a cidade proclamada por Bahá’u’lláh como “Mãe do Mundo” está entesourada; no interior de cujas fronteiras uma outra cidade, considerada a “cinosura de um mundo adorável” e o cenário da maior e mais gloriosa Revelação que o mundo já testemunhou, está abrigada; em cujo solo tantos santos, heróis e mártires, associados a ambas estas Revelações, viveram, debateram-se e morreram – tal continente, tão privilegiado dentre seus continentes-irmãos e ainda há tanto tempo e tão deploravelmente atormentado, agora se encontra na hora do lançamento de uma Cruzada mundialmente abrangente, no limiar de uma era que bem pode rememorar, em sua glória e repercussões finais, os grandes períodos de revivificação espiritual que, do alvorecer da história registrada, iluminou, em diversos estágios na Revelação do propósito de Deus para a humanidade, o caminho da raça humana. Possa esta Cruzada, lançada simultaneamente na parte continental asiática, suas ilhas vizinhas e as Antípodas, sob a direção de oito Assembléias Espirituais Nacionais e mediante a operação de oito planos de ensino sistemáticos, e os esforços concentrados de Comunidades Bahá’ís em ambos, Oriente e Ocidente, prover, à medida que se desdobra, um antídoto eficaz para as forças venenosas do ateísmo, nacionalismo, secularismo e materialismo que estão dilacerando os órgãos vitais deste turbulento continente, e possa ela reordenar aqueles cenários de heroísmo espiritual que, mais do que qualquer das revoluções seculares que agitaram sua face, têm deixado sua imperecível marca sobre os destinos dos povos e nações que vivem dentro de suas fronteiras.

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! TRIPLO ANÚNCIO NO ENCERRAMENTO DO ANO SANTO 7 de outubro de 1953

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Por ocasião do encerramento do Ano Santo, eu estou cheio de contentamento ao compartilhar o seguinte triplo anúncio com os participantes da quarta e última das Conferências Intercontinentais de Ensino, assinalando o término das festividades associadas ao centenário do nascimento da Missão Profética de Bahá’u’lláh. O empreendimento de cinco anos, de três quartos de milhão de dólares, constituindo o estágio final na época inicial do evolutivo processo inaugurado há mais de sessenta anos pelo Fundador da Fé, no coração da Montanha de Deus, está consumado. Os retoques finais da instalação de janelas de vidro colorido nas Estruturas Cilíndrica e Octogonal, a remoção dos andaimes do exterior e interior do edifício, a caiação interior do Domo, Estruturas Cilíndrica e Octogonal, o acabamento das juntas, a limpeza e a iluminação projetada de toda a estrutura foram concluídos, em sincronismo com as semanas finais dos gloriosos anais da Sagrada Fé. Uma multidão de visitantes que constantemente aumenta, de todas as partes, em muitos dias excedendo a mil, reúne-se nos portões que conduzem ao interior do Santuário deste majestoso Mausoléu, rende homenagem à Rainha do Carmelo entronizada na Montanha de Deus, coroada em ouro ardente, paramentada em branco cintilante, cingida em verde esmeralda, encantando todo olho com o ar, o mar, a planície e a montanha. Sou movido a solicitar aos participantes da Conferência que realizem uma condigna reunião memorial para prestar

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tributo à Mão da Causa, Sutherland Maxwell, arquiteto imortal da Arcada e superestrutura do Santuário. Sinto, além disso, que reconhecimento deve ser feito, naquela mesma reunião, pelos incansáveis esforços e vigilância da Mão da Causa Ugo Giachery na negociação de contratos, inspeção e despacho de todos materiais requeridos à construção do edifício, bem como pelo cuidado assíduo, constante, da Mão da Causa Leroy Ioas na supervisão da construção de ambos, Estrutura Cilíndrica e Domo. Às duas portas do Santuário recémdesignadas em homenagem às duas Mãos da Causa mencionadas acima, a porta da Estrutura Octogonal, agora acrescentada, será doravante associada à terceira Mão que contribuiu para a elevação desta imponente, sagrada estrutura. O segundo anúncio é que o processo mundial de colonização de áreas virgens do globo foi acelerado pela chegada dos seguintes pioneiros aos seus respectivos postos: Cora Oliver, Honduras Britânicas; Carole e Dwight Allen, Grécia; sr. e sra. Xavier Rodrigues, Guiné Portuguesa; Brigitte Hasselblatt, Shetland; Elizabeth Hopper, Ada Schott, Sara Kenny e sra. Duffield, Madeira; H. J. Snider, Key West; Hugh McKinley e mãe, Chipre; Max Kenyerezi, África Equatorial Francesa; Elsa Grossmann, Ilhas Frísias; Helen Robinson, Baranof; sr. e sra. Ted Anderson, Yukon; Tabendeh Payman, San Marino; Una Townshend, Malta; Rolf Haug, Creta, expandindo o Rol de Honra, elevando o número de territórios dentro do âmbito da Fé para cento e sessenta e cinco. Dois pioneiros adicionais estão seguindo para colônias de hansenianos em Porto Rico e Guiana Francesa. Dois valorosos pioneiros da Índia e América estão preparando-se para entrar no Tibet. Mais dois membros da Assembléia Nacional dos Estados Unidos ofereceram-se voluntariamente como pioneiros, elevando o número a cinco. Pioneiros dos Estados Unidos estão partindo para vinte e quatro territórios virgens antes do encerramento do Ano Santo. A

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Festa de Nomes foi celebrada em agosto último por dois valentes cruzados na estação meteorológica na Baía Buchanan, na desolada Ilha Ellesmere, latitude setenta e nove, a menos de setecentas milhas do Pólo Norte. A Cruzada que se desdobra irresistivelmente foi santificada pela morte da heróica Ella Bailey, de oitenta e oito anos, elevando-a à posição dos mártires da Fé, irradiando adicional esplendor sobre a Comunidade Bahá’í americana e consagrando o solo do continente africano que rapidamente desperta. O terceiro anúncio é que os passos preliminares foram dados objetivando a aquisição de uma extensa área no topo da montanha sagrada, cenário da revelação da Epístola do Carmelo, preparatória para a compra do terreno para o futuro Mashriqu’l-Adhkár, Mãe da Terra Santa, tornada possível pela munificente doação de cem mil dólares da Mão da Causa, Amelia Collins, assinalando a abertura do segundo estágio no desdobramento do poderoso processo posto em movimento pelo Autor da Fé. UMA TRIPLA RESPONSABILIDADE Esta tripla generosidade concedida à Comunidade do Nome Supremo, espalhada sobre a face do planeta, exige empenho tremendo, imediato, combinado, dos seguidores reunidos para desincumbirem-se adequadamente desta tripla responsabilidade. Primeira, redobrada consagração à tarefa do pioneirismo, particularmente na área do Pacífico enfatizada nas Epístolas do Plano Divino, elevando deste modo, antes do encerramento da Conferência, o número de territórios abertos à Fé ou de pioneiros designados para imediato estabelecimento para mais de duzentos. Segunda, a demonstração de crescente auto-sacrifício através da inauguração de Fundos para a aquisição de terreno para futuros

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Templos no continente asiático e nas Antípodas, em Bagdá, em Nova Delhi e em Sydney. Estou contribuindo três mil libras para o fomento destes meritórios empreendimentos. Terceira, a consulta zelosa por representantes das Assembléias Nacionais persa e iraquiana, diretamente concernentes à sagrada tarefa, com as Mãos da Causa reunidas, sobre meios e modos de conduzir uma investigação completa para assegurar a aquisição de lugares sagrados, particularmente o local do Síyáh-Chál, o berço da Revelação do Autor da Fé, bem como a identificação e transferência dos corpos dos parentes do Báb e de Bahá’u’lláh para cemitérios bahá’ís, constituindo objetivos vitais do Plano de Dez Anos. Estou ardorosamente esperando, fervorosamente suplicando que esta memorável Conferência, que sela a celebração do segundo Jubileu Bahá’í, possa contribuir, em um grau sem precedentes, através do caráter de suas deliberações, da solidez de suas façanhas, do âmbito de suas realizações, para a consecução final das brilhantes metas da Cruzada Mundial destinada a culminar no não longínquo Supremo Jubileu associado ao centésimo aniversário da assunção por Bahá’u’lláh de Sua função profética.

! MÃOS NA CONFERÊNCIA DE NOVA DELHI CONSECUÇÃO DE METAS Outubro de 1953

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PARA AJUDAR NA

Na véspera do encerramento das festividades que comemoram o centenário do nascimento do Ministério de Bahá’u’lláh, sou movido a dirigir a seguinte mensagem específica às Mãos reunidas na conferência. Em agradecido reconhecimento às múltiplas graças derramadas em rápida

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sucessão sobre o exército do Senhor das Hostes durante o curso do Ano Santo, auspiciosamente prenunciadas através da proclamação dos objetivos da Cruzada Mundial, cujos meses inaugurais testemunharam a convocação, no coração do continente africano, desta primeira Conferência Intercontinental de Ensino, cujo clímax foi assinalado pela simultânea realização, no coração da América do Norte, da Conferência Intercontinental do Hemisfério Ocidental, da dedicação do Templo-Mãe do Ocidente e do lançamento do Plano de Dez Anos; cujo registro foi enobrecido pelas duas reuniões intercontinentais adicionais, sucessivamente convocadas nos continentes europeu e asiático, todas as onze Mãos são instadas a levantarem-se para realçar o permanente valor de seus vigorosos, exemplares esforços durante os últimos doze meses, constituindo o capítulo inicial em sua missão mundial que constantemente se desdobra. A hora é propícia, no amanhecer da última Conferência Intercontinental, para preparar-se para ainda outra, ainda mais amplamente dispersa, estendendo-se por mais de um ou dois meses e abrangendo Ásia, África e Australásia, para o propósito de estabelecer íntimo contato com as Assembléias Nacionais, aconselhando e auxiliando Assembléias Locais e indivíduos a alcançarem as metas do Plano mundialmente abrangente. A adoção do seguinte itinerário é recomendada: Mason Remey, Dorothy Baker e Horace Holley à Índia, Paquistão, Burma e Ceilão; Ugo Giachery à Pérsia; Valíyu’lláh Varqá, Shu’á’u’lláh ‘Alá’í ao Iraque, Turquia e Egito; Clara Dunn e ‘Alí-Akbar Furútan à Austrália e Nova Zelândia; Zikru’lláh Khádem à Malásia e Japão; Tarázu’lláh Samandarí e Músá Banání à Península Arábica. Estou contribuindo três mil libras para auxílio à execução deste meritório empreendimento. Apelo às Assembléias Nacionais persa, indiana, australiana, egípcia e iraquiana que estendam a máxima assistência, que

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organizem os cronogramas, dêem publicidade à Fé onde quer que seja aconselhável e instruam Assembléias Locais a utilizarem todos os meios em seu poder para adicionar força ao mais ambicioso empreendimento já iniciado pelos seguidores de Bahá’u’lláh no decorrer dos cento e dez anos da história bahá’í.

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INCLUSÕES ADICIONAIS AO ROL DE HONRA 14 de outubro de 1953 À medida que termina o Ano Santo, estou cheio de contentamento ao anunciar, aos crentes reunidos, não menos que treze inclusões ao Rol de Honra, desde a transmissão da última mensagem à Conferência uma semana atrás: Clair Gung, Rodésia do Sul; Ursula von Braun, Ilhas Frísias; Richard Nolen e família, Açores; Katherine Mayer, Ilha Margarita; Geraldine Craney, Hébridas; Fawzi Zeinolabedin e família, Marrocos Espanhol, Manouchihr Hezari, Marrocos, Zona Internacional; Earle Render, Ilhas Leeward; Ted Cardell, África Sudoeste; William Danjon, Andorra; Fred e Jean Allen, Ilha Cape Breton; Frederick e Elizabeth Laws, Basutolândia; Amin Batt, Rio de Oro. O número total de áreas virgens inscritas no rol com os nomes dos conquistadores desde o lançamento da Cruzada Mundial no último Ridván subiu para cinqüenta. O número de territórios incluídos na órbita da Fé foi elevado, dentro de um período inacreditavelmente curto de tempo, para cento e setenta e oito, assinalando um acréscimo de cem países desde a celebração do primeiro Jubileu há nove anos. Adicionalmente, sessenta áreas não-abertas são evidenciadas, incluindo Ucrânia e Albânia. Não mais que oito voluntários são requeridos para serem encaminhados ao Protetorado Ashanti, Bechuanalândia,

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Arquipélago Chagos, Ilhas Comores, Ilhas Marquesas, Ilhas Marshall, Saara Espanhol e Ilhas Tonga para assegurar o cumprimento da preeminente meta da Cruzada Global, excluindo-se as repúblicas socialistas e países satélites. Chegou o momento do último dia deste ano, para sempre santificado na memória de futuras gerações em virtude de suas sagradas associações, a ser unido ao final da lacuna já estreita que separa a vanguarda do exército de cruzados da vitória na mais gloriosa fase do maior empreendimento espiritual coletivo já iniciado pelas organizadas, firmemente entrelaçadas comunidades do Nome Supremo espalhadas por todo o planeta.

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VINTE E UMA ÁREAS VIRGENS Cabograma, 11 de novembro de 1953 Anuncio às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í que o intervalo de três semanas desde o término do Ano Santo testemunhou o fincar da bandeira da triunfante Causa de Deus em nada menos que vinte e uma áreas virgens do globo, elevando o número total de territórios abertos à Fé a duzentos, representando um aumento muito próximo a sessenta por cento, no curso de pouco mais de meio ano, no número de Estados soberanos e territórios dependentes incluídos em seu seio durante os cento e nove anos de sua existência. As setenta e duas áreas virgens, trazidas para dentro da órbita da Ordem Administrativa Bahá’í que rapidamente se expande desde o lançamento da Cruzada Mundial, incluem vinte e uma nas Américas, dezenove na África, dezenove na Europa e treze na Ásia. Os seguintes pioneiros foram inscritos no Rol de Honra desde o último anúncio: Gerald, Gail e Leeanna Curwin,

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Bahamas; Enoch Olinga, Camarões Britânicos; Malcolm King, Guiana Britânica; Peggy e George True, Canárias; Shirley Warde, Honduras Britânicas; Irving Geary, Ilha Cape Breton; Zunilda Palacios, Ilha de Chiloé; Edith Danielson, Ilhas Cook; Himatlal Bhatt, Ilha Diu; Elinor e Robert Wolff, Guiana Holandesa; Eberhard Friedland, Guiana Francesa; Labib Esphahani, África Ocidental Francesa; Adela e Salvador Tormo, Ilha Juan Fernandez; Gladys e Benjamin Weeden, Ilhas Leeward; Frances Heller, Macau; Lionel Peraji, Mahe; Ola Pawlowska, Ilhas Miquelon e Saint Pierre; Elsie Austin, Nosrat Shayesteh, ‘Abbas Muhammad-‘Alí Jalali Rowhani, Ardekani Hasanzadeh Rafii, Marrocos, Zona Internacional; Bertha Dobbins, New Hebrides; Opal e Leland Jensen, Ilha Reunião; Marie Ciocca, Sardenha; ‘Abbás Kamil, Ilhas Seychelles; Emma Rice e sr. e sra. Bagley, Sicília; Greta Lamprill e Glad Parke, Ilhas de la Societé; sr. e sra. McKay, sr. e sra. Fleming e srta. Jenssen, Marrocos Espanhol; Muhammad Mostafa, Saara Espanhol; Lillian Middlemast e Esther M. Evans, Ilhas Windward. Somente dois territórios da Europa, seis nas Américas, quatorze na África e vinte e dois na Ásia ainda permanecem não-abertos, excluindo-se as repúblicas e satélites da União Soviética. Possa o ano que se abre da Cruzada espiritual de uma década ser vitoriosamente concluído e condignamente celebrado no decorrer das festividades do próximo Ridván mediante o estabelecimento do núcleo da Fé em cada um dos quarenta e quatro territórios remanescentes, assegurando assim a virtual realização do objetivo supremo do estágio inicial do Plano de Dez Anos.

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CRUZADA MUNDIAL AVANÇA Cabograma, 7 de dezembro de 1953 Informo às Assembléias Nacionais do Oriente e Ocidente que a Cruzada Mundial Bahá’í, incomparável em sua vastidão, insuperável em suas potencialidades nos anais espirituais da humanidade, anunciada na véspera do Ano Santo e formalmente lançada durante o clímax das festividades que comemoram o centenário do nascimento da Missão do Fundador da Fé, está avançando e ganhando forças em ambos aspectos, territorial e institucional, em cada continente do globo e nas principais ilhas dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, e dos mares Mediterrâneo e do Norte. O número de Estados soberanos e territórios dependentes dentro da órbita de uma Ordem divinamente propelida agora totaliza duzentos e cinco. Não menos que setenta e sete territórios foram conquistados pelos Cavaleiros de Bahá’u’lláh durante pouco mais de meio ano, representando dois terços do número total de áreas virgens exclusivas das repúblicas e satélites controlados pelos soviéticos que necessariamente devem ser abertos no decorrer de toda a década. Cada um dos territórios, seja ilha ou situado em um continente, com exceção das repúblicas e satélites acima mencionados, foi definitivamente marcado. Oito, de um total de onze Fundos, foram inaugurados no decorrer do mesmo ano, agregando aproximadamente duzentos mil dólares designados a abrir o caminho para a aquisição de terrenos para os futuros Mashriqu’l-Adhkárs no Carmelo, Panamá, Itália, Suécia, Iraque, Austrália e Índia. A hora é propícia para que todas Assembléias Nacionais, particularmente a dos Estados Unidos, a britânica e a egípcia,

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participem condignamente na abertura dos três Fundos remanescentes antes que o primeiro ano do Plano de Dez Anos se aproxime do final, assegurando assim a aquisição antecipada de terrenos para os futuros Mashriqu’l-Adhkárs no Cairo, em Kampala e em Johannesburgo. Contribuindo três mil libras como minha doação inicial para este triplamente meritório propósito. Medidas preliminares foram adotadas pela Assembléia Espiritual Nacional alemã e projetos foram iniciados em Teerã calculados para acelerar a construção do terceiro e do quarto Mashriqu’l-Adhkárs do mundo bahá’í no coração dos continentes europeu e asiático. Apelo a crentes individuais para que reforcem, a qualquer medida possível, as contribuições dos corpos nacionais bahá’ís convocados nesta hora para unificadamente dar um ímpeto ao desdobramento da fase de abertura do Plano de Dez Anos, cuja consumação assegurará, queira Deus, o encerramento triunfante da época inicial na evolução do grande Projeto concebido pelo Centro do Convênio para a propagação sistemática da Fé de Seu Pai. Recomendo também que todas as contribuições, quer individuais ou coletivas, às Assembléias egípcia, britânica ou dos Estados Unidos, que são primariamente investidas com responsabilidade pela eventual construção das Casas Bahá’ís de Adoração no norte, no coração e no sul do continente africano.

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MÃO DA CAUSA – TERCEIRA NOMEAÇÃO Cabograma, 7 de dezembro de 1953 Informo às Assembléias Nacionais a elevação de Jalál Kházeh à posição de Mão da Causa.

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! RÁPIDO DEFINHAMENTO DO BANDO DE ROMPEDORES DO CONVÊNIO Cabograma, 16 de dezembro de 1953

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Seguindo-se às sucessivas ventanias que se precipitaram com dramática rapidez há dois anos sobre os líderes do bando, em rápido definhamento, de antigos rompedores do Convênio no Centro Mundial da Fé, a mão vingadora de Deus golpeou nos últimos dois meses Avarih, Fareed e Falah, no Berço da Fé, América do Norte e Turquia, que demonstraram em diversos graus, no decorrer de mais de trinta anos, sua infidelidade a ‘Abdu’l-Bahá. O primeiro dos mencionados acima será condenado pela posteridade como sendo o apóstata mais desavergonhado, depravado, implacável nos anais da Fé, quem, através de incessantes ataques cáusticos registrados em volumosos escritos e de íntima aliança com seus inimigos tradicionais, conspirou assiduamente para difamar seu nome e subverter as bases de suas instituições. O segundo, a história reconhecerá como um dos mais pérfidos dentre os parentes e intérpretes do Centro do Convênio, quem, impulsionado por incontrolável cobiça, cometeu atos que causaram agonias de aflição e angústia ao amado Mestre, culminando na aberta associação aos rompedores do Convênio de Bahá’u’lláh na Terra Santa. O terceiro será primordialmente lembrado por seu orgulho, obstinação e insaciável ambição que o impeliram a violar os preceitos espirituais e administrativos da Fé. Todos os três, embora cegos pela perversidade, não poderiam ter falhado em perceber, à medida que suas carreiras

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infames aproximavam-se do final, a futilidade de sua oposição, a medida de sua própria perda e o grau de progresso e consolidação da triunfante Ordem Administrativa tão magnificamente celebrada no curso das festividades do recémencerrado Ano Santo.

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APELO PARA ESTABELECIMENTO DE PIONEIRO Cabograma, 8 de fevereiro de 1954 Os nove meses transcorridos desde o lançamento da Cruzada espiritual de abrangência mundial testemunharam o ingresso dos Cavaleiros de Bahá’u’lláh em cerca de noventa territórios em todo o planeta, representando virtualmente três quartos do número total de áreas, excluindo-se a zona de influência soviética, destinadas a serem abertas no decorrer de toda a década e expandindo o rol de Estados soberanos e territórios dependentes registrados sob a bandeira de Sua Fé a duzentos e treze. Todos os Estados e Principados independentes do continente europeu, excluindo-se as repúblicas soviéticas e satélites, foram abertos. Todos os territórios nas Américas do Norte, Central e do Sul, excluindo-se Labrador, foram abertos. Todos os territórios no continente asiático, externos à órbita russa, foram abertos, exceto Tibet e Butão. Todas as ilhas no Mediterrâneo, todas as ilhas no Mar do Norte, foram abertas, exceto Spitzbergen. Todos os Estados soberanos, colônias, protetorados e territórios africanos sob tutela, com exceção das Togolândias, Guiné Espanhola, Bechuanalândia, Suazilândia, Gâmbia e Camarões Franceses, foram abertos.

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Todas as ilhas nos Atlânticos Sul e Norte, exceto Santa Helena, São Tomé, Anticosti e as Falkland, foram abertas. Todas as ilhas do Oceano Índico, com exceção de Socotorá, as Cocos, Comores, Mentawai, Nicobar, Arquipélago de Chagos e Kuria Muria foram abertas. Todas as ilhas nos Pacíficos Norte e Sul, excluindo-se os territórios controlados pelos soviéticos, foram abertos, exceto Galápagos, Gilbert e Ellice, Admiralty, Loyalty, Marshall, Mariana, Brunei e Timor Português. O Concurso no Alto saúda com deleite a fenomenal rapidez das vitórias do pioneirismo bahá’í nas áreas virgens do globo. Encorajado a dirigir um apelo urgente a todas as Assembléias Nacionais concernentes, bem como a cada um dos aguardados pioneiros designados para os territórios anteriormente mencionados, para que acelerem, por todos os meios à sua disposição, sua chegada aos seus respectivos postos antes do término do período de três meses que passa velozmente, separando-os da conclusão do ano de abertura desta década que se desdobra auspiciosamente. Apelo, ademais, a todo o corpo de participantes na Cruzada, que aplique toda energia para assegurar a entrada de voluntários adicionais nestes mesmos territórios, multiplicando assim as chances de sua inclusão no seio da Fé antes da celebração do Ridván que rapidamente se aproxima. Suplicando com redobrado ardor uma medida ainda maior da graça sustentadora de Bahá’u’lláh, que ultrapassa as bênçãos conspícuas já concedidas aos Seus guerreiros completamente dedicados, vastamente dispersos, que marcham em frente desde o lançamento do Plano de Dez Anos.

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MÃO DA CAUSA – QUARTA NOMEAÇÃO Cabograma, 19 de março de 1954 Anuncio a todas as Assembléias Nacionais a elevação de Paul Haney à posição de Mão da Causa.

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ROL DE HONRA – INSCRIÇÕES ADICIONAIS Cabograma, 21 de março de 1954 Por ocasião do Naw-Rúz, assinalando a abertura da segunda década do segundo século bahá’í, informo às Assembléias Nacionais do mundo bahá’í que os seguintes pioneiros espalhados em mais de vinte e uma áreas virgens foram inscritos no Rol de Honra desde o quarto anúncio periódico: Otillie Rhein, Maurício; Olga Mills, Malta; Peter Lugayula, Protetorado Ashanti; Virginia Breaks, Ilhas Carolinas; dr. Fozdar, Ilhas Andaman; Elly Becking, Nova Guiné Holandesa; Andrew e Nina Matthisen, Bahamas; Carl e Loretta Scherer, Macau; Gulnar Aftabi, Bahíyyih Rowhani, Kaykhosrow Dahmobadi, Ilhas Diu; Jean e Tove Deleuran, Charles Ioas, Ilhas Baleares; Adib Bagdadi, Hussayn Halabi, Hadramawt; Kenneth e Roberta Christian, Eyneddin e Tahereh Alai, Joan Powis, Rodésia do Sul; Hormoz Zendeh, Zona Internacional de Marrocos; Howard e Joanne Menking, Ilhas de Cabo Verde; Elizabeth Bevan, Rodes; Matthew Bullock, Índias Ocidentais Holandesas; Lillian Wyss, Samoa; Dulcie Dive, Ilhas Cook; Stanley Bolton Jr., Ilhas Tonga; Gretta Jankko, Ilhas Marquesas; Jean Sevin, Arquipélago Tuamotu;

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Alvin e Gertrude Blum, Ilhas Salomão; Bernard Guhrke, Ilha Kodiak; John Leonard, Ilhas Falkland; Munir Vakil, Ilhas Kuria Muria; John e Audrey Robarts, Bechuanalândia; Charles Dayton e esposa, David Schreiber, Ilhas Leeward; Faiborz Roozebehyan, Gâmbia; Rahmat e Iran Muhajir, Ilhas Mentawai; Gertrud Ankermist, Ilhas Frísias; Shamsi Navidi, Mônaco; Roy e Elena Fernie, Ilhas Gilbert e Ellice; Qudratulláh Rowhani, Khodarahm Mojgani, Mahe. Noventa e uma áreas virgens foram abertas à Fé desde o lançamento da Cruzada. O número total de territórios dentro de seu seio elevou-se agora a duzentos e dezenove. Territórios não-abertos remanescentes, excluindo-se as repúblicas soviéticas e satélites, vinte e cinco. Apelo aos aguardados pioneiros, enquanto o ano de abertura da Cruzada de Dez Anos apressa-se ao seu término, a acelerarem o ingresso às áreas não-abertas, contribuindo deste modo para a intensificação das celebrações do Ridván vindouro, tornado memorável pelas rápidas, magníficas vitórias alcançadas no campo do pioneirismo, insuperáveis no curso das onze décadas de história bahá’í.

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INSTITUIÇÃO DAS MÃOS DA CAUSA Cabograma, 6 de abril de 1954 A todas as Mãos da Causa e todas as Assembléias Nacionais do mundo bahá’í: Saúdo surgimento do desdobramento, nos anos de abertura da segunda época da Idade Formativa da Dispensação Bahá’í, da augusta Instituição preconizada pelo Fundador da Fé e formalmente estabelecida no Testamento do Centro de Seu Convênio, intimamente associada, em provisões da mesma

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Última Vontade, à Instituição da Guardiania, destinada a assumir na plenitude do tempo, sob a égide do Guardião, a dual responsabilidade sagrada de proteção e propagação da Causa de Bahá’u’lláh. Desejo prestar caloroso tributo aos serviços prestados individual e coletivamente pelas Mãos nomeadas no Centro Mundial da Fé e em territórios além de seus confins. Estimo muito seu apoio na construção do Sepulcro do Báb no Monte Carmelo; no reforço dos laços com o recém-surgido Estado de Israel; na ampliação das Dotações Internacionais na Terra Santa; na iniciação das medidas preliminares para o estabelecimento do Centro Administrativo Mundial Bahá’í, assim como em sua participação em quatro sucessivas Conferências de Ensino intercontinentais; em suas extensas viagens nos territórios africanos, nas Américas do Norte, Central e do Sul, nos continentes europeu, asiático e australiano. Este corpo recém-constituído, envolvido nesta missão em circunstâncias tão auspiciosas, está adentrando agora a segunda fase de sua evolução, assinalada pela formação de laços com as Assembléias Espirituais Nacionais do mundo bahá’í pelo propósito de prestar a elas auxílio na realização dos objetivos do Plano de Dez Anos. A hora é propícia para as quinze Mãos que residem fora da Terra Santa procederem, durante o Ridván, com a nomeação, separadamente em cada continente, dentre os bahá’ís residentes naquele continente, de Corpos Auxiliares, cujos membros, atuando como representantes, assistentes e conselheiros das Mãos, devem, progressivamente, prestar seu auxílio à promoção dos interesses da Cruzada de Dez Anos. Recomendo às Mãos dos continentes asiático, americano e europeu a reunirem-se em Teerã, Wilmette e Frankfurt, respectivamente, para os propósitos de consulta e nomeação.

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As Mãos da Causa dos continentes africano e australiano devem exercer suas funções em Kampala e Sydney, respectivamente. Os Corpos Auxiliares dos continentes americano, europeu e africano devem consistir de nove membros cada, e dos continentes asiático e australiano de sete e dois, respectivamente. A alocação de áreas em cada continente aos membros dos Corpos Auxiliares, assim como questões subsidiárias referentes ao desenvolvimento das atividades dos corpos recém-nomeados, e a maneira de colaboração com as Assembléias Espirituais Nacionais em seus respectivos continentes, são deixadas à discrição das Mãos. Todos os Corpos devem reportar-se e responder às Mãos incumbidas de sua nomeação. As Mãos de cada continente por sua vez devem manterse em íntimo contato e reportar o resultado das nomeações e o progresso das atividades dos Corpos às Assembléias Nacionais em seus respectivos continentes, bem como às quatro Mãos que residem na Terra Santa, destinadas a atuar como ligação entre eles e o Guardião da Fé. Urge a iniciação de cinco Fundos Bahá’ís Continentais que, à medida que se desenvolvam, facilitarão progressivamente o desempenho das funções designadas aos Corpos. Emitindo cinco mil libras como minha contribuição inicial a ser dividida eqüitativamente entre os cinco continentes. Recomendo que transmitam as contribuições a Varqá, Holley, Giachery, Banání e Dunn, que atuam como Fideicomissários dos Fundos asiático, americano, europeu, africano e australiano, respectivamente. Fervorosamente suplicando no Santo Limiar por uma medida sem precedentes de bênçãos sobre este órgão vital e indispensável da embrionária Ordem Administrativa Bahá’í que se desdobra firmemente, pressagiando o surgimento da Ordem Mundial de

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Bahá’u’lláh que deve abrir caminho para o estabelecimento da Civilização Mundial destinada a alcançar maturidade no curso das sucessivas Dispensações no Ciclo Bahá’í de Cinco Mil Séculos. Cópias via correio aéreo a todas as Mãos e Assembléias Nacionais.

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UMA FÉ DIVINAMENTE GUIADA Abril de 1954 Às vésperas deste Festival de Ridván que assinala a abertura da segunda década do segundo século bahá’í e coincide com o término do primeiro ano da Cruzada Espiritual Mundial, saúdo, com sentimentos de júbilo e admiração, as façanhas soberbas da heróica companhia de Cavaleiros do Senhor das Hostes em conseqüência de sua sublime missão pela conquista espiritual do planeta. Os primeiros doze meses deste empreendimento de uma década, incomparável em seu escopo, significação e potencialidades na história espiritual do mundo e lançado simultaneamente, em meio ao clímax das festividades mundiais de um memorável Ano Santo, nos continentes americano, europeu, africano, asiático e australiano, testemunharam o hasteamento da bandeira da Fé de Bahá’u’lláh em nada menos que cem territórios virgens do globo. O número total dos recém-abertos Estados soberanos e territórios dependentes compreendendo principados, sultanatos, emirados, xecados, protetorados, territórios sob tutela e colônias reais, espalhados sobre a face da Terra, representa quase sete oitavos de todos os territórios, excluindo as repúblicas soviéticas e satélites, destinados a serem abertos no curso de uma década inteira. As fronteiras ao norte, de uma Fé divinamente guiada, que marcha rapidamente, expande-

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se majestosamente, foram empurradas, em conseqüência do sucesso fenomenal recém-alcançado pela vanguarda dos cruzados de Bahá’u’lláh, para além do círculo ártico, até a Baía Ártica, Franklin, 73 graus de latitude. Seus limites ao sul alcançaram agora as Ilhas Falkland nos arredores de Magalhães, a cidade mais meridional do mundo. Outros remotos postos avançados foram estabelecidos em lugares tão isolados como Sikkim, ao pé do Himalaia, as Ilhas Lofoten, no coração do norte europeu, Fezzan, na orla ao norte do Deserto do Saara, as Ilhas Andaman e as Seychelles, as colônias penais no Oceano Índico, as três Guianas e as colônias de leprosos na costa atlântica, as Ilhas Faroe e Shetland, os inóspitos arquipélagos, varridos pelo vento, do Mar do Norte, Hadhramaut, nas costas ressecadas pelo sol da Península Arábica, Santa Helena, isolada em meio ao Oceano Atlântico Sul e as Ilhas Gilbert, os atóis devastados pela guerra, esparsamente povoados, situados no coração do Oceano Pacífico. A infante Fé de Deus, confinada durante os primeiros nove anos de sua existência à sua terra natal e ao território adjunto do Iraque, alcançando, no curso dos trinta e nove anos do Ministério de Bahá’u’lláh, treze outros países, ampliada, durante o Ministério de vinte e nove anos de ‘Abdu’l-Bahá, através da abertura de vinte países adicionais, conseguiu apenas, após o lapso de três quartos de século, incluir em sua órbita trinta e cinco países, em ambos os hemisférios oriental e ocidental. O subseqüente quarto de século, constituindo a primeira Época da Idade Formativa da Dispensação Bahá’í, testemunhou o fincar da bandeira da Fé em mais de quarenta territórios do globo, elevando o número de países incluídos em seu seio, às vésperas das Celebrações Centenárias da Declaração da Missão do Báb, a setenta e oito. O intervalo de

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nove anos que separa o primeiro do segundo Jubileu Bahá’í foi assinalado pela conquista espiritual de nada menos que cinqüenta países do globo, enquanto que o primeiro ano do Plano de Dez Anos foi imortalizado pela abertura de uma centena de países, expandindo o número de Estados soberanos e territórios dependentes alistados sob o estandarte da Causa de Deus a duzentos e vinte e oito. Todos os territórios nas Américas do Norte, Central e do Sul; todos os Estados soberanos e principados no continente da Europa, excluindo as repúblicas russas e satélites; todos os territórios no continente asiático, com exceção do Tibet, de Butão e das repúblicas soviéticas; todas as ilhas do Mediterrâneo; todas as ilhas do Mar do Norte, com exceção de Spitzbergen; todos os territórios africanos, com exceção da Guiné Espanhola; todas as ilhas dos Oceanos Atlântico Norte e Sul, exceto Anticosti e Saint Thomas; todas as ilhas do Oceano Pacífico, exceto Ilhas Comores, Ilha Cocos, Ilhas Nicobar, Ilha Hainan, Timor Português, Arquipélago Chagos, Ilhas Loyalty, Ilhas Marshall, Ilhas Admiralty, Ilhas Mariana, estão agora incluídas na órbita de uma Ordem Administrativa que se desdobra irresistivelmente, consolida-se rapidamente e abraça o mundo. O número de idiomas europeus, africanos, asiáticos e ameríndios, incluindo sete idiomas suplementares, aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida, é superior a quarenta e dois, elevando o número total de traduções realizadas desde o princípio da Fé a cento e trinta. A Campanha Africana, excedendo em esplendor o brilhante sucesso do empreendimento lançado na América Latina, obliterando o esplendor das vitórias obtidas em anos recentes no continente europeu, eclipsando todas as prévias realizações coletivas, pioneiras, desenvolvidas nos continentes asiático e australiano, quase duplicou, no curso de um único ano, o número de territórios abertos desde a introdução da Fé naquele

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continente há mais de oitenta anos. O número total de convertidos à Fé, pertencentes à raça africana, ultrapassou a marca de seiscentos. O número total de centros bahá’ís africanos foi agora elevado a mais de cento e noventa. O número total das tribos indígenas daquele continente representadas na Fé é agora superior a sessenta. Um único território, fora os quarenta e cinco territórios já abertos à Fé no continente africano, situado em seu próprio coração e que, há pouco mais de dois anos, não possuía um único bahá’í, agora se orgulha pelos mais de quinhentos convertidos da raça negra, que estão estabelecidos em mais de oitenta localidades, são originários de trinta tribos, estão providos com treze Assembléias Locais e antecipam a imediata formação de cerca de dez Assembléias adicionais. Este mesmo território, além disso, distinguiu-se em todo o mundo bahá’í através do pronto envio de nove membros de sua Assembléiamãe com o propósito de pioneirismo em centros vizinhos, bem como nos territórios situados nas costas oriental e ocidental do continente africano. Vários dos recrutas recentemente ganhos em alguns destes territórios colaboraram, além disso, na conquista da lealdade de alguns dos membros de sua raça, e conseguiram, por sua vez, sucesso na abertura de nada menos que três territórios vizinhos naquele continente. Contatos foram estabelecidos com nada menos que vinte e duas tribos ameríndias, elevando o número total de tribos contatadas em todo o hemisfério ocidental a trinta e quatro. Os primeiros bahá’ís groenlandêses, os primeiros pigmeus, os primeiros berberes, os primeiros fijianos, foram registrados, incrementando o número de raças representadas na Comunidade Mundial Bahá’í a trinta e cinco. O ano de abertura desta Cruzada Espiritual Mundial, além disso, adquiriu significação mediante a convocação primeiramente da Conferência de Ensino Internacional de

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Estocolmo, e mais tarde da de Nova Delhi, que, juntamente com as duas Conferências anteriores realizadas durante a primeira parte do Ano Santo em Kampala e Wilmette, reuniram um total superior a três mil e quatrocentos seguidores da Fé, de mais do que oitenta países de ambos hemisférios, oriental e ocidental, e representando as principais raças da humanidade. Nos confins da Terra Santa, “o Coração do mundo e o Qiblih de todas as nações”, a construção das primeiras pedras da base da coroa ornamental do Domo do Sepulcro do Báb, que foi iniciada no Naw-Rúz do Ano Santo, foi seguida sucessivamente pelo assentamento, durante o período do Ridván, das primeiras das doze mil telhas douradas destinadas a cobrir os duzentos e cinqüenta metros quadrados de área do Domo e pela colocação da lanterna de pedra que assinalou a consumação do empreendimento de três quartos de milhão de dólares e coincidiu com o período de encerramento do Ano associado ao centésimo aniversário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh. O terreno para o primeiro Mashriqu’l-Adhkár da Terra Santa foi escolhido – uma área de aproximadamente vinte mil metros quadrados – situado no topo da Montanha de Deus, em íntima proximidade ao Local santificado pelos passos de Bahá’u’lláh, próximo à Caverna de Elias consagrada pelo tempo, e associado à revelação da Epístola do Carmelo, a Carta Magna dos Centros Espiritual e Administrativo da Fé naquela montanha. Fundos totalizando cem mil dólares foram, além disso, contribuídos por uma das Mãos da Causa, residente na Terra Santa, e negociações foram iniciadas com as autoridades israelenses para o propósito de efetivar a aquisição imediata do terreno escolhido. Medidas têm sido tomadas e Fundos Continentais Bahá’ís, inaugurados em antecipação à iminente nomeação, pelas quinze Mãos residentes fora da Terra Santa, de cinco Corpos Auxiliares, um em cada continente do globo, os membros dos quais atuarão como representantes

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das Mãos em seus respectivos continentes, e as apoiarão e aconselharão no prosseguimento eficaz do Plano de Dez Anos, e as auxiliarão, em um período posterior, na execução de sua dupla e sagrada tarefa de salvaguardar a Fé e de promover suas atividades de ensino. As dotações bahá’ís internacionais, situadas no coração do Monte Carmelo e na Planície de ‘Akká, que já se estendem por uma área superior a trezentos e cinqüenta mil metros quadrados, foram ampliadas mediante a aquisição de propriedades com vista do alto para os Lugares de Repouso da Folha Mais Sagrada e do Ramo Mais Puro, as quais, quando acrescentadas às plantas situadas no cume do Monte Carmelo, em sua extremidade ocidental e nas contíguas cercanias do Santuário construído em seu coração – para cuja aquisição negociações foram postas em andamento – constituirão uma adição de mais que trinta mil metros quadrados à vasta área de terrenos bahá’ís dedicados aos Santuários do Fundador da Fé e de seu Arauto. A ornamentação do Harami-Aqdas, o Santuário externo do Sepulcro de Bahá’u’lláh, já concluído no curso do Ano Santo que comemora o centenário do nascimento de Sua Missão profética, foi grandemente acentuada através do arranjo, em ambos os lados, norte e sul, de solenes jardins, estendendo-se por uma área de dez mil metros quadrados, provendo um condigno caminho à Sua Mansão e alargando consideravelmente a área que se estende em frente ao Seu sagrado Sepulcro. O projeto dos Arquivos Bahá’ís Internacionais, o primeiro imponente Edifício destinado a prenunciar o estabelecimento do Centro Administrativo Mundial da Fé no Monte Carmelo – o Arco a que Se refere Bahá’u’lláh nas passagens finais de Sua Epístola do Carmelo – foi concluído, e planos e desenhos foram enviados para a Itália com o propósito de garantir licitações para sua construção imediatamente após a conclusão dos passos preliminares necessários, tomados na Terra Santa, à sua iminente edificação.

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Ramos israelitas das Assembléias Espirituais Nacionais Bahá’ís britânica, persa, canadense e australiana, foram estabelecidos legalmente, reconhecidos formalmente como sociedades religiosas pelas autoridades civis israelenses, e dotados de poder para possuir, sem restrição, título de propriedade imóvel em qualquer parte do país, em nome de suas Assembléias matrizes. Além disso, foi estabelecido contato com o presidente de Israel, seu primeiro-ministro e cinco outros ministros de gabinete, bem como com o presidente do Knesset*, culminando no estabelecimento de um Departamento Bahá’í especial no Ministério de Assuntos Religiosos e em uma declaração oficial pelo chefe deste Ministério ao Parlamento enfatizando o âmbito internacional da Fé e a importância de seu Centro Mundial – uma série de eventos que abriram caminho para a iminente visita oficial, durante os primeiros dias do período do Ridván, do presidente de Israel, pessoalmente, ao Sepulcro do Báb no Monte Carmelo. O local do Síyáh-Chál – aquele pestilento fosso subterrâneo, a cena do nascimento da Missão profética de Bahá’u’lláh e o lugar mais sagrado na capital de Sua terra natal – foi recentemente adquirido, juntamente com a área adjacente, envolvendo um custo de aproximadamente quatrocentos mil dólares contribuídos por um seguidor persa da Fé, enquanto negociações foram iniciadas para a aquisição do local do encarceramento do Báb nas montanhas de Ádhirbáyján. Plenos direitos foram conferidos às mulheres bahá’ís residentes no berço da Fé, de participarem como membros de ambas as Assembléias Espirituais Bahá’ís, nacional e local, removendo o último obstáculo remanescente para o gozo de completa igualdade de direitos na condução dos assuntos administrativos da Comunidade Bahá’í persa. *

Knesset: Parlamento de Israel. [n.t.]

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Onze Fundos para Templos foram inaugurados, perfazendo quase um quarto de milhão de dólares, para a aquisição de terreno para futuros Templos Bahá’ís no hemisfério ocidental, nos continentes europeu, africano, asiático e australiano, seguida pela compra de um terreno de quatro acres, alcançando uma extensa vista do Oceano Pacífico e a maior parte da área da Grande Sydney, e através da escolha de locais apropriados externos às cidades de Frankfurt e Cidade do Panamá. A instituição de Hazíratu’l-Quds Nacional Bahá’í no Oriente e Ocidente, que já alcança um valor estimado superior a um milhão e meio de dólares, foi elevada mediante a aquisição e abertura formal do Hazíratu’l-Quds dos Bahá’ís de Paris, destinado a tornar-se a sede administrativa nacional da Comunidade Bahá’í francesa, e através da inauguração de Fundos de Hazíratu’l-Quds Nacionais em Anchorage, Alasca, bem como nas capitais da Itália e Suíça. O paisagismo inicial da área que circunda o Templo-Mãe do Ocidente, envolvendo um custo superior a duzentos e cinqüenta mil dólares, foi completado e sucedido por uma verba de duzentos e vinte mil dólares pela Assembléia Espiritual Nacional dos Estados Unidos à conclusão do projeto inteiro. A constituição da primeira Dependência do Mashriqu’l-Adhkár de Wilmette foi finalmente decidida pelos membros daquela mesma Assembléia, em antecipação de seu prematuro estabelecimento dentro dos limites do Templo-Mãe do Ocidente. As Assembléias Espirituais Locais de San Diego, Sacramento e Fresno na Califórnia, de Tucson no Arizona, e de Oak Park em Illinois foram legalmente incorporadas, elevando o número de Assembléias Nacionais e Locais Bahá’ís incorporadas nos Estados Unidos da América e em todo o mundo bahá’í a sessenta e três e cento e vinte, respectivamente. Dotações Nacionais Bahá’ís foram estabelecidas em Anchorage, Alasca. As Assembléias Bahá’ís de Tucson,

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Arizona, e de Sacramento, Califórnia, foram qualificadas para ministrar serviços legais de casamento bahá’í. Dias Sagrados Bahá’ís foram reconhecidos em Los Angeles, Califórnia, e Castro Valley, Califórnia; Niles Township, Michigan; Seattle, Washington; Newton, Massachusetts; condado de Prince George, Maryland; Cleveland, Ohio; Kenosha, Wisconsin; Maywood, Illinois. A conquista espiritual de cem territórios do globo, a firme ascensão da embrionária Ordem Mundial da Fé, e a multiplicação e consolidação de suas instituições foram, no curso do ano de abertura desta Cruzada Espiritual Mundial, comparáveis ao não menos surpreendente declínio nas fortunas dos inimigos da Fé, como evidenciado pela remoção, pela Mão da Providência, de seu arquiinimigo na Pérsia, quem, durante trinta anos, atacou selvaticamente seus Fundadores e seu principal Promotor, e conspirou incansavelmente para extinguir sua luz, desonrar seu nome e aniquilar suas instituições, bem como pela morte de dois outros que, em diversos graus, demonstraram sua ingratidão e infidelidade ao Centro do Convênio de Bahá’u’lláh. A fase de abertura desta Cruzada gigantesca, divinamente propelida, de abrangência mundial, foi triunfantemente concluída. O sucesso que coroa o estágio inicial de seu desdobramento excedeu nossas mais caras expectativas. O objetivo mais vital e espetacular do Plano de Dez Anos foi virtualmente alcançado antes do término do primeiro ano deste estupendo empreendimento de uma década. A segunda fase, agora auspiciosamente prenunciada, deve testemunhar, em todos os territórios do planeta, sejam recém-abertos ou não, uma irrupção de atividade que, em sua amplitude e intensidade, sobrepujará as façanhas que tão notavelmente estenderam os limites e propalaram a fama da Causa de Deus. A enérgica e sistemática continuidade de todo importante trabalho de ensino doméstico e no exterior, designada a elevar

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rapidamente o número dos reconhecidos e ativos apoiadores da Fé; a preservação, a qualquer custo, dos galardões tão laboriosamente conquistados nos longínquos, numerosos, recém-abertos territórios do globo; a manutenção, através de todos os meios disponíveis, da posição de Assembléias Locais já estabelecidas em todo o mundo bahá’í; a constante multiplicação de centros isolados, de grupos e de Assembléias Locais, a fim de acelerar o surgimento de nada menos que quarenta e oito Assembléias Espirituais Nacionais em ambos hemisférios, oriental e ocidental; a rápida conclusão de negociações para a compra de terrenos para futuros Templos Bahá’ís nos continentes americano, europeu, asiático e africano; a inauguração de Fundos para o estabelecimento de Hazíratu’l-Quds nacionais nas capitais dos Estados soberanos e principais cidades dos territórios dependentes especificamente mencionados no Plano; o rápido cumprimento da tarefa empreendida para a tradução e publicação de literatura bahá’í nos idiomas determinados naquele mesmo Plano, às várias Assembléias Espirituais Nacionais; a contínua aquisição de Lugares Sagrados Bahá’ís na terra natal de Bahá’u’lláh; a adoção de medidas preparatórias para a construção dos Mashriqu’l-Adhkárs de Teerã e Frankfurt; o estabelecimento da primeira Dependência do Mashriqu’lAdhkár em Wilmette; a inauguração de dotações nacionais bahá’ís designadas a abrir caminho à formação de Assembléias Espirituais Nacionais; um novo ímpeto conferido à incorporação de Assembléias Espirituais Locais; o estabelecimento de Editoras Bahá’ís – estes distinguem-se como objetivos essenciais da fase que agora se desdobra ante os olhos das Comunidades Bahá’ís nos cinco continentes do globo. Dirijo meu fervoroso apelo a todos os delegados reunidos nas doze Convenções Bahá’ís anuais para que ponderem estes

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objetivos em seus corações, dediquem-se novamente às atividades que agora desafiam o espírito e os recursos combinados do inteiro corpo de seguidores da Fé, despertem todas as Comunidades que representam a assumirem uma valiosa porção no esforço comum e gigantesco que deve necessariamente ser exercido para a realização das metas anteriormente mencionadas, assegurando desta maneira o ininterrupto progresso e a consumação final do mais nobre empreendimento coletivo assumido pelos seguidores do Nome Supremo para a propagação e o estabelecimento de Sua Fé sobre toda a face do planeta.

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BOAS-NOVAS Cabograma, 4 de maio de 1954 No amanhã do término do período de Ridván, compartilho com as Assembléias Nacionais do mundo bahá’í boas-novas adicionais suplementando a mensagem dirigida quinze dias atrás aos delegados às Convenções Nacionais do Oriente e Ocidente. Foram adquiridas áreas de seis acres e de cinco acres em Kampala e Cidade do Panamá, como locais de futuros Templos no coração do continente africano e da América Central. Primeiras históricas Assembléias Espirituais africanas foram formadas em Johannesburgo, Brazzaville, Victoria, Topremang, Casablanca, Tânger, Argel, Trípoli, Bukora. Somente em Uganda, onze Assembléias adicionais foram estabelecidas, mais que trezentas e oitenta conversões, registradas, elevando o total de crentes brancos e negros a mais que seiscentos e setenta. O número de localidades onde residem bahá’ís na Península Arábica é agora superior a quinze, no Egito e Sudão, superior a quarenta, nas Ilhas Britânicas,

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superior a cinqüenta, na Australásia, superior a sessenta, nos dez países-metas europeus, superior a setenta, na Alemanha e na Áustria, superior a setenta, em Uganda, superior a oitenta, no Canadá, superior a cem, na América Latina, superior a cento e dez, no subcontinente indiano e Burma, superior a cento e trinta, no continente africano, superior a cento e noventa, na Pérsia, superior a seiscentos, e nos Estados Unidos, superior a doze, expandindo o número de centros bahá’ís espalhados pela superfície do globo a bem perto de dois mil e novecentos. Foram inaugurados Fundos de Hazíratu’l-Quds Nacionais adicionais em dez países da América Central. O número de livros e panfletos bahá’ís para os cegos, transcritos para o braile, inglês, esperanto, alemão, japonês, totaliza agora mais de cento e dez. O presidente do Estado de Israel, acompanhado pela sra. Bem Zvi, visitou, conforme antecipado, os Santuários no Monte Carmelo, após uma recepção em honra a eles oferecida na Casa de ‘Abdu’l-Bahá, assinalando a primeira visita oficial realizada por um chefe de um Estado soberano independente aos Sepulcros do Profeta-Mártir da Fé e do Centro do Convênio de Bahá’u’lláh. Os seguintes pioneiros foram inscritos no Rol de Honra desde o quinto anúncio periódico: Bruce Matthews, Howard Gilliland, Labrador; Olivia Kelsey e Florence Ullrich, Mônaco; Joan Powis, Rodésia do Sul; Sohrab Payman, San Marino; Samuel Nijki, Mehrangiz Munsiff, Camarões Franceses; Gaily Avery, Ilha Baranof; Benedict Eballa, Protetorado Ashanti; Martin Manga, Protetorado dos Territórios do Norte; Gayle Woolson, Ilhas Galápagos; Bula Stewart, John Allen e esposa, Suazilândia; Charles Duncan, Harry Clark, John Fozdar, Brunei; David Tanyi, Togolândia Francesa; Edward Tabe, Albert Buapiah, Togolândia Britânica; Kay Zinky, Ilhas Magdalen; John e Margery Kellberg, Índias Ocidentais Holandesas;

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Robert Powers Jr., e Cynthia Olson, Ilhas Mariana; Habib Esfahani, África Ocidental Francesa. O Rol de Honra, após o lapso de um ano desde o lançamento da Cruzada Mundial, é agora encerrado, com a exceção de pioneiros que já partiram para seus destinos, bem como aqueles chegando pela primeira vez nos poucos territórios virgens remanescentes internos e externos das repúblicas soviéticas e satélites. O Concurso no Alto continuará a aplaudir os serviços altamente meritórios prestados por futuros voluntários que se levantam para reforçar o trabalho histórico tão nobremente iniciado pelos Cavaleiros de Bahá’u’lláh nos vastos, recémabertos territórios. A posteridade, da mesma maneira, registrará com admiração e gratidão as vitórias iniciais a serem ganhas no curso da conquista espiritual dos continentes e ilhas do globo.

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UMA SUCESSÃO DE VITÓRIAS 1 de outubro de 1954 Os meses de abertura da segunda fase do Plano de Dez Anos testemunharam, nos frontes americano, europeu, africano, asiático e australiano, uma sucessão de vitórias que rivalizam, em sua diversidade, rapidez e significação, os prodigiosos esforços exercidos e as soberbas façanhas alcançadas durante os primeiros doze meses da Cruzada Global, pela poderosa companhia dos corajosos Cavaleiros de Bahá’u’lláh em quase uma centena de territórios virgens espalhados sobre a face do planeta. Sete territórios virgens foram abertos à Fé desde o anúncio no amanhã do Festival de Ridván, elevando o número total de Estados soberanos e territórios dependentes alistados sob a

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bandeira da Causa de Deus a duzentos e trinta e cinco. O número de territórios não-abertos externos à órbita soviética encolheu agora a oito, a saber: Spitzbergen, Ilha Anticosti, Ilha Saint Thomas, Ilhas Nicobar, Ilha Cocos, Ilha Socotorá, Ilhas Loyalty e Arquipélago Chagos. Os seguintes pioneiros foram inscritos no Rol de Honra desde meu último sexto anúncio periódico: Elizabeth Stamp, Saint Helena; sr. e sra. Harold Fitzner, Timor Português; Elise Schreiber, Guiné Espanhola; Violet Hoehnke, Ilhas Admiralty; Shapoor Rowhani e Ardeshir Faroodi, Butão; Mehraben Sohaili, Ilhas Comores; Marcia Atwater, Ilhas Marshall. O número de centros bahá’ís espalhados pelos continentes e ilhas do globo ultrapassou agora a marca de três mil. Um contrato foi assinado para a compra de uma área de três acres como local do primeiro Mashriqu’l-Adhkár da Europa, situado sobre um platô próximo às montanhas Taunus nas vizinhanças da cidade de Frankfurt. Uma propriedade de trinta mil metros quadrados localizada às margens do Tigre foi adquirida como o local do futuro Mashriqu’l-Adhkár da Cidade Sagrada de Bagdá. Uma área que se encontra nas cercanias de Nova Delhi foi garantida, pelo preço de cem mil rúpias*, como local do primeiro Mashriqu’l-Adhkár do subcontinente indiano. Uma área de doze mil dólares foi adquirida em Johannesburgo como o local do primeiro Mashriqu’l-Adhkár da África do Sul. Um Plano de cinco anos foi iniciado na terra natal de Bahá’u’lláh, designado a levantar doze milhões de túmáns† para a construção projetada do primeiro Mashriqu’l-Adhkár no Berço da Fé. Uma área de seis mil dólares foi comprada nos arredores do local de repouso da Folha Mais Sagrada e registrada em nome da recém-estabelecida agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas. Foi *Rúpia: moeda oficial de vários países como Índia, Paquistão e Sri Lanka. [n.t.] †Túmán: antiga moeda oficial da Pérsia. [n.t.]

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adquirida uma propriedade defronte ao Templo-Mãe do Ocidente, para servir como um possível local para a primeira Dependência do Mashriqu’l-Adhkár de Wilmette. Um contrato foi assinado, pendente ao registro de uma casa avaliada em dez mil dólares e situada nas imediações do Sepulcro do Báb, em nome da recém-estabelecida agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá. Passos preliminares foram dados para a aquisição de duas áreas, uma situada no cume do Monte Carmelo, a outra, a oeste do lugar de repouso do Báb, e para seu subseqüente registro em nome das agências israelenses das Assembléias Espirituais Nacionais dos Bahá’ís da Pérsia e de Austrália e Nova Zelândia, respectivamente. Um Hazíratu’l-Quds Nacional foi adquirido em Cabul e um em Johannesburgo. Providências para a compra de um edifício, cujo preço é superior a dezoito mil dólares, para um Hazíratu’l-Quds Nacional em Tunis, serão logo concluídas. Fundos totalizando mais de cem mil dólares foram inaugurados para a aquisição de instituições similares em Anchorage, Assunção, Auckland, Bahrein, Beirute, Berna, Bogotá, Bruxelas, Buenos Aires, Caracas, Ciudad Trujillo*, Colombo, Copenhague, Guatemala, Havana, Helsinque, Istambul, Jacarta, Johannesburgo, La Paz, Lima, Lisboa, Londres, Luxemburgo, Madri, Manágua, Cidade do México, Montevidéu, Oslo, Cidade do Panamá, Porto Príncipe, Quito, Rio de Janeiro, Roma, San Jose, Santiago, São Salvador, Estocolmo, Suva, Tegucigalpa, Haia, Tóquio e Viena, bem como para a aquisição do Jardim de Ridván em Bagdá, para a remoção dos restos mortais da esposa do Báb em Shíráz e para a compra dos lugares associados ao exílio de Bahá’u’lláh em Istambul e em Adrianópolis. A inauguração destes Fundos tornou-se possível em grande parte como resultado das *Ciudad Trujillo: nome pelo qual Santo Domingo, a capital da República Dominicana, foi temporariamente conhecida entre 1936 e 1961. [n.t.]

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sucessivas contribuições feitas pela Mão da Causa Amelia Collins, eminente benfeitora da Fé, para o fomento de alguns dos mais vitais objetivos do Plano de Dez Anos. Negociações para a aquisição da fortaleza de Chihríq, incluindo sua vizinhança, envolvendo o desembolso de uma soma superior a duzentos mil túmáns, encontram-se neste momento em andamento. Foram assinados documentos preliminares relacionados à aquisição de cinco casas, da Autoridade de Desenvolvimento do Estado de Israel, situadas no sopé do Monte Carmelo e adjacentes ao último patamar do Santuário do Báb, por uma soma de aproximadamente sessenta mil dólares. O progresso fenomenal da Campanha Africana, idêntico nas esferas de ensino e administrativa de atividade bahá’í, foi mantido, mais notavelmente no coração daquele continente, como evidenciado pelo sempre crescente número de conversões de africanos, alcançando agora mais que setecentos, trezentos e oitenta dos quais adicionados no curso de um único ano. O número de centros bahá’ís agora espalhados sobre a superfície deste continente é de cento e noventa e cinco. O número de tribos africanas representadas na Fé neste mesmo continente chegou a oitenta e cinco. Os idiomas africanos aos quais a literatura bahá’í foi traduzida agora somam trinta e quatro, enquanto o número de Assembléias Espirituais Locais africanas aumentou para cinqüenta. Sinto que a hora é propícia para a adoção de medidas preliminares designadas a abrir caminho para a construção simultânea, durante o Ridván de 1956, dos três pilares da futura Casa Universal de Justiça, ao norte, ao sul e no próprio coração deste continente há longo tempo adormecido. O primeiro destes três pilares será designado a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da África Central e Oriental; o segundo, a

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Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da África do Sul e Ocidental; e o terceiro, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Noroeste da África. A responsabilidade para a convocação das três convenções que marcam época, a serem realizadas em Kampala, Johannesburgo e Tunis, preparatórias para o surgimento destas três instituições administrativas centrais da Ordem Administrativa em rápida evolução da Fé de Bahá’u’lláh no continente africano, recairá sobre as Assembléias Espirituais britânica, estadunidense e egípcia, respectivamente. A jurisdição da primeira Assembléia compreenderá Uganda, Tanganica, Quênia, Congo Belga, Ruanda-Urundi, África Equatoriana Francesa, Zanzibar, as Ilhas Comores e as Seychelles. A da segunda estender-se-á pela União da África do Sul, África do Sudoeste, Rodésia do Norte, Rodésia do Sul, Moçambique, Angola, Bechuanalândia, Basutolândia, Suazilândia, Niassalândia, Zululândia, Madagascar, Maurícias, Ilha Reunião e Santa Helena. A da terceira incluirá Tunísia, Argélia, Marrocos (Zona Internacional), Marrocos Espanhol, Marrocos Francês, Saara Espanhol, Rio de Oro, Guiné Espanhola, Protetorado Ashanti, Camarões Franceses, Camarões Britânicos, Protetorado dos Territórios do Norte, Togolândia Francesa, Togolândia Britânica, Gâmbia, Guiné Portuguesa, África Ocidental Francesa, Costa do Ouro, Libéria, Nigéria, Serra Leoa, Madeira, Ilhas Canárias, Ilhas de Cabo Verde e Ilha Saint Thomas. Abissínia, Líbia, Eritréia, Somália Britânica, Francesa e Italiana, e Ilha Socotorá cairão, a partir do Ridván do mesmo ano, dentro da jurisdição administrativa da Assembléia Espiritual Nacional Egípcia dos Bahá’ís da África Nordeste. Todos os territórios africanos originalmente alocados às Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, da Pérsia, do Egito, da Índia e da Grã-Bretanha continuarão, no curso do Plano de

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Dez Anos, a beneficiarem-se das vantagens de assistência sustentada por estas Assembléias – uma assistência que os capacitará a assumir uma porção sempre crescente nas atividades em constante expansão das Assembléias Espirituais Nacionais. Apenas Assembléias Espirituais Locais devidamente constituídas durante o Ridván de 1955 estarão qualificadas a eleger delegados a estas quatro convenções históricas a realizarem-se durante o ano seguinte. Exorto à Mão da Causa, Músá Banání, a atuar como meu representante em cada uma das três Convenções destinadas a culminar no surgimento destas três momentosas instituições. Além disso, convido os Coordenadores das Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Egito a reunirem-se às Convenções acima mencionadas que caem dentro das respectivas jurisdições destas Assembléias e urgirem tantos membros quanto possível do Corpo Auxiliar Africano a assistirem às sessões, e prestar-lhes seu apoio às deliberações destas reuniões. Sinto-me, além disso, nesta conjuntura, movido a enfatizar a urgente necessidade de que todos os grupos estabelecidos por todo o continente africano bem como nas ilhas situadas dentro de sua vizinhança – já oitenta em número – agarrem sua presente oportunidade de ouro durante os meses que rapidamente se esvaem, separandoos do próximo Ridván, e exerçam todo esforço para atingirem a posição de Assembléia que os habilitará a participarem na eleição, e contribuírem à ampliação das fundações das projetadas Assembléias Espirituais Nacionais. Apelo sinceramente a todas as Comunidades Bahá’ís, e em particular aos seus representantes eleitos na América Latina, Europa, Ásia e Austrália, que dêem as mãos e rivalizem-se uns aos outros em emular o exemplo de suas Comunidades-irmãs africanas que se posicionam entre as mais

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jovens do mundo bahá’í. Rogo-lhes que, através de uma maior dispersão e uma intensificação da atividade de ensino, prestem um ímpeto sem precedentes à multiplicação das Assembléias Espirituais Locais em suas respectivas áreas, acelerando deste modo o processo dinâmico da formação de Assembléias Espirituais Nacionais – um processo destinado a prenunciar a terceira e mais brilhante fase, e constituindo inquestionavelmente o objetivo mais nobre da mais estupenda cruzada jamais lançada no curso de onze décadas da história bahá’í. Compartilho esta mensagem com as Mãos da Causa e as Assembléias Espirituais Nacionais em todo o mundo bahá’í.

! SEDES ADMINISTRATIVAS DE INSTITUIÇÕES DIVINAMENTE DESIGNADAS 27 de novembro de 1954

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Eu saúdo, com sentimentos de gratidão e alívio, a assinatura, na véspera da Ascensão de ‘Abdu’l-Bahá, de um contrato para a imediata desapropriação, pelo ministro das finanças israelense, por recomendação do prefeito da cidade de Haifa, de uma área de mil e trezentos metros quadrados, pertencente à irmã de Fareed, inimigo notório do Centro do Convênio de Bahá’u’lláh. Este ato histórico abre caminho para a transferência inicial da escritura desta área pelo Estado de Israel à Comunidade Bahá’í, agora engajada no estabelecimento e consolidação do Centro Administrativo Mundial na Terra Santa. A truculência, avidez e obstinação desta rompedora do Convênio de Bahá’u’lláh, demonstradas pela persistente recusa em vender e pelo preço exorbitante subseqüentemente exigido, ergueram, durante mais de trinta anos, um obstáculo quase

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que intransponível para a aquisição de uma área que, embora limitada, ocupa uma posição central em meio aos extensos domínios bahá’ís no coração da Montanha Sagrada de Deus, está situada na vizinhança do Sepulcro do Báb, contempla do alto o Túmulo da Folha Mais Sagrada e é contígua aos lugares de repouso do Irmão e da Mãe de ‘Abdu’l-Bahá, e que, através de deliberada negligência, foi permitido tornar-se uma feiúra a todos que invadem os aformoseados recintos de um Mausoléu acertadamente considerado o segundo mais sagrado Santuário no mundo bahá’í. A propriedade desta área nos habilitará agora a situar o local, escavar as fundações e erguer a estrutura dos Arquivos Internacionais Bahá’ís projetados pela Mão da Causa Mason Remey, coordenador do Conselho Internacional Bahá’í, que servirão como o permanente e condigno repositório das inestimáveis e numerosas relíquias associadas aos Fundadores Gêmeos da Fé, ao Exemplo Perfeito de seus ensinamentos e aos seus heróis, santos e mártires, e cuja construção constitui um dos mais notáveis objetivos do Plano de Dez Anos. O levantamento deste Edifício anunciará por sua vez a construção, no decorrer de sucessivas épocas da Idade Formativa da Fé, de diversas outras estruturas que servirão como as sedes administrativas de tais instituições divinamente designadas como a Guardiania, as Mãos da Causa e a Casa Universal de Justiça. Estes Edifícios circundarão, na forma de um extenso arco e seguindo um harmonioso estilo de arquitetura, os lugares de repouso da Folha Mais Sagrada, distinguida como a mais notável dentre os membros de seu sexo na Dispensação Bahá’í, de seu Irmão, ofertado por Bahá’u’lláh como um resgate para a vivificação do mundo e sua unificação, e de sua Mãe, proclamada por Ele para ser Sua escolhida “consorte em todos os mundos de Deus”. A conclusão suprema deste empreendimento estupendo assinalará

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a culminação do desenvolvimento de uma Ordem Administrativa mundialmente abrangente, divinamente designada, cujas origens podem ser traçadas desde os anos conclusivos da Idade Heróica da Fé. O vasto e irresistível processo, sem paralelo na história espiritual da humanidade e que se sincronizará com dois desenvolvimentos não menos importantes – o estabelecimento da Paz Menor e a evolução de instituições bahá’ís nacionais e locais, um fora e outro dentro do mundo bahá’í – alcançarão sua consumação final na Idade Áurea da Fé através do levantamento da bandeira da Suprema Paz e do surgimento, na plenitude de seu poder e glória, do Centro focal das instituições que constituem a Ordem Mundial de Bahá’u’lláh. O estabelecimento final desta sede da futura Comunidade Bahá’í Mundial assinalará ao mesmo tempo a proclamação da soberania do Fundador de nossa Fé e o advento do Reino do Pai repetidamente louvado e prometido por Jesus Cristo. Esta Ordem Mundial, por sua vez, produzirá, no decorrer de sucessivas Dispensações do Ciclo Bahá’í, seu fruto mais formoso mediante o nascimento e florescimento de uma civilização divinamente inspirada, única em suas características, mundialmente abrangente em seu âmbito e fundamentalmente espiritual em seu caráter – uma civilização destinada, à medida que se desdobra, a derivar seu impulso inicial do espírito que anima as próprias instituições que, em seu estado embrionário, se encontram ativas no ventre da presente Idade Formativa da Fé. Recomendo compartilhar esta mensagem com as Mãos da Causa e os membros das Assembléias Espirituais Nacionais de todo o mundo bahá’í.

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! CONSTRUÇÃO DOS ARQUIVOS INTERNACIONAIS E PROJETO PARA TEMPLO NA PÉRSIA Cabograma, 20 de março de 1955

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Por ocasião do Festival de Naw-Rúz que assinala a abertura do auspicioso ano sendo celebrado pelos seguidores da Fé em aproximadamente mil e seiscentos centros no hemisfério ocidental, mais de oitocentos na Ásia, quase trezentos na África, mais de duzentos na Europa e acima de cem nas Antípodas, jubilosamente comunico o início da escavação das fundações dos Arquivos Internacionais, que anunciam a construção do primeiro edifício destinado a inaugurar o estabelecimento da sede da Ordem Administrativa Bahá’í Mundial na Terra Santa. Anuncio, além disso, a seleção do desenho submetido pela Mão da Causa, Mason Remey, para o planejado Templo-Mãe na terra natal de Bahá’u’lláh, abrindo caminho para a construção do terceiro Mashriqu’l-Adhkár do mundo bahá’í. Urge aos seguidores da Fé no Oriente e Ocidente levantarem-se e prestarem apoio à construção destas duas poderosas instituições gêmeas da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, no Centro Mundial da Fé e no Berço de Sua Revelação. Compartilho boas-novas gêmeas com todas as Assembléias Nacionais.

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! REALIZAÇÕES

DO

SEGUNDO ANO DO PLANO Abril de 1955

DE

DEZ ANOS

Por ocasião da conclusão triunfante do segundo ano do Plano de Dez Anos, assinalando o término da primeira metade da segunda fase da Cruzada Espiritual Mundial Bahá’í de uma década, convido os delegados reunidos nas doze Convenções Anuais, convocadas simultaneamente em todo o mundo bahá’í durante o Festival de Ridván, a examinarem comigo as múltiplas evidências do desdobramento progressivo das incalculáveis potencialidades com as quais este empreendimento mundialmente envolvente, em constante consolidação, foi dotado pelo Autor das Epístolas do Plano Divino no próprio momento de seu início. Em cada continente do globo, por todas as ilhas extensamente espalhadas do Mediterrâneo e do Mar do Norte, dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, este poderoso Plano, delineado para a execução sistemática do Projeto concebido pelo Centro do Convênio de Bahá’u’lláh para a propagação da Fé de Seu Pai, está tomando a dianteira, ganhando momento a cada dia que passa, derrubando barreiras em todas as regiões e em meio aos diversos povos e raças, ampliando irresistivelmente o âmbito de suas benéficas operações e revelando sempre mais instigantes sinais de sua força inerente à medida que marcha em direção à conquista espiritual do planeta inteiro. DUZENTOS E TRINTA E SEIS TERRITÓRIOS AGORA ABERTOS À FÉ O número de territórios virgens do globo abertos à Fé, desde sua inauguração e em conseqüência direta da vigorosa

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execução deste estupendo empreendimento, elevou-se a cento e oito, expandindo o número de Estados soberanos e territórios dependentes incluídos no seio da Fé de Bahá’u’lláh a duzentos e trinta e seis, duzentos além daqueles que haviam sido registrados sob Sua bandeira desde a Ascensão do Centro de Seu Convênio. Todos os territórios dentro dos confins dos continentes americano, europeu, asiático e africano, designados a dez Assembléias Nacionais Bahá’ís, foram abertos, com exceção dos territórios controlados pelos soviéticos. Das setenta e duas ilhas alocadas a onze Assembléias Nacionais Bahá’ís, nada menos que sessenta e quatro abriram suas portas à vanguarda dos Cruzados Bahá’ís, restando Spitzbergen e Ilha Anticosti, situados respectivamente no Mar do Norte e no Oceano Atlântico Norte, Ilhas Nicobar, Ilha Coco e Arquipélago Chagos no Oceano Índico, e Ilhas Loyalty, Ilha Sakhalin e Ilha Hainan no Oceano Pacífico – uma das quais é uma reserva nativa, duas das quais encontram-se dentro da órbita soviética, enquanto quatro outras são propriedades particulares ou controladas por companhias privadas – até agora não-abertas pelo heróico grupo que batalha pela Fé de Bahá’u’lláh. Os limites da Fé ao norte na Europa foram empurrados além do círculo ártico a setenta graus de latitude, mediante o estabelecimento de um pioneiro bahá’í em Reals Kolen, Batsfjord, Finnmark, apenas três graus abaixo da Baía Ártica, Franklin, o Centro Bahá’í estabelecido mais ao norte, no curso do ano de abertura do Plano de Dez Anos, no continente norteamericano. Valorosos pioneiros apresentaram-se voluntariamente, além disso, e estão ativamente engajados em delinear planos ou já iniciaram os preparativos necessários para cruzar as montanhas fronteiriças do Tibet, para entrar na Ucrânia, além da Cortina de Ferro, para serem admitidos às poucas ilhas, até o momento remanescentes inacessíveis, dos

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Oceanos Índico e Pacífico, e para penetrar fundo no Oceano Ártico, até a ilha de gelo de Spitzbergen. AUMENTADO NÚMERO INCORPORADAS

DE

R AÇAS , I DIOMAS , ASSEMBLÉIAS

Nada menos do que quarenta raças são agora representadas na Comunidade Bahá’í Mundial, que foi recentemente enriquecida mediante o registro de representantes das raças grega, berbere, pigméia, somali e guanche. O número de localidades onde agora residem bahá’ís é bem superior a três mil e duzentos, das quais mil e quatrocentas estão localizadas na Grande República do Ocidente, mais que seiscentas no Berço da Fé, mais que trezentas no continente africano e mais que cem no Domínio do Canadá, na Australásia, na América Latina e no subcontinente indiano, cada um. Somente no continente africano o número de membros da raça negra, no espaço de quatro anos, aumentou para mais que mil e trezentos; o número de territórios abertos à Fé atingiu cinqüenta e oito, o número de Assembléias Espirituais Locais já estabelecidas e em funcionamento é agora cinqüenta, o número de tribos representadas dentro da Comunidade Bahá’í que rapidamente se expande é agora superior a noventa, enquanto que o número de idiomas africanos aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida excede a cinqüenta. O número total dos idiomas europeus, africanos, asiáticos e ameríndios aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida é de cento e sessenta e sete, dos quais cinqüenta e cinco estão entre aqueles incluídos nas provisões do Plano de Dez Anos, e vinte e quatro são idiomas suplementares aos quais a tradução de literatura bahá’í foi espontaneamente realizada pelo infatigável grupo de pioneiros e recém-

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convertidos na África, no sudeste da Ásia, nas ilhas do Pacífico Sul e nas Antípodas. O número de Assembléias Espirituais Nacionais e Locais incorporadas atingiu agora cento e quarenta, setenta e cinco das quais estão localizadas nos Estados Unidos da América, sendo as últimas adições a esta lista, em constante crescimento, em outros continentes, as Assembléias de Londres e Manchester, nas Ilhas Britânicas; de Ciudad Trujillo na República Dominicana; de Kuching em Sarawak; de Jacarta na Indonésia; de Helsinque na Finlândia e de San Juan em Porto Rico. ATIVIDADES

NO

CENTRO MUNDIAL

Na Terra Santa, o Centro e Eixo em torno do qual revolvem as instituições de uma Ordem Administrativa de abrangência mundial, passos foram dados para a preparação de uma Sinopse e Codificação das Leis e Mandamentos do Kitábi-Aqdas, o Livro Sacratíssimo, o Livro-Mater da Revelação Bahá’í, como um prelúdio essencial às eventuais tradução e publicação de seu texto completo. Um Fundo foi inaugurado em antecipação à adoção de medidas preliminares para a construção final do Sepulcro de Bahá’u’lláh no coração do Haram-i-Aqdas estabelecido recentemente na Planície de ‘Akká. As dotações bahá’ís internacionais no Monte Carmelo foram grandemente elevadas através da assinatura de um contrato com as autoridades israelenses para a aquisição de uma área de trinta e seis mil metros quadrados, situada no promontório do Monte Carmelo, com vista do alto para a Caverna de Elias, bem como para o lugar santificado pelos passos de Bahá’u’lláh e associada à revelação da Epístola do Carmelo, pelo preço de cento e oito mil dólares, a servir como

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local para o primeiro Mashriqu’l-Adhkár da Terra Santa, a soma total tendo sido doada por Amelia Collins, Mão da Causa e importante benfeitora da Fé. A vasta área que circunda o Sepulcro do Báb foi ampliada mediante a compra, junto à Autoridade de Desenvolvimento do Estado de Israel, de cinco casas vizinhas ao último terraço de Seu Santuário por uma soma de aproximadamente sessenta mil dólares, bem como mediante a aquisição de uma área de seis mil dólares que foi registrada em nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas; de uma casa avaliada em dez mil dólares, registrada em nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá; de uma área de vinte e oito mil dólares a ser registrada em nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Pérsia; e de uma área de cinco mil dólares a ser registrada em nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia. Além disso, passos estão sendo dados agora para a compra de diversas propriedades, avaliadas em aproximadamente cento e quarenta mil dólares, a aquisição das quais é essencial para a salvaguarda da área na vizinhança contígua ao Sepulcro do Báb, bem como para a futura ampliação do arco em torno do qual os edifícios destinados a servir como a sede da futura Comunidade Mundial Bahá’í devem ser erguidos. Seguindo-se à desapropriação, pelo ministro das finanças israelense, por recomendação do prefeito da cidade de Haifa, da área vizinha ao terreno dos futuros Arquivos Internacionais Bahá’ís no Monte Carmelo, à determinação da posição do extenso arco, ao redor do qual os edifícios que constituem a Sede da Ordem Administrativa Bahá’í Mundial serão construídos, ao posicionamento do lugar da construção e aos preparativos para a escavação de suas fundações, um contrato

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de cento e doze mil dólares foi assinado em Roma para a mineração, ornamentação e escultura das pedras e das cinqüenta e duas colunas da construção que corresponderá, em peso, a mais de novecentas toneladas e estão para ser embarcadas dentro de menos de dois anos à Terra Santa. O paisagismo da vasta área que se estende entre o Sepulcro do Báb e os lugares de repouso da Folha Mais Sagrada, do Ramo Mais Puro e da mãe destes, e destinado a circundar este Edifício, foi realizado, aumentando notavelmente a beleza dos arredores destes consagrados Lugares da Montanha Sagrada de Deus. REALIZAÇÕES NO BERÇO DA FÉ No Berço da Fé, o local do Síyáh-Chál, o cenário do nascimento da Missão de Bahá’u’lláh e o segundo mais sagrado lugar em Sua terra natal, adquirido no curso do primeiro ano do Plano de Dez Anos, foi transferido pelo doador deste sagrado e histórico local, Habib Sabet, para o nome das Mãos da Causa que atuam como meus representantes oficiais naquele país. Um Plano de cinco anos foi inaugurado com o propósito de levantar doze milhões de túmáns para a construção do primeiro Mashriqu’l-Adhkár naquela terra. O projeto deste histórico Edifício foi finalmente selecionado dentre diversos projetos submetidos pelos arquitetos bahá’ís tanto do Oriente como do Ocidente, recaindo a escolha sobre a planta concebida pela Mão da Causa e coordenador do Conselho Bahá’í Internacional, Mason Remey – um projeto que incorpora um domo similar àquele do Sepulcro Sagrado do Báb. Além disso, um contrato foi assinado como um passo preliminar para a eventual aquisição da Fortaleza de Chihríq e seus arredores, por uma soma superior a duzentos mil túmáns.

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METAS ALCANÇADAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Nos Estados Unidos da América foi adquirido um local nos arredores do Templo-Mãe do Ocidente para servir como terreno para a construção de um Lar para Idosos e que constituirá a primeira das Dependências a serem erigidas ao redor daquela mais sagrada Casa Bahá’í de Adoração. Medidas foram adotadas, e o projeto, autorizado, para a conclusão do paisagismo da área que circunda aquele mesmo edifício. O Comitê Nacional de Publicações Bahá’ís foi convertido em uma Editora Bahá’í, funcionando sob a jurisdição da Assembléia Espiritual Nacional americana. O total de tribos ameríndias com as quais foi estabelecido contato atingiu agora o número de vinte e duas, enquanto membros das tribos Apache, Cherokee, Omaha, Oneida e Sioux foram registrados na Comunidade Bahá’í americana. O número de territórios, distritos e estados federais dos Estados Unidos da América em que foi assegurada autorização oficial para realização de casamentos bahá’ís é agora vinte e um, enquanto o número de localidades naquele mesmo país onde Dias Sagrados Bahá’ís são oficialmente reconhecidos é superior a vinte e cinco. PROPRIEDADES ADQUIRIDAS

AO

REDOR

DO

MUNDO

Terras para nada menos que oito de onze locais de Templos, a serem adquiridas de acordo com provisões do Plano de Dez Anos e envolvendo um custo de oitenta mil dólares, foram compradas nos seguintes lugares: na cidade sagrada de Bagdá, às margens do Tigre, abençoada pelos passos de Bahá’u’lláh, de uma área de trinta mil metros quadrados; às margens do Nilo, no Cairo, o centro de ambos os mundos árabe e islâmico, de uma área de dezessete mil metros quadrados; em Frankfurt, o coração do continente europeu, de uma área de dezessete

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mil metros quadrados; em Nova Delhi, a capital da Índia, de uma área de sessenta e seis mil metros quadrados; em Sydney, o mais antigo centro bahá’í no continente australiano, de uma área de onze mil metros quadrados; em Kampala, no coração do continente africano, de uma área de vinte e quatro mil metros quadrados; em Johannesburgo, a segunda maior cidade do continente africano, de uma área de seis mil metros quadrados; e na Cidade do Panamá, a importância da qual foi realçada por ‘Abdu’l-Bahá nas Epístolas do Plano Divino, de uma área de vinte mil metros quadrados. Nada menos que quatorze Hazíratu’l-Quds, fora as quarenta e nove listadas nas provisões do Plano de Dez Anos e que devem servir como sedes de futuras Assembléias Espirituais Nacionais, já foram compradas, em grande medida através das contribuições generosas da Mão da Causa Amelia Collins. Estas construções, envolvendo o custo superior a duzentos mil dólares, estão situadas em cinco continentes do globo: em Londres, Berna e Viena, no continente europeu; em Anchorage, Lima e Cidade do Panamá, no continente americano; em Tóquio, Istambul, Cabul, Bahrein e Suva, no continente asiático; em Johannesburgo e Tunis, no continente africano; e em Auckland, nas Antípodas. Além disso, negociações para a compra de três Hazíratu’l-Quds adicionais, nas cidades de Roma, Jacarta e Colombo, encontram-se em andamento, enquanto fundos, totalizando cento e trinta mil dólares, foram prometidos para a compra, no futuro imediato, de vinte e sete outros Hazíratu’l-Quds na América Latina e no continente europeu. Ademais, a soma de cinqüenta mil dólares foi contribuída pela Mão da Causa Amelia Collins, como ainda outra evidência de sua munificência, para o propósito do estabelecimento de dotações nacionais bahá’ís em nada menos que cinqüenta países, situados em todos os cinco continentes do globo. Além

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disso, foi adquirida uma área na África do Sul, uma propriedade ofertada nas Ilhas Aleutas e um fundo iniciado para o mesmo propósito no Alasca e na Finlândia. DEZESSEIS NOVAS ASSEMBLÉIAS NACIONAIS ATÉ O RIDVÁN DE 1957 Tão maravilhoso progresso, envolvendo tão diversificadas atividades, estendendo-se por um campo tão imenso, dentro de tão breve espaço de tempo, e não obstante a pequenez dos números de participantes nesta Cruzada Global, a escassez de seus recursos e as restrições impostas sobre eles por aqueles que são antipáticos à sua Causa ou alarmados por sua influência progressiva, ou invejosos do poder persuasivo da Fé que advogam, impele-me a anunciar, em antecipação à abertura da terceira fase do Plano de Dez Anos, a formação, durante o Ridván de 1957, em adição às três Assembléias Espirituais Nacionais Regionais a serem eleitas em 1956 no continente americano, de treze Assembléias Espirituais Nacionais, algumas das quais serão regionais, outras independentes, algumas interinas e outras permanentes. Estas Assembléias Espirituais Nacionais, representando nada menos que quarenta e dois territórios, serão estabelecidas em quatro continentes do globo. Quatro serão na Ásia: no Japão, no Paquistão, na Península Arábica e no sudeste da Ásia. Três serão na Europa: na Escandinávia e Finlândia, nos países de Benelux e na Península Ibérica. Cinco serão na América: a primeira, unindo dentro de sua jurisdição as repúblicas da Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia; a segunda, compreendendo as repúblicas do Brasil, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela; a terceira, incluindo México e as repúblicas da América Central: Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá; a quarta, abrangendo as ilhas das Grandes Antilhas: Haiti, Cuba e

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República Dominicana; e a quinta no Alasca. E por último, uma será nas Antípodas, no Domínio de Nova Zelândia. A responsabilidade pela convocação das oito Convenções Bahá’ís, cujos delegados devem eleger oito Assembléias Espirituais Nacionais nas Américas do Norte, Central e do Sul, e na Europa, e que devem ser realizadas em Anchorage, na Cidade do Panamá, em Porto Príncipe, em Buenos Aires, em Lima, em Estocolmo, em Bruxelas e em Madri, recairá sobre a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América; para a convocação das quatro convenções cujos delegados devem eleger quatro Assembléias Espirituais Nacionais na Ásia, e que serão realizadas em Tóquio, em Karachi, em Bahrein e em Jacarta, sobre as Assembléias Espirituais Nacionais dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América, da Pérsia e da Índia, Paquistão e Burma; e para a convocação da convenção cujos delegados devem eleger a Assembléia Espiritual Nacional de Nova Zelândia, que deve ser realizada em Auckland, sobre a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália e Nova Zelândia. MÃOS DA CAUSA A PARTICIPAREM DAS HISTÓRICAS CONVENÇÕES Rogo às seguintes Mãos da Causa a atuarem como meus representantes nestas treze convenções históricas, que devem abrir caminho para a edificação, em quatro continentes do globo, dos pilares destinados a apoiar, em variadas medidas, a Casa Universal de Justiça, a unidade final na construção do edifício da Ordem Administrativa da Fé de Bahá’u’lláh: Valíyu’lláh Varqá e Horace Holley às Convenções da América do Sul, a serem realizadas em Buenos Aires e Lima, respectivamente; Corinne True à Convenção das Grandes Antilhas, a ser realizada em Porto Príncipe; Dhikru’lláh Khádem à Convenção da América Central, a ser realizada na

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Cidade do Panamá; Paul Haney à Convenção do Alasca, a ser realizada em Anchorage; Hermann Grossmann e Adelbert Mühlschlegel à Convenção Escandinava-Finlandesa, a ser realizada em Estocolmo; George Townshend à Convenção de Benelux, a ser realizada em Bruxelas; Ugo Giachery à Convenção da Península Ibérica, a ser realizada em Madri; Tarázu’lláh Samandarí à Convenção Árabe, a ser realizada em Bahrein; ‘Alí-Akbar Furútan à Convenção do Sudeste da Ásia, a ser realizada em Jacarta; Shu’á’u’lláh ‘Alá’í à Convenção Paquistanesa, a ser realizada em Karachi; Jalál Kházeh à Convenção Japonesa, a ser realizada em Tóquio; Clara Dunn à Convenção da Nova Zelândia, a ser realizada em Auckland. Apelo, além disso, a tantos membros quanto possível dos Corpos Auxiliares nomeados pelas Mãos da Causa anteriormente mencionadas, nos continentes americano, europeu, asiático e australiano, para que participem destas momentosas reuniões, às quais se juntarão representantes de quarenta e duas Comunidades Bahá’ís, e através de sua ativa participação reforcem e ampliem o escopo das deliberações dos delegados eleitos. Ademais, não posso enfatizar demasiado fortemente a necessidade vital de que todos os grupos bahá’ís, espalhados por todos estes quarenta e dois países, se abracem uns aos outros e façam um esforço supremo, durante estes dois anos intervenientes, para alcançar posição de assembléia, assegurando assim sua participação na eleição dos delegados destas Convenções marcadas pelo destino, e contribuindo, mediante este ato, à ampliação e fortalecimento das fundações destas planejadas instituições essenciais, destinadas a desempenhar um papel tão proeminente e vital ao prenunciar a última fase no estabelecimento gradual da estrutura de uma Ordem Administrativa que deve necessariamente evoluir

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lentamente para a Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, e que por sua vez dará nascimento, na plenitude do tempo, a uma civilização espiritual mundial que a posteridade aclamará como o mais belo fruto de Sua Revelação. APELO DO GUARDIÃO AOS APOIADORES DA FÉ Finalmente, dirijo meu apelo, através dos delegados reunidos, ao inteiro corpo dos crentes que eles representam, e naturalmente, nesta ocasião, a todos os apoiadores da Fé de Bahá’u’lláh onde quer que residam, em todos os continentes do globo, a levantarem-se, em tão auspicioso momento nos destinos da Fé, que coincide com tão fatídico e perigoso momento nos destinos da humanidade, e consagrarem-se novamente, por todo este último ano, que se esvai rapidamente, da atual fase deste Plano momentoso, de abrangência mundial, ao fomento dos objetivos imediatos enumerados em minha Mensagem à Convenção do último ano, assegurando deste modo uma condigna conclusão para um estágio em seu irresistível desdobramento destinado a prenunciar sua terceira e mais brilhante fase – uma fase em que a triunfante consumação do próprio Plano deve depender tão grandemente. Em verdade, é minha fervorosa e constante súplica que os membros desta Comunidade firmemente unida, intensamente animada, mundialmente abrangente, estimulada pelo triplo impulso gerado através da revelação da Epístola do Carmelo por Bahá’u’lláh, e a Última Vontade e Testamento bem como as Epístolas do Plano Divino legadas pelo Centro de Seu Convênio – as três Cartas que puseram em movimento três processos distintos, o primeiro operando na Terra Santa para o desenvolvimento das instituições da Fé em seu Centro Mundial, e os outros dois, em todo o restante do mundo bahá’í, para sua propagação e o estabelecimento de sua Ordem

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Administrativa – possam avançar de esforço a esforço e de vitória a vitória. Possam eles apressar, através de seus atuais empenhos, o advento daquela bem-aventurada consumação, quando as correntes que impedem o crescimento de sua amada Fé terão sido finalmente rompidas, quando sua posição independente terá sido oficialmente e universalmente reconhecida, quando ela terá ascendido ao trono e empunhado o cetro de autoridade espiritual e temporal, quando o esplendor de sua glória terá iluminado toda a Terra, e seu domínio terá sido estabelecido sobre o planeta inteiro.

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REALIZAÇÕES – RELATÓRIO SUPLEMENTAR Cabograma, 30 de abril de 1955 Compartilho com Assembléias Nacionais o seguinte anúncio suplementando mensagem recentemente endereçada aos delegados das Convenções Bahá’ís: Eleições anuais do segundo ano, da segunda década, do segundo século bahá’í, foram assinaladas pela formação das primeiras históricas Assembléias em Comunidades tão diversificadas e tão distantes como Meca, o Qiblih do mundo islâmico; Muscat e Riaz, situadas no litoral e no coração da Península Arábica; nas Bahamas, Índias Ocidentais Britânicas; Ilha Diu, Kuala Lumpur, Malacca, Sargodha, Saigon, no sudeste da Ásia; Monte Carlo, Basiléia, Mongat, Orleans, Marselha, Bergen, Colônia, na Europa; Ilha Reunião, Zanzibar, Seychelles, Madagascar, no Oceano Índico; cidades sagradas de Kazimayn e Najaf, baluartes da ortodoxia xiita no Iraque, adicionalmente ao grupo já estabelecido em Karbilá; Tenerife e Las Palmas, no Oceano Atlântico. Só a África ostenta o estabelecimento de mais de setenta novas Assembléias, elevando o número total estabelecido desde

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o lançamento das sistemáticas campanhas de ensino simultâneas no continente africano quatro anos atrás a bem mais que uma centena. Uganda, em particular, alcançou a exclusiva, memorável façanha da formação de dezessete novas Assembléias, expandindo o número de Assembléias a quarenta e um, localidades, a mais de cem, total de crentes, a quase novecentos. O pó sagrado do filhinho do Báb, louvado no Qayyúmu’lAsmá, foi transferido, de modo respeitoso e cerimonioso, no aniversário do Martírio de seu Pai, na presença de peregrinos e crentes residentes, ao Cemitério Bahá’í em Shíráz, prelúdio do translado ao mesmo local dos restos mortais da amada e muito sofrida consorte do Báb. Cinco incorporações adicionais de Assembléias Locais, incluindo Suva, em Fiji. Um pioneiro embarcou para Ilha Loyalty, a última ilha nãoaberta remanescente no Oceano Pacífico fora da órbita soviética. Negociações para a aquisição de Hazíras nacionais em Colombo e Jacarta encontram-se próximas à conclusão. Passos preliminares foram dados para o estabelecimento de uma Editora Bahá’í em Teerã. O projeto do Templo-Mãe no Berço da Fé foi desvelado na presença de peregrinos e crentes residentes reunidos no interior do Haram-i-Aqdas no primeiro dia de Ridván.

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ORAÇÕES PARA A FÉ NA PÉRSIA Cabograma, 30 de abril de 1955 Rogo a todos os crentes a unirem-se a mim, em orações especiais, fervorosas, por Divina proteção dos interesses vitais e completa libertação dos grilhões da amada Fé na terra natal de Bahá’u’lláh.

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NOMEAÇÃO DO CONSELHO BAHÁ’Í INTERNACIONAL Cabograma, 4 de maio de 1955 Anuncio às Assembléias Nacionais que o número de membros do Conselho Internacional foi elevado a nove, mediante a nomeação de Sylvia Ioas.

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IMPLICAÇÕES E EXIGÊNCIAS Cabograma, 26 de maio de 1955 Impelido, neste grave momento da diversificada história da Fé supracentenária, mundialmente abrangente, continuamente perseguida, no entanto invencível, a convocar o inteiro corpo dos valorosos apoiadores de suas instituições que, individual e coletivamente, permanecem empenhados na execução da mais poderosa cruzada lançada desde seu início, quer residindo em suas pátrias ou no estrangeiro, por mais repressivos os regimes sob os quais labutam, a ponderarem mais uma vez as plenas implicações e exigências essenciais de seu serviço à Causa de Bahá’u’lláh. Rogo-lhes que recusem permitir que quaisquer vicissitudes, presentes ou futuras, refreiem seu ardor e entusiasmo, prejudiquem sua solidariedade, enfraqueçam sua resolução ou os desviem de seu elevado propósito. Não abatidos pela adversidade, desdenhosos dos clamores, não amedrontados pelas maquinações dos inveterados, ladinos, tradicionais inimigos que se encontram alarmados por seus próprios destinos declinantes, contrastando com a evidência da força dinâmica,

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do poder impulsor, do ascendente prestígio, da unidade indivisível, dos cumulativos recursos, das multiplicáveis instituições e do inextinguível espírito da infante Fé de Deus, convém-lhes aplicar suas energias, ascender aos mais elevados níveis de consagração, combater vigilantemente todas as formas de deturpações, erradicar suspeitas, afastar receios, silenciar censuras, mediante demonstração ainda mais forçosa de lealdade aos seus respectivos governos, ganhar, manter e fortalecer a confiança das autoridades civis em sua integridade e sinceridade, reafirmar a universalidade dos objetivos e propósitos da Fé, proclamar o caráter espiritual de seus princípios fundamentais e asseverar o caráter não-político de suas instituições administrativas. Apelo aos membros das Comunidades livres das inaptidões e grilhões impostos sobre seus irmãos menos privilegiados, particularmente aqueles estabelecidos no continente norteamericano, reconhecido baluarte da Ordem Administrativa da Fé, e aqueles residentes na Comunidade e Império Britânicos, os situados no coração, no leste e oeste do continente africano, os espalhados por todas as Antípodas e área do Pacífico, a erguerem-se prontamente e acelerarem o ritmo de suas atividades, multiplicarem as façanhas que mais do que compensarão os reveses transitórios que uma Fé em constante avanço e ainda não plenamente emancipada pode sofrer. Deles, portanto, é a sublime oportunidade de agir de modo a desalentar e confundir quaisquer conspirações que adversários invejosos, fanáticos e exasperados, aproximando-se de sua ruína, possam maquinar. Compartilho mensagem com Assembléias Nacionais.

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ARQUI-ROMPEDOR DO CONVÊNIO DE BAHÁ’U’LLÁH Cabograma, 3 de junho de 1955 Anuncio às Assembléias Nacionais que Majdi’d-Dín, o mais terrível adversário de ‘Abdu’l-Bahá, denunciado por Ele como a encarnação de Satã e que desempenhou um papel predominante em incitar a hostilidade de ‘Abdu’l-Hamíd e Jamál Páshá, e que foi o principal instigador do rompimento do Convênio e arqui-rompedor do Convênio de Bahá’u’lláh, e que por mais de sessenta anos laborou com ingenuidade e burla satânicas para solapar seus alicerces, sucumbiu miseravelmente abatido com paralisia afetando seus membros e língua. Dispensação da Providência prolongou a extensão de sua vida infame a uma centena de anos, capacitando-o a testemunhar a extinção de suas acariciadas esperanças e a desintegração, com dramática rapidez, do bando infernal que ele incessantemente incitou e zelosamente dirigiu, e o triunfante progresso e gloriosa conclusão do ministério de trinta anos de ‘Abdu’l-Bahá, bem como evidências da elevação e estabelecimento da Ordem Administrativa em todos os continentes do globo, filha do Convênio divinamente designado e precursora da ordem de abrangência mundial.

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REPERCUSSÕES MUNDIAIS Cabograma, 23 de agosto de 1955 Misteriosas dispensações da Providência sempre vigilante, acelerando, através de tumulto e aflição, o triunfo de Sua Fé

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invencível, ditando, nesta hora crítica, a repentina deterioração da situação que confronta a maior Comunidade do mundo bahá’í, como evidenciado pela violenta recrudescência da perseguição que aflige intermitentemente, por mais de um século, seus membros residentes na terra natal de Bahá’u’lláh. Seguindo-se à apreensão e destruição do domo do centro administrativo nacional da Comunidade, à ocupação de instituições similares em todas províncias, à declaração do governo aos majlis* proscrevendo a Fé e a uma virulenta campanha de imprensa e rádio distorcendo sua história, caluniando seus Fundadores, deturpando seus princípios e obscurecendo seus objetivos e propósitos, uma série de atrocidades tem sido perpetrada em rápida sucessão por toda a extensão do país contra os membros de uma Comunidade dolorosamente atormentada. A Casa do Báb, o principal Santuário no Irã, foi duas vezes profanada e severamente danificada; a ancestral Casa de Bahá’u’lláh em Takur, ocupada; a casa do tio do Báb, arrasada; lojas, fazendas, saqueadas; colheitas, incendiadas, criações, destruídas; corpos, desenterrados nos cemitérios e mutilados; residências particulares, arrombadas, danificadas e saqueadas; adultos, execrados e espancados; jovens mulheres, raptadas e forçadas a desposar muçulmanos; crianças, escarnecidas, maltratadas, espancadas e expulsas das escolas; boicote, imposto por açougueiros e padeiros; menina de quinze anos, estuprada; bebê de onze meses, pisoteado; e pressões exercidas para levar os crentes a abjurar sua Fé. Mais recentemente, uma família de sete pessoas, o mais velho com oitenta anos, o mais jovem com dezenove, residentes em Hurmuzak, da província de Yazd, foi atacada por uma poderosa turba de duas mil pessoas, acompanhada pela música de tambores e trombetas, que a despedaçou com espadas e *Ver nota da p. 195.

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machados. Entrementes, uma circular oficial foi emitida pelo primeiro-ministro, dirigida aos Departamentos de Governo, ordenando a expulsão de todos os funcionários bahá’ís que se recusassem a abjurar. Esta situação altamente aflitiva ameaça piorar durante Muharram e Safar.* Reagindo a estes bárbaros atos, mais do que mil grupos e Assembléias Locais do mundo bahá’í apelaram telegraficamente às autoridades, e todas Assembléias Nacionais dirigiram comunicações escritas ao xá, ao governo e ao parlamento, apelando por justiça e proteção. Não encontrando resposta aos apelos escritos, um apelo foi apresentado às Nações Unidas pelos representantes da Comunidade Bahá’í Internacional em Genebra. Cópias do apelo foram entregues aos representantes das nações membros do Conselho Social e Econômico, ao diretor da Divisão de Direitos Humanos e certas agências especializadas de organizações não-governamentais com status consultivo. Além disso, o presidente Eisenhower, que de acordo com jornais primeiro mencionou as perseguições à Conferência da Imprensa em Washington, recebeu apelo dos representantes da Comunidade Bahá’í americana e de todas as Assembléias e grupos nos Estados Unidos para intervir a favor de sua oprimida Comunidade irmã. Seja qual for o resultado dos atuais eventos de despedaçar corações, um fato surge de forma clara e incontestável. A infante Fé de Deus provida, mediante a operação de um processo de um quarto de século de duração, associado à primeira época da Idade Formativa da Fé, com a maquinaria de uma Ordem Administrativa divinamente designada, e utilizando, no decorrer da época que a sucede, através da *Muharram e Safar: respectivamente, primeiro e segundo meses do calendário muçulmano. [n.t.]

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formulação de uma série de planos nacionais que culminam no lançamento da Cruzada Mundial, os recém-nascidos instrumentos administrativos para a propagação sistemática da Fé, está agora gradualmente emergindo da obscuridade, no rastro da provação que convulsiona a esmagadora maioria dos seguidores da Fé. As repercussões mundiais desta comoção nacional serão aclamadas pela posteridade como o poderoso toque da trombeta do desígnio de Deus para despertar, através da instrumentalidade de seus adversários mais antigos, mais terríveis, mais odiosos, mais fanáticos, incontáveis multidões e as Chancelarias e Magistraturas-Chefe do Oriente e Ocidente, à existência e às implicações da Fé proclamada por Seu Mensageiro neste Dia. Este processo há longo tempo desejado, de surgimento ardentemente aguardado, em si próprio extensamente formulado, é compelido a abrir caminho para a libertação desta mesma Fé dos grilhões da ortodoxia em países islâmicos, bem como o reconhecimento final do caráter independente da Revelação de Bahá’u’lláh em Sua pátria. Devido às dolorosas perdas suportadas e à necessidade de demonstrar a solidariedade bahá’í mundialmente abrangente, um Fundo de “Apoio ao Perseguido” foi inaugurado com o propósito de trazer imediato alívio às vítimas espoliadas e sem lar. Pessoalmente contribuo com o equivalente a dezoito mil dólares para este nobre propósito. Embora consciente que estou das múltiplas demandas sobre os adeptos da Fé, sou impelido a convidá-los a participar mediante contribuições a serem transmitidas através de suas respectivas Assembléias Nacionais. Além disso, não amedrontado pelos obstáculos colocados no caminho dos cruzados de Bahá’u’lláh, chegou-se à histórica decisão de erguer o Templo-Mãe da África na cidade de Kampala, situado em seu coração e constituindo um consolo

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supremo às massas de valorosos irmãos oprimidos no Berço da Fé. Cada continente do globo, exceto Australásia, orgulharse-á deste modo e obterá benefícios espirituais de seu próprio Mashriqu’l-Adhkár. Reconhecimento condizente terá sido conferido, além disso, à maravilhosa expansão da Fé e às assombrosas multiplicações de suas instituições administrativas por todo este continente, um continente plenamente merecedor de uma Casa de Adoração, complementando os quatro Hazíratu’l-Quds já estabelecidos, em que o espírito de uma insuperável Fé pode habitar, dentro de cujas paredes os adeptos africanos da Fé de Bahá’u’lláh podem congregar-se e da qual hinos de louvor glorificando o Nome Supremo podem ascender ao Concurso do Reino de Abhá. Transmito a mensagem às Mãos da Causa e Assembléias Nacionais.

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FALECE VALÍYU’LLÁH VARQÁ; FILHO NOMEADO 15 de novembro de 1955 Profundamente angustiado pela perda de proeminente Mão da Causa de Deus, exemplar Fideicomissário do Huqúqu’lláh, distinguido representante da mais venerável comunidade do mundo bahá’í, valoroso filho, irmão de mártires gêmeos imortais da Fé, ternamente amado discípulo do Centro do Convênio. Resplendente registro de seus serviços que se estendem por mais de meio século enriqueceu os anais das Idades Heróica e Formativa da Dispensação Bahá’í. Sua recompensa no Reino de Abhá é inestimável. Recomendo construírem em meu nome um condigno monumento em sua sepultura. Seu manto de Fideicomissário dos fundos do Huqúq recai agora sobre ‘Alí Muhammad, seu filho. Instruo Rawhani Tihran a providenciar

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condignas reuniões memoriais, na capital e províncias, para honrar a lembrança de poderoso pilar no berço da Fé de Bahá’u’lláh. Recém-nomeado Fideicomissário do Huqúq é agora elevado à posição de Mão da Causa.

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NOMEAÇÃO DE MÃO DA CAUSA QUINTA NOMEAÇÃO Cabograma, 15 de novembro de 1955

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Informo às Mãos e Assembléias Nacionais que o filho de Varqá, ‘Alí Muhammad, foi nomeado para suceder seu pai, agora reunido ao concurso do alto no Reino de Abhá, como Fideicomissário do Huqúq e elevado à posição de Mão da Causa.

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UMA VITÓRIA TÃO SIGNIFICATIVA Abril de 1956 A triunfante conclusão da segunda fase da Cruzada Espiritual global de uma década de duração, na qual os seguidores da Fé de Bahá’u’lláh embarcaram tão auspiciosamente, impele-me a compartilhar, com os delegados reunidos nas Convenções Bahá’ís Anuais convocadas em todos os continentes do globo, os sentimentos de júbilo, orgulho e gratidão que tão significativa vitória evocou em meu coração. UMA VITÓRIA NOTÁVEL O ano recém-encerrado – um ano que a posteridade não pode deixar de considerar como um dos mais agitados e desafiadores nos anais da Idade Formativa da Dispensação

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Bahá’í – foi obscurecido, no curso de seus meses de abertura, por uma crise súbita e altamente ameaçadora nos destinos desta Fé, uma crise que, embora ainda não plenamente solucionada, já conduziu a uma notável vitória sobre as forças combinadas de seus tradicionais adversários na terra de seu nascimento, quem, por mais de um século, conspirou assiduamente para arrebentar suas fundações, deslustrar sua glória e extinguir sua luz. Uma Comunidade a longo tempo maltratada, reprimida, violentamente atormentada, constituindo a esmagadora maioria dos seguidores de Bahá’u’lláh, sujeitada recentemente à tensão e à pressão de um violento recrudescimento de perseguição que foi assinalada em toda parte por intensos vilipêndio, intimidação, espoliação, expulsão, incêndio, estupro e assassinato, emergiu triunfante de ainda outra exaustiva experiência – um período de teste de excepcional severidade – sua unidade incólume, sua confiança reforçada, seu prestígio consideravelmente aumentado, sua reputação amplamente propalada em um grau sem precedentes, suas instituições administrativas inabaláveis, suas dotações intactas, e as severas, jactanciosas e reiteradas ameaças de seus inimigos declarados de proscrevê-la através de ação legislativa formal, de confiscar suas propriedades, demolir seus edifícios, aprisionar e deportar seus membros, e de extirpá-la completamente na terra nativa de seu Fundador, não cumpridas. DESDOBRAMENTO PROGRESSIVO DA CRUZADA DE DEZ ANOS Simultaneamente a esta intervenção da Providência, maravilhosa, que inspira reverência, neste crítico estágio da misteriosa evolução e irresistível progresso da infante Fé de Deus na terra de seu nascimento, rumo às duas brilhantes metas de completa libertação dos grilhões da ortodoxia religiosa

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e de reconhecimento do Estado, um desenvolvimento igualmente significativo pode ser notado, durante os últimos doze meses, no progressivo desdobramento, além dos confins desta tumultuada terra, e estendendo-se aos cantos mais remotos da Terra, do Plano de Dez Anos, agora adentrando a terceira, e que promete ser a mais brilhante, fase em sua execução. Este empreendimento mundialmente abrangente iniciado três anos atrás por ocasião das celebrações mundiais comemorativas do centenário do nascimento da Missão do Fundador de nossa Fé, tem reunido, em todas as fases de sua operação, por todos os cinco continentes, bem como as ilhas dos mares, rápida força viva, e está demonstrando, em ambos os aspectos territorial e institucional, uma vitalidade, e tem registrado sucessos que excedem demasiadamente as expectativas até mesmo dos mais esperançosos dentre seus promotores. O número de localidades em que a luz desta Fé insuperável, agora irradiando o esplendor de sua glória sobre a face do planeta, penetrou, elevou-se a bem próximo de três mil e setecentos, assinalando um crescimento de quase quinhentas no curso de um único ano. O número de Estados soberanos e territórios dependentes incluídos em seu âmbito, que se multiplicou com tão espantosa rapidez durante o ano de abertura desta Cruzada Mundial, elevou-se agora a duzentos e quarenta e sete através da chegada dos Cavaleiros de Bahá’u’lláh Udai Narain Singh, Frank Wyss e Daniel Haumont, no Tibet, na Ilha Cocos e Ilhas Loyalty, respectivamente, assim como através da abertura de Laos e Camboja, e das Ilhas de Pemba, Fernando Pó, Trinidad e Corisco – territórios não incluídos nas provisões do Plano de Dez Anos – e como resultado de informação recém-recebida indicando a presença de alguns crentes nas Repúblicas Soviéticas de Cazaquistão e Uzbequistão. O número de Assembléias Espirituais Locais

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agora funcionando por toda a extensão do mundo bahá’í excede novecentos. Cada país relacionado no Plano dentro dos confins de cada continente do globo, com exceção daqueles na órbita soviética, encontra-se agora aberto à Fé. Todas as ilhas que figuram naquele Plano, mais de setenta em número, situadas nos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, nos Mares Mediterrâneo e do Norte, foram igualmente abertas, exceto Ilhas Nicobar, Arquipélago Chagos, Ilha Hainan, Ilha Sakhalin, Spitzenbergen e Ilha Anticosti. O número de ilhas do globo aos quais foi levada a Mensagem de Bahá’u’lláh desde seu princípio totaliza agora noventa e oito. Somente no Oceano Pacífico o número de territórios abertos é atualmente superior a quarenta, enquanto que o número de localidades onde residem bahá’ís excede a cento e setenta. O número de idiomas aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida atingiu agora cento e noventa, nada menos do que trinta e quatro dos quais devem ser considerados como suplementares àqueles incluídos nas provisões do Plano. RÁPIDO DESPERTAR

DO

CONTINENTE

DA

ÁFRICA

No continente da África e em suas ilhas vizinhas, em ambos os Oceanos Atlântico e Índico, o número de apoiadores irrestritos da Fé ultrapassou a marca de três mil; mais de dois mil e quinhentos dos quais pertencem à raça negra. O número de territórios abertos à Fé naquele continente e suas ilhas vizinhas em rápido despertar elevou-se a cinqüenta e oito, enquanto o número de localidades onde residem bahá’ís é superior a quatrocentos. O número de tribos representadas na Comunidade Bahá’í é agora superior a cento e quarenta, o número de Assembléias Locais já estabelecidas é superior a cento e vinte, e o número de idiomas aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida excede cinqüenta.

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QUARENTA

E

TRÊS HAZÍRATU’L-QUDS NACIONAIS

O número de Assembléias incorporadas, tanto Locais como Nacionais, em diversos continentes do globo, foi elevado a cento e sessenta e oito, sendo as últimas adições a Assembléia Espiritual Nacional Ítalo-Suíça e as Assembléias Espirituais Locais de Bruxelas, Tóquio, Liverpool, Hamilton, Winnipeg, Quincy, Basiléia, Zurique, Genebra, Heidelberg, Buenos Aires, Saigon, Suva, Malacca e Adis Abeba. O número de Hazíratu’lQuds Nacionais, os precursores das Assembléias Espirituais Nacionais Bahá’ís, adquiridos nas capitais e principais cidades das Américas do Norte, Central e do Sul, dos países-metas da Europa, África, Ásia e Australásia, e de diversas ilhas do globo, alcançou quarenta e três, envolvendo o gasto de mais de meio milhão de dólares, compensando amplamente a apreensão e ocupação do Centro Administrativo Nacional da Fé e a demolição de seu domo pelas autoridades militares na capital persa. TERRENOS

E

DOTAÇÕES PARA TEMPLOS

Terrenos para dez Templos foram, além disso, adquiridos a um custo de nada menos que cem mil dólares, enquanto negociações para a aquisição do remanescente terreno para o Templo, a ser comprado na capital sueca, encontram-se bem adiantadas. Em nada menos que trinta dos cinqüenta e um países relacionados no Plano de Dez Anos, dotações bahá’ís nacionais estimadas como tendo um valor de cem mil dólares foram adquiridas, destacando-se dentre elas a Residência dos Maxwell, honrada pela presença de ‘Abdu’l-Bahá enquanto em Montreal, que foi transferida pela Mão da Causa ‘Amatu’lBahá à Assembléia Espiritual Nacional canadense. Além do mais, esforços estão sendo vigorosamente exercidos para o estabelecimento de dotações similares nos vinte e um países

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remanescentes. Seguindo-se à conclusão e adoção do projeto para o primeiro Mashriqu’l-Adhkár no Berço da Fé, passos têm sido dados para a preparação de nada menos que três projetos adicionais, um para o Templo planejado para ser erigido no coração do continente europeu, outro para um a ser erigido em futuro próximo no continente africano, e o terceiro para aquele contemplado para a Australásia, abrindo assim o caminho em cada um dos continentes remanescentes do globo para a construção de uma Casa a ser consagrada à adoração do Deus uno e verdadeiro, e à glória e honra de Seu Mensageiro para este Dia. DESENVOLVIMENTO

DO

CENTRO MUNDIAL BAHÁ’Í

Na Terra Santa, o centro e o eixo ao redor do qual giram as instituições divinamente nomeadas, em rápida multiplicação, de uma Fé mundialmente abrangente, que marcha irresistivelmente, o duplo processo, tão perceptível em anos recentes, envolvendo um rápido declínio nos destinos dos rompedores do Convênio de Bahá’u’lláh e proclamando a ascensão das instituições de seu Centro Administrativo Mundial, à sombra de Seu Santuário, foi acelerado, por um lado, através da morte, em circunstâncias miseráveis, do traiçoeiro e maligno Majdi’d-Dín, o último sobrevivente dos principais instigadores da rebelião contra a Vontade do Fundador de nossa Fé, e por outro, através do estabelecimento da fundação, e da construção de alguns dos pilares, da fachada e do lado norte dos Arquivos Bahá’ís Internacionais – o primeiro dos principais edifícios destinados a constituir a sede do Centro Administrativo Mundial Bahá’í a ser estabelecido no Monte Carmelo. Nada menos que trinta dos cinqüenta e dois pilares, cada um com altura superior a sete metros, deste edifício de imponente e impressionante beleza, já foram erguidos, enquanto metade

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das novecentas toneladas de pedras encomendadas da Itália para sua construção já foi seguramente remetida ao Porto de Haifa. Um contrato, além disso, de mais de quinze mil dólares foi feito com uma fábrica de telhas em Utrecht para a manufatura de mais de sete mil telhas verdes, projetadas para cobrir os quinhentos metros quadrados do telhado do edifício. Coincidindo com estas operações construtivas, uma extensa área adjacente ao lugar de repouso da Folha Mais Sagrada foi, após prolongadas e difíceis negociações, adquirida pela soma de cem mil dólares, com o propósito de estender e salvaguardar, por um lado, a área das dotações internacionais bahá’ís no Monte Carmelo, e de prover, por outro, o espaço muito necessário para a ampliação e conclusão do vasto arco ao redor do qual os edifícios da Ordem Administrativa Mundial Bahá’í devem ser construídos. A recém-adquirida área que circunda o Santuário mais sagrado no mundo bahá’í e seu designado Qiblih na Planície de ‘Akká foi ainda mais ampliada através da aquisição, junto à Autoridade de Desenvolvimento do Estado de Israel, de uma casa dilapidada, situada ao sul da Mansão e abençoada pela presença de ‘Abdu’l-Bahá, e na qual Ele estava habituado a receber Seus amigos, dentre eles o primeiro grupo de peregrinos bahá’ís ocidentais a chegar à Terra Santa após o passamento de Bahá’u’lláh. A estas últimas aquisições deve ser acrescentada a compra de uma outra área situada na vizinhança do Sepulcro do Báb e adjacente à área que circunda a futura sede da Ordem Administrativa Bahá’í, elevando deste modo a área total das dotações bahá’ís internacionais na Terra Santa a mais de quatrocentos mil metros quadrados. Além disso, foram completadas as necessárias formalidades relativas à compra do terreno do futuro Mashriqu’l-Adhkár no Monte Carmelo, ao passo que a transferência das escrituras imobiliárias, das áreas recémadquiridas, para o nome das agências israelenses das

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Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, da GrãBretanha, da Pérsia, do Canadá e da Austrália, está sendo diligentemente efetuada. EVENTOS NOS ESTADOS UNIDOS Nos Estados Unidos da América, a morada dos construtores-campeões de uma Ordem em rápida evolução, um convite oficial foi estendido à Comunidade Bahá’í pelo Conselho de Igrejas de San Francisco para enviar representantes a tomarem parte de um Serviço de Oração pela Paz e Divina Guia às Nações Unidas, um convite ao qual a Comunidade calorosamente respondeu. Nesta reunião interreligiosa, realizada no Palácio da Agricultura em San Francisco, o local de nascimento da Carta das Nações Unidas, que uniu cerca de dezesseis mil pessoas em adoração e preces silenciosas, e à qual líderes de governo, dentre eles o secretário de Estado dos Estados Unidos, estavam presentes, a voz do representante bahá’í foi a primeira a ser elevada, recitando uma oração revelada por Bahá’u’lláh, depois de quem uma oração foi lida por cada um dos representantes das Fés cristã, muçulmana, judaica, hindu e budista, todos eles similarmente convidados a participar naquela imensa e histórica reunião. Uma oração revelada por ‘Abdu’l-Bahá pela América foi ofertada pelos representantes nacionais eleitos da Comunidade Bahá’í dos Estados Unidos ao presidente Eisenhower, que confirmou seu recebimento em termos calorosos e acima de sua própria assinatura. OUTRAS VITÓRIAS

E

REALIZAÇÕES

Também não deve ser omitida a menção, nesta breve avaliação das vitórias e realizações bahá’ís no decorrer do ano de

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encerramento da segunda fase do Plano de Dez Anos, do estabelecimento de uma Editora Bahá’í na Índia; do estabelecimento de mais de trinta novos centros e quinze Assembléias na Índia, Paquistão e Burma; da aquisição de alguns dos lugares santos abençoados pelos passos de Bahá’u’lláh em Adrianópolis, a Terra do Mistério e o cenário da proclamação de Sua Mensagem; da realização da primeira Escola de Verão Bahá’í na África Central, em Kobuka, Uganda, assistida por cerca de uma centena de crentes e representantes africanos e brancos de nada menos que vinte e oito Assembléias Locais Bahá’ís; da convocação da primeira histórica Conferência de Ensino da França, o primeiro fruto dos trabalhos combinados dos crentes de cerca de trinta centros já estabelecidos em toda a extensão daquele país; da separação de uma área para servir como cemitério para os membros da Comunidade Bahá’í em Trípoli, Líbia, e na capital de Tanganica; da compra de terreno para o estabelecimento de uma Escola de Verão Bahá’í no Iraque; da ampliação, para as mulheres bahá’ís no Egito, do direito a serem eleitas à Assembléia Espiritual Nacional Bahá’í egípcia, bem como a participarem como delegadas na Convenção Bahá’í Nacional; da aquisição, em uma ilha próxima a Muara Siberut, Ilhas Mentawai, de uma área suplementar à dotação bahá’í estabelecida em Jacarta, a capital indonésia; da extensão do posto avançado da Fé ao norte no Alasca para Point Barrow, além do círculo ártico; da iniciação de planos auxiliares para a promoção da Fé nas Ilhas Seychelles e no Sudão; e da chegada de um pioneiro em Ilha Praslin, que forma uma parte do grupo Seychelles. APELO ÀS NAÇÕES UNIDAS Também não posso, nesta avaliação, permitir que passem desapercebidos os enérgicos e meritórios esforços exercidos

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pelas Comunidades Bahá’ís do mundo todo para o apoio, proteção e alívio dos membros perseguidos da Comunidade Bahá’í persa, sujeita a uma das mais severas provações experimentadas em anos recentes pelos inabaláveis seguidores da Fé na terra de seu nascimento. Seguindo-se a esta bárbara recrudescência da perseguição religiosa e à transmissão de mais do que mil mensagens pelas Comunidades Bahá’ís, algumas escritas e outras telegraficamente, à sua majestade o xá, ao governo, aos majlis* e ao Senado, e reforçando a ampla publicidade dada nos principais jornais do mundo e os numerosos protestos pronunciados por eruditos, estadistas, funcionários de governo e pessoas de eminência como Pandit Nehru, Eleanor Roosevelt, professor Gilbert Murray e professor A. Toynbee, um comunicado escrito acompanhado por um memorando relacionando as atrocidades perpetradas por todas as províncias persas foi submetido em Genebra ao secretário-geral das Nações Unidas, que nomeou uma comissão de oficiais das Nações Unidas, dirigidos pelo Alto Comissário para Refugiados, instruindo seus membros a contatar o ministro do Exterior da Pérsia e urgindo-o a obter de seu governo em Teerã uma garantia formal de que os direitos da minoria bahá’í naquela terra fossem protegidos. Cópias desta comunicação endereçada às Nações Unidas foram entregues aos representantes das nações-membro do Conselho Social e Econômico, ao diretor da Divisão de Direitos Humanos e a certas agências de organizações não-governamentais com status consultivo. Além disso, o presidente americano recebeu apelo de todos os representantes nacionais das Comunidades Bahá’ís americanas, bem como de todas Assembléias Locais e grupos nos Estados Unidos. Uma carta cortês e *Majlis: significa “parlamento”, e foi a câmara baixa da Legislatura iraniana de 1906 a 1979, sendo o senado a câmara alta. Após a Revolução Islâmica, quando a Legislatura Iraniana tornou-se de câmera única, o majlis tornou-se o único corpo legislativo. [n.t.]

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tranqüilizadora foi subseqüentemente recebida pela Assembléia Espiritual Nacional bahá’í americana, do Departamento de Estado em Washington, acusando o recebimento do apelo, enquanto o diretor da Divisão de Direitos Humanos endereçou, por sua vez, uma comunicação ao secretário da Assembléia Espiritual Nacional americana, informando-o que os sumários, tanto da carta como da petição a ele encaminhados, seriam fornecidos à Comissão de Direitos Humanos, e cópias enviadas ao governo persa. Além do mais, foi dada garantia de que sumários seriam também enviados à Sub-Comissão sobre Prevenção de Discriminação e Proteção de Minorias. Como uma medida adicional para obter reparação, uma campanha publicitária de quarenta mil dólares foi iniciada pela Comunidade Bahá’í americana, designada a dar um ímpeto à proclamação das verdades fundamentais da Fé, dos objetivos e propósitos de seus seguidores, e das inaptidões sofridas pela esmagadora maioria de seus adeptos na terra de seu nascimento. REGISTROS NOS TERRITÓRIOS VIRGENS Também não me posso abster de enfatizar, nesta rápida avaliação, o fato altamente significativo de que em mais de sessenta territórios, constituindo mais do que a metade do número total de territórios virgens abertos à Fé, desde a inauguração da Cruzada Espiritual Mundial, o número daqueles que desposaram a Causa de Bahá’u’lláh e se alistaram sob Sua bandeira ultrapassou o número originalmente previsto e considerado como um mínimo para a abertura destes territórios; que em uma considerável proporção deles o número de membros bahá’ís excedeu em muito o número requerido para a formação de Assembléias Locais; que em Gâmbia nada menos que trezentos, e nas Ilhas Gilbert e Ellice nada menos que quinhentos, foram e estão sendo registrados sob Seu

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estandarte; e que somente em Uganda, que segura a palma da vitória, o número de crentes registrados excedeu um milhar. PRÓXIMA FASE DA CRUZADA MUNDIAL Tão acalentadores, comoventes exemplos de iniciativa e empreendimento bahá’ís; tão esplêndidos testemunhos de solidariedade, perseverança, coragem, fortaleza e autosacrifício bahá’ís demonstrados em rápida sucessão e sobre uma área tão imensa da superfície do globo, e face à crescente oposição por parte daqueles que invejam a glória em constante ampliação da Fé ou temem a influência de seu poder todopenetrante, irradiaram sobre o capítulo de abertura desta Cruzada um brilho que a passagem do tempo não pode ofuscar. A terceira fase deste momentoso empreendimento – cuja abertura está, nesta hora, sendo sinalizada pela emergência de nada menos que três Assembléias Regionais Bahá’ís adicionais no continente africano – deve emitir sobre os anais desta prodigiosa Cruzada uma iluminação de tal magnificência que eclipsará o esplendor deste brilho. O glorioso e estupendo trabalho já realizado, individual e coletivamente, no curso de três breves anos, em cinco continentes do globo e ilhas dos mares, tanto em terra natal como no exterior, no ensino assim como nas esferas administrativas de atividade bahá’í, jamais deve, à medida que o exército de cruzados de Bahá’u’lláh marcha rumo a novos e mais vastos campos a fim de alcançar alturas ainda maiores, ser posto em jogo ou permitir-se retardar ou sofrer um revés. As recompensas tão arduamente conquistadas devem não somente ser zelosamente preservadas, mas constantemente enriquecidas. Longe do sofrimento de ser manchado o longo e distinguido registro de façanhas que têm sido alcançadas, assíduos esforços devem ser exercidos para enobrecê-lo a cada dia que passa.

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Os recém-abertos territórios do globo não devem, sob qualquer circunstância, ser permitidos a recaírem ao estado de privação espiritual do qual foram há tão pouco tempo e tão laboriosamente resgatados. Ao contrário, as evidências altamente edificantes que proclamam a expansão e a consolidação do soberbo trabalho histórico realizado em tantos destes territórios devem ser rapidamente multiplicadas. As Assembléias Locais que foram tão diligente e pacientemente estabelecidas não devem, sob qualquer circunstância, ser permitidas a dissolverem-se ou suas fundações em qualquer forma, ameaçadas. O poderoso e constante processo que envolve o aumento no número dos apoiadores declarados da Fé e a multiplicação de isolados centros, grupos e Assembléias Locais devem, em toda esta recém-aberta fase do Plano, ser notadamente acelerados. A incorporação de Assembléias Locais deve prosseguir com uma rapidez tal que superará o progresso alcançado neste respeito durante as primeiras duas fases do Plano. Os remanescentes territórios não-abertos do globo, externos à órbita soviética, agora confinados a não mais do que quatro ilhas isoladas, devem ser, com a menor demora possível, conquistados para o domínio em constante expansão de Bahá’u’lláh, consumando assim o mais extenso e vibrante de todos os empreendimentos lançados através dos esforços concentrados de Seus valorosos seguidores. O único terreno de Templo remanescente, destinado a ser adquirido na capital sueca, deve ser rapidamente adquirido. Os seis Hazíratu’lQuds remanescentes, alguns na América Latina, outros no continente europeu, devem também ser rapidamente estabelecidos. As dotações bahá’ís nos países ainda privados dos benefícios desta instituição divinamente nomeada devem ser imediatamente adquiridas. A tarefa de completar a tradução de literatura bahá’í aos idiomas relacionados nas provisões do Plano deve ser executada com determinação e vigor renovados.

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As Editoras Bahá’ís que ainda não se encontram estabelecidas devem ser fundadas na oportunidade mais próxima possível. A sagrada obrigação de adquirir os principais lugares históricos remanescentes no Berço da Fé, e em particular os cenários do encarceramento e martírio do Báb, deve ser cumprida tão prontamente quanto possível. A busca que agora está sendo conduzida com o propósito de identificar os lugares de repouso do Pai de Bahá’u’lláh, da Mãe e do Primo do Báb, deve ser exercida com a máxima diligência e circunspeção. A construção do Templo-Mãe da Europa, tão vital e ainda há tanto tempo atrasada, deve ser rapidamente iniciada, ao passo que um esforço paralelo deve ser exercido na África para a construção, sem demora, de uma instituição similar que o fenomenal progresso da Fé naquele continente tornou imperativo. A construção do Lar para Idosos, assinalando a inauguração da primeira das Dependências da Mais Sagrada Casa de Adoração no mundo bahá’í, deve, agora que o terreno na vizinhança do Templo foi adquirido, ser iniciada e prontamente levada em frente. O processo de incorporação das recém-formadas Assembléias Espirituais Nacionais, sejam regionais ou independentes, deve ser iniciado logo após sua formação, e deve ser continuamente estimulado com cada aumento no número destas assembléias em todos os continentes do globo. Acima de tudo, um esforço sem precedentes em sua amplitude e intensidade deve ser exercido para a rápida multiplicação de Assembléias Espirituais Locais em todos os territórios onde Assembléias Espirituais Nacionais, quer independentes ou regionais, provisórias ou permanentes, estejam para ser estabelecidas, com o propósito de ampliar e fortalecer os alicerces sobre os quais estas potentes instituições nacionais – os pilares da futura Casa Universal de Justiça – devam repousar. Atenção imediata deve ser focalizada sobre a multiplicação de tais instituições em áreas onde estas

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Assembléias Espirituais Nacionais estejam para ser estabelecidas no futuro próximo, tais como Américas do Sul e Central, Península Arábica, sudeste da Ásia, Paquistão, Alasca, Japão, Nova Zelândia, Escandinávia e Finlândia, países do Benelux, Península Ibérica e França, bem como aqueles territórios em que Assembléias Nacionais estejam para ser estabelecidas em um estágio posterior no decorrer do desdobramento da presente fase do Plano, e cujas datas de formação dependerão, em grande parte, da rapidez com que estas Assembléias Locais forem formadas. UM PRINCIPAL PONTO DECISIVO A Cruzada, na qual o exército do Senhor das Hostes tão jubilosa e confiantemente embarcou, agora se encontra em um ponto decisivo principal na história de seu maravilhoso desenvolvimento. Três anos de magníficas proezas, alcançadas para a propagação da luz de uma Fé imortal e infinitamente preciosa, e para o fortalecimento da estrutura de sua Ordem Administrativa, agora ficam para trás. Um espírito de abnegação e auto-sacrifício, tão raro que somente o espírito dos rompedores da alvorada de uma era precedente pode-se dizer tê-lo ultrapassado, tem animado consistentemente, tanto individual como coletivamente, seus participantes em cada região, de todas as classes, de ambos os sexos, e de todas as idades. Um tesouro, imenso em seu âmbito, foi desejosa e amorosamente despendido para assegurar sua execução sistemática e bem-sucedida. Já algumas almas heróicas sorveram a taça do martírio ou sacrificaram suas vidas ou foram sujeitadas a variadas provações ao combaterem por sua Causa. Suas repercussões espalharam-se a tal ponto de alarmar um elemento não insignificante entre os tradicionais e terríveis adversários de seus corajosos e consagrados executores. De fato, como ela avançou, tem elevado a intenção

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de novos inimigos de obstruir sua marcha avante e de derrotar seu propósito. Sinais premonitórios já podem ser discernidos em longínquas regiões, pressagiando a aproximação do dia em que tropas afluirão ao seu estandarte, cumprindo as predições pronunciadas há muito tempo pelo Supremo Capitão de suas forças. Diante dos olhos dos guerreiros alistados sob sua bandeira estendem-se campos de exploração e consolidação de tal vastidão que bem podem ofuscar as visões e lançar pavor nos corações de qualquer alma menos robusta que aquelas que se levantaram para identificar-se com sua Causa. As alturas que seus campeões devem escalar são em verdade formidáveis. As armadilhas que se espalham em seu caminho são ainda numerosas. A estrada que leva à vitória final e completa é tortuosa, pedregosa e estreita. Sua, entretanto, é a garantia enfática revelada pela Pena do Altíssimo – o Primeiro Impulsor das forças desencadeadas por esta Cruzada mundialmente abrangente – de que: “A quem quer que se levante para apoiar nossa Causa, Deus tornará vitorioso sobre dez vezes dez mil almas e, fosse ele crescer em seu amor por Mim, o faríamos triunfar sobre tudo o que está no céu e tudo o que está na terra.”* Vestindo a armadura de Seu amor, afivelando firmemente o escudo de Seu poderoso Convênio, montado no corcel da constância, segurando no alto a lança da Palavra do Senhor das Hostes e com inquestionável confiança em Suas promessas como a melhor provisão para sua jornada, deixem-nos volver suas faces para aqueles campos que ainda permanecem inexplorados e dirigir seus passos àquelas metas que ainda não foram atingidas, seguros de que Ele, Quem os tem conduzido a alcançar tais triunfos e a acumular tais recompensas em Seu Reino, continuará a auxiliá-los a enriquecer seu direito espiritual inato a um grau que nenhuma mente finita pode imaginar ou coração humano, perceber. *Sem referência do original.

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Lamento profundamente o passamento do ternamente amado, muito admirado, grandemente talentoso, proeminente Mão da Causa George Townshend. Sua morte no amanhecer da publicação de sua coroadora realização despoja os seguidores britânicos de Bahá’u’lláh de seu mais distinguido colaborador e a própria Fé de um de seus mais bravos defensores. Suas genuínas qualidades, sua erudição, seus desafiadores escritos, sua elevada posição eclesiástica inigualável por qualquer bahá’í no mundo ocidental, habilitamno, ao lado de Thomas Breakwell e dr. Esslemont, como um dos três luminares que irradiam esplendorosa luz sobre os anais das Comunidades Bahá’ís irlandesa, inglesa e escocesa. Sua destemida defesa da causa que ele tão ternamente amou, tão valorosamente serviu, constitui um significativo marco na história bahá’í britânica. Tão invejável posição requer tributo nacional à sua memória pelos delegados e visitantes reunidos à Convenção Bahá’í Britânica que se aproxima. Asseguro aos parentes as mais profundas e ternas condolências em dolorosa perda. Confiante de que sua recompensa seja inestimável no Reino de Abhá.

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PASSAMENTO DE GEORGE TOWNSHEND 25 de março de 1957

FALECE GEORGE TOWNSHEND; NOMEADA AGNES ALEXANDER 27 de março de 1957 Informo às Mãos e Assembléias Nacionais do mundo bahá’í o passamento ao Reino de Abhá da Mão da Causa George

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Townshend, infatigável, altamente talentoso, destemido defensor da Fé de Bahá’u’lláh. Agnes Alexander, distinguida pioneira da Fé, elevada à posição de Mão da Causa. Confiante de que sua nomeação reforçará espiritualmente a campanha de ensino simultaneamente conduzida no norte, sul e coração do Oceano Pacífico.

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EVIDÊNCIAS DA IRRESISTÍVEL MARCHA DA CRUZADA MUNDIAL Abril de 1957 Nesta hora auspiciosa que assinala ainda outro marco histórico no progresso da Comunidade dos seguidores da Fé de Bahá’u’lláh divinamente guiada, mundialmente abrangente, em constante consolidação, sinto-me mais uma vez impelido a compartilhar com os representantes eleitos da vasta maioria de seus apoiadores declarados, reunidos por ocasião da convocação das vinte e quatro Convenções Bahá’ís que estão sendo realizadas simultaneamente nos continentes americano, europeu, asiático, africano e australiano, as últimas evidências de sua irresistível marcha ao longo do caminho traçado para ela por ambos seu Fundador e o designado Centro de Seu Convênio. O ano que acaba de findar sinalizou, na hora de seu nascimento, através do surgimento de três Assembléias Espirituais Regionais nas orlas do norte, no coração e na extremidade sul do continente africano há longo tempo dormente, e prenunciando a terceira fase da Cruzada Espiritual de uma década, mundialmente abrangente, acelerou, em um grau notável, quando rememoramos os triunfos e provações que assinalaram seu curso, os dois processos paralelos de

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integração e desintegração associados respectivamente aos ascendentes destinos da infante Fé de Deus e aos decadentes destinos das instituições de uma civilização em declínio. Em verdade, quando fitamos em retrospecto mais além do passado imediato e examinamos, mesmo de um modo superficial, as vicissitudes que afligem uma sociedade crescentemente atormentada, e recordamos as tensões e pressões às quais a estrutura de uma Ordem moribunda tem sido crescentemente sujeitada, não podemos deixar de admirar o violento contraste apresentado, por uma lado, pelas evidências acumuladas do desdobramento metódico e da multiplicação ininterrupta das instituições de uma Ordem Administrativa designada a ser a precursora de uma civilização mundial, e, por outro, pelas ominosas manifestações de agudo conflito político, de agitação social, de animosidade racial, de antagonismo de classe, de imoralidade e de irreligião que proclamam, em termos nada duvidosos, a corrupção e obsolescência das instituições de uma Ordem falida. PROFECIAS PORTENTOSAS Em oposição à experiência destas aflitivas perturbações – o tumulto e as tribulações de uma era angustiante – podemos bem ponderar as portentosas profecias pronunciadas há quase oitenta anos pelo Autor de nossa Fé, assim como as terríveis predições feitas por Aquele que é o infalível Intérprete de Seus ensinamentos, todas pressagiando uma comoção universal, de uma abrangência e intensidade incomparáveis nos anais da humanidade. A violenta perturbação do equilíbrio do mundo; o tremor que se apoderará dos membros da humanidade; a transformação radical da sociedade humana; o recolhimento da Ordem atual; as mudanças fundamentais que afetam a

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estrutura de governo; o enfraquecimento dos pilares da religião; a ascensão das ditaduras; a disseminação da tirania; a queda das monarquias; o declínio das instituições eclesiásticas; o crescimento de anarquia e caos; a extensão e consolidação do Movimento da Esquerda, o atiçamento das chamas do fogo latente da discórdia racial; o desenvolvimento de máquinas de guerra infernais; o incêndio de cidades; a contaminação da atmosfera da Terra – estes se sobressaem como os sinais e agouros que devem pressagiar ou acompanhar a retributiva calamidade que, conforme decretado por Aquele que é o Juiz e Redentor da humanidade, deve, mais cedo ou mais tarde, afligir uma sociedade que, para a maior parte, e por mais do que um século, não tem dado ouvidos à Voz do Mensageiro de Deus neste dia – uma calamidade que deve purgar a raça humana da escória de suas corrupções perenes e consolidar suas partes componentes em uma Confraternidade firmemente unida, mundialmente abrangente – uma Confraternidade destinada, na plenitude do tempo, a ser incorporada na estrutura e a ser galvanizada pelas influências que espiritualizam de uma Ordem que se expande misteriosamente, divinamente designada, e a florescer, no curso de futuras Dispensações, em uma Civilização cujo igual a humanidade, em nenhum estágio de sua evolução, testemunhou. Paralelamente a este processo de progressiva deterioração nos assuntos humanos, agora visivelmente reunindo forças fora do âmbito da Fé de Bahá’u’lláh e evocando as convulsões que, em uma escala muito mais restrita, apoderaram-se de um império decadente nos séculos de abertura da era cristã, muito menos espetacular em sua manifestação, tem sido o processo de integração, como demonstrado pela crescente coesão, multiplicação e reforço dos alicerces, das instituições da Ordem Mundial Bahá’í embrionária que, agora, sob o impacto das forças liberadas pela Cruzada Espiritual Mundial, que deriva

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sua autoridade da Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’lBahá, e lançado com o expresso propósito de executar o Plano Divino legado por Ele aos Seus seguidores no anoitecer de Sua vida, está contribuindo, desapercebido por uma geração esquecida de seu Deus, e já à sombra de Sua Visitação, para a construção, lenta mas irresistivelmente, daquela Arca de salvação humana ordenada como o derradeiro refúgio de uma sociedade destinada, em sua maior parte, a ser submersa pela onda de maré dos abusos e danos que sua própria perversidade engendrou. VITÓRIA SOBRE FORÇAS ECLESIÁSTICAS O quarto ano desta Cruzada de Dez Anos, dotado de tão tremendas potencialidades, testemunhou, no Berço da Fé, e em conseqüência direta dos corajosos, concentrados e persistentes esforços exercidos pelos construtores-campeões desta Ordem Mundial embrionária que seguram no alto o estandarte da insuperável Fé nos continentes americano e europeu, e reforçado pela voz dos homens de eminência tanto no Oriente como no Ocidente e, particularmente, pelos oficiais responsáveis que ocupam altas posições em diversas agências das Nações Unidas, uma vitória sobre as forças eclesiásticas aliadas contra ela e sobre uma população determinada a extirpar sua raiz e ramo – uma vitória que deve classificar-se como uma das mais espantosas dentre aquelas conquistadas na Idade Formativa da Dispensação Bahá’í. As numerosas propriedades, servindo na maior parte como centros administrativos da Fé e espalhadas por todas as províncias daquela terra extremamente atormentada, dentre as quais se destaca a Casa do Báb em Shíráz – o lugar mais sagrado naquele país, o cenário do nascimento de Sua Revelação e o ordenado Centro de Peregrinação – foram, conforme ordens

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emitidas pelas autoridades centrais em Teerã, devolvidas aos seus proprietários, a despeito dos protestos de um clero implacável e poderoso, da agitação de uma população hostil e das importunas exigências feitas por membros proeminentes da legislatura para proscrever e anular a Fé, confiscar sua literatura, arrasar seus principais edifícios, deportar seus principais apoiadores e erradicá-la das províncias. Uma garantia firme e categórica foi dada, além disso, pelo Magistrado Superior e pelo chefe de seu Gabinete aos representantes da Comunidade Bahá’í persa, de que seu centro administrativo nacional em Teerã, juntamente com todos os seus mobiliários, livros e documentos que foram deste modo até então mantidos intactos naquele edifício, seriam restituídos. Enquanto tão conspícua vitória estava sendo registrada, por uma Fé perseguida na terra de seu nascimento, sobre as forças combinadas de seus tradicionais adversários, seus valentes porta-bandeiras estiveram, em ambos hemisférios, de acordo com seus compromissos solenes proferidos no momento da inauguração da Cruzada de Dez Anos, perseguindo sua histórica tarefa de ampliar a órbita e de consolidar as instituições de uma Ordem Administrativa que rapidamente amadurece. REALIZAÇÕES

DA

CRUZADA MUNDIAL

O número de territórios incluídos no âmbito da Fé, abrangendo todos os Estados soberanos e principais territórios dependentes do planeta, foi agora, em conseqüência deste prodigioso esforço, elevado a duzentos e cinqüenta e um, como resultado da abertura da ilha de Anticosti, ao norte do Oceano Atlântico, pelo Cavaleiro de Bahá’u’lláh, Mary Zabolotny, da chegada de um pioneiro em Ilha Mafia, próxima à costa de Tanganica, e das notícias recebidas recentemente da presença

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de alguns seguidores da Fé nas Repúblicas Soviéticas de Tadjiquistão e de Quirguízia*, quase dobrando, no período de quatro anos, o número total de territórios abertos no curso de onze décadas de história bahá’í. Dos cento e trinta e um territórios relacionados no Plano de Dez Anos, somente Spitzenbergen, Ilhas Nicobar e Arquipélago Chagos, bem como onze territórios que estão incorporados à União Soviética ou incluídos em sua órbita, restam ser abertos pelo intento da companhia de intrépidos guerreiros de ampliar os limites e disseminar em todas as direções o renome da Fé de Bahá’u’lláh. Cada simples território dos cento e vinte mencionados pelo Autor do Plano Divino em Suas memoráveis Epístolas está agora aberto à Fé de Seu Pai, proclamando a fidelidade exemplar de Seus seguidores aos mais preciosos desejos expressos pelo Centro do Convênio naquelas Epístolas. O número total de localidades em que residem seguidores do Nome Supremo, como resultado de sua disseminação sem precedentes por toda a superfície do globo, excedeu a marca de quatro mil e duzentos, representando um aumento de nada menos que mil centros no curso dos últimos dois anos. Destas localidades – focos da luz que aquece e cura de uma Revelação toda-conquistadora – mais do que cem estão agora estabelecidas na Australásia, mais de cento e dez nas Ilhas Britânicas, mais de cento e dez nos Países-Metas da Europa, mais de cento e dez no Domínio do Canadá, mais de cento e trinta na América Latina, mais de cento e trinta na Alemanha e Áustria, mais de cento e quarenta no subcontinente indiano, mais de cento e dez na área do Pacífico, mais de quinhentos e cinqüenta no continente africano, mais de novecentos e oitenta na Pérsia, mais de mil quatrocentos e sessenta nos Estados Unidos da América. O posto da Fé mais avançado ao norte agora foi empurrado para muito além do círculo polar ártico, a setenta e seis graus *Atualmente, República Quirguiz, mais conhecida como Quirguistão. [n.r.]

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de latitude, em conseqüência da chegada de William Carr, um crente canadense, em Thule, Groenlândia, um povoado situado a três graus acima da Baía Ártica, Franklin, o centro mais ao norte até agora estabelecido no mundo bahá’í. O número de Assembléias Espirituais Locais organizadas em todos os continentes do globo, constituindo o amplo e indestrutível alicerce do edifício de uma Ordem em ascensão, agora excede um milhar, um crescimento de mais que cem em um intervalo de um único ano. O número de ilhas atualmente dentro do âmbito da Fé, situadas nos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, bem como nos Mares Mediterrâneo e do Norte, é agora superior a cem, setenta e quatro das quais foram abertas desde a inauguração da Cruzada Espiritual Mundial, incluindo cinco ilhas situadas nos Oceanos Atlântico e Índico, e não relacionadas como objetivos do Plano de Dez Anos. O número de idiomas aos quais a literatura em contínua expansão da Fé foi e está sendo traduzida elevou-se a duzentos e trinta, representando um crescimento de quarenta no curso de um ano. Setenta e cinco destes idiomas estão incluídos nos noventa e um apontados no Plano de Dez Anos, enquanto sessenta e seis foram adicionados àqueles originalmente especificados nas provisões daquele mesmo Plano. Desta literatura largamente disseminada, sete livros foram recentemente presenteados por um adepto da Fé que reside em Christchurch*, na Nova Zelândia, ao oficial encarregado da Expedição Antártica Americana, para sua biblioteca, enquanto outros foram despachados, além do círculo antártico, à base da Expedição ao sul, no Canal de McMurdo, setenta e sete graus de latitude, nas costas do Mar de Ross. O número de Assembléias Espirituais incorporadas, sejam locais ou nacionais, em todos os continentes do globo, aumentou agora para cento e noventa e cinco, mais de noventa das quais *Atualmente a maior cidade localizada na ilha sul da Nova Zelândia. [n.r.]

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estão situadas nos Estados Unidos da América. Destacandose dentre aquelas que foram recentemente registradas estão as Assembléias de Berna, na Suíça, de Frankfurt, na Alemanha, de Luxemburgo, em Luxemburgo, de Brisbane, na Austrália, de Scarborough, no Canadá, de Aligarh, na Índia, de Mastung, no Paquistão, de Huncayo, no Peru, de Cochabamba, na Bolívia, de Colombo, no Ceilão, de Kuala Lumpur, na Malásia, de Asmara, na Eritréia, de Monróvia e Bomi Hills, na Libéria, das Ilhas Tuarabu, Gilbert e Ellice, de Baro-bai-Amantai, na Indonésia, e das Ilhas Simatalu Saibi, Simatalu Ulu, Sipipajet e Mentawai. Dos quarenta e nove Hazíratu’l-Quds enumerados no Plano de Dez Anos, todos, com exceção de três, foram estabelecidos, envolvendo o desembolso de mais de quinhentos e setenta mil dólares, elevando assim o valor de todos os edifícios que servem como centros administrativos da Fé em todos os continentes do globo a mais de dois milhões e meio de dólares. Dos cinqüenta e um países nos quais, de acordo com aquele mesmo Plano, são para se adquirir dotações bahá’ís nacionais no espaço de uma década, tantos quantos quarenta e nove atingiram suas metas através do desembolso de uma soma estimada em mais de cento e trinta mil dólares. O número de Estados soberanos e territórios dependentes, bem como territórios, distritos e estados federais dos Estados Unidos da América, onde a Certidão de Casamento Bahá’í é reconhecida, é atualmente superior a trinta, sendo as últimas adições o Vietnã, Ilhas Gilbert e Ellice, Indonésia e Libéria. O número de países, estados, bem como cidades dos Estados Unidos onde as Autoridades Educacionais reconheceram os Dias Sagrados Bahá’ís excede agora quarenta e cinco, dentre os quais estão incluídos Israel, Ilhas Britânicas, Samoa, Libéria, Tanganica, os estados de Victoria e South Australia. Em relação a isto, além do mais, deve ser feita menção do reconhecimento

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oficialmente estendido pelas autoridades da Prisão Agrícola H. M. Kitalya, em Uganda, aos seus recém-convertidos reclusos bahá’ís, para observarem estes mesmos Dias Sagrados. O QIBLIH

DE UMA

COMUNIDADE MUNDIAL

Na Terra Santa – o Qiblih de uma Comunidade mundial, do coração de onde continuamente fluem as energizantes influências de uma Fé vivificadora, e a sede e centro em torno do qual giram as diversificadas atividades de uma Ordem Administrativa divinamente designada – seguindo-se ao término da construção do santo Sepulcro do Báb, assinalando o encerramento do primeiro capítulo na história da evolução das instituições centrais de uma Fé mundial, um progresso marcante na elevação e estabelecimento destas instituições foi claramente perceptível. Os vinte e dois pilares remanescentes dos Arquivos Bahá’ís Internacionais – o Edifício inicial que anuncia o estabelecimento do Centro Administrativo Mundial Bahá’í no Monte Carmelo – foi erigido. A última metade das novecentas toneladas de pedra, encomendada na Itália para sua construção, alcançou seu destino, possibilitando que o exterior do edifício seja concluído, enquanto que as quarenta e quatro toneladas de telhas verdes esmaltadas, fabricadas em Utrecht, para cobrir os quinhentos metros quadrados de telhado, foram assentadas, contribuindo, o todo, em um grau sem precedentes, através de seu colorido, seu estilo clássico e graciosas proporções, e em conjunto com o Mausoléu imponente, com sua coroa dourada erguendo-se além dele, para a glória que se revela das instituições centrais de uma Fé Mundial que se aninha no coração da Montanha Sagrada de Deus. Simultaneamente a este impressionante desenvolvimento, o plano designado para assegurar a extensão e conclusão do arco que serve como uma base para a construção de futuros

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edifícios que constituem o Centro Administrativo Bahá’í Mundial foi executado com sucesso. A casa dilapidada, situada na vizinhança imediata ao Santuário de Bahá’u’lláh, recentemente adquirida da Autoridade de Desenvolvimento do Estado de Israel, por causa de suas históricas associações, foi restaurada. Além disso, foram iniciadas negociações com a mesma Autoridade para a aquisição de dois terrenos ao norte e ao sul do Santuário, com o propósito de salvaguardar seus arredores de uma extensão adicional dos novos assentamentos que brotam rapidamente na Planície de ‘Akká. Também foram dados passos para registrar as escrituras imobiliárias de um terreno de localização central e adjacente aos Arquivos Internacionais, originalmente pertencente a um rompedor do Convênio, no nome da agência israelense da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís das Ilhas Britânicas. Um golpe adicional foi desferido pelos restantes inimigos implacáveis de ‘Abdu’l-Bahá, os rompedores do Convênio de Seu Pai, que ainda vivem nas vizinhanças imediatas do mais sagrado Santuário do mundo bahá’í, através da destruição de uma fileira de abrigos ruinosos que estavam sob seu controle, mediante ordens emitidas pelas Autoridades Municipais de ‘Akká. E, por último, uma ordem de desapropriação foi publicada na Gazeta Oficial de Israel pelo Departamento do Tesouro de Israel, relacionada aos edifícios anexos ao Haram-i-Aqdas, objetivando o despejo destes mesmos inimigos do Santuário exterior ao Sepulcro de Bahá’u’lláh, seguindo-se a sua evacuação da Mansão de Bahjí após quarenta anos de ocupação, e que, quando executada, assinalará a purificação final, após mais do que sessenta e cinco anos, dos imediatos arredores do Lugar mais sagrado no mundo bahá’í. Também não posso pôr de lado este assunto relacionado ao progresso atingido no desenvolvimento das instituições internacionais bahá’ís na Terra Santa sem uma referência

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especial à contínua ampliação e embelezamento das dotações da Fé na Planície de ‘Akká e nas encostas do Monte Carmelo, cujo valor excede agora a cinco milhões e duzentos mil dólares, bem como às sempre-crescentes multidões de visitantes que acorrem aos Santuários Bahá’ís em ambos estes lugares, e particularmente ao número daqueles que adentram o Túmulo do Báb que, em um único dia, em um período de três horas, tem excedido a mil. O PLANO DE DEZ ANOS NOS ESTADOS UNIDOS Nos Estados Unidos da América, o berço e fortaleza da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, os representantes nacionais eleitos da Comunidade Bahá’í americana, atuando como os representantes da Comunidade Bahá’í Internacional, encarregados da defesa da causa de seus irmãos perseguidos no berço da Fé, têm diligenciado energicamente seus esforços através de representações feitas aos oficiais e agências das Nações Unidas em Nova York e Genebra, através de seu contato com oficiais do alto escalão do Departamento de Estado Americano e através de recursos de publicidade na imprensa americana, tudo culminando na vitória conquistada sobre os adversários da Fé, referência à qual foi feita anteriormente nestas páginas. O paisagismo da área do Templo, incluindo a operação das nove fontes, conforme imaginado por ‘Abdu’l-Bahá, foi concluído ao custo de duzentos e vinte e cinco mil dólares. O número de visitantes que, desde que a guia ao público foi instituída, afluiu às portas deste Templo-Mãe do Ocidente que agora se encontra em meio a tão atraente ambiente, superou setecentos mil, enquanto mais de três mil adentraram suas portas no decorrer de um único dia. Além disso, foi recentemente dada autorização pelo Conselho da População

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de Wilmette para a construção do Lar para Idosos, a primeira das Dependências do Mashriqu’l-Adhkár. O valor das dotações nacionais e locais pertencentes e sob o controle daquela Comunidade, cujos membros patrocinaram tão espontânea e efetivamente a causa dos perseguidos e oprimidos, e tão generosamente contribuíram para seu auxílio no passado, é atualmente quatro e meio milhões de dólares. O número de tribos ameríndias com as quais foi estabelecido contato no hemisfério ocidental – uma realização em que os membros desta Comunidade desempenharam um papel primordial – é atualmente superior a quarenta e cinco. Nada menos que dezoito tribos ameríndias estão atualmente representadas nas Comunidades Bahá’ís daquele mesmo hemisfério, principalmente como um resultado dos assíduos esforços exercidos pelos membros desta Comunidade. O número de territórios, distritos federais e Estados onde foi obtida autorização oficial para a conduta de casamentos bahá’ís é atualmente vinte e oito, enquanto o número de localidades, naquele mesmo país, onde os Dias Sagrados Bahá’ís são oficialmente reconhecidos é trinta e nove. NO CONTINENTE AFRICANO No continente africano, onde a força obtida no processo de propagação da Fé e na consolidação de suas recémnascidas instituições administrativas excedeu a média de progresso alcançado em todos os outros continentes do globo, e particularmente desde o surgimento, um ano atrás, de três Assembléias Espirituais Regionais, o número de adeptos da Fé, incluindo aqueles nas recém-abertas ilhas muito distantes das costas oriental e ocidental daquele vasto continente, é agora bem superior a três mil e quinhentos, dos quais mais de três mil são negros. O número de localidades onde residem os

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seguidores de Bahá’u’lláh é superior a quinhentos e cinqüenta. O número de tribos representadas nestas florescentes Comunidades alcançou cento e noventa e sete. O número de idiomas aos quais a literatura bahá’í foi e está sendo traduzida é superior a setenta, enquanto o número de Assembléias Espirituais Locais, que constituem a base de uma Ordem solidamente estabelecida, está aproximando-se a cento e cinqüenta. NA ÁREA DO PACÍFICO Na área do Pacífico, onde as façanhas bahá’ís prometem exceder o brilho das proezas alcançadas em qualquer outro oceano, e de fato em cada continente do globo, competindo agora com o próprio continente africano pela palma da vitória, foram tomadas medidas preliminares para a formação de nada menos que três das treze Assembléias Espirituais Nacionais e Regionais que devem ser estabelecidas no curso das festividades do Ridván deste ano. Estas três Assembléias, cujas sedes estão para ser estabelecidas no Japão, na Indonésia e no Domínio de Nova Zelândia, estão destinadas a funcionar em regiões onde predominam as raças amarela, parda e branca, e nas quais a maioria dos habitantes pertence ou à Fé budista ou muçulmana ou cristã. Em tão vasta e promissora área, abençoada pelos labores de duas Mãos da Causa de Deus, o número de localidades onde residem bahá’ís, que nos anos concludentes da Idade Apostólica da Fé mal havia atingido dez, agora se expandiu para mais de duzentos e dez, espalhadas por nada menos que quarenta ilhas. Ela já ostenta mais de mil e setecentos crentes somente da raça parda, mais do que cinqüenta Assembléias Espirituais Locais, cinco Hazíratu’lQuds nacionais, três Escolas Bahá’ís, vinte e uma Assembléias Espirituais Locais incorporadas, quatro Estados onde foram estabelecidas dotações nacionais bahá’ís, um terreno adquirido

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para seu primeiro Mashriqu’l-Adhkár projetado, três territórios em que a Certidão de Casamento Bahá’í é reconhecida e três outros onde crianças bahá’ís foram permitidas a observar os Dias Sagrados Bahá’ís, bem como a tradução de literatura bahá’í para nada menos do que cinqüenta dos idiomas correntes entre sua população indígena. Ela, além disso, orgulha-se pela iniciação de atividades de ensino em nada menos que cem das quatrocentas ilhas que constituem um de seus numerosos arquipélagos ao sul. OS TEMPLOS-MÃE

DE

TRÊS CONTINENTES

Um registro tão brilhante e diversificado de serviços à Causa de Bahá’u’lláh, em ambos hemisférios oriental e ocidental, foi notavelmente enriquecido pelos planos agora iniciados para o lançamento de um ambicioso triplo empreendimento, designado a compensar as inabilitações sofridas pela Comunidade dolorosamente atormentada dos seguidores de Sua Fé na terra de Seu nascimento, objetivando a construção, em localidades tão distantes como Frankfurt, Sydney e Kampala, dos Templos-Mãe dos continentes europeu, australiano e africano, a um custo de aproximadamente um milhão de dólares, complementando os Templos já construídos nos continentes asiático e americano. Um terço desta soma eu ofereço, alegremente e com o coração agradecido, neste auspicioso momento, uma soma que, quando adicionada aos fundos já doados para este louvável propósito, totalizando cento e quarenta mil dólares – mais de cem mil dos quais representam a munificente doação da Mão da Causa, Amelia Collins – constituirá quase metade da quantia total requerida para assegurar a consumação deste empreendimento estupendo, que marca época. Os projetos para estes Santuários sagrados a serem erguidos para a glória do Fundador de nossa Fé e dedicados à

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adoração do Deus uno e verdadeiro já foram, no caso dos Templos australiano e africano, executados pela Mão da Causa, Mason Remey, enquanto o projeto para o Templo alemão foi concluído pelo arquiteto alemão Teuto Rocholl – todos os três serão exibidos, pela primeira vez, aos delegados reunidos às treze históricas Convenções Nacionais Bahá’ís que estão sendo realizadas pela primeira vez durante o Festival de Ridván deste ano. A escavação das fundações do Templo africano foi realmente iniciada, enquanto planos e especificações estão sendo preparados por uma empresa bem conhecida em Kampala. A construção do Templo australiano, além disso, foi entregue às mãos de um confiável arquiteto de Sydney que terá concluído os desenhos e especificações detalhados até o primeiro dia do Ridván e pretende iniciar a obra nos alicerces até junho próximo e concluir a construção até março de 1959. Às Assembléias Espirituais Nacionais e Locais, mais do que mil em número, aos grupos, bem como aos indivíduos em cada continente do globo e em qualquer ilha que possam estar laborando no serviço desta gloriosa Fé, dirijo um fervoroso apelo para que se levantem, agora que a prodigiosa tarefa da aquisição de mais do que quarenta Hazíratu’l-Quds nacionais e do estabelecimento de dotações nacionais bahá’ís em aproximadamente cinqüenta países foi triunfantemente consumada e apresentem, nesta hora em que a Cruzada Espiritual global acaba de transpor a terça parte do caminho, a mesma solidariedade, generosidade, tenacidade e determinação que têm demonstrado consistentemente desde sua inauguração há quatro anos, que asseguraram o sucesso de alguns dos mais árduos empreendimentos lançados sob o Plano de Dez Anos e que, nas décadas que precedem sua inauguração, conduziram a um glorioso auge a tarefa de erigir os dois primeiros Mashriqu’l-Adhkárs do mundo bahá’í.

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CAVALEIROS

DE

BAHÁ’U’LLÁH

E

HERÓICOS PIONEIROS

Um tributo especial, eu sinto, deve ser prestado, nesta avaliação de realizações bahá’ís mundialmente abrangentes, ao heróico conjunto de pioneiros, e particularmente à companhia dos Cavaleiros de Bahá’u’lláh, que, como resultado de seus indomáveis espírito, coragem, constância e abnegação, atingiram, no curso de quatro breves anos, em tantos dos territórios virgens recém-abertos de Sua Fé, uma medida de sucesso que em muito excede as expectativas mais otimistas. Tamanho sucesso, refletido em ambos, a força numérica destes territórios e a amplitude e solidez das realizações dos cruzados bahá’ís responsáveis pela sua abertura e desenvolvimento, ultrapassou em um grau inacreditável as metas estabelecidas para eles sob o Plano de Dez Anos. A Uganda, aberta na véspera da Cruzada Global, onde o número dos declarados adeptos da Fé ultrapassou agora a marca de mil e cem, e o número de centros bahá’ís excede cento e oitenta, às Ilhas Gilbert e Ellice, e à Gâmbia, onde o número de crentes alcançou quinhentos e trezentos, respectivamente, devem ser acrescentadas as Ilhas Mentawai, onde bahá’ís adultos contam agora mais de mil e cem; Camarões Britânicos, com quase trezentos bahá’ís adultos; Maurícias, com mais de setenta; Basutolândia, com mais de cinqüenta; Ruanda-Urundi e as Seychelles, com mais de trinta cada; Marrocos Espanhol, Ilha Reunião, Camarões Franceses, Togolândia Britânica, Togolândia Francesa, Sikkim, as Ilhas Canárias, Guiana Britânica, Ilhas de Cabo Verde, Protetorado Ashanti, Suazilândia, Rodésia do Sul, cada um com mais de vinte; e Key West, África Equatorial Francesa, Ilhas Cook, Ilhas Baleares, Somália Francesa, Somália Italiana, Chipre, Zona Internacional de Marrocos, Ilhas Samoa, Ilhas Mariana, Ilhas New Hebrides, Ilhas Salomão, Timor Português,

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Bechuanalândia, Protetorado dos Territórios do Norte, Ilhas Bahamas e Brunei, cada uma com dez a vinte. CONFERÊNCIAS

E

INSTITUTOS

Também não se deve omitir referência nestas páginas às conferências e institutos surpreendentemente numerosos que têm sido organizados, no curso dos últimos doze meses, pelos empreendedores, infatigáveis e vigilantes membros das Comunidades Bahá’ís em várias partes do mundo, suplementando as múltiplas atividades realizadas com vigor tão esplêndido no decorrer da execução do Plano de Dez Anos. Uma mera enumeração destes institutos e conferências servirá para revelar sua diversidade e abrangência, e demonstrará a determinação com que seus organizadores e participantes estão desincumbindo-se de sua obrigação primária de propagar sua Fé: A primeira Conferência de Ensino do Sudeste da Ásia em Jacarta, Indonésia; a primeira Conferência de Ensino de Toda Taiwan, em Tainan; a Conferência Coreana de Verão e Inverno, em Kwangju; a Conferência de Ensino Indochinesa, em Saigon; a Conferência Nacional de Ensino do Japão, em Kyoto; a primeira Conferência de Ensino Ameríndia, norte do Arizona, a Conferência de Ensino Ameríndia, em Los Angeles, Califórnia; a Conferência Nacional de Ensino do Alasca, em Fairbanks; a Conferência de Ensino de Todo Havaí, em Honolulu; a Conferência de Verão do Oeste do Canadá, em Banff, a Conferência de Ensino Marítima em Charlottetown, Ilha de Prince Edward; a Conferência de Ensino em Beaulac, Canadá; a Conferência de Ensino Francesa em MentoneGaravan; a terceira Conferência de Ensino Italiana, em Roma; a terceira Conferência de Ensino Suíça, na Basiléia; a Conferência de Ensino em Romanshorn; a Conferência de Ensino em Neuchâtel; as Conferências de Ensino Ibéricas;

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em Barcelona; a primeira Conferência de Ensino Austríaca, em Gosau; a Conferência de Ensino em Frankfurt; a Convenção Regional em Stuttgart; a Conferência de Ensino em Estocolmo; as Conferências Regionais de Ensino de Benelux, em Bruxelas e Haia; a Conferência de Ensino Nórdica, em Moss, Noruega; as Conferências de Ensino do Noroeste, em Liverpool, Blackpool e Manchester; a Conferência de Ensino do Interior, em Birmingham; as Conferências de Ensino do Sudeste, em Londres e Reading; as Conferências de Ensino Escocesas, em Edimburgo e Glasgow; a Conferência de Ensino da Irlanda do Norte, em Belfast, a Conferência de Ensino do Nordeste, em Leeds; as Conferências de Ensino do Sudoeste, em Portcawl, Torquay e Cardiff; a Conferência de Ensino do Norte da Ilhas Britânicas, em Lerwick, Ilhas Shetland; a Conferência de Ensino do Sul da Índia, em Bangalore; a Conferência de Ensino do Paquistão, em Karachi; a Conferência de Ensino do Estado de Austrália do Sul, em Adelaide; a Conferência de Ensino Regional de Nova Gales do Sul, em Sydney; o Instituto de Ensino PósConvenção Australiano, em Sydney; a Conferência de Ensino da Nova Zelândia, em Wellington; a Conferência Regional de Ensino da Nova Zelândia, em New Plymouth; a Conferência Regional de Ensino em Hobart, Tasmânia; a Conferência de Ensino das Ilhas Canárias, em Lãs Palmas; a primeira Conferência de Ensino Colombiana, em Bogotá; a Conferência de Ensino Peruana, em Lima; a primeira Conferência de Ensino Mexicana, na Cidade do México; a Conferência de Ensino Cubana, em Havana; a Conferência de Ensino Haitiana, em Porto Príncipe; a Conferência de Ensino Hondurenha, em Honduras; a Conferência de Ensino Guatemalteca, na Cidade da Guatemala; a Conferência de Ensino Dominicana, em Ciudad Trujillo; a Conferência de Ensino Jamaicana, em Kingston; a Conferência de Ensino de El Salvador, em Santa

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Ana; a Conferência de Ensino Nicaragüense, em Manágua; a Conferência de Ensino Costarriquenha, em San Jose; a Conferência de Ensino Panamenha, na Cidade do Panamá; o Instituto de Estudo Anual do Brasil, em Rezende; as Conferências de Ensino dos Camarões Britânicos, em Mutengere, bem como um grande número de conferências e institutos similares realizados por todos os Estados Unidos, numerosos demais para se mencionar. A estas realizações altamente louváveis, em que tomou parte nos anos recentes um crescente número de promotores da Fé de Bahá’u’lláh, sejam instrutores ou administradores, deve ser acrescentada uma lista ainda mais impressionante de empreendimentos, nenhum deles especificado como parte do Plano de Dez Anos, e que corajosos apoiadores de Sua Causa, guiados por um irresistível impulso de ampliar ainda mais seus limites, multiplicar seus recursos, consolidar seus alicerces e propalar mundo afora sua fama, iniciaram e conduziram em um compasso firmemente acelerado desde o lançamento da Cruzada Espiritual Mundial. De fato, a multiplicidade, variedade, abrangência e significância destes empreendimentos impeliram-me a tabulálos e registrá-los para a posteridade em um mapa especialmente preparado, designado a apresentar graficamente as realizações que suplementam as tarefas já desempenhadas na prossecução das provisões do Plano de Dez Anos. Uma simples narração destas vitórias adicionais conquistadas em tão rápida sucessão, sobre um campo tão vasto, pela companhia dos cruzados de Bahá’u’lláh, demonstrará amplamente o inextinguível entusiasmo, nada menor do que a inflexível resolução e a ilimitada devoção, animando Seus seguidores na persecução de sua elevada vocação.

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DINÂMICO PODER

DA

A abertura dos Estados soberanos de Laos e de Camboja e das ilhas de Trinidad, Corisco, Fernando Pó, Pemba e Máfia; a aquisição de terrenos para a construção dos futuros TemplosMãe da Argentina, do Brasil e da Líbia; a soma recentemente alocada para a compra de um terreno para a construção do primeiro Mashriqu’l-Adhkár das Ilhas Britânicas; o lançamento dos empreendimentos gêmeos de ampla projeção designados a culminar no estabelecimento dos Mashriqu’l-Adhkárs da África e da Australásia; a fundação de Escolas Bahá’ís nas Ilhas New Hebrides, nas Ilhas Mentawai e nas Ilhas Gilbert e Ellice; o estabelecimento de cemitérios bahá’ís na Líbia, Burma e Tanganica; a formulação de planos suplementares pelas recém-formadas Assembléias Espirituais Regionais na África e pelas Comunidades Bahá’ís das Seychelles e do Sudão; a aquisição de terreno para as Escolas de Verão Bahá’ís do Egito, do Iraque e do Chile; o estabelecimento de dotações bahá’ís nas Ilhas Aleutas, em Suazilândia, nas Ilhas Mentawai, Marrocos Espanhol, em Basutolândia e na Libéria; a aquisição de Hazíratu’l-Quds Local em Gâmbia, nas Ilhas Aleutas, em Uganda, em Marrocos Espanhol, em Camarões Britânicos, na Argélia e em Marrocos Francês; a tradução de literatura bahá’í para trinta e um idiomas africanos, sete ameríndios e vinte e oito variados; a compra de lugares históricos bahá’ís na cidade de Adrianópolis; a fundação de um Instituto Cultural Indígena em Chichicastenango, Guatemala; a transferência dos restos mortais do infante filho do Báb de uma mesquita em Shíráz para o cemitério bahá’í naquela cidade – estes proclamam, em termos nada duvidosos, a esplêndida iniciativa e o poder dinâmico da fé dos portadores do Evangelho do Novo Dia, bem como sua inexorável determinação de exceder, por todos os meios em seu poder, as fronteiras de suas

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prescritas obrigações e responsabilidades assumidas sob o Plano de Dez Anos, e a aumentar, mediante cada canal aberto para eles e sobre tão ampla extensão quanto suas circunstâncias permitirem, sua quota de serviço na tarefa coletiva que atualmente se executa com tão exemplar heroísmo, sobre a inteira superfície do planeta, para o triunfo mundialmente abrangente da Causa de Bahá’u’lláh e a redenção final de toda a humanidade. SOLENE RENOVAÇÃO

DE

DEDICAÇÃO

Ternamente amados amigos: A abertura do segundo ano da terceira fase de uma Cruzada de dez anos de duração, assinalando a passagem de um pouco mais do que um terço de sua duração; coincidindo com o encerramento de um período que se tornou memorável pela realização de tantas de suas metas, assim como por uma sucessão de vitórias conquistadas em campos além de seu escopo; significativamente prenunciado pelo surgimento de nada menos do que treze Assembléias Espirituais Nacionais e Regionais em quatro continentes, com uma jurisdição abrangendo mais do que quarenta territórios do globo, em cujas eleições mais de trezentos delegados representando mais de cento e trinta Comunidades locais participarão; e à inauguração das quais presidirão nada menos do que treze Mãos da Causa – a abertura de um ano tão auspicioso deve ser distinguida por uma solene renovação de dedicação por parte de todos que estão participando deste empreendimento colossal, mundialmente abrangente, e, de fato, pela inteira companhia daqueles que professam a Fé de Bahá’u’lláh – uma dedicação que, como o ano que segue seu curso, será refletida em atos cujo esplendor eclipsará as brilhantes façanhas alcançadas desde a inauguração da Cruzada e, em verdade, desde o princípio da Idade Formativa da Dispensação Bahá’í.

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A proeminente tarefa de ensinar a Fé às multidões que consciente ou inconscientemente têm sede da curadora Palavra de Deus neste dia – uma tarefa tão terna ao coração de ‘Abdu’l-Bahá; ao mesmo tempo tão sagrada, tão fundamental e tão urgente; primariamente envolvendo e desafiando cada simples indivíduo; o alicerce sobre o qual devem repousar a solidez e a estabilidade das crescentes instituições de uma Ordem ascendente – a tal tarefa deve, no curso deste ano, ser conferida prioridade sobre todas as outras atividades bahá’ís. O próprio Bahá’u’lláh, revelando o segredo do sucesso para a propagação de Sua Fé, declarou: “Se se levantarem para promover Minha Causa, deverão comover-se com o alento dAquele que é o Absoluto e difundi-la em toda parte da Terra com alta resolução, com as mentes nEle inteiramente concentradas, com corações que estejam completamente independentes e desprendidos de todas as coisas e com almas santificadas do mundo e de suas vaidades. Incumbe-lhes escolher a confiança em Deus como a melhor provisão para sua jornada e vestir-se do amor de seu Senhor, o Excelso, o Todo-Glorioso. Se assim fizerem, suas palavras haverão de influenciar os seus ouvintes.”* TAREFAS

PARA O

ANO CORRENTE

O histórico trabalho iniciado às custas de tamanho sacrifício em mais do que uma centena de territórios do globo deve não somente ser zelosamente salvaguardado como também continuamente expandido e sabiamente consolidado. Um esforço determinado deve ser realizado para assegurar, tão rapidamente quanto possível, o restabelecimento dos territórios que os pioneiros bahá’ís foram forçados a abandonar e a *Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh. pp. 153-4.

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abertura das três ilhas virgens situadas no Mar do Norte e no Oceano Índico, bem como das seis repúblicas da União Soviética e dos cinco territórios incluídos na órbita soviética. Particular atenção deve ser prestada à tarefa integralmente importante de ampliar e consolidar as bases das recémformadas Assembléias Espirituais Nacionais e Regionais, como uma preliminar essencial à formação daquelas adicionais designadas a suportar a estrutura de uma Ordem Administrativa em constante expansão. Simultaneamente à aceleração no processo de conversão individual, a necessidade igualmente premente de salvaguardar Assembléias Espirituais Locais da dissolução e de aumentar rapidamente seu número deve ser mantida em mente, de forma contínua, como o meio mais eficaz para o fortalecimento da base estrutural da Ordem Administrativa da Fé. Complementando esta louvável tarefa, vigorosos esforços devem ser exercidos para o propósito de multiplicar os grupos e isolados centros existentes em todos os continentes do globo, assegurando deste modo o alcance antecipado da meta de cinco mil centros bahá’ís nos hemisférios oriental e ocidental. Os três Hazíratu’l-Quds remanescentes, as duas últimas dotações nacionais, o terreno do Templo remanescente, devem, a despeito dos presentes obstáculos e das complicações que têm surgido, ser rapidamente adquiridos, enquanto o inesperado revés na compra do terreno do Templo em Frankfurt deve ser superado. A importante dupla tarefa de traduzir e de publicar literatura bahá’í, constituindo um aspecto tão vital do Plano, deve ser diligentemente perseguida e rapidamente concluída. A construção do Lar para Idosos – uma instituição designada a inaugurar as Dependências do Templo-Mãe do Ocidente – deve ser iniciada sem mais demora. Ao processo de incorporar Assembléias Espirituais Locais firmemente fundamentadas, bem como Nacionais e Regionais recém-formadas, deve ser dado um ímpeto sem precedentes

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em cada continente do globo. A obrigação não menos essencial de estabelecer as Editoras Bahá’ís remanescentes deve ser de igual modo cumprida. Vigorosos esforços devem ser exercidos para vindicar o caráter independente da Fé Bahá’í mediante a obtenção do reconhecimento por autoridades civis, em tantos países, estados e localidades quanto possível, de ambos, a Certidão de Casamento Bahá’í e dos Dias Sagrados Bahá’ís. Tampouco deve ser poupado qualquer esforço, por mais severo o desafio, para assegurar a aquisição e a preservação para a posteridade dos poucos lugares históricos remanescentes no Berço da Fé, e particularmente aqueles associados ao encarceramento e execução de seu Arauto no Ádhirbáyján. O projeto igualmente meritório de transferência dos restos mortais do Pai de Bahá’u’lláh, da mãe e do primo do Báb para o cemitério bahá’í nas vizinhanças da Casa Excelsa deve receber a atenção contínua e devotada daqueles sobre os quais esta sagrada responsabilidade primariamente recai. Em particular, um esforço determinado deve ser feito, agora que nada menos que nove das quinze repúblicas que constituem a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas estão incluídas no âmbito da Fé, e especialmente por aquelas Comunidades Bahá’ís situadas na periferia deste vasto território, para estabelecer um núcleo, por menor que seja, em cada uma das seis repúblicas remanescentes, todas as quais limitadas agora ao continente europeu, bem como em cada uma das duas ilhas e dos três satélites incluídos na órbita soviética, contribuindo deste modo decisivamente para a consumação de um dos mais desafiadores objetivos desta Cruzada mundialmente abrangente. Suplementando estas múltiplas e prementes obrigações que os audaciosos executores desta vasta Cruzada estão agora cumprindo de forma tão nobre, com recursos tão modestos e não obstante a pequenez de seus números, sobre uma porção

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tão grande do globo e em um estágio tão turbulento nos afazeres da humanidade, é a obrigação não menos vital assegurar, mediante uma demonstração ainda mais espetacular da solidariedade e do auto-sacrifício bahá’ís mundialmente abrangentes, o meio pelo qual os três monumentais Edifícios, cada um designado a servir como uma casa para o Espírito de Deus que neles habita e um tabernáculo para a glorificação de Seu designado Mensageiro neste dia, possam, sem qualquer interrupção, ser erguidos e dedicados, nos continentes europeu, africano e australiano, e contribuir sua porção às celebrações mundiais do Centenário em cuja direção cada coração bahá’í está ansiosamente concentrando-se. Grandes são os progressos que já foram alcançados e fenomenal o sucesso conseguido pelos executores de uma Cruzada abençoada três vezes – uma Cruzada tão intimamente associada às Epístolas do Plano Divino de ‘Abdu’l-Bahá que marcam época, utilizando como seus instrumentos as instituições laboriosamente erigidas de uma Ordem Administrativa divinamente designada, funcionando eficazmente, e que liga, à medida que avança, dois centenários históricos comemorando o Nascimento e a Declaração da Missão do Fundador de nossa Fé. As tarefas que ainda restam a serem cumpridas, entretanto, são verdadeiramente formidáveis. Acima de tudo, a frente doméstica, que deve servir como uma base e atuar como um reservatório para o suprimento de um fluxo constante de pioneiros e recursos para as múltiplas operações organizadas de uma Cruzada que se expande continuamente e que, infelizmente, em diversos países distinguidos por um destacável registro de serviço à Fé de Bahá’u’lláh, foi declinando progressivamente, deve, a qualquer custo e dentro do menor tempo possível, ser revitalizada, ampliada e consolidada. Mais do que nunca, sua capacidade de trabalho deve aumentar rapidamente, o mecanismo

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administrativo que utiliza e com a qual ela conta para a execução eficaz de sua Missão deve ser assiduamente aperfeiçoado e, o mais importante de tudo, sua força motriz espiritual deve ser constantemente reforçada mediante uma compreensão mais firme pelos indivíduos, responsáveis enfim por seu progresso, das realidades distintivas e objetivos fundamentais de sua Fé, mediante uma dedicação mais plena à sua gloriosa Missão e através de uma comunhão mais íntima com seu Espírito animador. O APELO DO GUARDIÃO A TODOS OS BAHÁ’ÍS À medida que encerro esta revisão das magníficas façanhas já realizadas no decorrer de tantas campanhas pela heróica companhia dos guerreiros de Bahá’u’lláh batalhando em Seu Nome e por Seu auxílio para a purificação, a unificação e a espiritualização de uma sociedade moral e espiritualmente falida, agora pairando à beira da autodestruição, apelo por uma renovada dedicação, neste momento crítico nos destinos da humanidade, por parte da inteira companhia de meus irmãos espirituais em cada continente do globo, aos elevados ideais da Causa que desposaram, bem como à imediata realização das metas da Cruzada em que embarcaram, estejam eles ou não em serviço ativo, de ambos os sexos, sejam jovens ou idosos, ricos ou pobres, quer veteranos ou recém-registrados – uma dedicação recordativa das promessas que os rompedores da alvorada de uma Idade Apostólica anterior, reunidos na Conferência de Badasht e diante de questões de uma natureza diferente mas igualmente desafiadora, fizeram desejosa e solenemente para a execução da tarefa coletiva com que foram confrontados. Possa esta Cruzada, em que os privilegiados herdeiros e presentes sucessores dos heróis da Idade Primitiva de nossa

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Fé embarcaram tão auspiciosamente, produzir, à medida que se apressa ao seu ponto mediano, uma colheita tal que assombrará seus executores, surpreenderá o mundo como um todo e suscitará da Fonte no alto uma medida de força celestial adequada para assegurar sua triunfante consumação.

! VITÓRIA QUE MARCA ÉPOCA, CONQUISTADA SOBRE ROMPEDORES DO CONVÊNIO Cabograma, 3 de junho de 1957

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Com sentimentos de profundo contentamento, exultação e gratidão, anuncio no amanhecer do sexagésimo quinto Aniversário da Ascensão de Bahá’u’lláh, notável vitória, que marca época, conquistada sobre a ignóbil companhia de rompedores de Seu Convênio que, no curso de mais de seis décadas, se entrincheirou nos recintos do Sacratíssimo Santuário do mundo bahá’í, provocando, através de atos de manifesta hostilidade e engenhosas maquinações, em aliança com inimigos externos sob três sucessivos regimes, a ira do próprio Senhor do Convênio, incorrendo na imprecação do Concurso no alto, e enchendo de inexprimível agonia o coração de ‘Abdu’l-Bahá. A ordem de desapropriação emitida pelo governo de Israel, mencionada na recente Mensagem da Convenção, relativa a toda a propriedade possuída pelos rompedores do Convênio dentro do Haram-i-Aqdas, recentemente contestada por estes mesmos inimigos mediante apelo à Suprema Corte de Israel, agora confirmada através de decisão adversa recém-anunciada pela mesma Corte, capacitando as autoridades civis a fazer cumprir a decisão original e proceder ao despejo dos desprezíveis remanescentes dos adversários outrora temíveis

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que, tanto na Terra Santa como além de seus confins, labutaram tanto e tão assiduamente para arrebentar os alicerces da Fé, solapar sua lealdade e causar uma permanente rachadura nas fileiras de seus apoiadores. Este golpe final, despedaçador e humilhante ao extremo, pode bem ser considerado como a culminação na longa série de reveses sofridos por estes mesmos inimigos implacáveis, marcada pelo repúdio de suas reivindicações absurdas seguintes ao Passamento de Bahá’u’lláh, pela esmagadora maioria de Seus seguidores, do leste e oeste; pela abjeta falha de ‘Abdu’l-Hamíd, bem como da notória Comissão de Inquérito, de banir ‘Abdu’l-Bahá para Fezzan; pela ignominiosa derrota do Comandante Supremo turco, o cruel, jactancioso Jamál Páshá, seguinte à sua ameaça de crucificar o Centro do Convênio do lado de fora do portão principal da cidadefortaleza de ‘Akká; pela aquisição do local para a construção do Sepulcro do Báb; pela restituição das chaves do Sacratíssimo Túmulo e o reconhecimento, pelas autoridades britânicas, do direito da Comunidade Mundial Bahá’í de administrar os Santuários Bahá’ís; pelo estabelecimento das dotações bahá’ís internacionais no Monte Carmelo; pela formação dos ramos palestinos das Assembléias Nacionais Bahá’ís; pela exumação do Irmão e da Mãe de ‘Abdu’l-Bahá e re-enterro nas vizinhanças do local de repouso do Báb; pela evacuação da Mansão de Bahjí por estes mesmos adversários, após quarenta anos de ocupação; pela morte, em circunstâncias aflitivas, do próprio arqui-rompedor do Convênio; pela ignominiosa fuga de seus inescrupulosos adeptos às vésperas dos distúrbios que sacudiram a Terra Santa em anos recentes; pelas mortes, com a dramática rapidez deste mesmo tenente, de seus parentes e mais íntimos associados; pela intervenção do governo israelense, negando a competência das cortes civis de adjudicar o caso trazido pelos remanescentes destes

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mesmos rompedores do Convênio e a subseqüente autorização emitida pelo primeiro-ministro e ministro de Assuntos Externos para demolir o edifício em ruínas próximo à vizinhança do Túmulo de Bahá’u’lláh; finalmente, pela extinção da vida do principal instigador nos planos diabólicos dirigidos durante o curso de três décadas contra ‘Abdu’l-Bahá. A implementação desta ordem, finalmente, purificará o Santuário Externo do Qiblih do mundo bahá’í da poluição que macula o íntegro nome da Fé e abrirá caminho à adoção e execução de medidas preliminares designadas a anunciar a construção, em futuras décadas, do imponente, condizente Mausoléu designado a entesourar o pó mais sagrado que a Terra jamais recebeu em seu seio. Compartilhem o anúncio com as Mãos da Causa e todas as Assembléias Nacionais.

! CHAMADO ÀS MÃOS DA CAUSA E ASSEMBLÉIAS NACIONAIS Cabograma, 4 de junho de 1957 A Instituição das Mãos da Causa, divinamente designada, investida, em virtude da autoridade conferida pelo Testamento do Centro do Convênio, com as funções gêmeas de proteger e propagar e Fé de Bahá’u’lláh, agora adentra nova fase no processo do desdobramento de sua sagrada missão. À sua responsabilidade recém-assegurada de auxiliar Assembléias Espirituais Nacionais do mundo bahá’í no propósito específico de executar efetivamente a Cruzada Espiritual Mundial, a obrigação primária de zelar e assegurar proteção à Comunidade Mundial Bahá’í, em íntima colaboração com estas mesmas Assembléias Nacionais, é agora acrescentada.

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Recentes eventos, a triunfante consumação de uma série de empreendimentos históricos, tais como a construção da superestrutura do Sepulcro do Báb, a consagração do TemploMãe do Ocidente, as celebrações mundiais do Ano Santo, a convocação de quatro Conferências de Ensino Intercontinentais lançando a Cruzada de Dez Anos, a dispersão sem precedentes de seus valorosos executores sobre a face do globo, o extraordinário progresso das campanhas da África e do Pacífico, a elevação da Ordem Administrativa na Península Arábica no coração do mundo islâmico, a derrota dos poderosos antagonistas no Berço da Fé, a construção dos Arquivos Internacionais, anunciando o estabelecimento da sede da Ordem Administrativa Mundial na Terra Santa, serviram para inflamar a inextinguível animosidade de seus oponentes muçulmanos, ergueu um novo grupo de adversários no aprisco cristão e instigou inimigos internos, antigos e novos rompedores do Convênio, a novas tentativas de reprimir a marcha da Causa de Deus, deturpar seu propósito, romper suas instituições administrativas, refrear o zelo e solapar a lealdade de seus apoiadores. Evidências de crescente hostilidade externa, persistente maquinação interna, pressagiando horrendas disputas destinadas a enfileirar o Exército de Luz contra as forças de escuridão tanto seculares como religiosas, preditas em inequívoca linguagem por ‘Abdu’l-Bahá, necessitam, neste momento crucial, de uma associação mais estreita das Mãos dos cinco continentes e dos corpos dos representantes eleitos das Comunidades Bahá’ís nacionais no mundo todo para investigação conjunta das execráveis atividades de inimigos internos e a adoção de medidas sábias, eficazes, para contrabalançar seus esquemas traiçoeiros, proteger a massa dos crentes e deter a disseminação de sua influência nociva.

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Apelo às Mãos e às Assembléias Nacionais, em cada continente separadamente, a estabelecerem doravante contato direto e deliberarem, sempre que factível, tão freqüentemente quanto possível, a trocarem relatórios a serem submetidos pelos seus respectivos Corpos Auxiliares e comitês nacionais, a exercerem incansável vigilância e executarem inabalavelmente suas sagradas, inescapáveis obrigações. A segurança de nossa preciosa Fé, a preservação da saúde espiritual das Comunidades Bahá’ís, a vitalidade da fé de seus membros individuais, o funcionamento adequado de suas instituições laboriosamente erigidas, a realização de seus empreendimentos mundiais, o cumprimento de seu destino final, todos dependem diretamente da condizente execução das pesadas responsabilidades que repousam agora sobre os membros destas duas instituições que ocupam, com a Casa Universal de Justiça, ao lado da Instituição da Guardiania, a primeira posição na hierarquia administrativa divinamente ordenada da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh.

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RESTITUIÇÃO DE PROPRIEDADES BAHÁ’ÍS NA PÉRSIA Cabograma, 8 de junho de 1957 Regozijo-me ao anunciar ainda outra vitória conquistada no Berço da Fé, que rapidamente sucede à esmagadora derrota sofrida recentemente pelos rompedores do Convênio na Terra Santa. Hazíratu’l-Quds nacionais em Teerã foram devolvidos, completando deste modo a restituição de propriedades bahá’ís confiscadas pela instigação de tradicionais inimigos na terra natal de Bahá’u’lláh.

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TRANSFERIDOS OS RESTOS MORTAIS DE MÍRZÁ BUZURG 17 de julho de 1957

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Informo às Mãos e Assembléias Nacionais a transferência dos restos mortais de Mírzá Buzurg, assinalando realização de ainda outro importante objetivo da Cruzada. Aconselho evitarem publicidade.

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PURIFICAÇÃO DO HARAM-I-AQDAS Cabograma, 6 de setembro de 1957 Anuncio às Mãos e a todas Assembléias Nacionais que em seguida à perda da apelação à Suprema Corte, a ordem de desapropriação do governo foi implementada, resultando na completa evacuação do restante dos rompedores do Convênio e na transferência de todos os seus pertences dos recintos do Sacratíssimo Santuário, e a purificação do Haram-i-Aqdas, após seis longas décadas, de qualquer sinal de sua contaminação. A caminho, medidas para efetuar a transferência de escrituras imobiliárias da propriedade evacuada para a triunfante Comunidade Bahá’í.

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ANÚNCIO DE SÉRIE DE CINCO CONFERÊNCIAS INTERCONTINENTAIS E NOMEAÇÃO DE OITO MÃOS DA CAUSA ADICIONAIS Outubro de 1957 Na ocasião do quinto aniversário da abertura do memorável Ano Santo associado às celebrações do Centenário do

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nascimento da Missão de Bahá’u’lláh no Síyáh-Chál de Teerã – um aniversário que cai a apenas poucos meses antes da Cruzada Espiritual global de uma década, na qual embarcou a inteira companhia de Seus seguidores, terá alcançado seu ponto mediano – sinto-me movido a anunciar a convocação de uma série de Conferências Intercontinentais, cinco em número, a serem realizadas sucessivamente em Kampala, Uganda, no coração do continente africano; na cidade de Sydney, o mais antigo centro bahá’í estabelecido nas Antípodas; em Chicago, onde o nome de Bahá’u’lláh foi publicamente mencionado pela primeira vez no mundo ocidental; na cidade de Frankfurt, no coração do continente europeu; e em Jacarta, a capital da República da Indonésia. Estas históricas reuniões, que relembrarão em alguns de seus aspectos as quatro sensacionais Conferências que comemoraram o centésimo aniversário da inauguração da Revelação Bahá’í, devem ser realizadas respectivamente nos meses de janeiro, março, maio, julho e setembro, sob os auspícios da Assembléia Espiritual Regional dos Bahá’ís da África Central e Oriental, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís da Austrália, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos da América, a Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís de Alemanha e Áustria, e a Assembléia Espiritual Regional dos Bahá’ís do Sudeste da Ásia. Elas devem ser convocadas pelos coordenadores das acima mencionadas Assembléias Espirituais Nacionais e Regionais para o quíntuplo propósito de oferecer humilde agradecimento ao Autor Divino de nossa Fé, Quem graciosamente tem capacitado Seus seguidores, durante um período de profunda ansiedade e em meio à confusão e às incertezas de uma fase crítica nos destinos da humanidade, a prosseguirem ininterruptamente o Plano de Dez Anos formulado para a

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execução do Grande Projeto concebido por ‘Abdu’l-Bahá; de rever e celebrar a série de notáveis vitórias conquistadas tão rapidamente no curso de cada uma das campanhas desta Cruzada mundialmente abrangente; de deliberar sobre meios e modos que assegurarão sua triunfante consumação; e de fornecer simultaneamente um poderoso ímpeto, ao mundo todo, para o processo vital de conversão individual – o preeminente propósito subjacente ao Plano em todas suas ramificações – e para a construção e conclusão dos três Templos-Mãe a serem construídos nos continentes europeu, africano e australiano. AVANÇO FENOMENAL ALCANÇADO

NA

CRUZADA MUNDIAL

Os avanços fenomenais realizados desde a inauguração desta Cruzada globalmente abrangente, no curto espaço de menos de cinco anos, eclipsam – se pararmos para ponderar o escopo e a significação dos recentes desenvolvimentos – tanto em número como em qualidade das façanhas alcançadas pelos seus executores, qualquer empreendimento coletivo anterior realizado pelos seguidores da Fé, a qualquer tempo e em qualquer parte do mundo, desde o encerramento da época inicial e mais turbulenta da Idade Heróica da Dispensação Bahá’í. O aumento do número de centros bahá’ís – focos e eixos de ensino bahá’í e atividade administrativa – por todo o globo, de dois mil e quinhentos para quatro mil e quinhentos; do número de países, tanto Estados soberanos como territórios dependentes, incluídos no seio da Fé, de cento e vinte e oito para duzentos e cinqüenta e quatro; e do número de Assembléias Espirituais Bahá’ís Nacionais e Regionais – precursoras da Casa Universal de Justiça – de doze para vinte e seis; a substancial multiplicação de Assembléias Espirituais Locais Bahá’ís – constituindo a base de uma crescente Ordem

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Administrativa – por todos os cinco continentes, cujo número ultrapassou agora a marca de mil; o fincamento da bandeira da Fé em mais de setenta ilhas situadas nos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, bem como nos Mares Mediterrâneo e do Norte; o estabelecimento de seu posto avançado no extremo norte, além do círculo ártico, na longínqua Thule, Groenlândia; a ereção e conclusão, na própria Terra Santa, a um custo superior a um quarto de milhão de dólares, dos Arquivos Internacionais Bahá’ís, anunciando o surgimento, em sua plenitude, da sede da embrionária Ordem Mundial de Bahá’u’lláh nas encostas do Monte Carmelo e voltada para o Qiblih do mundo bahá’í; a ampliação da extensão das dotações internacionais bahá’ís nas cidades gêmeas de ‘Akká e Haifa, que constituem o Centro Mundial da Fé, até que seu presente valor possa ser estimado em mais de cinco milhões e meio de dólares; uma correspondente expansão de dotações nacionais bahá’ís na Grande República do Ocidente – o baluarte da Ordem Administrativa Bahá’í – cujo valor está rapidamente se aproximando a cinco milhões de dólares, e de propriedades bahá’ís no Berço da Fé, conservadoramente estimado ser bem superior a quarenta milhões de túmáns; a aquisição de nada menos do que quarenta e oito Hazíratu’l-Quds Nacionais – os centros administrativos das Comunidades Bahá’ís estabelecidas nos Estados soberanos e territórios dependentes do globo – envolvendo um desembolso superior a meio milhão de dólares; a instituição de dotações nacionais bahá’ís em nada menos do que cinqüenta capitais e principais cidades de todos os cinco continentes, cujo custo pode ser estimado em no mínimo cento e cinqüenta mil dólares; o início da construção dos Templos-Mãe de ambos, África e Austrália, bem como a aquisição de terrenos de onze Templos por mais de duzentos mil dólares; a incorporação de mais de noventa Assembléias Espirituais Nacionais e Locais, elevando o número total de

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Assembléias incorporadas em todo o mundo para mais de duzentas; a tradução de literatura bahá’í para cento e quarenta e oito idiomas, dos quais nada menos que setenta e dois estão além daqueles requeridos pelas provisões do Plano de Dez Anos, levando o número total de idiomas a duzentos e trinta e sete; assim como uma série de realizações adicionais, muito numerosas para serem relatadas, suplementando os objetivos do Plano, relativas à abertura de territórios virgens, a aquisição de terrenos para Templos, a inauguração de escolas bahá’ís, a instituição de dotações locais bahá’ís, o estabelecimento de Hazíratu’l-Quds locais, a formulação de Planos subsidiários, a inauguração de uma Editora Bahá’í, a aquisição de Lugares Sagrados Bahá’ís e de áreas para cemitérios bahá’ís e para escolas bahá’ís de verão – todos estes não podem ser considerados por qualquer observador imparcial sob outro ponto de vista a não ser como as manifestações de um momentoso progresso tão diversificado em caráter como de grande projeção em sua importância. CONTINGENTE ADICIONAL DAS MÃOS DA CAUSA DE DEUS Tão maravilhoso progresso, abrangendo um campo tão vasto, alcançado em tão curto período, por um grupo tão pequeno de almas heróicas, bem merece, e de fato necessita, nesta conjuntura na evolução de uma Cruzada de uma década de duração, ser distinguido pelo anúncio de ainda outro passo no desdobramento progressivo de uma das instituições cardinais e centrais ordenadas por Bahá’u’lláh, e confirmado na Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, envolvendo a designação de um novo contingente adicional das Mãos da Causa de Deus, elevando deste modo a três vezes nove o número total dos Procuradores-Chefes da embrionária Comunidade Mundial de Bahá’u’lláh, que foram investidos,

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pela Pena infalível do Centro de Seu Convênio, com a função dual de preservar a segurança e de assegurar a propagação da Fé de Seu Pai. As oito pessoas agora elevadas a este excelso grau são: Enoch Olinga, William Sears e John Robarts, na África Ocidental e do Sul; Hasan Balyuzi e John Ferraby, nas Ilhas Britânicas; Collis Featherstone e Rahmatu’lláh Muhajir, na área do Pacífico; e Abu’l-Qásim Faizi, na Península Arábica – um grupo escolhido de quatro continentes do globo e que representa os Afnán, assim como as raças negra e branca, e cujos membros provêm de origens cristã, muçulmana, judaica e pagã. Esta mais recente adição à companhia dos oficiais de alta patente de uma Ordem Administrativa Mundial em rápida evolução, que implica em uma expansão adicional da augusta instituição das Mãos da Causa de Deus, requer, em vista da recente assunção por eles de sua sagrada responsabilidade como protetores da Fé, a nomeação, por estas mesmas Mãos, em cada continente separadamente, de um Corpo Auxiliar adicional, igual ao existente, em número de membros, e incumbidos da obrigação específica de zelar pela segurança da Fé, complementando deste modo a função do Corpo original, cuja obrigação doravante será exclusivamente relacionada ao auxílio à execução do Plano de Dez Anos. Nestas cinco Conferências Intercontinentais, as Mãos da Causa, quer prévia ou recentemente nomeadas, particularmente aquelas associadas à Conferência sendo realizada no continente que representam, bem como os membros de seus Corpos Auxiliares e representantes das Assembléias Espirituais Regionais e Nacionais relacionadas principalmente à abertura dos territórios virgens incluídos no continente ao qual pertencem e das ilhas situadas nas vizinhanças daquele continente, assim como todos os crentes, onde quer que residam, estão convidados a estarem presentes.

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À Conferência de Kampala, um representante de cada uma das Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, da britânica, da persa, do nordeste africano, da indiana e da iraquiana; à Conferência de Chicago, um representante de cada uma das Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, da canadense e da latino-americana; à Conferência de Frankfurt, um representante de cada uma das Assembléias Espirituais Nacionais britânica, alemã, ítalo-suíça e dos Estados Unidos; e à Conferência de Jacarta, um representante de cada uma das Assembléias Espirituais Nacionais dos Estados Unidos, canadense, persa, indiana, australiana e iraquiana, devem ser enviados na qualidade de um participante oficial. Quaisquer outros membros destas Assembléias, assim como quaisquer outros membros das Assembléias Espirituais Nacionais e Regionais recém-estabelecidas, são bem-vindos a estarem presentes nestas cinco sucessivas Conferências. OS REPRESENTANTES

DO

GUARDIÃO

NAS

CONFERÊNCIAS

As seguintes cinco Mãos que, em sua qualidade de membros do Conselho Internacional Bahá’í, estão intimamente associadas à elevação e desenvolvimento das instituições da Fé em seu Centro Mundial, foram escolhidas para atuar como meus representantes especiais nesta segunda série de Conferências Intercontinentais: ‘Amatu’l-Bahá, Rúhíyyih, acompanhada por Lutfu’lláh Hakim, membro do Conselho Internacional, à Conferência de Kampala; Mason Remey, à Conferência de Sydney; Ugo Giachery, à Conferência de Chicago; Amelia Collins, à Conferência de Frankfurt; e Leroy Ioas, à Conferência de Jacarta. A três deles, que participam das Conferências de Kampala, de Sydney e de Frankfurt, confiarei uma porção da abençoada terra do interior do Santuário de Bahá’u’lláh, uma mecha de

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Seu precioso cabelo e uma reprodução de Seu retrato, a ser exibido por eles aos amigos reunidos nestas Conferências. Dois destes representantes serão instruídos a depositar, em meu nome, a terra abençoada nas fundações dos dois Templos a serem erigidos nos continentes africano e australiano, enquanto os outros sagrados presentes serão entregues para guarda por estes representantes da Assembléia Regional da África Central e Oriental, e das Assembléias Espirituais Nacionais australiana e alemã. Um quarto retrato de Bahá’u’lláh será confiado ao meu representante, Leroy Ioas, a ser exibido na Conferência de Jacarta, e devolvido para guarda na Terra Santa, enquanto a Ugo Giachery, representando-me na Conferência de Chicago, será designada a responsabilidade de exibir os retratos de Bahá’u’lláh e do Báb, já confiados à Assembléia Espiritual Nacional dos Estados Unidos. QUARTA FASE DO PLANO DE DEZ ANOS A realização desta segunda série de Conferências Intercontinentais, assinalando o ponto mediano da maior Cruzada jamais iniciada para a propagação da Fé de Bahá’u’lláh em ambos hemisférios oriental e ocidental, sinaliza a abertura da quarta fase do Plano de Dez Anos. A primeira fase, cobrindo os doze meses iniciais deste estupendo empreendimento, será para sempre associado à condução da Mensagem de Bahá’u’lláh a nada menos de uma centena de países do globo. A segunda fase, que durou o dobro da primeira, testemunhou a aquisição de um número notavelmente grande de Hazíratu’l-Quds nacionais e o estabelecimento, em numerosos países, de dotações bahá’ís nacionais, complementando, através do processo de consolidação administrativa, a impressionante ampliação da órbita da Fé no decorrer da fase inicial do Plano. A terceira fase, igual à fase

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anterior em duração, tornou-se memorável pela impressionante multiplicação dos centros bahá’ís e pela formação de nada menos que dezesseis Assembléias Espirituais Regionais e Nacionais. A quarta fase, cuja abertura está agora se aproximando, deve ser imortalizada, por um lado, por um crescimento sem precedentes no número dos apoiadores declarados da Fé em todos os continentes do globo, de cada raça, região, credo e cor, e de cada camada da sociedade atual, associado ao correspondente aumento no número de centros bahá’ís, e, por outro, por um rápido progresso na ereção dos Templos-Mãe da África e Austrália, bem como pelo início da construção do primeiro Mashriqu’l-Adhkár da Europa. A fase em que os valorosos executores de uma Cruzada, dotada de potencialidades tão tremendas, estão prestes a adentrar deve, à medida que este divinamente impelido, este altamente benéfico empreendimento, que se desdobra misteriosamente, se apressa além de seu ponto mediano e aproxima-se dos estágios finais de suas operações mundiais, testemunhar em ambas as esferas de ensino e administrativa, e em conseqüência do impacto que, espera-se ardentemente, as deliberações e resoluções dos participantes destas Conferências que se aproximam terão sobre os destinos imediatos desta Cruzada, uma irrupção de entusiasmo e consagração, diante da qual toda façanha, quer individual ou coletiva, associada a qualquer das três fases anteriores, empalidecerá. Apelo a todas as Mãos da Causa de Deus, nomeadas previamente ou agora, ao inteiro corpo dos crentes que participam desta Cruzada e, em particular, aos seus representantes eleitos, os membros das diversas Assembléias Espirituais Regionais e Nacionais tanto do Oriente como do Ocidente, e, ainda mais enfaticamente, àqueles privilegiados a reunir e organizar estas Conferências que marcam época, a

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apressarem-se e, de acordo com sua posição, capacidade, função e recursos, prepararem-se condignamente, durante o curto período que os separa da abertura da primeira destas cinco Conferências, a encararem o desafio e agarrarem as oportunidades desta auspiciosa hora, e assegurarem, mediante uma deslumbrante exposição das qualidades que devem distinguir uma meritória administração da Fé de Bahá’u’lláh, o sucesso total e ressonante destas Conferências, dedicadas à glorificação de Seu Nome e reunidas expressamente para o propósito de acelerar a marcha das instituições de Sua Ordem redentora do mundo, e de apressar o estabelecimento de Seu Reino nos corações dos homens.

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Mensagens de Shoghi Effendi ao Mundo Bahá'í