Issuu on Google+


Publicado em 2006 pela Editora Alfabeto Supervisão geral: Edmilson Duran Revisão de texto: Luciana Papale Ilustração da capa: Adilson Alves da Silva Capa e diagramação: Décio Lopes

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO DA PUBLICAÇÃO

Juruá, Padrinho Oráculos utilizados pelo povo cigano / Padrinho Juruá | 2ª Edição Revisada | São Paulo | Editora Alfabeto | 2015. ISBN 978-85-98307-32-9 1. Arte divinatória 2. Oráculos 3. Ciganos na cultura 4. Ocultismo I. Título.

Todos os direitos reservados, proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem a expressa autorização por escrito da editora ou do autor, sejam quais forem os meios empregados, com exceção de resenhas literárias, que podem reproduzir algumas partes do livro, desde que citada a fonte. Os infratores serão punidos na forma da lei.

EDITORA ALFABETO Rua Protocolo, 394 | CEP 04254-030 | São Paulo/SP e-mail: edmilson@editoraalfabeto.com.br Tel: (11)2351.4168 | Fone/Fax: (11)2351.5333 www.editoraalfabeto.com.br


Dedico este livro a Veneranda Mãe Sara Kali que, com seu amor e proteção, nos tem conduzido a caminhos de paz, amor, saúde e prosperidade. Aos Guias Espirituais Ciganos, que tanto nos tem apoiado em nossa jornada terrena e religiosa, nos enviando palavras de ânimo e conforto, com lições que são preciosas pérolas de sabedoria, e nos levam a caminhos seguros, para que possamos seguir nossa caminhada rumo ao Pai Todo Poderoso. Obrigado por nos mostrar que a liberdade bem conduzida leva-nos a viver o nosso livre arbítrio com sabedoria. Agradeço também ao Povo Cigano encarnado, por nos legar tamanha felicidade ao nos aceitar como seus irmãos, mesmo não tendo sangue, mas sim espírito Cigano. Que Deus Pai abençoe a todos, e de nossa parte oferecemos o nosso eterno amor. Padrinho Juruá Dirigente do Templo da Estrela Azul


Prefácio

Falar sobre o Povo Cigano sempre foi polêmico em virtude do preconceito que existe até os dias de hoje. Por isso, é com muita honra e muito orgulho que apresento a vocês, leitores, o autor desta obra. Quando conheci Padrinho Juruá, eu disse à minha esposa: “Aí está uma pessoa que não só respeita como ajuda a resgatar a nossa cultura.” Neste livro, ele apresenta os Oráculos Sagrados, que nós, ciganos, ignorávamos, pois há muito já haviam se perdido no tempo. Neste momento, eu gostaria de ser um escritor para poder falar mais desta obra, pois ela é o verdadeiro Pacha Romale Dron (Caminho da Vida Cigana). Flávio Nalini Cigano Kalon

| 7 |


Sumário

Apresentação............................................................................11 Santa Sara Kali.........................................................................13 Os Oráculos utilizados pelo povo cigano.............................20 Baralho Cigano........................................................................21 Runas.........................................................................................25 Tarô............................................................................................27 Quiromancia............................................................................29 O que são Oráculos?...............................................................31 A adivinhação e os Oráculos.................................................32 Como consultar um Oráculo.................................................35 Dicas para um melhor desempenho na leitura dos Oráculos ciganos.............................................38 Sete mandamentos do intérprete dos Oráculos ciganos....41 Oráculos – perguntas e respostas..........................................42 Juramento do consultor dos Oráculos ciganos....................48 O altar cigano...........................................................................50 O punhal cigano......................................................................52 Exercícios que facilitarão a “vidência” .................................58 Procedimentos para a manipulação dos Oráculos..............62 O Oráculo dos dados ciganos................................................65 O Oráculo das moedas...........................................................74 O Oráculo da Bola de cristal..................................................78 O Oráculo dos espelhos ciganos............................................87 | 9 |


10 | Oráculos utilizados pelo povo cigano

O Oráculo de Sara...................................................................97 O Oráculo do fogo sagrado..................................................100 O Oráculo das agulhas encantadas.....................................104 O Oráculo do punhal............................................................107 O Oráculo da borra do café ou do chá...............................109 O Oráculo do pingo de cera.................................................112 O Oráculo da natureza.........................................................116 O Oráculo dos espelhos coloridos......................................129 Quiromancia e velas..............................................................132 O Oráculo dos cristais..........................................................139 Vidência no copo d’água.......................................................176 O Oráculo dos dominós.......................................................184 Simbologia dos sinais oraculares.........................................189 Glossário de Simbologia.......................................................193 Bibliografia.............................................................................224


Apresentação

Os Oráculos sempre exerceram uma fascinação muito grande em todas as pessoas. Ainda mais quando se diz: “Oráculos utilizados pelo Povo Cigano”. O povo cigano nos remete à magia, à liberdade, à vida, sem os imperativos sociais que nos regem, e principalmente ao conhecimento de culturas, países e religiosidades diversas devido ao seu nomadismo invejável. Quando começamos a pesquisa, tanto material quanto espiritual, pegou-nos de surpresa a quantidade e a beleza de todos esses Oráculos, e o quanto nos seria precioso o aprendizado, a fim de que esses conhecimentos, às vezes milenares, não caíssem mais no esquecimento. Em pesquisas de campo, encontramos muitos Oráculos, mas sem as devidas consagrações, e muitos sem uma tabela interpretativa satisfatória. Foi quando, mediunizado, em conversas doutrinárias, o nosso protetor espiritual “Barô Kakú”, vislumbrou com o seu conhecimento, sua modéstia e sua humildade, o que nos faltava – as consagrações e as interpretações – bem como meios para que os Oráculos utilizados pelo povo cigano fossem resgatados e legados para a posteridade, por meio da escrita, para que assim a Tradição da Magia Planetária, mais uma vez, fosse desmistificada e ensinada a todos. Então, é com grande satisfação que passamos às mãos de todos, os conhecimentos milenares dos Oráculos Utilizados Pelo Povo Cigano, para que se faça bom uso deles a fim de orientar a todos que necessitarem desses sistemas divinatórios. Bar Tai Sastimôs (Sorte e Saúde). Padrinho Juruá Dirigente do Templo da Estrela Azul – www.umbanda.com.br | 11 |


Santa Sara Kali Luis Pellegrini

Todos os anos, nos dias 24 e 25 de maio, milhares de ciganos reúnem-se na cidadezinha de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue, sul da França, com o objetivo de cultuar Santa Sara, a santa católica da sua devoção. Toda a história das origens dessa cidade está envolta nas brumas misteriosas do mito. Conta-se que, lá pelo ano de 48 depois de Cristo, uma barca aportou às margens do Mediterrâneo no lugar onde hoje se situa Saintes-Maries-de-la-Mer. Expulsos da Palestina, ou incumbidos pelo Cristo de propagar no mundo a fé cristã, estavam reunidos nessa barca vários personagens bíblicos, dentre eles: Maria Jacobina, a irmã da Virgem Maria, Maria Salomé, a mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximino e a serva das santas, uma negra de nome Sara, e é ela que os ciganos vão venerar por ocasião da grande peregrinação de 24 e 25 de maio, anualmente. Mas Sara estava mesmo naquele barco, ou já habitava em Camargue no momento da chegada das santas, tendo decidido, por amor e piedade, ajudá-las nos caminhos difíceis do exílio? As lendas se misturam e as versões mais diversas são contadas. Alguns dizem que ela era uma antiga rainha das terras da Camargue; ou uma egípcia ou negra africana transladada para a outra margem do Mediterrâneo; ou uma sacerdotisa do antigo culto ao deus Mitra, de origem oriental; outros ainda pensam que Sara personifica uma antiga divindade feminina telúrica dos celtas, uma espécie de Grande Mãe ligada a terra. Sara, na verdade, encarna a síntese de um mistério feminino cultivado ao longo de muitos séculos naquela ­região, onde, como comprova a história, foram estabelecidas | 13 |


14 | Oráculos utilizados pelo povo cigano

s­ ucessivamente várias colônias de civilizações antigas – a egípcia, a cretense, a fenícia e a grega. Vindos do mar em suas embarcações, grupos dessas culturas subiam o rio Ródano e penetravam fundo nas terras que são hoje a região da Provença, sul da França. Toda uma linhagem de poetas e menestréis provençais cantou a história de Sara, que teria sido, segundo eles, uma das primeiras convertidas ao cristianismo após a chegada dos exilados da Terra Santa. Por que os ciganos a escolheram como santa padroeira? Para responder a essa pergunta, é preciso voltar no tempo, até as origens do povo cigano e sua chegada ao mundo ocidental. Sabe-se hoje que os ciganos são originários do norte da Índia. Seus dialetos, todos, deitam sem sombra de dúvida, suas raízes no sânscrito arcaico. Localiza-se o início de suas migrações há cerca de mil anos, entre as margens do rio Indo e os confins do Afeganistão. Mas a “pré-história” do povo cigano é ainda obscura, e não se sabe quais as causas que o levaram a abandonar sua pátria para penetrar cada vez mais na direção do oeste. Os ciganos aparecem a partir de 1322 na Grécia; na Valáquia em 1370; em 1419 chegam à França. Há registros da sua presença na cidade provençal de Arles em abril de 1438. Isso os situa a apenas dez léguas de Saintes-Maries-de-la-Mer, dez anos antes da descoberta, neste último lugar, das alegadas relíquias das santas Maria Jacobina e Maria Salomé e também das relíquias de Sara. Os alegados despojos das duas primeiras foram guardados numa grande arca, colocada hoje num nicho na parte superior da Igreja de Nossa Senhora do Mar, arca esta exposta aos fiéis ao lado do altar principal durante a festa de 24 e 25 de maio. Os despojos de Sara foram sepultados na cripta da Igreja e é ali que se pode visitar, ao longo de todo o ano, a imagem negra que a representa. Embora orgulhosos da sua misteriosa tradição religiosa original, que fazem questão de preservar bem longe dos


Santa Sara Kali | 15

olhos dos “gadjos”, os ciganos costumavam oficialmente ­converter-se à religião dominante dos países onde se estabeleciam. Tal prática os ajudava a se defender melhor contra os preconceitos de que em geral eram vítimas. Foi assim que na Europa e particularmente na França, eles se declararam fiéis católicos. A partir disso, estabelecer, pelas vias do sincretismo, uma relação devocional com Santa Sara, não foi difícil. Sara, assim como eles, tem origens obscuras e a mesma pele morena trigueira dos povos da Índia. Como se isso não bastasse, é uma santa atípica, já que é relacionada a um grande número de mitos pagãos. Considerada pela Igreja católica uma santa de culto local, que jamais passou por processos regulares e completos de canonização, a figura de Santa Sara associa-se também a outra tradição cristã medieval que foi de grande importância na Europa: o culto às assim chamadas “virgens negras”. Centenas dessas santidades femininas, representadas por estátuas de cor negra, eram adoradas na Idade Média por fiéis católicos que transformaram as igrejas onde elas se encontravam em verdadeiros santuários de peregrinação. Na França e na Espanha, principalmente, várias dessas imagens chegaram até nós e podem hoje ser admiradas, como é o caso de Nossa Senhora de Montserrat, em Barcelona; Nossa Senhora de Liesse; Notre Dame dês Mures, em Cornas; Notre Dame de Marseille, em Limoux; Notre Dame de la Negrette, em Espalion; Notre Dame de Mauriac; Notre Dame de la Délivrance, em Douves; Notre Dame de Puy; etc. Na realidade, todas essas virgens negras substituíram, num contexto cristão, as antigas divindades femininas pagãs pertencentes às religiões pré-cristãs ligadas à Grande Mãe, a Terra. Também os ciganos traziam das suas longínquas terras de origem, divindades femininas telúricas, representadas quase sempre por imagens negras. Tais arquétipos foram rapida-


16 | Oráculos utilizados pelo povo cigano

mente associados à figura escura de Santa Sara, à maneira do que aconteceu no Brasil entre as divindades do panteão africano e os santos católicos. Por isso, até hoje muitos ciganos se referem à santa com os apelativos de Sara, a Negra, e Sara, a Kali que como se sabe, é uma das principais deusas do panteão da Índia, identificada aos aspectos criativo e destrutivo do princípio feminino. O momento culminante do culto a Santa Sara acontece na madrugada de 24 de maio e durante todo esse dia. A cripta subterrânea da igreja, localizada exatamente sob o altar principal e onde fica a estátua de Sara vestida de brocados e coberta de joias, transforma-se numa literal chama ardente. A quantidade de velas acesas é tão grande que a temperatura ambiente mais parece a de uma sauna escaldante. Somente por poucos minutos consegue-se permanecer ali dentro. Mesmo assim, a cripta permanece repleta de fiéis ciganos por toda a madrugada. É impressionante, naquela luz espectral das velas, testemunhar as manifestações de fé desse povo errante. Muitos, aos prantos, abraçam a estátua como se quisessem ser acolhidos no seio da Grande Mãe. Uns oram, outros invocam, outros parecem estabelecer um diálogo com a santa, falando nas suas línguas incompreensíveis para os poucos não ciganos que se aventuram a penetrar no local naquela noite. O clima geral é quase o de um transe coletivo. Conta-se que, no passado, aconteciam ali dentro transes completos, quando alguns, de repente, “incorporavam” antigas divindades da religião cigana diante das quais os demais se prostravam em atitude de respeito e veneração. As autoridades católicas, particularmente complacentes nessa região, em seu afã de catequizar os ciganos, pouco ou nada interferiam nessas manifestações, já que tudo acontecia em nome de Santa Sara. Hoje, acompanhando curiosamente o crescente processo de sedentarização do povo cigano, transes desse tipo são


Santa Sara Kali | 17

­ uito raros. Mas a intensa vibração de magia ainda permanem ce e qualquer pessoa razoavelmente sensível pode percebê-la. Às 15 horas do dia 24, uma procissão de ciganos sai da igreja para levar a estátua de Santa Sara ao mar. Um verdadeiro rio de gente cigana move-se pelas ruas da cidade. Carregam vistosos estandartes e adereços, como miniaturas de antigas carroças ciganas. A imagem da santa é protegida por um grande número de cavaleiros não ciganos, homens brancos da Camargue, vestidos de preto, carregando na mão direita uma espécie de longa lança. São os membros da Ordem de São Jorge, uma confraria cristã fundada em 1512, tradicionalmente encarregados da manutenção da ordem pública durante eventos como esse. Padres católicos, vestindo hábitos claros, oram e cantam hinos litúrgicos com o uso de megafones, esforçando-se para incrementar o aspecto cristão da procissão. Mas o que sobressai é mesmo a música dos ciganos. Da procissão, participam os vários grupos musicais que, auxiliados pela cantoria e pelas palmas dos fiéis, imprimem à festa religiosa um incrível ar de imenso tablado andante de flamengo andaluz. Pouco a pouco a procissão chega ao mar. Carregado por oito ciganos robustos, o andor com a santa balança no ar quando os portadores pisam na areia da praia. Todos avançam mar adentro até a água chegar à cintura. É quando algo mágico acontece; um silêncio vibrante parte daqueles que estão mais próximos da santa e vai, como uma onda, tomando conta da multidão que se imobiliza. O silêncio dura menos de um minuto, mas tem a força de uma eternidade. Enquanto dura, o tempo para e Santa Sara, saída das profundezas da sua cripta, parece uma criatura viva a contemplar o mar até onde ele alcança o horizonte. O burburinho reaparece e a procissão faz o caminho de volta. No dia seguinte pela manhã, ocorre outra procissão, que também chega até o mar. Agora é a vez das imagens das santas


18 | Oráculos utilizados pelo povo cigano

brancas, Maria Jacobina e Maria Salomé, visitarem as águas do Mediterrâneo. As águas que, há quase dois mil anos, conta a lenda, trouxeram-nas da distante Palestina até as terras da Camargue. Muitos ciganos integram também essa procissão. Mas esta, embora possa competir em beleza com a anterior, não tem mais aquele fascínio quase pagão. Trata-se agora de uma festa devocional inteiramente cristã. Na tarde desse dia 25 de maio, os ciganos pagam com alegria um tributo à Igreja católica pela liberdade, proteção e acolhimento que esta lhes proporciona. Atendendo a um apelo das autoridades eclesiásticas, líderes ciganos e comitês representativos dos diversos grupos de peregrinos, reúnem-se no interior da Igreja de Nossa Senhora do Mar. Diante do altar-mor, fazem discursos emocionados, cantam ave-marias e outras músicas litúrgicas traduzidas para línguas ciganas, prestam depoimentos onde afirmam sua fé e descrevem sinceramente os benefícios trazidos por sua aproximação ao catolicismo. No dia seguinte, as caravanas vão embora. Levam com elas o véu de mistério que durante uma semana cobriu Saintes-Maries-de-la-Mer. A pequena cidade volta a ser um balneário marítimo pronto para acolher, a partir de agora, as hordas de milhares de turistas, em sua maioria alemães que, não se sabe exatamente por que, elegeram-na como um dos seus lugares preferidos para as férias de verão. Que Santa Sara proteja os seus ciganos, fazendo com que, mesmo confinados no interior dos prédios de cimento armado da moderna Europa e das Américas, nunca percam o seu maior bem: a liberdade que certamente mora em cada uma das suas almas.


Santa Sara Kali | 19

Oração a Santa Sara Kali Em Romanês (Dialeto cigano): Manglimos Katar e Santa Sara Kali Tu Ke San Pervo Icana Romli Anelumia Tu Ke Biladiato Le Gajie Anassogodi Guindiças Tu Ke daradiato Le Gajie, Tai Chudiato Anemaria Thie Meres Bi Padrinhoesco Tai Bocotar Janes So Si e Dar, E Bock, Thai O Duck Ano Ilô Thiena Mekes Murre Dusmaia Thie Açal Mandar Thai Thie Bilavelma Thie Aves Murri Dukata Angral O Dhiel Thie Dhiesma Bar, Sastimôs Thai Thie Blagois Murrô Traio Thie Diel O Dhiel

Versão em português: Minha doce Santa Sara Kali Tu que és a única Santa Cigana do Mundo, Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceito Tu que fostes amedrontada e jogada ao mar, Para que morresses de sede e de fome. Tu que sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que Tu sejas minha advogada perante Deus Que Tu me concedas sorte, saúde, paz e que abençoe a minha vida. AMÉM.

Observação: Orar sob a luz de uma vela azul. Fazer os pedidos para obtenção das graças almejadas, repetindo a Oração à Santa Sara Kali por 21 dias seguidos.


Os Oráculos sempre exerceram grande fascinação na maioria das pessoas. Ainda mais quando se diz: “Oráculos utilizados pelo Povo Cigano”. O Povo Cigano nos remete à magia, à liberdade, à vida sem os imperativos sociais que nos regem, trazendo principalmente o conhecimento de culturas, países e religiosidades diversas, devido ao seu nomadismo invejável. Quando tivemos a iniciativa de formular e resgatar alguns Oráculos utilizados pelo Povo Cigano, foi simplesmente para a orientação e o preparo de médiuns, a fim de que, quando estivessem mediunizados na fase de incorporação pela Corrente dos Espíritos Ciganos, pudessem auxiliar nas consultas, se preparando condignamente através do aprendizado e da prática de métodos oraculares pertencentes a esse povo maravilhoso, para que fossem utilizados como aporte em consultas espirituais. Assim que começamos a pesquisa, tanto material como espiritual, nos pegou de surpresa a quantidade e a beleza de todos esses Oráculos e o quanto nos seria precioso o aprendizado, com o objetivo de que esses conhecimentos, às vezes milenares, não caíssem mais no esquecimento. Em posse dessa obra inédita e abrangente, o leitor terá em suas mãos os conhecimentos remotos dos “Oráculos utilizados pelo Povo Cigano”, para que se faça bom uso com o propósito de orientar você e a todos que desses sistemas divinatórios necessitarem. BAR TAI SASTIMÔS (sorte e saúde). Padrinho Juruá Sacerdote do Templo da Estrela Azul

ISBN 978-85-98307-32-9

www.editoraalfabeto.com.br

facebook.com/editoraalfabeto

9 788598 307329


ORÁCULOS UTILIZADOS PELO POVO CIGANO