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passear sente a natureza

CAMINHADA

BTT OS SETE NAS FALÉSIAS DO OESTE

EQUIPAMENTO

VIRB® ULTRA 30 ORTLIEB BIKE PACKING ZULU AND JADE

ANGRA DO HEROÍSMO

JANELAS & VARANDAS

Nº. 56 . Ano VI . Novembro 2016 . PVP: 2 € (IVA incluído)

MONTE RODEL SINTRA


Correspondência - P. O. Box 24 2656-909 Ericeira - Portugal Tel. +351 261 867 063 www.lobodomar.net

www.passear.com

Director Vasco Melo Gonçalves Editor Lobo do Mar Responsável editorial Vasco Melo Gonçalves Colaboradores António José Soares; Francisco Cordeiro; João Fernandes; Rui Ferreira, Luis Contente.

Veja os evento s sempre actuali zados e m www.p assear.c om

Publicidade Lobo do Mar Contactos +351 261 867 063 + 351 965 510 041 e-mail geral@lobodomar.net Grafismo

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Registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social sob o nº. 125 987 Direitos Reservados de reprodução fotográfica ou escrita para todos os países

Capa Fotografia

A importância da valorização do Património Recentemente, tive a oportunidade de voltar aos Açores, um arquipélago de excelência para quem gosta de Natureza, atividades de ar livre, cultura...mas acima de tudo isto, para quem procura a autenticidade e a identidade única dos Açores e do seu Património! A valorização deste mesmo Património, por parte das autoridades locais, através de uma promoção dirigida e cuidada tem sido uma constante ao longo das últimas décadas. A valorização de preservação de um Património Natural e Cultural é a grande riqueza destas ilhas Atlânticas e o seu grande trunfo para garantir um futuro sustentável e economicamente viável. Esta valorização e preservação do Património poderá servir de exemplo para o resto de Portugal. Cada vez mais temos que ter consciência que cada região possui valores únicos e não replicáveis, e que é essa autenticidade que procuram quem nos visita.

Angra do Heroísmo (pág.54)

Bons passeios. Diretor vascogoncalves@lobodomar.net


3 Edição Nº.56

18

6 34 Sumário

gratuita

06 Atualidades 18

Caminhada PRD K26,

Monte Rodel em Sintra

54

34 Reportagem:

Inauguração Rota do Morango

Versão completa paga

40 BTT 50 Apresentação de artigos

do Passear (versão paga)

52

ASSINATURA Passear

76

54 Foto-Reportagem

Angra Do Heroísmo

68

Artigo Técnico

72 Equipamento 76

dormidas : comidas: bebidas

Tenha acesso à versão compl eta da rev ista pa ssear por m enos d e 2€


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atualidades

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ENCONTRADO AQUEDUTO ROMANO POR BAIXO DO AQUEDUTO DA ÁGUA DE PRATA Está confirmada a existência de um Aqueduto romano por baixo do Aqueduto quinhentista da Água de Prata. A revelação foi feita no passado dia 30 de Outubro, pela Câmara Municipal de Évora no decurso do Watch Day, dia dedicado à divulgação deste monumento eborense no âmbito da sua inscrição no World Monument Watch 2016-2017, promovido pelo World Monument Fund (WMF).

Os vestígios de material construtivo do período romano, alguma cerâmica da época, a deteção de silhares de granito e de uma sapata de um pilar tendo por base a métrica construtiva Romana, constituem alguns dos fortes indícios de estarmos perante uma construção Romana. José Rui Santos, arqueólogo ao serviço da Câmara Municipal que liderou a equipa de investigadores no terreno, afirma que “os vestígios romanos levam-nos a crer que o aqueduto seria uma superestrutura” que “possuiria uma altura bastante maior do que o quinhentista, podendo levar assim a água à cota topográfica mais alta da cidade (Fórum).” Os achados arqueológicos vão ser ainda complementados por estudos preliminares das argamassas levados a cabo pelo laboratório de investigação Hércules, da Universidade de

Évora, mas que já permitem concluir tratar-se de duas estruturas construídas em épocas diferentes, como confirmou António Candeias, diretor do centro de investigação. A descoberta foi enquadrada no Programa de Consolidação e Valorização do Aqueduto da Água da Prata apresentado, ontem, nos Paços do Concelho, cujo propósito é o de preservar e valorizar o monumento. A captação de financiamento através do mecenato (na ordem dos 600 mil euros) poderá permitir, no futuro, investir em iluminação cénica e, eventualmente permitir que o Aqueduto volte a distribuir água à população. Neste sentido, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, anunciou que em 2017 vai ser realizada uma exposição para celebrar a chegada da distribuição de água à Praça do Giraldo.


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Vencedores do prémio da ESA. Copyright AZO/A.Valdenebro

A CAMPAINHA DE BICICLETA INTELIGENTE O prémio da ESA para novas ideias que podem rapidamente tornar-se em novas empresas rentáveis foi para a empresa ‘Blubel Tech’ da Inglaterra, pela sua campainha de bicicleta inteligente, que orienta os ciclistas de forma simples e intuitiva usando uma mistura de sons e luzes. Os ciclistas já não precisam preocupar-se em se perder ou distrair em ruas movimentadas ou ter que retirar o seu telefone para orientação durante o ciclismo. Uma rápida olhadela na Blubel no seu guiador indicará a próxima viragem e o caminho ao seu destino. Ativada por uma aplicação de navegação por satélite no seu smartphone, a campainha aprende com outros ciclistas e sugere os percursos mais rápidos, fáceis e seguros. Pode também recolher dados sobre as rotas que o

ciclista prefere e outros aspectos para melhorar o seu cálculo da rota para o resto da comunidade. O prémio ESA de €7000 foi apresentado à empresa Blubel pelo Diretor do Gabinete do Programa de Transmissão de Tecnologia da ESA, Frank M. Salzgeber. A empresa irá em breve começar a trabalhar na incubadora de empresas da ESA em Harwell, Reino Unido, para comercializar o dispositivo. TREZE ANOS DE COMPETIÇÃO Na competição deste ano deram entrada mais de 400 propostas de ideias de negócio e conceitos técnicos sobre como o sistema de navegação por satélite poderia ser usado para melhorar a vida diária na Terra. Desde 2004, a competição celebrou mais de


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Campainha vencedora. Copyright Blubel Tech Ltd

300 vencedores, cerca de 3800 inscrições e mais de 10 000 participantes de todo o mundo, tornando-se a rede de inovação líder na navegação por satélite. Como resultado, está agora a desempenhar um papel fundamental na captação de programas Europeus de navegação por satélite. “Os empresários a jusante e em fase de arranque desempenham um papel importante”, observou Matthias Petschke, Director dos Programas Europeus de Navegação por Satélite da Comissão Europeia. “São eles que trazem EGNOS e Galileo para a Terra através das aplicações que desenvolvem. Este é o lugar onde a Competição Europeia de Navegação por Satélite desempenha um papel

crucial. Já acumulou um histórico de sucessos na promoção da inovação e desenvolvimento de aplicações em navegação por satélite, desde o seu lançamento”. Organizado pela alemã Anwendungszentrum Oberpfaffenhofen, a ESA tem sido um parceiro chave na competição desde 2005. Os vencedores anteriores do prémio ESA incluem navegação em tempo real, compacta e de precisão centimétrica, que torna mais simples o desenvolvimento de novas aplicações de navegação por satélite, um sistema de monitorização inteligente para reboques e máquinas, um sistema de navegação prático e táctil e um sistema de controlo de poluição da água. Fonte: ESA


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atualidades

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BATALHA INTEGRA PROJETOS DE TURISMO INCLUSIVO E DO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Em simultâneo com a apresentação pelo Governo do plano para concessionar e recuperar imóveis históricos, o Turismo do Centro apresentou dois projetos que contemplam o Município da Batalha e que visam aumentar o número de turistas na região.

Os programas pretendem promover os locais classificados como Património da Humanidade no Centro e o turismo inclusivo, ou seja, facilitar a deslocação e estadia de turistas com limitações. A primeira rede de turismo acessível em Portugal está a ser testada em oito municípios, sendo eles Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras. O grupo alvo são as pessoas que têm dificuldade em fazer turismo devido a limitações físicas, como os cidadãos portadores de deficiência, idosos, grávidas, pessoas que sofrem de nanismo ou gigantismo. O projeto enquadra-se no programa “All for All”, na sequência do qual o Governo lançou duas linhas de financiamento num total de 5 milhões de euros para adaptar os espaços públicos e turísticos a cidadãos com deficiência. O Presidente da Câmara Municipal da Batalha, Paulo Batista Santos, referiu na ocasião “a vontade do Município continuar a assegurar a marca de “Concelho mais acessível”, em projetos âncora como o EcoParque Sensorial da Pia do Urso ou o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, equipamento que recebeu o galardão de Melhor Museu Português de 2012 (atribuído pela APOM), o prémio Kenneth Hudson do Fórum prémio Kenneth Hudson do Fórum Europeu dos Museus, e, mais recentemente, com o prémio Acesso Cultura e a Menção Honrosa do Prémio “Concelho mais acessível” (do Instituto Nacional para a Reabilitação). Já o projeto “Património Mundial da Humanidade do Centro”, que contará com uma dotação superior a 2 milhões de euros, irá ser implementado em duas fases ao longo dos dois próximos anos, e

visa aumentar o número de dormidas e a estadia média dos turistas na região, através do património classificado de Alcobaça, Batalha, Tomar e Coimbra. Neste projeto a desenvolver também em parceria com o Turismo do Centro de Portugal, o autarca da Batalha destaca a importância de “qualificar a oferta turística da região e potenciar a promoção e dinamização em rede dos lugares património mundial”. “Para a Batalha, este é um projeto estratégico que irá colocar o Concelho na linha da frente do que melhor de faz ao nível nacional nas componentes turística e de valorização do património cultural”, acrescenta o edil. Em simultâneo com a apresentação pelo Governo do plano para concessionar e recuperar imóveis históricos, o Turismo do Centro apresentou dois projetos que contemplam o Município da Batalha e que visam aumentar o número de turistas na região. Os programas pretendem promover os locais classificados como Património da Humanidade no Centro e o turismo inclusivo, ou seja, facilitar a deslocação e estadia de turistas com limitações. A primeira rede de turismo acessível em Portugal está a ser testada em oito municípios, sendo eles Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras. O grupo alvo são as pessoas que têm dificuldade em fazer turismo devido a limitações físicas, como os cidadãos portadores de deficiência, idosos, grávidas, pessoas que sofrem de nanismo ou gigantismo. O projeto enquadra-se no programa “All for All”, na sequência do qual o Governo lançou duas linhas de financiamento num total de 5 milhões de


atualidades

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euros para adaptar os espaços públicos e turísticos a cidadãos com deficiência. O Presidente da Câmara Municipal da Batalha, Paulo Batista Santos, referiu na ocasião “a vontade do Município continuar a assegurar a marca de “Concelho mais acessível”, em projetos âncora como o EcoParque Sensorial da Pia do Urso ou o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, equipamento que recebeu o galardão de Melhor Museu Português de 2012 (atribuído pela APOM), o prémio Kenneth Hudson do Fórum prémio Kenneth Hudson do Fórum Europeu dos Museus, e, mais recentemente, com o prémio Acesso Cultura e a Menção Honrosa do Prémio “Concelho mais acessível” (do Instituto Nacional para a Reabilitação). Já o projeto “Património Mundial da Humani-

dade do Centro”, que contará com uma dotação superior a 2 milhões de euros, irá ser implementado em duas fases ao longo dos dois próximos anos, e visa aumentar o número de dormidas e a estadia média dos turistas na região, através do património classificado de Alcobaça, Batalha, Tomar e Coimbra. Neste projeto a desenvolver também em parceria com o Turismo do Centro de Portugal, o autarca da Batalha destaca a importância de “qualificar a oferta turística da região e potenciar a promoção e dinamização em rede dos lugares património mundial”. “Para a Batalha, este é um projeto estratégico que irá colocar o Concelho na linha da frente do que melhor de faz ao nível nacional nas componentes turística e de valorização do património cultural”, acrescenta o edil. Fonte: C.M. da Batalha


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Copyright ESA–S. Sechi

MARTE EM LANZAROTE Matthias Maurer da ESA, juntamente com os astronautas da ESA, Luca Parmitano e Pedro Duque, numa viagem de campo para o curso de geologia planetária Pangea. Em viagens de campo na paisagem marciana de Lanzarote, uma das Ilhas Canárias espanholas, os alunos foram encarregados de interpretar as características geológicas para compreender a história de como a ilha se formou. O objetivo é ajudar os astronautas a escolher os melhores lugares para explorar e coletar amostras de rochas. Esta sessão pôs em prática uma semana de formação em Bressanone, Itália, em Setembro passado, onde aprenderam sobre a Terra e os processos geológicos planetários, bem como a

forma de reconhecer pedras e meteoritos. O trio prosseguiu gradualmente em viagens diárias mais difíceis, terminando com uma exploração livre de campo à procura de amostras interessantes, mantendo-se em contacto via rádio com os cientistas do “controlo de missão”. Lanzarote foi escolhida para este curso por causa da sua similaridade geológica com Marte, como uma origem vulcânica, processos sedimentares suaves devido a um clima seco, quase sem vegetação e uma paisagem bem preservada. O curso ocorreu em colaboração com o Geopark de Lanzarote, uma área protegida com deserto primitivo


REVISTA ONLINE


atualidades

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PARQUES DE SINTRA TREE FINDER Novo sistema online de Parque de Monserrate

informação botânica do

- Consulta online de informação do património botânico arbóreo do Parque - Acesso a informação de localização e melhores acessos para visita - Informação descritiva e fotos - Pesquisa por nome científico, nome comum, continente de origem, árvores notáveis e por percurso de visita - Divulgação do património botânico pela comunidade científica mundial Link para a aplicação: http://www.parquesdesintra.pt/tree-finder/ A Parques de Sintra lançou a aplicação online “Tree Finder – Informação Botânica em Monserrate” para consulta de informação sobre o património botânico arbóreo do Parque de Monserrate. Este visualizador de informação geográfica online (websig) permite ao visitante saber mais sobre as espécies botânicas aí presentes: principais características, localização no Parque e melhores acessos para visitá-las. São cerca de 17000 o número de exemplares arbóreos existentes no Parque de Monserrate. O utilizador pode pesquisar as árvores por nome científico, nome comum, continente de origem, árvores notáveis e por percurso. É tam-

bém apresentada informação descritiva e fotos sobre os percursos do Parque, quer de visita regular, quer para visitantes com mobilidade condicionada, bem como dos seus jardins. Toda a informação pesquisada de árvores, jardins e percursos é visualizada sobre uma base cartográfica simplificada do Parque de Monserrate com legenda. São apresentadas as coordenadas geográficas, escala relativa e resultados da pesquisa. Algumas destas opções podem ser configuradas pelo utilizador, como por exemplo desligar os resultados da pesquisa, ou o zoom aos temas consultados. A informação escrita e fotos associadas aos temas de árvores, percursos e jardins é apresentada quando se interage com estes conteúdos. A aplicação Tree Finder foi desenvolvida integralmente utilizando tecnologia opensource. É amigável possuindo uma interface gráfica intuitiva, simples e compreensível para os diferentes públicos. Foi igualmente desenvolvido um backoffice de acesso reservado para gestão e atualização da informação, que permitirá ir enriquecendo os conteúdos consultados. A aplicação Tree Finder está disponível em português e inglês. A oferta desta informação via internet acrescenta valor ao património existente, permitindo que este seja facilmente explorado e conhecido em Portugal e alémfronteiras, reforçando ainda mais a divulgação do Parque de Monserrate, já premiado com um European Garden Award.


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TAVIRA INOVA O site de informação geográfica do Município de Tavira foi atualizado e apresenta-se numa estrutura mais atrativa e intuitiva para o utilizador. Um novo formato baseado em tecnologias open source e compatíveis com diversos dispositivos informáticos, nomeadamente, PC’s, portáteis, tablets e smartphones. Este meio de comunicação foi construído com o intuito de dar a conhecer o território, assim como possibilitar o acesso a um conjunto diversificado de informação relativa a equipamentos e serviços existentes no concelho em áreas como: administração, cultura, desporto, educação, prevenção e segurança pública, saúde e assuntos sociais. Esta plataforma disponibiliza, igualmente, dados acerca dos limites administrativos de Tavira, assim como de planeamento e urbanismo. É possível aceder, também, a informação referente à conceção de projetos de arquitetura, tendo sido acrescentadas, para o efeito, novas ferramentas que permitem diferentes graus de interação e exploração de mapas e dados as-

sociados. Os seus utilizadores podem descobrir, ainda, o que visitar, onde comer e dormir, o património, os agentes de animação turística e as praias. Também os investidores podem aceder a informação acerca do Parque Empresarial de Tavira e ter uma perceção real e concreta do equipamento, dos lotes arrendados, livres, ocupados ou reservados. Este sítio permite que os cibernautas usufruam de um serviço que lhes proporciona o acesso detalhado aos mais variados dados, entre as quais uma aplicação de sugestões e reclamações e informação específica sobre os transportes urbanos de Tavira “Sobe e Desce”. Com este instrumento, a autarquia pretende continuar a contribuir para a modernização administrativa, na medida em que facilita o acesso à informação disponível via internet. A criação e desenvolvimento desta plataforma é da inteira responsabilidade dos serviços técnicos da autarquia e encontra-se disponível em http://mapas.cm-tavira.pt


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Vulcão Colima. Copyright Webcams de Mexico

OS VULCÕES MAIS ATIVOS DA TERRA VIGIADOS POR SATÉLITE Enquanto centenas fogem da lava e cinzas expelidos a partir do vulcão Colima no México, a sua erupção contínua está a ser monitorizada não apenas por instrumentos terrestres, mas também a partir do espaço. Desde o mês passado, Colima é um dos 22 vulcões ativos em todo o mundo que estão a ser monitorizados por satélites. As últimas observações pelos Sentinelas da Europa e pelos satélites US Terra e Landsat são processadas automaticamente para uma rápida entrega dos parâmetros-chave para os investigadores de riscos geológicos. “Dentro da arena de riscos geológicos, este tipo de serviço sistemático é realmente algo novo”, explica Fabrizio Pacini de Terradue, que opera o novo serviço global online ‘Plataforma de Exploração de Riscos Geológicos’ da ESA (Geohazards Exploitation Platform, ou GEP). “Os investigadores já usam dados de observação da Terra, naturalmente, mas geralmente numa base sob-demanda a partir de um único sensor. Nós fazemos uso de uma gama de sensores para cobrir múltiplos locais numa base contínua.” O serviço é baseado em cadeias de proces-

samento automatizadas desenvolvidas por parceiros de investigação da GEP, em execução na própria GEP, e seguidamente disponibilizadas através desta plataforma. Massimo Musacchio, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália, explica: “Estamos a contribuir com um serviço de mapeamento da temperatura de superfície. Usando principalmente dados ópticos de vários satélites, estes revelam anomalias térmicas em torno dos vulcões.” “Executar o nosso algoritmo de processamento na GEP economiza um tempo valioso - não é necessária nenhuma navegação manual, descarga ou de transformação”, acrescenta Fabrizia Buongiorno do INGV. “Dados de séries temporais podem ser rapidamente extraídos de um único pixel co-registrado, para destacar tendências graduais dentro de uma área estreita.” O segundo, principalmente um serviço de póserupção é um mapa do vigor da vegetação, para avaliar a saúde de vida vegetal e agricultura à volta dos vulcões. Desenvolvido por Noveltis (França), este serviço conta com o processamento de imagens ópticas, incluindo dados do Sentinel-2.


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atualidades

Colima a partir do espaço. Copyright USGS

A terceira é a monitorização de alterações em alta resolução, desenvolvida pelo DLR Centro Aeroespacial Alemão, com base em imagens radar de séries temporais com 50 m de resolução do Sentinel-1. “As imagens de radar podem ser adquiridas à noite e em condições de nebulosidade, oferecendo uma vantagem significativa para monitorização de vulcões”, diz Virginie Pinel do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento IRD, França. “As variações entre as imagens podem ser usadas para mapear depósitos eruptivos como lava e depósitos explosivos, sem qualquer necessidade de acessar a área afetada. Conhecer a extensão dos depósitos eruptivos é crucial para avaliar um evento vulcânico e qualquer risco de desmoronamentos posteriores.” De cerca de 1.500 vulcões terrestres potencialmente ativos, os 22 alvos foram selecionados através de uma combinação de atividade recente e de interesse científico. Eles incluem alguns vulcões que já possuem abundantes infraestruturas de monitorização no solo – incluindo o Vesúvio da Itália, designado um Laboratório Nacional Super-local de Riscos Geológicos permanente pelo Grupo Interna-

cional de Observação da Terra - bem como outros na América Latina e no Sudeste Asiático, por vezes com menos disponibilidade de dados terrestres. Estes serviços experimentais foram criados em resposta a um seminário da ESA em 2015, sobre Satélites de Observação da Terra e Redução de Risco de Desastres. Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo estão a viver dentro do alcance de uma potencial exposição a um vulcão. A GEP é uma das seis Plataformas de Explorações Temáticas desenvolvidas pela ESA para servir as comunidades de utilizadores de dados. Como um novo elemento do segmento terrestre que fornece os resultados via satélite para os usuários, essas plataformas globais fornecem um ambiente on-line para acessar informações, ferramentas de processamento, recursos de computação e ferramentas para a colaboração da comunidade. O objectivo é permitir a extração fácil de conhecimentos valiosos a partir de vastas quantidades de dados ambientais que agora estão a ser produzidos pelo programa Europeu Copernicus e por outros satélites de observação da Terra. Fonte: ESA


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PRD K26, MONTE RODEL EM SINTRA Texto e fotografia: José Carlos Callixto

Do Moinho da Azóia rumo à Peninha, 20.12.2015, 9:25h


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O MENTOR DO CONCEITO DAS GRANDES ROTAS DURAS - O MEU “MANO” ARAÚJO DESAFIOU-NOS DESTA VEZ PARA UMA PRD ... UMA PEQUENA ROTA DURINHA... J. 25 A 26 KM NA SEMPRE BELA SERRA DE SINTRA, COM O MONTE RODEL COMO TEMA. CAMINHÁMOS PELA AZOIA - PENINHA - CAPUCHOS - MONTE RODEL - RIO DA MULA – AZOIA.


caminhada

20 Subida à Peninha ... a direito...

Capela de S. Saturnino e o Guincho, visto da Peninha.

Também chamado de Monte Rodelo, trata-se na verdade de dois aglomerados graníticos em forma piramidal, localizados praticamente no centro da Serra de Sintra, com vista privilegiada sobre a vertente norte. Pouco depois das nove da manhã estávamos assim a partir do Moinho da Azóia para uma caminhada que sabíamos ser ... durinha... J. Num espectacular penúltimo dia de Outono que mais parecia fim de verão, com Sol, sem vento e até com algum calor, começámos por subir à mítica Peninha e ao geodésico do Monge, para logo descer aos Capuchos e voltar a subir aos Mosqueiros ... e ao Rodel. A subida ao Monte Rodel é um teste às capacidades de trepada, particularmente na parte final ... mas a panorâmica do topo é sublime. Não sendo um dos pontos mais altos da serra, é contudo como que uma guarda avançada a norte, sobre Monserrate, o vale de Colares, a costa a noroeste.


Azóia e o Cabo da Roca, da Peninha. Lá muito ao fundo ... é Nova Iorque...

Anta do Monge

caminhada

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caminhada

Marco GeodĂŠsico


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Do Rodel dirigimo-nos para sul, passando pela chamada “Casa dos Espíritos Verdes”. Que histórias e mistérios guardarão aquelas ruínas? Depois, foi descer a boa velocidade o sempre espectacular vale do Rio da Mula, para o almoço à beira da albufeira, com muito pouca água. Da albufeira do Rio da Mula subimos à Pedra Amarela. Depois ... foi rumar a ocidente, passando na Fonte da Peninha, rumo ao mar. O pôr do Sol era às 17h:19m ... e à medida que descíamos o Sol também se ia deitando sobre o grande oceano. Como que guiados por um relógio mágico ... às 17h:19 estávamos de regresso ao Moinho da Azóia, de onde havíamos partido ... e a ver o Sol mergulhar no oceano! Tinham sido 26 km de uma jornada dura ... mas fabulosa. Como sempre! Obrigado Araújo ... obrigado companheiros!

entrevista

Rumo a nascente.

Subida ao cume do Monte Rodel.


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Panorâmicas a cortar a respiração, do cume do Monte Rodel.


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E regressámos à base do imponente maciço granítico do Rodelo, ou Monte Rodel.


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Casa dos Espíritos Verdes ...que segredos guardarão estas ruínas?


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Descendo o Vale do Rio da Mula, atĂŠ Ă Albufeira do mesmo nome.


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Por fragas e pragas...


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Povoação de Abreiro. Subimos à Pedra Amarela … onde fizémos a foto de grupo!

Miradouro do Bilhardo.


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Descida ... no trilho do Sol poente!


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Azoia, 17h:19m ... e o Sol mergulha no mar!

Mapa e track de GPS: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=11731725


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€ 4,20 Edição nº37

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INAUGURAÇÃO DO PR11 TVD

ROTA DO MORANGO RAMALHAL | AMEAL

A CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS, ATRAVÉS DA SUA ÁREA DE ACTIVIDADE FÍSICA, INAUGUROU NO DIA 1 DE NOVEMBRO O SEU DÉCIMO PRIMEIRO PERCURSO PEDESTRE, INTITULADO PR11 TVD - ROTA DO MORANGO, COM AS PARCERIAS CONJUNTAS DA, JUNTA DE FREGUESIA DO RAMALHAL E O CENTRO COMUNITÁRIO DE SANTO ANTÓNIO DO AMEAL. ESTA ACTIVIDADE INTEGRA O PROGRAMA “FESTAS DA CIDADE 2016” http://www.cm-tvedras.pt/agenda/programa/25/


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O projecto surgiu de uma proposta apresentada pela Câmara Municipal de Torres Vedras ao Centro Comunitário de Santo António do Ameal e à Junta de Freguesia do Ramalhal, tendo como propósito a prossecução de um plano global de construção de percursos pedestres nas diversas freguesias do concelho, divulgando, assim, o património natural, cultural e histórico das mesmas. Neste âmbito, foi proposto ao Centro Comunitário de Santo António do Ameal e à Junta de Freguesia do Ramalhal desenvolverem um percurso pedestre na freguesia, permitindo dar a conhecer a Rota do Morango e as suas belezas naturais, bem como contribuir para um incentivo à prática de actividade desportiva por parte da população local. A Rota do Morango, que se efectua desde 2010, consiste numa actividade de pedestrianismo inserida no Festival do Morango, um evento que se realiza anualmente no Ameal, cuja primeira edição ocorreu em 2005, e que foi iniciado com

o propósito de angariar fundos para aquisição e requalificação de um espaço de apoio religioso, social e cultural, pelo Centro Comunitário de Santo António do Ameal. O sucesso alcançado pelo evento no primeiro ano da sua realização levou a, desde logo, definir novos objectivos, visando sempre melhorar as condições das infra-estruturas e, consequentemente, a qualidade de resposta a dar pelo Centro Comunitário de Santo António do Ameal às necessidades da população local. O formato do Festival, numa perspectiva de corresponder às expectativas de quem nos visita, e atrair cada vez mais visitantes, tem vindo a evoluir ao longo dos anos, integrando presentemente um vasto leque de actividades lúdicas, culturais e desportivas. A cultura do morango, que teve início nesta aldeia há cerca de cinco décadas, tem vindo a crescer e evoluir, sendo actualmente a actividade com maior impacto económico e social na mesma, levando o seu nome para além fron-


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teiras, uma vez que grande parte do morango aqui produzido se destina a exportação, essencialmente para Espanha. Tem havido por parte dos produtores a preocupação de adaptar a cultura às crescentes necessidades e exigências do mercado nacional e internacional, procurando sempre satisfazer os mais elevados padrões de excelência na produção deste fruto delicioso e tão versátil. Actualmente, a cultura de morango, seja ao ar livre, seja em plantação coberta, estende-se por uma área de mais de 100 hectares, dando trabalho sazonal a cerca de 500 pessoas. Produzem-se diversas variedades, como, por exemplo, Camarosas, Sant Andreas, Esplendores, Fortunas, Sabrinas, Albions, Palomares, Ventanas e Portolas, estando a principal diferença entre elas relacionada com o clima e com o período diário de luz solar.

A Rota do Morango constante do projecto que apresentamos consiste num percurso pedestre com 20,2 km., que passa por áreas essencialmente rurais, com particular destaque para os caminhos que circundam os campos e as estufas onde o morango é produzido, onde teremos a oportunidade de conhecermos melhor a origem do fruto. Realizada anualmente pela organização do Festival do Morango, e inserida no mesmo, a Rota do Morango no seu formato tradicional continuará a ser um dos grandes acontecimentos no roteiro dos caminheiros, com o apoio da Junta de Freguesia do Ramalhal. Esta inauguração recebeu cerca de 230 participantes, que realizaram o PR11.1 com 11.4 kms, um dos 3 percursos pedestres que constitui a Rota do Morango”. Mais Informação no site www.rotadomorango.pt


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BTT

Sítio da Nazaré

“OS SETE NAS FALÉSIAS DO OESTE” O TÍTULO DESTAS LINHAS MAIS PARECE AJUSTAR-SE A UM FILME DE “COWBOYS” DO VELHO OESTE OU A UM LIVRO DA SÉRIE DE AVENTURAS DA ESCRITORA BRITÂNICA ENID BLYTON, QUANDO NA VERDADE O MAIS APROPRIADO SERIA TALVEZ “AO ENCONTRO DOS JUDEUS”, OU OUTRO PARECIDO, SEM EIVAR DE QUALQUER SENTIDO XENÓFOBO OU DEPRECIATIVO. Texto e fotografia: António José Soares


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BTT

Os Sete Magníficos

Na verdade o mesmo surgiu na sequência do desafio lançado pelo João P. R. Simões, para rumar até ao Sítio da Nazaré e daqui pedalar até Peniche. Assim, bem cedo tratámos dos preparativos e abalámos até Armazéns de Lavos, Figueira da Foz, onde nos reunimos ao terceiro dos Sete, o Gustavo Baeta, que delegou na Marta a responsabilidade que lhe competia na solene e doce incumbência de abraçar na plenitude a missão de zelar pelos dois pequenos revolucionários da casa. Como mais à frente se verá a Marta desempenhou um papel fulcral no fim da jornada. Lá fomos então na viatura do Baeta até ao Sítio da Nazaré ao encontro dos “Judeus”. A alusão aos “Judeus” não enferma de qualquer sentido depreciativo ou xenófobo, serve apenas para cognominar o casal Salgado, Rui e Catarina, rei e rainha da Arruda, acolitados pelos seus aios, Mestre Manuel Cordeiro e Paulo Monteiro, ribatejano de Coruche, pelas constantes patifarias com que brindam os pobres mártires, Sto.

António, São João P.R. Simões e, de quando em vez, também o São Gustavo. Feita a apresentação dos Sete Magníficos, onde se inclui o autor destas linhas, passemos ao relato de uma excelente jornada em família, caracterizada pela camaradagem, boa disposição, e humor. O Sítio onde D. Fuas Roupinho se distraiu com o veado em figura de demónio, em dia de intenso nevoeiro, apresentava, para não variar, a neblina que habitualmente grassa nas arribas do Litoral Oeste. Assim, adiámos o registo fotográfico para um local onde o sol espreitasse. Mal se iniciou o passeio, o João logo tratou de assumir o papel que na lenda se atribuiu ao veado, fazendo-nos precipitar pela arriba, através da longa e manhosa escadaria que liga o Sítio à praia da Nazaré. Ora, como de entre os Sete ainda há quem se julgue detentor de perícia “bttista” e desprovidos de juízo, logo seguiram na roda do demo, ainda que arriscando galgar do longo escadório para o


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42 Pelas arribas entre a Nazaré e São Martinho do Porto

São Martinho do Porto


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Vista para a baía de São Martinho do Porto

penhasco de uma vez só. Ultrapassada a primeira ocorrência da manhã, esta estava mesmo a convidar para um café na avenida. Mas esta coisa do café funciona mais como um pretexto, porque ainda não se tinha arrumado a última carroça e já os indomáveis “Judeus”, com o Manelinho à cabeça, trataram de limpar todas as bolas de Berlim da pastelaria. Enfim, uma verdadeira vergonha para quem se reserva algum decoro. E foi assim que os de Coimbra tiveram de impor alguma ordem, tratando de fazer a justa distribuição da doçaria e ordenando de seguida às tropas para a indispensável formatura com vista à foto de família. Concluídas as formalidades da partida, foi pedalar para sul até São Martinho do Porto, ora passeando a bicicleta por estradões de areia ora galgando e descendo arribas, com o mar a escassos metros, cuja forte neblina não permitia vislumbrar. Como não há bela sem senão, foram surgindo

muitas queixas sobre o percurso traçado pelo João, que me confidenciou ter mesmo havido intenção para a coisa se passar assim. Ora, tratando-se de malta dos caiaques, nada como transmitir a ideia da proximidade do mar e assim, na impossibilidade de pedalar com as bikes sobre a água, nada como alguma dose de areia para diversificar e enriquecer a qualidade do percurso. E depois nas subidas a areia desculpava sempre ter de levar a burrinha à mão. É certo que alguns “Judeus” não gostaram muito, sobretudo o Manel que logo escolheu para palco da queda mais aparatosa e dolorosa da jornada uma zona de descida, dura e difícil, com muita brita… Vencendo uma ou outra dificuldade, o certo é que o percurso é incrível, muito agradável para quem gosta deste tipo de actividade, mal demos conta estávamos a chegar a São Martinho do Porto. Sobre a arriba pudemos observar a entrada da baía, entre as falésias, uma panorâmica verdadeiramente incrível. É um lugar-comum o


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O Rio Salir e ao fundo Salir do Porto

Contornando a Lagoa de Óbidos

que passo a dizer, mas na verdade a satisfação de poder desfrutar destas vistas valeram o passeio. Ao chegar à baía de São Martinho do Porto os depósitos de combustível apresentavam indicação para o reabastecimento. E Logo ali, sentados à beira do porto, aproveitámos para devorar umas sanduíches. Contornando a baía, prosseguimos para Salir do Porto, continuando a desfrutar o passeio com uma satisfação enorme. Transposto o rio Salir, subimos novamente até às falésias, as quais fomos serpenteando, até nos internarmos um pouco mais para o interior e prosseguir na direcção da Foz do Arelho. Quase a completar metade do percurso os ob-

jectivos estabelecidos estavam a ser cumpridos na plenitude, ou seja, excelentes paisagens e dureza de percurso intercalado com troços mais suaves e agradáveis. Pedalar bem próximo do mar, ora por terrenos agrestes e duros, subindo e descendo falésias, ora em terrenos arenosos, neste caso pouco do agrado de quem pedala, constitui um aliciante extra. Contudo existe uma matriz fundamental, um aspecto de assaz importância que é o salutar e genuíno convívio entre os elementos que constituem o grupo, de onde resultam laços de amizade que se solidificam cada vez mais, sempre que ocorre alguma iniciativa como esta. Na aproximação à Foz do Arelho os raios de sol pareciam querer perder a vergonha. Ora quem


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Nevoeiro, presenรงa constante.

Lagoa de ร“bidos


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Continuando pela Lagoa, na peugada do João

não tem vergonha nenhuma é o Manel, já nos aprontávamos para deixar para trás a vila quando alguém falou em café. Lá pensei para com os meus botões, não tarda muito vou ouvir falar de algo mais. Enquanto pensava logo escutei o “Judeu Mor”: -Diga-me por favor, que bolinhos são estes? São bons? -Muito bons, prove senhor são queijadinhas aqui da terra. - Levava umas seis para a minha Cristina, mas o certo é que poderão estragar-se pelo caminho… Para mim são duas e um café com leite. Na verdade, embora cheio de boas intenções, o Manel teve a prudência de não ousar comprar as queijadinhas de laranja. Não sei se por adivinhar o muito leve e disfarçado sorriso dos sacaninhas que já esfregavam as mãos de contentes ante a possibilidade do assalto à mochila, não sei bem como, o certo é que foi prudente, não arriscou uma compra que garantidamente não acabaria nas mãos da Cristina. Contornar a Lagoa de Óbidos foi mesmo um passeio de encantar, o cenário ´natural, onde a vegetação e terrenos agrícolas envolventes à lagoa, associada ao espelho de água, harmoniza uma panorâmica incrível. Foi um período da jornada que nos permitiu rolar descontraidamente com enorme satisfação. A distracção tomou de tal forma conta dos três últimos tagarelas do pelotão, António, Manuel e Gustavo, tanto relaxaram, que obrigou à intervenção do “Major”

João Paulo, que preocupado com a hora de chegada a Peniche, tratou de obrigar a malta a intensificar a pedalada. Se a primeira metade da jornada de caracterizou pela beleza agreste das falésias que se erguem sobre o mar revolto, a partir da Foz do Arelho, a zona lagunar e a sua envolvente, marcaram ou diversificaram o tipo de paisagem encontrado. Percorrer todo este espaço natural, simplesmente faz-nos sentir bem. No plano oposto, nas proximidades da Praia D’El Rei depara-mo-nos com um escândalo moral, verdadeiro crime de lesa Pátria, assim, para aumentar o espaço destinado à prática do golfe, foi subtraído o espaço dunar e agrícola de protecção da orla costeira transformando-os em luxuosos “resorts”, uma ostentação obscena de novos “novos ricos”. Cabe perguntar às entidades com responsabilidade no licenciamento de tal enormidade imoral se vale a pena degolar a zona dunar em apreço, bem como os férteis terrenos agrícolas adjacentes, para o bem-estar material de tão poucos, com óbvias consequências nefastas para a natureza. Claro que para a avareza e ganhuça vale tudo. Deixando para trás o momento mais pesaroso da jornada ao qual é impossível ficar indiferente e por outro lado é penalizador sentir-mo-nos impotentes, prosseguimos para o Baleal, reduto movimentado de surfistas. A meta final estava apontada ao Cabo Car-


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Ao fundo a vila da Foz do Arelho

Baleal


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48 Farol do Cabo Carvoeiro

Cabo Carvoeiro

voeiro e foi assim, conforme previsto, que cumprimos com o plano traçado pelo João, o tempo disponível não deu para nos recrearmos um pouco em Peniche. Houve apenas tempo para pegar nas viaturas e abalar de volta. Para o completo sucesso da jornada muito contribuiu a Marta, o seu papel no epílogo desta história foi tremendo, na verdade foi um pouco

exaustos que regressámos de tão gratificante passeio à residência do Gustavo. E foi então que aconteceu o milagre gastronómico, a Marta brindou-nos com uma saborosíssima chanfana de Alcouce, com direito a entradinhas deliciosas e uma sobremesa fantástica. Bem hajas Marta, bem hajam os Sete (Judeus) Magníficos pela excelente jornada de convívio.


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