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Nº. 34 . Ano III . 2014 . PVP: 2 € (IVA incluído)

passear sente a natureza

CRÓNICA

Coimbra e a bicicleta

EQUIPAMENTO

Garmin GPSMAP® 64 Capa para iPhone 5/5s SECTOR Oversize II Timberland Penacook

Destino:Évora

Um dia bem passado…

CAMINHADAS

Entre a Arga e a Labruja

Monsaraz,

uma vila única


Correspondência - P. O. Box 24 2656-909 Ericeira - Portugal Tel. +351 261 867 063 www.lobodomar.net

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Director Vasco Melo Gonçalves Editor Lobo do Mar Responsável editorial Vasco Melo Gonçalves Colaboradores Catarina Gonçalves, Luisa Gonçalves.... Publicidade Lobo do Mar Contactos +351 261 867 063 + 351 965 510 041 e-mail geral@lobodomar.net

Grafismo

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2 Registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social sob o nº. 125 987 Direitos Reservados de reprodução fotográfica ou escrita para todos os países

Capa Fotografia

Artigo Destino: Monsaraz (pág. 10)

Turismo de Natureza e as economias locais Tem sido interessante de seguir a evolução crescente das atividades de Turismo de Natureza e, como elas influenciam positivamente as economias locais. Por exemplo, os festivais de caminhadas, no interior do pais e com duração de mais de um dia, têm um impacto muito positivo nas economias locais através da procura de alojamento e na restauração. Tive a oportunidade de verificar isso na primeira edição do Festival do Ameixial onde, mais de 200 pessoas “invadiram” a pacata aldeia algarvia. Durante três dias o único restaurante existente não teve mãos a medir e a população parecia ter renascido com a presença dos caminhantes! Não se esqueçam nos vossos passeios de gastar, pelo menos um 1 Euro, nas localidades por onde vão passando pois, poderá fazer toda a diferença. Boas caminhadas e boas pedaladas.

Diretor vascogoncalves@lobodomar.net


Edição Nº.34

10 24 52

44

3

Sumário 04

ASSINATURA Passear

06

Atualidades

10

Destino: Monsaraz

24

Caminhada: Entre a arga e a Labruja....

44 Crónica:

Coimbra e região de bicicleta

52

Destino: Évora

Um dia bem passado

64

Castelo dos Mouros

Em plena Serra de Sintra

72 Equipamentos

64 72


edição digital

Nº.10 . Ano I . 2012

edição digital

Nº.11 . Ano I . 2012

passear

passear

Destino

Kayak

by

sente a natureza

Cidades e vilas medievais Crónicas do Gerês

Ecovia

Lisboa a Badajoz AS VIVÊNCIAS DE FRANCISCO MORAIS

Leitura deturpada da Portaria

by

sente a natureza

Volta Ibérica

Ecovia 2

Caminhada

Trilho da Mesa dos 4 Abades

Reconhecimento na Serra de Sintra

Passeio

Ligação Angola a Moçambique

A aventura em BTT

de PEDRO FONTES Ericeira – S. Lourenço – Ericeira

Uma CAMINHADA de contrastes

Nº. 5

Parque da Espanha Industrial

Castelos de Portugal

Alcácer e Viana do Alentejo

Nº. 6

Nº. 7

Nº.17 . Ano II . 2012 . PVP: 2 € (IVA incluído)

Nº. 8

Nº. 9

Nº. 18

Nº. 19

edição digital

passear by

sente a natureza

Rota dos Moinhos Crónica

Ruta de los Túneles Destinos

Parque das Necessidades Mata Bom Jesus do Monte

Equipamento

Mochila Deuter Futura 28 Washington Summit Bobble, a garrafa

Nº. 10

Nº. 11

Nº. 17

Nº. 24 . Ano III . 2013 . PVP: 2 € (IVA incluído)

passear by

sente a natureza

EQUIPAMENTOS

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De Óbidos a Torres Vedras

PR6 VLR Rota das Conheiras

Caminho Português Interior de Santiago (1ª Parte)

Caminhada Piódão - Foz d´Égua - Piódão

Nº. 20

Nº. 21

Nº. 22

Nº. 23

Nº. 25

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Nº. 28 Nº. 29

Nº. 30

Nº. 31

Nº. 32

Nº. 33

Nº. 24


assinatura

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passear nº 34


atualidades

Campanha “Vamos criar o mapa da biodiversidade da Serra da Estrela” A Plataforma GeObserver pretende reunir informações sobre fauna e flora recolhidas por quem visita a Serra da Estrela. Qualquer pessoa pode ajudar a criar o mapa da biodiversidade da Serra da Estrela. Em Maio e Junho, meses mais propícios à observação de animais e plantas, os responsáveis pela plataforma online GeObserver e os seus parceiros (nos quais se inclui a ALDEIA/ CERVAS) desafiam todos os que visitam a serra a registarem as espécies de fauna e flora que encontram e fotografam. Conheça esta iniciativa em: http://www.geobserver.org/biodiversidade

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V Maratona Fotográfica BioRia A V Maratona Fotográfica BioRia “Primavera – Explosão de Biodiversidade” decorre de 18 a 25 de maio de 2014, inserida na 13ª Semana do Ambiente de Estarreja. As fotos a concurso terão que ser realizadas neste período e na Rede de Percursos Pedestres do BioRia. Inscrições: Inscrição presencial no CIA – Centro de Interpretação Ambiental, em Salreu, durante o período que decorre a maratona no seguinte horário: segunda a sexta 15h-19h30; Fins de semana 9h-12h/ 15h30-19h30. Entrega De Trabalhos:Via email para visitabioria@cm-estarreja.pt (máximo 10 megas por email) ou por via WeTransfer ou Dropbox, até às 24h do dia 25 de maio. Obrigatório entregar 4 fotos por participante, que serão avaliadas pelo seu conjunto e não individualmente Prémios: 1º Classificado: Vale FNAC – 150 € | 2º Classificado: Vale FNAC – 100 € | 3º Classificado: Vale FNAC – 50 €

| 4º ao 10º classificado – Kit Merchandising BioRia


atualidades GeoRota do Orvalho no final de Maio

I Jornadas Montis Património Natural do Vouga E Paiva As I Jornadas MONTIS são dedicadas ao Património Natural do Vouga E Paiva, têm organização da Associação MONTIS e da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, e decorrerão em 31 de Maio e 1 de Junho, no Auditório Rainha D. Amélia, Termas de S. Pedro do Sul, com visita à Reserva Botânica de Cambarinho e à Serra da Arada no dia seguinte. O principal objectivo destas jornadas é apresentar os valores naturais das serras drenadas pelos rios Vouga e Paiva (Montemuro, Freita/Arada e Caramulo), que são pouco conhecidos do público, apesar de reconhecidos pela Rede Natura 2000, que incluem as últimas populações de lobo a sul do Douro. Organização: MONTIS - Associação de Conservação da Natureza | Câmara Municipal São Pedro do Sul. Contactos: Pela Montis: Nuno Gomes | 913 040 342 | nunogomes@planetavivo.net Pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul: Teresa Sobrinho| 232 720 140 | teresa.sobrinho@cm-spsul.pt

Está agendada para o próximo dia 31 de maio a nona edição do passeio pedestre promovido pela Junta de Freguesia do Orvalho: a GeoRota do Orvalho. Inserida na Semana Europeia dos Geoparques e no Festival da Paisagem, este é um evento que conta com o apoio do Município de Oleiros e da Naturtejo. O programa tem início com o passeio pedestre, pelas 15:00h, havendo lanche e surpresas pelo meio. Pelas 19h00 terá lugar, no Miradouro do Mosqueiro, o Jantar Medieval com teatro ao vivo a cargo da Viv´Arte. No local, haverá ainda uma exposição de armaria da época constituída por elmos, escudos, coifas e cotas de aço. A animação, a cargo da companhia de teatro Viv´Arte, será uma constante e inclui música (com caixas e instrumentos de sopro), bailarina (com número de fogo, correntes e garras), grupo de espadas, apresentação de armaria da época, exercício de esgrima simples de grupo, combate apeado, combate de espadas de fogo. Para mais informações e inscrições: (limitadas até 350 pessoas), contacte a Junta de Freguesia de Orvalho por e-mail : freguesiaorvalho@gmail.com geral@jf-orvalho.pt ou por telefone: 272 746 399.

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atualidades 8

EVENTOS CORRIDA/CAMINHADA TODOS PELO LINCE No âmbito da Campanha “LPN pela Biodiversidade - Todos pelo Lince”, vai-se realizar no dia 24 de Maio a corrida/caminhada Todos pelo Lince que terá lugar em Monsanto, Lisboa. Toda a informação sobre a corrida/caminhada “Todos pelo Lince” está disponível em: http://www.lpn.pt/Homepage/Campanha/ Corrida/Caminhada-Todos-pelo-Lince/Content.aspx?tabid=2511&code=pt Para mais informações sobre a Campanha “LPN pela Biodiversidade - Todos pelo Lince” consulte www.lpn.pt CAMINHO DOS GALEGOS Percorrido durante séculos por peregrinos que caminhavam em busca de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha) para prestar homenagem junto da sepultura do Apóstolo, o Caminho dos Galegos é constituído por um excelente lajeado de acentuada antiguidade, provocada pelo desgaste de múltiplas passagens, marcando profundamente a pedra granítica. A freguesia de Mareco foi durante séculos propriedade da Ordem de Santiago, sendo os seus habitantes “reguengueiros encabeçados”. Nesta localidade, existe a antiga casa da Ordem, que possui gravada na ombreira da porta uma estilizada cruz de Santiago, cruzada por dois cajados de peregrino. Num cenário natural de rara beleza, o Caminho dos Galegos faz parte de um inúmero conjunto de vias que percorrem a Península Ibérica e Europa, denominados - Caminhos de Santiago. 01 de Junho pela C.M. de Penalva do Castelo “CARRILHEIRAS DE BARROSO” 2014 Estão de volta as “Carrilheiras de Barroso”,


especialmente desenhadas para os amantes da Natureza. Durante dois dias, 31 de maio e 1 de junho, o visitante é convidado a desfrutar de dois percursos já marcados que o vão guiar por caminhos antigos. Estes ligam aldeias, campos de cultivo e permitem contacto direto com o Povo de Barroso e o seu modo de vida. Com o objetivo dar a conhecer a natureza deslumbrante do território, fica o desafio para se deixar envolver numa atividade que culmina num almoço convívio. A novidade de 2014 é uma “Caminhada Solidária”, cujos lucros revertem a favor da CERCIMONT (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Montalegre), com a participação da turma do 12º ano, do curso Profissional Técnico de Restauração, da escola Dr. Bento da Cruz. Inscrições e mais informação: https://docs.google.com/spreadsheet/ viewform?usp=drive_web&formkey=dFRfcTh DeXdhdzh4U3lxYlp2bTd2YXc6MA#gid=2 PASSEIO PEDESTRE TRILHOS DE ENCANTO O “ Passeio Pedestre Trilhos de Encanto ” é promovido e organizado pela Junta de Freguesia de Serro Ventoso e realiza-se no dia 08 de Junho de 2014. A extensão do percurso é de +/- 10 km, com um grau de dificuldade física média. Contactos: Tel. 96 148 2000 Email: quiosque@freguesia-serroventoso.pt À VOLTA DAS ORQUÍDEAS A Associação de Orquídeas Silvestres de Portugal, com o apoio do C.I.S.E. Centro de Interpretação da Serra da Estrela está a organizar o encontro “À Volta das Orquídeas”, que se realizará no CISE, no próximo dia 21 de Junho. Poderá obter mais informações ou fazer a sua inscrição através do e-mail: aospficalhoana@gmail.com

atualidades

EVENTOS

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DESTINO:

MONSARAZ

UMA VILA ÚNICA! Texto V.M.G. e C.M. Reguengos de Monsaraz Fotografia: Lobo do Mar

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COORDENADAS MONSARAZ LATITUDE (DDMMSS): N 38° 26’ 33.9282” LONGITUDE (DDMMSS): W 7° 22’ 48.8568”

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destino 12

NO NOSSO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DO CONCELHO DE REGUENGOS DE MONSARAZ VISITAMOS, NESTA EDIÇÃO, A VILA DE MONSARAZ. UM ESPAÇO CHEIO DE HISTÓRIA E TRADIÇÃO QUE SE RENOVA AO LONGO DAS ESTAÇÕES DO ANO. A vila de Monsaraz é um espaço único no panorama nacional. A sua beleza natural e a sua situação geográfica são argumentos suficientemente fortes para atrair visitantes nacionais e estrangeiros. Já muito se escreveu sobre esta vila mas, cada vez que a visito encontro novos pormenores e novas formas de ver este espaço que é muito influ-

enciado pela luz. O que mais gosto de fazer em Monsaraz é deambular pelas suas ruas estreitas e descobrir recantos e novas formas arquitetónicas. São estes pequenos detalhes que, a meu ver, tornam Monsaraz tão especial e sempre tão diferente. A ORIGEM TOPONÍMICA DO TERMO “MONSARAZ” A origem toponímica do termo Monsaraz não está suficientemente estudada, embora se possa colocar a possibilidade da decomposição do termo em Mon Saraz. A palavra Saraz pode derivar de Xarez ou Xerez que equivalia, durante o domínio muçulmano à forma arábica Saris ou Sharish. O equivalente em castelhano do vocá-


bulo português Xara é Jara. Assim, Xarez ou Xerez corresponde aos equivalentes arcaicos castelhanos Jaraez ou Jarás que conduziram às formas atuais do Jerez castelhano ou Xerez português. Neste sentido, Monsaraz pode significar portanto Monte Xarez ou Monte Xaraz, isto é, monte erguido no coração de uma terra nas margens do Guadiana, antigamente povoada por um impenetrável brenhal de estevas (ou xaras) e que, pela excelência de condições estratégicas – posição de altura com cobertura defensiva de um grande e importante rio – recomendava, naquele sítio de difícil acesso, a fundação de um povoado, quase naturalmente defendido. Fonte: C.M.R.M.

MONSARAZ O BERÇO DO CONCELHO Desde os tempos pré-históricos, talvez pela sua posição geográfica, na proximidade de um rio (o Guadiana), talvez por estar implantada sobre um cume com excelentes pontos de defesa, que atraiu vários povos. A grande concentração de monumentos megalíticos nesta zona atesta a ocupação de tempos imemoráveis. Este primitivo castro pré-histórico foi mais tarde romanizado e ocupado sucessivamente por visigodos, árabes, moçárabes e judeus, até ser definitivamente cristianizado no séc. XIII. No século VIII, com as invasões muçulmanas, que ocuparam parte da Península Ibérica, Monsaraz cai sob o domínio

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destino 14

do Islão. Em 1167, foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor, numa expedição que partiu de Évora. Poucos anos depois, em 1173, Monsaraz volta novamente a cair em poder dos almóadas, na sequência da derrota de D. Afonso Henriques em Badajoz. Só mais tarde, em 1232, D. Sancho II, auxiliado pelos templários, reconquista definitivamente Monsaraz, fazendo a sua doação à Ordem do Templo, que fica encarregue da sua defesa e repovoamento. Neste período de ocupação cristã de Monsaraz, começou-se igualmente a

levantar a nova alcáçova, e os cavaleiros templários e o clero secular deram início à edificação dos templos religiosos de Santa Maria do Castelo, de Santiago, da ermida de Santa Catarina, do Hospital do Espírito Santo e da Albergaria para culto e atração de novas populações. Em 1319, Monsaraz é erigida à comenda da Ordem de Cristo, recém fundada em Portugal, e fica na dependência de Castro Marim. È nesta altura que começa a ser construído o edifício gótico do primitivo tribunal (e é também nesta altura que se começa a construir a torre de Menagem).


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destino 16

Em 1385 foi invadida pelas tropas do rei castelhano D. João. Foi resgatada, mais tarde, por D. Nuno Álvares Pereira. Em 1422, por doação do condestável D. Nuno Álvares Pereira ao seu neto D. Fernando, Monsaraz é integrada na Sereníssima Casa de Bragança. Em 1512, D. Manuel manda reformar o foral de Monsaraz e regula a vida

pública do concelho e da vila por diploma jurídico e a confraria da Misericórdia de Monsaraz fica definitivamente instituída na Matriz de Santa Maria da Lagoa. A vila recebeu, após a restauração de 1640, importantes acrescentamentos táticos, com o levantamento de uma nova cintura abaluartada, que tornou a vila numa poderosa “cidade inexpugnável”.


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destino 18

PRINCIPAIS MONUMENTOS EM MONSARAZ Pelourinho de Monsaraz Igreja de Nossa Senhora da Lagoa A Casa da Inquisição Capela de São José Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz Cisterna Igreja de Santiago Capela de São Bento ou Ermida de São Bento Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia Igreja da Misericórdia Igreja de São Bartolomeu


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destino


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destino INFORMAÇÕES ÚTEIS ONDE DORMIR Monte do Laranjal 22 Monsaraz 917 857 423 / http://www.montedolaranjal.com ONDE COMER A vila está bem equipada de restaurantes com comida regional. Para uma refeição mais sofisticada mas, com os sabores do Alentejo, tem o restaurante da Horta da Moura (fora da vila e a cerca de 3 km). Nesta unidade hoteleira pode ainda ver o Caminho das Oliveiras onde, a oliveira mais antiga tem cerca de 2450 anos. MUNICÍPIO DE REGUENGOS DE MONSARAZ Praça da Liberdade 7201-970 Reguengos de Monsaraz 38°25’28.80”N | 7°32’6.15”W GNR - POSTO TERRITORIAL DE TELHEIRO Rua da Fonte Telheiro 7200-181 Monsaraz 38°27’6.61”N | 7°22’48.96”W Tel. 266 557 151


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ENTRE A ARGA E A LABRUJA ... PASSEAMOS POR PONTE DE LIMA

POR SERRAS E LAGOAS DO MINHO Texto e Fotografia: Paula Suzana Da Silva Correia


caminhada 26 DURANTE TRÊS DIAS PERCORRERAM-SE MUITOS QUILÓMETROS POR CAMINHOS DO ALTO MINHO. É ASSIM QUE O CAMINHAR EM PORTUGAL JUNTA PESSOAS DE VÁRIAS PARTES DO PAÍS E DINAMIZA ATIVIDADES AO AR LIVRE ATRAVÉS DOS SEUS CAMINHEIROS QUE, REPRESENTAM ESTA PLATAFORMA. NOS DIAS 25, 26 E 27 DE ABRIL UM GRUPO DE 52 PESSOAS, QUE RUMARAM AO ALTO MINHO, CAMINHARAM, CONVIVERAM E ENVOLVERAM-SE COM O QUE DE MELHOR SE ENCONTRA NESTA ZONA: NATUREZA, CULTURA, HISTÓRIA E COMO NÃO PODERIA FALTAR...A GASTRONOMIA. CAMINHÁMOS NA SERRA D´ARGA, NA SERRA DA LABRUJA E NAS LAGOAS DE BERTIANDOS E S. PEDRO DOS ARCOS. PRIMEIRO DIA A primeira caminhada do evento “Entre a Arga e a Labruja ... Passeamos por Ponte de Lima” iniciou-se na aldeia do Cerquido, na freguesia de Estourãos. Após a chegada dos caminheiros de

norte a sul do país, do litoral ao interior, deu-se início ao percurso com uma paragem na Casa da Montanha - Centro de Acolhimento e Núcleo Patrimonial para conhecer melhor a Serra D’Arga. Situada no Alto Minho no conjunto mon-


tanhoso da Penada Gerês, apresenta-se com formas graníticas e nesta época do ano, pintada de amarelo... Dos 21 km inicialmente previstos, percorremos aproximadamente 11 km. Tal como a toponímia da serra D’Arga, de origem celta, indica – “lugar cercado”, sentimo-nos completamente cercados de nevoeiro, muita chuva e vento...sim era um lugar místico, misterioso, que nos cercou de todos os lados e em boa hora, a organização reorganizou o percurso. Foi possível conhecer os moinhos do Covão, que se caracterizam por ir buscar a água às nascentes na Serra e o núcleo rural do Reconco, na extinta freguesia de Arga de Cima. Muitos espigueiros de vários feitios, construções

e com utilidades diversificadas foram desenhando este percurso do Lobo do Atlântico. Quando se iniciou a subida íngreme à serra o frio e a humidade da cabeça aos pés tornaram-se muito intensos. Entre o nevoeiro descobrimos a casa da floresta onde tomámos o pequeno - almoço, vimos os garranos à solta tão à vontade connosco e fizemos uma paragem na Sª do Minho para comer o almoço. De facto não foi possível admirar a linda paisagem que circunda a Serra D’Arga, contudo ficou a vontade de voltar com a repetição do evento com muito sol a inundar as formas graníticas e a calçada medieval que desenha grandes linhas, como se fosse um mapa por entre a vegetação. Apesar de, neste percurso se encontrar

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caminhada 28 Serra d’Arga

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Casa do Guarda

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parcialmente o Trilho do lobo Atlântico, não vimos nenhum lobo. No vale do Lima, eles há muito desapareceram. De regresso ao Cerquido...o banho quente foi o desejo comum. Será importante realçar a oferta turística...pela variedade, qualidade e capacidade de adaptação de espaços descativados ou a necessitar de redinamização. Refiro-me a antigas escolas, solares, espaços rurais e muito verdes. O município de Ponte de Lima tem apostado em promover a sua

região e por isso mesmo, concentra o maior número de unidades de turismo de habitação e turismo rural do país. O Caminho de Santiago também contribuiu para colocar Ponte de Lima nos roteiros turísticos, a par da riqueza etnográfica da mais antiga vila de Portugal. O 1º dia de encontro encerrou-se com o jantar no Restaurante “Olho Marino” em Ponte de Lima. Foi preciso arranjar barriga para tanto bacalhau...De facto a receção, a hospitalidade anda de mãos dadas com a quantidade de comida servida.


caminhada 30

Espigueiro


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caminhada


FICHA DO PERCURSO Trilho do Lobo Atlântico e Alto do Campo Redondo e Chã Grande Percurso: Circular Extensão: 21 km Início/Fim: Cerquido Concelho: Ponte de Lima Serras: Arga Rio: Estourãos Locais de Passagem: Cerquido; Fojo de Lobo; Alto do Cavalinho (Casa do Guarda-florestal); Reconco; Arga de Cima; Moinhos do Covão; Penedo das Couves; Porta do Lobo; Alto da Portela; Alto do Campo Redondo; Alto da Fonte da Urze; Senhora do Minho; Cerquido (Ermida). Percursos Pedestres: PR Trilho do Lobo Atlântico; PR Trilho da Chã Grande.

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caminhada

Passagem pela Ponte Romana e Medieval

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SEGUNDO DIA Depois de uma noite de descanso, para os mais corajosos, que não tiveram receio da chuva, porque a vontade de caminhar falou mais alto, o ponto de encontro foi no Largo Camões bem no centro da vila de Ponte de Lima. O primeiro olhar foi para a ponte Romana e Medieval que caracteriza a história e carisma da própria vila. Parece-me imperativo olhar para a sua beleza quer de noite quer de dia. Um contraste muito notório, mas prende o olhar infinitamente da mesma maneira. O que mais ouvi em todo o percurso

foi “Bom Caminho”. Frase dita de forma afável por quem passa quer a pé quer de bicicleta. Nota-se, para quem faz o caminho para Santiago, um ambiente próximo e amistoso sem dúvida A paragem foi num café para o almoço partilhado na aldeia de Labruja. Depois do café, caminhámos tendo quase sempre como ponto de referência a acidentada serra. Nela, encontramos um símbolo da emboscada do povo português aos retardatários soldados franceses do exército de Napoleão em 1809, que, em debandada, regressa-


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vam aos seus países depois de derrotados. Como prova deste acontecimento, está a Cruz dos Franceses ou dos Mortos. A serra da Labruja pertence ao concelho de Ponte de Lima onde passa um dos percursos do Caminho Português a Santiago de Compostela. As subidas são muitas até ao Alto da Portela (436mts), mas com paragens para deixar uma pedra, nas cruzes ou em alguns locais do caminho. A mim parece-me que cada pedra simboliza a vida, a fé, o desejo, a presença...ou algo mais

quem sabe. É um gesto único... Antes de regressar de autocarro de Rubiães para Ponte de Lima, fomos ainda brindados com um breve passeio pela Via Romana XIX passando por cima o rio Coura. O jantar foi no Restaurante “Sonho do Capitão” na Correlhã. Neste jantar comeu-se um dos pratos mais típicos desta região: Arroz de Sarrabulho com Rojões à Minhota e o típico e tradicional leite-creme, acompanhados pelo característico Vinho Verde de Ponte de Lima.


caminhada

Rio Lima

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Pedras Vivas


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caminhada

Cruz dos Franceses

Serra da Labruja

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Via Romana XIX


39 FICHA DO PERCURSO (Re)viver a Labruja no Caminho de Santiago Percurso: Linear Extensão: 18kms Início/Fim: Ponte de Lima – Rubeães Concelhos: Ponte de Lima e Paredes de Coura Serras: Labruja Rios: Lima, Labruja e Coura Locais de Passagem: Ponte de Lima; Sabadão; Arcozelo; Ponte da Geira; Labruja; Cruz dos Mortos; Ponte de Agualonga; Rubiães; Via Romana XIX. Percursos Pedestres: Percurso parcial do Caminho de Santiago de Compostela.


caminhada 40

TERCEIRO DIA No último dia de evento fomos brindados com o ex-libris da região: a Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. As Lagoas fazem parte da Reserva Ecológica Nacional da Rede Natura 2000. Tem cerca de 350 hectares abrangendo as freguesias de Bertiandos, São Pedro de Arcos, Estorãos, Moreira do Lima, Sá e Fontão. O início e o fim do percurso foram no Centro de Interpretação Ambiental. O responsável pelo projeto fez a apresentação, desde a fundação até à atualidade.

Antes de iniciar a caminhada, houve várias advertências, no que diz respeito à área protegida, assim como às espécies. A alerta dos nossos sentidos, sobretudo, olfacto, audição e visão realçaram a beleza e a pertinência da preservação destes ecossistemas. Os bosques higrófilos, as pastagens muito verdes e húmidas, as lagoas e os pinhais fazem desta área um ponto obrigatório de paragem. Associado a este interesse estão outras iniciativas que apoiam e enriquecem o verdadeiro valor das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos: serviço educa-


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tivo, animal e ambiental; turismo rural e campismo; restauração; quinta pedagógica...locais à altura da sua qualidade, pela oportunidade turística e ambiental mas principalmente pela vertente pedagógica oferecida para todas as idades e tipos de pessoas. Foi um percurso relativamente fácil, mas de grande envolvência, porque resultou da junção dos vários percursos e rotas disponíveis nas lagoas. A paragem nos vários postos de observação e o percorrer das pontes de madeira por entre uma vegetação que cresceu selvática com o som de fundo de muitas espécies nos

seus refúgios talvez tenha transportado o grupo para o mundo dos contos. Neste percurso foi necessário fazer ajustamentos, porque ainda estavam bem presentes as marcas das chuvas. Dos 8 km previstos percorreram-se 6 km. O términus deste evento deu-se no Restaurante “O Recanto das Lagoas”. Após o almoço, ficou ao critério de cada participante o último roteiro: visita à Quinta dos Pentieiros; visita a Ponte de Lima; visita à Sª do Minho...muitos locais para visitar...


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caminhada


FICHA DO PERCURSO À volta das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos Percurso: Circular Extensão: Aprox. 8 km Início/Fim: Centro de Interpretação Ambiental Concelho: Ponte de Lima Rio: Estorãos Locais de Passagem: Centro de Interpretação Ambiental; Lagoa S. Pedro D’Arcos; Lagoa das Tapadas do Mimoso. Rotas: Rota do Solar; Rota do Cruzeiro; Rota da Azenha Percursos Pedestres: Percurso da Lagoa; Percurso das Tapadas; Percurso do Rio; Percurso da Veiga; Percurso da Água; Caminho do Rio Lima.

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crónica

Crónica

COIMBRA E REGIÃO, DE BICICLETA. Texto e fotografia: António José Soares

44 O Mondego visto da margem esquerda, próximo das antigas minas de chumbo de Barbadalhos ou do Zorro.

TORRES DO MONDEGO - PENACOVA - SERRA DA AVELEIRA - MATA DE VALE CANAS

Em 1987, Nélson Correia Borges, na sua 1ª edição, do volume 6, da coleção dos Novos Guias de Portugal, sob o título “Coimbra e Região”, abre assim a “Introdução Geográfica”: “Região de mil matrizes, a descer do cimo do Buçaco e da Lousã, até às planuras arenosas da beira-mar, tem de tudo um pouco para oferecer, desde o mais erudito ao popular. As cidades, vilas e aldeias, com seus monumentos, ruas e gentes, sur-

preendem sempre personalizadas e simultaneamente participantes, da paisagem de sonho, que o poeta pôde sentir de perfeição celestial:” Na esteira do que escreveu, cita Miguel Torga, no Diário VII: “O mal desta paisagem de Coimbra é que não tem arestas que o corpo e o espírito precisem de limar. Ambos deslizam por ela como enguias no lodo. E a longa história do convívio humano com a suavidade


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O Mondego na Portela, no horizonte as Torres do Mondego.

das suas formas é um equívoco dramático. Cuida cada mortal, que caminha ainda no chão, e passeia já na bem-aventurança.” A obra de Borges, mais que um guia, é um verdadeiro romance sobre Coimbra, cidade e região. Motivado pela sua leitura, resolvi avivar a memória sobre estes lugares, percorrendo-os de bicicleta, experimentando alguns destes percursos ainda desconhecidos e embrenhando-me por lugares com história, de diversificada e bonitas paisagens,

em redor de uma cidade e região de encantos e encontros. Na Portela, onde o Mondego recebe o Ceira e se liberta das amarras montanhosas das encostas escarpadas, abrindo-se à sua maior cidade e espalhando-se para os campos verdejantes, na sua derradeira viagem até à Figueira, iniciei a minha primeira viagem, sempre pela margem direita do rio, até à vila de Penacova. Passando sob a ponte da antiga linha de caminho-de-ferro da Lousã,


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Torres do Mondego e o rio, no Penedo do Corvo mítico local que atravessou gerações.

percorridos cerca de 2 km, alcancei as Torres do Mondego, outrora pertencente a São Pedro de Coimbra e Santo António dos Olivais e hoje sede de freguesia com o mesmo nome. Situada no dorso da encosta o casario em presépio estende-se até ao rio, num beijo quase perfeito. Por aqui se encontram excelentes locais de lazer, junto às margens, principalmente no Verão. De criação recente, a Praia Fluvial dos Palheiros, situada na freguesia das Torres do Mondego, conta com excelentes infraestruturas de apoio, com bar e outros equipamentos essenciais. Mas o destaque vai para a excelente qualidade da água a que

se associa um envolvimento paisagístico notável. Penduradas nas encostas do lado oposto, os lugares de Carvalhosas, Palheiros e Zorro, espreitam lá do alto, envolvidos pela densa vegetação que alterna com terras de cultivo. Numa margem como noutra é possível de encontrar bons trilhos para a prática do BTT, ou cicloturismo. Para completar o conjunto de lugares da freguesia de Torres, que convivem com o rio, o Porto Meio, o Casal da Misarela e a Ribeira proporcionam também boas alternativas para caminhadas ou programas com bicicletas. O verde domina a paisagem e a simbiose com a água completa um quadro encantador.


Praia Fluvial da Freguesia de Torres do Mondego.

Entre a Portela do Mondego e Penacova, torna-se difícil escolher qual o trecho mais belo do rio, se a Pedra Aguda com os seus recantos se o Caneiro, onde casario pendurado na encosta vigia o rio que aqui corre mais rápido e estreito. Na Rebordosa o vale estende-se por várzeas férteis e uma ponte liga as duas margens até aos lugares da Ronqueira e Carvoeira. Tanto por uma como por outra margem podemos alcançar Penacova. A partir da Rebordosa, subindo, se chega a Chelo e à vila de Lorvão, onde uma pequena ribeira separa o casario do Mosteiro. Em Lorvão, tradição e a história remontam aos primórdios do reino. Do folclore à

gastronomia, passando pela arte de fazer palitos, de forma artesanal, os lorvanenses souberam guardar o legado que perdura desde a Idade Média. A igreja do Mosteiro alberga o maior órgão de tubos construído em Portugal, que longo e competente restauro devolveu ao instrumento o seu som e o número de tubos iniciais – quatro mil. Mas para falar de Lorvão e do seu Mosteiro, precisaríamos com certeza muito mais do que as linhas que dispomos para escrever. Saindo de Lorvão podemos seguir subindo para Sernelha, para depois voltar a descer a Penacova, mas o mais lógico e suave é enveredar novamente em direção à Rebordosa e

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crónica

No Caneiro, o colorido sobre a água de canoas e kayaks, são uma presença constante de Maio a Outubro, atividade ameaçada por razões de interesse económico, que resulta da tentativa de aproveitamento hidroeléctrico do troço do rio entre Penacova e Caneiro, mesmo ao arrepio de pareceres ambientais que desaconselham tal projeto. Esperemos, a bem da razão, que prevaleça a vontade de todos os que amam o rio.

48 continuar a serpentear o rio até à ponte. Junto a esta, na Azenha do Rio, pode encontrar-se uma iguaria de que a vila se orgulha de ostentar o estatuto de capital. Falamos da lampreia. Para os que apreciam, a lampreia é aqui confeccionada de forma sublime...Finalmente Penacova, a Princesa, que do alto vigia o Mondego, tem origens remotas e difíceis de encontrar no tempo. Referências medievais aludem a um castelo que já não existe. A vila pendura-se no alto, sobranceira ao rio, do Penedo de Castro se avista para jusante o vale fértil, que estreita a partir da Ronqueira e Rebordosa. Para montante os fraguedos

alcantilados erguem-se entre uma e outra margem, na vertical, em lascas regulares, tal como lombadas de livros, daí o nome “Livraria do Mondego”. A doçaria conventual de Lorvão e Penacova é o regalo dos mais gulosos, a meio de uma volta de bicicleta, espreitando os recantos do Mondego, o fascínio da paisagem encontra rival nas Nevadinhas e nos Pastéis de Lorvão, assim, nada como reabastecer com uma Nevada e um café no café Turismo. Existe em Penacova um conjunto considerável de moinhos de vento, quase todos descativados da sua função primaz, a moagem. Na Por-


O Mosteiro de Lorvão.

Lorvão, o casario e o Mosteiro.

Penacova vista do “Penedo Alto”.

Vista do café Turismo, Penacova, com o Pastel de Lorvão à direita e Nevada, à esquerda, em plano primordial.

Torres do Mondego na década de 70

49 tela da Oliveira, a caminho da serra do Buçaco, existe perto de uma vintena de moinhos, uns recuperados, outros já avaliados pelo IPPAR, em vias de restauro. Destaque para o moinho Vitorino Nemésio e ainda para o Museu do Moinho. Na vertente oposta, a caminho da Serra da Aveleira, encontramos em Gavinhos outro conjunto considerável de moinhos. É pena não ser possível observar a sua principal beleza, que consiste sobretudo nas velas presas aos varais. O santuário mariano aqui construído aparece um pouco desfasado da paisagem. Continuando para Coimbra, após a passar Figueira de Lorvão, Granja e

Paradela, antes de entrar na Aveleira, encontramos o mais pequeno e ultimo conjunto de moinhos. Após um olhar sob o horizonte, da serra da Aveleira pode adivinhar-se a serra do Buçaco, bem como as planuras de Coimbra. A Carapinheira da Serra deixa antever que a cidade do Mondego está próxima. Depois do Dianteiro vêm a Cova do Ouro, o Casal Lobo e finalmente a frondosa mata de Vale de Canas, local aprazível na Primavera e Verão onde podemos encontrar refúgio à sombra do arvoredo, para um agradável piquenique. Vale de Canas, importante pulmão da cidade de Coimbra, estende o seu arvoredo na encosta vertente a Leste,


crónica Moinhos de Gavinhos, Penacova.

50 Vista da Serra da Aveleira.

Mata Nacional de Vale de Canas Torres do Mondego .

para o Mondego, ladeando o Casal da Misarela e as Torres do Mondego, freguesia à qual pertence. Para terminar, na descida do Picoto dos Barbados ao Tovins, tempo ain-

da para nos determos sobre Coimbra e observar o pôr-do-sol a pintar a paisagem urbana, em conjunto com o aparecimento tímido de algumas luzes, a adivinhar a noite.


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