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Nº. 24 . Ano III . 2013 . PVP: 2 € (IVA incluído)

passear by

sente a natureza

EQUIPAMENTOS

• BINÓCULOS STEINER outlet • NOVOS MODELOS GARMIN • MOBIKY YOURI 16

De Óbidos a Torres Vedras

PR6 VLR Rota das Conheiras

Caminho Português Interior de Santiago (1ª Parte)

Caminhada Piódão - Foz d´Égua - Piódão


Praceta Mato da Cruz, 18 2655-355 Ericeira - Portugal Correspondência - P. O. Box 24 2656-909 Ericeira - Portugal Tel. +351 261 867 063 www.lobodomar.net

Será o Caminho de Santiago um produto turístico?

Registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social sob o nº. 125 987

O Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) foi recentemente revisto e o Turismo Religioso passa a ser estratégico para Portugal bem como o Turismo de Natureza (a pé ou de bicicleta) e de observação de aves. No passado dia 12 de Abril, teve lugar na Anadia, uma Conferência Internacional subordinada ao tema Caminho Português de Santiago. A abertura dos trabalhos da conferência esteve a cargo do Secretário de Estado do Turismo, um jovem entusiasta que explanou as virtualidades do Turismo Religioso no sentido de captar mais turistas para Portugal e, até avançou com a forte possibilidade de candidatura do Caminho Português de Santiago a Património da UNESCO! É confrangedor ver a ignorância, por parte da nossa classe política, sobre o tema Caminhos de Santiago. A ânsia de mostrar serviço não lhe deixa tempo para refletir e informar-se sobre as reais intenções de quem se propõe fazer o Caminho de Santiago. A descoberta interior, a espiritualidade, fazem de cada um, um Peregrino e não um turista! Penso que o fenómeno Caminhos de Santiago está longe de poder ser tratado como um produto turístico, por outro lado como se pode propor o Caminho Português de Santiago a património da UNESCO se não existe uma definição do Caminho Português!

Direitos Reservados de reprodução fotográfica ou escrita para todos os países

Boa leitura

www.passear.com

Director Vasco Melo Gonçalves Editor Lobo do Mar Responsável editorial Vasco Melo Gonçalves Colaboradores Catarina Gonçalves, Luisa Gonçalves.... Publicidade Lobo do Mar Contactos +351 261 867 063 + 351 965 510 041 e-mail geral@lobodomar.net

Grafismo

Contacto +351 965 510 041 emal: anagoncalves@lobodomar.net www.wix.com/lobodomardesign/comunicar

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Diretor vascogoncalves@lobodomar.net NOTA:

Capa Fotografia Piodão (pág. 34)

Na última edição da revista Passear publicámos uma reportagem sobre o Trilho das Cascata, em Vila de Rei onde poderá ter ficado alguma dúvida sobre a sinalização do mesmo. A autarquia está atenta à situação e tenta manter o percurso seguro apesar dos sucessivos atos de vandalismo ou roubo da sinalética.


Edição Nº.24

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Sumário 04 Atualidades 08 Onde Comer 09 Onde Dormir 10 Equipamentos 16 Crónica: Caminho Português Interior de Santiago 2012 (1ª Parte) 24 Crónica de José Carlos Calixto PUB 34 Caminhada Piódão - Foz d´Égua - Piódão 42 ASSINATURA PASSEAR 44 PR6 VLR Rota das Conheiras

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atualidades

12ª Peregrinação a Santiago de Compostela A Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Viana do Castelo organiza, de 25 de Abril a 1 de Maio 2013, a 12ª Peregrinação a Santiago de Compostela pelo Caminho Português da Costa. Informação e inscrição pelo email: aacs_viana@hotmail.com

Manual do Caminheiro

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Equipar-se, alimentar-se e cuidar de si… naturalmente. Autor: Jean-Claude Rodet. Numa obra que propõe uma abordagem prática inédita, extremamente acessível, encontramos um manancial de informações simples, conselhos preciosos e comprovados e soluções eficazes para iniciar com o pé direito - ou prosseguir - uma atividade de pedestrianismo. Numa altura em que este desporto ganha cada vez mais praticantes, urgia um manual do caminheiro assim, ecologicamente responsável, socialmente sensível e naturalmente consciente. Uma verdadeira bíblia para quem caminha, faça-o por recreação ou necessidade, em grupo ou sozinho, em peregrinação ou como desporto. Edição da Grádiva.


Ameixial recebe o 1º Festival de Caminhadas do Algarve Um fim-de-semana, 12 percursos pedestres, muito património natural e cultural, animação, música, gastronomia, conversa, viagens, aprendizagem, convívio. É este o programa que o Ameixial’s Walking Festival/1º Festival de Caminhadas do Algarve propõe, de 26 a 28 de abril. Situado no limite norte do Algarve, na fronteira com o Alentejo, no meio da Serra do Caldeirão, o Ameixial merece uma visita atenta, para conhecer de perto alguns valores raros na região. A misteriosa “Escrita do Sudoeste” é apenas um desses aliciantes. Este 1º Festival de Caminhadas do Algarve, promovido pela Câmara Municipal de Loulé, numa organização da ProActiveTur, alia as componentes desportiva, ambiental e cultural.

5 propõe a caminhada “Long Walk” (2030 km), caminhadas temáticas coordenadas por especialistas, o Peddy Papper para pais e filhos “À descoberta da Escrita do Sudoeste” e ainda três percursos pedestres: Percurso Pedestre “Corte D’Ouro”, Percurso Pedestre “Azinhal dos Mouros” e Percurso Pedestre “Revezes”.

A abrir o evento, no dia 26, pelas 18h30, haverá uma caminhada de apresentação. Segue-se um jantar convívio e, ao final da noite, os participantes terão a oportunidade Ao longo dos percursos, os caminhande fazer uma observação astronómica. tes terão a oportunidade de receber algumas explicações sobre a importância Nos dias 27 e 28, as caminhadas vão estar da flora e as suas utilidades no dia-aem destaque; das 9h00 às 17h30 (sábado) -dia, participar na observação de páse 9h00 às 15h00 (domingo), a organização saros e fotografar a natureza.


atualidades Vila de Rei recebe IV Mercado Medieval 6

Pelo quarto ano consecutivo, a Câmara Municipal de Vila de Rei, com o apoio do Agrupamento de Escolas de Vila de Rei, volta a promover “um mergulho na Idade Média”, através da realização do Mercado Medieval, que se realizará no dia 19 de Maio, na Rua de Sto. António. Depois do sucesso das anteriores edições, Vila de Rei volta assim a reviver tempos e tradições passadas, numa iniciativa que tem trazido centenas de pessoas à sede do Concelho nos últimos anos. Do programa do Mercado Medieval constam momentos de Teatro, Música, Animação e Jogos Tradicionais, bem como Artesanato e Gastronomia locais, juntando dezenas de expositores e mais de uma centena de figurantes. Irene Barata, Presidente da Câmara Mu-

nicipal de Vila de Rei, afirma que “o Mercado Medieval de Vila de Rei tem vindo a aumentar a sua importância como marca cultural e turística no nosso Concelho. Através da recriação desta viagem ao passado pretendemos voltar a juntar centenas de pessoas a presenciar este espectáculo. É também com muita satisfação que realço o trabalho conjunto com o Agrupamento de Escolas de Vila de Rei, que muito tem contribuído para o sucesso desta iniciativa. ” O Mercado Medieval de Vila de Rei insere-se na aposta feita pelo Município em atividades culturais, promovendo o Concelho como marca cultural e turística. FONTE: C.M. VILA DE REI


Onde Comer

{RESTAURANTE OSTRADAMUS } NA CIDADE DE COIMBRA NASCEU UM RESTAURANTE DE INOVAÇÃO. O OSTRADAMUS É UM ESPAÇO ONDE A QUALIDADE DO SERVIÇO E DA COZINHA SÃO IRREPREENSÍVEIS. A DECORAÇÃO É CONTEMPORÂNEA MAS SÓBRIA, O QUE CRIA UM AMBIENTE MUITO AGRADÁVEL. FELIZMENTE, O RESTAURANTE OSTRADAMUS NÃO TEM TELEVISÃO EXISTINDO, CONTUDO, UM ECRÃ GIGANTE ONDE SÃO PASSADOS FILMES E IMAGENS DE NATUREZA. A “ALMA” DE RESTAURANTE ESTÁ NA SUA COZINHA E O CHEFE PAULO QUEIRÓS BRINDOU-NOS COM UM PRATO DE VITELA COM QUEIJO RABAÇAL E UM BACALHAU COM BROA E AMÊNDOAS ACOMPANHADOS POR UM EXCELENTE TINTO QUINTA DAS SERVAS (ESTREMOZ). PARA SOBREMESA, UMA MOSTRA DE DIFERENTES DOCES DE ONDE DESTACAMOS O CHEESE CAKE E A MOUSSE DE CHOCOLATE.

onde comer

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Informação de contacto Rua João de Deus Ramos, 145, Coimbra Reservas 239 401 000 Geral 239 405 900


Onde Dormir

{CASAS DA MATA DO BUSSACO } A FUNDAÇÃO MATA DO BUSSACO TEM VINDO A RECUPERAR AS ANTIGAS CASAS DOS GUARDAS PARA AS PODER ALUGAR A QUEM QUER SENTIR A MATA. AS CASAS SÃO SIMPLES E EQUIPADAS COM TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA UMA ESTADA EM CONTACTO COM A NATUREZA. NÓS FICÁMOS NA CASA DO MIRADOURO, JUNTO ÀS PORTAS DE COIMBRA, QUE POSSUI 3 QUARTOS, SALA, COZINHA (COM LAREIRA) E CASA DE BANHO. O PREÇO É DE 60 EUROS POR DIA.

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Informação de contacto Fundação Mata do Bussaco Coordenadas GPS: 40º 22’34.56’’N e 8º 21’56.48’’W Tel. 231 937 000 turismo@fmb.pt


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Outlet Binóculos Steiner

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A empresa Nautiradar, representante em Portugal da marca de binóculos Steiner, está a realizar um outlet de alguns modelos da marca alemã. Nesta edição vamos apresentar alguns dos modelos que poderá adquirir a preços mais vantajosos com os descontos a variar entre os 30% e os 40%. Modelos integrados no Outlet Steiner: - Linha WILDLIFE® Pro / 8x30 (299 €); 8,5x26 (212 €) e 10,5x28 (253 €). - Linha WILDLIFE® / 8x24 (140 €) e 10x26 (159 €). - Linha SAFARI Pro / 8x22 (81 €) e 10x26 (95 €). - Linha SkyHawk / 8x32 (238 €); 8x42 (275 €); 10x42 (320 €) e 10x26 (154 €) Em breve, iremos lançar um passante na nossa página de Facebook onde iremos oferecer o modelo Safari Pro 8x22.

WILDLIFE® Pro 8,5x26

Principais características Ampliação: 8,5x Diâmetro objetiva (mm): 26 Sistema de focagem: Fast-Close-Focus Óticas de alta performance: Alto contraste Distância de focagem ao perto (m): 2,9 Estanque: Sim Oculares: Ergonómicos Pupila de saída: 3,7 Campo de visão a 1000m (m): 110 Luminosidade: 9,4 Fator “Twilight”: 14,9 Peso (g) / Alt (mm): 314 / 111 Garantia (anos): 30 Nª/Referência: 108680 OUTLET C/IVA: 212,00 €


WILDLIFE® 10x26

Principais características Ampliação: 10x Diâmetro objetiva (mm): 26 Sistema de focagem: Fast-Close-Focus Óticas de alta performance: Alto contraste Distância de focagem ao perto (m): 3,6 Estanque: Sim Oculares: Ergonómicos Pupila de saída: 2,6 Campo de visão a 1000m (m): 91 Luminosidade: 6,8 Fator “Twilight”: 16,1 Peso (g) / Alt (mm): 324 / 134 Garantia (anos): 30 Nª/Referência: 108691 OUTLET C/IVA: 159,00 €

SAFARI Pro 8x22

Principais características Ampliação: 8x Diâmetro objetiva (mm): 22 Sistema de focagem: Fast-Close-Focus Óticas de alta performance: Alto contraste Distância de focagem ao perto (m): 3,6 Estanque: Sim Oculares: Ergonómicos Pupila de saída: 2,8 Campo de visão a 1000m (m): 123 Luminosidade: 7,6 Fator “Twilight”: 13,3 Peso (g) / Alt (mm): 210 / 94 Garantia (anos): 10 Nª/Referência: 108692 OUTLET C/IVA: 81,00 €

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SkyHawk 10x42

Principais características Ampliação: 10x Diâmetro objetiva (mm): 42 Sistema de focagem: Fast-Close-Focus Óticas de alta performance: Alto contraste Distância de focagem ao perto (m): 2,2 Estanque: Sim Oculares: Ergonómicos Pupila de saída: 4,2 Campo de visão a 1000m (m): 100 Luminosidade: 17,6 Fator “Twilight”: 20,5 Peso (g) / Alt (mm): 770 / 158 Garantia (anos): 10 Nª/Referência: 106522 OUTLET C/IVA: 320,00 €


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Magellan GPS Switch

Relógio e Multifunções com GPS, para atividades desportivas e de ar livre em geral.

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A Magellan tem disponível no mercado os dois primeiros produtos na sua nova linha de fitness: Os Switch e Switch UP. Concebidos para atender necessidades dos corredores, ciclistas, nadadores, e todo qualquer outro tipo de atleta ou amante das atividades de ar livre, esta nova série incorpora funcionalidades poderosas, são adaptáveis e customizáveis , para além de serem também um relógio e um GPS. Um dos recursos inovadores é o “Activity Pacer” que mostra aos corredores se eles estão no ritmo em linha com o seu objetivo e fornece metas específicas para atingir o resultado desejado. O relógio do GPS SWITCH, projetado principalmente para corredores, é um dispositivo de treino de aptidão, com características especiais que incluem nove perfis personalizáveis de desporto. O ecrã é de alta resolução, e fácil leitura. A autonomia da bateria é de oito horas. O GPS incorporado é de alta sensibilidade e o produto é resistente à água até 50 metros de profundidade. Existe compatibilidade com sensores ANT + Sport ™.

O SWITCH UP tem as mesmas características que Switch GPS, mas inclui também um altímetro barométrico para dados de elevação precisos, um termômetro para monitorar e capturar a temperatura exterior, alertas de vibração para notificação em ambientes mais ruidosos, altos e um inovador sistema de libertação rápida para facilmente se alternar entre desportos. Para dar apoiar os utilizador da gama SWITCH a Magellan criou uma página de internet designada por: www.active.magellangps.com. Aqui, o utilizador poderá registar seus dados de desempenho, facilmente fazer o “upload” e controlar dados on-line com ferramentas de análise, partilhar e distribuir automaticamente pelas suas redes sociais ou websites de fitness, tudo a partir de um único local, e com mapas e gráficos intuitivos. Esta plataforma é compatível com os sites de fitness mais famosos, como MapMyFitness, TrainingPeaks, Strava, etc. Comercialização Nautel


Mobiky Youri 16

Uma bicicleta elétrica desmontável de última geração. A pequena Youri 16 é uma solução muito interessante para o utilizador citadino de bicicleta devido à sua versatilidade e funcionalidade. Principais caraterísticas Quadro e forquilha: alumínio Transmissão: Shimano Nexus 3 ou 8 Motor: aà frente 250W Bateria: lithium ion 24V, 5,5 ou 11Ah Travão da frente: V-brake Tektro ou Shimano Travão traseiro: Nexus Roller Brake Pneus: Kenda 16x2,00 ou Schwalbe 16x1,75 Pedais: retrateis Corrente: KMC, tratamentoTeflon® Peso: 17,8 a 19,2kg Peso max. do ciclista: 110kg Tamanho do ciclista: 1,45 a 2,1m Dimensões: 85x85x30cm Comercialização Descobreventos

Waeco Cool Fun S 28DC

A Nautiradar apresenta ao mercado português a bolsa térmica para alimentos com alimentação 12 volts CC.. Muito elegante, com um aspecto náutico e volume de 25 litros faz com que a compra diária de alimentos seja muito eficaz, mantendo esses mesmos alimentos nas condições ideais. Graças as suas pegas laterais com velcro é possível ligá-la diretamente ao carrinho de compras, esta bolsa solta-se com muita facilidade. Para que a cadeia de frio não seja interrompida, a bolsa termoelétrica liga-se á rede elétrica de 12 volts seja do carro, seja do barco ou autocaravana, proporcionando assim uma potência de refrigeração até 15ºC abaixo da temperatura ambiente. O exterior é de poliéster resistente, o seu peso de apenas 2,3 kg e as dimensões 37 cm x 410 cm x 23 cm. PRVP € 75,00 (inclui Iva)

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Garmin

apresenta a nova série Oregon Os novos Oregon 600 e 650 são mais robustos e apresentam novas funcionalidades e mais avançadas do que a série anterior, nomeadamente maior potência, velocidade e precisão graças ao seu sistema de navegação de alta tecnologia que engloba GPS e GLONASS

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A Garmin lança a nova série Oregon 600 e 650. Os novos equipamentos da marca apresentam melhorias significativas ao nível da performance: novas funcionalidades, um ecrã tátil aperfeiçoado, e duas vezes mais brilhante que os modelos anteriores, que oferece grande legibilidade na sombra e sobre intensa luz solar. Ainda devido ao sistema de navegação GPS + GLONASS, a nova série oferece maior precisão, velocidade e potência. Já disponível para compra, por um preço de venda ao público (PVP) recomendado de 379 euros (600), 449 euros (600t), 449 euros (650) e 519 euros (650t). Preços com IVA incluído. Maior precisão e rapidez de navegação A sua bússola eletrónica de três eixos com inclinação compensada e acelerómetro mostra para onde os utilizadores se dirigem. O seu altímetro barométrico regista as alterações na pressão para identificar a que altitude os utilizadores se encontram e inclusive usá-lo traçar a pressão barométrica ao longo do tempo, ajudando-os a estarem atentos a alterações climatéricas. O receptor GPS de alta sensibilidade com WAAS/GLONASS e HotFix® aponta a localização do utilizador de forma extremamente rápida e precisa, mesmo em locais de difícil cobertura. Esta performance só é possível porque o Oregon recebe a informação de satélites GLONASS, conseguindo uma rapidez de localização 20 por cento maior (com mais 24 satélites) do que só usando um sistema GPS.

Interface intuitiva e maior tempo útil de bateria Outra das novidades dos novos Oregon é a funcionalidade full track view que permite uma visualização mais abrangente e de alta qualidade dos mapas no display do equipamento. Pesando apenas 199 gramas, os Oregon 650 e 650t trazem de origem com uma bateria NiMH recarregável (opcional para os Oregon 600 e 600t), oferecendo um sistema de bateria dupla de última geração. A bateria tem uma autonomia de até 16 horas, sendo que para uma viagem mais longa aconselha-se levar duas pilhas AA como backup. Registar memórias para partilhar com amigos ou para mais tarde recordar Os novos Oregon possuem câmara fotográfica integrada de 8 megapixéis com digital zoom e flash automático (nos modelos Oregon 650 e 650t), e botões personalizáveis para uma rápida e fácil captura de imagem de forma a registar os melhores momentos das aventuras outdoor. Desta forma, cada foto da aventura de Geocaching é etiquetada com a localização onde foi tirada, facilitando no futuro o acesso a esse exato local. Com esta funcionalidade, os geocachers podem registar digitalmente as geocaches – e de forma personalizada - sem terem de recorrer a papel para fazer as anotações. Outra grande vantagem trazida pelo novos upgrades é sem dúvida a capacidade de quando conectado com um smartphone, através da aplicação gratuita Garmin Basecamp, os utilizadores do Oregon poderem ligar-se a outros utilizadores, partilhar dados, procurar novas aventuras registadas por outros fãs do outdoor, ajudando a organizar o seu futuro percurso. Este software gratuito para planear as viagens, ajuda os utilizadores a organizarem as suas aventuras no Garmin


Oregon 600 t

Oregon 650 t

Oregon 650

Adventures, a nova comunidade online de partilha de aventuras, facilitando a gravação de fotos à medida que vão traçando os percursos para depois poderem construir o seu álbum online e partilhar com quem quiserem. O software BaseCamp disponibiliza mapas em 2D ou 3D no display do computador, incluindo linhas de contorno e perfis de elevação. Os modelos Oregon “t” oferecem uma excelente cartografia topográfica para a Europeia (escala de 1:100K) e permitem acrescentar novos mapas topográficos, náuticos, de estradas, e inclusive a cartografia BirdsEye, de acordo com as necessidades dos utilizadores. Equipados com conectividade Graças à capacidade de conexão por Bluetooth, os utilizadores podem transferir ficheiros de grandes dimensões por wireless, como fotos, aventuras e mapas personalizados entre equipamentos Oregon de série 600. Com um smartphone com Bluetooth, os utilizadores poderão também partilhar dados da sua atividade Outdoor, nomeadamente pontos de referência, caminhos e estradas com amigos e família e encontrar as aventuras disponíveis mais próximas através do Garmin Adventures. Os Oregon vêm assistidos com sistema wireless ANT+™, tornando a experiência ainda mais completa graças aos acessórios banda de frequência cardíaca, cadência, chirp e sensores tempe. Para caminhadas Os mapas de alta qualidade TOPO da Europa oferecem detalhes topográficos do mais alto nível (escala de 1:25K), onde se podem encontrar detalhes de grande qualidade como rios, lagos, contornos de terreno, e outros pontos geográficos. Na bicicleta Ideal para treinos em trilhos, os Oregon são ultra leves e compatíveis com monitores de ritmo cardíaco e sensores de cadência/ritmo da Garmin. Um acessório de montagem para o guiador da bicicleta torna mais fácil o transporte do Oregon para verificar a velocidade, a distância, elevação e localização à medida que avança.

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CRÓNICA

Caminho Português Interior de Santiago 2012 (1ª Parte) Texto e Fotografia: António José Soares / http://coimbrasantiago.blogspot.pt

APÓS UM INTERREGNO DE DOIS ANOS, EIS-ME NOVAMENTE A CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA. DESTA VEZ, A PARTIR DE COIMBRA, ONDE REALIZEI UM PEQUENO PRÓLOGO, COM INÍCIO NA IGREJA DE SÃO TIAGO, NA PRAÇA DO COMÉRCIO, NA COMPANHIA DO JOSÉ AGUIAR E DO JOAQUIM.


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< Junto à Igreja de São Tiago, em Coimbra, início do Caminho <

Sé Velha, antiga Sé Catedral

Percorremos as ruas da baixa citadina em direção à Igreja de Santa Cruz, com uma pequena paragem na Praça 8 de Maio, subimos em direção à Sé Velha, onde pedimos a colocação do primeiro selo. Continuámos pela Universidade até à Sé Nova, para a aposição de mais um selo. A descida da Alta de Coimbra, entrando na Baixa pelo medievo Arco de Almedina, até Santa Cruz e São Bartolomeu para nova aposição dos selos, foi rápida, tal qual o desejo de respirar o rapidamente o “caminho”. Passeio e piquenique no Choupal foram o epílogo de um prólogo leve e agradável.

31 DE JULHO DE 2012, 06:15 horas,

início da primeira etapa, a partir de Coimbra via Torres do Mondego, serpenteando rio acima, com uma primeira paragem na Barragem da Aguieira, reforço do pequenoalmoço num café situado no centro de Santa Comba Dão, de onde seguimos para tomar a bonita ciclovia do Dão, até Viseu. Ás 13 h 30 min, almoço de piquenique, junto à antiga Estação de Tondela. Em Farminhão, reabastecimento e enquanto prossegui pela ciclovia, o Aguiar e o Joaquim começaram o Caminho, assinalado a partir desta localidade. O reencontro foi em Viseu, onde efetuámos


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01 - Praça Velha Coimbra 02 - Passagem por Viseu, a Caminho da Sé Catedral para o Carimbo das Credenciais 03 - O Caminho pela antiga Linha do Dão, hoje ciclovia entre Santa Comba Dão e Viseu 04 - Em Almargem, ao jantar 05 - Capela de Almargem

uma pequena paragem para comprar fruta e beber um café. Os cerca de 100 km já percorridos começaram a fazer sentir-se nas minhas pernas, antevendo uns próximos dias bem penosos, a falta de exercício continuado começava a fazer-se sentir, nova separação, resolvi parar um pouco à saída de Viseu, para lanchar, enquanto o Aguiar e o Joaquim prosseguiram. No primeiro dia pernoitámos no albergue de Almargem, pertença da associação cultural e recreativa local, onde cheguei ainda dia, mas tendo perdido uma passagem por uma antiga calçada romana, ali bem próximo, ainda pensei voltar para trás para efetuar uma pequena passagem, mas depressa fui desaconselhado pelos meus amigos. Era importante recuperar bem para o dia seguinte. Como em Almargem não existia casa que servisse refeições, foi necessário retroceder cerca de 4 km para encontrar um restaurante. O importante era conseguirmos uma boa refeição, para finalmente descansarmos para o dia seguinte. 01 DE AGOSTO, segundo dia do Caminho

Português, saindo manhã bem cedo de Almargem com um início duro, pelo caminho florestal, passando pela aldeia abandonada de Cabrum, subindo até à cota máxima da Serra de Montemuro, prosseguimos,

descendo para Mões, onde almoçámos. Depois do almoço, enquanto me arrastei com dores na coxa o enorme hematoma ainda atrapalhou mais a minha insuficiente condição física, relativamente aos meus amigos. Assim, surgiu como um bálsamo a vertiginosa descida até ao rio Paiva, o qual atravessei com a água a dar pelos joelhos, com muita pedra a atrapalhar, foi no entanto um momento refrescante e agradável. Mas a uma segue-se sempre 19 uma subida, e assim foi o que sucedeu com uma arrasadora subida até ao Alto do Mesio. Em Mões os meus amigos saíram na frente, contudo, problemas nos travões obrigaram o Aguiar a seguir por Castro Daire, pela N2, em direção a Lamego, para tentar a resolução do problema, que afinal apenas dependia de uma pequena limpeza dos discos. O Quim continuou na minha frente pelo traçado do caminho, que encontra, na parte final a N2., aqui chegado, aproveitei para um lanche/jantar, fundamental na melhoria do meu desempenho, na parte final, mesmo a subir, e com a ajuda do vento rolei a uma velocidade de 22 km/h, para minha total surpresa. O acidentado do percurso neste segundo dia foi verdadeiramente arrasador, à


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08 06 - Marco geodésico na Serra de Montemuro 07 - Rio Paiva 08 - O simpático habitante disse-me faltarem só 2 km, afinal foram 6km. 09 - Alto do Mesio

chegada a Penude, as minhas pernas pareciam dois pilaretes de betão, tal era a rigidez muscular, o Joaquim e o Aguiar chegaram a Lamego com uma hora e pico de vantagem, o que lhes permitiu dispor de tempo para um jantar descansado. Enquanto aguardava a vinda dos dois, aproveitei para colocar gelo na coxa, para debelar o hematoma, fruto da minha imprudência do dia. 02 DE AGOSTO, depois de uma merecida

noite de repouso no albergue na sede da Junta de Freguesia de Penude, prosseguimos por Lamego, com espaço para fotos e compra da tradicional bola, e tempo para apreciar os vinhedos do Douro, paisagem verdadeiramente estonteante. Na Régua, o almoço junto ao rio, com a magnífica bola comprada em Lamego, com fruta diversa e suculenta, entretanto adquirida no Mercado Municipal da Régua

e o refrescar nas águas do Douro, foram um bom retempero de forças, para enfrentar a 21 longa subida até Vila Real. A sair da Régua, aconteceu o pequeno percalço, reparei que tinha esquecido a mochila, assim, enquanto o Quim e o Zé Botelho seguiram pela N2, por Santa Marta de Penaguião, voltei ao parque, onde, felizmente consegui encontrar a mochila, como me atrasei um pouco, decidi optar por um itinerário diferente, acompanhando a rota do Vinho do Porto, parte inicial, por Alvações do Tanha. Em Vila Real, não fora insistência do Aguiar e por ali teria ficado, na medida em que me encontrava um pouco esgotado. Contudo a decisão de prosseguir os restantes 25 km até Parada de Aguiar, foi a mais acertada, onde cheguei já noite, mas bem a tempo de saborear o melhor “Cordon Bleu” do mundo.


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10 - Sé de Lamego 11 - Entre vinhas 12 - Na Régua, junto ao Douro. 13 - Pela “Rota do Vinho do Porto”


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CRÓNICA de José Carlos Calixto De Óbidos a Torres Vedras, com os “Novos Trilhos” JÁ VÁRIAS VEZES SALIENTEI, NESTAS MINHAS “FRAGAS”, O PAPEL QUE AS REDES SOCIAIS TÊM TIDO, PARTICULARMENTE NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS, NA MINHA CONTÍNUA DESCOBERTA DE NOVOS TRILHOS, DE NOVOS INSTANTÂNEOS DE AR LIVRE. É O TAL ESTRANHO CRUZAMENTO DE UMA CATARSE PURIFICADORA COM A TECNOLOGIA DO SÉCULO XXI, A QUE ME REFERIA NO QUE ESCREVI NUMA NOITE DE MAIO DE 2011, COMPLETAMENTE SOZINHO E “PERDIDO” EM PLENO TRILHO DA CUMEADA, NAS TERRAS MÁGICAS DO GERÊS.


Vem isto a propósito de mais uma “aventura”, vivida ontem, sábado, em terras do nosso Oeste. O desafio ... era um teste de resistência: ligar dois dos mais importantes castelos medievais do oeste, de Óbidos a Torres Vedras. E o desafio vinha de mais um grupo que acompanho regularmente nos trilhos da net, que teve até já lugar de destaque na Revista “Visão”. Bem a propósito, o grupo chama-se ... “Novos Trilhos”. Alguns elementos já os conhecia de outras “aventuras” ... e assim as minhas “famílias” caminheiras vão aumentando, na razão directa da minha paixão pelo pedestrianismo. Entre os Castelos de Óbidos e de Torres Vedras, a jornada seria, como foi, uma jornada dura, na casa da meia centena de quilómetros. Paisagens agrícolas, bosques de pinheiros e eucaliptos, belas aldeias de casario branco, típicas do Oeste, povoações históricas como Serra d’el Rei, fizeram parte do itinerário e deram a esta “prova” o sabor da “missão cumprida”, com alegria e boa disposição! Pouco passava das 7 da manhã juntávamo-nos na Estação da CP de Torres Vedras, onde ficaram as viaturas e onde tomámos o comboio para Óbidos. Da estação ferroviária subimos ao Castelo e a primeira etapa foi assim entre Óbidos e Serra d’El Rei, 15 km que completámos em 2 horas e meia, pelos campos e lezírias do Sobral da Lagoa e da Charneca da Mata. Serra d’El-Rei terá sido um enclave

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1 ÓBIDOS: COMEÇOU A GRANDE JORNADA ENTRE CASTELOS 2 ESTAÇÃO DE TORRES VEDRAS, 23.03.2013, 7:26H 3 ÓBIDOS 4 ÓBIDOS

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5 SOBRAL DA LAGOA

portuário erigido pelo lendário Mestre Templário Gualdim Pais. O actual topónimo teve origem no afecto especial que, a partir de meados do século XIV, os reis portugueses lhe dedicaram, sobretudo D. Pedro I, que se dedicou a esta povoação com o ardor apaixonado da sua juventude. A nossa segunda etapa, entre Serra d’el Rei e Marteleira, atravessou a porção noroeste do planalto de Cezaredas e levou-nos aos 30 km de percurso. Não passámos muito longe de Bolhos, onde num longínquo dia 1 de Novembro de um longínquo ano de 1970 nasci para a vida ao ar livre, quando me iniciei na Espeleologia, precisamente nas grutas de Bolhos, Lourinhã! 30 anos antes do século XXI...! 40 anos antes de começar a escrever as

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minhas memórias ... “Por fragas e pragas...”! O passado cruza-se com o presente, as recordações cruzam-se com as vivências da actualidade! Já a entrar na tarde, da Marteleira continuámos rumo a Sul, fazendo a terceira e última paragem próximo de A-dos-Cunhados, quando os GPSs (e as pernas...) assinalavam os 40 km. Os últimos quilómetros desta “maratona” foram já depois do Sol posto. Quase com 49 km percorridos, passavam 15 minutos das dezanove horas quando entrámos nos limites da cidade de Torres Vedras. Mas ... claro que tínhamos de ir ao Castelo, ou não fosse esta uma “prova” entre Castelos. A porta do Castelo Medieval de Torres marcou assim


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6 SERRA D’EL-REI: AO FUNDO A PAPOA E A BERLENGA 7, 8, 9 PLANALTO DAS CESAREDAS 10 MARTELEIRA

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simbolicamente o final desta bela jornada de resistência ... mas dali ainda tínhamos de voltar, claro, aos carros que tínhamos deixado de manhã a descansar, junto à Estação da CP ... e para completar os prometidos 50 quilómetros de marcha! Tinha testado de novo os meus limites, à semelhança do ano passado, quando liguei a Malcata à Gardunha em travessia solitária, que continua a ser o meu record pessoal de distância num dia. Agora estes “Novos Trilhos” do Oeste sem dúvida que me agradaram. Apesar da jornada longa e do andamento necessariamente rápido, a alegria e o companheirismo estiveram sempre bem patentes nos rostos das mais de três dezenas de “maratonistas”. A alegria e o companheirismo que aprendi a partilhar e a viver, em tantas e tantas “aventuras” de ar livre ... há mais de 40 anos! A meteorologia ... essa mais uma vez cumpriu a “tradição” de contrato especial... J! De uma duvidosa previsão de uma caminhada total ou parcialmente à chuva ... apanhámos ligeiros borrifos por volta das onze da manhã...

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11 OS HERÓIS! 12 RIO ALCABRICHEL 13 MONTEJUNTO SEMPRE À VISTA


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ALGUNS NÚMEROS DESTA "MARATONA" DISTÂNCIA PERCORRIDA: 50,1 KM TEMPO TOTAL: 11 HORAS E 8 MINUTOS (9H:43M DE MARCHA + 85 MINUTOS DE PARAGENS) MÉDIA GERAL DE MARCHA: 5,16 KM/H ALTITUDE MÍNIMA: 5 M (RIO REAL, SOBRAL DA LAGOA) ALTITUDE MÁXIMA: 177M (PRÓXIMO DE FETEIRA, PLANALTO DAS CESAREDAS) DESNÍVEL ACUMULADO DE SUBIDA: 996 METROS / DE DESCIDA: 973 METROS TRACK DE GPS: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=4161480

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14 E O SOL IA-SE PONDO... 15 FORTE DE OLHEIROS 16 E TORRES VEDRAS QUASE BY NIGHT... 17 JUNTO AO CASTELO DE TORRES: A “PROMESSA” ENTRE CASTELOS ESTAVA CUMPRIDA 18 ... E CÁ ESTAMOS DE NOVO NA ESTAÇÃO DE TORRES VEDRAS: ESTAVA COMPLETADA A JORNADA, COM 50 KM PERCORRIDOS!


Caminhada

PIÓDÃO 34


- Foz d´Égua - Piódão Texto e fotografia: Luis Veloso / Grupo 100atalhos

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36 Algures na serra do Açor, entre curvas e contracurvas, encontra-se a magnífica aldeia do Piódão, uma das mais belas aldeias de Portugal, tendo sido classificada como imóvel de interesse público a partir de 1978, beneficiando assim de alguma proteção. Mas só a partir da sua integração no projeto das Aldeias Históricas de Portugal, o Piódão viu o seu conjunto urbanístico salva guardado. Ou seja, no âmbito desse programa todas as casas em cimento e telhados de telha foram convertidas em paredes de xisto e telhados de lousa, valorizando assim a riqueza arquitetónica do Piódão. As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra,

formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos intitulada de “aldeia presépio”. O percurso circular que aqui disponibilizamos tem inicio e fim no Largo Cónego Manuel Nogueira, e liga a aldeia do Piódão ao lugar de Foz d’Égua. Trata-se de um percurso com declive pouco acentuado, com uma ou duas exceções. Algumas casas abandonadas que se cruzam no caminho são testemunho da atividade pastorícia de então, tanto de caprinos como de ovinos. Nas clareiras podem avistar-se colmeias, testemunho da atividade apícola, ainda com alguma expressão na Serra do Açor. Em Foz D’ Égua para além das casas tradicionais, destaca-se a piscina natural, local de encontro da ribeira do Piódão com a ribeira de Chãs d’Égua, que correm em direção ao rio Alvôco. Neste local há indicações do caminho a tomar para regressar


37 ao Piódão. Seguindo em direção ao Piódão pela margem direita da ribeira, o percurso continua pelas curvas da encosta, tendo como paisagem a extraordinária engenharia de conquista de espaço à encosta: as quelhadas ou socalcos. São patamares sobre patamares, escadas que ziguezagueiam os terrenos a cultivar. Verdadeira prova de esforço do homem. Chegando ao Piódão foi tempo de recuperar energias com um belo licor regional, e de visitar mais alguns locais de interesse da aldeia. Para finalizar, podemos dizer que o Piódão oferece hoje em dia uma boa oferta turística, com alojamento, restauração, e diversas lojas com o que de mais tradicional se produz na aldeia, entre artesanato, licores, mel, pão ou outros deliciosos produtos gastronómicos.


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INFORMAÇÕES ÚTEIS Percurso Distância – 7 km Tipo – Circular Grau – Fácil INFORMAÇÕES: Track de GPS para descarregar: http://ridewithgps.com/trips/1217226 Grupo 100atalhos / http://www.100atalhos.com Ver filme / http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=s_jGFhFJexQ CONTATOS: Associação de Compartes da Freguesia do Piódão: 235 732 750 Centro de Saúde de Arganil: 235 200 100 B.V. Côja: 235 721 122 G.N.R.: 235 200 520

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