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ENTREVISTA MARCUS PESTANA: "NÃO HÁ PLANO A NEM PLANO B. É PIMENTA" Maio de 2014 | Ano XIII | Nº 156

www.revistaencontro.com.br

A pedagoga Carla Paiva Assis Bonfim e o engenheiro Marcelo Assis Bonfim, pais de Helena, 6 meses, que nasceu de parto natural: “Eu achava o método uma violência”, diz Marcelo. “Mas foi emocionante”

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Com o apoio de médicos, parto natural ganha adeptas em BH. Conheça casos de mães que fizeram essa opção pelo bem-estar das crianças e de si mesmas

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NESTA EDIÇÃO

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ENTREVISTA Deputado Marcus Pestana fala sobre eleições em MG CIDADE Artesãos e hippies tomam as calçadas da capital PET Bons hotéis para seus bichos se hospedarem ALIMENTAÇÃO Saladas podem ser mais calóricas que feijoada CORRIDA A campeã olímpica Sheilla na Encontro Delas/Circuito Molico NEGÓCIOS Laboratório São Marcos cresce e já encosta no concorrente TECNOLOGIA Empresa mineira desenvolve um tipo de filme orgânico

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VEÍCULOS Bentley e Rolls Royce vão entrar no mercado dos SUVs CULTURA Temáticas bem urbanas na obra do pintor Mauro Silper DEZ PERGUNTAS Novo presidente do TJ e os desafios da gestão 14/16 CAPA Conheça mulheres que optaram pelo parto natural

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COMPORTAMENTO Especialistas falam sobre os perigos das mamadeiras

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INVERNO Roupas de festa com toques casuais: o hi-lo na moda

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TENDÊNCIA Verão terá o frescor e a elegância das saias mídis

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VITRINE Roupas, bolsas e joias: o que toda mãe quer ganhar DECORAÇÃO As penteadeiras estão em alta, e de todos os estilos CASA Seleção de acessórios: sua cozinha vai ficar mais bonita GASTRÔ Receitas de sobremesas para um Dia das Mães muito especial NEGÓCIOS Marília muda de nome e de endereço: tradição mantida BOTECAR Novo festival faz sucesso e estende-se até 10 de maio EVENTOS Corrida Sicepot

TORNEIO 8º Encontro Mart Plus de Tênis

Rogério Sol

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NESTA EDIÇÃO Mineral Image

Especial Noivas 88 94

EDITORIAL Noivas modernas misturam clássicos e ousam também LUA DE MEL Lugares exóticos para uma viagem inesquecível

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BEM-ESTAR Dicas de spas e salões para o dia da noiva

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CASAMENTO A data especial para a cerimônia ser perfeita

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COLU NAS NO PODER PP na chapa DEU O QUE FALAR “Nós podemos, vamos dizer assim, tapear as obras...” RETRATOS DA CIDADE De chamar a atenção GENTE FINA A musa das pranchas VIDA DIGITAL O Botecar na palma da mão COLUNA DE DIREÇÃO Linha up! agora completa ENCONTRO INDICA 12ª edição do FIT-BH NA MESA Na casa ao lado NA SOCIEDADE Sob efeito da Copa

ARTIGOS 18 80 176 88

210

CLAUDIO DE MOURA CASTRO Com quem aprendemos a arte de aprender?

JOSÉ JOÃO RIBEIRO O trator Marvel passa por cima

AGOSTINHO PATRUS FILHO Botecando

LEILA FERREIRA Previsão do tempo (para pessoas imprevisíveis) FOTO CAPA: Cláudio Cunha

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CARTA DO EDITOR revistaencontro.com.br

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Diretor-Geral Diretor-Executivo Diretor de Redação Diretor de Publicidade Diretor Jurídico

Diretor-Geral/Editor Editoras-Chefes Editor Colaborador Editor Adjunto de Suplementos Redação

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Ana Cláudia Esteves Daniela Costa Marina Dias Marina Santos Rafael Campos Editor de Arte Edmundo Serra Subeditor de Arte Roger Simões Equipe de Arte Antônio de Pádua Bruno Schmitz Gustavo Paiva Júnior Oliveira Luciano Garbazza Roney Simões

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Cláudio Cunha Eugênio Gurgel Jaqueline Dias Nayara Fagundes Revisão Lílian de Oliveira Gerente Financeira Anneth Faria Gerente Administrativa Solange Rabelo Gerente Comercial Laila Soares Departamento Comercial Agata Utsch Andreza Braga Myrta Lobato Sônia Rodrigues Shyrlei Roque Assistente Comercial Marketing e Eventos

Distribuição Projeto Gráfico

Roberta Magalhães Cristiane de Marco Natália Santos Nicole Fischer André Lima Mariana Vieira Thiago Henrique Editora Encontro

Editor de Novas Mídias Editor do site Repórter multimídia Estagiários

Alysson Lisboa Neves João Paulo Martins Fernanda Nazaré Bruna Tavares Heitor Antônio Marcelo Fraga

Impressão Distribuição Para Assinar Para Anunciar Atendimento ao Leitor

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KÁTIA MÁSSIMO - EDITORA-CHEFE kmassimo@revistaencontro.com.br

Opção pelo natural O Brasil é o país que mais realiza cesarianas no mundo, segundo o último relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), referente a 2011. O percentual ultrapassa 40%, quando o ideal seria até 15% (para reduzir o risco de nascimento de prematuros e doenças respiratórias em recém-nascidos). A organização recomenda que médicos conscientizem pacientes e estimulem a realização de partos normais, mesma postura adotada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde. Em BH, algumas mulheres estão indo além e fizeram a escolha pelo parto natural, aquele em que, como o próprio nome diz, respeita as reações naturais do organismo e o tempo do bebê, sem uso de qualquer tipo de medicação para acelerar o nascimento. Também não há corte ou anestesia. É quase uma volta ao passado, com a diferença de que, agora, essas mães contam com a assistência de equipe multidisciplinar de médicos, prontos para atuar em caso de emergência – e somente nesse caso. Também têm disponíveis hospitais com infraestrutura específica para esse tipo de parto. Para conhecer um pouco mais, Encontro ouviu mulheres que fizeram essa opção e o resultado são relatos impressionantes. A ponto de termos escolhido o assunto para ser matéria de capa. Também nesta edição, duas importantes entrevistas. Uma delas, a primeira concedida pelo novo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Pedro Bitencourt, de 52 anos. Ele inaugura seu mandato com a responsabilidade de mostrar para a sociedade que foi assertiva a mudança no regimento da casa, que permitiu que as eleições fossem abertas a todos os desembargadores (antes, a disputa ficava por conta dos dois mais antigos). Foi um passo importante e inovador no sentido de dinamizar e modernizar o vetusto TJMG. Bitencourt, o caçula dos quatro candidatos que disputaram a cadeira, embora nunca tenha ocupado cargo de gestão, tem fama de bom administrador e está há oito anos na carreira de juiz. Surpreende pela fala articulada, energia e dinamismo, características desejáveis para Arquivo Pessoal quem pretende iniciar um novo tempo. Na velha casa. A outra entrevista é com o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB em Minas, que dá um recado direto aos adversários políticos para calar boatos de que estaria disputando a vaga de candidato ao governo de Minas com Pimenta da Veiga: “A especulação é muita espuma e pouco chope”, diz. “A candidaGeorgia e Dôglas Passali, personagens da matéria tura de Pimenta é irreversível.” de capa, durante o nascimento da filha Alice: exemplo de casais que aderiram ao parto natural Recado dado! ❚

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FALE COM A ENCONTRO | CARTAS@REVISTAENCONTRO.COM.BR (31) 2126-8000 FOI UMA AULA, PROFESSOR

Adorei a revista Encontro de abril e especialmente a Carta do Editor, sobre o professor Anastasia. Posicionou-se muito bem e de forma clara. Há situações em que a neutralidade indica omissão. Além disso, visões ideológicas distorcidas e falta de capacidade técnica levam importantes empresas e setores de nosso país ao colapso. A capacidade técnica real, e não a inventada, faz com que o professor Anastasia esteja acima de questões ideológicas. Parabéns! Ricardo Sacco Belo Horizonte

É O BICH BICHO!

Meu filho de 2 anos fez sua primeira visita com os avós maternos no mês passado. O zoo de BH é demais! mat Ana Paula C. Belo Horizonte

COMO FICOU A NOVA REDE HOTELEIRA

O SUCESSOR DE ANASTASIA I

Muito interessante conhecer as histórias pessoais de homens públicos como o atual governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho. Sempre me pareceu uma pessoa muito fechada, mas pude perceber que é um homem apegado à família e querido até pela oposição. Que ele encaminhe bem o legado de Antonio Anastasia. Tadeu Machado Filho Belo Horizonte

O SUCESSOR DE ANASTASIA II

De que adianta inaugurar depois da Copa do Mundo? Fica parecendo que Belo Horizonte não tem nenhum projeto turístico para a cidade. Jonathan Vieira Belo Horizonte

BODY PERFEITO

Ótimo o editorial de moda sobre bodies. Lembro que minha mãe usava essa peça e foi muito legal perceber como a moda recicla e reinventa tendências ao longo das décadas. Marta Santos Rio Acima

Como já dizia o ditado, “quando você quer realmente uma coisa, todo o universo conspira a seu favor”. A história do governador Alberto Pinto Coelho pode ser explicada assim. Ele parece ter estado sempre no lugar certo, na hora certa para conseguir o que queria, mesmo quando o cenário não era muito favorável. Uma história que inspira a nunca desistir. Rubens Nascimento Farlei Belo Horizonte

ENTREVISTA ANTONIO ANASTASIA

Não há o que discutir: sucessor de Aécio Neves, Antonio Anastasia comandou uma das melhores administrações que Minas Gerais já teve. Seu governo mostrou resultados positivos na educação e na economia do estado. Que ele consiga êxitos também no Senado. Lucas Miranda Belo Horizonte

DOURADA E SAUDÁVEL

É de impressionar o que algumas pessoas fazem em função da beleza exterior. Acho lindo ver uma mulher bronzeada e com marquinhas de biquíni, mas tem gente que leva a ideia ao extremo e coloca a própria saúde em risco. Ótima matéria, que serve como alerta para algumas pessoas que não se informam bem antes de buscar soluções rápidas, mas perigosas, para ficar com aquele bronze. Eny Mattos Belo Horizonte

ERRAMOS

TEMPORADA DE FESTIVAIS

O valor do preço máximo do prato do Comida di Buteco divulgado na matéria, na edição 155, está errado. Na verdade, o valor máximo é R$ 24,50 e não 29,90, como aparece na página 158.

Fale com a Revista ENCONTRO: Comentários sobre o conteúdo editoral da Encontro, sugestões e críticas a matérias: R. Haiti, 176, 3° andar - Sion - CEP : 30.320-140, Belo Horizonte, MG | E-mail : cartas@revistaencontro.com.br. Cartas e mensagens devem trazer o nome completo e o endereço do autor. Por razões de espaço ou clareza, elas poderão ser publicadas resumidamente. PARA ANUNCIAR: R. Haiti, 176, 3° andar - Sion - CEP: 30.320-140 - Belo Horizonte, MG | Tel: (31) 2126-8000 | Fax: (31) 2126-8008 RELEASES: redacao@revistaencontro.com.br | Fax: (31) 2126-8781 | ASSINATURAS: Tel: (31) 2126-8770

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ENCONTRO DIGITAL | ROLOU NA REDE MECÂNICO MINEIRO SE VESTE DE MULHER

O leitor de Encontro ganha novo canal de comunicação

Não tem quem não olhe Max Costa por onde ele passa. “Venci o preconceito e assumi minha verdadeira identidade", diz. Aos 12 anos de idade, descobriu-se como crossdresser – definição de homem ou mulher que se veste como o sexo oposto. Leia a matéria na íntegra em: http://goo.gl/YUfXLd. Rogério Sol

A partir de agora, Encontro tem um número no serviço de mensagens WhatsApp. Envie sugestão de pautas, fotos, vídeos e áudios. Para participar, adicione o número (31) 8459-6906.

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DOM HELDER ENFRENTOU A DITADURA Enquanto estudantes, trabalhadores e profissionais da imprensa, no Brasil, enfrentavam a ditadura militar com armas e sangue, o arcebispo de Olinda e Recife Dom Helder Câmara usava as palavras e a fé na juventude para confrontar o autoritarismo. Leia a matéria na íntegra em: http://goo.gl/zYYEC9.

TREMOR DE TERRA EM MONTES CLAROS O abalo sísmico em Montes Claros chegou a 3,7 pontos. Como o Brasil está no centro da placa tectônica, a cidade deu o azar de ser um ponto fraco, por onde sai a tensão que está presente em todo o bloco sul-americano. Leia a matéria na íntegra em: http://goo.gl/2IJynH.

AS MATÉRIAS COM MAIOR REPERCUSSÃO NAS REDES SOCIAIS Conheça o mecânico mineiro que anda pela rua vestido de mulher

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TUITADAS

AS COMPARTILHAD

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2,1 mil

Entenda por que a terra treme em Montes Claros

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2 mil

O peixe panga �� seguro ou não?

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Projeto de lei quer proibir animais em jaulas irregulares no comércio

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Dom Helder Câmara: ele enfrentou a ditadura com fé e palavra

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ARTIGO | CLAUDIO DE MOURA CASTRO ccastro@editoraencontro.com.br

Com quem aprendemos a arte de aprender? Um pesquisador vai anotando como aprendem os jovens. Primeiro, eles observam cuidadosamente os que melhor sabem do assunto. Os modelos podem ser pais ou membros experientes do grupo. Em seguida, tentam repetir as operações, por conta própria. No início, erram demais. Mas, depois, começam a acertar e adquirir o jeito de fazer as coisas. De forma esporádica, os mais velhos corrigem os erros. É assim que aprendem. Em outra situação, um pesquisador observa uma sala de aula. O professor fala, fala e fala. E apenas isso. Meses depois, os alunos devem ler uma prova e combinar palavras, respondendo a perguntas que teriam algum parentesco com o que foi dito na aula. E nisso se resume o suposto aprendizado. Qual das duas alternativas dá melhores resultados? Antes de responder, entendamos melhor o contexto das duas pesquisas. A primeira foi feita por um zoólogo, observando chimpanzés na selva africana. A segunda é uma das muitas pesquisas, mostrando uma aula convencional em uma escola convencional do Brasil. Por milhares de anos, os primatas e, depois, o Homo sapiens sapiens aprenderam olhando, imitando e recebendo ajuda dos mais experientes. Na Idade Média, o processo se formalizou, com a criação das corporações de ofício. Nelas, o pai do aprendiz contrata um mestre para ensinar o ofício ao filho. Inicialmente, como os chimpanzés, o aprendiz observa o trabalho do mestre. Aos poucos, vai executando as tarefas mais simples da profissão. Com a repetição, domina as técnicas, até chegar às mais desafiadoras. Além de demonstrar, o mestre corrige e explica, quando necessário. Acima de tudo, inspira, motiva e transmite os valores da profissão. Após alguns anos, o aprendiz deixa o mestre, indo trabalhar por conta própria. Mais adiante, terá também seus aprendizes. Com os ajustes necessários, o modelo do mestre/aprendiz sobrevive – até mesmo no doutoramento. Também na formação profissional, em todos os países, mesmo nos mais prósperos. Mas desapareceu no Brasil, resultado de políticas iluminadas do Ministério do Trabalho, que proibiu menores em fábricas. Infelizmente, a escola perdeu esse veio de realismo, de uso das mãos para aprender a fazer e a pensar. Distanciou-se do consagrado “aprenda fazendo” e baldeou-se totalmente para o mundo das palavras. Quando deu um curso para professores de física brasileiros – na década de 1950 – o prêmio Nobel Richard Feynman espantou-se por perceber distantes do mundo real os físicos a quem ensinava. Em vez de ir e vir entre a observação e as teorias, refugiavam-se no mundo das palavras. “Há ciência no Brasil? Não, apenas o significado de uma palavra em termos de outras. Nada ficou dito sobre a natureza.” Segundo ele, os estudantes brasileiros memorizavam tudo, mas não sabiam o significado de nada. Ele insiste, a física começa com problemas reais, e não com fórmulas. Começa com os sentidos, com a observação, e não com palavras e abstrações. Já houve mais dura condenação do ensino brasileiro?

"Nossa escola teria muito a aprender com os chimpanzés e com a tradição medieval do aprendiz com seu mestre"

Nossa escola teria muito a aprender com os chimpanzés e com a tradição medieval do aprendiz com seu mestre. Por motivos misteriosos, apesar do que pregavam Montessori, Piaget, Rudolf Steiner e outros, a escola abandonou o veio fértil de usar as mãos e lidar com o mundo real, perdendo a chance de dar mais força e vida ao aprendizado das ideias e das palavras. O desenvolvimento da língua e da escrita leva aos píncaros a abstração humana, distanciando o homem dos outros primatas. Portanto, a transmissão dessa sublime herança é um dos objetivos da escola. Ou seja, ensinar a usar palavras e lidar com abstrações faz parte da educação. Mas uma coisa é o destino, outra é o caminho. Diz a teoria cognitiva, para atingir o abstrato, a boa educação usa o concreto, muitas vezes, com o auxílio das mãos. Começa nas coisas e nos sentidos para chegar ao simbólico. Foi na transição que a escola se perdeu. Não se aprende a lidar com palavras e ideias meramente jogando uma contra a outra, longe do mundo real. É preciso começar como os macacos. Aos poucos, ocorre a transição. Queremos o mundo simbólico, mas o caminho que leva a ele tem o mundo real às suas margens.

*Claudio de Moura Castro é economista, pesquisador em educação e autor de diversos livros. Escreve bimestralmente na Encontro

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NO PODER | BERTHA MAAKAROUN bmaakaroun@editoraencontro.com.br Cláudio Cunha

PP NA CHAPA Ele ainda não admite que seja o candidato a vice na chapa de Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo de Minas: “Estou preocupado em concluir o meu mandato à frente da Assembleia Legislativa”, desconversa o presidente da casa, Dinis Pinheiro (PP). Mas o fato está sacramentado. Não haverá surpresas. A coligação encabeçada pelo PSDB terá 19 partidos.

O VICE DO PMDB Depois de um bate-cabeça interno, o senador Clésio Andrade (PMDB) desistiu da candidatura ao governo de Minas. Internamente, venceu no PMDB o grupo liderado pelo presidente estadual, deputado federal Antônio Andrade, que já formalizou o anúncio: será o vice na chapa de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas. A coligação terá, além do PT e do PMDB, o Solidariedade e o PCdoB.

EM ABERTO A presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), Maria Laura Franco Lima de Faria, trabalha junto ao Palácio do Planalto para resolver um grave problema: apesar de o tribunal ter 49 desembargadores, funciona hoje com apenas 36. “O movimento processual aumentou muito e é imprescindível que as vagas sejam preenchidas para dar mais celeridade às decisões”, afirma ela. Das 13 vagas, duas aguardam desde dezembro a nomeação dos novos desembargadores pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Maria Laura, os gargalos da Justiça do Trabalho, com um grande aumento das reclamações, são relacionados aos contratos de terceirização e aos danos morais.

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Samuel Gê

NÃO AGRADOU As “doações ocultas” aos candidatos por intermédio dos partidos políticos, sem identificação das fontes, acabaram, segundo a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vigorará nestas eleições. Para o cidadão e órgãos de fiscalização, haverá maior transparência. Mas o maior controle não agradou aos empresários, que, acreditam, serão pressionados por outros candidatos a fazer igual contribuição a suas campanhas. “A obrigatoriedade de o partido e o candidato indicarem quem doou cria desconforto, pois o empresário doará para um e criará problema com três. É mais uma dificuldade que leva à não contribuição”, avalia Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

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VIÉS TÉCNICO

Paulo Márcio

Servidor de carreira da Assembleia Legislativa, aos 49 anos, José Geraldo de Oliveira Prado foi mais uma opção técnica do governador Alberto Pinto Coelho (PP) para uma das pastas mais demandadas do governo: a Secretaria de Estado de Saúde. Não apenas porque o atendimento público de saúde está no topo da hierarquia de problemas percebidos pela população, mas principalmente porque a pasta é tida e havida como “pomo da discórdia” entre deputados estaduais e federais na briga pela conquista de bases eleitorais. Além de sua capilaridade, pelo tipo de vínculos políticos que propicia com prefeitos municipais. Em ano eleitoral...

BARROCO PRATA E OURO Do barroco meridional italiano, que tem a prata como a sua marca, ao barroco brasileiro, grafado em ouro, será o tom da exposição Barroco Itália-Brasil, que abrirá no mês que vem a nova Casa Fiat de Cultura (antigo Palácio dos Despachos), na praça da Liberdade. “Serão 40 esculturas, 20 italianas e 20 brasileiras”, afirma José Eduardo de Lima Pereira, presidente Casa Fiat. Obras de mestre Valentim e de Aleijadinho serão exibidas ao lado de peças de artistas como Filippo del Giudice, de 1757. “Será uma exposição que não pode ser vista nem na Itália, pois são obras que estão espalhadas em igrejas, mosteiros e conventos no sul daquele país”, explica José Eduardo. A mostra ficará aberta ao público por três meses e depois as peças retornarão às suas respectivas casas.

Roberto Rocha

LINHA DE TIRO À frente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, o coronel Márcio Martins Sant’Ana, primeiro mineiro eleito para o cargo, manterá estreita interlocução com o Ministério da Justiça para o posicionamento das instituições nos preparativos da Copa do Mundo. O que esperar das manifestações de rua anunciadas para a Copa do Mundo? Acreditamos que haverá manifestações, mas não na proporção do ano passado. Há tendência de que os movimentos sejam com grupos menores, porém mais radicais. Não seremos surpreendidos. Estamos monitorando tudo, com o trabalho da inteligência. Nosso planejamento é flexível e será focado na proteção ao cidadão e ao patrimônio. Nas manifestações do ano passado, as polícias militares foram muito criticadas por excessos, alguns pela polícia de São Paulo, que, inclusive, ajudaram a recrudescer o movimento das ruas. As PMs ganharam experiência? omos surpreendidos com a situação inusitada, uma hostilidade desFomos medida contra a própria instituição que estava ali para proteger. Estávamos preparados para garantir a mobilidade nas cidades, garantir segurança dos turistas no acesso aos estádios. Mas não estávamos preparados para colocar capacete de controle de distúrbios. As polícias militares se stado, e com erros e acertos conseguimos tornaram a face exposta do Estado, garantir a realização do evento de amplitude internacional.

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DEU O QUE FALAR | FERNANDA NAZARÉ “Nós podemos, vamos dizer assim, tapear as obras de modo que melhore a operacionalidade, sem terminá-las” GUSTAVO DO VALE, presidente da Infraero, admitindo que as obras no aeroporto de Confins não ficarão prontas até a Copa. E já sugerindo logo um “jeitinho”

“Essa facada que ele deu no meu filho está no meu coração e nunca mais vai sair” MARIA TEODORITA DA SILVA, mãe do jovem de 26 anos assassinado em um assalto na região da Pampulha. O rapaz era pai de um bebê de apenas 27 dias

“Tirar o Ronaldinho é como tirar qualquer jogador” LEVIR CULPI, novo treinador do Galo, fazendo questão de mostrar pulso firme logo na chegada. Vamos ver com o tempo...

“Se mata, bate e oprime, não joga no nosso time!” FRASE EM CARTAZ de protesto em Montes Claros contra a contratação do goleiro Bruno pelo time da cidade Ronaldo de Oliveira / CB / D.A. Press

“Os nossos grandes dirigentes não sabem administrar nem a casa deles” FERNANDO MELIGENI, tenista, durante participação em evento em BH, ao ressaltar que o problema do esporte no Brasil não é a falta de investimento, mas a má administração

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ENTREVISTA | MARCUS PESTANA Fotos: Paulo Marcio

“NÃO HÁ PLANO A NEM PLANO B. É PIMENTA” 26 |Encontro

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O presidente estadual do PSDB desmente boatos de divisão no partido em Minas e diz que ajudará Pimenta da Veiga a vencer a eleição para o governo

classificação é resultado de estudo realizado pelo Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj). ENCONTRO - O PSDB mineiro está dividido? MARCUS PESTANA - Não, nós estamos

ANDRÉ LAMOUNIER E MARINA DIAS

O deputado federal e presidente estadual do PSDB, Marcus Pestana, viu-se recentemente às voltas com um problemão: foi a ele atribuída a responsabilidade de uma nota que saiu na imprensa nacional dando conta de que o PSDB trocaria o candidato do partido ao governo de Minas. Segundo a nota, sairia Pimenta da Veiga e entraria o próprio Pestana em seu lugar. Marcus Pestana não apenas refuta de forma peremptória as informações publicadas, como nega que tenha sido fonte do jornalista. “Isso é bisonho”, diz ele. “Ele (Pimenta) é meu amigo. Estamos totalmente sintonizados”, disse. “Ademais, eu não faria isso, não sou burro.” As acusações de que a tal nota teria sido fruto de “fogo amigo” provocou um reboliço no ninho tucano e obrigou o presidente nacional do partido e candidato a presidente Aécio Neves a divulgar outra nota na qual desmentia que houvesse qualquer mudança em curso na candidatura tucana ao governo mineiro. Pestana é uma das mais arejadas lideranças do PSDB na atualidade. Tem ligações históricas com Pimenta da Veiga, de quem foi coordenador de campanha (quando Pimenta disputou o governo de Minas, em 1990) e chefe de gabinete (quando Pimenta foi ministro das Comunicações, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso). Em dezembro de 2013, Pestana recebeu uma das maiores pontuações no “ranking do progresso”, destacando-se como o segundo melhor colocado entre todos os deputados federais do Brasil. A

QUEM É MARCUS VINÍCIUS CAETANO PESTANA DA SILVA, 53 ANOS ORIGEM: Juiz de Fora, Minas Gerais FORMAÇÃO: Bacharel em ciências econômicas (1983) pela Universidade Federal de Juiz de Fora CARREIRA: É deputado federal e presidente estadual do PSDB. Coordenou as campanhas eleitorais de Mário Covas à presidência (1989) e de Pimenta da Veiga ao governo de Minas (1990). Foi secretárioadjunto de Estado de Planejamento (1995-1997), assumindo a pasta no ano seguinte. Foi prefeito de Juiz de Fora (1993-1994) e secretário de Estado de Saúde (2003-2006 e 2007-2010). Assumiu também a chefia de gabinete do ministro Pimenta da Veiga, no Ministério das Comunicações (1999 a 2002). Em 2010, foi eleito deputado federal e, no ano seguinte, escolhido presidente estadual do PSDB. No ano passado, foi reeleito para coordenar o partido até 2015

unidos. Essa especulação [de que Pimenta cederia seu lugar para candidatura de Pestana] é muita espuma e pouco cho pe. Não tem substância nenhuma. Pode ter sido tanto um adversário quanto fogo amigo querendo pescar em águas turvas. Certamente, foi alguém que quer me usar para desestabilizar a candidatura do Pimenta e nos descompatibilizar. Mas estou de peito aberto e até o último fio de cabelo dentro da campanha dele. Inicialmente, nós tínhamos vários pré -candidatos, como Dinis Pinheiro, Al berto Pinto Coelho e eu. Diante de um impasse interno do grupo, escolhemos alguém que harmoniza, tem respeita bilidade, trajetória, experiência. E eu, quando recuei, há dois meses, o fiz de forma consistente. Desisti da candidatura para mergulhar integralmente na campanha dele, e para assegurar a vitó ria. Não agrediria o Pimenta, que é meu amigo. Temos identificação de valores e de ideias, não é essa coisa superficial de interesses fugazes. Mas existe alternativa a esse cenário da candidatura de Pimenta da Veiga?

A candidatura de Pimenta é irreversível, foi uma opção amadurecida longamente. Ele é um político experiente e admirado por todos nós. Nunca existiu plano B nem plano A. Isso faz parte de intrigas. O que existe mesmo é Pimenta candidato. Por que o sr. abriu mão da candidatura?

Porque o Pimenta harmonizava me lhor o grupo. Apesar de eu ter apoio entre prefeitos, vereadores e alguns candidatos, tinha resistências localizadas no grupo. E a chave de nossa vitória é a unidade, que ele tinha maior condição de promover. De onde vem o otimismo em relação à vitória do candidato tucano?

Temos o apoio do maior líder de Minas, Aécio, que fez uma profunda transforMAIO DE 2014

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ENTREVISTA | MARCUS PESTANA

Que vantagens Pimenta da Veiga tem, como liderança política, em relação ao adversário?

A grande vantagem é que ele está sintonizado com o momento de Minas, sendo que Pimentel está na contramão, com o esvaziamento do prestígio da presidente Dilma, o que, em Minas, é muito evidente. Ela deu as costas para o estado. Grandes questões estruturais, que cabem ao governo federal atacar, não foram solucionadas, como o metrô, o Rodoanel, a duplicação da BR-040. Vejo quase como uma questão maniqueísta, do tipo Tiradentes versus Joaquim Silvério dos Reis. São os inconfidentes contra a Coroa, o espírito de Minas contra o colonialismo. O ciclo do PT no poder já se esgotou, e Minas pode liderar o Brasil. A partir daí, sintonizados, Pimenta e Aécio podem produzir uma transformação inédita no estado. A oposição acusa o candidato Pimenta da Veiga de não conhecer a realidade do estado, tendo em vista que ele vive em Brasília há alguns anos?

Isso não é verdade. Ele conhece o estado melhor, inclusive, que seu adversário. Isso ficará claramente demonstrado na curso da eleição. Ele se afastou da política eleitoral em 2002, mas nunca deixou de participar da política. Sempre esteve 28 |Encontro

de Minas, da herança que Aécio e Anastasia deixam e, ao mesmo tempo, de gerar a esperança de continuidade com inovação. Além disso, associar-se ao movimento de mudança nacional liderado pelo Aécio, portador de alternativa necessária e desejável para o país. O candidato deve assumir uma postura de crítica ao adversário?

O ciclo do PT no poder já se esgotou, e Minas pode liderar o Brasil. Juntos, Pimenta e Aécio podem produzir uma transformação inédita no estado”

Claro. Temos de mostrar que o PT tem enorme dívida com Minas. Além do desastre da balança comercial, do “pibinho”, quais investimentos eles trouxeram para o estado? E Pimentel como ministro [do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior], o que trouxe? A nova unidade da Fiat deveria ficar em Betim e o polo acrílico, em Ibirité, e acabaram indo para Bahia e Pernambuco. Nesse sentido, o debate deve, sim, estabelecer-se. Mas esperamos uma campanha propositiva, numa linha positiva. Acho que Pimenta e Pimentel podem produzir campanhas de alto nível. Mas o PT, nos primeiros movimentos, tenta explorar, de forma oportunista, fatos requentados e sem substância. Denuncismo trazido no ano eleitoral tem baixa eficácia junto ao eleitorado. Até as eleições de 2010, o PSDB era considerado um partido eminentemente paulista. Ainda é?

presente como dirigente partidário, e sempre presente em Minas. Além disso, foi ministro e foi deputado quatro vezes. Só em caravanas, ele já visitou 50 cidades mineiras.

Eu nunca concordei com essa análise. Mas São Paulo tem uma liderança natural pela proporção econômica e de população. Então, uma presença forte do estado na política nacional é normal, sempre foi assim, sempre será. E o local vai ser prioridade absoluta na estratégia da campanha do Aécio, que está aumentando sua base de apoio.

Qual é sua missão como presidente estadual da legenda?

Quais são as projeções para o cenário eleitoral presidencial?

Tenho ajudado na construção do projeto nacional e coordenado a campanha do Pimenta, para a qual procuro contribuir. Além de ir atrás dos meus votos, pois sou candidato a reeleição para deputado federal.

Nossa projeção é ter vantagem sobre a Dilma, no primeiro turno, de 3 milhões de votos em Minas, 1 milhão em São Paulo, além de ganharmos no Sul, Centro-Oeste, Espírito Santo, e diminuirmos, substancialmente, a diferença no Amazonas e Rio de Janeiro, bem como minimizar a diferença no Nordeste. Essa é a perspectiva, e os números começam a comprovar. O ambiente é de mudança.

Qual deve ser a postura do candidato do PSDB ao governo nestas eleições?

Uma postura de defesa do momento

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mação no estado e tem profundo reconhecimento dos mineiros. Além disso, ele recoloca um antigo sonho de Minas, que é ter um projeto nacional, ter alternativa a partir do próprio estado, o que, nos últimos 60 anos, só foi possível duas vezes: com JK e Tancredo, sendo que com o último o sonho ficou inconcluso. E essa possibilidade, esse projeto de Minas novamente no centro das decisões nacionais, vai mexer com o imaginário dos mineiros, o que fortalece muito nosso palanque. Em segundo lugar, temos o apoio de 20 dos 32 partidos existentes, o que nos dá grande capilaridade e tempo de TV (devemos ter o dobro do adversário). Por fim, temos apoio do Anastasia, que saiu com grande aprovação e será nosso candidato a senador, inicialmente, com mais de 60% das intenções de voto. Temos um ambiente e um governo aprovado, que tem resultados, não é retórica vazia.


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ENTREVISTA | MARCUS PESTANA Eduardo Campos, o que, às vezes, é problema. Na minha opinião, o nome do vice deveria sair de São Paulo. De que modo os mineiros avaliam Pimenta da Veiga?

Como político respeitado, com história. Mineiro é muito ligado a tradições, à memória, e o Pimenta tem boa imagem como líder na redemocratização, como prefeito de BH, como ministro das Comunicações, que ajudou a consolidar profundamente a transformação no setor no país. Ele tem imagem de pessoa competente, dinâmica, experiente, com credibilidade, e tem todos os atributos para ser grande governador de Minas.

Ele [Pimenta da Veiga] está sintonizado com o momento de Minas, e Pimentel está na contramão, com o esvaziamento do prestígio de Dilma, o que, no estado, é muito evidente” Pesquisa que acaba de ser divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes levantou que 43% dos entrevistados não votariam na presidente Dilma de jeito nenhum, o que é um índice gravíssimo para quem tem a exposição pública e os instrumentos que tem. Quem será o vice na chapa liderada por Aécio Neves?

Vice se escolhe aos 43 minutos do segundo tempo, por um corte regional ou setorial. Mas vice não ganha eleição. É claro que uma vice como a Marina Silva acrescenta, mas também complica em outros pontos. Há momentos em que ela quase concorre com a presença de

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Mas o indiciamento dele pela Polícia Federal pode afetar essa imagem?

Esse não é um assunto novo, foi requentado, acredito eu, por ele ter se tornado candidato. Mas ele vai tirar de letra, porque é uma simples investigação e não tem nada a ver com sua vida pública. Nossos adversários vão ter de tentar descobrir outros defeitos, porque ele é cria de uma geração de ouro – a de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Mário Covas –, quando não havia esse lamaçal de denúncias e quando as pessoas faziam política mirando, exclusivamente, o interesse público. Ele não tem uma mancha sequer em seu currículo. O levantamento dessa questão – que já tinha surgido lá atrás e sido esclarecida na CPI dos Correios – não nos preocupa. Ele tem uma imagem pública irrepreensível. E o que se pode dizer, nesse sentido, sobre Pimentel?

Não gosto de ser leviano. A democracia não deve ser confundida com uma máquina de destruir reputações. As instituições estão aí, cada uma com seu papel. Nós assistimos ao julgamento do mensalão e, como diz Caetano Veloso, cada um sabe a dor e as delícias de ser o que é. Cada um paga pelos seus erros, busca defender suas razões, e as instituições julgam. Assim, não é meu papel fazer o julgamento dele e das denúncias que já foram levantadas. Gosto muito da tradição mineira de bons políticos, e Tancredo dizia que, em Minas, quem briga não são as pessoas, mas sim as ideias. z

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RETRATOS DA CIDADE | RAFAEL CAMPOS rcampos@revistaencontro.com.br

DE CHAMAR A ATENÇÃO Na esquina da avenida Santos Dumont com rua da Bahia, no centro, um edifício de estilo eclético e elementos neoclássicos é testemunha da história de Belo Horizonte. Erguido em 1906, o prédio, tombado pelo patrimônio municipal e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), foi pensado para abrigar um hotel. Contudo, transformou-se em quartel do 2º Batalhão de Bri gada Policial e, posteriormente, virou sede da Escola Livre de Engenharia. Mas, há exatos 25 anos, abriga o Centro Cultural da UFMG. O prédio acabou de ter a fachada e alguns elementos internos restaurados, atrativos a mais para a população visitar o espaço e aproveitar a interessante programação cultural, em grande parte, gratuita. Eugênio Gurgel

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A FEIRA VOLTOU Os 400 expositores da tradicional Feira do Mineirinho estão de casa nova. Devido à Copa do Mundo, as atividades da feira, que atrai cerca de 6 mil pessoas por dia, foram transferidas para o Espaço Arena BH, na avenida Professor Clovis Salgado, s/nº, na Pampulha. O lugar, com área de 20 mil m2, já é conhecido por abrigar todos os anos a trupe canadense do Cirque du Soleil. De acordo com a Dekkas, empresa responsável pela feira, os dias e horários de funcionamento serão os mesmos: aos domingos, das 8h às 17h, e às quintas-feiras, das 17h às 22h, com entrada franca. Tereza Cristina Marques, presidente da Associação dos Expositores da Feira Mineira (Aefem), está entusiasmada com a mudança. “O espaço é ótimo e até melhor que o do Mineirinho”, diz. A previsão é de que em setembro a feira retorne para o ginásio vizinho ao Mineirão. Samuel Gê

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Em qualquer lugar do mundo, um hospital oncológico guarda um imaginário de dor. Contudo, uma institutição de Belo Horizonte resolveu explorar o outro lado dessa história, o da esperança. Foi pensando nisso que o artista plástico italiano Agostino Iacurci aceitou o convite para fazer do muro do Hospital Mário Penna, na avenida Churchill, 230, no Santa Efigênia, uma grande tela de pintura. O desenho transformou a rotina não só dos pacientes, mas também dos moradores e visitantes do bairro. De acordo com a instituição filantrópica, a iniciativa também tem outro objetivo: chamar a atenção para ampliar a arrecadação de fundos, a fim de promover melhorias no hospital. Geraldo Goulart

ENCONTRO DE COLECIONADORES O belo-horizontino vem batendo um bolão e ocupando as ruas em busca de lazer e diversão. Como mostramos na última edição, os espaços públicos da cidade estão sendo ocupados por várias tribos, reconfigurando os locais de convívio. A praça República do Líbano, na barragem Santa Lúcia, é um desses lugares. Colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo vem se reunindo no local nos fins de semana para trocar figurinhas, seguindo uma onda que já invade todo o país. As trocas atraem famílias inteiras. São crianças, jovens e idosos que ficam lá por horas, fazendo o escambo e se divertindo. O ponto de encontro de colecionadores deve se estender durante todo o campeonato, e a corrida pelas figurinhas tende a aumentar com a aproximação dos jogos. Então, tem alguma repetida? (Alysson Lisboa) Rogério Sol

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GENTE FINA | ANA CLÁUDIA ESTEVES aesteves@revistaencontro.com.br Samuel Gê

A MUSA DAS PRANCHAS Ela mal desfez as malas que levou para os Jogos Sul-Americanos, no Chile, onde ganhou medalha de prata em março passado, e já está se preparando para mais um desafio internacional. A wakeboarder Teresa Lobato, de 27 anos, foi convocada pela Confederação Olímpica Brasileira a disputar, do dia 14 a 24 de maio, os Jogos de Praia na Venezuela. Além do prêmio conquistado há pouco, Teca, como é conhecida, já ganhou medalha de bronze no mesmo campeonato em Medellin, na Colômbia. Além disso, é a mulher com maior número de títulos brasileiros. São quatro campeonatos femininos e, como se não bastasse, um campeonato masculino avançado. Com a lagoa dos Ingleses no quintal de casa, além do treinamento diário e intenso, ela dá aulas para iniciantes. “O que me traz motivação são os quase 11 anos de wakeboard. Olho para trás com muito orgulho de ter me mantido esse tempo todo no esporte”, diz. “Faço o que amo e ainda pude conhecer pessoas e lugares incríveis e me divertir muito. Esse sempre foi meu lema de vida.”

Divulgação

BRAVIN, BRAVÍSSIMO Morador da capital há um ano e meio, o capixaba Eduardo Bravin, que veio a Belo Horizonte para trabalhar como publicitário, descobriu, aqui, novos rumos para sua vida profissional. Apaixonado por fotografia, ele sempre se aventurou com a câmera na mão, só por lazer. Foi depois de ganhar a preferência de algumas pessoas influentes que resolveu mudar de profissão. Com apenas 24 anos, profissionalizou-se como fotógrafo. Bastaram dois meses na nova carreira para registrar eventos para empresária e ex-modelo Bianca Giacoia e cliclar a it girl Ana Dapieve e o blogueiro Gabriel Gontijo. Além disso, a modelo mineira Bruna Boechat, que reside hoje em Nova York, em temporada no Brasil, convidou Eduardo para fotografar seu novo material. “Vi as fotos dele nas redes sociais, as imagens sempre me atraíram pela naturalidade”, diz Bruna. O sucesso relâmpago tem chamado tanta atenção que ele já tem mais de 5 mil seguidores no Instagram e recebeu convite para seu primeiro catálogo de moda. “Fui convidado pela marca Cila para fotografar a próxima campanha de verão. Estou animado. Descobri na fotografia um tino a mais”, diz Eduardo.

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MUDANÇA RADICAL Um susto nos exames de rotina, há pouco mais de três anos, levou Eugênio Andrade a mudar drasticamente seu estilo de vida. Além de muito trabalho, noites agitadas e alimentação desregrada, o empresário, que também bebia e fumava, teve de cortar os excessos. Após passar alguns dias em um spa com sua família – ele é filho do também empresário Robson Andrade –, resolveu, então, dar a largada para hábitos mais saudáveis e começou, sozinho, a correr na rua. Foi aí que conheceu uma de suas maiores paixões. Passou não só a praticar corrida diariamente, mas a se inscrever em maratonas cada vez mais longas. Hoje, aos 37 anos e com 14 kg a menos, Eugênio se vê pronto para um dos maiores desafios da sua vida. Ele embarca, no início de maio, para o Everest, onde vai participar da primeira ultramaratona, com distância de 60 km. Sem planilha de corrida, personal trainer ou acompanhamento de nutricionista, ele está seguro. “Meu intuito é completar a prova feliz, não importa em quanto tempo”, diz. “Descobri que a coisa mais importante da vida é ter boas histórias para contar e, para tê-las, é preciso viver novas experiências sem medo de se arriscar.” Thiago Diz/Divulgação

UMA MINEIRA NA NASA Mariana Fonseca, jornalista mineira, está contando os dias para embarcar na maior aventura de sua vida. Com um currículo invejável, a belo-horizontina de 30 anos está arrumando as malas para dez semanas intensas de trabalho na Singularity University, no parque de pesquisas da Nasa, Califórnia, EUA. A universidade futurista tem financiamento do Google, Cisco, Autodesk, entre outras empresas. Filha do publicitário Paulo Vasconcelos, ela faz parte do seleto time de 80 pesquisadores de diversas nacionalidades que têm a missão de pensar projetos que possam impactar 1 bilhão de pessoas. Mariana estudou na Universidade de Paris II - Panthéon Assas, foi editora-assistente do Le Monde Diplomatique Brasil e trabalhou em projetos nas áreas de engajamento cívico pela Webcitizen e projetos de inovação em educação, no Brasil. Atualmente, ela é gestora do projeto Porvir, ONG que trabalha inovação na educação. Para Mariana, o céu é o limite. Aliás, já não é mais. (Alysson Lisboa)

Samuel Gê

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CIDADE | COMÉRCIO Fotos: Geraldo Goulart

Eles estão voltando?

Com a autorização para que hippies vendam seus produtos nas ruas de BH, as calçadas estão sendo tomadas por ambulantes. O receio é de que a cidade seja totalmente invadida pelos camelôs, como já aconteceu no passado

Rua Rio de Janeiro, no centro de Belo Horizonte: produtos industrializados expostos em pano esticado na calçada, bem ao estilo hippie, para despistar a fiscalização

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RAFAEL CAMPOS

É como a reprise de um filme antigo, mas a que ninguém quer assistir novamente. É dessa maneira que pode ser descrito o cenário que vem se desenhando nos últimos meses em Belo Horizonte. Aos poucos, camelôs, ou os chamados toreros, vêm ocupando regiões movimentadas da cidade. Um dos principais motivos para esse remake é o conhecido jeitinho brasileiro, que, infelizmente, não sai de moda. Amparados por uma liminar expedida em 2012, artesãos e hippies foram autorizados a expor seus produtos nas calçadas da capital mineira. O problema é que, de uma hora para outra, todo mundo virou artesão. No hipercentro de Belo Horizonte, a rua Rio de Janeiro, no quarteirão fechado da praça Sete, transformou-se em feira, onde produtos dos mais variados tipos são encontrados. “Leva um para a sua namorada, moço”, fala a ambulante que vende arcos para cabelos de diversas cores e estampas. Não é necessário ser especialista em artesanato para constatar que o produto está longe de ser artigo único, feito à mão. “Preciso trabalhar, não é, jovem?”, justifica ela, ao ser indagada sobre a irregularidade. Para tentar driblar a ação dos fiscais, muitos comercializam os produtos ao bom e velho estilo hippie, ou seja, sobre um pano esticado na calçada. Já outros são mais audaciosos, fazendo o uso de bancas. As cenas fazem lembrar a época em que o centro de BH tinha corredores lotados por ambulantes. As calçadas ficavam tomadas pelo comércio ilegal, enquanto pedestres eram obrigados a disputar espaço com os carros, no meio da rua, cenário que começou a desaparecer a partir de 2003, quando o Código de Posturas do município foi aprovado e os camelôs, transferidos para shoppings populares. Em uma tarde, na rua Rio de Janeiro, entre as ruas Tamoios e Goitacazes, a reportagem de Encontro contou 33 expositores. Na rua São Paulo, próximo à Galeria do Ouvidor, pelo menos

Bancas de cadarços instaladas na rua São Paulo, esquina de Carijós, no centro: sem cerimônia, ocupam espaços dos pedestres

CENA REPETIDA Entenda por que os camelôs saíram das ruas de BH há mais de dez anos e, agora, retornam aos poucos

Em 2003, por meio da Lei 8.616, foi elaborado o Código de Posturas de Belo Horizonte, que passou a regular o uso dos espaços públicos na cidade

Entre outras regras, o código definiu que: “Todo e qualquer exercício de atividade em logradouro público, obrigatoriamente, terá que ser previamente licenciado. Aquele que vende sem licença no logradouro público, comumente conhecido como ‘torero’ ou camelô, é um infrator, já que esse comércio é proibido por lei. Quando a fiscalização constata tal irregularidade, as mercadorias e apetrechos são imediatamente apreendidos e o infrator, autuado em valores que variam de R$ 523,95 a R$ 1.057,90, de acordo com o local em que a atividade ilegal é exercida”

No mesmo ano, camelôs e toreros foram remanejados para o Shopping Popular Oiapoque, no centro de BH

Em 2012, o juiz Geraldo Claret de Arantes concordou com ação civil pública proposta pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e deferiu a liminar que permite que “os artesãos de rua, hippies, exerçam seu direito à expressão artística e cultural no município de Belo Horizonte, podendo confeccionar e expor suas peças e objetos artísticos em via pública, sem prévio licenciamento”. Caso a PBH não obedeça à liminar, deverá arcar com multa diária de R$ 5 mil

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CIDADE | COMÉRCIO Geraldo Goulart

Camelôs na rua Tupis com Rio de Janeiro, próximo ao Shopping Cidade: concorrência desleal com o comércio Samuel Gê

Avenida do Contorno, na Savassi, ao lado do shopping Pátio Savassi: hippies fazem vendas livres em um dos locais mais nobres de BH

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quatro bancas generosas comercializavam cardaços e, nas laterais de uma banca de jornais e revistas, outras pessoas aproveitavam para vender capas de telefone celular e óculos. Nadim Donato, presidente do Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), está pre ocupado com a volta dos camelôs. “É uma concorrência desleal, pois o camelô não paga imposto, ao contrário dos lojistas”, diz. Ele destaca que outras regiões da cidade também registram grande movimento de ambulantes, como no Barreiro e no bairro Alípio de Melo, região Noroeste de BH. O cenário não traz boas recordações para Bruno Falci, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). “Em 2002, mais de 800 lojas fecharam as portas no hipercentro, por dois motivos: falta de segurança e concorrência desleal com camelôs, toreros e artesãos, que vendem produtos sem nota fiscal”, diz. De acordo com Falci, o Código de Posturas de BH foi aprovado para mostrar, entre outras coisas, que a calçada é lugar para pedestres. “Não podemos, em hipótese alguma, correr o risco de assistir àquele filme novamente”, diz. O juiz Geraldo Claret de Arantes, que concedeu liminar que autoriza a exposição de trabalhos de artesãos na cidade, será convidado pela entidade para discutir o assunto. “É uma medida provisória que está demorando muito para ter fim”, afirma Bruno Falci. Alexandre Salles Cordeiro, secretário municipal adjunto de Fiscalização, diz que a administração municipal está ciente do problema, entretanto, a fiscalização está direcionada aos comerciantes que se passam por artesãos. “Para distinguir o artesão de um infiltrado, pedimos que a pessoa produza a peça na presença de um fiscal. É uma forma de atestar”, diz. Para resolver a questão definitivamente, o secretário afirmou que têm ocorrido conversas. “Estamos em contato direto com os representantes dos artesãos, no sentido de acertar os detalhes em relação à convivência deles na cidade, de forma que eles possam atuar num lugar específico”, explica. z

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PET | HOTÉIS Rogério Sol

No Livre Leve e Solto, os donos se divertem com seus cães: “Como moro em apartamento, é o lugar ideal para eu e minhas cadelinhas, Vida Minha e Bia Maria, interagirmos ao ar livre”, diz a empresária Maluh Pepper

Férias para eles Viajar e não ter um lugar para deixar seu animal de estimação é um problema. Por isso, fomos atrás de hotéis de pets de BH e região para saber o que oferecem

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DANIELA COSTA

Sabe aquela expressão “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”? No Mini Pets, quando os donos viajam, os roedores – hamsters, coelhos, chinchilas e até porquinhos-da-índia – se divertem. “Apesar de cada bicho ter sua própria gaiola, todos têm duas horas de recreação livres por dia”, explica a proprietária, Lisly Gomide. O coelho Panqueca e os twisters Lili e Nina parecem ter aprovado as acomodações. “Já cheguei a deixá-los no hotel por uma semana e, quando retornei, eles estavam superalegres”, diz a vendedora Amanda Karine Reis. Os cães também desfrutam de hotéis cinco estrelas. Alguns de dar inveja a qualquer humano, com direito a tratamento de beleza, acomodações individuais decoradas e compostas

com luzes de cromoterapia e música clássica. “Nossos hóspedes dispõem de tratamento VIP, tanto no hotel quanto em nosso pet shop”, diz Wanessa Vaz, do Livre Leve e Solto Hotel Clube para Cães, em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima. O espaço, inaugurado em setembro do ano passado, tem área verde de 3.500 m² e traz novidades, como o day use, em que o proprietário passa o sábado inteiro no clube com o seu cãozinho”, explica Wanessa. Enquanto o bichinho gasta energia em várias atividades recreativas, o dono pode usufruir do bar e do restaurante. As vira-latinhas Vida Minha e Bia Maria e a dona delas, a empresária Maluh Pepper, esbaldam-se no hotel: “Depois que as adotei, sempre as levo para lá, para que possam desestressar. Como moro em apartamento, é o lugar ideal

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LIVRE LEVE E SOLTO

O que é: hotel para gatos

O que é: hotel-clube para cães

O que tem: bangalôs individuais compostos com sofá-cama, edredom, prateleiras para escalagem, arranhador, brinquedos e solários telados

O que tem: day use – clube recreativo para cães e proprietários; day care, área verde, pet shop, taxi dog, monitoramento 24h, acomodações individuais, piscina e playground

Diária: R$ 45

Day use: R$ 25 (cão) e R$ 25 (pessoa), somente com reserva

Onde: Residencial Ipê da Serra, estrada de Nova Lima, Nova Lima Informações: (31) 8815-1587 Na internet: www.agatacristy.com.br/hotel.htm

Diária: R$ 60 Onde: alameda dos Jatobás, 1, Jardim Amanda, São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima Informações: (31) 3547-7558

AUFABETO O que é: hotel para cães O que tem: espaço externo, day care, solário, taxi dog, playground, monitoramento 24h, dormitório, adestramento

Na internet: www.livreleveesoltohotel.com.br MATERNAU O que é: hotel para cães

Onde: rua Halley, 987, Santa Lúcia, BH

O que tem: área verde, day care, pet shop, taxi dog, monitoramento 24h, acompanhamento on-line via câmeras e serviço de adestramento

Informações: (31) 3297-7991

Diária: R$ 70

Na internet: www.facebook.com/ aufabeto.crecheparacaes

Onde: av. Bandeirantes, 110, Sion, BH

Diária: R$ 70

DO VALE O que é: hotel campestre para cães O que tem: área verde, acomodações individuais, serviço de pet shop, taxi dog e monitoramento 24h Diária: entre R$ 30 e R$ 50 (de acordo com o porte do animal) Onde: rua do Contorno, 336, Casa Branca, Brumadinho

Informações: (31) 3047-5600 Na internet: www.maternau.com.br MINI PETS O que é: hospedagem para roedores Diária: de R$ 10 a R$ 30 Onde: rua Fernandes Tourinho, 968, Lourdes, BH Informações: (31) 9144-1206 Na internet: www.facebook.com/pages/mini-pets

Informações: (31) 7315-8941 VILLAZOO HOTEL E CRECHE PAMPULHA O que é: hospedagem para aves O que é: hotel para cães

Diária: R$ 12

O que tem: área verde, piscina, day care, pet shop e monitoramento 24h

Onde: rua Pedra Bonita, 695, Prado, BH

Diária: entre R$ 30 e R$ 50 (de acordo com o porte do animal)

Informações: (31)3291-6603/ 8726-0230

Onde: av. Portugal, 810, Jardim Atlântico, BH

Na internet: www.facebook.com/Villazoo

Sabemos da importância que ele tem para você e sua família. Assim, buscamos sempre os melhores e mais modernos tratamentos da medicina veterinária para o bem-estar de seu melhor amigo.

Informações: (31) 3245-6015 Na internet: www.pethotelpampulha.com.br

(*) Todos os hotéis exigem atestado de saúde do animal, vacinação e vermifugação em dia

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PET | HOTÉIS para interagirmos ao ar livre.” E quando o assunto é mordomia, os felinos são campeões. Exigentes e territorialistas, eles detestam sair de casa. “Por isso, eu e minha mulher, Marina, realmente tínhamos um problema quando precisávamos viajar. O Mignoni, nosso gato persa, não se adapta a qualquer lugar e hotéis para gatos em BH são raros”, conta o jornalista Alexandre Cabral da Costa. O dilema foi resolvido depois que o casal descobriu o hotel Agata Cristy, especializado em felinos, situado no residencial Ipê da Serra, em Nova Lima. “Foi uma tranquilidade para a família. Ele já chegou a ficar duas semanas hospedado sem nenhum problema”, conta Alexandre. A veterinária Bárbara Peconick explica que fundou o espaço após notar o quanto os donos de gatos sofriam para encontrar um local adequado para deixar seus animais: “Os gatos são muito sensíveis a qualquer tipo de mudança, especialmente de ambiente e alimentação. Por isso, decidi montar um lugar com bangalôs individuais com solários telados, onde eles possam ficar seguros e tranquilos”, diz a especialista. E não são só os cães e gatos que se beneficiam desse luxo. Os pássaros também podem ser hospedados. “Fico muito mais tranquila sabendo que, quando viajo, o Piquê, minha calopsita, fica em excelentes mãos”, diz a médica Bárbara Ribeiro de Vargas. Mesmo saindo de casa, a rotina do pássaro é mantida à risca, com direito a banho de sol e muito carinho. “Sei que ele conta com a mesma qualidade de alimentação e até com atendimento veterinário de urgência, se necessário. Por isso, já me preparo para ficar 15 dias fora em maio”, conta Bárbara. Para se tornar um hóspede da Villa Zoo, local onde Piquê já tem gaiola cativa, alguns procedimentos devem ser adotados: “A ave tem de possuir atestado médico aprovado por nossos veterinários. Além disso, o cliente é orientado a trazer a gaiola, a ração com a qual ele já está adaptado e seus brinquedos”, explica a proprietária do hotel, Raquel Souto Bernardes. z 44 |Encontro

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Thiago Mamede

O casal Marina e Alexandre Cabral, no hotel Agata Cristy, onde os gatos ficam em bangalôs individuais: “O Mignoni já ficou duas semanas hospedado, sem nenhum problema”, diz Alexandre Samuel Gê

O coelho Panqueca e os twisters Lili e Nina já se acostumaram a ficar no Mini Pets: “Cheguei a deixá-los por uma semana e quando retornei estavam superalegres”, diz a dona deles, a vendedora Amanda Karine Samuel Gê

A médica Bárbara Vargas com sua calopsita na Villa Zoo: “Fico muito mais tranquila sabendo que, quando viajo, o Piquê fica em excelentes mãos”

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SAÚDE | ALIMENTAÇÃO

O conto da salada

Samuel Gê

Pode um prato com verduras, conservas e castanha ser mais calórico que uma porção de feijoada? Parece incrível, mas sim. Conheça os ingredientes que sabotam a sua dieta

Molhos à base de creme de leite: 1 colher (sopa) tem 75 cal

Tomate seco: 100 g têm 213 cal Presunto Parma: 1 fatia tem 85 cal

Salaminho: 1 fatia têm 10 cal Batata palha 25 g têm 146 cal

Queijos, especialmente os amarelos: uma porção de 30 g contém, em média, 100 cal. Os mais calóricos são cheddar (107 cal), brie (110 cal), suíço (122 cal) e gorgonzola (144 cal)

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Castanha-de-caju: 100 g têm 581 cal

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JC Martins

DANIELA COSTA

Coloridas, atraentes, saborosas e nutritivas. Assim as saladas conquistam um número cada vez maior de adeptos, que abrem mão da dupla arroz com feijão para investir em pratos mais leves. Mas em que momento a decisão passa a ser prejudicial à saúde? A resposta é simples: quando, para compensar a falta do carboidrato e das proteínas, incrementa-se a salada com ingredientes pra lá de calóricos. Exemplos disso são os molhos prontos à base de creme de leite e maionese. Uma colher de sopa de molho rosé, por exemplo, possui, em média, 145 calorias. Acrescentados a ingredientes como presunto Parma (65 cal, duas fatias), castanha-do-pará (184 cal, porção de 28 g), batata cozida (uma média possui 68 cal) e queijo gorgonzola (144 cal, 30 g), os pratos chegam a ser mais calóricos do que uma porção de feijoada, que tem aproximadamente 500 calorias. O valor é alto, considerando-se que, para o organismo funcionar plenamente, são necessárias, em média, 1,2 mil calorias, a serem consumidas em seis refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia. “Tentando aliar meus treinos na academia a uma dieta saudável, optei pelas saladas. Mas só descobri que estava me alimentando errado quando fui a um nutricionista. Eu abusava dos molhos e ingredientes”, conta a administradora Isabela Camara Starling, de 24 anos. Além dos molhos, outro vilão das saladas são mesmo os queijos, especialmente os amarelos, como o parmesão e a muçarela. “As calorias nada mais são do que o valor energético de cada alimento, e estar consciente sobre o seu consumo permite que se tenha uma dieta equilibrada. Afinal, o organismo precisa de energia para funcionar”, explica a nutricionista Renata Rodrigues de Oliveira, do Instituto Mineiro de Endocrinologia. A necessidade de perder peso foi o que fez o radialista Germano Mauricio Veloso, de 42 anos, mudar seus hábitos alimentares. “Aprendi que não basta comer só salada. Para que seja saudável, é preciso saber que tipo de

Para a cozinheira Lástrea Salgado, quanto mais natural, melhor: “Dou preferência aos alimentos orgânicos e abuso das ervas frescas”

Roberto Rocha

A psicóloga Marcelle Santos não conseguia emagrecer: “Para mim, bastava colocar alface e tomate e acrescentar um monte de molhos e ingredientes”

Eugênio Gurgel

A administradora Isabela Starling abusava dos ingredientes e dos molhos: “Só descobri que estava me alimentando errado quando fui a um nutricionista”

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SAÚDE | ALIMENTAÇÃO BOAS ESCOLHAS

RECEITAS NA MEDIDA CERTA JC Martins

Substituir os molhos prontos por outros à base de frutas e iogurtes Além da alface, variar nas folhas Usar ervas e especiarias como tempero, entre elas, tomilho, cominho, hortelã, orégano, além de azeite Incluir grãos integrais como linhaça, trigo, aveia e quinoa Dar preferência aos queijos brancos, preferencialmente o cottage, a ricota e o cream cheese (respectivamente, 35, 41, 82 calorias, para cada 30 g)

ingredientes se coloca nela”, diz. Para ser completa, a refeição deve ser composta por alimentos de todos os grupos alimentares, entre eles, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. A dica é fazer boas escolhas. “Também aconselho incluir grãos integrais como linhaça, trigo, aveia e quinoa. As tradicionais castanhas e nozes, com muita cautela, pois são muito calóricas”, diz a nutróloga Simone Miranda. Para a cozinheira Lástrea Salgado, de 26 anos, quanto mais natural a salada for, melhor. “Dou preferência aos alimentos orgânicos e, para dar um contraste no sabor, acrescento molhos caseiros feitos de laranja, mostarda e mel. Também abuso das ervas frescas”, diz. O molho pronto deve ser substituído por outros à base de frutas e iogurtes. A proteína é encontrada facilmente em alimentos pouco gordurosos, como o peito de peru, o queijo branco e os ovos cozidos. Já os carboidratos mais indicados vêm de pães e massas integrais, que prolongam a sensação de saciedade. “Os legumes, assim como os folhosos, também são ótimas fontes de vitaminas, minerais e fibras e também devem estar presente nas saladas”, diz a nutricionista Caroline França. Podem ser ingeridos crus ou cozidos, mas o ideal é a opção a vapor, que preserva o valor nutricional. No entanto, o consumo de raízes e tubérculos como batata, mandioca e cará deve ser moderado. É o que explica Gilberto Simeone Henriques, professor do Departamento de Nutrição 48 |Encontro

Salada Grega

al no tot lorias a c 0 5 3

INGREDIENTES 2 xícaras de alface romana picada 6 azeitonas pretas picadas 6 tomates-cereja 4 fatias de queijo de cabra 1 pepino em fatias finas

MOLHO 2 colheres (chá) de azeite extravirgem 1 colher (chá) de vinagre de maçã 1 dente de alho filetado MODO DE PREPARO Misture todos os ingredientes. Fonte: nutricionista Patrícia Alves Soares

Salada de Folhas Verdes

total 480 calorias no

INGREDIENTES 4 xícaras de folhas verdes a gosto (rúcula, agrião, alface, alface americana, etc.) 1/2 abóbora cortada cozida em cubinhos 1 tomate picado em meia lua 1 xícara de quinoa 1 xícara de frango desfiado cozido e temperado 1 colher (sopa) de azeite 1/2 manga em cubos

MODO DE PREPARO Misture todos os ingredientes em um recipiente. Asse o tomate em forno médio e cozinhe a quinoa. Reserve. Acrescente a manga cortada em cubos, o tomate já assado e finalize com o azeite somente quando for servir, para as folhas não murcharem. Rende quatro porções.

Fonte: nutricionista Renata Rodriguez de Oliveira

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SAÚDE | ALIMENTAÇÃO ALIMENTOS QUE NÃO PODEM FALTAR NA SALADA IDEAL

OSOS VEGETAIS FOLH

LEGUMES CRUS OU COZIDOS

S CARBOIDRATO

alface, rúcula, agrião, espinafre, acelga e couve

couve-flor, repolho, cenoura, beterraba, rabanete, abóbora, abobrinha, berinjela, tomate, etc.

grão-de-bico, quinoa em grãos, arroz selvagem, macarrão integral, feijão-branco, aveia em flocos, milho

PROTEÍNAS

DOS PEIXES ASSA S DO HA EL OU GR

LIPÍDIOS

carnes magras grelhadas ou desfiadas, omelete (sem acréscimos de presunto e queijo)

azeite de oliva extravirgem, abacate ou oleaginosas

atum ou sardinha em lata

Pedro Nicoli

O radialista Germano Maurício Veloso sempre ficou atento: “Para que seja saudável, é preciso saber que ingredientes são colocados no prato”

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da UFMG. “Por possuírem alta cota calórica, eles são usados para substituir carboidrato”, diz Gilberto. Vale lembrar, ainda, que verdura em salada não é sinônimo apenas de alface. É o que diz a nutricionista Patrícia Alves Soares, da clínica Be Light/ Estar Bem. “Esse vegetal é rico em lectucina, substância sedativa que pode causar queda de energia, quando consumido em grande quantidade. A dica é variar na escolha das folhas.” A psicóloga Marcelle Cardoso Zibral Santos, de 28 anos, tinha uma concepção errada da salada. “Para mim bastava colocar alface e tomate e acrescentar um monte de molhos e ingredientes. Resultado: ao contrário de emagrecer eu engordei”, conta ela. A salada também não deve ser tida como refeição principal, e sim como mais um componente do cardápio, atuando de forma harmônica com os demais pratos. “O que engorda o indivíduo é a quantidade de alimento consumida, e não a qualidade. A pessoa só vai ganhar peso se comer mais do que necessita. Por isso, a palavra-chave é equilíbrio”, ressalta o nutrólogo Enio Cardillo. ❚

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Informe Publicitário Samuel Gê

SERVIÇOS PRESTADOS • Contratos de manutenção e conservação de equipamentos de ar condicionado • Projetos de climatização em empresas e condomínios • Instalação de ar condicionados • Vendas de equipamentos

Elerson Murta, engenheiro mecânico, proprietário da Artec Climatização: “Hoje, somos especialistas em nossa área e fazemos questão de garantir a qualidade dos produtos e serviços. É isso que fortalece a nossa marca e nos permite atender grandes clientes, entre eles as principais construtoras do estado”

ESPECIALISTA EM CLIMATIZAÇÃO Com amplo estoque e uma equipe de profissionais treinados, a Artec investe em novas tecnologias para oferecer o que há de melhor no mercado na área de climatização

C

onquistar credibilidade, fidelizar a clientela e fazer a empresa crescer, sempre foram sonhos antigos do empresário Elerson Murta, 40 anos. Aos 13 anos de idade, ele já ajudava o pai, Luiz Otávio Murta, nos trabalhos realizados na área de refrigeração, e foi por incentivo dele e de sua mãe Nilza Viana da Cunha que se formou em engenharia mecânica. “Trabalhava como autônomo para arcar com os custos da faculdade”, recorda. O empenho valeu à pena. Já no final do curso, foi incentivado a montar o seu próprio negócio e, em 2001, fundou sua primeira empresa, a Astefrio, especializada na instalação de ar condicionado e

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conserto de eletrodoméstico. “Naquela época, o nosso foco era o atendimento doméstico. Eu sabia que o crescimento viria só com o tempo”, diz. Com a propaganda boca a boca, a clientela foi aumentando e o sucesso da empresa também. Foi quando uma fatalidade quase o levou à falência. “Veio a crise do apagão, que afetou o fornecimento de energia elétrica em todo o país, e com isso as vendas despencaram. Foi uma fase crítica”, conta. A solução foi aumentar os esforços e trabalhar dobrado. Foi assim que, em 2010, após nove anos de muita dedicação, Elerson comemorou a inauguração de sua nova empresa, a Artec Climatização, fundada

juntamente com um sócio. “Estávamos colhendo os frutos que havíamos plantado”. A nova empresa surgiu mais potente, com estrutura voltada para o atendimento empresarial. Investindo em novas tecnologias e no conceito de sustentabilidade, a Artec passou a ser credenciada e autorizada dos maiores fabricantes da área de climatização, entre eles a Carrier, LG, Midea e Samsung. Com amplo estoque e uma equipe de profissionais treinados diretamente pelos fabricantes – ao todo são quarenta funcionários, fora os colaboradores - a empresa passou a criar projetos personalizados. “Hoje, somos especialistas em nossa área e fazemos questão de garantir a qualidade dos produtos e serviços. É isso que fortalece a nossa marca e nos permite atender grandes clientes, entre eles as principais construtoras do estado”, diz o engenheiro. Em 2012, outra fase veio marcar a trajetória da empresa. Foi nesse ano que, mais uma vez, o engenheiro Elerson voltou a atuar sozinho, o que não o impediu de continuar a crescer, passando a atender clientes em todo o país. “Costumo dizer que estou vivendo um momento de grandes obras e de grandes realizações. Olhando para trás, percebo que valeu à pena toda a minha dedicação e empenho. Mesmo nos momentos mais difíceis”.

Especializada em tecnologia de ar condicionado central e serviços de climatização Rua Três Rios, nº 300, Bairro Olhos d’água – Belo Horizonte (31) 3295-2120

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ESPORTE | CORRIDA Divulgação

Uma campeã na prova Em sua 9ª edição, a corrida Encontro Delas/Circuito Molico conta com a participação da jogadora de vôlei mineira da seleção brasileira Sheilla Castro, que fala sobre a paixão pela prática de esportes DANIELA COSTA

Sempre incentivando as mulheres a praticar esportes, a corrida Encontro Delas/Circuito Molico, que será realizada nos dias 24 e 25 de maio, na Lagoa Seca, no bairro Belvedere, em BH, traz um reforço de peso: a jogadora de vôlei Sheilla Castro, do time Molico/Osasco (SP). A mineira de BH, de 31 anos, é uma das atletas mais vitoriosas do voleibol feminino mundial, vencedora de duas medalhas de ouro olímpicas com a seleção brasileira. Mas nem sempre foi assim na vida de Sheilla: “As dificuldades são imensas. Os treinos, as viagens longas, as dores físicas, as ausências nas datas importantes da família e de pessoas queridas, as fases em que não se consegue render o que sempre se rendeu nos jogos”, diz a atleta. Para ela, o segredo do sucesso em qualquer profissão ou atividade é fazer aquilo que realmente se ama. “Toda a minha dedicação e sofrimento são compensados a cada vez que entro na Sheilla Castro, que vai participar da Encontro Delas/Circuito Molico: “Mesmo quando estou de férias não consigo ficar parada, estou sempre me exercitando. Faz bem para o meu corpo e para minha alma”

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Cláudio Cunha

FIQUE ATENTA PARA PARTICIPAR Quando: dias 24 e 25 de maio Onde: Lagoa Seca – Belvedere (R. Juvenal Melo Senra) DAY CARE: 24/5 Retirada do kit e do chip: das 9h às 18h CORRIDA: 25/5 Atividades na área: a partir das 7h30 Largada: 9h Percurso: 6 km INSCRIÇÕES PARA A 9ª EDIÇÃO (MAIO) Valor: R$ 120 (até 19/5 ou até se esgotarem as inscrições) Para assinantes revista Encontro e Clube A do Estado de Minas: R$ 100 INSCRIÇÕES PARA A 9ª E 10ª EDIÇÕES (MAIO E SETEMBRO) Datas: 24 e 25 de maio (9ª) e 27 e 28 de setembro (10ª) Compre as próximas duas edições e ganhe desconto: valor = R$ 200 Lote promocional: R$ 190 (até 19/5 ou até se esgotarem as inscrições) Para assinantes revista Encontro e Clube A do Estado de Minas: R$ 190

quadra e ouço a torcida gritando o meu nome. É emocionante!” Vencer desafios não é mesmo para qualquer um. Conquistar sonhos, então, muito menos. Ainda mais quando se trata da conquista de títulos concorridos mundialmente. “Ganhar a minha primeira medalha olímpica, em Pequim, em 2008, foi a realização de um grande sonho. Conquistar a segunda medalha, em 2012, em Londres, foi algo que jamais imaginei. Sem dúvida, foram dois momentos que marcaram para sempre a minha vida”, diz a atleta. Curiosamente, o interesse de Sheilla

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pela prática de esportes veio meio por acaso, quando ela ainda era adolescente. “Eu já era muito alta e magra e todos diziam que eu tinha que fazer alguma atividade física. Foi aí que comecei a jogar vôlei, nas aulas de educação física da escola onde estudava.” Depois disso, ela não parou mais, e aos 16 anos, em 2000, Sheilla foi campeã brasileira pela primeira vez. “O esporte se tornou uma necessidade para mim. Mesmo quando estou de férias, não consigo ficar parada, estou sempre me exercitando. Faz bem para o meu corpo e para a minha alma”. E ela dá a dica

para quem quer vencer o sedentarismo. “Antes de mais nada, sugiro procurar um médico e fazer os exames necessários para verificar que tipo de esporte a pessoa está apta a praticar. Na sequência, é importante buscar a orientação de um profissional capacitado, para evitar qualquer tipo de lesão. No mais, é só se entregar de coração.” Sheilla ainda lança um desafio: “A corrida Encontro Delas/Circuito Molico é ótima oportunidade para as mineiras mostrarem a que vieram. Quero ver toda essa garra no percurso de 6 km”. ❚

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NEGÓCIOS | LABORATÓRIO Samuel Gê

O médico Cláudio Cerqueira, presidente do laboratório, com os filhos Bruno, Mariana e Rodrigo, todos integrantes da diretoria: “A minha sala é aberta o tempo todo para a clientela, e sem mata-burro”, diz Cláudio

Como bom mineiro Sem alarde, o laboratório São Marcos chega a 52 unidades na região metropolitana de BH, encosta no principal concorrente e se prepara para assumir o topo do setor em Minas, com inaugurações também em cidades do interior

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GEÓRGEA CHOUCAIR

O termo “piracema”, de origem na língua tupi, significa “saída de peixes” e designa o período em que os cardumes nadam rio acima, contra a correnteza, para fazer a desova no período de reprodução. A jornada é cheia de perigos. Além de superar cachoeiras, predadores e outros obstáculos naturais, esses animais precisam vencer a pesca predatória. No laboratório mineiro São Marcos, o nome “Piracema” é bem conhecido entre os funcionários, já que é um carinhoso apelido dado aos recepcionistas da rede. A relação não tem nada a ver com o cardume de peixes, mas sim com o objetivo final do movimento que realizam: vencer desafios. O apelido faz parte das estratégias criadas pelos jovens irmãos Bruno, de 35 anos; Ma-

riana, de 33, e Rodrigo Cerqueira, de 29, diretores da atual gestão do São Marcos. Na corrida por vencer os obstáculos, o trio, que faz parte da terceira geração do laboratório, já conseguiu vencer estatística cruel de novas gerações nas empresas familiares. Segundo levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), apenas 28% das empresas familiares chegam à terceira geração. O laboratório São Marcos não só chegou, como vive a sua melhor fase. Neste exato momento, a rede comemora a inauguração da 52ª unidade, desta vez no Eldorado, em Contagem. E a meta para 2016 é ambiciosa. Quer chegar ao topo do ranking dos laboratórios mi neiros, com 58 unidades (o principal maior concorrente, o Hermes Pardini, tem hoje 56 unidades), ainda este ano. Todo o investimento vem sendo feito

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NEGÓCIOS | LABORATÓRIO Samuel Gê

A empresa investiu na reestruturação do seu modelo de gestão, além de tecnologia de ponta: a rede é hoje seis vezes maior e o faturamento vem crescendo a uma média de 35% ao ano

com recurso próprio, longe de qualquer parceria ou fusão com fundos de investimentos. “Fazemos renovação constante dos equipamentos e cerca de 90% do faturamento é reinvestido no laboratório”, diz Bruno Cerqueira, administrador de empresas e diretor geral do São Mar cos. “Todos os equipamentos lançados em feiras internacionais já estão aqui”, afirma Mariana. Cada um dos três filhos do médico Cláudio Cerqueira, atual presidente do São Marcos, ocupa uma posição na empresa. Mariana é médica e diretora técnica, Rodrigo é diretor financeiro e Bruno, o diretor geral. Bruno e Rodrigo começaram na empresa como estagiários e Mariana, como coordenadora da assessoria científica. Cada filho tem hoje 30% do negócio e o pai, 10%. Apesar da participação minoritária do pai, ele é o tira-teima. “Quem pode bater na mesa sou eu, mas nunca precisei. Vamos tomar a decisão sempre a favor do laboratório”, diz. Aos 65 anos, Cláudio Cerqueira frequenta a rede diariamente, mas atua mais com relacionamento institucional. “A minha sala é aberta o tempo todo para a clientela, e sem mata-burro”, diz. O São Marcos foi fundado pelo pai 56 |Encontro

RAIO-X Números do laboratório São Marcos

Fundação:

1941

Unidades:

51

Funcionários:

620

Atuação: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sabará e Santa Luzia

500 mil

Exames mensais: (meta de 600 mil, até o fim do ano, e 1 milhão, até 2016) Clientes mensais:

60 mil

Faturamento em 2013:

R$ 51 milhões Faturamento previsto para 2014:

R$ 72 milhões

dele, o patologista Edgard Antunes Cerqueira, em 1941, época em que a patologia clínica estava apenas começando no Brasil. Como toda empresa, enfrentou altos e baixos e, no final da década de 1990, passou pela crise mais séria, com grandes dificuldades financeiras. A rede chegou a dever cinco vezes o faturamento mensal, atendia cerca de 5 mil clientes por mês e tinha, em média, 100 funcionários. A partir de 2008, a empresa investiu na reestruturação do seu modelo de gestão, na profissionalização e capacitação da equipe, além de tecnologia de ponta e, com isso, o cenário começou a mudar. A rede é hoje seis vezes maior e o faturamento vem crescendo a uma média de 35% ao ano. Para 2014, a previsão é faturar R$ 72 milhões, contra R$ 51 milhões em 2013. “O crescimento da empresa vem de uma equipe focada em melhoria contínua. Faz parte do nosso DNA, do nosso aprendizado. Somos incansáveis na busca por melhores resultados, pela satisfação do cliente”, diz Rodrigo. Todas as vezes que o laboratório registra qualquer recorde, as unidades batem sino de comemoração. “As áreas têm indicadores e metas, são sempre desafiadas”, completa Rodrigo.

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INAUGURAÇÃO

www.samarco.com

0800 031 2303

QUARTA PELOTIZAÇÃO

Filha de empregada da Samarco

Buscar o equilíbrio permanente entre as dimensões econômica, social e ambiental: esse é o nosso compromisso. A expansão da Samarco prova que é possível combinar crescimento com responsabilidade. A empresa ampliou sua produção em 37%, de 22,25 para 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano, utilizando uma metodologia inovadora para avaliar os impactos sociais e econômicos do projeto. De forma participativa e com o envolvimento da sociedade, foi possível prevenir, monitorar e controlar os efeitos desse empreendimento nas comunidades vizinhas. Do ponto de vista ambiental, a Samarco investiu fortemente em ações como tratamento de efluentes, controle atmosférico e proteção a unidades de conservação ambiental. Além disso, a Quarta Pelotização tem o orgulho de ser um projeto carboneutro – de forma voluntária, a empresa compensou em 100% as emissões de gases de efeito estufa geradas durante as obras. A Quarta Pelotização é isso: a prova de que olhar para todos os lados é o melhor jeito de seguir em frente.

Nós somos feitos daquilo em que acreditamos.

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NEGÓCIOS | LABORATÓRIO Fotos: Rogério Sol

Recepção e gabine de coleta de exames da unidade do bairro Castelo: aprimorar o atendimento ao cliente é uma das estratégias de crescimento

A meta dos irmãos é investir algo próximo a R$ 12 milhões neste ano, dos quais R$ 6 milhões em novas unidades. Cada uma consome investimentos na ordem de R$ 400 mil a R$ 500 mil. O próximo passo vai ser expandir os negócios para cidades mais distantes de Belo Horizonte, em raio de 70 a 100 quilômetros. “No lugar de ser regional, queremos ser estadual”, diz Bruno. O plano de crescimento passa longe de qualquer processo de fusão, informa o presidente, Cláudio Cerqueira. “Somos sondados para venda, mas não faz parte da nossa estratégia”, diz. “A família vive daqui, não faz sentido vender. Nosso objetivo é continuar na gestão da empresa”, completa Mariana. “É um desafio manter o negócio saudável até a terceira geração. Há várias barreiras no meio do caminho. O mercado muda, exige adequação de perfil”, explica a professora da Fundação Dom Cabral (FDC) Maria Teresa Roscoe. Ela ressalta três pontos importantes para a gestão de novas gerações nas empresas familiares: coesão (mais diálogo na família), alinhamento com relação ao futuro e construção de acordo societário. Pontos que os três irmãos têm tirado de letra. “Temos paixão pelo negócio. O as58 |Encontro

sunto na família é sempre laboratório. Às vezes, é em casa ou no sítio que chegam as melhores ideias”, diz Rodrigo. A busca por surpreender os clientes é a principal estratégia dos Cerqueiras. “Fazer exame com qualidade é a nossa obrigação. O desafio é encantar o cliente, o fornecedor, o médico e os nossos parceiros. Aprendemos com o nosso pai o significado real de encantamento. Gentileza gera gentileza. Esse é um conceito que temos para a vida”, diz Mariana. O conceito está bem incorporado pela equipe. “Eu faço o papel da senha”, explica a “Piracema” Lúcia Marcilane de Cássia Alves, de 44 anos. Ela recebe o cliente na porta e encaminha até o balcão. “Eu sou uma espécie de senha, mas especial. Interajo com o cliente, converso. É nosso papel, pois geralmente ele está ansioso”, diz. Lúcia está há pouco mais de um ano no laboratório e ganhou, em janeiro, o prêmio de “Piracema de 2013”. O presente do laboratório foi um fim de semana em hotel fazenda com acompanhante. A funcionária foi premiada por ter recebido o maior número de elogios de clientes no ano. A medição foi feita através de anotações no caderno de sugestões e fotos tiradas com a clientela.

O aposentado Augusto Escobar Machado, de 73 anos, é cliente assíduo da unidade do São Marcos no bairro Floresta. Ele frequenta o laboratório, em média, três vezes ao mês. “Os funcionários me chamam pelo nome e são muito atenciosos e carinhosos. Tudo isso acaba nos prendendo”, diz. A relação com os médicos também vem mudando. “Acompanhava antes o atendimento pelos relatos dos pacientes e pelos laudos de exame que recebia”, diz o médico endocrinologista Geraldo Santana, que há dois anos, após conhecer o laboratório, passou a indicá-lo aos clientes. “Um dos pontos importantes é a versatilidade para lidar com demandas atípicas do médico ou do paciente”, diz o médico. Para manter o foco no atendimento, o São Marcos investe, em média, 1,7 mil horas de treinamento por mês na equipe. Os funcionários do laboratório também são sempre desafiados com promoções e sorteios para cada recorde batido. E, neste ano, a participação nos lucros, que sempre girava de 2% a 2,5% da receita bruta, está mais agressiva: vai saltar para 5%. É mais uma jogada do quarteto de atleticanos para valorizar os parceiros e abocanhar mais espaço no mercado de laboratórios em Minas. z

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VIDA DIGITAL | ALYSSON LISBOA alisboa@editoraencontro.com.br

O BOTECAR NA PALMA DA MÃO Samuel Gê

Guilherme, Pedro, Vinícius e Arthur criaram o aplicativo Vouprobar que localiza os bares participantes do Botecar direto do celular

Sentados à mesa de um bar, os amigos Guilherme Cordeiro, Pedro Lopes, Vinícius Souza e Arthur Câmara pensaram em criar um aplicativo que fosse realmente útil. Coincidência ou não, surgiu daí a ideia do Vouprobar. Disponível para iPhone e Android, o app utiliza geolocalização para encontrar bares com descontos. Uma parceria inédita com o Festival Botecar transformou o aplicativo em um guia de bolso do evento. No aplicativo, o botequeiro vai encontrar os 55 bares participantes, conhecer os pratos e fazer seu check-in. Para baixar, basta digitar vouprobar na App Store ou Google Play. O aplicativo é grátis. Tiago Mamede

MUSEU DOS BRINQUEDOS Mario Bros, Pac Man e Enduro. Quem se lembra dos primeiros jogos de console, como o Atari, Telejogo, Odyssey, Master System? A história dos videogames está agora reunida na exposição Gambio Games, no Museu dos Brinquedos. Um passeio nostálgico – para os mais velhos – e curioso – para os mais novos. Vale a pena conhecer! Onde: Museu dos Brinquedos Local: Av. Afonso Pena, 2.564 - Bairro Funcionários. Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 9h às 17h. Feriados, das 10h às 17h Ingressos: R$ 10

CABEÇA NAS NUVENS E OS PÉS NO CHÃO Cláudio Castro teve 60 segundos para convencer a plateia, mas não conseguiu. Persistiu, assim como deve fazer quem persegue o sucesso. Aspirantes a empreendedores se reuniram para mostrar 47 ideias no Startup Weekend Belo Horizonte, realizado no último mês. Desclassificado, Cláudio rapidamente escreveu em uma folha do caderno "One Cloud está contratando", atraindo a atenção dos presentes, e conseguiu convencer algumas pessoas a apostar

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Alysson Lisboa

Teólogo de formação, Cláudio Castro descobriu sua real vocação na área de inovação e tecnologia

na sua ideia. Esse poder de convencimento, segundo ele, veio da formação um tanto incomum para um empreendedor – a teologia. Em nova rodada, dessa vez com mais dois dias para repensar a ideia, aconteceu o que parecia um milagre. Ele foi o primeiro colocado no evento, com a ideia mais inovadora. Seu produto, o One Cloud, é um aplicativo para centralizar ofertas de cloud computer para empresas em só lugar. Seu projeto deve sair do papel nos próximos meses.

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APPS File/Divulgação

LINGUAGEM ELETRÔNICA EM BH O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) desembarca pela segunda vez em Belo Horizonte, reunindo seis instalações e 54 animações de artistas brasileiros e estrangeiros. Os trabalhos ampliam a percepção do espaço/tempo em experiências interativas com os espectadores. São obras abertas com múltiplos significados e modos de observar e participar. Além da exposição, o File traz o festival de animação Anima+ com o melhor do Japan Media Arts Festival.

Serviço: Exposição File BH 2014 28 de abril a 1º de junho Entrada franca Informações: www.file.org.br

PANINI COLLECTORS Se você também entrou na onda do álbum de figurinhas da Copa, então esse aplicativo vai ajudar muito. Com ele, é possível digitalizar os cromos que você tem e marcar os que faltam. Disponível para iPhone e Android Grátis

A instalação Túnel, das artistas Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti (SP)

Cláudio Cunha

UM TELEFONE DE OUTRA GALÁXIA? Você é fã incondicional do iPhone e não o larga por nada? Proponho um desafio. Passe alguns minutos manipulando o novo Galaxy S5. Garanto que não sentirá falta nenhuma. Quer apostar? O que mais chama a atenção no novo modelo da Samsung é a velocidade e a nitidez da tela. Realmente é um telefone com ótimos atributos, mas nada é perfeito. Confira os prós e contras do novo aparelho. PONTOS POSITIVOS: z Processador Quad Core de 2.5 GHz z Câmera de 16 MP z Tela com 1080 x 1920 px z Sistema biométrico z Integração com o Smartwatch Gear PONTOS NEGATIVOS z Preço: chega a custar R$ 2,6 mil z Bateria não suporta uso intenso z Os novatos do Android podem ter dificuldade em manipular o aparelho z A entrada do carregador de bateria dificulta o acesso rápido z No Brasil, disponível apenas na cor branca

DUOLINGO Quer aprender inglês brincando? O Duolingo é um aplicativo que vai auxiliar você no ensino do idioma. O app começa no básico, mas você pode ir pulando as etapas. Disponível para iPhone e Android Grátis

VINE Nova mania entre os jovens, o Vine é um programa para criação de vídeos curtos de até 6 segundos para compartilhar entre os amigos. Disponível para iPhone, Android e Windows Phone Grátis MAIO DE 2014

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TECNOLOGIA | INOVAÇÃO Samuel Gê

Tiago Maranhão e a célula fotovoltaica orgânica: “O produto vai gerar nova cadeia de valor para o país”

Energia limpa made in BH Empresa desenvolve em BH tecnologia de ponta para produção de filme orgânico fino, que promete colocar o Brasil na vanguarda da produção de eletricidade sustentável

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ALYSSON LISBOA

Imagine gerar energia elétrica em sua casa usando uma película plástica, fina e transparente. O produto, que mais parece saído de filmes de ficção, promete colocar o Brasil na vanguarda da geração de eletricidade por meio da energia solar. Trata-se da tecnologia fotovoltaica orgânica (OPV), sigla em inglês, que deve, já em 2015, tornar-se realidade no país, que, por outro lado, ainda tem 1 milhão de casas sem energia elétrica. A pesquisa começou a ser desenvolvida em 2007 pela empresa CSEM Brasil, instalada no parque tecno-

lógico do Senai-Cetec, no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte. Em breve, a tecnologia poderá ser vista em janelas de residências, revestimentos de prédios, automóveis, vestuário e celulares. Segundo o presidente da CSEM no Brasil, Tiago Maranhão Alves, a tecnologia vai mudar a mentalidade e o estigma do Brasil. “Somos pioneiros em um projeto que pode mudar o futuro de nossos filhos”, diz o engenheiro pernambucano, que está há cinco anos na capital mineira e não esconde a satisfação com os resultados. “A tecnologia fotovoltaica orgânica de filmes finos coloca o Brasil em outro patamar.”

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TECNOLOGIA | INOVAÇÃO USOS E APLICAÇÕES O filme orgânico, por ser leve e flexível, pode ser utilizado em residências, indústrias e até em bolsas, para carregar o celular

Aplicação nas fachadas de prédios e janelas de casas, para reduzir o consumo de energia

Aplicação em mochilas ou roupas, para carregar dispositivos como celulares e laptops

Instalação no teto dos automóveis para gerar energia para o alternador

Os investimentos no projeto, entre 2008 e 2012, chegam a R$ 50 milhões, com recursos do FIR Capital, Fapemig, BNDES e da própria CSEM, filial do Centre Suice d’Electronique et Microtechnique. Parte desse investimento está sendo gasto na construção e na adaptação das máquinas, que ainda não são fabricadas em larga escala. A previsão é de que, até 2023, OPV tenha mercado 50% maior que outras tecnologias e movimente cifras da ordem de R$ 20 bilhões no mundo (R$ 1 bilhão até 2019). A impressão da película, que lembra um pouco a de uma off-set rotativa, é feita em rolos, o que torna mais fáceis seu transporte e armazenamento. Para 64 |Encontro

Localidades remotas

Instalação sobre o teto dos ônibus, para contribuir na redução do consumo de combustível

levar a cabo o projeto, a empresa buscou parceria com universidades na Inglaterra e na Alemanha, além de diversas instituições brasileiras, como as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Ouro Preto (Ufop), de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP). Ao todo, trabalham no projeto 21 pesquisadores de 11 nacionalidades. Além da tecnologia fotovoltaica, o centro de pesquisa desenvolve a impressão de circuitos cerâmicos para os setores aeroespacial, mineração, óleo e gás. Para o engenheiro eletricista Alexandre Henriger, especialista e responsável pela instalação da energia solar no estádio do Mineirão, a produção terá alto

impacto na economia de Minas Gerais. “Hoje, o preço ainda é muito alto, como em qualquer tecnologia, mas futuramente será possível ganhar em escala de produção”, explica Henriger. Já o diretor de ciência, tecnologia e inovação da Fapemig, Evaldo Ferreira Vilela, destaca a importância do projeto, mas faz um alerta quanto ao escoamento da produção, gargalo do Brasil. Isso pode tornar a indústria menos competitiva. “Falta velocidade nos processos. O Grupo CSEM quer buscar um modelo eficiente de produção e distribuição. Eles sabem que não basta produzir, precisa haver velocidade na entrega”, completa Evaldo. z

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TANTA GENTE VEIO BOTECAR QUE O FESTIVAL FOI PRORROGADO ATÉ 10/5.

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O verdadeiro festival de botecos de raiz está um sucesso. E para você poder Botecar com tranquilidade, o evento e a votação foram prorrogados. Agora você tem até 10 de maio para saborear os 55 bares participantes.

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COLUNA DE DIREÇÃO | FÁBIO DOYLE fdoyle@editoraencontro.com.br

LINHA UP! AGORA COMPLETA

Agora, sim, a VW está com todas as armas carregadas para enfrentar a luta com que pretende reconquistar a liderança do mercado, que há anos foi tomada da marca alemã pela italiana Fiat. Depois das versões com quatro portas, chega neste mês ao mercado o compacto up! na versão duas portas, com a opção da transmissão automatizada I-Motion. O preço sugerido da versão de entrada, a mais barata, é de R$ 26.900. Fotos: Divulgação

FORD MUDA CEO A troca de comando na Ford Motor Co. volta ao noticiário com a recente entrevista de Bill Ford à Bloomberg TV, na qual o presidente do Conselho da empresa anunciou uma transição suave na aposentadoria de Alan Mulally, na foto na apresentação da última geração do Mustang, edição comemorativa dos 50 anos do icônico cupê. A divulgação oficial deverá acontecer até 1º de maio e a efetivação, até o fim do ano, quando Mark Fields, atual COO – diretor de operações da companhia, a segunda maior dos Estados Unidos –, vai se tornar o principal executivo do grupo. Dessa forma, a Ford rompe uma história de algumas transições tumultuadas, como a de Jacques Nasser, em 2001, e de Lee Iacocca, em 1978. Fields, há 25 anos na empresa, ganhou pontos para alcançar o topo da carreira pelo trabalho que desenvolveu na Ford, especialmente no ano passado, quando o crescimento das vendas da marca impulsionou os lucros da companhia na América do Norte para um recorde de US$ 8,78 bilhões, antes do pagamento dos impostos.

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POSTOS IMPOSTOS... O governo federal prometeu um pacote de incentivos fiscais destinados aos veículos elétricos. Só assim automóveis movidos a eletricidade poderão chegar ao mercado brasileiro com preços viáveis, competitivos, ao alcance do consumidor local. Além do preço, outro obstáculo para a aceitação dos carros elétricos é a ausência de uma rede compatível de postos de recarga. Para resolver essa questão, um projeto de lei que obriga a implantação de postos de recargas em áreas públicas, sob a responsabilidade das concessionárias de energia, foi aprovado no início de abril pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e, agora, segue para apreciação do Senado.

...A CONCESSIONÁRIAS A CPFL, distribuidora que atua no estado de São Paulo, adiantou-se e já anunciou que pretende instalar, nos próximos meses, cerca de 100 postos de recarga destinados aos veículos elétricos. A empresa tem parceria com a montadora Renault e utiliza modelos elétricos desenvolvidos pela montadora para a locomoção de seus funcionários. Em Minas, a Cemig, que no mesmo sentido tem parceria com a Fiat, parece ainda não ter uma posição ofi cial sobre a implantação de postos de recarga no estado. Encontro consultou a concessionária mineira, mas ainda não obteve resposta.

ESTEPE MENOR No Brasil, tudo parece ser mesmo mais complicado. Uma evolução automotiva em todo o mundo é o uso de pneus estepes menores, mais leves, aliviando peso, reduzindo consumo, poluindo menos e melhorando o aproveitamento de espaço. A solução foi implantada sem maiores traumas e polêmicas em todo o mundo, mas, aqui, não. Está em trâmite na Câmara dos Deputados projeto de lei que regulamenta a obrigatoriedade de o estepe ser exatamente igual aos outros quatro pneus do veículo.

NA ONDA DO X6 “Sensual como um cupê, visionário como um SUV.” É como o chefe de design da Mercedes Benz, Gorden Wagener, descreve o conceito Coupé SUV, que a marca alemã acaba de revelar no Salão de Beijing (China). Na verdade, é um carro para fazer frente ao X6, da sua mais direta rival BMW. As linhas e design de um se confundem com as do outro e indicam que essa é uma tendência que cresce. Outra alemã, a Audi, também revelou seu projeto com a mesma proposta, o conceito do Audi TT off-road. O “exemplar” Mercedes-Benz é grande no comprimento (5 m) e na largura (2 m) e mediano na altura (1,75 m), o que destaca e define seu “lado” cupê esportivo. O conceito Audi TT off-road segue o mesmo estilo de design do X6 e do conceito Mercedes-Benz, diferenciando-se por ser um compacto. Ele foi também apresentado no Salão do Automóvel de Beijing. Outro diferencial é a proposta híbrida plug-in, com dois motores elétricos, com potência de 408 hp, que, segundo a marca alemã, consome média de 52,63 km/litro. É ver para crer!

NA BERLINDA A justificativa “oficial” é que o estepe menor é inseguro e limita a velocidade. Isso é óbvio e amplamente divulgado e alertado nos carros que já vêm com o pneu estepe reduzido. Ele existe apenas como recurso emergencial para que, quando preciso, o carro rode o mínimo necessário e vá diretamente para o conserto da peça avariada. A medida foi adotada após constatação de que vários carros passam anos, às vezes toda sua vida útil, sem que tenha um pneu furado. As montadoras estão contra o projeto de lei. Quem luta a favor é a indústria de pneus, que, com a solução, passaria a fornecer não mais cinco rodas e pneus idênticos para cada carro; apenas quatro. Ou seja, para um mercado de 3 milhões de veículos por ano, reduziriam o fornecimento de pneus de 15 para 12 milhões de unidades. Uma queda de 20% no faturamento. Deu para entender? MAIO DE 2014

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VEÍCULOS | TENDÊNCIA

Todos se rendem a um SUV

Divulgação

Nem mesmo a fleumática Bentley conseguiu ignorar a força dos SUVs. Primeiro utilitário esportivo da marca será lançado em 2016 e, nessa mesma direção, caminha a Rolls Royce

FÁBIO DOYLE

Não há como sobreviver hoje, na indústria automobilística, sem a presença de um SUV (utilitário esportivo) na gama de ofertas. Chegou a vez da superelegante e sofisticada Bentley lançar o seu. Com toda a fleuma britânica que caracteriza a marca – que disputa com a Rolls Royce o desejo dos mais ricos consumidores do planeta –, será apresentado o seu representante na linha dos SUVs. E a entrada desse novo ator é feita em doses homeopáticas, na tentativa de aguçar a curiosidade do mercado. O primeiro ato foi a divulgação da imagem teaser do futuro SUV, e a informação de que o desenho foi revisado a

partir do conceito EXP 9 F, apresentado no Salão do Automóvel de Genebra em 2012. “O design foi alterado na lateral, traseira e teto. Foi completamente mudado”, diz Wolfgang Schreiber, CEO da Bentley, que em 1º de junho será substituído por Wolfgang Duerheimer, ex-chefe de desenvolvimento da Audi. Ele passou também pela Porsche, onde foi o responsável pelo desenvolvimento do SUV Cayenne e do sedã Panamera. Os críticos do setor afirmam que a grade muito grande e as tomadas de ar do EXP 9 F eram inapropriadas para uma marca de luxo britânica. “Muitos clientes e também a imprensa disseram que um SUV era uma boa ideia,

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A imagem teaser do Bentley SUV mostra uma grade frontal redesenhada em comparação com o conceito EXP 9 F

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VEÍCULOS | TENDÊNCIA Divulgação

A grade muito grande, os também enormes faróis redondos e as tomadas de ar foram alvos de crítica ao Bentley EXP 9 F, na foto durante sua apresentação em Genebra

Pela sofisticação do acabamento interno do Bentley SUV, esse será o utilitário esportivo mais luxuoso e sofisticado do mundo, como quer o fabricante.

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mas nem todos estavam contentes com o design que apresentamos naquela ocasião,” diz Schreiber. “Esse carro irá atender mais as expectativas de nossos clientes do que a proposta de dois anos atrás.” O novo modelo, que já tem 2 mil pedidos em carteira, faz parte de um investimento de US$ 1,33 bilhão em novos veículos e produção para os próximos três anos. “Ele criará um segmento completamente novo no mercado de SUVs,” diz Schreiber. “Será o mais luxuoso e potente SUV do mundo”, completa. O carro poderá ter, em breve, um rival da Rolls-Royce BMW. Torsten Mueller-Oetvoes, CEO da Rolls-Royce, diz que a marca analisa se um SUV “cabe” em sua linha de produtos. O Bentley SUV deverá ser lançado em 2016 e o plano é fazer a primeira apresentação no Salão do Automóvel de Frankfurt de 2015. É um produto -chave para que a marca alcance seu objetivo de aumentar suas vendas globais para 15 mil veículos até 2018, a partir do recorde de 10.120 unidades, alcançado no ano passado. Kevin Rose, chefe de vendas da Bentley, afirma que a meta de vendas para o SUV é de 3,5 mil unidades, volume similar ao do Flying Spur e do Continental GT coupé. Entre os motores possíveis, está o de 12 cilindros, atualmente usado nas linhas Flying Spur e Continental, com uma versão híbrida plug-in (recarregável em tomada elétrica) prevista para 2017. Ainda não há decisão tomada sobre o motor a gasolina, que fará parceria com o propulsor elétrico. O SUV utilizará a plataforma SUV modular grande, que está em desenvolvimento pela Volkswagen (proprietária da Bentley), que será também utilizada pela próxima geração do Audi Q7. Segundo Rose, o veículo terá preço acima de SUVs de luxo como o Range Rover, que, na Europa, em sua versão mais cara, custa 160 mil euros. “O pre ço de entrada ficará acima do Range Rover”, disse Rose. Os três maiores mercados para o SUV da Bentley serão os Estados Unidos, a China e o Reino Unido, nessa ordem. z

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Estresse, depressão, euforia, ansiedade e síndrome do pânico estão na lista de problemas chamados de doenças da vida moderna . Dados da Previdência Social em 2012 registraram os transtornos mentais e comportamentais como a terceira maior causa das concessões de auxíliodoença no país. Em 2011, o número total desses afastamentos foi de 12.337, sendo 31% deles por depressão e 26% por estresse. A Isma-BR, associação internacional voltada a pesquisa de prevenção e tratamento do estresse, afirma que 62% dos brasileiros sofrem desse mal.

DICAS PARA MANTER O BEM-ESTAR

As pesquisas confirmam a necessidade de cuidar, e muito bem, da saúde. Por isso, a Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais, NOVA CAA, mantém projetos para a promoção da saúde, com ações de prevenção e a oferta do plano OAB Saúde com vantagens exclusivas para a classe. A saúde do advogado é um dos focos de atuação da CAA/MG por isso criamos programas para estimular os cuidados com a vida desde a infância dos filhos até a manutenção da saúde dos idosos , ressalta o presidente da NOVA CAA, Sérgio Murilo Braga.

Para algumas pessoas a atividade física pesa na consciência. Elas acham que o tempo em que estão se exercitando deveria ser utilizado para trabalhar. Mas isso é errado . Último Libânio

O médico clínico-geral, Último Libânio, conveniado da Rede Saúde da NOVA CAA, alerta para comportamentos que estimulam as doenças da vida moderna , como o sedentarismo, o estresse e a falta da realização dos exames clínicos periódicos. O sedentarismo é um fator de risco para doenças cardiovasculares e metabólicas. Exercitar-se regularmente promove um ganho emocional pela sensação de bem-estar e previne a ocorrência da ansiedade, diabetes, câncer,

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pressão alta, obesidade, osteoporose, trombose e depressão. A visita regular ao médico também é fundamental nesta busca pela vida saudável. Realizar um check-up anual é imprescindível para garantir que tudo está correndo bem. Último Libânio explica que a intenção é diagnosticar alguma doença mesmo que o indivíduo ainda não apresente os sintomas. Por isso a importância de contar com a assistência de um plano de saúde , finaliza Libânio.

Condições Exclusivas

Preço menor do que o plano individual da Unimed. Isenção de carência para consultas e exames básicos nos produtos Unipart Flex 2 e Unipart Flex 3, a partir da data da vigência. Abrangência estadual, para atendimento eletivo. E nacional, para os casos de atendimento de urgência e emergência. Postos de atendimento exclusivos para os advogados e familiares, na sede da CAA/ MG e no SIM - Sistema Integrado Multisserviços, próximo ao Fórum Lafayette. *Carência máxima de 6 meses,

exceto parto (300 dias).

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miopia com grau inferior a 5. PROMOÇÃO: faça a sua adesão com os valores da tabela 2013 até 20 de maio de 2014.

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*Preço de custo operacional para os exames e procedimentos em período de carência. O associado OAB Saúde paga o valor de tabela da Unimed (valor inferior ao preço normal). **Limitado a 4 (quatro) cirurgias mensais.

HÁBITOS SAUDÁVEIS, ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA E UM CHECK-UP ANUAL SÃO O SEGREDO PARA FICAR LONGE DAS “DOENÇAS DA VIDA MODERNA”

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ENCONTRO INDICA | JOÃO POMBO BARILE Lucie Jansch/divulgação

ARTES CÊNICAS | FESTIVAL Até 25 de maio, o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH) movimenta teatros e espaços públicos da cidade. Em seu 12º ano, o mais tradicional evento teatral da cidade terá 55 espetáculos, dos quais 18 internacionais, 12 nacionais e 25 produções mineiras. A programação traz desde os espetáculos mineiros Prazer, da Cia. Luna Lunera, passando pelos Os Gigantes da Montanha, do Grupo Galpão (abaixo), até

o grupo alemão Berliner Ensemble (acima). Fundado pelo eterno Bertolt Brecht, o grupo da terra de Goethe apresenta, no FIT, a sua montagem de Hamlet, do imortal bardo inglês William Shakespeare. Vendas antecipadas acontecem no tradicional posto da Belotur (av. Afonso Pena, 1.055, centro). Neste ano, o ingresso custa R$ 20 (inteira) e cada espectador pode comprar até seis tíquetes. Os ingressos também são vendidos na

bilheteria dos teatros. Informações: www.fitbh.com.br. Por que ir: O 12º FIT-BH traz à capital mineira bons espetáculos, que dificilmente seriam vistos por aqui. Esta edição conta com mais dois importantes teatros da cidade, o Francisco Nunes e o Marília, que foram reformados e serão reinaugurados durante o evento. (Programação completa no site www.revistaencontro.com.br) Guto Muniz/divulgação

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Divulgação

LITERATURA | LIVRO Dois mineiros de duas gerações merecem destaque neste mês. O primeiro é Otto Lara Resende. Nascido em São João del-Rei, Otto, que toda vida trabalhou como jornalista, até morrer, em 1992, tem o seu Boca do Inferno reeditado pela Companhia das Letras. O livro de contos custa R$ 32. Já a segunda dica é a nova obra de André Sant’Anna: O Brasil é Bom, que também sai pela mesma editora e custa R$ 39. Nascido na capital mineira, em 1964, André é autor de Sexo e Amizade. Por que ler: Os dois escritores, cada um na sua área, prendem o leitor do início ao fim. Lucila Wroblewski/divulgação

ARTES PLÁSTICAS | EXPOSIÇÃO I O mês de maio é bom para as artes plásticas em BH e há várias mostras em cartaz. Uma delas é Olhares Múltiplos sobre Cinco Cidades, no Centro Cultural Banco do Brasil (praça da Liberdade, 450) até 26 de maio. A mostra reúne 61 obras dos artistas, como José Octavio Cavalcanti, Júlia Bianchi, Roberto Marques e Altino Caldeira. A entrada é franca. Por que ir: A exposição traz algumas obras interessantes, que retratam paisagens e pontos significativos que caracterizam cinco importantes cidades brasileiras: Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Jaime Acioli/divulgação

MÚSICA | SHOW A cantora e compositora Maria Rita faz única apresentação, dia 17 de maio, às 22h, no Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). No show, ela vai mostrar as músicas do seu novo trabalho: Coração a Batucar. No espetáculo, canções como Rumo ao Infinito, que já virou hit em algumas rádios brasileiras. Os ingressos custam a partir de R$ 50 e podem ser comprados na bilheteria do ginásio. Informações: (31) 4003-5588. Por que ir: Esta é a segunda incursão da cantora pelo samba e já se vão sete anos desde o lançamento do disco Samba Meu, que consagrou Maria Rita no gênero. Um grande show. Divulgação

ARTES PLÁSTICAS | EXPOSIÇÃO II Outra exposição em destaque é Mestres da Gravura, com curadoria de Fernanda Terra. A mostra traz a Minas Gerais, pela primeira vez, 170 obras representativas da gravura europeia, especialmente, xilogravuras e gravuras em metal, e que pertencem ao acervo de 30 mil objetos da Fundação Biblioteca Nacional. Fica em cartaz na Galeria Arlinda Corrêa Lima, no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro), até dia 22 de junho. A entrada é franca. Por que ir: Ótima oportunidade de ver gravuras originais de Dürer, Rembrandt, Callot, Goya e Hogarth, alguns dos maiores artistas nessa técnica. MAIO DE 2014

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CULTURA | ARTES PLÁSTICAS Arquivo pessoal

Quadro do artista plástico Mauro Silper exposto no início do ano na Colorida Art Gallery, em Lisboa: série Campestre faz contraponto com a Intracenas, que trata a temática urbana

A leveza do traço Artista mineiro inspira-se em temáticas urbanas, em contraste com a natureza, para criar telas. Obras já foram expostas na França e em Portugal

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DANIELA COSTA

“Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu...” Assim como na canção Aquarela, de Toquinho, o artista plástico mineiro Mauro Silper prefere abusar da imaginação para criar suas obras. “Os temas que trabalho são todos imaginários e semiabstratos. Nenhum é cópia, nascem da minha inspiração”, conta o artista. “Tenho um chamego especial com a aquarela. Sinto-me mais à vontade com o papel.” A sutileza é a principal característica do trabalho. As paisagens surgem da leveza de seus traços e formas. “Mauro pinta com o coração, a voz do silêncio”, diz a artista plástica e ga-

lerista Beatriz Abi-Acl. Em suas obras, temáticas sociais como a urbanidade contrastam com elementos da natureza, por onde também perpassam figuras humanas. Aos 66 anos, Mauro diz que o gosto pela arte surgiu cedo, ainda no tempo de primário, sem nenhuma influência de familiares, e foi se aprimorando com o tempo. Mas foi na década de 1970 que se iniciou na pintura profissionalmente. “Nessa época, eu morava em Nova York e, nos fins de semana, expunha alguns trabalhos na Washington Square”, diz. Anos depois, aos 25 anos, realizou sua primeira exposição, na cidade mineira de Barbacena. Desde então, participou de vários trabalhos coletivos e individuais e possui obras expostas em conceituadas galerias de arte, entre

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CULTURA | ARTES PLÁSTICAS JC Martins

Mauro Silper em seu ateliê: “Os temas que trabalho são todos imaginários e semiabstratos”

elas, o Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte, e a France Libertés, em Paris. No início do ano, esteve na Colorida Art Gallery, em Lisboa, onde apresentou a série Mauro Silper – Pinturas. “Busco sempre temas inusitados. Minha última exposição no Brasil, chamada Intracenas, foi inspirada em uma palavra que minha filha comentou, a conurbação, que se refere à formação de aglomerados urbanos”, explica. Comprometido, Mauro conta que, ao contrário do que muitos pensam, o artista tem uma rotina, como em qualquer outra profissão. “Acordo bem cedo e vou direto para o meu ateliê. Normalmente, faço um esquete da obra que estou criando e a aprimoro antes de ampliá-la.” Outro segredo é

sempre deixar uma obra semipronta ao final do dia para terminá-la na manhã seguinte. “Assim, não tenho de ficar pensando o que eu vou fazer.” A mulher dele, Cristina Fonseca, é também sua produtora e, claro, a principal admiradora. “O trabalho do Mauro é feito com muita sensibilidade e beleza. Ele é artista 24 horas por dia”, diz Cristina. No momento, Mauro organiza uma exposição, ainda sem data definida, no Rio de Janeiro, e aguarda o lançamento de um livro com obras de 30 artistas brasileiros, incluindo as dele, que será publicado em três volumes. “Fico muito feliz em ter sido convidado a participar desse projeto. É o reconhecimento da arte nacional”, diz. z

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NAS TELAS | JOSÉ JOÃO RIBEIRO jribeiro@editoraencontro.com.br

O trator Marvel passa por cima O lançamento da segunda parte de Capitão América (Captain America: The Winter Soldier), no mês passado, foi além da agradável surpresa. Muitos fãs acreditavam que o primeiro filme serviria apenas de isca e de pretexto para iniciar o bilionário projeto de Os Vingadores. Pois a Marvel conseguiu, com a sequência do soldado vestido com as cores da “América”, fazer o seu melhor filme até aqui. Se no ano passado Homem de Ferro 3 provocou bocejos, a gigante dos quadrinhos agora tomou, definitivamente, o rumo, podendo consolidar ainda mais sua marca neste mês com dois novos filmes que prometem bastante, para públicos distintos. O herói que carrega as cores e símbolos de seu país no uniforme já é visto, de cara, em grande parte do mercado internacional, com boa dose de desconfiança. Mas o roteiro confiado aos irmãos diretores Anthony e Joe Russo extrapola o brilhantismo. Tamanhas são suas ambição e grandiosidade que poderia perfeitamente servir para nova reunião dos Vingadores. Sorte para Steve Rogers (Chris Evans, brincando em cena), o Capitão América, que na primeira aventura serve de cobaia em uma experiência que o transforma em um combatente invencível. Os sinais de que Capitão América 2: O Soldado Invernal seria um filme-pipoca de primeiríssima qualidade eram bem consistentes. A simples aceitação do mito Robert Redford em embarcar no projeto já criava curiosidades para lá de razoáveis. É covardia discorrer sobre a história, sob pena de estragar as sensacionais reviravoltas. Basta garantir que tudo se encaixa em narrativa primorosa, ágil e cheia de bom humor. Transparece, a cada cena, um elenco muito satisfeito e engajado com a proposta e, por consequência, com a clara aposta no sucesso do resultado final. 80 |Encontro

Zade Rosenthal/divulgação

O ator Chris Evans, em cena com Scarlett Johansson (a Viúva Negra), interpreta o papel-título de Capitão América 2: O Soldado Invernal

Os personagens desse novo Capitão América impressionam pela relevância, sem desperdícios, em paralelo com toda a ação. O destaque fica para a dupla de vilões, sendo um deles, o misterioso Soldado Invernal do título, pensado para interligar o longa-metragem à primeira parte. Percebem-se nítida lembrança e associação com Bane, o antagonista anabolizado do último Batman. Aliás, todo o ritmo e as soluções encontradas pelos irmãos cineastas Russo remetem à saga do Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan. Nada que mereça descrédito. Pelo contrário. Houve a inspiração, mas o formato, dessa vez, assumiu a pegada mais leve e colorida da consagrada marca. No rastro de persistir colhendo êxitos, a Marvel reserva para maio

a estreia de mais dois blockbusters: para começar, O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, sob a responsabilidade do competente Marc Webb, que injetou à franquia um ritmo mais juvenil e descontraído com o objetivo de cativar um número maior de espectadores. Já quase no fim do mês será a vez de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, assumidamente mais maduro e cerebral, que reúne o elenco dos dois períodos da ficção e celebra o retorno do diretor Bryan Singer, que desenvolveu o primeiro filme, grande sucesso lá no ano 2000. Um belo negócio fez a esperta Disney comprando a Marvel, que vem impondo uma constante dor de cabeça à rival DC Comics. z

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DEZ PERGUNTAS PARA | PEDRO BITENCOURT MARCONDES

“O tribunal deixou de ser um condomínio” A escolha do mais jovem candidato para a presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em eleição disputadíssima realizada no fim de abril, mostra que a Casa busca novos tempos, cujas marcas sejam a transparência e a aproximação com a sociedade

Roberto Rocha

PAULO PAIVA A eleição para a presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), realizada no fim de abril, trouxe duas novidades e uma surpresa. A principal novidade foi a mudança das regras: todos os 128 desembargadores da instituição poderiam ser candidatos. No sistema anterior, apenas os mais antigos na casa poderiam pleitear o cargo. Com as novas regras, surgiu a segunda novidade: a primeira eleição acirrada em 140 anos de TJMG. Quatro desembargadores candidataram-se: os dois mais antigos (José Tarcízio de Almeida Melo, que seria o candidato natural, e Antônio Cruvinel) e dois nomes novos (Pedro Bitencourt Marcondes e Doorgal de Andrada). A surpresa foi a vitória, em segundo turno, de Bitencourt Marcondes, que derrotou Almeida Melo. O futuro presidente do TJMG, que toma posse em 30 de junho para um período de dois anos, esbanja vitalidade. Aos 52 anos, pai de três filhos e desembargador da instituição desde 2006, o atleticano Bitencourt Marcondes (“aqui no TJ preferimos falar que torcemos para o América”, brinca) nada e corre todos os dias. Garante que sua vitória foi fruto da vontade de renovação por parte dos magistrados e diz que pretende deixar, como herança, uma gestão participativa, eficiente e econômica. Será uma tarefa árdua: o TJMG é uma estrutura gigantesca, com orçamento de R$ 4,8 bilhões, quase mil juízes, 16 mil servidores e 300 comarcas. O peso da responsabilidade, contudo, não parece incomodar Bitencourt. “A sociedade está mudando. O Judiciário também tem de mudar”, disse, nesta entrevista a Encontro.

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DEZ PERGUNTAS PARA | PEDRO BITENCOURT MARCONDES 1 | ENCONTRO - Sua eleição para a presidência do TJMG não deixou de ser uma surpresa. A que o sr. atribui o resultado? PEDRO BITENCOURT MARCONDES - Toda tradição, até para se manter, tem de ser renovada. Almeida Melo é um dos melhores desembargadores que temos aqui, um homem dedicado à magistratura, uma pessoa que sempre doou muito para a casa. Mas o momento que vivemos, que é de renovação, de aspiração por mudanças, foi determinante para o resultado. 2 | Sua vitória, então, significa o desejo de renovação por parte de juízes e desembargadores? Exatamente. O Poder Judiciário vem mudando em função da própria sociedade. E, embora os juízes sejam conservadores por natureza, eles também fazem parte dessa sociedade que quer mudanças. 3 | O resultado da eleição é então um sinal para a sociedade de que a Justiça também está mudando e se modernizando? A Justiça não pode ficar estática. Ela tem de se modernizar, se reciclar. Isso é um processo natural. E, quando falamos do TJMG, estamos falando de uma máquina enorme, com um orçamento de R$ 4,8 bilhões. A administração dessa máquina é complexa e exige participação, transparência, profissionalismo, eficiência, engajamento e economia. Esta foi a grande mudança: o tribunal deixou de ser um condomínio. 4 | O sr. toma posse em 30 de junho. Quais serão suas primeiras ações? O tribunal trabalha com planejamentos estratégicos de cinco anos. Temos em agosto a revisão do novo planejamento. É quando vamos estabelecer as iniciativas para os próximos cinco anos. Também em agosto, temos de enviar ao Executivo a proposta de orçamento para 2015. O trabalho já começou e estou tendo reuniões com todas as áreas do tribunal. 5 | Quais são os pontos que o sr. gostaria de priorizar nesse planejamento? Meu programa de gestão tem três

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prioridades. A primeira é o estabelecimento de uma política efetiva de implantação do processo eletrônico na primeira instância. A segunda é o aspecto de recursos humanos. Precisamos de mais qualificação, treinamento, realocação de pessoas. E a terceira é a gestão de comarcas, que representam a primeira instância, e onde temos algumas situações muito ruins. Há comarcas que padecem de total falta de infraestrutura e recursos humanos. 6 | O sr. pretende melhorar a comunicação entre Judiciário e sociedade? O Judiciário tem de se aproximar da sociedade. A administração do tribunal, por uma questão republicana e democrática, tem de ser transparente. O cidadão precisa ter acesso às informações sobre a administração, ao trabalho do tribunal. Vivemos numa república democrática.

O Poder Judiciário vem mudando, em razão das mudanças da própria sociedade. Embora os juízes sejam conservadores, eles também fazem parte da sociedade que quer mudanças 7 | Recentemente, o sr. fez um alerta sobre o excesso da judicialização do país. Ou seja, demandas que seriam de outros poderes, como Executivo e Legislativo, estão indo para o Judiciário. O sr. pretende atuar nessa questão? A judicialização da administração pública e do Parlamento são conflitos na seara política que acabam chegando ao Judiciário, seja porque não existe uma política apropriada, seja porque a política pública é insuficiente para o

atendimento a direitos fundamentais do cidadão. Isso é um fenômeno das democracias ocidentais. Mas há um risco aí. A judicialização ocorre pela insuficiência da política pública. Se houvesse políticas públicas boas, não haveria judicialização. 8 | Tivemos agora um exemplo dessa judicialização. A decisão sobre a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Petrobras foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Como o sr. entende o episódio? Houve um conflito no Parlamento que o próprio Parlamento não conseguiu resolver. E decidiu ir ao STF. E aí o Supremo decidiu. A questão é: para o bem da democracia, eu entendo que essas questões deveriam ser resolvidas internamente pelo próprio Parlamento. Numa democracia mais madura, essas questões não precisariam chegar ao Judiciário. Precisamos de mais espírito republicano, que é administrar e fazer política de uma forma voltada realmente aos interesses públicos, para os interesses maiores. 9 | Há pouco tempo, em entrevista à televisão portuguesa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teceu críticas ao STF, dizendo que 80% das decisões referentes ao julgamento do mensalão foram políticas. Qual sua opinião sobre isso? Eu entendo que toda decisão, num processo criminal, é objeto de crítica, porque vai haver uma condenação ou uma absolvição. E é natural que quem se sinta prejudicado faça críticas, que se sinta injustiçado e inconformado. O processo foi transparente, houve ampla defesa e os 11 ministros do STF são homens sérios – e muitos deles, inclusive o relator, foram nomeados no governo de Lula. Agora, prefiro não fazer juízo de valor sobre a crítica do ex-presidente. Cabe a ele analisar se foi ou não conveniente fazê-las. 10 | Quando o sr. deixar o cargo, como gostaria que sua gestão fosse reconhecida? Como uma gestão participativa, transparente, eficiente. Essas são as marcas que eu quero deixar. z

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ESPECIAL NOIVAS| EDITORIAL

Anágua como vestido e cinto: Tete Rezende Arco: miu-miu para Tete Rezende Presilha de brilhantes e brincos de pérola: Adna Sales

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Muito além

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Crochês, rendas, brilhos e flores levam ao altar mais ousadia e despretensão. A noiva contemporânea mescla o clássico dos adereços de cabeça com uma atitude moderna, livre e cheia de estilo.

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ESPECIAL NOIVAS | EDITORIAL Vestido: Arte Sacra Tiara, apliques florais e brincos: Giuliana Mazzucato

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Vestido: Tete Rezende Flores: Giuliana Mazzucato Brincos: Manoel Bernardes

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ESPECIAL NOIVAS | EDITORIAL

Vestido e vĂŠu: Pente espanhol: Flores: Brincos:

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Arte Sacra Tete Rezende Berta Bismarker Adna Sales

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ESPECIAL NOIVAS | LUA DE MEL

No paraíso

Bali – Indonésia

Para comemorar o início da vida a dois, nada melhor do que uma inesquecível viagem de lua de mel. Os destinos exóticos ganharam a preferências dos casais. Façam a sua escolha DANIELA COSTA

Uma pitada de carinho, uma bela porção de amor, boas doses de sedução e tudo isso dosado com um doce sabor de aventura: receita ideal para uma lua de mel inesquecível. Para que tudo seja perfeito nessa data tão especial, algumas agências de viagens da cidade dão dicas de lugares para celebrar o início da vida a dois de forma bem ousada. A tendência são os destinos exóticos e pouco procurados para a ocasião. “A magia, a tradição e o misticismo de lugares como Tailândia, Indonésia, Maldivas, Polinésia Francesa e até o Japão têm despertado nos noivos o interesse em conhecer culturas mais excêntricas. É a aposta para os próximos anos”, diz Fábio de Paula e Silva, diretor de marketing da Honeymoon Casamento & Turismo. Então, que tal embarcar em novas experiências?

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Fotos: Divulgação

Na paradisíaca ilha onde Pacote: 6 dias e 5 noites no Hotel se fala o balinês – e não Jimbaran Puri Bal, em Bali o idioma oficial da Indonésia, Serviços inclusos: que é o bahasa – a religião café da manhã, passeio com guias, também se diferencia: cartão-assistência, traslados e enquanto no resto do país passagem aérea de Confins até a população é muçulmana, Denpasar, capital da Indonésia em Bali a maioria é hindu. Preço: a partir de 4.015 dólares, Detalhes que ajudam por pessoa, em a transformar o lugar apartamento duplo em um templo de magia, peregrinação e busca Quem leva: Mappa appa Turismo espiritual, como foi mostrado Informações: no filme Comer, Rezar, Amar. (31) 3071-4000 Em Bali, o simples ato www.mappaturismo.com.br de caminhar pelos vilarejos, circular pelo mercado, visitar os templos e assistir às tradicionais cerimônias de danças traz experiências únicas e inesquecíveis. Outras opções irresistíveis são um passeio a dois por suas praias e antigas vilas de pescadores.

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ESPECIAL NOIVAS | LUA DE MEL

Bangkok, Chiang Mai e Phuket – Tailândia Como não se entregar ao misticismo e aos mistérios da cultura tailandesa? Isso sem falar da simpatia e hospitalidade do povo nativo. Seja nas praias do sul ou nas cidades sagradas do norte, absorver os cheiros, ver as cores, experimentar os sabores são experiências únicas. Em Bangkok, o passado e o presente se encontram em templos, arranhacéus e nos costumes de mais de 6 milhões de habitantes. Uma das maiores atrações do país é a culinária exótica. A combinação sem distinção dos sabores doce, salgado, azedo ou amargo transforma a gastronomia em algo inédito. Em Chiang Mai, a visita aos templos budistas é um convite à meditação e boa oportunidade para que o casal seja abençoado.

Pacote: 12 dias e 9 noites – 3 noites no Hotel Banyan Tree Bangkok; 3 noites no hotel The Chedi, em Chiang Mai; e 3 noites no hotel The Racha, em Phuket Preço: a partir de R$ 15.150 (acomodação apto casal) Quem leva: Primus Turismo Informações: (31) 3228-6000 e www.primus.com.br

Charme de Los Cabos – Localizado no estado de Baja Califórnia, península banhada a oeste pelo Pacífico e a leste pelo Mar de Cortez, Charme de Los Cabos é um destino onde é possível apreciar tanto a cultura dos povoados mexicanos, quanto o conforto dos mais luxuosos hotéis. E são tantas as opções de diversão para os pombinhos que o difícil mesmo será escolher. Quem curte aventura pode optar por pesca esportiva, passeios de veleiro, mergulhos em alto-mar, visita aos cânions e ainda um passeio off-road no deserto. Para aqueles que preferem programas mais tranquilos, conhecer as belas praias e observar as baleias são boas alternativas.

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México

Pacote: 9 dias e 6 noites de hospedagem em Los Cabos no hotel Las Ventanas Al Paraíso (categoria Luxo) Serviços inclusos: traslados de chegada e saída, passeio em barco a vela e iate de luxo com bebidas e lanches. Atividades de snorkeling e stand up paddle; no caminho de volta, almoço e bar aberto inclusos e cartão-assistência de viagem Assist Card Preço: a partir de 3.192 dólares por pessoa, em apartamento duplo (somente parte terrestre) Quem leva: Master Turismo Informações: (31) 3330-3655 e www.masterturismo.com.br

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ESPECIAL NOIVAS | LUA DE MEL

Ilhas de Bora Bora e Taha’a – Polinésia Francesa Um santuário natural, localizado no Pacífico Sul. Assim são conhecidas as 118 ilhas que formam a paradisíaca Polinésia Francesa. Mas a preferida entre os noivos é mesmo Bora Bora, antiga base militar americana durante a Segunda Guerra Mundial que ficou conhecida por se tornar o ponto de encontro dos apaixonados. Circundada por mótus (ilhotas formadas por corais), possui águas quase paradas, com a aparência de inúmeras lagoas azuis. A ilha de Taha’a não deixa por menos: entre seus principais encantos estão suas águas cristalinas e seus multicoloridos recifes de corais.

Pacote: 9 dias e 6 noites de hospedagem em Los Cabos no hotel Las Ventanas Al Paraíso (categoria Luxo) Serviços inclusos: café da manhã, traslados, cartão de assistência de viagem e passagem aérea interilhas

Preço: 4.931 euros por pessoa, em apartamento duplo Quem leva: Estação de Turismo Informações: (31) 3029-1688 e www.estacaodeturismo.com

Ilhas Maldivas e Dubai Sol, areia, mar e uma água com diferentes contrastes azuis. Localizado ao sul da Índia, o arquipélago das Ilhas Maldivas possui cerca de 2 mil ilhas, onde são encontrados os mais luxuosos resorts do mundo. Nesse paraíso de belezas naturais, o ritmo caliente das danças africanas e o sabor exótico da culinária asiática são atrações à parte para os casais apaixonados. Em Dubai, a meca do consumo no Oriente Médio, luxuosas lojas de grifes, joalherias e construções futuristas surpreendem os visitantes. O grand finale fica por conta de um passeio romântico nas dunas alaranjadas do deserto.

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Pacote: 6 noites em Maldivas, no Hotel Taj Exotica Maldivas, com café da manhã; 3 noites em Dubai, no Hotel One & Only Dubai, em deluxe suíte com café da manhã

Serviços inclusos: passagens aéreas Emirates em classe econômica, traslados em barco ou hidroavião, programas com hospedagem no deserto, jantar com um show de mil-e-uma-noites, dança do ventre, passeios de camelo, observação de voos dos falcões e culinária árabe Preço: 9.689 dólares + taxa de embarque (saindo de Confins), por pessoa Quem leva: Honeymoon Casamento & Turismo Informações: (31) 3225-2375 e www.honeymoon.com.br

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ESPECIAL NOIVAS | LUA DE MEL

Osaka, Kioto, Gero, Hakone e Tóquio – Japão Conhecer o Japão é se deparar com um contraste de hábitos e costumes em meio à cultura milenar. O país dos templos budistas, santuários xintoístas e castelos surpreende também pela moderna arquitetura e pelas infinidades de lojas de departamentos. Em cidades como Tóquio pode-se encontrar todas as novidades relacionadas à tecnologia, moda e design. Já em Kyoto, o Palácio Imperial surpreende pela grandiosidade do projeto. Lá também se encontra o tradicional bairro das gueixas, que ao entardecer surgem com seus lendários quimonos e tamancos, além de suas marcantes maquiagens.

Pacote: 9 noites de hospedagem com café da manhã – 2 noites em Osaka (Hotel Monterey Grasmere Osaka), 2 em Kyoto (Hotel Karasuma Kyoto), 1 em Gero (Suimeikan Hotel), 1 em Hakone (Hotel Resorpia Hakone) e 3 noites em Tóquio (Hotel New Otani Tokyo Garden Tower) Serviços inclusos: 5 almoços (restaurante local) e 2 jantares. Passeios, traslados, passagem aérea BHZ/Osaka + Tokyo/BHZ (Gol/Emirates) Preço: a partir de R$ 13.120 ou 6.338 dólares, por pessoa, em apartamento duplo Quem leva: CVC Turismo Informações: (31) 3280-6942 e www.cvc.com.br

Rivas – Nicarágua Pacote: 7 noites com acomodação de luxo no hotel Mukul Beach, Golf & Spa Serviços inclusos: café da manhã e almoço diário para 2 pessoas no La Terraza e open bar no Mukul Resort; tratamento para 2 pessoas, no Mukul Spa; crédito de 200 dólares para ser utilizado em passeios; piquenique romântico na praia; jantar com entrada, prato principal e sobremesa; amenities de lua de mel; traslados de chegada e saída Preço: a partir de 4.797 dólares por pessoa, em acomodação dupla Quem leva: Belvitur Informações: (31) 3290-9090 e www.belvitur.com.br Para casais radicais, o país do surfe, situado entre o Caribe e o Pacífico, é boa pedida. Também conhecido por seus rios, parques nacionais e vulcões, suas atrações naturais e históricas são as mais procuradas pelos turistas, em especial, as praias de San Juan del Sur, a ilha vulcânica à beira do lago de Ometepe, o vulcão Mobacho, as ilhas do Milho e as cidades antigas. O eco e agroturismo também são atividades predominantes.

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ESPECIAL NOIVAS | LUA DE MEL

San Pedro de Atacama – Chile Em meio às areias do deserto do Atacama, um antigo povoado cercado da magia e misticismo dos povos indígenas atrai casais do mundo inteiro. Localizada na região mais árida do mundo, ao norte do Chile, a vila preserva suas tradições culturais que podem ser vistas no Museu Arqueológico Gustavo Le Paige e na igreja de San Pedro, que possui cactos e couro de lhama em sua arquitetura. Em suas ruas, bancas de artesanato enfeitam o local, mas as principais atrações são os vales, gêiseres, vulcões e meteoritos. Obsevar o fantástico céu estrelado do deserto é perfeito para um programa a dois.

Pacote: 1 noite de hospedagem em Santiago, no hotel Ritz-Carlton, e 4 noites de hospedagem em San Pedro de Atacama, no Tierra Atacama Hotel & Spa Serviços inclusos: café da manhã, open bar, amenities de lua de mel (1 garrafa de vinho espumante, morangos com chocolate e 1 massagem por pessoa), explorações e traslados Preço: a partir de 2.290 dólares por pessoa, em acomodação dupla Quem leva: Belvitur Informações: (31) 3290-9090 www.belvitur.com.br

Santorini – Grécia Cercada pela imensidão azul do mar Egeu, a ilha de Santorini possui um cenário para lá de romântico, com suas inúmeras casinhas construídas à beira dos penhascos e caiadas de branco, de onde o pôr do sol é espetáculo difícil de ser descrito. A mais famosa ilha grega também tem impecáveis cafés e hotéis, além das tradicionais vinícolas. Se tudo isso não bastasse, o turista ainda pode se encantar percorrendo becos e vielas, praias e vilas de pescadores, ou visitando sítios arqueológicos como os de Akrotiri.

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Pacote: 6 dias e 4 noites de hospedagem em Santorini, no hotel Andronis Luxury Suites (categoria Luxo), quarto premier suíte Serviços inclusos: inclusos: cartão-assistência e traslados de chegada e saída Preço: a partir de 1.398 euros por pessoa, dividindo apto duplo (somente parte terrestre) Quem leva: Master Turismo Informações: (31) 3330-3614 e www.masterturismo.com.br

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ESPECIAL NOIVAS | SPAS

Para relaxar no grande dia 104 |Encontro

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PACIFIC SPA O que oferece: entre os pacotes disponíveis para a noiva, o Day Spa Noivas: Cuidados Especiais inclui tratamento facial revitalizante, banho de imersão em perolas com sais de banho e óleos essenciais, sfoliação com areia de Bora Bora (para deixar a pele iluminada), hidratação e massagem corporal Preço: R$ 436 Duração: 3h30 Informações: (31) 3658-6070 e www.pacificspa.com.br

Vanessa Viegas fez um dia da noiva e adorou o banho relaxante de mais de uma hora: “Isso me ajudou a entrar no clima e sentir que aquele era o meu dia”

Ansiedade é normal no dia do casamento, data tão especial e cuidadosamente planejada. Confira onde e como se preparar para chegar à celebração calminha, calminha

MARINA DIAS

O dia do casamento é um dos mais importantes na vida de uma mulher, e, como todo momento definidor, pode vir acompanhado de ansiedade e nervosismo. Depois de meses organizando e planejando o grande dia, não tem nada de errado em sentir aquele friozinho na barriga, quando a data finalmente chega. Para ajudar as noivas a se desligarem do mundo, relaxarem e chegarem tranquilas à cerimônia, uma ideia é se entregar a tratamentos de massagem, esfoliação, banhos, alongamento e outros serviços especiais oferecidos por spas e hotéis. É o que a professora de história Vanessa Viegas decidiu fazer no dia de seu casamento, realizado em agosto de 2013. Como ficou mais de um ano organizando a festa, sabia que poderia ficar um pouco nervosa, como de fato aconteceu: teve dificuldade para dormir na noite anterior à celebração e estava muito ansiosa quando acordou. Por isso, pré-agendou um dia de noiva em um spa. “Fiz um banho relaxante de quase duas horas, com tranquilidade e um vinhozinho; depois, passei por uma massagem e uma terapia de laser para a pele ficar bem brilhante”, conta. Segundo Vanessa, uma das coisas que a fizeram escolher o dia de noiva em um spa foi poder se desligar de tudo e ter um momento íntimo e privado, além de muito calmante. “Isso me ajudou a entrar no clima e sentir que aquele era o meu dia”, completa ela, que foi do spa direto para o casamento, realizado em Sabará. Assim como o pacote escolhido por Vanessa, muitos espaços de BH têm opções de programas especiais para o dia do casamento, focados em tratamentos relaxantes. Quem deseja ficar em um só local para descansar e ainda se preparar para a festa pode escolher os lugares que fazem parceria com salões de beleza. Nesses pacotes, a noiva também faz manicure, pedicure, penteado, maquiagem e tem auxílio para se vestir, saindo de lá prontíssima para a celebração. Confira alguns dos pacotes mais relaxantes da cidade. MAIO DE 2014

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ESPECIAL NOIVAS | SPAS Samuel Gê

OURO MINAS PALACE HOTEL + GIL MARCIANO COIFFEUR O que oferece: pacote para dia da noiva inclui massagem corporal relaxante (de 30 minutos), uso do Health Center do hotel (piscina térmica, sauna a vapor, hidromassagem), apartamento de luxo, hidratação capilar, fora os preparos para a celebração: penteado, maquiagem, manicure e pedicure. O almoço está incluído com cardápio exclusivo Preço: R$ 1.935 Duração: 10 horas Informações: (31) 3429-4000

JC Martins

SPA MITRA + MARCUS MARTINELLI (NO HOTEL E SPA TOSCANINI) O que oferece: entre as opções de pacote, a Produção 3 inclui limpeza de pele, banho de lua, corte, hidratação capilar, spa das mãos e dos pés, unha de cristal, sobrancelha, cílios, massagem relaxante, almoço e lanche, maquiagem e penteado casamento, foto, assessoria para vestir e consultoria de estilo Preço: R$ 2.800 Duração: 4h30 Informações: (31) 3658-9665

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ESPECIAL NOIVAS | SPAS JC Martins

ESPAÇO ÁGUAS CLARAS + SALÃO PLATINUM O que oferece: entre os pacotes possíveis, o Dia da Noiva Day Use inclui um apartamento à disposição, banho Cleópatra (massagem relaxante e banho no ofurô), atividades físicas orientadas, design de sobrancelhas, penteado, maquiagem com teste e cílios postiços, assessoria para vestir, além do uso do espaço para fotos em até 60 dias após data do casamento. A alimentação prevê uma colação, almoço e lanche da tarde. Caso a noiva queira, pode sair do spa diretamente para o local da cerimônia Preço: R$ 2.500 (caso haja acompanhantes, será cobrado o valor de R$ 250 para cada um) Duração: entre 10h e o horário do casamento Informações: (31) 3547-7400/www. espacoaguasclaras.com.br

no

SPA LÓTUS O que oferece: spa da noiva é um pacote composto por banho relaxante no ofurô, massagem candle (parafina de vela especial é derretida e derramada sobre o corpo durante a massagem), almoço e sessão de cuidados com a pele (limpeza, hidratação, nutrição e máscara de ouro). O cardápio fica por conta da Make Eat Slow, empresa especializada em alimentação equilibrada Preço: R$ 760 Duração: 5 horas Informações: (31) 2555-3135/spalotus.com.br

João Carlos Amaral

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ESPECIAL NOIVAS | CERIMÔNIA

A melhor data

para casar

MARINA DIAS

Tudo bem que maio é o mês das noivas. Mas convenhamos: para os apaixonados, todo dia é dia de se casar. A data depende mais do perfil e da intenção do casal, já que cada um tem sua ideia do que é a celebração dos sonhos. “As pessoas têm objetivos e prioridades diferentes, ou seja, o mês ideal para alguns pombinhos nem sempre é para outros”, diz o or ganizador da feira realizada em Belo Horizonte Bem Casados, Fábio de Paula. Um exemplo são os feriados: muitas noivas fogem de datas comemorativas para evitar a baixa adesão de convidados, que podem querer aproveitar o fim de semana prolongado para viajar. Por outro lado, para quem vai se casar em outra cidade ou espera família e amigos de fora, o feriado facilita o traslado e diminui a correria. Outra dica é avaliar o calendário do ano em que se deseja se casar: em 2014, por exemplo, a Copa vai aumentar custos em junho e julho, o que não aconteceria em anos típicos. Encontro fez um apanhado das características de cada mês – boas para uns, más para outros –, em Belo Horizonte, para ajudar os pombinhos que estão às voltas com a escolha da data.

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Cada mês do ano tem vantagens e, claro, aspectos negativos. A ideia de cerimônia perfeita vai depender da intenção de cada casal Divulgação

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JANEIRO Risco de chuva, comum neste mês É alta temporada. Significa que a viagem de lua de mel vai custar mais No mês de férias, é comum a menor adesão de convidados Não está entre os meses mais concorridos, então o custo dos serviços pode ser mais baixo

ABRIL Fim do período chuvoso Bom para viagem de lua de mel, por não ser alta temporada A Semana Santa toma um dos sábados, o que diminui as opções de datas Mês menos concorrido do que maio, ou seja, os custos dos serviços ainda estão reduzidos

JULHO Mês mais frio do ano Um dos meses com menor média histórica de dias chuvosos, bom para casamentos ao ar livre Alta temporada; pode ser mais caro para viajar em lua de mel Época de férias escolares, o que pode gerar baixa adesão de convidados

OUTUBRO Início do período chuvoso Caso a cerimônia seja mais para o fim do mês, é preciso lembrar os convidados do horário de verão Mês muito concorrido, ou seja, custos mais elevados dos serviços Ainda na primavera, tem boa variedade de flores e temperaturas agradáveis

FEVEREIRO O período é chuvoso Mês mais curto e que pode coincidir com carnaval, o que diminui as opções de datas Como não é um mês muito concorrido, o custo dos serviços pode ser mais baixo

MAIO Período em que venta muito, não é ideal para quem quer se casar ao ar livre Bom mês para a viagem de lua de mel, por não ser alta temporada Como é considerado o mês das noivas, é também o mais concorrido Época com menor oferta de flores (por ser, ainda, mês das mães), o que aumenta o custo da decoração

AGOSTO Menor média histórica de dias chuvosos, bom para casamentos ao ar livre Conhecido como “mês do desgosto”, há uma superstição de que dá azar se casar nesse período Mês menos concorrido do ano, o que reduz custos dos servi��os

NOVEMBRO Período de chuva Já no horário de verão, é um bom mês para cerimônias durante o dia Bom período para viagens de lua de mel, por não ser alta temporada Época em que as pessoas já estão ocupadas, preparando-se para o fim de ano (gastos e organização de festas, Natal, férias, Réveillon, etc.)

MARÇO O período é chuvoso Boa época para a viagem de lua de mel, considerando custo e vagas, por não ser alta temporada A maioria das pessoas já voltou a trabalhar ou estudar, o que facilita a adesão dos convidados Época de flores em abundância, ponto positivo para a decoração

JUNHO Pode estar mais friozinho na cerimônia, pelo início do inverno, mas sem chuvas Fins de semana tradicionalmente ocupados por festas juninas Mês pouco concorrido, o que reduz os custos dos serviços Devido à demanda de maio, ainda podem faltar alguns tipos de flores

SETEMBRO Por ser meia-estação, tem temperaturas agradáveis e pouca possibilidade de chuva, o que é bom para casamentos ao ar livre Bom período para viagens de lua de mel, por não ser alta temporada Mês muito concorrido, até mais do que maio, o que significa custos mais elevados dos serviços Início da primavera: maior oferta de flores e preços mais baixos

DEZEMBRO Auge do período chuvoso Por ser a época de festas de fim de ano e feriados, é um mês normalmente viável para se emendar cerimônia e lua de mel Na contratação de serviços, há concorrência das festas de fim de ano e das festas corporativas

Fontes: Fábio de Paula, organizador da feira Bem Casados; Cristina Rocha, proprietária do salão de eventos Casa Tua; Andréa Andrade, da Celebrar Decorações; Centro de Climatologia PUC Minas TempoClima; IBGE. MAIO DE 2014

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CAPA | COMPORTAMENTO

Fotos: Clรกudio Cunha

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Mães coragem Dispostas a viver um momento único, elas decidiram suportar a dor do parto em nome do bem-estar de seus filhos. Histórias de mulheres que, contrariando o senso comum, optaram pelo parto natural BEATRIZ TEIXEIRA DE SALLES

O quarto na penumbra, à luz de velas, palavras carinhosas sendo trocadas e, ao fundo, uma música que marcou a história do casal. Foi nesse ambiente acolhedor que Helena, hoje com 6 meses, chegou ao mundo. Nem bem deixou o aconchego do útero, ainda com o cordão umbilical, foi envolvida pelos braços da mãe e do pai. Momento único de emoção. Aquele abraço foi a primeira sensação física sentida pela pequena Helena. O que sentiram, os pais sequer conseguem descrever. A mãe, a pedagoga Carla Paiva Assis Bonfim, faz parte de um contingente cada vez maior de mulheres, das mais variadas formações, que viram no parto natural a melhor opção para o nascimento de seus filhos. Elas

estão na contramão das estatísticas que apontam o excessivo número de cesarianas realizadas no Brasil. Dados do relatório de 2011 do Unicef mostram que, em 2013, o percentual de cesarianas ultrapassou os 40%. É muito além dos 15% considerados adequados pela Organização Mundial de Saúde. No início da gestação, no que dependesse do pai, o engenheiro Marcelo Assis Bonfim, o nascimento de Helena engrossaria as estatísticas. “Eu achava parto natural uma violência. Além disso, queria um parto com hora marcada, sem surpresa, pegar o neném já bonitinho, arrumadinho. Acabei fazendo tudo diferente, até cortei o cordão umbilical e foi muito mais emocionante do que eu pensava”, diz. O receio citado pelo pai é justificado. No parto natural, a mãe sente as contrações sem

Expectativa da chegada Confiante na possibilidade do parto natural, mas preparada para a eventual necessidade de uma anestesia, a arquiteta Cristina Vaz aguarda a chegada de Beatriz, que virá ao mundo em maio. Na sua expectativa, ela acredita que a principal diferença entre esse parto, natural, e o primeiro, normal, do filho Bruno, será a sensação de que contribuiu ativamente para o nascimento do bebê, além do enorme prazer de sentir a criança nos braços logo ao nascer. “Não imaginava que o parto pudesse ser natural, era longe da realidade da minha família e amigas”, conta, orgulhosa de ter feito essa opção. A arquiteta Cristina Vaz Motta Miranda, à espera de Beatriz

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CAPA | COMPORTAMENTO receber anestesia. Também não há cortes, nem indução de dilatação. O organismo e o próprio bebê ditam a hora do nascimento. Isso pode ser rápido ou durar horas (há relatos de mães que ficaram por quatro horas em trabalho de parto, outras por até 12 horas). A mãe recebe o bebê em posição vertical, quase sentada, o que, segundo os médicos, facilita a descida da criança. Durante o trabalho de parto e no momento do nascimento em si, exercícios respiratórios e massagens auxiliam a mãe a manter a tranquilidade e sublimar a dor, na expectativa do grande momento. Tudo fica por conta da natureza e quem conduz o processo é a própria mãe. Isso vai muito além de simplesmente escolher o local e que tipo de acompanhamento quer durante o parto. É a mulher que, sentindo as reações do próprio corpo, toma as rédeas do processo, combina o ritmo de respiração e contração, faz força em harmonia com as contrações e, principalmente, comunica-se emocionalmente com o bebê, deixando claro que está pronta para recebê-lo. “No parto natural, a mulher é a protagonista”, explica o obstetra Hemmerson Magioni, diretor técnico do Instituto Nascer, clínica de atendimento à gestante, em Belo Horizonte, que tem como foco o estímulo ao parto humanizado. A equipe da clínica realiza pelo menos 15 partos por mês e o índice de normais e naturais chega a 80%. Dr. Hemmerson é um grande defensor do parto natural, que é quase uma volta ao passado, com a diferença de que a mulher, hoje, tem opções e recebe toda a assistência de uma equipe multidisciplinar de médicos. A liberação pela mulher da oxitocina, conhecida como hormônio do amor, é um dos grandes argumentos de defesa dessa forma de nascer. “As contrações liberam oxitocina, hormônio também presente na ejetação do leite e no processo de orgasmo feminino. Essa onda de oxitocina no parto natural fortalece a criação do vínculo afetivo entre o casal e o bebê”, diz o médico. Mas não é apenas o controle da situação que leva a mãe a suportar a dor. O bem-estar da criança é outra grande, se não a maior, motivação. “É a criança 116 |Encontro

Momentos especiais Para a engenheira Geórgia Pessali, existem dois momentos especiais no parto natural. O primeiro é o trabalho de parto, que, para ela, durou quase sete horas, entre chegar ao hospital e sua filha, Alice, nascer, e deixou cada momento e sensação gravados em sua memória. O segundo momento é o parto em si. “Quando recebi a Alice nos meus braços, foi uma sensação de êxtase, e de relaxamento também. Ter aquele serzinho no colo e pensar que saiu de você, é incrível”, emociona-se, lembrando a participação do marido, o engenheiro Dôglas Pessali, que, inicialmente, achava parto natural coisa de “gente alternativa”. A engenheira Geórgia Pessali e o engenheiro Dôglas Casarin Pessali, pais de Alice, de 1 ano

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CAPA | COMPORTAMENTO escolhe o dia para nascer”, diz a pediatra Maria Fernanda Giovanardi. “É fundamental respeitar o tempo do bebê, já que é nas últimas semanas de gestação que seu sistema respiratório se desenvolve por completo.” Por isso, as chances de problemas respiratórios nos recém-nascidos são minimizadas, explica Maria Fernanda. Também porque a passagem pelo canal vaginal deixa o tórax da criança comprimido, o que faz com que o líquido de dentro do pulmão seja expelido com facilidade. “Além disso, o corpo da criança é massageado ao passar pela pelve materna, fazendo com que ele fique relaxado e se acostume ao toque”, diz. A liberação de hormônios como a oxitocina e a prolactina durante o trabalho de parto também favorece a descida do leite e, por consequência, a amamentação. Por tudo isso, é fundamental a preparação emocional e física do casal. O engenheiro Marcelo Assis, pai da pequena Helena, por exemplo, que era contrário ao parto natural, a cada consulta pré-natal em que acompanhava sua mulher, Carla, ia recebendo informações sobre o processo natural de nascimento de um bebê. Ela, por sua vez, aprendia, na própria clínica, como fazer exercícios, tanto físicos quanto respiratórios, para preparar seu corpo para o grande dia. A enfermeira Kércia Zimmerer Vieira Queiroz, antes de ter o primeiro filho, Rafael, hoje com 2 anos e 4 meses, tinha convicção de que o parto natural era a melhor escolha. Na última hora, não suportou a dor. “Acabei pedindo analgesia”, conta. Faltaram preparação e tranquilidade, acredita Kércia. Muito diferente do nascimento do segundo filho, Miguel, que está com 5 meses e veio ao mundo conforme manda o figurino do parto natural. “Fico emocionada de lembrar”, diz. “Tive sensações maravilhosas. Foi uma realização como mãe, como mulher.” Faz parte da preparação das gestantes a busca pelo conhecimento. Todas elas foram atrás de informações, pesquisaram, trocaram ideias com outras mulheres, antes de tomarem sua decisão. Para a psicóloga Daniela Bittar Silveira, que viveu na Austrália por dez anos, o parto natural era corriqueiro. “De volta, 118 |Encontro

Primeiro olhar A doula e fotógrafa de partos Kalu Brum chegou a chamar as enfermeiras que a acompanhariam no parto, realizado em casa, ao sentir que estava na hora. Porém, como não havia dor, dispensou-as e foi dormir. No dia seguinte, a bolsa estourou. E aí não houve tempo sequer de as enfermeiras chegarem novamente à casa de Kalu. Miguel estava com pressa de vir ao mundo. “Foram 40 minutos de trabalho de parto, poucas contrações, e ele nasceu, olhando para mim”, lembra Kalu. Ela acredita que a forma como a pessoa nasce influencia como será o desenvolvimento na vida: “No parto natural, a mãe olha de frente para o bebê, assim que ele nasce. A primeira coisa que a criança vê são os olhos da mãe, com todo aquele amor, todo aquele poder”, diz. A doula e fotógrafa Kalu Brum, mãe de Miguel, de 7 anos

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CAPA | COMPORTAMENTO quando engravidei, era o que eu queria. Mas meu médico de então considerou que, pela idade – na época 35 anos –, não seria bom”, conta. Inconformada, ela procurou outro médico. Conseguiu! A fi lha de Daniela, Ayla, está com 1 ano e 10 meses. Ela nasceu de parto natural realizado na água, no Hospital Mater Dei. Agora a psicóloga se prepara para a chegada de Tom, prevista para maio. “Espero que desta vez seja como na primeira: eu estava preparada e em boas mãos. Recebi as dores, as contrações, com alegria, sem medo. O sentimento de amor foi maior”, diz. Massagens, exercícios com bola, imersão na banheira, ambiente acolhedor e o preparo da equipe foram fundamentais para Daniela relaxar. “Quando as contrações estavam bem fortes, entrei na banheira, desliguei o racional, meu corpo sabia o que fazer. Senti que ali éramos eu e minha filha, relaxei e comecei a fazer força junto com as contrações”, conta. Alice, de 1 ano e 2 meses, também chegou ao mundo assim. A história aqui não foi diferente. A mãe, a engenheira de automação Geórgia Lacorte Alves Pessali, preocupou-se com o tipo de parto muito antes de engravidar. “Estudei muito e fiz a opção pelo parto natural. Mas eu percebia que minha médica não se mostrava muito interessada em estimular essa escolha. Procurei outro caminho”, diz. A obstetra Quésia Villamil, diretora do Instituto Nascer e integrante do corpo clínico do Mater Dei e do Vila da Serra, médica que acolheu Geórgia, conta que, apesar de a paciente se mostrar resistente à dor, a pedido da própria gestante, deixou um anestesista de sobreaviso. Não foi preciso. Com o apoio do marido, o engenheiro Dôglas Carasin Pessali, tudo correu como o esperado. “Se o Dôglas não estivesse comigo, acho que não conseguiria. Até quando ‘a gente’ começou a ter contração, ele contava os segundos”, brinca. A arquiteta Cristina Vaz Motta Miranda está tranquila para a chegada de Beatriz, marcada para maio. O primeiro filho, Bruno, de 2 anos e 7 meses, nasceu de parto normal. Na época, logo que começou a sentir as contrações, mesmo sem sentir dor, ela foi anestesiada. Desta vez, quer fazer diferente. Depois de se 120 |Encontro

Mais que o nascimento Para a enfermeira Kércia Zimmerer, a hora do parto não é simplesmente o nascimento da criança. É o momento de aquele ser tão frágil se desligar do corpo da mãe. “No parto natural, tive a sensação maravilhosa de sentir meu bebê, Miguel, desprendendo-se de mim, soltando-se para começar a seguir um caminho que será o dele”, diz. A presença do marido, o advogado Rafael Queiroz Costa, foi fundamental para a segurança de Kércia. “Ele acompanhou tudo desde o início, e tê-lo ali ao meu lado, poder compartilhar aquele momento, me deixou muito segura”, diz. A enfermeira Kércia Zimmerer Vieira Queiroz e o advogado Rafael Queiroz Costa, pais de Miguel, de 5 meses, e de Rafael, de 2 anos

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CAPA | COMPORTAMENTO informar, conversar com outras mães em grupos da internet e ler muito, Cristina não tem dúvidas de que é melhor para mãe e bebê. “Estou confiante que vai ser natural e vou ter a sensação de ter contribuído ativamente para o nascimento de minha filha, além de tê-la logo juntinho de mim”, diz Cristina. Diferentemente do dito popular “Casa de ferreiro, espeto de pau”, a obstetra Quésia Villamil não só estimula suas pacientes a optar pelo natural, como ela própria teve dessa forma seu segundo filho, Estevão, hoje com 2 meses. No nascimento de Paulo, hoje com 2 anos, ela pediu para ser anestesiada e o parto foi normal. “É preciso três coisas para a mulher dar conta do parto natural: o preparo físico, que dá maior resistência à dor; o preparo emocional, para saber como vai lidar com a dor; e o relacionamento com a doula”, diz. Doula, palavra de origem grega, significa “mulher que serve”. No contexto do parto natural, as doulas trazem conforto para as mães. Elas não têm formação médica, mas integram a equipe que assiste o parto natural. E acabam fazendo mais que acompanhar. Elas escutam, orientam, sugerem leituras, dão colo para as mães. No momento do parto, esforçam-se para ajudar a tornar a dor mais suportável. Com mãos amigas, a doula oferece carinho, massagens, ajuda nos exercícios respiratórios e em cada movimento. Nessa relação, há espaço para os pais. Eles são também orientados e cuidados. Depois do nascimento, é a doula quem ajuda nos primeiros dias de vida do bebê, dando orientações sobre os cuidados e amamentação. Foi por se encantar com a importância do trabalho das doulas que a jornalista Kalu Brum acabou se tornando uma delas, depois de passar pela experiência de ter o filho mediante parto natural. Paulistana, ela vem de uma família tradicionalmente praticante de cesarianas e por isso não encontrou apoio familiar. Em busca de realizar seu sonho, já próximo da data de ter o filho, mudou-se para Belo Horizonte, onde já morava seu hoje marido, Maurício Brum, depois de ter se informado de que aqui era local ideal para o procedimento. Encaminhada ao Hospital Sofia Feldman, lá comentou 122 |Encontro

Sensação de encontro A obstetra Quésia Villamil compara a expectativa para o parto natural como estar na fila para andar numa montanha-russa. “Você vê aquelas pessoas todas gritando, saindo descabeladas, mas você quer viver aquilo. Quando chega sua vez, você fica meio fora de si, mas ao mesmo tempo é uma sensação de encontro consigo mesma”, define. Ela conta que, no dia seguinte ao parto de Estevão, já se sentia pronta para voltar ao trabalho. “Escolhi o parto natural e quero amamentar por seis meses, mas não poderia ficar em casa. Então, quando o Estevão estava com 1 mês, voltei a trabalhar, levando ele comigo, amarrado na minha barriga”, conta. A obstetra Quésia Villamil, mãe de Estevão, de 2 meses, e de Paulo, de 2 anos

Roberto Rocha

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CAPA | COMPORTAMENTO com a enfermeira que a recebeu que estava encantada com as instalações das salas preparadas especialmente para esse tipo de parto, pois lhe lembravam sua casa. “Foi então que Sybille, enfermeira obstétrica, me disse que era possível ter o bebê em casa”, conta. E assim foi. Miguel, hoje com 7 anos, nasceu na casa em meio à mata de São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima, onde vivem até hoje. A experiência foi tão marcante que, um ano depois, Kalu criou o blog Mamíferas, em que começou a escrever sobre as experiências de parto e maternidade. Em 2012, fez curso para se tornar doula e, de lá para cá, já participou de 95 partos, dos quais 70% foram totalmente naturais. Ela se orgulha. Com tantas experiências positivas nesse tipo de procedimento, hoje cresce o número de mulheres que fazem a opção por esse método, considerado, de fato, humanizado. Grande parte prefere o nascimento na água. Em BH, hospitais como Santa Fé e Mater Dei também têm suítes especiais, com banheiras, onde a gestante pode ter seu bebê ou apenas momentos de relaxamento e alívio da dor, antes do parto. Os especialistas consideram que, para os bebês, a experiência do nascimento na água é menos traumática, pois o choque térmico é menor e o contato imediato, pele a pele, com a mãe facilita a chegada à vida fora do útero. Também se acredita que a mulher tem uma recuperação mais rápida e que, devido ao relaxamento da musculatura do períneo, a incidência de lacerações e edemas é menor. Durante o trabalho de parto, a gestante entra numa banheira, com água morna, já quando as contrações estão mais frequentes e com dilatação do colo do útero acima de 5 cm. Segundo o obstetra Hemmerson Magioni, o relaxamento muscular profundo e o alívio das dores são as maiores vantagens. “Ocorre uma sensação de bem-estar, relaxamento mental e diminuição da ansiedade, com participação ativa da gestante no processo do nascimento”, diz. Porém, nem todas as mulheres podem fazer essa escolha. Hemmerson Magioni explica que casos de gravidez de alto risco, parto prematuro (inferior 124 |Encontro

Superação da dor Cerca de cinco horas após o início do trabalho de parto, já no ambiente acolhedor da suíte de parto natural do hospital, Daniela Bittar sentia contrações cada vez mais fortes. A massagem feita pela doula ajudava a aliviar a dor. Quando chegou aos 8 cm de dilatação, entrou na banheira, buscando relaxamento. A partir daí, a pequena Ayla levou apenas 40 minutos para chegar ao mundo. “Senti ela descendo, encaixando, e pensei: agora só depende de mim para minha filha nascer”, diz Daniela, com emoção. Logo que o pai, o médico Vinícius Dias, cortou o cordão umbilical, Ayla foi para o peito da mãe e mamou, sossegadamente, por duas horas. “Senti dor, mas o amor foi muito maior”, diz Daniela. A psicóloga Daniela Bittar Silveira (grávida de Tom) e o médico Vinicius Dias, pais de Ayla, de 1 ano

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CAPA | COMPORTAMENTO

Celebração do amor Quando saíram de casa rumo ao hospital, foi que a pedagoga Carla Bonfim teve a certeza de que seu marido, o engenheiro Marcelo Assis Bonfim, havia mesmo entendido sua opção pelo parto natural: “Ele me olhou e disse que estava se lembrando do dia em que nos conhecemos; que ficaria ao meu lado até o final.” Foi assim, nessa atmosfera de celebração do amor, que Helena, tão desejada e planejada, chegou. “A sensação de conseguir parir sozinha é maravilhosa. Tenho muito orgulho”, diz Carla. A pedagoga Carla Paiva Assis Bonfim e o engenheiro Marcelo Assis Bonfim, pais de Helena, de 6 meses

a 37 semanas de gestação), gestante com cesárea prévia, sinais de comprometimento do bebê no ventre são algumas contraindicações para o procedimento. A Maternidade Santa Fé foi a primeira a atender a rede particular e convênios em Belo Horizonte nesse tipo de parto. A procura vem crescendo, porém o diretor do hospital, Clóvis Antônio Bacha, especialista em partos de alto risco, é outro que alerta que nem todas as mulheres podem ser encaminhadas para o parto natural. “Existem preceitos médicos e condições de normalidade que devem ser observadas para que o parto dito natural seja seguro”, explica. Segundo a obstetra Cláudia Navarro, 126 |Encontro

terceira vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, a autonomia da paciente para decidir o tipo de parto que quer ter deve ser levada em conta, desde que a escolha não comprometa a segurança da mãe ou do bebê. “O médico é a pessoa preparada para fazer essa avaliação”, diz Cláudia. De acordo com a obstetra, o CRM desaconselha o parto domiciliar, pois nessa situação não é possível socorrer eventuais intercorrências. O conselho defende uma equipe multidisciplinar, reunindo obstetra, pediatra e anestesista, e reconhece que o parto normal, quando não há contraindicação, é o melhor para mãe e filho. “Na opção normal,

quando a mulher entra em trabalho de parto, significa que o bebê está maduro, está pronto para nascer. Além disso, o próprio trabalho de parto faz bem para a criança”, explica. O Hospital Vila da Serra e o Hospital da Unimed aderiram mais recentemente à instalação de suítes para parto natural, chamadas de PPP, para oferecer mais essa opção às gestantes. A preocupação de todos os hospitais é aliar, na medida exata, o acolhimento do “sentir-se em casa” à garantia dos recursos hospitalares mais seguros. Uma tranquilidade para que mamães e papais se preocupem apenas em viver intensamente esse momento sublime e incomparável. ❚

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COMPORTAMENTO | CRIANÇAS

No copo é

Samuel Gê

melhor Condenada por especialistas, a mamadeira pode causar problemas na fala, na respiração e na dentição. Para mães que podem amamentar, o ideal é passar do peito direto para o copinho MARINA DIAS

A servidora pública Fabiana Consani fez tudo como manda o figurino ao se preparar para a vinda do filho Micael. Montou cuidadosamente o enxoval – que, como qualquer enxoval que se preze, incluía mamadeiras – e aguardou ansiosa pelo nascimento do bebê. Muito envolvida com a maternidade, pesquisou a fundo assuntos sobre parto e criação dos filhos e decidiu fazer da amamentação sua prioridade. “Ao pesquisar sobre aleitamento materno, vi que a mamadeira poderia ocasionar confusão de pega de bicos e até causar o desmame precoce. Antes disso, não teria problemas com seu uso. Foi aí que decidi, de vez, que não a adotaria”, conta. Não se pode dizer que foi simples manter a decisão de encostar o utensílio. Logo antes de Micael (hoje com 1 ano e 5 meses) completar 2 meses de vida, houve morte na família e Fabiana teve de se ausentar por algumas horas. Como 128 |Encontro

Laura Rocha com o filho, Rafael, de 2 anos e 8 meses: “Usamos o copo de transição por pouco tempo e logo ele se adaptou ao copo normal”, conta a mãe

alimentar o pequeno? Ela pediu à mãe que desse o leite, previamente retirado, no copinho de vidro. “Dá mais trabalho do que a mamadeira, porque tirar o leite já exige bastante tempo e, às vezes, muito dele é desperdiçado no copinho. Mas era minha convicção, pois queria muito que meu filho continuasse mamando no peito até quando desejasse”, afirma. Ela, aliás, amamenta até hoje, apesar de o menino já comer outras coisas. Fabiana faz parte de uma minoria de mães que decide não adotar a mamadeira como forma de apoio no aleitamento do filho. Apesar de contraindicada por especialistas há anos, é de uso corrente na rotina das famílias, tanto após os 6 meses do bebê, quando ele já pode tomar outros líquidos, quanto nos primeiros meses, para dar o leite materno na ausência da mãe. Segundo a pediatra Raquel Pitchon, presidente da Sociedade Mineira de Pediatria, não há estatísticas sobre o uso do utensílio, mas, em seu consultório,

ela percebe que a prática ainda é elevada, sendo adotada por pelo menos metade dos pacientes. “É uma questão mundial e um hábito centenário. Além disso, é multifatorial, pois envolve costumes e estilo de vida. Isso não muda de uma hora para a outra”, explica. As críticas ao uso dos bicos sintéticos, como mamadeiras, chuquinhas e chupetas, no caso de mães que não têm restrições quanto à amamentação, são variadas. Eles são condenados não só por pediatras, mas também por odontologistas, fonoaudiólogos e instituições como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde. “Por meio de nosso manual de aleitamento e de nossos cursos e palestras, orientamos os pediatras, nos casos de mães que amamentam, a não indicar a mamadeira e a evitar seu uso o máximo possível. A única discussão é quando há o desmame precoce ou quando o bebê não pode ser amamentado”, afirma o pediatra Luciano Borges Santiago, presidente do

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COMPORTAMENTO | CRIANÇAS O QUE É INDICADO PELOS ESPECIALISTAS A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde é que se evite o uso da mamadeira quando a mãe tem condições de amamentar no peito. Até os 6 meses de idade, o aleitamento materno deve ser exclusivo. Mesmo após essa idade, quando outros líquidos forem ou quando o leite for dado na ausência da mãe, a mamadeira não é indicada. Para quem pretende evitá-la, as principais opções recomendadas são:

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COPO COM TAMPA

COLHERINHA é uma alternativa possível, mas o consenso é de que é mais difícil de manejar do que o copinho

o bico rígido, comum em copos de transição, também não é o ideal. Procurar copos com furinhos na própria tampa Fontes: especialistas consultados

Paulo Márcio

Fabiana Consani e o filho Micael: “Ao pesquisar sobre amamentação, vi que a mamadeira poderia causar desmame precoce”, diz ela

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Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo o especialista, a mamadeira não reproduz bem o movimento que o bebê faz ao mamar no peito. Este último exige uma sucção mais vigorosa e trabalha todos os músculos e ossos da face. Já o recipiente tem maior vazão e demanda menor esforço da criança. Por isso, pode causar o desmame precoce, já que o bebê fica “preguiçoso” para a amamentação. Além disso, o movimento menos rigoroso da mamadeira, em que a língua do bebê funciona apenas como uma vávula para evitar o engasgamento, pode levar a problemas de respiração (a criança respira pela boca, não pelo nariz), tendência à sinusite, alterações na fala e no sono, diminuição do tônus facial, otite de repetição, maloclusões (mal encaixe dos dentes), entre outras questões (veja quadro). As contraindicações são tantas que, desde 2002, é obrigatória a advertência do Ministério da Saúde nos rótulos de bicos sintéticos de que crianças que mamam no peito não necessitam de mamadeira, bico e chupeta, pois são prejudiciais à amamentação e pelo fato de seu uso prolonga-

do poder afetar a dentição e a fala. Nem os bicos ortodônticos são recomendados pela comunidade científica, apesar de serem menos prejudiciais. Segundo Patricia Drummond, coordenadora de odontopediatria da Associação Brasileira de Ortodontia em Minas Gerais, os especialistas da área também indicam o uso dos copinhos. No entanto, para quem já usa mamadeiras, é preferível optar pelos bicos ortodônticos, cujo formato permite maior adaptação dos lábios e melhor elevação da língua do bebê, estimulando mais a musculatura e ossos. “Mas o uso do copinho é mais recomendado, pois interfere menos no aleitamento, evitando o desmame precoce e estimulando melhor os movimentos de deglutição”, explica. O pediatra Luciano Borges explica que a orientação geral é estimular, sempre que possível, o aleitamento materno e, nos casos de ingestão de outros líquidos (ou do leite da mãe em sua ausência), o uso do copinho ou da colherinha (veja quadro com alternativas à mamadeira). Isso porque, além de não trazerem os malefícios da sucção em bicos artificiais, exigem maior atenção do responsável. “A mamadeira é causa-

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COMPORTAMENTO | CRIANÇAS Thiago Mamede

POR QUE OS PAIS NÃO DEVEM ADOTAR A MAMADEIRA* Veja alguns dos principais argumentos de diferentes especialistas (pediatras, fonoaudiólogos, odontopediatras) para a não indicação do utensílio O bico é mais fácil de sugar e sua vazão é maior. Seu uso em excesso está associado ao desmame precoce e a infecções de ouvido repetitivas (que podem necessitar de cirurgia ou uso aumentado de antibióticos)

Denise Furtado e o marido, João Guilherme, criaram os dois filhos, Catarina e Vinicius, sem mamadeiras: “Quando a pessoa usa o copinho sem preconceito, não é difícil”, diz Denise

dora de graves acidentes encaminhados a prontos-socorros. Sua vazão é maior, o leite sai muito mais rápido, e a criança tem mais chance de se engasgar, principalmente se o adulto não estiver acompanhado. Com o copinho, o responsável precisa ficar mais atento. O fato de demorar mais é, na verdade, uma segurança para o bebê”, afirma. Outra mãe convicta em relação à mamadeira é a consultora jurídica De nise Furtado, que não a usou o utensílio com nenhum dos dois filhos — Catarina, de 4 anos e 8 meses, e Vinícius, de 1 ano. Quando buscou ajuda com uma enfermeira para amamentar a pequena, ouviu o conselho de que o sucesso do aleitamento é a relação mãe-filho e de que tudo que colocasse no meio atrapalharia. “Quando alguém precisava dar meu leite e meus filhos eram bebês, usava copinho ou xícara de café, que tem asinha, é mais fácil de pegar. Quando a pessoa faz isso sem preconceito, não é difícil”, afirma. A convicção deu certo, já que seus filhos passaram do peito para o copinho sem traumas. Outro motivo para os pais pensarem no uso de bicos é a questão da fase oral, ou seja, da necessidade de sucção e de reconhecimento externo por meio da boca, que é intensa em crianças, principalmente até 1 ano. Especialistas dizem que esse fator normalmente é traba132 |Encontro

lhado na própria sucção do peito. Para as crianças que têm essa questão exacerbada, que precisam de outras fontes para elaborar a fase oral, ou que são mais difíceis de acalentar, a orientação é que o uso da mamadeira ou chupeta restrinja-se aos momentos de instabilidade. “E, de qualquer maneira, a retirada deve ser feita entre 1 e 2 anos”, orienta Raquel Pitchon. A funcionária pública Laura Rocha ficou sabendo das contraindicações da mamadeira em um grupo de mães que discutem assuntos relativos à gravidez e à maternidade. “Lá, falamos muito sobre amamentação, e não usar mamadeira foi consequência disso”, afirma. Seu filho Rafael, de 2 anos e 8 meses, passou direto para o copinho, com breve passagem pela colherinha em momentos de ausência da mãe. “Ele passou com facilidade ao copo comum, pois, durante o tempo em que usou o copo de transição [aquele que vem com alças e tampa], já ficava curioso com o que tinha lá dentro”, diz ela, que nem chegou a comprar mamadeiras. Segundo a psicanalista infantil Viviane de Quadros, é normal que crianças procurem objetos de apoio, entre eles, os de sucção. Isso porque a boca é uma zona erógena privilegiada e bebês ainda não têm condições de apreender objetos, como paninhos, cobertores ou bichos de pelúcia. No caso de crianças

Crianças que usam podem desenvolver síndrome da respiração bucal, o que pode gerar alterações no sono, na fala, entre outras O uso prolongado está associado à cárie precoce na infância, a maloclusões (problemas no “encaixe” dos dentes), bem como à falta de espaço para dentição permanente Por sua maior vazão, mamadeiras podem gerar engasgos, a partir dos quais o leite pode até ir para o pulmão (a vazão se associa, nesse caso, à desatenção do adulto ao procedimento, pelo fato de exigir menos envolvimento do responsável do que o copinho) Mamadeiras costumam ser de plástico, material não recomendado por ser poroso e mais difícil de higienizar completamente (*) Recomendações gerais de especialistas nos casos de bebês que podem ser amamentados no peito. A mamadeira pode ser indicada, por tempo determinado, em situações específicas, como quando a mãe não tem condições de amamentar o filho (ex.: morte materna, portadoras de HIV) Fontes: especialistas consultados, Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde

que já usam mamadeiras ou chupetas, Viviane afirma que os pais precisam ajudar o filho no momento da perda do objeto. “Eles podem oferecer algo de que o filho goste em troca, algo pequeno, simples, para ajudar na transição”, afirma. O importante, segundo ela, é saber que a mamadeira vai precisar ser retirada eventualmente e saber lidar com esse momento. z

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Na medida

certa Para o verão 2015, a aposta é no frescor e na elegância do comprimento mídi, que deixa as mulheres prontas para qualquer ocasião ANA CLÁUDIA ESTEVES

As temperaturas se elevam e o comprimento das roupas diminui. Assim funciona o verão brasileiro. E não poderia ser diferente. Na última estação quente, com os termômetros atingindo 40°C, ficou difícil encontrar um look adequado para tanto calor. A famosa minissaia, curinga dos dias de sol, refresca e traz jovialidade ao visual. Em contrapartida, em razão do comprimento muito curto, nem sempre é adequada para ocasiões formais ou compromissos do dia a dia. Para o verão 2015, a peça queridinha da temporada ganha alguns bons centímetros e traz re quinte e credibilidade ao visual. Saias ou vestidos chegam ao comprimento mídi, logo abaixo do joelho, e deixam a mulher mais chique e pronta para suportar, sem perder a classe, os dias mais quentes do ano. Apropriado para praticamente todas as ocasiões, o modelo, além de tudo, garante muita feminilidade, seja em almoço ao ar livre, seja em uma reunião importante, seja em um evento especial, ao anoitecer. Em tons lisos ou estampados, as modelagens variam entre cortes retos, formato lápis, ou em evazê, a famosa saia rodada. As passarelas do Minas Trend, realizado em abril, confirmaram a tendência para o próximo verão. No estilo colegial ou propondo uma mulher mais clássica, o shape tem tudo a ver com a correria da vida moderna. Marcas como Áurea Prates, Ammis e B.Bouclé apresentaram em seus desfiles os diferentes estilos que a peça traz. E, então, qual combina mais com você? z 144 |Encontro

Com estampa geométrica e formato evazê, Anne Est Folle apresenta uma proposta mais descontraída da peça

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A clássica Mabel Magalhães traz, em um vestido, todo o requinte que o modelo carrega

Ammis usa o recorte de couro para quebrar a seriedade do comprimento mídi

A união da renda com pérolas de B. Bouclé levam o comprimento mídi até o altar

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Para Cláudia Dodd, diretora criativa da Pé Palito, é possível, sim, chamar de penteadeira um simples aparador, com um espelho encostado na parede e uma banqueta macia para sentar. Esses são os elementos necessários para ter o conforto e o charme de uma penteadeira e, consequentemente, possuir em seu “cantinho de maquiagem” toda a me150 |Encontro

mória afetiva dos clássicos do passado. “Esse tipo de peça possui prestígio nos dias atuais, tanto por uma questão de conceito, estilo e desenho, quanto pelo resgate dos detalhes, entalhes elaborados e materiais (madeiras e metais nobres). Retrô, pé palito, industrial décor, kitsch, romântico, provençal... Tantos são os tempos passados e poé-

ticos aos quais nos remetemos quando estamos diante de uma simples penteadeira”, diz Cláudia. Antes restritas ao ambiente do quarto, as penteadeiras hoje podem ser instaladas na sala de banho, nos closets ou no ambiente da suíte e ganham nova pegada. O que você deseja? O discreto charme das embutidas ou superfemininas vintage? Para definir, escolha a opção que melhor se adequar ao seu espaço ou ao seu desejo. z

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NA MESA | AUGUSTO FRANCO afranco@revistaencontro.com.br Fotos: Samuel Gê

NA CASA AO LADO Foram quatro meses de obras e o simpático D’Artagnan, comandado pela premiada Marise Rache, abriu em novo endereço. Na verdade, na casa ao lado de onde funcionava, na mesma rua Tomaz Gonzaga, no Lourdes, agora no número 593. O imóvel, adquirido pela família em 2004, passou por reestruturação total. Com a mudança, aumenta a capacidade de 45 para 80 lugares e ganha uma área de jardim. Outra inovação é a máquina a vácuo que serve vinhos em taça, que aumenta a durabilidade dos rótulos. A nova decoração é clean. Cardápio e carta de vinhos, no entanto, sofreram poucas alterações, mas devem passar por reformulações em breve.

SAI DEVASSA, ENTRA #CAMISA12 A choperia Devassa, localizada na esquina da rua Professor Moraes com avenida Getúlio Vargas, encerrou suas atividades em abril. O motivo, de acordo com os sócios Daniel Ballesteros e Marcelle Santana, foram desentendimentos com o proprietário da marca, recentemente adquirida pela gigante japonesa no ramo de bebidas Kirin. Nos próximos dias, o imóvel dará lugar a um bar temporário com tema de futebol, que deve funcionar durante a Copa do Mundo. O nome, #camisa12, foi escolhido para que seja referência nas redes sociais. Depois disso, segundo Daniel, a ideia é que passe a abrigar um bar e restaurante estilo Tex-Mex. A identidade visual já está feita, e o cardápio, definido. “Só falta escolher o nome”, diz.

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BEM ALÉM DAS PIZZAS Foi antes dos 13 anos que o chef Marcelo Souza, hoje com 43, teve seu primeiro contato com a cozinha profissional. Sua avó era cozinheira, assim como seu tio, hoje dono de um bufê de festa. Depois de duas décadas se dividindo entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o chef assumiu, recentemente, a cozinha do recém-inaugurado Olegário Pampulha. Além das tradicionais pizzas, reconhecidas pela excelência, recebeu carta branca para criar. O resultado são preparos como o carré de cordeiro trufado com risoto de cogumelos triffolatti, a tilápia parmegiana com molho de cupuaçu e risoto de uvas e o bacalhau mediterrâneo. Bem aceitos pelo público, os pratos podem passar a integrar, em breve, o menu de outras casas do grupo. Samuel Gê JC Martins

FOI FOGO DE PALHA Um susto fez com que o restaurante A Favorita, no Lourdes, ficasse fechado por uma semana em abril. Uma placa de gordura acumulada na parte superior da coifa pegou fogo, no fim do horário de funcionamento de um domingo de calor. A bola de fogo, visível para moradores dos muitos prédios da vizinhança, só foi detectada quando as chamas chegaram ao fogão, sendo apagadas em questão de minutos. De acordo com o proprietário Fernando Areco, o Mota (à esquerda), e o chef Caetano Sobrinho, a cozinha sofreu poucos danos e apenas algumas placas do teto tiveram de ser substituídas. “Ficamos fechados mais por conta da elaboração de novo plano de combate a incêndios, uma exigência dos bombeiros”. Reaberta, a casa continua a pleno vapor. E com uma coifa nova.

UMA HAVANNA EM CONTAGEM

Havanna/Divulgação

O nome Havanna é da capital de Cuba, mas o endereço é o Eldorado, em Contagem. É lá que a dupla de empresários da noite de BH Ralph Marcellini (sócio das boates naSala e Chalezinho, à direita) e Bolivar Andrade (que comandou o Café Cancun) resolveram abrir seu novo empreendimento. Trata-se de um clube com infraestrutura completa para shows, carta de drinques e cozinha bem montada. O projeto é da arquiteta Irma Lara, que criou os ambientes e montou cozinhas de restaurantes como a Marília Pizzeria e a Pizzaria 68, ambas em Lourdes. De acordo com Bolivar Andrade, o ponto é uma espécie de centro geográfico de várias cidades da região metropolitana, todas em amplo crescimento econômico. “Contagem tem um dos 30 maiores PIBs do Brasil. É mais rica que muitas capitais”, defende o festeiro profissional. MAIO DE 2014

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GASTRÔ | RECEITAS

Um doce de

mãe

Arregace as mangas, coloque o avental, e vá para a cozinha adoçar um pouco a vida da pessoa que se preocupa com você todos os dias

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AUGUSTO FRANCO

Mesmo em seus dias mais amargos, elas não param de pensar em um jeito de deixar mais doce a vida de seus rebentos. Porque mãe é mãe. Para aproveitar o dia em homenagem a elas, a sugestão é que os filhos arregacem as mangas e encarem a cozinha. Se a feijoada ou a lasanha do domingo não é sua praia, nada tema. Apresentamos uma série de receitas fáceis, para você impressionar sua mãe e mostrar que o afeto – e também o açúcar – pode ser via de mão dupla. Entre as mais simples está o sundae com calda quente caseira, invenção dos americanos que criaram a rede Aplebee’s. É colocar os ingredientes na panela e servir morninho, com sorvete comprado na esquina. Não tem mistério. Outra boa pedida são os pasteizinhos de belém, como os servidos no Restaurante do Porto. Na casa, quem faz o confeito é a matriarca da família, Glória Almeida. Se a ideia, no entanto, é deixar a família toda com água na boca, faça o creme brûlée ou a trouxinha de frutas com chocolate, que aparecem nas páginas seguintes. O grau de dificuldade é moderado, mas convém treinar pelo menos uma vez antes de tentar agradar à matriarca. O creme em questão, inclusive, tem uma particularidade interessante. Cozinheiros de três países disputam ser a mãe da criança. O nome da receita, termo francês para creme queimado, é chamado na Espanha de crema catalana, e na Grã-Bretanha, de creme inglês. Isso porque, filho bonito, todo mundo quer. z

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Rogério Sol

Rogério Sol

Por: Ivo Faria, chef do Vecchio Sogno Ingredientes 1 maçã descascada 1 pera descascada 50 g de nozes picadas 200 g de chocolate meio amargo picado 50 g de açúcar mascavo 25 g de manteiga derretida 12 folhas de massa harumaki (feita com farinha de trigo, à venda em supermercados gourmet)

Modo de preparo Lamine todas as frutas e misture-as com as nozes e o chocolate em uma vasilha. Descole a massa uma da outra, coloque um pouco de recheio em cada uma e faça trouxinhas. Amarre com barbante. Pincele as trouxinhas com manteiga em temperatura ambiente e polvilhe um pouco de açúcar mascavo. Leve ao forno a 160º C por 10 minutos ou até dourar. Sirva com sorvete.

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GASTRÔ | RECEITAS Eugênio Gurgel

Modo de preparo Preaqueça o forno a 180º C. Coloque o leite, o creme de leite e a baunilha em um tacho para ferver. Enquanto isso, misture as gemas com o açúcar. Quando o leite ferver, desligue e misture metade com as gemas. Bata bem. Aos poucos, acrescente o restante do leite e misture. Coloque nas pequenas vasilhas de cerâmica (ramekins) e leve ao forno até ficar firme nas bordas, por cerca de 25 minutos. Por: Cleber Messner, chef do Mes Amis Ingredientes (para oito porções) 500 mL de creme de leite 500 mL de leite 8 gemas de ovos 90 g açúcar 1 colher (chá) de baunilha

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GASTRÔ | RECEITAS Fotos: Rogério Sol

Ingredientes 250 g de farinha de trigo Água filtrada 1 pitada de sal 150 g de manteiga ou margarina 1 gema 80 g de maisena 1 L de leite 12 gemas 300 g de açúcar Baunilha líquida Cascas de limão

Por: Glória Almeida, chef do Rest. do Porto

Modo de preparo Para a massa Sobre uma superfície de mármore (ou granito), coloque um monte de farinha. Faça um buraco no meio e coloque a gema e a água em quantidade suficiente para obter uma massa maleável. Abra a massa e cubra com 50 g de manteiga ou margarina. Dobre de tal maneira a obter três camadas (dobre uma parte sobre o meio e a outra por cima). Repita essa operação duas vezes, sempre espalhando 50 gramas de margarina ou manteiga. Abra

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novamente, espalhe a manteiga e enrole como se fosse um rocambole. Corte o rocambole em fatias de 2 cm de espessura. Estenda cada rodela no fundo de uma forminha pequena, forrando também as laterais. Caso prefira, compre uma massa folhada de boa qualidade e enrole como se fosse um canudo. Corte em pedaços de mais ou menos 5 cm para cobrir as forminhas, pelas laterais e pelo fundo.

Para o recheio Numa panela, junte a maisena, o creme de leite, as gemas e metade do açúcar. Leve ao fogo até ferver. Adicione o resto do açúcar, algumas gotas de baunilha líquida e as raspas de limão. Mexa bem e leve à fervura novamente. Desligue e coloque sobre as rodelas de massa. Leve as forminhas ao forno médio preaquecido até que estejam bem sequinhas e douradas. Polvilhe um pouco de canela em pó sobre os pasteizinhos.

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GASTRÔ | RECEITAS Samuel Gê

(Bolo de mel com doce de leite, sorvete de cappuccino e pinceladas de chocolate) Por: Tercio Maia, chef do Jack’s Big Burger

Modo de preparo Misture bem os ingredientes secos em uma tigela e acrescente aos poucos o leite, o mel e as gemas. Bata as claras em neve e agregue a mistura em movimentos suaves. Unte o tabuleiro ou a fôrma, coloque a massa e asse em forno médio até que doure levemente. Obs.: O tempo varia muito de forno para forno.

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Montagem Corte ao meio e recheie com um bom doce de leite. Se preferir, pode glaçar com chocolate. Para acompanhar, coloque uma bola de sorvete de capuccino.

Ingredientes 3 xícaras de farinha de trigo 1 xícara de açúcar mascavo 150 mL de mel 1 colher (chá) de cravo em pó 1 colher (sopa) de fermento em pó 2 xícaras de leite 4 ovos 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

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Nos últimos três anos, a Assembleia criou novas medidas de austeridade e transparência, reduziu custos e melhorou a qualidade de vida dos cidadãos de todas as idades. Também investiu em mecanismos de aproximação com a população, para maior participação de todos, e trabalhou para diminuir as diferenças sociais no Estado. Isso porque a Assembleia de Minas é sua. É o poder e a voz do cidadão.

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GASTRÔ | RECEITAS

JC Martins

Por: Marcelo Lanes, chef do Aplebee’s

Ingredientes Para o chantilli 500 mL de creme de leite fresco Para a calda de chocolate 300 mL de água 150 g de açúcar 150 g de cacau em pó 150 mL de glucose de milho 250 g de chocolate picado

Modo de preparo Para o chantilli Bata o creme de leite gelado em uma vasilha metálica até alcançar o ponto. Reserve. Para a calda de chocolate (hot fudge) Em uma panela, aqueça até ferver água, açúcar, cacau em pó e glucose de milho, mexendo sempre. Desligue o fogo e adicione o chocolate picado, mexendo até a mistura ficar homogênea.

Montagem Em um copo, adicione uma camada de calda de chocolate, outra de sorvete de creme e uma última de creme chantilly. Decore com uma cereja maraschino para arrematar e sirva.

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GASTRÔ | NOVIDADE Fotos: Samuel Gê

No endereço do extinto Wari, a casa ganha mais espaço e ambientação especial

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A Marília atravessa a rua A casa, que inaugurou o conceito de pizzaria gourmet em BH, troca de endereço, de nome, renova o cardápio e fica mais bonita. Mas a pizza continua a mesma, para alegria dos clientes

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EDUARDO TRISTÃO GIRÃO

A pizzaria Marília acaba de atravessar a rua e passou a ocupar imóvel que fica praticamente em frente ao antigo, na rua Marília de Dirceu, em Lourdes. Mas não é uma simples troca de endereço. Ocupando o lugar do extinto peruano Wari, a casa está mais espaçosa, tem ambientação diferente, cozinha mais bem montada, funcionários com uniforme novo e, claro, novidades no cardápio. Mas a pizza, alma da casa, é rigorosamente a mesma, garante Gilson Júdice, que comanda o negócio com a mulher, Adriana. A casa deixou de ser Marília Pizzeria para ser chamada agora de Marília Pizza Bar. Talvez nem todo mundo perceba o significado disso, mas trata-se de reforçar o conceito com o qual foi inaugurada, em 2002. “Queríamos que fosse uma pizzaria, mas também um bar. Um ano depois da abertura, colocamos DJ, o que não era normal em restaurantes por aqui. Já oferecíamos mui-

tos drinques, clubes de vodca e uísque. Daí termos sempre muitos antepastos”, lembra Gilson. Colaboram para esse clima o enorme armário de vodcas (500 garrafas) e um lustre de LED com 4 m que muda de cor. Sobre a pizza, o objetivo inicial era o de inovar em relação ao padrão da época, quando a iguaria quase sempre tinha massa grossa e transbordava de recheio. “Era uma época em que não se falava em alcachofra, por exemplo. O tomate seco estava começando. Queríamos uma pizza gourmet e chegamos com o padrão de São Paulo. Não que o que houvesse aqui fosse ruim, mas queríamos algo diferente”, conta Gilson. Para executar as redondas, foi convocado o pizzaiolo italiano Carlo Zangrando, principal difusor da massa fina em BH. A pizza é a mesma até hoje, feita pelo pizzaiolo Marcos Antônio Dias, que está na casa há dez anos. Produzida diariamente, a massa leva farinha, fermento, azeite, água e sal. Já o molho de

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GASTRÔ | NOVIDADE CURIOSIDADES Experiência e foco na qualidade fazem a diferença É o próprio Gilson quem faz as fotos para o cardápio e o site da casa. Ele já fez curso de fotografia e tem equipamento completo, incluindo câmera profissional e estúdio portátil Apesar do grande volume de pizzas, pratos e petiscos vendidos mensalmente (números são mantidos em segredo), Gilson faz questão de não usar tomate seco industrializado. O motivo? Uma senhora que mora em BH produz artesanalmente só para ele A pizzaria mantém equipe fiel. O barman Pedro e o cozinheiro Elton estão lá há dez anos, mesmo tempo que o pizzaiolo, Marcos. O gerente, Levindo, acompanha Gilson em seus negócios há nada menos que 17 anos Além da pizzaria, Gilson Júdice é sócio do japonês Kei

tomate impressiona pela simplicidade no preparo: tomates pelados italianos em lata, esmagados e peneirados, sem refogar ou temperar. “Por isso é que ele está sempre igual”, justifica Gilson. Uma vez montada, a pizza é levada ao forno a lenha, onde assa por 50 a 70 segundos. O proprietário defende o uso desse método não apenas pelo charme das bordas levemente tostadas, mas também pela textura: “Em forno elétrico, a pizza leva de três a quatro minutos para ser assada e a massa fica parecendo um biscoito, porque desidrata. No forno a lenha, não dá tempo de isso acontecer. A massa tem de estar macia, com certa crocância, mas sem ficar como um biscoito”. Com o calor da madeira, a temperatura chega a 400° C. A mais vendida é a de camarão crocante, feita com 12 unidades do crustáceo passadas na farinha panko, muçarela, requeijão e um molho de tomate que foge à regra da casa, pois é refogado com bisque de camarão. Outra que disputa a liderança na preferência da freguesia é 170 |Encontro

No comando da casa, Gilson Judice aceita opinião, mas a palavra final é sempre dele, especialmente no que diz respeito ao carro-chefe da Marília: “Pizza tem de ficar bonita e ser sutil”

a Papillon, que em 2007 rendeu à Marília o título de quinta melhor pizza do Brasil no concurso promovido pela Fispal, uma das maiores feiras voltadas para a indústria de alimentos e bebidas no país. Essa redonda leva molho de tomate, muçarela, queijo brie, alcachofra e fatias de presunto cru enroladas como flores, recheadas com requeijão. Entre as novidades, estão as pizzas Napoli (salame apimentado, cogumelo-de-paris e queijo emental) e vegetariana (rúcula, cogumelo-de-paris, moçarela de búfala, tomate e parmesão), mas o cardápio reserva outras supresas. Há petiscos recém-criados, a exemplo da bruschetta com cogumelos, e pratos como o fettuccine com ragu e cordeiro e raspas de limão e risoto de queijos e ervas com paillard (filé mignon fino). Os vinhos passaram de 80 para 90 rótulos, com ênfase nos italianos, representados na carta por 18 rótulos. As pizzas são criadas por Gilson e seus funcionários. Depois de comerem cada uma das experimentações juntos,

oferecem as melhores a clientes “queridos e exigentes”, como a filha do casal, a advogada Tatiana, de 25 anos. “Ela é crítica e não é daquelas que acha tudo ótimo”, diz o pai. Todo mundo dá opinião, conta, mas a palavra final é sempre dele. “Não posso encher a pizza de ingredientes. Não mais que quatro ou, estourando, cinco, como um radicchio para decorar. Pizza tem de ficar bonita e ser sutil”, explica. A nova casa é consideravelmente maior que a anterior. São 630 m² (antes eram 450) e esse aumento deve-se, em parte, ao mezanino da loja. Esse espaço terá um aproveitamento específico em breve, anuncia Gilson: batizado de Vitta, funcionará como lounge de eventos com capacidade para 150 pessoas. Terá projeto de Irma Lara, música eletrônica e cardápio próprio (incluindo carta de drinques). A parceira foi firmada com a boate Cinco, por intermédio de Marco Faria, Michel Lara e Lucas Vereza. “Será um lugar para ouvir música, beber e conversar”, diz Gilson. z

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GASTRÔ | BOTECAR Samuel Gê

Botecando um pouquinho mais

Armazém Medeiros, em Lourdes: mesas lotadas do lado de dentro e na calçada, em sua primeira participação em um concurso de botecos

O Botecar, festival que reúne 55 dos principais botecos de BH, faz sucesso e é prolongado por mais dez dias, a pedido dos fregueses

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MARINA SANTOS

Dizem que notícia ruim se espalha rápido. Mas, pelo visto, a novidade, quando é boa, também. Ainda mais se envolver apetitosos tira-gostos, cerveja gelada e atendimento de primeira. Recém-chegado ao cenário gastronômico da capital, o festival Botecar já se tornou queridinho dos belo-horizontinos. O que não chega a ser uma surpresa, já que o evento reúne os mais tradicionais e premiados botecos de raiz da cidade, somando 55 redutos para o exercício da verdadeira boemia.

Previsto para encerrar no dia 30 de abril, o festival foi prorrogado até 10 de maio. “Atendemos a um pedido do público”, explica Antônio Lúcio Martins, organizador do evento. “Estavam achando 22 dias pouco para conhecer bem os bares e poder votar.” A competição elegerá os três melhores botecos da capital. Quem tem motivos de sobra para comemorar é Marcílio Cruz, à frente do Armazém Medeiros, em Lourdes, que participa pela primeira vez de um concurso do gênero. “Deu um upgrade para o bar. Sentimos um aumento de 25% no movimento”,

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GASTRÔ | BOTECAR Samuel Gê

O gerente comercial Hudson Magela com a mulher, Andréa Mara: “Muitas regras limitam os estabelecimentos. Boteco não é restaurante nem bistrô”

BOTECAR EM NÚMEROS* 55 botecos participantes Mais de 135 mil votos

Mais de 400 mil visitantes

Mais de 95 mil pratos vendidos

128.399 visualizações

1.041 fotos marcadas pelo público com #botecar * Dados referentes ao período de 9/4/2014 a 30/4/2014

revela. Com proposta diferenciada, o Botecar acabou aproveitando o clima da Copa do Mundo para a elaboração das receitas. Os pratos levam nomes relacionados ao futebol ou à competição, mas os chefs tiveram total liberdade criativa. “Só quis participar em função de cada bar poder montar o seu prato usando os ingredientes da sua cozinha, sem imposição de produtos, marcas ou patrocinadores”, afirma Marcílio. Outro estreante foi o Borracharia, na Serra. “Estamos recebendo muita gente nova. Achei uma vitória ser selecionado em meio a um grupo tão tra174 |Encontro

dicional no mercado”, afirma o dono, Jaime Solares. A simplicidade acabou encantando o público. O gerente comercial Hudson Magela, de 36 anos, e a empresária Andréa Mara, de 51 anos, foram ao Borracharia conferir o prato Moela Neles!!! e saíram de lá satis feitos com o que viram e provaram. “Muitas regras limitam os estabelecimentos e acabam fugindo ao gosto do cliente. O boteco não é restaurante nem bistrô”, conclui Hudson. Outro atrativo inédito do concurso foi o Carona Botecar, que disponibilizou transporte gratuito aos participantes entre bares próximos. Foram

criadas nove rotas atendidas pelas caravanas, bastando apresentação do miniguia do festival para usufruir do benefício. “Acho que a galera fica mais animada e pode aproveitar o festival sem preocupação”, afirma a psicóloga de 31 anos Jalyli Laiola, que foi, com uma turma de amigos, ao Armazém Medeiros experimentar o prato Rumo ao Hexa. Segundo o organizador Antônio Lúcio, para o próximo ano, o concurso pretende oferecer também caravanas entre bares de diferentes regionais. Não haverá desculpas para deixar de botecar. z

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ARTIGO | AGOSTINHO PATRUS FILHO redacao@editoraencontro.com.br

Botecando A culinária mineira, já tão respeitada nacionalmente, vem ganhando o mundo. Os passos da internacionalização tiveram início com a participação inédita de uma cozinha regional representando um país no Madrid Fusión, o “Oscar” da gastronomia mundial. Em seguida, portenhos e uruguaios desfrutaram a riqueza dos nossos sabores com festivais em Buenos Aires e Montevidéu. Degustações e aulas-show foram oferecidas na Feira de Livros de Frankfurt e encantaram participantes do mundo todo. Mas a gastronomia de Minas também sobe o morro para identificar e preservar as formas de expressão gastronômica dos aglomerados e favelas, além de promover novas oportunidades de negócios para a comunidade local, no projeto Gastronomia no Morro. Uma das instituições que melhor representa o referencial gastronômico mineiro, nacional e internacionalmente, é o boteco. Ele, de fato, traduz a essência da alma belo-horizontina, como registrado pelo jornal americano. Espaço de interação onde alegria, tristeza, namoro, reunião familiar ou profissional convivem harmoniosamente e refletem o costume dos mineiros de se reunirem em torno de uma mesa para compartilhar emoções. Acima de tudo, os botecos são locais acessíveis a todos os públicos. Seu caráter democrático permitiu a construção de uma das nossas mais singulares representações de identidade cultural. Somos – e temos orgulho de ser – a Capital Mundial dos Botecos. Bar é tira-gosto, bebida gelada, bate-papo com amigos e diversão. Boteco é isso e muito mais. O boteco é um bar em estado puro, o que o torna ainda mais genuíno dentro do cenário nacional. Ele representa a autenticidade mineira no seu modo descontraído de ser, no serviço simplificado e, sobretudo, na hospitalidade que nos caracteriza. Múltiplas funções sociais convergem nos botecos, transportando-os para além de locais aprazíveis destinados a saciar a fome e a sede. São verdadeiros espaços públicos de intercâmbio, pontos de encontro e reunião social, onde a degustação do alimento cumpre mais do que a sua função nutricional e sensorial. A culinária mineira, apresentada em petiscos de boteco, conta uma história carregada de significados culturais, reconhecida pelos belo-horizontinos e aprendida pelos visitantes. No mundo contemporâneo, prover alimentação não é mais uma questão apenas de servir refeições, mas sim um processo holístico de conectar alimentos à cultura local e global. Hoje temos em Minas uma gastronomia de vanguarda, mas que continua ligada à fartura e à família, ao aconchego e ao conforto. A coexistência da cozinha mineira tradicional e moderna, aparentemente paradoxal, longe de descaracterizá-las, mostra-nos vestígios de uma interessante troca cultural. Vivemos atualmente um verdadeiro processo de simbiose gastronômica, porquanto a culinária mineira, ao mesmo tempo em que se apresenta permeável à inovação, aos novos produtos e aos novos hábitos, mantém-se íntegra e indivisível, numa evidente manifestação de resistência histórica. Nesse contexto, a comida mineira de raiz é a referência máxima para um movimento criativo emergente.

"Deu no The New York Times: em Belo Horizonte, o mundo é um bar"

Iniciativas de fomento ao turismo gastronômico e de lazer, que aliam pessoas, cultura e gastronomia de boteco, são tradicionais em Belo Horizonte, sempre com reconhecido sucesso. Em 2014, somou-se a elas o Festival Botecar. 55 estabelecimentos se uniram para garantir a preservação de ingredientes endógenos e modos de fazer tradicionais. Sem dúvida, um evento que veio para ocupar lugar de destaque no calendário de eventos gastronômicos da cidade, trazendo consigo o desenvolvimento econômico e social. Melhor nome não poderia ter. Afinal, frequentar bares em Beagá tem verbo próprio: BOTECAR. O verbo é intransitivo, não precisa de complemento. Você boteca e ponto. Mesmo sem precisar, leve companhia. Segundo o filósofo grego Epicuro, o prazer é muito maior quando compartilhado. Deleite-se com a diversidade oferecida ao paladar e aproveite os momentos de descontração e alegria proporcionados pelo encontro com os amigos. z

*Agostinho Patrus Filho (PV/MG) é deputado estadual, ex-secretário de Estado de Turismo e gestor do Programa Gastronomia de MG

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NA SOCIEDADE | HELVÉCIO CARLOS hcarlos@editoraencontro.com.br

Mariel Telli / Divulgação

SOB EFEITO DA COPA Além de ter tudo para ser lembrado como um dos mais badalados do ano, o debut de Isabela Faria Guerra, marcado para 7 de junho no Ilustríssimo, guarda outra peculiaridade. Será uma das últimas comemorações sociais na capital que antecedem os jogos da Copa do Mundo. “A data do aniversário é 28 de junho, dia de jogo do Brasil, caso ele se classifique para as oitavas de fi nal. Optamos, então, por antecipar a comemoração, que coincidirá também com a última semana antes das férias escolares”, conta, entusiasmada, Cordélia Guerra, mãe da aniversariante. Depois do aniversário de Isabela, o calendário social entrará em uma espécie de recesso, como argumentam alguns profissionais da área. “As festas só recomeçaram em agosto”, afirma Mariel Pelli, fotógrafa preferida das debutantes. “No segundo semestre, a temporada será das mais animadas, com grandes recepções”, pondera o produtor Paulo Rossi, que prefere ainda não arriscar nenhum nome de destaque. Até mesmo as festas juninas sentiram os efeitos da Copa do Mundo. A mais tradicional delas, organizada por Mariângela Lima, que todos os anos abre as comemorações temáticas em Belo Horizonte, será realizada no final do mês.

MEMÓRIA PRODÍGIO Quem estudou ou teve filhos estudando na Escola Santo Tomás de Aquino certamente impressiona-se com a prodigiosa memória de uma de suas fundadoras, Tereza Machado. Pois agora essas lembranças, colecionadas durante os 60 anos de existência do colégio, viraram livro. Escola Santo Tomás de Aquino – ESTA é a nossa história, escrito pela jornalista e ex-aluna Beatriz Teixeira de Salles, foi lançado durante as comemorações dos 60 anos da instituição, em março.

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PONTAPÉ A gastronomia de botecos, charme todo especial nos jogos de futebol, serve de inspiração para novo projeto em benefício à Jornada Solidária Estado de Minas, o Ponta, marcado para 8 de junho, no Na Mata Café, em Lourdes. No cardápio, versões gourmet de sanduíche de pernil, petiscos como espetinhos de carne e queijo e pratos como tropeiro com ovo e couve, preparados pelos chefs Sérgio Figueiredo, Nito Mascarenhas e Gabriel Trillo.

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Samuel Gê

NOVO 40TÃO Mark Zammit vai comemorar o seu aniversário de 40 anos de forma incrível, reunindo os amigos para dois dias de festas em Mykonos, na Grécia. O welcome dinner está marcado para o Interni restaurante e, no dia seguinte, sunset party, em uma vila nas redondezas. A escolha pela Grécia tem um motivo para lá de especial tanto para Mark quanto para Anna Vitória. “Cinco anos depois, é revival da nossa lua de mel”, festeja a mulher do aniversariante. Eugênio Gurgel

Eugênio Gurgel

CASA DE FERREIRO...

PREMIADO EM BOSTON

Acostumada a criar os mais variados modelos de vestidos, a estilista Letícia Lorentz está com o que pode ser considerado seu maior dilema. Ela ainda não tem a menor ideia de como será o próprio vestido de casamento, para a cerimônia religiosa marcada para 16 de agosto. Bem-humorada, Letícia justifica o “atraso”. “É para não enjoar das ideias muito cedo. Por trabalhar com moda, tenho muitas referências, e elas estão sempre atualizadas”, diz ela, que se casa com Rodrigo Fiche. As expectativas no resultado são grandes. Afinal, trabalhando há cinco anos na Barbara Bela, Letícia nunca desenhou um vestido de noiva. Para a cerimônia civil, no dia 21 de junho, na fazenda da família, em Teófilo Otoni, a noiva fez sua opção por um longo em jacquart italiano. A cerimônia religiosa será no litoral sul baiano. “Escolhemos Trancoso pelo astral do lugar. Nós dois amamos praia e achamos que, casando lá, poderíamos aproveitar um fim de semana inteiro”, comenta. Letícia é filha de Rosendo Pinto Neto e Rosa Lorentz. Os pais de Rodrigo são Hamilton Friche e Elen Friche

José Henrique Salvador, que atualmente está em Nova York, onde faz MBA com enfoque em fi nanças corporativas, integrou a delegação de cinco representantes da Universidade de Columbia, premiada em segundo lugar em competição no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston. A disputa reuniu alunos de várias escolas dos Estados Unidos, incluindo Harvard e o próprio MIT. “As delegações tinham de analisar empresas da área de saúde e propor soluções a um grupo de jurados, que também atuam em empresas de saúde, para os desafios apresentados”, conta José Henrique, que é gerente administrativo do Hospital Mater Dei. Seu avô, José Salvador, fundou hospital. O curso é um dos cinco melhores do mundo, de acordo com o Financial Times. O retorno de José Henrique está marcado para este mês. MAIO DE 2014

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SOCIEDADE

Corrida solidária A 4ª edição da Corrida e Caminhada Sicepot foi um sucesso. No dia 27 de abril, cerca de 800 corredores participaram da competição no Parque JK, no Sion, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O evento, com patrocínio máster do Sesi-Fiemg, além do Crea-MG, Pasi e da Tracbel, foi marcado pela segunda Corrida Kids, com aproximadamente 200 crianças, de 3 a 12 anos. A solidariedade também esteve presente, já que toda a renda foi revertida para o Projeto Queru bins, da Vila Acaba Mundo, apoiado pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais (Sicepot-MG). Fotos: Renata Caldeira.

Aquecimento

Marcelo Viana, Antônio Venâncio, João Jacques Vaz e Miguel Tavares

Fernando Iannotti e Virgínia Iannotti

Albeto Salum e Fabiana Resende

182 |Encontro

Ana Tavares, João Jacques e Ana Paula Vaz

Raquel Salum e Flávia Villamarim

Alberto Salum, Fernando Blaser e João Jacques

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Tiago Lacerda e Alberto Salum

Premiação

Premiação

Alberto Salum e João Paulo Torchetti

Alberto Salum, Flávia Villamarim e Magda Coutinho

Rodrigo Diniz e Jarbas Reis

Danilo Pereira e Bruno Baeta

Alberto Salum e Jobson Andrade

Corrida das crianças

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SOCIEDADE

Na Savassi

Datas e programação sujeitas a alteração sem aviso prévio.

Ramon Antunes, Rômulo Almeida, Miriam Candiotto, Cláudio Naves e Fernando Antunes

Durante coquetel oferecido a convidados, a Dominus Incorporadora e Construtora apresentou o Hotel & SPA Toscanini. O empreendimento recém-inaugurado em Belo Horizonte oferece novo conceito em hospedagem e reúne parceiros de alto gabarito como SPA Mitra, Salão Marcus Martinelli e o restaurante Santa Fé, onde foi servido coquetel. A gestão e administração estão sob o comando da Prodomus, empresa do Grupo Dominus e Promenade referência em administração hoteleira. Fotos: Dudua’s Profeta.

Bruno Coelho, Cláudio Neves, Jacques Gontijo e Fabiano Ambrosio

Guilherme e Letícia de Paula

Bernardo Farkasvolgyi, Polliyana Mendes e Simone Las Casas

Amanda Sanchez, Miriam Candiotto e Lorena Aguiar

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Gislaine Ferreira e Marcus Martinelli

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Datas e programação sujeitas a alteração sem aviso prévio.

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SOCIEDADE

Stand up padlle

Joana Azevedo e Vitor Rotsen

Stand up é sucesso Foi um sucesso a primeira edição do campeonato de stand up paddle no Estado, na Lagoas dos Ingleses. O SUP BH Race Cultura Inglesa reuniu cerca de 60 atletas mineiros e de outros estados. Na torcida, mais de 200 pessoas entre jovens, adultos, crianças e idosos. Destaque para o atleta Ailton Figueiredo, que venceu nas duas modalidades que disputou, o individual masculino e trio, integrando a equipe de Natália Ávila e Raquel Furtado. No individual feminino, a vencedora foi a atleta Joana Hornestam. A dupla vencedora foi Mateus Rangel e Manoela Carvalho. Fotos: Samuel Gê.

Gustavo, Juliana e Maria Milton

Bárbara Gomes e Felícia Curadomi Luísa Pederneiras e Raquel Furtado

Thiago Mundim e Caroline Vaslin

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Marcelle Melasso e Francisco Roque

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SOCIEDADE

José Hilton Nascimento, Antônio Walter de Andrade e Maria Aparecida Nascimento Saliba

Cinquentenário Os 50 anos de dedicação à educação e gestão de pessoas do diretor da faculdade de psicologia da PUC Minas e outras universidades, Antônio Walter de Andrade Nascimento, foram comemorados durante coquetel no salão de festas do Edifício Costa Esmerald, no Santo Agostinho. Antônio Walter dirigiu por 20 anos o Setor de Treinamento da Construtora Andrade Gutierrez S.A e hoje atua como consultor, conferencista e palestrante para treinamento de líderes, gestão de pessoas e coach para diversas empresas nacionais e internacionais. Fotos: Eugênio Gurgel.

Vanessa e Maurício Quadros

Eduardo Andrade, Rosana Nascimento e Aparecida Andrade

Herbert Carneiro e Paulo Saliba

Jeane Campos, Elizabeth Bernardes, Heloísa Paes e Josiane do Nascimento

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O Brasil está ampliando o acesso à água: para todos, todos os anos, o ano inteiro.

Desde 2011 Sistemas Coletivos de Abastecimento

Cisternas

2.728.595 pessoas beneficiadas 111.000 pessoas beneficiadas

Barreiros

87.150

pessoas beneficiadas Secretaria Nacional de Irrigação Ministério da Integração Nacional G O V E R N O

F E D E R A L

Com o programa Água para Todos, o Brasil está criando soluções sustentáveis e duradouras para quem vive e precisa produzir no Semiárido. Com o uso de tecnologias combinadas, como os sistemas coletivos de abastecimento, os barreiros, poços e cisternas, o programa cria um contexto de segurança hídrica, capaz de suprir a população mesmo nos períodos de estiagem. O Água para Todos já atende cerca de 2,9 milhões de pessoas, incluindo suas atividades na agricultura e criação de animais. O objetivo é aumentar o acesso e garantir água o ano inteiro em todo o Semiárido. integracao.gov.br Para ter acesso ao Água para Todos, procure o comitê do programa no seu município.

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G O V E R N O

Secretaria Nacional de Irrigação

Ministério da Integração Nacional

F E D E R A L

Secret Nacional de

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SOCIEDADE

Rafaela Nejm de Almeida e Nando Almeida

Rodolfo Nejm e Karina Capanema

Bodas O casamento de Rodolfo Nejm e Karina Capanema, no Mix Garden, foi uma sucessão de surpresas. O noivo, que é atleticano, ganhou de presente do sogro a visita da charanga do Galo. O casal quis uma festa bem descontraída e, logo depois da valsa, avisou que quem quisesse cumprimentá-los deveria se juntar a eles na pista de dança animada por Daniel Maestrini e pelo DJ Silvinho Barreto. Rodolfo é filho de Reni Ribeiro Naves e Soraia Capanema da Silva Naves. Karina, de Reni Ribeiro Naves e Soraia Capanema da Silva Naves. Fotos: Dudua’s Profeta.

Cristina Lucena e Luísa Capanema

Pamela Kayser e Soraia Capanema

Carolina e Luciana Castro

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Helder Mendonça e Marcela Mattos

Taís Capanema e Matheus Campos

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Beatriz Bitencourt, Gabriela Kayser, Maria Elisabeth Bitencourt e Mirian Jost

Elisa Paiva e Maria Silvia Valadares

Isabella Nejm e Vitoria Nejm

EstevĂŁo Nejm e AngĂŠlica Duarte

Simone Resende, Leonardo Levy e Soraia Resende

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SOCIEDADE

Casamento elegante Juliana Jacob Ferreira casou-se com Attílio Neto em bonita cerimônia seguida de elegante recepção na Chácara Chiari. A noiva ficou supercontente com a presença da irmã, Vanessa, que mora em Brasília e chegou surpreendendo a família e os convidados. Juliana é filha de Elizabeth e Marcos Jacob Ferreira. Attílio, de Ângela Zanin e Attílio Zanin Júnior. Fotos: Dudua’s Profeta.

Attílio Zanin Neto e Juliana Jacob Ferreira

Andreza e Rodrigo Braga Joana Lima, Andreza Braga, Sarah Cerqueira e Camila Lima

Lucas Coelho e Sarah Cerqueira

Fernanda Ferreira e Alessandra Zanin

192 |Encontro

Vanessa Jacob Ferreira e Bruno Anzolim

Ângela Zanin, Attílio Zanin Júnior e Attílio Neto, Juliana, Marcos e Elizabeth Jacob Ferreira

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SOCIEDADE

Medalha da Inconfidência Para comemorar o recebimento da Grande Medalha da Inconfidência, Robson Rocha, vice-presidente do Banco do Brasil, recebeu amigos em sua casa. Na ocasião, comemorou também os cinco anos de gestão do presidente Aldemir Bendine no Conselho Diretor do Banco do Brasil. Fotos: Dudua’s Profeta. Robson Rocha, Aldemir Bendine e Alberto Pinto Coelho

Carlos Rubens Doné, Danilo de Castro, Fernando Pimentel

Vera e Patrus Ananias

Rubens Menin e Márcio Lacerda

Robson Rocha, Silvia Thomé Rocha e Lúcio Costa

Fred e Laís Ferramenta, Bruna e Gabriel Guimarães

Fernando Pimentel, Nilmário Miranda e Otaviano Amantea Campos

194 |Encontro

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SOCIEDADE

Geraldo Teixeira da Costa, Alex Veiga, Francisco Garcia e José Aparecido Ribeiro

Lilian Machado, Jacqueline Sales e Cristiane Nobre

Luxo e conforto O presidente da Patrimar, Alex Veiga; o diretor comercial e de marketing da Patrimar, Lucas Couto; o diretor de operações do IHG para o Brasil, Francisco Garcia; o COO do IHG para a América Latina e Caribe, Álvaro Diago; e a gerente geral do Holiday Inn Belo Horizonte, Jacqueline Salles, receberam convidados para a apresentação oficial do Holiday Inn, na Savassi. O hotel quatro estrelas chega para atender às demandas de três segmentos do mercado hoteleiro da região: negócios, eventos e turismo. O hotel teve um investimento de R$ 38 milhões e pretende, ainda este ano, posicionar-se como líder em seu segmento. Fotos: Dudua’s Profeta.

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Lucas Couto e Fernando Campos

Márcio Fagundes e Manoel Mário

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COBERTURA ESPECIAL

ENCONTRO MART PLUS DE TÊNIS COMANDATUBA (BA) BRASIL

A equipe Verde, que saiu vitoriosa: disputa equilibrada, em clima de alegria e vibração

CERCA DE 250 PESSOAS PARTICIPARAM DO EVENTO: SOLIDARIEDADE E ESPÍRITO ESPORTIVO EM QUADRA

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TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER

Todos ganharam A oitava edição do Encontro Mart Plus de Tênis, realizada em Comandatuba (BA), mais uma vez, reuniu amantes da modalidade nas quadras do luxuoso hotel Transamérica. Toda a arrecadação será revertida para projeto de incentivo à leitura

RAFAEL CAMPOS Como acontece todos os anos, a oitava edição do Encontro Mart Plus de Tênis, em Comandatuba (BA), realizada entre os dias 16 e 21 de abril, empolgou os participantes: partidas equilibradas, diversão para todas as idades e prêmios para ninguém botar defeito. O cenário, mais uma vez, foi uma atração à parte, já que os jogos foram disputados nas quadras do luxuoso hotel Transamérica, às margens do belo litoral baiano. Mas o ponto alto do evento é sempre o espírito de cooperação. Toda a arrecadação é revertida para o projeto de incentivo à leitura Ler é Viver, do Instituto Gil Nogueira, que atende cerca de 7 mil crianças de 27 instituições estaduais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Preto. Mais um ponto para a solidariedade!

O DIA A DIA Fotos: Eugênio Gurgel

Luca Sacco, Arthur Lamounier, Enzo e Luccas Cadar

Otavio Neiva, Giulia Nogueira Neiva e Giuliane Nogueira

Roberto Gosende e Pedro Henrique Gosende

Marina Ushiro e Oswaldo Ushiro

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Felipe Bittencourt, João Zech, Luiza Soares e Rafael Salomão

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TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER Fotos: Eugênio Gurgel

Alexandre, Mônica, Júlia e Felipe Almeida Alexandre Poni e Enzo Poni

Alessandra Feltre

O DIA A DIA

Diversão na ilha O clima de descontração ditou todo o evento. A criançada que o diga. No domingo de Páscoa, elas foram premiadas com chocolates. No último dia, a programação foi livre e os participantes puderam aproveitar as inúmeras opções de lazer, como passeio de barco, de quadriciclo e, claro, a praia.

Arthur, Rodrigo, Barbara e Joyce Domingos

Lina, Edward, Luiza e Fabio Soares

Renato, Maria Luisa, Lucas e Sofia Santos

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Patricia Nogueira Meloni, Pietro e Franco Meloni

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TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER Fotos: Eugênio Gurgel

Comemoração da equipe campeã – Equipe Verde

Nazareth e Álvaro Teixeira da Costa

Rajão e Izadora Nogueira

Eric Tambasco e Marcelo Cohen

JOGOS E PREMIAÇÕES Isadora Santos

Não faltou emoção As partidas foram muito equilibradas. As cinco equipes, identificadas pelas cores azul, laranja, verde, vermelho e preto, contaram com 18 jogadores cada uma. Durante a disputa, a equipe laranja sinalizava que poderia erguer o troféu, contudo, os jogadores que defendiam a cor verde viraram a disputa e, ao final, soltaram o grito de “é campeão!”. Durante a premiação das equipes, a surpresa. Os organizadores – Patrícia Nogueira, Roberto Gozende, Flávio Casalecchi, Leila Abe e Rajão – foram agraciados com troféus, um agradecimento pelas oito edições do torneio que virou tradição entre os amantes do tênis. Que venha a nona edição!

Marcela Kalid

Fabio e Lina Soares

202 |Encontro

Flávio Casalech, Bernardo Savassi, Leila Abe e Thiago Fonseca

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TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER Fotos: Eugênio Gurgel

Equipe Verde

Equipe Laranja

Isadora Nogueira, Fernanda Nogueira e Pedro Nogueira

JOGOS E PREMIAÇÕES Equipe Azul

P D IN

Equipe Preta

N

Eliana Bedran, Ana Gazzola, Najla e André Lamounier

Equipe Vermelha

Legenda

Ana Gazzola, Patricia Nogueira, Carmita Diniz e José Barcelos

Éa ad 204 |Encontro

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anRegio


PARA GARANTIR OPORTUNIDADES IGUAIS DESDE CEDO, O GOVERNO FEDERAL ESTÁ INVESTINDO FORTEMENTE

NA EDUCAÇÃO.

Aqui em Minas e no Brasil inteiro. Recursos garantidos para a construção de 548 creches e pré-escolas. Mais de 32 MIL professores participam do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa. Mais de 3.500 escolas já oferecem educação em tempo integral.

É assim que o Brasil combate a desigualdade social e se torna

UM PAÍS CADA VEZ MAIS JUSTO.

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24/04/14 5/1/14 1:09 15:55 AM


TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER Fotos: Eugênio Gurgel

Mariana Nogueira, Maria Eduarda e Fred Pinheiro

Luciana Procópio

Rafael, Lucas, Carolina e Tiago Morrison

FESTAS

Noites animadas Diversão foi o que não faltou, sobretudo, à noite na ilha. Um divertido bingo, comandado pelo animador Rajão, movimentou o público, que saiu do evento repleto de prêmios como joias, eletrodomésticos e até viagens. No segundo dia, a banda SP3 pôs os participantes para dançar ao som dos mais variados ritmos. Na noite seguinte, usando colares havaianos, as pessoas puderam curtir canções no velho estilo voz e violão durante o luau.

Helena Carvalho e Paulo Carvalho

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José Murilo Procópio, Antônia, Carolina e Gabriel Procópio

Arlindo Porto e Maria Coeli

Flávia Amaral e Fernando Amaral

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TORNEIO MART PLUS | FAMÍLIA E LAZER Fotos: Eugênio Gurgel

Rose Borges, Paulete Christina, Luidgi Vavasori, Helena de Souza e Guilio Gallo

FESTAS Larissa Guimarães e Luis Procópio

Hercília, Bruna, Lucio, Cristiane Martins e Lucas Gama

Helder Zech, Alessia Nogueira Zech e Felipe Nogueira Zech

Gladina e José Murilo Procópio

Isabela Coelho, Ana Elisa e Maria Eduarda Ribeiro

Patrocínio

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Apoio

208 |Encontro

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ARTIGO | LEILA FERREIRA lferreira@editoraencontro.com.br

Previsão do tempo

(para pessoas imprevisíveis) Você conhece bem o tipo. E, talvez, divida sua casa ou seu ambiente de trabalho com um (ou uma) representante da espécie – o que, sinceramente, espero não ser o caso. Estamos falando daquela pessoa que os antigos diziam que era “de veneta” ou “de lua”. Que um dia se comporta como se tivesse visto o passarinho verde (também uma expressão antiga), no outro age como quem acabou de avistar uma revoada de urubus. Que fique claro: não estou falando de pessoas que sofrem de transtorno bipolar ou de ciclotimia. Nesses casos, trata-se de doenças que causam sofrimento e devem ser respeitadas. As pessoas a que me refiro são aquelas que, pelo menos em tese, conseguiriam controlar seu mau humor, mas escolhem não fazê-lo. Acham normal sair pelo mundo oscilando entre o sorriso e a cara feia. Um dia nos cumprimentam, no outro nos ignoram. De manhã puxam assunto e à tarde fingem que não nos ouvem. Uma hora, de tão animadas, parecem ter exagerado na dose de fluoxetina. Outra hora, agem como se estivessem no consultório do dentista. E quem convive com elas tem que dançar conforme a música, que pode ir da valsa ao funk. Há pouco tempo eu estava em uma empresa quando uma dessas criaturas entrou, cumprimentou os funcionários, ignorou meu bom-dia e passou. A moça que estava me atendendo brincou com os colegas: “Olha só, hoje ela está ótima! Até nos cumprimentou!”. Não resisti e perguntei: “Ótima? Mas ela nem respondeu meu bom-dia!”. E a funcionária explicou: “É porque você não sabe o jeito que ela fica quando está de mau humor. Chega, não cumprimenta ninguém, xinga, ofende e vai embora. Uns dias depois volta, com a cara melhor do mundo, como se nada tivesse acontecido, e a gente entra na dela. Fazer o quê?”. Segundo essa atendente, pelo jeito que a cliente estaciona seu carro, eles já sabem se ela está “com a avó atrás do toco”. Quando a chegada é no estilo “veloz e furiosa”, quem é obrigado a atendê-la costuma fazer o nome-do-pai e interceder pela proteção divina. Acho que pessoas assim deveriam carregar uma tabuleta com uma espécie de “previsão do tempo”, para facilitar a vida de quem convive com elas. Ali viria escrito, por exemplo: “tempo nublado, sujeito a pancadas no final da tarde”, ou “chuvas esparsas”, “chegada de frente fria”, “ocorrência de raios”, “céu encoberto”. Aí você já sabe que todo cuidado é pouco. É preciso pisar em ovos, medir as palavras e não esperar sorrisos, conversas animadas, delicadezas. No dia seguinte, quem sabe o humor muda, e ela chega com outras previsões na tabuleta: “dia ensolarado”, “céu sem nuvens”, “temperaturas amenas” – e você sabe que dá para se aproximar sem medo, conversar sem ter que medir as sílabas – mas tudo bem rapidinho, porque de repente o tempo fecha. Quando você menos espera, é atingido por rajadas de ventos. Tenho uma amiga cabeleireira que sofre com a oscilação de humor de certas clientes: “Tem gente que chega ao salão sorrindo, contando casos, fazendo festa com a gente”, conta. “Dali a uma semana, volta dando flechada”. Segundo minha amiga, a melhor estratégia para enfrentar pessoas assim

“Sempre tive dificuldades para conviver com pessoas de humor imprevisível, porque, no dia que calha de elas estarem bem, eu é que acabo ficando com preguiça de interagir com elas” é o silêncio: “Qualquer coisa que você diz pode se voltar contra você”. Sempre tive dificuldades para conviver com essas pessoas de humor imprevisível, porque, no dia que calha de elas estarem bem, eu é que acabo ficando com preguiça de interagir com elas. Chefes imprevisíveis, por exemplo, ninguém merece. Quando chegam de bom humor, é como se nos fizessem um favor, e a gente é obrigada a mostrar uma gratidão que não sente. Colegas de trabalho que, na mesma semana, vão do céu sem nuvens às tempestades também reduzem muito a qualidade de vida de quem convive com eles. Mas pior, ou bem pior, que enfrentar chefes e colegas “de lua” é se casar com alguém cujo humor muda mais do que as marés. Se você descobriu, depois de ter subido ao altar, que vai ter que passar o resto dos seus dias com uma pessoa de veneta, temo que a previsão meteorológica seja insuficiente. Aí, meu amigo ou minha amiga, você tem duas opções básicas. A primeira é rever conceitos como “até que a morte nos separe”. Radical? Então vai a outra:r ezar diariamente e pedir a Deus muuuita paciência. z *Leila Ferreira é jornalista, escritora e palestrante

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