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REVISTA

EMBALAGEM & TECNOLOGIA

Ano VI - 2016 Edição 26

A REVISTA DO SETOR DE EMBALAGEM

empresa coloca os fabricantes de salgadinhos um passo à frente com soluções visionárias Embalagem controla bactéria em salame fatiado Tirolez lança nova identidade visual e reformula as embalagens de seus produtos Henkel atinge metas de sustentabilidade no período de 2011 a 2015 Inovações em embalagens flexíveis Casa Di Conti. Embalagens de 300ml para linha de cervejas Braskem recebe certficações para produção de PE Verde Nova solução de embalagem flexível para alimentos e bebidas chega ao Brasil Novas embalagens prometem preservar aroma do café até a mesa Dow apresenta nova família de resinas de alto desempenho Arcólor cria novas embalagens “Abre e Fecha”

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Embalagem & Tecnologia é uma revista técnica de circulação nacional, direcionada às indústrias e fabricantes de Alimentos, Bebidas e Cosméticos, traz informações e tecnologias importantes para o desenvolvimentos e manutenção das empresas. Publicação: Trimestral Distribuição: Indústrias e Fabricantes de: Alimentos, Bebidas e Cosméticos.

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EMBALAGEM & TECNOLOGIA 4 A REVISTA DO SETOR DE EMBALAGEM

Editora Casa Grande Ltda Me Amparo - SP Mobile: 11-95956-5767 - 19-3808-4654

Diretor Presidente: Eric Mitsuo Toguchi Dept. Com. e Mkt: Elizabeth Cabral Comercial: editoracasagrande@outlook.com 11-95956-5767 - 19-3808-4654 Redação: redacaoeditoracasagrande@outlook.com Contato geral: editoracasagrande@outlook.com www.embalagemetecnologia.com.br

*As matérias, artigos assinadas por colaboradores, são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião da revista. As opiniões expressas no veículos da Editora Casa Grande são de responsabilidade exclusiva de seus autores.


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Enquanto as cinco impressoras flexo estão trabalhando duro na produção da INOVALABEL, a impressora digital TROJANTWO cuida da crescente demanda por tiragens menores e prazos curtos, com qualidade correspondente as melhores flexos

digital de etiquetas posicionada entre a produção industrial e a qualidade topo de linha. Assim encontraram a impressora digital industrial TROJANTWO. Lucian Popa, gerente técnico de produção da INOVALABEL, comenta: “A equipe da TROJANLABEL nos fez sentir confortáveis desde o início”.

Inovalabel um exemplo de como convertedores de etiquetas maiores podem se beneficiar do uso da impressora digital Trojantwo

O convertedor tradicional inova e ganha experiência com a impressão digital Na região nordeste da Romênia, perto da fronteira da Moldávia (Europa Oriental), encontra-se um dos maiores convertedores de etiquetas do país, a INOVALABEL. Como sugere o nome, estão continuamente procurando novas formas de inovar seus negócios. Em 2013, decidiram expandir-se para a impressão digi-

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tal de etiquetas. Estavam familiarizados com várias impressoras digitais industriais de etiquetas de alto nível, mas descobriram que o investimento inicial podia atingir facilmente um milhão de euros, e isto ficou muito além do escopo do projeto para o seu modelo de negócio. Então foram a procura de uma impressora

“Foram francos sobre os pontos fortes e fracos, e as coisas que iríamos desenvolver como falamos a eles. O apoio da equipe e os ajustes do software para as nossas necessidades foram excelentes e muito bem feitos”. Lucian Popa continua: “Mesmo que o investimento seja uma mera fração do que você paga para equipamentos de alto nível, você ainda recebe uma etiqueta estável e confiável, com qualidade que facilmente corresponde a maior parte da produção em flexo que fazemos”. A construção sólida e a simplicidade da operação foram, juntamente com a limpeza da cabeça automática, sem desperdício de substrato, e em conjunto com a guia web de alta qualidade, as características mais importantes quando decidiram sobre a TROJANTWO. Mas mesmo com o sucesso da instalação, a produção inicial provou que o digital não é fácil de integrar com a produção de etiquetas tradicional. Eles perceberam, que para alcançar todo o potencial da sua impressora digital de etiquetas precisavam de uma linha de acabamento. A falta disto causava muitas interrupções no fluxo de trabalho das flexos tradicionais para combinar o dois. Então, investiram em uma linha de acabamento para


a TROJANTWO, e agora, olhando para frente, podem dobrar a capacidade digital nos próximos meses. “O número de rótulos que produzimos na TROJANTWO pode parecer insignificante em comparação com a nossa produção total de flexo, mas sua importância, para a nossa capacidade de atender as demandas dos clientes na baixa tiragem e nos prazos curtos, não pode ser desconsiderada”, diz Lucian Popa e acrescenta: “Não há dúvidas, de que trabalhar com a TROJANTWO, ganhamos experiências significativas em produção de etiquetas digitais, que vai nos ajudar a crescer ao longo desse caminho”. Qual caminho a INOVALABEL vai escolher, ainda é muito cedo para dizer, mas uma estratégia poderia ser a de avançar para uma produção mais distribuída, fidelizando ainda mais clientes, e a TROJANTWO cabe perfeitamente neste conceito. site: www.inovalabel.ro

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com que a Keystone precisasse expandir a capacidade de produção da planta para atender essa demanda do cliente e ainda manter a rentabilidade. A Keystone sabia que o tna robag®FX 3ci era a escolha certa para a sua instalação já que este sistema de embalagem completo poderia ser facilmente integrado aos equipamentos existentes, graças aos serviços de gerenciamento de projetos abrangentes da tna. Com melhorias de desempenho de até 30%, tanto na produção como na redução de desperdícios, este sistema de embalagem de última geração também aumentou significativamente a velocidade e a precisão de toda a produção, ajudando a Keystone a aperfeiçoar o desempenho enquanto supre a demanda por embalagens menores. Na re

tna

tna Keystone installation HR

empresa coloca os fabricantes de salgadinhos um passo à frente com soluções visionárias A Keystone Food Products, empacotadora e fabricante de lanches de qualidade, aumentou drasticamente as capacidades de produção nas suas instalações em Easton, Pensilvânia, acrescentando três novas linhas de empacotamento da tna. Além de aumentar a rentabilidade atual, a instalação também ajudou a consolidar o espaço de trabalho da Keystone, permitindo responder melhor à demanda crescente dos consumidores por produtos e serviços. A tna apoiou a empresa familiar durante todo o processo de instalação na criação de soluções de embalagem completas, do começo ao fim, além de ajudar a facilitar a transição da Keystone para um novo prédio com muita paz de espírito.

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Soluções flexíveis para capacidades expandidas Como produtora e empacotadora de uma grande variedade de salgadinhos naturais e saudáveis únicos à base de milho, desde nachos até pacotes de salgadinhos mistos, pipocas, salgadinhos em formatos variados. A Keystone precisava de soluções flexíveis e de alto desempenho para embalagens que podem ser facilmente integradas à linha de produção existente. Além disso, a crescente demanda do mercado por tamanhos menores de embalagens fez

Permitindo qualquer configuração de garra (simples, plana, dupla ou tripla) ou tamanho, otna robag FX 3ci proporcionou para a Keystone a flexibilidade exata que era necessária para a gama de serviços de empacotamento, incluindo as operações quattropack. Além disso, o tna robag FX 3ci não precisa de ajustes mecânicos quando o produto ou o filme são trocados. Este foi um benefício particularmente importante para a Keystone que precisava de uma máquina simples, mas eficientemente projetada para facilitar a transição entre diferentes formatos de embalagens e produtos. Ainda é possível obter mais melhorias no desempenho por meio da atualização das configurações da garra, o que deixa a Keystone totalmente preparada para o futuro.

Precisão no seu melhor estado A Keystone é responsável pela embalagem dos próprios salgadinhos e de outras marcas reconhecidas de salgadinhos. Como tal, a empresa precisava de um sistema de pesagem de alta precisão que assegurasse que apenas a quantidade exata do produto seria incluída na embalagem. Isso evitaria o desperdício de material bruto e permitiria que a Keystone alcançasse um aumento no número de unidades a partir da mesma


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quantidade de material, o que também permitiria oferecer o melhor retorno do investimento aos clientes dela. O tna intelli-weigh® omega 314 provou ser a solução mais eficaz aos desafios da Keystone. Ao combinar células de carga de tensão com filtro digital para praticamente eliminar a influência da vibração externa, o tna intelli-weigh omega 314 permite uma pesagem de alta velocidade com precisão superior. Como resultado, as discrepâncias entre as embalagens são irrisórias, permitindo que a Keystone alcance os padrões de qualidade e as margens de lucro esperadas pelos clientes. O design modular do tna intelli-weigh omega 314 também permite a resolução de problemas e a manutenção rápida e fácil, além de aumentar o fluxo do produto, garantindo a manutenção de um processo de pesagem eficiente e confiável.

Melhoria da verificação dos produtos O compromisso da Keystone com a excelência e a inovação do produto é reconhecido no setor. A empresa precisava de um sistema de verificação mais automatizado que permitisse permanecer na vanguarda da inovação, além de manter os padrões de qualidade superior. Com estas necessidades em mente, a tna rapidamente identificou a solução e instalou o intelli-read® 3, um scanner de códigos de barra revolucionário que permitiu que a Keystone mantivesse altas velocidades de empacotamento, garantindo que os produtos atendam os mais altos padrões. A solução verifica automaticamente o código de barras no filme e faz várias verificações, para garantir que o produto correto está sendo processado. Montado diretamente no sistema de filme do tna robag, ointelli-read 3 examina toda a largura do produto, tornando praticamente impossível ignorar o código de barras, pois faz a leitura de cada barra, independentemente de onde estiver no filme. Com a aplicação de um novo sistema de digitalização de códigos de barras totalmente automatizado, a Keystone não só foi capaz de acelerar o processo de em-

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pacotamento, mas agora também pode garantir plenamente que apenas os produtos no peso certo e com a embalagem correta sejam distribuídos.

Maximizando a pegada ambiental da instalação A Keystone queria um sistema que aumentasse a capacidade de produção em um espaço limitado que estava disponível. Como a configuração da produção anterior estava fragmentada, uma parte importante do processo de instalação foi analisar a disposição e proporcionar mais continuidade no modo como o equipamento da Keystone é planejado. Durante todo o processo, a tna aplicou uma abordagem inteligente e flexível, ouvindo atentamente os desafios da Keystone e os requisitos específicos para conceber uma solução totalmente planejada para maximizar o uso do espaço. Anteriormente, cada uma das máquinas da Keystone tinha a sua própria plataforma, o que utilizava uma quantidade significativa de espaço valioso. Ao fornecer o serviço completo de gerenciamento de projetos, com a concepção e a instalação de uma nova plataforma única que iria incorporar as três novas máquinas de empacotamento, a tna foi capaz de aperfeiçoar a área da superfície da planta, permitindo que a Keystone economizasse tempo e espaço. Outro desafio importante foi a adaptação da estrutura para ficar abaixo altura do teto. As novas máquinas foram projetadas especificamente para atender os requisitos de espaço e facilitar a transferência de produtos entre os diferentes estágios do empacotamento. Antes de serem embalados no térreo, os produtos de milho leves eram lavados na estação do andar de cima. A falta de espaço, no entanto, não permitia a instalação de transportadoras. Otnaintelli-air®foi perfeito para a situação. Este sistema de distribuição de ponta tem uma pegada pequena e transporta gentilmente as embalagens e os outros produtos leves embalados ao longo de uma plataforma de ar. Descarrega automaticamente os pacotes vazios para saída ideal e tem uma configuração flexível além de diversas opções de configuração. Odetector de metais tna hyper-detect®

também possibilitou que a Keystone maximizasse o espaço disponível. O seu design patenteado permite que o detector de metal seja posicionado bem mais perto da balança de cabeças múltiplas, reduzindo a altura da máquina e aumentando drasticamente a velocidade na qual o embalador produz embalagens terminadas. O sistema oferece recursos aprimorados de detecção de metal, enquanto elimina a degradação na transferência do produto para uma entrega segura, além de minimizar rejeições. Isso proporciona a Keystone um funcionamento estável para sensibilidade ideal e desempenho consistente na inspeção dos produtos. “Ao longo dos anos, temos desenvolvido uma forte relação com a Keystone”, comenta Toby Steward, Gerente Regional de Vendas da tna. “Para que a instalação fosse bem sucedida, nós passamos muito tempo com a Keystone para entender bem os planos atuais e os futuros. Uma vez que entendemos plenamente as necessidades da empresa, nós adaptamos os nossos sistemas para as suas necessidades específicas, proporcionando soluções de desempenho flexíveis e de alta qualidade que atendem às necessidades da produção em longo prazo”.

Soluções visionárias Desde o início do projeto até à conclusão, a Keystone manifestou o desejo de pensar no futuro em conjunto com a tna e introduzir soluções duradouras e sustentáveis de produção. Com planos de mudar toda a sua produção para um local novo e maior, a Keystone desafiou a tna a fornecer opções visionárias que fossem facilmente transportadas para atender às necessidades futuras. “Desde o início, ficou claro que a tna era a parceira certa para nós. Ao longo dos anos, a tna entendeu bem o que os nossos objetivos de negócios eram e como poderíamos inovar e manter a vantagem competitiva. Estamos extremamente satisfeitos com o equipamento que a tna nos forneceu e estamos confiantes de que esses sistemas vão desempenhar um papel fundamental para levar o nosso negócio em direção ao futuro”, acrescenta Bill Corriere, CEO da Keystone Food Products. “O aumento da nossa capacidade de produção era uma prioridade, mas nós também estávamos procurando soluções inovadoras e eficientes que fossem suficientemente flexíveis para se adaptarem ao nosso espaço limitado”, comenta Bill Corriere. “Nós encontramos a resposta na tna. As soluções de alto desempenho da tna reforçaram as nossas capacidades de fabricação, e a sua experiência nos permitiu aproveitar a nossa produção ao máximo, assegurando uma integração perfeita com as nossas linhas existentes”.


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Embalagem controla bactéria em salame fatiado

A professora ressalta que o eugenol e o limoneno são óleos essenciais naturais, extraídos respectivamente do cravo e das frutas cítricas. “A embalagem com os antimicrobianos incorporados foi testada em amostras de salame que foram contaminadas, no laboratório, comListeria monocytogenes“, relata. ”A embalagem com os antimicrobianos incorporados conseguiu controlar e reduzir a população da bactéria”.

Imagem meramente ilustrativa

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a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, pesquisa comprovou a eficiência do uso de embalagens biodegradáveis com aditivos antimicrobianos para salame fatiado. O estudo da pesquisadora Maria Crystina Igarashi utilizou os óleos essenciais eugenol e limoneno, de origem natural, para controlar e reduzir a multiplicação da bactéria Listeria monocytogenes, causadora de doenças. Testada como separadora de fatias para salame, a embalagem não interfere na aceitação do produto. A Listeria monocytogenes é uma bactéria patogênica capaz de se multiplicar em embutidos cárneos, como o salame, mesmo quando mantidos sob refrigeração. “No caso de embutidos cárneos embalados a vácuo, como o salame fatiado, há o risco de contaminação pós-processamento do alimento, ou seja, antes de ser colocado na embalagem pela indústria”, aponta a professora Mariza Landgraf, orientadora da pesquisa.

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A bactéria pode causar doenças, entre as quais a meningite, principalmente em gestantes (podendo também provocar aborto), crianças, idosos e pessoas imunocompometidas (com prejuízo das defesas do organismo). “Como os embutidos possuem um prazo de validade longo, a utilização da embalagem com aditivos antimicrobianos seria uma forma de controlar a multiplicação da Listeria monocytogenes“, enfatiza a professora. A ação das embalagens antimicrobianas já havia sido estudada por Maria Crystina em sua dissertação de mestrado.

Embalagem biodegradável A embalagem biodegradável é feita com alginato, um polissacarídeo (carboidrato) extraído de algas marinhas. “A escolha desse material se deve ao fato do alginato formar uma matriz insolúvel, mais adequada para embalar alimentos com alta atividade de água, como o salame e outros embutidos”, aponta Maria Crystina. “A partir do alginato em pó é feita uma solução líquida com o acréscimo de substâncias que permitem a obtenção da película que será utilizada como embalagem. Também são adicionados o eugenol e o limoneno”.

Para testar a aceitação do produto embalado, foi realizada uma avaliação sensorial com 30 provadores não treinados. “Cada participante recebeu duas fatias de salame, com e sem o separador de fatias, para testar a aceitação quanto ao sabor e a aparência”, conta Maria Crystina. Durante a avaliação, não houve manifestação de preferência entre os dois tipos de amostras, mostrando que a embalagem não interferiu na aceitação do produto. “Como o eugenol e o limoneno possuem um aroma muito pronunciado, havia a possibilidade dele ser sentido pelos provadores, o que não aconteceu”, acrescenta Mariza. No Brasil, ainda não são comercializados embutidos com separador de fatias com aditivo antimicrobiano. “A pesquisa, feita em escala laboratorial, demonstrou a viabilidade do produto”, ressalta a professora. “Agora, será necessário trabalhar no processo de produção da embalagem em escala semi-industrial, para que possa ser adotada pelas empresas que processam alimentos”. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da FCF, no Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola Politécnica (Poli), e no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da USP. Fonte: USP


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Tirolez lança novA IDENTIDADE visual e reformula as embalagens de seus produtos

O logotipo com a personagem em 3D reforça a empresa como a grande especialista em queijos A Tirolez, uma das mais tradicionais marcas de laticínios do País, lança nova identidade visual para reforçar a empresa como a grande especialista em queijos. Produzido pela agência A10, o logotipo busca rejuvenescer a marca sem deixar de lado a sua história. A nova identidade visual traz mais jovialidade e energia à marca. “Mais moderno, o novo logotipo representa a evolução da nossa empresa sem deixar de lado os nossos principais ingredientes: carinho, cuidado, sabor, qualidade e dedicação. As cores e a personagem foram preservadas para manter a identidade já conhecida por nossos consumidores”, explica Gabriela Colombo, gerente de marketing da empresa. Com a adoção do novo logotipo, as embalagens dos produtos foram reformuladas e o portfólio dividido em quatro diferentes linhas de acordo com o momento de consumo dos produtos: Irresistíveis (queijos especiais tais como Gorgonzola, Parmesão, Gouda, Reino entre outros), Companheiros (queijo Mussarela, Prato, Coalho, Requeijão e Creme de leite são alguns exemplos desta linha), Moderninhos (Creme de ricota, Creme de Minas Frescal, Cottage, Ricota e queijo Minas Frescal) e Zero Lactose (linha criada especialmente para os consumidores intolerantes à

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lactose, composta por queijos como Mussarela, Prato, Minas Padrão, Minas Frescal e Cottage). As embalagens têm plano de fundo com pinceladas gestuais para contextualizar os novos elementos a uma atmosfera humanizada e com qualidade artesanal, além de ter tipografia que transmite a essência de cada linha. Para cada produto, foram criadas sugestões de consumo por meio de um post-it ilustrativo, que valoriza o papel expert da marca Tirolez. A linha dos produtos Irresistíveis, por exemplo, tem fonte com detalhes cursivos e ornamentais que transmitem a qualidade primorosa dos queijos mais especiais. A linha dos Companheiros apresenta tipografia que remete ao dia a dia, como se alguém da própria família tivesse preparado o produto que é consumido no café da manhã.

Conheça a evolução da logomarca da empresa:

1981

1990

2001

Já as fontes das linhas Moderninhos e Zero Lactose são sem serigrafia, porém possuem detalhes gráficos que transmitem a essência de um produto que foi feito com todo o carinho e cuidado.

2010 “Reforçar a marca como um todo, respeitando a individualidade de cada linha, e promover uma nova experiência gastronômica aos nossos consumidores foram as diretrizes na criação das novas embalagens que chegam ao mercado ao longo deste ano”, ressalta Gabriela.

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big bags Embalagens tradicionais de café de sacarias de juta de 60 kg estão sendo substituídas por big bags com capacidade de uma tonelada ou mais O Relatório Internacional de Tendências do Café do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, de janeiro de 2016, destaca que a sacaria de juta está sendo substituída por big bags de polipropileno As tradicionais sacarias feitas à base de juta, que comportam 60 kg de café, utilizadas no transporte, armazenamento e exportação do produto pelo nosso País, estão sendo substituídas paulatinamente por big bags de polipropileno com capacidade de 1 tonelada e, também, por contêineres revestidos interna-

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mente com polietileno, cuja capacidade é de até 21,6 toneladas. Esse é um dos destaques do Relatório Internacional de Tendências do Café (Vol.4 nº 11, de Jan/16), do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, da Universidade Federal de Lavras - UFLA,

uma das dez instituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Cafécoordenado pela Embrapa Café. Segundo o Relatório, a previsão é que mais da metade das exportações brasileiras de 2016 serão feitas nessas duas modalidades de embalagem do café.


Imagem meramente ilustrativa

Com os big bags e o embarque a granel em contêineres, há uma redução expressiva no custo da logística de exportação e de mão de obra, além de permitirem rapidez no carregamento e descarregamento dos grãos com a preservação da qualidade do café. Cápsulas Outro destaque do Bureau, que já foi divulgado no seu Relatório de dezembro de 2015, é que as cápsulas estão em fase de ascensão e são cada vez mais consumidas pelos brasileiros, o que tem levado empresas a instalarem fábricas desse produto no País. De 2013 a 2014, esse Relatório de dezembro destaca que o volume de vendas de café em cápsulas no País cresceu 52,4%. Atualmente são mais de 70 empresas atuantes nesse segmento com seus próprios produtos, frente a oito companhias que atuavam até 2014. Com relação ainda ao consumo crescente de cápsulas de café verificado no Brasil, o Relatório aponta que pequenas e médias empresas têm percebido nos jovens um público-alvo de grande consumidor, devido ao aumento de renda e melhor nível de escolaridade. Além disso, a relação entre as marcas e esses consumidores é facilitada por meio das mídias sociais, e-commerce e outras tecnologias, que também têm contribuído para o aumento das vendas. Dessa forma, o sucesso na comercialização de cápsulas no Brasil promete crescimento ainda maior nos próximos anos, com redução de custos e praticidade em todo o processo de venda e consumo. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café - ABIC mencionados no Relatório do Bureau, espera-se que as receitas desse segmento no País aumentem de R$ 1 bilhão, em 2014, para R$ 3 bilhões, até 2019. Acresce-se a essa informação que o valor agregado nas vendas atrai as torrefadoras e pequenas empresas, pois a receita obtida com as cápsulas atinge um valor em média até 30 vezes maior que os ganhos com o torrado e moído no varejo. O Bureau estrutura suas análises em quatro grandes itens no Relatório: Produção, Indústria, Cafeterias e Insights. Em relação especificamente à produção,

destaca e analisa o estado da arte dos principais países produtores da América Central, América do Sul, África e Ásia. E quanto à indústria, além de apontar que as monodoses e as cápsulas estão em fase de expressivo crescimento no Brasil, destaca também as grandes empresas que atuam nos outros continentes e suas principais estratégias de promoção e marketing. Estudos similares são feitos com as principais cafeterias e multinacionais que atuam no mundo cafeeiro nessas regiões. E os insights fazem um breve resumo/ sumário dessas análises destacando os principais pontos desse Relatório que valem a pena serem conferidos. Relatório Internacional de Tendências do Café Faz parte do projeto “Criação e Difusão de Inteligência Competitiva para Cafeicultura Brasileira”, executado no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, com financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa.

O Observatório do Café Divulga sistematicamente, além do Relatório Internacional de Tendências do Café, do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, publicações das instituições integrantes e parceiras do Consórcio Pesquisa Café contendo dados, análises e informações sobre: levantamentos de safra de café, da Conab; Informe Estatístico do Café e Valor Bruto da Produção, do Mapa; Relatórios sobre o mercado de café, da Organização Internacional do Café - OIC; Resumos das exportações brasileiras de café, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - CeCafé; portfólio de tecnologias desenvolvidas pelo Consórcio; publicações sobre tecnologias; Revista Coffee Science; dados completos sobre Safras e Estoques; pesquisa sobre Consumo e Tendências; Estatísticas, Cotações e Análises; Clipping mensal de notícias veiculadas na mídia; Imagens, Vídeos e Áudios; Rede Social do Café; Relatórios de Atividades da Embrapa Café e do Funcafé; e Sistema Brasileiro de Informação do Café - SBICafé, entre outros. fonte: Embrapa

Tem como objetivo monitorar, analisar e difundir informações e indicadores relevantes para a competitividade da cafeicultura brasileira, bem como propor soluções estratégicas para os problemas enfrentados pelo setor.

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As novas metas Até 2020, a empresa pretende reduzir as emissões de CO2 de suas unidades de produção, o uso da água e o volume de resíduo em 30% por tonelada de produto fabricado, em comparação a 2010.

Henkel atinge metas DE SUSTENTABILIDADE NO PERÍODO DE 2011 A 2015 Companhia publica seu Relatório de Sustentabilidade 2015 A Henkel atingiu as metas intermediárias de sua Estratégia de Sustentabilidade para 2030. Além disso, definiu novos marcos a serem atingidos até 2020 e publicou seu 25º Relatório Anual de Sustentabilidade. O primeiro relatório da companhia foi publicado quase um quarto de século atrás, em 1992 - ano da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU no Rio de Janeiro, a Eco92. “O ano de 2015 foi muito importante para a Henkel. Atingimos as metas intermediárias para os primeiros cinco anos de nossa Estratégia de Sustentabilidade de longo prazo para 2030. Mas não pararemos aqui. Para continuar a promover a sustentabilidade, desenvolvemos novas metas ambiciosas para 2020 e definimos áreas adicionais de ação ao longo de toda a cadeia de valor”, afirmou Kathrin Menges, Vice-Presidente Executiva de Recursos Humanos e Presidente do Conselho de Sustentabilidade da Henkel.

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Metas intermediárias atingidas Obter mais utilizando menos recursos e triplicando a eficiência até 2030 - esse é o objetivo da Estratégia de Sustentabilidade da Henkel. A empresa fez grande progresso e superou suas metas intermediárias de 2011 a 2015. Neste período: a eficiência energética melhorou 18% o uso da água diminuiu 23% o volume de resíduos foi reduziu em 17% a segurança ocupacional melhorou 33% as vendas subiram 11%. No geral, a Henkel melhorou o relacionamento entre o valor gerado e a pegada ambiental em 38%.

A segurança ocupacional deve melhorar 40%, e as vendas devem crescer 22% por tonelada de produto. A obtenção dessas metas resultaria em uma melhora na eficiência de 75% até 2020, em comparação a 2010.

O projeto nas escolas chega até cerca de 63 mil crianças A Henkel visa gerar mais valor para os negócios e para a sociedade, com uma pegada ambiental reduzida. Ela também incentiva outras pessoas a oferecer contribuições para mais sustentabilidade; isso vai além do diálogo com fornecedores, clientes e consumidores. Os funcionários da Henkel estão no centro do programa Embaixador da Sustentabilidade. Em 2015, funcionários da Henkel recebem treinamento para que possam explicar a importância do comportamento sustentável a outras pessoas, incluindo alunos de educação básica. Desde 2012, cerca de 6.200 colaboradores da Henkel tornaram-se Embaixadores da Sustentabilidade, e o programa chegou até 63 mil alunos em 43 países. As conquistas da Henkel no campo da sustentabilidade mais uma vez foram honradas por várias classificações e rankings de sustentabilidade. Mais uma vez, a Henkel foi incluída no Índice “As 100 Corporações Globais Mais Sustentáveis do Mundo” e recebeu a classificação “Ouro” da EcoVadis. A empresa também ganhou o prêmio Categoria Prata da RobecoSAM. Reforçando sua postura transparente, a Henkel publicou o Relatório de Sustentabilidade 2015. Para saber mais sobre os projetos da companhia, acesse o site. www.henkel.com/press-and-media/ press-releases-and-kits/2016-02-25sustainability-targets-2011-to-2015achieved/649248?


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Inovações EM EMBALAGENS FLEXÍVEIS por Assunta Napolitano Camilo* O que é inovação? Por que se tornou algo tão importante no momento atual? Por que inovar em embalagens? Quais são as inovações relevantes em embalagens flexíveis? Inovação é realizar ou produzir algo novo, um produto ou um processo, diferentemente da criatividade, que apenas gera ideias. A velocidade das informações e das mudanças atuais impõe que as empresas inovem e criem novos produtos que podem até “matar” seus produtos atuais. Melhor fazer você mesmo, antes de outrem. A escolha é simples: inovar ou morrer.

É importante lembrar que toda vantagem competitiva tem tempo de validade e, dessa forma, inovação deve fazer parte da gestão do negócio, no seu dia a dia. Como disse Philip Kotler em 1954, continuando atual: “A sobrevivência das empresas reside na sua capacidade de inovação e diferenciação por meio das novas Marcas, Conceitos e Embalagens”. Há muitas metodologias e ferramentas possíveis de serem empregadas, tais como:

Inovar por meio das embalagens é muitas vezes mais simples e econômico e,além disso, a comunicação com o consumidor é imediata e direta.

• Funil de inovação; • Cocriação (podendo envolver fornecedores, colaboradores, clientes e até mesmo concorrentes); • Matriz de inovação; • Radar de inovação; • Brainstorming; • Design thinking, entre outros.

Inovação em embalagens é o motor da competitividade e a chave para um futuro próspero.

Dentro do portfólio de cursos do Instituto de Embalagens®, realizamos anualmente o Workshop de Inovação, no qual

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discutimos essas ferramentas e apresentamos as últimas inovações e novidades no que se refere a embalagens. Neste livro abordamos as inovações em embalagens flexíveis,que têm criado novas oportunidades e ciclos de crescimento para as empresas convertedoras e para as usuárias dessas embalagens. Vamos a elas: A utilização do recurso de “Realidade aumentada” tem sido frequente em todo tipo de embalagem e materiais promocionais. Alimentos com embalagens animadas e interativas são conhecidos por meio de Food 2.0, uma poderosa ação de marketing principalmente voltada aos Millennials (grupo de jovens que nasceram depois de 1987). A Pepsico® lançou várias campanhas usando realidade aumentada, com destaque para uma com o Doritos® Chili, que alcançou grande sucesso.


• A Ecolean®, empresa sueca que iniciou a operação para o leite pasteurizado e o mercado de iogurtes, lançou em 2015 a embalagem asséptica.

• A impressão digital, que possibilita a produção de pequenos lotes, até mesmo individualizados de embalagens. Podemos citar equipamentos da HP Indigo® e da AGFA®: a impressão de 14 versões de refeições infantis da Yoogi® foi realizada pela Uni-Packaging® da França com um equipamento da HP Indigo® série 20000 no final de 2014;

A empresa promete uma maneira diferente de esterilização, uma alternativa não química, o que garante que as superfícies de contato com alimentos nunca sejam expostas a produtos químicos. Também houve a separação da máquina de esterilização das máquinas de enchimento, o que permite o tratamento sob condições controladas nas plantas.

• Embalagens de produtos líquidos concentrados com filmes hidrossolúveis, que possibilitam que tais produtos possam ser diluídos no meio sem que alguém tenha deabrir as cápsulas, minimizando o risco de contato com produtos potencialmente perigosos. As principais aplicações sãoem limpadores concentrados, detergentes e amaciantes para roupas (bi componente) - nesses casos, em contato com a água, a cápsula se dilui. Larvicidas e/ou pesticidas podem ser manuseados sem contato com a pele das pessoas que os aplicam;

Embalagens que não necessitam ficar em geladeira têm menor impacto ambiental, uma vez que não dependem de energia para manter produtos lácteos ou outras bebidas frescas durante a distribuição. Da mesma forma, envolvem menos desperdício e menos produtos deteriorados. A embalagem é fácil de manusear e muito estável. A alça criada pela injeção de ar facilita muito a ergonomia e o uso do produto. O produto que sobra pode ser guardado na geladeira e continuar a ser usado até o final, sem que a embalagem fique mole ou desestruturada.

• Embalagens com duas câmaras, ou seja, é possível envasar dois produtos diferentes na mesma embalagem, separados apenas por um filme. Assim, tem-se na mesma embalagem dois biscoitos ou dois chocolates, ou ainda dois líquidos diferentes. O equipamento foi lançado pelo grupo espanhol IRTA®;

A abordagem principal tem sido a economia de recursos materiais e de transporte para além da questão de olhar ao final de uma embalagem de ciclo de vida desperdiçada. Alegam pesar cerca de 40-50% das embalagens de cartão para alimentos líquidos e garrafas convencionais.

• Filmes plásticos biodegradáveis e/ ou compostáveis, que podem ou não ser laminados com papel, entregando embalagens biodegradáveis e/ou compostáveis quando esse fim faz sentido; • Filmes de alumínio, que laminados com filmes plásticos garantem selagem perfeita de potes e copos;

As máquinas envasadoras são produzidas pela Ecolean®, bem como as embalagens.

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• Embalagens multipack: É uma embalagem múltipla, termoformada com filme PE/PA liso e transparente para o fundo (ou verso) e filme PE/PA impresso na frente com fechamento em sistema form, fillandseal a vácuo. A multiplicidade se dá com o jogo de facas transversais e moldes múltiplos. A empresa alemã Ültje® optou por essa embalagem para seus amendoins por vários motivos: a barreira e o vácuo mantêm o amendoim crocante por mais tempo (maior shelflife); o painel frontal tem uma excelente área de comunicação; e é prática para o consumidor, que pode comprar três pacotes com preço melhor e consumir um a um;

• Clip-tube®, da PolyclipSystem: é uma embalagem que se propõe a atuar como bisnaga, serve para uma variedade de produtos alimentícios, tais como queijo processado, cremes, patês de peixe, maionese, mostarda e muitos outros produtos pastosos, e mesmo para produtos industriais como adesivos. O clip-tube® é uma embalagem tubular cortada em cada extremidade: de um lado é fechado com um clipe e no outro completado por um bico rígido sobreposto e uma tampa de fechamento; • Inovação em máquinas e equipamentos: a Ulma Packaging lançou uma máquina que permite envasar produtos e fechar a embalagemao mesmo tempo com sistema easy open (fácil de abrir) e refechável através da aplicação do zíper numa só operação, tornando o equipamento bastante competitivo.

embalam até legumes. Da mesma forma, as embalagens de stand uppouch saíram de atomatados para sopas, pratos prontos e sucos. Aliás, creio que podemos encontrar quase qualquer produto em stand uppouch: brinquedos, filmes fotográficos, mel, iogurte, cremes para o corpo, remédios, preservativos, material de construção, entre tantos outros. Apresentamos na sequência algumas embalagens flexíveis que nos chamaram a atenção por serem pouco usuais no Brasil e talvez noutras partes do mundo:

Citamos apenas este exemplo de inovação em equipamento, porém há inúmeros casos e possibilidades. Ésempre relevante levantar no início do projeto (se houver possibilidade de adquirir um novo equipamento) o que existe disponível na sua região e o atual estágio da arte que a indústria de equipamentos já tem desenvolvido.

Algumas aplicações novas no segmento das embalagens flexíveis

• Embalagens de dose única que se abrem e dispensam o produto com uma só mão. Há controvérsias sobre essa patente, mas é um conceito interessante e simples: no verso usa-se um filme rígido com um pré-corte no centro; no painel frontal, um filme flexível. Ao dobrar a embalagem, o verso rígido se quebra, dispensando o produto. Normalmente é utilizadapara pequenas porções, em torno de 10 gramas. Nos exemplos a seguir, o sachê de azeite contém 10 g e o de mel, apenas 7 g. Já encontramos aplicações como amostras de produtos cosméticos, adoçantes e instrumentos cirúrgicos, entre outras possibilidades;

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Sempre comento durante as palestras e aulas que uma boa fonte de inspiração para inovar é visitar outras categorias, ver a “gôndola do lado”, ou seja, muitas vezes a inovação que precisamos ou que pode alavancar a empresa é aplicar a mesma solução que deu certo noutra categoria de produto. São inúmeros casos de sucesso através da transferência de conceitos, por exemplo: se a garrafa PET deu certo para refrigerante, por que não daria em óleo de cozinha e, mais recentemente, em produtos de limpeza? Por que não podemos embalar camiseta numa embalagem rígida (pote termoformado)num tubo ou num copo de papel? As embalagens cartonadas assépticas começaram para embalar leite e hoje

Embalagem formada por sistema form, fillandsealem registro de imagem: através de dois filmes impressos em bobinas distintas seladas em registro com faca de corte e selagem em formato especial, criando figuras inusitadas, como o amendoim da empresa chinesa Youren Food® ou o pirulito alemão BeastBomb®.

Embalagens em stand uppouchpara balas e confeitos Yup® sueco eEm-eukal® alemão. O zíper proporciona a praticidade do refechamento, garantindo que pode ser carregado na bolsa sem riscos.

Notamos o crescimento do uso de sticks packs (embalagens compridas e finas) para cremes e pós. Até a famosa mostarda francesa Maille® o está adotando paramel e chá.


Produtos em stand uppouch para atender à necessidade de produtos saudáveis: iogurte, frutas com cereais, sorvete e purê de frutas.

Outra solução que permite posicionar o produto em pé é o fechamento em quatro soldas, como este de tempero, que em muitos países utiliza copo termoformado. Bebidas e smoothies de frutas para serem servidos praticamente congelados.

Para atender à conveniência de ter o ovo cozido pronto para o rápido café da manha, os atletas já podem contar com embalagens termoformadas a vácuo.

Embalagem de fundo chato ou cinco soldas também deixam o produto em pé na gôndola, destacando-o.

A empresa polonesa fez sucesso desde o lançamento de sua linha de produtos, pois entrega a conveniência do duo-sachet: com embalagens flowpack de duas câmaras ou compartimentos, oferece uma grande variedade de produtos, como café numa parte e creme da outra; iogurte numa parte e granola noutra.

Muitas categorias têm optado por embalagens stand uppouchcom tampa, comoméis, molhos e coberturas para bolos.

Embalagens para snack oriental: a Meisei®, empresa coreana, produz um snack oriental comercializado no mundo todo através de um stand uppouch com abertura fácil, estrutura para manter o produto crocante, impressão em rotogravura de alta definição e jogo de verniz brilho e fosco que destaca a embalagem no ponto de venda. Em várias regiões do mundo, encontramos embalagens de pratos que podem sair do freezer e ir diretamente ao forno, sendo assados no próprio saco (normalmente àbase de filme de poliéster), facilitando a vida do consumidor. Aplicação pouco usual de embalagem flexível: embrulhando uma pedra sanitária, deixando apenas a alça para aplicação livre. Produto encontrado na América Central.

A embalagem-sacola É incomum vermos embalagens para hortifrúti tão elegantes como esta sacola-embalagem de tomate-cereja que encontramos num ponto de venda da Alemanha recentemente. O design integrando a janela que mostra os tomatinhos, a parte impressa em branco, a alça que facilita o transporte e o zíper para o refechamento fazem desta embalagem um sucesso, mesmo sendo cerca de 20% mais cara que a opção em bandeja!

Tampas transparentes para lacrar ou selar embalagens metálicas, como canecos de aço e de alumínio, têm sido utilizadas para embalagens de pescados em vários países. Esta é da Letônia, que desenvolveu a proposta em cooperação com a empresa alemã Weidenhammer®.

Embalagem híbrida, ou seja, mista: cartão e plástico flexível. A empresa irlandesa Spudmuckers® inovou ao apresentar suas batatinhas fritas nesta embalagem que batizou de “Boxerchips”®. A embalagem flexível flowpack envolve uma “bandeja” de papelcartãoem queas batatinhas ficam protegidas e cuja utilidadeé servir e compartilhar com amigos os salgadinhos. Muitos consumidores têm optado por utilizar papel higiênico em forma de lenços umedecidos. Para esses clientes exigentes, a marca Tempo®, da Alemanha, oferece uma opção bem prática em que a embalagem do produto é quase um utensílio doméstico. O pacote vem com uma ventosa que permite adaptá-la ou colá-la à parede do banheiro, substituindo o porta-rolo de papel higiênico. A embalagem conta ainda com uma tampa extra que facilita a retirada do lenço e o mantém umedecido. Embalagens inovadoras são melhores para o consumidor e empresas, e: Embalagem melhor promove mundo melhor, sempre!

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Casa Di Conti embalagens de 300 ml para linha de cervejas Fabricadas pela Verallia, garrafas tem visual mais moderno para fácil identificação do consumidor

A parceria entre Casa Di Conti e Verallia fabricante de embalagens de vidro para alimentos e bebidas - proporcionou recentemente a criação de uma nova garrafa para a linha de cervejas comercializada pela cervejaria. A nova embalagem já está sendo utilizada por toda família de cervejas da Casa Di Conti: 1500 Puro Malte, Burguesa, Conti Bier, Zero Grau, Samba e Conti Malzbier; foi uma necessidade imposta pelo próprio mercado. “Com a utilização de uma garrafa exclusiva, conseguimos proteger o trabalho comercial da fábrica,

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dos revendedores e clientes. Além disso, uma garrafa com shape exclusivo nos ajuda a criar uma identidade nas gôndolas, sendo facilmente identificadas pelo consumidor”, explica Abílio Duarte Neto – Supervisor de Marketing e Novos Produtos da Casa Di Conti. “Além do seu formato exclusivo, as novas garrafas de 300 ml possuem painel cônico, pescoço elegante e ombro suave que destaca a marca do cliente em alto relevo. Por serem retornáveis são produtos com alto desempenho e durabilidade”, explica Alexandre Bonfim - Supervisor

de Desenvolvimento de Novos Produtos da Verallia. A relação entre as duas empresas não é recente, prova disso é o número de produtos comercializados pela Casa Di Conti que utilizam garrafas fabricadas pela Verallia. “Encontramos na Verallia a facilidade e comprometimento necessários para o desenvolvimento de novas embalagens. Além disso, os últimos projetos tiveram um desenrolar muito rápido, caso dessa garrafa de 300 ml, que foi criada, desenvolvida e finalizada em menos de quatro meses”, completa Neto.


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Ital elabora documento para harmonizar os conceitos ambientais para o desenvolvimento de embalagens O protocolo, com duração de dois anos, prevê o intercâmbio de informações, pesquisas, organização de encontros técnicos e outras ações A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), mantido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) está elaborando um documento para harmonizar os conceitos ambientais relacionados ao desenvolvimento de embalagem, visando apoiar o atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos. A demanda surgiu após a assinatura de um protocolo de intenções entre a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo Brasileira de Embalagem (Cetesb) e a Associação Brasileira de Embalagem, para cooperação técnico-científica, cujo objetivo é a identificação e divulgação de boas práticas ambientais para projetos de embalagens de bens duráveis e não duráveis, bem como colaborar com a discussão da embalagem na economia circular. Estudos do Instituto Brasileiro de Econo-

mia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), desenvolvidos especialmente para a Abre, apontam que, dos recursos mobilizados pelo setor no Brasil, as embalagens plásticas representam a maior participação com 39,07% do total, seguidas pelas embalagens celulósicas com 34,30% (neste item, somam-se as embalagens de papelão ondulado com 18,54%, cartolina e papel cartão com 9,87% e papel com 5,89%), metálicas com 17,14%, vidro com 4,81% e madeira com 2,59%. De acordo com o diretor do Ital, Luis Fernando Ceribelli Madi, a iniciativa valorizará da função da embalagem, a otimização do ciclo de vida do produto com o mínimo de consumo de recursos e geração de resíduos, a conscientização do consumidor quanto ao uso do produto e descarte da embalagem e a revalorização da embalagem, “considerando as possibilidades de reutilização, remanu-

fatura e reciclagem, contribuindo com a transição para um modelo de economia mais circular”, disse. Para o pesquisador científico da Secretaria e diretor do Cetea, Assis Euzébio Garcia, o protocolo contribuirá para a identificação e divulgação de práticas ambientais adequadas a serem adotas pelo setor de embalagens no Brasil. “Este setor busca encontrar soluções para que a embalagem, no final do seu ciclo de vida, tenha uma destinação adequada, evitando o desperdício de recursos naturais”, explicou Assis. O Secretario de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, destacou os trabalhos realizados pelo Ital estão em sintonia com as diretrizes do governador Geraldo Alckmin, ao desenvolver um trabalho que garanta a saudabilidade dos alimentos industrializados e garantir a sustentabilidade e preservação do meio ambiente. “As contribuem para a disseminação de informações de extrema importância para a sociedade, meio ambiente, indústrias, setor acadêmico e a comunidade de científica, tornando-se referências para o Estado de São Paulo e Brasil”, destacou. fonte: Ital

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irani encerra 2015 com ebitda ajustado de r$ 181,2 milhões superior em relação a 2014 A Celulose Irani apresenta resultados satisfatórios ao término de 2015. O EBITDA ajustado atingiu R$ 43,3 milhões no 4T15, com margem de 22,3%. Com isso, a Empresa encerrou o ano de 2015 com EBITDA de R$ 181,2 milhões, com margem de 23,9%, o que representa um crescimento de 18,1% em relação a 2014. A receita líquida registrada também cresceu e atingiu R$ 758,8 milhões. O resultado representou um crescimento de 2,7% em relação ao ano de 2014 e refletindo a boa performance da Empresa no mercado externo. “Mesmo diante de todos os desafios encontrados no ambiente econômico durante o ano de 2015 conseguimos evoluir em relação a 2014 e apresentar bons resultados operacionais, especialmente em

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geração de caixa”, observa Odivan Cargnin, diretor de administração, finanças e de relações com investidores da IRANI. O volume de vendas do segmento Embalagem de Papelão Ondulado se manteve estável quando comparado a 2014, totalizando 198,4 mil toneladas em 2015, assim como o segmento de Papel para embalagens, que totalizou 77,5 mil toneladas. O segmento de Resinas apresentou crescimento de 14,5%, totalizando 9,6 mil toneladas de Breu e Terebintina, produtos utilizados para a fabricação de esmaltes, tintas e vernizes. Resultado líquido: O resultado líquido foi de R$ 495 mil em 2015 frente aos R$ 56,6 milhões em 2014. O resultado líquido de 2015 teve impacto negativo por

conta dos efeitos da variação cambial e de ativos biológicos reconhecidos no período. Endividamento: O indicador dívida líquida/EBITDA foi de 4,29 vezes no encerramento de 2015, reflexo da valorização do dólar. A posição de caixa ao fim de 2015 foi de R$ 145,4 milhões e 76% da dívida está a longo prazo. Investimentos: Em 2015, a IRANI manteve a estratégia de investir na modernização e automação de seus processos produtivos, que somaram R$ 66.487 mil. O principal investimento realizado em 2015 foi a conclusão da atualização tecnológica de equipamentos na saída da máquina Onduladeira na Unidade Embalagem SP - Vila Maria. Com isso, a Unidade aumentou sua produtividade e apresentou melhorias importantes em seus produtos finais.


Braskem recebe certificações para produção de PE Verde Unidades de Triunfo alcançaram o melhor indicador de performance desde o início das operações

A Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, recebeu por mais um ano as certificações internacionais ISCC PLUS e Bonsucro para suas unidades PE5 (polietileno) e UNIB2 (petroquímicos básicos), ambas do Polo Petroquímico de Triunfo (RS). Os selos asseguram a adoção de critérios de sustentabilidade no processo produtivo de plástico verde. Com as certificações, a petroquímica atende à demanda dos clientes de PE Verde, produzido a partir de etanol de

cana-de-açúcar, em alinhamento com as orientações da European Bioplastics e demais práticas e requisitos sustentáveis. O reconhecimento reafirma ainda o compromisso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente adotados pela empresa em seus processos. Lançado há cinco anos, o Plástico Verde I’m green™ é o primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo. Resultado da combinação de inovação, tecnologia e sustentabilidade, a resina tem como

principal diferencial a captura de 2,15 quilos de CO2 a cada quilo de material produzido. Paralelamente, as unidades de petroquímicos básicos UNIB 1 (BA) e UNIB 2 (RS) mantiveram a Certificação do Padrão Bonsucro. Este parâmetro atende à Diretiva RED (Renewable Energy Directives), que fixa a meta para a União Europeia de que, em 2020, 20% de toda a energia consumida pela comunidade deve provir de fonte renovável, já considerada nos protocolos da companhia.

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Nova solução de embalagem flexível para alimentos e bebidas chega ao Brasil O sistema Gualapack está sendo disponiblizado, com exclusividade, pela Tradbor Stand-Up Pouches A brasileira Tradbor Stand-Up Pouches, sócia da italiana Gualapack Group (desde Julho de 2015), já está comercializando no Brasil o exclusivo sistema Gualapack de pouch com bico e tampa ideal para o uso em alimentos pastosos e bebidas. Mundialmente consagrado, o sistema reúne tecnologia de ponta e o expertise da líder mundial em todas as etapas de produção da embalagem: utilização de um laminado de alta barreira (filme multicamadas), produção do pouch, injeção de bicos e tampas e máquina de envase. “O sistema Gualapack é o único, na área de flexíveis, totalmente integrado e justamente por isso, nos últimos anos, vivemos um boom de aplicações, especialmente nos Estados Unidos e Europa”, explica Alan Baumgarten, Diretor Executivo da empresa no Brasil. Além de todos os atributos inerentes à embalagem flexível - leveza, compatibilidade ambiental, diversidade de formatos e volumes, conveniência e praticidade para o consumidor final, o sistema Gualapack se destaca pelo alto nível de segurança alimentar. “Inclusive estamos em fase de certificação BRC, baseada na norma global de segurança alimentar e concedida pelo BRC (British Retail Consortium)”. A norma demonstra o nível de competência da embalagem em termos de higiene, segurança alimentar e sistemas de qualidade, e comprova o compromisso da empresa com a segurança do consumidor. A Tradbor será a segunda empresa de embalagem flexível no Brasil a conquistar esta certificação.

pelo bico, evitando head space (espaço vazio) na embalagem que pode oxidar o produto. Feito o envase, a embalagem passa por um túnel de pasteurização por vapor que esteriliza todo o conjunto. Este tratamento térmico, aliado à alta barreira da estrutura da embalagem, aumenta consideravelmente a vida de prateleira do produto e torna o sistema perfeito para bebidas (alcoólicas e não alcoólicas), energéticos, alimentos como baby food, snacks, purês de frutas, lácteos e iogurtes, molhos e sobremesas”.

Outra vantagem técnica do sistema Gualapack é a possibilidade de envasar o produto pasteurizado (hot fill). Como explica Alan, “o envase a quente é feito

A Gualapack Group é líder mundial em pouches pré formados; ao todo são 10 fábricas em 07 países, que atendem, globalmente, marcas de peso nas in-

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dústrias de alimentos e não alimentos, como Nestlé, Heinz, Andros, Danone, Unilever, entre outras. As estruturas das embalagens são desenhadas a partir da necessidade do cliente/produto, podendo ser duplex, triplex ou quadruplex, com ou sem barreira; os volumes mais utilizados variam de 40 ml a 750 ml. “A proposta é atender ao mercado com competência e uma solução completa em embalagem. Afinal, a eficiência na produção, o caráter inovador e a responsabilidade ambiental são as principais características do sistema Gualapack e contribuíram para sua posição de líder nestes 25 anos de história”, finaliza Alan.


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Baden Baden e Eisenbahn lançam embalagens exclusivas para consumidores do Rio de janeiro As marcas inovam no setor e presenteia seus apreciadores que desejam aprender mais sobre a cerveja e harmonização. Em abril, os consumidores cariocas da Baden Baden e Eisenbahn irão receber um presente quando forem ao supermercado. A novidade será as embalagens exclusivas desenvolvida pela Brasil Kirin, produtora dos rótulos, em parceria com a rede de supermercados Prezunic. As embalagens trazem um formato inovador e arrojado que mostra os diferentes estilos das cervejas que fazem parte do portfólio das marcas e suas possíveis harmonizações. Cada pacote Baden Baden comportará quatro cervejas. Já as embalagens de Eisenbahn acomoda seis garrafas. Seguindo o conceito das marcas de reforçar a democratização da cerveja, a ideia da ação é instruir e ilustrar aos apreciadores das cervejas as possibilidades que os diferentes estilos podem oferecer e como aproveitar ainda mais o sabor e as criações da Baden Baden e Eisenbahn combinado outros elementos da gastronomia.

As embalagens podem ser encontradas exclusivamente em 31 lojas da Rede Prezunic, no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 25 de abril de 2016. Para conferir os endereços das lojas participantes acesse o site: www.prezunic.com.br

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A proposta da Coca-Cola para a nova fase da campanha “Share a Coke” é ensinar o público a cantar A ação irá colocar no mercado norte americano latas e garrafas do refrigerante estampadas com mais de 70 músicas populares de diversos estilos como “We are the champions”, do Queen, e a patriótica “Proud to be na american”, de Lee Greenwood. Batizada de “Share a Coke and a Song”, a campanha inclui spots de rádio, ações de social media e out of home. Os produtos inclusos na ação, além da Coca tradicional, são as versões Zero e Life da bebida.

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Para desenvolver o projeto, a marca contou com a ajuda de três agências: W+K Portalnd, Universal McCann e Arc Worldwide. A produção musical ficou por conta da Cornerstone. Faz parte da ação o icônico jingle “I’d Like To Buy The World A Coke”, que também estampará embalagens. incluindo a frase “I’d like to teach the world to sing in perfect harmony”, que praticamente explica a ação. fonte: exame


Owens Illinois assume a produção das garrafas de 500 ml da cervejaria Coruja A maior fabricante de embalagens de vidro do mundo veste 10 dos 12 rótulos da cervejaria do sul do País, com garrafas exclusivas

A Owens Illinois (O-I), maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, agora produz todas as garrafas de 500 ml da cervejaria Coruja. A parceria começou em 2014, quando a marca escolheu a O-I para desenvolver uma linha de garrafas exclusivas em comemoração aos seus 10 anos. As embalagens de 500 ml correspondem a cerca de 50% do volume de vendas da cervejaria, que possui 10 rótulos neste volume e dois em litro, retornável. “As novas garrafas possibilitaram apresentar a Coruja a outros Estados com seu verdadeiro conceito de cerveja especial, reforçando identidade e linguagem visual, além de facilitar a distribuição para grandes redes, como Zaffari, Angeloni, Sonda, St Marche, Eataly, Zona Sul, Hortifrúti e Pão de Açúcar”, afirma Rafael Rodrigues, sócio fundador da Cervejaria Coruja. O modelo de garrafa exclusivo produzido pela O-I possui decoração especial com gravação em relevo. “A Coruja foi uma das primeiras microcervejarias que a Owens Illinois atendeu no Brasil. Estamos muito felizes em fazer parte deste processo de

crescimento da empresa e queremos, juntos, ir mais longe”, declara o gerente de Marketing e Inovação da O-I, Daniel Amaral. O portfólio da Coruja é divido em três “espécies”, as Vivas, Migratórias e Fora de Série. As Vivas são as cervejas não pasteurizadas, compostas pela Viva (Lager, 4,5%) e Extra-Viva (Lager, 6,5%). As Migratórias são as primeiras cervejas pasteurizadas, entre as quais estão a Otus (Lager, 4,5%), a Strix (Lager extra, 6,5%), a Alba (Weizenbier, 5,5%) e a Noctua (Dark Lager, 7,2%); nesta classe, também estão as Voadeiras – Otus Hop (Lager, 4,9%), Strix IPL (Lager extra, 6,6%) e Alba Weizenbock (Weizenbock, 6,5%). As últimas criações da Coruja são coletivas, em parceria com movimento artístico, e denominadas Fora de Série: Baca (Amber Leger, 5,5%, com pi-

tanga), Labareda (Kellerbier, 6,7%, com pimenta) e Coice (Tribock, 11,5%, com canela). A cervejaria foi criada em 2004, no Rio Grande do Sul, e em 2010 a produção foi transferida para a cidade de Forquilhinha (SC), onde são produzidos cerca de 90 mil litros mensais, pela Cervejaria Santa Catarina. Atualmente, a Coruja é comercializada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Nos sete estados em que está presente, a Coruja chega a aproximadamente 1.200 pontos de venda, fora as grandes redes. Segundo Rafael Rodrigues, a cerveja também é comercializada eventualmente no Nordeste e alguns sites fazem venda online para pessoas físicas de outros Estados. Os pontos de venda podem ser encontrados no site www.cervejacoruja.com.br.

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Dow apresenta nova família de resinas de alto desempenho as Resinas para Embalagens de Precisão INNATE™ Nova família de resinas oferece um balanço entre rigidez e tenacidade sem precedentes, com perfis avançados de processamento e sustentabilidade O negócio de Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow acaba de lançar as Resinas para Embalagens de Precisão INNATE™, uma nova família de resinas que oferece níveis de desempenho sem precedentes capazes de ajudar os clientes a atenderem algumas das necessidades mais desafiadoras de embalagens da atualidade. Desenvolvidas a partir de um catalisador molecular patenteado

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aliado a uma tecnologia de processo avançada, com as resinas INNATE os clientes poderão explorar novas oportunidades no setor de embalagens por meio de um balanço único entre rigidez e tenacidade, facilidade de processamento e sustentabilidade. “As resinas INNATE foram desenvolvidas após inúmeras discussões com converte-

dores e proprietários de marca, além de uma análise detalhada das tendências de mercado”, apontou Diego Donoso, Presidente Global do negócio de Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow. “Estamos muito entusiasmados com as possibilidades que a família de resinas INNATE™ trará para o design das embalagens”.


David Parrillo, Diretor Global de Pesquisa e Desenvolvimento para Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow, acrescenta: “A química por trás das resinas INNATE™ permite que os clientes controlem propriedades de uma forma totalmente inédita para criarem um novo padrão de desempenho por meio da combinação de rigidez, tenacidade e processabilidade do filme, tudo isso com uma única resina”. As resinas INNATE™ ajudarão a criar novos nichos de mercado e categorias para aplicações diversas, que vão desde embalagens flexíveis para alimentos até sacaria industrial de alta resistência. As resinas INNATE™ oferecem: • Excelente perfil de sustentabilidade graças à possibilidade de redução de peso da embalagem • Oportunidade de desenvolvimento de embalagens com novas características em termos de eficiência por meio da substituição de materiais • Uma resistência ao abuso até duas vezes maior em filmes coextrudados comparado às resinas-padrão de polietileno disponíveis no mercado • Tenacidade sem afetar a rigidez e outras propriedades importantes do filme • Facilidade de processamento com excelente estabilidade de balão

“As Resinas para Embalagens de Precisão INNATE™, desenvolvidas a partir de um revolucionário catalisador patenteado e tecnologia de processo, atendem aos requisitos atuais de proprietários de marcas, varejistas e convertedores: a capacidade de criar combinações precisas que se traduzem em embalagens de alto desempenho para o segmento de alimentos, de consumo e de filmes industriais”, afirma Nestor de Mattos, Diretor de Marketing para Embalagens e Plásticos de Especialidades. “As resinas INNATE™ são verdadeiras inovações no cenário da tecnologia de resinas para embalagens”.

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Convertedor tradicional Inovalabel, inova e ganha experiência com a impressão digital da Trojantwo Enquanto as cinco impressoras flexo estão trabalhando duro na produção da INOVALABEL, a impressora digital TROJANTWO cuida da crescente demanda por tiragens menores e prazos curtos, com qualidade correspondente as melhores flexos

Na região nordeste da Romênia, perto da fronteira da Moldávia (Europa Oriental), encontra-se um dos maiores convertedores de etiquetas do país, a INOVALABEL. Como sugere o nome, estão continuamente procurando novas formas de inovar seus negócios. Em 2013, decidiram expandir-se para a impressão digital de etiquetas. Estavam familiarizados com várias impressoras digitais industriais de etiquetas de alto nível, mas descobriram que o investimento inicial podia atingir facilmente um milhão de euros, e isto ficou muito além do escopo do projeto para o seu modelo de negócio. Então foram a procura de uma impressora digital de etiquetas posicionada entre a produção industrial e a qualidade topo de linha. Assim encontraram a impressora digital industrial TROJANTWO. Lucian Popa, gerente técnico de produção da INOVALABEL, comenta:

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“A equipe da TROJANLABEL nos fez sentir confortáveis desde o início”. “Foram francos sobre os pontos fortes e fracos, e as coisas que iríamos desenvolver como falamos a eles. O apoio da equipe e os ajustes do software para as nossas necessidades foram excelentes e muito bem feitos”. Lucian Popa continua: “Mesmo que o investimento seja uma mera fração do que você paga para equipamentos de alto nível, você ainda recebe uma etiqueta estável e confiável, com qualidade que facilmente corresponde a maior parte da produção em flexo que fazemos”. A construção sólida e a simplicidade da operação foram, juntamente com a limpeza da cabeça automática, sem desperdício de substrato, e em conjunto com a guia web de alta qualidade, as características mais importantes quando decidiram sobre a TROJANTWO.

Mas mesmo com o sucesso da instalação, a produção inicial provou que o digital não é fácil de integrar com a produção de etiquetas tradicional. Eles perceberam, que para alcançar todo o potencial da sua impressora digital de etiquetas precisavam de uma linha de acabamento. A falta disto causava muitas interrupções no fluxo de trabalho das flexos tradicionais para combinar o dois. Então, investiram em uma linha de acabamento para a TROJANTWO, e agora, olhando para frente, podem dobrar a capacidade digital nos próximos meses. “O número de rótulos que produzimos na TROJANTWO pode parecer insignificante em comparação com a nossa produção total de flexo, mas sua importância, para a nossa capacidade de atender as demandas dos clientes na baixa tiragem e nos prazos curtos, não pode ser desconsiderada”, diz Lucian Popa e acrescenta: “Não há dúvidas, de que trabalhar com a TROJANTWO, ganhamos experiências significativas em produção de etiquetas digitais, que vai nos ajudar a crescer ao longo desse caminho”. Qual caminho a INOVALABEL vai escolher, ainda é muito cedo para dizer, mas uma estratégia poderia ser a de avançar para uma produção mais distribuída, fidelizando ainda mais clientes, e a TROJANTWO cabe perfeitamente neste conceito.


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Xpert e Xceed Novos ribbons Markem-Imaje para operação em ambientes industriais mais agressivos As primeiras novidades da Markem-Imaje para 2016 são ribbons (fitas) tipo SmartDate X, para uso em codificadoras (impressoras) que usam a tecnologia de termo transferência. Mais econômicos e indicados à impressão em todos os tipos de embalagens flexíveis, as formulações inovadoras desses novos ribbons permitem o uso em condições severas de operação da planta industrial. A formulação em resina do SmartDate Xpert permite a codificação (impressão) em ambientes extremamente quentes

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e oferece um alto nível de resistência a óleos, solventes e abrasão. Suportam temperaturas de até 250°C e podem ser usados nas codificadoras SmartDate X60 à velocidade de 600 mm/s. Os ribbons SmartDate Xceed são mais básicos e os de melhor custo x benefício do mercado, oferecendo segurança de impressão nos produtos da indústria, sem comprometer a qualidade. Disponíveis em preto e branco, constituem a última geração de ribbons de termo transferência e são produzidos em conformidade com as mais altas exigências de qualidade para garantir códigos legíveis e otimizar o uso da codificadora

SmartDate. Diferentemente dos ribbons de cera, os ribbons SmartDate Xceed são compatíveis com as cabeças de impressão “corner-edge”, produzindo códigos de qualidade superior, a velocidades mais elevadas e em ambientes mais complexos. A Markem-Imaje, fabricante e distribuidora mundial de soluções de impressão, completa a sua linha de ribbons de termo transferência com esses dois lançamentos. Completam a linha de ribbons SmartDate X os ribbons Xtra apresentados ao mercado no final de 2015.


Arcólor cria novas embalagens

“abre-e-fecha” Pastas de açúcar ganharam sistema que facilita a conservação e a identificação da cor A Arcólor apresenta as novas embalagens de suas pastas de açúcar. As novidades são o sistema “abre-e-fecha”, que simplifica a conservação do produto, e o visor, estrategicamente posicionamento entre as dobras da fita que enfeita a foto na capa, para agilizar ainda mais a identificação do produto. As novas embalagens colaboram para facilitar o manuseio dos produtos tan-

to na gôndola quanto no momento do uso, favorecendo o ponto de venda e os consumidores. O sistema de fechamento possibilita abrir e fechar o invólucro aproximadamente cinco vezes e o visor do produto foi criado como detalhe para evitar que a incidência de luz desbote o produto a ponto de prejudica-lo.

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O papel do design de embalagem na compra de um produto por Everaldo Pereira* Hoje, o vocábulo design é usado para uma infinidade de propósitos, desde moda, passando por configurações arquitetônicas, até Teologia, a ponto de o buscador Google derivar mais de 4,8 bilhões de resultados para ele. Para entendê-lo, talvez possamos orientar-nos pelo seu contrário: o que não é design. Ou não apenas. Design não é apenas estilo, com certeza, e também não é apenas uma forma física de um produto. Não é apenas a descrição de uma atividade funcional. Design cada vez mais pode ser entendido como um conceito que envolve um processo interdisciplinar por meio do qual ideias, ambientes e produtos são planejados e trazidos ao mercado e que envolve um grande número de habilidades táticas e estratégicas. Em se tratando de design de embalagens, principalmente para bens de consumo direcionados ao varejo, esse processo interdisciplinar envolve habilidades e conhecimentos de engenharia, marketing, artes visuais, logística, armazenagem, psicologia, entre outras.

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O balanço de valor na mente do consumidor Quando falamos do papel do design de embalagem sobre o comportamento de compra, podemos ter tendências para dois extremos: ou supervalorizamos o design, como se fosse a resposta para todos os problemas, ou minimizamos sua importância como se fosse apenas grafismo e um pouco de estilo. O Comitê de Estudos Estratégicos da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), em pesquisa de 2002, concluiu que há vários aspectos ligados ao comportamento de compra e embalagem: para o consumidor, por exemplo, produto e embalagem constituem uma “coisa” só, ou seja, ele não separa da sua embalagem do produto. A embalagem envolve aspectos racionais, emocionais e simbólicos na relação com o consumidor. Hoje é extremamente comum depararmos com

postagens em redes sociais que resgatam nossa memória afetiva com imagens de embalagens antigas, definindo - inclusive - gerações e épocas com base no mosaico de embalagens. À medida que aumenta o envolvimento do consumidor com o produto, independentemente de preço, aumentam os aspectos emocionais envolvidos na relação. Assim, cada vez mais, o aspecto preço é um “balanço de valor” (para usar uma expressão comum ao marketing), ou seja, uma relação custo-benefício, entendendo benefício também em seus aspectos emocionais. O design de embalagem, claro, faz parte do custo do produto que os consumidores percebem de modo tangível, mas desempenha também um papel de valorização da imagem e dos atributos intangíveis que realçam os benefícios no balanço de valor do produto. A embalagem congrega diversos aspectos como contenção, proteção, transporte e utilidade, que podemos entender como aspectos práticos, e, mais ainda, aspectos como identificação simbólica, ressignificação, pertencimento, status e gratificações que podemos entender como aspectos relacionais. Do ponto de vista sociocultural, o design de embalagem também desempenha um papel para o consumidor na relação com o sentimento de pertencer a um grupo, no estabelecimento de status social e na estima dos membros de determinados grupos. Esses aspectos estão diretamente relacionados com os valores e estilos de vida levados em conta pelo consumidor. O designer Manoel Müller, da empresa de design Müller Camacho, entende que “os consumidores decidem uma compra quando a embalagem do produto desperta emoção e desejo dentro deles. E estes sentimentos estão expressos no design da embalagem. Por isso, o design de embalagem tem uma função crucial na decisão de compra do consumidor.” Outro importante papel do design de embalagens no processo de compra é o que se refere às RRPs, retail-readypackages, ou embalagens prontas para o varejo. Velhas conhecidas dos consumidores como as caixinhas de chicletes tipo display, colocadas em cima dos balcões das mercearias, hoje as RRPs despontam com um papel preponderante na mudança de hábitos de consumo.


Desde shrink packs de cerveja ou de refrigerante, até embalagens de chocolate e sopas em pó, as RRPs reduzem o preço final para o consumidor, ao se reduzir o custo na cadeia de distribuição, melhorando a relação custo-benefício, além de ser um importante veículo de comunicação entre empresa e consumidores.

O nosso design é o melhor, basta combinar com os adversários! É possível que consumidores fiquem confusos diante de gôndolas abarrotadas de produtos, nas quais todos “clamam” por atenção. Percebe-se que muitos produtos tendem a fazer isso de forma muito assemelhada, imitando visualmente o líder da categoria. Aqui há uma decisão no processo de elaboração do design de embalagem: se fizermos o visual semelhante ao dos concorrentes, não teremos uma identidade forte; se fizermos algo radicalmente diferente, correremos o risco de nos excluirmos da categoria. O que fazer? Uma possibilidade é construir bons símbolos visuais, como cores, tipografias e formatos de forte relação com o consumidor, desenvolvendo uma verdadeira “propriedade visual” a somar-se com o brandequity do produto. Do ponto de vista do ambiente de negócios, o aumento da competitividade - inclusive em âmbito global - o aumento de produtos com características semelhantes a “commodities”, o desenvolvimento de novas tecnologias de embalagem, as mudanças culturais nos perfis dos consumidores fazem com que o design se torne preponderante como elemento competitivo e de manutenção e consolidação de mercados. Assim, além das características funcio-

nais de conservação, produção, distribuição e armazenagem, o design de embalagem tem um papel preponderante no aspecto mercadológico do produto, principalmente no posicionamento de mercado do produto. Um posicionamento é o resultado da interação entre o que a empresa propõe e o que o consumidor interpreta em relação à marca ou produto. Um adágio conhecido em nosso campo, frisado pelo pioneiro do conceito de posicionamento Al Ries, é de que marketing é uma batalha de percepções. Como percepção é algo que ocorre na mente do consumidor, estamos falando de como o design da embalagem pode ser relevante nos processos cognitivos, sensoriais e inconscientes que antecedem a compra no ponto de venda. Há um consenso entre os pesquisadores da área de que 60% a 70% das compras são decididas nos pontos de venda, e que o consumidor dedica a essa decisão poucos segundos em média. Além disso, é possível estimar que um consumidor típico tenha acesso a um número cada vez mais elevado de embalagens por dia. A embalagem “persegue”-o em diferentes momentos, como no folheto de ofertas, nas gôndolas do ponto de venda, no carrinho do supermercado, em casa, durante o uso, no reaproveitamento e até no momento do descarte. É fácil perceber, portanto, que o design de embalagem cria um verdadeiro vínculo funcional e afetivo com os consumidores. O design de embalagem, nesse caso, desempenha um forte papel de comunicação com os consumidores. Vale ressaltar que cerca de 90% dos produtos de consumo no varejo não contam com verbas de propaganda e valem-se, quase exclusivamente, do poder de convencimento da embalagem no ponto de venda. Não é à toa que a embalagem é conhecida como “o vendedor silencioso”. Silencioso até certo ponto, diga-se de passagem, uma vez que muitas embalagens “gritam” pela atenção dos consumidores em meio a tantas ofertas diretas e indiretas espalhadas por gôndolas, ilhas e displays ao longo dos inúmeros “templos” de consumo amontoados nos centros urbanos.

A embalagem torna-se, em muitos casos, o único elemento tangível de que uma marca de bens de consumo dispõe para uma conexão material com o consumidor e esse aspecto tangível cria uma forte relação sensorial.

O que acontece na mente não é o que acontece na retina Ao olhar uma embalagem, um consumidor típico não busca analisar cada elemento presente no design. Ele não separa cor, tipografia, forma, função ou estilo. Isso porque o que está em jogo no momento do contato é a percepção, que difere de pessoa para pessoa. Em todo caso, podemos servir-nos de grupos de conhecimentos para melhorar nosso desempenho em design de embalagem no campo da percepção. Os teóricos da Gestalt, por exemplo, nos ajudam a entender que o que ocorre na retina é diferente do que ocorre no cérebro; assim, não vemos partes isoladas, mas relações visuais. O conjunto da embalagem é diferente de suas partes e impacta consumidores de modo diferente. Os testes com consumidores, seja em laboratório, seja em mercados, permitem entender variáveis comuns a grupos de consumidores e, assim, eleger o melhor conjunto de aspectos de design que elevam o relacionamento com aquele segmento de consumidores. A cor, por exemplo, é um elemento preponderante no processo de compra porque permite aos consumidores reconhecer rapidamente categorias de produtos, marcas de produtos e extensões de linha de produtos, melhorando significativamente o processo de decisão no ponto de venda. A dimensão física da cor, que pode ser medida em ondas, permite-nos entender porque os vermelhos vibram mais, uma vez que estão num limite mais alto do espectro de luz, em torno de 700 nanômetros, enquanto os azuis vibram menos, uma vez que estão mais baixos no espectro, em torno de 400 nanômetros.

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Os aspectos culturais da cor, por sua vez, permitem-nos entender porque diferentes grupos percebem de forma diferente a mesma cor. Nesse sentido, as cores, ou a falta delas, representam determinadas convenções sociais que podem mudar de local para local, de época para época e de grupo para grupo, como o preto para luto ou branco para paz (vale lembrar que preto, fisicamente, é considerado ausência de cor e branco é considerado luz total). Para um aprofundamento desses conceitos, recomendo a obra, já clássica, do professor Modesto Farina sobre psicodinâmica das cores. Uma curiosidade é que determinadas comunidades aborígenes não tinham palavras para descrever o azul, porque não tinham necessidade de explicar o céu, mas dispunham de diversas palavras para o verde, para diferenciar os diversos matizes presentes nas florestas. O designer e professor Fábio Mestriner, em diversas obras publicadas, salienta nesse sentido que a linguagem visual específica é um diferencial no papel do design de embalagem para os consumidores. Ao longo do tempo, a sociedade desenvolveu um repertório único, uma espécie de vocabulário entendido por empresas, designers e consumidores, que facilita a identificação de produtos e auxilia o processo de decisão de compra. Essa linguagem específica é um conjunto de cores, códigos, símbolos, imagens e formas que “dão liga” entre consumidores e produtos.

Um processo reflexivo Essa liga, no entanto, não é clara para muitos consumidores. Um comportamento bastante típico do consumidor, quando lhes é perguntado, consiste em negar a influência do design de embalagem em suas decisões de compra. Isso resulta da tentativa do consumidor de separar seus juízos de valor de um processo que ele considera direcionador, reafirmando a si próprio sua independência nas tomadas de decisão. No entanto pesquisas de observação demonstram que esse mesmo consumidor,

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quando não confrontado com a pergunta, tende a considerar o design como um elemento de decisão de compra. Isso porque o design de embalagem é um processo reflexivo, ou seja, que necessita entender o consumidor para oferecer a ele uma forte identidade e significação. É muito importante salientar, para um deslocamento de sentido, a falsa ideia de que o design da embalagem é um “emissor”, que o consumidor é um “receptor” e que a mensagem contida no design será tão forte a ponto de suscitar mudanças radicais de comportamento de compra. O que há de fato, no ponto de venda, é um momento de “diálogo” entre consumidor e embalagem quando cada um desempenha um papel de “sujeito” da comunicação, construindo sentidos a partir de uma apropriação simbólica. Não há como pensá-los separados do contexto sociocultural e, principalmente, não há como pensá-los separados um do outro, pois o papel do design de embalagem para o consumidor pressupõe que cada lado “contenha” o outro como recurso de interação. Essa interação não é completamente entendida pelos estudiosos da área. Há um constante debate em design de embalagens sobre as compras por impulso, ou comprar sem necessidade. Ao longo de nossos estudos, é possível considerar que as evidências apontam para outro rumo. Claro que há compras sem necessidade, mas provavelmente em muito menor volume do que se imagina popularmente. Dificilmente aparecem nessas discussões questões como as necessidades emocionais, as aspirações ou a

memória afetiva. Não entra nessas discussões a antecipação de necessidades ou a troca de estilo de vida. Os aspectos estéticos, de conveniência e de valor agregado podem despertar sentimentos que fogem da lógica aparente, mas podem ser entendidos a partir de uma lógica mais profunda. Ao pesquisarmos e entendermos os comportamentos de compra dos consumidores e alinharmos nossas embalagens às suas aspirações, criamos um papel reflexivo, no qual os consumidores conseguem “entender”-se na embalagem, quer porque as embalagens resolvem problemas práticos do dia a dia, quer porque a embalagem passa a ter um papel relacional com os consumidores. Muitos estudos no campo do comportamento de compra indicam que as principais influências no processo de decisão são psicológicas, como personalidade e auto-conceito; culturais, como valores e crenças; individuais, como idade e sexo; e situacionais, como clima e tempo. Nesse ponto de vista, um dos papéis do designer de embalagens é compreender essas diversas influências no comportamento de compra e traduzi-las para um projeto visual coerente.

O mundo gira e o design de embalagem roda! Como tudo na vida, os consumidores também mudam com o tempo. Com o aumento do acesso e da banda larga, compras de supermercado, que antes


eram restritas aos pontos de venda, hoje começam a serem feitas pela internet; as tecnologias que otimizam o tempo e permitem aos consumidores realizarem mais tarefas em menos tempo, em muitos casos têm como consequência o acúmulo de estresse e de uma busca por qualidade de vida; o acesso à informação e conhecimento que, por um lado, pode gerar consumidores mais atentos e exigentes, por outro, pode criar uma verdadeira overdose de informação. As mudanças no perfil das famílias têm implicado a diversificação das embalagens com foco em uso individual; a diminuição no tamanho médio dos lares influencia a preferência por embalagens menores, multifuncionais e de fácil armazenamento; a consciência ecológica tem influenciado a busca por embalagens e processos sustentáveis; o aumento da consciência por saúde e higiene influencia as informações e materiais confiáveis, entre tantos outros exemplos de mudanças sociais que alteram o papel do design de embalagem no comportamento de compra. “Mesmo um produto já conhecido dos consumidores precisa de renovação em seu design de embalagem simplesmente para não ficar antigo, velho e ultrapassado aos olhos dos novos consumidores” comenta Müller. No exemplo do produto Homemade, uma marca que não mudava sua embalagem há trinta anos, o redesign feito pela Müller Camacho aumentou suas vendas em mais de 60%, segundo dados da agência. Um dos papéis do design de embalagem, portanto, é acompanhar a evolução social. Nesse sentido, o projeto Brasil Pack Trends 2020, do Instituto de Tecnologia de Alimentos - ITAL, identificou diversas tendências no campo da embalagem que vão desde a busca por conveniência e simplicidade, passando por qualidade, novas tecnologias, sustentabilidade, ética, segurança chegando até regulação governamental. Fazem parte dessas tendências, por exemplo, a preservação de propriedades nutricionais e farmacêuticas, a limitação da informação ao necessário; uso de embalagens para consumo em trânsito; o uso de embalagens ativas e inteligentes, com indicadores de temperatura, frescor e amadurecimento, com indicadores de

violação; embalagens com novas tecnologias como biopolímeros de fontes renováveis, compostáveis ou recicláveis; o gerenciamento de resíduos e logística reversa; e a evolução da legislação dos materiais e processos de embalagem.

mos pesquisas conclusivas que revelem quanto o inconsciente é capaz de influenciar um determinado processo de compra. Muito do que se diz sobre aspectos subliminares do design de embalagens, principalmente sobre quanto isso influencia o comportamento, portanto, pode ser considerado apenas boato, sem comprovação científica.

“Se malandro soubesse como é bom ser honesto...”

Os consumidores hoje em dia também percebem as embalagens “improvisadas” ou “quebra-galhos”, porque eles convivem diariamente com embalagens desenvolvidas por profissionais de design.

Um aspecto pouco abordado no papel do design de embalagem no processo de compra é que o design deve ser honesto. Por quê? Isso já não é implícito na própria ideia do design? Nem sempre. Desde informações de volume e peso, passando por dados de extensão de linha, até a contenção clara do produto dentro da embalagem, há uma diferença enorme entre teoria e prática. Constantemente deparamos com exemplos de como se pode “burlar” a percepção do consumidor, tentando vender “gato por lebre”. Sei que pode parecer exagero, mas vale frisar que consumidores não estão mais tolerando “empresas espertas” que, mesmo dentro da lei, fogem da ética. Sei que a maioria das empresas procura ser responsável socialmente e que há diversos consumidores-terroristas, mas, ao avaliar o papel do design de embalagens, não havia como nos esquivar desse tema. Ao contrário do que se poderia imaginar, o consumidor brasileiro sabe distinguir uma embalagem boa de uma embalagem ruim. Isso faz parte de sua experiência de compra. O consumidor aprende com seus próprios hábitos, aprende com outros consumidores, aprende pela comunicação super conectada mundialmente e aprende com embalagens de outros produtos! Se um determinado consumidor é atraído por uma boa embalagem - de cereais, por exemplo - ele carrega essa experiência para outras categorias, até de forma inconsciente. Nesse sentido vale ressaltar que há muitos estudos que apontam a existência do inconsciente, no entanto não encontra-

Essa percepção, na maioria das vezes, não é consciente, mas, em diversas pesquisas de comparação, o melhor design sempre gera os melhores resultados. Outra evidência é a de que pequenas e médias empresas que recorrem ao design de embalagens profissional, acessível e executado com planejamento, apresentam resultados consideravelmente melhores.

e por fim... Procuramos sintetizar os principais papéis do design de embalagem em relação ao processo de compra do consumidor. Não desejamos, nem de longe, esgotar o assunto, mas principalmente buscar aspectos relevantes de uma área bastante consolidada e em constante evolução. Comecei a escrever este artigo com o título “a influência do design de embalagem...” para, ao final, trocá-lo por “o papel do design de embalagem...”. Fiz questão de frisar isso, porque nessa troca está o fundamento do que gostaria de expor sobre o design de embalagem: do nosso ponto de vista, ele não é externo ao processo de compra, nem é elemento capaz de mudar radicalmente comportamentos arraigados. O design de embalagens é inerente ao processo de compra de bens de consumo, faz parte dele porque em seu projeto está, antes de mais nada, o entendimento dos princípios da função e da forma, a compreensão da empresa, a compreensão dos processos logísticose, por fim, o entendimento do consumidor, ou seja, a própria lógica do design. Prof. Everaldo Pereira, da aula no curso de Design do IMT.

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Embalagens de alumínio são aliadas do cotidiano prático e saudável, diz especialista Café-torrado à vácuo, suco em pó e molhos de tomate cabem nos armários de cozinha que tomaram o lugar das espaçosas dispensas. Junto com as compras menores, a luta por um estilo de vida mais saudável, com menos conservantes, e a prática opção de pedir almoço no trabalho ou levar comida de casa mudou a forma de encarar as embalagens. Para o consultor da Votorantim Metais-CBA e especialista em embalagens Luiz Ranchin, há muitos atributos nos

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recipientes que utilizam alumínio para o dia-a-dia. Em entrevista abaixo, o engenheiro, que é um dos colaboradores do livro Embalagens Flexíveis - que chega ao mercado esta semana (Editora Instituto de Embalagens, 368 páginas Capitulo Alumínio pg. 122 a pg. 134) fala mais sobre o assunto: Que tipos de embalagens de alumínio encontramos no dia-a-dia? Luiz Ranchin - Boa parte dos alimentos já traz alumínio em suas embalagens.

Podemos citar caixas assépticas de leite e sucos, selos e latas de bebidas, selos de chás, requeijão, margarinas e alimentos em pó, envelopes/sachês de condimentos, temperos e molhos de tomate, medicamentos etc. Além de gomas de mascar, chocolates, balas e doces que, muitos já sabiam, têm alumínio nos seus envelopes. Quais as vantagens do alumínio diante dos outros materiais para embalagens de alimentos?


Luiz Ranchin - O alumínio, por suas próprias características, oferece segurança e praticidade aos alimentos. É ideal para conservação, leveza, é uma ótima barreira contra a luz, gazes e umidade e, por ser flexível, traz praticidade no processamento e armazenamento. A maioria das embalagens de porções menores de diversos alimentos, que antes só vinham em grandes volumes, foram possíveis por causa da embalagem em alumínio. E embalagens menores são mais práticas. Inclusive existe uma campanha global para conscientizar o público sobre isso, com uma animação bastante educativa disponível na Internet: www.youtube. com/watch?v=e4GZyajXifs Essas características influenciam nas propriedades dos alimentos? Como um alimento pode ser mais saudável por vir em embalagem com alumínio? Luiz Ranchin - O molho de tomate que vem em envelope flexível “Stand up Pouche” com alumínio, por exemplo, não tem conservantes que o da embalagem tradicional sem alumínio traz na composição do atomatado. Isso decorre da capacidade de barreira de conservação do alumínio, e está plenamente ligado ao desejo das pessoas de ter uma

alimentação mais saudável. O senhor citou que as embalagens ficam mais práticas. Isso se deve apenas à flexibilidade e tamanho ou há outras características do alumínio que ajudam nesse quesito? Luiz Ranchin - Existe um ponto a desmistificar. Muitos não sabem, mas, curiosamente, o marmitex/bandeja de alumínio pode ir no micro-ondas, o que facilita bastante a vida de quem pede comida no trabalho, ou compra alimentos saudáveis congelados. A Bandeja/marmitex de alumínio pode ir no micro-ondas? Poderia explicar como isso funciona? Luiz Ranchin - É mais simples do que se imagina. O alumínio não é magnético e não gera energia. Isso traz muita praticidade e, se todos souberem, a economia com embalagens pode ser grande. Um vídeo mostra como fazer: www. youtube.com/watch?v=zCVpFRkWXmA Contudo, vale lembrar, nem toda embalagem de alumínio pode ir no micro-ondas. O indicado é o consumidor sempre seguir as instruções que vem impressas nas embalagens.

Aproveitando que comentou sobre economia de embalagens, qual o impacto do alumínio ao meio-ambiente? Luiz Ranchin - Alumínio é um material infinitamente reciclável. A cadeia de produção já reaproveita o alumínio industrial e vem direcionando esforços para ampliar cada vez mais a sua reutilização. Assim, a utilização do alumínio na produção de embalagens é também uma atitude de respeito ao meio ambiente. Existe um lado certo para utilizar o papel alumínio? Sobre a questão de como usar o papel alumínio, qual o lado certo para usar, se o lado fosco vai para baixo ou para cima, para dentro ou fora do alimento, realmente é um mito. O lado brilhante e o lado fosco têm as mesmas propriedades, a única diferença é o brilho, que alteraria o reflexo da luz ou da radiação solar. Como no forno ou na churrasqueira o calor fica em volta do alimento, envolvido ou coberto pela folha, não há diferenças sobre a superfície. Como o alumínio é um excelente condutor térmico, o calor passa por igual em ambos os lados.

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PBT é inovação em cápsulas para café que oferece excelente barreira ao oxigênio e umidade em única camada Beatriz Cassens, analista de Desenvolvimento de Negócio da Unidade de Produtos de Performance da BASF

Nos últimos anos, a demanda por café monodoses, ou café em cápsulas, que são utilizados em máquinas de café expresso, vem aumentando, assim como vem crescendo a exigência do consumidor que busca, cada vez mais, o café de qualidade superior ou os conhecidos “café gourmet”. O aumento da demanda de café em cápsulas se dá, principalmente, devido a praticidade, conveniência e pela experiência de consumir um produto de alta qualidade que é muitas vezes associado a um momento de prazer do consumidor. Para garantir que os apreciadores de café tenham acesso a um produto de alta qualidade, com aroma e sabor preservados, a embalagem, ou seja, as cápsulas, possuem função fundamental. A embalagem deve garantir que o café mantenha suas propriedades, desde o ponto de fabricação até o consumo. As condições de armazenamento do café em cápsulas, tais como nível de umidade, temperatura e nível de oxigênio, podem afetar a qualidade do café, alterando seu aroma e sabor. Em alguns casos, pode até propiciar o desenvolvimento de fungos. Por isso, o material de confecção das cápsulas precisa oferecer barreiras, principal-

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mente à umidade e ao oxigênio que são responsáveis por degradar o café e alterar suas propriedades organolépticas. Atualmente, a maioria das cápsulas de café são produzidas em estruturas multicamadas de PP/EvOH/PP ou alumínio. Há ainda as que são produzidas apenas de PP. Nas embalagens clássicas de PP/EvOH/ PP, o PP da camada interna é barreira à umidade, enquanto que a camada intermediária de EvOH é barreira ao oxigênio e a barreira externa de PP (podendo ser de PE também) é a camada de proteção que permite impressão. Esse tipo de embalagem apresenta a vantagem de promover barreira à umidade com um plástico de custo atrativo. Entretanto, apresenta algumas desvantagens, uma vez que é necessário um sistema de multicamada para promover barreira completa, não apresenta resistência elevada ao calor e, dependendo da espessura das camadas, não apresenta flexibilidade suficiente para os diversos tipos de máquinas de café expresso. Também não é facilmente reciclável pela necessidade de separação de materiais.

As embalagens apenas de PP não garantem barreira suficiente ao café, fazendo com que este perca suas propriedades em um curto intervalo de tempo. Em muitos casos, é adicionado nitrogênio na embalagem que armazena as cápsulas para aumentar o tempo em que o café se mantém dentro de suas propriedades. Indo ao encontro das aspirações dos consumidores cada vez mais exigentes, a BASF desenvolveu uma linha especial de Polibuteno Tereftalato (PBT), um plástico de engenharia adequado para o uso em embalagens que pode entrar em contato com alimento e que apresenta excelentes propriedades de barreira, além de trazer inovação ao setor. Os plásticos de engenharia são comumente utilizados em aplicações que exijam alto nível de performance e apresentam propriedades superiores como resistência química, mecânica e ao calor, quando comparados com os plásticos tradicionais do mercado, como PP, PE, PVC entre outros. A utilização dos plásticos de engenharia vem crescendo a cada ano, não somente em aplicações que exijam melhor performance, mas também substituindo materiais tradicionais como madeira e


metal, trazendo também ganhos em processo e otimizando produtividade, além de ir de encontro com inovação de produto e desenvolvimento de novas tecnologias Os PBTs são poliésteres parcialmente cristalinos e são muito utilizados em aplicações que exijam alto nível de desempenho em diferentes setores da indústria. O PBT destaca-se por apresentar elevada rigidez e força, boa estabilidade dimensional, baixa absorção de umidade e alta resistência à químicos, além de ótimo comportamento ao envelhecimento acelerado. São representados pela seguinte fórmula estrutural: Gráfico 1 - Comparação das propriedades de permeabilidade do PBT e demais plásticos

Devido à elevada rigidez das cadeias poliméricas, permite que sejam produzidas camadas de espessura muito baixas.

O PBT é produzido através da policondensação do ácido tereftálico e do tereftalato de dimetila com 1,4-butanodiol, utilizando catalisadores especiais.

Quando aplicado calor, como no caso das máquinas de café expresso, apresenta boa estabilidade dimensional, item

importante para não danificar o sistema de processamento das máquinas e não oferecer risco de perda das cápsulas durante o processamento, além de ser estável em processos de esterilização. Na tabela 1 estão indicadas a principais propriedades mecânicas do PBT.

O uso de PBT em cápsulas de café oferece vantagens, tanto como barreira ao café, como no processo produtivo, uma vez que é um material de ótima processabilidade, traduzida em boa fluidez com MVR de 110 cm3/10 min, podendo ser convertido através do processo de injeção, comparável ao PET em termos de facilidade. Por ser de apenas uma camada, traz ao convertedor a conveniência de processar apenas uma matéria-prima. Oferece excelente barreira ao oxigênio e umidade em única camada. No Gráfico 1 estão representadas as propriedades de transmissão de oxigênio e vapor de água do PBT e outros tipos de plásticos.

O PBT da BASF, conhecido pela marca ULTRADUR® 1520 FC, além de apresentar-se como uma boa alternativa para a aplicação em cápsulas de café, é também aprovado para contato com alimentos de acordo com as regulamentações mais importantes do setor, tais como FDA, EuropeanFoodContact (EU) Nr. 11/2011 e GMP (EC) n°2023/2006.

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Grings Alimentos Saudáveis apresenta nova embalagem do Aveia + Amaranto + Quinoa Produto com roupagem mais moderna já está disponível em todo Brasil O matinal Aveia + Amaranto + Quinoa, da Grings Alimentos Saudáveis, está de embalagem nova, muito mais moderna e clean. Pronto para consumo, o produto está disponível na opção de 150g e pode ser encontrado em supermercados e lojas naturais desde o início de março. A atual embalagem faz parte de uma reestruturação da marca que, ao longo de suas duas décadas, vem procurando atender sempre as necessidades do con-

sumidor em seus produtos com qualidade e praticidade. Como novidade, no fim de 2015, lançou uma nova identidade visual. “Esta alteração representa nossa visão de futuro, que se tornou ainda mais clara e mais moderna. A Grings tem acompanhado tendências e entende a importância de oferecer produtos em embalagens mais atuais, em sinergia com nosso momento e com os anseios do consumidor”, explica Cristiano Grings, sócio-diretor da empresa.

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Tropical: O Café da família brasileira Com visual renovado e sabor marcante, o produto chega ao mercado para compor a mesa de quem busca uma bebida de qualidade Assim como o povo brasileiro, o Café Tropical carrega em sua essência toda a vivacidade e sabor de uma terra fértil e cheia de história. Elaborado pela Cia. Cacique a partir de grãos selecionados, o Café Tropical está sendo relançado, e chega às gôndolas nas versões torrado e moído, em embalagem a vácuo e almofada de 500g, e também em grãos, em pacote de 1kg para garantir a satisfação dos consumidores que prezam pelo custo-benefício, mas não abrem mão de opções de qualidade e confiança. Inspirado no povo brasileiro, que é forte e trabalhador e nunca perde a alegria de viver, o Café Tropical conta com um

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blend encorpado, ponto de torra acentuado e aroma intenso, que o destaca em sua categoria e garantem consistência e rendimento a cada preparo, seja para reunir os amigos ou servir a família. E toda sua brasilidade agora também está impressa na embalagem, que ganhou cores mais vivas e alegres, reforçando seu conceito de café verdadeiro, intenso e forte, como o povo brasileiro. As versões do Café Tropical podem ser encontradas nas melhores redes de supermercados em todo o estado de São Paulo e Sul do país.


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Sumo de Limão Castelo: a fruta em nova embalagem! A Castelo Alimentos apresenta o sumo de limão, num frasco que equivale a 1,5 kg da fruta espremida Acostume-se! O limão está em nova embalagem! A Castelo Alimentos - que há mais de 110 anos se dedica em dar um gostinho especial ao seu dia a dia acaba de ‘envasá-lo’, permitindo desfrutar da qualidade todo o ano e sem precisar perder tempo em higienizar, cortar e espremer a fruta. Produzido a partir do limão taiti, o Sumo de Limão da Castelo apresenta uma série de vantagens em relação à fruta: agilidade no preparo de receitas, ocupa menos espaço na geladeira, evita o desperdício e tem validade de 360 dias fechado ou 30 dias após aberto, entre outras. Rico em vitaminas C, o Sumo de Limão Castelo também se destaca pela versatilidade, podendo ser usado como tempero de saladas, carnes, peixes, frangos, so-

bremesa, preparo de drinks e bebidas, e o que mais a imaginação permitir. A novidade da Castelo é produzida nacionalmente e mantém um padrão de qualidade que garante sempre o mesmo nível de acidez, evitando que os pratos fiquem com gosto amargo e indesejável. O Sumo de Limão Castelo pode ser encontrado de embalagem de 500 ml, o que equivale a aproximadamente 19 limões taiti médios, ou cerca de 1,5 kg da fruta. Sob o slogan ‘Esprememos para você’, o lançamento inclui material promocional nos PDVs, como flyers que trazem receitas com o produto, tags, wobbler, clipstrip, réguas de gôndola e ainda um hotsite, com uma variedade de pratos, sobremesas e drinks a base do Sumo de Limão Castelo.

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Tecnologia ajuda a reduzir consumo do Ribbon Codificadoras da Domino Printing trazem tecnologia que economiza até 60% do Ribbon utilizado na impressão As codificadoras da Série V da Domino Printing - TTO (Termotransferência) são equipadas com tecnologia i-tech que faz o controle inteligente e gera economia de até 60% do Ribbon utilizado para impressão. Outra função importante que ajuda no melhor aproveitamento do consumível é a tecnologia Dancing Arms que mantém o tensionamento constante do Ribbon. Esta função também reduz a chance de quebra do Ribbon, o que praticamente elimina a parada de linha devido a necessidade de troca ou ajuste.

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Codificadoras Série V - As codificadoras Série V se destacam pela facilidade no manuseio. Estão equipadas com exclusivo touchpad, o que possibilita toda a programação diretamente com textos fixos ou variáveis, logotipos e códigos de barra 1D e 2D DataMatrix. Os modelos não requerem a utilização de ar comprimido, não necessitam software para edição de mensagens, além de modelos intermitentes ou contínuos no mesmo modelo.


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Owens Illinois é a nova fornecedora de garrafas da Amazon Beer A maior fabricante de embalagens de vidro do mundo é responsável pelos oito rótulos de 355 ml da cervejaria paraense, única no mercado com sabores da Amazônia A Owens Illinois (O-I), maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, é a nova fornecedora de garrafas da Amazon Beer. A parceria foi iniciada no fim de 2015 e esta em linha com a estratégia da empresa de apostar no mercado de cervejas artesanais, que vem crescendo no País. “Estamos muito felizes em vestir as cervejas da Amazon Beer, especialmente pelo caráter único delas, que trazem sabores exóticos da Amazônia, já premiados inclusive em diversos festivais”, afirma Daniel Amaral, gerente de Marketing e Inovação da O-I. Segundo Caio Guimarães, diretor de Marketing da Amazon Beer, a empresa comprava garrafas de fornecedores em São Paulo, porém, como a O-I possui fábrica em Pernambuco, o que proporciona uma grande economia no preço do frete, possibilitando baratear o custo dos produtos. “A Owens Illinois é uma empresa grande e consolidada no mercado. Recebemos muitas indicações de outras cervejarias que trabalham com a O-I e estão satisfeitas com a qualidade dos produtos. Isso foi fundamental para decidirmos investir nessa parceria”, explica Guimarães. Fundada em 2000, a Amazon Beer iniciou sua história com capacidade de produção de 11 mil litros/mês e hoje produz cerca de 130 mil litros/mês, um índice de crescimento de mais de 1.000% nos últimos 15 anos. A empresa produz oito estilos de cervejas em toneis de cobre, todas inspiradas na exuberância e na riqueza dos frutos e raízes da Amazônia, não tendo similares no mercado. Sempre com muita inovação, a Amazon Beer mantêm cuidados especiais em cada etapa da produção, que é

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feita nos moldes artesanais. Da Amazônia para o mundo O bar da Amazon Beer já virou atração turística na Estação das Docas, um dos mais belos cartões-postais da cidade de Belém (PA). Atualmente, a Amazon Beer exporta sua cerveja para o Japão e também licenciou sua marca para a cervejaria inglesa World Beers, que produz alguns de seus rótulos no Reino Unido. “Somos considerados pelos nossos consumidores um patrimônio do universo cervejeiro paraense e, agora, buscamos derrubar fronteiras para conquistar o Brasil e o mundo”, comenta Caio Guimarães. Este ano, a Amazon Beer novamente ganhou destaque durante o Concurso Brasileiro de Cervejas, que ocorreu em março, em Blumenau (SC). A Forest Bacuri ficou com a medalha de prata e a Priprioca Red Ale com o bronze, na categoria Brazilian Beer. Além disso, a cerveja colaborativa Cupulate Porter, desenvolvida com as cervejarias curitibanas Bodebrown e DeBora Bier ficou com a medalha de prata na categoria Chocolate or Cocoa Beer. A Amazon Beer completou 15 anos em 2015 e, durante sua trajetória, já produziu 15 rótulos diferentes (entre cervejas da linha fixa e produções colaborativas). Em 2016, a empresa trabalha no desenvolvimento de dois novos rótulos, que poderão contar com garrafas exclusivas da Owens Illinois. Sobre a Amazon Beer Localizada na Estação das Docas, no Belém do Pará, a Amazon Beer mostra

criatividade e inovação na produção de cervejas 100% artesanais. Com um nome impactante, a cervejaria homenageia uma das regiões mais belas do País, utilizando aromas e sabores que transmitem verdadeiramente a essência amazônica. Com uma mistura harmônica de malte e frutas típicas da Amazônia, Arlindo Guimarães, proprietário da cervejaria, e o mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli, testam e analisam sem parar sabores que podem disseminar bebidas únicas, marcantes e que, ao mesmo tempo, têm uma natureza especialmente brasileira. Para mais informações, acesse: www.amazonbeer.com.br. Sobre a O-I A Owens Illinois, Inc. (NYSE: OI) é a maior fabricante de embalagens de vidro do mundo e a parceira preferida de marcas líderes de produtos alimentícios e bebidas. Com uma receita de US$ 6,2 bilhões em 2015, a empresa está sediada em Perrysburg, Ohio, EUA, e emprega aproximadamente 27.000 pessoas em 80 fábricas distribuídas por 23 países. A O-I oferece soluções de embalagens de vidro seguras, sustentáveis, puras, únicas e rentáveis em um mercado global crescente. No Brasil, a empresa também atua com as marcas CISPER e CIV, no segmento de utilidades domésticas para o consumidor final e o mercado profissional. Para promover os benefícios das embalagens de vidro em todo o mundo, a O-I criou o movimento Glass Is Life, que se baseia nas razões pelas quais as pessoas escolhem o vidro: sabor, saúde, sustentabilidade e qualidade. Para obter mais informações, acesse www.o-i.com.


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Marajoara aposta em tecnologia de realidade aumentada As embalagens de leite condensado, fornecidas pela SIG Combibloc, agora vêm com o código Zappar, que dá vida a conteúdos virtuais

Quando o conteúdo oculto ganha vida, um vídeo convida o consumidor a preparar sua própria sobremesa com leite condensado, tirar uma foto e participar do projeto - além de receber dicas para deixar o pudim ainda mais saboroso. Também é possível ver as fotos de outros participantes e acessar receitas deliciosas diretamente do site da Marajoara. Além disso, o contato com o SAC da Marajoara é mais fácil, já que o número do telefone e o e-mail estão disponíveis a um clique. Tradicional cliente da SIG Combibloc e um dos maiores laticínios de Goiás, a Marajoara possui quatro linhas de envase da empresa, em quatro unidades fabris na cidade de Hidrolândia (GO). A máquina CFA 712, com capacidade para envasar até 12 mil embalagens por hora, é a responsável por envasar o leite condensado Marajoara no formato combiblocSmall de 395 g e de 198g, graças à sua flexibilidade. “Ainda neste ano, a Marajoara lançará mais produtos com a tecnologia da Realidade Aumentada. A inovação é sempre prioridade para nós. Aguardem!“, afirma André Junqueira, diretor da Marajoara. A empresa atua no segmento de lácteos desde 1988 e hoje está entre as seis marcas mais vendidas da região Centro-Oeste. Os investimentos constantes possibilitam à Marajoara oferecer um portfólio completo e expandir sua atuação no mercado. A Realidade Aumentada é uma inovação possível graças a uma parceria com a Massfar, empresa autorizada que trouxe para o Brasil a tecnologia europeia para dar vida a conteúdos ocultos.

A Marajoara Alimentos inovou ao lançar no Brasil a primeira embalagem longa vida com a tecnologia de Realidade Aumentada, por meio do aplicativo Zappar. Agora, é possível escanear, com um Smartphone ou Tablet, o código impresso nas embalagens do leite condensado Marajoara e se surpreender com as animações, vídeos, elementos 3D, áudios e

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imagens. A novidade está disponível nas embalagens combiblocSmall de 395 g e de 198 g (meia porção), da SIG Combibloc. Para ter acesso à Realidade Aumentada basta baixar o aplicativo Zappar, abri-lo e apontar a câmera para o código impresso no verso das embalagens do leite condensado Marajoara.

Assim, as embalagens podem mostrar animações com vídeos, jogos, elementos 3D, áudios e imagens. Aplicando o código Zappar na embalagem, o conteúdo ganha vida na tela do Smartphone ou Tablet, proporcionando uma total interatividade entre empresas e seus consumidores.


Laboratório Sabin muda seu parque de impressão a favor da sustentabilidade A OKI Data, uma das principais marcas de soluções de impressão do mundo, é a nova parceira do Laboratório Sabin - um dos maiores players do Brasil em Medicina Diagnóstica. Por meio da World Digital, revenda autorizada da OKI Data em Brasília, foi realizada a troca de todo o parque de impressão do Sabin. O projeto de instalação das novas impressoras foi dividido em três etapas. Na primeira, as máquinas foram homologadas pelo gerente de TIC do Laboratório Sabin, Edgar Moreira, e, caso seguissem todas as exigências técnicas da empresa e apresentassem bom desempenho, elas seriam instaladas em todas as unidades do Sabin - que tem mais de 190 unidades de atendimento. Ainda nessa fase, como os testes ocorreram de forma satisfatória, mais de 60 equipamentos dos modelos MPS5502MB e ES5112 foram distribuídos pela rede. Na segunda fase, mais 80 impressoras dos mesmos formatos começaram a operar e, na última fase, mais 160 equipamentos - entre impressoras e multifuncionais - foram instalados. Um dos pontos decisivos para o Sabin escolher as soluções de impressão da OKI Data foi a preocupação da marca com a Sustentabilidade. As ações que incentivam o uso de suprimentos originais e o descarte apropriado dos insumos mostraram como a OKI estava alinhada com os valores do laboratório. Além disso, a qualidade e a agilidade de impressão foi outro fator importante para a escolha. Devido ao número elevado de impressões de análises clínicas e o tipo de documento nos quais o material é impresso, o laboratório precisava de equipamentos que apresentasse essas características. Dessa forma, foram escolhidos os modelos MPS5502MB, uma multifuncional compacta que cabe facilmente em diferentes formatos de escritórios e que imprime a primeira página em apenas 5 segundos, e a ES5112, que processa altos volumes de impressão com facilidade e robustez e a qualidade da tecnologia LED. Cláudio Borges, Diretor Geral da World Digital, reforça que outro fator importante para o sucesso do negócio deu-se pelo fato de a multifuncional MPS5502MB da OKI ter predisposição para um processo de Gestão Eletrônica Documental (GED). Com o recurso, será possível preservar e organizar os documentos do laboratório, garantir segurança das informações e o maior controle dos dados, já que a armazenagem dos arquivos vem acompanhada de uma conferência do conteúdo existente, incluindo sua classificação automática. Tal fator facilita a busca de documentos específicos, principalmente em um laboratório que tem grande circulação de materiais. Ainda segundo o executivo, a participação ativa da OKI Data pode ser percebida em todas as fases do projeto. “O envolvimento da OKI Data durante a execução do trabalho foi fundamental. Desde a primeira etapa, a empresa cumpriu todos os prazos estabelecidos e seguia todos os critérios técnicos estabelecidos pelo Sabin. Além disso, o atendimento prestado, a conduta e as políticas de Sustentabilidade foram decisivos para ganhar a concorrência”, finaliza Borges.

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bactérias, ampliando o shelf life do produto de 24 horas sob refrigeração para 14 dias, sem qualquer perda de sabor e qualidade e sem qualquer utilização de conservantes. Para adaptar a embalagem aos produtos da Faleiro, a empresa também investiu em pesquisa. “Foi necessário entendermos o equilíbrio ideal da mistura dos gases, levando em conta a especificidade dos nossos produtos, uma vez que o nível de umidade de um salgado pode ser diferente do outro”, explica Antônio Faleiro Neto, presidente da Faleiro Food Service.

Faleiro desenvolve embalagem com atmosfera modificada para sua linha de salgados Para ampliar o perfil dos estabelecimentos que comercializam os produtos de sua linha de salgados, a Faleiro desenvolveu uma embalagem com atmosfera modificada. Com ela, estabelecimentos tais como drogarias, padarias, pequenos mercados e empresas de vending machine, que não tem a disponibilidade de um freezer, podem oferecer o produto com a mesma qualidade e sabor, podendo acondicioná-los em refrigeradores. A embalagem em atmosfera modificada é uma tecnologia que amplia o shelf life dos produtos e, no Brasil, é muito uti-

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lizada pelas indústrias alimentícias, mas a Faleiro é a única a utilizar a embalagem em uma linha de salgados. Mensalmente já são distribuídos 130 mil salgados em embalagens com atmosfera modificada pela indústria mineira. A empresa investiu R$ 300 mil na compra de três equipamentos alemães e busca a matéria prima fora do estado para atender a sua demanda. À embalagem especial, denominada embalagem com barreira, são injetados uma mistura balanceada de gases inertes que impedem a entrada do oxigênio e consequentemente a proliferação de

Com a introdução da embalagem com atmosfera modificada, a Faleiro conseguiu ampliar o perfil dos pontos de venda que comercializam seu produto. “Passamos a atender estabelecimentos onde anteriormente não estávamos presentes pela falta do equipamento que mantenha temperaturas de congelamento. A oportunidade que oferecemos em colocar os salgados armazenados em refrigeração, ampliou o nosso nicho de mercado drasticamente. Passamos a atender farmácias, padarias, minimercados, operadores de vending machines e quiosques que anteriormente não tinham a relação comercial conosco”, explica Antônio Neto. Outra característica importante é que uma vez que são resfriados, os produtos levam apenas 40 segundos para serem aquecidos, “o que é um fator importantíssimo em clientes com picos de atendimento, tais como lanchonetes que operam em empresas com grande número de funcionários e horários pré-estabelecidos para o intervalo, como operadores de telemarketing, por exemplo. Com esse tempo de aquecimento, é possível agilizar muito a operação e o atendimento no ponto de venda”, explica o executivo. De olho no futuro A embalagem em atmosfera modificada é um método de conservação de alimentos que proporciona um aumento da vida útil do produto e melhora a visibilidade nos pontos de vendas, garantindo aspectos importantes como sabor, textura e segurança alimentar. De olho no futuro, Antônio Neto explica que pretende ampliar essa tecnologia para as linhas de refeições e sobremesas que também são fabricadas pela empresa.


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Setores do vinho, cerveja e leite diversificam a feira Diversificação é a marca dessa 12ª edição que receberá em torno de 200 empresas expositoras de oito estados brasileiros e 12 países Tecnologia, produtos e serviços para as indústrias vinícola, cervejeira e de laticínios, e as novidades e equipamentos para a cadeia de alimentos serão apresentadas durante a Envase Brasil | Brasil Alimenta, que acontece de 26 a 29 de abril, das 14h às 21h, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves/ RS. A diversificação é a marca dessa 12ª edição que receberá em torno de 200 empresas expositoras de oito estados brasileiros e 12 países.

das indústrias de bebidas: vinho e espumante, suco, cerveja, refrigerante, água mineral, lácteas, cachaça e destilados. Integrada ao conceito de tecnologia para as cadeias junto com a Envase Brasil, a Brasil Alimenta oportunizará ainda, o acesso de empresas fornecedoras de tecnologia, produtos e serviços para industrialização, processamento e abastecimento de alimentos, com ênfase nas embalagens e logística.

A abertura do evento está prevista para as 19h do dia 26 de abril com a expectativa de reunir autoridades nacionais e internacionais.

A estimativa é de que mais de 12 mil visitantes, entre profissionais do setor de bebidas em geral, incluindo industriais, técnicos dirigentes das indústrias do setor, circulem pelo evento.

O destaque fica por conta do setor de bebidas em geral, cujo crescimento da demanda e de oferta tecnológica para vinícolas, microcervejarias e laticínios e derivados tem sido sentida de maneira mais evidente. A Envase Brasil é uma feira de tecnologia, máquinas, equipamentos, embalagens e processos para indústrias de bebidas e alimentos e abrigará expositores nacionais e internacionais apresentando tecnologias para os diversos segmentos

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O presidente da Envase Brasil | Brasil Alimenta, Vicente Puerta, acredita que as feiras são ferramentas de relacionamento e comunicação aproximativa entre as organizações e principalmente, constituem um fator muito importante de atualização tecnológica e setorial. “Sem dúvida, a Envase Brasil | Brasil Alimenta tem contribuído ao longo das edições, para a construção de relacionamentos setoriais e para o desen-

volvimento de referenciais de mercado”, aponta. Puerta reforça que mesmo com o crescente uso de novos canais de comunicação e tecnologias de informação, a comunicação presencial continuará sendo imprescindível para o sucesso nos negócios.

Nesse sentido, foram firmadas importantes parcerias para desenvolver um programa de ações que possibilitem o alinhamento profissional e focado na geração de relacionamentos e negócios antes, durante e pós evento. Estão sendo desenvolvidas ações com as seguintes entidades: Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe); Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Estado do Rio Grande do Sul (Apil RS); Associação Gaúcha de Empresas Envasadoras de Água Mineral (Agedam); Sindicato da Indústria da Alimentação de Bento Gonçalves (Sindal BG); Sindicato das Empresas de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (Segh); Prefeitura de Bento Gonçalves e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).


FEIRA reunirá especialistas dos setores de bebidas e alimentos da América Latina Nesse ano, a vocação brasileira e gaúcha para a produção de cerveja, vinho, leite, o forte trabalho das agroindústrias e as pressões na área de segurança de alimentos estará ainda mais em evidência com uma programação repleta de atividades que, sem dúvida, agregará muito conhecimento aos participantes. Além disso, tecnologias, produtos e serviços estarão em exposição nos quatro dias de feira. O amadurecimento do evento, que chega na 12ª edição, pode ser comprovado pela capacidade de adaptação às demandas dos setores envolvidos, o que também possibilitará atrair centenas de produtores e indústrias do setor para as experiências e debates. Prova disso é a extensa programação, com ampla abrangência dos temas e a integração de eventos internacionais, como a 2ª Conferência Internacional de Segurança de Alimentos e o 3º Encontro Latino-americano de Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios (Pymes Lácteas). “Tem sido motivo de orgulho e satisfação o fato da Envase Brasil | Brasil Alimenta ter sido escolhida como palco para receber o 3º Pymes Lácteas. Isso deixa transparecer o empenho e a dedicação da organização em realizar eventos cada vez mais completos e voltados para o desenvolvimento dos setores, em especial, o segmento das pequenas indústrias de laticínios e derivados da região Sul”, enfatiza Joaquim Puerta, diretor comercial das feiras. No primeiro dia, 26 de abril, acontece o Encontro Produtor, evento que reunirá representantes de agroindústrias certificadas ou em vias de certificação, para o debate de ações e estratégias de desenvolvimento de novos mercados. Ricardo Antonio Rotta, gestor da primeira rede de franquias do Agronegócio Nacional e no desenvolvimento de projetos de cunho tecnológico, será um dos palestrantes e abordará ‘A criatividade impulsionando o agronegócio’. De acordo com Rotta, a falta de criatividade acaba aprisionando as empresas e pessoas no campo da cópia, reproduzindo, a maioria das vezes, de forma amadora e desastrada produtos e serviços ultrapassados e

medíocres. “A intenção durante o encontro é estimular os empreendedores do setor agrícola a repensarem os seus produtos e serviços com foco no consumidor, que a cada dia se torna mais exigente e ávido por novidades”, alerta. Ciente da necessidade cada vez maior de integração e ampliação do mercado, a Envase Brasil | Brasil Alimenta acolherá o 3º Encontro Latino-americano de Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios (Pymes Lácteas). Durante os dias 27 e 28 de abril um intercâmbio de ideias, com cases, experiências, necessidades e problemáticas dos pequenos e médios laticínios estarão em evidência. Serão palestras técnicas, de negócios e gestão empresarial com destaque para a participação da Asociación de Pequenas y Medianas Industrias Lácteas (Apymel) da Argentina e do Instituto Mexicano do Queijos. Uma das palestras aguardadas será “Associativismo como estratégia de crescimento e competitividade em mercados internos e externos, com Fernando Ramos, da Apymel. Uma mesa redonda também será oportunizada por meio do tema “Estratégias de comercialização e promoção do queijo para pequenas empresas de laticínios. Franquias. Caso de sucesso”, que contará com a presença de Georgina Yescas, da Lactography - México e Fernando Ramos, Apymel. Aproveitar as oportunidades em diversos mercados, como de exportações e de fornecimento a empresas globais, além da questão da responsabilidade civil dos fornecedores de alimentos e bebidas estarão em debate na 2ª Conferência Internacional de Segurança de Alimentos, no dia 27 de abril. Entre os palestrantes, destaque para Leonardo Silva Machado, gerente de Estratégia de Mercado da Apex Brasil, que tratará das oportunidades comerciais que existem para exportar para os Estados Unidos. Também falará como se encaixam os produtos orgânicos, gourmet e especiais, como atender a regulamentação para importação, aspectos de embalagem e

rotulagem, segurança e sustentabilidade de alimentos, e as novas barreiras ao comércio internacional. Outra palestra relevante será da promotora de justiça do MP/RS, Caroline Vaz, que abordará sobre direito do consumidor à segurança de alimentos e quais são as responsabilidades do fornecedor na relação de consumo e as consequentes responsabilidades, especialmente a responsabilidade civil. O Envase Experience, nos dias 28 e 29 de abril, também proporcionará diversas palestras produtivas com o ‘Falando de Cerveja’ e ‘Falando de Vinho Espumante’, respectivamente. No dia 28, o cervejeiro artesanal desde 2004, fundador da Acerva Gaúcha e juiz de cerveja, Leo Sassen, será um dos conferencistas e tratará do tema “As micro-cervejarias do Rio Grande do Sul no começo do século XX”. As micro-cervejarias não são uma novidade no país e nesse painel será apresentado um pouco mais do passado cervejeiro e algumas das principais cervejarias no estado do Rio Grande do Sul no começo do século XX, entre elas as cervejarias Becker-Sassen, Ritter, Bopp e a Continental. Já no dia 29, o foco será o setor vinícola e entre as produtivas palestras os participantes poderão assistir Adolfo Lona, enólogo e sócio da Vinícola Vinhos e Espumantes Adolfo Lona, que tratará ‘Os espumantes no Brasil, breve histórico, evolução, perspectivas futuras’. Principais atrações: * 26 de abril - Encontro Produtor 2016 * 27 de abril - 2ª Conferência Internacional de Segurança de Alimentos * 27 de abril - Rodada de Negócios Sebrae * 27 e 28 de abril - 3º Encontro Latino-americano de Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios *28 e 29 de abril - Envase Experience Falando de cervejas e Falando de vinhos espumantes *26 a 29 de abril - Espaço Queijos & Companhia visite o site: www.envasebrasil.com.br facebook: www.facebook.com/envasebrasil Você pode conferir a cobertura da feira no site da revista: www.embalagemetecnologia.com.br

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fortalece negócios da indústria cosmética em sua 21ª edição

Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Cosmética, que acontece entre 10 e 12 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, já está com o credenciamento online disponível A FCE Cosmetique é a principal plataforma de negócios do setor cosmético da América Latina. O evento já está com o credenciamento online disponível por meio do site www.fcecosmetique.com.br. Como porta de entrada das inovações e tecnologias para toda cadeia produtiva de cosméticos, deve receber em sua 21ª edição 17 mil visitações de profissionais qualificados que conhecerão os lançamentos e as novidades de marcas como:

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Antilhas, AQIA, Garden Química, Maxxi Química, Quantiq, Química Anastácio, Vollmens, Volp, Wheaton, Fiabila, Adhespack entre muitas outras. O evento ocorrerá entre 10 e 12 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e segue a missão da organizadora NürnbergMesse Brasil de criar experiências, conectar pessoas e compartilhar conhecimento. Para isso, proporcionará

uma experiência completa aos visitantes e expositores além da área de exposição. Para esta 21ª edição, a FCE Cosmetique investe novamente no Circuito do Conhecimento e Inovação. Integra esse circuito a Arena do Conhecimento, um auditório aberto ao público que apresenta palestras voltadas à inovação, tendências e lançamentos do setor e que já conta com diversas novas parcerias para a geração de conteúdo qualificado. Em paralelo à FCE


Cosmetique, a 29ª edição do Congresso Brasileiro de Cosmetologia também compõe o Circuito. Desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), estarão presentes renomados palestrantes internacionais e os maiores expoentes do mercado cosmético no Brasil. Completando as atividades, fazem parte do circuito também a área de trabalhos científicos em formato de e-pôsteres e a Estação ExSenses - uma estação sensorial que, por meio de demonstrações, abordará temas como pigmentação, matérias-primas com modificação sensorial e fragrâncias. “Há mais de 20 anos a FCE Cosmetique se destaca por ser a porta da entrada dos lançamentos e tendências para o setor cosmético. É o primeiro evento no calendário da América Latina, organizado logo após os eventos internacionais”, comenta Ligia Amorim, diretora-geral da NürnbergMesse Brasil. “Esse evento é único em sua capacidade de oferecer aos visitantes uma visão completa sobre este mercado que continua em crescimento, contribuindo para o desenvolvimento e fortalecimento de importantes negócios entre Brasil, América Latina e o restante do mundo”, completa. Paralelamente ao evento também ocorre a 21ª edição da FCE Pharma, principal plataforma de negócios da América Latina para a cadeia produtiva do setor farmacêutico. A POWTECH Brasil, conferência e exposição de processamento, análise e manuseio para sólidos secos a granel, partículas e pós-finos, novamente acontece paralela ao evento e contará com o espaço ampliado nesta 3ª edição no Brasil. 21ª edição FCE Cosmetique, FCE Pharma e POWTECH Brasil Data: 10 a 12 de maio de 2016 Horário: 13h às 20h Onde: Transamerica Expo Center - São Paulo - Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - São Paulo - SP www.fcecosmetique.com.br www.fcepharma.com.br www.powtech.com.br Fotos: Editora Casa Grande Você pode conferir a cobertura da feira no site da revista: www.embalagemetecnologia.com.br

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Na Fispal Tecnologia robôs e soluções inovadoras mostram como otimizar produção e potencializar resultados do setor de bebidas e alimentos Ao longo dos quatro dias da Fispal Tecnologia o visitante vai encontrar robôs, soluções inteligentes e novas tecnologias que revolucionam o processo produtivo, viabilizam a confecção de produtos inovadores, sustentáveis e funcionais com menor custo e tempo de fabricação

Imagine um rebanho de ovelhas sendo pastoreadas por um drone? E porque não pensar em vacas sendo ordenhadas por robôs? Estes são casos reais que mostram a evolução da robotização nos processos produtivos, seja de um pequeno produtor ou de uma grande indústria. Soluções tecnológicas similares a essas e diversas outras máquinas e produtos inovadores estarão presentes na Fispal Tecnologia - Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, o maior e mais completo evento do setor na América Latina. Depois de reunir 52 mil visitantes qualificados e 12 países expositores no ano passado, a edição de 2016, que acontece entre os dias 14 e 17 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, já tem mais de 2 mil marcas. De grandes empresas à micro e pequenas fabricantes, a Fispal Tecnologia é palco para a realização de negócios e networking entre compradores dos seto-

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res da indústria de alimentos e bebidas, química e fármaco, e os fornecedores nacionais e internacionais de máquinas, softwares, automação, rótulos, balanças, processadores até empilhadeiras, esteiras e sistemas de transporte, entre outros produtos. “A feira reunirá empresários, executivos e profissionais de toda cadeia produtiva das indústrias de alimentos e bebidas. Neste ambiente, serão demonstrados produtos e serviços inovadores, sustentáveis, alinhados com o conceito de menor custo. Conhecimento, soluções, tendências, concretização de negócios e networking, tudo em um só lugar. Por isso a Fispal Tecnologia é o evento mais importante e completo do setor na América Latina”, ressalta Hercules Ricco, show manager da feira. O evento estimula ainda a troca de experiências e o aperfeiçoamento profissional por meio de palestras sobre os novos caminhos do setor. O ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos abordará o tema “Tendências em Proteínas Animais, Produtos Lácteos e Cárneos”. Temas

como “Segurança na produção de alimentos na indústria” e “Gestão Industrial para redução de custos” também fazem parte da programação. Organizado e promovido pela Informa Exhibitions, a Fispal Tecnologia tem o apoio das principais entidades do setor, como ABIAD - Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres, ABIAM - Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos, ABIPET - Associação Brasileira da Indústria do PET, ABIVIDRO - Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, ABRE - Associação Brasileira Embalagem, ABIMAQ - Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, ABIEC- Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Food Safety Brazil e CervBrasil - Associação Brasileira da Indústria de Bebidas Quem foi, aprovou Dos 52 mil visitantes que estiveram na edição 2015 da Fispal, 82 % consideram que a feira atingiu ou superou suas expectativas.


Mais de 90% apontaram a Fispal como o melhor evento do setor e que pretendem participar novamente este ano. Os dados foram colhidos pós evento pelo Fusion Communications, instituto britânico de pesquisa. O credenciamento para a edição deste ano já está aberto no site: www.fispaltecnologia.com.br. Profissionais do setor tem gratuidade na inscrição. Serviço: Fispal Tecnologia - 32ª Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas Data: 14 a 17 de junho de 2016 Horário: 13h às 20h Local: Pavilhão do Anhembi - Av. Olavo Fontoura 1.209, Santana - São Paulo/SP. Você pode conferir a cobertura da feira no site da revista: www.embalagemetecnologia.com.br Fotos: Editora Casa Grande

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Embalagem & Tecnologia Nº26  

Revista do setor de Embalagem para alimentos, bebidas e cosméticos.

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