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istoegente.com.br

Edição Especial de Aniversário

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Os mais sexy

26/set/2012

ano 13 n° 681

R$ 9,90

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I S SN

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cauã

reymond

O hOmem mAIS SeXY De 2012

“Sexo com amoR todo dia fica meio moRno. sExo Por sExo tAMbéM é MUIto boM”


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Cauã eymond

R

eleito pela segunda vez por gente o homem mais sexy do Brasil, ele tem cheiro de talco, diz que fazer sexo não tem hora e que o amor e a liBido, muitas vezes, não precisam ir para o quarto ao mesmo tempo

POR Júlia leão e simone blanes • fOtOS Ale de SouzA e felipe leSSA EdiçãO dE mOda AmAury Borguett

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“sexo com amor todo dia pode ficar meio morno. Sexo por Sexo também é muito bom”

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m

• Galã de tevê, adorado pelas mulheres... afinal, você se acha sexy? • Cauã. Não com a frequência com que as pessoas me julgam sexy. De um tempo para cá começou esse lance. Até na lista da revista, inclusive, entro pela segunda vez. Mas nem me acho tão sexy assim. • Mas o que elas veem em você então? • Acho que pode ser meu olhar. Uma vez uma namorada disse que eu tinha o olhar muito penetrante, forte. Sempre soube quando uma mulher estava me dando mole. Entre quem me olhava, escolhia uma. A arma era o meu olhar, apesar de achar que no jogo da sedução é a mulher que escolhe o parceiro.

al se sentou em uma das mesas do restaurante Skye, no terraço do hotel Unique, em São Paulo, e duas mulheres – mãe e filha – se dirigem até Cauã Reymond. Querem um autógrafo, uma foto, um sorriso mais de perto do galã Jorginho, de Avenida Brasil, novela que bate recorde de audiência na Globo. Pedido atendido, gravador a postos e o homem mais sexy do Brasil em 2012, eleito por Gente (em sua segunda homenagem, a primeira foi em 2008), põe-se a falar e vai logo dizendo que deve um agradecimento especial a Angelina Jolie. Como? Sim, essa coisa dele ser visto como sexy se deve à musa de Hollywood. Deixe ele explicar: “Ela deu um upgrade na minha vida quando consagrou o lábio carnudo um conceito de beleza. Devo muito à esposa do Brad Pitt.” Tem sentido. Mas se a boca do ator virou seu cartão de visita, ela não o resume. O olhar profundo é outra de suas armas conhecidas. “Uma namorada me disse que ele é bem penetrante”, diz. Bingo. Olhos, boca... tem mais? Tem. De jeans, camiseta justa, cabelos desarrumados e cheiro de talco – sim, ele só usa talco desde criança –, Cauã tempera a conversa com ‘pimenta’. Fala sem hesitar de suas fantasias, conta histórias e se assume sexuado. “Sexo não tem hora. É bom sempre que os hormônios estiverem à flor da pele”, sentencia. Nas páginas a seguir, Cauã – o marido de Grazi Massafera e pai da pequena Sophia, de 4 meses – vai à praia no Rio, vestido e no escuro, e posa diante das lentes de Alê de Souza. Um ensaio exclusivo que confirma o sex appeal do ator – seja de dia, seja de noite.

• E sua beleza e estilo não contam? • Acho que meu estilo agrada, mas não sei dizer se ele é sexy. Acho despojado. Talvez a minha boca chame mais atenção. Como estamos na geração Angelina Jolie, ganhei pontos. Ela deu um upgrade na vida de todo mundo que tem lábios carnudos (risos). • Falando de ‘pegada’, acha que tem? • As mulheres sabem falar isso melhor que eu quando me veem em cena. Mesmo sendo o personagem na tela, tem muito de mim ali. Então, acho que sim. Se todos meus personagens têm pegada, logo... (risos) • É a segunda vez que você é eleito o homem mais sexy do País. É hegemonia? • Acho que as pessoas escolhem você por características como o físico, olhar e atitude, que não mudam ao longo dos anos. Posso até continuar sendo sexy se não engordar e não ficar careca (risos). Aí acho que consigo manter esse título. • Tem medo de ficar careca? • Morro de medo. Meu pai (José Marques) não é careca, mas dizem que a calvície vem por parte da mãe (Denise Reymond) e como ela foi adotada, nunca conheci meu avô. Por isso o medo triplica (risos). Mas ela conheceu e disse que não preciso me preocupar. Ufa! • O que é uma mulher sexy para você? • É um conjunto: ter postura, humor, saber se vestir sem ser vulgar e um olhar marcante. • E você repara em tudo isso? • Sim, sempre. Reparo em todo mundo na rua, em todo tipo de pessoa. Em gorda, magra, bonita, feia, jovem ou velha. Até porque uma gordinha também pode ser sexy.


“tesão não passa por lingerie. acho legal, não é ignorado, mas não é tudo. se estiver usando calcinha velhinha, com furinhos, não tem problema. isso não vai me parar”


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• Qual o jogo de sedução infalível para fisgar um Cauã? • Acho todo o game da mulher legal. Mexer no cabelo, por exemplo. A mulher mexe no cabelo e nem percebe que se insinua. • A mulher também pode ter pegada? • Sim, a única diferença é que a pegada delas não precisa ter força. Pode ser na feminilidade. Isso me dá tesão. • Tem algum fetiche? Por lingerie... • Tesão não passa por lingerie. Acho legal, não é ignorado, mas não é tudo. Se estiver usando calcinha velhinha, com furinhos, não tem problema. Isso não vai me parar (risos). • O que acha de mulher que faz plástica? • Acho que deve existir um limite. Tem mulheres que envelhecem lindas. Já outras – principalmente públicas – mudam demais e erram a mão. • A Grazi tem silicone? • Tem. Mas é bem natural. • Você já disse que Grazi é sexy mesmo quando acaba de acordar. Como é isso? • Acho-a sexy sempre. Mas tudo depende da hora. Se tenho que estar no trabalho cedo, nem olho para ela. Hoje em dia, deixo o namoro mais para a noite, quando a Sofia já está dormindo (risos). • Já está dando para namorar? • A quarentena já terminou, então... (risos). • Acha que tem de ter hora para transar? • Acho que sexo não tem hora. Infelizmente tem lugar, o que acho que também não deveria ter. Mas não é legal marcar hora para fazer sexo (risos). Tem que ser algo natural. A libido, no caso, tem que aflorar. • Você ainda vai a motel? • Dá para ir, pô! O máximo que pode acontecer é o cara do guichê pedir um autógrafo. Apesar de ainda nunca ter acontecido. • Sexo com amor é mais verdadeiro? • Acho que sexo com amor todo dia fica meio morno. Sexo por sexo também é muito bom. •

RAPIDINHAS Ter tesão é...

“O casal tem que ter fricção. Um casal sem isso não tem energia”

Uma imagem sexy

“Os seios. Acho bonito o mamilo”

Uma mulher sexy

“Monica Bellucci. Ela é toda voluptuosa, com todo respeito”

Uma fantasia

“Não tenho nada dessas cenas de luz de velas, nem de striptease. Ou porque ainda não tenham feito para mim. Eu sempre quero ir logo para os finalmente”

Uma cena sexy do cinema

“Em Instinto Selvagem, tem uma cena que adoro quando a Sharon Stone está dançando com outra mulher. Remete a uma coisa meio de lesbianismo. Marcou minha adolescência. Acho muito sexy”

Perfume de mulher

“Gosto muito, mas sem exageros. Os cítricos são bons, mas não para um primeiro encontro porque você vai, beija o pescoço da mulher e fica com um gostinho azedo na boca. Mas um cheiro sexy é o da própria mulher. Cheiro da pele é bom!”

O cheiro dele

“Não uso perfume, nem desodorante, desde garoto. Só passo talco...”

Sexo no trabalho

“Fazer esse tipo de cena é tranquilo. Posso ficar excitado ou não, mas o que rola é respeito. Quando você fica nu na frente de 20 pessoas, não tem como encarar isso de outra forma que não um trabalho”

CONFIRA O MAKING OF e A íNteGRA dA eNtRevIstA eM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

tRatamEntO digital • leandro Galan

Cauã usa smoking Ricardo Almeida e camisa branca Diesel

• Uma gordinha pode te conquistar então? • Existem gordinhas muito mais sexy do que mulheres magérrimas. É a atitude que conta.


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Juliana

Paes

aos 33 anos e eleita pela terceira vez a mulher mais sexy do brasil, a atriz descobre que a sensualidade está na atitude e não na estética. e que levar um personagem para cama pode, no mínimo, causar boas risadas POR Simone BlaneS • fOtOS Ale de SouzA e Felipe leSSA EdiçãO dE MOda RodRigo gRunFeld e Ale dupRAt

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“a sensualidade é algo natural, que tem a ver com a minha espontaneidade”

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o decote do vestido de seda cor de areia mergulhava abdômen abaixo, desnudando o colo bronzeado da atriz e trazendo à (pouca) luz daquela tarde no Leblon parte dos seus seios. “Molha, molha mais! Molha até o rosto”, pedia ela ao produtor que empunhava o borrifador. As gotículas de água, num só tempo, refrescavam a pele e‘esquentavam’ as fotos e as lentes do fotógrafo. Juliana estava sexy – e animada, como ela própria disse. O sex appeal todo ali aflorado e pronto, a atriz fazia jus a sua terceira eleição em dez anos como a mulher mais sexy do Brasil por Gente. Leitores e internautas que enxergam nela o suprassumo da sensualidade brasileira. Nada forçado, segundo Juliana. Toda essa ‘quentura’ vem de sua espontaneidade. Este, um trunfo que ela tem. A bela que ri e não se leva a sério não costuma levar o personagem para cama. “Teve uma vez que eu até tentei uma performance, mas durou só dois segundos e caímos na risada”, confessou ela, se referindo ao marido, o empresário Carlos Eduardo Baptista – e pai de seu filho, Pedro, 1 ano e 9 meses. Portanto, Gabriela, seu papel atual no remake da obra de Jorge Amado, no ar pela Globo, não participa de suas intimidades. E nem precisa. Aos 33 anos, Juliana descobriu que ser sexy está na atitude e não no viço da pele. Está em lidar bem com o corpo que se tem e não se os glúteos foram atingidos pelo efeito da gravidade. A maturidade em detrimento da impulsividade entre quatro paredes. “É bacana perceber que a mulher normal ainda é vista como sexy.” Juliana pede mais água. “ Molha, isso, molha mais”. E são seus admiradores, diante de sua beleza, que transpiram...

• Você foi eleita a mulher mais sexy do Brasil. Como se sente? • Juliana. Fico lisonjeada. É sempre bom ser considerada uma mulher sexy. Embora esse não seja meu objetivo. Tudo acontece de forma natural. Sou uma mulher muito natural. • Sua imagem está atrelada à sensualidade desde o início da sua carreira. Já cansou de ser sexy? • O que cansa mesmo é falar sobre isso sem parecer pretensiosa (risos). Mas ser sexy nunca me incomodou. Sempre lidei bem com isso e cuidei para que não virasse a minha característica principal. No começo da minha carreira, a sensualidade vinha em primeiro plano. Mesmo assim, eu me baseava em fazer bem o meu trabalho para conseguir usar o talento a meu favor e evitar que a sensualidade virasse um fardo. A sensualidade é algo natural, que tem a ver com a minha espontaneidade. O Humberto (Martins, ator) sempre diz que eu sou uma meninona. Sou assim. Não me levo muito a sério. Acho chato e difícil se levar a sério demais. • Gabriela é sua personagem mais sensual? Como foi gravar as cenas mais picantes? • Nas cenas em que eu fico nua, o foco não é a sensualidade. Até porque Gabriela vivencia a nudez com naturalidade. Mas claro que é sempre um desconforto ficar nua. Mas não é nada que me tire o sono. Nas cenas mais picantes, só ficam as pessoas necessárias para a cena. Meu corpo é uma ferramenta de trabalho, sem grandes neuroses. Mas já houve cenas em que eu disse que não ficaria nua, porque não era realmente necessário.

• Depois dos 30 anos, o que mudou na sua sensualidade? A mulher ganha ou perde mais o poder de sedução com a maturidade? • Aos 20 aninhos, você é sexy porque sabe que é. É uma sensualidade mais física. Está no corpo, no viço da pele. Aos 30, ser sexy vem da atitude. Com o tempo, a sensualidade aparece com o jeito com que você lida com o corpo. Hoje, eu me sinto muito mais confortável em andar sem roupa dentro de casa. Quando você é mais nova, se preocupa com os defeitinhos do corpo. Agora, não estou nem aí. Lido muito melhor com o que eu não gosto em mim. Se meu peitinho não está tão durinho como era, é porque eu amamentei durante um ano. E saber disso me faz me sentir mais mulher, mais poderosa. • Para você, como é o jogo de sedução dentro do casamento? • O importante é entender que o casamento tem marés. Há épocas em que o sexo é incrível. Mas há épocas em que não estou tão voltada para isso. Temos de saber conciliar essas marés. Estou casada há quatro anos. Mas já vivemos juntos há oito. Tem gente que diz que com o tempo vai esfriando. Claro. Não é fácil manter. Mas acho muito melhor o sexo com uma grande intimidade, que você conquista com o tempo. É como uma plantinha, que tem suas épocas de regar e de colher. • Ivete Sangalo declarou para Gente que investe em lingeries e produções, porque é sempre bom para aquecer a relação. • Concordo com ela (risos). Mas eu acho que investir em produções tem mais a ver com ter cuidado com você mesma. Isso atrai os ho-


“se meu peitinho não está tão durinho como era, é porque amamentei durante um ano. e saber disso me faz sentir mais mulher, mais poderosa”


“dar risada me faz entrar no clima rapidinho. uma vez, li uma frase que dizia: ‘só tenha ciúme do cara que faz sua mulher sorrir’. é verdade”


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mens, porque eles têm radar de autoestima. De vez em quando, eu faço, sim. Com um filho pequeno, fica mais difícil. Mas não fico mulambenta dentro de casa. Recentemente, dei uma atualizada nas camisolinhas. Gosto de bem confortáveis, bonitinhas. • Qual o seu truque de sedução infalível? • Truque infalível não existe (risos). Não me arrisco nessas coisas. Nem em fantasias, porque eu tenho crise de riso. Uma vez, até tentei fazer uma performance. Mas durou dois segundos e eu e meu marido caímos na risada. Aliás, dar risada me faz entrar no clima rapidinho. Uma vez, li a frase: “Só tenha ciúme do cara que faz sua mulher sorrir”. É verdade. • Tem vontade de ter mais filhos? • Quero ter mais um. E não vai demorar, porque quero que meus filhos sejam amiguinhos. E também não importa se será menina ou menino. Não vou fazer simpatias (risos). •


Parte do corpo que acha mais sedutora

“Os meus olhos, pela expressividade”

Uma atitude sexy

“Poder me olhar no espelho e ver que estou linda”

Uma atitude sexy de um homem

“Vou lhe usar (risos). Brincadeira. Acho sexy quando meu marido está brincando com meu filho. Acho tão lindo, que tenho vontade de agarrá-lo”

A sensualidade nos sentidos

“Na audição, o barulho do mar. No paladar, o gosto de morangos com champanhe. No olfato, o cheiro da pele da pessoa que você gosta”

Uma cena sexy de um filme

“Tem um filme com Angelina Jolie e Denzel Washington (O Colecionador de Ossos), em que ele perde os movimentos e a sensibilidade no corpo, exceto de um dedo. Aí, ela toca no dedo dele, e aquele encostar de mãos é muito sexy”

Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê?

“Não é onde. É com quem. Doesn’t matter (“Não importa”). O lugar não interfere”

Luz de velas e vinho tinto ou fim de tarde e caipirinhas?

“Os dois. De dia, a praia. De noite, à luz de velas. Estou animada, hein?”

CONFIRA O MAKING OF EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

MakE • ale de Souza CabElO • Cláudio Belizario PROduçãO dE MOda • marCo Frige e renato telleS tRataMEntO digital • leandro galan agRadECiMEntO ESPECial • ao Sheraton do Vidigal por toda a aSSiStênCia e Suporte no dia daS FotoS

Juliana usa vestidos: Carlos Miele (capa), Rodrigo Grunfeld, Francisco Costa para Calvin Klein e Azedine Alaia

RAPIDINHAS


“Tom Jobim me deu um único beijo” No ano em que a canção “Garota de Ipanema” completa 50 anos, sua musa inspiradora, Helô PINHeIro, lança biografia em que revela que Tom Jobim a pediu em casamento e conta nesta entrevista que o pedido foi acompanhado de um selinho

• Era fim de tarde de 1965 e o pôr do sol mudava os tons da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Ao fundo, o morro Dois Irmãos testemunhava silencioso o único beijo entre Tom Jobim e Helô Pinheiro, a Garota de Ipanema. Tom estava nervoso, tímido, envergonhado. Poeta de grandes canções, neste dia lhe faltaram palavras. “Casa comigo”, foi o que ele conseguiu dizer. Helô, com 19 anos, recémdescoberta musa inspiradora da música, apenas perguntou: “Como, se você é casado?”. Tom contou que estava em crise com sua primeira esposa, Tereza, e completamente apaixonado pela “menina que vem e que passa no doce balanço a caminho do mar”. Helô tentou mudar de assunto, namorava seu atual marido, Fernando Pinheiro, e aguardava o pedido de noivado, mas balançou. “Achava ele um gato, um tesouro de homem. Fiquei entusiasmada, mas namorava firme”, lembrou. O beijo veio quando foram se despedir. “Fui dar a lateral do rosto e ele veio e tchum. Fiquei surpresa! Fui embora com 1.500 passarinhos na minha cabeça, mas eles voaram assim que encontrei

meu namorado.” Não se viram mais. O próximo encontro foi quando Helô foi convidá-lo para ser padrinho de seu casamento. Agora, em 2012, a música “Garota de Ipanema” completa 50 anos. Para celebrar a data, Helô escreveu sua biografia: A Eterna Garota de Ipanema. Essa e outras histórias estão no livro (ed. Aleph, R$ 36), que será lançado na sexta-feira 28. Aos 68 anos, a mulher, mãe, avó ainda se sente sexy, mas diz que sofre com os sinais do tempo. Filha de militar e censor do jornal O Pasquim, ela só se arrepende de não ter batido mais de frente com os pais, quando eles não a deixaram atuar em novelas e filmes. Hoje, gostaria de ser como Hebe Camargo na tevê e lastima ter perdido o contato com as famílias de Tom e Vinícius. “Lamento não sermos mais amigos. Em 2001, eles entraram com uma ação para me impedir de continuar usando o nome Garota de Ipanema”. E entraram em um acordo no ano passado, mas nunca mais se falaram. “Foi uma dor muito forte. Um dos meus sonhos seria voltar a ter amizade com eles, mas eles não se pronunciam”.

Fotos Divulgação

POR BRUNA NARCIZO


Helô na década de 60, ainda morena, quando inspirou a canção “Garota de Ipanema”

Malga di Paula na Basílica da Natividade, em Belém, Israel. Na página ao lado, ela ao lado de Chico Anysio em 2011

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“O Tom falava que essa música era a galinha dos ovos de ouro, e eu brinco que nunca tirei nem um pintinho. Na verdade, eu nem quis” Com Vinícius, de quem se tornou amiga, em 1979

• Como foi escrever o livro? • Helô. Esse livro veio para registrar a minha vida e os 50 anos da música (“Garota de Ipanema”). Todos querem saber como foi ser inspiração para o Tom e o Vinícius, e eu não aguentava mais contar a história. • Quais histórias você colocou no livro que ainda não havia contado publicamente? • Tem um bilhete do Tom que ninguém nunca tinha visto. Achei faz pouco tempo. É uma forma de as pessoas verem que nossa situação foi platônica mesmo. Tom e Vinicius foram convidados para serem meus padrinhos de casamento. O Tom foi e o Vinícius não pôde ir porque estava em Cannes, na França. A Garota de Ipanema em ensaio fotográfico da revista Manchete, publicado para ilustrar texto de Vinicius de Moraes

• No livro você conta que foi convidada para tomar chá com a rainha Elizabeth no Palácio de Buckingham, em Londres. Como foi essa história? • Tinha acabado de me casar e ia passar a lua de mel na Europa e nos Estados Unidos. O convite veio pela embaixada inglesa no Brasil. Era para um chá no dia 7 de julho, data em que eu completaria 22 anos. Não pude aceitar. A família do meu marido tinha preparado uma festa para o meu aniversário em Portugal. Como eu ia deixar a toda a família? • Quando descobriu que era a musa inspiradora para “Garota de Ipanema”? • Fiquei sabendo três anos depois quando o

Vinícius contou a um jornal. Depois ele me disse que tinha medo de contar porque meu pai era militar e censor do jornal O Pasquim. Ele e o Tom também diziam que meu namorado parecia um armário. • Acha que os outros países valorizam mais a música do que o Brasil? • Acho que sim. Agora mesmo estive em Londres. Quando falam que eu sou a Garota de Ipanema as pessoas ficam encantadas, cheias de interesse. Nesses 50 anos da música, o Brasil poderia me dar de presente uma grande festa. Já que isso não aconteceu, eu estou pretendendo fazer um concurso no Arpoador, em parceria com a Prefeitura do Rio, para escolher uma menina que me represente como a nova Garota de Ipanema. Tem de ser alguém que tenha graça, não cultue tanto o corpo, como fazem hoje, mas que se cuide. O mais importante é ter conteúdo. Sou jornalista formada e, em 2009, também me formei em direito. Não pode ser bela e vazia. • Tem alguma participação no direito autoral da música? • Não. O Tom falava que essa música era a galinha dos ovos de ouro, e eu brinco que nunca tirei nem um pintinho. Na verdade eu nem quis. O presente que recebi foi ter sido a musa inspiradora. Foi suficiente ficar com a fama e poder utilizar o nome. O único problema que tive foi no início dos anos 2000, quando as fa-


mílias deles (Tom e Vinícius) entraram com uma ação para me impedir de continuar usando o nome Garota de Ipanema. A minha loja de moda praia, que tem esse nome, estava no início e eu tive um prejuízo muito grande. Sofri muito também. O nome é meu. Não tinha nem necessidade de entrar com uma ação, mas meu advogado disse que eu tinha de me defender. Tenho até registro no IPI. Eles desistiram da ação no ano passado e eu também desisti da que havia movido, não queria nem ter feito isso. Foi uma dor muito forte. Só lamento não sermos mais amigos.

Helô conta que gostaria de se firmar como uma nova Hebe Camargo

• Não tem mais nenhum contato com eles? • Não. Não vou tentar fazer uma aproximação e levar uma fechada de porta na cara. Fico triste de ter essa nuvem negra entre a gente. Sempre tivemos um ótimo relacionamento, mas depois que eles morreram as coisas mudaram. Um mês depois que o Tom faleceu, liguei para a Ana (Lontra, viúva do maestro) para pedir umas fotos do último aniversário da Luiza (filha do casal). Eu fui e o Tom ficava toda hora falando para a Ana: “Tira uma foto minha com a Helô”. Eu queria guardar essa recordação, mas ela disse que não tinha nenhuma foto. Pensei que ela pudesse estar em um momento de tristeza, já que fazia tão pouco tempo que ele havia falecido. • Acha que ela sentia ciúmes? • Uma vez o Tom me disse, na casa do Vinicius e na frente de todos, que casou com a Ana porque ela parecia comigo. Pode ter plantado uma sementinha de ciúmes que brotou depois que ele morreu.

• O Tom sempre disse que tinha um amor platônico por você. No livro você conta que ele a pediu em casamento. Como foi? • Ele se virou pra mim num final de tarde em um banco da praia de Ipanema. Estava todo envergonhado, meio tímido, mas disse que queria casar comigo. ‘Como, se você é casado?’, eu perguntei. Ele me respondeu que o casamento com a Tereza (sua primeira mulher), não ia bem e que estava apaixonado por mim. Pensei que fosse brincadeira e ele disse que era verdade. “Mas eu estou namorando firme”, foi o que consegui dizer. Ele ficou

Fotos Divulgação

• E o seu marido? • Ficou bravo no início. Disse: “Vou dar umas porradas nesses caras que estão paquerando a minha namorada”. Mas depois conheceu o Vinícius, ficou encantado e passou a ser fã.


“Só achava ele (Tom Jobim) bonito e o fato de ele beber foi um problema. Sempre rejeitei bebida porque o meu primeiro namorado bebia demais”

No Bar Veloso, hoje Garota de Ipanema, com Tom Jobim, em gravação do Globo Repórter

meio triste. Achava ele lindo, um tesouro de homem. Quando nos despedimos, fui dar a lateral do rosto e ele – tchum! – me deu um selinho. Fui para casa com 1.500 passarinhos na cabeça, mas eles voaram assim que encontrei meu namorado. Foi o único beijo. • Por que recusou o pedido? • Só achava ele bonito e o fato de ele beber foi um problema. Sempre rejeitei bebida porque o meu primeiro namorado bebia demais, e eu terminei por causa disso. Era um tempo em que as meninas só pensavam em praia e estudar magistério. Eu tive uma educação rígida. Era convidada para fazer filmes e novelas e tinha de dizer não, porque meus pais achavam um absurdo, e eu era obediente demais. Hoje me arrependo. A primeira novela que eu fiz já tinha os quatro filhos. Hoje gostaria de me firmar como uma Hebe Camargo.

• Você também conta no livro que beijou Roberto Carlos. Como foi? • Eu estava indo para o Rio e me sentei ao lado do Roberto no avião. Fomos conversando durante o voo. Ele tinha se separado da Nice e quando chegamos ao Rio, ele pediu uma foto minha e me ofereceu uma carona. No carro, peguei uma fita K7 com músicas dele liguei o rádio. Ele disse: “Nunca escutei minhas próprias músicas no meu carro”. Quando chegamos à porta da minha casa ele me convidou pra ir ao show. Na despedida demos um beijo. Ele reservou uma mesa bem na frente para o dia seguinte. Eu estava passando por um momento delicado no casamento, mas decidi ligar para o meu marido e uma amiga e fomos os três. Fui burra e liguei para todo mundo (risos). Quando o Roberto me viu acompanhada, ficou decepcionado. Depois do show, no camarim, perguntei se ele

tinha guardado minha foto, mas ele disse que havia jogado pela janela do avião. • É difícil envelhecer? • É muito difícil. Me olho no espelho e vejo o meu pescoço, que entrega a minha idade. É difícil ter holofotes sempre em cima de você. As pessoas cobram o título para a vida. Não entendem que o tempo passa e tem a curva da decadência da beleza. Dá medo! É sofrido ver que não é só a beleza, é a disposição. • Ainda se sente sexy? • Acho que sim. Os meninos mais novos sempre me elogiam. Um dia, num estúdio de tevê, estavam fazendo uma brincadeira de “pegava ou não pegava” e me disseram que me pegavam muito (risos). Não perdi isso ainda, talvez até pelo título. Acho que aguça a curiosidade. •


Helô era filha de um militar e censor da ditadura e conta que sua criação foi rígida

‘‘Quando nos despedimos, fui dar a lateral do rosto e ele (Tom Jobim) – tchum! – me deu um selinho. Fui para casa com 1.500 passarinhos na cabeça, mas eles voaram assim que encontrei meu namorado’’

Fotos Divulgação

‘‘Me olho no espelho e vejo o meu pescoço, que entrega a minha idade. É difícil ter holofotes sempre em cima de você. As pessoas cobram o título para a vida”

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

TeaTro •

Marco NaNiNi

“GOStO mESmO é DA fantasia”

Em A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir Aumento, o ator se depara com o frio ambiente empresarial, lembra as experiências trabalhando em banco

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e hotel e conta que o que o atraiu no texto foi a compaixão do autor por personagens em situações delicadas

Ana Ottoni/Folha Press

Daniel Schenker

• O frio ambiente empresarial descortinado em A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir Aumento, de George Perec, não é novo para Marco Nanini. Antes de ser ator, ele trabalhou em hotel e em banco. A chegada do teatro em sua vida o salvou de ter de lidar de modo mais direto com as pendências do mundo prático. “Não sou bom em matemática”, conta ele. Fica claro, portanto, como o ator está distante do universo revelado por Perec: o de um homem que apresenta um intrincado manual combinatório de probabilidades para a hora em que procurar o seu chefe e pedir aumento. Em todo caso, esse projeto coloca Nanini diante de alguns desafios, como a necessidade de lidar com a estrutura peculiar do texto e com a ausência de um personagem nos moldes convencionais. A peça também o ajuda a viabilizar desejos, como o de investir num espetáculo de porte reduzido. Por meio de uma montagem intimista, Nanini também dá continuidade à parceria com Guel Arraes, que o dirigiu na montagem de O Burguês Ridículo e na versão cinematográfica de O Bem Amado.


• O texto traz à tona um mundo empresarial e asséptico. São características que o afetam pessoalmente? • De alguma maneira, sim. O cineasta Jacques Tati faz uma crítica oportuna dessa clausura em regras, corredores, caixas. É uma atmosfera kafkiana. Ambientamos o espetáculo no auditório de uma empresa. É como se o público viesse assistir a uma palestra. Espero que não precise trabalhar num lugar como esse, embora não saiba o que o futuro me reserva. • Depois da bem-sucedida experiência de Uma Noite na Lua, você tinha vontade de voltar a fazer um monólogo? • Não precisava ser especificamente um monólogo. Esse trabalho surgiu, na verdade, de um encontro com A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento, de Georges Perec, propiciado por Guel Arraes em 2001, quando me dirigiu em O Burguês Ridículo. • Por que você levou mais de dez anos para concretizar o projeto? • O tempo foi passando. Quando eu e (o produtor) Fernando Libonati viabilizamos o projeto do Galpão Gamboa – que revelou para mim um universo inesperado, aos 60 anos – percebemos que poderíamos realizar esse trabalho com pouquíssimos recursos. Mas ganhamos três editais – dos Correios, do Oi Futuro e da Eletrobras. Os dois primeiros têm teatros próprios e distantes dos espaços convencionais, de grande porte, no formato que desejávamos. E queríamos investir num circuito off, cobrando ingressos mais baratos.

Cabéia/Divulgação

• Aproveitando o título da peça, você já abordou o chefe para pedir um aumento? • Eu trabalhei como auxiliar de gerente num hotel que funcionava no Posto 6 (em Copacabana, no Rio de Janeiro). E passei por diversas funções num banco porque não sou bom em matemática, diferentemente de Georges Perec e Guel Arraes. Felizmente, logo descobri o teatro. As questões práticas sempre foram complicadas para mim. Gosto mesmo é da fantasia.

‘‘Trabalhei como auxiliar de gerente num hotel no Posto 6 (em Copacabana, no Rio de Janeiro). E passei por diversas funções num banco porque não sou bom em matemática” • Passado tanto tempo desde que você leu o texto pela primeira vez, continua se surpreendendo? • Sim. Percebo cada vez mais a compaixão de Perec pelos personagens e situações. É algo que também me chama atenção em Molière. Apesar de ser matemático, Perec é carinhoso ao expor os personagens em circunstâncias constrangedoras, como a necessidade de pedir aumento. Isso me enternece. • Em que medida você se sentiu desafiado pela estrutura peculiar do texto? • O caráter de exercício permanece porque há muito para garimpar nesse material. Perec fazia parte do grupo Oulipo, formado por escritores que produziam a partir de regras restritivas. Estudando A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento, eu me deparei, por exemplo, com o mesmo bloco de texto em contexto diferente. Nós investigamos também os momentos

em que o narrador se aproxima mais do personagem. E investimos no formato de palestra, de explanação. • Você teve experiências como diretor na comédia Fulaninha e Dona Coisa e no musical Hello, Gershwin. tem vontade de voltar a se dedicar a essa função? • Não sou exatamente um diretor. Assumi essa função porque passei muitos anos apresentando O Mistério de Irma Vap. Era, então, uma forma de marcar presença no teatro, já que não poderia atuar em outro espetáculo. Gosto de dirigir, mas fico agoniado porque começam a me perguntar tudo. Não pretendo desenvolver uma carreira como encenador. De qualquer modo, é bom como exercício. Ajuda a perceber o ator de outro ponto de vista. (12 anos) • Centro Cultural Correios – r. Visconde de Itaboraí, 20, Rio, tel. (21) 2219-5165. Até 28/10. 26/9/2012

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Evento

A noite dos casais

Prêmio Multishow de Música marca a primeira aparição oficial de vários pares famosos Por Laís Gomes

• Estrelas da música e da tevê marcaram presença na 19ª edição do Prêmio Multishow, realizado na noite da terça-feira 18, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. No comando da festa, Ivete Sangalo deu um show à parte, com seu humor de sempre. Com um vestido de renda da estilista Letícia Bronstein, que exibia suas belas pernas, Ivete cantou, dançou e foi premiada na categoria Melhor Cantora. Mas o grande destaque da noite ficou para a primeira aparição oficial de vários casais de famosos. •

alexandre ishibashi/Frame

Paula Fernandes e Henrique do Valle Premiada com o troféu de Melhor Show, a cantora de 28 anos surpreendeu ao aparecer de mãos dadas com o dentista Henrique do Valle, 32. Usando um vestido mullet, da estilista Patrícia Nascimento, Paula creditou o sorriso que estampava no rosto à nova fase da sua vida. “O amor está me fazendo muito bem”, declarou. Ela e Henrique começaram a namorar há três meses, e, apesar do pouco tempo, o dentista contou que está muito apaixonado. “Nós nos conhecemos andando a cavalo. Fomos apresentados por um amigo em comum. Ela é minha alma gêmea”, ele disse.


níVea stelmann e leonardo Conrado

Fotos Felipe Panfili/ag. News

Deslumbrante num vestido Barbara Bela, a atriz Nívea Stelmann, 38 anos, também resolveu assumir o namoro com o empresário Leonardo Conrado, 31. Após a premiação, eles passaram a noite dançando coladinhos, durante a festa. O único ruído foi o comentário feito pela atriz Karina Marthin, ex-namorada de Leonardo, de que ele havia ficado com Nívea antes do fim da relação anterior. Sobre o assunto, Nívea limitou-se a dizer: “Sei que não traí ninguém. E ele também não. O namoro está indo muito bem.”

GioVanna lanCelloti e artHur aGuiar Outro casal que aproveitou o evento para assumir que está junto foi a atriz Giovanna Lancelloti, 19 anos, e o ator Arthur Aguiar, 23. Os dois até tentaram despistar os fotógrafos, chegando separados ao local. Mas, durante a festa que sucedeu a premiação, resolveram assumir e passaram o resto da noite grudados. Flagrada aos beijos com o ator de Rebeldes, do SBT, Giovanna, que está no ar em Gabriela, da Globo, como a personagem Lindinalva, apenas sorriu e disse: “Ele é um fofo.”

26/9/2012

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Evento

miCHel teló e tHaís Fersoza Eles já haviam sido flagrados juntos em vários eventos, mas nunca tinham aparecido oficialmente como casal. Na noite do Prêmio Multishow, posaram para fotos e desfilaram de mãos dadas. Aos 31 anos, o cantor ganhou duas estatuetas, nas categorias Música Chiclete, com o hit “Ai, Se Eu Te Pego”, e “Mais Mais”, que elegeu o artista com mais influência nas mídias sociais. Mas o troféu que ele fez questão de exibir foi a namorada, Thaís Fersoza, 28. “Nosso namoro já está mais do que assumido. Estou muito feliz”, disse Teló. Perguntado sobre a possibilidade de escrever uma música para a amada, ele foi categórico: “No próximo disco. Mas ‘Ai, Se Eu Te Pego’ já é para ela.”

enquanto isso...

ag.News

isabeli Fontana, 29, e roHan marley, 40: a modelo e o empresário jamaicano, filho de Bob Marley, estavam juntos há mais de dois anos. Eram noivos e planejavam se casar em breve. Ela declarou que terminou a relação porque estava se sentindo mãe de Rohan, pois ele não tomava as rédeas da própria vida.

débora Falabella, 33, e daniel alVim, 38: estavam juntos havia um ano e nove meses. Terminaram o namoro há pouco mais de uma semana. Ela e ele não falaram sobre o motivo do rompimento.

divulgação

Diferentemente de casais que assumiram a relação recentemente, outros anunciaram o fim do relacionamento


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Edição Especial de Aniversário

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Du Moscovis: musa do impeachment há 20 “Para o homem, anos, Thereza collor posa para o filho na mansão de alagoas sexo é bem mais descartável”

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