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Atividades As questões que compõem este caderno foram elaboradas com o objetivo de associar as competências cognitivas da área de Ciências Humanas aos componentes curriculares específicos da disciplina Sociologia. Em cada questão estão indicadas as competências (C) e habilidades (H) correspondentes. Consultando o quadro a seguir, você poderá identificá-las. Os eixos de competências e habilidades apresentados constam do Referencial curricular para as escolas estaduais, publicado em 2009 pela Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Sul. Na Matriz do Enem — 2009 não há um quadro com a especificação desses eixos. Eixos de competências e habilidades1 Eixos de competências; competências e ênfases analíticas2 A — EIXO DE COMPETÊNCIA REPRESENTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Entender a importância da Sociologia como ciência e suas tecnologias de pesquisa, informação e comunicação para o conhecimento de problemas sociais, bem como equacionar possíveis soluções para eles. Competências O eixo representação e comunicação aponta para as seguintes competências: • A. 1. Identificar, analisar e comparar os diferentes discursos sobre a realidade expressos nas explicações da Sociologia, amparadas nos vários paradigmas teóricos, e as explicações do senso comum. • A. 2. Identificar, a partir das observações e reflexões realizadas, as fontes dos diferentes discursos sobre as realidades sociais. Ênfases Analíticas As Questões Teóricas e Metodológicas em Sociologia O embate do conhecimento científico versus conhecimento vulgar (ou senso comum). As questões relativas aos métodos e técnicas de pesquisa e de investigação social. Habilidades3 — A. 1. Identificar em diferentes fontes os elementos que compõem o sistema societário e seus processos de permanência e transformação. — A. 1. Identificar e comparar semelhanças e diferenças entre representações sociais acerca de situações ou fatos de natureza social, reconhecendo os pressupostos de cada interpretação e analisando a validade dos argumentos utilizados. — A. 1. Identificar e comparar pontos de vista científicos e do senso comum acerca de aspectos culturais selecionados, expressos em diferentes fontes e registros. — A. 2. Identificar e analisar as raízes socioculturais dos preconceitos (étnico-raciais, de gênero, sexualidade e de idade) e avaliar as propostas formuladas para combatê-los.

1 Elaboração a partir das Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC/PCN+EM, 2002) e da Matriz de Competências e Habilidades de Ciências Humanas e suas Tecnologias do ENCCEJA (INEP, 2002). A articulação entre as competências e as habilidades está indicada pela classificação alfabética e numérica. Por exemplo, a Competência A. 1. relaciona-se às Habilidades A. 1.

  A especificação dos Eixos de Competências, das Competências e das Ênfases Analíticas para a Sociologia fundamenta-se no documento MEC/PCN+EM (2002). 2

3   A especificação das Habilidades tem por referência a Matriz de Competências e Habilidades de Ciências Humanas e suas Tecnologias do ENCCEJA (INEP, 2002), assumida pelo Referencial Curricular da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias do estado do Rio Grande do Sul (SEC/RS, 2009).

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— A. 2. Identificar os instrumentos para ordenar, analisar e explicar os processos e eventos sociais, relacionando-os a fatores históricos, geográficos, econômicos, políticos e culturais. — A. 2. Identificar e correlacionar com seus contextos de formulação fontes documentais de naturezas diversas e textos analítico-interpretativos sobre diferentes processos sociais, interpretando seus significados. Eixos de competências; competências e ênfases analíticas B — EIXO DE COMPETÊNCIA INVESTIGAÇÃO E COMPREENSÃO 1. Compreender os elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a identidade própria e a dos outros. 2. Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, bem como os múltiplos fatores que nela intervêm, como produtos da ação humana; a si mesmo como agente social; e os processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos. 3. Entender os princípios das tecnologias da Sociologia voltadas ao conhecimento do indivíduo, da sociedade e da cultura, entre as quais as de planejamento, de organização, de gestão, de trabalho em equipe, empregando-as para a identificação de problemas sociais e suas possíveis soluções. Competências O eixo investigação e compreensão aponta para as seguintes competências: • B. 1. Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a “visão de mundo” e o “horizonte de expectativas” nas relações interpessoais com os vários grupos sociais. • B. 2. Construir uma visão crítica da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa, avaliando o papel ideológico do marketing, como estratégia de persuasão dos consumidores e dos eleitores. • B. 3. Compreender e valorizar as diferentes manifestações culturais de etnias e segmentos sociais, agindo de modo a preservar, sob a égide da “Cultura da Paz”, o direito à diversidade, enquanto princípio estético, político e ético que supera conflitos e tensões do mundo atual. Ênfases Analíticas Cultura, Diversidade Cultural, Educação, Tolerância e “Cultura da Paz” Identidade cultural, indústria cultural, mídia e propaganda, educação, alienação e conscien­ tização, tolerância, “Cultura da Paz” e a luta contra os preconceitos e o etnocentrismo.­ Habilidades — B. 1. Analisar manifestações culturais significativas do presente, associando-as aos seus contextos socio-históricos. — B. 2. Analisar, em um mundo globalizado, os efeitos e as interferências das mudanças provocadas pela indústria cultural no cotidiano de diferentes grupos sociais, considerando as permanências e transformações de suas identidades sociais. — B. 3. Analisar a produção das múltiplas formas de memória social e suas inter-relações com o tempo social. — B. 3. Valorizar a diversidade do patrimônio social, cultural e artístico, suas manifestações e repre­sentações em diferentes espaços sociais. — B. 3. Identificar e avaliar distintas formas de tratamento e preservação da memória material e imaterial de grupos sociais, comunidades e sociedades nacionais. Eixos de competências; competências e ênfases analíticas C — EIXO DE COMPETÊNCIA CONTEXTUALIZAÇÃO SOCIOCULTURAL 1. Compreender o desenvolvimento da sociedade como processo de ocupação de espaços físicos e das relações da vida humana com a paisagem, em seus desdobramentos políticos, culturais, econômicos e humanos. 2. Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da cidadania, à justiça e à distribuição dos benefícios econômicos. 18

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3. Traduzir os conhecimentos sobre a pessoa, a sociedade, a economia, as práticas sociais e culturais em condutas de indagação, análise, problematização e protagonismo diante de situações novas, problemas ou questões da vida pessoal, social, política, econômica e cultural. 4. Entender o impacto das tecnologias associadas à Sociologia e às demais Ciências Humanas sobre sua vida pessoal, os processos de produção, o desenvolvimento do conhecimento e a vida social. 5. Compreender, também, a relevância social dessa ciência e de suas tecnologias de pesquisa, informação e comunicação para o conhecimento e possível solução de problemas sociais. 6. Aplicar as tecnologias da Sociologia e demais Ciências Humanas e Sociais na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida. Competências No eixo contextualização sociocultural, as competências são: • C. 1. Compreender as transformações no mundo do trabalho e os novos perfis de qualificação exigidos por mudanças nos sistemas de produção. • C. 2. Construir a identidade social e política de modo a viabilizar o exercício da cidadania plena, no contexto do Estado de Direito, atuando para que haja, efetivamente, reciprocidade de direitos e deveres entre o poder público e o cidadão e, também, entre os diferentes grupos. • C. 3. Compreender o significado histórico-social do Protagonismo Juvenil na Luta por seus Direitos. Ênfases Analíticas Trabalho e Cidadania Desenvolvimento econômico e transformações no mundo do trabalho nas diferentes estruturas sociais em um mundo globalizado. Democracia e cidadania: identidade social, participação política e desenvolvimento sustentável e equitativo. Jovens e adolescentes hoje: situação social e perspectivas. Protagonismo de jovens e adolescentes: direitos, deveres e cidadania plena. Habilidades — C. 1. Analisar e interpretar os processos de transformação socio-histórica de distintas realidades sociais, a partir de conhecimentos sobre a economia e as práticas sociais e culturais. — C. 1. Analisar e interpretar a mundialização da economia e os processos de interdependência das nações, acentuados pelo desenvolvimento de novas tecnologias. — C. 1. Identificar as principais características das novas tecnologias e avaliar as modificações que impõem ao mundo do trabalho (desterritorialização da produção industrial e agrícola), às condições socioambientais e às relações sociais cotidianas. — C. 1. Correlacionar a dinâmica dos fluxos populacionais (migrações internas e internacionais) com as formas contemporâneas de organização do espaço sociogeográfico. — C. 1. Posicionar-se criticamente sobre os processos de transformações sociais, econômicas, políticas e culturais no contexto societário presente, identificando e comparando referenciais alternativos que visem erradicar formas de exclusão social. — C. 1. Propor formas de atuação para a conservação do meio ambiente e a promoção de um desen­volvimento sustentável e equitativo. — C. 2. Analisar e interpretar, tendo como referência a concepção de “Ética Universal” da Unesco, o papel dos valores éticos e morais na estruturação política das sociedades. — C. 2. Analisar e interpretar o papel do Direito (civil e internacional) na estruturação, organização e democratização das sociedades. — C. 2. Identificar os significados socio-históricos das relações de poder nas sociedades nacionais e entre as nações no contexto do processo de globalização. — C. 2. Analisar e interpretar o papel social das instituições sociais (sindicatos; partidos políticos; ONGs; igrejas; organismos internacionais, por exemplo), no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social. — C. 2. Identificar a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade social. — C. 2. Analisar e avaliar as conquistas sociais e as transformações democratizantes ocorridas na le­gislação política, civil e social, em diferentes períodos históricos. — C. 2. Identificar o papel dos diferentes meios de comunicação na formação da opinião pública e avaliar, criticamente, suas possíveis contribuições para o fortalecimento da ­cidadania e da democracia. — C. 2. Reconhecer alternativas diferenciadas de intervenção em conflitos sociais e crises institucionais e resolução dos mesmos sob a égide da “Cultura da Paz”, respeitando os valores humanos e a diversidade sociocultural. — C. 3. Identificar as principais características e perspectivas da situação social do jovem e do adolescente no Brasil hoje e as tendências do protagonismo juvenil na luta por seus direitos. 19

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Unidade I    CA1 • HA2  1 A transição da sociedade feudal para a sociedade capitalista desencadeou importantes mudanças na Europa Ocidental no século XVIII. Leia a seguir um texto que trata disso.

[...] O século XVIII constitui um marco importante para a história do pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia. As transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu. A dupla revolução que este século testemunha — a industrial e a francesa — constituía os dois lados de um mesmo processo, qual seja, a instalação definitiva da sociedade capitalista. [...] Martins, Carlos Benedito. O que é Sociologia. 64. reimpr. São Paulo: Brasiliense, 2007. p. 10. A constituição das Ciências Sociais (Antropologia, Política e Sociologia) faz parte de um longo processo no contexto da desagregação do sistema feudal (medieval) e da constituição do sistema capitalista (moderno).

Com base na análise de Martins (2007), é possível afirmar que a constituição das Ciências Sociais (Antropologia, Política e Sociologia): a) é resultado do processo exclusivo da Revolução Industrial inglesa.­ b) está vinculada à nova elite política europeia, com destaque aos processos da Revolução Francesa. c) relaciona-se ao amplo processo de formação do capitalismo mercantil. d) está vinculada à necessidade de organizar as sociedades europeias com base nos valores tradicionais e de preservar o modo de explicar a realidade social. X e) está associada à formação da sociedade capitalista e às novas questões (existenciais ou da produção do conhecimento) colocadas aos homens e mulheres da época.

  CA1 • HA1 

2 Leia o texto a seguir. Pelo menos até o século 18, a maioria dos campos de conhecimento, hoje enquadrados sob o rótulo de ciências, era ainda, como na Antiguidade Clássica, parte integral dos grandes sistemas filosóficos. A constituição de saberes autônomos, organizados em disciplinas específicas, como a Biologia ou a própria Sociologia, envolverá, de uma forma ou de outra, a progressiva redefinição das questões últimas colocadas tradicionalmente pela reflexão filosófica, como a liberdade e a razão. 20

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[...] Ao tratar de compreender a especificidade do que poderia ser chamado de “social” e dada a própria natureza de seu objeto, a Sociologia sofre continuamente as influências de seu contexto. Ideias, valores, ideologias, conflitos e paixões presentes nas sociedades permeiam a produção sociológica. Antigos temas — liberdade, igualdade, direitos individuais, alienação — não desaparecem, mas assumem hoje outros significados. A Sociologia era, e continua a ser, um debate entre concepções que procuram dar resposta às questões cruciais de cada época. Por inspirar-se na vida social, não pode, portanto, estar ela própria livre de contradições. Quintaneiro, Tania; Barbosa, Maria Ligia de Oliveira; Oliveira, Márcia Gardênia de. Um toque de clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2000. p. 12 e 23.

Nos séculos XIX e XX, a formação e o desenvolvimento das Ciências Sociais expressam: a) a constituição do arcabouço teórico capaz de explicar as mudanças religiosas ocorridas na Antiguidade europeia e também o surgimento do sistema capitalista.

As Ciências Sociais, nos séculos XIX e XX, são uma expressão da modernidade, do desenvolvimento científico e também dos conflitos sociais que permeiam a sociedade. Dessa forma, diferentes correntes teóricas se constituíram a partir de contradições da própria sociedade.

b) a projeção do pensamento evolucionista, vinculado ao avanço das ciências biológicas, e a produção científica hegemônica, no campo social, do chamado Evolucionismo Social. X c)

a consolidação do pensamento científico para explicar o novo objeto de estudo, “o social”, abarcando diferentes concepções.

d) a expansão do pensamento marxista, bem como a constituição da sociologia crítica alemã, como forma de questionar o desenvolvimento da sociedade capitalista. e) a constatação de que o pensamento científico tem grandes semelhanças com o senso comum e com as formas de explicação religiosas.

  CB1 • HB1 HC1 HC2 CC2 • HB1 HC1 HC2 CC3 • HB1 HC1 HC2 

3 O fragmento a seguir foi extraído do livro A ideologia alemã, escri-

to em 1845 e 1846 por Karl Marx e Friedrich Engels, pensadores cuja obra influenciou várias áreas das Ciências Humanas, como a Sociologia, a Economia e a História. Leia-o com atenção. [...] Pode-se referir a consciência, a religião e tudo o que se quiser como distinção entre os homens e os animais; porém, esta distinção só começa a existir quando os homens iniciam a produção dos seus meios de vida, passo em frente que é consequência da sua organização corporal. Ao produzirem os seus M_SOCP – 4a. PROVA

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meios de existência, os homens produzem indiretamente a sua própria vida material. A forma como os homens produzem esses meios depende em primeiro lugar da natureza, isto é, dos meios de existência já elaborados e que lhes é necessário reproduzir; mas não deveremos considerar esse modo de produção deste único ponto de vista, isto é, enquanto mera reprodução da existência física dos indivíduos. Pelo contrário, já constitui, um modo determinado de atividade de tais indivíduos, uma forma determinada de manifestar a sua vida, um modo de vida determinado. [...] Marx, Karl; Engels, Friedrich. Prefácio. A ideologia alemã. Disponível em: <www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000003.pdf>. Acesso em: 8 mar. 2011.

O eixo temático indivíduo, história e sociedade é muito explorado no campo das Ciências Sociais. Em uma perspectiva embasada em Karl Marx e Friedrich Engels, o processo histórico é desenvolvido pelos indivíduos, que são sujeitos históricos, porém dependem do contexto em que estão inseridos.

A relação entre indivíduo, história e sociedade é um eixo de estudo importante no campo das Ciências Humanas. No texto acima, há uma reflexão sobre essa relação: a) os meios de vida produzidos pelos indivíduos são fruto de sua luta cotidiana e das determinações de sua consciência. b) o processo histórico é determinado pelas elites políticas, que conseguem reverter os processos sociais em favor de seus interesses. c) os seres humanos são senhores de seus destinos e, a partir da produção de ideias, conseguem planejar suas atividades, imediatas ou a longo prazo. X d) os

seres humanos são sujeitos que podem atuar individual ou coletivamente no processo histórico, mas que dependem dos contextos natural e social nos quais estão inseridos.

e) os movimentos sociais preservacionistas do meio ambiente estão engajados na luta contra desastres globais, como derramamento de petróleo nos oceanos e acidentes em usinas nucleares.

  CB1 • HB1 HC1 HC2 CC2 • HB1 HC1 HC2    CC3 • HB1 HC1 HC2 

4 Leia os fragmentos a seguir. Fragmento I Um espectro ronda a Europa — o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha. [...] 22

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Duas conclusões decorrem desses fatos: 1­b : O comunismo já é reconhecido como força por todas as potências da Europa; 2­b : É tempo de os comunistas exporem, abertamente, ao mundo inteiro, seu modo de ver, seus objetivos e suas tendências, opondo um manifesto do próprio partido à lenda do espectro do comunismo. Com este fim, reuniram-se, em Londres, comunistas de várias nacionalidades e redigiram o manifesto seguinte, que será publicado em inglês, francês, alemão, italiano, flamengo e dinamarquês. I. Burgueses e proletários [...] A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classe. Não fez mais do que estabelecer novas classes, novas condições de opressão, novas formas de luta em lugar das que existiram no passado. [...] Cada etapa da evolução percorrida pela burguesia foi acompanhada de um progresso político correspondente. Classe oprimida pelo despotismo feudal, associação armada e autônoma na comuna, aqui república urbana independente, ali terceiro estado tributário da monarquia; depois, durante o período manufatureiro, contrapeso da nobreza na monarquia feudal ou absoluta, base principal das grandes monarquias, a burguesia, com o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, conquistou, finalmente, a soberania política exclusiva no Estado representativo moderno. O executivo no Estado moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa. Marx, Karl; Engels, Friedrich. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2005. p. 39-42.

Fragmento II Caminhando e cantando E seguindo a canção [...] Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer... Pelos campos há fome Em grandes plantações Pelas ruas marchando Indecisos cordões Ainda fazem da flor Seu mais forte refrão E acreditam nas flores Vencendo o canhão... [...] Vandré, Geraldo. Pra não dizer que não falei das flores. Disponível em: <http://letras.terra.com.br/geraldo-vandre/46168>. Acesso em: 8 mar. 2011.

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A obra Manifesto Comunista expressava o descontentamento de parte dos trabalhadores e intelectuais diante das condições sociais impostas pelo modo de produção capitalista. A letra da canção de Geraldo Vandré expressava o descontentamento diante das condições sociopolíticas e da situação de violência e repressão enfrentada pela população durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Os fragmentos I e II foram produzidos em distintos contextos histó­ricos: o primeiro, na Europa do século XIX, e o segundo, na década de 1960 no Brasil. Verifique nas alternativas abaixo quais são as possíveis associações entre os conteúdos de ambos os textos: X a) o

questionamento à ordem social vigente (status quo) expressa o descontentamento de determinadas camadas da população em relação às condições sociopolíticas da época.

b) em tempos e lugares distintos, as utopias produziram processos revolucionários violentos. c) as manifestações intelectuais e culturais, em diferentes épocas, levaram as elites a realizar as reformas sociais necessárias. d) a humanidade caminha sem entraves e, dessa forma, constrói a história. e) a mobilização popular é o ponto de partida para alcançar privilégios sociais.

  CB1 • HB1 HC1 HC2 CC2 • HB1 HC1 HC2    CC3 • HB1 HC1 HC2 

5 Leia o fragmento a seguir. Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. Marx, Karl. O 18 Brumário e Cartas a Kugelmann. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. p. 17.

Bettmann/Corbis/LatinStock

Agora, observe um flagrante da Passeata dos Cem Mil, que tomou as ruas centrais do Rio de Janeiro em 26 de junho de 1968.

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O protesto retratado nasceu de um ato público de estudantes, transformando-se em uma grande manifestação popular contra a ditadura militar instalada no país desde 1964. Considerando que a permanência dos militares no poder se estendeu até 1985, é possível afirmar, interpretando as palavras de Marx, que: a) a força da tradição impede o avanço das revoluções populares. X b) os indivíduos fazem a história, mas não a fazem como querem, pois sempre existem condicionantes históricos. c) somente o indivíduo que compreende as circunstâncias faz sua própria história. d) a constituição humana fundamenta-se na subordinação às condições ambientais e políticas. e) a história humana é construída pelos movimentos sociais independentes.

A participação política é uma característica dos sujeitos históricos; porém, nem toda mobilização ou manifestação popular consegue alcançar seus objetivos, defrontando-se com condições históricas dadas. No Brasil, no exemplo citado, apesar de toda mobilização nas grandes cidades, o processo de redemocratização do país ocorreu de forma controlada pelos militares, que estavam no poder desde 1964.

  CA1 • HA1 HA2  CA2 • HA1 HA2 

6 No campo das Ciências Sociais, tanto os autores clássicos quanto

os contemporâneos procuraram definir e compreender o processo de socialização. Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim (séculos XIX e XX), os valores morais e legais, assim como as regras, as normas e os costumes que se transmitem de geração a geração, por meio do processo de socialização, acabam prevalecendo sobre os indivíduos; portanto, X a) os sistemas educacional, legislativo e prisional podem ser considerados condensadores da consciência coletiva e do processo de socialização. b) O processo de socialização é conduzido prioritariamente pelo sistema educacional. c) o processo de socialização está vinculado à divisão social do trabalho e à consolidação da economia capitalista. d) a condução do processo de socialização é atributo da instituição familiar. e) a socialização depende de cada indivíduo e do processo de globalização da cultura.

Com base nas concepções de Émile Durkheim sobre consciência coletiva e solidariedade orgânica ou mecânica, é possível compreender que as leis, regras, normas e costumes expressam os valores de uma sociedade e definem parte da vida do indivíduo de forma prévia a seu conhecimento ou livre-arbítrio.

  CB1 • HB3 

7 Leia o texto a seguir. A destruição do passado — ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas — é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Hobsbawm, Eric. Era dos extremos: o breve século XX — 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1995. p. 13.

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O processo de socialização implica comprometimento com o passado público e com as gerações anteriores. As formas de sociabilidade da juventude contemporânea não expressam esse comprometimento, caracterizando-se pela supervalorização do individualismo, o qual é acentuado pelo implemento de tecnologias para o entretenimento.

As reflexões do historiador inglês Hobsbawm sobre o processo de socialização da juventude contemporânea indicam que: a) os jovens, na atualidade, estão vinculados a sua família e assimilam as contribuições de sua vida para a construção da sociedade. b) na atualidade, há um desprezo pelo passado e uma forte preocupação com a construção do futuro. X c)

o processo atual de socialização dos jovens não valoriza o passado público ou o de sua família; em contraponto, há uma supervalorização das experiências individualistas (como jogos eletrônicos, redes sociais na internet), que são expressão do “presente contínuo”.

d) a juventude contemporânea destaca-se por um engajamento político capaz de superar o estágio de “presente contínuo” e construir novos valores societários diferenciados dos atuais. e) o processo atual de socialização da juventude propicia o conhecimento do processo histórico e o engajamento político, promovendo a cidadania.

  CB1 • HB1 

8 Leia o trecho de artigo a seguir. [...] Em artigo publicado na revista científica Scientific Ame­ rican, um dos criadores da web, Tim Berners-Lee, criticou a forma como algumas redes sociais têm atuado atualmente. Em seu artigo intitulado “Long Live the Web: A Call for Continued Open Standards and Neutrality” (“Vida Longa para a Rede: um Chamado para a Continuidade dos Padrões Abertos e Neutralidade”), Berners-Lee repudiou a forma como o Facebook e o LinkedIn tratam as informações postadas por seus usuários. “O Facebook, LinkedIn e Friendster, entre outros, geram valores a partir das informações que você publica neles, como sua data de nascimento, endereço de e-mail, seus gostos, e links que indiquem quem são seus amigos”, escreveu ele. Em seguida, ele completa: “Depois de introduzir os seus dados em um desses serviços, você não pode facilmente usálos em outro local. Cada site é um silo cercado de outros. Sim, as páginas do seu site estão na web, mas os dados não estão. Você pode acessar uma página onde estão os seus amigos, mas você não pode enviar essa lista para outro local. [...] Aguiari, Vinicius. “Pai da web”, Tim Berners-Lee critica Facebook e LinkedIn. 23 nov. 2010. Exame. Disponível em: <http://exame.abril.com. br/tecnologia/facebook/noticias/pai-da-web-critica-facebook-e-linkedin>. Acesso em: 8 mar. 2011. 26

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O artigo de Tim Berners-Lee refere-se aos processos de socialização intermediados pelas redes sociais atualmente. A relação entre o que é apresentado no texto e o conceito de habitus, desenvolvido pelo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), contribui para analisar: a) a ideia de socialização (base do habitus), considerando que é necessário compreender as relações sociais a partir das ações individuais e escolhas de cada indivíduo. b) a mídia e a internet, que determinam a vida em sociedade. c) a relação entre o indivíduo e a sociedade, que é definida pela sociedade capitalista e não abre espaço para as operações individuais.­ X d) a relação entre o indivíduo e a sociedade, considerando que está articulada entre as condições de existência e as ações e percepções (tanto individuais quanto coletivas), ou seja, associa as ações dos indivíduos e as estruturas sociais. e) a relação entre o indivíduo e a sociedade, que está ligada à consciência coletiva e à prevalência da sociedade sobre o indivíduo.

Nos dias atuais, os processos de socialização virtual expressam a relação entre o indivíduo e a sociedade. As análises de Bourdieu evidenciam a existência de uma relação articulada entre as condições de existência (estrutura social) e as ações e percepções dos indivíduos.

  CB1 • HB1 HC2  CC2 • HB1 HC2 

9 Leia a notícia abaixo.

Dilma prepara campanha pela internet

A equipe da ex-ministra petista Dilma Rousseff contratou Marcelo Branco, 48, para coordenar a campanha nas redes sociais da internet. Ex-diretor-geral da Campus Party Brasil (evento de tecnologia), Branco afirma que pretende fazer um debate “de alto nível na internet” [...]. Bahia notícias. 7 abr. 2010. Disponível em: <www.bahianoticias.com.br/noticias/ noticia/2010/04/07/60978,dilma-prepara-campanha-pela-internet.html>. Acesso em: 8 mar. 2011.

As novas formas de socialização presentes na sociedade do século XXI produziram repercussões na esfera da política partidária. O fato noticiado acima é um exemplo disso: no processo eleitoral de 2010, Dilma Rousseff — a candidata vitoriosa do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência da República — utilizou-se das redes sociais e da rede mundial de computadores. Se relacionarmos o conceito de ação social de Max Weber com as estratégias adotadas por partidos políticos brasileiros na última campanha eleitoral, concluiremos que:

Os conceitos weberianos de ação social e de dominação legal permitem analisar o processo eleitoral como disputa travada entre os partidos políticos para influir na distribuição de poder dentro de um Estado e exercer a dominação legal.

X a) os

partidos políticos são organizações burocráticas que disputam a distribuição de poder político e se utilizam de marketing político, quando concorrem para exercer a dominação legal e administrar o Estado. M_SOCP – 4a. PROVA

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b) o marketing político é a base de todo o processo eleitoral e utiliza, no Brasil, a mídia eletrônica como ferramenta eleitoral que causa grande impacto. c) os partidos políticos procuram produzir o bem comum e estão associados à vontade individual e às demandas regionais. d) o processo eleitoral faz parte da disputa burocrática de poder, e a candidata Dilma Rousseff esteve articulada com diversas bancadas partidárias para conquistar espaço no contexto clientelista. e) o conceito de partido político de Weber não se aplica às terras tupiniquins, tendo em vista as diferenças contextuais e históricas da organização partidária no Brasil.

  CB1 • HB1 HC2  CC2 • HB1 HC2 

10 Considere as ideias expostas no excerto abaixo para continuar a frase.

[...] ainda abstraindo totalmente a escravização geral que o sistema­do salariado implica, a classe operária não deve exagerar a seus próprios olhos o resultado final destas lutas diárias. Não deve esquecer-se de que luta contra os efeitos, mas não contra as causas desses efeitos; que logra conter o movimento descendente, mas não fazê-lo mudar de direção; que aplica paliativos, mas não cura a enfermidade. Não deve, portanto, deixar-se absorver exclusivamente por essas inevitáveis lutas de guerrilhas, provocadas continuamente pelos abusos incessantes do capital ou pelas flutuações do mercado. A classe operária deve saber que o sistema atual, mesmo com todas as misérias que lhe impõe, engendra simultaneamente as condições materiais e as formas sociais necessárias para uma reconstrução econômica da sociedade. Em vez do lema conservador de: “Um salário justo por uma jornada de trabalho justa!”, deverá inscrever na sua bandeira esta divisa revolucionária: “Abolição do sistema de trabalho assalariado!” [...] Marx, Karl. A luta entre o capital e o trabalho e seus resultados. In: Obras escolhidas de Marx e Engels. Moscou: Ediciones en Lenguas Extranjeras, 1953. Disponível em: <www.marxists.org/portugues/ marx/1865/salario/cap03.htm#i14>. Acesso em: 8 mar. 2011. Ao analisar o sistema capitalista e suas características, um dos principais aspectos abordados por Karl Marx é a relação entre patrões e empregados. Segundo esse pensador, os trabalhadores teriam um potencial de articulação política capaz de abolir o modo de produção capitalista.

Para o alemão Karl Marx (1818-1883), a) as relações sociais no capitalismo precisam conjugar os interesses das diferentes classes sociais para que ocorra o progresso da humanidade. b) os trabalhadores devem concentrar seus esforços na luta por melhores salários. c) as conquistas da classe operária ocorrem a partir das pequenas vitórias e da melhoria de suas condições de trabalho.

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d) cabe à classe patronal contribuir para o progresso da humanidade e a reconstrução econômica da sociedade. X e) capitalistas

e trabalhadores possuem interesses antagônicos, contraditórios e complementares dentro do sistema capitalista; da perspectiva dos trabalhadores, a luta de classes visa abolir esse sistema.

  CA1 • HA1 HA2 HB2  CA2 • HA1 HA2 HB2      CB2 • HA1 HA2 HB2 

11 Leia os textos 1 e 2 e responda à questão. Texto 1 MST: Cutrale usa terras griladas em São Paulo Segue nota divulgada pelo MST: Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizados ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE. [...] A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem-Terra em Iaras. [...] O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão. [...] FazendoMedia. 8 out. 2009. Disponível em: <www.fazendomedia.com/mst-cutrale-usa-terras-griladasem-sao-paulo>. Acesso em: 8 mar. 2011.

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Texto 2 [...] Vejam a decisão recém-divulgada do Tribunal de Justiça de São Paulo que inocentou todos [...] os 22 principais envolvidos na sucessão de atos de barbárie e vandalismo praticados por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) que, em setembro do ano passado, devastaram a Fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, o segundo maior produtor de suco de laranja do mundo, no município de Borebi [...]. A fazenda foi invadida por três centenas de militantes do MST que depredaram máquinas agrícolas e tratores, furtaram bens e equipamentos, destruíram casas de funcionários e, não bastasse isso, arrasaram — usando tratores — nada menos do que 12 mil pés de laranja [...]. Muito corretamente, o Ministério Público, com base em testemunhos e imagens gravadas pela polícia, denunciou 22 militantes por formação de quadrilha, furto e dano qualificado. [...] De nada adiantou. O Tribunal de Justiça entendeu que o Ministério Público não “individualizou a prática criminosa”, quer dizer, não disse, especificamente, que crime cada um dos 22 acusados praticou. [...] O mais irônico de tudo é que, agora, os baderneiros poderão processar o Estado de São Paulo por danos morais. Setti, Ricardo. Veja. 22 dez. 2010. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/ blog/ricardo-setti/politica-cia/decisao-da-justica-beneficia-baderneiros-domst-e-dao-a-impressao-de-que-estamos-no-pais-do-vale-tudo>. Acesso em: 8 mar. 2011. Na perspectiva de análise marxista, compreender a sociedade implica um exercício analítico que parte do real, do concreto, e identifica as relações de conflito existentes entre os sujeitos no processo histórico.

Os textos 1 e 2 expressam diferentes visões do conflito que envolveu fazendeiros e integrantes do MST em 2009. De uma perspectiva marxista, a análise desse conflito deveria contemplar: a) os aspectos essenciais da vida em sociedade, como, por exemplo, o sentido que orienta as ações sociais de cada indivíduo. b) as possibilidades de resolução dos conflitos sociais e de reconciliação entre proprietários e não proprietários. c) os valores sociais vigentes e as sanções previstas para os casos­ de violação da propriedade privada. X d) a

luta de classes, a partir da observação dos processos históricos, identificando-se as contradições e os conflitos existentes entre os sujeitos sociais.

e) as leis gerais e invariáveis da sociedade capitalista e as ações necessárias para a manutenção da propriedade privada. 30

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CA1 • HA1 HA2 HB2  CA2 • HA1 HA2 HB2      CB2 • HA1 HA2 HB2 

12 Retome a leitura do texto 2, da questão anterior. Os argumentos do autor podem ser relacionados à formulação teórica de:

a) Karl Marx, e os conceitos de luta de classes e mais-valia.

Os conceitos de solidariedade, coesão social e anomia, na concepção de Émile Durkheim, evidenciam a necessidade da regulação da ordem social como modo de garantir o desenvolvimento da sociedade, neste caso, o desenvolvimento capitalista.

X b) Émile

Durkheim, e os conceitos de solidariedade, coesão social e anomia (ausência de normas nas relações sociais).

c) Max Weber, e o conceito de estratificação social. d) Pierre Bourdieu, e o conceito de habitus. e) Norbert Elias, e o conceito de configuração.

  CC2 • HC1 HC2 HC3  CC3 • HC1 HC2 HC3 

13 Leia a seguir a apresentação institucional do Curso Unificado do Campus Araraquara (CUCA).

Conheça mais sobre o CUCA QUEM SOMOS

O Curso Unificado do Campus Araraquara — CUCA — é um projeto de extensão universitária, no formato de cursinho pré-vestibular, sem fins lucrativos e formado por alunos bolsistas da Unesp orientados pela vice-diretoria do Instituto de Química da Unesp (IQ). [...] NOSSA MISSÃO Oferecer uma oportunidade para alunos, economicamente desfavorecidos, ingressarem em um ensino superior de qualidade, tornando-se cidadãos em um processo de emancipação cultural. [...] Disponível em: <www.cucaunesp.com.br/institucional.asp>. Acesso em: 8 mar. 2011.

Considerando a tipologia da ação social concebida por Max Weber, é possível afirmar que o trabalho de extensão universitária, realizado no campus de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), corresponde predominantemente a uma:

As análises de Weber sobre a ação social permitem diferenciar e classificar o sentido e a intencionali­dade dos indivíduos ao agir e estabelecer relações com outros indivíduos ou com a coletividade.

a) ação tradicional, motivada pelos costumes e hábitos ou pela tradição familiar. b) ação afetiva, pautada nos sentimentos dos envolvidos, voltada para a satisfação de seus desejos ou necessidades. c) ação racional com relação a valores, orientada por convicções e crenças e não pela busca de um objetivo determinado. X d) ação

racional com relação a fins, programada para atingir um objetivo previamente definido. M_SOCP – 4a. PROVA

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SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO - CADERNO DE COMPETÊNCIAS