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Christinne Muschi/Reuters/Latinstock

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UNIDADE

Alegria, alegria

Cirque du Soleil durante apresentação do espetáculo OVO (2009).

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Leia o título da unidade e observe a imagem. Depois, converse com seus colegas.

a) Quem são as pessoas que aparecem na imagem? São artistas. b) Para você, o que caracteriza uma situação alegre? Dê exemplos. Respostas pessoais. c) Quais desses exemplos se encaixam na imagem exibida? d) Em que outras situações você se sente alegre?

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Começo de conversa 1.

Leia estes textos e responda oralmente às questões.

Paulo Borges

Um menino entra em uma sorveteria e pergunta para o moço do balcão: — Tem sorvete de azeitona? O vendedor responde: — Não. No dia seguinte: — Tem sorvete de azeitona? — Não. No terceiro dia: — Tem sorvete de azeitona? — Não. No quarto dia: — Tem sorvete de azeitona? — Tem! — Eca!!!! Gabriel Bazaral. Piadas para rachar o bico. São Paulo: Fundamento Educacional, 2010. p. 7.

Crianças solícitas Os três filhos chegam à sala cabisbaixos, expulsos pela mãe, que acabara de chegar à cozinha. O pai pergunta o que estavam fazendo. — Ajudando a mamãe — dizem, em coro. — Eu lavei os pratos! — explica Joãozinho. — Eu enxuguei! — segue Zezinho. E Juquinha, pra completar: — E eu, com a pá e a vassoura, juntei os cacos! Disponível em: <www.almanaquebrasil.com.br/categoria/bom-humor/>. Acesso em: 8 dez. 2011.

a) Como são conhecidos os textos que você leu? Piadas. b) Que sentimentos esses textos provocam? Alegria, descontração.

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Além das piadas, as canções também podem transmitir alegria. O texto abaixo foi composto por Marisa Monte, Dadi e Seu Jorge.

Não é proibido Jujuba, bananada, pipoca, Cocada, queijadinha, sorvete, Chiclete, sundae de chocolate, Paçoca, mariola, quindim, Frumelo, doce de abóbora com coco, Bala juquinha, algodão-doce e manjar. Venha pra cá, venha comigo! A hora é pra já, não é proibido. Vou te contar: tá divertido, Pode chegar! Vai ser nesse fim de semana, Manda um e-mail para a Joana vir. Não precisa bancar o bacana, Fala para o Peixoto chegar aí! Traz todo mundo, tá liberado, é só chegar. Traz toda a gente, tá convidado, é pra dançar, Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá! Marisa Monte, Dadi e Seu Jorge. “Não é proibido”. In: Infinito ao meu redor. Intérprete: Marisa Monte. EMI, 2008.

Nesta unidade, você vai ler outros textos que transmitem humor, alegria e felicidade. Letra de canção

Crônica humorística

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Conhecendo o texto As canções transmitem diferentes sentimentos: saudade, tristeza, alegria, amor… Leia estes títulos de canções, da autoria de Jorge Ben Jor. País tropical Carnaval triste

Que pena

Apenas refletindo sobre os títulos, é possível saber que sentimentos essas canções transmitem? Resposta pessoal.

Renato Luiz Ferreira/AE

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Menina bonita não chora

Jorge Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro, em 1942. Jorge Ben Jor, como é chamado hoje, depois de ter sido apenas Jorge Ben até a década de 1980, é guitarrista, cantor e compositor popular. Amante da música desde pequeno, encontrou na bossa nova sua primeira paixão.

Você vai ler a letra de “País tropical”. Se for possível, ouça também a melodia.

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Junto com um colega, tentem antecipar 5 palavras que vocês julgam que vão encontrar no texto. Resposta pessoal.

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Moro num país tropical Abençoado por Deus, E bonito por natureza, ah!... Mas que beleza Em fevereiro, em fevereiro Tem carnaval, tem carnaval Tenho um fusca e um violão Sou Flamengo, tenho uma nega Chamada Tereza, ah!... Sambaby, sambaby Sou um menino de mentalidade mediana, Pois é! Mas assim mesmo feliz da vida Pois é! Pois eu não devo nada a ninguém, Pois sou feliz, muito feliz Comigo mesmo Moro num país tropical Abençoado por Deus E bonito por natureza Mas que beleza

Luis Salvatore/Pulsar Imagens

País tropical

Praia do Sancho, Fernando de Noronha.

Em fevereiro, em fevereiro Tem carnaval, tem carnaval Tenho um fusca e um violão Sou Flamengo, tenho uma nega Chamada Tereza, ah!... Sambaby, sambaby Posso não ser um bandleader Pois é! Mas lá em casa, todos meus amigos, Meus camaradinhas me respeitam, Pois é! Essa é a razão da simpatia Do poder, do algo mais e da alegria Por isso eu digo é que: moro...

Jorge Ben Jor. “País tropical”. In: Jorge Ben. Intérprete: Jorge Ben Jor. Universal Music, 1969.

Chico Porto/JC Imagem

bandleader: palavra inglesa para designar líder de um grupo musical, de uma banda.

Kitesurf na Ponta do Santo Cristo, em São Miguel do Gostoso, Rio Grande do Norte.

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1. Essa canção é um poema. Você sabe por quê? Porque é estruturada em versos organizados em estrofes, há a presença de rimas etc.

2. Releia os versos da canção, observe as imagens que acompanham o texto e explique o sentido das expressões. a) “País tropical”: É um país de clima predominantemente quente, que se localiza próximo aos trópicos. Geralmente tem florestas exuberantes, chove muito etc.

b) “Abençoado por Deus”: Protegido por Deus.

Thinkstock/Getty Images

c) “Bonito por natureza”: O Brasil é um país com muitas belezas naturais, que não foram construídas pelo homem. Ex.: praias, rios, cachoeiras, matas, animais etc. Cataratas do Iguaçu, Paraná.

d) “Sou um menino de mentalidade mediana”: Sou uma pessoa comum.

3. A quem o poeta se refere nos versos: "Sou Flamengo, tenho uma nega / Chamada Tereza, ah!…"? À sua mulher, sua namorada ou companheira. ◆◆

O fato de o poeta ter se referido a essa pessoa como “nega” demonstra: X

uma forma carinhosa de tratamento. uma forma pejorativa de tratamento.

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4. Na letra da canção “País tropical”, há a exploração da sonoridade de algumas palavras por meio da rima. Grife no texto palavras que foram usadas para criar essas rimas. Natureza/beleza/Tereza; tropical/carnaval; simpatia/alegria. 5. Com seus colegas, encontre rimas para estes versos. a) Moro num país tropical fenomenal, real, ideal

Paulo Borges

b) Mas que beleza nobreza, certeza c) Do poder, do algo mais e da alegria fantasia, melodia d) Tenho um fusca e um violão amigão, vidão

Wendell Teodoro/WireImage/Getty Images

6. Um país tão grande e diverso como o Brasil conta com muitos elementos que o caracterizam. Na canção “País tropical”, aparecem alguns desses elementos. a) Na sua opinião, por que o carnaval do Brasil é destacado na letra da canção? Porque no Brasil inteiro o carnaval é comemorado intensamente, e essa festa já é conhecida

Crianças em carro de escola de samba mirim, no Rio de Janeiro.

internacionalmente.

b) Flamengo é o nome de um time de futebol. Por que muitas pessoas consideram o Brasil o país do futebol? Porque o futebol é um esporte muito apreciado no Brasil e praticado por todo tipo de pessoa. É uma paixão nacional. Muitos atletas brasileiros jogam nos maiores times do exterior e são reconhecidos internacionalmente. Além disso, muitos consideram que o melhor jogador de todos os tempos é brasileiro: Pelé. c) Pense em outras coisas de que você gosta no Brasil. Escreva o nome delas. Resposta pessoal.

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Descobertas sobre a língua 1.

Releia estes versos da canção “País tropical”. Moro num país tropical

Meus camaradinhas me respeitam

a) Observe nos versos as palavras que indicam a ação realizada, ou seja, o verbo. O verbo expressa a ideia de tempo de uma ação. b) Converse com o professor e seus colegas e descubra que tempo os verbos estão expressando nos versos acima. Os verbos estão no presente.

2. Agora leia estas frases. Vamos mudar de país. Moraremos num país tropical.

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Que tempo o verbo morar está expressando na frase? Futuro.

Chove chuva Chove sem parar Chove chuva Chove sem parar Pois eu vou fazer uma prece Pra Deus, nosso Senhor Pra chuva parar De molhar o meu divino amor

Que é muito lindo É mais que o infinito É puro e é belo Inocente como a flor

Paulo Borges

3. Leia os versos da canção “Chove, chuva”, também de Jorge Ben Jor, e observe a palavra destacada.

Por favor, chuva ruim Não molhe mais O meu amor assim… Jorge Ben Jor. “Chove, chuva”. In: Samba esquema novo. Intérprete: Jorge Ben Jor. Universal Music, 1963.

A palavra destacada é uma forma do verbo chover, que indica um fenômeno da natureza. ◆◆

Tente se lembrar de outros. Relampejar, garoar.

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4. Leia este poema e grife os verbos.

Insônia coletiva

Jotáh

Os carneirinhos que eu contava contavam-me também. Pra eles eu já era mil Pra mim eles só eram cem. Pulávamos arame farpado até perder a conta pra depois deitar no gramado embaixo da lua tonta. Almir Correia. Poemas sapecas, rimas traquinas. São Paulo: Formato, 1996. p. 9.

5. Observe esta expressão retirada do texto: contavam-me. a) A que classe gramatical pertence a palavra contavam? Verbo. b) Releia o poema e descubra a qual substantivo a palavra me se refere. Refere-se ao narrador.

c) Qual é a classe gramatical de me? Pronome. 6. Reescreva os dois primeiros versos do poema, trocando eu por nós e mudando o tempo dos verbos para o presente. Os carneirinhos que nós contamos/contam-nos também.

BLOCO DE

Jótah

NOTAS Verbos ◆◆

O que os verbos indicam em uma frase? Os verbos podem indicar ação, estado ou fenômeno da natureza. Podem variar em tempo, número e pessoa.

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Diversão em palavras Jogo do M ou N 1. Você e seus colegas vão “caminhar” pela trilha do M ou N. Veja como jogar. Instruções ◆◆

Dividam-se em grupos de quatro pessoas.

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O objetivo do jogo é completar as palavras do percurso com a letra que falta: M ou N.

◆◆

Vencerá o jogo quem alcançar primeiro a linha de chegada.

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Utilizem o tabuleiro da página 1 do Material Complementar.

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Como marcadores, usem as fichas destacadas da mesma página do tabuleiro.

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Vocês vão precisar de um dado.

Thinkstock/Getty Images

Material

Regras 1. O primeiro jogador lança o dado. O número da face do dado que ficar voltada para cima indica o número de casas que o jogador deverá percorrer a partir da largada. 2. Esse jogador desloca o marcador no tabuleiro e escolhe a letra que completar corretamente aquela palavra, M ou N. 3. Para conferir as respostas, usem o dicionário ou solicitem ajuda ao professor. 4. O jogador que acertar a resposta passa a vez para o jogador seguinte e não perde a vez na próxima rodada. Se errar, passa a vez para o outro jogador e fica uma rodada sem jogar. 5. Se uma mesma casa for sorteada mais de uma vez, o dado deverá ser lançado novamente. 6. Ganha o jogo quem chegar primeiro ao final do tabuleiro.

Ilustra Cartoon

2. Observe as palavras do tabuleiro terminadas com a letra N e compare-as com as palavras terminadas em M. Em qual grupo há mais palavras?

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Entre linhas e ideias Você e seus colegas organizarão uma audição musical para os seus pais ou responsáveis. Para isso, deverão se preparar para cantar duas músicas.

Ary Evangelista Barroso nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 9 de fevereiro de 1968. Em 2003, comemorou-se o centenário de seu nascimento. “Aquarela do Brasil” foi escrita numa noite em que Ary Barroso não pôde sair de casa por causa de uma forte tempestade. ◆◆

Editora Aquarela do Brasil

1. A primeira apresentação será da música “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso.

Leiam a letra da canção e cantem com o professor.

Aquarela do Brasil

Palê Zuppani/Pulsar Imagens

Brasil, meu Brasil brasileiro Meu mulato inzoneiro Vou cantar-te nos meus versos O Brasil, samba que dá Bamboleio que faz gingá O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Pra mim... pra mim... Ô, abre a cortina do passado Tira a mãe preta do cerrado Bota o rei congo no congado Brasil! Brasil! Deixa cantar de novo o trovador A merencória luz da lua Toda a canção do meu amor Quero ver a “sá dona” caminhando Pelos salões arrastando O seu vestido rendado Brasil! Brasil! Pra mim... pra mim

Praia do Coqueirinho, em Conde, Pernambuco. gingar: balançar. inzoneiro: mexeriqueiro. merencória: melancólica, triste. "sá dona": senhora dona.

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Dorival Moreira/Pulsar Imagens

Brasil, terra boa e gostosa Da morena sestrosa De olhar indiscreto O Brasil, verde que dá Para o mundo se admirá O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Pra mim... pra mim... Ô, esse coqueiro que dá coco Oi onde amarro a minha rede Nas noites claras de luar Brasil! Brasil!

sestrosa: dengosa. trigueiro: moreno.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Jardim de Maytrea, em Alto Paraíso de Goiás, Goiás.

Mauricio Simonetti/Pulsar Imagens

Ô, oi essas fontes murmurantes Oi onde eu mato a minha sede E onde a lua vem brincá Oi, esse Brasil lindo e trigueiro É o meu Brasil brasileiro Terra de samba e pandeiro Brasil! Brasil! Pra mim... pra mim...

Vista do rio Paraguai com Serra do Urucum e ipês-rosas na margem, em Ladário, Mato Grosso do Sul.

Ary Barroso. “Aquarela do Brasil”. Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Secretaria da Cultura e Instituto Municipal de Artes e Cultura. RioArtes, n. 35, outubro de 2003, p. 13. Copyright© 1939 by Irmãos Vitale S.A. Indústria e Comércio. Todos os direitos reservados para todos os países.

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Rubens Chaves/Pulsar Imagens

2. Para a segunda apresentação, vocês vão escrever uma nova letra para uma melodia conhecida, falando das belezas da região em que moram. Esses textos são chamados de paródias.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Lagoa Esmeralda, no Maranhão.

3. A apresentação ficará mais interessante se vocês fizerem uma pesquisa e escreverem um texto sobre o autor da canção escolhida. O texto poderá ser lido antes da apresentação. 4. Sigam esse roteiro para produzir a paródia. a) Escolham uma canção que todos conheçam bem. b) Reúnam-se em grupos e escrevam sugestões para uma nova letra. Lembrem-se de usar rimas e de pensar no sentido das palavras substituídas. c) Depois, façam a revisão do texto, observando estes aspectos. Avaliação

Sim

Não

A nova letra formou um texto com sentido? Há rimas? A escrita das palavras está correta? É possível cantar a nova letra de acordo com a melodia escolhida? d) Após a revisão, cada grupo apresenta as suas ideias para a escolha da canção que será apresentada. e) Vejam se o texto ainda precisa ser melhorado ou corrigido. Ele será usado para a Hora da conversa.

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Hora da conversa Na data marcada pelo professor, você e seus colegas farão a apresentação musical para os seus pais ou responsáveis. 1.

Nesse dia, vocês apresentarão a canção "Aquarela do Brasil" e a canção reescrita que produziram na seção Entre linhas e ideias.

2. Para que vocês possam se organizar, leiam as sugestões a seguir. a) Em primeiro lugar, as canções devem ser ouvidas e cantadas várias vezes por todos. b) Depois de vários ensaios, gravem a apresentação para ouvi-la e melhorá-la. c) Vocês também podem pensar numa coreografia simples para a apresentação das músicas, usando as mãos, por exemplo. d) Alguém da turma deve fazer a abertura da apresentação musical. O colega escolhido saúda o público, explicando o que ocorrerá em seguida e como o trabalho foi feito. e) A apresentação ficará mais interessante se for precedida de informações sobre a autoria. Escolham um colega que memorize ou leia um texto com dados sobre o autor e sua obra. f) Ensaiem essa introdução, dando dicas ao colega para melhorar a forma de apresentá-la.

Ilustra Cartoon

g) O local da apresentação pode ser caracterizado com elementos citados nas músicas.

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Diversão em palavras 1. Decifre as charadas. Pista: Todas as palavras terminam com a letra M.

a) O melhor alimento para o gado bovino. f

b) Término, final.

i

c

a

p

i

m

m

c) Pessoa adulta do sexo masculino, cujo feminino é mulher. h

o

m

e

m

á

l

b

u

m

e) É formada por gotículas de água. Parece algodão e muda constantemente a sua forma pela ação dos ventos. n

u

v

e

Ilustra Cartoon

d) Livro onde se arquivam fotos de família.

m

2. Ao imprimir a última estrofe da canção “Aquarela do Brasil”, algumas letras ficaram faltando. Você consegue descobrir quais são elas? Escreva-as. fontes, murmurantes, brincá, lindo, samba, pandeiro, mim, mim.

Ô, oi essas fo n tes murmura n tes Oi onde eu mato a minha sede E onde a lua vem bri n cá Oi, esse Brasil li n do e trigueiro É o meu Brasil brasileiro Terra de sa m ba e pa n deiro Brasil! Brasil! Pra mi m … pra mi m …

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Conhecendo o texto 1.

Observe as ilustrações e assinale qual delas seria mais adequada para ilustrar um texto de humor.

Ilustra Cartoon

X

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O que você levou em conta para escolher a ilustração mais adequada?

2. Você vai ler uma crônica de humor cujo título é “A bolsa ou o elefante”, do escritor Stanislaw Ponte Preta (1923-1968). Imagine uma cena engraçada que poderia acontecer com uma bolsa e um elefante em um jardim zoológico e, quando o professor perguntar, conte para a turma.

◆◆

Depois de ler silenciosamente a crônica de humor, confira se algo parecido com o que você imaginou aconteceu.

Jean Solari/Abril Imagens

◆◆

Sérgio Marcos Rangel Porto criou para si o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, em 1951. Com ele, assinava os textos que publicava no extinto jornal Diário Carioca, satirizando a sociedade daquela época. Sérgio Porto atuou como jornalista, roteirista de teatro e cinema, crítico musical, comentarista esportivo, além de redator e apresentador de programas de rádio e televisão. Mas foi como cronista que ganhou mais notoriedade, retratando em seus textos situações cotidianas sob um ângulo que surpreende o leitor com muito humor.

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A bolsa ou o elefante

Paulo Borges

Começou a história com a senhora prometendo ao filhinho que o levava para ver o elefante. Prometido é devido, a senhora foi para o Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista e parou diante do elefante. O garotinho achou o máximo e não resta dúvida que, pelo menos dessa vez, o explorado adjetivo estava bem empregado. Mas sabem como é criança, nem com o máximo se conforma: — Mãe, eu quero ver o elefante de cima. Taí um troço difícil: ver um elefante de cima. Mas se criança é criança, mãe é mãe. A senhora levantou o filho nos braços, na esperança de que ele se contentasse. Foi quando se deu o fato principal da história. A bolsa da senhora caiu perto da grade e o elefante [...] botou a tromba pra fora da jaula, apanhou a bolsa e comeu. E agora? Tava tudo dentro da bolsa: chave do carro, dinheiro, carteira de identidade, maquilagem, enfim, essas coisas que as senhoras levam na bolsa. A senhora ficou muito chateada, principalmente porque não podia ficar ali assim... como direi?... ficar esperando que o elefante devolvesse por outras vias a bolsa que engolira. Era uma senhora ponderada, do contrário, na sua raiva teria gritado: — Prendam este elefante! Pedido, de resto, inútil, porque o elefante já estava preso. Mas isso tudo ocorreu numa segunda-feira. Dias depois ela telefonou para o diretor do Jardim Zoológico, na esperança de que o elefante já tivesse completado o chamado ciclo alimentar.

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Paulo Borges

Não tinha. Pelo menos em relação à bolsa, não tinha. O diretor é que estava com a bronca armada: — O que é que a senhora tinha na bolsa? O elefante está passando mal — disse o diretor. E a senhora começou a imaginar uma dor de barriga de elefante. É fogo... lá deviam estar diversos faxineiros de plantão. — Se o elefante morrer, teremos grande prejuízo — garantia o diretor — não só com a morte do animal como também com o féretro. A senhora já imaginou quanto está custando enterro de elefante? A senhora imaginou, porque tinha contribuído para o enterramento de uma tia velha, dias antes. E a tia até que era mirradinha. Deu-se então o inverso. Já não era ela que reclamava a bolsa, era o diretor que reclamava pela temeridade da refeição improvisada. Para que ele ficasse mais calmo, a dona da bolsa falou: — Olha, na bolsa tinha um tubo de "Librium", que é um tranquilizante. Até agora o diretor não sabe (pois ela desligou) se a senhora falou no tranquilizante para explicar que não era preciso temer pela saúde do elefante, ou se para ele tomar quando a bolsa reaparecesse. Stanislaw Ponte Preta. “A bolsa ou o elefante”. In: Febeapá 1, 2 e 3. Rio de Janeiro: Agir, 2006. p. 120-121.

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1.

Com um colega, complete a tabela com uma lista de palavras do texto que vocês não conheçam. Depois, procurem descobrir o significado delas pelo sentido geral do texto. Se houver necessidade, consultem o dicionário. Esta palavra eu não conhecia

Ela quer dizer...

Sugestões: ponderada

ajuizada, equilibrada, calma

féretro

caixão mortuário

temeridade

imprudência

Paulo Borges

2. Qual é o fato principal da história? O fato de o elefante ter engolido a bolsa da mãe do garoto.

3. Em que lugar e dia o fato acontece? No Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista. Numa segunda-feira.

4. Quais são as personagens envolvidas no enredo? O garoto, a mãe do garoto, o elefante e o diretor do zoológico.

5. Nessa história há um narrador observador ou um narrador personagem? Narrador observador.

6. Releia este trecho. O garotinho achou o máximo e não resta dúvida que, pelo menos dessa vez, o explorado adjetivo estava bem empregado. a) Qual era o adjetivo? Sublinhe-o. b) Escreva outros adjetivos com o mesmo significado. Incrível, sensacional, fantástico, espetacular etc.

c) Você concorda que esse adjetivo foi bem empregado? Converse com seus colegas. Resposta pessoal.

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7. Releia outro trecho. Mas sabem como é criança, nem com o máximo se conforma: a) Quem deu esta opinião sobre o garoto? O narrador. b) Para quem é dada essa opinião? Nesse trecho, o narrador se dirige ao leitor.

c) Que ideia ele quis transmitir ao dar essa opinião? Ele quis dizer que uma criança nunca está satisfeita, quer sempre mais.

d) Ao ficar diante do elefante, o garoto fez outro pedido à mãe. Qual foi o pedido? Queria ver o elefante de cima.

e) A mãe realizou o desejo do filho? O que aconteceu em seguida? Sim. Ela levantou o filho nos braços para que ele ficasse mais alto. A bolsa da mãe caiu perto da grade e o elefante engoliu-a com tudo que havia dentro.

8. Por que o diretor ficou bravo com a mãe do menino? Porque o elefante começou a passar mal depois que engoliu a bolsa dela.

9. Qual foi o argumento usado pelo diretor para justificar o prejuízo que teria com a morte do elefante? O preço do enterro.

10. O autor terminou o texto de forma inesperada e usou expressões que podem ser interpretadas de duas maneiras diferentes. Por que ele usou esses recursos? Esses recursos são utilizados para transmitir humor.

11. Assinale os recursos que o autor usou para transmitir humor. Caracterização exagerada das personagens. X

Dupla interpretação de expressões e palavras.

X

Término inesperado do texto. Mal entendido entre o menino e a mãe.

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Descobertas sobre a língua 1. Releia este trecho da crônica “A bolsa ou o elefante” e sublinhe os substantivos.

Paulo Borges

— Mãe, eu quero ver o elefante de cima. Taí um troço difícil: ver um elefante de cima. Mas se criança é criança, mãe é mãe. A senhora levantou o filho nos braços, na esperança de que ele se contentasse.

a) Copie no quadro os substantivos que você sublinhou. Variação em gênero (feminino/masculino)

Substantivos mãe

pai

elefante

elefanta

troço

---

criança

---

senhora

senhor

filho

filha

braços

---

esperança

---

b) Um desafio para você!

- - - = azul ––––– = vermelho

Descubra se os substantivos que você escreveu variam em gênero, ou seja, se têm uma forma para o feminino e outra para o masculino. Use duas cores para circular os substantivos no quadro. Substantivos que variam em gênero. Substantivos que não variam em gênero.

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c) Releia o quarto parágrafo da crônica de Stanislaw Ponte Preta e procure outros substantivos. Continue completando a tabela. E agora? Tava tudo dentro da bolsa: chave do carro, dinheiro, carteira de identidade, maquilagem, enfim, essas coisas que as senhoras levam na bolsa. A senhora ficou muito chateada, principalmente porque não podia ficar ali assim… como direi?… ficar esperando que o elefante devolvesse por outras vias a bolsa que engolira.

Variação em gênero (feminino/masculino)

Substantivos bolsa

---

chave

---

carro

---

dinheiro

---

carteira

---

identidade

---

maquilagem

---

coisas

---

senhoras

senhores

senhora

senhor

elefante

elefanta

vias

---

- - - = azul ––––– = vermelho

d) Observe as duas tabelas e veja quantos substantivos estão circulados de azul. Com base nessa observação, que descoberta você pode fazer sobre a variação em gênero dos substantivos? A maior parte dos substantivos não varia em gênero.

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Refletindo sobre a escrita 1. Observe os verbos destacados neste trecho de “A bolsa ou o elefante”. A senhora levantou o filho nos braços, na esperança de que ele se contentasse. Foi quando se deu o fato principal da história. A bolsa da senhora caiu perto da grade e o elefante [...] botou a tromba pra fora da jaula, apanhou a bolsa e comeu. a) O que você observou com relação à escrita desses verbos? Todos terminam com U.

b) Em que tempo os acontecimentos ocorreram? No tempo passado (pretérito).

2. Escreva três frases com os verbos no passado, usando os pronomes ele ou ela. Resposta pessoal.

◆◆

Que sugestão você pode dar para um colega que tenha dúvidas ao escrever verbos no passado, usando os pronomes ele ou ela? Nesse caso, a terminação será sempre U.

3. Descubra quais letras estão faltando nestas frases e complete as palavras corretamente. a) E a senhora começo u b) A senhora já imagino u

a imaginar uma dor de barriga de elefante. quanto está custando enterro de elefante?

c) Para que ele ficasse mais calmo, a mulher falo u te na bolsa.

que havia um tranquilizan-

d) De u -se então o inverso.

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Diversão em palavras O texto que você vai ler conta um caso de humor sobre um menino e seu cachorro. ◆◆

Junte-se a um colega e encontre 19 erros cometidos durante a digitação do texto e grife-os. Depois, reescreva as palavras corretamente.

O dinossauro que fazia au-au

Jótah

Dona Lazinha fechol a porta e Galileu descel furioso pelo elevador. — Droga! O que está acontecendo? Como é que a mãe foi confundir o Isauro com um cachorro? Dinossauro tem escamas, não tem pelos. Além disso, o Isauro é um dinossauro finíssimo. Nunca faria xixi pelos cantos! Foi aí que o elevador parol. Parol justo no andar onde morava o síndico. A porta foi aberta e... adivinhe quem entrol? Herodes, o xerife-síndico em pessoa! Galileu ficol gelado e Cuim sentil saltar o coração do menino. O xerife-síndico entrol, olhol para Isauro e cumprimentol, daquele jeito que todo mundo se cumprimenta nos elevadores: — Grunf... Mais que depressa, Galileu tentol intervir. — Bom dia. Este é o Isauro... — Au-au! — fez o dinossauro, amistosamente, sacudindo o rabo.

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Ilustrações: Jótah

O xerife-síndico del um pulo que sacudil o elevador. — O quê?! Um cachorro no prédio? Galileu, eu não disse que era proibido trazer cachorros aqui? — Mas Isauro não é um cachorro. É um dinossauro. Não é um bichinho de estimação como qualquer outro. É um bichão de estimacinha! — Au-au! — reforçol Isauro. O xerife-síndico não queria conversa. — Não me importa se ele se chama Dinossauro, Rex ou Lulu. Cachorros estão proibidos neste prédio e está acabado! — Pois vamos começar de novo! — protestol Galileu. — Isauro não é um cachorro. É apenas um dinossauro! — Dinossauros não existem. Está me achando com cara de idiota? Aí foi Moreno quem respondeu: — Se o Galileu está achando, não sei. Mas eu estol! Desaforos de papagaio! Herodes, o xerife-síndico, ficol mais furioso ainda. — Galileu, tire esse bicho daqui! — Qual bicho? — Todos eles! O elevador parol no térreo. O xerife-síndico sail batendo os calcanhares e planejando que, na próxima reunião dos moradores, ia propor também a proibição de papagaios no prédio.

Pedro Bandeira. O dinossauro que fazia au-au. São Paulo: Moderna, 1994. p. 45-47.

Fechou, desceu, parou, parou, entrou, ficou, sentiu, entrou, olhou, cumprimentou, tentou, deu, sacudiu, reforçou, protestou, estou, ficou, parou, saiu.

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Conhecendo outros textos Vimos que nos textos “A bolsa ou o elefante” e “O dinossauro que fazia au-au” foram usados principalmente dois recursos para criar humor: situações de confusão e um final inesperado para o leitor. Vamos ler mais um texto de humor e descobrir outro recurso que podemos usar quando queremos transmitir humor. Antes de ler, observe a ilustração. Um menino exalando um hálito a) Descreva para um colega o que você está vendo. ruim pela boca. b) Qual será o assunto do texto? Sugestão: O mau hálito. c) Relacione a imagem ao título Bob bafo. O que é possível antecipar sobre a personagem principal? Que ela tem mau hálito.

Bob bafo Bob não gostava de escovar os dentes. E tinha um argumento para isso: dizia que seu bafo era terrível, que à noite ele matava qualquer mosquito que estivesse rondando sua cama com um simples “bah!fo”. Quanto mais bala ele comia e mastigava sem escovar os dentes, mais podres os dentes iam ficando, e mais fedorento ia ficando o seu “bah!fo”. Com o tempo, ele começou a matar moscas. Foi evoluindo para as lagartixas, até que chegou às baratas! Com dois “bah!fos”, ele conseguia exterminar uma terrível barata cascuda de esgoto. Foi a consagração! Bob foi contratado por uma firma de dedetização e vai ficar por lá até que um bom dentista se compadeça de sua boa boca.

Eva Furnari

Bah! que bafo, meu!

Diléa Frate. Histórias para acordar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 23.

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1. Qual é a principal característica de Bob bafo? Não gostar de escovar os dentes.

2. Como essa personagem foi caracterizada? Como um menino com dentes podres que usava o fedor da sua boca para matar insetos e outros bichos.

3. O texto diz que Bob foi evoluindo ao matar os bichos. O que isso significa? Significa que ele começou matando pequenos insetos, como mosquitos e moscas, e depois já conseguia matar lagartixas e baratas.

4. Releia o final do texto: [...] até que um bom dentista se compadeça de sua boa boca. ◆◆

Qual é o sentido da palavra destacada?

Sugestão: A palavra transmite a ideia de cuidado e de compaixão: [...] até que um bom dentista cuide de sua boa boca.

5. Na sua opinião, pode existir um menino como Bob bafo? Por quê? Resposta pessoal.

6. Que emoções o texto desperta no leitor? Provoca nojo, graça, humor etc.

7. Como são transmitidas essas emoções no texto? Há exagero na caracterização da personagem e são usados elementos absurdos, tais como o menino ser contratado por uma dedetizadora. Paulo Borges

8. A autora misturou duas palavras como recurso para dar humor ao texto: bah! e bafo = bah!fo Por que a autora juntou essas palavras? Sugestão: Porque é possível associar o significado delas, uma vez que podemos usar bah! quando rejeitamos alguma coisa que nos enoja. A junção fica perfeita, pois as duas palavras começam com a mesma sílaba, dando uma sonoridade especial. ◆◆

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Hora da conversa A falta de higiene pode se tornar um grande problema de saúde. Você e seus colegas vão preparar um seminário sobre esse tema e apresentá-lo para as turmas dos 4os anos da escola.

Sugestões: ◆◆

Cuidados com a higiene pessoal.

◆◆

A falta de higiene e sua relação com as doenças.

◆◆

A higiene nos espaços públicos.

◆◆

A responsabilidade de todos pela saúde pública: manutenção da limpeza ambiental, diminuição da quantidade de lixo etc.

Paulo Borges

1. Para que o seminário seja rico em informações, vocês se reunirão em grupos e cada grupo deverá pesquisar um subtema. Veja algumas sugestões.

2. Consultem a internet, livros, enciclopédias, revistas e outros materiais que tenham informações sobre o subtema escolhido. 3. Anotem as informações importantes e escrevam um texto para ser distribuído aos participantes no dia do seminário. 4. Combinem com o professor o tempo de duração do seminário e o tempo que cada grupo terá para expor sua pesquisa. 5. Cada participante do grupo ficará responsável por uma parte da fala e deverá ensaiar bem a pronúncia e a altura da voz. Combinem o momento em que cada um irá falar. 6. Cada apresentador deverá ter em mãos o texto com as informações pesquisadas para consultar durante a apresentação, se necessário. 7. Se forem usar imagens, lembrem-se de que devem ser grandes o suficiente para que sejam vistas por todos na sala. 8. Planejem como irão acomodar o público no local da realização do seminário. 9. No dia marcado, cada grupo exporá a sua parte do trabalho.

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Entre linhas e ideias Nesta unidade você leu textos que têm como característica principal o humor e descobriu que foram inspirados em acontecimentos cotidianos. 1.

Escreva um texto de humor usando o mesmo recurso que Diléa Frate usou no texto “Bob bafo”, isto é, a caracterização exagerada da personagem.

2. Para isso, organize suas ideias, seguindo este roteiro. a) Pense na característica principal da personagem. Pode ser uma característica física ou algo relacionado à sua maneira de ser. b) Crie uma situação em que essa característica seja usada. c) Escolha o local onde os fatos acontecerão. d) Escreva seu texto e tente terminá-lo no mesmo estilo da autora, usando uma frase de efeito. 3. Depois de pronto, troque seu texto com o de um colega. 4. Dê sugestões para melhorar o texto de seu colega. Ouça as sugestões que ele fizer para você melhorar o seu. 5. Antes de entregar para o professor, faça uma autoavaliação do texto, de acordo com estes itens. Autoavaliação

Sim

Não

Caracterizei a personagem com exagero? Criei um conflito interessante? Jotáh

O final da história é inesperado? Escrevi corretamente os verbos no passado? Verifiquei a grafia das palavras? 6. Faça as alterações necessárias, levando em consideração as sugestões de seu colega e a tabela acima. Passe o texto a limpo em uma folha à parte, com muito capricho. 7. Reúnam todos os textos da classe e, com o professor, organizem uma coletânea de crônicas. 8. Vocês também poderão organizar um Festival de Humor para apresentar seus textos.

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1.

Releia esta frase do texto “Bob bafo” e observe os verbos. Com dois "bah!fos", ele conseguia exterminar uma terrível barata cascuda de esgoto. ◆◆

Paulo Borges

Descobertas sobre a língua

Grife o verbo que informa o tempo da ação.

2. Um dos verbos destacados na atividade 1 termina em R. Nesse caso, dizemos que o verbo está no infinitivo. ◆◆

Procure no texto “Bob bafo” outros verbos que estejam no infinitivo. Escovar, matar, ficar.

3. Dependendo das duas últimas letras dos verbos no infinitivo, podemos separá-los em três conjugações:

◆◆

1a conjugação

2a conjugação

3a conjugação

ficar

permanecer

evoluir

Sugestões: andar,

Sugestões: ler,

Sugestões: partir,

falar

comer

sair

Procure em jornais, folhetos e revistas outros verbos que tenham as mesmas terminações e complete a tabela. Quando usamos mais de um verbo para expressar uma ação temos uma locução verbal.

4. Procure outros exemplos de locuções verbais no texto e escreva-os abaixo. Estivesse rondando, iam ficando, ia ficando, começou a matar, foi evoluindo, conseguia exterminar, foi contratado, vai ficar.

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Diversão em palavras 1. Complete o texto, colocando no passado os verbos indicados entre parênteses.

Cachorro louco era

Bingo (ser) era

adorava

gente, e (adorar)

conheceu

dizia

: “Bibi!”. Foi assim que

Bibi, a cachorrinha da vizinha. “Que nome lindo!”, acelerou

galante entre latidos. E (acelerar)

abanando o rabo e fazendo ficou

assustadíssima com

Seguiu

dando um rolé pela

“brum, brum”, todo descabelado! Bibi (ficar) ligou

aquilo. Ele não (ligar)

. (Seguir)

cismou

rua e fazendo umas loucuras, como no dia em que (cismar) era um ônibus. (Pegar) grudaram

Pegou

dia que Bingo (cometer) pediu

desceram

chamava cometeu

no ponto final de casa, no

de lava-rápido. (Ser)

o pelo brilhante, duro e tão bem penteado que Bibi (dar)

piscando o olho, (responder) um passeio e (descobrir) caía

(ter)

aproveitou

e (falar)

respondeu descobriram

falou

nesse

Ficou

deu

com

a maior bola : “Oi, Bibi!”. E ela,

: “Oi, Fonfom!”. (Dar)

Deram

: a maluquice do Bingo (cair)

como uma luva na futilidade de Bibi... (Casar) tiveram

Foi

um exagero: depois de lavado, (pedir)

para ser polido com cera de automóvel!! (Ficar)

para ele, que (aproveitar)

que

várias pulgas no caminho, que se (grudar)

nele e só (descer)

banho, que Bingo (chamar)

que (ser)

imitar carro.

Assim, em vez de dizer: “Au-au!”, ele (dizer) ele (conhecer)

pensava

um cachorro que (pensar)

Casaram

-se e

dois cachorrinhos. De vez em quando, são vistos correndo

pela rua: um filhote pensa que é a moto e o outro, o entregador de pizza... Diléa Frate. Histórias para acordar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 38.

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2. Leia mais um texto de Diléa Frate.

O sol e a neve Era uma floquinha de neve que vivia no alto de uma montanha gelada.

Um dia, se apaixonou pelo sol. E passou a flertar descaradamente com ele.

“Cuidado!”, alertaram os flocos mais experientes. “Você pode se derreter.” Mas a nevinha não queria nem saber e continuava a olhar para o sol, que

com seus raios a queimava de paixão. Ela nem percebia o quanto se derretia...

e ficou ali um bom tempo, só se derretendo, se derretendo. Quando viu, era

uma gotinha, uma pequena lágrima de amor descendo, com nobreza e delicadeza, a montanha. Lá embaixo, um rio esperava por ela.

Diléa Frate. Histórias para acordar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. p. 76.

Você já sabe que os verbos se modificam para combinar com os elementos do texto. ◆◆

Agora você vai reescrever o texto substituindo uma floquinha por várias floquinhas e fazendo as alterações necessárias. Eram várias floquinhas de neve que viviam no alto de uma montanha gelada. Um dia, se apaixonaram pelo sol. E passaram a flertar descaradamente com ele. “Cuidado!”, alertaram os flocos mais experientes. “Vocês podem se derreter.” Mas as nevinhas não queriam nem saber e continuavam a olhar para o sol, que com seus raios as queimava de paixão. Elas nem percebiam o quanto se derretiam... e ficaram ali um bom tempo, só se derretendo, se derretendo. Quando viram, eram umas gotinhas, umas pequenas lágrimas de amor descendo, com nobreza e delicadeza, a montanha. Lá embaixo, um rio esperava por elas.

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Sugestões

Editora Formato

Para ler ◆◆ Música, de Raquel Coelho. São Paulo, Formato, 2006. A história da música é contada por meio de um texto informativo e ilustrações montadas em diversos materiais — sucata, papel, tecido. O livro aborda também um pouco de cada ritmo e as influências sofridas pela música brasileira ao longo da história.

◆◆ Uma boa cantoria, de Ana Maria Machado. São Paulo, FTD, 2003. Um rei autoritário proíbe um amolador de facas de cantar após ouvi-lo assobiar na pedra de amolar. O rei, irritado, dizia que a cantoria do homem era desafinada e, desde então, criou uma lei que proibia todo mundo de cantar.

◆◆ Histórias para acordar, de Diléa Frate. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 1996. Sessenta fábulas modernas escritas em linguagem clara e objetiva que, ao mesmo tempo, conseguem transportar o leitor para o universo da filosofia, com perguntas como “O que você vai ser quando crescer?” ou “O que acontece com um menino que não toma banho?".

◆◆ Tarzan (O filho do alfaiate), de Noel Rosa e Vadico. São Paulo, Formato, 2010 (Coleção Forrobodó). A letra da música de Noel Rosa e Vadico é recriada por Rafael Silveira, que interpreta, por meio de desenhos, o poema. Ao final, uma biografia de Noel Rosa ajuda o leitor a conhecer a história do músico e de sua canção.

◆◆ As pombas, de Chiquinha Gonzaga. São Paulo, Formato, 2010 (Coleção Forrobodó). Clayton Junior, ilustrador, recria a música de Chiquinha Gonzaga em forma de desenhos. O livro traz também uma biografia da artista.

◆◆ O livro da música, de Arthur Nestrovski. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000 (Coleção Profissões). O livro traz pequenos textos sobre a profissão de músico. As histórias, explicações e casos curiosos sobre as palavras e as coisas relacionadas à música, como o que é uma orquestra, quem foi Mozart, como se toca fagote, se misturam com as vivências do autor Arthur Nestrovski, que por meio de suas divertidas histórias pessoais revela o amor pela música.

◆◆ Pindorama, de Sandra Peres e Luiz Tatit. São Paulo, Cosac Naify, 2003. (livro-CD) A história do Brasil contada por meio dos instrumentos musicais. O que os portugueses descobriram quando chegaram às novas terras em 1500? O diálogo entre duas culturas através da música pode ser ouvido nas faixas do CD e observado nas ilustrações.

Para acessar ◆◆ <http://www.jorgeben.com.br> Para mais informações sobre Jorge Ben Jor, visite o site do artista. Acesso em: 12 dez. 2011.

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Os bonecos da alegria

Alexandre Belem/JC Imagem

Sergio Figueiredo/AFP

O carnaval de Olinda, cidade histórica que fica no estado de Pernambuco, é marcado pela presença de bonecos gigantes que seguem a temática da festa popular da cidade. O boneco que abre o carnaval, no sábado, é o Homem da Meia-Noite. Ele carrega no braço um relógio que sempre marca meia-noite.

Homem da Meia-Noite. Bonecos no carnaval de Olinda.

Cada boneco ganha vida na cabeça de uma pessoa, que o carrega apoiado em uma almofada que fica na base da estrutura. A cintura do boneco fica na altura dos olhos do carregador, que se orienta através de uma pequena abertura na calça ou na saia do boneco.

1. Você já conhecia os bonecos gigantes do carnaval? Converse com seus colegas. Resposta pessoal. 2. Você acha que os bonecões poderiam fazer parte de outras festas, além do carnaval? Converse com seus colegas e o professor. Resposta pessoal.

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Ana Rojas

Outros lugares também têm seus bonecos gigantes para animar as festividades locais.

Kevin Foy/Alamy/Other Images

Em Portugal, esses bonecos são conhecidos como gigantones e fazem parte de festas populares, romarias e cortejos de carnaval. Sempre são apresentados em casais ou grupos.

Photononstop

No mês de março, na Espanha, acontece a tradicional festa em homenagem a São José, conhecida como Las Fallas. As fallas são carros alegóricos que desfilam pela cidade com bonecos gigantes. Ao fim da festa, os carros são queimados na “Noite do Fogo”, exceto o que foi escolhido como o mais bonito.

Em Nice, na França, os bonecos gigantes fazem parte do Teatro de Marionetes que acontece na rua durante o carnaval, celebrado em fevereiro. Para marcar o fim da festa, incendeiam-se os bonecos em meio a uma queima de fogos de artifício, que ocorre à beira-mar.

3. Converse com os colegas e o professor sobre as semelhanças e as diferenças das três festas europeias que têm como atração os bonecos gigantes. 4. Você ficou curioso para conhecer alguma dessas festas? Por quê? Resposta pessoal.

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Coleção Plural Língua Portuguesa  

Amostra da obra de Língua Portuguesa da coleção Plural – 5º ano