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Coleção Particular

UNIDADE

Trabalho no Brasil

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Colhendo café, de Aracy. Acrílico sobre tela, 2010.

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Rogério Reis/Pulsar Imagens

Mário Ângelo/Folhapress

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Manifestação de metalúrgicos pela redução da jornada de trabalho em São Paulo (SP). Fotografia de 2008. Médicas realizando cirurgia em hospital do Rio de Janeiro (RJ). Fotografia de 2009.

“O que você quer ser quando crescer?” Normalmente, quando alguém faz essa pergunta para uma criança, está se referindo à profissão que ela vai seguir. E você, conhece muitos tipos de trabalho? Como é possível conhecer as profissões que existem?

Converse com os colegas e o professor.

1. Será que a colheita de café hoje é igual à mostrada na imagem 1? Resposta pessoal. 2. Qual é o motivo da manifestação dos trabalhadores, mostrada na imagem 2? O desejo de obter uma jornada, ou seja, um tempo de trabalho, mais curta. 3. Qual é a importância dos trabalhos mostrados nas imagens 1 e 3? O agricultor fornece alimentos e o médico cuida da saúde das pessoas. 4. Você conhece mulheres que trabalham fora de casa? Quais tipos de atividades elas realizam? Resposta pessoal. 5. Será que as pessoas trabalham apenas para satisfazer suas necessidades de alimentação, moradia, saúde, transporte etc.? Explique. Resposta pessoal.

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Tipos de trabalho Observe os anúncios de ofertas de emprego.

CONTADOR Empresa agroindustrial está selecionando profissional com o seguinte perfil: formação em Ciências Contábeis, experiência mínima de 3 anos e domínio em Excel e no Word. Disponibilidade para viagens. A empresa oferece salário compatível e benefícios. Local de trabalho: Interior de SP. Enviar CV para: procura@agroalcool.com.br.

DEFICIENTE FÍSICO Investindo e valorizando o capital humano, estamos recebendo currículo de Portadores de Deficiência Física. Vagas p/ profissionais c/ e s/ exp. CV p/ R. da Consolação, 3 Centro - CEP 01234-567

Empresa de Engenharia Contrata

Eng. Mecânico ou Civil Requisitos: – Experiência em obras de dutos ou similares para atuar na região Amazônica – Experiência em Petrobras ou Indústrias Petroquímicas – Admissão imediata Interessados encaminhar CV para: engenheiro@engenheiro.com.br com o título Mecânico/Civil

ESCRITURÁRIO

01 vaga, 20h semanais. Ensino médio completo, 01 ano de experiência comprovada na área adm. e domínio em informática. C.V. até 10/04 p/ CP 01234 CEP 01234-567 indicando no envelope o cód. “Escriturário”.

FARMACÊUTICA (O)

Drogaria admite, acima de 25 anos, c/ informática. CV p/ R. Paes de Araújo, 3, Itaim Bibi – CEP 01234-567

ENC. DE LOJA

Masculino, supermercado admite c/ ou s/ prática, 2º- grau, espírito de liderança. Tratar à Rua Tutoia, 3, Paraíso (Metrô Brigadeiro). Atendimento das 9h às 12h.

ENGL TEACHERS

English school is seeking for Native English Teachers to teach in São Paulo (Zona Sul e Oeste) and in São Bernardo (Estr. Samuel Aizemberg). Please send your e-mail to: teacher@teacher.com.br

ELETRICISTA DE MANUTENÇÃO 07 vagas. Masc. Nível técnico com sólidos conhecimentos em: inversores e conversores de frequência, automação pneumática e hidráulica. Comprovada vivência em ambiente industrial. Habituado a trabalhar sob pressão. Enviar CV com pretensão salarial para:

eletricista@eletricista.com.br

GERENTE FAST-FOOD Rede de fast-food em expansão admite: ensino médio completo. Experiência mínima de 2 anos na função ocupando posição de liderança. Vivência no segmento fast-food, varejo ou entretenimento. Noções de informática (pacote Office). Disponibilidade de horário. Cadastre-se no site: www.fastfood.com.br

MECÂNICO

C/ exp. em oficina de locadora e/ou concessionária de veículo, c/ conhec. de informática e injeção eletrônica, c/ CNH CV p/ mecanico@mecanico.com.br

RECEPCIONISTA - FEMININO

Bilíngue, c/ inglês fluente, 2º- grau completo, conhec. em informática. Comp. à Rua da Consolação, 3, de 2ª- a 6ª- F das 8h às 16h ou e-mail recep@recep.com.br

VENDEDORA

Emp. comércio de móveis contrata, exp. mín. 2 anos. CV p/ vend@vend.com.br Fone: 1234-5678

Anúncios de ofertas de emprego retirados do caderno Classificados Empregos do jornal Folha de S.Paulo do dia 1o de abril de 2007. Os dados referentes às empresas e aos empregadores (telefone, endereço, e-mail) foram descaracterizados para preservar sua privacidade.

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1. Há algum tipo de exigência para conseguir os empregos? Qual(is)? Sim, várias: experiência profissional, ser do sexo masculino ou feminino (de acordo com o trabalho), determinada faixa etária, nível de escolaridade, conhecimentos de informática, conhecimentos de inglês, ter disponibilidade para viagens etc.

2. Escolha cinco anúncios e classifique-os dizendo em qual setor das atividades econômicas eles são realizados (indústria, comércio ou serviços). Contador, escriturário, professores de inglês, eletricista de manutenção, mecânico, recepcionista — serviços; encarregado de loja, farmacêutico, gerente de fast-food, vendedora

Mariana Guerra/JC Imagem

— comércio; deficiente físico — não determinado; engenheiro mecânico ou civil — indústria.

Atualmente, há grande variedade de tipos de trabalho no Brasil. Os anúncios de ofertas de emprego que aparecem nos jornais são uma pequena amostra disso. Esses trabalhos são realizados nos diferentes setores econômicos: agricultura, pecuária, extrativismo, indústria, comércio e serviços. As pessoas podem trabalhar em empresas particulares ou públicas, em instituições militares (polícia militar, forças armadas) ou em outros órgãos e instituições do governo. Também podem trabalhar por conta própria, realizando diferentes tipos de atividades. São os trabalhadores autônomos, como muitos médicos, dentistas, veterinários, psicólogos, advogados, contadores, arquitetos e engenheiros, que têm seus próprios consultórios ou escritórios. Eles não são funcionários de empresas ou instituições, têm formação profissional e realizam atividades de acordo com sua qualificação. Du Zuppani/Pulsar Imagens

Trabalhador em empresa particular em Recife (PE). Fotografia de 2005.

Fotógrafo trabalhando como autônomo em Itutinga (MG). Fotografia de 2008.

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Dupla jornada Sérgio Morettini

Observe esta ilustração.

1. Quais os elementos desenhados? Fogão, panelas, bebê, bola, mesa, computador, papéis, mulher se equilibrando e equilibrando os elementos. 2. O que o ilustrador quis expressar? Provavelmente, o fato de as mulheres terem de trabalhar fora (escritório, por exemplo) e em casa, cuidando dos afazeres domésticos e das crianças. Muitas mulheres e homens brasileiros se dividem na dupla jornada de trabalho, o que significa que eles trabalham fora, em uma empresa ou como profissionais autônomos, e no final do dia voltam para o lar e cuidam dos afazeres domésticos, como limpar a casa, lavar e passar a roupa, cozinhar e cuidar dos filhos, se houver. O trabalho doméstico realizado por uma pessoa que vive na casa também é um tipo de trabalho, embora não seja remunerado. Ele deve ser valorizado tanto quanto outro trabalho qualquer, pois é uma ocupação necessária à higiene, à saúde e ao bem-estar de todas as pessoas da família. Mas enquanto alguns adultos se equilibram na dupla jornada de trabalho, outros não têm emprego. Para garantir o sustento, algumas pessoas encontram alternativas, que iremos conhecer nas próximas páginas.

Eduardo Knapp/Folhapress

Converse com os colegas e o professor.

Fila de candidatos a vagas de emprego oferecidas pela Prefeitura de Mauá (SP), em 2009.

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Subemprego e desemprego

Rubens Chaves/Pulsar Imagens

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Nem todos os trabalhadores autônomos têm qualificação profissional. Observe dois exemplos.

Barraca de camelô no centro da cidade de Bento Gonçalves (RS). Fotografia de 2008.

Vendedor ambulante na Praia das Astúrias, no Guarujá (SP). Fotografia de 2008.

Responda às questões. 1. Que tipo de trabalho é retratado nas fotografias? Onde ele acontece? O comércio de camelôs e vendedores ambulantes, que vendem mercadorias em barracas ou bancadas improvisadas em espaços públicos.

2. Você já viu pessoas fazendo esse tipo de atividade? Onde? Que produtos ou serviços estavam oferecendo? Resposta pessoal.

3. Você acha que essas pessoas enfrentam dificuldades na realização do trabalho? Sugestão: Sim, no que se refere à realização do trabalho, podem caracterizar dificuldades o transporte diário das mercadorias (que podem ser pesadas) e as condições do tempo, para aqueles que trabalham a céu aberto (em dias chuvosos o trabalho fica prejudicado).

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Delfim Martins/Pulsar Imagens

Camelôs, vendedores ambulantes, guardadores de carros, engraxates etc. também são trabalhadores autônomos. Muitos trabalhadores como esses podem estar em situação de subemprego, obtendo baixas remunerações, que não lhes garantem condições dignas de vida. Eles não têm ganho fixo, muitos não possuem local regular de trabalho e não têm condições para pagar o valor referente à previdência social, que lhes garantiria a aposentadoria no futuro. Além disso, muitos trabalhadores autônomos são informais, pois não estão legalizados perante o poder público por não pagarem impostos e taxas. Muitas pessoas enfrentam dificuldades para encontrar emprego. Assim, acabam rea­lizando atividades de subemprego, como as das fotografias, e das quais também são exemplos: fazer pequenos consertos, mesmo sem especialização (encanador, eletricista, pedreiro), e faxinas diárias em residências ou outros estabelecimentos. Esses exemplos de subemprego são encontrados sobretudo no espaço urbano. Mas será que há atividades de subemprego somente nas cidades?

Trabalhador em colheita de laranja em Conchal (SP). Fotografia de 2010.

Atividades rurais como a mostrada nessa imagem também são consideradas subemprego, pois apenas acontecem no período da colheita. Esses trabalhadores, conhecidos como boias-frias, geralmente moram na periferia das cidades e trabalham no campo. Muitos deles são contratados somente em um período do ano (na colheita de produtos agrícolas como cana-de-açúcar, café, laranja, algodão, mexerica etc.) e recebem pagamento de acordo com a produção. Quando termina o período de colheita, muitos trabalhadores são dispensados e ficam sem rendimentos.

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Delfim Martins/Pulsar Imagens

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Como vimos, muitos trabalhadores acabam em atividades de subemprego porque estão desempregados. O desemprego tem sido, nas últimas décadas, um problema em nosso país. Ele é ocasionado por diversos fatores. Vamos analisá-los comparando estas imagens.

Colheita mecanizada de café em Garça (SP). Fotografia de 2010.

Trabalhadores em linha de montagem de automóveis em São Bernardo do Campo (SP). Fotografia de 2009.

Robôs em linha de montagem de automóveis em São Bernardo do Campo (SP). Fotografia de 2010.

Rodrigo Paiva/Folhapress

Juca Martins/Olhar Imagem

Colheita manual de café em Lupércio (SP). Fotografia de 2010.

O número de empregos na indústria e em outros setores de atividade econômica diminuiu com o passar dos anos por conta do uso de equipamentos como robôs (nas indústrias), colheitadeiras (nas plantações) e terminais de autoatendimento e utilização de serviços bancários em casa, via internet, que substituem um grande número de trabalhadores. Outro fator que pode ser apontado como causa para uma situação de desemprego em um país é o baixo crescimento econômico, ou seja, as empresas investem menos nas atividades de produção e de geração de serviços. E o que ocorre se há menos investimentos? De modo geral, as empresas produzem menos mercadorias. Em consequência, não há aumento nas vendas do comércio nem na realização de serviços, como transporte, saúde, educação, administração pública, telefonia, bancos etc. Por fim, não há aumento na oferta de vagas para trabalhadores.

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Produção de veículos* entre 1987 e 2009 (quantidade – em unidades por ano) 3 300 000

3 200 000

*Produção total, incluindo máquinas agrícolas. Os valores foram arredondados.

3 100 000

Marco A. Sismotto

4. Observe os gráficos. Fique atento à variação dos números no topo das colunas em relação ao passar dos anos, indicados no eixo horizontal.

2 900 000 2 700 000

2 600 000

2 500 000 2 300 000 2 100 000

2 050 000

1 900 000

1 800 000 1 800 000

1 700 000 1 500 000

1 600 000

1 650 000

1994

1995

1 350 000

1 300 000 1 100 000

900 000 700 000

900 000

900 000

1987

1990

950 000

1991

1992

1993

1997

2001

2002

2006

2009 Marco A. Sismotto

1 100 000

Quantidade de trabalhadores nas indústrias automobilísticas* entre 1987 e 2009 (média de trabalhadores no ano) 180 000

140 000

*Incluindo produção de máquinas agrícolas. Os valores foram arredondados.

141 000

138 000 124 000

119 000

120 000

124 000

122 000 115 000

115 000

100 000

60 000

1987

1990

1991

1992

1993

1994

1995

1997

94 000

92 000

2001

2002

107 000

2006

2009

Fonte: Anfavea — Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, 2010.

a) A quantidade de veículos produzidos entre 1987 e 2009 aumentou ou diminuiu? De quanto para quanto? Aumentou, passando de 900 000 a 3 200 000.

b) E a quantidade de trabalhadores nas indústrias automobilísticas, aumentou ou diminuiu? De quanto para quanto? Diminuiu, passando de 141 000 para 124 000.

c) Qual das fotografias da atividade anterior poderia ilustrar a situação mostrada nos gráficos? Explique. A fotografia dos robôs na indústria automobilística. O aumento na produção de veículos, acompanhado do declínio do nível de emprego, pode ter sido causado, entre outros fatores, pela automatização do setor, ou seja, a substituição de trabalhadores por robôs.

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Vamos tratar agora de um tipo de trabalhador que deveria estar ocupando os assentos das carteiras escolares. Um trabalhador que deveria estar brincando, se divertindo. Um trabalhador que deveria ter comida, abrigo, carinho e proteção, sem se preocupar em como conquistar isso. Você sabe de quem estamos falando? Com o surgimento das fábricas, no século XVIII, muitas crianças também passaram a trabalhar como operárias. Não existiam leis que proibissem a exploração infantil: as crianças trabalhavam muitas horas por dia, em tarefas perigosas e prejudiciais à saúde, que exigiam grande esforço físico. No Brasil, o trabalho para menores de 16 anos é proibido por lei. Adolescentes entre 14 e 16 anos podem trabalhar somente como aprendizes. Além disso, há uma série de atividades nas quais jovens com menos de 18 anos, por lei, não poderiam trabalhar, como: carvoarias; colheita de cítricos; plantio e colheita de cana-de-açúcar; industrialização de açúcar e álcool; tratamento de castanha de caju; venda de bebida alcoólica; postos de gasolina (abastecimento de veículos); extração de minérios; Criança espera semáforo fechar para limpar câmaras frigoríficas; construção civil; indústria vidros de automóveis em Porto Alegre (RS) de cerâmica e olarias; serralherias e indústrias em troca de dinheiro. Fotografia de 2004. de móveis. Mas será que a lei é respeitada? Em 2008, aproximadamente 4,5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhavam no Brasil. Apesar de esse número ainda ser muito grande, ele vem diminuindo. Um dos fatores que contribuiu para reduzir a quantidade cítrico: fruta ácida, como o de crianças brasileiras que trabalham foi o Estatuto da Crianlimão e a laranja. ça e do Adolescente (ECA). Principalmente a partir dessa lei, o olaria: local onde se governo brasileiro e várias organizações não governamentais fabricam tijolos e peças de (ONGs) têm desenvolvido vários programas que visam a mancerâmica. ter a criança na escola e longe do trabalho.

Andréa Graiz/RBS/Folhapress

Trabalho infantil

1. Verifique nos meios de comunicação notícias do que se tem feito para erradicar, ou seja, acabar com o trabalho infantil no Brasil. Em uma folha à parte, escreva suas conclusões. Resposta pessoal.

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Ler e compreender

Richard Kohout/DM9DDB

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é a parte da Organização das Nações Unidas (ONU) que cuida das crianças. O UNICEF trabalha com os governos locais ajudando nos setores de saúde, educação, nutrição, água e saneamento e também interfere em situações de guerras e outras catástrofes. Está presente no Brasil desde 1950, promovendo campanhas de imunização e aleitamento, o combate ao trabalho infantil e ações para uma vida melhor das crianças e dos adolescentes brasileiros. Uma das campanhas promovidas pelo UNICEF foi a do combate ao trabalho infantil, com uma série de anúncios publicados em revistas. Veja um deles.

Um dos anúncios criados para a campanha de combate ao trabalho infantil divulgada pelo UNICEF.

ONU: instituição internacional, formada pela maior parte dos países do mundo, criada para cuidar dos direitos humanos, manter a paz e a segurança no mundo, promover progresso social e melhorar padrões de vida.

O QUE É MELHOR: BRINCAR DE PEGA-PEGA, CABRA-CEGA OU BOIA-FRIA? O maior motivo para que tantas crianças brasileiras em idade escolar não frequentem a escola é o trabalho infantil. No Brasil, um milhão de meninos e meninas trocaram os estudos pelo trabalho. O UNICEF ajuda a levar essas crianças e adolescentes de volta às salas de aula. Mas para isso precisa do seu apoio. Se você conhece algum caso de exploração do trabalho infantil, denuncie.

VEJA COMO AJUDAR NO SITE WWW.UNICEF.ORG.BR

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1. Observe novamente o anúncio e faça o que se pede. a) Leia as definições de pega-pega, cabra-cega e boia-fria, respectivamente. Pega-pega Brincadeira infantil onde uma criança (pegador) deve correr atrás das outras, para substituí-la na função de pegador. Antes de a brincadeira começar, pode ser escolhido um ponto onde se está a salvo do pegador. Cabra-cega Brincadeira infantil em que uma criança fica com os olhos vendados e tenta agarrar outra (e, às vezes, deve identificá-la) para substituí-la na função de cabra-cega. Boia-fria Trabalhador rural, em muitos casos, sem vínculo empregatício, que come a boia (comida) já fria, pois a traz de casa cedo e não tem como esquentá-la.

b) Por que você acha que o termo boia-fria apareceu depois de duas brincadeiras infantis no anúncio? Para provocar uma reação no leitor, que naturalmente espera ler o nome de uma terceira brincadeira na sequência. Ao se deparar com a palavra boia-fria, o leitor é levado a refletir sobre o trabalho infantil, pois relaciona “brincadeira” a “trabalho”.

c) Na sua opinião, a pá de plástico, em destaque no meio de outras ferramentas utilizadas na lavoura, representa o que no anúncio? Sugestão: Que está havendo exploração do trabalho infantil.

2. Por que algumas crianças trabalham? Pense no que você estudou no item Subemprego e desemprego. Devido aos rendimentos insuficientes dos adultos ou mesmo à falta de rendimentos em razão do desemprego.

Troca de ideias ♦♦

De quem é a responsabilidade de cuidar para que crianças e adolescentes estudem em vez de trabalhar? Sugestão: Essa responsabilidade deve ser dividida entre o governo, que deve oferecer educação pública, e a família, que deve zelar para que seus filhos frequentem a escola.

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De acordo com a Constituição brasileira, todas as pessoas têm o direito de trabalhar e receber um pagamento pelo trabalho realizado. Ela também determina que nenhum trabalhador pode receber menos de um salário mínimo. Além do pagamento, há outros direitos garantidos por lei, como: décimo tercei­ ro salário, férias remuneradas, descanso semanal, licença-maternidade/paternidade, seguro-desemprego e fundo de garantia. Para ter esses direitos garantidos, o trabalhador precisa ser registrado pelo empregador. O registro é feito na Carteira de Trabalho.

Ambient Images Inc./Alamy/Other Images

Direitos trabalhistas

A licença-paternidade no Brasil é um direito previsto na Constituição de 1988, com duração de cinco dias.

Aposentadoria Toda pessoa que trabalha e tem registro em carteira faz uma contribuição mensal (paga uma quantia em dinheiro todo mês) ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Essa quantia é descontada do seu salário. Trabalhadores autônomos também podem contribuir para o INSS. É essa contribuição, feita ao longo de muitos anos, que dará direito ao trabalhador de receber uma quantia mensal em dinheiro quando parar de trabalhar. Trata-se da aposentadoria. As pessoas que realizam atividades de subemprego geralmente não contribuem mensalmente ao INSS, pois seus rendimentos costumam ser incertos. Dessa forma, quando ficam idosas ou incapacitadas de trabalhar, acabam sem nenhuma assistência financeira.

Sindicatos Para reivindicar, ou seja, exigir seus direitos, os trabalhadores passaram a se organizar. Uma das maneiras de organização dos trabalhadores são os sindicatos, associações de pessoas que exercem a mesma profissão ou têm o objetivo de defender interesses comuns. Para responder às exigências dos trabalhadores, os patrões também se organizaram em sindicatos. Atualmente existem sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais, que reúnem os donos (patrões) de empresas de um mesmo setor. 1. Converse com os colegas e o professor: As pessoas que realizam atividades de subemprego têm direitos trabalhistas assegurados? Por quê?

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Ler e compreender Leia esta reportagem publicada em um jornal.

Jornada das domésticas chega a 59 horas semanais

A

jornada de trabalho das empregadas domésticas com carteira assinada atingiu até 54 horas semanais em 2009, segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para as trabalhadoras informais, a jornada semanal média chega a 59 horas. Apesar da jornada excessiva, o estudo indica que as condições de trabalho melhoraram. Em cinco das sete regiões monitoradas, a maioria das que atuam como mensalistas é registrada. Segundo o Dieese, as jornadas mais extensas são cumpridas pelas domésticas do Nordeste. Em Recife, as mensalistas com carteira assinada trabalham em média 54 horas por semana. (...) As menores cargas horárias foram registradas em São Paulo e em Porto Alegre, onde as empregadas domésticas cumprem em média 41 horas semanais. Patrícia Costa, economista do Dieese, afirma que trabalhadoras que dormem no local de trabalho costumam ter jornada mais extensa, mas que mesmo as demais cumprem longas jornadas. (...) Costa destaca que cada vez menos trabalhadoras aceitam dormir no emprego. Entre as regiões pesquisadas, o Distrito Federal teve o maior percentual de domésticas dormindo no emprego, com 25%.

(...) A economista do Dieese afirma que o mercado de trabalho se formalizou nos últimos anos, o que tem ajudado a melhorar as condições da profissão. (...)

Projetos para ampliar

direitos estão parados (...) Diferentemente do que ocorre com outras categorias [de trabalhadores], a jornada das domésticas não é fixada em lei. Para as demais, o limite é de 44 horas semanais. No Congresso, tramitam projetos para ampliar os direitos. Está parado um projeto que a então deputada Benedita da Silva apresentou à Câmara em 1989. (...) Marinalva Barbosa, do Sindicato das Domésticas de Salvador, afirma que a carga horária de algumas trabalhadoras chega a 15 horas diárias. “As trabalhadoras acabam desenvolvendo problemas de saúde.” Ela diz que a extensão dos direitos às domésticas é importante para proteger as trabalhadoras. “O trabalho doméstico deve ser regulamentado.” Verena Fornetti. Folha de S.Paulo, 5 mar. 2010. p. B 6.

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1. Leia o significado dos termos, depois faça o que se pede.

◆◆

◆◆

rabalho informal: trabalho sem registro em carteira ou autorização do goT verno, como comércios e fábricas que não recolhem impostos e não registram seus empregados.

◆◆

Jornada de trabalho: período de trabalho normalmente determinado por horas semanais distribuídas pelos dias da semana.

◆◆

Mensalista: pessoa que recebe salário por mês de trabalho.

◆◆

Regulamentado: regulado, estabelecido por leis e normas.

Releia o texto, observe onde esses termos são usados e responda: Você compreendeu melhor o texto depois de conhecer o significado dessas palavras? Resposta pessoal.

2. Em quais cidades as empregadas domésticas têm menor jornada de trabalho e de quantas horas é, em média, essa jornada? São Paulo e Porto Alegre. A jornada é, em média, de 41 horas semanais.

3. As frases abaixo estão incorretas em relação ao texto. Reescreva-as fazendo as correções necessárias. a) A lei que regulamenta o trabalho das domésticas em São Paulo e Porto Alegre prevê 42 horas semanais. Não há lei que regulamenta o trabalho das domésticas.

b) O projeto que amplia os direitos das trabalhadoras domésticas foi aprovado pelo Congresso em 1989. O projeto que amplia os direitos das trabalhadoras domésticas está parado no Congresso desde 1989, quando foi apresentado à Câmara.

c) Segundo o Sindicato das Domésticas de Salvador, a carga horária de algumas trabalhadoras chega a 15 horas semanais. Segundo o Sindicato das Domésticas de Salvador, a carga horária de algumas trabalhadoras chega a 15 horas diárias.

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Condições de trabalho 2

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Trabalhadores aplicando produto que combate pragas agrícolas em plantação de cana-de-açúcar. Campos dos Goytacazes (RJ). Fotografia de 2007.

Du Zuppani/Pulsar Imagens

Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

Vamos falar um pouco sobre as condições de trabalho no Brasil. Observe estas fotografias.

Trabalhador da construção civil dando acabamento em coluna artificial de pedra em Manaus (AM). Fotografia de 2009.

1. Analise as imagens pensando nas condições de trabalho das pessoas retratadas. a) Que atividades esses trabalhadores estão realizando? Fotografia 1: atividade agrícola (lançamento de agrotóxico); fotografia 2: atividade industrial (construção civil).

b) O que os trabalhadores estão usando para tornar o trabalho mais seguro? Fotografia 1: blusa de manga longa e calça comprida, luvas, boné e proteção para o rosto; fotografia 2: luvas, capacete e cinto de segurança.

O manuseio de máquinas e equipamentos industriais, o trabalho realizado em grandes alturas ou em minas subterrâneas e o manuseio de produtos tóxicos são algumas atividades que exigem condições de segurança para que acidentes sejam evitados. Além desses, muitos outros cuidados contribuem para melhorar as condições de trabalho. Quer ver um exemplo? Para um motorista, um veículo com banco confortável, cinto de segurança e em bom estado de conservação também contribui para a sua segurança e bem-estar.

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Ler e compreender A Lei Áurea, de 1888, tornou proibido o trabalho escravo no Brasil. No entanto, será que essa situação de trabalho não ocorre mais em nosso país? Vamos ler a reportagem e analisar o mapa com um colega.

História

A escravidão ainda existe

VENEZUELA SURINAME

COLÔMBIA

outra. O problema, no entanto, ainda persiste, embora se apresente de forma diferente da ocorrida até o século 19. Mostra disso são os mais de 36 mil trabalhadores resgatados em situação análoga à de escravo desde 1995, segundo dados do Ministério do Trabalho (veja o mapa abaixo). Selma Caparroz

Infelizmente, tratar o trabalho escravo como uma página virada da história do Brasil é um erro. A Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, foi, sem dúvida, um passo fundamental para que o Estado brasileiro reconhecesse como ilegal o direito de propriedade de uma pessoa sobre a

Guiana Francesa (FRANÇA)

GUIANA

RR

AP

Equador

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PA

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MA

BRASIL

AC

TO

RO PERU

BA

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OCEANO ATLÂNTICO

GO DF

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RN PB PE AL SE

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OCEANO PACÍFICO

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URUGUAI

430 km

LEGENDA Mais de 2 mil pessoas 1001 a 2 mil pessoas 501 a mil pessoas 301 a 500 pessoas 101 a 300 pessoas 1 a 100 pessoas Não conhecido

50°O

Fonte: Ministério do Trabalho. Em: A escravidão ainda existe. Revista Nova Escola, abril de 2010, p. 59.

(...)

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História A preocupação do Brasil com o combate à escravidão é recente Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as formas contemporâneas de servidão têm dois elementos básicos: trabalho ou serviço impostos sob a ameaça de punição e aquele executado involuntariamente, sendo que ambos envolvem o cerceamento da liberdade. (...) Leonardo Sakamoto, presidente da ONG Repórter Brasil, uma referência no combate ao trabalho escravo no país, afirma que a escravidão do século 19 é bem distinta da atual. “Antes, o custo da caça aos índios ou da aquisição e do transporte de africanos era muito alto. Hoje temos um exército de mão de obra desempregada e pobre, que pode ser cooptado e aliciado”, diz. De acordo com Sakamoto, muitas pessoas seguem o aliciador acreditando ter conseguido um bom emprego, quando na verdade estão indo para uma forma de prisão.

Uma das principais causas do problema é a enorme desigualdade entre as classes sociais. (...) A existência do trabalho escravo no Brasil, após a abolição, somente foi reconhecida um século depois, com a instituição, em 1995, do Grupo Móvel de Fiscalização do Trabalho. Oito anos depois, foi criado o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo. Ainda em 2003, surgiu a Lista Suja do Trabalho Escravo, que é pública e atualizada a cada seis meses pela OIT, a Repórter Brasil e o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Empregadores que entram nela ficam por dois anos, período durante o qual têm de provar que extinguiram a prática. Entre os empecilhos trazidos a eles, está a impossibilidade de obter empréstimos e financiamentos de instituições públicas de crédito. (...)

Wilton Junior/AE

Elisângela Fernandes. Revista Nova Escola, ed. 231. São Paulo: Editora Abril, abril de 2010. p. 58 a 60.

Trabalhadores em situação semelhante à de escravidão, libertos em julho de 2009 pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo. Os trabalhadores colhiam a safra de cana-de-açúcar em São Francisco de Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro, e em municípios do estado do Espírito Santo.

1. Observe novamente o mapa da página 76 e relacione os estados brasileiros onde o número de pessoas que foram resgatadas das condições de trabalho escravo passava de 100. Rondônia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Goiás, Bahia, Pará e Mato Grosso.

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Como vimos, no Brasil todas as pessoas adultas têm direitos trabalhistas garantidos por lei. Mas e as pessoas com deficiência, será que elas conseguem emprego? De acordo com o censo de 2000, no Brasil há cerca de 9 milhões de deficientes em idade de trabalhar. Desses, apenas 1 milhão trabalha; 800 mil não têm registro em carteira. Isso acontece porque essas pessoas são discriminadas. Mesmo que tenham capacidade para realizar as tarefas solicitadas, quando disputam uma vaga em uma empresa, geralmente a perdem para alguém que não é portador de deficiência. Em razão disso, muitas pessoas com deficiência se sujeitam a trabalhar sem registro em carteira, sem poder usufruir dos direitos trabalhistas. Para tentar alterar essa situa­ção, em 1999 foi criada uma lei que obriga toda empresa com mais de 100 funcionários a Pessoa com deficiência física trabalhando no setor de empregar pessoas com deficiência. serviços em São Paulo (SP). Fotografia de 2011.

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Vagas para pessoas com deficiência

1. Para que as pessoas com deficiência ou necessidades de atendimento especiais possam se locomover e se comunicar de forma segura em diferentes espaços, são necessárias algumas adequações. Nos locais onde essas adequações foram feitas, há símbolos que devem ser conhecidos por todos. ◆◆

Junte-se a um colega, destaque as cartas do Jogo da memória nas páginas 9 e 11 do Material Complementar e conheça alguns desses símbolos.

De algum modo, todas essas pessoas podem desenvolver algum tipo de atividade profissional, e o trabalho para elas e para a sociedade é importante, pois essas pessoas têm muito a contribuir com suas Converse com os colegas e o professor. capacidades e potencialidades, além de servirem de estímulo para as demais. Sem contar que isso melhora a autoestima, além

Troca de ideias

Qual deve ser a real situação das pessoas com deficiência, atualmente, em relação ao trabalho? de proporcionar-lhes um rendimento, algo muitas vezes extremamente necessário, dependendo das condições socioeconômicas da família. ♦♦ Será que os transportes e as vias públicas oferecem condições para que essas pessoas se locomovam sem necessitar da ajuda de alguém? Resposta pessoal (de acordo com a região). ♦♦

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Remuneração A remuneração é um direito de todo trabalhador. Mas será que todos recebem o suficiente para atender às suas necessidades? Observe esta tabela e responda às questões. Rendimento dos trabalhadores no Brasil por faixa salarial – 2004 Salários mínimos No de trabalhadores em 100 brasileiros recebidos Até 1

39

De 1 a 2

29

De 2 a 3

10

De 3 a 5

11

De 5 a 10

7

De 10 a 20

3

Mais de 20

1

Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), 2004.

1. Em qual faixa salarial está a maior parte dos trabalhadores do Brasil? Em cada 100 brasileiros, quantos têm esse rendimento? Até 1 salário mínimo; 39.

2. E qual faixa salarial compreende a menor parte dos trabalhadores do nosso país? Mais de 20 salários mínimos; 1.

3. O que se pode concluir sobre os rendimentos dos trabalhadores no Brasil? Sugestão: A maioria dos trabalhadores recebe salários muito baixos, em comparação com uma minoria, que recebe salários bastante altos.

4. Qual faixa salarial da tabela serviria para representar o homem pequenino desta charge? Por quê?

A faixa que corresponde a até 1 salário mínimo. Porque é um salário pequeno em relação ao preço das coisas.

Charge de Senna.

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Observe este quadro. Trata-se de uma lista dos gêneros de primeira necessidade (alimentos, produtos de higiene e limpeza) com a quantidade referente ao consumo médio mensal de uma família com quatro pessoas. Essa lista recebe o nome de cesta básica. Cesta básica Itens

Quantidade

Arroz

3 pacotes de 5 kg

Feijão

4 pacotes de 1 kg

Açúcar

2 pacotes de 5 kg

Café

3 pacotes de 500 g

Farinha de trigo

3 pacotes de 1 kg

Farinha de mandioca torrada

1 pacote de 500 g

Batata

4 kg

Cebola

1 kg

Alho

200 g

Ovos

3 dúzias

Margarina

4 potes de 250 g

Extrato de tomate

2 latas de 350/370 g

Óleo de soja

5 latas de 900 mL

Leite em pó

3 latas de 450/500 g

Macarrão com ovos

4 pacotes de 500 g

Carne

3 kg

Ilustrações: Hélio Senatore

Alimentação

Limpeza Sabão em pó

4 kg

Sabão em barra

15 unidades

Água sanitária

2L

Detergente

2 frascos de 500 mL

Higiene Papel higiênico

12 unidades

Creme dental

4 tubos de 90 g

Sabonete

10 unidades de 90 g

Desodorante spray

2 frascos de 90 a 100 mL

Absorvente higiênico

1 pacote com 10 unidades

Fonte: Procon/Dieese.

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Delfim Martins/Pulsar Imagens

As pessoas podem adquirir os itens da lista de cesta básica em feiras, pequenas vendas, mercados (e suas redes, contempladas pelos super e hipermercados) e em “mercadões” (os mercados municipais) como este em Campo Grande (MS). Fotografia de 2008.

Saída de observação: Mercado Planejamento ◆♦

Forme grupo com alguns colegas.

◆♦

Essa saída poderá ser feita com o seu professor ou com um adulto que se responsabilize pelo grupo de alunos.

Materiais necessários ◆♦

Ficha da página 13 do Material Complementar e lápis ou caneta para anotações.

Durante a saída de observação ◆♦

Complete a tabela com os preços dos produtos listados encontrados no mercado.

◆♦

Lembre-se de verificar se os produtos têm o mesmo peso que o descrito na tabela.

Na escola ◆♦

Multiplique o preço de cada um, quando necessário, pela quantidade indicada na tabela.

◆♦

Some todos os valores para saber quanto custaria essa cesta básica.

Para finalizar ◆♦

Converse com os colegas e o professor: Quantos salários mínimos são necessários para que uma família de quatro pessoas, que pague aluguel, possa viver, considerando também o gasto com a cesta básica?

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Representar o mundo Observe o mapa.

Selma Caparroz

BRASIL — ATIVIDADES ECONÔMICAS COM USO DE TRABALHO INFANTIL (2009)

RORAIMA AMAPÁ

Equador

CEARÁ

MARANHÃO

PARÁ

AMAZONAS

RIO GRANDE DO NORTE PARAÍBA

PIAUÍ ACRE

PERNAMBUCO TOCANTINS BAHIA

RONDÔNIA

ALAGOAS SERGIPE

MATO GROSSO

GOIÁS

DF

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

ESPÍRITO SANTO

RIO DE JANEIRO

PARANÁ

Trópico de

RIO GRANDE DO SUL

SANTA CATARINA

OCEANO ATLÂNTICO

Capricó rnio

N O

L S

0

320 km

50°O

LEGENDA Atividades em que há maior número de crianças e adolescentes trabalhando Cultura de cana-de-açúcar

Produção de carvão vegetal (carvoaria)

Cultura de café

Indústria de móveis

Cultura de frutas

Serviços em madeireiras e serrarias

Comércio varejista (lojas, supermercados)

Serviços em cerâmica e olarias

Comércio ambulante

Serviços em oficinas mecânicas

Postos de combustíveis (frentistas)

Extração de minérios

Fonte: IBGE. Pnad, 2003 e Secretaria de Fiscalização do Trabalho – Ministério do Trabalho. Em: Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1999, p. 13, e Folha de S.Paulo, São Paulo, 1o de maio de 1997. IBGE/Pnad, “Estado das Crianças do Mundo”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 2010.

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O mapa da página anterior representa o tipo de atividade econômica exercida por crianças no Brasil. As tabelas abaixo mostram a porcentagem de crianças e adolescentes (entre 5 e 14 anos) trabalhando em nosso país no ano de 2009. Observe-as. Região Norte

%

Região Nordeste

%

Região Centro-Oeste

%

Acre

7

Alagoas

6

Distrito Federal

1

Amapá

1

Bahia

8

Goiás

6

Amazonas

4

Ceará

10

Mato Grosso

3

Rondônia

10

Maranhão

7

Mato Grosso do Sul

3

Roraima

2

Paraíba

7

Região Sudeste

%

Tocantins

10

Pernambuco

6

Espírito Santo

1

Pará

5

Piauí

11

Minas Gerais

6

Região Sul

%

Rio Grande do Norte

6

São Paulo

2

Paraná

4

Sergipe

4

Rio de Janeiro

1

Santa Catarina

5

Rio Grande do Sul

4

Fonte: Pnad/IBGE e “Estado das Crianças do Mundo 2010” (Unicef).

Considerando o mapa e as tabelas, responda às questões. 1. Há algum estado brasileiro em que a mão de obra infantil não é utilizada? Não.

2. Qual estado tem o maior percentual de mão de obra infantil? O estado do Piauí, 11%.

3. Qual é a sua conclusão sobre as informações representadas no mapa e nas tabelas? Sugestão: Apesar da lei que proíbe o trabalho infantil, ele ainda ocorre em todo o país.

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Vamos retomar

Todas as pessoas têm direito ao tipo de trabalho que preferirem e a boas condições de trabalho. Todos devem receber remuneração igual, quando fazem o mesmo trabalho, e devem ganhar o suficiente para saúde, alimentação e vestuário.

Purestock/Getty Images

1. Leia o texto a seguir.

Ruth Rocha e Otavio Roth. Declaração universal dos direitos humanos. São Paulo: Quinteto Editorial, 1984.

◆◆

Você acha que no Brasil o que é descrito no texto acontece com todas as pessoas? Explique. Sugestão: Não, pois há vários problemas, como desemprego, trabalho escravo, longas jornadas de trabalho e subemprego.

2. Em sua casa, há participação das pessoas do sexo masculino nos afazeres domésticos? De que maneira isso acontece? Resposta pessoal.

3. Pense na profissão que você gostaria de ter, ou no trabalho que gostaria de realizar, quando se tornar adulto. ◆◆

O que você sabe sobre esse trabalho ou essa profissão? Pergunte às pessoas que você conhece; pesquise em livros, revistas, jornais, enciclopédias e na internet; converse com alguém que realiza esse trabalho.

◆◆

Depois, em uma folha avulsa, escreva um texto falando sobre a profissão ou o trabalho que você escolheu. Não esqueça de explicar por que fez essa escolha.

◆◆

No final, você poderá fazer um cartaz. Cole nele o texto que você elaborou e ilustre-o com fotografias e desenhos sobre a profissão ou o trabalho escolhido.

◆◆

Na sala de aula, mostre seu cartaz aos colegas e, com a ajuda do professor, organizem uma exposição de todos os cartazes.

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Entrevista Procure alguém da sua família ou conhecido que esteja aposentado e entreviste essa pessoa. Você pode aproveitar as sugestões do roteiro aqui reproduzido e elaborar novas perguntas. ◆◆

Qual é o seu nome?

◆◆

Quantos anos o(a) senhor(a) tem?

◆◆

Que profissão o(a) senhor(a) exerceu?

◆◆

Quando se aposentou?

◆◆

O dinheiro que recebe de aposentadoria é suficiente para pagar as suas despesas mensais?

◆◆

Se não for, como faz para garantir a sobrevivência?

Na sala de aula, conte aos colegas o resultado de sua entrevista e ouça o que eles têm a dizer.

Sugestões Editora Moderna

Para ler u Pai sem terno e gravata, de Cristina Agostinho. São Paulo: Editora Moderna, 2003. A personagem Andréia narra a forte mudança que ocorreu em sua vida depois que sua mãe e seu pai perderam os empregos. A família, composta de mais dois irmãos, teve de apertar os cintos.

Para acessar u Trabalho infantil www.oit.org.br

Através de sons e imagens, conheça um pouco da dura realidade de crianças de todo o mundo que trabalham, deixando de estudar e brincar. Disponível em: <www.ilo.org/public/english/bureau/inf/wdacl/ portuguese.htm>. Acesso em: 24 jan. 2012.

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Profissões e ambiente O reconhecimento do impacto negativo das ações humanas sobre a natureza fez com que profissões relacionadas à conservação do ambiente — as chamadas “profissões verdes” — ganhassem importância. Conheça algumas das áreas em que esses profissionais podem atuar.

Oceanografia: estuda o meio marinho e seus elementos vivos e não vivos.

Zootecnia: estuda os hábitos de vida, a reprodução, a criação e a proteção de animais. Engenharia ambiental: identifica, previne e minimiza danos ao ambiente, por meio de tecnologia apropriada.

Dawidson França

Biologia: estuda os seres vivos, sua evolução e as relações entre si e com o ambiente.

Medicina veterinária: cuida da prevenção, do diagnóstico e do tratamento de doenças dos animais.

Biotecnologia: manipula geneticamente plantas, animais e microrganismos. Desenvolve sementes, produtos para a indústria médica, alimentícia e de bebidas, entre outros.

1. Para conversar. a) Você já conhecia alguma “profissão verde”? Qual? Resposta pessoal. b) Você acha que profissionais que atuam em outras áreas também podem contribuir para a preservação do ambiente? Dê exemplos. Resposta pessoal. c) Qual é a profissão que você deseja exercer quando crescer? Ela pode contribuir para que você seja um ambientalista? Resposta pessoal.

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John Moore/Getty Images

AFP China Xtra

Os profissionais que atuam nessas áreas são considerados ambientalistas, ou seja, quem prioriza, por meio de seu trabalho, uma relação menos predatória entre pessoas e ambiente. Um engenheiro que desenvolve projetos de conservação do ambiente, um biólogo que trabalha com despoluição de águas e pessoas que atuam na educação ambiental por meio de ONGs são exemplos de ambientalistas.

A arte também pode contribuir para a conservação do ambiente: cem esculturas de crianças, feitas com gelo que derreteu de geleiras da Ásia, chamam a atenção para o aquecimento global. A exposição, organizada por uma ONG, aconteceu na China (Ásia). Fotografia de 2010.

Veterinárias dão banho em pelicano coberto de óleo que vazou no mar dos Estados Unidos (América do Norte). Muitos animais são prejudicados por acidentes causados pelo ser humano, fazendo com que o veterinário se torne também um “profissional verde”. Fotografia de 2009.

2. Uma das profissões do futuro* é a de “lixólogo”, um profissional responsável pelo destino inteligente do lixo produzido pelos humanos. Com um colega, realize esta atividade em uma folha avulsa. a) Inventem uma profissão do futuro, considerando os problemas ambientais. Deem nome e definam essa profissão. b) Contem para a sala a profissão que criaram e ouçam as criações dos colegas. * Segundo o Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Coleção Plural Geografia  

Amostra da obra de Geografia da coleção Plural – 5º ano

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