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Ler e compreender Leia este texto com um colega. Depois, respondam às questões.

Todo mundo é normal A sala de aula está uma algazarra. A turma do fundão troca bolinhas de papel, alguns cochicham pelos cantos e outros dois desenham no quadro. O professor entra na sala e tudo volta à calmaria. Entre os 30 alunos daquela turma, um deles é a cadeirante Gabriela da Costa, de 14 anos. Portadora de deficiência intelectual e física, Gabi, como é chamada pelos colegas de turma, é tratada como mais uma aluna, sem restrições.

Um dos banheiros da escola é adaptado para cadeirantes. Uma campainha fica na altura dos joelhos para ser tocada em eventuais emergências e a maçaneta da porta é mais baixa. Tem ainda apoio de mão em todas as laterais e a pia é rebaixada – assim como os bebedouros do corredor. Tudo para que ninguém precise de ajuda extra. O refeitório também recebeu uma rampa de acesso.

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Na hora do recreio, outros amigos de classe a auxiliam com a cadeira para descer as rampas. Não que isso seja necessário. Mas todos parecem gostar de interagir com ela. Um dos alunos brinca com o professor. “Pode repetir? Não estou ouvindo. Acho que estou surdo”, diz, um tanto maroto. “Você sabe que não é assim que deve agir”, orienta o mestre.

Menino cadeirante na escola com os colegas.

Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+e+modelo+para+socializacao+ de+deficientes/n1237618777516.html>. Acesso em: março de 2012.

1. Como Gabi é tratada pelos colegas? Como mais uma na classe, sem diferenças.

2. Como devem ser tratados os colegas com necessidades especiais? Conversem sobre o assunto e contem sua opinião aos colegas. Resposta pessoal.

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Coleção Plural Ciências  

Amostra da obra de Ciências da coleção Plural – 3º ano