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Atividades   c4 • H13 

1 É comum ver diferentes seres vivos representados em desenhos animados, quadrinhos e tirinhas. Leia a seguinte tirinha, que trata, de forma cômica, das bactérias:

VERISSIMO, Luis Fernando. “As Cobras”. Disponível em: <http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI983102-EI6581,00.html>. Acesso em: ago. 2010. 1.  A tirinha ilustra a divisão binária, assexuada por definição, e a rápida proliferação populacional das bactérias, representada pelos inúmeros indivíduos resultantes e pela ideia cômica de que a herança não seria suficiente para todos.

A tirinha se refere a quais características das bactérias? a) Complexidade social e capacidade de estabelecer hierarquias intraespecíficas. b) Inteligência e planejamento com relação ao crescimento populacional. X

c ) Reprodução assexuada e rápida multiplicação populacional. d) Diversidade morfológica e variadas formas de nutrição. e) Geração espontânea ou a capacidade de gerar vida a partir da matéria.

  c3 • H8 

2 A busca por fontes alternativas de energia tem levado à realização de inúmeras pesquisas, com a consequente apresentação das mais variadas soluções. Uma das mais recentes sugere a produção de biocombustíveis a partir de algas. Leia a notícia a seguir:

“A bioenergia de algas tem duas frentes diferentes de pesquisa. Primeiramente, as microalgas, ricas em lipídios, ou gorduras, são ideais para a fabricação de biodiesel” [...] diferentemente dos vegetais terrestres, o cultivo de algas não necessita de fertilizantes nem de pesticidas. “Já as macroalgas possuem um alto teor de açúcar. Algumas espécies apresentam entre 50% e 60% de seu peso seco em 28


polissacarídeos. São açúcares que, ao serem degradados por enzimas específicas, transformam-se em monômeros fermentáveis que dão origem ao etanol” [...]. Agência Fapesp. “Algas viram combustível, tinta e protetor”. INFO Online, 12 set. 2010. Disponível em: <http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/algas-viram-combustivel-tinta-e-protetor-so-12092010-10.shl?4>. Acesso em: fev. 2011.

Com base na notícia, pode-se afirmar que as algas podem ser utilizadas na produção de bioenergia porque elas:

2.  Deve-se tomar cuidado: o texto menciona a fermentação, mas não diz que as algas a realizam. Está bem claro que as microalgas contam com lipídios que podem ser usados na produção de biodiesel e as macroalgas, açúcares para a fermentação, resultando no etanol.

a) sintetizam petróleo com a presença de luz. b) fermentam etanol, pois possuem enzimas específicas. c) produzem proteínas usadas na composição de biocombustíveis. X

d) sintetizam lipídios e açúcares, sendo que ambos podem ser utilizados. e) metabolizam combustíveis fósseis, transformando-os em etanol.

  c4 • H14 

3 Para diferenciar vegetais de animais, costuma-se mencionar que

fotos: Fabio Colombini

as plantas não são capazes de realizar nenhum movimento. Essa é uma ideia falsa, o que pode ser comprovado quando se toca a Mimosa pudica. A sensitiva ou dormideira, como é conhecida, é uma planta que, ao ser tocada, fecha imediatamente suas folhas, dobrando seus folíolos como se estivesse se encolhendo:

Folhas do vegetal Mimosa pudica antes de ser tocado (à esquerda), com suas folhas e folíolos abertos, e depois de ser tocado (à direita), com os folíolos fechados. 29


Utilizando seus conhecimentos sobre biologia vegetal, selecione a explicação mais plausível para esse fenômeno.

3.  Considerando-se que a resposta é rápida e que as plantas não possuem sistema muscular ou nervoso, a única explicação plausível é a baseada na concentração de íons e tonicidade do meio, sendo o mecanismo descrito típico de movimentos vegetais, tais como a abertura e o fechamento dos estômatos.

a) O toque desencadeia um impulso nervoso que se estende ao longo do eixo foliar e resulta no fechamento dos folíolos. b) O toque leva a um deslocamento diferencial de hormônios vegetais, que estimulam o crescimento do folíolo na direção do eixo foliar. c) O toque estimula uma contração muscular na base de cada folíolo, fazendo que eles se fechem. X

d) O toque provoca um bombeamento de íons para fora das células, havendo perda de água por osmose, o que murcha o tecido. e) O toque, simplesmente por ser mecânico, exerce uma força tal que os folíolos se entortam, parecendo fechados.

  c8 • H28 

4 Um estudante, com o intuito de ampliar seus conhecimentos sobre a anatomia corporal dos vertebrados, descreveu cinco animais que observara no zoológico:

Animal 1: possui nadadeiras, escamas, corpo achatado lateralmente; não conta com membros; posteriormente à boca, existe um opérculo que cobre finas estruturas irrigadas com sangue. Animal 2: possui dois membros posteriores e pescoço comprido; não possui dentes; no lugar de pelos há penas; conta com um bico bastante duro. Animal 3: possui quatro membros, crânio bastante alongado, com um focinho comprido de onde se projeta uma longa e fina língua, pelos compridos e uma cauda que se assemelha a um espanador. Animal 4: possui quatro membros, sendo que os membros anteriores são maiores que os posteriores, uma longa cauda, capaz de se enrolar nos objetos, crânio arredondado. Animal 5: possui quatro membros, olhos capazes de se mover de forma independente, cauda longa e enrolada, e pode mudar de cor. 4.  As características-chave para identificar os animais são a presença de escamas e brânquias (peixe); crânio alongado com focinho de onde se projeta língua fina e longa (tamanduá); membros anteriores maiores que os posteriores e cauda preênsil (macaco); capacidade de mudar de cor e olhos que se movem de forma independente (camaleão). No caso da ave (ema), a descrição foi mais genérica. 30

Os cinco animais que o estudante descreveu são, respectivamente: a) golfinho, galinha, cão, macaco e camaleão. b) golfinho, galinha, tamanduá, onça e iguana. c) peixe, galinha, tamanduá, onça e camaleão. X

d) peixe, ema, tamanduá, macaco e camaleão. e) peixe, ema, cavalo, macaco e iguana.


c5 • H18 

5 A produção de massas, bolos, pães, biscoitos e outros produtos ali-

mentícios do gênero normalmente requer a utilização de fermentos. Há dois tipos principais de fermento: o químico e o biológico. Em ambos os casos, o processo de crescimento da massa se dá pela produção e desprendimento de gases, mas esses dois tipos de fermento diferem fundamentalmente no que diz respeito ao processo responsável pela liberação desses gases. Para efeito de comparação, veja a seguinte tabela: Característica

Fermento químico

Fermento biológico

Composição

Bicarbonato de sódio

Levedura

Conservação

Temperatura ambiente

Temperatura baixa

Validade

Longa

Curta (produto perecível)

Produtos da reação

Gás carbônico e água

Gás carbônico e etanol

Procedimento

Misturar à massa e logo após levá-la ao forno

Misturar à massa e deixá-la crescer antes de levá-la ao forno

Indique a alternativa incorreta a respeito das diferenças entre o fermento químico e o fermento biológico: a) Por ser constituído por um organismo vivo, o fermento biológico envolve formas distintas de conservação e utilização. b) As diferenças entre os dois tipos de fermento permitem que sejam usados com finalidades diferentes.

5.  Nenhum dos dois fermentos é mais ou menos saudável. Suas diferenças estão relacionadas com os procedimentos que demandam durante a preparação dos alimentos, o sabor do alimento após o preparo, as formas de conservação, a validade e as finalidades do uso.

c) Apesar de haver produção de álcool etílico pelo fermento biológico, o teor alcoólico é eliminado com a passagem pelo forno. d) Após a aquisição do fermento biológico, o ideal é não retardar seu uso, por conta de sua curta validade, determinada pelo prazo estimado para a perda da eficácia do agente biológico. X

e) A presença de fermento biológico nos alimentos os faz mais naturais e, portanto, menos prejudiciais à saúde humana.

  c5 • H17 

6 O esqueleto externo dos artrópodes impõe certas restrições ao cres-

cimento corporal desses organismos. Impossibilitados de ter um crescimento gradual, os artrópodes devem realizar mudas ou ecdises. Periodicamente, eles descartam o exoesqueleto e o trocam por um novo, a princípio flexível, permitindo a distensão do seu corpo. Passada essa etapa, o novo exoesqueleto se torna rígido o suficiente para impor as mesmas restrições que o antigo impunha. 31


Observe o seguinte gráfico, que representa a curva de crescimento dos artrópodes: Tamanho

C

B

A Tempo

6.  O ponto A e os intervalos B e C indicam, respectivamente, a muda, o crescimento rápido e a interrupção do crescimento.  O crescimento só pode ser realizado após a muda, que consiste, simplesmente, no descarte do exoesqueleto antigo. Sempre há um exoesqueleto recobrindo o artrópode, mas, no período B, ele é relativamente flexível, permitindo a expansão do corpo.

X

No gráfico estão indicados três momentos (A, B e C), que representam as diferentes etapas da muda. Baseando-se nele, selecione a alternativa que descreve corretamente o processo de muda relativo aos artrópodes: a) O ponto A da curva indica o término de um período de crescimento, seguido de uma fase de estabilização, mantida até que seja realizada nova muda. b) O intervalo C da curva indica um momento em que o artrópode pode crescer, pois a muda (intervalo B) já foi realizada. c) O intervalo B indica, simultaneamente, a muda e o crescimento rápido, pois é apenas durante a muda que o artrópode pode crescer. d) O intervalo B da curva indica um crescimento rápido ocorrido após a realização da muda (ponto A). e) O intervalo C da curva indica um momento no qual o artrópode está sem exoesqueleto, porque o antigo foi descartado, não tendo, ainda, produzido um novo.

  c8 • H30 

7 A dengue é uma doença causada por um vírus transmitido pela

picada do mosquito Aedes aegypti. No verão brasileiro, estação quente e úmida, a reprodução do mosquito é favorecida e aumentam as chances de haver epidemias de dengue em certas regiões do país. Por isso, anualmente o governo realiza campanhas na tentativa de reduzir os casos de vítimas de tal moléstia. Diversos recursos podem ser utilizados na busca da erradicação da dengue. Indique a alternativa que descreve o procedimento ideal para atingir esse objetivo: a) Desenvolvimento de uma grande campanha de conscientização, para que cada indivíduo tome os devidos cuidados em relação aos potenciais focos do mosquito transmissor. b) Instalação de telas nas janelas e substituição das casas de pau a pique por casas de alvenaria, para impedir que o mosquito infecte mais pessoas.

32


c) Tratamento e cura de pessoas doentes, para que o mosquito transmissor perca a sua fonte do vírus da dengue. X

d) Desenvolvimento de uma vacina que impeça a contaminação pelo vírus da dengue e realização de uma ampla campanha de vacinação. e) Dedetização em larga escala no país, para eliminar, efetivamente, o mosquito transmissor.

  c3 • H12 

8 Na construção de uma obra pública viária, foi necessário remover um grande volume de terra para tornar plano o terreno pelo qual passaria a nova rodovia. Toda a terra retirada foi amontoada à beira da estrada. Os engenheiros civis envolvidos, sabendo da possibilidade de haver deslizamento, resolveram plantar mudas de árvores eudicotiledôneas de grande porte por toda a extensão do amontoado de terra a fim de evitar acidentes. Após o plantio das mudas, uma chuva forte foi o suficiente para que houvesse desbarrancamento. Indique a alternativa que melhor explica o deslizamento de terra ocorrido a despeito da medida preventiva tomada pelos engenheiros civis: a) As árvores, sendo eudicotiledôneas, possuem um sistema radicular fasciculado, ou seja, contam com raízes superficiais, que pouco contribuem para a contenção de terra. b) As folhas pequenas e pouco numerosas da muda não conseguem absorver a água rápido o suficiente para proteger o solo da forte chuva.

7.  Todas as alternativas, à exceção da substituição de casas de pau a pique  por casas de alvenaria, indicam possíveis soluções para a dengue. Mas,  levando-se em conta a vastidão do território nacional, campanhas de conscientização e de dedetização, apenas, dificilmente conseguiriam promover a erradicação da doença; além disso, a dedetização pode poluir o ambiente e intoxicar seres vivos. Da mesma forma, esperar que a instalação de telas nas janelas e o tratamento dos doentes consigam ser tão efetivos é um engano. Portanto, o procedimento ideal seria a vacinação, porque, historicamente, é a medida mais eficaz, procurando, por meio da imunização, combater o vírus, e não  o mosquito.

8.  As árvores podem ser usadas para contenção de terra, mas o desenvolvimento de suas raízes leva tempo, e muitas vezes não se pode esperar. O plantio de capim, uma monocotiledônea, é mais indicado, porque suas raízes, fasciculares, superficiais e bastante ramificadas, se desenvolvem rapidamente, formando um emaranhado que protege as camadas superficiais do solo contra as chuvas.

c) As mudas de árvores possuem um caule de baixa estatura que ainda não sofreu crescimento secundário; tal crescimento é essencial para a formação de um caule rígido e grande, capaz de proteger o solo contra as chuvas. X

d) As mudas de árvores de grande porte necessitam de um tempo para crescer e desenvolver suas grandes e profundas raízes, não podendo garantir a contenção de terra em épocas de chuva. e) O fato de que uma muda de árvore de grande porte tenha sido a planta escolhida para proteger a terra contra a chuva não é relevante, pois outra planta, que não uma muda de árvore de grande porte, tampouco resolveria o problema.

  c4 • H16 / c5 • h19 

9 Há quase dois mil anos o ser humano vem tentando criar um sis-

tema de classificação que contemple e organize eficientemente todos os seres vivos. Um dos mais recentes foi proposto por Robert Whittaker, em 1969, e dividiu os seres vivos em cinco reinos: Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia. Esse sistema de classificação está esquematizado na figura a seguir. 33


Fungi

Eq

uin o

es od óp Riz os iad Cil

s

o Cian

ão est

Formas de Nutrição

cté

ri a

Sistema de classificação em cinco reinos proposto por Whittaker em 1969. As setas ao lado direito representam as três formas de nutrição – fotossíntese, absorção e ingestão – que, no decorrer do processo evolutivo, passaram a caracterizar, respectivamente, os reinos Plantae, Fungi e Animalia.

9.  Apenas uma alternativa descreve corretamente problemas apresentados pelo sistema de Whittaker. As demais contêm erros conceituais: fungos não realizam fotossíntese e possuem parede celular de quitina. As algas azuis ou cianobactérias são, como o próprio nome diz, bactérias. Esponjas são sésseis, mas alguns cnidários não são (por exemplo, as medusas e alguns pólipos que realizam “cambalhotas”).

X

34

ba

Monera

Ing

rias

Absorção

Bacté

e tes sín s o t Fo

Protista

Atualmente, o sistema de classificação em cinco reinos de Whittaker, por apresentar alguns problemas, já não é mais tão aceito. Selecione a alternativa que descreve um problema (ou problemas) presente nesse sistema: a) As formas de nutrição não constituem um bom critério para separar os grupos, já que algumas espécies do reino Fungi realizam fotossíntese; além disso, as plantas carnívoras nutrem-se principalmente por ingestão de presas, como moscas. b) As algas azuis, ou cianobactérias, estão incluídas no reino Monera, mas, sendo algas, deveriam fazer parte do reino Plantae. c ) As formas de nutrição não constituem um bom critério para separar os grupos, pois há protistas que realizam fotossíntese, embora não estejam incluídos no reino Plantae. A divisão no que diz respeito à organização corporal também não está clara, pois todas as plantas são multicelulares, mas existem algas no reino Plantae que são unicelulares. d) As esponjas e os cnidários estão classificados como integrantes do reino Animalia, mas, por serem imóveis e permanecerem ligados ao substrato, deveriam ser classificados como pertencentes ao reino Fungi. e) O reino Fungi deveria surgir como um desdobramento do Plantae, pois, apesar de os fungos não realizarem fotossíntese, eles possuem parede celular de celulose e mantêm-se ligados ao substrato.

Conceitograf

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Platelmintos Nematódeos id Es ár po ios nj as

Es Fla poro ge zoá lad rio os s

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Mu

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Animalia

Basidiomicetos

s nta Pla lares u c s va

de Cord rm os ados

Plantae


c4 • H14 / c8 • h28 

10

GONSALES, Fernando. “Níquel Náusea”. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/niquel>. Acesso em: dez. 2010.

A tirinha anterior ilustra o processo de metamorfose dos anfíbios, marcado principalmente pelo(a): X

a) mudança de um sistema respiratório branquial para um pulmonar e cutâneo, relacionada à passagem do hábitat aquático para o terrestre. b) mudança de um sistema respiratório branquial para um exclusivamente cutâneo, relacionada à passagem do hábitat aquático para o terrestre.

10.  A metamorfose dos anfíbios é caracterizada pela troca do sistema respiratório branquial por um pulmonar e cutâneo (que demanda pele lisa e umedecida), além de alterações morfofuncionais que permitem a adaptação ao ambiente terrestre.   A cauda, embora desapareça, está presente em muitos outros animais terrestres, o que indica que sua presença não é condição essencial para a vida nesse meio.

c) crescimento do animal, pois, assim como ocorre com os artrópodes holometábolos, é a metamorfose que permite o crescimento. d) troca do tegumento, com a substituição de uma pele lisa e umedecida por uma seca e resistente, capaz de evitar a perda de água no ambiente terrestre. e) desaparecimento da cauda, condição essencial às formas adultas de anfíbios para que ocorra a adaptação à vida terrestre.

  c4 • H14 

11 Espécimes vegetais são capazes de realizar diversos tipos de mo-

vimento, guiados ou não por estímulos específicos. Um desses movimentos, denominado fototropismo positivo, ocorre quando a luz incide, principalmente, sobre um dos lados da planta. Essa incidência diferencial serve como um estímulo para que a planta, ao crescer, posicione seu caule e folhas de modo a captar melhor a luz, o que constitui um mecanismo compensador. Indique a alternativa que menciona um movimento vegetal marcado por um padrão semelhante ao mencionado no trecho anterior, independentemente do sentido desse movimento. 35


11.  A alternativa b ilustra um caso de fototropismo negativo, o qual, por ser estimulado pela luz (ainda que de forma contrária) e por ser efetivado por conta do crescimento do corpo vegetal, apresenta um padrão semelhante ao descrito. As demais alternativas referem-se a: a, geotropismo positivo; c e d, nastismo; e, tactismo (trata-se de um deslocamento do indivíduo, e não de um movimento do corpo efetivado pelo crescimento).

X

a) O movimento da raiz de uma planta estimulado pela força da gravidade da Terra. b) O movimento da raiz de uma planta no sentido contrário ao da incidência de luz. c) O movimento de fechamento dos folíolos da planta sensitiva ou dormideira motivado por estímulos mecânicos. d) O movimento de fechamento das folhas de uma planta carnívora motivado pela presença de um inseto preso em sua superfície. e) O deslocamento de algas em função de estímulo luminoso, para captar mais luz.

  c4 • H16 

12 Comparando-se a anatomia dos seres vivos, é possível notar semelhanças morfofuncionais entre diferentes órgãos e sistemas. As características de cada ser foram moldadas ao longo da evolução: embora se acredite que todos os organismos apresentam uma origem comum, suas características podem tanto ser decorrentes dessa mesma origem como podem ter surgido independentemente no percurso da evolução. Observe o esquema a seguir: Asas de inseto ILUSTRAǘOES: Jurandir Ribeiro

Asas de ave

Ossos

Quitina

Penas Nervuras Asa de morcego Rádio Carpo

Falange I Metacarpos

Úmero Falanges

Ulna IV V

Esquema comparando as asas de ave, inseto e morcego. 36

II e III


Indique a alternativa correta a respeito da presença de asas nos animais: a) A forma do órgão é idêntica nos três animais, o que indica que são estruturas com uma origem comum. b) Há diferenças entre as asas dos três animais, o que invalida a tese de que houve uma “asa original”, da qual teriam derivado todas as outras. X

c) A constatação de que as asas estão presentes em grupos de baixo parentesco sugere que o ancestral comum aos três animais não as apresentava; logo, as asas de cada animal provavelmente tiveram origens distintas.

12.  As semelhanças e diferenças entre os órgãos não devem ser diretamente usadas como forma de aferir as relações evolutivas associadas a um órgão. O ideal é optar pelo procedimento contrário: comparar os órgãos à luz da evolução, ou seja, primeiro comparar o parentesco entre os grupos para depois tentar entender como se deu a evolução dos órgãos análogos. Considerando-se que aves, morcegos e insetos não são representantes de grupos próximos, pode-se pensar que o ancestral comum aos três animais não possuía asas, o que indica que as asas de cada animal tiveram uma origem independente.

d) As asas dos três animais devem ser decorrentes de origens distintas porque não são órgãos perfeitamente iguais. e) As asas são um exemplo de como uma forma pode ser intencionalmente imitada por outro animal na luta pela sobrevivência.

  c4 • H14 / c4 • h16 

13 As plantas terrestres, que possuem um ancestral comum, são usu-

almente divididas em quatro grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, embora se saiba que os três primeiros não constituem grupos monofiléticos. Observe o seguinte cladograma simplificado: Briófitas

Pteridófitas

Gimnospermas

Angiospermas

Cladograma indicando os quatro grupos que compõem a classificação das plantas terrestres mais comumente utilizada.

Tendo em mente as características dos vegetais pertencentes a esses grupos, assinale a alternativa que descreve de forma incorreta uma tendência evolutiva observada entre as plantas: a) Aumento da especialização dos órgãos, deixando de constituir apenas um talo, como ocorre com os musgos, para se tornarem seres com raízes, folhas e caules verdadeiros. b) Independência cada vez maior em relação à água, por conta do surgimento dos vasos condutores, da proteção contra o ressecamento e da presença de lignina, que auxilia na sustentação do corpo. 37


13.  É necessário entender que há exceções nos grupos (com relação ao tipo de polinização e ao porte das plantas, por exemplo), mas que não invalidam as tendências evolutivas. A alternativa c está incorreta porque ocorre redução da geração gametofítica, e não da esporofítica.

X

c) Redução da geração esporofítica, que deixa de ser um indivíduo autônomo, nos musgos, para se restringir aos órgãos reprodutores das plantas produtoras de semente. d) Substituição de um sistema de polinização dependente de água (musgos e samambaia) ou do vento (gimnospermas) por uma polinização promovida por animais, como insetos, morcegos e aves (angiospermas). e) Aumento progressivo do porte, pois, após o surgimento de plantas de pequeno porte, como os musgos, a evolução leva ao aparecimento de grandes árvores, como os pinheiros e as angiospermas.

  c4 • H14 / c8 • h28  14.  Das doenças citadas, são causadas por vírus a AIDS (HIV) e a gripe espanhola (H1N1), e, por bactéria, a tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Em comum, essas doenças têm a característica de serem transmitidas de pessoa a pessoa, ou seja, pelo contato entre humanos, o que elimina a necessidade de agentes transmissores (como mosquitos ou ratos) e, consequentemente, aumenta as taxas de contágio. No entanto, não se pode esquecer que o mundo já conheceu grandes epidemias transmitidas por animais, como a peste negra.

14 Os

dados atuais, segundo o Relatório Global sobre a Epidemia de AIDS de 2010, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), informam que a epidemia de AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) continua sendo alarmante, afetando 33,3 milhões de pessoas no mundo. Dessa forma, entre as epidemias mundiais da atualidade, a de AIDS ocupa a posição de maior destaque. Entretanto, diversas outras doenças, ao longo da história, já ocuparam esse posto, como a gripe espanhola e a tuberculose. Essas moléstias, apesar de bastante diferentes, compartilham algumas características que permitiram que alcançassem dimensões globais. Indique a alternativa que descreve corretamente uma característica comum às doenças citadas que esteja associada à capacidade de difusão mundial: a) São doenças relacionadas ao estilo de vida moderno, o que dificulta sua erradicação. b) Os sintomas são fracos, permitindo que essas doenças se alastrem com rapidez, já que não causam o óbito com tanta facilidade. c) São doenças causadas por vírus, que se multiplicam e infectam em taxas muito maiores que as apresentadas por bactérias ou fungos patogênicos.

X

d) A transmissão dessas doenças ocorre de pessoa a pessoa, por mucosas, pelo sangue ou pelo contato sexual, o que facilita o contágio. e) Os sintomas envolvem um enfraquecimento do sistema imune, tornando, portanto, a erradicação mais difícil.

  c4 • H15 

15 Os fungos são seres vivos de grande importância ecológica por

serem, juntamente com as bactérias, os principais responsáveis pela decomposição da matéria orgânica. Usualmente, diz-se que

38


“os fungos crescem sobre o alimento”. A frase, embora pareça trivial, revela algumas características peculiares desses organismos, pois outros seres, como os animais e as plantas de modo geral, não estabelecem relação tão próxima com a sua fonte de alimento. Com base no texto anterior, pode-se afirmar que a característica dos fungos que está por trás da frase citada é:

15.  Os esporos dos fungos estão em todo lugar, inclusive no ar. A germinação desses esporos ocorre sobre as fontes nutricionais, o que explica o fato de os fungos crescerem sobre o alimento. Além disso, esses seres são sésseis, obtendo alimento por meio da absorção de nutrientes.

a) a presença de hifas e micélios, que, ao se desenvolverem, envolvem as fontes nutricionais. X

b) a reprodução por esporos, que germinam sobre suas fontes de alimento, permitindo ao fungo que se alimente por meio da absorção de nutrientes. c) o seu tamanho microscópico, o qual só permite que seja notado após grande crescimento, possível somente em locais ricos em alimentos. d) a capacidade de realizar fotossíntese, que demanda uma fonte fixa de nutrientes para o desenvolvimento de seus processos vitais. e) a ausência de tecidos, o que os impede de desenvolver órgãos e sistemas responsáveis pelo deslocamento em direção ao alimento.

  c5 • H17 / c8 • h30  16 A toxoplasmose é uma doença causada pelo esporozoário Toxoplasma gondii. Embora o número de pessoas infectadas seja alto, muitas delas não apresentam sintomas.

As pessoas podem adquirir o toxoplasma ao ingerir diretamente os cistos presentes no meio ou ao ingerir carnes malpassadas que contenham cistos do toxoplasma.

Walter Caldeira

Observe a figura a seguir: Ratos contaminados por cistos de toxoplasma alojados na musculatura são comidos por gatos

Cistos imaturos são eliminados nas fezes do gato Hospedeiro definitivo

Hospedeiro intermediário Ratos ingerem cistos maduros e os esporozoítos invadem a musculatura e outros órgãos, onde formam outro tipo de cisto Quando ingeridos por outros animais, os esporozoítos instalam-se em órgãos, como os músculos, onde formam outros tipos de cistos.

Esporogonia Cistos maduros com esporozoítos

Representação esquemática do ciclo de vida do Toxoplasma gondii. 39


Com base no ciclo apresentado, pode-se afirmar que as medidas profiláticas mais adequadas para minimizar o contágio pelo esporozoário que causa essa doença são:

16.  As medidas mais adequadas são a ingestão de carne cozida, importante, também, para evitar diversas outras doenças, e os cuidados básicos de higiene, para que se possa conviver com gatos sem haver a necessidade de medidas mais drásticas.

a) evitar contato com gatos e eliminar os outros agentes transmissores. b) eliminar os agentes transmissores e ingerir carne cozida. c) incrementar o saneamento básico e andar calçado. d) dedetizar a casa e colocar telas nas janelas. X

e) ter cuidados básicos de higiene e ingerir carne cozida.

  c4 • H14 / c8 • h28 

17 Nos insetos, as ramificações terminais das traqueias alcançam os

tecidos do animal. Dessa maneira, as trocas gasosas entre as células e o ar atmosférico ocorrem de forma mais direta, pois não precisam passar pelo sangue. Além disso, nas células musculares responsáveis pelo batimento das asas, muitas mitocôndrias ficam posicionadas bem perto das traqueias, recebendo gás oxigênio de maneira eficiente.

17.  Aproveite esta atividade para reforçar a diferença entre respiração pulmonar e respiração celular, e para revisar a anatomia e fisiologia dos insetos.

Com base no trecho anterior, indique a alternativa correta: X

a) É nas mitocôndrias que ocorre grande parte do processo aeróbico que converte ADP em ATP. Sua posição nas células citadas, portanto, possibilita a realização de atividades aeróbicas intensas – como o voo –, por longos períodos. b) Nas células musculares citadas, as mitocôndrias conseguem absorver o oxigênio diretamente do ar atmosférico para, em seguida, espalhá-lo por todo o citoplasma de modo bastante eficiente. c) Por causa do posicionamento das mitocôndrias, as células musculares citadas consomem mais oxigênio do que as outras células. d) Quando a célula não consegue sustentar uma atividade de maneira aeróbica, entram em ação processos anaeróbicos, como a fermentação e a transpiração. e) Nas mitocôndrias posicionadas perto das traqueias, o oxigênio funciona como um catalisador, aumentando a velocidade das reações que formam moléculas de ATP. Para resolver as questões 18 e 19, leia o texto a seguir: A cárie dentária é uma doença infecciosa e transmissível, causada por bactérias, como Streptococcus mutans. A cárie tem início quando a bactéria se fixa sobre a superfície que protege o dente (o esmalte, formado por proteínas e minerais de cálcio e fosfato, principalmente a hidroxiapatita) e usa o açúcar presente na saliva para obter energia para crescer, formando

40


placas dentárias. Ao usar o açúcar para crescer a bactéria produz ácido láctico (um processo conhecido como fermentação láctica), aumentando a acidez na superfície do dente, levando à desmineralização do esmalte, e à formação de pequenas cavidades que são invadidas pelas bactérias. SILVA, Joab Trajano. “Flúor, para que te quero?” Ciência Hoje das Crianças On-line, 19 nov. 2010. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/ colunas/no-laboratorio-do-sr-q/fluor-para-que-te-quero>. Acesso em: nov. 2010.

  c4 • H14 / c8 • h28 / c8 • h30 

18 Assinale a alternativa correta:

a) As bactérias causadoras da cárie se alimentam do esmalte dos dentes, gerando pequenas cavidades nas quais mais bactérias podem se instalar. b) A fermentação láctica produzida pelas bactérias causadoras da cárie é um processo metabólico que requer a presença de oxigênio.

18.  As cavidades criadas nos dentes pelo aumento da acidez (ou seja, diminuição do pH) propiciam a instalação de mais bactérias. O aumento do consumo de açúcar eleva, sim, a incidência de cáries porque justamente o açúcar é o substrato usado na fermentação láctica.

c) Atribuir o aumento da incidência de cáries ao maior consumo de açúcar é um erro, pois não é o açúcar que a causa, e sim o ácido láctico. X

d) A atividade das bactérias causadoras da cárie altera o seu ambiente de tal forma que facilita a instalação de mais bactérias. e) O surgimento da cárie está relacionado ao aumento do pH na superfície do dente.

  c4 • H14 / c8 • h29 / h30 

19 “Uma maneira eficaz de diminuir a incidência de cáries seria por meio da criação de uma vacina.”

Em relação a essa afirmação, assinale a alternativa correta: a) A afirmação é falsa, pois vacinas só podem ser usadas para prevenir doenças causadas por vírus, e a cárie é uma doença causada exclusivamente por bactérias. b) Tal vacina não teria nenhuma chance de sucesso, pois vacinas são sempre aplicadas no sistema cardiovascular, e os dentes não estão em contato com o sangue. c) Se a vacina contra a cárie for bastante eficaz, no futuro as pessoas poderão deixar de escovar os dentes. X

19.  Realmente há pesquisas sendo feitas na tentativa de desenvolver uma vacina contra a cárie. Inclusive, já há uma vacina que funcionou em animais. As vacinas são usadas para apresentar algum agente patogênico (atenuado) ao organismo: vírus e bactérias, principalmente, mas o mesmo princípio poderia ser usado com fungos ou até com células de tumor. Vale enfatizar que a possibilidade de haver uma vacina contra a cárie bacteriana não exclui a necessidade de manter a higiene bucal, pois há outros problemas bucais não relacionados às bactérias que provocam a cárie.

d) A vacina pode ser importante, mas, enquanto ela não for criada, outras medidas têm de ser tomadas. Algumas delas são: manter a higiene oral, adicionar flúor à água tratada e mudar os hábitos alimentares. e) Vacinas só funcionam contra doenças que possam ser transmitidas de uma pessoa a outra, como a gripe. Esse não é o caso da cárie. 41


Texto para as questões 20 e 21: As bromélias Vriesea gigantea vivem no alto de árvores e acumulam água entre suas folhas – por isso são chamadas de epífitas com tanque. Até onde se tem notícia, as plantas desse tipo são as únicas que de preferência extraem nitrogênio diretamente da ureia, abundante na urina das pererecas que usam a água empoçada para se abrigar e depositar seus ovos. [...] GUIMARÃES, Maria. “Uma outra forma de se alimentar”. Pesquisa FAPESP, São Paulo, n. 157, mar. 2009. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3805&bd=1&pg=1>. Acesso em: nov. 2010.

  c4 • H14 / c8 • h28  20.  A maioria das plantas não absorve a ureia. Para ser utilizada pelas plantas, essa substância – usada inclusive como fertilizante – precisa ser antes metabolizada por alguns tipos específicos de bactérias, que geram outros compostos nitrogenados, estes sim aproveitados pelas plantas.

20 Com base no texto, pode-se afirmar que:

a) por serem epífitas, as bromélias precisam de mais nitrogênio do que as outras plantas.

X

b) a maioria das plantas não consegue utilizar a ureia preferencialmente como fonte de nitrogênio. c) o nitrogênio é importante para todos os seres vivos, pois faz parte da estrutura molecular de compostos orgânicos como os aminoácidos e a glicose. d) os ovos das pererecas citadas precisam de um ambiente com alta concentração de ureia para se desenvolver. e) a ureia é produzida pelo sistema digestório, a partir de proteínas não digeridas.

  c4 • H15 / c8 • h28  21.  As plantas epífitas estabelecem uma relação de inquilinismo com as plantas que as suportam. Outro exemplo de relação ecológica presente no texto é a que se estabelece entre a bromélia e a perereca; essa relação pode ser de mutualismo ou protocooperação, dependendo do grau de interdependência entre os indivíduos das duas espécies.

21 Um exemplo de relação ecológica que pode ser encontrado no texto é o(a):

a) amensalismo. b) competição. c) predação. d) parasitismo. X

e) inquilinismo.

  c4 • H15 / c4 • h16 

22 Mas o que exatamente faz de um macaco um macaco e de um ser humano um ser humano? [...] A possibilidade de existir um gene para a linguagem pode ajudar a responder a essa pergunta inevitável. Trabalhando com a 42


carga genética transmitida de uma geração a outra de uma mesma família [humana] na Irlanda, os geneticistas encontraram um gene, o FOXP2, que controla a linguagem: os portadores de versões defeituosas desse gene perderam a habilidade de falar e de se comunicar. FIORAVANTI, Carlos. “Wen-Hsiung Li”. Pesquisa FAPESP, São Paulo, edição especial Revolução Genômica, abr./set. 2008. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3618&bd=1&pg=1>. Acesso em: dez. 2010.

Em relação ao texto anterior, assinale a alternativa correta: a) De acordo com a teoria darwinista da evolução, é possível afirmar que os seres humanos são mais evoluídos que os macacos porque se comunicam. b) Os macacos são incapazes de se comunicar porque não possuem o gene FOXP2 em seu genoma.

22.  Existe comunicação mesmo sem fala; portanto, macacos – mesmo sem ter o gene FOXP2 – podem se comunicar. Por outro lado, não é apenas o gene FOXP2 que permite o desenvolvimento da fala. Muitos outros genes – desde os ligados a habilidades cognitivas até os ligados à anatomia – são importantes para o desenvolvimento da fala no ser humano.

c) A habilidade de fala e comunicação nos seres humanos depende de um único gene: o FOXP2. d) Se existir mesmo o gene da linguagem citado no texto, ficará demonstrado que a habilidade de se comunicar é genética e, por isso, não depende da influência do ambiente. X

e) Mutações resultaram em versões defeituosas do gene FOXP2 na Irlanda. No entanto, as mutações podem também gerar versões melhoradas do FOXP2 ou de qualquer outro gene.

  c4 • H13 / c4 • h14 

23 O texto a seguir se refere aos vírus de computador: Vírus é um programa ou parte de um programa de computador, normalmente malicioso, que se propaga infectando, isto é, inserindo cópias de si mesmo e se tornando parte de outros programas e arquivos de um computador. O vírus depende da execução do programa ou arquivo hospedeiro para que possa se tornar ativo e dar continuidade ao processo de infecção. Comitê Gestor da Internet no Brasil. Cartilha de segurança para internet 3.1. CERT.br/NIC.br, 2006. Disponível em: <http://cartilha.cert.br/malware/ sec1.html>. Acesso em: dez. 2010.

As alternativas a seguir comparam os vírus de computador com os vírus estudados pela biologia. Todas estão corretas, exceto: X

a) Os vírus de computador são criados por pessoas, com os mesmos meios usados para criar os outros programas de computador. De maneira análoga, os vírus biológicos surgem, evolutivamente, das células de seus próprios hospedeiros, a partir de mutações deletérias.

23.  Todas as alternativas, com exceção da a, fazem comparações plausíveis entre os vírus de computador e os vírus biológicos. A alternativa a está incorreta porque os vírus não necessariamente evoluíram a partir das células de seus próprios hospedeiros. Hoje em dia, são conhecidos muitos vírus que podem ser transmitidos de uma espécie para outra.

b) Os vírus de computador, assim como os vírus biológicos, dependem da atividade do hospedeiro para executar suas próprias atividades. 43


c) Durante o processo de infecção, os vírus de computador se reproduzem e distribuem cópias de si mesmos. O mesmo acontece com os vírus biológicos. d) Os programas de computador (tanto os vírus quanto os hospedeiros) contêm uma série de informações necessárias ao seu funcionamento. Essas informações podem ser comparadas com o genoma dos organismos biológicos. e) Se a infecção pelo vírus (tanto o de computador quanto o biológico) inviabilizar as atividades do hospedeiro, então o próprio vírus não terá como se reproduzir. Texto para as questões 24 e 25: A bioluminescência é um fenômeno natural bastante conhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pirilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno. [...] [...] Em geral, as espécies de fungos bioluminescentes ocorrem em ambientes florestais úmidos, pois dependem da umidade para se alimentar, crescer e reproduzir. Entretanto, mesmo quem visita com frequência a floresta não consegue observar facilmente essa intrigante característica de alguns fungos, principalmente porque a intensidade da emissão é fraca e os cogumelos são efêmeros e sazonais. Uma boa estratégia para tentar localizá-los é visitar a floresta à noite, especialmente no período de lua nova, crescente ou minguante, quando a mata está mais escura. Ainda assim, como geralmente se caminha na mata com lanternas, é necessário fazer paradas sem iluminação por alguns minutos, observando o solo, até que os olhos se habituem à escuridão, e a luz dos fungos possa ser identificada. [...] [...] Análises filogenéticas moleculares evidenciaram que os fungos bioluminescentes são polifiléticos, isto é, representados por algumas linhagens que, em certos casos, evoluíram de forma independente em relação à emissão de luz. Os fungos bioluminescentes estão distribuídos em três linhagens (mas possivelmente são quatro), confirmando a ideia de que a bioluminescência, algumas vezes, evoluiu independentemente nos fungos. [...] BRAGA-NETO, Ricardo; STEVANI, Cassius V. “O universo luminoso dos fungos bioluminescentes”. Scientific American Brasil, São Paulo, n. 86, jul. 2009. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/ o_universo_luminoso_dos_fungos_bioluminescentes.html>. Acesso em: fev. 2011. 44


c4 • H14 / c8 • h28 

24 De

acordo com as informações dadas pelo texto, é correto concluir que: a) os fungos bioluminescentes conseguem realizar fotossíntese durante a noite, porque produzem a luz necessária para tal.

X

b) é mais fácil enxergar esses fungos depois de nossa visão ter se acostumado com a escuridão, assim como precisamos nos acostumar ao entrar numa casa após termos saído de um ambiente ensolarado.

24.  Nossa visão tem a capacidade de se acostumar à luz (ou falta de luz), o que nos faz enxergar bem em situações de luminosidade diferente. Por isso, os fungos bioluminescentes, que emitem luz muito fraca, são mais facilmente vistos quando não há outras fontes de luz ofuscando o seu brilho.

c) a produção de luz ocorre apenas durante as luas nova, crescente e minguante, e de maneira efêmera e sazonal, ou seja, por curtos períodos e apenas em certas épocas do ano. d) é difícil enxergar os fungos à noite, pois eles deixam de produzir luz quando iluminados por outras fontes luminosas, mesmo que estas tenham intensidade fraca (como a lua cheia e as lanternas). e) os fungos bioluminescentes armazenam energia luminosa durante o dia para que possam emiti-la durante a noite.

  c4 • H14 / c4 • h16 

25 Segundo o texto, é correto afirmar que:

a) os mecanismos de produção de luz são os mesmos tanto para os fungos quanto para os insetos, moluscos e peixes. b) existiu, no passado, uma única espécie ancestral dos fungos bioluminescentes, a qual deu origem às linhagens atuais desses fungos.

X

25.  Evoluir independentemente significa que as linhagens se separaram há um tempo relativamente grande. Por vezes, certas características comuns surgem nessas linhagens independentes, mesmo sem que estivessem presentes no ancestral comum às espécies em questão.

c) entre os fungos, o advento da bioluminescência ocorreu mais de uma vez, em linhagens diferentes. Ou seja, os fungos bioluminescentes não formam um grupo fechado que possui um único ancestral comum e exclusivo. d) algumas linhagens de fungos bioluminescentes evoluíram independentemente das outras. Ou seja, são espécies novas que não têm ancestral evolutivo. e) os fungos bioluminescentes são mais evoluídos que os demais fungos.

  c4 • H14 / c4 • h15 / c5 • h17 

26 O canto dos grilos machos atrai as fêmeas, propiciando o acasala-

mento e a reprodução. Em um estudo, pesquisadores separaram alguns machos em dois grupos: um que recebeu alimentação bem nutritiva e outro que recebeu alimentação mais pobre. Depois de certo tempo, os pesquisadores registraram o número de grilos de cada grupo que estavam cantando. Confira o resultado no gráfico seguinte. 45


BIO - CADERNO DE COMPETÊNCIAS