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artigo

outubro 2012 ano IX nº 100 portalmercadobrasil.com.br

ESPECIAL ENTREVISTAS 10 especialistas falam sobre o futuro do mercado brasileiro, abordando temas como inovação, tecnologia, marketing e sustentabilidade

MOSTRE-SE! Vamos falar de mídia? Confira qual é a melhor forma de usar essa poderosa ferramenta a favor das empresas e a importância do planejamento de comunicação para as marcas R$12,00

portalmercadobrasil.com.br outubro2012

NEGÓCIOS - GESTÃO - ASSOCIATIVISMO - DESTAQUE EMPRESARIAL - EMPREENDEDORISMO- LOGÍSTICA - MERCADO ECONÔMICO


artigo portalmercadobrasil.com.br

outubro2012


editorial portalmercadobrasil.com.br

NÚMERO 100!

A

revista Mercado Brasil chegou à centésima edição. Nossa comemoração vai além da direção e redação, pois são nossos leitores e parceiros que formam conosco a família que trabalha todos os meses pela qualidade da informação. Nas páginas a seguir colocamos um pouco do nosso coração para que cada palavra amplie ainda mais o conhecimento de cada um que as folheia. Como não poderia deixar de ser, preparamos reportagens especiais para dar o tom do que ainda deve vir por aí, pois a ideia é que continuemos com a mesma vontade e astúcia nos próximos e prósperos anos. Para a Capa avaliamos o poder da mídia dentro e fora das corporações e como as notícias podem causar uma reviravolta nos mercados e nas marcas. Buscamos mostrar qual é a melhor forma de usar a mídia a favor das empresas e as formas de tirar proveito dessa poderosa ferramenta. Para isso fomos atrás de especialistas em mídias impressas e online, pesquisadores e empresas que fazem uso das ferramentas.

Aproveitando essa data comemorativa, também trazemos como destaque um Especial de Entrevistas, para falar sobre futuro. Contatamos dez especialistas de dez diferentes áreas, abordadas mensalmente nas páginas da revista, para um bate-papo sobre o que vem por aí no que diz respeito à inovação, finanças, sustentabilidade, tecnologia, educação, macroeconomia, infraestrutura, marketing, educação e relações humanas. Confira a visão deles sobre as principais mudanças no cenário brasileiro para os próximos anos. Para finalizar uma matéria completa sobre escolas corporativas, uma maneira efetiva de sanar os problemas de mão de obra especializada dentro das empresas, já utilizada em larga escala em países desenvolvidos como Estados Unidos e Inglaterra. Enfim, obrigada por estarem conosco nesta jornada mensal de busca pela informação e trabalho pelo conhecimento! Vamos rumo a mais cem! Boa leitura! Manoela Hoffmann - Editora

Impresso em papel certificado Suzano. Uma garantia de que este é um produto de base florestal que resultou de um processo de produção economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.

expediente

fale conosco redação: Mande cartas para a editora, sugestões de temas, opiniões ou dúvidas: editor@revistamercadobrasil.com.br, redacao@revistamercadobrasil.com.br - Fone: (47) 3275-2277 publicidade: Quer anunciar na Mercado Brasil? Não perca tempo: comercial@revistamercadobrasil.com.br administração: Para falar com nossa administração: adm@revistamercadobrasil.com.br parceiros: CACB – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil - FFM – Fundação Fritz Müller - FUNDABRINQ – Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente - FACISC - Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião desta revista.


índice portalmercadobrasil.com.br

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capa

Especialistas mostram o que um bom planejamento de comunicação pode fazer pela sua empresa e pela sua marca. A aposta certa na mídia pode fazer uma empresa virar notícia!

Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional das Indústrias – CNI

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O que empresários e especialistas dizem sobre o futuro do mercado brasileiro? A redação escolheu 10 personalidades de renome para abordar 10 temas que são motivo de reuniões diárias nas empresas. 8

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foto: José Paulo Lacerda

especial entrevistas


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mercado & marketing Novidades sobre as marcas pelo País afora

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mercado & construção

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educação

Escolas Corporativas treinam e profissionalizam pessoas para atuar no novo perfil empresarial brasileiro e seguem modelos que já são sucesso nos EUA e Inglaterra.

Lançamentos imobiliários e serviços do setor no Brasil

67

artigo Marcelo Ortega dá dicas sobre vendas para profissionais do ramo

68

lex

O mundo jurídico por Murilo Gouvêa dos Reis

10

74

portal MB

consumo

Revista Mercado Brasil lança versão para tablet

Dicas de onde investir quando o assunto são eletrônicos

12

estante

Confira os principais destaques das empresas para novembro

Os melhores livros do mês, selecionados pela redação

60

agenda

As apostas das micro e pequenas empresas neste fim de ano

Fique de olho nos eventos do próximo mês e não perca a oportunidade de fazer negócios!

mercado

micro e pequenas

76

77

9


mbonline

portalmercadobrasil.com.br Acesse revistamercadobrasil.com.br e veja a edição na íntegra

MERCADO BRASIL

NO TABLET

Facebook Além de ser uma ampla rede de relacionamentos, o Facebook também traz conteúdo inteligente para os usuários. Novidades sobre economia, gestão, sustentabilidade, negócios e tecnologia estão na página da Mercado Brasil. Curtir o perfil é garantia de conhecimento e informações de primeira mão sobre o novo portal.

A nova realidade de aparelhos “mobile” aproximou mais ainda o ser humano do movimento tecnológico e facilitou o acesso à informação, transformando papel em tela. A Mercado Brasil andando lado a lado com a tecnologia e com foco em disponibilizar o melhor para seus leitores, traz agora as edições da revista impressa, também em versões digitais, disponíveis para leitura através de dispositivos móveis, tablets e celulares. A implantação da nova ferramenta tem o objetivo de estar ao alcance do leitor a qualquer hora e qualquer lugar.

Twitter Os seguidores do Twitter da Mercado Brasil, além de receberem informações sobre as revistas, vão ser os primeiros a saber quais foram as mais recentes postagens no portal e notícias do mercado. E o melhor, ainda poderão repassar todas as informações aos seus seguidores através do Retweet. Siga @mercado_brasil.

ARTIGO

ENTREVISTAS

Em setembro no portal, os leitores voltaram seus olhos para o artigo de Telmo Schoeler, sendo o destaque de acessos do mês. Em seu artigo “Gestão não tem tamanho, tem princípios”, ele mostra algumas atitudes de grandes empresas que podemos sim aplicar em negócios em fase de crescimento. Comenta também que para que essas empresas se tornassem potências, elas traçaram uma meta e ações do dia-a-dia com foco na ascensão. Para conferir o texto na íntegra, acesse: portalmercadobrasil.com.br.

Novidade no Portal Mercado Brasil, agora os leitores tem acesso a entrevistas com jovens empreendedores que se destacam por suas ações e seu sucesso. Para conferir a novidade acesse nosso portal: portalmercadobrasil. com.br. Nosso primeiro perfil jovem empreendedor fala um pouco sobre a trajetória de Gustavo Mendes Stocco, o começo despretensioso para o crescimento consciente e com foco na excelência.

QUER DIVULGAR SUA MARCA? Publique na revista Mercado Brasil. Aqui sua marca é vista por empresários de todo o País. Entre em contato conosco e peça um orçamento ou agende uma visita. Mais informações comercial@revistamercadobrasil.com.br ou pelo telefone (47) 3275 2277.

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mercado portalmercadobrasil.com.br

Inteligência em nuvem A Knewin Inteligência em Recuperação de Informação acaba de lançar o NewsStream, um coletor de notícias na nuvem que ‘varre’ jornais, revistas e blogs eletrônicos por notícias e posts. O objetivo é oferecer o serviço a um preço acessível para levar benefícios mais imediatos às empresas que já consomem notícias, como, por exemplo, clipadoras, empresas de inteligência e de

Ciser no Rio análises setoriais. Também pretende promover, em médio e longo prazos, um ecossistema de aplicativos que utilizam informações, ainda não existente hoje, visto que as soluções atuais pecam na qualidade e abusam no preço. Com o NewsStream as notícias ficam disponíveis aos clientes cerca de 20 minutos após serem publicadas na fonte original, seja jornal, revista ou portal.

A Ciser Parafusos e Porcas participa da Rio Oil & Gas Expo and Conference, que se realizou no Centro de Convenções do Riocentro de 17 a 20 de setembro. Referência no segmento de óleo e gás no Brasil, o evento ocorre a cada dois anos, desde 1982, funcionando como vitrine para empresas nacionais e estrangeiras. Em 2010, a Rio Oil & Gas reuniu 1.300 expositores, contabilizou a participação de 51 países e recebeu 53 mil visitantes.

Felicidade no trabalho TRACTEBEL ENERGIA FOI CONSIDERADA UMA DAS 150 MELHORES EMPRESAS PARA SE TRABALHAR NO BRASIL, COM UMA PONTUAÇÃO DE 79,7 NO ÍNDICE DE FELICIDADE NO TRABALHO. É O SEGUNDO ANO QUE A EMPRESA SE DESTACA NESSE RANKING. O RECONHECIMENTO É RESULTADO DE UM LEVANTAMENTO REALIZADO PELO GUIA VOCÊ S.A/EXAME, QUE É A MAIOR PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL DO BRASIL. OS FUNCIONÁRIOS DERAM NOTA 81,7 PARA A COMPANHIA – 82,9% DOS FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA ESTÃO SATISFEITOS E MOTIVADOS NO TRABALHO ENERGIA DO PAÍS. JÁ A NOTA DA EMPRESA, COM ÍNDICE DE QUALIDADE DA GESTÃO DE PESSOAS, FICOU EM 75,1.

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outubro2012

divulgação

E 92,7% SE IDENTIFICAM COM A MAIOR GERADORA PRIVADA DE


Melhorias particulados deve ser inferior a 20mg/ m 3, valor 60% menor do que o permitido pela legislação ambiental (50mg/ m 3). “Este limite será monitorado em tempo real por uma sonda instalada na chaminé do exaustor” , explica o diretor de Tecnologia e Produção da Docol, Levi Garcia, que destaca: “com a aspiração, todo o ar do prédio será renovado a cada cinco minutos, diminuindo também a temperatura e melhorando sensivelmente a qualidade do ambiente” .

Nova fábrica A KRONA TUBOS E CONEXÕES COLOCOU EM

divulgação

divulgação

Em outubro entra em operação o novo sistema de aspiração e filtragem na Fundição da Docol Metais Sanitários, de Joinville (SC). O sistema fará a captação dos gases e particulados (óxido de zinco) derivados do processo, melhorando o ambiente de trabalho e filtrando as emissões antes de liberar para o meio ambiente. O projeto levou cerca de um ano e meio para ser concluído e teve investimento de 2,5 milhões de reais. Com a novidade, a emissão máxima de gases e

Sacolas oxibiodegradáveis Cada vez mais cidades estão aderindo à lei que proíbe o uso das sacolas de plástico normal. Enquanto na capital catarinense, onde a norma já vigora desde 2008, as sacolas oxibiodegradáveis já tomaram lugar das antigas, em alguns municípios, como Joinville, que aderiu à lei em setembro, as lojas ainda estão se adaptando. Para o diretor de marketing da Rede de Supermercados Imperatriz, Júlio Lohn, a conscientização deve começar dentro das empresas. “No último ano, utilizamos aproximadamente 70 milhões de sacolas nas lojas da rede, sendo 70% oxibiodegradáveis. Este ano, vamos implantar o uso inclusive nas praças nas quais a lei ainda não foi vigorada como São José, Balneário e Rio do Sul”, conta o Lohn.

OPERAÇÃO EM MAIO DESTE ANO A SUA NOVA UNIDADE, NO POLO MULTIFABRIL INDUSTRIAL RO, NO ESTADO DE ALAGOAS. A NOVA UNIDA-

COM R$ 54 MILHÕES DE FINANCIAMENTO DO

DE EXPANDIRÁ O ABASTECIMENTO NAS REGI-

BNDES. A CAPACIDADE TOTAL DE PRODU-

ÕES NORTE E NORDESTE DO PAÍS. A REGIÃO

ÇÃO SERÁ DE 1.300 TONELADAS/MÊS, COM

FOI ESCOLHIDA PELA EMPRESA PARA A ABER-

A CONCLUSÃO DO PROJETO, UM AUMENTO

TURA DE SUA NOVA UNIDADE EM FUNÇÃO

DE CERCA DE 50% AO TOTAL DA CAPACIDA-

DOS BONS RESULTADOS DE CRESCIMENTO

DE PRODUTIVA. O EMPREENDIMENTO DEVE

NO MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NA RE

GERAR, NO TOTAL, 520 NOVOS POSTOS DE

GIÃO. O INVESTIMENTO FOI DE R$ 70 MILHÕES,

TRABALHO DIRETOS E INDIRETOS.

Crédito: Adriel Douglas

JOSÉ APRÍGIO VILELA, EM MARECHAL DEODO-

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mercado portalmercadobrasil.com.br

“Eu que fiz” dos outros Estados do Sul no ano que vem. O curso gratuito será oferecido em um caminhão-escola, equipado com sala de aula e uma minicozinha, e terá como base um livro feito especialmente para o “Eu que fiz”. A capacidade do veículo é de 20 pessoas, serão oferecidos quatro cursos aos sábados e domingos, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

divulgação

Com a proposta de dar a chance das mulheres de comunidades carentes terem uma renda extra e também capacitar empreendedores individuais que trabalham com chocolate artesanal, a linha de cobertura de chocolates “Selecta”, da Duas Rodas, lança o projeto “Eu que fiz”. O projeto começará em Alagados, Salvador (BA), e chegará a comunidades de Santa Catarina e

Hospital Dia do Pulmão No mês de setembro o Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau (SC), completou 30 anos de existência. Segundo o sócio e fundador, Mauro Kreibich, o diferencial da instituição é o atendimento, ou seja, sem focar na internação imediata e proporcionando o acompanhamento necessário. O hospital também é um dos 12 no Brasil que recebeu a certificação da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT em Laboratório de Função Pulmonar, o primeiro em Santa Catarina.

INCENTIVAR A PESQUISA CIENTÍFICA

EDIÇÃO, EM 2012, COM O REGISTRO

POR PARTE DOS PROFISSIONAIS DA

DE 177 PARTICIPANTES. O CONCURSO

ÁREA ODONTOLÓGICA E PROMOVER

PREMIOU CASOS CLÍNICOS QUE UTILI-

A INICIAÇÃO À PESQUISA ENTRE OS

ZARAM A RESINA OPALLIS, FABRICADA

ESTUDANTES, QUE TÊM A OPORTU-

PELA FGM, COM BASE NO TEMA PRO-

TRABA-

POSTO: “RESTABELECENDO A FUNÇÃO

LHOS, PRATICANDO CONHECIMENTOS

E ESTÉTICA UTILIZANDO TODOS OS RE-

E PROPONDO NOVAS FORMAS DE

CURSOS ESTÉTICOS PARA REPRODUZIR

TRATAMENTO. ESSE FOI O PROPÓ-

O POLICROMATISMO DO DENTE COM

NIDADE

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outubro2012

DE

DESENVOLVER

SITO CENTRAL DA FGM PRODUTOS

RESINA” . A COMISSÃO JULGADORA FOI

ODONTOLÓGICOS, DE JOINVILLE (SC),

COMPOSTA POR UM COMITÊ DE PRO-

AO LANÇAR O CONCURSO CULTURAL

FESSORES DOUTORES EM ODONTOLO-

OPALLIS, QUE CHEGOU À SEGUNDA

GIA, SEM VÍNCULO COM A EMPRESA.

divulgação

Pesquisa odontológica


Parceria O presidente da OpenTech, Alfredo Zattar, e o diretor superintendente de segmentos da TOTVS, Gilsinei Hansen, assinaram, em Joinville, um contrato de parceria de distribuição de software. O acordo envolve a integração do SIL Sistema Integrado de Gestão, da OpenTech, ao portfólio de soluções em gestão de transportes da TOTVS, empresa líder no Brasil e na América Latina em desenvolvimento e comercialização de software de gestão empresarial, serviços e tecnologia e a sexta maior desenvolvedora de sistemas de gestão integrada - ERP do mundo. A parceria une a experiência da OpenTech, pioneira no

desenvolvimento de softwares logísticos especializados em gerenciamento de riscos do transporte de cargas, ao grande potencial de vendas e à vasta gama de produtos e serviços que a TOTVS oferece, fortalecendo a participação de mercado de ambas as empresas. “O contrato com a TOTVS representa a validação da qualidade de nossos produtos e abre um canal de distribuição sem precedentes para a capitalização do nosso negócio”, afirma Zattar. A base de distribuidores da TOTVS para as soluções TMS - Transport Management System abrange mais de 650 transportadoras e mais de 12 mil embarcadoras.

Oktoberfest para negócios PARA MUITOS, A OKTOBERFEST NÃO É APE-

DISPONÍVEIS OS DIAS 14 E 24 DE OUTUBRO.

NAS UM MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO. NO

O AHK BUSINESS LOUNGE TRATA-SE DE UM

EVENTO, TAMBÉM É POSSÍVEL ESTREITAR LA-

CAMAROTE

ÇOS COM PARCEIROS OU CLIENTES, EM UM

PRIVILEGIADA, COM TODA A ESTRUTURA NE-

AMBIENTE TÍPICO GERMÂNICO. ISSO PORQUE,

CESSÁRIA PARA APROVEITAR O MELHOR DA

A CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA BRA-

FESTA. O ESPAÇO CONTA COM SERVIÇOS DE

SIL ALEMANHA DE SANTA CATARINA COLOCA

SEGURANÇA, LIMPEZA E GARÇONS. INTERES-

À DISPOSIÇÃO O AHK BUSINESS LOUNGE NA

SADOS PODEM ENTRAR EM CONTATO COM A

FESTA MAIS ALEMÃ DAS AMÉRICAS. EMPRE-

ENTIDADE PELO E-MAIL AHKSANTACATARI-

SAS INTERESSADAS EM PROMOVER O EN-

NA@AHKBRASIL.COM OU PELO TELEFONE (47)

CONTRO ENTRE PROFISSIONAIS E PARCEIROS

3336-4515. O ESPAÇO CONTA COM O APOIO

NA OKTOBERFEST AINDA PODEM ADQUIRIR

DOS PARCEIROS EISENBAHN, TÊXTIL HB E

O ESPAÇO POR UMA OU MAIS NOITES. ESTÃO

CRISTALLERIE STRAUSS.

PRIVATIVO

EM

LOCALIZAÇÃO


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Invasão de franquias

foto: Marco Dutra

De acordo com a Associação Brasileira de Franchising - ABF, o segmento de franquias do Brasil cresceu 16,9% em 2011, atingindo o faturamento de R$ 88,8 bilhões. Seguindo as tendências do mercado nacional, Florianópolis (SC) tem se destacado neste aumento. No principal shopping da capital catarinense, as franquias tomam conta das vitrines e movimentam a economia local. As irmãs e empresárias Cinthya, Cláudia e Gabriela Claudino dos Santos aprovaram a estratégia e, em breve, abrirão a terceira

franquia no Beiramar Shopping. “Começamos com a Capodarte, que deu super certo, no último mês inauguramos a Jogê e já estamos organizando a chegada da terceira marca ainda para este ano”, conta Cinthya. Em alguns casos, o crescimento da franquia chega a superar o percentual da franqueadora. É o caso da Stroke Beiramar Shopping, que ultrapassou o faturamento nacional. Enquanto a marca cresceu 11%, a franquia chegou a 37% sob o comando da franqueada Andreza Pereira.

As irmãs e empresárias Cinthya, Cláudia e Gabriela Claudino dos Santos

Expressão de Ecologia A Portonave recebeu o troféu Onda Verde do Prêmio Expressão de Ecologia, pelo projeto Gestão Ambiental: Compromisso com desenvolvimento sustentável, na categoria Gestão Ambiental. A premiação foi realizada durante o Fórum de Gestão Sustentável, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. Esta é a segunda vez que a empresa recebe o reconhecimento. A Portonave possui um Sistema de Gestão Ambiental - SGA, formado por equipe de engenheiros e técnicos que atuam na realização dos controles e na promoção das políticas ambientais.

Entre as três melhores A CHIPUS MICROELETRÔNICA, CRIADA EM NOVEMBRO DE 2008 E QUE ATUA NA ÁREA DE SEMICONDUTORES, SETOR RECONHE-

d iv u

lg a ç

ão

CIDO COMO ESTRATÉGICO PELO GOVERNO BRASILEIRO NOS ÚLTIMOS ANOS FICOU EM TERCEIRO LUGAR NA CATEGORIA MELHOR EMPRESA INCUBADA, DURANTE O PRÊMIO NACIONAL

SIMO CONSUMO DE ENERGIA NAS ÁREAS DE CONVERSÃO DE

DE EMPREENDEDORISMO INOVADOR, PROMOVIDO PELA ASSO-

DADOS E DE GERENCIAMENTO DE ENERGIA. A CHIPUS FAZ PAR-

CIAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES PROMOTORAS EMPREENDI-

TE DO MIDI TECNOLÓGICO DESDE JULHO DE 2009, INCUBADORA

MENTOS INOVADORES - ANPROTEC. O ANÚNCIO ACONTECEU

MANTIDA PELO SERVIÇO DE APOIO ÀS PEQUENAS E MICRO EM-

NO DIA 20 DE SETEMBRO, EM FOZ DO IGUAÇU (PR). A PRINCIPAL

PRESAS DE SANTA CATARINA (SEBRAE-SC) E GERENCIADA PELA

CARACTERÍSTICA INOVADORA DA EMPRESA ESTÁ NO DESEN-

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE TECNOLOGIA - ACATE. MAIS IN-

VOLVIMENTO DE CHIP DE ALTÍSSIMO DESEMPENHO E BAIXÍS-

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FORMAÇÕES SOBRE A CHIPUS NO SITE CHIPUS.COM.BR


capa portalmercadobrasil.com.br

MENSAGEM CERT

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TEIRA! UMA COMUNICAÇÃO COESA TORNA EMPRESAS VISÍVEIS PARA O MERCADO E PODE SALVAR UMA MARCA EM MOMENTOS DE CRISE kamila schneider

N

a era da informação, comunicar significa ser visto, ouvido e notado. Tanto dentro, quanto fora das organizações, um plano de comunicação bem feito é o responsável por mostrar a identidade de uma marca e como ela se relaciona com o seu público. No entanto, a exposição tem seu lado negativo: há momentos em que tudo o que se deseja é sair dos holofotes. Mas no caso das organizações, esta não é uma opção. O fato é que “é a comunicação que auxilia a empresa na criação de um conceito forte de marca, solidificando o nome da empresa no mercado em relação aos concorrentes, fortalecendo-a no seu segmento e criando uma imagem pública. É a comunicação quem alavanca e sustenta este conceito”, explica o especialista em marketing e sócio da Apoio Co-

municação, Raul Schmitt. Mesmo antes, quando era difícil mensurar em números a força da comunicação, já se entendia o papel importante destas ferramentas na construção da marca. Hoje, com as mídias digitais, elas são fundamentais – e a melhor maneira de utilizá-las a seu favor é conhecer, inovar e planejar.

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capa

NUNCA É BOM EVITAR A MÍDIA. O SILÊNCIO NÃO É UMA OPÇÃO PARA ORGANIZAÇÕES, ESPECIALMENTE DURANTE A CRISE.”

fot o: luc ian o an dra de

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Belio Martinez, PhD em comunicação de massa pela Universidade da Flórida (EUA).

A FERRAMENTA CERTA PARA A SUA EMPRESA Para determinar quais ferramentas serão mais adequadas à estratégia da empresa, é preciso entender o papel que cada uma delas pode exercer no mix de comunicação da marca, afirma a gerente de multimeios da Petrobras, Patrícia Fraga de Castro e Silva. “A empresa tem seus objetivos de negócio, que são traduzidos em objetivos de comunicação. Esses objetivos são direcionados para públicos específicos e a seleção das mídias que serão usadas em um plano de comunicação deve considerar os hábitos de consumo de mídia de cada um dos públicos”, explica. Saber quais serão estas ferramentas depende de muitas variáveis, como, por exemplo, os recursos humanos, conhecimento e tecnologia disponíveis na organização, assim como os objetivos globais e específicos da empresa, diz o PhD em comunicação de massa e pro-

fessor da Universidade de Jornalismo e Comunicação da Flórida (EUA), Belio Martinez. “Se a lealdade do cliente, a gestão da marca e o valor social são metas-alvo, a organização precisará contar com um diverso conjunto de ferramentas e táticas, tais como as mídias sociais, sites e trabalhos de publicações impressas.” Conforme o gerente de produção de conteúdo da D’Araújo, Rogério Vaquero, nenhuma empresa pode se dar ao luxo de desprezar alguma área da comunicação, pois ela precisa ser pensada de maneira global. Uma das tendências para este mercado, inclusive, é a comunicação 360 graus, que oferece a uma empresa todas as possibilidades de comunicação dentro de uma mesma agência.

A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA EQUIPE Dentro das organizações, os profissionais de comunicação têm a importante missão de mediar o contato entre a empresa e a mídia. Parece uma função simples, mas ao observar o peso que as mídias possuem sobre a imagem e credibilidade de uma marca torna-se essencial. “Os profissionais de comunicação são os guardiões da marca e da reputação da empresa. São eles que fazem a tradução da estratégia da empresa em iniciativas de comunicação que favoreçam o alcance dos objetivos de negócio”, resume Patrícia. Para a profissional, um dos maiores desafios que os profissionais de comunicação enfrentam hoje é encontrar um equilíbrio entre o que a empresa tem a dizer e o que o público espera da organização.

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“É preciso ouvir para poder responder com inteligência e, assim, conseguir relevância para as ações de comunicação”, diz. Conforme Schmidt, além de ser bem qualificado, o profissional de comunicação deve buscar maneiras de divulgar o nome da empresa de acordo com as diretrizes estratégicas e de maneira integrada com o setor de marketing. Assim, será possível “falar a mesma língua” e alcançar melhores resultados.


LIDANDO COM OS PROBLEMAS - E COM A MÍDIA Saber o que fazer em momentos de crise nunca é fácil. Saber lidar com toda a exposição e cobrança que surge nestas situações é mais difícil ainda. Por isso, o planejamento é a melhor estratégia para saber como agir e o que dizer quando as coisas não dão certo. “As mídias serão seu aliado no momento da crise ou o seu inimigo, se existir muita distância entre a organização e as mídias-chave. Essa é uma relação que a organização não pode se dar ao luxo de negligenciar mesmo durante a era das mídias digitais”, afirma Martinez. “A crise pode impactar na sua marca, criar problemas com clientes e o que envolve a estrutura. Ter um porta-voz

central, que fale diretamente com as pessoas, tendo um sofisticado plano de relação com a mídia e que fale com uma voz única são partes essenciais de um plano de crise”, indica. Conforme Vaquero, a melhor política é a da transparência: já que o papel da imprensa é investigar, a honestidade evitará especulações ou críticas. “Um problema bem explicado é melhor do que tentar jogar a coisa para baixo do tapete: ‘existe o problema, estamos fazendo isso para corrigir e daqui a tanto tempo estará corrigido’. A postura pró-ativa é sempre a melhor opção”.

A MAIORIA DAS ORGANIZAÇÕES IGNORA O FATO DE QUE AS NOVAS MÍDIAS POSSUEM UMA ORIENTAÇÃO MAIS ABERTA E REQUEREM UM GRAU MAIS ELEVADO DE NEGOCIAÇÃO.” Belio Martinez, PhD em comunicação de massa pela Universidade da Flórida.

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capa portalmercadobrasil.com.br

É PRECISO FAZER DIFERENTE, COM CONSISTÊNCIA E ADEQUAÇÃO, PARA QUE UMA MARCA POSSA SE DESTACAR EM MEIO A TANTAS OUTRAS QUE DIARIAMENTE DISPUTAM A ATENÇÃO DAS PESSOAS.” Patrícia Fraga de Castro e Silva, gerente de multimeios da Petrobras.

MÍDIAS DIGITAIS: O FUTURO DA COMUNICAÇÃO “Em linhas gerais, podemos dizer que as mídias digitais têm a capacidade de agregar todas as outras mídias. Na internet, eu posso ter textos, áudios e vídeos, tudo numa mesma plataforma. Mas a grande diferença, a meu ver, se dá pela interatividade e pela capacidade de participação e compartilhamento de conteúdos” . A descrição da especialista em comunicação empresarial e professora de Jornalismo Digital do Bom Jesus/ Ielusc, Lívia de Souza Vieira, demonstra bem todo o potencial das mídias digitais. Estas ferramentas não somente mudaram a maneira de pensar a comunicação, mas criaram possibilidades de diálogo antes inexistentes. De monólogo, a comu-

nicação passou à conversa, interação e troca de opiniões. Mas mesmo acessíveis e democráticas, as mídias digitais também exigem planejamento: é fundamental que uma empresa inicie sua presença digital de maneira profissional, com especialistas que saibam trabalhar a linguagem adequada para estas ferramentas, aconselha Lívia. Segundo ela, “elaborar um planejamento de comunicação digital, definindo indicadores, metas e mensuração de resultados” é a chave para desenvolver ações de maneira eficaz. “Paralelo a isso, é preciso entender o consumidor daquela marca e criar uma linguagem próxima a ele. Descobrir o tom da marca é fundamental” , diz.

O QUE OS JORNALISTAS PROCURAM... Para poder se relacionar bem com a imprensa, é importante compreender o que ela procura na sua empresa. O gerente de produção de conteúdo da D’Araújo, Rogério Vaquero, dá a dica:

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Especialistas e consultores “A função de um bom jornalista é estar seguro sobre o que ele irá apresentar ao leitor. Para isso, ele precisa buscar fontes confiáveis que possam ajudar a elucidar o assunto.”

Fonte de conteúdo “Por terem números e personagens interessantes, as empresas são uma boa fonte de conteúdo. É importante, tanto para a imprensa, quanto para a empresa, mostrar ações que se diferenciam em um mercado tão competitivo.”


MAIORES ERROS DE COMUNICAÇÃO EXTERNA DAS EMPRESAS Falta de conhecimento nas mídias digitais Segundo Belio Martinez, “a maioria das organizações ignora o fato de que as novas mídias possuem uma orientação mais aberta e requerem um grau mais elevado de negociação, definição de sentido e interatividade para desenvolver um bom trabalho”.

Dificuldade em entender o timing da imprensa A correria para fechar jornais ou programas de TV exige dos jornalistas muita rapidez na busca pelas informações. Para Rogério Vaquero, as empresas precisam entender como funciona o trabalho da empresa e estarem atentas aos prazos do veículo.

Não adequação à linguagem das ferramentas digitais “Um dos principais erros é iniciar a presença digital ainda com a velha mentalidade de monólogo”, ressalta Lívia de Souza Vieira. Não incentivar a participação ou não saber lidar com reclamações transmite falta de profissionalismo e fere a marca da empresa.

Ficar em silêncio em um momento de crise Transparência é a melhor política quando se passa por um momento de crise. Conforme Raul Schmitt, o silêncio gera suspeitas e resulta em especulações. “Se não tiver nada a acrescentar, comunique isto e repita as informações que já possui”, aconselha.

COMUNICAÇÃO 360 GRAUS A Docol Metais Sanitários, de Joinville (SC), é um bom exemplo de como um setor de comunicação bem estruturado pode auxiliar no fortalecimento da marca – a empresa possui setor de marketing, assessoria de imprensa e até uma revista própria. Com um modelo de comunicação 360 graus, a empresa busca privilegiar a comunicação de conteúdo e a informação ao consumidor. “A mídia espontânea traz novidades de maneira verdadeira, com o objetivo de informar e não somente promover ou vender os itens divulgados. A marca que demonstra preocupação em constante divulgação e

oferece novidades periodicamente também divulga e estabelece um alto índice de recall perante os consumidores” , diz o gerente de marketing corporativo da Docol, Artur Ribas da Costa. Conforme Costa, a troca de informações, a comunicação de conteúdo, a criatividade e a diversificação de mídias são os pilares que sustentam o plano de comunicação da empresa. “Inovar é necessário não só nos lançamentos dos produtos, mas na forma de comunicá-los. O impacto de uma novidade é que amplia o conhecimento da marca e gera resultados de interesse sobre o tema” .

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especial entrevistas portalmercadobrasil.com.br

DEZ NOMES QUE FALAM DO

FUTURO Kamila Schneider e Manoela Hoffmann

A

Revista Mercado Brasil chegou à edição número 100 e para comemorar essa trajetória, que caminha junto à economia brasileira, este mês dez especialistas responderão questões sobre os assuntos que são abordados com frequência nas páginas mensais da publicação. A ideia é dar um panorama geral do mercado para os próximos anos, abordando temas como sustentabilidade, educação, empreendedorismo, tecnologia, marketing, recursos humanos, infraestrutura, macroeconomia, inovação e finanças. Confira, na visão deles, quais as principais mudanças no cenário do mercado daqui para frente.

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3 1 2 Foto: Bernardo Rebello

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6 7 1 - Wandér Weege, presidente do Conselho Administrativo da Malwee

8

2 - Antônio Freitas, pró-reitor da Fundação Getúlio Vargas – FGV 3 – Carlos Alberto dos Santos, diretortécnico do Sebrae Nacional 4 – Carlênio Castelo Branco, presidente da Senior 5 – Martha Gabriel, diretora de Tecnologia da New Media Developers

9

6 - Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH

10 foto : Ber nar do Reb ello

fot o: Jos é Pa ulo La cer da

5

7 – Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional das Indústrias – CNI 8 – Ricardo Della Santina, sóciofundador da Norfolk Advisorse 9 – José Eduardo Azevedo Fiates, diretor executivo do Sapiens Parque e diretor de inovação da Fundação Certi 10 – Paulo Alvim, gerente de acesso e mercado e serviços do Sebrae

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especial entrevistas portalmercadobrasil.com.br

SUSTENTABILIDADE

E

le transformou sua empresa em um ícone de brasilidade e ganhou a preferência nacional quando o assunto é vestuário. Hoje, sua empresa é, além de referência no mercado têxtil, um exemplo de indústria sustentável para o Brasil e o mundo. Confira como isso foi possível ao longo de muitos anos de trabalho de Wandér Weege, presidente do Conselho Administrativo da Malwee.

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poderiam causar ao ambiente natural e a comunidade ao seu redor. Este conceito difundido, acabou transformando o modo de pensar das lideranças e parceiros da empresa. Hoje, antes de qualquer investimento em maquinário ou mesmo em pessoas, a parte ambiental é analisada em profundidade, e não é um processo forçado, já está na nossa cultura há muitos anos. Aliado a isto, contamos com uma base tecnológica forte, que busca constantemente recursos e tecnologias de ponta para diminuir desperdício e diminuir consumo de fontes naturais. As premiações recebidas são retorno do público ao trabalho desenvolvido pela Malwee, e trazem a certeza que os objetivos propostos estão sendo alcançados.

Mercado Brasil - A Malwee é considerada uma referência no quesito sustentabilidade, inclusive com premiações nacionais, como é possível chegar a esse patamar em uma empresa de grande porte? Wandér Weege - A sustentabilidade faz parte do DNA da empresa. Desde sua fundação, a Malwee levou em consideração os impactos ambientais que 26

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A PRINCIPAL DIFICULDADE ENCONTRADA NO INÍCIO DO PROCESSO FOI A ESCASSEZ DE INFORMAÇÕES. ATUALMENTE, A FALTA DE INFORMAÇÃO NÃO É MAIS UMA BARREIRA.” MB - Quais os primeiros passos que uma empresa deve dar rumo à sustentabilidade? WW - O principal passo é se conhecer. O conhecimento de cada atividade, das mais simples as mais complexas, fez com que pudéssemos mapear todas as variáveis, ambientais e sociais. A partir deste


ponto, foi planejar e executar ações para melhorar a qualidade de vida dos parceiros, minimizando os impactos ambientais. MB - Quais as principais dificuldades para tornar a empresa uma referência em sustentabilidade? WW - A Malwee busca sempre o pioneirismo, a principal dificuldade encontrada no início do processo foi a escassez de informações. Atualmente, a falta de informação não é mais uma barreira. O que existem, são algumas dificuldades técnicas, que surgem em implementações de novas tecnologias. Porém, estas dificuldades não se tornam obstáculos e sim acabam ajudando no crescimento profissional e aperfeiçoamento da equipe envolvida. MB - Como funciona a interação entre os colaboradores e as práticas sustentáveis? WW - Os parceiros recebem capacitação já no processo de admissão e estes conceitos são reforçados diariamente pelas lideranças de cada setor. Em setores críticos, existem programas de qualificação internos e externos capacitando cada parceiro para executar suas funções. Além disso, programas sociais são desenvolvidos pela Malwee, que favorecem os parceiros e as comunidades em torno da empresa. MB - Como o senhor enxerga esse processo sustentável daqui a cinco ou dez anos? WW - Quando a empresa iniciou o processo visan-

do a sustentabilidade, a palavra ecologia só podia ser vista nos dicionários. Atualmente, há um grande aumento da consciência ambiental da população mundial em geral. Essa pressão faz com que as organizações tenham que se adaptar rapidamente ao mercado para não deixarem de existir. Portanto, os próximos anos serão cruciais para a adaptação dos sistemas atuais aos novos sistemas de produto, sempre pensando na cadeia produtiva de forma sustentável. As organizações como a Malwee, que já tem este conceito inserido na forma de pensar, também terão que evoluir continuamente, buscando otimizar seus processos produtivos. Lamentavelmente no Brasil, os clientes não exigem do seu fornecedor a identificação como nos países da Europa, o selo verde. É pena que no nosso País ainda não se dá valor a esta necessária posição ambiental das organizações.

OS PRÓXIMOS ANOS SERÃO CRUCIAIS PARA A ADAPTAÇÃO DOS SISTEMAS ATUAIS AOS NOVOS SISTEMAS DE PRODUTO, SEMPRE PENSANDO NA CADEIA PRODUTIVA DE FORMA SUSTENTÁVEL.“ 27


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EDUCAÇÃO

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ró-reitor de ensino, pesquisa e pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas – FGV, Antônio Freitas vê, em seu cotidiano, os avanços que a educação proporciona. Em um Brasil onde a educação caminha em marcha lenta, o educador enxerga na gestão – muito mais do que no dinheiro – a solução para os gargalos da rede de ensino.

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lamentavelmente, gestores, ministros e secretários de educação ficam no ar-condicionado, teorizando, mas de fato não colocam a mão na massa. No ensino superior, é graças às escolas privadas que estamos podendo atender aos mais de 100 milhões de estudantes, porque as públicas não correspondem nem a um milhão dos alunos - 20% do total. Além disso, as públicas têm mais de 50% de vagas ociosas. Não podemos esperar o governo criar mais universidades públicas, porque elas são muito caras - o que precisa ser feito é exercer maior controle sobre as universidades particulares, fiscalizar mais, orientar melhor e deixá-las “menos soltas”.

Mercado Brasil - De forma resumida, qual é o cenário da educação hoje no Brasil? Antônio Freitas - Existe uma grande demanda por educação no Brasil, porque o prêmio por educação é grande: cada ano estudado possibilita, em média, 15% a mais de salário. As pessoas sabem que educação é uma forma mais ou menos segura de melhorar profissionalmente e financeiramente. Porém, nosso aproveitamento da escola básica é vergonhoso. Nosso “calcanhar de Aquiles”, hoje, é a educação básica, onde temos mais de 50 milhões de alunos, majoritariamente em escolas públicas. Infelizmente no Brasil a educação básica é relaxada, descontrolada, não há uma gestão adequada e,

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MB - De que maneira um sistema educacional debilitado pode interferir na economia do País? AF - O elemento fundamental para o desenvolvimento da economia é a educação: se temos uma educação frágil, teremos uma economia frágil. O que posso verificar é que o aluno, em média, sai de escolas fracas, e depois cursa uma porção de cursos latu sensos para melhorar o seu nível. Ainda bem que existe uma quantidade imensa de cursos de pós-graduação que estão de fato complementando uma boa educação superior - por isso apesar de ser 60º em educação, o Brasil é a 6ª economia do mundo. Mas isso é pouco, precisamos melhorar a educação em todos os níveis. É um absurdo, por exemplo, que um aluno deixe de ir para uma boa escola só por não ter dinheiro, isso é absolutamente inaceitável. Todos deveriam ter acesso a uma boa escola. Foi assim que o presidente


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Obama, dos EUA, pôde chegar à presidência mesmo sendo pobre, porque ele era um bom aluno.

INFELIZMENTE NO BRASIL A EDUCAÇÃO BÁSICA É RELAXADA, DESCONTROLADA, NÃO HÁ UMA GESTÃO ADEQUADA.” MB - Que iniciativas podem auxiliar no fortalecimento da educação no Brasil? AF - Países como Coreia do Sul e EUA utilizam o chamado Volcher, que é uma espécie de bolsa que as pessoas de baixa renda recebem e que as permite ir para qualquer escola. É como se fosse um vale que garante o pagamento dos estudos. Outra ação importante é a integração: como o Brasil é uma federação, seria fundamental a integração do plano de educação federal com os estaduais e municipais. Não faz sentido o congresso aprovar um plano de educação em Brasília e um município não ter ligação com esse esforço. Outra coisa que vejo que pode ser feito no Brasil é o serviço civil obrigatório. Nos EUA, por exemplo, antes de entrar no mercado de trabalho os alunos vindos de boas universidades passam um ou dois anos ensinando nas escolas, principalmente as mais pobres. Ele sai de uma universidade pública e então vai passar dois anos fazendo serviço social, auxiliando a melhorar o padrão dos alunos. Mesclando estes novos profissionais com os professores, é possível ter um grande reforço. Essa iniciativa melhorou muito a educação nos EUA, e ainda incentiva os professores a continuarem se capacitando e os novos profissionais a conhecerem a realidade das escolas do País. MB - Vê-se uma crescente valorização das em30

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presas em torno da educação corporativa. Como a iniciativa privada pode auxiliar na criação de uma educação mais robusta no País? AF - É extremamente positivo esse movimento. Em assuntos gerais, quase sempre as corporações fazem associações com universidades. Mas em assuntos específicos, as empresa têm, muitas vezes, know-how superior aos das próprias universidades. Vejo esta parceria como virtuosa. Além disso, as universidades privadas são essenciais para o Brasil, porque o governo não tem recursos suficientes para atender aos mais de seis milhões de alunos universitários – número que deverá passar a mais de 10 milhões nos próximos anos. Temos que deixar surgirem mais universidades privadas – sejam corporativas ou não -, e o papel do governo é controlar melhor a qualidade dessas universidades.

EM ASSUNTOS ESPECÍFICOS, AS EMPRESA TÊM, MUITAS VEZES, KNOW-HOW SUPERIOR AOS DAS PRÓPRIAS UNIVERSIDADES”. MB - Quais serão os desafios do Brasil nos próximos anos no setor de educação? AF - No meu entendimento, o cenário está melhorando. De certa forma, tudo no Brasil tem melhorado, mas em uma velocidade baixa. Queremos ser uma economia importante, temos a petulância de ir até países da Europa orientá-los de como resolver seus problemas, mas temos primeiro que cuidar da nossa casa – da qual, a propósito, temos cuidado muito mal.


EMPREENDEDORISMO

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iderança de uma das principais entidades do Brasil, Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae Nacional, vê no trabalho de cada empreendedor um alicerce importante para o crescimento do País. Entenda porque a vontade de empreender – quase nata dos brasileiros – incentiva o Brasil a evoluir.

Foto: Bernardo Rebello

indicador sobre o perfil empreendedor de parcela significativa da população, que prefere ser dona do próprio negócio a ser empregada, em virtude principalmente da estabilidade econômica, do aumento da renda e do nível de emprego. A decisão de abrir o próprio negócio está mais associada à oportunidade do que à necessidade. Além disso, contribui para essa realidade o fato de que o Brasil possui população adulta relativamente volumosa. Na comparação entre os 54 países estudados no último relatório GEM, o Brasil ocupa a terceira colocação em número absoluto de indivíduos empreendedores, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Mercado Brasil - O índice de empreendedorismo no Brasil é maior do que o de alguns países desenvolvidos (17,5%). Que fatores contribuem para este cenário? Carlos Alberto dos Santos - Os dados da pesquisa GEM - Global Entrepreneurship Monitor mostram que um em cada quatro adultos no Brasil tem um negócio ou está envolvido na criação de um. Trata-se de excelente

MB - A taxa de mortalidade das empresas ainda é alta no Brasil? Se sim, porque isso acontece? CAS - A taxa de sobrevivência das empresas no Brasil, conforme estudo mais recente do Sebrae, mostra que 73,1% das micro e pequenas empresas sobrevivem após dois anos de atividade, enquanto 26,9% fecham. Quando comparados com taxas semelhantes, calculadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, para 12 países, verifica-se que a taxa de sobrevivência de empresas brasileiras constituídas em 2005, de 71,9%, é superior, por exemplo, às taxas de países como Holanda (50%), Itália (68%) e Espanha (69%). Para ampliar ainda mais o índice de sobrevivência dessas empresas seria importante o empresário se profissionalizar, buscar conhecimento principalmente sobre planejamento, gestão financeira e do negócio. 31


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MB - Existem hoje ações eficazes que visam incentivar e apoiar o empreendedorismo no País? CAS - Sim. Nos últimos anos, o Brasil adotou uma série de políticas nesse sentido, além da própria realidade socioeconômica – mais emprego, renda e crédito – estimular o empreendedorismo no nosso País. Há outras conquistas como a ampliação do limite de faturamento das empresas para enquadramento no Simples Nacional – sistema simplificado de tributação diferenciada para pequenos negócios – até o teto de R$ 3,6 milhões ao ano, sancionada pelo governo federal no início de 2012, um exemplo de ação eficaz para estimular o empreendedorismo. A criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e da figura do Microempreendedor Individual - MEI também representou grande avanço. Além disso, o Desafio Sebrae e o programa Fomenta cumprem também esse papel.

O ‘ESPÍRITO EMPREENDEDOR’ PRESSUPÕE SUPERAR DESAFIOS, DETERMINAÇÃO E, SOBRETUDO, ESTAR DISPOSTO A CORRER RISCO, MAS RISCO CALCULADO”. MB - O que significa ter um espírito empreendedor? Que características poderiam ser apontadas como fundamentais em um empreendedor? CAS - O “espírito empreendedor” pressupõe superar desafios, determinação e, sobretudo, estar disposto a correr risco, mas risco calculado já que é possível minimizá-lo por meio de conhecimento e planejamento. Ser empreendedor também é ter iniciativa, criatividade, 32

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ousadia, estar atento às oportunidades e manter ativa ou desenvolver uma rede de contatos. Além disso, é importante reconhecer o papel primordial da capacitação profissional para a definição de estratégias e da gestão sistêmica que vai contribuir para o sucesso do negócio. MB - Que medidas poderiam incentivar a criação e a permanência das empresas? CAS - O Brasil está evoluindo rapidamente, mas uma questão fundamental refere-se à substituição tributária do ICMS, implementada por alguns estados, que anula parte das vantagens do Simples Nacional, prejudicando os pequenos negócios. Do lado de quem pretende ter seu próprio negócio, a menor margem de risco está em ter um plano de negócios bem estruturado e um plano de marketing eficaz, além de desenvolver um bom relacionamento com o cliente que se pretende conquistar/ fidelizar. Um dos maiores desafios iniciais é a gestão financeira do negócio. São controles e organização básicos que o empreendedor inicial dificilmente domina. MB - Qual é o futuro do empreendedorismo no País? Para onde ele caminha nos próximos anos? CAS - O Brasil possui vocação natural ao empreendedorismo. Isso se dá em grande parte devido à característica cultural do brasileiro de ser flexível e de se adaptar rapidamente a diferentes situações. A tendência é de crescimento da renda, do emprego, do consumo e da atividade produtiva, com muitas possibilidades de novos empregos e negócios. Há muitas oportunidades de negócios nos próximos anos em função dos investimentos em infraestrutura, mobilidade urbana etc., tendo em vista principalmente os megaeventos esportivos como Copa do Mundo Fifa 2014 e Olimpíadas, além da Copa das Confederações. Assim, há a perspectiva de que os pequenos negócios respondam por parcelas cada vez maiores do total de postos de trabalho e da riqueza gerados na economia brasileira.


TECNOLOGIA

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o comando de uma das maiores desenvolvedoras de software para gestão do Brasil, Carlênio Castelo Branco, presidente da Senior, aposta na mobilidade e nos serviços em cloud como tendências para a próxima década.*

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para muito mais inovação e criatividade e torna cada resultado positivo motivo para comemoração com muito mais entusiasmo. Acredito que há muito espaço a ser preenchido com o treinamento de mão de obra, oportunidades de carreira e parcerias. Quem tiver potencial, terá seu lugar ao sol. O Importante é trabalharmos para termos uma empresa que pense sempre em inovação não apenas em ofertas ou produtos mas também em processos administrativos, financeiros e comerciais.

Mercado Brasil - A Senior ganhou destaque nacional por ser uma empresa que inova e traz soluções tecnológicas notáveis. Como é ganhar projeção em um mercado tão denso como o de tecnologia? Carlênio Castelo Branco - Temos consciência que o mercado de TI é bastante pulverizado, mas temos observado taxas de crescimento bastante expressivas. Considero que quem está bem posicionado no mercado necessita uma gestão estratégica precisa e que se renove continuamente para se manter neste patamar. Por outro lado, uma empresa em crescimento tem objetivos diferentes, em busca de share, o que dá espaço

MB - O Brasil investiu pesado em máquinas para acompanhar a globalização e agora vê uma retração em termos de RH. Como isso se reflete na área de tecnologia? CCB - É comum ouvirmos que o setor de TI não vive crise. Sempre tivemos carência de mão de obra no setor, porém, vivemos um momento em que a carência de profissionais qualificados se acentuou e se difundiu para os mais diversos segmentos. Empresa nenhuma consegue sobreviver sem tecnologia de ponta e, para atendermos essas demandas, precisamos de equipes qualificadas. A Senior acredita que o nível de qualificação e a satisfação dos seus profissionais é um fator competitivo importante, por isso, patrocina vários programas de treinamento e capacitação e está sempre envolvida com entidades que fomentam a mão de obra em TI por meio da atuação de colaboradores como docentes e da contratação de estagiários, por exemplo. Nossas equipes são muito bem constituídas e nossos investimentos em tecnologia refletem em nosso quadro de colaboradores; é um ciclo virtuoso que, claro, conta com sua sazonalidade de acordo com o mercado, mas

* colaboração Cristina Teresa Santos. 33


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que dificilmente se retrai. É importante ainda ressaltar que a Senior está entre as 100 Melhores Empresas de TI e Telecom para trabalhar – de acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Great Placeto WorkInstitute –, o que reflete os investimentos realizados na formação e no aprimoramento de nossa equipe e corrobora com um dos pilares da missão da empresa que é a valorização das pessoas.

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ACREDITAMOS NO CONHECIMENTO E INVESTIMOS NA INOVAÇÃO. TEMOS UM COMITÊ INTERNO RESPONSÁVEL POR TRATAR A INOVAÇÃO COMO FERRAMENTA COMPETITIVA, POIS (...) SE NÃO HÁ INOVAÇÃO NÃO HÁ PERPETUIDADE DA EMPRESA.”

MB - Quais diferenciais uma empresa deve ter para ganhar o gosto do mercado no que diz respeito à tecnologia? CCB - Além de oferecer produtos e serviços avançados e inovadores, toda empresa precisa investir em relacionamentos saudáveis e em comunicação transparente com seus públicos. Uma empresa de tecnologia não poderia atuar de forma distinta. No nosso caso, cada projeto é único e customizado para atender às necessidades específicas do nosso cliente, contribuindo com sua competitividade. Portanto, o papel do nosso profissional de vendas ao analisar e identificar essa necessidade e da equipe de desenvolvimento em traduzir o resultado esperado num sistema que promova integração de processos e agilidade de respostas é o nosso principal diferencial.

uma grande responsabilidade. Na Senior, acreditamos no conhecimento e investimos na inovação. Temos um comitê interno responsável por tratar a inovação como ferramenta competitiva, pois partimos do princípio de que, se não há inovação, não há perpetuidade da empresa. Nesse cenário, a aposta é nas respostas rápidas, é na visão de resultado que o mercado exige através de soluções específicas e inovadoras e que funcionem intuitivamente, trazendo retorno rápido e promovendo a competitividade. A mobilidade e os sistemas em clould computing são um terreno fértil que pede ferramentas ágeis e eficientes.

MB - O mercado brasileiro está favorável para o setor tecnológico. No que os gestores devem apostar em curto e médio prazo para que suas empresas inovem tecnologicamente e ainda obtenham rentabilidade compatível com o investimento? CCB - O setor brasileiro de Tecnologia da Informação tem peso significativo na economia do País, com representação de 4,4% do Produto Interno Bruto - PIB brasileiro em 2011 – de acordo com pesquisa da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) – e isso é motivo para

MB - Em sua opinião, qual o futuro desafio do setor de tecnologia brasileiro? CCB - A integração da gestão com a TI é mais do que um investimento estratégico, é um projeto de geração sustentável de valor. Quando otimizamos processos conectando departamentos e promovendo uma comunicação transparente, fomentamos a sustentabilidade. Num ambiente cada vez mais virtual, um desafio que temos é entregar soluções de excelência com a maior velocidade possível. Para isso, deparamo-nos com a necessidade de ter e manter equipes inovadoras, coesas e qualificadas.


MARKETING

O

marketing muda e a estratégia também. A palestrante internacional Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers e coordenadora e professora do curso de MBA em Marketing da HSM Educação, afirma que não há mais como ignorar os públicos que não consomem produtos e serviços de determinada marca.*

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te impede de colaborar e ser você mesmo. Nesse contexto, o endomarketing busca o que a gente busca com a saúde do corpo. Todos funcionam como um conjunto único que expressa o mundo exterior. Quem não tem um endomarketing bacana, não consegue ter um marketing para o público externo também bacana.

Mercado Brasil - Um bom trabalho de reconhecimento de marca começa de dentro para fora, certo? Qual o papel do endomarketing nesse contexto? Martha Gabriel - Tudo começa de dentro pra fora. Por tratar-se do marketing focado no público interno, o endomarketing é o que vai dar bases para que as coisas funcionem. Se esse público não absorver, não incorporar os valores que normalmente estão associados com a marca e entender o papel deles e a missão da empresa, não vai funcionar. A importância desse processo eu costumo associar ao nosso corpo: se você está com uma uma dorzinha de cabeça que seja, esse incômodo

MB - E quando se olha pra fora e se encontra um universo tão amplo: quem é o meu cliente, afinal? É aquele que compra o meu produto ou aquele que interage com a minha marca? MG - Não existe mais diferenciação: todos são meus clientes, todos estão consumindo meus produtos, não importa mais se são produtos, serviços, conceitos ou imagem. O que você tem de fazer é identificar esse público e propor ações diferenciadas para cada um deles. Temos muitas plataformas disponíveis hoje em dia e uma marca de sucesso é aquela que vai conseguir fazer uso das plataformas mais adequadas para seu negócio. Cada público se identifica com determinada plataforma. Hoje, temos Facebook como uma das maiores e mais notórias, mas isso é hoje, amanhã pode surgir outra. Mesmo públicos que não consomem seus produtos – ou serviços – podem consumir a sua marca e compõem uma fatia importante no processo de influência. Marketing funciona assim: você identifica o púbico alvo e o que você quer com ele; para cada objetivo você deverá traçar um plano. São todos esses planos juntos que farão a orquestração da sua marca e a orquestração do que você quer no mercado.

* colaboração Cristina Teresa Santos. 35


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NÃO EXISTE MAIS DIFERENCIAÇÃO: TODOS SÃO MEUS CLIENTES, TODOS ESTÃO CONSUMINDO MEUS PRODUTOS, NÃO IMPORTA MAIS SE SÃO PRODUTOS, SERVIÇOS, CONCEITOS OU IMAGEM. O QUE VOCÊ TEM DE FAZER É IDENTIFICAR ESSE PÚBLICO E PROPOR AÇÕES DIFERENCIADAS PARA CADA UM DELES.” MB - Em sua opinião, qual o futuro do branding? MG - Em algumas coisas eu sou muito tradicional, como a essas disciplinas, em termos de metodologia, por exemplo: branding é gestão de marcas. Ou seja, estratégias para você gerir a sua marca, transformar a marca – que é uma das partes do composto do produto – em algo que tenha uma identidade fora da empresa e transcenda o próprio produto. Isso é branding. O futuro do branding é continuar fazendo isso no novo cenário que a gente tem. Há 10 anos tínhamos consideravelmente menos plataformas para trabalhar e eram plataformas muito mais da marca para o público, num conceito one way. Era muito mais fácil de você construir o discurso que você queria. O que mudou? Branding continua sendo a mesma coisa, só que agora você tem que fazer a gestão da sua marca num ambiente muito mais complexo, num cenário two ways: são muito mais plataformas e muito menos controle. Na realidade, quem determina o que é a sua marca é o público. Continua sendo o mesmo conceito, mas num entendimento muito mais amplo, muito mais complexo e muito mais interativo. Para trabalhar, eu preciso ficar de olho nas tecnologias, nas tendências, nos valores (meus e nos dos meus clientes) para criar vínculos cada vez mais significativos e transparentes entre a minha marca e os meus públicos. MB - E como as empresas têm trabalhado suas marcas nesse ambiente? MG - Tudo parte da identificação. Eu posso falar com muita gente, o universo é gigantesco. Mas eu preciso li-

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mitar isso, escolhendo com quem eu quero falar. Em seguida, preciso saber tudo sobre esse público, tudo mesmo, para então traçar formas de comunicação. Nesse cenário hiperinformacional, é necessário lançar mão de estratégias comunicacionais que funcionem como imãs de atenção, e atraiam o consumidor por meio de relevância, propiciando experiências que o encantem. Vejo grandes marcas fazendo ótimos trabalhos, mas nenhuma marca vai conseguir ser melhor do que o conteúdo que ela produz. MB - Você imagina alguma mudança brusca no relacionamento das marcas com seus consumidores para os próximos anos? MG - Vejo. Com todo mundo conectado, a proximidade é estreitada. A comunicação não é mais unilateral há muito tempo. Você conhece melhor as marcas que “conversam” com você do que as marcas que raramente se expressam. Essa conversação, essas “estórias” que as marcas contam, são conteúdos produzidos com base nos valores e conceitos da marca e, essas estórias são tão mais efetivas quanto se encaixarem nos interesses e na emoção do público alvo. Hoje, o contato com a marca acontece de forma contínua nas onipresentes e oniscientes mídias digitais e, de acordo com os interesses do público, em qualquer tempo e lugar que ele queira. Essa inversão no vetor de marketing não só transforma o papel e poder do público alvo nos processos, como também e, principalmente, afeta as dinâmicas de construção de marca, de compartilhamento de “estórias” e valores com esse público.


RECURSOS HUMANOS

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etenção de talentos, enfrentamento de crises e políticas específicas para o setor de RH. Segundo Leyla Nascimento, presidente da ABRHAssociação Brasileira de Recursos Humanos, esse é o futuro das empresas quando o assunto são pessoas.

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Mercado Brasil - Que características deve ter o capital humano de uma empresa? Tais características permitem enfrentar melhor uma situação de crise? Leyla Nascimento - As competências sejam técnicas ou individuais (comportamentais) são desenvolvidas levando-se em conta o negócio da organização, a sua cultura e o seu posicionamento estratégico no segmento que atua. Tem competências que transmitem o momento competitivo que vivemos, como os atributos de liderança, de gestão da mudança, planejamento, gestão dos custos, dentre outras. A flexibilidade, a ousadia, abertura para inovação, comunicação, a postura de antever a sua qualificação, são características pessoais importantes para os profissionais colocarem suas empresas competitivas e inovadoras se antecipando aos desafios que uma situação de crise poderá provocar. MB - Qual a verdadeira importância dos Gestores de Pessoas para a formação de profissionais nas empresas? LN - Considero Gestores de Pessoas todos aqueles que possuem uma equipe para formar, mobilizar e ser desafiada a cumprir as metas e desafios estabelecidos pelo negócio da empresa. Os líderes são os grandes responsáveis em manter as pessoas estimuladas a desenvolverem as suas carreiras em suas empresas. Os profissionais de hoje também escolhem as empresas que gostariam de trabalhar e buscam nos líderes a motivação para o desenvolvimento de suas carreiras. Uma empresa sem uma política definida de recursos

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humanos está fadada a desaparecer do mercado. As áreas de recursos humanos são as responsáveis pelas estratégias em gestão de pessoas e as lideranças são os que verdadeiramente fazem acontecer. MB - O que se considera um “talento” dentro de uma empresa? LN - Considero todo aquele profissional que sabe fazer a gestão do conhecimento adquirido na sua formação e nos treinamentos recebidos, com a experiência e trajetórias profissionais vividas e com características pessoais importantes que o impulsione a uma melhoria contínua. Atrair os melhores talentos e retê-los tem sido o principal objetivo estratégico em gestão de pessoas que tira o sono dos presidentes de empresas neste momento do Brasil. Estamos vivendo verdadeiramente uma competitividade muito grande entre as organizações na caça aos melhores profissionais no mercado.

ATRAIR OS MELHORES TALENTOS E RETÊ-LOS TEM SIDO O PRINCIPAL OBJETIVO ESTRATÉGICO EM GESTÃO DE PESSOAS QUE TIRA O SONO DOS PRESIDENTES DE EMPRESAS NESTE MOMENTO DO BRASIL.” MB - Na era da informação, da geração Y e das ofertas abundantes de trabalho, como as empresas podem reter esses talentos sem comprometer o andamento dos processos produtivos e a área comercial? LN - Entendendo que precisa de uma área de recursos humanos com ampla abertura para fazer a gestão da

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mudança quando necessária, qualificar permanentemente seus colaboradores, com a capacidade de implantar um plano de carreira com comunicação clara que os estimulem a continuar abraçando os desafios que a empresa apresenta. Com ambientes de respeito, com lideranças educadoras e dispostas a inovação, tendo como princípio uma missão e visão mobilizadoras e creditadas. A relação de confiança precisa ser um combustível importante nas empresas para criar ambientes que os profissionais tenham orgulho de pertencer.

A RELAÇÃO DE CONFIANÇA PRECISA SER UM COMBUSTÍVEL IMPORTANTE NAS EMPRESAS PARA CRIAR AMBIENTES QUE OS PROFISSIONAIS TENHAM ORGULHO DE PERTENCER.” MB - Qual o futuro do gestor de RH no Brasil para os próximos cinco ou 10 anos? LN – É engajar as políticas de recursos humanos na pauta de tomada de decisão de um ambiente corporativo que precisa acompanhar os desafios de crescimento econômico do Brasil. As questões falhas de educação e qualificação de pessoas, a questão da inovação, da coparticipação nos redesenhos dos modelos de gestão, a necessidade de fazer com que as pessoas se engajem por constatarem que a sua carreira está ganhando valor de mercado e com isso permaneçam na empresa, dentre outros. Estes para mim serão os principais desafios do Gestor de RH que vê que a sua área é o coração da organização e que as pessoas, desde o CEO, precisam ser acolhidas por uma estratégia inovadora onde se sintam parte integrante da mudança.


INFRAESTRUTURA

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esponsável por aumentar custos e diminuir a competitividade das empresas, a infraestrutura precária do Brasil precisa urgentemente de investimentos, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI, Robson Braga de Andrade. Em entrevista, ele explica porque a parceria entre as iniciativas privada e pública pode ser a melhor saída para este problema.

foto: José Paulo Lacerda

MBA - De que maneira esses gargalos influenciam a indústria brasileira? RBA - Infraestrutura precária representa aumento de custos e, em consequência, perda de competitividade das empresas brasileiras. Em mercados cada vez mais estreitos, aqui dentro e lá fora, pela queda na demanda provocada pela crise econômica internacional, esse componente negativo pode ser fatal para as empresas. Segundo esses mesmos estudos, trafegar em rodovia com defeitos eleva em quase 25% o custo do transporte. Como disputar mercados cada vez menores quando o Brasil ocupa a 123ª posição no ranking de competitividade dos portos? A precariedade da nossa infraestrutura faz com que, para citar outro exemplo, o transporte represente 25% do custo total de uma tonelada de soja, contra 15% nos Estados Unidos, nosso concorrente direto na soja.

Mercado Brasil - Quais são os principais gargalos da infraestrutura no Brasil? Robson Braga de Andrade - São vários, infelizmente. Vão de rodovias precárias a uma malha ferroviária pequena e ultrapassada, passando por portos altamente ineficientes e por falta de investimentos em hidrovias. Estudo da CNT, a Confederação Nacional dos Transportes, informa que apenas 34% das rodovias administradas pelo governo estão em estado bom ou ótimo.

MB - Que ações vêm sendo adotadas para diminuir os efeitos desses gargalos? Os investimentos feitos hoje no setor são suficientes? RBA - Os investimentos públicos em infraestrutura no Brasil são baixos. O País investe apenas 2% do PIB, o que representa um terço do que é gasto na China e no Chile e metade do que é investido na Índia. Deveria investir 5% do PIB, mas o Estado não tem recursos suficientes. O Programa de Investimentos em Logística, recentemente lançado pelo governo, veio, portanto, em boa hora. Vai estimular os investimentos privados em infraes41


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trutura, por meio de concessões e pelas PPPs, as parcerias público-privadas. MB - Por que é importante que a iniciativa privada também busque por maneiras de suavizar o problema ou cobrar mais ações por parte do governo? RBA - Sem os investimentos da iniciativa privada, dificilmente conseguiremos melhorar a infraestrutura brasileira. O Programa de Investimentos em Logística prevê aplicações de R$ 133 bilhões em concessões de rodovias e ferrovias. Certamente, atrairá os investimentos privados, como as concessões dos aeroportos de Viracopos, Brasília e Guarulhos já atraíram, com bons ágios nos lances vencedores. A infraestrutura é uma área rentável. Com as concessões, ganham todos: as empresas, o cidadão, o País.

É PRECISO PASSAR A GESTÃO DOS PORTOS PARA A INICIATIVA PRIVADA, QUE TEM MELHOR CAPACIDADE GERENCIAL.” MB - Quais os principais avanços que o setor teve no País nos últimos anos? Quais podem ser apontados como fundamentais para a melhoria da infraestrutura? RBA - Nos segmentos da infraestrutura que foram abertos à iniciativa privada, houve avanços. Embora nossa malha ferroviária continue pequena, com 3,5 quilômetros de linhas para cada mil quilômetros quadrados de território — contra uma proporção de 13 quilômetros de malha da Argentina e 23 quilômetros nos Estados Unidos —, o capital privado investiu nas ferrovias, entre 1997 e 2010, 18,5 vezes mais do que o setor público. Nada menos do que 87% das rodovias sob concessão estão em estado bom ou ótimo, contra

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34% das rodovias administradas pelo setor público. O melhor caminho, então, como comprova a experiência, é abrir a infraestrutura aos capitais privados. MB - Santa Catarina é conhecida por possuir uma grande rede de portos, porém ainda enfrenta dificuldades no transporte devido à infraestrutura precária de suas estradas. O que precisa ser feito com urgência no estado para que esse cenário melhore? RBA - A receita para Santa Catarina, um belo e pujante estado, com uma indústria importante, avicultura e suinocultura de peso e, portanto, com grande necessidade de escoamento da produção rapidamente e a baixo custo, é a mesma para o resto do País: abrir a infraestrutura aos investimentos privados. MB - Quais são as tendências daqui para a frente no setor? RBA - As perspectivas são boas, com o estímulo à atração dos investimentos privados, esperamos que, assim como está fazendo com aeroportos, rodovias, ferrovias e a tarifa de energia elétrica, que será reduzida entre 16% e 28%, o governo seja eficiente também nas medidas para os portos, segmento da infraestrutura bastante crítico. É preciso passar a gestão dos portos para a iniciativa privada, que tem melhor capacidade gerencial. MB - Em quais países o Brasil pode se espelhar para buscar um desenvolvimento mais robusto e sustentável de sua infraestrutura? RBA - Não é justo mencionar países altamente desenvolvidos, como a Alemanha, por exemplo. Mas poderíamos nos mirar na Coreia do Sul, que investe 7% do PIB em infraestrutura e, por isso, possui estradas, portos e aeroportos de primeira linha, e, bem mais próximo, o Chile, grande exportador, que escoa sua produção com facilidade.


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MACROECONOMIA

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m um momento de grandes reviravoltas no mercado internacional, o Brasil se mostra apto a lidar com alguns imprevistos e ainda despreparado para enfrentar outros. O economista, sócio-fundador da Norfolk Advisors e professor da Sustentare, Ricardo Della Santina, analisa este cenário e destaca a importância de tomar decisões com o olhar voltado para a realidade do País.

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Portugal, Espanha e Alemanha estão importando menos de nós. Internamente, como as empresas brasileiras de produtos semimanufaturados e manufaturados estão exportando menos, acabam comprando menos insumos, então o mercado inteiro desaquece. Isso afeta também o mercado doméstico, porque gera menos vagas de mão de obra, o que resulta em um efeito psicológico no brasileiro, que percebe as empresas faturando menos e cria um medo de corte de funcionários. A consequência é uma redução no consumo. Mas, como estamos ingressando no último semestre do ano, há uma pequena redução desses ciclos de queda, muito impulsionado pelo consumo interno (natal, final de ano), o que mantêm a economia um pouco mais aquecida.

Mercado Brasil - Quais são as perspectivas para a economia brasileira nos próximos meses e como a aparente desaceleração no crescimento reflete no mercado interno? Ricardo Della Santina - De fato, as expectativas foram reduzidas, inclusive pelo governo. A causa disso é o superaquecimento do mercado interno, uma expectativa que tínhamos de que a economia ficaria muito sólida, baseada principalmente nas exportações. Desta forma, a crise que assola mais gravemente a Europa, historicamente nossa maior parceria comercial, afeta diretamente as empresa brasileiras, já que países como

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MB - Especialistas defendem que o Brasil sairá praticamente imune da crise internacional. Por quê? RDS - A própria cultura empresarial brasileira tem alguns erros estruturais que acabam nos salvando. Por exemplo, o mercado de capitais brasileiro é muito incipiente, está caminhando. Pelo histórico brasileiro da inflação, o empresário cresceu sem depender integralmente do mercado financeiro, as empresas sempre possuem um caixa e isso acaba nos protegendo de crises. Na outra ponta, o próprio mercado financeiro brasileiro sempre atua em linha com diretrizes internacionais e os bancos se protegem mantendo o nível de alavancagem


mais baixo. Funciona da seguinte maneira: para cada unidade de moeda que o banco recebe, ele pode emprestar este valor algumas vezes, por causa do giro de fluxo de caixa. Os americanos trabalham com cerca de 70, 75 vezes o valor, enquanto os bancos brasileiros atuam em linha com o código de Basiléia, que indica entre 11 e 13 vezes o valor, o que protege o sistema. A terceira coisa é que no Brasil temos uma grande base de consumo interno, com uma característica diferente de outros países: boa parte da população recebe dinheiro do governo (funcionários públicos ou aposentados) e diante de uma crise não tem medo de perder o emprego. Como reflexo, ela não cessa de consumir e isso mantém a economia forte. A quarta situação é que o Banco Central, em especial, vem atuando com maestria para proteger o sistema, que é baseado em credibilidade. Eu apontaria ainda como relevante a atitude governamental de incentivar o crédito, porém, esta não é uma atitude saudável a longo prazo, pois pode resultar em uma bolha, inflação e comprometimento de renda da população, inibindo o consumo no futuro. MB - Existem especulações de que o Brasil vive uma desindustrialização. Qual sua opinião em relação a isso? Como esse fenômeno interfere no mercado interno? RDS - Não estamos passando por uma desindustrialização voluntária, como é o caso da Inglaterra e dos EUA, que chegaram primeiro na industrialização e se aperfeiçoaram a tal ponto que o movimento inverso se tornou positivo. Para nós, é involuntário: perdemos a competitividade devido ao custo interno elevado da produção, fruto da alta carga tributária. A base de mão de obra brasileira também não está se especializando adequadamente para se tornar um País desindustrializado. Precisamos atacar dois problemas principais: 1) a elevada carga tributária e os encargos sociais para contratação de pessoas - reduzindo impostos tornamos

os produtos mais competitivos para exportação; 2) Melhoria no sistema educacional brasileiro, em todos os níveis de ensino, pois muitas empresas não conseguem contratar profissionais por falta de mão de obra especializada. De qualquer forma, os países que estão se desindustrializando fortemente se arrependem disso, é preciso haver um equilíbrio.

OS PAÍSES QUE ESTÃO SE DESINDUSTRIALIZANDO FORTEMENTE SE ARREPENDEM DISSO, É PRECISO HAVER UM EQUILÍBRIO.” MB - A Selic atingiu seu menor patamar histórico. Qual é o principal reflexo dentro e fora do Brasil? RDS - O principal reflexo é que ao reduzirmos as taxas de juros o custo governamental do tesouro nacional e de manutenção da sua própria divida é reduzida e o Brasil ganha mais qualidade de crédito. Assim, empresas e pessoas conseguem captar recursos mais baratos. Isso também reduz o interesse de estrangeiros em investirem no Brasil simplesmente para capturar o retorno dos juros altos - recebemos 7,74% ao ano para investir no tesouro, enquanto nos EUA é 0,11%. Esse diferencial faz com que uma enxurrada de capital venha para o Brasil, valorizando o real e reduzindo a competitividade brasileira. Por ouro lado, a precificação dos juros baseia-se na taxa de inflação - se o governo abaixar a taxa de juros, a inflação sobe e a taxa de juros cai, o retorno do que é colocado nos bancos é menor e o governo força as pessoas a investirem. O erro reside que a maioria dos brasileiros não vai ser estimulada a poupar e nem a consumir porque não tem renda suficiente para isso.

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INOVAÇÃO

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m dos temas que mais afligem os empresários de todo o mundo - como e quando inovar. Será que o Brasil está pronto para a inovação? Veja o que diz José Eduardo Azevedo Fiates, diretor executivo do Sapiens Parque e diretor de inovação da Fundação Certi, instituições voltadas para o futuro da inovação no País.

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que as pessoas consigam entender, na prática, do que está se falando. Outra ação fundamental é que no processo de planejamento das diretrizes operacionais da empresa haja, de fato, uma identificação clara do papel que a inovação terá na geração de competitividade. E finalmente, que o posicionamento da empresa no mercado traga resultados por meio da criação de receitas ou produtos inovadores que compensem os investimentos feitos nos passos anteriores.

Mercado Brasil - A inovação é vista hoje como uma ferramenta de competitividade para os negócios. Como inserir o processo de inovação na cultura da empresa? José Eduardo Azevedo - Fundamentalmente, o processo de inovação exige um trabalho de formação de pessoas. Uma ação fundamental é a criação de um processo de cultura para inovação, por meio de treinamentos estruturantes e mobilizadores para

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MB - Como o incentivo à participação e a melhoria da comunicação dentro da empresa auxiliam o processo de inovação? JEA - No incentivo à inovação, como todo o processo de incentivo, o ser humano cria expectativas e interesses. Não há dúvida de que os processos de incentivo são primordiais, mas é preciso cuidar para que ele não gere mensagens erradas. É necessário que o sistema de incentivo seja efetivamente direcionado ao estimulo de ações de inovação e não somente melhorias contínuas, que muitas vezes são distorcidas. Outro cuidado que é preciso ter é que o sistema de incentivo tem que estimular o reconhecimento e o mérito individual, mas ao mesmo tempo ser um estímulo ao trabalho em equipe, porque ele é fundamental para a complementariedade das competências disciplinares, é preciso balancear bem. Para desenvolver a cultura de inovação dentro da empresa, as pessoas têm que ter uma compreensão correta do que é inovação e o que ela significa quando aplicada a realidade de uma empresa.


MB - Que fatores são fundamentais para que uma ideia inovadora possa ser tirada do papel? Porque é importante saber avaliar quais ideias valem o investimento? JEA - Existem três fatores que uma empresa precisa avaliar para poder tomar uma decisão sobre a validade e justificar uma oportunidade. Primeiramente, se esta ideia vai gerar valor para o cliente - é importante entender que o conceito tem que a inovação é uma solução absorvida pelo mercado, algo útil para o dia a dia e não somente uma nova ideia. Em segundo, a questão da inovação é levada adiante a partir da constatação de que há capacidade para gerar esse valor: a empresa possui a ideia, o conhecimento, a tecnologia, a equipe etc. para efetivamente prover aquela necessidade, gerar o valor, atendera uma certa demanda. Por fim, o ponto que justifica efetivamente o processo de inovação é saber como captar valor. A partir daquela ideia a empresa já constatou que existem condições para gerar valor para o cliente e tem capacidade e competência para gerar aquela inovação, o terceiro ponto é se ela tem condição de ganhar dinheiro com aquilo, porque se não houver retorno ela não terá sido bem-sucedida e da próxima vez as pessoas que integram a organização irão titubear em relação a esse processo. MB - Em sua opinião, que erros as empresas cometem que as impedem de inovar? JEA - Em primeiro lugar, é avaliar de maneira precipitada ou incorreta a efetiva oportunidade de mercado, se a ideia ou conceito vai efetivamente atender à uma necessidade de mercado. Depois, em minha opinião, vem a prática de não saber conviver com o erro ou a dificuldade. É natural, em um processo inovativo, errar e acertar no decorrer do percurso. Como as empresas brasileiras têm muito medo de errar e até culturalmente no Brasil temos uma certa intolerância ao erro, isso dificulta e prejudica a inovação, diferente de outros países que veem o erro como oportunidade de aprendizado e

estimulam quem erra a aprender com isso, por exemplo. O terceiro ponto é que temos uma cultura negativa à inovação, porque não possuímos um histórico de exemplos de inovações bem-sucedidas que permeiem a cultura da população. À medida que tenhamos mais exemplos bem-sucedidos de inovação, aos poucos conseguiremos ser mais tolerantes ao erro e aprender melhor em relação ao mercado.

TEMOS QUE APERFEIÇOAR A NOSSA CAPACIDADE DE ESTIMULAR O EMPREENDEDORISMO E O ESPÍRITO INOVADOR DESDE AS PRIMEIRAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO.” MB - Existem ações que incentivem a inovação no Brasil? O que poderia ser feito para melhorar o nível de inovação nas empresas daqui por diante? JEA - Há um esforço bastante significativo por parte do governo, principalmente federal, por meio de programas de incentivo e da criação de instrumentos de fomento. Outro movimento impactante e positivo é o de incubadoras tecnológicas que geram uma massa bem grande de startups que nascem já com o processo de inovação enraizado e ao mesmo tempo disseminam esse processo para a indústria geral. O que vejo é que temos que aperfeiçoar a nossa capacidade de estimular o empreendedorismo e o espírito inovador desde as primeiras etapas da educação, começando pelo ensino básico e médio até a universidade, além de preparar e estruturar as universidades para que elas identifiquem sua relação com osetor empresarial e exerçam seu papel fundamental para prover a inovação. 47


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FINANÇAS

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ducação financeira e gestão integrada, esses são os pontos cruciais apontados por Paulo Alvim, gerente de acesso e mercado e serviços financeiros do Sebrae Nacional. Ele conversa com a redação da revista Mercado Brasil e fala sobre planejamento financeiro e superação de crises.

foto: Bernardo Rebello

esforço, no que se refere à educação financeira, para aprender a separar as despesas pessoais das despesas do negócio, preservando o fluxo de caixa. Quando entramos no ambiente empresarial, é fundamental um amplo trabalho de controle e gestão financeira, pois este é um ponto primordial para o negócio. É uma questão de capacitação: treinar e qualificar o gestor, o tomador de decisões da empresa, para que ele conheça toda a parte financeira da empresa, pois é assim que ele tomará as decisões corretas, seja quais investimentos fazer, quando ampliar o negócio, quando aumentar a produção etc. Muitos pensam que esta é uma tarefa do contador, quando na verdade este profissional só registra os trâmites financeiros. As decisões dos gestores no dia a dia no empreendimento têm tudo a ver com a parte financeira, porque o recurso financeiro é estratégico para o andamento do negócio – por isso, é fundamental incorporar essa capacitação na agenda dos gestores para ter a qualificação adequada para as tomadas de decisão. Mercado Brasil - Quais são os principais erros que as empresas cometem quando falamos em finanças e porque eles são prejudiciais ao negócio? Paulo Alvim - O principal erro das empresas brasileiras é que não existe uma cultura de educação financeira. Inclusive este problema não é exclusividade do ambiente empresarial, mas é também uma dificuldade das pessoas físicas no Brasil. A primeira falha do empreendedor de pequeno porte é misturar o “bolso” dele com o caixa da empresa. É preciso haver um grande

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MB - De que maneira uma empresa pode se preparar financeiramente para enfrentar uma crise? PA - A principal regra é acompanhar as tendências e monitorar as mudanças do mercado. É preciso saber o que está acontecendo no seu setor, no seu território, como está a circulação do público-alvo da empresa, monitorar a clientela, a concorrência, o setor e assim por diante. O que acontece no mercado afeta o meu negócio, então preciso saber como as coisas andam. Por exemplo, uma loja de R$ 1,99 trabalha com um merca-


do focado na importação, então quando o câmbio altera isso interfere no negócio. Felizmente, a grande maioria das pequenas empresas brasileiras não terão um forte impacto com a crise internacional, pois isso afeta mais fortemente empresas de grande porte com ligação ao comércio internacional.

ainda temos muito a avançar. É importante termos em mente que conforme melhoramos o nível de escolaridade e capacitação entre os profissionais, mais fácil é incorporar a cultura do planejamento. Felizmente estamos conseguindo ter ganhos significativos em relação a isso.

MB - Como as empresas podem se beneficiar da recente baixa nos juros? PA - O principal benefício que essa redução nos juros traz para as empresas é em relação ao crédito e ao aumento da concorrência entre os bancos, que possibilitam um menor custo no acesso ao crédito. As empresas devem aproveitar este momento para renegociar o crédito e tentar baixar os custos, se há a oportunidade de investimento tem que barganhar a fim de conseguir um custo menor. Há atualmente uma forte concorrência entre os bancos, instigada pela baixa dos juros dos bancos estatais, então as empresas podem conseguir condições muito boas se barganharem prazos, custos e condições de pagamento.

QUANDO ENTRAMOS NO AMBIENTE EMPRESARIAL, É FUNDAMENTAL UM AMPLO TRABALHO DE CONTROLE E GESTÃO FINANCEIRA, POIS ESTE É UM PONTO PRIMORDIAL PARA O NEGÓCIO. É UMA QUESTÃO DE CAPACITAÇÃO: TREINAR E QUALIFICAR O GESTOR,(...) PARA QUE ELE CONHEÇA TODA A PARTE FINANCEIRA DA EMPRESA, POIS É ASSIM QUE ELE TOMARÁ AS DECISÕES CORRETAS.”

MB - Qual é a importância de possuir um planejamento financeiro? As empresas brasileiras entendem a importância de planejar? PA - Quando falamos em finanças já existe o pressuposto de um planejamento, esta é uma ação básica do processo. E não é algo importante somente no setor financeiro: as empresas devem possuir planejamento dos processos produtivos, da estratégia de comercialização, enfim, de tudo, este é um pressuposto básico da boa gestão de uma empresa. Nas pequenas empresas, que trabalham com capital menor, este é um fator ainda mais importante. Com o planejamento a empresa consegue otimizar recursos e contribuir para uma boa gestão. As empresas brasileiras estão melhorando neste processo de desenvolver um planejamento adequado, mas

MB - Que ações as empresas devem adotar para manter as finanças em dia? PA - Em primeiro lugar, buscar informação, ir atrás do conhecimento, se manter atualizado, acompanhar o que há de novo no mundo. Em segundo, qualificar os profissionais da empresa sobre as questões financeiras, oferecer especializações sobre o assunto. Por fim, monitorar tudo o que acontece no mercado, tendências, mudanças, concorrência, que é o que mais interfere no dia a dia das empresas.

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CAPACITAÇÃO ESTRATÉGICA UNIVERSIDADES CORPORATIVAS UNEM CONHECIMENTO À PRÁTICA DE OLHO NAS NECESSIDADES DO NEGÓCIO kamila schneider

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o momento em que deixa a universidade para ingressar no mercado de trabalho, um profissional recém-formado precisa encarar a realidade de uma rotina altamente dinâmica e turbulenta. Ao contrário da tradicional calmaria encontrada na maioria das salas de aula, o mercado apresenta desafios que, muitas vezes, surpreendem – e assustam – aqueles que nunca vivenciaram de perto o cotidiano do mundo dos negócios. Para fazer esta “ponte” entre as universidades e as empresas, surgiu na década de 1950, nos Estados Unidos, o conceito de universidade corporativa. Pró-ativo, objetivo e altamente estratégico, este modelo de ensino veio para o Brasil em meados de 1990 e, desde então, ganha cada vez mais destaque por oferecer um desenvolvimento profissional estrategica-

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mente focado nas necessidades do negócio. De acordo com a sócia e diretora de pesquisa e desenvolvimento da Didáctica, que presta consultoria em educação e conhecimento, Daniela Luiz, as universidades corporativas não vêm com o objetivo de competir com as universidades tradicionais, mas sim, complementar o conhecimento técnico e teórico dos profissionais,


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AS UNIVERSIDADES CORPORATIVAS CONSEGUIRAM QUEBRAR PARADIGMAS (...) ELAS SURGEM COM O OBJETIVO PRINCIPAL DE VALORIZAR O CONHECIMENTO E DAR VELOCIDADE À INFORMAÇÃO.” Daniela Luiz, sócia e diretora de pesquisa e desenvolvimento da Didáctica.

Nas universidades corporativas, as capacitações atendem às necessidades pontuais de cada profissional, com foco na estratégia do negócio, optando por formas distintas de educação.

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por meio do know-how altamente qualificado das empresas. “Apesar de possuírem os mesmos objetivos, os dois tipos de universidades possuem aplicações complementares. Grandes universidades corporativas contam com o apoio de universidades tradicionais, atraindo, inclusive, ótimos docentes para dentro das empresas, para que eles possam disseminar o seu conhecimento”, explica Daniela.

“As universidades corporativas conseguiram quebrar paradigmas ao perceber que não dá para evoluir somente com o conceitual, é necessário também ir para a prática. Elas surgem com o objetivo principal de valorizar o conhecimentoe dar velocidade à informação. Muito mais do que viver o clichê de vestir a camisa da empresa, é preciso saber o que se está vestindo, o que a empresa faz e como ela se destaca diante da concorrência”.

ESCOLA CORPORATIVA A maioria das universidades corporativas têm como foco desenvolver profissionais e stakeholders vinculados à empresa (como clientes ou prestadores de serviço), o que possibilita que toda a gama de pessoas que envolvem o negócio esteja a par de suas estratégias. Como tudo caminha rápido no mercado, este modelo é uma ótima forma de manter os profissionais atualizados: segundo a diretora de relações com o mercado da Fundação Fritz Mueller, Rosana Melo, este é um dos maiores benefícios oferecidos pelas universidades corporativas, já que expertise está no próprio negócio, o que possibilita maior velocidade na transferência de conhecimentos. Além disso, por ser pensado de maneira estratégica, o modelo permite que os profissionais se adéquem melhor à realidade da empresa. “As pessoas que se qualificam ganham sob vários aspectos: além do conhecimento específico do negócio, os demais conteúdos agregam no seu crescimento pessoal e profissional”, destaca. No caso das empresas, o principal benefício está na capacitação estratégica, com ênfase nas competências do negócio. Conforme Daniela, enquanto os treinamentos tradicionais são pontuais - identifica-se uma demanda e busca-se uma solução -, as universidades corporativas

oferecem uma capacitação mais estruturada e continuada, que focam as necessidades da empresa como um todo. Segundo Rosana, “a principal diferença está no fato de que as universidades corporativas gerem programas cujo objetivo é atender à estratégia da empresa, enquanto o treinamento direciona-se para desenvolver competências, habilidades e atitudes relacionadas a gaps existentes e devidamente mapeados na organização”. Assim, é possível direcionar o treinamento para demandas específicas e direcionadas da empresa. Daniela explica que o trabalho das universidades corporativas utiliza várias bases de educação (como ensino a distância, coaching, mentoring etc.), contemplando desde formações operacionais até as gerenciais. “O importante é fazer com que o conhecimento seja disseminado para qualquer equipe e colaborador”, reforça. As universidades corporativas também são voltadas para a melhoria de resultados, aponta Daniela: “Este modelo vai além do treinamento, permitindo a avaliação de desempenho, de quanto gerou de produtividade e motivação e de que maneira a capacitação impactou em termos de resultado, porque o maior objetivo de todo este modelo é gerar resultados em produtividade” .


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AS PESSOAS QUE SE QUALIFICAM GANHAM SOB VÁRIOS ASPECTOS: ALÉM DO CONHECIMENTO ESPECÍFICO DO NEGÓCIO, OS DEMAIS CONTEÚDOS AGREGAM NO SEU CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL Rosana Melo, diretora de relações com o mercado da Fundação Fritz Mueller.

PARA TODOS OS TAMANHOS Algumas empresas também oferecem treinamentos para a comunidade local, assim, por meio das universidades corporativas, eles auxiliam no desenvolvimento dos profissionais que integram ou virão a integrar o mercado.

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Graças à tecnologia, as universidades corporativas já não dependem de grandes estruturas para se tornarem realidade. Uma das maiores tendências para este mercado, inclusive, é o ensino a distância, mais flexível e barato. “A educação a distância, por meio dos cursos online, vem favorecendo muito este modelo de ensino para as empresas de menor porte. Na realidade,

implantar uma universidade corporativa não é caro nem complicado – o que é difícil é fazer a manutenção deste espaço, analisar desempenhos, alimentar treinamentos, avaliar resultados. Porém, quando temos o suporte da tecnologia para avaliar este desempenho, isso se torna acessível para todos, inclusive para o pequeno empresário” , afirma Daniela.

EXPERIÊNCIA VALIOSA A universidade corporativa da Vonpar, de Porto Alegre (RS), é vista por muitas empresas como um bom modelo a ser seguido. Criada em 2004, a universidade da empresa tem como foco estimular o desenvolvimento contínuo através de temas de formação, explica a gerente de desenvolvimento de pessoas da Vonpar, Roberta Moreira Schaurich. Para alinhar a atuação da universidade à estratégia organizacional, a empresa criou um planejamento de capacitação ligado à função e à área de atuação de cada profissional, por meio de cursos de formação voltados a diversos setores.

Conforme Roberta, o maior benefício foi a integração entre as áreas: “Isso gerou uma maior sinergia, além de possibilitar o compartilhamento do conhecimento e dos valores da empresa entre os colaboradores. Resultou também na ampliação do nível de desenvolvimento voltado para os objetivos estratégicos da organização” . Como resultado, a empresa investe constantemente na ampliação de conteúdo, de modo a acompanhar as evoluções do negócio. “Através do desenvolvimento das pessoas, é possível apoiar os processos de desenvolvimento organizacional e a gestão das mudanças”, diz.


CONHECIMENTO EM CASA A universidade corporativa da Teclógica, de Blumenau (SC), foi criada no início de 2008 e, desde lá, já foram oferecidas cerca de três mil horas de curso para 475 profissionais, além de seis turmas abertas gratuitamente para a comunidade local, conta Leandro Carlos Pereira. Os números mostram que a iniciativa deu certo: segundo Pereira, hoje, os profissionais da empresa veem a universidade como uma ferramenta que contribui para o desenvolvimento profissional e pessoal de cada um. Como resultado, a quantidade e a qualidade dos treinamentos cresceram, passando a aproveitar, inclusive, o capital intelectual interno da empresa, com cursos desenvolvidos pelos próprios colaboradores.

“Uma vez que este trabalho é feito ‘dentro de casa’, ele é desenvolvido para nós, com as nossas ferramentas, com a nossa ideologia. Quando o profissional vai aplicar o conhecimento, ele não estranha o ambiente porque já foi construído para a empresa”, destaca Pereira. “Assim, foi possível melhorar a gestão do conhecimento, diminuindo ilhas de conhecimento; a abrangência dos treinamentos, atingindo mais pessoas; diminuir os custos; e aumentar o aproveitamento, com capacitações mais objetivas”.

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FLY VILLE:

CONDOMÍNIO RESIDENCIAL E AERONÁUTICO CERCADO POR SANTA CATARINA COM BELEZAS NATURAIS DIVERSIFICADAS E NA ROTA DE CRESCIMENTO DO PAÍS, SANTA CATARINA É A CASA DO CONDOMÍNIO DE LUXO FLY VILLE

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á pensou em fechar a porta do escritório sempre que quiser e voar para um lugar que respira tranquilidade e exclusividade? No condomínio de luxo Fly Ville, essa tendência muito comum na Europa e nos Estados Unidos também será rotina. Facilidades de alto padrão residencial, aliadas a uma completa estrutura aeronáutica, são o grande diferencial desse empreendimento, localizado entre as mais belas praias catarinenses. Tudo isso planejado para satisfazer as vontades de um público requintado, que busca o lugar perfeito para pousar suas aeronaves. Pista para pousos e decolagens de 1.340 metros, dois helipontos, completo terminal de passageiros, posto de abastecimento de aeronaves, área comercial de 7.500 metros quadrados, supermercado, grande mix de lojas, espaço fitness, sauna, quadra de tênis, salão de jogos, playground, campo de futebol, piscinas, pilates, pista de caminhada e lago fazem parte da estrutura que contempla a área total de mais de 1 milhão de metros

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quadrados do condomínio. Com entrega prevista para 2015, o empreendimento que terá 281 lotes particulares para área residencial, se enquadra na tendência mundial Fly In Community. Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral - ABAG, a demanda relacionada a empreendimentos que unem facilidades aeronáuticas a um espaço residencial diferenciado só tem a crescer. Isso porque o País já conta hoje, com 13 mil aeronaves parti-


culares e o número de novos milionários dispara com o passar dos anos. Em 2011, os negócios movimentados por empresas do segmento de luxo alcançaram nada mais nada menos do que 12 bilhões de dólares. Entre as exigências desse público, a exclusividade de adquirir produtos únicos é a campeã. Os consumidores inseridos no mercado de luxo buscam marcas e experiências que lhes tragam o chamado ‘‘luxo inacessível’’, ou seja: quanto mais difícil for a fabricação do produto ou o esforço para adquiri-lo, melhor. Para conquistar a preferência desses consumidores, a Construtora Locks, idealizou todos os detalhes. Além da estrutura invejável, o Fly Ville teve sua localização estrategicamente planejada. A cidade de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina, está inserida na Grande Florianópolis, localização reconhecida pelas belezas naturais e pela qualidade de vida não só no Brasil, mas em todo o mundo. Praias, cachoeiras, montanhas, serras e uma infinidade de atrações fazem da região uma referência em beleza.

LAZER E ENTRETENIMENTO Santa Catarina está no topo brasileiro no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH. Em termos econômicos, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, sua capital, Florianópolis, é a cidade brasileira que mais enriqueceu nas últimas décadas. As excelentes condições de vida que Santa Catarina oferece também se refletem na expectativa de vida da população, que hoje é de 75, 2 anos - acima da média nacional. O estado também tem os melhores indicativos de educação, acesso à internet, interesse da população por atividades físicas, entre outros. Santa Catarina respira turismo e tem muitas opções de entretenimento para oferecer. Não é à toa que ganhou em 2011, pela quinta vez consecutiva, o prêmio de melhor destino turístico do País, promovido pela revista Viagem e Turismo da Editora Abril.

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Seja para passar um final de semana curtindo as delícias do inverno, na Serra Catarinense, ou para aproveitar o fervor do verão mais badalado do Sul do País, a excelente localização do Fly Ville propicia aos moradores o fácil acesso às principais atrações da região, tornando a estada no condomínio ainda mais divertida. Só em Florianópolis são 44 praias com águas calmas e agitadas, lagoas preservadas e uma vida noturna intensa nos melhores beach clubs do País. Gastronomia requintada e casas noturnas também são pontos fortes

do município vizinho, Balneário Camboriú. Mas se a proposta for relaxar, Santa Catarina abriga os encantos e a calmaria da Serra, onde as diversas atrações agradam desde casais em Lua de Mel, até família em busca de aventura. O calendário de festas catarinenses é movimentado e também garante a diversão da família toda. Destaque para a agitada Oktoberfest na cidade de Blumenau, em outubro, e para a saborosa Festa do Pinhão na cidade de Lages, em junho.

ESTADO DE OPORTUNIDADES Ao contrário de metrópoles com problemas provenientes da superpopulação, Santa Catarina tem sua economia movida por cidades médias. Este diferencial alavancou o surgimento de diversas empresas de porte nacional e internacional, tornando o estado uma referência. O norte de Santa Catarina abriga hoje o polo mecânico e a produção de móveis, o Vale do Itajaí se destaca pela importação e exportação, provenientes dos portos e pela produção têxtil. No sul, a cerâmica e a carbonífera são o ponto forte e o Planalto Serrano conta com a pecuária e a indústria madeireira. 58

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Outro fator que favorece o crescimento econômico de Santa Catarina está em relação à sua localização. O estado está situado em uma região privilegiada do território nacional, ficando entre os principais polos do continente, como por exemplo, São Paulo e a cidade de Buenos Aires, na Argentina. A cidade de Governador Celso Ramos, casa do Condomínio Residencial e Aeronáutico Fly Ville, possui menos de 15 mil habitantes, mas já virou destino certo na rota do turismo de luxo no Brasil. Com paisagens de tirar o fôlego, o município atrai um público seleto que busca a privacidade da região.


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Parceria de peso

Projeto internacional A empresa paulistana Solunia Projetos e Automação Industrial mostrou que não é preciso ser grande para desenvolver soluções tecnológicas de reconhecimento internacional. O negócio foi incluído no projeto internacional J-PAS, que irá construir uma nova unidade astronômica para mapeamento do universo. O projeto conta com uma equipe de mais de cem cientistas e engenheiros e engloba empresas da Inglaterra, Estados Unidos, Espanha, Bélgica e Brasil. A Solunia faz parte da Incubadora de Empresas de Arara-

quera, que tem o apoio do Sebrae de São Paulo, e conta com 12 incubadas e mais dez associadas. A empresa será responsável por construir a Unidade de Filtro e Diafragma (FSU – Filter Shutter Unit), que filtra espectros de luz e os transforma em sinais elétricos para leitura em computadores, e contará com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais - Inpe e o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo - IAG-USP. A unidade do J-PAS começa a funcionar em 2013.

O Sebrae Nacional convidou cinco empresas catarinenses para participar do estande da entidade na Feira Internacional de Beleza Profissional – Beauty Fair 2012, que aconteceu em São Paulo no mês de setembro. O evento é o único brasileiro a integrar a World Beauty Show Alliance - WBSA, uma aliança entre as principais feiras profissionais de beleza do mundo. Segundo pesquisas, Santa Catarina é um polo emergente no ramo de cosméticos e possui, atualmente, 51 empresas atuando no setor, o que representa 3% do total.

Revitalização do comércio de rua PARA INCENTIVAR A REVITALIZAÇÃO DE ESPAÇOS COMERCIAIS – OS CHAMADOS SHOPPINGS A CÉU ABERTO -, O SEBRAE CRIOU UMA METODOLOGIA COM BASE EM INICIATIVAS DE SUCESSO DE VÁRIOS ESTADOS BRASILEIROS, QUE ESTÁ SENDO REPASSADA AOS PROFISSIONAIS DA ENTIDADE. O OBJETIVO É AUXILIAR OS EMPRESÁRIOS A CONSTITUÍREM UM AMBIENTE QUE OFEREÇA VÁRIOS SETORES EM UMA MESMA ÁREA DE NEGÓCIO, MELHORANDO E FORTALECENDO TANTO AS LOJAS – REALIZANDO UM DIAGNÓSTICO DO NEGÓCIO, CAPACITAÇÕES E PLANOS ESTRATÉGICOS -, QUANTO À REGIÃO – COM MELHORIA DA INFRAESTRUTURA, SEGURANÇA E ENTRETENIMENTO.

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O Sebrae e a Association of Small Business Development Centers - ASBDC - associação norte-americana de instituições de apoio aos pequenos negócios - firmaram um memorando de entendimento para desenvolver ações conjuntas em apoio as micro e pequenas empresas – MPE. O acordo prevê a troca de boas práticas nos negócios e a aproximação entre as empresas por meio de plataformas virtuais de negócios, além de incentivar a troca de experiências, tecnologias

e inovações entre as empresas brasileiras e americanas. A ASBDC possui 1,1 mil escritórios nos Estados Unidos e atende a 750 mil empresas por meio de cinco mil consultores. De acordo com o presidente do CDN do Sebrae, Roberto Simões, o acordo colocará as pequenas empresas brasileiras diante das melhores práticas e modelos de negócios inovadores dos EUA, México, Colômbia e El Salvador, que se tornam parceiros por extensão do projeto.

De Santa Catarina para o Brasil mações são acessadas pelo site da cooperativa. Apesar dos custos de implantação do projeto, o retorno foi rápido e hoje o produtor rural ganha até 27% a mais sobre o preço pago por cada litro de leite rastreado.

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O programa de rastreabilidade do leite, desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura e o Ministério da Agricultura, será aplicado em todo o Brasil. Criado no Oeste de Santa Catarina, o projeto começou a ser implantado em 1998 e conta com a participação de 58 mil pequenos empreendedores rurais. A rastreabilidade permite aos consumidores acessarem informações sobre a origem e a produção do produto – como validade, fornecedores, qualidade da matéria-prima, tabela nutricional etc. - por meio do código de barras das caixas de leite. A industrialização do produto das cooperativas de produtores da região catarinense é feita pela Cooperativa Central Aurora Alimentos e as infor-

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Parceria em prol das MPE

Prática virtual A Feira do Empreendedor da Paraíba, realizada no final de setembro pelo Sebrae, permitiu que alguns visitantes experimentassem de perto os desafios de administrar um negócio. Durante dois dias do evento, várias equipes puderam aplicar estratégias de gestão, finanças e marketing por meio do Desafio Sebrae, jogo virtual que simula o dia a dia de uma empresa. A iniciativa teve como objetivo capacitar e orientar os participantes da feira, apontando caminhos para que a empresa sobreviva e gere lucro.

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De olho nos saudosistas

Rumo ao mercado internacional

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Especial para quem viveu na década de 1980, a Nestlé relança o íconeLollo. “O chocolate fofinho da Nestlé” retorna ao varejo a pedido dos consumidores com a mesma receita e identidade visual. A ideia da marca é agradar aos saudosistas e conquistar novos consumidores. O produto entra na caixa de bombons “Especialidades Nestlé” em sua versão mini. O chocolate também estará disponível em edição limitada em embalagem individual de 28g e multipack, com três unidades.

in shop’ e também disponibilizará um showroom para atender os lojistas da Europa. De acordo com Sonia Hess de Souza, presidente da empresa, esse foi o primeiro passo em direção à abertura do mercado internacional.

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No último dia 12 de setembro, a catarinense Dudalina deu mais um passo em sua estratégia de expansão, inaugurou sua primeira loja na Europa, no centro de Milão, na Itália. A nova unidade traz para as consumidoras o conceito ‘shop

Especial para o Folianópolis A MARCA DE CERVEJA NOVA SCHIN LANÇOU UMA LATA COMEMORATIVA AOS SEIS ANOS DE PARCERIA COM O EVENTO FOLIANÓPOLIS – CARNAVAL FORA DE ÉPOCA REALIZADO NA CAPITAL CATARINENSE. DESDE A PRIMEIRA EDIÇÃO A CERVEJARIA É PA16 E 17 DE NOVEMBRO. A EMBALAGEM JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NOS PONTOS DE VENDAS DO ESTADO.

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divulgação

TROCINADORA DO EVENTO, QUE NESTE ANO SERÁ NOS DIAS 15,


Investimentos Segundo dados da Monitor Evolution, serviço do Ibope que monitora os investimentos dos anunciantes, agências e as categorias de produtos veiculados nos principais meios de comunicação, o Brasil gastou 10% a mais em publicidade no primeiro semestre. A pesquisa

aponta que o volume chegou aos R$ 43,8 bilhões. O principal meio de propaganda ainda é a TV, com 55% dos gastos, seguida dos jornais, com 18%. O rádio e a internet foram os meios que apresentaram maior crescimento percentual, 25% e 18%, respectivamente.

Espaço cultural A marca de bebidas Absolut inaugura em São Paulo (SP) um espaço que reunirá gastronomia, arte e música. O Absolut Inn está localizado na Rua Oscar Freire, em um prédio de três andares e está dividido em vários ambientes: bar interno e externo, pista de dança, galeria, livraria e restaurante. A carta de drinks oferece receitas com os sete sabores de Absolut Vodka existentes no Brasil: Absolut regular, Pears, Apeach, Berri Açaí, Vanilia, Mango e Citron. São mais de 50 opções de drinks - 20 deles desenvolvidos exclusivamente para o espaço.

Gucci Masculina RECENTEMENTE, A RENOMADA GUCCI INAUGUROU LOJA EXCLUSIVAMENTE MASCULINA NO SHOPPING JK IGUATEMI EM SÃO PAULO (SP). SEGUNDO RANKING DA INTERBRAND CONSULTORIA, ENTRE OS NOMES DO LUXO MUNDIAL, A MARCA É A SEGUNDA MAIS CONHECIDA DO PLANETA (ATRÁS APENAS DA LOUIS VUITTON). O PROJETO É DE FRIDA GIANNINI, ATUAL DIRETORA DO O PISO COM O OLOGRAMA E OUTROS DETALHES, COMO O VIDRO FUMÊ.

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DE CRIAÇÃO DA MARCA. A ESTRUTURA FOI IMPORTADA DA ITÁLIA: INCLUIN-

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mercado & construção portalmercadobrasil.com.br

O rosto do gigante aos ambientes o aconchego de um residencial de altíssimo padrão e qualidade” , conta o proprietário da Oficina 3D, Anderson Rodrigo de Alencar. As imagens mostram a construção que compreende em sua área de lazer características e estruturas de um mega resort.

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Uma parceria entre o Grupo FG Empreendimentos e a Oficina 3D apresenta as imagens ilustradas do projeto Infinity Coast, maior prédio residencial da América do Sul. “O grande desafio foi criar imagens que conseguissem traduzir toda a imponência da torre, e ao mesmo tempo transmitir

Bairro planejado em Joinville QUINTE ESSENCE É O MAIS NOVO CONDOMÍNIO FE-

OUTUBRO INAUGURA O PLANTÃO DE VENDAS E ABRE

CHADO NO BAIRRO VILA NOVA, EM JOINVILLE (SC). O

PARA VISITAÇÃO. SÃO APROXIMADAMENTE 224 TERRE-

LANÇAMENTO É DA PAYSAGE CONDOMÍNIOS DIFEREN-

NOS, DE 240M² CADA. O CONDOMÍNIO FICARÁ NA RUA

CIADOS E SCOPEL DESENVOLVIMENTO URBANO, DUAS

GUILHERME ZILMANN, 186.

EMPRESAS CONSOLIDADAS EM CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS HORIZONTAIS E QUE VIRAM EM JOINVILLE O POTENCIAL PARA IMPLANTAR O CONCEITO DE BAIRRO PLANEJADO. “O QUE SE PROPÕE É O CRESCIMENTO IN-

TELIGENTE DAS CIDADES, FAZENDO COM QUE OS BAIRROS PERMITAM QUE AS PESSOAS POSSAM FAZER QUASE TUDO A PÉ, COM GRANDE REDUÇÃO DO TRÂNSITO DE AUTOMÓVEIS. PARA ISSO É NECESSÁRIO UM USO MISTO ENTRE RESIDÊNCIAS, EMPRESAS, COMÉRCIO ETC., E MUITAS ÁREAS VERDES” , AFIRMA CIRO SCOPEL, PRESIDENTE DA SCOPEL DESENVOLVIMENTO URBANO. O CONDOMÍNIO ESTÁ EM FASE DE LEGALIZAÇÃO E EM

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divulgação/Paysage


Resultados garantidos trimestre de 2011 (R$ 255,3 milhões). O número representa 28,5% do total vendido pela companhia no semestre. Em Santa Catarina, a construtora vem alcançando o mesmo sucesso com seus condomínios localizados na Grande Florianópolis. O Neoville, junto a Coqueiros, Vivare, em Palhoça, e Cennario, em São José, estão com mais de 80% dos apartamentos vendidos e com últimas unidades disponíveis.

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A Cyrela Brazil Realty, uma das maiores incorporadoras do mercado imobiliário brasileiro, anuncia seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2012. A companhia fechou o período com margem bruta de 30,3% (contra 27,7% registrados no 2º trimestre de 2011) e, seguindo a tendência de geração de caixa operacional, registra R$ 42 milhões no trimestre. Durante esses três meses, os destaques foram para produtos do segmento econômico. Dos 14 empreendimentos lançados, 49% representaram o segmento, enquanto 18,9% e 31,2% representaram o médio e alto padrão, respectivamente. Juntos, somaram R$ 1,089 milhão em Valor Geral de Vendas. O que também contribuiu para o aumento das vendas foi o meio digital. As negociações originadas pela internet somaram R$ 374 milhões, resultado 46,5% superior ao registrado no segundo

Gestão imobiliária O empresário Bruno Innecco idealizou o projeto de uma nova plataforma virtual de negócios para imobiliárias e corretores, o Digimov. Lançada em Santa Catarina, a ferramenta é gratuita e oferece recursos para gestão de carteira de imóveis, painel de negócios, e-mail, agenda, gestão de contatos e parceiros e um radar de imóveis, onde o usuário pode cadastrar as características do imóvel procurado. Basta a imobiliária criar uma conta em uma rede social.

Empresa verde EM TEMPOS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOCIOAMBIENTAL, AS

PELA UNESP – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SÃO PAULO,

EMPRESAS SE PREOCUPAM CADA VEZ MAIS COM O TEMA.

ESTES ATRIBUTOS GARANTEM MELHORIA DO ISOLAMEN-

A MARKO SISTEMAS METÁLICOS, POR EXEMPLO, VEM

TO TERMO-ACÚSTICO QUANDO COMPARADA A COBERTU-

CONTRIBUINDO PARA O MEIO AMBIENTE POR MEIO DO

RAS SIMILARES E CONVENCIONAIS.

SEU SISTEMA DE COBERTURA METÁLICA ROLL-ON, QUE É PATENTEADO EM 17 PAÍSES E POSSUI TODAS AS SUAS PEÇAS EM AÇO GALVANIZADO (100% RECICLÁVEL). UM DOS DESTAQUES DO PRODUTO É SUA FUNCIONALIDADE, JÁ QUE O MESMO FACILITA A CAPTAÇÃO DAS ÁGUAS PLUVIAIS, ELIMINANDO TODA A REDE DE DRENAGEM INTERNA, CONDUZINDO ESSAS ÁGUAS PARA FORA DO PRÉDIO E OTIMIZANDO PROJETOS DE ARMAZENAGEM DE ÁGUA PARA REUSO. OUTRA CARACTERÍSTICA EXCLUSIVA DO SISGIA ELÉTRICA, É A ESPESSURA MAIS GROSSA E FORMA DA BOBINA EM “U”. COMPROVADO EM TESTES REALIZADOS

divulgação

TEMA, QUE PROMETE AUMENTAR A ECONOMIA DE ENER-

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VESTINDO QUALIDADE AO COMPLETAR MAIS DE DUAS DÉCADAS DE EXISTÊNCIA, A ELIAN CONSOLIDA-SE COMO UMA EMPRESA INOVADORA, QUE INVESTE E VALORIZA AS PESSOAS

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uerida para quem veste. Indispensável para quem vende. Uma paixão para quem produz”. Essa visão adotada pela Elian Indústria Têxtil demonstra claramente os valores que permeiam toda a sua trajetória de conquistas. Reconhecida como uma empresa inovadora, que investe e valoriza as pessoas, a Elian completou, no dia 1º de outubro, 22 anos, com muita história para contar.

CAMINHO DE SUCESSO Desde 1990, ano de sua fundação pela família Caviguioli, a Elian, com sede em Jaraguá do Sul (SC), cresceu e se fortificou. Além de estar presente nos quatro cantos do Brasil, a empresa exporta para a América do Sul, representando a moda brasileira também fora do País. Atualmente, dedica-se ao desenvolvimento de seis marcas: Elian, Elian Beats, E-Way, Marialícia, Lugares do Mundo e Colorittá, incluindo ainda no grupo a A.N Têxtil, fabricante de malhas em rolo e serviços de beneficiamento.

PRODUTOS QUE CONQUISTAM Cada produto da corporação representa uma parte do crescimento da Elian e os diferentes públicos que acompanham este avanço. A marca Elian, por exemplo, traduz a diversão de ser criança em coleções modernas, coloridas e ricas em detalhes, enquanto a Elian Beats traz o conceito “teen”, da “galera” autêntica e descolada. Já a grife Colorittá, nova aposta da empresa, oferece coleções feitas sob medida para meninas que curtem moda e estilo, compostas por peças com modelagens exclusivas e detalhes de requinte e sofisticação. A E-Way, voltada para jovens e adultos, oferece conforto em peças produzidas sob medida para quem precisa estar sempre bem-vestido – e que também conta com produtos Plus Size, em tamanhos especiais. A marca Marialícia, com foco no público feminino, traz tendências das grandes passarelas para mulheres independentes e que amam estar na moda.

COLEÇÃO DE NOVIDADES A coleção Lugares do Mundo, último lançamento da Elian, inspira-se na beleza e na cultura de diferentes cidades do planeta. Formada por T-shirts exclusivas, a primeira coleção, que chega às lojas na Primavera 2012/2013, é a Lugares do Mundo – São Francisco do Sul (SC). As estampas revelam a arquitetura, natureza, artesanato, pesca, turismo e a nostalgia de uma das cidades mais antigas e belas de Santa Catarina.

GESTÃO MODERNIZADA A aposta da empresa na criação de novas marcas inovadoras e modernas - é fruto de uma gestão preocupada com o desenvolvimento profissional de seus colaboradores. Há três anos, a empresa passou por uma reestruturação e adotou uma gestão verticalizada, que tem como foco a especialização de seus profissionais. “O Momento da Elian é especial, vivemos uma reestruturação na indústria, a profissionalização e especialização de todos os nossos colaboradores e, além disso, firmamos nossa participação no mercado nacional. No momento de incertezas econômicas e globais, estamos muito satisfeitos com o cenário que se apresenta para o futuro da Elian como empresa e o posicionamento de suas marcas perante nosso consumidor final. Acredito que podemos comemorar nossos 22 anos com orgulho e dizer a todos que muito mais está por vir”, diz a diretora da empresa, Eliete Caviguioli. A Elian acredita em tudo que faz, pois une em sua missão criatividade e tecnologia, com responsabilidade social para vestir e encantar pessoas.

Conheça mais da Elian: www.elian.ind.br Elian - Moda Infantil. Acesse: www.elian.com.br

e www.facebook.com/eliantextil. Elian Beats – Moda Juvenil. Acesse: www.elianbeats.com.br e www.facebook.com/ElianBeats. E-way - Moda Masculina e Feminina. Acesse: www.e-wayestilovoce.com.br. Marialícia - Moda Feminina. Acesse: www.marialicia.com e www.facebook.com/ByMarialicia. Lugares do Mundo –T-shirts Femininas. Acesse: www.lugaresdomundo.net. Colorittá – Grife para meninas. Acesse: www.coloritta.com e www.facebook.com/Coloritta.

Elian Indústria Têxtil - Matriz - Rua: Manoel Francisco da Costa N° 215, Vieiras, Jaraguá do Sul (SC) - CEP: 89257-000 - Fone: 55 (47) 3275-9000

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artigo

10 CAMINHOS PARA AUMENTAR SUAS VENDAS E CONQUISTAR NOVOS CLIENTES Marcelo Ortega* 1.Tenha despertadores de atenção – seu discurso inicial deve conter algo que o cliente aprecie, tenha interesse, seja relevante a sua vida pessoal ou profissional, destaque uma qualidade no cliente ou no seu negócio, ou que talvez sirva como uma boa ideia para a empresa desta pessoa que pode virar um cliente especial. 2.Tenha informações ou observe o cliente para conseguir fatos sobre ele, ou ainda, sobre sua empresa, sua família, seu website, inclusive, pode ser algo que saiu no jornal ou revista que se relacione com o ramo desta pessoa. 3.Mostre-se entusiasmado e crie empatia – sua motivação, simpatia, atenção e profissionalismo são valiosíssimos na construção de afinidade entre você e seu prospectivo cliente. Apresente-se de forma a fazer com que o cliente aprecie seu comportamento, a maneira como fala e como se relaciona. Jamais insista em apresentar-se demais, quando o cliente não estiver com tempo ou mostrar-se ocupado, com pressa ou irritação. 4.Aprenda o que é rapport e aplique esta técnica da PNL (programação neurolinguistica). Rapport é uma habilidade de acompanhar para conduzir. Os melhores vendedores sabem usar os canais de comunicação para se assemelhar ao seu interlocutor. 5.Tenha um mapa de oportunidades a cada cliente. Pela empresa ou pessoa com que abre uma conversa, seja pelo perfil, poder aquisitivo, classe social, profissão, modelo de vida, ou ainda, ou pelo porte, ramo de atividade ou poder de decisão da pessoa, você apresenta sempre um mix de produtos que seja aderente, começando pelo principal interesse possível e depois, ampliando sua proposta. 6.Seja marcante e envolvente. Nunca deixe o cliente com a obrigação de retornar, ou pelo menos tente que isso não aconteça. Se ele não der atenção ou adiar a

conversa que sinalize um avanço no processo da venda, proponha duas opções de data para voltarem a conversar. Destaque que seria indelicado de sua parte dar a ele o trabalho de lhe telefonar ou visitar, colocando-se nesta obrigação como vendedor. 7.Destaque sempre nos primeiros segundos da conversa um ou mais benefícios comumente encontrados nos produtos ou serviços com que trabalha. Diga: eu trabalho com benefício1, beneficio2, beneficio3... Depois fale sobre sua empresa ou especialidade. 8.Crie senso de urgência – quando estiver com dificuldade de chegar à pessoa certa, faça com que a secretária, telefonista, assistente ou quem quer que seja, se torne um aliado (a) seu. Para isso, diga que tem um assunto relativo a algum ganho exponencial para a pessoa, seu departamento ou negócio. Poderia ser assim: Senhora secretária tal, quero falar com seu diretor sobre a redução de custos em produção e melhoria na qualidade. Você me ajudaria com isso dada à importância. 9.Deixe sua marca – mostre algum diferencial na sua apresentação. Mesmo que seja no cartão de visitas que usa, desde que seja diferente. Ou ainda, apele a uma dramatização, como por exemplo, conte uma história engraçada ou dramática. Tenha uma boa caixa de ferramentas, com testemunhais, apresentações em vídeo ou brindes criativo. 10.Seja paciente e persistente – não desista no primeiro não. Não se queixe de nada, mesmo quando levar um chá de cadeira. Não chegue atrasado e jamais deixe o cliente sem saber o quão valioso é aquilo que tem a oferecer. Se ele não quer comprar agora, diga que talvez não seja o momento, mas certamente vocês podem fazer negócio quando esta ocasião chegar. Muito sucesso em vendas e até a próxima.

* Marcelo Ortega é Vendedor, Treinador, Palestrante e Fundador do Instituto Marcelo Ortega. Autor dos Best-Sellers: Sucesso em Vendas e Inteligência em Vendas - institutomarceloortega.com.br - Formando Treinadores e Líderes Educadores - marceloortega.com.br – Palestras e Treinamentos In Company

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lex portalmercadobrasil.com.br

Murilo Gouvêa dos Reis advogado, mestre em Relações Internacionais e especialista em Direito do Trabalho. Sócio do Gouvea dos Reis Advogados murilo@gdr.adv.br

TST altera jurisprudência e empresas terão de se adaptar

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Tribunal Superior do Trabalho, dia 14 de setembro último, alterou parte da jurisprudência uniformizada e transformou algumas Orientações Jurisprudenciais em Súmulas, cancelou algumas e acrescentou novas. Chama atenção especial a que criou a garantia de emprego em contrato de prazo determinado para a gestante (Súmula 244, com nova redação do item III: “A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art.10, inciso II, alínea b, do ADCT, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado”) e empregado afastado por motivo de doença profissional ou acidente do trabalho (Súmula 378, com a inserção do item III: “O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia provisória de emprego, decorrente de acidente de trabalho, prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/1991”).

Operação de crédito O cheque é uma ordem de pagamento à vista, desta forma, pré-datar, descaracteriza a natureza jurídica do título, e proporciona o entendimento a muitos advogados e juízes de que havendo a descaracterização, não há que se falar em pagamento. A exemplo disso, a Súmula 370 do Superior Tribunal de Justiça, desde fevereiro de 2009, considera que caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado.

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Contrato de fiança É possível a exclusão dos fiadores do polo passivo da execução, por conta de transação entre credor e devedor feita sem a anuência daqueles. O entendimento é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que seguiu integralmente o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão. Em seu voto, o ministro destacou que a transação e a moratória, ainda que sejam institutos jurídicos diversos, têm efeito comum quanto à exoneração do fiador que não anuiu com o acordo firmado entre o credor e o devedor. REsp 1013436


artigo

O NOVO CÓDIGO FLORESTAL E SUA APLICAÇÃO Roberto Cesar Schroeder *

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m 25 de maio de 2012 foi aprovado o Novo Código Florestal – Lei nº 12.651, que já está em vigor, e que, dentre suas normas, as de maior impacto em nossa região, está a obrigação de afastamento de margens de rios em 30 metros, para os cursos d’água de menos de 10 metros de largura, e afastamento de 50 metros de margens de rios, para os cursos d’água que tenham de 10 a 50 metros de largura (Art. 4º, inciso I, “a” e “b”).

É evidente que, diante destas normas, vários agricultores da nossa região, proporcionalmente, perderam grande parte de suas áreas de cultivo ou pastoril, ou, ainda, sofreram a inviabilidade quase integral do uso de seus imóveis, resultando em enorme prejuízo econômico,

E já não bastasse a lei ter limitado ainda mais o direito ao uso das propriedades, muitas vezes o cidadão ainda enfrenta o despreparo ou a temerosidade de alguns funcionários públicos por eventual punição administrativa ou penal, e, assim, não autorizam nem construções nos imóveis situados na área urbana e nem o uso agrícola ou pastoril nos imóveis situados nas áreas rurais, deixando de atentar para aqueles motivos que a lei excluiu a aplicabilidade

HÁ CURSOS D’ÁGUA ONDE NÃO SÃO APLICÁVEIS AS REGRAS DO CÓDIGO FLORESTAL

lembrando que a maioria de nossos agricultores vive da agricultura familiar. Em que pese o fato de que diversas cidades brasileiras sequer possuírem um único rio, nossa realidade é diferente. Na região norte de Santa Catarina muitas propriedades com menos de 100 metros de largura possuem 02 ribeiros d’água, fato que, aparentemente, torna tais propriedades absolutamente improdutivas. E esta mesma lei também afeta há diversos proprietários de imóveis urbanos, que agora, em tese, não conseguem construir.

do Código Florestal. É importante destacar que há cursos d’água onde não são aplicáveis as regras do Código Florestal: canais artificiais, canais extravasores, esgotos a céu aberto, entre outros. No caso de imóveis rurais, o Código Florestal ainda

vai além, permitindo seu uso para algumas modalidades de cultivo ou pastoril, ainda que próximo a curso d’água natural, mediante o preenchimento de certos requisitos. Então, cabe ao cidadão, através de processo administrativo ou judicial conquistar o direito a regularizar o uso de sua propriedade. E para aquele que pretende adquirir um imóvel, é melhor se informar da lei, antes de comprá-lo, para não ter uma desagradável surpresa.

* Roberto Cesar Schroeder – Advogado OAB/SC 12.459 - robertocschroeder@ibest.com.br

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OBJETIVOS ALCANÇADOS E METAS CUMPRIDAS COM DESTAQUE, ABRH-SC ENCERRA GESTÃO 2010/2012 ABRH Santa Catarina finaliza mais um ciclo de trabalho em prol do desenvolvimento da gestão humana no estado, marcada pela estruturação de um alinhamento estratégico que conduziu as ações da diretoria durante os três anos de atividades. A Associação é conduzida por uma equipe de voluntários que desenvolvem suas atividades compartilhando seus conhecimentos e suas competências. Durante o triênio 2010/2012, houve um aumento de cerca de 40 colaboradores voluntários, totalizando mais de 120 pessoas e mais de 600 associados, o que confirma o fortalecimento da ABRH-SC no estado.

A ABERTURA DE DUAS NOVAS REGIONAIS, CRICIÚMA EM NOVEMBRO DE 2011 E TUBARÃO EM JANEIRO DESTE ANO, MARCAM A ABRANGÊNCIA TERRITORIAL DESTA GESTÃO.” Luzia Fröhlich, Presidente da ABRH-SC.

Representada por oito regionais em Santa Catarina, a Associação se fortalece a cada ano. “A abertura de duas novas regionais, Criciúma em novembro de 2011 e Tubarão em janeiro deste ano, marcam a abrangência territorial desta gestão”, comenta a Presidente da Instituição, Luzia Fröhlich. Com objetivo de dar sequência ao modelo de gestão desenvolvido, foram estruturados alguns objetivos estratégicos que nortearão o trabalho da nova gestão: manter a ABRH-SC como referência no desenvolvimento de gestão de pessoas, agregar valor ao associado, consolidar a marca da ABRH e criar uma cultura corporativa – integração, padronização, otimização e ainda manter e ampliar a sustentabilidade. A regionalização é um dos diferenciais da ABRH-SC que está sempre em contato direto com suas regionais, auxiliando na promoção de eventos e atividades direcio nadas às diferentes regiões do estado. “Considero que a ABRH-SC cresceu em atividades com engajamento da equipe, aumentando a sua credibilidade no estado. Com os trabalhos realizados, entendo que atingimos o

CONSIDERO QUE A ABRH-SC CRESCEU EM ATIVIDADES COM ENGAJAMENTO DA EQUIPE, AUMENTANDO A SUA CREDIBILIDADE NO ESTADO. COM OS TRABALHOS REALIZADOS, ENTENDO QUE ATINGIMOS O OBJETIVO DA ASSOCIAÇÃO, QUE É O DE ‘DISSEMINAR O CONHECIMENTO NO MUNDO DO TRABALHO’.” Luzia Fröhlich, Presidente da ABRH-SC.

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Voluntários que participaram da realização do CONCARH 2012

objetivo da Associação, que é o de ‘disseminar o conhecimento no mundo do trabalho’”, afirma Luzia. A ABRH-SC atua estrategicamente com produtos destaque da seccional – Congresso Catarinense de Recursos Humanos – Concarh e Exposição Catarinense de Produtos e Serviços de Recursos Humanos – Expocarh, que acontecem simultaneamente, Prêmio Ser Humano SC e Fórum de Dirigentes de RH –, realizados anualmente, confirmaram sua importância durante o período, consolidando-se em presença de público e repercussão positiva. A atual gestão ainda foi marcada pela conquista da primeira sede própria da Associação, em Itajaí, pelo desenvolvimento e reestruturação de seu site e, ainda, pela criação do sistema de inscrição do Concarh. Um novo estatuto está sendo desenvolvido a fim de padronizar os cargos diretivos das regionais e entrará em vigor no ano que vem, adequando-se ao sistema a nível nacional. A eleição da próxima diretoria, que irá atuar no triênio 2013/2015, acontece em outubro e a apresentação do novo plano de trabalho que vai nortear a transição ocorre no mês de novembro.

ABRH-SC - Associação Brasileira de Recursos Humanos / Seccional Santa Catarina - Rua Samuel Heusi, 463, Sala 813 - Centro - Itajaí/SC - CEP: 88301-320 - (47) 3348-6004 www.abrhsc.org.br - secretaria@abrhsc.org.br

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FAZENDO ESCOLHAS Volnei Wilson de Morais*

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essência do ser humano é a capacidade de dirigir a própria vida”: você concorda com esta frase? Já dizia um velho ditado: se você não decidir os rumos da sua vida, alguém os decidirá por você, e pode ser uma decisão que não te agrade. Falando de ambiente empresarial, essas frases podem parecer contraproducentes, pois você já imaginou se cada um tomasse suas decisões ao seu bel prazer? Nas organizações há regras e procedimentos a serem seguidos, claro, mas existem maneiras de dirigir uma empresa contra esse aspecto: você já ouviu falar em beaviorismo? Este é um modelo organizacional vertical, ou seja, de cima para baixo, baseado em organogramas e chefias. O melhor exemplo deste modelo é o exército, se um subalterno questiona uma ordem de um superior dentro do exército, há uma punição. Hoje em dia já não é bem assim, existe um modelo mais democrático, horizontal, onde se respeitam as opiniões e há espaço para feedbacks e follow ups.

fundadores pelo seu “modus operanti”, ou o seu jeito de administrar, alguns mais liberais, outros mais centralizadores, alguns com uma filosofia de vida, outros mais focados nos resultados financeiros, e por aí vai. Mas, dentro deste raciocínio, aonde entra a tomada de decisão individual, ou seja, nossas escolhas individuais? Na teoria, estes questionamentos deveriam anteceder nossa contratação e serem criticadas antes de entrarmos numa determinada

HOJE EM DIA (...), EXISTE UM MODELO MAIS DEMOCRÁTICO, HORIZONTAL, ONDE SE RESPEITAM AS OPINIÕES E HÁ ESPAÇO PARA FEEDBACKS E FOLLOW UPS

Mas, mesmo nas organizações modernas, existem modelos de gestão diferentes, que são baseados na cultura da empresa, esta cultura é perpetuada pelos

empresa. Você pode estar se perguntando, mas como posso saber se estou “escolhendo” a empresa certa? A resposta é: você fez uma investigação prévia antes de fazer sua entrevista? Entrou no site da empresa, leu sua missão, visão e valores, conversou com pessoas que trabalham nesta empresa, e checou se sua fala condiz com o que a empresa expressa em sua missão, visão e valores? Foi até a sede da empresa e observou a disposição dos ambientes organizacionais? Avaliou se as pessoas que ali estavam tra-

balhando estavam com ânimo e disposição? Faça esta análise também na empresa que já está trabalhando e... boas escolhas!

* Volnei Wilson de Morais - Gestor em Recursos Humanos, Diretor de Operações (analista de negócios) da Ação IMR, empresa de assessoria em gestão e tecnologia de negócios.

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consumo portalmercadobrasil.com.br

SAMSUNG LANÇA TABLET COM TECLADO

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Para quem gosta da praticidade de um tablet e do conforto dos notebooks, a Samsung desenvolveu o ATIV Smart PC, que traz um teclado destacável acoplado, que o transforma automaticamente em um ultrabook. Com tela de 11,5 polegadas, o aparelho mede menos de dois centímetros de espessura e oferece suporte para redes 3G e 4G, caneta S Pen para a tela touchscreen e entradas micro-HDMI e USB. Os aparelhos começam a ser comercializados nos EUA, com valores a partir de US$ 749 (aprox. R$ 1.522) o Smart PC e US$ 1.119 (cerca de R$ 2.274) o Smart PC Pro.

FOTOS INSTANTÂNEAS A nova câmera Polaroid Z2300 traz ao mercado uma proposta moderna das famosas câmeras. Com 10 megapixels de resolução, possui uma impressora integrada e é capaz de imprimir imagens 2x3 polegadas entre 30 a 45 segundos. Tem LCD de três polegadas, possui conexão via mini-USB e permite o carregamento de fotos para as redes sociais. A câmera está à venda nos EUA pelo preço sugerido de US$ 160 (cerca de R$ 330). Já o papel-adesivo está sendo comercializado em dois pacotes: com 30 folhas (US$ 15, cerca de R$ 30) e com 50 folhas (US$ 25, cerca de R$ 51). Ainda não há previsão de comercialização no Brasil.

A Kodak desenvolveu um scanner que promete facilitar a vida de quem vive fora do escritório. O Scanmate i940 é um scanner portátil, com tamanho compacto, capaz de escanear até 20 páginas por minuto com uma resolução de até 600 ppp. O aparelho é capaz de scanear desde cartões de visita até documentos convencionais A4, incluindo cartões rígidos, além de oferecer conexão em nuvem e possuir uma série de programas para auxiliar os usuários em tarefas como correção de imagens, exportação em diferentes formatos ou envio para a nuvem. Na Europa, o Scanmate i940 é comercializado pelo valor de 420 euros (cerca de R$ 1.073).

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Disponível em qualquer lugar


estante portalmercadobrasil.com.br

A soma e oresto - Um olhar sobre a vida aos 80 anos Autor: Fernando Henrique Cardoso. Editora: Civilização Brasileira – 196 páginas – R$ 29,90

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“Adoro ler sobre história e economia. Este livro é resultado de mais de dez horas de conversas gravadas nas semanas que antecederam a celebração do aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No livro, ele comenta, de forma despretensiosa, sobre alguns fatos que mudaram a história do Brasil e do mundo. FHC ainda fala sobre o futuro com um tom de esperança e positividade”. Luane Lohn, da Ciclo Cosméticos

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Foto: Marcelo Schmoeller

Inovação na gestão pública

A grande ideia

Reimagine!

Autor(es): Vários/Coordenação: Richard Dubois e João Lins Editora: Saint Paul 256 páginas – R$ 74

Autor(es): Donny Deutsch Editora: Best Business 280 páginas R$ 44,90

Autor(es): Tom Peters Editora: Saraiva 352 páginas R$ 79,90

Estabilizar a economia sem aumentar a carga tributária é, sem dúvida, um dos principais desafios da gestão pública nos dias de hoje. O crescimento econômico incerto é prejudicial tanto para o mercado, quanto para o País, e tem reflexos graves na indústria. Pensando nisso, a PwC lançou o livro “Inovação na gestão pública”, que debate o novo papel do governo, as transformações vividas pelo setor público e propõe maneiras de inovar e repensar o governo.

Grandes ideias nem sempre são fáceis de colocar em prática – muitas vezes, a única coisa que os empreendedores têm para começar um negócio é a coragem. No livro “A grande ideia”, Donny Deutsch apresenta 12 etapas para encontrar e desenvolver uma boa ideia, tornando-a um negócio de sucesso. A obra traz ainda histórias inspiradoras e curiosas de pessoas comuns que por meio de soluções inteligentes se tornaram grandes empreendedores.

Em sua nova obra, o guru da administração, Tom Peters, descreve de maneira clara e dinâmica os problemas que as empresas irão enfrentar por estarem despreparadas para as oportunidades de negócios do futuro. Com soluções práticas, radicais e inovadoras, que englobam todos os setores administrativos, o livro traz um alerta ao mundo dos negócios, de maneira a estimular gestores e empreendedores a repensarem a administração dos dias atuais.


agenda

OUTUBRO

CURSOS E OFICINAS

8 a 11 14ª Exposição do Setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação Local Riocentro, Rio de Janeiro (RJ) Informações futurecom.com.br

Curso Departamento Pessoal Período 16 a 18 Local Associação Empresarial de Blumenau – Acib Informações 47 3037-3474

18 a 21 2ª Exposição de Arquitetura e Design em Ambientes Local Centro de Exposições Fiergs, Porto Alegre (RS) Informações suleventos.com.br

Curso Chefia e Liderança Período 22 a 25 Local Associação Empresarial de São Bento do Sul – Acisbs Informações acisbs.org.br

19 a 21 40ª Feira das Américas Local Riocentro, Rio de Janeiro (RJ) Informações feiradasamericas.com.br

Curso Pirâmide da Comunicação Período 23 a 24 Local Fundação Fritz Müller, Blumenau (SC) Informações 47 3057-8002

8 a 11 - 14ª Exposição do Setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação Local Riocentro, Rio de Janeiro (RJ) - Informações futurecom.com.br Pela primeira vez o Rio de Janeiro recebe um dos eventos mais importantes na área de Comunicações da América Latina. O evento ocorre de 8 a 11 de outubro, no RioCentro e traz novidades do setor, produtos e conceitos. Além de palestras com profissionais renomados como: Paulo Bernardo ( Ministro de Estado das Comunicações); João Rezende (Presidente Anatel); Eduardo Azeredo (Deputado Federal e Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática), entre outros.

NOVEMBRO

CURSOS E OFICINAS

6a8 14ª Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade Local Expo Center Norte, São Paulo (SP) Informações fimai.com.br

Curso Gestão Estratégica de Inovação Período 5 a 9 Local Fundação Dom Cabral, São Paulo – SP Informações fdc.org.br

20 a 23 10ª Feira Brasil Petróleo, Gás & Biocombustível Local Jardim de Alah, Salvador (BA) Informações feirabrasilpetroleogas.com.br 22 a 24 14ª Feira Nacional de Franquias Local Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Curitiba (PR) Informações feiradefranquias.com.br

Curso Estratégias Digitais - Planejamento, gestão e resultados Período 6 a 7 Local Associação dos dirigentes de vendas e marketing do Brasil – Advb, Florianópolis- SC Informações advbsc.com.br Curso Auditoria Empresarial Período 15 a 18 Local Associação Empresarial de Criciúma – Acic Informações acicri.com.br

6 a 7 - I Fórum de Logística e Sustentabildiade Local Hotel Mercury Prinz, Joinville (SC) - Informações (47) 3023-9143 Nos dias 6 e 7 de novembro, Joinville receberá o I Fórum de Logística e Sustentabilidade. O evento aborda um tema inédito, a Logística Reversa, que consisti em estabelecer um tráfego de volta dos produtos enviados aos clientes finais, e com estes realizar reciclagens. O objetivo do fórum é proporcionar a troca de informações sobre o assunto e promover um debate sobre a relação da logística com a sustentabilidade. Alguns profissionais de renome na área marcarão presença; Fabricio Soler, José Gonçales Junior e Renato Binoto. O encontro será no Hotel Mercury Prinz, e é organizado pela SLE Consultoria com o apoio do próprio hotel e de Renato Binoto.

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outubro2012


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