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Verbo Informativo Paroquial

JHS

Ano I - nº 06

Março | 2014

Campanha da Fraternidade 2014

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CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Tráfico Humano e Fraternidade é o tema da Campanha para a quaresma em 2014. O lema é inspirado na carta aos Gálatas: “É para a Liberdade que Cristo nos libertou” (5,1). O Tráfico Humano viola a grandeza de filhos, é cerceamento da liberdade e o desprezo da dignidade dos filhos e filhas de Deus. Resgatar essa dignidade, identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-lo são objetivos dessa Campanha da Fraternidade. Mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar o mal do Tráfico Humano, a Campanha propõe-se a reivindicar dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas e sensibilizar para a solidariedade com ações preventivas. [...]O II Plano Nacional de Enfrentamento ai Tráfico de Pessoas ( 2013-1016) pretende: a Integração e fortalecimento das políticas públicas, redes de atendimento e organizações para a prestação de serviços; capacitação para o enfrentamento ; produção, gestão e disseminação de informação; campanhas e mobilização. Há necessidade de conscientizar a sociedade da importância de informar, de denunciar ao Poder Público para que se possa investigar e punir os que praticam o crime do tráfico humano, através dos canais oficiais de denúncia disponíveis em todo o Brasil. A Igreja é solidária com as pessoas traficadas e comprometidas com a evolução da consciência sobre o valor da dignidade humana, fundamentada na Sagrada Escritura. Essa dignidade é assumida na medida em que o ser humano vive seus relacionamentos: consigo, com a natureza com o outro e com Deus em seu plano de Amor.

A ruptura dessas relações leva ao pecado da violência, da exploração do outro, agressões à dignidade humana como o tráfico de pessoas. A Boa Nova de Jesus como vemos em Gálatas “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (5,1) é uma liberdade para o serviço (Rm 6,22) e para o compromisso com a justiça do Reino ( Rm 6,16) . “Fostes chamados para a liberdade” (Gl 5,13) nos impele a vencer a idolatria do dinheiro, da ideologia e a tecnologia que se encontra na origem do pecado do Trafico Humano, onde o TER sobrepõe-se ao SER. Todo cristão é ungido no Batismo para ser um libertador como Jesus, por isso o Tráfico Humano não é somente uma questão social, mas também, eclesial e desafio pastoral. A Igreja é desafiada a ser advogada da justiça e a defensora dos pobres, cabe a ela emprestar sua voz para quem não consegue gritar, denunciar. Os três caminhos de ação que desponta são: prevenção, cuidado pastoral das vítimas e a sua proteção e reintegração na sociedade. O Tráfico Humano beneficiado por preconceitos sociais, raciais e sexuais, agride a dignidade e liberdade de todos, por isso sua erradicação deve ser assumida por todos. Uma conversão dos corações para a solidariedade e cuidado com aponta para um caminho de menos opulência, menos concentração de riqueza e esbanjamento. Variam pastorais e organismos envolvidos com o tema foram reunidas pela CNBB ( 2011) no Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano. Sem essas articulações da Igreja e também com a sociedade civil, não se transformará em realidade os três ps ( prevenção, punição e proteção) planejados pelo II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (213-216). Fortalecer a defesa da dignidade do ser humano e esclarecer sobre a grave violação que o Trafico Humano representa, exige que sejamos como o bom samaritano. É preciso resistir “a cultura do bem estar que leva á globalização da indiferença” denunciada pelo Papa Francisco em Lampedusa-Italia.

(Fonte: Texto Base da CF 2014)


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Editorial

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ueridos leitores, neste mês iremos explanar sobre o tempo litúrgico: Quaresma, o quão é grande a sua importância, o deserto, a antiga pessoa transformada em uma nova criatura. Percorrendo o nosso caminho, temos a Campanha da Fraternidade 2014 com o tema: “Fraternidade e Tráfico Humano”, que nos ajudará a refletir sobre essa situação em nosso meio. Vivenciamos este mês o Santo Padroeiro do nosso Estado, São José, comemorado em 19 de março e o Tríduo antecedendo os festejos do aniversário de nascimento de Padre Dehon . Boa Leitura Equipe o Verbo

Palavra do Sacerdote Estimados paroquianos, niciamos um novo tempo litúrgico na Igreja a quaresma, o mesmo vem com uma proposta de mudança de vida, perdão, reconciliação, conversão, purificação, arrependimento dos nossos pecados e de fazer voltar em nós o amor e unidade a Cristo. Na verdade a quaresma é um grande retiro espiritual, um caminho a ser percorrido de 40 dias, uma grande preparação feita através do jejum, abstinência, mortificação, oração e caridade em vista da maior festa cristã que é a Páscoa. (Can 1249). Na igreja esse tempo tem seu inicio na quarta-feira de cinzas, celebração onde o sacerdote coloca a cinza na cabeça do fiel dizendo: Lembra-te que és pó, e que ao pó as de voltar (Gn 3, 19), ou Concertei-vos e crede no evangelho (Mc 1, 5). Como vemos sempre um convite a penitencia e a conversão. Se estende até a missa vespertina da quarta-feira da semana santa antecedendo o tríduo pascal. Para essa Quaresma o Papa Francisco escreve-nos a mensagem com o tema: “Fez-se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” cf 2 cor 8, 9. Faz-nos um convite a vivermos em uma vida simples. Para ele o poder, o luxo e o dinheiro impede a distribuição justa das riquezas. Ele afirma: “Quando o poder, o luxo e o dinheiro se convertem em ídolos, antepõese a exigência de uma distribuição justa das riquezas. Portanto é necessário que as consciências se converta a justiça, a igualdade e simplicidade e a compartilhar”. Diz ainda que a quaresma é um tempo propicio para o despojamento e nos pede a nos questionarmos a cerca de que nos podem privar a fim de ajudar os outros e enriquece-los com a nossa pobreza. Não nos esqueçamos de que a verdadeira pobreza dói: não seria valido um despojamento sem essa dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói” escreve o Papa Francisco. A cor litúrgica é roxo, lembrando o luto e a penitencia

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e as sexta-feira continua sendo dia de abstinência, jejum e oração. Neste dia queremos realizar nas ruas a via-sacra como penitencia comunitária e oportunidade de levar a toda comunidade a entrar na espiritualidade quaresmal. Neste ano iremos fazer a caminhada quaresmal em sintonia com o tema da Cf 2014 FRATERNIDADE E TRAFICO HUMANO e o lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1). Vistamos a camisa, nos informemos a respeito do tema e saiamos anunciando a mensagem deste ano como um apelo sempre a conversão. Finalizo agradecendo de coração a todos que já colaboraram com a campanha das melhorias da nossa igreja, aos que vão nos ajudar e a toda coordenação de mobilização. Que Deus na sua infinita bondade e misericórdia por intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro abençoe a todos. Pe. Josemar Lima,SCJ

Administrador paroquial

São José e sua dignidade

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stá se aproximando o mês de São José, dia 19 de março. Nós nos alegramos por termos um tão grande intercessor no céu a quem veneramos pela sua dignidade. Deus o escolheu para cuidar de dois grandes tesouros que temos na terra: Jesus e Maria. Em suas mãos estava a nossa salvação. O evangelho o chama justo, palavra que sintetiza toda a grandeza de São José. Em Maria, José pôs em prática o que um coração santo e justo poderia fazer: não maltratar uma pessoa ou tirar-lhe sua dignidade humana. José conhecia a lei judaica, mas também vivia o amor de Deus em cada criatura, de modo especial em Maria, ele a amava. Em seu íntimo estava bem presente a consciência de que toda pessoa tem o direito de ter sua integridade física e moral respeitada. Foi assim que ele fez: deixou Maria em silêncio para não difamá-la, abandonando-se nas mãos do Pai e Ele, prontamente, o socorreu: “José filho de David, não temas tomar consigo Maria, sua esposa, porque o que nela é gerado vem do Espírito Santo”. (Mt. 1,20) José obedece e fez como o Senhor o havia indicado. Recebeu Maria, ela é sua esposa vai ser Mãe de Jesus e ele, José, escolhido por Deus para ser o pai. Deus Pai se esconde à sombra de José, que se faz presente em seu lugar, para zelar, cuidar, proteger o Menino Jesus, mistério divino. Imaginemos São José fugindo


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para o Egito com Jesus e Maria, escondendo o Menino Jesus, da morte que o perseguia, do poder opressor, da tirania, ninguém poderia tomar o Menino de seus braços, Deus Pai o entregou . Conseguiram fugir do mal. Mais uma vez José aguarda a vontade de Deus: “toma o menino e sua mãe e volta para o país de Israel; pois já morreram aqueles que queriam matar o menino”. (Mt. 2, 20-21). Refletindo sobre a grandeza

Tríduo e V ida de Padre Dehon

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contecerá na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Carlito Pamplona nos dias 14, 15 e 16 de março um tríduo comemorativo ao aniversário de nascimento de Padre Dehon. Daniel Alves “Leão Dehon, advogado, escritor, sociólogo e padre, foi o fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos). Filho de Júlio Alexandre Dehon e Estefânia Adele Vandelet, nasceu em La Capelle, França, no dia 14 de março de

Campanha de melhorias da nossa paróquia A Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Bairro Carlito Pamplona, já deu início ao projeto de melhorias apresentado para a comunidade nos dias 08/02 e 09/02. A intervenção em geral visa de maneira simples, porém significativa melhorar o clima, os acessos, as circulações, os setores e a iluminação dos 8 ambientes analisados; Secretaria, Sala do Diretor espiritu-

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de São José, nós, Irmãs Josefinas, somos agraciadas por Deus nos ter dado tão grande, querido e amado protetor, “nosso bom Pai São José”. A Igreja se alegra pelo seu patrocínio; as famílias o têm como exemplo de vida. Dele aprendamos seu silêncio, sua justiça e fidelidade para vivermos com dignidade a missão que o Senhor nos confiou de sermos filhos de Deus. Ir. Maria Luiza Saraiva, Instituto Josefino

1843. Sua mãe era devota fervorosa do Sagrado Coração de Jesus. A aspiração de Leão Dehon em ser sacerdote começou muito cedo quando na noite de Natal de 1856, com apenas 13 anos de idade, falou para seu pai sobre a sua vontade de ser padre. Prontamente recebeu como resposta um sonoro “não”, pois Júlio sonhava com um futuro brilhante e diferente para seu filho. Com a negativa do pai, Dehon seguiu a sua vida com os estudos seculares tendo recebido o título de doutor em Direito, Filosofia, Teologia e Direito Canônico. Em 19 de dezembro de 1868, Leão

Dehon foi ordenado sacerdote na Basílica de São João de Latrão na presença de seus pais. A 28 de junho de 1878 fundou a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, da qual a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro faz parte. A Congregação contava até o fim do ano de 2004 com cerca de 2220 membros presentes em 40 países dos 5 continentes do mundo. Padre Dehon faleceu no dia 12 de agosto de 1925 aos 82 anos de idade. Suas últimas palavras foram “Por Ele vivi, por Ele morro”(Livro “Dehonianos em Oração”. 4ª Edição, 2005.)

al, Sacristia, Sala Santa Cecília, Sala do Dízimo, Sala da Reconciliação, Batistério e Nave da Igreja, buscando maior praticidade e comodidade para os que frequentam a igreja da Mãe do Perpétuo Socorro. Para pôr em prática esta obra começou ainda no mês, Fevereiro, um processo para arrecadação de recursos que tem como o tema “O amor está no ar... Esfrie sua cabeça, esquente seu coração e faça sua doação... Por um clima mais aconchegante”. Essa arrecadação

se dá de várias formas diferentes. Uma delas é através da campanha dos envelopes que vai até o dia 31/03, em que a pessoa, voluntariamente, tem a opção de contribuir com um valor que estiver proposto no coração e deposita numa urna instalada na própria Paróquia. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7


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QUARTA-FEIRA C inzas

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stamos por vivenciar a Quaresma. Iniciamos este importante tempo litúrgico com a Quarta-feira de Cinzas, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos (que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Esse número é bíblico, significa tempo oportuno, tempo favorável, tempo necessário para conversão. É o tempo (Kairós) que Deus nos concede para a mudança de vida (recordemos alguns: 40 dias e noites durou o dilúvio (Gn 7,17), 40 anos o povo de Deus passou no deserto se preparando para entrar na terra prometida (Ex16,35) e 40 dias Jesus jejuou no deserto antes de iniciar sua missão (Mt 4,2; Mc 1, 13 ; Lc 4,1-2)). Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semana de março. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante a Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia.) A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para

recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há séculos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta, neste caso, a carne, mas podemos nos abster de outros alimentos ou coisas que gostamos, por exemplo celular, internet, televisão. O que importa é o espírito de renúncia acompanhado com um gesto de caridade. Ir. Jacó Cavalcante, Scj

ATENDIMENTO DA SECRETARIA

Horario das Missas

Matriz Domingo: 7h *9h 19h Terça-Feira 19h Quarta-Feira 19h (Após a novena de Nsa. Sra do perpétuo Socorro ) Quinta-Feira **19h (Com Adoração ao santíssimo) Sexta-Feira 19h Sábado 19h

Do Perpétuo Socorro e Missa 19h. Toda última Quartafeira do Mês, Missa dos Idosos, Ás 18h. *Toda Domingo ,Missa das Crianças ás 9h. Todo dia 13 de cada mês, missa de Nossa Senhora, ás 12h Adoração **Quinta-Feira : Adoração ao Todas as Quarta, Santíssimo, ás 19h. Novena de Nsa. Sra. Batizados

Todo último Domingo do mês, ás 10h. Formação Paroquial Todo 3º Domingo do mês de 9h ás 11h30. Missa das Capelas São Francisco Colônia Sábado, ás 17h. Santo Antônio Jardim Iracema Domingo, ás 17h.

Terça-Feira a Sábado: 8h ás 12h 14h ás 18h - Domingo: 8h ás 12h Rua Cônsul Gouveia, 44 - Carlito Panplona

CEP 60335-390 –Fortaleza/CE Fone(85) 3236-6429 E-mail: paroquiadocarlito@oi.com.br

Verbo Informativo Paroquial

JHS Adm. Paroqual:

Pe. Josemar Lima, SCJ

Coord. Pascom: Gerlene Sousa

Edição e Diagramação:

Edijalme Moura

Textos: Aline Herculano e Rayanne Forte

Revisão: Ana Forte

Tiragem: 1.500 Exemplares

Fotógrafos: Gabriel Motta Gerlene Sousa

O conteúdo deste jornal è responsabilidade exclusivo das que constam neste expediente e das pessoas que assinam os texto publicados.

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