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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

DESIGN DE PRODUTO

PROJETO DE MOBILIÁRIO inspirado na biomimética Éderson Rocha Paré

BALNEÁRIO CAMBORIÚ – SC | 2019


PROJETO DE MOBILIÁRIO INSPIRADO NA BIOMIMÉTICA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Graduação em Design da Universidade do Vale do Itajaí, como parte dos requisitos para obtenção do título de Designer. Acadêmico: Éderson Rocha Paré (edersonpare@outlook.com)

Orientadora: Daniela de Aquino (aquino@univali.br)

BALNEÁRIO CAMBORIÚ – SC | 2019.


APRESENTAÇÃO O presente projeto referente ao curso de Bacharelado em Design, apresenta o processo de desenvolvimento de mobiliário, onde foi feito um levantamento bibliográfico sobre os aspectos formais do mobiliário brasileiro, assim como pesquisas sobre o mercado do mobiliário a cerca dos concorrentes. Projetado com o auxílio da Biomimética e Biônica, seguindo a inspiração na natureza e como o público alvo busca uma relação com a mesma. Para o desenvolvimento do projeto, foi escolhida a metodologia de Tim Brown (2010) na qual proporcionou as diretrizes para a pesquisa preliminar a liberdade criativa e intuitiva, para a conclusão do referente produto final.


OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver um mobiliário residencial inspirado na Biomimética

Investigar conceitos do design, como o mobiliário moderno e contemporâneo no Brasil, e sua evolução nos aspectos formais; Levantar dados analíticos que auxiliem na execução projetual, estabelecendo requisitos de projeto; Trabalhar com público alvo ProTaster; Identificar materiais e processos de fabricação com viés artesanal;


Como desenvolver um produto na área do mobiliário que aproxime o público alvo dessa necessidade de estar mais próximo a natureza?

PROBLEMA


O presente trabalho buscou desenvolver um produto de mobiliário residencial que, dentro da tendência de consumo Vida Terrena apontada pela WGSN, identificou-se uma oportunidade de desenvolvimento onde segue uma linha de inspiração sobre o contato com a natureza e como o público alvo em questão se encaixa dentro do projeto, neste contexto um projeto de produto tem como objetivo criar soluções e agregar valores para o seu devido uso, segundo CANCLINI (2003) todos os anos mais produtos são lançados no mercado e com isso novas relações são criadas, trazendo outros significados entre o usuário e o objeto. Dentro desse quadro abre-se um diálogo entre o novo e o antigo, o local e o global, onde o designer é o intermediador desse processo. É importante dizer que o papel da modernização não exige o fim das tradições, e nem a tradição deve estar fora da modernidade. A área escolhida para o desenvolvimento do projeto é fruto do interesse por desenvolver produtos na área de mobiliário, onde o designer trabalha para obter um resultado que dentro de pesquisas e experimentações o objetivo final pode ser atingido.

Justificativa


metodologia São inúmeros os métodos possíveis para um processo de desenvolvimento de produtos, o que difere na escolha do método utilizado são as especificidades do projeto. Para este trabalho tomaremos como base os parâmetros apresentados por Tim Brown em seu livro. Segundo Tim Brown (2010) ele defini o pensamento de design como “uma disciplina que usa a sensibilidade e métodos do designer para combinar as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente viável e que estratégias de negócios podem converter em clientes, valor e oportunidade de mercado.” A escolha da metodologia se torna importante para o processo de desenvolvimento de um produto, segundo Munari (2008) o método para o designer não é nada absoluto nem definitivo. É, portanto, algo que se pode modificar, caso se encontre outros valores objetivos que melhorem o processo. E isto se liga à criatividade do projetista que, ao aplicar o método, pode descobrir algo para melhorá-lo. Portanto, as regras do método estimulam o projetista a descobrir coisas que, eventualmente, poderão ser úteis também aos outros. A metodologia proposta para o então projeto é chamada de Design Thinking. A justificativa para a escolha desta metodologia tem como principal motivo a liberdade para a criação e desenvolvimento de um roteiro com etapas e ferramentas imprescindíveis a um projeto de design, possibilitando o designer a usar suas habilidades e intuição de forma assertiva e criativa.


METODOLOGIA

Design thinking, tim brown 2010

Figura 1: Fluxograma do mĂŠtodo. Fonte: adaptado pelo autor


Mapa conceitual Segundo Buzan (1996), o criador desta técnica, mapas mentais são ferramentas de pensamento que permitem raciocinar tudo o que se passa na mente. É uma forma de organizar os pensamentos e utilizar ao máximo as capacidades mentais. A partir do tema central são ramificados os subtemas que compõem toda a forma de exploração do conhecimento. Neste projeto iniciou-se o mapa mental a partir das palavras “MOBILIÁRIO RESIDENCIAL”. O mapa possui uma grande importância para organizar as informações relevantes e acompanhar processos e conclusões dos objetivos.


MAPA conceitual

Figura 2: Mapa mental. Fonte: elaborado pelo autor


Pesquisa bibliográfica Características formais;

MODERNO

CONTEMPORÂNEO

Joaquim Tenreiro Lina Bo Bardi Sério Rodrigues

Irmãos Campana Paulo Alves Julia Krantz

MIMESE E MISTIÇAGEM

INOVAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO

Período Moderno e Contemporâneo no Brasil; Linha do tempo com 3 Designers de cada período;


Móvel moderno no Brasil O início do século XX, passa a ser identificado pelo uso de madeiras escuras, e uso de madeira vergada, inspiradas na imagem trazida pelos irmãos Thonet, e no uso da palhinha como revestimento (TEIXEIRA, 1996 p. 17-20). No pós-guerra, a paralisação das importações influencia o aumento da produção local e a ampliação do mercado nacional, expandindo suas produções para atender às necessidades da sociedade que estava crescendo e se urbanizando (TEIXEIRA, 1996 p. 21). Com isso, nota-se uma maior preocupação com a produção de móveis com características nacionais, adequando-se as limitações aqui encontradas, bem como às condições climáticas e os materiais disponíveis no país, como a madeira e os tecidos (SANTOS, 2015 p. 31) Teixeira (1996), ressalta a introdução na linha de produção dos os arcos vergados ao vapor e da madeira maciça Imbuia, utilizada em mobiliários com o intuito de tornar-se desmontáveis para serem vendidos em caixas contendo mais exemplares.

Na arquitetura e no mobiliário, outro marco se dá no ano de 1930, com a estimável importância e introdução de George Warchavchik na história nacional, a partir da implantação da casa modernista em São Paulo (SANTOS, 2015). Warchavchik apoiava a ideia do móvel racionalista, ao trazer para suas obras materiais o metal, muito usado na Europa, além de defender a produção industrial (SANTOS, 2015). Na mesma cena, o mobiliário nacional assume a estética de estrutura aparente e o uso de materiais como madeira, metal e couro (TEIXEIRA, 1996 p. 29). Mais à frente, avançando para os anos de 1940 a 1950, amplia a produção de móveis seriados onde, além da madeira maciça nota-se, também a produção a partir placas de compensado (TEIXEIRA. 1996 p.33).


O couro também passa a ser aplicado em assentos e encostos, sendo, algumas vezes, substituído por tecido, devido ao custo material (TEIXEIRA 1996, .33). Nesse contexto, destaca-se com exaltação, um artista que pode ser considerado o precursor do design moderno aliado ao nacionalismo: Joaquim Tenreiro. Todavia, ainda mantendo a fabricação de caráter e qualidade artesanal, Tenreiro utilizava o Jacarandá brasileiro e a palhinha, o que diferenciava a experiência industrial do mobiliário proposto do José Zanine Caldas, que trabalhava com a chapa e recorte de compensado, adotando como produção, a ação mecanizada, que era substituída pela prática manual no estágio de montagem (TEIXEIRA, 1996, p. 28-34). O trabalho de Zanine era dedicado ao melhor aproveitamento da chapa de compensado e modulação, com o menor desperdício e maior racionalização (SANTOS, 2015).

Para Santos, foi a partir desta característica da produção racional que: Obteve-se uma produção que conjugou o espírito moderno do despojamento e da simplicidade ao uso de nossos materiais, assegurando ao móvel então produzido, uma qualidade universal e artisticamente elaborada, o que alterou de maneira significativa o aspecto do mobiliário brasileiro (SANTOS, 2015 pág. 117). Para Djon de Moraes, o desenvolvimento de mobiliários no Brasil é marcado por momentos de “mimese e mestiçagem”, (MORAIS, 2006), uma vez que, a partir do desencadeamento de vários fatores (políticos, econômicos, culturais e educacionais) o design moderno brasileiro encarnou uma série de características formais, advindas tanto de influencias europeias (mimese bauhausiana), quanto da diversidade cultural, tipicamente brasileiros (mestiçagem nacional).


Móvel contemporâneo no Brasil O design contemporâneo no Brasil transita em meio as mudanças sociais, culturais e socioeconômicas, vividas pelo país acompanhando-o em suas multiplicidades, traduzindo diferentes visões e culturas locais (MOURA, 2011, p. 8). Como características intrínsecas do mobiliário, notamos a retomada do regionalismo e das produções artesanais, como um processo de revalorização da produção nacional e a integração com manifestações culturais de valores tradicionais (ROIZENBRUCH, 2014, p. 3), neste contexto, são vistos os diversos seguimentos do design conectandose e trabalhando juntos, como o gráfico, a moda, a comunicação, além das demais áreas do conhecimento que se envolvem na fase de criação e projetual do mobiliário.

Dessa forma, o design sofre uma troca de informações, passando por uma hibridização, dando vida à novas experiências, as quais podem se aproximar da sofisticação tecnológica, como também do artesanato tradicional (ROIZENBRUCH, 2014, p .5-6). Nas palavras de Rego e Cunha: A diversidade expressiva e o perfil de seus criadores são a marca do design brasileiro de móveis contemporâneos, que hoje ganha o mundo com características tão distintas. Entre nomes importantes de agora, há herdeiros do modernismo, artistas ecléticos, marceneiros, arquitetos, entre outros, além da diversidade dos materiais que faz parte desse amplo universo, em processos artesanais e industriais (REGO; CUNHA 2016, p. 81).


Como elementos protagonistas do design contemporâneo, foram pontuados pela autora, a partir do levantamento de dados: 1- Inovação e novas experimentações, 2- combinação de diferentes áreas do conhecimento, 3- inserção de referências culturais e regionalistas, 4- utilização de materiais alternativos e novos usos, 5- relações afetivas, 6- personalização e relação pessoal com o mobiliário, interação, fatores sensoriais 7- sustentabilidade, 8- multifuncionalidade e simplicidade.(THOMEO, 2017, p. 31) Deste modo, o design contemporâneo se encaminha para uma transmissão de linguagens, significados e comportamentos diversos, provocando uma integração entre a sociedade e o produto, abrindo espaço para uma consequente troca de informações dentro de um mesmo país (ROIZENBRUCH, 2014, p.6), sem deixar de acompanhar o modo de vida contemporâneo, que requer maior flexibilidade e simplicidade, obedecendo ao cotidiano acelerado, além do pensamento direcionado ao modo de consumo sustentável (REGO; CUNHA, 2016, p. 81).

Para uma contextualização foram escolhidos 3 designers de cada período que tiveram grande importância na época ou que de alguma forma, os seus produtos colaborassem com o presente projeto, em aspectos de estética e materiais, assim como os formais também. Os designers do movimento moderno escolhidos foram Joaquim Tenreiro (1906 - 1992), Sérgio Rodrigues (1927 – 2014) e Lina Bo Bardi (1914 – 1992), do movimento contemporâneo foram Humberto e Fernando Campana os Irmãos Campana, Paulo Alves e Julia Krantz. Para uma melhor visualização os produtos dos já citados designers foram colocados em uma linha do tempo.


mODERno

Figura 3: Painel Linha do tempo PerĂ­odo Moderno Fonte: elaborado pelo autor


cONTEMPORÂNEo

Figura 4: Painel Linha do tempo Período Contemporâneo Fonte: elaborado pelo autor


Mercado moveleiro no brasil É essencial para um projeto identificar os dados do mercado onde seu produto será introduzido, por isso um apanhado de informações relevantes e atualizadas sobre o mercado moveleiro se fez necessária. Com dados retirados da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). O setor moveleiro nacional tem capacidade de crescer até 20% ao ano em caso de finalização de acordos comerciais do Mercosul com a UE (União Européia) e do Brasil com os Estados Unidos, segundo diretores da Abimóvel. Na abertura do 10º Congresso Nacional Moveleiro e da 2ª MostraMóveis, na Expoara - Centro de Eventos, em Arapongas, os dirigentes afirmaram na terçafeira, 03/03/2019, que o fim das taxas de importação deve garantir alta competitividade aos produtos brasileiros. O Brasil já teve um crescimento de 21% nas exportações para os EUA, na comparação com o primeiro semestre deste ano e de 2018.

"Acredita-se que, assim que o acordo entre Mercosul e UE for finalizado, vai significar uma alta de 20% para a indústria moveleira ao ano, porque é um mercado importante nesse setor e extremamente fechado" citou a diretora-executiva da Abimóvel. O primeiro semestre do setor moveleiro nacional teve uma retração de 4,6%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo Irineu Munhoz, vicepresidente da Abimóvel, disse que, em parte, o resultado se deve a crise argentina. "É um parceiro importante na América do Sul, que vem passando por problemas sérios, o que fez com que as empresas coloquem o pé no freio para exportar para lá", afirmou o representante do setor. Os três estados da região Sul são os maiores exportadores de móveis do Brasil. Santa Catarina (41,3%), Rio Grande do Sul (28,9%) e Paraná (14,8%) corresponderam a 85% dos embarques do País para o exterior entre janeiro e julho de 2019.


Estado do design

Para um prévio conhecimento do mercado é importante procurar por produtos existentes que seguem uma mesma linha de projeto, identificar o segmento de conceito de construção neles esclarece e pode estabelecer parâmetros para o andamento do projeto em desenvolvimento para BAXTER (2011) cada produto concorrente é analisado em relação ao produto existente ou proposto por sua empresa. Para o presente projeto foi feita uma pesquisa de mobiliário cujo a estética trabalhada estivesse alinhada aos conceitos da biomimética. Foi apontado designers nacionais e internacionais que projetaram mobiliário neste segmento de estética.


NACIONAL

Sérgio matos

Figura 6: Cadeira Cobra Coral 2016 Sérgio Matos Fonte: BOOBAM

O designer Sérgio Matos da Paraíba usa os elementos encontrados na sua região para reproduzir em seus projetos, um deles é a poltrona Acaú, é fruto de estudo das formas do coral Chifre de Alce, fazendo referência à sua estética e textura na construção da obra, e, segundo o próprio site do designer, “reúne o conceito artesanal e sustentável em colaboração com as marisqueiras e artesãs de Acaú”.

Figura 5: Poltrona Acaú 2016 Sérgio Matos Fonte: BOOBAM

Outra obra referência de Sérgio Matos é a cadeira Cobra Coral, que imita as formas e visual da espécie de mesmo nome. O revestimento de textura é todo feito com corda naval nas cores da espécie, e as formas dão a impressão de estarem se entrelaçando. É um design que foge do óbvio no contemporâneo brasileiro.


Fetiche design Schuster Híbridos Sonhos coleção de 2013 a linha Tropicália (inspirada no movimento Tropicalismo), da Fetiche Design, que conta com banco, banqueta, mesa de centro com formas geométricas e acabamento de laca e uma mesa com formas orgânicas e veios na madeira que remetem às folhagens.

Figura 7: Poltrona Floresta Imperial 2015 Fonte: BOOBAM

A poltrona Floresta Imperial é resultado do trabalho de Paulo Biacchi e Carolina Armellini, do Fetiche Design, com a diretora de Casa e Jardim, Simone Quintas

Figura 8: Mesa Híbridos Sonhos 2013 Fonte: Schuster Móveis


Atelier de Arte TRITEMPS Essa coleção quer conscientizar sobre a beleza e a fragilidade de uma das florestas tropicais mais ameaçada do mundo, mas também e especialmente uma das reservas de biodiversidade mais importantes para o nosso planeta depois da Amazônia: é a Mata Atlântica. Inspirado pelas belas e frágeis raízes entrelaçadas dos manguezais brasileiros, o Atelier TRITEMPS apresenta aqui, com sua Coleção Mangrove, uma releitura delicada e poética desse frágil biótopo. Como um vestígio arqueológico petrificado e ressurgindo das profundidas, essas peças nos recordam a inexorável passagem do tempo e a necessidade de preservar e valorizar esses tesouros da natureza.

Figura 9: Mesa lateral dupla Mangrove Fonte: Atelier TRITEMPS


internacional

Meyer Von Wielligh

A natureza não é apenas a inspiração, como também a preocupação do estúdio Meyer Von Wielligh, que privilegia práticas sustentáveis e móveis feitos à mão. Os exemplos abaixo mostram que a beleza está na simplicidade das formas.

Figura 11: Luminária e banco de Meyer Von Wielligh Fonte: mimicconsulting.com

Figura 10: Mesa de Meyer Von Wielligh Fonte: mimicconsulting.com

Meyer von Wielligh é uma parceria de design dinâmico que remonta há 15 anos quando os designers Abrie von Weilligh e Norman Meyer se conheceram como estudantes de design de móveis no Furntech (o único centro de excelência de móveis da África do Sul) em George.


Santo & Jean Ya

Santo & Jean Ya é uma colaboração francomexicana de design criativo com sede na cidade de Nova York, especializada em misturar artesanato tradicional altamente qualificado com modernidade. Esta fusão do antigo e do contemporâneo é tipicamente a marca registrada dos futuros clássicos do design. O quadro das cadeiras é fundido em uma única peça sem o uso de solda ou juntas. Esse é um empreendimento incrivelmente difícil e complicado que muito poucos outros no mundo poderiam realizar. VENCEDOR DO CONCURSO A'DESIGN MILÃO, ITÁLIA 2013. Figura 12: Butterfly Silver 2013 Fonte: santojeanya.com


Benchmarking E ANÁLISE PARAMÉTRICA A ferramenta de análise aplicada nesta etapa da pesquisa do estado do design, o benchmarking segundo ZAIRI & LEONARD (1995. p. 42) o sinônimo benchmark, ao qual o autor buscou no dicionário Oxford Reference, que significa “uma marcha feita por agrimensor indicando um ponto em uma linha de nível, um padrão ou um ponto de referência”, para este projeto teve como finalidade selecionar 4 produtos de design, sendo 2 nacionais e 2 internacionais, com sua base de projeção inspirados no método da Biomimética como auxílio na idealização dos mesmos.

Figura 13: Tabela Benchmarking Fonte: elaborado pelo autor


A partir dos produtos selecionados na pesquisa do estado do design, foram tabelados os dados que caracterizam o processo de fabricação e criação dos mesmos, com a intenção de identificar parâmetros na escolha dos concorrentes e, como esses processos colaboram para o desenvolvimento do projeto, caracterizando assim a Análise paramétrica, WAGNER [2001], ou Método de Análise Paramétrica, segue os métodos de produtos nas questões onde o design e a sustentabilidade são ampliados para suprir as demandas por métodos de design modernos. O princípio básico deste método não explica e nem define os parâmetros como estética e parâmetros ditos subjetivos, ela procura respostas para perguntas implícitas na relação objeto e função. As quatro peças escolhidas sendo duas internacionais e duas nacionais tem como base de inspiração a Biomimética, três delas, a Poltrona Acaú, Mesa Mangroove e mesa lateral (Meyer Von Wielligh) são caracterizadas por processos de fabricação artesanal, enquanto a Butterfly Silver de Santo & Jean Ya é construída a partir do processo de fundição.


CONCORRENTES ODA - ELIZANDRO RABELO REGIÃO: Bela Vista – SP Figura 15: Luminária Disco Fonte: odesignerartesao.com.br

FUNDADOR: Elizandro Rabelo “O designer vê com a mente. O artesão enxerga com as mãos.” Estabelecer um diálogo entre o ato de projetar e executar é o que define a essência do meu trabalho. O projeto nem sempre se define na prancheta ou na tela do computador. A matéria-prima, no caso a madeira, tem papel decisivo no desenho final de uma peça. A madeira com suas características próprias e únicas tem muito a ensinar a quem dela faz uso. Cada peça que eu produzo está carregada de afeto e respeito pelo ofício da marcenaria.

Figura 14: Banco Cangaço Fonte: odesignerartesao.com.br


STUDIO GUSTAVO DIAS

REGIÃO: São Paulo – SP Figura 16: Mesa, Gustavo Dias Fonte: woodesign.com.br

Figura 17: Mesa 2, Gustavo Dias Fonte: woodesign.com.br

FUNDADOR: Gustavo Dias Gustavo Dias amante incondicional da natureza e aficionado por uma matéria-prima específica – a madeira - utiliza somente espécies de origem sustentável. O fato de empregar técnicas tradicionais de marcenaria não faz de Gustavo Dias um criador de peças convencionais, com raiz saudosista. Ao contrário, os produtos desenvolvidos em sua marcenaria refletem a busca por um design apurado, consciente, sempre trabalhando essa essência da transformação, do reaproveitamento e explorando a beleza natural da madeira de forma consciente.


mOrito ebine Figura 19: Cabide de Árvore Fonte: moritoebine.com

REGIÃO: Santo Antônio do Pinhal – SP FUNDADOR: Morito Ebine No Atelier Morito Ebine os móveis produzidos são artesanais de design contemporâneo, feitos com a técnica milenar de encaixes, dispensando o uso de pregos ou parafusos. Com a premissa de respeitar acima de tudo a sustentabilidade na produção do mobiliário através do uso adequado da matéria prima que a natureza nos fornece, a acuidade nos projetos e confecção dos móveis em nossa marcenaria se baseia na durabilidade das peças, por meio do uso de técnicas tradicionais aliadas a novas tecnologias, conferindo a cada peça produzida qualidade estética e estrutural, e utilizando o tempo e manuseio das peças como fatores de contínuo embelezamento das mesmas.

Figura 18: Banqueta Palhinha Fonte: moritoebine.com


Composto de Marketing (4p’s) No referido projeto, utilizou-se a ferramenta de Composto de Marketing, também conhecida como 4 P’s, no qual serviu de maneira a analisar e identificar o produto, preço, praça e promoção, dos concorrentes diretos do projeto. As três marcas analisadas são dos designers Morito Ebine, Elizandro Rabelo e Gustavo Dias, aplicou-se os 4 P’s, iniciando-se pelo produto, no qual se estabeleceu que todos os designers trabalham com produtos de mobiliário com estilo contemporâneo, abrangendo principalmente os materiais como a madeira, utilizando técnicas de construção manuais e artesanais em sua maioria. Todos possuem um conceito de respeitar o material que é empregado em seus projetos, assim conservando e ressaltando o material em questão. Os preços dos produtos variam bastante, embora ambos designers usem a mesma técnica de construção e quase sempre mesmos materiais, os preços variam. No caso de Morito Ebine o designer prefere não manter o foco no preço, e sim no seu método de

fabricação, onde usa o método dos encaixes sem precisar de pregos ou parafusos, e possuí peças que chegam a 3.570 reais. No caso de Elizandro Rabelo possuí os preços no site variados entre 90 a 1.630 reais, fora os projetos sob encomenda que o mesmo destaca no site. Gustavo Dias está em processo de lançamento de um novo site, mas alguns de seus produtos podem ser encontrados em lojas de multimarcas de móveis e acessórios. Em questão de praça todos os designers possuem o site próprio e apenas Morito Ebine possuí local físico, onde também oferece cursos de marcenaria, localizado em Santo Antônio do Pinhal, São Paulo. Na promoção os três possuem o site, e também utilizam o Instagram como meio de comunicação. Assim então identificando e justificando a escolha destes concorrentes, que em seu processo de fabricação usam meios manuais e artesanais com o emprego da madeira na maioria de seus projetos. A seguir o quadro de análise das 4 P’s.


Figura 20: Ferramenta 4 Ps do Marketing Fonte: elaborado pelo autor


Tendência de consumo Vida terrena - wgsn “A natureza não precisa de pessoas. As pessoas precisam da natureza”. É o que diz a primeira linha do ‘manifesto humano’, publicado pela organização ambiental Conservation International. “É um sentimento adequado para servir de ponto de partida nessa temática, que aponta para uma necessidade emergente de conexão com a natureza de forma visceral e selvagem”, afirma Letícia Abraham, VP Latam da WGSN. Aqui agrupam-se vários comportamentos, que vão desde a necessidade de autossuficiência, de se conectar à natureza e valorizar o que é natural – desde alimentos, tecidos e também produtos de beleza – até a crescente admiração pela ciência. “Como exemplo da busca por autossuficiência, vemos crescer nos Estados Unidos as aulas modernas de economia doméstica, tratando de habilidades como costura e sobrevivência na selva. Já no Brasil, os cursos de marcenaria estão se multiplicando”, comenta ela.

BUSCA PELA NATUREZA

AUTOSSUFICIÊNCIA

Figura 21: painel visual vida terrena Fonte: compilado de imagens elaborado pelo autor


temática Dentro do âmbito de tendências de decoração se destaca uma, a urban jungle, que consiste em trazer um pedaço da floresta para dentro de casa, de acordo com a rede social de fotos Pinterest, em 2017 houve um crescimento de 75% no interesse pelo segmento de lar e decoração, a urban jungle se faz presente em suma, como um apelo mais decorativo e de conexão com a natureza, principalmente para quem mora em grandes metrópoles como São Paulo. A partir deste contexto, pode-se constatar que a natureza e suas formas tem criado cada vez mais interesse dentro do âmbito de consumo. Uma abordagem que auxilia na construção de produtos com foco e inspiração em formas e sistemas da natureza pode ser levada em conta como um auxílio para a elaboração do atual projeto de produto.

Segundo DETANICO et al. (2010), é possível verificar [...] relações frequentes com a natureza para encontrar soluções de concepção. O Biomimetismo ou a Biônica são abordagens tecnologicamente orientadas para aplicar as lições de design da natureza buscando solucionar os problemas do homem. Os estudos da Biomimética são embasados nas soluções naturais de projeto, decodificando geometrias e funcionamentos, na busca do melhor aproveitamento e do menor gasto de energia. Seguindo essa breve introdução sobre a abordagem da Biomimética e Biônica na projeção de produtos, o ponto que é levado em consideração para a temática do atual projeto é, a inspiração nas formas da natureza, e como atualmente a mesma tem tomado formas de se fazer presente em diversos segmentos de produto.


Urban jungle “Em 2018, o conceito de A Casa Viva é celebrado em CASACOR Goiás, nas vegetações exuberantes, em soluções sustentáveis e no toque dos materiais naturais, que restauram sensações. Os espaços também recuperam prazeres simples, como receber amigos, cozinhar, ler, contemplar. A palavra-chave é desacelerar. Nesta edição, as irresistíveis urban jungles estão por toda parte. A floresta urbana invade e permeia o ambiente [...]. A “urban jungle” é uma tendência no design de interiores e é usada para criar uma atmosfera agradável e calma que remete às cidades do interior.” Revista CASACOR.ABRIL, maio de 2018 Figura 22: Urban Jungle Fonte: Pinterest


Analisando a tendência, uma das espécies de plantas chama a atenção por suas características e volume, a popularmente chamada de “costela-deadão” (Monstera deliciosa) é uma planta da família das aráceas. Possui folhas grandes, cordiformes, penatífidias e perfuradas, com longos pecíolos, flores aromáticas, em espádice comestível, branco-creme, com espata verde, e bagas amarelo-claras. A espécie é nativa do México e é mundialmente cultivada como ornamental pelas belas e peculiares folhas, com segmentos que lembram costelas. Seu fruto é comestível e muito saboroso, daí seu nome científico, monstera deliciosa. O formato das folhas desta planta foi o ponto de destaque para obter o conceito visual que se pretende empregar ao presente projeto.

Figura 23: Monstera Deliciosa Fonte: Pinterest


PAINEL De temรกtica

FOLHAS PERFURADAS

FOLHAS GRANDES

Figura 24: Painel visual da temรกtica Fonte: compilado de imagens do elaborado pelo autor


PÚBLICO ALVO ProTasters Homens e mulheres com idades de 35 a 40 anos (jovens adultos). Nascido e criado em um período de grande reavivamento para a sociedade hedonista, acompanhando os conflitos e traumas dos anos setenta, são sujeitos que tiveram o tempo e a capacidade de metabolizar tudo que é de bom gosto: da moda ao design até as recentes glórias da enogastronomia. Os ProTasters personificando homens e especialmente mulheres que são caracterizadas por uma forte sofisticação sensorial e que mostram suas emoções através das escolhas de consumo diário, usando códigos de comunicação originais.

CUIDADOS REFINADOS

ORIGINALIDADE APRENDIZAGEM EXPERENCIAL

Figura 25: Representação dos ProTasters Fonte: Pinterest


INTUIÇÃO

NOVAS LINGUAGENS

Figura 26: Representação dos ProTasters Fonte: Pinterest

Intuição e percepção são para eles complexos mecanismos psicológicos, mas ao mesmo tempo muito reais. A realidade sensorial torna-se uma porta para um mundo interno que é cada vez mais atraente: eles transformaram o hedonismo dos anos oitenta em uma fonte de descoberta para o seu potencial através de “Pequenas coisas cotidianas”. Os ProTasters estão procurando por um novo equilíbrio e harmonia vital. Os produtos e serviços exigidos, devem oferecer novas linguagens e códigos estéticos. Para eles, cuidado extraordinário e artístico é o toque importante. Eles estão procurando por uma beleza que nunca é superficial, mas sempre uma expressão de harmonia entre o interno e externo. Em particular, o componente feminino do alvo experimenta um fascínio sugestivo e profundo para a original beleza de um objeto e acima de tudo de um lugar.


PAINEL De público alvo CUIDADOS REFINADOS APRENDIZAGEM EXPERENCIAL

SENSORIALIDADE Figura 27: Painel do Público Alvo Fonte: compilado de imagens elaborado pelo autor


Tecnologia e Natureza tornam-se duas importantes dimensões (alternativas ou complementares) na base de suas experiências de vida. Em relação ao comportamento, a importância particular é ligada a rituais. Mantendo a qualidade original, mas adaptandoos ao ambiente moderno, novas oportunidades de consumo e novos produtos e categorias podem ser criadas. • Refinamento e não-invasivo, como novos valores para acessórios essenciais. • A tecnologia mágica enriquece a dimensão doméstica com novas funções. • Sensorialidade e rituais estão evoluindo graças as novas possibilidades oferecidas pelo digital. • Cuidado e leveza estética como a chave e quantitativa representação do cotidiano.

Figura 28: Representação dos ProTasters Fonte: Pinterest


PAINEL De lifestyle DIVIDIR EXPERIÊNCIAS

CURTIR O LAR

NOVAS EXPERIÊNCIAS VISUAIS Figura 29: Painel de Lifestyle Fonte: elaborado pelo autor


persona

A persona é uma ferramenta que serve de auxilio para a definição do público-alvo. A técnica serve de maneira a criar personagens “fictícios”, no qual busca entender as necessidades e características de determinado público, definindo então seus desejos, anseios, necessidades e entre outros.

Marcos Moreira São Paulo – SP / Arquiteto / 37 anos

Vive sozinho em um apartamento no centro da cidade. Seu dia a dia consiste em projetar trabalhos como arquiteto. Mantém seu corpo em forma fazendo exercícios físicos regularmente e uma dieta balanceada. Nos momentos de lazer, opta por ler livros sobre arte, design e história, e também procura visitar exposições de arte, feiras locais de diversos produtos. Gosta também de receber a família e amigos em casa, confraternizar é uma ótima maneira de recarregar a sua energia pelo desgaste da grande metrópole. A casa é um ambiente onde ele dedica grande energia para manter linda e aconchegante, sempre com muito bom gosto e contato com a natureza.


Mapa da empatia

Figura 30: Mapa da Empatia Fonte: elaborado pelo autor


Conceitos do produto HANDMADE Artesanal, feito a mão, manual, fabricado à mão. (LINGUEE, 2019)

FORMAS CURVILÍNEAS Aspecto físico de algo ou alguém; aparência. (DICIO, 2019) Matemática Diz-se de uma figura formada por linhas curvas. (DICIO, 2019)

CONTEMPORÂNEO Que habitou ou teve seu início na mesma época. (DICIO, 2019)


PAINEL De conceito do produto

CONTEMPORÂNEO

FORMAS CURVILÍNEAS

HANDMADE Figura 31: Painel do Conceito do Produto Fonte: compilado de imagens elaborado pelo autor


PAINEL De formas e volumes CURVAS

BAIXA ESPESSURA

Figura 31: Painel De Formas e Volumes Fonte: compilado de imagens elaborado pelo autor


Criatividade


Brainstorming Para gerar alternativas de produtos, foi feito um Brainstorming que é um termo da língua inglesa que significa em português ‘tempestade de ideias’, segundo Baxter o brainstorming é um termo cunhado por Alex Osborn em 1953, […] brainstorming ou sessão de ‘agitação’ de ideias é realizado em grupo, composto de um líder e cerca de cinco membros regulares e outros cinco convidados. Os membros regulares servem para dar ritmo ao processo e outros cinco convidados podem ser especialistas (BAXTER, 2008, p. 67). Essa técnica utiliza uma base quantitativa, “brainstorming baseia-se no princípio: ‘quanto mais ideias, melhor’” (BAXTER,

2008, p. 68). A ferramenta é aplicada em grupo, e conforme o atual projeto foi aplicada com um grupo de alunos com conhecimento do projeto junto com o autor, com o intuito de gerar possibilidades diversificadas na escolha das alternativas. Foi elaborado um painel semântico com os sketches criados com a ferramenta para melhor ilustrar a aplicação da técnica. Partiu-se então de uma simplificação nas formas do objeto de inspiração da temática, a monstera deliciosa, foi feita uma descaracterização da forma mas manteve-se características como os rasgos e perfurações da folha . FIZ EM GRUPO


Processo criativo

Simplificação da forma


PAINEL Do brainstorming

Figura 32: Painel do brainstorming Fonte: elaborado pelo autor


ALTERNATIVAS


• SUPORTE PARA VASO • TAMPO DE VIDRO • ESTRUTURA EM MADEIRA

Figura 33: Alternativa 1 Fonte: elaborado pelo autor

1


• EIXO PRINCIPAL DE SUSTENTAÇÃO • PRATELEIRAS GIRATÓRIAS

• ESTRUTURA EM MADEIRA

2

Figura 34: Alternativa 2 Fonte: elaborado pelo autor


• EIXO PRINCIPAL DE SUSTENTAÇÃO

• TAMPOS GIRATÓRIOS • ESTRUTURA EM MADEIRA • EXPANÇÃO DE AREA

Figura 35: Alternativa 3 Fonte: elaborado pelo autor

3


• EIXO PRINCIPAL DE SUSTENTAÇÃO • ESTRUTURA EM MADEIRA

4

Figura 36: Alternativa 4 Fonte: elaborado pelo autor


• PRATELEIRA HORIZONTAL • PRATELEIRAS GIRATÓRIAS EM DIFERENTES ALTURAS • ESTRUTURA EM MADEIRA

Figura 37: Alternativa 5 Fonte: elaborado pelo autor

5


• ENCAIXE DAS PRATELEIRAS DAS ALTERNATIVAS 2, 3 E 4. • ENCAIXE DOS PÉS DAS ALTERNATIVAS 2, 3, 4 e 5.

Figura 38: Encaixes Fonte: elaborado pelo autor


Seleção do modelo

Ferramenta de votação

Segundo Baxter (2010) a votação é a forma mais simples de selecionar as ideias. Pode se organizar uma tabela com duas colunas. Na primeira coluna colocam-se as descrições das várias alternativas existentes.

Na segunda coluna são colocados os votos. As alternativas são colocadas nas colunas e os critérios de seleção (conceitos) nas linhas da matriz.

ANÁLISE DE VALORES ( 0 – 5 ) – sendo 5 mais importante

Estética

Funcionalidade

Usabilidade

Simbologia

Ergonomia

Total

Alternativa 1

4

3

3

4

4

18

Alternativa 2

4

4

4

4

3

19

Alternativa 3

5

5

5

5

4

24

Alternativa 4

3

3

4

4

4

18

Alternativa 5

5

4

4

5

4

22

Tabela 1: Tabela ferramenta votação. Fonte: elaborado pelo autor


A alternativa escolhida conforme a ferramenta de votação apontada por Baxter (2011), cujo o numero maior apontou para a alternativa de número 3, a mesa de centro ou apoio. A alternativa obteve melhor pontuação por se tratar da alternativa com os aspectos estéticos, funcionais e construtivos bem fechados, ou seja, uma das alternativas mais bem resolvidas em sua forma de construção. Aplicada a ferramenta de seleção, agora pontuar as funções e simbologia da alternativa selecionada.

Batizada de M3F cujos significados são: -M de Mesa. -3 que representa o número de tampos. -F por os tampos serem em formato de folhas.

FUNÇÕES • Apoio de objetos; • Expansão do perímetro de apoio (os 2 tampos menores giram em 360º, com a exceção do maior, que é fixo para não tombamento da peça); • Clareza nos aspectos simbólicos;

M3F


- Análise parâmetros funcionais: o produto serve como mesa de centro ou apoio lateral, possuí sistema de expansão nos tampos que proporciona otimização razoável do espaço, onde se pode usá-la de formas diferentes e com diferentes modos. - Análise dos parâmetros tecnológicos: o uso de materiais naturais como a madeira, possibilita a construção utilizando de meios e ferramentas manuais para a montagem de sua estrutura assim como acabamentos;

- Análise dos parâmetros estético-formais, simbólicos e emocionais: por conta do objeto de temática de inspiração, o produto conta com aspecto contemporâneo em sua forma de construção, sua forma foge de padrões populares de mobiliário, recebendo as características da folha Costela de Adão (monstera deliciosa), a estética remete diretamente a temática. Analisando os princípios das leis da Gestalt no produto. A Gestalt concebe a percepção como a relação entre formas e não como a somatória delas. A base da teoria é o princípio da configuração figura/fundo, estabelecendo que nenhuma forma é vista isoladamente, mas dependente de seu contexto.(CAMARGO, 1995, p. 68)


Unidade: complementando a pregnância os elementos formam uma unidade, no caso uma folhagem.

Unificação: a forma é unificada por conta de seu eixo principal, e movimentos dos tampos que giram.

Pregnância: possuí alta pregnância pois nota-se que se tratam de folhas.

Segregação: os diferentes desenhos das perfurações nos tampos podem ser notados facilmente.

Proximidade: as formas das folhas provocam a sensação de que pertencem a uma mesma forma.

Continuidade: a organização sequencial dos tampos e suas formas.


materiais Visando o melhor desempenho do produto, definiu-se que os materiais mais propícios são: -

Madeira maciça de Jatobá e Freijó; Cavilhas; Cola para madeira; Óleo mineral;

Deste modo, observa-se a partir deste ponto algumas das principais características do material empregado no projeto.

• Madeira maciça Freijó; • Madeira maciça Jatobá; • Uso de diferentes padrões de veios da madeira para um bom contraste entre as peças e encaixes finalizados; • Tons naturais da madeira, acentuados com o acabamento; • Acabamento polido com brilho médio;


jatobá CARACTERÍSTICAS GERAIS

Características sensoriais: cerne e alburno distintos cerne variando do castanho-amarelado ao avermelhado, alburno branco-amarelado; cheiro imperceptíveis; densidade alta; dura ao corte; grã irregular; textura média; superfície pouco lustrosa.

CARACTERÍSTICAS DE PROCESSAMENTO

pela cor, castanhoe gosto regular a

Trabalhabilidade: a Madeira de jatobá é moderadamente fácil de trabalhar, pode ser aplainada, colada, parafusada e pregada sem problemas. Apresenta resistência para tornear e faquear. O acabamento é bom. Aceitapintura, verniz e lustre. (Jankowsky,1990)

DURABILIDADE / TRATAMENTO

PROPRIEDADES FÍSICAS

Durabilidade natural: a espécie Hymenaea courbaril L. é considerada altamente resistente aos térmitas e fungos de podridão branca e parda, mas susceptível aos perfuradores marinhos. (Berni et al.,1979) Em contato com o solo Hymenaea stilbocarpa Hayne apresentou vida média inferior a 9 anos sendo considerada moderadamente durável (Fosco Mucci et al.,1992) , já em ensaios de laboratório apresentou resistência média a alta ao ataque de organismos xilófagos. (IPT,1989a) Em ambiente marinho a Madeira de Hymenaea sp. ensaiada foi intensamente atacada por organismos perfuradores. (Lopez,1982)

Densidade de massa (r): • Aparente a 15% de umidade (rap, 15): 960 kg/m³ • Básica (rbásica): 800 kg/m³

Tratabilidade: o cerne de jatobá, quando submetido à impregnação sob pressão, demonstrou ser impermeável às soluções preservativas. (IPT,1989a)

Contração: • Radial: 3,1 % • Tangencial: 7,2 % • Volumétrica: 10,7 % Usos no Mobiliário: • Alta qualidade: móveis finos Os dados foram Tecnológica(IPT).

retirados

do

Instituto

de

Pesquisa


freijó CARACTERÍSTICAS GERAIS

PROPRIEDADES FÍSICAS

Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne castanho-claro-amarelado, pode apresentar manchas e estrias enegrecidas; superfície lustrosa; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade baixa; grã direita; textura média.

Densidade de massa (r): • Aparente a 15% de umidade (rap, 15): 590 kg/m³ (IPT,1989a) • Básica (rbásica): 480 kg/m³ (Jankowsky,1990)

DURABILIDADE / TRATAMENTO Durabilidade natural: a Madeira de freijó apresenta durabilidade moderada ao ataque de organismos xilófagos (fungos e insetos) (IPT,1989a) , entretanto, para (Berni et al.,1979) apresenta baixa resistência ao ataque de cupins. Estudo realizado pela (SUDAM/IPT,1981) verificou que a durabilidade desta Madeira é inferior a 12 anos de serviço em contato com o solo.

Tratabilidade: Madeira moderadamente difícil a difícil de tratar, apresentando retenções de preservativo oleossolúvel entre 200kg/m3 e 300kg/m3 ou abaixo de 100kg/m3 (IBDF,1981) CARACTERÍSTICAS DE PROCESSAMENTO Trabalhabilidade: a Madeira de freijó é fácil de serrar, aplainar e colar. Proporciona superfície de acabamento lisa (Jankowsky,1990)

Contração: • Radial: 3,2 % • Tangencial: 6,7 % • Volumétrica: 9,1 % Usos no Mobiliário: • Alta qualidade: móveis finos móveis decorativos

Os dados foram retirados do Instituto de Pesquisa Tecnológica(IPT).


Apresentação do produto

Figura 39: Mesa M4F Fonte: elaborado pelo autor


ambientação

Figura 40: Ambientação mesa M4F Fonte: elaborado pelo autor


modelo volumétrico O modelo volumétrico foi confeccionado com papelão, e foram reproduzidos todos os encaixes para elaborar um modelo funcional, que além de realizar as funções de movimento também é em escala 1:1, possibilitando os testes de ergonomia funcional e cognitiva. O teste de manuseio foi realizado com 2 modelos de percentis um mais alto com 1,82cm de altura e o segundo com 1,51cm de altura. Os modelos colocados ao lado do modelo volumétrico com suas primeiras medidas já estabelecidas.

Figura 41: modelo volumétrico Fonte: elaborado pelo autor


Usabilidade do produto De acordo com Iida (2005) usabilidade significa facilidade e comodidade no uso dos produtos, tanto no ambiente doméstico como no profissional. Segundo o mesmo autor, os produtos devem ser “amigáveis”, fáceis de entender, fáceis de usar. A usabilidade não depende apenas do produto, mas também do usuário, da tarefa a ser desenvolvida, dos equipamentos, do ambiente em que o produto é utilizado e dos próprios objetivos pretendidos. Jordan (1998) propõe 10 princípios de usabilidade, que podem ser aplicadas para a área de produto: Consistência: Significa que tarefas similares devem ser possíveis de serem executadas de forma similar. Compatibilidade: Significa projetar um produto de forma que o método de operação do mesmo seja compatível com as expectativas do usuário, baseado em suas experiências com outros tipos de produtos. Consideração dos recursos do usuário: O produto deve ser projetado levando-se em consideração a demanda do produto por recursos do usuário. Feedback: É necessário que o sistema ou o produto dê um retorno ao usuário sobre qualquer operação que tenha sido realizada

Prevenção de erros e recuperação: O produto deve ser projetado de forma que a possibilidade de erros seja minimizada, e quando ocorrerem, que possam ser corrigidos de forma rápida e simples. Controle do usuário: Significa permitir que o usuário possa fazer as adaptações a ele adequadas para a utilização do produto. Clareza visual: As informações exibidas ao usuário devem ser de rápida leitura e fácil entendimento, sem causar confusão. Priorização da funcionalidade e informação: O produto deverá ser projetado de forma que as funcionalidades e informações mais importantes estejam acessíveis. Transferência apropriada de tecnologia: Fazer uso apropriado da tecnologia desenvolvida em outros contextos para aumentar a usabilidade do produto. Evidência: Consiste em projetar produtos que indiquem sua forma de operação, sem que o usuário precise ter um conhecimento prévio do mesmo.


Dos 10 princípios apontados por Jordan (1998) alguns estão mais para produtos com uso de tecnologia eletrônica e digital, então 5 dos aplicados no atual produto são os que melhor conseguem definir um produto físico como um móvel. Os princípios de usabilidade são:

Consistência - por sua usabilidade comum. Controle do usuário - pode adaptar-se parcialmente ao momento de uso, como obter mais ou menos área de disposição para objetos. Clareza visual - no aspecto simbólico. Priorização da funcionalidade e informação - os tampos que giram e podem ser dispostos com o giro de 360°. Evidência - o próprio formato do eixo principal indica movimento.


Adequação antropométrica Percentil mais alto

1m e 82cm

Percentil mais baixo

1m e 51cm

Analisando o as medidas da mesa em comparação ao corpo humano, a altura que o topo da mesa alcança está dentro do padrão desejado para o produto, caracterizando-a como uma mesa de apoio que pode ser usada quando preciso como mesa de centro afim de proporcionar mais área para disposição de objetos.

Figura 42: modelos de percentil Fonte: elaborado pelo autor


ergonomia Para a análise ergonômica do produto, foram feitos os testes de manejo fino e manejo grosso. IIDA (2005) Manejo é a forma de “engate” que ocorre entre o homem e a máquina, pelo qual torna-se possível ao homem, transmitir movimentos de comando à máquina. (Entenda-se por máquina todo e qualquer objeto que possa ser manuseado). O manejo geralmente é feito com membros superiores ou inferiores e tem uma grande influência no desempenho de sistemas homem-máquina.

Manejo grosseiro - no manejo grosseiro, os dedos têm a função de prender, mantendo-se relativamente estáticos, enquanto os movimentos são realizados pelo punho e braços. Em geral este tipo de manejo transmite forças maiores, com velocidade e precisão menores que no manejo fino. Exemplos: trocar a marcha em um automóvel, acionar alavancas, segurar guarda-chuva.

Tipos de manejo: Manejo Fino - o manejo fino é executado com a ponta dos dedos. Os movimentos são transmitidos principalmente pelos dedos enquanto a palma da mão e o punho permanecem relativamente estáticos. Este tipo de manejo caracteriza-se pela grande precisão e velocidade, com pequena força transmitida nos movimentos. Exemplos: acionamento de botões, o ato de escrever.

Figura 43: Exemplos de manejo fino e grosseiro Fonte: www.ergonprojetos.com.br


MANEJO FINO Percentil 1m 82cm

Percentil 1m 51cm

Figura 44: manejo fino Fonte: elaborado pelo autor

Foi executado com facilidade o manuseio fino dos 2 tampos giratórios, tanto no percentil mais alto quanto no mais baixo. Em relação ao percentil mais alto, tem de inclinar para baixo em ângulo maior.


MANEJO grosso Percentil 1m 82cm

Percentil 1m 51cm

Figura 45: manejo grosso Fonte: elaborado pelo autor

Foi executado com facilidade também o manejo grosseiro dos 2 tampos giratórios, tanto no percentil mais alto quanto no mais baixo. Em relação ao percentil mais alto, tem de inclinar para baixo em ângulo maior.


antropometria O estudo antropométrico também se faz necessário em uma avaliação ergonômica. A antropometria, conforme Panero (2002), é a ciência que trata especificamente das medidas do corpo humano, para determinar as diferenças em indivíduos e grupos. Por meio de um estudo antropométrico de uma amostragem de pessoas pode-se coletar dados imprescindíveis na realização de um bom projeto de produto. Fatores como as medidas do corpo humano e seus componentes, limitações de movimentos e mensuração da força são extremamente necessários ao estabelecimento de relação entre o homem e o espaço e/ou objeto e outros requisitos de design.

biomecânica Em uma avaliação ergonômica é importante o conhecimento da biomecânica. A biomecânica trata da avaliação dos movimentos humanos. Consiste no estudo do movimento e no efeito das forças incidentes em um objeto (HAMILL; KNUTZEN, 2008). De acordo com Hatze, apud Susan Hall, Biomecânica é “o estudo da estrutura e da função dos sistemas biológicos utilizando métodos da mecânica”. A Biomecânica externa estuda as forças físicas que agem sobre os corpos enquanto a biomecânica interna estuda a mecânica e os aspectos físicos e biofísicos das articulações, dos ossos e dos tecidos histológicos do corpo.


TIPOS DE ANTROPOMETRIA E SUAS APLICAÇÕES.

Tipos

Medidas referentes

Aplicação

Antropometria Medidas entre pontos anatômicos claramente Estática identificados, do corpo parado.

Projeto de objetos sem partes móveis o com pouca mobilidade (ex.: mobiliário)

Antropometria Medida dos alcances dos movimentos de cada parte Dinâmica do corpo (movimentos articulares), mantendo-se o resto do corpo estático.

Em trabalho que exigem muitos movimentos corporais ou em que deve se manipular partes de máquinas ou de postos de trabalho que se movimentam

Antropometria Medidas relacionadas com a execução de tarefas Quando há conjugação dos movimentos Funcional específicas, realizadas por meio de movimentos corporais, executados simultaneamente. conjuntos de mais de uma articulação, que modifica os alcances em relação a antropometria dinâmica.

Tabela 2: Tabela tipos de antropometria e suas aplicações. Fonte: baseado em Sanders & McCormick (1993), Iida (2005).


adequação biomecânica e antropométrica Quanto a adequação biomecânica o modelo tanto do percentil mais alto quanto o mais baixo precisam fazer o movimento de abaixar para a execução dos movimentos no manuseio da mesa, ela proporciona não muito esforço conforme o teste de manejo. A altura da mesa foi analisada diante dos testes, e a altura do eixo principal será reduzida não por funcionalidade mas sim por conta da estética do produto. Junto ao ajuste de altura, para o sistema rotativo dos tampos serão adicionados discos que servem de fixação dos tampos e, regulam o movimento circular que os mesmos farão. A mesa foi classificada na tabela dos tipos de aplicação da antropometria como Antropometria Funcional, por em seu uso precisar executar mais de um movimento, como abaixar e movimentar os dedos, mãos ou braços.


Processos de fabricação • Serra Tico-Tico, com mesa em ferro, que serve para diminuir a fricção do material (madeira ou plástico) a ser cortado, tornando a operação de movimentação da chapa muito fácil; • Torno de bancada para madeira, o seu funcionamento consiste em um sistema de rotação, onde o elemento é preso em uma placa que pode ter três ou pode ter quatro castanhas – castanhas são os itens utilizados para prender.

• Furadeira com serra copo ou broca forstner; • Plaina manual ou elétrica; • Formão, lima para madeira, etc;

Figura 46: Ferramentas do processo de fabricação Fonte: compilado de imagens elaborado pelo autor


ROTEIRO DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Figura 47: Roteiro de construção Fonte: elaborado pelo autor


Detalhamento técnico Foram elaborados 8 fichas de desenhos técnicos para melhor visualizar a construção do produto em sua totalidade, 1 manual de montagem para nortear o encaixe das peças. Por se tratar de um produto com muitos detalhes, os desenhos técnicos abordam diferentes perspectivas como as vistas do topo ou superior, lateral e inferior.

Figura 48: Desenhos técnicos 1 e 2 Fonte: elaborado pelo autor


Figura 49: Desenhos tĂŠcnicos 3 e 4 Fonte: elaborado pelo autor


Figura 50: Desenhos tĂŠcnicos 5 e 6 Fonte: elaborado pelo autor


Figura 51: Desenhos tĂŠcnicos 7 e 8 Fonte: elaborado pelo autor


Composto mercadolรณgico


marca

94 STUDIO. Em português estúdio que significa estúdio atelier – quitinete (bab.la 2019) 94. Número par.

A marca foi construída a partir da palavra studio que em português significa estúdio ou atelier, o número 94 que representa os dois últimos números do ano de nascimento do autor, e como complemento o ícone de um galho de árvore, representando o material madeira e apego a natureza. A tipografia escolhida representa a sobriedade nas técnicas que o estúdio tem com a construção de suas peças, assim um toque de limpeza e acabamento. O galho de árvore representa o pedaço da natureza que a marca tem como inspiração para as criações, utilizando de materiais naturais com ênfase na madeira. Por final o conjunto criado é uma combinação da imagem simbólica/ícone + texto. Geralmente o símbolo ou ícone + o texto poderão eventualmente funcionar em separado.


Tipografia:

Valores de cores:

Positivo:

94

JOSEFIN

RGB - 94 116 97 HEX/HTML - 5E7461 CMYK - 57 30 53 27

94 Negativo:

RGB - 167 168 169 HEX/HTML - A7A8A9 CMYK - 33 24 20 2

94


A escolha da mídia social Instagram e site da marca foram feitas a partir da análise de concorrentes, onde foi feita a análise das 4 Ps do Marketing. Hoje em dia o Instagram é um dos maiores meios de comunicação de marcas e produtos, onde a marca consegue interação com o consumidor com mais facilidade e proximidade, podendo mostrar como funciona o dia a dia no estúdio por exemplo. Já o site serve como o meio de negócios e compra, onde obtém-se as informações técnicas, preços e prazos. O mundo virtual mostra que a comunicação entre marca e consumidor tem efeitos benéficos para ambos os lados, e proporciona facilidade de compra e venda, assim como a comunicação.


site

Figura 52: Composto marcadolรณgico 1 Fonte: elaborado pelo autor


Figura 53: Composto marcadolรณgico 2 Fonte: elaborado pelo autor


instagram STORIES

Figura 54: Composto marcadolรณgico 3 Fonte: elaborado pelo autor


conclusão O caminho para a elaboração do produto final estimulou o exercício da mente em busca de inovação dentro de um determinado nicho do mercado e para um público já definido. Identificar aspectos para uma boa construção seja em estrutura quanto conceitual de um produto requer pesquisa, análise e também empatia para reconhecer necessidades. Durante o processo de projetar, o objetivo de aproximar o público da natureza, o caminho tomado foi investigar brevemente a história do mobiliário moderno e contemporâneo no Brasil, afim de identificar a estética e materiais, e trazer principalmente características simbólicas em suas formas e materiais naturais que remetem diretamente a natureza, com princípios da Biomimética, além da funcionalidade também abordada e executada dentro do projeto, a identificação dos processos de fabricação artesanais também foram estabelecidos. Ao final, o produto teve como cumprir as expectativas e parâmetros identificados durante o processo de criação, atendendo ao público alvo e possivelmente pode abranger um número maior de consumidores diferentes.


REFERÊNCIAS CANCLINI, N. “Culturas Hibridas - Estratégias para entrar e sair da modernidade”. 2003 THOMEO, Y. “DESIGN DE MOBILIÁRIO BRASILEIRO MODERNO E CONTEMPORÂNEO:UM DIÁLOGO FORMAL”. 2017 BOWN, T. “Design Thinking - Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim Das Velhas Ideias”. Rio de Janeiro. Elsevier. 2010.

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Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em < https://enciclopedia.itaucultural.org.br > acesso 26/08/2019 “A leveza do mobiliário de Lina Bo Bardi nos espaços da CASACOR” Por Ana Carolina Haradaaccess jan 2018. Disponível em < https://casacor.abril.com.br/ambientes/a-leveza-do-mobiliario-de-lina-bo-bardi-nos-espacos-de-casacor/ > acesso em 26/08/2019 Sérgio Rodrigues site. Disponível em < http://sergiorodrigues.com.br/site/ > acesso 26/08/2019 Conheça 12 ícones de Sergio Rodrigues. Disponível em < https://casavogue.globo.com/Design/Gente/noticia/2014/09/conheca-12icones-de-sergio-rodrigues.html > acesso 26/08/2019 Mobília com sabor brasileiro. POR REGINA GALVÃO, março 2019. Disponível em < https://www.sp-arte.com/noticias/mobilia-comsabor-brasileiro/ > acesso em 26/08/2019 ABIMÓVEL DIVULGA OS PRINCIPAIS INDICADORES DO MOBILIÁRIO DE NOVEMBRO E DEZEMBRO 22-01-2019. Disponível em < http://www.abimovel.com/informacoes/noticias/abimovel-divulga-os-principais-indicadores-do-mobiliario-de-novembro-e-dezembro > acesso em 17/08/2019

Setor moveleiro se prepara para acordos comerciais. 04/09/2019. Disponível em < https://www.folhadelondrina.com.br/economia/setor-moveleiro-se-prepara-para-acordos-comerciais-2960938e.html > acesso em 09/09/2019


Madeira Certificada. Montana Química Ltda. Disponível em: < https://www.montana.com.br/Guia-da-Madeira/Floresta/MadeiraCertificada > acesso em 22/10/2019 Informações sobre madeiras. IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) Disponível em < https://www.ipt.br/informacoes_madeiras/14a_madeira_de_jatoba_e_moderadamente_facil_de_trabalhar_pode_ser_aplainada_colada_parafusada_e_pre.htm > acesso em 24/10/2019

Profile for Éderson Paré

Projeto de mobiliário inspirado na Biomimética.  

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Graduação em Design da Universidade do Vale do Itajaí, como parte dos requisitos para...

Projeto de mobiliário inspirado na Biomimética.  

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Graduação em Design da Universidade do Vale do Itajaí, como parte dos requisitos para...

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