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Verdade

Objectividade

Isenção

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 15 Maio 2009 | Ano 1 | N.º 5 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

DOMINGOS

SAUDADES DAS GRANDES VITÓRIAS Páginas 16 e 17

NESTE NÚMERO

Nélson: “Sou um privilegiado” Página 5

Biblioteca: Campeão Nacional Página 26

MENINAS DO OLIVAIS GANHAM TUDO Página 18


Verdade

Objectividade

Isenção

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 15 Maio 2009 | Ano 1 | N.º 5 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

NÉLSON:

Saudades das grandes vitórias

“ESPERANÇA

Páginas 16 e 17

ATÉ AO FIM”

Juventude Vidigalense

Dia de recordes Página 19

O único sénior com “raiz” na formação da União de Leiria pede apoio aos sócios em mais uma final

19.º GP Atletismo

José Gaspar vence na Barreira

Página 21

BIR Campeã Nacional

Página 5 Página 26


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Costa Santos

O peso da responsabilidade “Temos, ao longo deste mês de vida, contactado com colectividades e com atletas que nos abrem os olhos de espanto pela forma determinada como actuamos. São os primeiros a reconhecer as nossas dificuldades e a elogiar a nossa determinação”

EDITORIAL Não podemos esconder o orgulho que sentimos pelo rol valioso das pessoas que, conhecendo o nosso projecto, sentindo o nosso entusiasmo, vendo a nossa fé, não hesitaram em honrar-nos com a sua valiosíssima colaboração. Poucos, muito poucos jornais, praticamente acabados de ver a luz do Sol, se podem orgulhar de ter nas suas fileiras pessoas como Alves Barbosa, Artur Agostinho, Hélio Nascimento, Jorge Coroado e Ribeiro Cristóvão. Figuras que dispensam quaisquer apresentações, gente com um curriculum tão vasto quanto brilhante e que, obviamente, só engrandecem as páginas que levamos às suas mãos! Porém, pouco sensatos seríamos se não sentíssemos desde logo o peso dessa responsabilidade. Quem se abraçou a nós desde a primeira hora, quem acreditou numa linha editorial que não se verga ao peso do futebol antes, coloca todas as modalidades no mesmo patamar e não abdica de privilegiar as colectividades que raramente têm "tempo de antena", não pode, em situação alguma, aceitar que nos desviemos do trilho que traçámos. E isso nunca faremos.

Por mais conscientes que estivéssemos - e estamos - de ter enveredado pelo caminho mais difícil, de ter optado por um volume noticioso muito mais reduzido, logo mais complicado de reunir e, ainda, de termos formado uma equipa redactorial na sua primeira experiência prática, nada nos fará recuar ou…fazer a agulha para caminhos mais fáceis. Temos, ao longo deste mês de vida, contactado com colectividades e com atletas que nos abrem os olhos de espanto pela forma determinada como actuamos. São os primeiros a reconhecer as nossas dificuldades e a elogiar a nossa determinação; mas também temos encontrado alguns espinhos

colocados por pessoas sedentas de protagonismo e que julgam, que é preciso bajular para informar! Aos primeiros, fazemos vénia e agradecemos o encorajamento; aos segundos, diremos que as dificuldades criadas na obtenção da informação não nos tolherá os movimentos. •

CARTAS AO DIRECTOR Ex.mo Senhor Director Parabéns. Nas edições que li do seu jornal, sem duvida que tem melhorado substancialmente a qualidade e apresentação. Compreende-se isso porque os primeiros números são sempre de experiência e à medida que vão saindo é que se repara nos erros. De agradável leitura, relativamente bem arrumado e com muita variedade de modalidades. Assim, sim. Uma coisa tenho estranhado: não vejo reparo nenhum na restante comunicação social de Leiria… Não sei porquê, mas a verdade é que têm ignorado o aparecimento de um novo colega de informação. Coisas que

só quem está por dentro entenderá. Por mim, se a linha de orientação continuar como até aqui, não tenha duvidas que serei um seu leitor assíduo. Mais uma vez parabéns e só tem de ir para a frente… Carlos Abreu, Castanheira de Pêra

Senhor Director: As minhas felicitações pelo seu jornal e pela coragem que teve em colocar este projecto em pé. Porém, há que pensar muito bem nos locais de venda. Não seria uma boa ideia colocar no jornal os postos onde o podemos encontrar, nas várias localidades onde chega? É que tenho procurado nas várias tabacari-

as de Ourém e…dizem-me que ou chega tarde ou…não chega. Será assim ? Vou ficar à espera que pense na minha sugestão e ponha lá os locais onde o poderei comprar. No resto, está a transformar-se num excelente jornal na defesa dos clubes da nossa região. Mas não se esqueçam que aqui por Ourém também há colectividades desportivas que devem merecer a vossa atenção… José Luís Sarmento, Ourém

Senhor Director: Os meus cumprimentos e felicitações. Não posso deixar de o felicitar pelo seu jornal. Entrou bem. E como na vida, para tudo é pre-

ciso ter sorte, o senhor teve-a ao fazer uma primeira página com um jogador desconhecido que, um dia depois de ter saído em capa, marcou quatro golos! Acertou em cheio no alvo… Pois, estou a falar de futebol, mas o seu jornal tem provado que não será esse o seu objectivo. Ainda bem, embora compreenda que não poderá ignorar o trabalho e a carreira de uma equipa de Leiria, ainda por cima quando está a um passo de poder regressar à Liga Sagres. Tenho feito a análise do jornal mas…pode crer que emitirei a minha opinião lá mais para diante. Para já…vou lendo! Amílcar do Carmo, Leiria

Senhor Director Desculpe mas…não gosto da apresentação do seu jornal. Fundamentalmente pela cor vermelho e azul - que nada têm a ver com as cores da nossa região. Acima de tudo não gosto do vermelho… Depois…costumo comprá-lo no Quiosque do Teatro e nem sempre lá está a horas. Porquê ? Uma coisa tem boa : leitura fácil, letras em bom tamanho e reportagens sobre muitas modalidades. Reveja a cor…talvez me vicie nele! Carlos Santos, Leiria


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LIGA SAGRES

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Lá diz o ditado que "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!". Pois… Alguns resultados da última jornada, por perfeitamente "contranatura". Não iremos entrar por caminhos ínvios - não é esse o nosso desejo - mas não esconderemos que bem admirados ficámos com este ou aquele score final… Aliás, Carlos Cardoso, depois da derrota em Alvalade, com alguma ratice pelo meio, sempre foi dizendo que "…é pena que algumas equipas tenham desarmado as tendas". Não sabemos se tem razão ou não, mas… concordamos com a sua outra afirmação de que "os adversários estão a fazer resultados onde natural e normalmente não os faziam!" O fantasma da suspeição vai andando por aí…

Ao correr da Pena Por Costa Santos

Por mais que queiramos esquecer aquele trabalho do pescador Tom Henning Ovrebo, em Stamford Bridge, não conseguimos. Não é que nos interesse muito, nos toque no lado da simpatia por este ou aquele clube, nos faça corar de vergonha por termos compatriotas metidos

D.R.

Fantasma da suspeição vai andando por aí...

Belenenses-Rio Ave - Se a "esperança é a última coisa a morrer", os pupilos de Rui Jorge não terão outra alternativa que não seja vencer este jogo, impedindo assim os vilacondenses de fazer festa em pleno Restelo.

sibilidade matemática dos minhotos poderem ascender ao tal terceiro lugar, mesmo tendo em conta que será uma missão que não dependerá apenas dos seus próprios resultados…

Sp. Braga - Benfica Quem havia de dizer que o Benfica acabaria a defender o terceiro lugar? Ninguém. E, convenhamos, esta deslocação a Braga não é nada fácil, mais a mais quando ainda há a pos-

Trofense - FC Porto - Um empate na Luz trás sempre uma carga motivadora acrescida, mesmo tendo em conta que o adversário têm andado perdido, nas "ruas da amargura". Mas uma coisa é pontuar na Luz e outra, bem diferente, bater o pé ao campeão nacional,

na farsa; não conseguimos esquecer porque…o senhor Platini , mestre e patrão da "super justiceira" UEFA, acaba por avalisar, com esta "amostra de árbitro", a incompetência que lavra no seio da tão rigorosa e mediática Comissão de arbitragem da sua casa! Naturalmente que o supermediático francês já deveria ter vindo a terreiro pedir desculpas ao Chelsea e, claro, a todos os amantes do futebol que não perderam, certamente, o espectáculo, crentes, à priori, que iriam assistir a um jogo recheado de coisas maravilhosas, bem à imagem dos seus protagonistas. Mas não. O "papa-uefeiro", desta vez, meteu a viola no saco e não apontou o indicador ao coro de protestos - em linguagem nada abonatória…

- que se levantou, mal o bonacheirão do norueguês apitou para o fim do seu show! • Palavra que continuamos à espera que alguém tenha coragem para castigar quem, no mais puro vernáculo da língua de Camões, disse que aquele senhor careca e redondinho, "não era um árbitro mas um…ladrão!" E não fora o desejo natural de não pactuarmos com a asneira, não ficaria mal dizer que, por cá, apesar da muita trapalhada que se vê fazer ainda não chegámos tão longe… • A ética - outros até lhe chamam "boa educação"… - é um "código" que deve ser respeitado. Em tudo na vida. E se falarmos em elementos que compõem a mesma classe

acabadinho de fazer a festa do tetra. Será que a "ressaca" da festa ou a "gestão do plantel" poderá trazer alguma luz de esperança aos símbolos da Trofa ? Duvidamos. Porém, como bons vizinhos que são, nada nos admiraria… Nacional - Paços de Ferreira - Jogando na Choupana e tendo os ouvidos em Braga, os insulares não vão pensar noutra possibilidade que não seja vencer. Só assim poderá continuar a pensar no assalto ao terceiro lugar. A oposição dos pacenses já não terá a pressão que teria se ainda tivesse um horizonte negro, o que significa que poderá ser mais objectiva nas suas pretensões… Marítimo - Sporting Este, sim, poderá ser um bom jogo de futebol. Duas equipas com classificações definidas poderão optar - oxalá o façam por colocar em campo a arte dos seus jogadores. Assim seja.. V. Setúbal - Leixões - Se a vitória acontecer para os sadinos, poderá haver festa em Setúbal se… o campeão nacioprofissional, maior é a força para respeitar essas regras. Mas quando há interesses, quando há outras "forças" em jogo, muito boa gente parece esquecer-se e avança para a critica, para a chacota, nada abonatória para quem a profere. Tudo isto para dizer que as palavras de Tulipa, no final do encontro que a sua equipa, o Trofense, disputou na Luz, não só não foram correctas como, e principalmente, sem sentido, inconscientes. Dizia Tulipa que "ainda bem que Urreta foi substituído" porque "…deixámos de ter pela frente um jogador muito forte no um para um e que nos estava a criar dificuldades!" Assim, tal e qual. Queria Tulipa dizer que Quique Flores fez uma substituição errada para a sua(dele, Quique)

nal cumprir a sua missão na Trofa. De qualquer forma, o Setúbal só poderá pensar na vitória se quiser - como quer, naturalmente - livrar-se da descida! Académica - Naval Um derby Distrital e… favoritismo para os homens de Coimbra, mais a mais espicaçados pela vitória em Matosinhos, a segunda conseguida fora do Cidade de Coimbra. A Naval, praticamente já afastada do perigo da descida, mais tranquila, procurará tornar mais complicado o desejo dos estudantes de se manterem no oitavo lugar… Estrela da Amadora Guimarães - Definidas as posições, um jogo para cumprir calendário. Acima de tudo uma homenagem merecida aos estrelistas, pela dignidade que colocaram em campo, apesar das muitas dificuldades porque passaram. Tudo isto apesar de se reconhecer que os vimaranenses deverão fazer tudo para espreitar, ainda, o oitavo lugar, perdido na ronda passada… • C.S. equipa, substituição essa que "favoreceu" a estratégia do Trofense. Ora, Tulipa tem pouco experiência na vida de treinador. Mas tem experiência como jogador. Por isso, deveria saber que em QUALQUER MOMENTO do jogo pode acontecer uma lesão, uma indisposição, uma outra coisa qualquer que obrigue à substituição. E, seguramente, Tulipa não sabe porque Urreta foi substituído. Por isso, numa atitude de desrespeito por um colega de profissão, "armou-se" em campeão e desferiu-lhe a critica desajustada, incorrecta e profissionalmente inaceitável! Há coisas que não se vendem por aí e…a humildade é uma delas. Mas é pena… •


LIGA SAGRES

O clássico maior da Região Centro é em si o maior motivo de interesse numa altura em que quase tudo está decidido

Navalistas procuram fazer a festa da manutenção em Coimbra Ainda não foi desta. É assim que se resume a postura da Naval neste final de época. O grupo encontra-se em clara descompressão desde que entrou no ciclo final de campeonato quando tem disputado os jogos teoricamente mais acessíveis, mas irá garantir, mais cedo ou mais tarde, a manutenção. Contudo, desde a vitória caseira frente ao Leixões – na vigésima quinta ronda – a Naval entrou em rendimento mínimo e apenas conquistou um ponto, na pretérita jornada frente ao Estrela da Amadora, o que complica a perspectiva de bater a sua melhor classificação de sempre, o 11º lugar da temporada passada. Quanto ao objectivo primário o tempo corre a favor da equipa da Figueira da Foz e a dois jogos do fim do campeonato basta conseguir um ponto para confirmar, finalmente, a quarta presença consecutiva no escalão maior do futebol português. Amanhã, pelas 19h45, será disputado no Estádio Cidade

Sérgio Claro / Arquivo - Imagereporter

Com o empate do Trofense na Luz (2-2) e o nulo na Figueira da Foz, a Naval fica a um ponto de confirmar a manutenção, tendo ainda dois jogos por disputar.

Coimbra o grande clássico da Zona Centro. De um lado a equipa visitante, a Naval 1º Maio, que se desloca a Coimbra em busca do ponto que garante nova estadia na Liga Sagres, do outro a anfitriã Académica de Coimbra que tem feito um campeonato tranquilo e que persegue agora mais do que o sétimo lugar, a sua melhor classificação dos últimos 25 anos. Analisando os registos anteriores, podemos esperar um jogo bastante equilibrado pois desde a época

2000/01, quando ambas as equipas ainda se encontravam na Segunda Liga, que não há um resultado oficial com mais do que um golo de diferença. Sendo de registar que, desde que as equipas estão no primeiro escalão, os jogos disputados em Coimbra têm sorrido sempre aos forasteiros pois conseguiram conquistar dois empates e uma vitória nas três deslocações. Ao nível da preparação do encontro, Ulisses Morais, tem trabalhado com todos os ele-

mentos que compõe o grupo, excepto Baradji que continua o tratamento ao traumatismo articular que sofreu no joelho direito. De fora do próximo embate estarão os titularissimos Diego Ângelo e Godeméche, ambos castigados por terem atingido o quinto amarelo. Quanto ao defesa central – que abriu a contagem no jogo da temporada passada – tem o lugar a ser disputado por João Real e Fabrício Lopes, já o médio francês deverá ser rendido pelos recuperados Gilmar ou Dudu. Em Coimbra, o treinador Domingos Paciência também tem quase todas as armas disponíveis. De fora ficará certamente o guarda-redes Rui Nereu, a recuperar de uma cirurgia ao nariz, e muito provavelmente Markus Berger. O defesa central entrou em rota de colisão com o técnico após lhe ter dirigido duras críticas, devido a uma prematura substituição no jogo da 26ª jornada, na deslocação a Paços de Ferreira. •

ACADÉMICA ESTÁ MOTIVADA MAS A NAVAL NUNCA PERDEU EM COIMBRA

O Derby não se joga, ganha-se A Académica nunca venceu, em Coimbra, a Naval, em jogos do principal campeonato português. Nas últimas três temporadas, contabilizaram-se dois empates e uma vitória para os figueirenses (2006/ 2007). Os números, porém, valem o que valem e a Académica, depois da vitória em Matosinhos, já vê o 7.º lugar muito perto, pelo que não pretende tirar o pé do acelerador. A par disso, o facto de se tratar de um derby exige empenho redobrado por parte dos atletas. À semelhança das finais, estas partidas não se jogam, ganham-se. Para este jogo, Domingos Paciência deverá manter a equipa que derrotou o Leixões, inclusive Pedro Roma na baliza, cuja estreia na presente edição da Liga ficou marcada por uma excelente exibição. A par disso, o terceiro guardaredes, Rui Nereu, foi sujeito a uma intervenção cirúrgica ao nariz e terminou mais cedo a época. • P. R. D.R.

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ENTREVISTA

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NÉLSON, o único sénior com raiz na formação:

“Sinto-me um privilegiado” David Agostinho

Neste momento é o único jogador no plantel Sénior da U.Leiria, proveniente das camadas jovens do clube. Sente-se um privilegiado? Sim, sinto-me um privilegiado, porque quando perguntas a um miúdo qual o seu sonho, ele diz que é ser jogador de futebol. Praticamente todos praticam futebol e desses todos querem chegar lá acima, mas são poucos os que o conseguem, e por esse facto, realmente, sinto-me um privilegiado. Tive muitos colegas com grandes capacidades, alguns se calhar até com mais do que eu, mas ou por falta de sorte ou de acompanhamento, não o conseguiram, e é nesse sentido que me sinto um privilegiado, porque faço o que gosto, é a minha profissão. Nesses seus colegas, que diz que podiam ter chegado tão longe como você, o que acha que faltou? Há muitos factores, quando somos miúdos o acompanhamento dos pais é muito importante. Os meus sempre me acompanharam, iam comigo aos treinos, aos jogos, e depois tam-

bém a sorte, no futebol é preciso ter sorte. Apesar de estar ligado ao clube há já vários anos, apenas este ano se conseguiu afirmar, em definitivo, na equipa titular. O que acha que tinha vindo a faltar até aqui? Sinceramente, sempre trabalhei da mesma forma, mas penso que é preciso dar oportunidade aos jovens. Antes, o Leiria na Primeira Divisão tinha sempre jogadores de maior renome. Creio que havia algum receio em apostar num miúdo como eu, por vezes "tapava um buraco", mas depois, mesmo que jogasse bem, saía. Este ano o plantel é mais jovem, são jogadores novos, e têm apostado em mim. O treinador acredita em mim e com isso vou ganhando confiança. Mesmo que erre, no próximo jogo estou lá, pois confiam em mim. No ano da afirmação, logo Sub-Capitão. Qual é a sensação? Sinto-me feliz, porque acima de tudo o Leiria é o meu clube, fiz aqui a formação, sou de Leiria, tenho cá os meus amigos, família, é um grande orgulho. O seu contrato termina no fim da presente temporada. Renovação à vista? Não sei, as pessoas ainda não falaram comigo, mas o fu-

Nuno B

rites / Im

agerep

orter

BILHETE DE IDENTIDADE Nome – Nélson Manuel Marques da Silva Data de Nascimento 15/03/1984 (25 anos) Naturalidade – Leiria Altura – 1,84m Peso – 70kg Trajectória – até 95/95 – Stade Français até 01/02 – Camadas Jovens da U. Leiria 02/03 até 04/05 – U. Leiria 05/06 – Ovarense 06/07 – Estoril desde 07/08 – U. Leiria

tebol é imprevisível, e é claro que como qualquer outro jogador ambiciono sempre mais. Adorava ficar no Leiria, porque é um clube de que gosto, mas se tiver de sair também gosto de experimentar coisas novas. Este ano foram já alguns os juniores que integraram os trabalhos da equipa sénior. Pensa que eles têm valor para mais tarde fazerem parte do plantel? Sim, têm sido vários os juniores que treinam connosco, o Figa, o Cepeda, o Micael, as qualidades estão lá, eles têm tanta capacidade como nós, só falta darlhes a oportunidade. Com a crise que afecta o futebol, penso que o caminho é apostar nos jovens, devem ter tantas oportunidades como aqueles que vêm de fora. Teve um início complicado, até à bem pouco tempo, poucos acreditavam na subida. Porém, esse cenário alterou-se. O que mudou? Com o Mister Paulo Alves, tivemos muitos empates, e no futebol actual um empate é quase uma derrota. Até jogávamos bem, mas faltava sempre qualquer coisa e não conseguíamos ganhar. Não dá para arranjar um culpado, as coisas apenas não saíam. Com o Mister Manuel Fernandes, a verdade é que os resultados começaram a aparecer, e encontrámos o trilho certo, ganhámos uma dinâmica de vitórias. Entramos em campo e sentimos que somos mais fortes e que o golo vai chegar, mas nós sempre acreditámos no nosso valor, mesmo quando as pessoas o questionavam, e neste momento ainda acreditamos! Agora os adeptos parecem começar, ainda que timidamente, a voltar ao es-

Nuno Brites / Imagereporter

Nélson Manuel Marques de Sousa, é filho de antigos emigrantes em França, começou a jogar futebol no Stade Français, uma equipa dos arredores de Paris, chegou à União de Leiria na época de 1995/1996 como infantil fazendo no clube do Lis toda a sua formação. Sendo o único jogador do plantel Sénior proveniente da formação do clube, é dono da lateral direita da equipa, e inclusive, o Sub-Capitão de equipa.

tádio. A vossa missão tornou-se mais fácil? Apelo aqui às gentes de Leiria, para nos irem apoiar no derradeiro jogo em casa, frente ao Feirense e, depois, em Aveiro. Há que acreditar até ao fim! Em Oliveira de Azeméis tiveram o "pássaro" na mão… Sabíamos das dificuldades que íamos encontrar e que só de-

pendíamos de nós. Infelizmente não conseguimos. O campo não ajudou nada, pequeno, muito pesado devido à chuva… Fomos infelizes. Ainda há campeonato… A Fé é a ultima coisa a perder… Claro que sim. Acreditamos sempre. Óbvio que teremos que vencer os nossos jogos e… acreditar que alguém não ganhe os seus… •

Curiosidades • Começou a jogar no Stade Français, uma equipa que curiosamente se destaca pelo rugby, e não pelo futebol; • Quando chegou à U.Leiria, na época de 1995/1996, ainda como infantil, teve como treinador Reinaldo Silvério, actual colaborador do Desportotal. Este confessa que “Nélson era um miúdo calado, era preciso puxar por ele”; • Na sua primeira época no clube foi logo campeão distrital de Leiria na categoria de infantil; • Fez toda a formação como médio, no entanto na transição para Sénior, passou a ser utilizado como defesa – direito; • Elege como ídolo no mundo de futebol, o francês Zidane; • Os seus maiores colegas no mundo do futebol são Ricardo Jorge (actualmente no Gondomar) com quem jogou na Ovarense, e Sougou (actualmente na Académica) que no ano passado ainda fazia parte do plantel Leiriense


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LIGA VITALIS

NEM SEMPRE A ANTECIPAÇÃO É ARMA…

Feirense no caminho da União de Leiria! Sérgio Claro / Arquivo - Imagereporter

Num futebol sem moral, ninguém pode dar passos em falso! Costa Santos Se não esperavam que isto acontecesse, deveriam ter pensado muito bem todos os passos e não agir ao impulso do coração, com um "golpe de mão" mais ou menos censurável e com consequências imprevisíveis! Sem dúvida que a recuperação da União de Leiria, de candidata à ocupação dos lugares de descida até…a candidata à subida de escalão, foi coisa que trouxe alma nova a muitos dos responsáveis leirienses, fê-los acreditar que, mesmo tendo em conta as dificuldades finais, o mais difícil estava conseguido e…não seria na recta final que a equipa deixaria de render o necessário para fazer a festa da subida. Morrer na praia… definitivamente não! Talvez por sentirem essa "certeza", aventuraram-se na jogada de antecipação, pouco ética acrescente-se, em contratar Hélder Godinho e Mamadi ao Feirense, equipa que, na penúltima jornada (este Domingo) se desloca ao Municipal de Leiria. Para além da imagem desafiadora que os dirigentes leirienses deram - contratar dois jogadores nucleares de uma equipa adversária que ainda visitaria Leiria é, no mínimo, um gesto provocatório - em relação aos seus homó-

logos de Santa Maria da Feira, o gesto dos jogadores também não abona em nada ao seu profissionalismo. Face ao calendário - e ao que ainda estaria em jogo outra altura para tomar decisões, seria bem mais aconselhável. Mas não. A estratégia do "Chico-espertismo" funciona assim e, agora, depois da rábula das rescisões de contrato daqueles dois atletas, com o Feirense, a decisão de quem irá acompanhar o Olhanense custa-nos admitir que Jorge Costa não beba o espumante da subida… - na caminhada para a Liga Sagres, está, TODINHA, nas mãos dos homens da Feira! Estamos a querer lançar suspeições contra o profissionalismo destes atletas? Nada. Nem por sombras. Mas ninguém ouse pensar que a "simpatia" dos homens do Norte vá para as gentes da cidade do Lis! Seria inocência a mais. O esforço de Manuel Fernandes e de todo o seu plantel, merecia mais respeito! O Clube e a cidade, mereciam mais, muito mais Mereciam estar no escalão máximo do nosso futebol, mas sem truques de manga rota, sem malabarismos de campeões que… terminam sempre em envergonhados "passaritos", a blasfemar contra tudo e contra todos. O destino é assim. E quem o desafia, pode ser tudo Mas não é… inteligente! •


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FUTEBOL

Fátima joga “playoff” da subida contra o Carregado

Num jogo onde foi mais eficaz e marcou cedo, aos 10 minutos, por Pedro Manuel e chegou ao 2-0 no inicio da segunda parte, através de um remate colocado de Fábio, depois do golo do Gândara, remeteu-se à defesa do resultado, que lhe interessava imenso, pois nesse momento o Pombal conseguia um empate frente ao líder. No final da partida, o Marinhense tornou-se num duplo vencedor, pois não só aumentou a distância para seis pontos sobre o Sporting de Pombal, como beneficiou do empate com o Sertanense para se aproximar mais da liderança. Quando faltam quatro jogos para o final do campeonato, e com esta diferença, o Marinhense aproxima-se a passos largos da subida. Falta saber se no jogo da próxima semana, frente ao Vigor da Mocidade, nos arredores de Coimbra, darão o passo decisivo rumo à subida… Declarações dos Treinadores: José Petana (Marinhense) “Foi um bom jogo, contra uma equipa difícil forte e organizada, joga para o jogo. Fomos mais eficazes nos golos, pois aproveitamos as situações que nos apareceram, que não foram muitas. Esta diferença agora com o Sporting de Pombal deixou-nos virtualmente a quatro pontos da subida, mas ainda temos muitos obstáculos pela frente, e o primeiro deles vai ser com o Vigor, fora, e sabemos que não vai ser um jogo fácil.” Nuno Raquete (Gândara) “O Marinhense foi hoje mais eficaz. O empate seria mais justo, pois tivemos sempre mais posse de bola e mais situações atacantes, mas o Marinhense foi mais feliz na hora do remate. Depois deste jogo, e verificando o resultado do Pombal, considero que este é um campeonato decidido, o Marinhense e o Sertantense tem praticamente a subida de divisão garantida. Quanto a nós, vamos tentar terminar o campeonato com dignidade.” • Paulo Alexandre Teixeira

Nuno Brites / Imagereporter

Marinhense vê subida cada vez mais perto

Com a passagem para os "playoffs" assegurada há mais de duas semanas, e após ter encerrado com chave de ouro a Série C da fase de subida, com uma goleada convincente em Santa Catarina da Serra, frente ao União local, por 5-0, o Grupo Desportivo de Fátima vai agora jogar, a partir deste Domingo, os dois jogos do "playoff" de subida com o Carregado, que irão decidir toda uma época. Sérgio Claro / Arquivo - Imagereporter

III DIVISÃO, SÉRIE D

À partida para o primeiro jogo da segunda volta do campeonato nacional da II Divisão, fase de subida, o Marinhense precisava de voltar a ganhar perante o seu público, depois da derrota na semana passada frente ao Sp. Pombal, e que tinha dado alguma esperança de luta ao conjunto verde e branco. Para isso recebia o Gândara, clube da freguesia do Bom Sucesso, na Figueira da Foz, treinado por Nuno Raquete, ao mesmo tempo que o Sp. Pombal deslocava-se à casa do Sertanense, o actual líder da sua série e o natural candidato à subida à II Divisão B.

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P.A.T No lado do Fátima, o Desportotal falou com o goleador brasileiro Ismael Gaúcho, que chegou ao clube em Dezembro vindo do clube islandês Throttur, e que em apenas seis jogos marcou sete golos, dois dos quais neste último jogo contra o União da Serra, sobre as expectativas que espera neste primeiro encontro contra o Carregado: "Vai ser um jogo difícil, porque não é por acaso que o Carregado chegou até aqui. Tem bons jogadores e uma boa equipa. Eles vão dificultar-nos a vida ao máximo, mas acreditamos fortemente na vitória, pois o grupo é muito unido e o resultado do passado fim-de-semana, contra o União da Serra, foi uma forma de mostrar ao nosso adversário que estamos bastante fortes", declarou.

Quanto ao facto de ter chegado ao meio da época, vindo de um campeonato desconhecido para muita gente, e ainda ter tempo para ser uma mais-valia para o clube, revelou o segredo do seu sucesso no plantel: "Foi uma adaptação difícil, pois cheguei em

Dezembro, vindo da Islândia, e comecei a jogar na equipa somente em Fevereiro. Mas quer o treinador, quer os jogadores me trataram como se fosse da família, e a adaptação tornou-se mais fácil. Estou integrado num excelente grupo", concluiu.

No jogo da primeira mão do "playoff" de subida, o Fátima irá deslocar-se ao Carregado, para jogar com o clube local, para uma semana mais tarde recebê-los no Estádio Municipal de Fátima. O vencedor destas duas mãos irá jogar na Liga Vitalis na época de 2009/10. •


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ENTREVISTA

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Miguel Marques (capitão da União de Coimbra):

“Queremos ganhar a Taça” Após a superação das crises de resultados e dos problemas financeiros, a equipa da Divisão de Honra do União de Coimbra mostrase cada vez mais apta a conquistar mais uma vitória. O conimbricense Miguel da Costa Marques sempre foi apaixonado pelo futebol, fez todo o percurso jovem na Académica e aos 17 anos profissionalizou-se. Em 2008 foi contratado pela União de Coimbra e hoje é destaque equipa que além de estar garantida como campeã Distrital encontra-se a um passo da Taça AFC. Como foi a negociação para jogar no União de Coimbra? Após anos na equipa sénior do Académica, decidi ficar um período entre 2007 e 2008 sem jogar, optei em dar um tempo pra mim e recuperar minha motivação pelo futebol. Foi então que recebi um convite do treinador Pedro Ilharco para jogar pelo União de Coimbra, ele mostrou-me os objetivos, percebi que eram interessantes e hoje vejo cada um deles serem cumpridos. Como é a relação com o treinador Pedro Ilharco? Na realidade eu já conhecia o treinador há

alguns anos, quando eu fui emprestado pelo Académica para jogar na equipa da 2ª Divisão B Nacional do União de Coimbra. Fiquei cá, com o Pedro Ilharco era treinador adjunto, então eu já sabia o modo como ele trabalhava dentro de campo. Ser capitão de um equipa é muita responsabilidade? No início achei um pouco, principalmente porque recebi esta função logo no primeiro treino após o contracto, mas vejo que sou apenas o elo de ligação dos jogadores com a equipa técnica. Mesmo eu sendo o terceiro mais velho, com 26

anos, numa equipa com média de 21, 22 anos, percebo que todos possuem grandes responsabilidades e motivam-se a si próprios. E como está a preparação para a disputa da Taça AFC? O que não podemos esquecer é que antes da Taça AFC ainda temos

“Sou apenas o elo de ligação dos jogadores com a equipa técnica” mais um jogo do Campeonato Distrital no dia 17

de Maio, contra Mirandense. Mesmo com o título de campões, garantido por termos perdido apenas um jogo contra o Nogueirense por (1-0) na casa do adversário, as duas equipas merecem todo o nosso esforço e dedicação. O nosso objectivo inicial era terminar o Campeonato Distrital sem derrota, mas percebemos que ninguém é imbatível. Quanto a Taça AFC, também estamos preparar-nos para a disputa contra o Marialvas. Queremos ganhar a Taça, o local do jogo ainda não foi definido, pois precisa ser um campo neutro, mas será realizado no dia 24 de Maio, e claro, contamos com o incentivo de todos.

Como é o incentivo da claque? Quando um clube passa por uma crise a claque acaba por passar também. No caso do União de Coimbra foi perceptível a ausência de pessoas nos jogos, mas este ano, com a recuperação do Clube, tanto na questão financeira quanto nos resultados obtidos nos campeonatos, o número de pessoas nos estádios e os novos associados têm nos ajudado a fazer boas pontuações nos jogos. Muitos jogadores, após certa idade, optam por continuar no futebol, como treinadores ou diretores.

Quais são os planos almejados? Meu futuro está nas mãos de Deus, não posso decidi-lo agora, mas penso que há uma grande possibilidade de não permanecer no futebol e sei que não estou direcionado para ser treinador. Tentei tirar o curso na Faculdade de Educação Física e Ciência do Desporto, porém pretendo ampliar meus conhecimentos em novas áreas. Atualmente estou na Universidade de Coimbra o curso de Turismo, Lazer e Património, penso que mais tarde posso planejar algo diferente neste sentido. • Roberta Correa


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DISTRITAIS

1.ª DIVISÃO DISTRITAL/SÉRIE SUL

GRAP e Outeirense lutam pela subida No próximo Domingo há jogo grande na 1.ª Divisão Distrital/Série Sul. Já com o Valcovense há muito promovido, o 2º classificado, o GRAP, desloca-se ao terreno do Outeirense (3º) num jogo que promete muita emoção na luta pelo lugar de acesso à Divisão de Honra distrital. Bruno Fernandes No jogo mais esperado da jornada passada, o GRAP venceu o Boavista por 4-3 e mostrou que está em forma e que pretende vencer todos os jogos até final. Por sua vez, o Outeirense venceu na deslocação ao último classificado, o Moitense. Separados apenas por um ponto, ambas as equipas vão entrar no campo de Outeiro da Fonte com a mentalidade na subida de divisão. Em caso de vitória de uma ou de outra equipa, o caminho fica livre rumo à subida, uma vez que apenas

haverá uma jornada por disputar.

"Estamos confiantes e vamos lá para ganhar" Em declarações ao DESPORTOTAL, Carlos Ribeiro, treinador do GRAP mostrou-se confiante na conquista da vitória e na festa da subida. " É um jogo que decide uma época, sabemos que não vai ser fácil mas estamos confiantes naquilo que temos de fazer e vamos lá para ganhar, embora o empate tam-

bém seja positivo para nós. Em caso de vitória ou empate ficaremos com vantagem sobre o Outeirense e no último jogo recebemos o Moitense, não pensamos noutro cenário senão a vitória", acrescentou. Em caso de vitória o técnico da formação dos Pousos garante que a subida de divisão é a conquista de um objectivo lançado pelo próprio grupo. "Decidimos, entre nós grupo, o objectivo da subida, estamos a um passo de o garantir e tenho a certeza que os meus jogadores vão dar tudo em campo para conseguir já a manutenção. Se

não conseguirmos, sairemos de cabeça erguida na mesma".

“Vamos dar o máximo para ganhar o jogo” Rui Botas, técnico da formação do Outeirense tem a noção da dificuldade do encontro e assume que, para vencer o jogo e sonhar com a subida, os seus pupilos têm da dar aquilo que têm e o que não têm. "Vamos fazer tudo para vencer o jogo. Não podemos estar com outro pensamento. Se quisermos acalen-

tar o sonho da subida à honra temos forçosamente de vencer o jogo e é isso que vamos fazer". O técnico da equipa de Outeiro da Fonte não revela a estratégia que vai utilizar mas afirma que os jogadores sabem aquilo que têm de fazer. "Eu e os meus jogadores já nos conhecemos há bastante tempo pelo que eles sabem perfeitamente o que têm de fazer para vencer o jogo. Estamos bastante motivados e só pensamos em ganhar. Aquilo que os adeptos podem ter a certeza é que vamos dar o máximo em campo", garantiu. •

DIVISÃO DE HONRA

Portomosense e Alqueidão da Serra preparam “derby” escaldante P.A.T

Para Rui Bandeira, o treinador do Portomosense, apesar de não querer menosprezar o valor do adversário, pois deseja rectificar a derrota por 3-1 no jogo da primeira volta, em Porto de Mós, está neste momento mais preocupado com o jogo das meias-finais, contra o Guiense, no próximo dia 30, do que este “derby” com o seu vizinho. “Vai ser um jogo complicado, como são todos os “derbies”. Espero rectificar o resultado da primeira volta, mas a nossa preocupação neste mo-

mento é vencer a Taça da AF Leiria. Portanto, este jogo faz mais sentido ao nosso adversário do que a nós”, afirmou. Sem lesionados e castigados no plantel, Rui Bandeira poderá dar ao luxo de gerir a equipa para as restantes partidas do campeonato: “Posso jogar sem algumas pedras fundamentais da equipa, devido ao jogo do dia 30, com o Guiense, para a Taça. Mas isso não quer dizer que estou a menosprezar o adversário. Simplesmente é uma questão de gestão de plantel, pois tenho 23 jogadores e posso decidir dar mais minutos aos menos utilizados”, concluiu.

Sérgio Claro / Imagereporter

Apesar do Portomosense já ter assegurado a subida aos Nacionais, a equipa ainda tem mais dois jogos na Divisão de Honra da Associação de futebol de Leiria para cumprir calendário, e um deles é um escaldante “derby” local contra o Alqueidão da Serra, em casa do seu adversário. Pimenta não acredita em facilidades O “derby” entre o Portomosense e o Alqueidão da Serra já mexe, pelo menos do lado do actual terceiro classificado da Divisão de Honra da AF Leiria. Com a equipa também na máxima força, o médio-centro Pimenta, actual goleador da Divisão de Honra, com 19 golos, acredita que neste “derby” em particular, o Portomosense não irá facilitar as coisas, apesar de saber que isto só serve para cumprir calendário: “Este jogo tem um significado muito

grande para as gentes do Alqueidão da Serra. Espero um jogo bastante bem disputado, pois estas duas equipas vão querer vencer, e desejo obviamente que sejamos nós.” afirmou. Quanto à hipótese de a equipa de Porto do Mós não jogar com todos os titulares nesta partida em especial, Pimenta não acredita nessa hipótese. “Um derby será sempre um derby. Eles não irão facilitar as coisas, e ainda por cima perderam connosco no jogo da primeira volta, em Porto de Mós, portanto há contas a ajustar”, concluiu. •


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FUTEBOL JOVEM

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DIVISÃO DE HONRA DE JUNIORES E JUVENIS DA AF LEIRIA

SL Marinha pode ser duplo-campeão D.R.

Este Sábado, às 15h30, o Sport Lisboa e Marinha vai estar em duas frentes, à procura dos títulos distritais de juniores e juvenis e o regresso aos campeonatos. Orlando Jóia

Depois de dominarem ao longo da época os campeonatos da Divisão de Honra, e mercê de maus resultados nas rectas finais dos campeonatos, estas duas equipas do SL Marinha chegam à última jornada à frente das provas, mas ainda por confirmar os títulos. Em comum, têm ainda dois treinadores carismáticos. Os juniores, orientados pelo presidente do clube, Hélder Serra. Os juvenis, dirigidos pelo coorde-

A “receita” de Vitor Duarte:

“Ambição, determinação e humildade” Os juvenis precisam de vencer na visita ao Portomosense. A equipa da Ordem tem um ponto de vantagem sobre o Beneditense e qualquer resultado que não seja o triunfo da formação da Benedita sobre a U. Leiria B, também dará o título distrital ao SL Marinha, mesmo que perca em Porto de Mós. Aí a equipa foi derrotada na recepção ao Vieirense e, tudo começou a correr mal. A juntar à eliminação da prova, desse jogo saíram 4 jogadores expulsos e com castigos pesados e um com uma lesão grave, que o afastou o resto da época. Vítor Duarte entende que “as lesões e castigos de jogadores importantes justificam uma ponta final de campeonato onde perdeu uma larga vantagem”.

No passado sábado, frente ao Vieirense, o técnico marinhense já teve “o regresso de peças-chave e o estado de espírito ganhador”, acabando por vencer com facilidade (4-0). Para a partida no Portomosense, Vítor Duarte diz que “é possível ganharmos o jogo”. O técnico diz ainda que “somos a única equipa que depende só de si, porque trabalhou muito para conseguir esse privilégio”. “Vamos respeitar todo este trabalho de uma época e entrar em campo, sem fazer do futebol uma tragédia grega, mas para nos divertirmos e é com essa simplicidade que poderemos chegar à vitória e subir de divisão”, conclui. • O. J

nador técnico do futebol, Vítor Duarte. Os juniores vão jogar em casa, frente ao último, Bombarralense e os juvenis em Porto de Mós, também frente a uma equipa já despromovida. Ambos procuram salvar uma época para o carismático clube da Ordem, a qual já foi manchada pela não subida dos seniores e pela descida à I Divisão distrital dos iniciados. Para o presidente Hélder Serra, estes títulos, se vierem a ser obtidos, “serão iguais aos alcançados quando entrei para

o elenco directivo e conseguimos os primeiros títulos, na altura era o Carlos Carlos o treinador”. Hélder Serra aproveita para deixar uma palavra de grande apreço pelo trabalho desenvolvido por Vítor Duarte, pois considera que “a par do relvado, a sua vinda foi das coisas mais benéficas e importantes que aconteceram no clube nos últimos anos. A equipa de juvenis precisava de ser muito bem acompanhada e o Vítor Duarte foi a pessoa certa no momento certo”. •

Juniores muito desfalcados Os juniores vão receber o último classificado, Bombarralense, partindo para a derradeira ronda com a certeza de que um empate basta para a equipa se sagrar campeã distrital, pois tem mais dois pontos que o Marrazes, mas vantagem no confronto directo e mais três que Gaeirense e Alcobaça. A equipa da Ordem está muito desfalcada, uma vez que o seu treinador dispõe de apenas 13 elementos. Para de alguns atletas lesionados, a derrota da semana passada, em Vieira de Leiria, deixou mossa no plantel, com 4 jogadores expulsos, assim como o delegado e o próprio treinador, Hélder Serra,

que não poderá estar no banco neste jogo final. O técnico da equipa da Ordem, queixa-se da equipa de arbitragem que dirigiu o jogo em Vieira de Leiria, assim como “mais dois ou três jogos em que fomos prejudicados pelas arbitragens”, refere. No entanto, deixa claro que o facilitismo com que a equipa encara os jogos com equipas do fundo da tabela, em que “demos 45 minutos de avanço. Sei que o valor da nossa equipa é superior e temos todas as condições para vencer”, assume. • Orlando Joia

1ª DISTRITAL - ZONA NORTE ANSIÃO 2 AVELARENSE 1 Num derby nem sempre jogado, mas com emoção até ao apito final, o Ansião levou a melhor sobre o Avelarense e desta forma, está a apenas um ponto da subida de divisão. A vitória da turma de Ricardo Silva aceita-se, embora o empate também caísse bem aos visitantes, pela atitude revelada pelo Avelarense, ao longo de todo o encontro.

Ricardo Silva Técnico do Ansião “ Foi uma vitória justa, frente a um adversário que valorizou e muito a nossa vitória. Ainda não conseguimos nada, embora estejamos a um ponto de garantirmos a subida de divisão. O Ansião tem rubricado uma grande temporada e esperamos que no próximo domingo, festejemos a subida. A terminar queria dar os parabéns ao Avelarense, pela boa equipa que possui e pela aposta na formação”

Nuno Oliveira Técnico do Avelarense “ Foi um jogo em que pelo que a minha equipa fez ao longo de todo o jogo merecia a igualdade. O Ansião é a melhor equipa deste campeonato e para além disso tem uma equipa muito experiente. O árbitro não ficou um penaltie claro a nosso favor na primeira parte, embora com isto, não pretenda tirar o mérito á vitória do Ansião.” •

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Ansião a um ponto do regresso à Honra


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Alves Barbosa

O cicerone dos meus rivais Não sei se as minhas histórias (com "H" ou com um "e", como o leitor quiser…) terão algum interesse para quem se dá ao trabalho de desfolhar este jornal. Mas o convite feito pelo chefe de redacção - desculpa lá a confidência, pessoa que conheço há mais de três décadas… -, exactamente com o pedido para ser um "contador de histórias", não me deixa outra alternativa senão… contar as muitas histórias que a minha carreira - felizmente longa e com páginas que ainda hoje me dão muitas

Começa a ser hábito, todos os anos, mais ou menos por esta altura, elogiar-se o FC Porto e o seu presidente, mais a equipa de futebol e o treinador, enfim, todos os principais protagonistas de um novo título. Esta semana, não obstante a hipótese bastante provável de me repetir - e de repetir outros comentadores e analistas tenho, obrigatoriamente, de voltar a fazê-lo. Porque o FC Porto conquistou o 24.º título do seu historial, porque o FC Porto registou o seu segundo tetra no futebol português, porque o FC Porto continua a ganhar e a ser, na circunstância, o melhor. Parabéns pois ao campeão! Dos segredos do êxito também amiúde se fala. E

alegrias - me prendou, umas para deitar um sorriso largo e, outras, como reverso da medalha, para sorrir bem menos! Mas seja como for, muito má teria sido a minha vida se, agora, com o BI a pesar - que não, felizmente, o corpo não tivesse "estórias" para encher páginas e páginas, umas com algum picante à mistura e outras, com ingredientes para dar sonoras gargalhadas. E começo por Paris… Tenho no meu curriculum, registado a letras de ouro, o facto de ter sido o primeiro ciclista português a correr em França. Por isso, todos os anos, lá estava na cidade da Luz, para umas corridas e, simultaneamente, para apurar a forma tendo em vista a época. E num desses anos, a dada altura, recebo um telefonema na Bélgica - estava a disputar uma prova naquele país - do Vicente Paulo Martins, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, a pedir-me para ajudar dois compatriotas que iriam chegar a Paris dentro de dias e, naturalmente, não sabiam como se orientar, quer no trabalho que iriam desenvolver, quer na forma de se expressar, dado não terem o mínimo conhecimento do idioma francês. E quem eram esses corredores? Nem mais, nem menos, que o Artur Coelho e o Ribeiro da Silva,

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OPINIÃO

Hélio Nascimento

O ciclo da vitória também neste ponto não há novidades: muita organização, muito trabalho, as pessoas certas nos lugares certos, jogadores estrategica-

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os maiores rivais que tinha em Portugal. Não deixa de ser curiosa esta "estória": sendo eu, na altura, o corredor que tinha as portas abertas em França, fui solicitado pelo presidente da minha Federação para "abrir caminho" aos meus adversários mais directos sempre que competia em Portugal. Claro que acedi ao que me foi solicitado e, quando cheguei a Paris lá estavam eles no Hotel que tinha indicado, à minha espera. Feitas as apresentações, trabalhávamos todos os dias, naturalmente. Como disse já, tanto o Ribeiro da Silva como o Artur Coelho não sabiam uma palavra de Francês e, por isso, também tinha de servir de tradutor entre eles e todos os outros. O restaurante onde íamos comer era frequentado pelas figuras do ciclismo da época. Desde o Darrigade ao Anquetil, quase todos lá iam. Bem como os directores desportivos das equipas, naturalmente. Convivia-se e ganhavam-se novos conhecimentos. Depois de participarem em, clássicas - como o Paris-Ruan - O Ribeiro da Siva - que não abria a boca para nada - e o Artur Coelho - vivaço, atirado para a frente… - foram participar no Paris-Roubaix., integrados na equipa Rochet, aquela onde eu estava. Logo no acordo, houve mosquitos por cordas. O Artur Coelho

queria tudo e mais alguma coisa e não foi fácil chegar a acordo. Aquilo funcionava de três maneiras: o era dado material desportivo, ou se optava por receber o prémio de partida ou, em condições muto excepcionais, recebiamse as duas coisas. Confesso que fiz a tradução da negociação mas não me recordo como ficou. Sei, sim, que participaram na prova e não a concluíram. Um ou dois dias depois, no restaurante, eu e o Ribeiro da Silva esperávamos pelo Artur Coelho para almoçar. Estávamos, na altura, com o Darrigade e o Anquetil. Esperámos um bom bocado até que aparece o Artur, eufórico, a rir a bandeiras despregadas. E conta a história do atraso: tinha enganado uma francesa, com quem tinha tido um affaire, dando-lhe uma nota de vinte escudos mas dizendolhe - sabe-se lá como e com que gestos… - que era uma nota de vinte dólares. Mas ria, ria, ria. Perante este cenário, o Darrigade, curioso, perguntou-me o que se tinha passado. E eu contei-lhe: "o gajo enganou uma francesa dando-lhe uma nota portuguesa mas dizendolhe que eram vinte dólares". O Darrigade ouviu, perguntou em que sitio tinha sido o encontro e, desatando também a rir disparou: "ele é que foi enganado!" Vá lá saber-se porquê… •

mente escolhidos e por aí fora. No topo da pirâmide, Jorge Nuno Pinto da Costa, o símbolo-mor de um dragão que colecciona taças e títulos com uma facilidade impressionante, arriscando-se, até, a superar tudo e todos neste pormenor. Vem a propósito referir que não há outro clube (salvo erro entre os trinta primeiros do ranking mundial, ou seja, falando de clubes e campeonatos com um mínimo de prestígio) que tenha mais títulos conquistados que o FC Porto neste novo século.

treinador que começou no Rio Maior e que foi campeão pelo Benfica como adjunto de Toni merece uma saudação deveras especial. Depois, um naipe de jogadores algo diferenciados, desde Lucho, Bruno Alves, Helton, Rodríguez, Lisandro e Meireles, por exemplo, até às novidades que mesmo chegando esta época ao Dragão davam a ideia que já lá andavam há muitos anos: Rolando, Fernando, Hulk e até Sissoko.

Jesualdo fez igualmente história. Três vezes campeão em outros tantos anos é obra! Discreto quanto baste mas eterno defensor dos seus jogadores e do seu clube, o

É fácil ganhar com as cores do FC Porto porque estão lá os melhores. Os que jogam e os que mandam. Depois, como todos sabemos, quando se ganha, a espiral do sucesso consolida-se. É o ciclo da vitória. •

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Deixa jogar

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Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

União de Leiria A União Desportiva de Leiria, como Associação, nasceu a 6 de Junho de 1966, depois de várias tentativas, de outras associações, vingarem, principalmente, na modalidade de futebol. A União lá foi caminhando até que alcançou a primeira divisão, se a memória não me falha, apenas durante uma época. Nesse ano, por exemplo a União perdeu em casa com o Benfica por uma bola a zero Mais tarde, regressou ao escalão maior do futebol português. E, nesse primeiro ano, a União vence o Benfica por uma bola a zero, num golo de cabeça de Luís Miguel, na baliza do topo Sul. São pormenores que ficam na memória de quem vê a União de Leiria desde os seis anos e que faz questão de ser sócio, independentemente de quem seja o presidente, o tesoureiro, o secretário ou mesmo o roupeiro. Agora, que a União tem a possibilidade de voltar ao topo do futebol nacional (acredito que vai conseguir), voltamos a vibrar com a equipa de Leiria. Para mim, suba ou não de divisão, continuarei, como leiriense e sócio, a apoiar a equipa de Leiria (escrevi equipa...). Mesmo que a União vá para a 3.ª divisão, esta será e continuará a ser a minha equipa. Não me interessa os 3 ou 4 grandes (já todos perderam em Leiria, alguns goleados). Interessa-me sim, apoiar a equipa da minha terra. Porque, como já aqui escrevi, uma coisa é a Associação outra é a SAD... E como canta a pequena claque leiriense (pequena… mas apoia), Força Leiria… •


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MODALIDADES

INICIADOS DO LEIRIA E MARRAZES

Marrazes goleia e é campeão P.A.T

Sérgio Claro / Imagereporter

Jorge Antunes, com três golos, foi o melhor marcador neste encontro, tendo actuado apenas durante 35 minutos. No final do jogo, o Marrazes conseguiam a subida ao

Sérgio Claro / Imagereporter

Sérgio Claro / Imagereporter

Os iniciados do Leiria e Marrazes festejaram no passado Domingo a conquista do Campeonato Distrital e subsequente subida ao Nacional, ao golear em casa por 10-0 o Vieirense. Numa demonstração convincente do seu poderio, os comandados de Bruno Veloso marcaram muito cedo e ao intervalo, já se encontravam a ganhar por 7-0.

escalão nacional, um feito que tinham alcançado pela última vez na já longínqua época de 1978/79. No final da partida, o técnico Bruno Veloso afirmou que esta parti-

da foi o complemento de toda uma época, e que em jeito de balanço, merecem o campeonato pelo facto de terem sido os mais regulares em toda a prova. Quanto à próxima tem-

porada, no Nacional, o treinador está esperançado, pois tem a convicção de ter plantel para tal, já que muitos destes jogadores se irão manter neste escalão.

No próximo Domingo, pelas 10:30 da manhã, deslocam-se ao reduto do Batalha para a última jornada, a da consagração da equipa. •

III DIVISÃO

Caldas vence Torres Novas e garante manutenção O Caldas conseguiu este fim-desemana a manutenção ao vencer no Campo da Mata o Torres Novas por 2-0, perante três mil espectadores, juntando-se assim ao Peniche nas equipas do distrito que irão permanecer no escalão mais baixo do futebol nacional na próxima época. O clube necessitava de ganhar este jogo e esperar que os seus rivais mais directos, o Unhais da Serra e o Penamacorense, que jogavam entre si ao mesmo tempo, não vencessem. Apesar de ser um jogo contra um adversário que matematicamente já tinha descido aos Distritais, a tarefa não era fácil. No final, o resultado favorável colocou os milhares de adeptos em festa, comemorando a manutenção como se de uma subida se tratasse. Assim sendo, o desejo da manutenção por parte de Vítor Marques, o presidente da Comissão Administrativa do Caldas, foi alcançado. “Herdamos seis anos de dívidas

e optamos por arrumar a casa. Se me dessem a escolher entre a estabilidade financeira e a permanência na III Divisão Nacional, eu escolheria a estabilidade financeira. Claro que o ideal seria as duas coisas”, afirmou o presidente do clube em entrevista ao Desportotal, há duas semanas. Entretanto, o Peniche, que tinha assegurado na semana anterior a manutenção na III Divisão, foi jogar a Soure contra a equipa local para cumprir calendário, acabando derrotada por 3-1. Apesar deste resultado negativo, os comandados de Jorge Amaral terminaram a época no primeiro lugar do seu grupo com 28 pontos, os mesmos do Sourense, mas com menos derrotas e maior “goal-average” do clube do distrito de Coimbra. Com a época encerrada por parte destes dois clubes, agora resta preparar a próxima temporada na III Divisão, uma categoria que será extinta no final da próxima época. • P.A .T


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ANDEBOL JUNIORES NA DISPUTA DO TÍTULO NACIONAL

Seniores terminam no quarto lugar Nuno Brites / Imagereporter

O Colégio João de Barros terminou no passado dia 9 de Maio, a sua participação na fase final do grupo A, com uma deslocação ao Algarve para defrontar o Gil Eanes, de Aleksander Donner. Cid Ramos O resultado final, derrota por 33-18, traduziu uma exibição muito aquém do esperado. A equipa das Meirinhas entrou muito mal no jogo e ao intervalo já perdia por 18-6. Na 2ª parte melhorou bastante, mas não conseguiu equilibrar o resultado. De realçar que a equipa estava desfalcada de algumas jogadoras, mas mesmo assim, não se esperava uma derrota tão pesada. Concluído que está o campeonato, o Colégio João de Barros conseguiu o quarto lugar, terminando na mesma posição do ano transacto. No entanto, até pelo equilíbrio que conseguiu em quase todos os jogos desta fase final, acabou por fazer um campeonato mais positivo que o ano passado, abrindo perspectivas de na próxima época melhorar a classificação atingida este ano. Juniores ambicionam título nacional É já neste fim-de-semana que a formação júnior do Colégio João de Barros disputa a fase final B, que vai ditar a equipa que vai ser o novo campeão nacional de juniores femininos. Recorde-se que a formação de Mário Pité, já venceu o título por duas vezes consecutivas.

As pupilas de Mário Pité realizaram no fim-desemana passado a Fase Final A do campeonato nacional, ficando em 2º lugar. Esta fase ditou as seguintes meias-finais para a decisiva Fase Final B; Valongo do Vouga- Juve Lis e Colégio João de Barros-Bartolomeu Perestrelo (sábado às 17h30). A final disputase ao meio-dia de Domingo. Perspectiva-se uma final entre duas equipas da Associação de Andebol de Leiria, o que seria fantástico para o andebol da região. A equipa de Mário Pité tem como objectivo ser campeão nacional, título que lhes fugiu a época passada para o Colégio de Gaia. O técnico Mário

Pité salienta que " o nosso objectivo é chegar á final, embora saibamos que não vai ser fácil, até porque as equipas são muito parecidas. Nós e a Juve Lis, talvez sejamos as equipas com mais experiência e isso pode ser importante, mas vamos com o espírito de conquistar o título nacional". A jogadora Débora Marques mostra-se também confiante na conquista do título nacional. " penso que somos a equipa favorita à conquista do título e acho que poderemos ter uma final entre Colégio João de Barros e Juve Lis, o que a confirmar-se será sem dúvida uma grande final. O segredo do Colégio João de Barros é a união da equi-

pa. Nós dedicamo-nos de corpo e alma a isto e os resultados são fruto do nosso esforço. Acho que o facto de não termos pavilhão, só torna a nossa equipa mais forte". A terminar conheça o plantel às ordens de Mário Pité, que vai tentar conquistar mais um título nacional para o estabelecimento de ensino de Meirinhas: Guarda-redes: Elodie Santos, Ana Rita Ferreira Andreia santos, Carolina Freitas, Ana Silva, Ana Patrícia Ferreira, Maria Pereira, Patrícia Lopes, Rute Ferreira, Débora Marques, Karine Lopes, Raquel Ribeiro, Mónica Dias e Ana Marques. Treinador: Mário Pité

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ENTREVISTA

DOMINGOS, confessa-se…

Sérgio Claro / Imagereporter

“TENHO SAUDADES DAS GRANDES VITÓRIAS!” Entrevista de Costa Santos

“Desejo voltar a lutar por outros objectivos, pela conquista de troféus, por lugares do topo das classificações. Foi isso que aprendi e aconteceu ao longo da minha carreira como jogador!”

E vão três anos depois que Domingos decidiu assumir-se como treinador principal, na “fogueira” da Liga “maior” do futebol português. Para trás um ror de recordações daquele jogador aparentemente frágil de físico, mas felino no momento de “cheirar” o golo! Goleador do FC Porto – “escola” onde bebeu todo o estilo e audácia para enfrentar qualquer tipo de adversário – apenas por duas épocas fez um “desvio” de linha para envergar as cores do Club Deportivo de Tenerife, - entre 97 e 99 – regressando às Antas, para colocar um ponto final na sua carreira, aos trinta e dois anos de idade! Em Leiria, debutou; em Coimbra, vai fechar a segunda época tendo colocado a Académica num lugar confortável da tabela classificativa. Uma época tranquila, coisa nada habitual na “Briosa”… No fundo era esse o grande objectivo, melhor, conseguir a manutenção quanto antes, de forma a poder ter uma época diferente daquelas que foram vividas nos últimos anos, desde que está na Super-Liga, quando se deixava tudo para “a última” e, depois, só se respirava aflição. Felizmente este ano tudo foi diferente, porque a partir do momento que ganhámos , em casa, ao Belenenses, as coisas ficaram mais ou menos definidas. Se outras coisas boas não tivessem acontecido, pelo menos tirou-se o sofrimento final aos adeptos, jogadores e toda a estrutura do clube. Leiria e Coimbra, melhor, União de Leiria e Académica. Agora, o salto? Acima de tudo satisfeito pelos três anos que tenho de Superliga. Foi importante ter passado pela União de Leiria e saí numa fase em que a equipa estava bem, a três pontos dos lugares da Europa, mas…por motivos que foram públicos, saí. Mas não deixei de fazer um bom trabalho e a União de Leiria acabou, até, por fazer um bom campeonato.

Dois anos em Coimbra, bastante difíceis, como toda a gente sabe. Se fizermos um apanhado daquilo que foram os últimos anos da Académica para os treinadores,

facilmente chegaremos à conclusão que foram muito complicados, pois nenhum conseguiu sair daqui com bons resultados e com uma boa imagem.

“APITO DOURADO”? A RESPOSTA É O “TETRA”! Como viu toda a história do “Apito Dourado”? “Nalguns aspectos foi bom, mas não por quererem beliscar a imagem de pessoas de quem gosto e conheço bem, não por terem mexido com um clube com a grandeza do FCP. Se quiseram passar a imagem de que o FCP só ganhou graças aos favores dos árbitros, este ano voltaram a ter a resposta, como tiveram na época passada, na outra e…na outra! E a nível internacional? Estamos conversados. Como ficou provado que o FCP ganhou e ganha porque teve e tem os melhores jogadores, quem quis servir-se dessa rábula ficou com o foguete nas mãos… Mas lá que essa superioridade técnica, de raça, mística, querer e amos à camisola, mexia com muita gente e provocava a ira dos que pouco tinham e muito queriam, isso é verdade! Foi o Porto que ganhou ou os outros que perderam? Foi o Porto que ganhou. A partir de determinada altura do campeonato ninguém ficou com dúvidas quem seria o campeão. Se calhar pecou por ser tarde, a três jornadas do fim…

Sérgio Claro / Imagereporter

Felizmente as coisas nestes dois anos correram muito bem, foram duas épocas muito positivas para mim, o que não deixa de ser importante na minha carreira, sempre com um sentido ascendente e não de…estagnação ou, muito menos, para baixo! Para além de, eventualmente, poder sair pela porta grande – como se diz na gíria – acresce o “pequeno” pormenor da Direcção da Académica desejar que continue… É verdade… Hoje em dia, da forma como está o futebol, são poucos aqueles treinadores que se podem orgulhar de poder escolher ou de ter por onde escolher e quando um clube se interessa pela continuidade de um treinador, é sinal que estão satisfeitos com o seu trabalho. Óbvio que é gratificante e, para mim, um orgulho. Mas…um treinador – como os jogadores – ou quem anda no futebol, procura, realmente, outros patamares, outras ambições. Eu, já há algum tempo expressei publicamente o desejo de voltar a lutar por outros objectivos, pela conquista de troféus, por lugares do topo das classificações. No fundo foi isso que


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ENTREVISTA aconteceu ao longo da minha carreira como jogador de futebol e…tenho saudades e ansiedade de voltar a ganhar coisas como ganhei enquanto jogador! Se quiser, tenho saudades das grandes vitórias!

Pertenceu a uma geração do FCP que vincou bem o espírito de vitória, o “vicio” de ganhar, a mística levada à “potência máxima”. Transporta esse espírito para a carreira de treinador ? Pertenci a uma escola – como outros jogadores – que foi muito importante na nossa formação. E o lema era –e é- simples: competir, competir para ganhar! Hoje, no clube onde fiz a minha formação, continua-se a ganhar, se calhar moldou-se ao actual momento do futebol e deu-se a formação de outro tipo de jogador. Nós ganhávamos com uma atitude muito forte, com uma forte agressividade – foi a nossa formação – e, agora, talvez haja a preocupação desse e de outros clubes, de formar esse tipo de jogadores também com uma quali-

A Académica tem limitações (…..)daí ser natural que as ambições fiquem pelo meio da tabela! dade técnica diferente. As pessoas, hoje, querem um jogador de qualidade, de técnica individual evoluída. Tudo mudou e há que nos adaptarmos às novas realidades. Mas já passou o tempo dos Domingos, Jorge Costa, João Pinto, André, Baía e…as vitórias continuam! Afinal… As coisas não acontecem por acaso… Já reparou que o FCP tem, na sua estrutura, uns onze ou doze elementos que passaram por aquela casa como jogadores. Isto quer dizer que há a preocupação das pessoas que estão à frente do clube em dar continuidade a essa mística, a esses hábitos… Por isso as vitóri-

PERTENCI A UMA ESCOLA CUJO LEMA ERA “COMPETIR, COMPETIR PARA GANHAR!” as continuarem com toda a naturalidade… Depois de treinar a extinta equipa “B”..não admite um regresso ao “Dragão”? A partir de uma certa altura deixei de pensar nisso. Um treinador profissional, agora, tem que estar preparado para trabalhar em todos os clubes. Havendo trabalho, devemos estar todos disponíveis. Mas há os bons projectos e são estes que, no fundo, fazem de nós os bons ou maus treinadores. Naturalmente que vou fazendo o meu percurso não com o sonho de trabalhar no FCP mas…com o sonho de trabalhar a um nível que qualquer treinador ambiciona. Fechar a época e… um ciclo. Braga poderá ser o “patamar” seguinte… É, definitivamente, o adeus a Coimbra ? É gratificante, naturalmente. Claro que as pessoas não estão desatentas àquilo que tenho feito nestes três últimos anos e, felizmente, quer o Leiria, quer a Académica, meteram o dedo nestes três últimos campeonatos. Estou a lembrarme que na União de Leiria ganhámos ao FCP, empatámos com o Sporting; na época passada, na Académica, ganhámos ao Benfica, empatámos como Sporting e, este ano, exactamente a mesma coisa. No fundo é um sinal que as minhas equipas batem o pé aos chamados grandes e…há sempre quem esteja atento a isso! É um sinal do trabalho que é feito. Meu e dos meus jogadores. Como lhe disse, a minha ambição passa por ser cada vez melhor e treinar equipas que lutem por objectivos mais altos…

E a Académica não poderá estar nesse patamar de exigência… A Académica é um clube com muita história, com 125 anos e…bem gostaria que estivesse sempre entre os grandes, a lutar pelos seis primeiros lugares. Era um excelente sinal. Mas é evidente que há limitações, desde o aspecto financeiros à diminuição dos apoios. Daí ser natural que as ambições fiquem pelo meio da tabela…

REALISMO…

Fugiu à pergunta: Braga… Braga, Guimarães, Belenenses… O projecto que me apareça e julgue interessante e que seja melhor do que o que tenho na Académica, é uma porta aberta…

Quem estiver com atenção às movimentações de Domingos, no banco, surpreender-se-à com a sua tranquilidade, calma e quase passividade com que assiste à evolução dos seus jogadores. É um estado de alma ou…há um esforço de “contenção”? “Às vezes não me consigo controlar, mas são raros esses momentos. Sou dos treinadores que pensam que o trabalho é feito durante a semana e, aos domingos, nos jogos, todos devem fazer o que está planeado e nada falhe. Não é com exuberância de gestos ou com gritos, que vou resolver o que quer que seja. Se alguém não cumpre, ou trabalhou mal nessa semana ou…anda distraído. O espectáculo faz-se dentro das quatro linhas e não fora delas. Mas estas atitudes fazem parte da minha personalidade, da minha maneira de ser. Quem pensar que não vivo os jogos, não vibro com tudo, está enganado. O que não sou capaz é de dar espectáculo, isso não…”

“NÃO SOU UM TREINADOR DE GESTOS EXUBERANTES!”

Sérgio Claro / Imagereporter

“Da forma como está o futebol”, disse. Como é que está o futebol? Não pode evitar de ser o reflexo do que se passa na sociedade a nível mundial. Sofre essas consequências de uma crise económica, de uma crise de confiança e, até, de estabilidade emocional. Infelizmente, esta época sobremaneira, foi um espelho bem negativo das dificuldades financeiras que abundam por aí. Ora, quando assim é, é grande a machadada que o futebol leva. Ninguém desconhece que é um espectáculo que sobrevive à custa das grandes empresas, das publicidades, das televisões. Por isso acaba por pagar a factura de tudo quanto está mal a nível global…


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BASQUETEBOL

BASQUETEBOL FEMININO: OLIVAIS ARRECADOU TODOS OS TROFÉUS QUE HAVIA EM DISPUTA NA PRESENTE TEMPORADA

Dream team é, afinal, uma “equipa arrumadinha” Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Dream team? Os resultados dizem-no que sim, o treinador garante que não. Na presente temporada, a equipa feminina do Olivais venceu o campeonato, a taça e a supertaça. E viu partir a norte-americana Aja Parham para a WNBA. Paulo Rodrigues

O Olivais revalidou, sábado passado, em Vagos, o título de campeão nacional da Liga Feminina e deu prova inequívoca de estar, presentemente, num patamar acima em relação às outras equipas portuguesas. Foi o terceiro troféu da presente temporada a viajar até Coimbra, depois das conquistas da Supertaça e Taça de Portugal - prova onde já tinha sido finalista por sete vezes, mas que nunca vencera. Estaremos, pois, perante o dream team do basquetebol feminino. José Araújo, o jovem treinador, sorri mas não concorda com o epíteto. "Temos, isso sim, uma equipa arrumadinha onde toda a gente sabe o seu papel", resume, dando conta que o plantel é formado, não por estrelas, mas sim por "jogadoras que apesar de serem conhecidas no basquetebol feminino, nunca foram grandes referências, quer na conquista de títulos ou no facto de irem cinco ou seis anos à selecção". A par disso, sublinha, "revelaram sempre uma enorme vontade de trabalhar". A cereja no topo do bolo terá sido a adaptação das duas norte-americanas, Ambrosia Andersen e Aja Parham. Por si só, não conquistaram o título, como José Araújo refere, mas sendo duas atletas bem acima da

média, acabaram por ter um papel decisivo nesta época de ouro. "Além de serem muito competitivas, nunca em altura alguma acharam que já estavam muito acima do nosso nível. Até brincávamos um bocado, porque se dizia que o Olivais era só as duas estrangeiras e até elas achavam piada a isso", constata. Mas o que é facto é que uma delas - Aja Parham - nem teve tempo de saborear o título e já está nos Estados Unidos, onde a espera um contrato com as Seattle Storm, da WNBA. Boa figura na Europa Mas se no plano interno, o desempenho foi

irrepreensível, nas competições europeias, não o foi menos. Frente a poderosas equipas, cujos orçamentos se equiparam aos do futebol profissional português, a equipa conimbricense chegou mesmo aos 16 avos-definal da Eurocup, tendo apenas claudicado frente às israelitas do Ramla. Esse feito, observa o treinador, "deu uma enorme confiança às jogadoras". Com tantos troféus conquistados num só ano, cabe a pergunta: resta alguma ambição para a próxima época? José Araújo diz, convicto, que sim. "Ganhar não tira ambição, porque cada vez é mais difícil fazê-lo. Há ciclos e projectos que mudam e, para o próximo ano, poderá

até não passar por ganhar títulos". Nos próximos dias, é garantido, o jovem técnico vai descansar. A época foi intensa e nem houve tempo para festejar todos os feitos. "Tinha logo um novo desafio a seguir", explica, com um sorriso nos lábios. Câmara tem sido parceiro fundamental Por norma, os clubes queixam-se da falta de apoios das autarquias, quer na disponibilização de infra-estruturas, quer em relação aos subsídios atribuídos. O Olivais será a excepção à regra, depreende-se das palavras do presidente Carlos Ângelo. "Só com a ajuda da Câmara conseguimos

chegar aqui", sintetiza, lamentando, todavia, que o tecido empresarial da cidade e da região não siga o mesmo caminho.

O dirigente dá conta das muitas despesas que implica a participação na Liga Feminina mas, ainda assim, promete envidar esforços "para que no próximo ano, a equipa mantenha o mesmo nível". Reflexo, ou não, da boa relação entre o clube e a Câmara Municipal de Coimbra, o vereador do Desporto, Luís Providência, marcou presença, no último sábado, no jogo que confirmou a conquista do campeonato. E congratulou-se com o feito. "É pouco usual uma equipa de Coimbra ser bicampeã nacional e ganhar a Taça. O que veio demonstrar que a Câmara esteve certa quando apoiou esta equipa, de enorme qualidade. E vamos continuar claramente a apoiá-la", garante. •

DE FUTEBOL SÓ MESMO O NOME Olivais Futebol Clube. É este o nome que consta do bilhete de identidade, mas do desporto-rei tem somente a designação. O clube, nascido e criado numa das maiores freguesias do país, bem no centro urbano da cidade de Coimbra, dedica-se, sobretudo, ao basquetebol, modalidade de referência desde os idos anos 40. Os números comprovam-no: a nível distrital, conta com o maior número de atletas federados, cerca de 250, distribuídos por 17 equipas. Com menor expressão, existem ainda as secções de ginástica, karaté, campismo e caravanismo, futsal e natação. Dispõe de um pavilhão próprio com capacidade para 1.000 espectadores, mas, actualmente, também utiliza o Pavilhão Multidesportos, pertença da autarquia.


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ATLETISMO

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“CAÇA RECORDES”

Juventude Vidigalense

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Em destaque esteve a equipa feminina da Juventude Vidigalense na prova de 4x80 metros femininos, onde na sua série fez o tempo de 40.02 segundos, batendo um recorde no escalão que durava desde 1990

teria batido o recorde nacional dos 80 metros barreiras, com 14.14 segundos, mas devido ao facto do vento estar acima do limite legal dos 2 metros por segundo, não é válido. A Juventude Vidigalense este também em bom plano, conseguindo mais quatro recordes distritais, nos 80 metros barreiras mas-

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João Matias / Imagereporter

Por isso, cada uma das equipas presentes só trouxe oito atletas. Em destaque esteve a equipa feminina da Juventude Vidigalense na prova de 4x80 metros femininos, onde na sua série fez o tempo de 40.02 segundos, batendo um recorde no escalão que durava desde 1990. Daniela Ribeiro, Anais Baptista, Sarah Dias e Bruna Silva foram as autoras da proeza. Joel Pereira, do Grupo de Atletismo de Fátima, também

Luís Joaquim / Juventude Vidigalense

Num meeting inédito neste escalão, onde participaram cerca de 150 atletas vindos de todo o país, clubes como o Sport Lisboa e Benfica, Clube de Natação de rio Maior e o JOMA marcaram presença, bem como equipas da zona Centro como o Clube de Atletismo da Marinha Grande, o Gira Sol, de Febres, no distrito de Coimbra, o Grupo de Atletismo de Fátima e uma selecção da Associação Distrital de Leiria. Uma reunião com um formato da competição pouco habitual: cada atleta convidado não poderia fazer mais do que uma corrida, um concurso (para as disciplinas mais técnicas) e uma estafeta, para as provas combinadas.

culino, por Artur Koschuk (9,40 segundos), nos 250 metros masculinos, por João Moniz (31.12 segundos) no salto em altura masculino, por Ricardo Mendes (1.87 metros), no lançamento do dardo feminino, por Marta Mendes (30.89 metros) Tudo isso contribuiu para a vitória da Juventude Vidigalense em ambas as categorias, sendo que nos masculinos, a equipa leiriense venceu com 241 pontos, contra os 189 do Benfica e os 153 da Associação de Atletismo de Leiria. Nos Femininos, a equipa da casa conseguiu 220 pontos, contra 179 do Benfica e 155 da Escola Mestre Domingos Saraiva. No final do encontro, o organizador da iniciativa, Paulo Reis, demonstrou a sua satisfação: "Foi uma iniciativa diferente, pois nunca foi feito neste escalão um "meeting" onde só participassem clubes. Até agora, competições deste tipo só aconteciam a nível de selecções. Os clubes empenharam-se a sério e esperamos repetir a experiência nos anos seguintes, pois existe vontade de outros clubes participantes, como o Benfica ", afirmou. •

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Paulo Alexandre Teixeira

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Luís Joaquim / Juventude Vidigalense

Um recorde nacional e quatro recordes distritais. Este foi o pecúlio deste Domingo no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, na primeira edição da Taça Juventude Vidigalense de Iniciados, em Masculinos e Femininos, ambas ganhas pela equipa da casa.


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MODALIDADES

EQUITAÇÃO

O cavalo, esse bom amigo! Agnes Para qualquer pessoa que perca o seu animal de estimação, muitas vezes o seu companheiro de horas e horas a fio de brincadeira, o seu porto de abrigo para esquecer os problemas do dia-a-dia, é complicado. É complicado de um dia para o outro deixarmos de ver e sentir parte daquilo que estamos habituados. Mas como tudo, tudo tem um ciclo. O período de gestação de uma égua é cerca de onze meses, podendo estas aguentar o parto se não se sentirem à vontade e em condições para parir. Normalmente elas conseguem fazer o parto sozinhas sem ser necessária intervenção humana

e passada meia hora a cria já se consegue por de pé sobre as suas finas pernas e procurar pelo leite materno. Com cerca de um ano de idade o jovem poldro tem as pernas mais compridas proporcionalmente ao seu corpo, servindo-lhe isto de defesa natural contra os predadores quando se encontra em estado selvagem. Pelas seis semanas começa a alimentar-se sozinho e com dois meses perde os pelos de nascença. Quando não se encontra em estado selvagem com cerca de seis meses é desmamado. Com dois anos o cavalo ainda não acabou a sua formação óssea e não é capaz de suportar grande peso. A cada dia que

passa eles vão ganhando altura e fortalecendo ossos e músculos de forma gradual. Os poldros com dois anos são muito ágeis e têm uma grande elasticidade sendo usados nas famosas corridas de velocidade. No entanto estas corridas forçamlhe o físico demasiado, geralmente deformando-os, e a partir dos três anos já não correm mais devido ao já evidente desgaste físico. Aos três anos é a altura ideal para serem domesticados. A sua grande forma física é entre os cinco e doze anos quando o seu corpo está completamente formado. Normalmente é com esta idade que entra em competições e se tira maior fruto do seu trabalho porque tem

a sua potencialidade no máximo. Um cavalo, em competição, usualmente com cerca de dezasseis anos retira-se desta, pois as suas articulações começam a evidenciar um maior cansaço e o risco de uma lesão sem cura possível é mais provável. Em termos cardiovasculares também corre mais risco. Nos dias de hoje já existem choques vitamínicos que permitem uma maior protecção de lesões, no entanto já são raros os casos de um cavalo em competição dos dezasseis, anos em diante. Com mais de vinte anos as articulações podem inchar e a circulação já e menos evidente nos membros e o dorso começa

Direitos reservados

Perder um cavalo é perder parte de nós, é perder parte daquilo com que aprendemos lidar, é perder um amigo, é perder uma vida. É obvio que para quem está desligado de animais não custa, mais um menos um, não faz diferença.

a ficar mais arqueado que o normal. Os dentes desgastamse dificultando a mastigação. A nível interno os órgãos podem começar a mostrar anomalias no funcionamento. A esperança média de vida de um cavalo ronda entre os vinte e os trinta anos, no entanto existem sempre as excepções e já houve cavalos a durar até aos quarenta anos. •

ORIENTAÇÃO

Leiria recebe Campeonato Militar de Orientação Leiria será palco do Campeonato Nacional Militar de Orientação 2009, a decorrer entre 25 e 29 de Maio. João Alves Fruto das excelentes condições, proporcionadas pelo Pinhal de Leiria e da reconhecida experiencia do Regimento de Artilharia nº 4, em organizar eventos desta modalidade, a região

recebe, mais uma vez, alguns dos melhores atletas nacionais, numa competição que será disputada pelas equipas da Marinha, Exército, Força Aérea e Guarda Nacional Republicana, nos diversos escalões masculinos e femininos.

Além do próprio campeonato, que medirá forças, quer a nível colectivo, quer a nível individual, esta prova terá o objectivo de seleccionar os atletas que representaram Portugal no Campeonato do Mundo de Desporto Militar, nesta modalidade.

Inserida neste campeonato, terá lugar uma prova de orientação urbana, a decorrer no Centro Histórico de Leiria, na manhã do dia 28, aberta às escolas da região, que quiserem formar equipas para tomarem parte numa actividade extra-

competição, como forma de divulgação desta vertente desportiva. O programa ainda contempla uma visita a locais de interesse da região. •


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ATLETISMO

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Chuva não afasta público e atletas da BARREIRA

Mais de duas centenas de atletas participaram no 19.º Grande Prémio de Atletismo da Barreira, no passado domingo, 10 de Maio, de onde José Gaspar, do clube “3 Santos Populares”, foi o grande vencedor, ao completar o percurso de 11,5 Km em 36,59 minutos. O segundo classificado foi Gonçalo Borges, da mesma equipa, com o tempo de 37,39 minutos. A preencher o último lugar do pódio ficou o atleta Ricardo Dias do C.C.D Ribeirão. A equipa da casa, organizadora da prova, Clube de Atletismo da Barreira (CAB), alcançou os dois lugares seguintes: Nuno Varela e Jorge Aires, sendo de salientar que este último foi o grande vencedor dos Veteranos 1.

Adélio Amaro

Adélio Amaro

Adélio Amaro

JOSÉ GASPAR vence Grande Prémio de Atletismo

Por equipas, a grande vencedora foi "3 Santos Populares". Na segunda posição ficaram os atletas do C. P. Valongo do Vouga. A completar o pódio ficou a equipa do Clube de Atletismo da Barreira. É de destacar ainda algumas equipas da nossa região que alcançaram 4.º, 5.º e 6.º luga-

res respectivamente: I. D. Vieirense; U. D. Caranguejeira e A. C. Marinhense. Quanto ao escalão feminino a atleta mais rápida, subindo ao lugar mais alto do pódio, foi Vanessa Rosa da U. D. R. Zona Alta, com 48,41 minutos. Sílvia Costa e Patrícia Ferreira, da mesma equipa de Va-

nessa Rosa, ficaram na segunda e terceira posições, respectivamente. Numa manhã com alguma chuva, onde o tiro de partida foi dado por Isabel Gonçalves, vereadora do Desporto do Município de Leiria, esta prova terminou com o merecido almoço e a respectiva entrega de prémios.

José Gaspar

Para Jorge Agostinho, vicepresidente do CAB, a chuva acabou por ajudar e refrescar os atletas, entendendo este dirigente que o 19.º Grande Prémio da Barreira "afirmou, uma vez mais ser um verdadeiro sucesso". •

Nelson Évora grava promoção da Taça da Europa em Leiria

Nelson Evora Campeão Olimpico no Salto em Comprimento, durante a gravação de spot publicitario para a promoção da Taça da Europa de Atletismo, as filmagens decorreram na Praça Rodrigues Lobo e nem a chuva que caiu durante a tarde impediu a conclusão das filmagens. Foto: Nuno Brites


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FUTSAL

DIVISÃO DE HONRA

Nadadouro a uma vitória do título Nuno Brites / Arquivo - Imagereporter

Na Divisão de Honra distrital há muito tempo que a luta pelo título é disputado entre as formações do Nadadouro e da Mata dos Milagres. O Nadadouro continua dono e senhor do primeiro lugar após vencer no sábado passado o Gaeirense por 3-2 e poderá festejar a conquista do campeonato junto dos seus adeptos, amanhã na recepção às Chãs, às 19 horas. Bruno Fernandes

A Mata dos Milagres, foi vencer ao terreno do São Bento por 7-0 e limita-se a sonhar por uma escorregadela do líder para ainda poder aspirar ao título, mas primeiro terá de vencer o Ribeirense. No que diz respeito às equipas que descerão à 1.ª divisão distrital, temos o Turquel já há muito condenado e as Chãs, que ainda pode sonhar com a permanência caso consiga vencer amanha o Nadadouro e o Gaeirense perder na deslocação à Pocariça.

fiante nos seus jogadores e assume que a vitória é o único resultado que passa pela mente da sua equipa. “ Estou confiante e não nos passa mais nada na cabeça a não ser a vitória. Já tivemos jogos difíceis e continuamos em primeiro e portanto, em nossa casa, não vamos admitir outro resultado que não a vitória”. Caso seja campeão, Gabriel Fernandes vai festejar a vitória junto dos seus jogadores e dar-lhes os parabéns. “Se vencermos vou-lhes dar os parabéns não só pelo objectivo conseguido mas também pela época que ajudaram a conquistar”.

Gabriel Fernandes: “Só pensamos na vitória”

Bruno Sousa: “ Temos poucas esperanças”

Gabriel Fernandes, técnico da formação do Nadadouro encontra-se plenamente con-

Na outra face da moeda encontra-se a Mata dos milagres apenas a um ponto de dis-

1.ª DIVISÃO NACIONAL/FUTSAGRES

Instituto D. João V defronta SL Benfica no Play-Off Ao terminar a fase regular do campeonato nacional da 1.ª divisão de futsal no 8º posto com 36 pontos, a formação do Instituto D. João V defrontará, no play-off de apuramento de campeão, o poderoso Benfica, vencedor da fase regular. O primeiro jogo irá realizar-se no Louriçal, amanhã pelas 17h30, o segundo será realizado no pavilhão da Luz, em Lisboa, no próximo dia 23. • B. F.

2.ª DIVISÃO NACIONAL´ SÈRIE B

Académica e Amarense cumprem calendário

tância. Bruno Sousa, treinador/ jogador da Mata salienta que tem poucas esperanças de chegar ao título. “Temos poucas ou nenhumas esperanças. Se houvesse jogos onde o Nadadouro poderia ter perdido pontos já os tinham perdido e não acho que seja contra as Chãs que isso possa acontecer, portanto, acho que o Nadadouro vai ser campeão amanhã” Questionado sobre o sentimento da equipa caso esta venha a ficar na Divisão de Honra apenas por um ponto, Bruno Sousa afirma que tanto ele como os jogadores sentirão muita tristeza. “O sentimento que temos é de alguma tristeza por não conseguirmos ter resolvido o campeonato mais cedo. A culpa é só nossa e temos de assumir que não fomos suficientemente fortes para sermos campeões”. •

Amanhã realiza-se a última jornada do campeonato nacional da 2.ª divisão. Académica e Amarense, ambos a disputar a série B, irão realizar o último jogo da prova nos respectivos pavilhões. O Amarense, actual 9º classificado, recebe amanhã o Onze Unidos com o único intuito de poder subir ao 7º posto. Por sua vez, a Académica, 4.º classificado da prova recebe a Universidade do Algarve, jogo que apenas confirmará se a formação de Coimbra garante a posição actual da tabela. •

3.ª DIVISÃO NACIONAL/SÉRIE C

Equipas de Leiria na luta pela melhor classificação possível Amanhã disputa-se a última jornada do campeonato nacional da 3.ª divisão. Mendiga, União de Leiria, Externato da Benedita e Arnal partem para a última jornada com a situação definida tendo

apenas o intuito de fazer a melhor classificação possível. O Núcleo Sportinguista, já condenado à descida apenas cumpre calendário. A formação da Mendiga, actual 5º classificado desloca-se ao

terreno do Eléctrico com vista a poder subir à terceira posição. A União de Leiria recebe, no pavilhão dos Pousos, a Quinta dos Lombos e em caso de vitória pode subir à 4.ª posição. O

Externato da Benedita, 7º classificado recebe o já condenado Núcleo Sportinguista num jogo em que a equipa da casa pretende manter a posição que ocupa e os Sportinguista apenas

cumprem calendário. No que diz respeito ao Arnal, 9º classificado, vai se deslocar ao terreno do Achete com vista a poder subir dois lugares na tabela e acabar o campeonato na 7.ª posição.


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FUTSAL

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Juniores Torneio de Encerramento

Ninguém ficou contente!

Núcleo e Externato na liderança

Cid Ramos

Só a vitória interessava a ambas as equipas, para poderem continuar a acalentar esperanças na conquista do título distrital da 2ªdivisão.No final, o empate não agradou a nenhuma das equipas e com este resultado, o Planalto fica apenas a uma vitória da conquista do título. Tiago Fernandes Técnico do U.Pacense: Resultado não agrada “É um resultado que não agrada a nenhuma das equipas. Tenho consciência que agora ficou mais difícil a luta pelo título, mas enquanto for possível vamos trabalhar para isso. Acho que tirando os primeiros dez minutos, o Pacense dominou o resto do encontro e merecia outro resultado. Falhamos na finalização, frente a um adversário de muito valor. Se a minha vida profissional o permitir, vou continuar no U.Pacense. Gosto muito deste clube e estamos todos de parabéns, pela subida de divisão.” Joaquim Santos Técnico do Bombarralense: Só dependemos de nós “Apesar do empate considero que só dependemos de nós, porque vamos re-

Helder Ferreira / Imagereporter

APURAMENTO DE CAMPEÃO DA 2ªDISTRITAL DE FUTSAL

U. PACENSE 4 BOMBARRALENSE 4 Pavilhão da Redinha Árbitros: Agostinho Jesus e Artur Costa U. PACENSE: Miguel; Wilson, João, Rodinhas e André. Jogaram ainda: Edgar, Vitor,Élio e Emanuel. Treinador: Tiago Fernandes BOMBARRALENSE: Gonçalo Garcia; Bruno Basílio, Sandro, Nélson Fonseca e Francisco Silva. Jogaram ainda: Telmo Pereira e David Treinador: Joaquim Santos Marcadores: Nélson Fonseca (8’), Sandro (10’), João (15’, 21’ e 33’), Emanuel (25’ p.b), André (35’) e Gonçalo Garcia (55’)

ceber o U.Pacense e o Planalto. Foi um jogo complicado frente a uma boa equipa. Considero que o resultado acaba por ser justo, em função das oportunidades criadas por ambas as equipas. Eu não vou permanecer no clube, a direcção entendeu contratar um novo trei-

1.ª DIVISÃO

Anços e Burinhosa decidem título no próximo dia 23 Amanhã realiza-se a última jornada da 1.ª divisão distrital mas tanto na série norte como na série sul já se encontra tudo decidido. A uma jornada do fim o Anços já se sagrou campeão de série da divisão Norte, sendo que o Charneca e o Barrocal já há muito que têm o destino traçado rumo à 2.ª distrital. Na série Sul coube à Burinhosa arrecadar o título de campeão de série; a CB Alcobaça e o Ferraria fazem companhia a Charneca e Barrocal no que diz respeito há descida de divisão. No próximo dia 23 de Maio, num jogo a disputar-se no pavilhão do Lagoa Parada em Santiago da Guarda, o Anços e o Burinhosa vão discutir quem se sagrará campeão absoluto da 1.ª Divisão Distrital. •

Amanhã realiza-se a 3.ª jornada do torneio de encerramento de juniores. Na série A a União de Leiria recebe o Arnal e o Vidigalense recebe o Núcleo Sportinguista. Na série B o Externato da Benedita recebe a Quinta do Sobrado e o Planalto da Nazaré deslocar-se-á ao Casal Marra para defrontar a formação do Amarense. Quando já estão disputadas duas jornadas do torneio, o Núcleo Sportinguista e o Externato da Benedita lideram a série A e série B respectivamente, ainda que com vantagem em golos marcados. Este é um torneio de qualidade que junta as melhores equipas do futsal juvenil distrital. B.F.

Taça Nacional de Juniores/Série B

Casal Velho vence, Académica empata

nador e a mim cabe-me apenas acatar a decisão e enveredar por um novo projecto. Em relação à Taça distrital, estamos na final-four e vamos procurar chegar à final, sabemos que não vai ser fácil, mas tudo faremos para que tal aconteça.” •

TAÇA NACIONAL DE FUTSAL FEMININO/SÉRIE C

Golpilheira continua na liderança Na Taça nacional de futsal feminino, a formação da Golpilheira, campeã distrital e vencedora da taça AFL, empatou 2-2 frente ao Fundão, no sábado passado e continua na liderança da prova agora com 7 pontos conquistados, os mesmos que o Fundão. O CE Fátima goleou o Posto Santo por 9-0 e saiu da última posição em troca com a equipa de Angra do Heroísmo, tendo agora 3 pontos conquistados. Amanha realiza-se a 4.ª jornada da 1.ª fase que colocará frente a frente as formações do CE Fátima e da Golpilheira, num jogo a disputar-se às 18h em Fátima. O Fundão deslocar-se-á aos Açores para defrontar o Posto Santo. •

Na série B da Taça nacional de juniores de futsal, a formação do Casal Velho recebeu e venceu a formação do Retaxo por 4-2 e aumentou a sua pontuação para 6 pontos. Por sua vez, o líder Académica de Coimbra deslocou-se ao terreno do 2º classificado, o Nelas, não conseguindo mais do que um empate a 4 bolas, tendo agora 13, ambas as equipas, 13 pontos. Amanhã disputase a 7.ª jornada que colocará frente a frente as formações do Casal Velho e da Académica, jogo a ser disputado em Coimbra pelas19 horas. B.F.

Taça Nacional de Juvenis/Série B

Académica na frente, Barreiros em último Na série B da Taça nacional de juvenis de futsal, a formação do Barreiros perdeu em casa, no sábado passado, frente à Casa do Benfica de Viseu por 2-0 e em três jogos disputados não tem qualquer ponto averbado, sendo que hipotecou por completo a passagem à fase final. No reverso da medalha, a formação da Académica foi vencer ao terreno do CC Barro por 5-3 e continua na frente da prova com 7 pontos conquistados até ao momento. Amanhã realiza-se a 4.ª jornada onde os Barreiros deslocar-seá ao pavilhão do CC Barro, jogo às 15h30 e a Académica recebe a Casa do Benfica de Viseu pelas 17h30.


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HÓQUEI EM PATINS

STELLA MARIS SOBE À 2ª DIVISÃO

“À Quarta... foi de vez!”

“Já perseguia a subida há oito anos!” Confessa o treinador Luís Simões

Sérgio Claro / Imagereporter

Há festa em Peniche, com a subida à 2ª Divisão de Hóquei em Patins do Clube Stella Maris. O Deportotal foi ao Pavilhão Polivalente, em Peniche, onde conversou com o treinador e com o capitão de equipa. Cada um, à sua maneira, mostrou que o Clube Stella Maris é verdadeiramente uma pérola desportiva na região e, em hóquei, não deixam o crédito por mãos alheias. Mesmo com enormes problemas financeiros e algum apoio limitado pela Câmara de Peniche, o clube consegue reunir a sua massa associativa, levando-a para os pavilhões adversários, tendo mesmo uma claque.

Como foi a iniciação no hóquei? Começei com 5 anos, fiz todos os escalões de formação no HCL. Por isso posso dizer que jogo hóquei à cerca de 25 anos. Como encara o cargo de capitão? Com naturalidade... É mais um cargo. Sente que é a voz de comando no balneário? É um pouco minha, um pouco do treinador e também da equipa. Todos damos a opinião, todos falamos uns com os outros. Somos, além de uma equipa, um grupo unido, muito forte. E é graças a isso que conseguimos os bons resultados.

Tiago Ramalho Sabendo que o jogo com o Marrazes podia decidir a subida, como preparam o jogo? O jogo foi encarado de uma maneira muito realista, nós tinhamos duas ou três análises do jogo feitas. Preparamos o jogo de modo a que não tivessemos grandes surpresas. Infelizmente não foi assim, os jogadores entraram muito ansiosos. Após a vitória qual foi a sensação da subida? Foi algo que eu já perseguia há 8 anos neste clube, um ano de interregno. Já esperavamos subir há muito tempo mas conseguimos dar a volta

ao jogo e ficámos muito felizes. E eu alcancei um sonho que era subir um clube da minha terra.

Luís Simões, treinador do Clube Stella Maris de Peniche não podia estar mais feliz ao subir de divisão um clube da sua terra. Conseguiu-o com muito esforço, deu-se ao "luxo" de perder o último jogo frente ao Seixal e até teve de lutar contra factores "extra-campeonato", como o próprio disse, em entrevista ao Desportotal. O futuro? Reforçar uma equipa já por si ganhadora e, assegurar a manutenção.

Ficaram em igualdade pontual com o Nortecoope... É sempre bom ficar em primeiro lugar. Eu gostava de ter ficado em primeiro lugar na fase regular mas fomos um bocadinho empurrados para segundo lugar, ou para nem sermos qualificados. Não estou a tirar o mérito ao BIR, atenção! Para mim é uma das melhores equipas da 3 divisão, se não for mesmo a melhor. Eles têm um passado de muitos anos juntos, por isso conseguem fazer aquela série de constantes resultados enquanto que o Ste-

Análise da época... A época correu bem, tivemos algumas contrariedades, mas no competo geral foi boa. Qual é a sensação da subida? É boa! Três anos seguidos quase a "morrer na praia", este é o quarto ano e é uma sensação muito boa. Como encara o próximo jogo, sabendo que a subida já está assegurada? O próximo jogo é mais um. Vamos fazer tudo para vencer o jogo na mesma. Vamos encarar este desafio

S. C.

Luís Calado mostrou-se animado pela subida, mas consciente das dificuldades que trará a Segunda Divisão. Capitão do Stella Maris, Luís assume que o cargo que ocupa é apenas "mais um", partilhando a sua importância na equipa com todos os restantes jogadores e treinador e fala-nos também do desejo de continuar a defender as cores da "Estrela do Mar" de Peniche. Capitão do Stella Maris Nome: Luís Calado Idade: 30 anos Posição: Avançado Clube de Formação: Hóquei Clube da Lourinhã Épocas ao Serviço do Stella Maris: 4

como encaramos todos os outros. Sentiram muita pressão no jogo com o Marrazes? Sim, acho que a equipa ressentiu-se um bocadinho.É uma subida, um ponto, era necessário ganhar e a equipa acusou um bocadinho. Mas depois de marcarmos o primeiro golo, soltamo-nos mais e conseguimos dar a volta ao resultado. Quais são as expectativas agora para a Segunda Divisão? Em primeiro lugar, tentar a manutenção, o que não é fácil, mas temos de trabalhar para isso. Como vê o seu futuro no clube? Em princípio é para continuar, se eles assim o entenderem, mas estarei sempre disponível para ajudar! •


15 MAIO 2009

Sérgio Claro / Imagereporter

HÓQUEI EM PATINS lla Maris é uma equipa que se tem vindo a formar, com calma e este ano conseguimos pôr mais 2 jogadores. Mas acho que o Stella Maris foi sempre crescendo ao longo da época, foi a mais regular, teve 5 vitórias seguidas no campeonato, o que mais nenhuma equipa fez e depois teve essa má fase, ou foi uma má programação minha. Mas houve ali muitos factores extra-campeonato, tive 2 jogadores castigados que não era normal, e um jogador lesionado. Um dos castigados foi muito mal castigado. Então faz uma análise postiva da época... Sim, sem dúvida. Deve ter sido das melhores épocas de sempre do Stella Maris. Estivemos nos 16 avos de final da Taça de Portugal, fizemos o segundo lugar a um ponto do primeiro, temos uma das melhores defesas do campeonato nacional. Estamos em 10º lugar a nível nacional entre 86 equipas, o que é muito bom. Falhamos um bocadinho no ataque, mas eu gosto de construir as minhas equipas de trás para a frente, finalmente tive um "super guarda-redes" na baliza.

Pena agora que vai haver um grande interregno, só voltamos a jogar em Setembro. Se calhar vai-se perder um bocadinho a euforia do hóquei, mas tem sido muito agradável ver que as pessoas voltarão a vir ao hóquei. Isto tem a tradição de tendo a equipa à frente, as pessoas aderem. Quando a equipa está atrás, há menos apoio.

Está bastante melhor desde que o João Vitória veio para cá. Sabe muito de hóquei, teve uma grande escola de hóquei e tem vindo a incutir nos miúdos a forma de patinar, de jogar. Treina juvenis, infantis e as escolinhas, acaba por fazer a formação toda. E devido ao facto do Stella Maris andar em primeiro lugar no hóquei, há mais adesão.

gar na base do contra-ataque a defender muito bem, com um guarda-redes muito bom, para mim de primeira divisão e depois a tentar facturar, temos dois ou três jogadores muito equilibrados. Conseguem armar bem o jogo, ler bem o jogo e conseguem no contra-ataque e em jogadas organizadas resolver jogos.

Jogar em casa com muito público pode ajudar a ganhar jogos? Sim, é sempre melhor jogar com o pavilhão cheio. Mas o Stella Maris não gosta de jogar em casa, basta ver as estatísticas. Nós "perdemos" o campeonato em casa ou não ficamos em primeiro lugar. Cedemos 2 empates e uma derrota em casa. Gostamos muito de jogar fora, a equipa é mais talhada para jogar em contraataque e em casa sente-se o peso de mandar no jogo e a equipa vai um bocadinho a baixo.

Como sente o apoio dos adeptos? Nos ultimos tempos temos tido muita gente no pavilhão.

Em relação ao clube, como estão ao nível de formação e captação de jogadores?

Quais são as suas expectativas agora que vai para a Segunda Divisão? É complicado, o campeonato da segunda divisão é um campeonato com 16 equipas. Nós temos de reforçar o máximo possível a equipa nos sectores que conseguirmos, isto se pudermos. Porque a nível financeiro, o clube não tem muita margem para gastar dinheiro. Temos de nos reforçar no que há. A nível profissional vamos tentar fazer um campeonato para a manutenção o mais rápido possível, se conseguirmos, e não vamos voltar para a Terceira Divisão, mas penso que não. Se a equipa se manter a que está, com mais alguns reforços acho que consegue segurar a segunda divisão. •

“Gostamos muito de jogar fora, a equipa é mais talhada para jogar em contra-ataque e em casa sente-se o peso de mandar no jogo e a equipa vai um bocadinho a baixo.”

Falando das estatísticas, têm 6 golos sofridos, o que é óptimo, mas só 10 marcados... Sim, é isso. A nossa equipa constrói-se de trás para a frente. Eu acho que é a base do hóquei, defender muito bem e com dois ou três contra-ataques matar o jogo. Foi assim que resolvi o jogo em Marrazes. Com o Nortecoope fomos só com 7 jogadores, um dos jogadores estava lesionado e o outro ia ser pai no próprio dia. Conseguimos ganhar 3-2 a jo-

II DIVISÃO, ZONA NORTE

FASE DE APURAMENTO DE SUBIDA À II DIVISÃO

Turquel recebe jogo do ano Orlando Joia

O HC Turquel recebe este Sábado, pelas 21 horas, a Académica de Espinho, em partida entre os dois primeiros da zona norte da II Divisão, separados por apenas um ponto, com vantagem para a equipa nortenha.

Com três jornadas para disputar, o HC Turquel tem neste jogo, uma autêntica final, na tentativa de alcançar o 1º lugar

e a consequente subida à I Divisão. Caso a Acadª. Espinho não perca na deslocação ao concelho de Alcobaça, pode começar a fazer as malas rumo à I Divisão, pois nas duas derradeiras rondas terá jogos frente aos dois últimos classificados, HC Mealhada e Bom Sucesso. Se o triunfo for para os jovens atletas do distrito de Leiria, o 1º lugar final ainda terá um teste complicado, no Sábado seguinte, quando jogar no Sp. Tomar, equipa que também ainda luta pela subida à I Divisão. Objectivo reservado ao vencedor desta zona, enquanto o 2º classificado

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irá disputar uma "liguilha" de subida. Quarteto da frente não desarma Na ronda do passado Sábado, a 27ª jornada, o HC Turquel ganhou na Mealhada, por 8-3, porém a Acadª. Espinho voltou a vencer por um golo de diferença, ao derrotar o Infante Sagres, por 3-2, mantendo um ponto à maior sobre a equipa de João Simões. Já o Sp. Tomar manteve o terceiro posto, a três pontos do Turquel, após vencer os Limianos, por 5-2 e o Riba D'Ave, goleou o HC Marco, por 6-1, e continua a um ponto da formação de Tomar.

Marrazes ganha à Fundação Nortecoope Este Sábado, para além do jogo-grande, HC Turquel - Acadª. Espinho, o Sp. Tomar visita, pelas 17 horas, o Infante Sagres e o Riba D'Ave joga em Ourém, às 18 horas. Manutenção perto de Ourém O Juventude Ouriense continua por confirmar matematicamente a manutenção, porém a descida é uma hipótese remota. Na última ronda, a equipa de Nuno Domingues perdeu na Sanjoanense, por 4-2. Um triunfo sobre o Riba D'Ave confirma a permanência na II Divisão. Tendo ainda uma saída a Santa Maria da Feira e a recepção ao Juventude Pacense. •

A última jornada da fase de apuramento de subida da III Divisão trouxe duas surpresas, isto numa ronda onde já nada estava em jogo, uma vez que Fundação Nortecoope e Stella Maris já havia garantido a subida à II Divisão. O Leiria e Marrazes venceu a Fundação, por 42, terminando na 3ª posição, a três pontos das duas equipas que conseguiram a subida. O Stella Maris de Peniche não aproveitou a derrota da formação maiata, para alcançar o primeiro lugar da prova, pois perdeu no Seixal, por 3-2, nos primeiros pontos alcançados pela equipa da margem sul do Tejo nesta fase da prova. Ao Marrazes resta aguardar pelo processos de eventual desistência do H.A. Cambra, que disputa a permanência na I Divisão, para dessa forma poder beneficiar dos reajustamentos que os campeonatos irão necessitar. Caso tal não se concretize, então a III Divisão continuará a ser o destino. • O.J.


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HÓQUEI EM PATINS

Apuramento de Campeão da III Divisão

BIR é Campeã Nacional A Biblioteca de Instrução e Recreio (BIR) de Valado dos Frades sagrou-se campeã nacional da III Divisão de seniores masculinos, ao terminar a fase de apuramento de campeão com cinco triunfos em seis jogos disputados, cedendo apenas uma igualdade, na visita a Coimbra. Na última ronda não deixou dúvidas sobre a justiça deste título ao golear o 2º classificado, por 112, numa exibição memorável do “artilheiro” Rafael Monteiro, que apontou seis golos. A formação do concelho da Nazaré recebeu e goleou na derradeira ronda a Académica, numa partida que colocava em rinque as duas equipas que ainda tinham aspirações ao título nacional, sendo que o empate bastava à formação da casa para se sagrar campeã. Apesar dessa vantagem, a Biblioteca cedo se mostrou decidida a garantir o triunfo, entrando “a todo o gás”, com golos sucessivos, fechando os primeiros dez mi-

João Matias / Imagereporter

Orlando Joia

nutos já com uma vantagem de 4-0. A Académica reagiu e obteve um golo por António Gonçalves, não reduzindo ainda mais a desvantagem porque do outro lado estava um guarda-redes inspirado, Ricardo Nunes. Seguiram-se momentos de maior dureza, com o hóquei a ser menos bem tratado, a Biblioteca acabou por ser a formação que conseguiu gerir melhor as emoções e o inspirado Rafael Monteiro apontou mais dois tentos ainda antes do intervalo, com destaque para o sexto golo, que lhe foi servido em “bandeja de prata” por Rui Inácio, com um passe brilhante por trás da baliza. No segundo tempo, a Académica voltou a ter dificuldades

em se afirmar e a BIR aproveitou para ampliar a vantagem, apontando mais cinco golos, contra apenas um tento da formação de Coimbra. Num jogo com arbitragem positiva da dupla nortenha, o principal destaque recaiu sobre o jovem Rafael Monteiro, que apontou seis golos, numa equipa também ela muito jovem e que nas duas derradeiras jornadas da fase de atribuição do título nacional, ao invés de acusar a pressão, respondeu com 21 golos marcados e apenas dois sofridos. Por seu lado, a Académica deu uma pálida imagem das suas reais capacidades, nunca conseguindo jogar de igual com a BIR. •

PARA A HISTÓRIA Jogo disputado no Pavilhão Gimnodesportivo de Valado dos Frades

Árbitros: Paulo Santos e Porfirio Fernandes (Porto). Marcha do marcador: Ao intervalo: 6-1 Golos: 1-0, Luís Silva 1’; 2-0, Rafael Monteiro, 3’; 3-0, Luís Silva, 10’; 4-0, Rafael Monteiro, 10’; 4-1, António Gonçalves 12’; 5-1, Rafael Monteiro, 22’; 6-1, Rafael Monteiro, 24’; 7-1, Luís Silva, 31’; 8-1, Rafael Monteiro, 33’; 9-1, Tiago Afonso, 34’; 10-1, Pedro Delgado, 38’; 10-2, José Martins, 40’ e 11-2, Rafael Monteiro, 45’.

João Matias / Imagereporter

Biblioteca, 11 Ricardo Nunes; Rui Inácio, Pedro Delgado (cap.) (1), Luís Silva (3) e Rafael Monteiro (6); jogaram ainda Nuno Ricardo, Tiago Afonso (1), João Matias, Marco Guerra e Vando Lemos. Treinador: Pedro Almeida Académica, 2 André Sousa; Gonçalo Carvalho (cap.), António Gonçalves (1), Nuno Monteiro e Pedro Ferreira; jogaram ainda Filipe Duarte, José Martins (1), Miguel Moço, Daniel Santa e João Nogueira. Treinador: Miguel Vieira

EUGÉNIO VIOLA (PRESIDENTE DA BIR)

TÍTULO NACIONAL NUM DESPORTO COLECTIVO Este é um título muito festejado aqui no Valado? É um título indiscutível, mas muito festejado e sofrido. É a continuidade de um trabalho e de um gosto pela modalidade que já existe no Valado há algum tempo. Pela primeira vez a BIR foi campeã nacional num desporto colectivo e é motivo para festa. Depois deste título nacional, o que se pode esperar da Biblioteca? Para o ano estão na II Divisão, que é mais difícil e traz despesas que a nossa colectividade tem dificuldade em suportar. Mas com a equipa que nós temos, que é constituída maioritariamente por jogadores feitos aqui, é possível que façamos bons resultados na II Divisão. Esta equipa vai-se manter para o próximo ano? Tenho esperança que sim. E o treinador? Também penso que sim. Haverá algum reforço de peso? Pode sempre aparecer alguém, são coisas que ainda iremos analisar, mas nunca poderemos ir buscar grandes reforços. Somos uma equipa amadora, não pagamos a jogadores e não podemos ir buscar nenhum reforço de peso. Temos alguns jogadores do Valado que jogam noutras equipas na II Divisão. É uma possibilidade e seria muito bom vê-los outra vez a jogar no Valado, mas temos tempo para analisar isso. •

PEDRO ALMEIDA

“FOI O APROVEITAR DE UM GRUPO MARAVILHOSO” Como se sente campeão? Muito orgulhoso. Tenho uma equipa de trabalho fantástica. É uma sensação única. Um título de seniores alcançado por uma equipa muito jovem. Sim. Temos dois jogadores juniores e seniores de primeiro ano. É uma equipa jovem, embora já trabalhem juntos há muitos anos. Não posso esquecer o trabalho do anterior treinador. Foi o aproveitar de um grupo maravilhoso. No ano passado a subida fugiu por pouco... É a cereja no topo do bolo. Um pouco antes de alcançarmos a subida à II Divisão, tivemos uma conversa no balneário e definimos novamente objectivos muito concretos e o grupo conseguiu alcançá-los. É uma vitória dos atletas, o trabalho é deles eu aqui só passo um pouco da minha experiência, mais nada. Mais difícil a subida do que o título? Sim, transformámos o difícil em coisas fáceis, a equipa esteve bem e conseguiu responder com 10-0 em Beja e 11-2 neste jogo em casa no que acabou por ser uma final. Esta é a real diferença entre estas duas equipas? Tivemos grandes dificuldades de adaptação ao piso em Coimbra, mas o desnível não é tão grande como este resultado pode deixar transparecer. O público também ajudou muito... Já na minha primeira subida, como atleta, o pavilhão estava assim. Não há palavras para este público. Para o ano vai continuar na Biblioteca? Não está nada definido, mas essa é a minha vontade e em princípio irei continuar. •


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MODALIDADES

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PRÉMIOS “BENTO PESSOA – CASINO FIGUEIRA”

Júri revela galardoados Telma Monteiro Nasceu em Almada em 1985. É uma judoca portuguesa, treinada por Rui Rosa e que compete actualmente pelo Sport Lisboa e Benfica, detendo um palmarés impressionante na sua categoria, -52 kg, apesar da sua pouca idade. Em 2009 assumiu a mudança para a categoria de - 57 kg e obteve a medalha de ouro na primeira prova de 2009, realizada na capital búlgara - Sófia. Participou nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004e de Pequim 2008, onde se classificou em 9º lugar. Em Portugal e por força dos recentes resultados obtidos é considerada a melhor judoca de todos os tempos no sector feminino e uma das melhores em termos lobais. (In Wikipédia)

INSTITUIÇÃO, DIRIGENTE OU TÉCNICO Artur Lopes PRATICANTE OU EQUIPA Telma Monteiro ORGÃO DE COM. SOCIAL OU JORNALISTA Luís Freitas Lobo PRÉMIO NÃO DESPORTIVO - FIGUEIRA DA FOZ PESSOA INDIVIDUAL OU COLECTIVA COM ACÇÃO RELEVANTE NOUTRA ÁREA Augustus PRÉMIO PARA PERSONALIDADE DO GINÁSIO CLUBE FIGUEIRENSE PRATICANTE DESPORTIVO, TÉCNICO OU DIRIGENTE Adalberto Carvalho PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI Artur Agostinho

Artur Agostinho - Nasceu em 1920. É jornalista, radialista e actor português. Participou nos filmes "O Tarzan do 5o Esquerdo", "Dois Dias no Paraíso", "Sonhar É Fácil", "Cantiga da Rua", "O Leão da Estrela", "Capas Negras", "Cais do Sodré", "Testamento do Senhor Napumoceno", "A Sombra dos Abutres". Participou em programas de televisão como "Quem Sabe, Sabe", "O Senhor que e Segue", "No Tempo Em Que Você Nasceu" e "Curto-Circuito" e ainda na séries e telenovelas "Clube das Chaves", "Ana e os Sete", "Sonhos Traídos", "Ganância", "Casa da Saudade", "Tu e Eu". Fez parte do departamento desportivo da Rádio Renascença, nos anos 80 do Século XX, depois de ter sido um dos mais brilhantes relatores desportivos de sempre aos microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão. Foi proprietário de uma agência de publicidade, a Sonarte, e jornalista. Dirigiu o diário desportivo Record, entre 1963 e 1974, tendo regressado ao jornal como colunista e patrono do prémio destinado a premiar o desportista do ano, em 2005. Entretanto, foi director do Jornal do Sporting.

Natação

Torneio Nadador Completo O grande destaque vai para a nadadora do Desportivo Náutico da Marinha Grande, Filipa Vilas Ruivo, que para além de ter conquistado o troféu de 1ª classificada na categoria Infantil B, estabeleceu novo Recorde Nacional, da mesma categoria, aos 200 metros Estilos, ao realizar esta prova em 02m31s26c. •

Foto cedida por ANDL

Foto cedida por ANDL

As Piscinas Municipais de Alcobaça, acolheram este fim-de-semana, o Torneio Nadador Completo, onde participaram 121 nadadores, representados por 10 clubes do Distrito de Leiria. 1ºs Classificados Femininos Inf. B - Filipa Ruivo - DNMG (2560 pts) Inf. A - Sara Valente - CNAl (2405 pts) Juv. - Victoriya Kaminskaya - CNPe (2633 pts) Junior - Mara Silva - ADBA (3923 pts) Senior - Mariana Dias - ADBA (3753 pts) Masculinos Inf. B - Nuno Santos - DNMG (1553 pts) Inf. A - Afonso Santos - AHBVCR (2566 pts) Juv. B - Marcelo Saldanha - AHBVCR (2142 pts) Juv. A - Diogo Parrilha Silva - CNAl (3069 pts) Junior - João Paulo Ribeiro - ADBA (4011 pts)

D.R.

PRÉMIOS DESPORTIVOS DE ÂMBITO NACIONAL

D.R.

No passado dia 9 no Casino da Figueira da Foz, sob a presidência do Engenheiro Marçal Grilo, o Júri decidiu atribuir às seguintes personalidades os prémios Bento Pessoa - Casino da Figueira, edição 2009.


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15 Maio 2009

MOTORES

Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

KARTÓDROMO DOS MILAGRES RECEBE 2.ª ETAPA DO CAMPEONATO

NDML Campeonato Atlântico de Velocidade O Kartódromo dos Milagres, Leiria, recebe a 7 de Junho a 2.ª etapa do Campeonato Atlântico de Velocidade, prova de motociclismo com corridas intercaladas na 1.ª etapa da Copa Leiria Minimotos. A prova de Leiria do Campeonato Atlântico é organizada pela MotoBenga Racing Team. A taxa de inscrição é de

50 euros por moto e para além das habituais taças e medalhas os prémios vão dos 25 aos 150 euros. Patrocínio da HMmotos (Concessionário Suzuki). Normas de Participação: Equipamento: É obrigatório um fato de cabedal inteiriço ou de duas peças unidas, luvas de cabedal, botas e capacete integral. Motas: São admitidas motas com carenagem derivadas de estrada ou competição. É obrigatório reservatório de respiro, bujons de óleo freiados, extremidades dos

avanços, pousa pés e manetes tamponados ou arredondados. Cilindrada: Nas 50cc há uma tolerância ate 51cc. Nas 70cc até 71cc. Peso mínimo das motas: O peso mínimo das 50cc é de 55kgm. O peso mínimo das 70cc e 85cc é de 65kgm. Pneus: A escolha de pneus é livre.

Carburador nas 70cc: Nas motas de 70cc só é permitido carburadores de diâmetro até 28mm.

MINIMOTOS Copa Leiria Pela primeira vez o Kartódromo dos Milagres, Leiria, entra na organização de sprints de motociclismo agradando ainda mais os amantes do desporto motorizado. A Copa Leiria é o grande passo no caminho dos grandes eventos de duas rodas.

Quem tem moto e gosta de velocidade e adrenalina precisa de uma competição de realce. A Copa Leiria é a denominação do evento de minimotos que será realizado em 3 jornadas, a primeira já a 7 de Junho. Em cada prova do torneio serão disputadas 2 mangas com atribuição de pontos nas categorias Open, Sénior, Réplicas Ar e Júnior. Haverá uma única sessão de treinos livres de 45 minutos e 10 minutos de qualificação por classe. As inscrições estão abertas a quem possuir minimotos dentro dos parâmetros e normas do evento. O custo de participação é de 30 euros por jornada com

seguro incluído e aceites ao mesmo preço até aos 20 dias que antecedem cada etapa. A organização irá premiar todos os participantes da Copa Leiria a cada prova e no resultado final distinguido os 3 vencedores de cada categoria com prémios monetários e taças ou troféus. A Copa Leiria Minimotos realiza-se a 7 de Junho no circuito B (1006 metros), 6 de Setembro no circuito C (878 metros) e a 4 de Outubro no circuito A (892 metros). O evento conta com o apoio do portal/fórum minimotoportugal.com especialista na modalidade e na competição.

COLMEIAS II ROTA DOS ARCOS

7 ARCOS promove passeio de Clássicos O “Clube Cultural Recreativo 7 Arcos”, sedeado em Agodim, Colmeias Leiria, está apromover um passeio de automóveis clássicos, a realizar no próximo domingo, 17 de Maio. O local de encontro será no Parque do Estádio de Leiria, pelas 9 horas, onde se tratará das respectivas inscrições e entrega de uma pasta e brinde de participação. O início do passeio está previsto para as 10 horas, em direcção à Bajouca, onde a comitiva irá visitar o Pisão bem como a tradição desta freguesia ma “Olaria”.

Já o almoço será no concelho de Pombal, na freguesia de São Simão de Litém, numa Quinta Antiga. Da parte da tarde por volta das 15 horas haverá uma perícia onde o publico pode ver as máquinas a “trabalhar e a encantar”. Esta perícia será junto ao IC2, sentido Sul/Norte, entre o “RetailPark e Roca”. O dia terminará com um lanche/jantar convívio na sede do “Clube Cultural e Recreativo 7 arcos”. Mais informações podem ser solicitadas através dos seguintes contactos: 917697034 e 964311740.

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MOTORES

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CLUBE AUTOMÓVEL DA MARINHA GRANDE

Adélio Amaro

Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

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SUPER ESPECIAL

Figueiró dos Vinhos O Clube Automóvel da Marinha Grande irá organizar no próximo dia 23 de Maio o “Slalom Especial de Figueiró dos Vinhos. Esta é uma prova que irá ser disputada em conformidade com o Código Desportivo Internacional FIA e seus anexos, as Prescrições Gerais às provas de Automobilismo e Karting 2009, bem como do Regulamento afecto à prova. A prova será aberta a todas as viaturas que estejam de acordo com as especificações para qualquer Campeonato ou Troféu Nacional de Rallyes ou Velocidade. Os veículos serão divididos nas seguintes Divisões e Classes independen-

temente do Campeonato ou Troféu que estejam a disputar: - Automóveis de duas rodas motrizes: Classe 1, menos de 1400 cc; Classe 2, de 1401 cc a 2000 cc e Classe 3, mais de 2001 cc. - Automóveis de quatro rodas motrizes: Classe 4, menos de 2000 cc e Classe 5, mais de 2001 cc. Para o Slalom Especial de Figueiró dos Vinhos são admitidos todos os concorrentes que sejam detentores de carta de condução, há pelo menos um ano. São admitidos um máximo de 80 concorrente. Um veículo pode ser utilizado por mais que um concorrente (num máximo de três) desde que a Organização seja informada no acto da inscrição. Os interessados podem efectuar a

respectiva inscrição até às 23 horas do dia 19 de Maio no Clube Automóvel da Marinha Grande, Rua Santa Isabel, 28C, Salgueiro, Marinha Grande ou então na FPAK, Rua Fernando Namora, 46 C/ D, Lisboa.

A prova Esta é uma prova "Especial de Slalom" que será desenvolvida em duas fases. Na primeira todas as equipas poderão realizar duas passagens. Contará para efeitos de classificação da primeira fase o melhor tempo efectuado numa das duas passagens. A equipa, nesta fase, poderá optar por realizar somente uma passagem. Ficarão apurados para a segunda fase somente 32 equipas a apurar se-

gundo os seguintes critérios: o primeiro classificado de cada classe e as restantes equipas pela ordem de classificação da primeira fase. A segunda fase será por eliminatórias. Isto é, nos dezasseis avos serão apurados os 16 melhores tempos. Nos oitavos de final serão apurados os 8 melhores. Nos quartos de final serão apurados os 4 melhores. Nas meias-finais serão apurados os 2 melhores. E, depois, haverá os apuramentos para 3.º e 4.º classificado assim como para o 1.º e 2.º classificado. A classificação final será elaborada de acordo com as passagens nas diversas eliminatórias e dentro destas ordenada pelo tempo efectuado.

TUNING acelera na Batalha

Adélio Aamaro

Adélio Aamaro

Adélio

Aamaro

Adélio Aamaro

A zona desportiva da vila da Batalha foi o palco escolhido para a 6.ª Tuningparty, cuja a chuva não amedontrou os praticantes e amantes do tuning, nos dias 9 e 10 de Maio. Esta iniciativa, que contou com a presença de centenas de participantes de vários pontos do país e milhares de visitantes, onde todos desfrutaram de uma variedade enorme de actividades, desde a mais radical até à mais original passando também pelos grandes momentos hilariantes de Freestyle Stunt Riding, Moto Trial, Car Wash Girls, Carro Alivia o Stress, Hora do Presunto, entre outras. Mas, mais do que as palavras ficam as imagens...


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MODALIDADES

TRIAL BIKE

Irmãos disputam Taça A competição quase que esteve para ser cancelada devido às condições climatéricas. A chuva intensa na hora prevista para inicio da prova colocou dificuldades na tracção aos obstáculos, sobretudo nos de madeira, mas acabou apenas por ditar o atraso da prova e a suspensão do speed trial, prova de pares que consiste em ultrapassar obstáculos a grande velocidade. As zonas do Trial Bike de Coimbra foram constituídas por bobines, pneus gigantes, anilhas de cimento e troncos, entre outros obstáculos Um total de 30 atletas, sete dos quais espanhóis disputaram as categorias de Open 1, Open 2, Séniores e Elites. Esta última categoria concentrou as atenções do público e esteve bastante renhida até ao final. Jonathan Allen deu nas vistas, mas mais curiosa foi a disputa entre os irmãos João e Daniel Sousa. Para o vencedor da etapa e líder da Taça, João Sousa, o irmão acabou mesmo por ser "o maior adversário". O atleta

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

João Sousa comanda a Taça de Portugal de Trial Bike na classe de Elite, após ter conquistado o primeiro lugar na 3ª etapa da prova que decorreu no Parque Verde do Mondego, em Coimbra.

de 21 anos afirma que "gerir o cansaço" foi a maior dificuldade, uma vez que também esteve na organização da prova. Recorde-se que Daniel Sousa ganhou a 1ª prova em Monte das Mós/Terras de

Bouro e ficou em 2º na semana passada. João Sousa havia já vencido a 2ª etapa em Braga. Espera-se por isso uma "luta familiar" no pódio nas próximas três etapas que ainda faltam cumprir. Nada

que os irmãos já não estejam habituados, garante João Sousa. "Somos adversários mas apoiamo-nos mutuamente", afirma. Cerca de mil pessoas passaram pelo circuito de trial bike. Depois de Coimbra, falta ainda cumprir três provas no calendário da Taça de Portugal de Trial Bike 2009. A próxima é Monte do Facho - Barcelos (31 de Maio), segue-se Belinho - Esposende (21 de Junho) e, por último, Porto (2 de Agosto). O Trial Bike é uma disciplina do ciclismo cujo factor principal é o equilíbrio e controlo da bicicleta em situações extremas. O objectivo da competição é passar com a bicicleta por um percurso difícil e com obstáculos sinalizados, situados dentro de "zonas controladas", sem se poder tocar no solo com nenhuma parte do corpo e da bicicleta (excepto com os pneus), e dentro de um tempo estabelecido. • Eunice Oliveira

VOLEIBOL

Sport Operário Marinhense primeira derrota Para este jogo, o treinador marinhense contou apenas com os seguintes atletas na convocatória: Mário Soares (capitão); Bruno Ramos; Ricardo Oliveira; Bruno Sequeira; André Almeida; Anderson Camará; Bruno Cunha; Pedro Santos e Rui Sequeira a libero. Comentários do treinador marinhense no final do jogo: "Foi um jogo em que tivemos alguma dificuldade em encontrar a fórmula para blocar os centrais adversários, já que a equipa adversária reforçou-se com um central bastante alto o que complicou em parte o nosso ataque pelo centro da rede. Para além disso, a inoperância defensiva do distribuidor esteve muito aquém do desejado. O libero foi bastante solicitado e oscilou muito o seu rendimento na recepção já que a sua colocação no dispositivo de recepção, por vezes não foi o mais produtivo. Acabei por retirá-lo do jogo no 3º set para não intranquilizar mais os colegas."

"Ao longo do jogo mantive sempre o Kiká na entrada da rede enquanto a outra entrada de rede foi rodada entre 3 atletas que nunca estiveram inspirados o suficiente para me tranquilizarem na sua utilização permanente em campo." "Os nossos centrais estiveram bem no serviço, já no ataque o jogo não passou muito por eles, 1º pela recepção ter sido muito irregular e 2º porque o alcance do bloco dos centrais adversários ser muito alto." "Anderson esteve bem no capítulo do serviço, no entanto no ataque oscilou um pouco. No bloco que costuma ser uma mais valia para a equipa esteve um pouco apagado, provavelmente pelo seu estado menos bom em termos de saúde." "Apesar deste resultado negativo o Operário tem a sua situação tranquila enquanto todas as restantes 5 equipas têm ainda um objectivo para perseguir, a manutenção na 2ª divisão nacional."

D.R.

No passado sábado o Operário perdeu pela primeira vez na 2ª fase do campeonato em casa da equipa do G.D.Sesimbra por 3-2 com os parciais de 26-24; 17-25; 25-19; 20-25 e 15-11.

Amanhã o Operário joga pela última vez em sua casa esta época e recebe

às 16 horas no pavilhão da Nery Capucho a equipa do Algarve. •


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KARATÉ

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Estágio Técnico Internacional JSKA em Leiria

“Os praticantes é que financiam a sua actividade” Foi no Pavilhão dos Pousos que o estágio técnico internacional teve lugar e a participação do Mestre Vilaça, 7º Dan (um dos poucos no nosso País) e também do Mestre "local", Carlos Sousa trouxe um sotaque português à modalidade natural do país do Sol-Nascente. O Mestre Carlos Sousa foi aliás um dos intervenientes em foco, pois ao final da tarde realizou uma prova de aptidão que o permitiu subir de grau, tornandose assim no único 6º Dan de Leiria. O estágio contou com a participação de cerca de 90 atletas, crianças e adultos. O Mestre Vilaça foi bastante interventivo nesta parte da formação, sempre apoiado pela instrução completa de Sensei Abe. Como surgiu a ideia de realizar um estágio internacional de karate em Leiria? O Centro de Leiria faz parte de uma associação nacional, que por sua vez é membro desta organização mundial que é a JSKA, sediada no Japão. Sendo Portugal membro, tem periodicamente estas organizações, seja do ponto de vista técnico ou do ponto de vista competitivo. Estão marcados mais estágios? Já de seguida vamos para Portimão, é um estágio meramente técnico. Mas tem uma componente importante que é o meeting internacional, com os países que fazem parte desta organização mundial em que vão ser definidas, todas as regras e os procedimentos para a organizaçao do campeonato do mundo. É a fase final

de preparação e acerto para o campeonato do mundo. De que forma pode esta iniciativa influenciar esta modalidade? Estas actividades são sempre abertas ao público. O público em geral está mal informado ou tem uma ideia do karate que muitas vezes não é a melhor. Por isso quanto mais públicas forem estas manifestações e demonstrações, mais se contribui para uma correcta informação do público em geral. O que é que podemos esperar do evento de hoje? Que as pessoas entrem em contacto com o nosso instrutor chefe, o Sensei Abe, que é uma referencia do karate a nivel mundial. Ele nasceu do karate tradicional, assim se pode dizer. Ele foi aluno do Mestre Nakayama, por sua vez aluno do fundador do Shotokan. Muitos dos praticantes que estao aqui têm a possibilidade de ver uma figura rara do karate. Que apoios permitiram a divulgação e realização deste estágio de formação? Aqui em Leiria é totalmente financiado pelo centro de Leiria, se bem que conta com alguma ajuda do municipio local em termos de infra-estruturas. De facto não somos muito ajudados do ponto de vista financeiro, pois são os próprios praticantes que têm de financiar a sua actividade. Quantos mestres vão levar dar instrução? O Sensei Abe, 9º Dan, que é o instrutor chefe da nossa instituição. Estamos a coadjuva-lo nesta tarefa, eu próprio, o Sensei Hans Müller, da Suíça, e o Soon Pretorius, da África do Sul mas é ele quem dirige o estágio. •

Reconhece Mestre Vilaça, 7º Dan João Matias / Imagereporter

Tiago Ramalho

CONVICÇÃO DOS MESTRES MÜLLER E PRETORIUS

“O FUTURO É O SHOTOKAN” Hans Müller e Soon Pretorius. Dois nomes sonantes e nada portugueses. Isto porque no estágio técnico Internacional, que decorreu nos pavilhão dos Pousos, também Mestres estrangeiros deram um ar da sua graça. Suiço e Sul Africano não negaram uma curta entrevista ao Desportotal, apesar do pouco tempo que tinham para dispensar e, foram concisos: o futuro está reservado para o Shotokan. Como é que surgiu a ideia deste evento internacional? H: A ideia veio do Mestre Vilaça, que nos convidou. S: Estamos aqui também para a preparação do Campeonato do Mundo do ano que vem, que vai ser realizado no Algarve. Quantos atletas irão participar? H: Cerca de 500 ou 700. Quando é que se apercebeu que esta arte marcial era uma paixão? H: Comecei à 35 ou 36 anos atras e tentei alguns desportos, como judo. Mas depois vi um filme do Bruce Lee e pensei "Ok, este é o desporto para mim!" S: Tinha 8 naos e houve uma demonstração de karate na minha escola e nunca tinha visto nada assim e então comecei. Foi à 42 anos atrás. Que opinião tem do evento de hoje? H: É sempre bom estar na companhia destas pessoas que têm os mesmo interesses. E Portugal é um país muito tradicional no que toca ao karate. Estamos aqui para o campeonato do mundo e para fazer amigos. S: Estamos muito impressionados pelas pessoas, e acho que podemos ter um dos melhores campeonatos do mundo aqui. Como vêm o vosso futuro no Shotokan? H: Continuamos a evoluir, a desenvolver o nosso trabalho. S: Apenas continuamos.. •


15 MAIO 2009

ÚL TIMA ÚLTIMA ARBITRAGEM ESCRITA

O poder discricionário pelos árbitros detido atribui-lhes competências e responsabilidades habitualmente não respeitadas pelos próprios e dificilmente compreendidas por quem devia saber entender e aceitar as respectivas funções independentemente de poder questionar a integridade moral, sentido ético, noção de respeito pelo espectador sempre que algo assim obrigue, porém sem achincalhar, ofender ou ser grosseiro. Alguns árbitros, sabedores das prerrogativas que as regras lhes concedem, exorbitam no poder, exageram na atitude, como o povo na sua imensa sabedoria diz, vão além do passo que a perna lhes permite dar. Muitos deles confundem rigor, disciplina, autoridade, com arbitrariedade. Na capacidade de entenderem e saberem separar convenientemente aquelas atitudes, reside o ponto de equilíbrio ou rotura entre um verdadeiramente bom árbitro e um árbitro mediano ou de complicado entendimento sobre as regras que superintendem no futebol. Na semana transacta, quem assistiu pela TV à transmissão do jogo Chelsea vs Barcelona apercebeu-se de evidentes decisões com provável adulteração de resultado fruto de incongruentes interpretações do árbitro norueguês Tom Henning. Tornou-se claro e iniludível que o referido colegiado possui entendimento muito próprio sobre utilização dos braços em ocasiões menos inadequadas ou locais proibidos. Se realmente assim é, o súbdito da coroa norueguesa, eleva demasiado a fasquia da dita discricionalidade.

D.R.

Conjunção “SE”

Jorge Coroado Na Alemanha, no jogo que opôs o Hamburgo ao Werder Bremen e que permitiu ao segundo emblema a passagem à final da Taça UEFA, o juiz designado não soube ou não quis interferir quando, momentos antes do pontapé de canto que originou o golo da vitória dos homens de Bremen, a bola oficial de jogo ressaltou numa outra de papel, lançada desde a bancada, que se encontrava no terreno de jogo, obrigando um atleta do Hamburgo a ceder o pontapé de canto com um gesto técnico defeituoso pelo imprevisto do ressalto, algo que em circunstâncias normais não teria sucedido pois teria aliviado o esférico para longe da sua baliza. As regras são claras, nomeadamente a I – Terreno de jogo, a qual determina que o espaço limitado

pelas linhas laterais e de baliza não pode conter objectos estranhos e, na eventualidade de tal suceder se a bola toca em um deles de imediato o jogo deve ser interrompido, o objecto retirado do local onde se encontrava e a partida recomeçada com lançamento de bola ao solo no sítio onde ocorreu o contacto da bola com o objecto estranho. As prerrogativas concedidas ao árbitro pela entidade organizadora das competições são vastas e nelas inserem-se os casos já reportados e outros como o ocorrido no Estádio da Luz, quando aos 36’ e 39’, Cardozo obteve os golos encarnados. O jogador, efusivo com a alegria do feito alcançado, uma e outra vez levantou a camisola do equipamento exibindo uma t-shirt de cor distinta, com fotografia de uma criança estampada. De acordo com previsto na regra IV – Equipamento dos jogadores, o árbitro deveria ter exibido cartão amarelo ao atleta em questão por comportamento menos próprio e depois, existindo reincidência, exibir novamente o cartão amarelo desta feita seguido do vermelho. Se em Londres e Hamburgo os erros foram de índole técnica, em Lisboa eles foram de ordem disciplinar. Em Alvalade, durante o respectivo aquecimento, o árbitro Duarte Gomes expulsou o treinador de guarda-redes da equipa da casa por possíveis palavras menos abonatórias, na sequência de, irresponsavelmente, enquanto fazia o respectivo aquecimento, passar em zona do campo onde interferia com o aquecimento daqueles

atletas. Não sendo normal aquela situação, menos aceitável se torna para quem domina convenientemente as normas e regulamentos como é o caso do filiado de Lisboa. Em qualquer dos casos não podem ser entendidos como

Na semana transacta, quem assistiu pela TV à transmissão do jogo Chelsea vs Barcelona apercebeu-se de evidentes decisões com provável adulteração de resultado fruto de incongruentes interpretações do árbitro norueguês Tom Henning.

fruto do poder discricionário outorgado aos árbitros. Seria um erro assim considerar independentemente da Regra V – O árbitro, como aqui já deixei expresso, utilizar profusamente a conjunção SE para salvaguarda das opiniões do árbitro. Os poderes discricionários que estão cometidos aos árbitros não lhes outorgam direito de subverterem factos, adulterarem razões, perverterem resultados. Antes exigem que saibam ser rigorosos e cumpridores o que, diga-se: Há poucos ou quase nenhuns a fazê-lo, antes a lidarem para a galeria das fotos e revistas cor-de-rosa. •

Carlos Vieira

Sérgio Claro / Imagereporter

De bicicleta para apoiar a União Nem a chuva arrefeceu os ânimos do leiriense Carlos Vieira que, bem cedo deixou para trás o municipal de Leiria e se aventurou na pedalada até Oliveira de Azeméis. Pena foi que a este entusiasmo e esforço do ciclista de Leiria não tivesse continuidade no resultado de um jogo tão importante para a desejada subida de divisão. Mas fica a imagem de esforço e de dedicação de alguém que gostaria de ver a sua equipa entre as maiores do futebol português. Haja esperança. •


Edição Nº 5 - 15 de Maio de 2009