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O Grande Darwin


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O Grande Darwin Isabela Fontenelles e Izabel de Azevedo 3


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Dedicatória Nós dedicamos este livro primeiramente a Deus, nosso melhor amigo, à nossas famílias, que sempre têm nos apoiado nos estudos, e a todos que lerem este livro, produzido com tanto esforço e carinho.

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Sumário • Dedicatória___________________ 2 • O Grande Darwin______________ 4 • Bibliografia__________________ 23

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O Grande Darwin Isso é uma injustiça da sociedade, isso é uma injustiça humana! É... Você pode estar não entendendo nada, então é melhor começar do começo. Meu nome é Darwin, tenho 16 anos, estudo na escola Spring e pareço um garoto complicado. Desde pequeno me zoam, só porque sou baixinho e nerd. Mas qual é o problema de ser baixinho e nerd? Não é porque você é um pouquinho mais inteligente que os outros, faz os deveres de casa, só tira 10 e os professores gostam de você, que você é um nerd. Não sou um cara “safo” como os outros garotos da minha escola, mas nesses anos tenho aprendido a me virar. Porém esse ano tudo mudou na minha vida. Infelizmente mudei de escola e logo no

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meu primeiro dia de aula já me dei mal. Tudo começou assim... – Temos um novo aluno este ano pessoal, ele se chama Darwin. Levante-se Darwin a turma quer conhecê-lo – disse a professora. Eu me levantei, fiz até carinha de legal, mas de repente... Poft! Eu caí de cara no chão, pois os meus tênis estavam desamarrados. Que mico eu paguei, não sabia se levantava ou ficava ali mesmo. Tomei coragem e quando ia me levantar vejo a garota mais linda entrando pela porta, e no seu cordão estava escrito: Rosemary. Ah! A Rosemary. Graciosa como sempre, divina, sem igual. Parecia que o mundo tinha acabado pra mim. Não precisava de mais nada, só de um sorriso da Rosemary. Enquanto todos estavam ali se estabacando de rir de mim, ela me olhou com um olhar carinhoso e me estendeu a mão. Eu acho que demorei uns 20 segundos só para me tocar que aquela mão 10


era pra mim, eu mesmo, o Nerd Darwin. Levantei que nem um bobão e agradeci gaguejando. Ela foi se sentar e eu também. Os bobões da turma estavam, além de rindo, caçoando de mim, mas eu nem esta me importando, só me importava com ela, a Rosemary. Já gostei de diversas garotas, que na maioria das vezes eram as “patricinhas” da escola, que não me davam bola e nem sabiam que eu existia. Mas Rosemary era diferente, ela era amorosa, carinhosa, linda e ainda se importava com os outros. Rosemary era madura, inteligente, ela era única. Hora do intervalo, eu tinha 30 minutos para me chegar até Rosemary e conversar com ela. Ela sai da sala em disparada, nem olhou para traz. Dei passos largos em direção ao refeitório para onde ela tinha se direcionado. Cheguei ao refeitório. Haviam 12 turmas diferentes lanchando, era difícil encontrar Rosemary. Sentei em uma mesa sozinho. Já estava acostumado com o fato 11


de as pessoas me acharem estranho e não sentarem comigo. Também, quem iria querer sentar com um garoto baixinho, branquelo, de óculos e com sardas? Ás vezes parecia que as pessoas me rejeitavam, mas ás vezes parecia que elas nem me notavam. Enquanto eu me preocupava com as pessoas, senti um cheiro suave, uma fragrância de rosas. Meu coração bateu mais forte, eu tinha certeza que era ela. Olhei para traz. Rosemary estava atrás de mim e eu nem havia percebido. Ela deixou seu anel cair e eu o peguei. Ela reparou que me conhecia e disse: – Você não é o garoto que eu levantei do chão? – Sim sou eu. Você lembra de mim? – mas que pergunta idiota que eu fiz, é claro que ela se lembrava de mim. – É claro que me lembro. Não faz muito tempo que estávamos assistindo à mesma

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aula. – disse Rosemary dando uma risada sutil. – Ai Rose, você fica conversando com esses novatos otários. Isso pode sujar nossa reputação. – sussurrou Jennifer, amiga de Rosemary. – Jennifer, fala sério, ele é novo, mas não é otário. Pare de ser grossa. – Tudo bem, mas vamos embora. Preciso ir ao banheiro. – Ta bem Jenny. Tenho que ir... Mas qual é seu nome mesmo? – Darwin. Meu nome é Darwin. – Muito prazer. Meu nome é Rosemary. Foi um prazer conhecê-lo. – Igualmente. A pulos meu coração estava. Será que era um sonho ou realidade. Não queria saber, não há maldade em sonhar. Tudo estava perfeito, até que chega um cara “dois por dois”, um grandalhão que só era músculo e nada de cérebro. Tremi de

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medo, porque aquele cara vinha na minha direção. Justo eu, de novo eu. – Fala aê novato. O que tu tava fazendo, falando com a minha garota? – disse o grandalhão. E sem demora eu respondi: – Ah?! Não sei do que se trata. – Não sabe do que se trata? Eu vi você falando com a Rose. – A Rose é sua garota? Ela é sua namorada? – Ainda não, mas vai ser. A rose não da bola pra novato. Você é um nada e eu não quero saber de você falando com ela, se não... Você vai receber o que merece. Entendeu? – Sim. Entendi. – disse eu, cabisbaixo e sem ação. Que raiva! Porque quando tudo está dando certo na minha vida, tudo cai à tona de novo? Sinceramente eu não entendo. Cheguei em casa triste. Tinha conhecido o amor da minha vida, mas nem 14


podia chegar perto dela. Minha mãe chegou cheia de esperanças, imaginando como foi meu primeiro dia na escola. Sempre fôramos nós dois somente. Meu pai nunca deu as caras; Ele fugiu quando soube que minha mãe estava grávida. Minha mãe sempre foi minha amiga. Pode ser até estranho, mas num piscar de olhos meus, ela sabe como eu estou me sentindo. Como sempre, ela conseguiu arrancar de mim o que havia acontecido. Ela sempre diz várias coisas, mas, dessa vez, nenhuma delas me ajudou. Passaram-se semanas e eu sempre ali, perto da Rosemary e não conseguia fazer nada. Sempre com medo do Carlos; Esse era o nome do grandalhão que havia me ameaçado. Descobri seu nome porque a professora o chamou bem alto para anunciar a maior nota vermelha da sala. Eu não me conformava. Um cara burro daquele jeito, me ameaçar e eu ficar

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calado. Cheguei até a fugir de Rosemary. Que medroso eu era. Certo dia, no término da aula, Rosemary veio falar comigo. Eu fiquei tão feliz, ela era tão linda. Meu coração batia muito forte, não sabia se era de amor por Rosemary ou de medo do Carlos. – Oi Darwin. Tudo bem? – Tudo sim e com você? – Bem também. Quero te fazer um convite. – Um convite? Que convite? – Hoje vai ter uma festa na casa da Jennifer. Eu to chamando geral e eu queria que você fosse. Você aceita? – É claro que eu aceito. – Aqui está o convite. Dentro tem o endereço. – Obrigada Rosemary. – De nada. E... Pode me chamar de Rose. Tchau! – Tchau!

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Eu nem estava acreditando. Ela me chamou para uma festa e ainda falou que eu podia chamá-la de Rose. Será que ela tava gostando de mim? Eu não sabia se sim ou se não, só sabia que eu não iria perder aquela oportunidade. Estava tudo muito bom pra ser verdade, até que eu vejo uma sombra perto de mim. Devia ser a Rose falando que esqueceu alguma coisa e quando eu me viro para atendê-la vejo que não era ela, era o Carlos. – Eu não disse pra você se afastar da minha garota? – Mas eu não fiz nada. Ela que veio falar comigo. – Eu te avisei. Não venha reclamar depois. Ele foi embora e não falou mais nada. Que estranho, mas que bom que ele foi embora, às vezes ele até entendeu.

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Antes de ir para casa fui ao banheiro e quando cheguei lá vejo Carlos e seus amigos, todos eles me olhando. – E ai pessoal como vai? – Disse eu cheio de medo. – Pra gente ta tudo bem. Pra você não. – Por quê? Não entendi. – Você vai entender. Os amigos de Carlos seguraram-me pelos braços e Carlos começou a me bater. Depois de terem me batido o suficiente, me largaram no chão e foram embora, porém antes disseram: – É melhor você ficar calado, porque se não as coisas vão piorar para o teu lado. E nunca mais se meta com a Rose. – disse Carlos antes de ir. Levantei com dificuldade. Olhei-me no espelho e vi que meu olho estava roxo e eu estava bem machucado. Minha mãe falou muito quando cheguei em casa, chorou e tudo e disse até que ia à escola reclamar mas eu não deixei. Foi ai que desisti de 18


tudo, não queria mais saber de festa, de Rose, de nada. Então minha mãe me disse uma palavra que eu nunca esqueci: – A oportunidade na antiga Grécia era pintada como uma cabeça que era cabeluda na frente e careca atrás. Quando ela chegava, você teria de segurá-la pela frente, se não por traz você não conseguiria mais pegá-la. Então meu filho, segure a oportunidade de frente, antes que você não consiga mais segurá-la. Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Eu fiquei impressionado com tanta sabedoria. Minha mãe, uma mulher sensacional. Fiz meus curativos e me arrumei. Era sexta-feira, o dia da festa da Jennifer onde eu encontraria Rose. Penteei o cabelo de um jeito diferente, pus roupas diferentes, tirei até os meus óculos e botei as lentes novas que nunca havia usado. Já tinha apanhado mesmo, o que eu tinha a perder?

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Cheguei à festa. Todos da minha escola estavam lá. Desde o 1º até o 3° ano. Haviam pessoas por tudo quanto é lado, e a maioria delas estavam me olhando. – Oi gatinho! – Disse uma garota pra mim. Gatinho, eu? Com um olho roxo? A garota deveria estar bêbada, só podia ser. Entrei na casa, e no primeiro olhar, eu a encontrei. Rosemary estava linda, com seu vestido florido em um tom meio rosa. Sua pele branquinha e seus cabelos pretos se realçavam no vestido e seu sorriso me deixava fascinado. Imediatamente quando me viu veio falar comigo. – Darwin, é você? – Sim sou eu, por quê? – Você está muito diferente. – Ah, já sei. São meus olhos né? – Também. Não sabia que você tinha olhos azuis tão lindos. – Sério? Você acha?

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– Claro. Todas as meninas estão olhando pra você. Você não ta percebendo? – Ah... Eu só me arrumei diferente, só isso. Você que está esplêndida. – Obrigada Darwin. Você é muito gentil – Disse Rose com as bochechas vermelhas. – Mas que machucado é esse no seu olho? – Fui assaltado por uns caras e apanhei. – Nossa Darwin, que chato. Mas você está bem? – Estou sim. – Quer algo para beber? – Quero. – Então vamos à cozinha comigo. Passando pela sala vi várias pessoas da minha turma, principalmente Carlos e seus amigos que estavam mais bêbados do que todos. Eles nem sabiam quem eram eles mesmos de tão bêbados. – Darwin, acabou o gelo, vou lá na sala ver se tem. Espera aqui na cozinha que eu já volto. – disse Rose.

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Eu estava tão ansioso para Rose voltar. Queria logo falar para ela o quanto eu a amava. Queria tanto saber qual seria sua reação. Fui à sala atrás dela e quando chego vejo ela agarrada com Carlos. Os dois estavam se beijando. Parecia que ela queria se libertar dele, mas ao mesmo tempo parecia que ela estava gostando. Isso é uma injustiça da sociedade, isso é uma injustiça humana! E aqui eu estou. Olhando para a mulher da minha vida, beijando o cara que eu mais odeio no mundo. Agora você pode entender o porquê da minha indignação. Isso muita injustiça. Eu sofri tanto por ela e é ele quem ela beija? Sabe, a vida de um adolescente é algo muito complicado. A gosta de alguém, sofre por alguém, vive por alguém e nada, nada acontece. Os mais fracos sempre ficam por baixo e os fortes vencem a disputa. Não importa se você é legal, se 22


você é de bom caráter. O que importa nessa sociedade de adolescentes é se você é bonito, esperto e popular. Por mais idiota que você seja, se você consegue fazer algo idiota o suficiente pra ser popular, você se sobressai. Você luta, apanha, sofre de amor e nada. Por quê? Por quê? Eu sinceramente não sei e nem quero saber. Nesse momento eu já tinha me conformado com a situação de ver a garota que eu achava interessante ir pelos conceitos banais, que é popularidade. O cara popular com a garota popular. Por que não pode ser diferente? Desisti de lutar por ela. Até que eles param de se beijar e é quando ela me olha com um olhar de susto e ele solta uma piadinha: – Ta olhando o que OTÁRIO? Ele não podia ter dito aquilo, não naquela hora. Parecia que eu tinha uma bomba comigo e que eu iria explodir. Em fração de segundos eu decidi que eu não seria mais um otário na mão dele. Com que

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coragem eu não sei, só sei que dei um soco nele e disse: – Quem é o otário aqui? Foi uma confusão enorme. Um batia no outro e o resto do pessoal todo gritando: – Briga! – Briga! – Briga! Éramos só eu e ele. Tirei tanta força de dentro de mim que o garoto saiu correndo de medo. Todos se amedrontaram de um garoto baixinho como eu. Foi ali que eu vi que não importa o tamanho, o que importa é a coragem. Depois de tudo, Rose chegou perto de mim e eu se quer olhei para ela. Tudo havia perdido o encanto pra mim. Saí sem olhar para traz e ela veio me seguindo. – Darwin, fala comigo. Por que você não ta falando comigo? Me responde. Eu me calei e continuei andando.

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– Darwin, o que aconteceu? Fala comigo! Eu parei e virei em sua direção. – O que aconteceu? Você ainda pergunta o que aconteceu? – Darwin, eu não beijei o Carlos. – Não? E aquilo que eu vi foi o que? Não me diga que foi um simples abraço. – Darwin, ele me agarrou e eu não conseguia me soltar. Foi ai quando você chegou e aconteceu o que aconteceu. Mas eu não entendo o porquê de tanta raiva. – Não entende? Então eu vou te explicar. Eu sempre na minha vida toda fui chamado de otário, idiota, novato e nerd por todos. Nunca tive amigos e esse ano eu mudei de escola novamente. Conheci você que me tratou como nunca ninguém me tratou. Você se importa comigo, fala comigo, me respeita como nunca ninguém me respeitou. Eu sempre fui muito estudioso, nunca liguei pra amigos nem pra garotas, mas parece que agora eu não 25


consigo mais pensar em nada. Fico horas pra conseguir ler uma linha de um livro. Eu penso em você toda hora, todo minuto, todo segundo. Nada entra na minha cabeça quando você está perto. Meu coração dispara só em te ver ou sentir seu cheiro. Eu pareço um idiota quando você fala comigo, sinceramente eu não tenho reação quando você chega. Você é linda, inteligente, bondosa, carinhosa, amorosa, simpática, tem um sorriso maravilhoso. Enfim, você é tudo de bom. Finalmente pensei que tinha encontrado alguém que eu gostasse, que combinasse comigo e que também gostasse de mim, e de repente eu vejo você beijando o Carlos, na frente de geral. Ele mesmo disse que você seria dele e parece que isso aconteceu. Eu vim atrás da minha oportunidade só que parece que ela nem apareceu. Eu senti um ódio quando vi ele te beijando que eu não sei por quê. Rosemary, eu sempre ouvi tantas músicas ridículas sobre amor, mas agora finalmente 26


eu entendi o sentido delas, pois com você eu encontrei meu lugar no mundo. Eu te amo Rosemary, e é impossível conviver com a idéia de não te ter pra mim. Entendeu agora? Ela olhou pra mim, sorriu e uma lágrima caiu de seu olhar. Ela veio correndo em minha direção e não disse nem que sim nem que não, apenas me deu um beijo e disse: – Eu te amo! Depois disso tudo ela me explicou que não tinha beijado o Carlos e queria ficar comigo. Faz três meses que estamos namorando. É... Até que minha história acabou em um final feliz. O Carlos não me perturba mais, pois tem medo de mim, ninguém me zoa mais na sala, e estou namorando a garota que eu amo. Ela, a Rosemary.

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Bibliografia Este livro foi produzido de maneira criativa e inovadora. Deixando de lado a realidade, demos vida à criatividade. Uma história emocionante, que merece ser vivida intensamente por sua leitura. É isso que desejamos a você leitor, divirta-se.

Isabela Fontenelles e Izabel de Azevedo.

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