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Geral

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 8 a 14 de outubro de 2013

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Projeto Tietê Esperança Aparecida No dia 12, Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, acontecerá a chegada, pelo Rio Tiête, da imagem da Padroeira do Brasil na Ponte do Piqueri, às 9h30. Logo após, às 10h, haverá uma procissão em direção a Paróquia Bom Jesus dos Passos, Região Episcopal Brasilândia, onde, às 11h, será celebrada a missa solene.

Relatora de direitos humanos da OEA visita o País Luciney Martins/O SÃO PAULO

Presença foi para a elaboração de um relatório sobre a situação de crianças e adolescentes em situação de conflito armado EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

A Câmara Municipal de São Paulo sediou, na última quintafeira, 3, um encontro entre a relatora para os Direitos da Criança da Comissão Interamericana de Diretos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), Rosa Maria Ortiz, e representantes de movimentos sociais, grupo de direitos humanos – que trabalham com crianças e adolescentes, além de, na parte da tarde, ouvir os próprios jovens sobre sua situação no Brasil. O objetivo inicial da visita da comissária foi o de coletar informações para a elaboração de um relatório sobre a situação de crianças e adolescentes que vivem em zona de conflito armado em diversos países, começando pelo Bra-

Rosa Maria Ortiz, relatora para os direitos da Criança da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, fala para representantes de entidades sociais

sil. Esse trabalho será concluído em um ano e apresentado aos países. Rosa destacou que a OEA entende por conflito armado outras situações que não as ditas no encontro que teve, porém, a comissária afirma que, ao ouvir os apontamentos dos representantes dos direitos humanos, percebeu que há, no Brasil, uma predileção na ação armada, diante dos problemas como tráfico e o crime organizado, por exemplo. E isso é o

que mais preocupa a população, no seu ponto de vista. Umas das funções deste documento que será elaborado é, justamente, dar indicativo para que os países busquem saídas alternativas, a intervenção militar, para tratar os problemas que afetam a vida da população, especialmente as crianças e adolescentes. “Não percebem que a prevenção desses problemas [tráfico de drogas e crime organizado] que é o fortalecimento da

comunidade, da família, a participação protagonista da comunidade e a presença do Estado com os serviços adequados de garantia de direitos é o melhor antídoto para a luta contra o crime organizado”, afirmou Rosa. A coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, esteve presente no encontro e para conduzir conduziu os trabalhos da mesa e aproveitou a oportunidade para falar das situações degradantes que, muitas vezes, as crianças e os adolescentes no

Brasil, de forma mais particular em São Paulo, são expostos. Sueli apresentou os protocolos das denúncias feitas pela Pastoral do Menor e por demais entidades de monitoramento de crianças e adolescentes. Ela reconhece que a visita da comissária é para um assunto específico – crianças e adolescentes em situação de conflito armado –, porém foi preciso mostrar o quanto o Estado tem violado os direitos das crianças e adolescentes.

Ato debate a ‘democracia dos massacres’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

“Eu vi meu filho todo ensanguentado, com as mãozinhas para cima, aquelas mãozinhas que eu gostava de morder.” Lágrimas nos olhos, voz embargada e mãos trêmulas, assim foi o depoimento de uma mãe, Elvira Ferreira da Silva, que teve seu filho assassinado em agosto, na Baixada Santista (SP). A mãe de Ricardo Ferreira Gama emocionou a todos os participantes da coletiva de imprensa, realizada no Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, na quarta-feira, 3, ao falar da morte do filho, que, de acordo com as suspeitas, foi assassinado por três policiais que o agrediram horas antes, no Campus da Unifesp, onde trabalhava como faxineiro. A “Semana Contra a Democracia dos Massacres” contou com a participação de vítimas e familiares de vítimas da violência do Estado, como dona Elvira, além de diversas entida-

des de direitos humanos como Mães de Maio, Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR), Passe Livre, Periferia Ativa, Moinho Vivo, Tortura Nunca Mais, entre outros e foi realizada na semana que se recorda os 21 anos do Massacre do Carandiru. Na pauta do encontro, o tema principal era a desmilitarização da polícia, de acordo com os participantes da coletiva, a atual atuação da PM tem resquícios da ditadura, pois serve, na maioria das vezes, para reprimir os cidadãos. Danilo Dara, membro do grupo das Mães de Maio, que reúne mães de jovens periféricos assassinados a esmo pela polícia, em seus confrontos sanguinários com o PCC em maio de 2006, destacou que o tema da desmilitarização ainda é controverso, e os coletivos, que possuem essa bandeira, não concordam em todos os pontos, porém defendem que deve haver um maior controle popular sobre a polícia.


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