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Juventude, Escola e Educação preventiva ao uso indevido de drogas Eloisa LIMA Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Centro de Pesquisas René Rachou - CPqRR – FIOCRUZ – MINAS - Brasil elolima@cpqrr.fiocruz.br

Resumo Este artigo aborda a partir de um projeto de educação preventiva, algumas diretrizes para prevenção ao uso indevido de drogas no âmbito escolar. Localiza a partir desta experiência importância de inserir a discussão sobre a educação preventiva num enfoque mais amplo integrado com outras demandas e expectativas dos jovens, estimulando a participação e autonomia, favorecendo o processo de construção de identidades.

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Palavras-chave: Adolescência, Escola, Juventude, Educação, Prevenção, Drogas.

Abstract This article is about some guidelines for the prevention of undue drug use in the scope of school, from a preventive education project in the city of Belo Horizonte – MG/Brazil. It identifies from this experience the importance of approaching the discussion of preventive education from a scope that is both broader and integrated to other young people’s demands and expectations, encouraging participation, autonomy and favoring the process of identity building. Keywords: Young People, School, Education, Prevention, Drug.

I Introdução ao tema: vulnerabilidade e juventude

O

tema vulnerabilidade e juventude está mais do que nunca presente na pauta dos educadores e de todos aqueles que se interessam pelas modalidades discursivas relacionados ao universo juvenil. Visando ampliar seu enfoque, a reflexão educativa tem incorporado a cada dia novas categorias de analise – as relações de gênero, a sexualidade e afetividade, a gravidez precoce, o uso indevido de drogas, a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, o tema das gerações, a auto-estima, a identidade e a imagem corporal, em suma, elementos que estejam integrados com as demandas e expectativas dos jovens.


Ao propormos uma especificidade na abordagem preventiva voltada para o público de adolescentes e jovens, é importante ressaltar que a juventude assume significados distintos para cada sujeito, considerando-se os diferentes extratos socioeconômicos, momentos históricos, gênero, raça, etnia etc, não se limitando a uma categorização por faixa etária. Nesta importante etapa da vida o jovem se depara com várias transformações - corporais, emocionais e sociais. Um momento de escolhas, de rupturas, de definições de papéis, de construção e reconhecimento da própria identidade e dos próprios limites. Estes fatores reunidos, aliado a uma peculiar característica de busca de referencias que possam orientá-lo na sua trajetória, fazem com que este público seja identificado em alto grau de vulnerabilidade. Os levantamentos epidemiológicos sobre o consumo de álcool e outras drogas entre os jovens no mundo e no Brasil mostram que é na passagem da infância para a adolescência que se inicia este uso. Levantamentos realizados pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas – CEBRID têm documentado uma tendência ao crescimento do consumo entre estudantes.1 Dados do Ministério da Saúde do Brasil também apontam que a faixa etária entre 15 e 25 anos corresponde à maioria dos casos do inicio do uso de drogas .2 A prática de sexo após o uso de álcool ou outras drogas é outro aspecto observado em pesquisas e aponta para mais um comportamento de risco em relação à infecção ao HIV. Esta breve descrição corresponde ao perfil do público de risco nos estudos de tendências do HIV/AIDS e do Uso Indevido de Drogas no Brasil nos convocando a um aprimoramento nas abordagens de prevenção. A experiência como psicóloga clínica num Centro de Referencia em Toxicomania3 também nos ensinou que a maioria dos adultos que procuram tratamento para as toxicomanias iniciou o uso de drogas na adolescência. Esta, entre outras questões, tem nos levado a pesquisar, a refletir e a debater sobre a abordagem preventiva de modo a acolher as peculiaridades trazidas por estes jovens sujeitos. Não é demais lembrar que droga é sempre droga em toda parte do mundo, o que vai marcar a diferença é a função simbólica que ela ocupa para cada sujeito. Para entendermos a complexidade que envolve este uso, faz-se necessário uma referência que não se restrinja somente ao produto droga, seus efeitos e características, mas também ao homem, o sujeito, suas motivações, sua relação com a cultura e a sociedade. Ao situarmos o uso de drogas como um comportamento, entendemos que as causas que envolvem este ato precisam ser analisadas individual e culturalmente, para então podermos desenvolver um trabalho de prevenção. Não há dúvida de que é necessário controlar a disponibilidade de drogas, punir os traficantes e melhorar as condições de vida. Mas 1

De acordo com o ultimo levantamento realizado pelo CEBRID no ano de 2004, em Belo Horizonte o uso na vida de drogas já é detectado na faixa etária de 10 a 12 anos de idade com 16,0% do total de estudantes. 2 Boletim Epidemiológico de Aids – Disponível em : www.aids.gov.br 3 Centro Mineiro de Toxicomania – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais.


entendemos que para o jovem adotar um comportamento preventivo é preciso que ele aprenda a expressar seus sentimentos, opiniões, dúvidas, inseguranças, angustias, medos e preconceitos e trabalhá-los de forma a que possa enfrentar e resolver problemas e dificuldades do seu dia-adia. Neste processo a educação é um instrumento preventivo da maior importância.

II. A escola, as drogas e os discursos preventivos: Com efeito, verifica-se que esta temática está mais do que nunca presente nas escolas. São inúmeras as propostas que se multiplicam em diversas cidades do país, com base em visões que vão desde o “Princípio Moral”, “Do Amedrontamento”, “Do Controle Social”, “Do Conhecimento Cientifico” , “Da Educação Afetiva”, “Da Resistência - Diga Não Às Drogas” e mais recentemente, com o surgimento da AIDS , de práticas orientadas pela redução dos riscos e danos relacionados ao uso e abuso de drogas. Frente a esta multiplicidade de discursos, caberia interrogar: - quais as possibilidades pedagógicas de encaminhamento da questão? Em virtude da complexidade que envolve tal temática, parece difícil situar as possibilidades de prevenção ao uso indevido de drogas no âmbito escolar. Entretanto, acreditamos que os discursos sobre drogas não se constroem isoladamente, mas refletem um discurso mais amplo. Em função disso, nos parece oportuno sustentar a possibilidade de uma reflexão acerca de uma prática pedagógica que leve em conta a aproximação do sentido de educar com o sentido de prevenir , reafirmando a importância de integrar a função educativa com a preventiva. Em Conferencia proferida durante o 10º Educaids, Mário Sérgio Cortella4 referindo-se a prática dos educadores, afirmava que a educação como prática da liberdade é aquela que não se esgota dentro do espaço escolar; é aquela capaz de produzir autonomia – ou seja – ações educativas que proporcionem aos alunos a possibilidade de refletir sobre suas escolhas promovendo atitudes mais seguras e responsáveis. Não poderia a escola, oferecer ações educativas que fortaleçam a reflexão e a ação face à experiência do uso e abuso de drogas, e dessa maneira contribuir para diminuir a vulnerabilidade individual e social? Sobretudo quando sabemos que para uma grande parcela da população, não há outro lugar para o acesso à informação atualizada e com pontos de vista diversificados do que a escola? Soma-se a isto, outros aspectos da realidade em que vivemos, onde a existência de um mercado estruturado, lucrativo, que dispõe de uma tecnologia avançada, capaz de sustentar a oferta freqüente e variada de drogas impõe a cada dia mais uma lógica de consumo desenfreado. Se não há como eliminar tal oferta, cabe nos perguntar em que medida é possível fazer algo para que as pessoas se interessem menos por drogas, ou mesmo, para que façam um uso não prejudicial destas substâncias. 4

Cortella, M.S. Educação Como Prática da Liberdade. Conferencia pronunciada durante o 10º Encontro Nacional de Educadores na Prevenção das DST/AIDS e Drogas . Centro de Convenções Rebouças, São Paulo, Junho de 2006.


A transição da sociedade de uma época para outra tem exigido, pela rapidez e flexibilidade que a caracteriza, a formação e o desenvolvimento de um espírito também flexível. Neste sentido, torna-se imprescindível contextualizar a presença das drogas no mundo contemporâneo e a importância de nos prepararmos a cada dia melhor para lidar com as conseqüências e os efeitos desta presença, sendo necessário observar algumas particularidades seja com relação ao uso, seja com relação ao abuso /dependências. Sabemos que a Educação não pode e não têm que dar conta de tudo. Não é tarefa da escola tratar de dependentes químicos e muito menos reprimir o trafico de drogas. No limite, os educadores podem encaminhar esses casos aos profissionais competentes, alem de prestar sua solidariedade e combater preconceitos, tarefa de todo ser humano! Mas não poderia a escola , oferecer subsídios que fortaleçam a reflexão e a ação dos jovens face à experiência do uso de drogas?

III. Em defesa de uma perspectiva dialogica de intervenção: Nesse sentido, nos parece importante questionar propostas pedagógicas eivadas de um discurso autoritário que coíbem o processo reflexivo. Ao repassar conteúdos sobre o perigo das drogas, este tipo de metodologia não possibilita uma elaboração das informações. A esse depósito de informações, não contextualizado, que não possibilita nenhuma mudança de consciência , Freire (1999) chama de “educação bancária”. Diferentemente desta proposta educativa, ele propõe a educação dialógica, que convoca a participação efetiva do educando no processo ensino-aprendizagem. Freire (1996), em sua proposta pedagógica, propõe que o ato educativo não se constitui apenas em transferir conhecimento. Nessa concepção pedagógica, a educação preventiva não deve se apresentar como um programa fechado em si mesmo, pré-estabelecido e nesse sentido, acabado. Para Freire (1996), o conhecimento deve se dar de forma dialética e isto somente se dá através do dialogo entre todos os envolvidos na temática a ser abordada. A educação interdisciplinar ou dialógica é, portanto uma posição epistemológica. E essa posição é fundamental, quando nos propomos a formar cidadãos para o mundo, preparando estes jovens para a vida.. A educação enquanto “prática de liberdade”, diferentemente da prática opressora, coloca o aluno diante de seu próprio compromisso com a existência. A educação que tem como objetivo a construção cada vez mais ampla da consciência reflexivo-crítica oferece ao educando as possibilidades de escolha que ele possui e o remete à responsabilidade por sua vida. Assim, a preocupação dessa pedagogia é “a educação para a decisão, para a responsabilidade social e política” (Freire, 1999, p.20).


Conforme propõe Acselrad, a perspectiva dialógica vai além da competência técnica e assume o compromisso político com a democracia, com a expansão da liberdade do sujeito, colocando-se como alternativa às campanhas moralistas e reducionistas (Acselrad, 2001). Propõe ainda como alternativa à pedagogia que incorpora em sua prática elementos de um discurso autoritário, uma “pedagogia dialógica, provocante, desafiadora, professores e alunos suscitando questões, fazendo a critica do real, buscando identidade com a prática, num estudo rigoroso, comprometido com a transformação da realidade, buscando uma sistematização coletiva” (Pey, 1988:29 ; Apud:.Acselrad, 2001, p.185). Tomando por referencia estes parâmetros, temos procurado orientar nossa prática de educação preventiva, através de projetos que possibilitem a construção de autonomia, promovendo o debate sobre valores sociais, sobre as relações entre os sujeitos, sobre a liberdade individual, o respeito às diferenças de gênero, raça, etnia, o cuidado a si e aos outros. Buscamos em nossas atividades, estimular a participação dos jovens , reconhecendo-os como principais atores na promoção de uma educação preventiva. Refiro-me aqui a uma recente experiência de coordenação do “Projeto Adolescentes Multiplicadores de Prevenção nas Escolas” (2005/2006). Este projeto contou com o financiamento do Ministério da Saúde do Brasil, a parceria entre diversos órgãos do poder publico – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social /MG, Secretaria Municipal de Educação (PBH), Coordenação Municipal e Estadual de DST/AIDS e da Sociedade Civil Organizada. 5 A estratégia adotada consistiu numa intervenção para a educação preventiva e de promoção à saúde junto à população de adolescentes e jovens matriculados na rede pública e particular de ensino de Belo Horizonte e teve por objetivo reduzir a vulnerabilidade dos alunos em relação às DST/AIDS e uso indevido de drogas, além da criação de uma campanha de prevenção, elaborada pelos próprios adolescentes e voltada para o publico jovem. O trabalho junto aos alunos foi sustentado por oficinas participativas, através de atividades lúdicas e criativas, jogos, dramatizações e dinâmicas. Nestas oficinas os jovens tiveram a oportunidade de levantar questionamentos e ampliar o seu leque de conhecimentos. Procurouse conciliar a dimensão de transmissão de informações com a dimensão da reflexão acerca das vivencias e experiências, tanto pessoais como coletivas , visando oferecer subsídios para que tomem decisões responsáveis e qualificadas em relação à sua saúde e à de seus próximo Uma das marcas inovadoras deste projeto consistiu na criação e realização de campanhas de prevenção pelos próprios participantes. No desenrolar desta proposta, é importante destacar a surpreendente capacidade de criação dos alunos – nosso trabalho consistiu em escutar e 5

Projeto Adolescentes Multiplicadores de Prevenção nas Escolas (2005/2006). Este projeto foi executado pela ONG 3ª Margem em duas escolas públicas e uma escola particular, do ensino fundamental e médio em BH. Trabalhou com um público de aproximadamente 50 jovens, cuja faixa etária mais representativa foi de 12 a 15 anos. Os grupos de trabalho foram divididos por escola, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar – psicólogos, comunicólogos, pedagogos, artista plástico.


viabilizar as propostas que partiram deles.Eles nos ensinaram que sabem muito bem o que querem e como querem ser acessados! Resultou deste trabalho uma campanha de prevenção alegre e contagiante, e que levou a público os seguintes produtos:6 1. FANZINE “TÁ LIGADO” – Concepção e criação dos alunos da E.M. Amintas de Barros 2. VÍDEO-ANIMAÇÃO “O QUE REALMENTE IMPORTA” – Roteiro e criação dos alunos do Colégio Marista Dom Silvério. 3. CARTAZ - MEXIDÃO DA INFORMAÇÃO: Criação, concepção gráfica e informações sobre os temas abordados pelos alunos da E.M. Caio Líbano Soares. 4. COMUNIDADE NO ORKUT - SEXO, DROGAS E PREVENÇÃO 5. VÍDEO-INSTALAÇÃO “COM CAMISINHA TUDO SÃO FLORES”- Criação, produção e execução pelos alunos da EM Caio Líbano Soares. Sabemos, contudo, que os resultados de projetos de intervenção como este só podem ser aferidos após um período maior de trabalho, uma vez que a elaboração da informação e conseqüentemente, mudança de comportamento, não acontece de imediato. Entretanto, alguns indicadores qualitativos, tais como a maior participação e empenho dos alunos nas aulas; discussão de temas, antes considerados difíceis por muitos professores e alunos, de modo descontraído, sem constrangimento, valorizando a informação cientifica em detrimento do preconceito; desenvolvimento de uma postura critica em relação aos temas abordados , bem como a diminuição do preconceito e maior solidariedade com relação ao usuário de drogas e portador do HIV/Aids, nos oferecem elementos para acreditar que uma proposta educativa de prevenção deve girar em torno da formação de uma consciência crítica que permita ao educando transformar a realidade concreta em que vive. É importante dizer que ao buscarmos contribuições de outros campos de saber, possibilitamos com isso, ampliar as discussões sobre o tema da abordagem preventiva, retro-alimentando um campo em constante movimento. E isto significa discutir a sexualidade, o respeito às diferenças, os direitos de cidadania, as causas do uso indevido de drogas e as relações humanas, formando assim, um conjunto de fatores a mais para fortalecer a auto-estima dos alunos, sua consciência ética, a manifestação de sua solidariedade e, conseqüentemente, sua capacidade de transformação social. A partir da noção de juventudes é fundamental que cada escola ou projeto educativo busque construir, em conjunto com os próprios jovens, um perfil do grupo com quem atuam, detectando quem são eles, como constroem o modo de ser jovem, as suas demandas, necessidades e expectativas. Para finalizar, sustentamos que toda proposta educativa deve ser destinada não apenas a prevenir o uso indevido de drogas, mas a implementar ações coletivas e educacionais como um todo, focalizando não o produto e o combate às drogas, mas sim o homem enquanto sujeito e 6

Estes produtos estão disponibilizados no site da ONG 3ª Margem: www.terceiramargem.org.br


cidadão ativo. Avaliamos que um dos instrumentos preventivos mais eficaz vem a ser a responsabilidade pessoal; o desenvolvimento de uma atitude crítica frente ao problema e, sobretudo a busca da compreensão das razões que levam à procura por drogas. Para isso, procuramos lidar com o jovem através de uma abordagem direcionada para a vida, onde a prevenção ao comportamento de risco se encontra dentro de um contexto de valorização da vida e do ser humano, privilegiando o respeito e o cuidado a si e aos outros.

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