Page 1

Diferenciação Pedagógica na Prática da Educação Física José Ricardo França da SILVA Licenciado em Ciências do Desporto e de Educação Física Pós-Graduado “Juventude – Novos Contextos e Intervenções” Universidade do Porto - Portugal ricfrancaanim@gmail.com

Resumo Esta proposta partilha de uma experiência profissional que tem sido praticada nos últimos anos, com crianças e jovens na faixa etária dos 6 aos 16 anos da Escola Básica Integrada da Ponte, mais conhecida como Escola da Ponte. Ressalta-se que o Projeto Educativo desta escola compartilha de uma organização por núcleos, nomeadamente, Iniciação, Consolidação e Aprofundamento. No nosso projeto, não há um plano de trabalho, uma vez que o Projeto Educativo “Fazer a Ponte” se constitui numa lógica humanista da aprendizagem em que o aluno é o protagonista do saber. Para tal, o trabalho pedagógico é sustentado na autonomia dos alunos que, por sua vez, proporciona, de forma direta ou indiretamente, um conjunto de fatores de aprendizagem, tais como: responsabilidade, entre ajuda, comunicação, criatividade, pesquisa auto-orientada, participação, auto-planificação, autodisciplina, resolução de conflitos, senso crítico, decisão fundamentada, concepção e desenvolvimento de propostas de trabalho. Assim, o “professor” transforma-se em agente promotor de mediação, construindo junto com os alunos uma aprendizagem contextualizada, possibilitando um maior envolvimento nas suas aprendizagens e, consequentemente, descentralizando as intervenções do professor como detentor do saber e do poder. À luz desta perspectiva humanista, o foco desta comunicação incide num novo olhar sobre a prática da Educação Física. Este processo constitui-se a partir de uma sequência metodológica definida por: concepção dos dispositivos, escolha da modalidade, pesquisa, escrita dos jogos/exercícios e sua dinamização. Um dos papéis específicos do professor, nesta prática, é o de conceber e disponibilizar o instrumento de trabalho, denominado por ficheiro de pesquisa. O aluno, por sua vez, elabora e dinamiza a prática desportiva através de fichas de jogo e de exercícios. Palavras-chave: Protagonismo do saber, Autonomia, Aprendizagem contextualizada e Responsabilidade.

Abstract This proposal has arisen from a professional experience that has been practised in the last few years, with children and teenagers from Bridge School, whose ages vary from 6 to 16 years old. To begin with, it is important to say that, according to its Educational Project, this school is organised into three main learning groups, namely, Initiation, Consolidation and Deepening. According to the principles of our Project, there is no need of having a teacher’s working plan, since it stands for a humanistic view of the learning process, being students its


protagonists. Therefore, the pedagogical work is based on students’ autonomy. This autonomy provides, directly or indirectly, other learning aspects such as: responsibility, solidarity, communication, creativity, research, participation, self-planning, self-discipline, conflict resolution, critical sense, reasoned decisions, planning and the development of the presented proposals. Thus, the teacher becomes the mediator and, along with the students, contextualised learning is built, which enables a more significant involvement in the whole process and consequently it decentralises the teacher’s role as the only one who has knowledge and power. In a humanistic view, this communication focuses on a new perspective of practising Physical Education. This process arises from a well defined methodological sequence of: devices, choosing the modality, research about it, written exercises/games and the moment of practicing it. One of the specific roles of the teacher is to conceive and make the working instruments available, which are called file search. The student thinks and decides about how he is going to practise the modality and makes the whole plan come true by using game sheets and exercises. Keywords: Role of knowledge, Autonomy, Contextualised learning and Responsibility.

A Escola da Ponte e o seu Projeto Educativo a) Localização e instalações

A

Escola Básica Integrada da Ponte ou simplesmente Escola da Ponte situa-se geograficamente no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, em Portugal, e é uma das sete escolas públicas da pacata freguesia de Vila das Aves.

Em linhas gerais, o Projeto Fazer a Ponte surge por volta de 1976. No entanto, o primeiro edifício, onde se situa hoje a Escola da Ponte, existe a partir de 1932. No início dos anos 80, o velho edifício dá lugar a novas instalações: um edifício de área aberta, do tipo P3 - com dois espaços de trabalho e um polivalente, onde mais tarde, já na primeira década deste século, e a título provisório, serão anexados dois pavilhões, correspondendo a mais dois espaços de trabalho e um pequeno espaço destinado aos serviços administrativos. De forma a suprir as suas imensas lacunas de espaço, são negociados todos os anos outros espaços situados na vila, como por exemplo, instalações para a prática de exercício físico ou para a realização da Assembleia de Alunos. Este Projeto Educativo, a despeito das suas instalações, atrai, pela sua peculiaridade, centenas de pessoas, entre as quais pesquisadores e meros visitantes, que, por interesse maior ou mera curiosidade, se deslocam a Vila das Aves para conhecer esta realidade educacional. O nome da escola inspira-se nas proximidades do edifício com o Lugar da Ponte, onde se situa, efetivamente, uma ponte sobre o Rio Vizela, um dos dois rios que circundam a vila. Por um lado, o nome pode também ser interpretado no seu sentido metafórico, levantando um pouco o véu do que é o Projeto. “Uma ponte que liga, aproxima, promove


a comunicação e o contato, diminui obstáculos, permite que se atravesse de uma condição para outra”. (Rosa, 2008, p. 45). Logo, pensamos numa escola “que se faz ponte, para a democratização do conhecimento, para a formação integral do homem, para a cidadania” (Idem). O Projecto “Fazer a Ponte” está assente em valores como a Solidariedade e a Democraticidade e orienta-se por vários princípios que levaram à criação de uma grande diversidade de dispositivos pedagógicos, os quais, no seu conjunto, comportam uma dinâmica de trabalho e promovem uma autonomia responsável e solidária, exercitando permanentemente o uso da palavra como instrumento autónomo da Cidadania. A organização que a Escola põe em prática inspira-se numa filosofia inclusiva e cooperativa, a qual se traduz em aspectos muito simples, onde segundo o seu fundador, todos aprendem com todos num exercício de cidadania. b) Contrato de Autonomia e estrutura organizacional O Contrato de Autonomia celebrado com o Ministério da Educação, no ano de 2004, foi um dos marcos mais importantes da história do Projeto, passando desta forma a ser a primeira escola em Portugal a assinar tal documento. Mesmo com este contrato, a Escola não deixou de ser gratuita e/ou ligada à rede pública de ensino. Relativamente à sua estrutura organizacional, esta reflete os documentos que sustentam o Projeto, como por exemplo, o Regulamento Interno ou o Contrato de Autonomia. Dos órgãos que compõem o Projeto destacamos o Conselho de Direção, o Conselho de Gestão e o Conselho de Projeto. A equipa do Projeto é composta por 34 Orientadores Educativos. Dentro do quadro docente há profissionais com a mais variada formação, incluindo uma psicóloga e três orientadores do Ensino Especial. A organização pedagógica do trabalho dos alunos e dos Orientadores Educativos divide-se em três Núcleos de aprendizagem e de formação social e pessoal, denominados por: Iniciação, Consolidação e Aprofundamento. Os espaços de trabalho dispõem de materiais de apoio à aprendizagem, tais como: livros, dicionários, gramáticas, internet, vídeos, entre outros. No núcleo de Iniciação, as crianças são aceites geralmente entre os cinco e sete anos de idade, embora isto seja irrelevante para a escola, que, por ter uma educação inclusiva, “acolhe” crianças de todas as idades, ou nas palavras do fundador do projeto, o professor José Pacheco “na Ponte estudam crianças rejeitadas por outras escolas, seja por problemas comportamentais, seja porque nessas escolas não apreendiam ou porque necessitam de atenções educativas especiais” (Santa Rosa, 2008, p. 60). As crianças que ainda não foram alfabetizadas são separadas dos demais alunos da Iniciação, num espaço intitulado por “primeira vez”. A prática da aquisição da linguagem adotada pela escola inspira-se no “método natural” de leitura e de escrita de Célestin Freinet. Para o autor, “o processo normal não é de modo algum o concebido pela Escola Tradicional: leitura, escrita, tradução gráfica do pensamento” (Freinet, 1977, p. 165). A


partir do momento em que a criança é alfabetizada, junta-se com as demais crianças que podem estar há dois, três, quatro ou cinco anos na Escola. Além do conhecimento escolar, é neste Núcleo que se inicia um processo de aprendizagem quanto à integração na comunidade escolar, considerando os quatro pilares do projeto: autonomia, responsabilidade, solidariedade e liberdade. O trabalho desenvolvido no núcleo de Consolidação assemelha-se com o núcleo anterior, embora se amplie formalmente o campo de outras áreas do conhecimento, como por exemplo, as valências de História e Geografia de Portugal e Língua Inglesa. Os alunos que estão neste núcleo já “são capazes de trabalhar em grupo, de efectuar pesquisas, de fazer auto-planificação e auto-avaliação, bem como de dominar um determinado número de objectivos nas diferentes áreas do currículo” 1. Por outro lado, “são alunos que passam a gerir autonomamente os seus tempos e espaços de aprendizagem naquilo que designam por trabalhar em liberdade e com categoria” (idem). O Núcleo de Aprofundamento é o terceiro e o último espaço de aprendizagem da Escola. Os alunos gerem o seu trabalho com total autonomia. Além da aprendizagem curricular, os alunos podem estar inseridos “em projetos de enriquecimento curricular ou de préprofissionalizantes.” (Escola da Ponte, site oficial). c)

Currículo e dispositivos pedagógicos

A forma como os Núcleos desenvolvem o trabalho pedagógico baseia-se em dois currículos: o externo e o interno. O primeiro fundamenta-se no currículo nacional e é organizado através de seis dimensões curriculares fundamentais: Linguística, LógicoMatemática, Identitária, Naturalista, Artística e Pessoal e Social, as quais se articulam entre si. Já o currículo interior relaciona-se com o desenvolvimento pessoal e este, por sua vez, valida o currículo exterior. O trabalho dos alunos é organizado mediante ao uso de dispositivos pedagógicos, tais como o pedido da palavra, os dispositivos de mural, o Plano Quinzenal e o Plano do Dia de cada aluno. Estes planos são construídos com tarefas e assuntos a serem trabalhados durante a quinzena e escolhidos∕negociados por cada criança. Das múltiplas vertentes do seu trabalho, destacamos o papel do professor tutor, o qual, por sua vez, é responsável pela monitorização global do processo de aprendizagem de um grupo de seis a oito alunos. Tal facto acarreta uma maior participação, autonomia e coresponsabilização de todos os implicados na planificação das aprendizagens e na vida social de toda a escola (também presente nos Debates, Assembleia de Escola e nos múltiplos grupos de Responsabilidades em que se organizam). Os Orientadores Educativos vão acompanhando os alunos de modo diferenciado, tendo em conta as necessidades e especificidades de cada um. Todo o trabalho é realizado em clima de 1

http://www.escoladaponte.com.pt


cooperação, não só entre os alunos e orientadores mas também entre pares. Assim, o trabalho cooperativo de orientadores e o trabalho dos alunos em grupos heterogéneos generaliza-se. Dentro de cada grupo, a gestão dos tempos e espaços permite momentos de trabalho em pequeno grupo, momentos de participação no colectivo, momentos de “ensino mútuo” e momentos de trabalho individual. Pretende-se que desenvolvam um trabalho que valorize a reflexão, a entreajuda, a capacidade de análise crítica e a competência de pesquisa.

Encarregados de Educação Os Pais/Encarregados de Educação, à semelhança dos seus filhos e orientadores educativos, estão também fortemente implicados no processo de aprendizagem dos alunos e na direcção da Escola. Os contactos são feitos, sempre que necessário, através do professor tutor, que acompanha, orienta e avalia diariamente as actividades realizadas pelos seus tutorados. Dinâmica do trabalho em Educação Física A dinâmica do trabalho em Educação Física é composta por três momentos: escolha da modalidade, pesquisa e partilha, prática e a avaliação. Pesquisa e Partilha A primeira etapa do trabalho começa com a escolha da modalidade. Os alunos escolhem em grupo a modalidade que querem aprender, tendo em conta o seu repertório de conhecimento do mundo desportivo. Num segundo momento, são solicitadas aos alunos as pesquisas e as partilhas, que se realizam a partir dos Ficheiros de Pesquisas. Os Ficheiros de Pesquisa são dispositivos pedagógicos criados pelo professor, a partir da observação participante, que, como instrumento de investigação, alicerça o orientador nos processos mais adequados de aprendizagem dos seus alunos, considerando, desta forma, suas características, a fim de promover a equidade essencial da aprendizagem. Nestes ficheiros, os alunos encontrarão todas as informações para contextualizar suas pesquisas de forma teórica e prática acerca das modalidades abordadas. Além dos ficheiros, os alunos têm a liberdade de pesquisar em outras fontes de informação, tais como: livros, internet, vídeos, etc. Ainda no processo de escolha da modalidade, o orientador educativo também é um coparticipante neste processo que enriquecerá o repertório desportivo, apresentando novas modalidades através de visionamento de filmes ou de documentários. Prática A dinâmica do trabalho em Educação Física realizada no Núcleo de Iniciação resume-se a dois grupos: os alunos em processo de alfabetização, e os alunos do grupo da segunda, terceira ou quarta vez. Com os alunos da primeira vez, o trabalho é muito específico. Inicia-se com a pesquisa de


jogos e de exercícios, momento em que o orientador também propõe, solicita e pesquisa em conjunto com as crianças. Em seguida, referindo-se ao processo da prática física, o orientador e o grupo da primeira vez em roda de conversa relembra oralmente as regras do jogo ou do exercício para praticar. Num primeiro momento, utilizando também a roda de conversa, o professor, com a função de escriba, recria as regras do jogo ou do exercício para que os alunos copiem na sua ficha. Num segundo momento, eles utilizam a linguagem icónica para representar o jogo ou o exercício realizado no dia. No segundo período do ano letivo, é introduzido um recurso pedagógico que apenas altera a função do Orientador Educativo como escriba, passando assim, esta função para os Encarregados de Educação. Figura 1: Dispositivo para dinamização da prática desportiva Grupo da 1ª vez

Consolidação e no Núcleo de Aprofundamento diferencia-se do grupo de alunos em processo de alfabetização. Porém, não se diferencia didaticamente, mas há uma alteração que é ajustada pelos níveis de aprendizagem em que cada aluno se encontra. Desta forma, é utilizada outra metodologia pedagógica em que a autonomia, a liberdade, a solidariedade e a responsabilidade esteiam a base do trabalho. Uma vez que são crianças que possuem a competência da linguagem, a pesquisa é composta por duas etapas: teoria da história da modalidade e teoria da prática desportiva. Enquanto que a primeira etapa, realizada individualmente, corresponde à história da modalidade cuja estratégia pedagógica é a partilha oral, a segunda etapa, realizada em grupo, corresponde à teoria da prática, momento em que os alunos pesquisam sobre a prática da modalidade, elaboram a ficha de jogo e/ou exercício, para depois dinamizarem a prática pesquisada.


Figura 2: Dispositivo para dinamização da prática desportiva

Avaliação O processo de avaliação da Escola da Ponte é um “processo regulador das aprendizagens, que orienta construtivamente o percurso escolar de cada aluno, permitindo-lhe em cada momento tomar consciência, pela positiva, do que já sabe e do que já é capaz” (Projecto Fazer a Ponte, 2003, p. 4). Considerando o Projecto Fazer a Ponte, a avaliação em Educação Física consiste em colocar o aluno como protagonista das suas aprendizagens, dos seus comportamentos e das suas atitudes, por isso, na Educação Física, a avaliação é formativa, ou, nas palavras de Philippe Perrenoud, a avaliação é vista de uma forma “global” (Perrenoud, 2005, p.55). Este autor considera “(…) formativa toda a prática de avaliação contínua que pretenda contribuir para melhorar as aprendizagens em curso, qualquer que seja o quadro e qualquer que seja a extensão concreta da diferenciação do ensino.” Sendo assim, a avaliação formativa significa que todo o aluno é implicado no seu processo de aprendizagem, tendo este processo o seu ritmo, o seu tempo. Considerando tudo o que já foi referido sobre a avaliação e de modo a finalizar este tema, os alunos na Escola da Ponte têm mais um recurso que completa a avaliação: a grelha de aprendizagem. A grelha de aprendizagem é um dispositivo no qual o aluno evidencia a aprendizagem adquirida ao longo dos momentos destinados à Educação Física.


Referências AUSUBEL, David (2003) Aquisição e Retenção de Conhecimentos: Uma Perspeciva Cognitiva. Plátano Edições Técnicas. BORGES, Cecilia Maria Ferreira (1998) O Professor de Educação Física e a Construção do Saber. Campinas: Papirus Editora. DEWEY, John (2002) A Escola e a Sociedade e A Criança e o Currículo. Lisboa: Relógio D’Agua Editores. DEWEY, John (2007) Democracia e Educação. Lisboa: Didáctica Editora. Freinet, Célestin (1975) As Técnicas Freinet da Escola Moderna. Lisboa: Editorial Estampa Ltda. FREINET, Célestin (1996) Para uma Escola do Povo: guia prático para a organização material, técnica e pedagógica da escola popular. São Paulo: Martins Fontes, FREIRE, Paulo (1997) Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. MEIRIEU, Philippe (1998) Aprender…Sim, mas como. Porto Alegre: Artmed. MORIN, Edgar (2002) Os Sete Saberes para a Educação do Futuro. Lisboa: Horizontes Pedagógicos. PERRENOUD, Philippe (1995) Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar. Porto: Porto Editora. PERRENOUD, Philippe (1999) Construir as Competências desde a Escola. Porto Alegre: Artmed Editora. PERRENOUD, Philippe (1999) Avaliação: Da Excelência à Regulação das Aprendizagens. Entre Duas Lógicas. Porto Alegre: Artmed Editora. PERRENOUD, Philippe (2002). A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e razão pedagógicas. Porto Alegre: Artmed Editora. PERRENOUD, Philippe, THURLER, Monica Gather (2002) As Competências para Ensinar no Século XXI: A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre: Artmed Editora. POSTIC, Marcel (2007) A Relação Pedagógica. Almargem do Bispo: Padrões Culturais Editora. ROBERT, Paul (2010) A Educação Na Finlândia: Os Segredos de um Sucesso. Porto: Edições Afrontamento.


SANTOMÉ, Jurjo Torres (1995) O Curriculum Oculto. Porto: Porto Editora. SOUSA, Francisco (2010) Diferenciação Curricular e Deliberação Docente. Porto: Porto Editora. TRINDADE, Rui (2009) Escola, Poder e Saber. Porto: Legis Editora. REY, Bernard; CARETTE, Vincent; DEFRANCE, Anne; KAHN, Sabine (2005) As Competências na Escola: Aprendizagem e Avaliação. V. N. de Gaia: Edições Gailivro.

07tc3  

07diversidadtc3

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you