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Sempre

presente! Muito mais conteúdo para o professor.

Projeto

Presente

Ano 2 | 2013 | no 3

História

Interações sociais e conhecimento histórico

Geografia

Brasil: outros rumos, outros olhares

Língua Portuguesa Aprender com o outro: o valor da argumentação

Aprendizagem colaborativa Aprender com o outro: a importância dos agrupamentos produtivos

Confira sugestões de atividades exclusivas para todas as disciplinas.

Língua Portuguesa • Matemática • Ciências Naturais • História • Geografia • Arte CapaRevPresente_3.indd 1

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CONHEÇA O PROJETO PRESENTE

Os livros trabalham com sequências didáticas completas que permitem ao seu aluno ORGANIZAR os assuntos e estabelecer redes de significados entre as disciplinas. A retomada das representações sociais dos seus alunos permite CONTEXTUALIZAR o conhecimento, estabelecendo relações entre as informações e seu contexto. Atividades especiais visam SISTEMATIZAR os conhecimentos adquiridos, aplicando-os a novas situações, de forma individual ou coletiva.

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www.moderna.com.br/presente

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Chega agora até você mais uma edição da Revista Sempre Presente!. A partir de um visual mais moderno e inovador, os autores dos diferentes componentes curriculares discutem sobre suas convicções acerca da aprendizagem individual e o quanto ela pode limitar a construção de conhecimentos, ao contrário da aprendizagem colaborativa/ compartilhada, que permite a ampliação dos conhecimentos.

Nosso convidado, o Professor Marcos Antônio Lorieri, além dos autores do Projeto Presente chamam atenção a como auxiliar os alunos a produzirem conhecimentos mais elaborados, ou seja, mais sistematizados e aprofundados, encaminhados para uma aprendizagem realmente significativa. Dessa forma, mostramos que a interferência do professor na aprendizagem dos alunos varia de acordo com o modo que cada estudante produz o seu conhecimento, mas também que depende de trocas de experiências e reflexões com os colegas.

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Propostas de Ciências Naturais

Caro educador,

Sum Aprendizagem Colaborativa

Editorial

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Enfim, caro professor, propomos aqui diferentes abordagens que compõem o desafio de olharmos o outro com respeito aos seus conhecimentos, encontrando pontos de contato que permitam o crescimento coletivo, e não só o individual. Boa leitura!

Equipe Sempre Presente! 2

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Brasil: outros caminhos, outros olhares

A importância da argumentação

Trabalhar com obras coletivas de artistas

Cooperar

Entrevista

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Sempre

presente! Ano 2 | 2013 - no 3

Editora Moderna Ltda. Rua Padre Adelino, 758 CEP 03303-904 São Paulo/SP Telefone: 0800 17 2002 www.moderna.com.br

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Conselho Editorial Autores Projeto Presente

Edição de texto Neuza Sanchez Guelli

Coordenação Editorial Neuza Sanchez Guelli Ivan Aguirra Izar

Projeto Gráfico e diagramação Ricardo Davino

Assistência Editorial Flávio Mendes Daniel Brito

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Ensino de... História e Geografia

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Interações sociais e conhecimento histórico

Edição Aprendizagem Colaborativa

Ilustrações Bruno Luna Caco Neves Jonatan Sarmento Mariana Coan Vinícius Manoel Vinícius Matsuei

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Rede de Conhecimento!

Aprendizagem colaborativa Aprender com o outro: a importância dos agrupamentos produtivos A troca de informações exerce papel fundamental na aquisição do conhecimento durante o processo de estudo. Por ELIzABEtE BAPtIstA DE GoDoy, MArCos ANtôNIo LorIErI E PAtríCIA HELENA roCHA

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Paulo Freire, no livro Extensão ou Comunicação? (1983), apresenta considerações em torno da questão do papel da extensão de informações e do papel da comunicação no processo de construção de conhecimentos nas pessoas. Ele propõe que se atente para o fato de que a pura extensão de informações não gera o conhecimento por ela mesma. Se não houver um processo de elaboração dessas informações por parte de quem as recebe, o resultado será apenas memorização sem a devida compreensão. Daí a sua crítica negativa ao que denominou de “educação bancária”. Ou seja, a educação que deposita informes nas mentes dos alunos e espera que eles passem a ter entendimentos e compreensão a respeito de certos conteúdos. Trata-se de um depósito, como o que se faz em um banco de dados.

Rede de Conhecimento

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ILuSTRAção vINíCIus MANoEL

A aprendizagem colaborativa pode garantir a construção coletiva de conhecimentos.

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Ao invés de agir desta forma, ele propõe um processo educativo de troca de informações e entendimentos relativos a essas informações, que busca também avaliar esses entendimentos de forma conjunta. Nas escolas, os alunos recebem informações decorrentes de compreensões relativas a aspectos da realidade que fazem parte de suas vivências. Entretanto, eles não elaboram seus próprios entendimentos a partir daquilo que foi recebido e, quando o fazem, em geral são conclusões difusas sem uma sistematização que lhes permita um conhecimento “mais bem elaborado”. Uma das perguntas que cabe fazer ao trabalho da escola é: como auxiliar os alunos a produzirem conhecimentos mais elaborados, aprofundados, examinados por uma análise crítica e mais bem fundamentados? A resposta seria: buscando aprofundamento dos entendimentos, fundamentação em dados da realidade e em bons argumentos, procedendo a análises críticas das informações e do tratamento dado a elas e buscando sistematizá-los ou organizá-los coerentemente. Mas como? Cada aluno faria isso sozinho? Ou o professor faria exposições nas quais estes aspectos estariam presentes, servindo como um modelo a ser seguido pelos alunos? Nesse caso, além de os alunos ouvirem as exposições dos professores, lhes seria determinado elaborar algum trabalho escrito. Os momentos de escuta das exposições seriam momentos de certa passividade dos alunos, ainda que o escutar nem sempre seja apenas passivo. Os momentos de elaboração dos trabalhos seriam seus momentos de atividade, de operação com os informes recebidos ou a eles estendidos pelo professor. Espera-se com isso que eles produzam entendimentos e compreensão dos conteúdos. De certa forma, e em muitos casos, isso ocorre, mas de uma maneira particular e restrita ao entendimento de cada um. Isso quando os alunos, de fato, executam os trabalhos solicitados e, de fato, apropriam-se do modelo de sistematização das informações apresentado pelo professor.

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Seria este o melhor e único caminho de produção de conhecimentos a ser buscado nas escolas?

Sem desmerecer suas possibilidades, pode-se afirmar com alguma segurança que, mesmo ocorrendo produção ou construção de conhecimento em boa parte do alunado, este resultado parece não ser tão bom como o seria se houvesse um processo colaborativo de aprendizagem, ou seja, de construção coletiva de conhecimentos.

Por quê?

Por duas razões: a primeira, porque os processos colaborativos de produção de conhecimentos podem garantir a um maior número de alunos a aprendizagem que, no modelo apenas expositivo, ocorre em uma parcela restrita. A segunda, porque, mesmo esta parcela restrita, produz conhecimento em uma perspectiva quase puramente individual, sem ter oportunidade de trocas de perspectivas com os demais colegas e, portanto, sem ter a chance de ampliar os horizontes de abordagem em relação aos conteúdos apreendidos. A ideia de propor processos de aprendizagens colaborativas parte da convicção da limitação de aprendizagens apenas individuais. Isso se deve ao fato de elas correrem o risco de proporcionar entendimentos particularistas que perdem em amplitude e pela convicção de que a colaboração amplia possibilidades de aprendizado para mais alunos. Entretanto, não significa que se deva excluir a elaboração pessoal ou singular no processo de construção de conhecimentos. Não se deve e nem é possível excluir as singularidades. Mas elas se formam ou se constituem, também, nas interações com os outros. Os outros são fundamentais na constituição das subjetividades, na maneira singular de cada pessoa ser ela mesma. A produção de conhecimentos é algo singular em cada pessoa, mas depende especialmente de trocas de entendimentos com os outros. Paulo Freire afirma isso ao dizer que, na constituição do mundo cultural e histórico da humanidade, “a intersubjetividade ou a intercomunicação é a característica primordial” (1983, p. 44). A necessidade de ajuda do outro indica a importância, no caso aqui abordado, do que se

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“Os outros são fundamentais na constituição das subjetividades, na maneira singular de cada pessoa ser ela mesma”.

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denomina de aprendizagem colaborativa. Na colaboração do professor com seus alunos e na colaboração dos alunos entre si, as aprendizagens são otimizadas para além do trabalho individual. Aliás, este trabalho é também fundamental e, de acordo com Oliveira (cf. 1993, p. 63), é preciso estar alerta para o engano que certas leituras das ideias de Vygotsky podem gerar. Um deles seria o de minimizar a importância da elaboração individual nos processos de aprendizagem, pois, para ele, o educando não é mero recipiente passivo das determinações sociais. Trata-se de uma ressalva importante. Entretanto, ela também enfatiza a importância dos processos colaborativos no desenvolvimento de aprendizagens, concluindo da seguinte maneira: “Qualquer modalidade de interação social, quando integrada num contexto realmente voltado para a promoção do aprendizado e do desenvolvimento, poderia ser utilizada, portanto, de forma positiva na situação escolar” (1993, p. 64). Matthew Lipman (1995) propõe uma metodologia que pode ser um caminho para aprendizagens colaborativas. Ele a denomina de “metodologia da comunidade de investigação”, cuja essência é o diálogo ou a troca organizada de ideias. Conforme diz, é nesta troca que as pessoas têm a chance de expor o que pensam sobre algum assunto aos outros, de escutar deles o que pensam, de comparar as suas ideias com as dos outros e as dos outros entre si e de, a partir daí, poder melhorar, completar ou mesmo modificar o que pensam ou, então, confirmar ainda mais seus pontos de vista. Nesta situação de diálogo, as pessoas trocam pontos de vista, o que implica em dizer que trocam, além de suas convicções, as suas razões relativas a essas convicções. Neste processo, as razões podem ficar mais ou menos fortalecidas, se mostrarem claramente frágeis ou até sem nenhuma sustentação. Se isso ocorre, há aí uma ótima oportunidade para provocar, nas pessoas envolvidas, a reformulação dos seus pontos de vista. No caso das crianças, nas escolas, quando estão juntas buscando esclarecer conceitos

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não muito claros, construir conhecimento a respeito de algo ou decidir se um comportamento é mais adequado que outro, o envolvimento é surpreendente, como é surpreendente o esforço que têm que fazer para: a. Dizer exatamente o que pretendem dizer; b. Escutar e entender o que os outros dizem; c. Concordar com ou discordar do que ouvem; d. Dar razões para suas afirmativas ou para suas concordâncias ou discordâncias; e. rebater, com argumentos, as discordâncias dos outros em relação a seus pontos de vista; f. reformularem-se, quando convencidos pelos outros de que seus pontos de vista não são ou verdadeiros ou completos; g. Fazer análises e sínteses a todo o momento; h. Elaborar mentalmente tudo isto e serem capazes de expressar verbalmente todo esse conjunto de elaborações. Afora isso, há aspectos éticos importantes na participação em uma comunidade de investigação onde o diálogo, e não a disputa, é a regra: a. Aprende-se a respeitar os pontos de vista dos outros; b. Aprende-se que o próprio ponto de vista tem o mesmo valor e peso do dos outros; c. Aprende-se a respeitar a vez dos outros e a exigir respeito pela própria vez; d. Aprende-se a respeitar regras combinadas; e. Aprende-se que regras podem ser discutidas e modificadas, mas que são necessárias para a vida em comum; f. Aprende-se que somos todos iguais; g. Aprende-se que somos todos igualmente dignos de respeito. Espera-se que estas considerações sejam provocativas para que os professores disponham-se a incrementar, em suas aulas, processos colaborativos de produção ou de aprendizagem de conhecimentos juntamente com o incentivo às produções pessoais sempre necessárias, mas, como foi dito, insuficientes para aprendizados mais completos.

Rede de Conhecimento

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Juntas, as crianças podem construir conhecimentos e tomar decisões sobre situações e comportamentos.

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CiĂŞncias Naturais

Aprendizagem colaborativa:

propostas de ciĂŞncias naturais U st c

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CiĂŞncias Naturais

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A aprendizagem colaborativa permite a reflexão e a contextualização dos conteúdos.

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Por LILIAN BACICH, CéLIA r. CAroNE E EDILsoN A. PICHILIANI

O modelo de aprendizagem colaborativa proporciona oportunidades para que o aluno reflita, participe, discuta e, principalmente, construa, em grupo, seu conhecimento em Ciências Naturais. Nesse modelo de aprendizagem, alunos são apresentados a desafios que devem ser cumpridos colaborativamente, e o professor, como mediador dos conhecimentos histórica e socialmente construídos, assume o papel de articulador de saberes. O aluno, ao mesmo tempo em que se torna responsável por sua própria aprendizagem, tam-

bém tem participação no processo de construção de conhecimento de seus colegas. Dessa forma, o educador possibilita que eles interpretem, relacionem e contextualizem os conteúdos pesquisados e, assim, possam participar do processo de ensino-aprendizagem como sujeitos ativos e que trabalhem em colaboração na construção de conhecimento. Os professores podem encontrar, no uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), muitas possibilidades de aprendizagem colaborativa no ensino de Ciências Naturais.

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ILuSTRAção vINíCIus MAtsuEI

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Sugestão de atividades

Criação de Podcast com imagens os alunos, com auxílio do professor, irão produzir um Podcast sobre animais, suas características, o ambiente em que vivem, entre outras informações. o Podcast é um meio de transmitir informações através do áudio. Existem programas gratuitos que podem ser utilizados em sua elaboração, como o Audacity. Nesta proposta, sugerimos a utilização do programa Movie Maker para que, além do áudio, possam ser adicionadas algumas imagens.

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Preparação da aula

Para preparar a aula, o professor precisará observar se o programa Movie Maker está instalado no computador que será utilizado para a produção do Podcast. Então, será necessário um gravador de áudio, como um celular ou o próprio computador. As imagens que ilustrarão esse Podcast podem ser feitas pelos alunos e digitalizadas ou, ainda, obtidas em um buscador, como o Google, sem esquecer a citação do site de onde foram retiradas!

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Proposta de trabalho

Organize os alunos em grupos para que, de forma colaborativa, pesquisem e elaborem um texto de acordo com a proposta estipulada para a turma.

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Para finalizar

Todas as propostas serão gravadas no Movie Maker. O professor coloca as imagens selecionadas e, então, é hora dos alunos soltarem a voz! Depois, o resultado pode ser disponibilizado em um blog ou no site da escola. Se a instituição tiver uma rádio interna, também pode apresentar o áudio para toda a comunidade escolar.

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1o ano

Animais do jardim

Os alunos do 1o ano devem pesquisar sobre os animais que vivem em um jardim. Para isso, podem fazer um levantamento dos animais que mais encontraram nesses locais, como borboletas, formigas, joaninhas, entre outros. Após realizar a pesquisa, com a ajuda do professor e em diferentes meios (livros, revistas, internet), eles devem elaborar um pequeno texto sobre esse animal para ser lido e gravado. Desenhos do animal podem ser feitos para ilustrar sua pesquisa.

2o ano

Entrevistando um veterinário

Os alunos do 2o ano organizarão a entrevista com um veterinário sobre as principais formas de cuidar de animais de estimação. O professor deve organizar os alunos em duplas para que elaborem as questões que gostariam de fazer ao veterinário sobre o animal de estimação escolhido por eles. A entrevista pode ser feita de forma presencial, convidando o veterinário para conversar com os alunos, ou por e-mail. Neste caso, todas as perguntas devem ser organizadas em uma única mensagem a ser enviada ao entrevistado. Em seguida, com as respostas em mãos, os alunos devem organizar o texto que será gravado. Ao organizar a gravação, eles devem ser estimulados a comportar-se como se estivessem orientando outras pessoas sobre como cuidar de seus animais de estimação. Fotos dos animais dos próprios alunos podem ser utilizadas nessa montagem.

3o ano

Classificando os animais

Os alunos do 3o ano podem pesquisar sobre a organização de um zoológico em relação à alimentação e aos recintos dos animais. Para isso, organizados em duplas ou trios, deverão pesquisar sobre os grupos de vertebrados estudados, escolhendo dois animais de cada grupo. Irão pesquisar o tipo de alimentação que é oferecido a eles e como é o local em que vivem. Em seguida, a proposta é que organizem o texto como se fosse uma entrevista com um biólogo do zoológico. A gravação deve ser feita no formato de entrevista, em que um dos alunos será o biólogo e os demais, repórteres. Fotos dos animais e do local em que vivem podem ser utilizadas para a montagem final.

Ciências Naturais

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Mapas conceituais sobre o corpo humano o estudo do corpo humano, no 4o e no 5o ano, envolve o conhecimento do funcionamento de diferentes sistemas, que trabalham de forma integrada. Nesse sentido, a montagem de mapas conceituais pode facilitar essa compreensão e proporcionar momentos de aprendizagem colaborativa.

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Preparação da aula

Para preparar a aula, o professor precisa baixar, nos computadores que serão utilizados pelos alunos, o software gratuito CMap Tools, facilmente encontrado através de buscadores, como o Google. Os alunos, então, devem ter acesso a um computador conectado à internet para a realização da atividade.

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Proposta de trabalho

A proposta está relacionada ao levantamento de informações sobre os conceitos principais do tema estudado. Nesse caso, os alunos do 4o e do 5o ano indicarão os conceitos do corpo humano estudados em cada ano. De forma colaborativa, eles devem organizar um mapa conceitual sobre esses temas, de acordo com as propostas a seguir.

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Para finalizar

Os mapas conceituais produzidos pelos alunos podem ser impressos e expostos em um mural ou disponibilizados em um blog ou no site da escola. Pode ser solicitado que os alunos elaborem um texto que explique seu mapa. Em tempos de Tecnologias da Informação e da Comunicação, é muito importante pensarmos em formas de comunicar o trabalho dos estudantes, que é resultado de uma proposta de aprendizagem colaborativa.

o CorPo HuMANo

realiza processos de

Digestão Circulação

respiração

4o ano

Digestão, respiração e Circulação

Organize os estudantes em duplas ou trios para que expliquem os processos de digestão, respiração e circulação. As principais estruturas que realizam esses processos devem ser listadas para que sejam organizadas em um mapa conceitual. Estimule a turma para que identifiquem a relação entre cada um desses processos e se utilizem de setas para mostrá-las no mapa.

5o ano

Corpo humano: sistemas em integração

Os alunos do 5o ano podem refletir sobre o seguinte problema: na hora de um susto, como funcionam os sistemas que formam nosso corpo? A pesquisa pode ser feita utilizando, como ponto de partida, o pôster do livro do 5o ano. Os sistemas estudados até o momento devem ser relacionados na montagem desse mapa conceitual, que deve ter o “susto” como aspecto central para analisar o funcionamento integrado dos sistemas. Os alunos também podem inserir imagens dos órgãos de cada sistema.

Para refletir sobre o tema

MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. N ovas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000. Ficou com dúvidas na realização de alguma dessas propostas colaborativas? Sinta-se à vontade para entrar em contato e esclarecê-las: lilian.bacich@yahoo.com.br

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História

Interações sociais e conhecimento histórico As interações entre os alunos são essenciais para a construção gradual da consciência histórica.

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Na coleção Projeto Presente História, as interações sociais têm um papel importante na construção do conhecimento. Na interação professor-aluno, o primeiro atua como um mediador da relação do aluno com o conhecimento e não como mero transmissor de informações. Em nossa abordagem entre os alunos, as interações também são consideradas importantes na elaboração dos conhecimentos históricos, por meio da troca de experiências entre os pares. Por isso, nas sequências didáticas da coleção, são inseridas propostas de trabalhos em duplas ou em grupos maiores, que contribuem para a construção gradual da consciência histórica.

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ILuSTRAção BruNo LuNA

Por rICArDo DrEGuEr E CássIA MArCoNI

História

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odem Os grupos pdiversos trabalhar emividades. tipos de at

O que é importante garantir Nas atividades em grupo são fundamentais:

» uma composição heterogênea dos grupos quanto a personalidades, sexo, aptidões, conhecimentos prévios e estratégias de raciocínio; » tendências dos componentes a discordarem entre si, relativizando os pontos de vista; » Cooperação entre os membros do grupo, com divisão de tarefas/funções.

Trabalho em grupo e situações didáticas Nas aulas de História, o trabalho em grupos pode ser utilizado em diversas situações didáticas:

» Elaboração de diálogos; » Produção de história em quadrinhos; » Dramatizações; » Elaboração de sínteses; » Pesquisas em fontes históricas; » Criação de textos coletivos; » Leituras compartilhadas.

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Sugestão de atividades

Dramatizando acontecimentos históricos uma das técnicas que permite uma grande interação entre os alunos na construção de conhecimentos históricos é a dramatização. trata-se de uma representação gestual e verbal de acontecimentos e processos históricos, possibilitando aos alunos dar e receber informações, ter maior compreensão de determinados conteúdos e uma maior interação com os participantes. Para o desenvolvimento da técnica da dramatização, é preciso garantir três momentos:

Preparação os alunos

poderão distribuir os papéis a serem representados entre si ou o professor poderá fazer as escolhas. Em seguida, deverão caracterizar a situação, os tipos de personagem que irão representar e ensaiar a cena. Depois, elaborar cenários e escolher vestimentas.

Representação

Após a preparação, cada aluno deverá representar a cena aos outros grupos.

Discussão Este momento

proporciona aos alunos uma reflexão sobre a situação representada e uma conversa sobre a apresentação de cada grupo.

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1o ano

2o ano

Dividir a classe em grupos que deverão apresentar uma dramatização representando a forma de comemoração do ano-novo na China. orientar a retomada dos conteúdos trabalhados nas páginas 106 e 107 do livro, que permitirão a cada grupo: » Elaborar cenários representando ruas e casas com portas fechadas; » Dividir papéis dos personagens: dançarinos, representantes do dragão, fantasmas etc.; » Escolher roupas para compor os figurinos dos dançarinos – vermelhas e douradas –, dos fantasmas – roupas brancas ou outras que os alunos definirem – e do dragão – cabeça/corpo do dragão, que pode ser feito de papel ou outro material que o grupo escolher. Cartazes com desenhos ou colagens representando cada alimento: arroz, tangerina, peixe e macarrão; » organizar os ensaios e a apresentação de cada grupo.

Dividir a classe em grupos que deverão apresentar uma dramatização representando uma sala de aula há cerca de cem anos orientar a retomada dos conteúdos trabalhados nas páginas 58 a 79 do livro, que permitirão a cada grupo: » Escolher o tipo de turma a ser representado: feminina ou masculina, pois as salas não eram mistas; » Elaborar cenário representando uma sala de aula há cerca de cem anos, incluindo objetos usados para sentar – carteiras antigas ou bancos – e para escrever – caneta com vidro de tinta, lousas individuais e lousa coletiva; » Dividir papéis dos personagens: professores e alunos; » Escolher roupas para compor os figurinos do professor e alunos com base nas ilustrações e fotos apresentadas; » Criar diálogos e situações que mostrem a relação entre professores e alunos; » organizar os ensaios e a apresentação de cada grupo.

o ano-novo chinês

A sala de aula há cem anos

História

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3o ano

viajando de trem há cem anos

Dividir a classe em grupos que deverão apresentar uma dramatização representando uma viagem de trem há cerca de cem anos. orientar a retomada dos conteúdos trabalhados nas páginas 63 a 65 do livro, que permitirão a cada grupo: » Elaborar cenário representando um vagão de primeira classe e um vagão de segunda classe dos trens há cerca de cem anos. Essa diferenciação deve ser feita pelo tipo de assentos, com mais ou menos conforto; » Dividir papéis dos personagens: maquinista, viajantes da primeira e da segunda classe; » Escolher roupas para compor os figurinos dos viajantes da primeira classe – usando como referência o poema de Roseana Murray – e segunda classe, usando como referência a pintura de tarsila do Amaral; » Criar diálogos e situações que mostrem as relações entre os viajantes e os objetos transportados no vagão de segunda classe, usando como referência o texto da zélia Gattai; » organizar os ensaios e a apresentação de cada grupo.

4o ano

5o ano

Dividir a classe em grupos que deverão apresentar uma dramatização representando as relações entre indígenas, jesuítas e colonos no século XvI. orientar a retomada dos conteúdos trabalhados nas páginas 64 a 68 e 70 do livro, que permitirão a cada grupo: » Dividir papéis dos personagens: indígenas, jesuítas e colonos; » Escolher roupas para compor os figurinos dos personagens, usando como referência as imagens – gravuras, pinturas e ilustrações – apresentadas no livro; » Criar diálogos e situações que mostrem as relações entre esses grupos, como catequização, escravização, conflitos e revoltas; » organizar os ensaios e a apresentação de cada grupo.

Dividir a classe em grupos que deverão apresentar uma dramatização representando a Confederação do Equador, em 1824. orientar a retomada dos conteúdos trabalhados nas páginas 68 e 69 do livro, que permitirão a cada grupo: » Criar dois cenários: um representando o palácio – que pode ser representado por um trono – e outro representando as ruas de Pernambuco, usando como referência a imagem da página 69; » Dividir papéis dos personagens: imperador, presidente da província de Pernambuco e revoltosos; » Escolher roupas para compor o figurino do imperador – cetro, manto, coroa – e dos demais personagens; » Criar diálogos e situações que mostrem o imperador escolhendo o presidente da província no palácio. Em seguida, representar a revolta dos habitantes de Pernambuco contra o presidente da província, inserindo diálogos e cenas que mostrem os motivos da revolta, os objetivos e propostas dos revoltosos e como ela terminou; » organizar os ensaios e a apresentação de cada grupo.

Indígenas, jesuítas e colonos

Confederação do Equador

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Geografia

Brasil:

outros caminhos, outros olhares Trabalhar em grupos fortalece o aprendizado, permitindo múltiplas reflexões sobre os conteúdos estudados em sala de aula. Por NEuzA sANCHEz GuELLI E ALLysoN LINo

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N ILuSTRAção CACo NEvEs

A troca de experiências pode levar a um conhecimento duradouro.

Na prática de aprendizagem colaborativa, o educador tem a expectativa de que os alunos aprendam a partir de uma interação com seus colegas e trabalhem diretamente ligados em um sistema de interdependência na resolução de problemas, no estudo de um determinado tema ou mesmo de uma tarefa proposta. Segundo alguns especialistas da educação, a aprendizagem colaborativa permite múltiplas caracterizações, com resultados e dinâmicas de aprendizagem diferentes para cada contexto específico. O trabalho em grupos dá mais força à aprendizagem do que o trabalho individual. A troca de conhecimentos entre os alunos provoca a compreensão e um aprofundamento sobre o que está sendo trabalhado. Ao formar grupos de estudo e trabalho, os alunos criam uma parceria com objetivos compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção de um novo conhecimento. Cabe ao educador criar situações de aprendizagem em que haja trocas significativas entre os alunos e ele próprio. A tarefa em grupo colaborativo encaminha as condições para que os estudantes sejam responsáveis pelo seu crescimento e pelo crescimento do grupo, em um relacionamento solidário e respeitoso. Conforme Vygotsky nos mostra, o conhecimento é socialmente construído por meio de uma mobilização conjunta para construir e reconstruir significados. Dessa forma, a troca de conhecimentos e de experiências entre os alunos poderá levar a um conhecimento significativo e mais duradouro do que muitas vezes é conseguido por meio de uma aula expositiva. Para os alunos do Ensino Fundamental I, devido à autonomia que foi desenvolvida até o momento, em nossas sugestões de atividades vamos utilizar algumas características da aprendizagem colaborativa como: » Responsabilidade individual pelo trabalho; » Liderança e responsabilidade compartilhada com o grupo; » Preocupação com a aprendizagem dos outros elementos do grupo; » Intervenção do professor somente quando necessário.

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Sugestão de atividades

Alfabetização visual: leitura de imagens A linguagem visual pode equilibrar o excesso de racionalidade com exercícios que trabalham a sensibilidade da imaginação, intuição e habilidades que estimulam outras maneiras de pensar, sentir, ensinar, aprender e agir. o texto imagético não deve ser observado somente como um modo de preencher a explicação da atividade. A imagem deve completar a explicação, fazer parte do conteúdo e sugerir ao aluno uma reflexão crítica de sua posição atual perante a sociedade em que está inserido.

1o ano

Diferentes tempos e lugares 1o passo Fazer a leitura da imagem das páginas 70 e 71 de seu livro utilizando o DVD da Revista Presente Digital e o datashow, despertando o entusiasmo e a curiosidade dos alunos em adquirir novos conhecimentos.

2o passo Comentar sobre as colocações dos alunos durante a leitura e, em seguida, orientar a formação de grupos para a realização do trabalho.

3o passo Cada grupo deverá trazer imagens de

revistas e da internet sobre diferentes locais do Brasil, com legenda, determinando o local e a data.

4o passo Junto com os grupos, determinar um critério para seleção das imagens e montagem de um painel, que deverá ser fotografado e colocado no site da escola para conhecimento da comunidade escolar.

2o ano

Muitas ruas, muitos caminhos 1o passo Fazer a leitura da imagem das páginas 104 e 105 de

seu livro, utilizando o DVD da Revista Presente Digital e o datashow, trabalhando cuidadosamente as diferentes etapas para leitura de imagem: descrever, analisar, interpretar, fundamentar e revelar.

2o passo Comentar com os alunos a importância do trabalho em equipes, a responsabilidade de cada um individualmente e da equipe como um todo. A seguir, os alunos formam os grupos para elaboração do trabalho e pesquisa na internet.

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3o passo Apresentar o conteúdo a ser

trabalhado – As famosas ruas do Brasil e do mundo. Cada grupo deverá escolher uma rua famosa do Brasil e outra do mundo para fazer uma pesquisa na internet, colhendo informações, imagens, curiosidades. Essa pesquisa deverá ser armazenada em uma pasta para ser apresentada em datashow com leitura das imagens ou outra forma de apresentação utilizando a internet.

4o passo Você deverá acompanhar o

trabalho, verificando a participação de todos em seus grupos, criando discussões e contribuindo para que todos aprendam.

5o passo Após as apresentações em sala de

aula, todo o material produzido pelos alunos deverá ser disponibilizado para a comunidade escolar ou colocado no site da escola.

3o e 4o anos

Poluição urbana

É do conhecimento dos alunos como o crescimento dos bairros e das cidades trouxe vantagens e também desvantagens para a sociedade, tais como: a poluição dos rios, do ar atmosférico, do solo, e também a poluição sonora, visual e dos meios de transportes.

1o passo Para início do trabalho, você poderá levar alguns vídeos que tratam desse assunto, despertando a curiosidade e o entusiasmo para aprender e conhecer mais. Como sugestão: Repórter Eco no Youtube com os links:

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O texto imagético deve completar a explicação da atividade.

Poluição – as suas consequências, de Fábio Azevedo, e Meio Ambiente – Educação e Consciência Ambiental, de Diego Cerqueira, ou outros links que considere adequado para seus alunos.

2o passo Fazer com os alunos os comentários

sobre o vídeo e a importância do trabalho em equipes. Os alunos formarão as equipes de trabalhos e os temas com relação à poluição urbana serão escolhidos.

3o passo Orientar os alunos em sua busca de dados e informações

em sites e links confiáveis, como o site do IBGE teen. Os alunos deverão criar uma pasta para colocar os dados e imagens encontradas.

4o passo Você poderá criar momentos de conversas, em que os alunos apresentam suas descobertas, suas pastas de informações para todos e trocam outras informações e conhecimentos. Poderá ser apresentado por meio da lousa digital ou computador conectado ao datashow.

5o passo Cada grupo deverá determinar a forma de

alunos, despertando a curiosidade e o entusiasmo para o que irão aprender. Você poderá utilizar um vídeo que mostre as diferentes manifestações culturais pelas regiões brasileiras. No DVD da Revista Presente Digital, você irá encontrar uma apresentação do “Bumba-meu-boi” que poderá utilizar, destacando os personagens e suas relações de trabalho.

2o passo Este trabalho poderá fazer parte da

Feira cultural, que foi sugerida na página 115 do livro de Geografia. Você poderá retomar com os alunos os comentários e conhecimentos que foram feitos a partir do vídeo apresentado; em seguida os alunos formarão as equipes e acertarão com sua supervisão os temas que serão trabalhados, as manifestações culturais por regiões ou determinadas manifestações culturais como: Carnaval, Cavalhada, Cururu, Festa do Divino e outras características de seu lugar de vivência.

apresentação para os colegas e, depois, para a comunidade escolar. Você poderá criar um blog para a divulgação do trabalho das equipes. Existem vários sistemas gratuitos – tal como o Wordpress –, sendo importante não esquecer de selecionar “Plano Básico”, para manter a gratuidade do serviço.

3o passo Orientar os alunos para a coleta

5o ano

4o passo Este é o momento da apresentação

Feira cultural

A feira cultural tem como objetivo fazer com que os alunos conheçam com maior profundidade as nossas diferentes manifestações culturais, danças e folguedos, trazendo até eles as nossas raízes culturais, a influência dos diferentes povos que deram sua contribuição para a formação cultural do país.

1o passo Este é o momento de “encantar” e estimular os

de informações, por meio de sites de busca na internet, e na criação de uma pasta para armazenar as informações, fotos e vídeos encontrados. geral das informações que foram conseguidas pelos diferentes grupos ou equipes. A apresentação poderá ser feita com o auxílio de um datashow. Você poderá orientar as conversas e a troca de informações.

5o passo Os alunos, com sua supervisão, poderão criar um blog para apresentar o produto final do trabalho.

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Língua Portuguesa

Aprender co a importâ

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Atualmente, muito se tem investido em uma aprendizagem compartilhada, com foco na resolução de problemas por meio da interação. Em língua, é por meio da argumentação que os alunos podem desenvolver um pensamento estratégico e aprender com o outro. Por DéBorA vAz, ELoDy NuNEs MorAEs, rosâNGELA vELIAGo E AssEssorIA DE MArIA José NóBrEGA

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Língua Portuguesa

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A aprendizagem envolve a aplicação dos conhecimentos em situações mais complexas. O planejamento de atividades com princípios mais cooperativos irá favorecer um espaço para a interlocução e o desenvolvimento do pensamento. É por meio da argumentação com seus pares que o sujeito também aprende, apresentando suas justificativas para convencer o outro ou reajustando suas hipóteses a partir das explicações do outro. Os trabalhos cooperativos envolvem operações mentais que favorecem atividades metalinguísticas, ao mesmo tempo que se revelam um importante instrumento de aprendizagem: é falando e refletindo sobre a língua que se aprende a usá-la de forma mais eficaz. A primeira função da linguagem é a comunicação entre as pessoas; porém, para Lev Vygotsky, pensador russo, ela também é usada como um instrumento do pensamento. Durante a produção de textos argumentativos, por exemplo, o sujeito deve, a partir de um tema polêmico, emitir uma opinião e convencer

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seu interlocutor da validez do seu ponto de vista. É vivenciando situações como essa que o aluno irá tomar consciência do que está aprendendo para tentar convencer o outro. Nessa perspectiva sociointeracionista, o conhecimento se dá pelas interações com as pessoas e com todo o contexto ao seu redor. São processos de interlocução em que os sujeitos modificam-se no próprio processo de construção do conhecimento. É por meio do trabalho em duplas ou pequenos grupos que os alunos compartilham conhecimentos, para depois internalizá-los e convertê-los em uma reflexão individual. Ao agrupar crianças com saberes próprios, mas diferentes, é possível propor a distribuição de tarefas como, por exemplo, durante uma produção de textos com interação verbal: enquanto um escreve, o outro revisa e edita o texto. Para Vygotsky, ao considerarmos os processos de desenvolvimento das crianças, é preciso levar em conta não só sua Zona de Desenvolvi-

mento Real, ou seja, o que consegue fazer sozinha, mas também sua Zona de Desenvolvimento Potencial, aquilo que consegue fazer com ajuda, por meio de instruções, demonstrações, pistas, observação de modelos etc. Nesse sentido, a interação torna-se a base para o processo de aprendizagem e, portanto, é preciso que as intervenções sejam planejadas de forma a atuarem na Zona de Desenvolvimento Proximal dos alunos, ou seja, nas funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas no futuro. É por meio do trabalho em interação que o conhecimento se amplia. É pensando e falando sobre o que sabe que o aluno controla e assume a sua própria aprendizagem. Cabe ao professor guiar os estudantes durante esse processo de pensar e de se relacionar com o outro, para que possam, cada vez mais, pensar juntos, solucionar problemas e permanecer aprendendo para o resto de suas vidas.

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ILuSTRAção JoNAtAN sArMENto

com o outro: rtância da

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Sugestão de atividades 1o ano

Escrita de títulos em interação grupal o objetivo dessa sequência de atividades é possibilitar uma situação de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético, em duplas e coletivamente.

1o momento

Retomar com os alunos o repertório de histórias preferidas da classe, escolhendo uma para organizar uma sessão de leitura para os colegas de outra sala. Dizer que a classe fará um cartaz com o título da história e outras informações importantes.

2o momento

Informar que, em duplas, irão escrever, com letras móveis, o título da história escolhida e que a tarefa deverá ser realizada da seguinte maneira: cada um deve colocar uma letra que compõe a palavra e dizer o que já está escrito. A situação se repete até que o título esteja completo. No final da produção, solicitar que copiem o título em uma folha de papel.

3o momento

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Escolher três formas diferentes dentre as produções da classe, copiando-as na lousa. Dizer que só existe uma forma de grafar o título e que devem justificar suas escolhas, para definir qual das escritas irá para o cartaz. O professor deve organizar o debate, garantindo que todos possam falar. Uma boa estratégia para aprofundar a reflexão do grupo é utilizar os referenciais estáveis presentes na classe – nomes próprios, textos poéticos etc. – para apoiar as justificativas.

4o momento

Produzir coletivamente o cartaz e afixá-lo no mural da escola.

2o e 3o anos

Atividade de revisão de textos em duplas e coletivamente o objetivo dessa sequência é que os alunos possam, em colaboração, revisar um pequeno trecho de um texto para que, depois, individualmente, possam retomar sua própria produção, alterando o que for necessário apoiando-se nessa experiência.

1o momento

Apresentar o texto, que pode ser produzido pelo professor a partir da análise dos aspectos que os alunos apresentam maior dificuldade. Dizer aos alunos que se trata de um fragmento de um texto que apresenta alguns problemas que comprometem a compreensão dos leitores. Para que o trabalho seja produtivo, aponte a natureza dos erros. Organize a turma em duplas e peça que leiam o trecho, identifiquem os problemas e, em seguida, façam os ajustes necessários.

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2o momento

Projetar o trecho no datashow e solicitar que as duplas socializem as alterações realizadas. Sempre que houver discordâncias quanto às modificações, pedir que argumentem. O professor pode intervir apoiando-se nas referências literárias que são partilhadas pelo grupo.

3o momento

Pedir que as crianças retomem os textos que estão produzindo individualmente e observem se não estão cometendo erros semelhantes.

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4o e 5o anos

Debate regrado o objetivo dessa sequência é que os alunos possam, em colaboração, organizar um debate em torno de um tema que mobilize a classe, aprendendo a defender posições, fundamentar argumentos com exemplos e informações, reconhecer os argumentos apresentados na defesa de uma posição, avaliar a pertinência dos exemplos e informações que o fundamentam e reconhecer e usar estratégias de organização para o desenvolvimento da argumentação.

1o momento

Levar os alunos a participarem, como ouvintes, de uma série de debates para que eles possam perceber as características comuns a essas situações comunicativas. É importante que eles observem que o debate utiliza uma variante linguística mais próxima da linguagem formal, além de só ser possível quando há oposições de pontos de vista sobre um determinado assunto. Vale ressaltar que uma das regras básicas desta situação comunicativa é o respeito ao outro debatedor; a oposição é de ideias.

2o momento

Organizar situações que preparem o debate, definindo: » as regras; » quem será o mediador; » quem defenderá cada uma das posições; » o tempo de preparação dos debatedores; » se haverá ou não plateia e qual será sua função.

3o momento

Dividir a sala em pequenos grupos, distribuindo as tarefas relativas à preparação para discutir o tema escolhido. Nesse momento, é importante que o professor selecione vídeos, textos e imagens que subsidiem a discussão, tanto da posição favorável, quanto da posição contrária. Cada grupo deve listar as informações e exemplos contidos nos diferentes portadores, que fundamentam sua posição pessoal ou a posição que defenderá. É interessante prever ao menos uma a duas semanas para esta etapa.

4o momento

Retomar as regras combinadas anteriormente e realizar o debate. Se possível, ele pode ser gravado para que se avalie a participação de todos os envolvidos, levantando aspectos que podem ser melhorados em uma próxima ocasião.

Ao organizar um debate, os alunos aprendem a formar estratégias de argumentação.

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Arte

Trabalhar com o coletivas de ar t A organização de produções artísticas como exemplo no processo de trabalhos coletivos. Por rosA IAvELBErG E tArCísIo tAtIt sAPIENzA

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A escola é um contexto de estudo compartilhado. Estudar Arte oferece aos alunos a possibilidade de conhecer processos coletivos de criação diversos nas diferentes linguagens: Música, Teatro, Dança e Artes Visuais. O conhecimento das várias formas de organização/divisão de produção artística adotadas por grupos de artistas é referência significativa para o estudante refletir sobre sua colaboração em processos de trabalho coletivo. Aprender Arte na escola promove a participação do aluno na vida social e cultural da comunidade. Artistas de diferentes épocas e culturas também podem interagir por meio de suas criações, aprender a fazer arte ao fruir e refletir sobre as realizações de outros artistas. Picasso, por exemplo, ao iniciar sua fase cubista, estudou e incorporou características formais e

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temáticas de obras de Cézanne e da arte tradicional africana. Saber como os artistas aprendem a criar com os outros permite que o estudante incorpore esta atitude em seu processo de trabalho e aproprie-se de maneira criativa dos elementos que despertam seu interesse em produções de artistas ou de seus colegas, como o uso expressivo de um determinado tipo de linha, a resolução de um problema relativo ao uso dos materiais etc.

Como estudar processos coletivos de criação artística?

Para que os alunos possam estudar propostas artísticas de criação coletiva em Artes Visuais, Dança, Teatro e Música, é importante que, além de conhecer os trabalhos resultantes destas propostas, eles possam conhecer também mo-

mentos significativos de sua elaboração. Como apoio a este estudo, sugerimos pesquisar: vídeos ou registros fotográficos de processos de criação (making-of), entrevistas ou textos dos artistas que abordem seus procedimentos e sua interação, textos com comentários de críticos ou especialistas etc. Atividades para os alunos apreciarem e refletirem sobre estes processos podem ser realizadas na forma de trabalhos em parceria com um colega, em grupos maiores ou em propostas coletivas da classe. Assim, com a orientação do professor, conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais associados ao trabalho coletivo dos artistas e dos alunos podem ser abordados de maneira integrada, favorecendo a ampliação das habilidades necessárias para conviver bem na escola e na comunidade.

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m obras r tistas

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Sugestão de atividades 1o e 2o anos

Debate e produção em grupos Apresente à classe as imagens selecionadas para este artigo: a apresentação da Banda olodum Mirim; o espetáculo de dança do Projeto Axé; e Monica Nador pintando um mural com um integrante do JAMAC. Na leitura das imagens, peça que observem como as três apresentam

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diferentes situações de trabalho coletivo e converse com os alunos sobre suas experiências nos trabalhos em grupo. Proponha à classe pesquisar imagens de artistas que trabalham em grupos e montar um mural na sala de aula.

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3o, 4o e 5o anos

Exercitando a criação coletiva Proponha aos alunos pesquisar diferentes processos de trabalho coletivo em artes, investigando manifestações de teatro, Dança, Artes visuais e Música. A pesquisa pode ser iniciada por uma listagem dos grupos de artistas preferidos de cada um. Após a realização da pesquisa, promova

uma roda de conversa em torno das imagens e informações levantadas. A conclusão desta atividade será a criação coletiva de um registro a ser impresso para todos com as imagens e informações que considerarem mais interessantes e pequenos textos comentando suas escolhas.

Atividades em grupo abordam o processo coletivo de produção de forma integrada.

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Matemática

Aprendendo e discutindo em grupos, o aluno adquire autonomia e independência na busca de novos conhecimentos.

Cooperar Por LuIz MárCIo IMENEs, MArCELo LELLIs E EstELA MILANI

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Construtivismo, sociointeracionismo, ensino por meio de projetos, aprendizagem colaborativa... É comum sur surnogirem novas teorias de ensino e aprendizagem, ou no vos enfoques de velhas teorias para ocuparem o centro do debate pedagógico. Este texto aborda a aprendiza aprendizacogem colaborativa, um conceito que reúne ideias co nhecidas e com recentes percepções que, mesmo não se tratando de novidade absoluta, enriquece nossa vi visão do processo de ensino e aprendizagem. Na sequência, não vamos distinguir a aprendizagem colaborativa da cooperativa, como fazem alguns teóricos da área pedagógica. Em geral, aceitaremos como colaborativa toda forma de aprendizagem em que o grupo e o indivíduo se auxiliam reciprocamente, estimulando a autonomia individual. As raízes do conceito podem ser encontradas no pensamento de Vygotsky (1896-1934). Tido como construtivista – por considerar que as estruturas cognitivas do indivíduo desenvolvem-se ou se constroem gradativamente ao longo da vida, noção fundamental também para Piaget (1986-1980) –, Vygotsky se destaca por evidenciar o papel da interação social no processo de desenvolvimento cognitivo. Na interação realçada por ele está a base da aprendizagem colaborativa, que se caracteriza como estratégia de ensino centrada no grupo, mas de tal maneira que o grupo auxilie cada indivíduo a aprender e este contribua com o aprendizado de todos.

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O aluno que progride inserido em um ambiente de aprendizagem colaborativa torna-se gradativamente menos dependente do professor, passando a tomar iniciativas no sentido de promover a própria aprendizagem, além de ganhar crescente autonomia. Em suma, adquire boa parte do perfil de estudante que a maior parte das modernas propostas pedagógicas busca formar. Uma situação aparentemente ideal para essa forma de aprendizagem ocorre no ensino a distância mediado pelas tecnologias de informação (computador, internet), no qual há um professor-facilitador e um ou mais fóruns nos quais os vários aprendizes se comunicam entre si e com o professor, trocam informações e se auxiliam mutuamente. Outro exemplo pode ser observado em certas atividades de resolução de problemas usadas em cursos de MBA (Master in Business Administration – Mestre em Administração de Negócios), nos quais situações empresariais são apresentadas aos grupos, que devem discuti-las e traçar estratégias de melhoria para a empresa. Os exemplos citados e a maioria dos estudos pedagógicos versando sobre aprendizagem colaborativa focam estudantes de nível universitário. Entretanto, há educadores que defendem esse mesmo estilo aplicado à aprendizagem infantil, tanto na pré-escola como no Ensino Fundamental I, e essa é nossa área de interesse.

Aprendizagem colaborativa com as crianças

É consensual que as atividades de socialização entre as crianças contribuem significativamente para seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Pode-se, porém, duvidar que o mesmo ocorra quando se trata do aprendizado das disciplinas da escola, nas quais por muito tempo foi reproduzida a ideia do mestre que tudo sabe ensinando o discípulo obediente, ou seja, sempre se acreditou que as crianças só conseguiriam conhecer aquilo que o mestre ensinara explicitamente. Um construtivismo ingênuo defendeu a ideia de que noções matemáticas, devido à sua natureza lógica, poderiam ser redescobertas espontaneamente pelas crianças, tornando desnecessário seu ensino. Embora tal possibilidade seja real, ela pode demandar tanto tempo que se torna inviável. A postura construtivista bem fundamentada admite que os professores são essenciais para criar oportunidades de aprendizagem e – para algumas vezes – instruir diretamente os alunos, de maneira a tornar factível o progresso da aprendizagem escolar. Em consequência, a aprendizagem escolar

Matemática

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Exemplos colaborativos na aula de matemática

Citemos alguns exemplos que propiciam a aprendizagem colaborativa ou, no mínimo, contêm seu gérmen. Eles ocorrem frequentemente em aulas norteadas por um ensino moderno de Matemática: » Os jogos pedagógicos em grupo, ou apenas em duplas, mesmo quando os alunos participantes não cheguem a perceber que cada um colabora com os demais e vice-versa. Os professores podem coroar atividades desse tipo com uma roda de conversa, incentivando os alunos a se manifestar, descrever o que aprenderam no jogo e, dessa forma, difundir no grupo o conhecimento que cada um obteve. » As atividades de cálculo mental, desde que conduzidas nos moldes que descrevemos no Guia e recursos dos volumes do Projeto Presente. Quando o professor pede a uma criança que explique seu raciocínio para efetuar o cálculo, ela colabora com o aprendizado de todo o grupo. » Os exercícios e problemas propostos para resolução em grupo (em geral, duplas ou trios). Naturalmente, o professor deve analisar detidamente a composição dos grupos e sua produtividade, evitando as situações em que o grupo ou parte dele não interage de maneira produtiva. Além desse exemplos mais conhecidos, convém ressaltar a importância do diálogo exploratório que o professor deve encorajar toda vez que pretende introduzir novos conceitos ou procedimentos. Algo similar é recomendado nas aulas de Língua Portuguesa, quando se propõe o exame de um texto. Antes mesmo da leitura, o professor pode perguntar a seus alunos, com base

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das crianças tem necessariamente uma grande participação do professor. Como, além disso, a autonomia dos alunos é incipiente, pode-se duvidar da possibilidade de o indivíduo aprender por meio do grupo e, ao mesmo tempo, ajudar o grupo a aprender. No entanto, há ações pedagógicas que vêm sendo praticadas já há bastante tempo, seja devido a intuições dos professores, seja atendendo à postura construtivista da instituição, que mostram a possibilidade concreta da aprendizagem colaborativa.

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no título do texto e outros sinais externos, que expectativas têm a respeito, qual seria o tema principal, que tipo de linguagem é usada e demais questões que estimulam o entendimento do que será lido. Na aula de Matemática, tome como exemplo o caso de uma apresentação inicial sobre os números com vírgula, popularmente chamados de decimais e oficialmente conhecidos como números racionais na forma decimal. O professor pode incentivar os alunos a contar em que situações observaram tais números, por que seriam usados, qual seria a função da vírgula etc. Não importa que os alunos não saibam nada a respeito, pois, como é natural do ser humano, eles formularão hipóteses buscando dar sentido ao que lhes é apresentado, o que sempre estimulará o aprendizado, sejam as hipóteses corretas ou não. Observamos que, em várias disciplinas, os volumes do Projeto Presente apresentam a seção Primeiros contatos (e nos volumes de Matemática, além desta, há também a seção Conversar para aprender) com o objetivo específico de propiciar esse diálogo exploratório.

Concluindo

Muito do que tratamos como aprendizagem colaborativa já foi proposto sob outros rótulos. O objetivo de se contrapor à ideia do mestre que tudo sabe ensinando o discípulo obediente é uma típica postura construtivista. Entretanto, a noção de centrar a aprendizagem no grupo colaborativo lança uma luz diferente sobre uma paisagem conhecida, permitindo vê-la sob novos aspectos. Talvez, dessa forma, nós professores possamos nos aproximar mais do objetivo de formar um estudante que interage com os colegas de forma produtiva, desenvolvendo sua autonomia simultaneamente. Apresentamos nas obras atividades que sugerem a aprendizagem colaborativa na aula de Matemática, em grande parte já contempladas no Projeto Presente. Reforçando as ideias de grupo e colaboração, provavelmente será possível implementar essas atividades de maneira mais focada e produtiva. Além disso, nestes tempos em que a tecnologia da informação vem abrindo novos espaços de aprendizagem, devem surgir novos formas de focar o grupo e a colaboração. Alguns professores já usam blogs e e-mails visando promover a interação com e entre seus alunos. É um novo continente para ser explorado e utilizado como recurso para a implantação de um ensino significativo.

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Entrevista

Quais os critérios da escola na escolha do material didático do Ensino Fundamental I? Nesta entrevista, Sandra Maria Andrade de Almeida, coordenadora pedagógica do colégio Marista Patamares de Salvador/BA, fala sobre o processo de escolha do material didático na instituição.

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O ponto de partida para a escolha do livro didático no colégio Marista Patamares é verificar aqueles que se adequam às suas matrizes curriculares. Professores, coordenadores pedagógicos e coordenadores de área reúnem-se e avaliam se o livro apresenta uma linguagem dosada ao nível da série, um vocabulário que esclarece o texto, ilustrações corretas e atualizadas, voltadas à compreensão do texto, atividades que atendam às dificuldades individuais e exercícios de reforço. Além disso, é considerado também o aspecto externo do livro: autor, título, local de publicação, editora, ano de publicação, número de capítulos e páginas, uma capa atrativa e colorida, um tamanho que facilita o uso, entre outros aspectos. O corpo docente preocupa-se em adotar livros que desenvolvam nos estudantes o raciocínio indutivo e dedutivo e que os motive ao aprendizado.

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O que levou a escola a optar pelo projeto presente?

sandra: Atualmente utilizamos os livros de História, Geografia e Ciências da coleção Projeto Presente como um dos instrumentos de consulta dos estudantes do 3o, 4o e 5o anos do Ensino Fundamental. A coleção é muito bem estruturada, organizada com foco na contextualização e na sistematização do conhecimento. São propostas situações que mobilizam os estudantes a transformarem as informações em conhecimentos. Recebemos em mais de uma ocasião a visita de Neuza Guelli e Ricardo Dreguer, autores dos livros de Geografia e História e os diálogos e trocas estabelecidos entre o corpo técnico, professores e autores contribuíram para que os livros pudessem ser trabalhados de modo a explorarem todos os recursos propostos.

Entrevista

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Como a sua escola vê o uso das novas tecnologias no Ensino Fundamental I?

sandra: Considero que hoje seja indispensável o uso das novas tecnologias no ambiente escolar, já que são instrumentos facilitadores do aprendizado. Na nossa prática é evidente que as atividades planejadas com os recursos das TICs promovem a interação, motivam os estudantes e professores, despertam a criatividade, fixam os conteúdos, estabelecem sentidos e, sobretudo, propiciam a autonomia do estudante e a construção do conhecimento das diversas áreas do saber de forma agradável, agregando entretenimento, informação e ludicidade.

O projeto presente possibilita à sua escola desenvolver projetos didáticos? Quais?

sandra: Trabalhamos ao longo do ano com três grandes projetos multidisciplinares. No 3o ano do Ensino Fundamental temos o Projeto Salvador, cujo objetivo geral é conhecer o processo e contextos de fundação, desenvolvimento urbano e sociocultural da cidade de Salvador. No 4o ano, ampliamos os estudos para o estado da Bahia. Estudamos o patrimônio histórico de comunidades com características específicas (quilombolas, aldeias indígenas etc.), de APAs (Área de Proteção Ambiental), do potencial de lazer e turismo e das manifestações culturais, incluindo informações estatísticas que permitirão aos estudantes perceberem, de maneira mais detalhada, a realidade socioeconômica de algumas comunidades do estado da Bahia. Por fim, no 5o ano, exploramos o Brasil através do estudo das regiões, destacando em cada uma delas aspectos culturais (linguagem, religiosidade, manifestações), econômicos, humanos, históricos e geográficos. Através dos eixos temáticos propostos na coleção Projeto Presente, é possível conciliarmos perfeitamente os nossos projetos ao trabalho com os livros adotados.

Em sua opinião, qual a importância do trabalho com a contextualização e a sistematização dos conhecimentos?

sandra: Aprender significa estabelecer relações. Para tanto, é necessário que as atividades propostas estejam relacionadas ao universo de conhecimentos, experiências e vivências do estudante,

A apropriação do conhecimento deve ser entendida como um processo constante de transformação e atribuição de significados e relação entre eles. sandra Maria Andrade de Almeida Coordenadora pedagógica do colégio Marista Patamares Salvador/BA.

para que, a partir daí, ele possa ir além, ultrapassar o senso comum e posicionar-se. Rubem Alves diz: “Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno”. É consenso geral a necessidade de ensinar de forma contextualizada, de modo a que o estudante atribua sentido àquilo que lhe está sendo apresentado e a aprendizagem de fato aconteça. A apropriação do conhecimento deve ser entendida como um processo constante de transformação e atribuição de significados e relação entre eles. Acredito que, quanto mais significativo o conteúdo aprendido, tanto mais rápido será o próprio processo de aprendizagem. Ou seja, é menor o número de repetições necessárias para aprender e mais duradoura é a disponibilidade do conteúdo na rede de significados do estudante.

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Ensino de... História e Geografia

Por que ensinar

História nos anos iniciais? Como o trabalho com os fatos históricos desenvolve a consciência cognitiva e social das crianças.

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Por rICArDo DrEGuEr E CássIA MArCoNI

O ensino de História possibilita a criação de ferramentas que permitem ao aluno compreender e atuar na sociedade em que vive. Nesse sentido, a disciplina garante que o aluno possa, gradativamente, posicionar-se, desenvolvendo uma postura de cidadania ativa. Por outro lado, o aprendizado sobre o passado é parte integrante do desenvolvimento social e cognitivo da criança, pois permite que ela formule hipóteses, sustente ideias com argumentos e possa iniciar a discussão sobre as mudanças ao longo do tempo, construindo e comparando interpretações sobre o passado. A noção de identidade também pode ser potencializada pelo ensino da História. Essa construção se dá pela constante comparação nesta disciplina entre o “eu” e os “outros”, que vivem em outros lugares e que viveram em outros tempos, permitindo a identificação de semelhanças/diferenças e de mudanças/permanências. Assim, a leitura contextualizada do passado, também chamada de literacia histórica, permite ao aluno desenvolver progressivamente uma consciência histórica, ou seja, a capacidade de conferir à realidade uma dimensão temporal, uma orientação que pode nortear a ação por meio da memória histórica.

Construindo conceitos essenciais nos anos iniciais

Os documentos oficiais sobre o ensino de História publicados pelo Ministério da Educação na última década apontam para alguns conceitos da área que são essenciais na formação do aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental: » sujeitos históricos: são os agentes da ação social, que se tornam significativos para estudos históricos, escolhidos com fins didáticos, sendo indivíduos, grupos ou classes sociais.

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Ensino de... História e Geografia

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» Fatos históricos: ações humanas significativas, escolhidas para a análise de determinados momentos históricos. Podem ser eventos que pertencem ao passado mais próximo ou distante, de caráter material ou mental, que destaquem mudanças ou permanências ocorridas na vida coletiva. Assim, podem se constituir em fatos históricos as ações pelos seres humanos que envolvem diferentes níveis da vida em sociedade, como criações artísticas, ritos religiosos, técnicas de produção, atos de governantes etc. » tempo histórico: inclui a noção de duração, apontando para as mudanças/permanências na vida de determinados grupos sociais em determinados contextos. Esses processos permitem ao aluno perceber que os fatos têm diferentes ritmos, podendo ser de longa duração – como a escravidão no Brasil – de média duração – como as lutas pela independência – ou de curta duração. O tempo histórico também inclui o trabalho com a cronologia, que permite situar os fatos uns em relação aos outros, possibilitando uma melhor relação entre presente/passado. Nesse caso, é importante apresentar ao aluno diferentes formas de marcação/ordenação do tempo, trabalhando as noções de anterioridade, posterioridade e simultaneidade.

ILuSTRAção MArIANA CoAN

As fontes históricas na leitura do passado

Um dos recursos essenciais para a construção da consciência histórica dos alunos é o trabalho constante com as fontes históricas, que podem ser definidas como obras humanas que registram, de modo fragmentado, pequenas parcelas das relações coletivas. Nesse sentido, as fontes históricas constituem interpretações de um fragmento do passado produzidas por determinados sujeitos históricos. As fontes históricas são classificadas em quatro tipos: » Escritas: algumas delas foram produzidas com a intenção de registrar fatos e processos históricos, como documentos governamentais, manifestos políticos, notícias e reportagens jornalísticas. Outras fontes escritas são registros pessoais, como cartas e diários. » visuais: são imagens produzidas por sujeitos históricos que podem ter agido de forma independente ou sob o patrocínio de terceiros para criar uma representação de determinado fato ou sujeito histórico, por meio de pinturas, gravuras, fotografias, charges ou desenhos. » Materiais: objetos que podem ser contextualizados tanto em seu processo de produção

quanto à sua forma de utilização, como utensílios domésticos, instrumentos de trabalho, construções e brinquedos. » orais: as fontes orais podem incluir depoimentos ou entrevistas com participantes de determinados fatos ou processos, bem como formas de expressão artística e cultural como cantigas, narrativas e mitos que são transmitidos de geração em geração.

Diferentes interpretações e espírito crítico

Outro recurso importante na construção da consciência histórica é a comparação de diferentes interpretações sobre um mesmo fato ou processo, que permite a identificação da informação histórica e a reflexão sobre as distintas versões de um acontecimento. É importante que, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, gradualmente sejam propostas análises dos elementos envolvidos na diversidade de versões sobre o passado, como a posição social e política do autor, seu envolvimento com os fatos e processos interpretados e com as fontes que utilizou na construção de sua interpretação. Todo esse processo de análise permite ao aluno desenvolver um espírito crítico que contribuirá para sua ação como cidadão atuante em sua localidade e sujeito de sua própria história.

Eixos temáticos e problematização histórica

A organização dos conteúdos históricos por eixos temáticos permite desenvolver uma problematização em torno de um determinado fato ou processo histórico, superando a história meramente descritiva e despertando o senso crítico do aluno. Os eixos temáticos permitem estabelecer recortes que, sem romper com a sequência cronológica, organizam o estudo em cada ano. As escolhas dos eixos temáticos são norteadas por pressupostos historiográficos e pedagógicos. Os princípios historiográficos são ligados às pesquisas realizadas pelos acadêmicos, que apontam para novas interpretações sobre a história brasileira ou mundial. Contudo, tais pesquisas não podem ser meramente transpostas para o Ensino Fundamental sem levar em conta as especificidades escolares. Nesse sentido, na escolha e organização dos eixos temáticos devem ser levados em conta elementos como: faixa etária dos alunos, nível escolar, tempo pedagógico dedicado à disciplina História e objetivos mais gerais do Ensino Fundamental.

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Ensino de... História e Geografia

Por que ensinar

Geografia nos anos iniciais? O estudo da Geografia desenvolve habilidades importantes para a formação cidadã das crianças.

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Por NEuzA sANCHEz GuELLI

Ao escrever para vocês, professores do Ensino Fundamental I, sobre a importância do ensino/aprendizagem da Geografia, vem à memória a minha experiência e como a disciplina, durante muito tempo, permaneceu como uma ciência descritiva, trabalhando com a habilidade principal da memorização e a simples descrição de elementos físicos, humanos, econômicos e culturais desconectados. Mesmo fora da escola, dentro de um ambiente social, quando as pessoas perguntavam a minha profissão e eu respondia “Professora de Geografia”, imediatamente vinha o questionamento sobre a capital de, normalmente, um país o mais remoto possível da Ásia ou da África. Como podemos perceber, esse tipo de questionamento refletia, sem dúvida, como a Geografia era valorizada e trabalhada. Hoje, compartilho o pensamento de Edgar Morin quando questiona, a partir também de outros pensadores: “Mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia”. Quando comentamos sobre “uma cabeça bem-feita”, uma questão vem imediatamente à mente, a concepção de conhecimento que esteve presente e vem até hoje em muitas escolas: a pedagogia expositiva. Nela, desde que o aluno prestasse atenção e o discurso fosse claro e lógico, o professor ia escrevendo à medida que ia falando e, portanto, quando menos percebesse o aluno já teria aprendido. Na pedagogia expositiva – baseada na convicção de que a melhor forma de aprender era pela memorização –, confundia-se consequência com causa: como sabemos, a pessoa memoriza porque aprendeu e não aprende porque memorizou. Sem dúvida, temos que considerar que gerações e gerações de professores tiveram sua formação escolar universitária nesses

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Ensino de... História e Geografia

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moldes, inseridos em longa tradição cultural. Vale a pena considerar um fato: se a pedagogia expositiva está tão ligada à tradição escolar, por que mudar? Hoje é necessário levar em consideração que a pedagogia expositiva contempla uma série de fatores, como nos faz pensar Celso Vasconcellos: » O aluno é um ser concreto – e não o ideal dos manuais pedagógicos. » Há a necessidade de “encantar” para a aprendizagem. » O conhecimento se dá na relação sujeito – objeto – realidade com a mediação do professor, e não pela simples transmissão. » O aluno traz uma bagagem cultural, o novo conhecimento não se dá a não ser a partir do anterior. » O trabalho em sala de aula tem uma dimensão coletiva de socializar e compartilhar conhecimentos. Alguns autores, em consideração ao fato da pedagogia expositiva estar tão presente, comentam: ela é aconselhada quando existe um nível de interesse muito grande, quando há um código comum entre educador e educando, ela é recomendada em condições ideais. Só que na sala de aula, no dia a dia, dificilmente temos tais condições. Abordagens atuais da Geografia têm buscado práticas pedagógicas além de uma pedagogia expositiva como foi colocado, que permitam expor aos alunos as diferentes situações de vivências com os lugares. Espera-se que, dessa forma, eles desenvolvam a capacidade de identificar sobre diferentes aspectos da realidade, compreendendo a relação entre sociedade e natureza. Essas práticas envolvem procedimentos como problematizar, documentar, representar e pesquisar os fenômenos sociais, culturais, naturais que compõem o espaço geográfico e a paisagem.

Construindo conceitos essenciais nos anos iniciais

É consenso entre os autores que têm se destacado nas pesquisas sobre o ensino da Geografia que os conceitos espaço geográfico, paisagem, lugar, região e território são ferramentas, recursos fundamentais para a compreensão dos diferentes espaços geográficos. Importante esclarecer que, conforme nos ensina Milton Santos, a paisagem não é o espaço geográfico: “O espaço geográfico é construído ao longo da vida das pessoas, considerando a forma como vivem, o tipo de relação que existe entre elas e que estabelecem com a natureza. Dessa forma, o lugar mostra, através da paisagem, a história da população que ali vive, os recursos

naturais de que dispõe e a forma como se utiliza de tais recursos. A paisagem é o conjunto dos objetos que nosso corpo alcança e identifica. O jardim, a rua, o conjunto de casas à nossa frente, bem como simples pedestres. Uma fração de espaço que nossa vista alcança do alto de um edifício.” Como podemos verificar, por meio dos conceitos que estruturam a Geografia, seu objetivo é explicar e compreender as relações entre a sociedade e a natureza, e como ocorre a apropriação desta por aquela. Quando estudamos a paisagem de um lugar, podemos estabelecer relações com outras paisagens e lugares no tempo ou no espaço, para que elementos de comparação possam ser utilizados na busca de semelhanças e diferenças, permanências e transformações, explicações para os fenômenos que se encontram presentes.

Alfabetização Cartográfica

Como acabamos de verificar, a Geografia é a ciência que trabalha com a relação existente entre sociedade/natureza. Em relação a esse ponto de vista, a Cartografia é, sem dúvida, uma das ferramentas para a compreensão do objeto central do estudo: o espaço geográfico. A Alfabetização Cartográfica consiste no processo de ensino-aprendizagem que irá possibilitar ao aluno compreender as informações de um mapa. Segundo vários estudiosos, entre eles Mafalda Nesi Francischett, “cobrar a leitura de um mapa é o mesmo que exigir de uma pessoa não alfabetizada que leia fluentemente, sob pena de ser ridicularizada”. Ler mapas como se fossem um texto escrito, ao contrário do que parece, não é uma atividade tão simples. É necessário aprender, além do alfabeto cartográfico, a leitura propriamente dita, entendida aqui não apenas como mera decodificação de símbolos. Como nos chama atenção Rosângela Doin de Almeida, as noções, as habilidades e os conceitos de orientação e localização geográficas fazem parte de um conjunto de outros conhecimentos, conceitos e informações necessários, sem os quais a leitura não ocorre de forma que o aluno possa construir um entendimento geográfico da realidade. Ao trabalhar com a alfabetização cartográfica, devemos considerar o interesse que os alunos têm por mapas, imagens, fotos, desenhos, plantas, mapas mentais, croquis, maquetes, imagens de satélites e tudo mais que representa a linguagem gráfica/visual e constituem os materiais e produtos de trabalho que podemos utilizar.

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Dicas de leitura Cocô de Passarinho Eva Furnari é difícil acreditar que um simples cocô de passarinho possa mudar a vida de alguém. Mas foi justamente isso que aconteceu com os moradores de uma pequena cidade que nunca tiveram intenções de fazer mudanças em suas vidinhas chatas e aborrecidas.

Arara, tucano, bordados no pano Fábio Sombra

Este Arara, tucano, bordados no pano é sobre as aves brasileiras. são dezesseis pássaros que habitam nossas matas e campos. E você? será que consegue adivinhar quais são elas?

Indicado para Projeto Presente: » Língua Portuguesa – 2o ano unidade 3: Regras de brincadeiras e notícias » Matemática – 2o ano unidade 1: Números de toda parte » História – 2o ano unidade 1: Brinquedos e brincadeiras » História – 3o ano unidade 4: O trabalho de cada um » Ciências Naturais – 2o ano unidade 2: Diferentes ambientes

Indicado para Projeto Presente: » Língua Portuguesa – 1o ano unidade 3: Poemas » Arte – 1o ano unidade 2: Bichos » Ciências Naturais – 2o ano unidade 3: Animais

Listas Fabulosas Eva Furnari Grômio resolveu levar a sério sua mania de fazer listas e fundou o Clube das listas. Havia apenas um problema: ele era o único sócio. um anúncio de jornal, porém, logo resolveria a questão e Grômio encontraria onze simpáticos e excêntricos companheiros de mania. um ano depois, após muitas reuniões regadas a chá com biscoitos, o inusitado clube lançaria seu livro As listas fabulosas do clube das listas da cidade de Xarope, que logo entraria na lista dos mais vendidos da cidade.

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Indicado para Projeto Presente: » Língua Portuguesa – 2o ano unidade 3: Regras de brincadeiras e notícias » Matemática – 3o ano unidade 1: Lembranças matemáticas, Dezenas e Unidades » Matemática – 3o ano unidade 4: Enigmas numéricos

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Confira dicas de leitura para levar para a sala de aula, propostas pelos autores do Projeto Presente.

O filhote de elefante Baseado na obra de Rudyard Kipling A curiosidade de um elefantinho o leva a descobrir as consequências de pôr o nariz onde não é chamado. Mas também o torna dono de uma tromba, parte do corpo que prova ser muito útil. Baseado em histórias da tradição oral africana, da obra de Rudyard Kipling, Yann Dégruel faz uma bela adaptação em quadrinhos, destinada a leitores iniciantes.

Indicado para Projeto Presente: » Língua Portuguesa – 2o ano Unidade 4: Contos de animais » Língua Portuguesa – 3o ano Unidade 2: Fábulas e notícias

Almanaque dos contos de fadas Alfredina Nery e Lourdes Atié

As autoras resolveram recuperar suas melhores lembranças sobre os contos de fadas e transformar o prazer desse mergulho em um almanaque. O resultado foi esta obra cheia de deliciosas descobertas! E para quem acha que contos de fadas são só as histórias de antigamente que todo mundo conhece, vai se surpreender com tantas novidades!

Marcelo: de hora em hora Ruth Rocha

Um livro que ensina, de forma divertida, a ver as horas. E ensina também a entender como e por que o ser humano divide o tempo em tantos “pedacinhos”.

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Indicado para Projeto Presente: » Língua Portuguesa – 3o ano Unidade 1: Cartas e Relatos de viagem

Indicado para Projeto Presente: » Matemática – 1o ano Unidade 3: Números e mais números » Matemática – 1o ano Unidade 3: Calendários » Matemática – 3o ano Unidade 1: O tempo também se mede » Geografia, História e Ciências Naturais – 1o ano Unidade 1: Tempo, espaço e vida

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MKT • MODERNA

As obras do Projeto Presente promovem o aprendizado como uma rede de conexões. Com o objetivo de transformar informações em conhecimento, contextos significativos e atividades criativas estimulam a convivência na escola e no mundo.

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Revista Presente - Edição 03  

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