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DEZEMBRO EDIÇÃO Nº: 01 Ano: 2012

JORNAL

Ecos Académicos

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DO IPB

Entrevista Presidente da AAIPB

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IPB pelo Mundo Uma viagem à Turquia Especial

Semana de Receção ao Caloiro página 17 www.academica.ipb.pt/ecos

página 13 Campus

Departamento de Política Educativa e Ação Social

www.fb.com/ecosacademicos

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@EcosAcademicos


Ecos Académicos

Segunda Página

Ficha Técnica

Jornal Ecos Académicos - Jornal da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança Quarta-feira, Dia 19 / 1ª edição / Mês de dezembro / Ano 2012

Equipa Técnica: Direção: Marcus de Boaventura Chefe de Redação: Ricardo Órfão Redação: Liliana Ferraz, Raquel Lopes, Sónia Mirrado, Sylvia Martinho Colaboradores: Joaquim Silva, Luís Pereira Grafismo: Scof Design Morada: Centro Académico dos Serviços de Ação Social do IPB - Campus Santa Apolónia, 5301-854 BRAGANÇA E-Mail: ecos.academicos@gmail.com Tiragem: 200 exemplares // Distribuição Gratuita

Mensagem compartilhada por toda a equipa de trabalho que dá suporte a este jornal, indispensável para a existência do mesmo. Este jornal terá uma periodicidade trimestral e tem como objeto a informação de toda a atividade existente no IPB. Para que possam ter uma ideia do que encontrar nas próximas edições do Ecos Académicos posso comunicar que haverá Diretor uma crónica intitulada “IPB Marcus de Boaventura pelo Mundo”. Esta crónica será elaborada por um colega Caro leitor, inserido num dos programas é com agrado e grande sat- de mobilidade que dará o seu isfação pessoal que posso testemunho. Em cada edição apresentar uma nova forma será escolhida uma cidade difde informar toda a comuni- erente para que os alunos que dade académica do Instituto pretendem fazer um programa Politécnico de Bragança (IPB). de mobilidade possam ter mais Esta é uma satisfação que é alguma informação sobre o que Este jornal está redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico

poderão encontrar. Os assuntos abordados no Ecos Académicos serão das mais variadas áreas, como tecnologia, saúde, educação, música, arte, entre outras. Sabemos que a informação em papel tem perdido o seu espaço, porém não pretendemos abandonar o formato impresso do jornal. O Ecos Académicos também está disponível em formato digital no sítio referido na capa. Em meu nome pessoal e em nome de toda a equipa que constitui este jornal quero desejar uma boa leitura, um feliz Natal e um próspero ano novo.

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Yes Europe Todos nós nos habituámos a ouvir o nome “Erasmus”, um dos programas de mobilidade internacional mais conhecidos na comunidade estudantil (duas décadas de existência). Este nome vai passar a ser cada vez menos ouvido, pois a Comissão de Cultura e Educação do Parlamento Europeu avançou com uma proposta de unificação dos vários programas de mobilidade internacional. O novo programa de mobilidade já tem nome, “Yes Europe”, e abrange o Erasmus, Erasmus Mundus, Tempus, Comenius, Leonardo Da Vinci

e Grundtvig. O Yes Europe terá um orçamento de 18 mil milhões de euros para o período entre 2014 e 2020. Existirão facilidades na concessão de empréstimos para os estudantes que pretendam fazer mestrado no estrangeiro. Os empréstimos concedidos não influenciam o direito a outras bolsas, têm taxas de juro reduzidas e o valor disponibilizado varia entre os 12 e os 18 mil euros. Estima-se que o Yes Europe, segundo informações apresentadas, possa contar com mais de cinco milhões de estudantes.

Esta decisão da Comissão de Cultura e Educação do Parlamento Europeu vai no sentido de reduzir os custos do intercâmbio de estudantes e de assegurar a sua continuidade. Esta era uma preocupação que estava na ordem do dia nos últimos meses, pois o programa Erasmus, especificamente, esteve ameaçado e chegou a discutir-se o seu término. Publicado em, ‘Jornal Académico’ Editado por: Ricardo Órfão

Prémio EDP Inovação O Prémio EDP Inovação, uma iniciativa da EDP, pretende distinguir novos projetos empresariais que estejam focados na inovação tecnológica, na área das tecnologias limpas no sector da energia. Este concurso já vai na sua quarta edição e foi no passado dia 15 de novembro, em Lisboa, que o Prémio foi entregue ao grupo vencedor. Duas das três equipas finalistas eram compostas por docentes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG). Das 32 candidaturas apresentadas, apenas três chegaram à fase final, uma delas foi o projeto EasyComfort – Controlador Adaptativo para Aparelhos de Climatização, dos docentes

Paulo Matos, Luís Frolen Ribeiro, Jorge Alves, João Rocha, José Luís Lima, Carlos Costa e Jacinta Costa. O projeto premiado na edição deste ano foi apresentado pela equipa constituída pelos docentes Pedro João Rodrigues e Getúlio Igrejas. O projeto, denominado EIFES (Embedded Intelligent Framework to Energy Savers), é uma forma de minimização do consumo energético fazendo uso de tecnologias que marcam a diferença face à oferta existente no mercado. Os dispositivos apresentados têm uma capacidade de aprendizagem e decisão a partir da observação de padrões. O primeiro dispositivo, Water Heating Intelligent

Control (WHIC), permite gerir os termoacumuladores elétricos; o segundo dispositivo, Smart Standby Energy Saver (SSES), permite monitorizar o consumo de energia elétrica e detetar o estado de stanby dos equipamentos eletrónicos. António Vidigal, presidente da EDP Inovação, referiu-se à entrega deste prémio como sendo um momento de destaque para a própria empresa e frisou a importância do empreendedorismo na fase que o país atravessa. Fonte: ‘www.edp.pt’ Editado por: Ricardo Órfão

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Campus

Departamento de Política Educativa e Ação Social A Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) emitiu um comunicado no passado dia 29 de novembro para toda comunidade académica. O comunicado refere-se à criação de um novo departamento, Departamento de Política Educativa e Ação Social, que tem como objetivo ajudar os estudantes mais carenciados. A finalidade da criação deste departamento é a de tentar chegar mais perto da comu-

nidade estudantil e a de fazer um levantamento mais concreto das verdadeiras dificuldades que os alunos possuem. O procedimento é bastante simples, os alunos fazem chegar as suas complicações junto do departamento e este faz chegar essas complicações à direção do IPB para que possam ser tomadas medidas resolutórias dos problemas. Esta nova forma de ajuda social ao serviço dos estudantes tem como colabora-

dores, os também estudantes e elementos da AAIPB, Carolina Rocha, Filipe Dias, Maria João Monteiro e Tiago Fernandes. O departamento tem o seu horário de atendimento às quartas-feiras, das 16h às 18h, e o contato de correio eletrónico é aaipb.apoiosocial@sapo. pt. Ricardo Órfão

3º Encontro Nacional de Politécnicos Nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2012 a Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) em conjunto com a Associação de Estudantes do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (AEISEL) organizou o 3º Encontro Nacional de Politécnicos no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), encontro que contou com a participação da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB). As temáticas abordadas foram as que dominam a realidade atual do Ensino Superior, como a Rede de Ensino Superior, o Emprego Jovem e o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Apesar de

serem estes os temas principais do encontro muitos outros pontos de interesse foram debatidos entre todas as Associações, oradores e convidados presentes. Um dos pontos altos do encontro realizou-se no dia 16 com a tertúlia “A FNAEESP e o Ensino Superior”, onde estiveram presentes figuras ilustres da FNAEESP. Nesta tertúlia foram discutidas ideias e novas formas de atuação das Associações de Estudantes para defender o melhor interesse de todos os alunos do Ensino Superior Politécnico. Como não poderia deixar de ser, a AAIPB esteve muito interventiva, defendendo e debatendo, com os oradores e restantes associações formas de com-

bater a desigualdade entre o ensino no litoral e o ensino no interior, no qual estamos inseridos. A AAIPB deixou uma imagem muito positiva junto do órgão nacional, a FNAEESP, através das suas intervenções, críticas e ideias, mostrando que está empenhada em melhorar e defender o Ensino Superior Politécnico de qualidade que se faz no interior e, em especial, em Bragança. No dia 17 foi dia de várias palestras sobre as temáticas selecionadas, com vários representantes e dirigentes dos órgãos convidados. O dia 18 ficou reservado para os grupos de trabalho. Assim, a AAIPB sai deste encontro melhor preparada, deixando uma imagem

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Ecos Académicos positiva, uma imagem de que se encontra ativa, atenta e interventiva a tudo o que se passa no panorama nacional do Ensino Superior Politécnico.

Desta forma, mostramos que a AAIPB está pronta a defender melhor os interesses dos seus alunos nas desigualdades que possam existir, tanto a nível lo-

Campus cal como nacional. Joaquim Silva

Baile de Gala Solidário A Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (AEESTiG) organizou, pela terceira vez, o Baile de Gala Solidário. Vários alunos do IPB compareceram no bar Lagoa Azul para contribuírem para a causa, trazendo bens alimentares e/ou roupa. Esta iniciativa possibilitou a recolha de mais de 300kg

de alimentos. Segundo o presidente da AEESTiG, Luís Pereira, “foi a gala que teve mais adesão e mais sucesso em termos de solidariedade”. O baile já é uma ”imagem de marca” da AEESTiG e assinala o fim das praxes desta escola, sendo uma praxe única para os caloiros, na qual convivem de forma diferente com

os seus praxantes. Os bens recolhidos foram doados a várias instituições da cidade, indicadas pelo capelão do Instituto Politécnico de Bragança. Marcus de Boaventura

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Campus AEESAB Solidária

Como tem sido tradição, a Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Bragança (AEESAB) tomou, mais uma vez, a iniciativa de organizar a praxe solidária, realizada no dia 5 de novembro na cidade de Bragança. Esta atividade nasceu de uma cooperação entre a AEESAB e os alunos da Escola Superior Agrária (ESA). Os objetivos primordiais deste movimento são os de incutir nos novos alunos um espírito de união, a integração na cidade e na escola e estimular o interesse pela ajuda social. Esta iniciativa vai no sentido de prestar um serviço que, para além de cívico, é humanitário e demonstrar a importância de umas praxes integrativas no contexto sócio cultural da região.

Apesar da crise que se faz sentir, no final desta atividade conseguiu-se angariar mais de uma tonelada de alimentos que foram distribuídos no dia 21 do passado mês de novembro. Durante a entrega dos alimentos contámos com a colaboração do diretor da ESA, Professor Doutor Albino Bento, e da diretora do Gabinete de Imagem, Professora Doutora Anabela Martins, demostrando-se uma união entre a escola e os alunos. Os bens alimentares recolhidos foram destinados às seguintes instituições da cidade de Bragança: ASCUDT; Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires; Obra Social Padre Miguel; Santa Casa da Misericórdia de Bragança; APADI; Patronato; Seminário Maior de S. José; Centro Social

e Paroquial Santo Condestável; e Lar S. Francisco. A AEESAB e os alunos da ESA tentam, com este simples gesto, contribuir para o bem-estar de todas as pessoas que beneficiaram desta iniciativa. Sylvia Martinho

Semana Solidária de Natal da AEESAB Na semana passada realizou-se, na Escola Superior Agrária (ESA), mais uma ação de solidariedade organizada pela Associação de Estudantes da ESA. Durante os dias 11, 12 e 13 do presente mês procedeu-se à angariação de variados bens, como alimentos, roupa, material escolar e brinquedos para, mais uma vez, ajudar as instituições da nossa cidade. Durante estes três dias foram realizadas várias atividades, como uma sessão

de cinema, um arraial, onde atuaram a Real Tuna Universitária de Bragança (RTUB), a Tôna Tuna e o Grupo de Cantares do Instituto Politécnico de Bragança (GCIPB), e um jantar de natal, permitindo as-

sim um maior convívio entre os alunos. O objetivo era proporcionar uma semana diferente e, ao mesmo tempo, ajudar quem mais precisa, principalmente nesta época natalícia. Mais uma vez, em prol da solidariedade, houve uma grande adesão a esta iniciativa, tanto por parte dos alunos como dos professores. Sylvia Martinho

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Campus

Desfile Solidário de Pais Natais No passado dia 12 de dezembro, a Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) foi responsável, pelo quarto ano consecutivo, por mais uma organização do desfile solidário dos pais natais. Apesar das condições climatéricas, a chuva não afastou os mais de trezentos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que se vestiram de pai natal. O desfile “vermelho e branco” teve início no centro académico do IPB e os pais natais percorreram as ruas da cidade de Bragança acompanhados de um trenó e ao som de músicas natalícias, uma cortesia do DJ Nuno Veloso (V’Guess). À medida que os pais natais caminhavam iam oferecendo pequenas lem-

branças a quem se cruzava com eles, como balões, canetas, lápis e rebuçados. O desfile terminou na praça da Sé com as atuações da Tôna Tuna e da Real Tuna Universitária de Bragança (RTUB). Os fatos de pai natal foram fornecidos pela AAIPB em troca de um bem alimentar. Esta recolha de bens alimentares teve como finalidade ajudar as instituições de solidariedade

da cidade bem como os estudantes do IPB que têm maiores dificuldades financeiras. Este evento teve o apoio do IPB, da Câmara Municipal de Bragança (CMB) e da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB). Sónia Mirrado

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Campus

IPB ganha investimento de 4,4 milhões de euros em novas instalações O problema da falta de instalações para o ensino superior público em Mirandela, que se arrasta há mais de uma década, está prestes a ser ultrapassado com a construção de um novo edifício, foi hoje anunciado. A Câmara Municipal de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) conseguiram, apesar da contenção financeira nacional, assegurar financiamento para o investimento de 4,4 milhões de euros na construção de instalações para a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo. Há mais de uma década que aquela que é das mais procuradas entre as cinco escolas do politécnico de Bragança funciona em instalações emprestadas do município de Mirandela. O novo edifício já foi adjudicado à CARI Construtores empresa do grupo DST (Domingos da

Silva Teixeira S.A), e as obras deverão arrancar ainda durante o mês de Outubro, de acordo com as previsões avançadas pelo construtor, que aponta a conclusão da obra para Outubro de 2014. As futuras instalações estendem-se por seis mil metros quadrados, num terreno cedido pela Câmara Municipal de Mirandela, e apresentam 28 salas, dois anfiteatros; uma cantina; uma cafetaria; três laboratórios; uma livraria; duas bibliotecas, uma de consulta e leitura e outra de multimédia; e um parque de estacionamento com lugares para 100 viaturas. O projeto ficou aquém das pretensões iniciais do município e do IPB que pretendiam transformar um bairro social da cidade transmontana num pólo universitário, recuperando também alguns apartamentos do mesmo bairro para residências de estudantes. A ideia era

resolver dois problemas: o da falta de instalações para o ensino superior e o da degradação do bairro social. O presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, explica que essa parte do projeto não foi aprovada, pelo que será apenas construído o novo edifício num terreno junto ao bairro social. O autarca realçou que esta escola tem registado um crescimento do número de alunos, contrariando a tendência nacional de redução das entradas no ensino superior. A escola tem mais de mil alunos distribuídos por nove licenciaturas, nomeadamente Gestão e Administração Pública, Informática e Comunicações, Marketing, Multimédia, Solicitadoria, Design de Jogos Digitais, Turismo e Guia Intérprete. Publicado em ‘Jornal Nordeste’.

A Praxe no IPB O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) contabilizou a entrada de mais de dois mil novos estudantes no corrente ano (http://recortesipb. blogspot.pt/2012/10/politecnico-de-braganca-aumentou. html). A grande maioria dos

alunos que chega a Bragança é proveniente de outros distritos, mais ou menos distantes, o que torna a sua adaptação ainda mais complicada. Entram numa nova fase, a última que passarão como estudantes para muitos deles, e vêem-se

obrigados a tratar esta terra desconhecida como a sua segunda casa. É aqui que a praxe intervém, funcionando como uma forma de integrar a comunidade académica e de conhecer a cidade que os acolhe. Prova disto é o estudante Rúben Mar-

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tins, caloiro do curso de Gestão dos Negócios Internacionais da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, natural de Portimão e a quem a praxe ajudou imenso “pelo facto de vir de tão longe sem conhecer ninguém”. Acrescenta ainda que “se não fosse pela praxe, a esta altura, não conheceria um décimo dos amigos que tenho. Faço quase 1000km para ir a casa por ter vindo para tão longe e só vou lá uma vez por mês. Não me arrependo de nada porque vale mesmo a pena. Espírito e simpatia como aqui não se encontram lá em baixo”. O tema da praxe está longe de ser um tema pacífico, o debate realizado no passado dia 26 de novembro intitulado “Praxe: Integração ou Humilhação” demonstrou isso mesmo. Este debate, organizado pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (AEESTIG), tinha como objeto a discussão entre as vantagens e desvantagens da praxe e esteve aberto a toda a comunidade académica. O debate contou com a presença do Presidente do IPB, dos di-

retores das diversas Escolas e presidentes das respetivas Associações de Estudantes e do Presidente da AAIPB, entre outros ilustres convidados. Foram colocadas questões por professores, alunos e funcionários, sugeridas opiniões sobre mudanças a realizar, aspetos a melhorar para que seja possível manter o espírito académico aceso e a tradição imaculada. No final do debate ficou a possibilidade de ver o período de praxe reduzido, proposta sugerida por alguns docentes que afirmam que esta é a causa para uma diminuição do rendimento escolar dos alunos. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, é a favor das praxes e disse, em declarações à Localvisão TV acerca do debate, que “a única coisa que vale a pena discutir é como é que ela (a praxe) é realizada e como pode ser melhorada (…) ”. Magda Frade, caloira do curso de Farmácia da Escola Superior de Saúde, diz que “a praxe é um elemento de integração. No IPB a praxe é utilizada para nos transmitir inúmeros

Campus valores, sobretudo a união”. Marcelo Ribeiro Vilela, caloiro do curso de Multimédia na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, considera que “a praxe académica não é baseada apenas em festas e copos, ela ajuda-nos na preparação para a nossa vida profissional futura”. Vanessa Pires, caloira do curso de Línguas para Relações Internacionais da Escola Superior de Educação, é de Bragança e receou ficar na própria cidade a estudar. “No 1º dia de aulas eu não conhecia ninguém da minha turma e pensei que ia ser muito difícil integrar-me porque eu não falava com ninguém… Logo nesse dia tivemos a 1º praxe e tudo mudou…”. Passando por vários dias temáticos até ao julgamento e posterior batismo, a praxe traz alegria e animação ao Instituto e, sobretudo, à própria cidade. Estamos perante uma jubilosa demonstração de companheirismo entre alunos de todas as escolas, independentemente do número de matrículas que possuem, de serem caloiros, praxantes, académicos ou veteranos. “Com a praxe ri, chorei, amuei, mas tudo isso fez com que eu crescesse mais um pouco. Aprendi a respeitar e a ser respeitado, conheci pessoas que talvez fiquem para toda a vida”. - João Marcelo, caloiro do curso de Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária. Liliana Ferraz

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Entrevista

Luís Dias

Presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança

O presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) defende que o foco de atenção da AAIPB são os alunos e que as prioridades são o plano social e a política educativa. Revela algum do trabalho desenvolvido nos últimos meses e fala dos grandes desafios que a atual AAIPB enfrenta, como “lutar pela reforma das metodologias e uniformizar os métodos de avaliação nas nossas escolas”.

tação de voto consciente individual. Foram duas listas a votação para os órgãos sociais da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança, da qual a nossa lista saiu vencedora por uma diferença de 245 votos. Grandes vitórias acarretam grandes responsabilidades.

Perfil Luís Dias nasceu em Boticas a 26 de Janeiro de 1988. Concluiu o ensino secundário em 2007 na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, em Chaves. No mesmo ano entrou no curso de Gestão, no Instituto Politécnico de Bragança, que terminou em 2011. Foi presidente do Núcleo Estudantil de Gestão entre 2009 e 2010, cargo que abandonou para assumir a presidência da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Em 2010 foi para Bucareste, na Roménia, ao abrigo do programa Erasmus. Está agora a frequentar o mestrado de Gestão das Organizações – Ramo Gestão Pública. Atualmente desempenha o cargo de presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança.

Como vê o novo cargo que ocupa? Vejo-o como um cargo de grande responsabilidade e no qual estou motivado para fazer mais e melhor pelo IPB. Como decorreram as Não me deslumbro com o títueleições para a AAIPB? lo, tenho os pés bem assentes As eleições re- na terra, sei o que o cargo repalizaram-se no passado dia 27 resenta e as responsabilidades de Setembro com grande par- que acarreta. Quanto maior o ticipação da comunidade estu- desafio, maior a vontade e força dantil, constituíram um marco para o cumprir e, com certeza, relevante na democraticidade que a satisfação será maior do nosso estabelecimento de pelo objetivo alcançado. A verensino pela forte participação dade é que não estou sozinho e pelo facto de ter havido mais nesta nova fase do meu percurdo que uma lista a concurso, so, tenho uma equipa fantástialgo que não acontecia há três ca comigo e estamos unidos e tivemos e da situação defianos. focados na nossa função. citária que encontrámos. CriáComo avaliou a campanha Como têm sido estes 2 meses mos um departamento de política educativa e ação soeleitoral? à frente da AAIPB? Considero ter sido bas- Têm sido uma experiên- cial que visa ajudar os alunos tante positiva e esclarecedora. cia muito positiva e enriquece- mais carenciados e os alunos Permitiu aos alunos avaliar os dora. Realizámos uma semana com dificuldades no preenchidiferentes projetos e equipas, de receção ao caloiro digna mento de bolsas e ainda estar colocar questões, manifestar dos alunos do IPB e da cidade, na frente das lutas de política opiniões e definindo a orien- apesar do escasso tempo que educativa. Fizemos pela pri-

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Ecos Académicos meira vez a receção aos novos alunos de Erasmus. Tivemos presentes no debate da praxe, onde defendemos que praxe é integração. Juntamente com o CAD foram realizadas ações de deteção precoce e sensibilização para a infeção VIH-SIDA, envolvendo distribuição de materiais de prevenção e informação, direcionadas para toda a comunidade. Estivemos presentes no 3º Encontro Nacional de Politécnicos, onde fomos expor as dificuldades dos politécnicos do interior, mais concretamente do IPB. Realizámos o Desfile Solidário de Pais Natais que permitiu ajudar os mais necessitados através dos bens recolhidos. Para finalizar os poucos meses de trabalho, temos a reativação do Jornal da AAIPB. Podem contar connosco para terem sempre uma AAIPB ativa.

Entrevista

e nenhum pode ser descurado, no entanto, no atual cenário nacional temos de colocar em primeiro plano a ação social e a política educativa. No Ensino Superior vive-se um ambiente difícil em que existem diversos alunos que se encontram limitados por dificuldades financeiras. A nossa preocupação é garantir o apoio máximo nestes casos, para isso criámos o Departamento de Política Educativa e Ação Social. Estamos a debater com a direção do IPB e entidades empresariais outros projetos (protocolos para parttime e maior apoio por parte da ação social) que acreditamos poderem ajudar a combater estas vicissitudes.

para aferir a organização e qualidade do investimento realizado nas escolas. O IPB, enquanto motor de desenvolvimento económico-social e cultural, deve reforçar a sua participação no desenvolvimento e potencialização do tecido empresarial e industrial da nossa região. Essa colaboração deverá ter reflexo na composição dos quadros das empresas e na política transversal de investimento. Os clusters formados entre instituições de ensino e empresas são uma realidade do presente e do futuro. A partilha de conhecimento e recursos permite mais-valias para ambos e redução de custos, que é prioritária nesta altura.

Outros desafios? Para o futuro temos grandes desafios que teremos de trabalhar pela política educativa, consideramos ser imQuais são os objetivos da portante reavaliar o processo AAIPB para o Instituto? de Bolonha; lutar pela reforma A prioridade da nossa das metodologias e uniformizar lista é o aluno, deve ser a pri- os métodos de avaliação nas oridade máxima de qualquer nossas escolas; e reorganizar Associação Académica, é para a oferta formativa adequando-a ele que trabalhamos e a razão às necessidades do mercado de existirmos enquanto institu- de trabalho da região e do país. ição. A nossa ação tem de ser Investir num curso superior expensada para agir no momento ige um grande esforço familiar em que vivemos e pensar o fu- e cria grandes expectativas turo que queremos construir. que, muitas vezes, saem goraQueremos desenvolver um tra- das porque o desemprego é a balho baseado em três eixos fase seguinte. fundamentais: Aluno, Escola e Acreditamos que a criação de Comunidade. um rating de empregabilidade dos cursos e a criação de um Existem temas prioritários? ranking diferenciado no Ensi Todos são importantes no Superior seria importante

Qual considera ser a vossa maior valia? Temos muitas, felizmente, e não devo destacar nenhuma em particular. O essencial é que esta Associação pretende desenvolver um projeto do qual nos orgulhemos e que traga efeitos positivos multiplicadores para os alunos e para o Instituto. Para que isto seja possível é importante termos uma identidade própria, conhecer o meio no qual estamos inseridos e o que desejamos para o futuro. A partir daí tudo será fruto do trabalho e dedicação que estamos a aplicar no exercício das nossas funções. Marcus de Boaventura

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IPB pelo Mundo

Turquia - Sakarya

Sérgio Catalão

Informática de Gestão 17-12-2012

22h15m em Sakarya, 20h15m em Bragança. Estou no 4º esquerdo, por detrás de um bloco de apartamentos nitidamente construído sem grande preocupação estética. É provável que isto se justifique porque, no período pós-terramoto de 1999, os habitantes locais não estavam minimamente interessados em estética ou beleza arquitetónica, mas sim empenhados na reconstrução rápida da cidade. Vivo num bairro chamado Serdivan na cidade de Adapazari, capital da província de Sakarya. Na Turquia, a maior parte das províncias dão o seu nome à capital da própria região. Sakarya é uma exceção a essa regra. Neste bairro habitam, talvez, a maioria dos estudantes de Erasmus da Universidade de Sakarya. Decidi vir de Erasmus para a Turquia, antes de qualquer outra coisa, porque procurava conhecer uma cultura diferente dos países mais ocidentais da Europa. A Turquia é bem mais do que sol e praias fantásticas, este país é um dos berços da civilização, o seu povo tem um tremendo orgulho nos seus tesouros

culturais e históricos e, sem dúvida, surpreenderá qualquer visitante com a sua hospitalidade e simpatia, independentemente do contexto da sua visita. Desde que aterrei em Istambul que senti a tão falada e pregada hospitalidade turca, mesmo vindo de um país com reconhecida gente hospitaleira. Aqui cada estudante de Erasmus tem um “buddy” e estes levam bem a sério o facto de serem fundamentais na adaptação nos novos estudantes. O facto de terem feito duas horas de viagem para me irem buscar ao aeroporto de Istambul só comprova isso mesmo.

Vim para Sakarya com mais três colegas de Bragança e, após todos termos ficado alojados, começou a constatação diária da realidade do que é viver na Turquia. Fomos informados, pelos nossos buddys, do que poderíamos encontrar, para que não estranhássemos a normalidade da vida turca. Coisas tão simples como o ecoar dos chamamentos muçulmanos para a hora da oração cinco vezes por dia; o trânsito louco dos automobilistas turcos, onde as regras básicas são menosprezadas; as mulheres religiosamente devotas de lenços na cabeça; ou mesmo os preços elevados

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Ecos Académicos do álcool e do tabaco fizeram-nos aperceber desta nova realidade. Toda a informação foi-nos transmitida pelos buddys, sempre com um certo tom de orgulho por termos escolhido o seu país para fazer o programa Erasmus. “Welcome to Turkey”, dizem os seus olhos, constantemente. O custo de vida na Turquia é mais barato do que em Portugal. Uma ida ao supermercado, para comprar coisas básicas, pode ficar a metade do preço comparativamente a Portugal. Os preços dos trans-

portes também são bastante acessíveis, uma tarifa máxima de um autocarro custa apenas 0,50€. Outra coisa a ter em conta, no que toca a preços bastante mais acessíveis do que em Portugal, é o preço de uma senha na cantina. 1,5 Liras é o preço de uma refeição completa na cantina da universidade, sensivelmente 0,60€. Convém acrescentar que toda a gastronomia turca é esplêndida. Na Turquia, país muçulmano, o álcool é bastante dispendioso para os habitantes

IPB pelo Mundo locais e com alguma diferença de preços para os estrangeiros. É bom explicar que nem em todas as circunstâncias o álcool é mais caro do que em Portugal. Por exemplo, num supermercado ou num estabelecimento de venda de bebidas alcoólicas, uma cerveja de 50 cl custa em média 4 Liras, o equivalente a 1,7€. Em Portugal pagaríamos em média 1€, num estabelecimento similar. Nesta perspetiva a Turquia é mais dispendiosa, quer em conversão real, quer em conversão tendo em conta o custo de vida. Noutra pers-

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Ecos Académicos petiva pode ser mais barato do que em Portugal. Por exemplo, nos bares a cerveja é igualmente servida em copos do 50 cl e os preços rondam entre 6 a 8 Liras, cerca de 2,5€ a 3,5€, ou seja, para que se entenda, na prática são dois finos e meio por cerca de 3€. Não querendo dar demasiada importância ao álcool mas, sendo nós estudantes de Erasmus para quem o convívio e o álcool estão de mãos dadas, achei importante tal informação ser do conhecimento geral. O espírito Erasmus na Turquia passa por festas em apartamentos onde todos se divertem e convivem ao som de música dos mais variados cantos da Europa. Aqui, o anfitrião distribui alguns petiscos

e frutos secos típicos da Turquia e cada um, claro está, faz-se acompanhar pelas suas respetivas bebidas. Festas em bares/discotecas são semanais e com término a uma hora bem diferente da que estamos habituados em Portugal. 1h da manhã e está tudo a caminho de sua casa ou de casa de alguém para continuar a festa interrompida pelo fecho precoce dos bares. Outro espírito partilhado pelos estudantes Erasmus que vêm para a Turquia é a comum vontade de conhecer e explorar o país. Todas as semanas se ouvem relatos de viagens pela Turquia, todos com histórias e memórias fantásticas para partilhar e contagiar quem os ouve. “I wanna go!” é a frase

IPB pelo Mundo mais ouvida no final de cada história. Locais como Istambul, Ancara, Capadócia, Esmirna, Antália, Éfeso, Hierápolis, Pamukkale e Afrodísias são alguns dos pontos obrigatórios do roteiro dos estudantes Erasmus. Da experiência que estou a ter, a Turquia é um país preparado para acolher bem todos os que pretendam visitá-lo ou para fazer a sua mobilidade Erasmus. Certamente que as suas gentes farão de tudo para que sejam bem acolhidos. Apesar de ainda faltar algum tempo para me ir embora, tenho certeza que, no final, deixaremos a promessa de um futuro regresso a este fantástico país.

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Especial

Semana de Receção ao Caloiro

Entre os dias 6 e 10 de novembro realizou-se mais uma Semana de Receção ao Caloiro (SRC), por excelência a festa de boas vindas a todos os novos estudantes que ingressam o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Como já é habitual, a SRC teve lugar no pavilhão do NERBA e a organização ficou a cargo da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB). A AAIPB teve em conta as dificuldades económicas que o país atravessa e conseguiu baixar o preço do bilhete único que garante a entrada diária nos concertos. Com certeza que este fator ajudou a que a SRC tivesse bastante

adesão. O esforço da AAIPB não se ficou por aqui e as bandas contratadas foram bandas que já ganharam o seu espaço na música nacional. A SRC começou com a tradicional missa da bênção dos caloiros, celebrada na catedral de Bragança, seguida do desfile das tochas, uma marcha iluminante rumo ao pavilhão do NERBA. A noite continuou ao som de guitarras e pandeiretas das várias tunas participantes. Entre as tunas que fizeram a sua atuação na SRC estão nomes como In Vinus Tuna (tuna masculina da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo – ESACT), Tuna Mira (tuna feminina da ESACT), Grupo de

Cantares do IPB, Tôna Tuna e Real Tuna Universitária de Bragança (RTUB). Como também já é habitual, a música “Eu vim parar ao IPB” da RTUB, também conhecida por “amigos para sempre”, foi o momento mais emocionante da noite. O segundo dia começou com a final das mostras do caloiro, com os cursos de Animação e Produção Artística/ Música/Arte e Design, Educação Social, Línguas para Relações Internacionais/Inglês e Espanhol/Educação Ambiental, Análises Clínicas e Saúde Pública a disputarem os lugares do pódio. De seguida subiram a palco os “senhores” da velha escola do hip hop português, os Mind Da Gap. Foi ao

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som de Ace, Presto e Serial que os estudantes recordaram os grandes êxitos desta banda e ouviram a apresentação do novo álbum, “Regresso ao Futuro”. No terceiro dia a banda HMB, emergente no panorama nacional, brindou-nos com os sucessos que os tem levado a serem reconhecidos. Esta banda pode ser caraterizada pela mistura do gospel com as melodias do rhythm and blues, tal qual a essência da soul music. Os vários estilos que compõem esta banda, desde as raízes do gospel do vocalista, Héber Marques, passando pelo jazz e hip hop do guitarrista, Fred Martinho, ou pelas melodias R&B do teclista, Daniel

Lima, fazem com que seja rotulada de “a nova alma do soul português”. Os HMB fizeram a apresentação do seu primeiro álbum de nome homólogo. A noite continuou com Mónica Ferraz, recentemente nomeada na categoria “Best Portuguese Act” no MTV European Awards 2012. Mónica Ferraz foi vocalista do grupo Mesa mas lançou-se a solo no ano de 2010. O seu primeiro álbum denomina-se “Start Stop” e oscila entre os géneros musicais do rock, pop e soul. Esta cantora de voz poderosa chegou a dizer que a SRC superou todas as expetativas da própria e da produção que a acompanha nos espetáculos. O quarto dia da SRC fi-

Especial

cou marcado pelo já tradicional desfile dos caloiros ou também conhecido por “desfile dos burros”, com o início do seu percurso no campus do IPB e culminando no castelo. Seguiu-se a noite do “Arraial” com os concertos do mítico Quim Barreiros, elevando sempre a qualidade de qualquer festa académica, e do “homem do garrafão”, Leonel Nunes, um ícone da música popular portuguesa. A noite acabou com a dupla de DJ’s Begueiros, formada pelo comediante Miguel 7 Estacas e João Seabra. Esta dupla de DJ’s mixa música popular portuguesa e os grandes êxitos do pop/rock português com house comercial atual. De salientar, mais uma vez, o

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Ecos Académicos esforço da AAIPB ao colocar o bilhete diário deste dia a um preço único, demonstrando que não esquece os ex-alunos do IPB nem os habitantes da cidade de Bragança. O quinto e último dia começou pelo batismo dos caloiros organizado pelas associações de estudantes de cada escola. Este evento completa o processo de praxes dos caloiros. A noite começou com Marado & Friends, uma ban-

da de um ex-aluno do IPB que toca covers de vários géneros musicais como rock, grunge, música portuguesa, entre outros. De sublinhar a cover original da música “Eu vim parar ao IPB” da RTUB (música disponível em http://www.youtube. com/watch?v=8f2IhsYz6Xs). A SRC terminou com o público a ver os aviões, cenário proporcionado pela atuação dos Azeitonas, a banda mais pedida pelos alunos do IPB. Esta

Especial banda foi nomeada na categoria “Best Portuguese Act” no MTV European Awards 2012. A SRC ficou marcada pela apresentação do hino oficial da receção, uma ideia desenvolvida por alunos do IPB e que prima pela sua originalidade e unicidade. Ricardo Órfão

Mostras do Caloiro Todos os anos são organizadas as mostras dos caloiros, um evento que conta com o compromisso dos alunos que ingressam o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) pela primeira vez. No presente ano a atividade teve início no dia 15 de Outubro e findou dia 7 de Novembro. As mostras dos caloiros são compostas por três provas distintas, prova musical, prova livre e prova cultural, sujeitas a avaliação por parte de um júri. O júri responsável por apreciar as mostras foi composto por elementos da Associação de Estudantes de todas as escolas participantes e por um elemento da Associação Académica, por forma a existir uma maior equidade e imparcialidade nas votações. Nas provas musicais e livres os caloiros são avaliados pela originalidade da caracterização dos participantes, assim como pela originalidade dos cenári-

os que embelezam os seus números. Já na prova cultural, a perspicácia, a inteligência e a cultura geral de cada participante é que pôde fazer a diferença. Pode dizer-se que o balanço das provas foi positivo pois houve um grande emprenho por parte dos caloiros que lutaram pelas cores dos respetivos cursos. Após uma seleção dos cursos vencedores das etapas da competição, eliminatórias e meias-finais, é chegada a tão esperada final. Dia 7 de novembro, no pavilhão do NERBA, foi o dia de os finalistas demonstrarem todo o seu valor e de justificarem a sua chegada à final. Os cursos que conseguiram este feito foram os de Línguas para Relações Internacionais/Inglês e Espanhol/ Educação Ambiental; Música/ Arte e Design/Animação e Produção Artística; Análises Clínicas e Saúde Pública; e Educação Social. Em terceiro lugar

ficaram os cursos de Música/ Arte e Design/Animação, recebendo um prémio monetário de 50€. Em segundo lugar ficou o curso de Educação Social, com uma pontuação de 7,65 e um prémio monetário no valor de 100€. Os grandes vencedores da edição das mostras de caloiros deste ano foram os cursos de Línguas para Relações Internacionais/Inglês e Espanhol/Educação Ambiental, com uma pontuação de 7,72 e um prémio monetário no valor de 150€. Estas mostras ficaram marcadas pela grande dedicação, afinco e perseverança dos caloiros, pela noite de uma final muito competitiva e pelo apoio que todos os cursos foram dando aos participantes, demonstrando o verdadeiro espírito académico que se vive no IPB. Raquel Lopes

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Jornal da AAIPB

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