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MARKETING

POR QUE RECOMPENSAR POR INFLUÊNCIA É MAIS DO QUE UMA COMISSÃO ASSISTIDA Rodrigo Genoveze é diretor geral da Awin no Brasil desde 2011 e iniciou sua carreira com a Awin na Espanha, em 2007, atuando como diretor executivo de vendas durante os últimos anos. Nesses quatro anos com a Awin, adquiriu ampla experiência no mercado de publicidade digital voltado para a obtenção de resultados e traz ao Brasil esse conhecimento para as atividades locais da Awin. Graduou-se em Administração de Empresas e Relações Internacionais nos EUA, e reuniu ampla experiência na Europa, onde trabalhou também para a Travelport, grupo de agência de viagens online líder na Europa.

Influencer marketing foi um dos principais termos do ano passado. Um recente relatório da Econsultancy sobre influencer marketing resume isso bem: “Os influenciadores estão por aí há tanto tempo quanto o marketing está, mas, historicamente, eles seriam a imprensa, celebridades da mídia e outras figuras muito conhecidas. Hoje, as mídias sociais, e particularmente os blogs e YouTube, estão nutrindo talentos para uma nova geração de influencers, que podem vir de qualquer lugar e em um curto período de tempo, acumular milhares de seguidores”. Essencialmente, esses novos influenciadores são curadores de conteúdos que exercem sua influência através das suas opiniões. Dentro do canal de afiliados, nós temos acesso a milhares de sites que podem ser considerados influenciadores, mas raramente o canal é mencionado quando esse tópico é discutido. Isso é algo que devemos desafiar para que os afiliados possam aproveitar os consideráveis budgets que os anunciantes estão investindo nos influenciadores. Mapeando diversos canais, nos sentimos bem posicionados para apoiar também essa questão. Sendo um canal que é preparado para a conversão, os afiliados se destacam por estarem na posição do last click. Talvez demais. Ao longo dos anos, vários modelos de negócios de afiliados surgiram em nosso canal, focando na conversão. Temos visto o aumento dos sites de cupom de desconto, cashback, display, e-mail retargeters e afiliados que focam no abandono de carrinho. No clamor para o last click, os tipos de afiliados em que geralmente os anunciantes estão mais interessados em se relacionar seriam os sites de conteúdo e blogs? Esse interesse foi perdido? Embora o modelo do CPA por last click não esteja fundamentalmente quebrado, certamente é um modelo que 80

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não possui flexibilidade quando se trata de recompensar a influência do início do funil. Mesmo que não haja negação do valor de uma conversão, cada ponto de contato de marketing antes da transação poderia ter influenciado a decisão de compra de um cliente e, atualmente em nosso canal, não teria sido recompensado. Ainda que existam vários anunciantes que oferecem modelos de pagamento alternativos, como o CPC, isso não é algo generalizado o suficiente para recompensar toda a influência dos afiliados. Estruturas de comissão flexíveis são necessárias para recompensar os sites que normalmente são influenciadores do início do funil em vez de conversores. Grandes progressos foram feitos no ano passado. O lançamento da nossa ferramenta de “Payment on Influence” em outros países proporcionou os primeiros passos para recompensar a influência dos afiliados. Embora esses pagamentos de bônus sejam um passo positivo para sermos mais capazes de entender e recompensar a influência, ainda estamos muito longe de onde precisamos estar como indústria. Recompensar por influência é muito mais do que apenas uma comissão assistida. O pagamento por influência não deve ser visto como um modelo separado, mas, sim, avaliado ao lado das comissões standard de um anunciante. O valor de um clique por influência é amplamente compreendido dentro do cenário digital, mas dentro de um canal que tradicionalmente é pago na conversão, ele requer uma mudança de mentalidade definida para todos os anunciantes. É importante que os anunciantes tenham uma visão mais ampla da influência que um afiliado tem em uma venda. Embora o pagamento exclusivo de um bônus adicional para cada interação seja um começo, somente quando essas campanhas são analisadas em maior detalhe é possível

foto - shutterstock - Ana Malysha

Rodrigo Genoveze Country Manager na Awin BR

O e-commerce conquistou a indústria!  
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