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endedores de garagem se tornam mega milionários e geram novas culturas comerciais) - e a política econômica brasileira. Esta, parece estar baseada em uma velha cartilha de ideologias redundantes e ultrapassadas e em um jogo político pré-histórico, que não consegue dizer nada de inovador diante da demanda tecnológica e socioeconômica do País. Por que empreendedores de garagem também não se tornam megamilionários no Brasil? É notório que o grande problema do Brasil não é o custo para manter a previdência social e, tampouco, o incentivo fiscal que poderia ser dado ao setor de e-commerce brasileiro, mas sim o prejuízo causado pela corrupção, o alto custo para se manter velhas burocracias e uma gestão político-econômica ultrapassada (FONTE: https://goo.gl/ax7C9U). Inclusive, o Brasil já tem as maiores taxas de impostos do planeta, e é evidente que os valores arrecadados são mal utilizados, e desviados. Ademais, a tributação do comércio eletrônico é mal interpretada (ex.:bitributação interestadual) pelos órgãos governamentais, pois ainda não estão preparados para entender a complexidade da rede mundial, não estão alinhados com o pensamento do mundo globalizado e não criaram políticas públicas para que as operadoras de Internet melhorem os serviços prestados principalmente os relacionados à maior velocidade, qualidade operacional e preços mais acessíveis. Enquanto isso, o micro, pequeno e médio empreendedor fica sem saber como negociar de forma mais consistente, pois a instabilidade da política econômica repercute nitidamente em

suas vendas, em sua relação com os fornecedores e clientes. Até mesmo para os grandes empreendedores que desejam expandir seus negócios, os efeitos da crise econômica, oriundos do velho jogo de interesses políticos, repercutem negativamente nos planos de expansão. Apesar disso, o comércio eletrônico continua a ser uma saída inteligente. E caso houvesse maior incentivo das autoridades, esse tipo de comércio iria se destacar muito mais. A propósito, nos países de primeiro mundo, o comércio eletrônico já atingiu seu apogeu por conta da estrutura legal e logística criada em prol desse propósito, mas no Brasil o e-commerce está apenas iniciando. Então, por analogia, podemos dizer que se trata de um bebê engatinhando e, por isso, precisa de incentivos (fiscais), recursos e proteção legal para se desenvolver de forma plena. Inclusive, a maior loja varejista do mundo lançou há algum tempo, nos Estados Unidos, um conceito de loja virtual, chamado Online Grocery Shopping. O novo modelo de supermercado funciona da seguinte forma: os clientes efetuam suas compras no online, agendam um horário para buscar os produtos e dirigem-se à área de estacionamento designada pela loja física local. Lá, os funcionários carregam os itens até o carro dos clientes. Eles também estão testando um novo serviço de entrega, chamado Associate Delivery, que utiliza os próprios funcionários da loja física para entregar os produtos encomendados na loja online. As entregas são realizadas durante a rota de retorno para casa, após o turno de trabalho, e os funcionários que optam por participar são remunerados. OUTUBRO 2017

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O e-commerce conquistou a indústria!  
O e-commerce conquistou a indústria!  
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