Page 1

A

Com uma nova estratégia, No ‘mapa’ da moda: Sebrae pretende os opreparativos do r e v i sdobrar t a doanúmero P e q de uena II Paraná Business atendimento até Collection. 2010.

Empresa

Da escola para a empresa: os programas do Sebrae no Paraná no Paraná para jovens empreendedores.

O maior

evento de empreendedorismo

no Brasil

Pela quarta vez, o Paraná é palco da Feira do Empreendedor, um evento realizado pelo Sebrae, que trará ciclos de palestras, rodadas de negócios, oficinas, clínicas e áreas de exposição para empresários e futuros empresários. E mais: oportunidades de negócios.

A

revista

da

Pequena

Empresa

no

Paraná


2 Revista Soluções sebrae


Revista soluçþes sebrae 3


Editorial Muitos são os caminhos que levam ao desenvolvimento da cultura do empreendedorismo. E o Sebrae no Paraná vai trilhar por todos eles. Nesta

Darci Piana Presidente do Conselho Deliberativo Allan Marcelo de Campos Costa Diretor Superintendente Julio Cezar Agostini Diretor Técnico Vitor Roberto Tioqueta Diretor de Administração e Finanças

edição, por exemplo, a matéria de capa aborda o direcionamento da Feira do Empreendedor a partir de um edital para a escolha de expositores que efetivamente tragam oportunidades de negócios. No outro lado do mundo, no Japão, outra matéria mostra a ação do Sebrae do Paraná junto aos dekasseguis que todos os anos enviam cerca de US$ 600 milhões para o nosso Estado. Um estudo revelou que perto de 50% deles - e são quase 70 mil originários principalmente do norte paranaense - desejam abrir um negócio próprio quando do retorno ao Brasil. A ação do Sebrae paranaense, por sinal, está extrapolando fronteiras: é só ver o trabalho que está sendo realizado dentro do projeto Ñandeva, com os artesãos na Tríplice Fronteira. E desenvolver o empreenderismo não significa somente levar as soluções existentes, mas sempre estar atento ao que de novo surge em favor das micro e pequenas e empresas em todo o mundo. É por isso que em junho começa a funcionar na sede do Sebrae Paraná o escritório da Emilia-Romagna, assunto da entrevista desta edição, com a representante da província italiana, Alessia Benizzi. Esta região da Itália possui um dos produtos internos brutos mais elevados da Europa, sustentado por uma rede formada por micro e pequenas empresas. Essa é a meta: levar e trazer soluções. Boa leitura.

Coordenação Geral Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Paraná Gerente de Marketing e Comunicação Renata Borges Todescato Colaboradores Leandro Donatti Cristiane Almeida Giselle Loures Monica Cubis sebrae@pr.sebrae.com.br http://asn.sebraepr.com.br Editora Ecocidade Rua 13 de Maio, 92 - cj 25 Centro - Curitiba/PR CEP - 80020-941 Tel (41) 3082-8877 Jornalismo, Arte e Publicidade Editora Ecocidade Jornalista Responsável | DRT 05397 Bernardo Staviski bernardo@ecocidade.com.br Impressão Gráfica Capital Tiragem 10.000 exemplares Periodicidade Trimestral

O Editor 4 Revista Soluções sebrae


Índice

Uma Feira de Oportunidades Pela quarta vez, o Paraná é palco da maior feira de empreendedorismo do Brasil. O evento trará informações para empresários e futuros empresários. E mais: oportunidades de negócios.

pg. 08

Cheques: diminua seus riscos

pg. 12

Agentes Locais de Inovação

pg. 16

Jovens Empreendedores

pg. 18

Saiba como evitar dores de cabeça na hora de receber cheques e aprenda como fazer o melhor controle. Projeto-piloto que vai levar inovação para aproximadamente 1.500 micro e pequenas empresas é lançado no Paraná. Programas do Sebrae criam uma cultura empreendedora junto a estudantes do ensino fundamental, médio e universitário.

Paraná Business Collection

Entrevista Alessia Benizzi fala sobre o posto avançado da Emilia-Romagna, região italiana mundialmente conhecida pela alta concentração de micro e pequenas empresas e forte desenvolvimento regional.

pg. 06

Ñandeva Ñandeva

pg. 22

Com perspectivas de crescimento no número de negócios, a 2ª edição do Paraná Business Collection pretende dar representatividade ainda maior no cenário nacional e internacional para a moda produzida no Estado.

Um dos maiores projetos de integração de artesãos está sendo realizado na região da Tríplice Fronteira pelo Sebrae no Paraná e Itaipu. pg.

30

Dekassegui Empreendedor

pg. 34

Business Intelligence

pg. 37

Empretec

pg. 38

Artigos

pg. 41

Leia nessa edição os artigos “A Aventura Empreendedora”, de Allan Marcelo de Campos Costa (à esq.), do Sebrae Paraná, e “A obtenção do ‘Grau de Investimento pelo Brasil’: qual foi a contribuição das micro, pequenas e médias empresas e as conseqüências dessas mudanças?”, de José Cezar Castanhar, da FGV.

A saga de brasileiros, descendentes de japoneses que vão trabalhar no Japão e montam um pequeno negócio no retorno ao Brasil. Até dezembro o Sebrae no Paraná quer ter 70% dos municípios do Estado mapeados, para dar início ao estudo de um novo portfolio de soluções para pequenas empresas. Programa em parceria com a ONU vem atraindo não só empresários e profissionais liberais, mas também empreendedores de fora do País.

Lei Geral

O Paraná é o estado brasileiro com o maior número de municípios que já implantaram a nova legislação.

Revista soluções sebrae 5

pg. 25 e 42


Entrevista|Alessia Benizzi

Emilia-Romagna: “uma empresa para cada 10 pessoas”

O

Sebrae Paraná será sede de um posto avançado da Emilia-Romagna, região italiana mundialmente conhecida pela alta concentração de micro e pequenas empresas e forte desenvolvimento regional, sob o comando da representante da Emilia-Romagna para Assuntos de Cooperação Internacional, Alessia Benizzi. O posto é fruto de um acordo de cooperação entre o Paraná e Emilia-Romagna e vai servir como ponto de apoio para o desenvolvimento de projetos entre as duas regiões. A Emilia-Romagna é uma das primeiras regiões da Itália em renda per capita e tem sido classificada nos últimos anos como uma das 15 regiões mais ricas da Europa. Estima-se que existam mais de 400 mil micro e pequenas empresas na região, um território formado por nove províncias, com cerca de 4 milhões de habitantes. O nome Emilia-Romagna vem de uma antiga estrada que cruza todo o território e liga Roma ao centro da Europa há mais de vinte séculos. Para entender como será a atuação do escritório, Soluções Sebrae ouviu Alessia Benizzi, ainda na Itália. A seguir, a entrevista feita por e-mail: Revista Soluções Sebrae: Como estão seus planos e expectativas para o início de funcionamento do escritório de cooperação Paraná/Emilia-Romagna? Alessia Benizzi: Esse ano de colaboração da Região Emilia-Romagna com o Sebrae Paraná vai representar uma ótima oportunidade, seja para o nosso território regional seja para o Paraná. Estamos visando uma perspectiva real de cooperação descentralizada, aonde vão ser os mesmos territórios envolvidos na cooperação, com os diferentes atores do mundo produtivo-econômico, mas também social, cultural e em colaboração com as instituições que, graças às analogias e diferenças das próprias realidades, vão estudar soluções e oportunidades viáveis

para um desenvolvimento sustentável.

ção começou no âmbito agroalimentar, e penso que esse seja um ótimo âmbito para começar, dado o interesse também da Região Emilia-Romagna para a agricultura na América Latina. Mas acho que poderemos aprofundar outros setores como a colaboração no âmbito social e ambiental, só para citar alguns exemplos.

Revista Soluções: Que aspectos da experiência da Emilia-Romagna servirão de base para projetos de desenvolvimento do Paraná? Alessia: Com a Lei Regional 12/2002, sobre a cooperação internacional e descentralizada, a região Emilia-Romagna quis formalizar uma metodologia de in- Revista Soluções: É possível trazer tervenção que a gente chama de “Tavoli para o Paraná esse conceito de empaese”, ou seja, momentos específicos preendedorismo como “para cada 10 de discussão com os atores da coopera- habitantes há uma microempresa” e ção descentralizada do nosso território as redes de pequenas fábricas e a co(Prefeituras, Províncias, ONG’s, As- operação empresarial? sociações de VoluntaAlessia: Acho que a média e riados, Universidades, A cooperação pequena empresa, foi um pouco Cooperativas, etc. ) para entre a Regione o “segredo” da grande aceleraelaborar conjuntamente Emilia-Romagna e ção econômica e social da nosestratégias de intervensa Região e também da Itália Estado do Paraná ção nas várias áreas que toda, e ela está também muito sejam importantes para começou no âmbito ligada com o cooperativismo, interesses estratégicos, agroalimentar, e que foi se desenvolver muito econômicos, políticos, penso que esse no Centro e Norte da Itália a sociais, com os quais a seja um ótimo partir dos anos 60. O Paraná Emilia-Romagna está âmbito para tem uma realidade econômica colaborando. muito dinâmica, em que já se começar, dado o No caso recente da interesse também vê a presença de grandes coocolaboração com o Pa- da Região Emilia perativas que se tornam atores raná, acho que um dos de nível mundial. Acho que o indicadores de sucesso Romagna para Estado poderá sim se desenvoldas ações que iremos re- o mundo da ver com uma atenção particular alizar daqui para a frente agricultura na para a pequena empresa, e isso vai ser, no médio e longo América Latina. significa: prazo, fazer uma refle● Relação e proximidade xão, nos dois lados da entre as unidades produtivas cooperação (Emilia-Romagna e Paraná) ● Clima de maior confiança mútua de quantos atores, e nomeadamente re- das pessoas que trabalham juntas, num presentantes de vários interesses, a gen- clima mais familiar. te conseguiu envolver ativamente nessa Isso acaba por transformar-se num colaboração. ambiente de trabalho mais consciente das exigências dos trabalhadores, que Revista Soluções: Onde esses projetos, podem se tornar atores mais ativos no por afinidades, poderão ser mais bem- processo produtivo, com o que se mesucedidos? lhora a produtividade e as possibilidades Alessia: Acho que esses projetos pode- de inovação na produção e de soluções rão ser mais bem sucedidos onde res- mais avançadas. pondem a interesses reais e a soluções conseguintes que se baseiam nas capa- Revista Soluções: Um dos pontos funcidades dos dois territórios. A coopera- damentais na estratégia de desenvol-

6 Revista Soluções sebrae


vimento dos pequenos negócios no Pa- de e rastreabilidade do mesmo produto. raná é agregar valor a produção, algo Revista Soluções: Além dos quatro que a experiência italiana tem de me- projetos em execução – hortifrutigranlhor. Como trazer isso para o estado? jeiros, comercialização de produtos Alessia: Essa ação que estamos reali- alimentares, formação de dirigentes zando no Paraná visa estudar o modelo do cooperativismo e comercialização organizativo de consórcios (do tipo do de milho e soja orgânicos, aonde a Consórcio do Parmiggiano Reggiano) Emilia-Romagna pode ajudar em propara ver como uma produção pode va- jetos paranaenses? lorizar a identidade territorial de um Alessia: A região Emilia-Romagna é produto. Em minha opinião, é mesmo no uma das regiões mais desenvolvidas e termo “território” que é dinâmicas da Itália, e uma das O encontro entre preciso indagar o signiprimeiras na Europa como PIB ficado complexo desse as empresas é – Produto Interno Bruto. Acho tipo de ação. Porque um fundamental que ela está muito na vanguarda território significa uma para realizar no desenvolvimento de políticas complexidade emocio- novas soluções sociais e sociosanitárias, assim nal, que vai lidar com tecnológicas... como nas políticas de promosentimentos individuais ...Estratégico ção cultural e também turísticas. muito profundos. Então nesse âmbito é O importante, como já falei, é um produto ligado a um que qualquer tipo de ação pode também o papel território pode veicular nascer de um conhecimento reuma idéia, um marco de da Universidade, cíproco dos atores responsáveis qualidade, e também se e é por isso pelo desenvolvimento no âmbiesse território tem, por que o projeto to temático escolhido, e a partir exemplo, uma conota- tem uma ação daí pode se realizar oportunas ção de desenvolvimento especificamente transferências de conhecimensustentável, um marco ligada à ação da tos. cultural (eu posso comer Universidade. uma pizza em qualquer Revista Soluções: O modelo lado do mundo, mas se da Emilia-Romagna não se numa tarde de maio, no baseia apenas num sistema sol de Margellina, em Napoli, vou co- produtivo de pequenas e médias emmer uma pizza, o sabor que ela tem e presas, mas também numa combinaas sensações que irá despertar em mim ção entre um governo progressista, inserá algo único, que não tem preço...) tegração social e de êxito empresarial. Então identificar um território e os mar- Como trazer isso para o Paraná? cos emocionais é o primeiro passo para Alessia: Acho que essa coisa não é posuma ação que visa agregar valor à pro- sível exportar, porque cada momento dução. E mais: como hoje o consumidor histórico, numa realidade específica, está cada dia mais atento à qualidade tem a sua peculiaridade. Mas acho real do produto, é necessário também que há algo de universal, que semgarantir a real qualidade do produto, pre pode ser trabalhado. Ou seja, graças a certificações que constituem trabalhar com as pessoas, para ver um “passaporte” completo da qualida- qual a resposta às novas modalida-

Quem é: Alessia Benizzi trabalha para a Região da Emilia-Romagna desde 2001, no setor da cooperação descentralizada. Já foi responsável por projetos nos Balcãs (Bósnia Erzegovina) e hoje é a responsável pelas relações e os projetos internacionais com o Brasil e Argentina. Ela é formada em Ciências Políticas e concluiu mestrado sobre a gestão dos financiamentos europeus e políticas comunitárias. A formação foi feita na Universidade de Bologna, mas por dois anos ela estudou na universidade de Lisboa (ISCTE -Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Imprensa). Foi neste período que começou a interessar-se pelos problemas das comunidades de imigrantes. Ela trabalhou com várias associações de bairro de imigrantes e acabou escrevendo sua tese de licenciatura com o título “O impacto da imigração cabo verdiana sobre a sociedade civil portuguesa dos anos 70 a hoje”.

Revista soluções sebrae 7

des produtivas, mas que sempre tem que nascer delas mesmas, com as suas especificidades sociais, culturais, etc., mas que também podem ser vistas como inovações positivas para o trabalho mesmo. Revista Soluções: Outro ponto básico de desenvolvimento dos pequenos negócios é o acesso à informação e tecnologia. Como isso poderá chegar ao empresário paranaense? Alessia: O encontro entre as empresas é fundamental para realizar novas soluções tecnológicas. No mês de outubro do ano passado uma delegação do Sebrae Paraná, onde participou também o presidente Darci Piana, representantes da Ocepar, Senar, etc., visitou algumas das melhores experiências no setor agroalimentar da nossa Região. Acho que na oportunidade foram vistas na prática algumas soluções tecnológicas muito importantes para melhorar a produção. Estratégico nesse âmbito é também o papel da Universidade, e é por isso que o projeto tem uma ação especificamente ligada à ação da Universidade (Universidade de Bologna, sede de Buenos Aires) que, organizando a parte de capacitação e transferências de competências, vai poder, quando for necessário, acompanhar também as transferências no âmbito tecnológico ■


Capa|Feira do Empreendedor 2008

Uma Feira de Oportunidades Pela quarta vez, o Paraná é palco da maior feira de empreendedorismo do Brasil que trará informação para empresários e futuros empresários. E mais: oportunidades de negócios. O clima é de muita expectativa para a Feira do Empreendedor 2008. E não é para menos, o Estado, que não participava do circuito nacional há quatro anos, traz, pela quarta vez, este que é o maior evento de empreendedorismo do País. De 14 a 17 de agosto, Londrina vai ser o cenário do que há de melhor em abertura de empresas, gestão empresarial, alternativas

de negócios, novos empreendimentos, acesso a mercados e ao crédito, inovação e treinamentos para estimular a cultura empreendedora. Estão previstos ciclos de palestras, rodadas de negócios, oficinas, clínicas tecnológicas e exposições. “A Feira do Empreendedor tem sempre o objetivo de fomentar o desenvolvimento e para isso é preciso estimular novas idéias, novos empreendimentos e criar oportunidades de negócios”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae no Paraná, Allan Marcelo de Campos Costa. Mas o grande destaque desta edição não vai ficar somente na enorme geração de conhecimento para empresários de micro e pequenas empresas. A organização do evento não vai poupar esforços na potencialização

A Feira Em um único local, empresários e futuros empresários, encontrarão informações sobre abertura de empresas, gestão empresarial, alternativas de negócios, novos empreendimentos, inovações tecnológicas, acesso a mercados e ao crédito.

8 Revista Soluções sebrae


Eventos Paralelos Paralelamente à Feira, estão previstos aproximadamente 200 eventos temáticos, que começam no dia 11 de agosto. Os eventos, como oficinas e palestras magnas (para cerca de 800 pessoas), tratarão de temas diversos como e-commerce, inovação e tecnologia, qualidade e meio ambiente, marketing, crédito e capital de risco, finanças, agronegócio, tendências e oportunidades, dekasseguis e empreendedorismo, também acontecem no CEEL.

Nacional o it u c

do ira Fe

Emp r e e n

r 20 08

Revista soluções sebrae 9

do de

Ci r

O diretor-superintendente da geração de oportunidades de nedo Sebrae no Paraná, gócios. “Criamos um edital em que Allan Marcelo de Campos vamos selecionar 80 expositores que realmente possam gerar novas oportu- res ou novos fornecedores. Serão 200 Costa, no lançamento da nidades. Um dos critérios, por exem- caravanas que virão de todo o Estado, Feira do Empreendedor plo, é a clareza com que a oportuni- além de termos enviado cerca de 400 2008 em Londrina. dade é apresentada. De nada adianta mil convites com base no cadastro do o expositor colocar uma máSebrae”. A Feira do quina de sorvete no estande, Outro diferencial da Empreendedor Feira serão os investie quem estiver na Feira não tem o objetivo mentos na modernizaentender se aquela máquina de fomentar o ção do layout e no uso está à venda ou se é para ele simplesmente comprar um desenvolvimento e de novas tecnologias. sorvete”, aponta o consultor para isso é preciso “Teremos uma rádio indo Sebrae e coordenador da estimular novas terna para facilitar a comissão de organização da idéias, novos comunicação e Feira, André Basso. “QueO circuito da Feira do empreendimentos quem estiver remos que o empresário, ou Empreendedor já tem calendário e criar na Feira vai futuro empresário, ao andar oportunidades ser convidefinido para 2008. O evento que pelos estandes pare e pense: de negócios. dado a haleva capacitação e oportunidades de ‘é isso que eu quero fazer’”, bilitar seu negócios será realizado em 12 cidades completa André. das cinco regiões do País. São elas: O edital fica aberto até dia 30 de maio para empresas de Mossoró - RN todo o Brasil que poderão participar Aracaju - SE Campo Grande – MS 19 a 22 de novembro 28 a 31 de agosto como expositores na Feira gratuita3 a 6 de julho mente. Vale destacar que o nível de Porto Alegre - RS Belo Horizonte - MG Belém - PA inovação também contará pontos a 20 a 23 de novembro 02 a 05 de setembro 9 a 13 de julho favor da escolha, além de propostas que sejam adequadas aos empresários Palmas - TO Fortaleza - CE de micro e pequenas empresas. So18 a 21 de setembro 23 a 26 de julho bre a dimensão do público esperado, André Basso explica que “por ser Caruaru - PE Londrina - PR uma grande oportunidade de expandir 23 a 26 de outubro 14 a 17 de agosto mercado, será muito vantajoso se tornar expositor. Os participantes terão Teresina - PI Florianópolis - SC grandes chances de negócios como a 5 a 9 de novembro 21 a 24 de agosto captação de novos sócios, revendedo-


Capa|Feira do Empreendedor 2008

Local Centro de Eventos de Londrina – CEEL Eventos paralelos início 11 de agosto Abertura oficial 14 de agosto (quinta-feira) 19 horas Horários de Funcionamento dias 14, 15 e 16/agosto (quinta-feira a sábado), das 14h às 22h dia 17/agosto (domingo), das 14 às 20 horas www.sebraepr.com.br/feira2008

Na foto, a entrada principal do Centro de Eventos de Londrina (CEEL), onde será realizada a Feira do Empreendedor 2008.

pessoas e é a 34ª cidade em potencial de consumo no Brasil, responsável por 7% de todo o poder de compra no Paraná. É conhecida, ainda, como um centro de referência no País nas áreas médica bluetooth para receber informações e odontológica, centro de pesquisa e atualizadas a cada momento. Também tecnologia em agronegócio e pólo universitário da Região Sul, com 15 teremos tótens eleinstituições de ensino superior. trônicos fazendo a Os participantes Desde 1994, o Sebrae Naciosinalização, além de terão grandes nal realiza anualmente a Feira do redes wi-fi”, comple- chances de Empreendedor nos diferentes esta André. negócios como tados e regiões por meio de um O consultor do a captação de circuito nacional. Já aconteceram Sebrae também ex- novos sócios, mais de 80 edições com mais de plica que a escolha revendedores 1,5 milhão de visitantes e 400 mil de Londrina, como ou novos empreendedores capacitados. O cidade-sede da Feira fornecedores. público que participa dos evendo Empreendedor, se Serão 200 tos realizados em todo o Brasil deve a uma estratécaravanas que é formado na sua maioria por gia do Sebrae Naciovirão de todo o pessoas interessadas em abrir nal em estimular a um novo negócio (49%). Outros ida do evento para o estado. 20% em média procuram a Feiinterior, de uma artira para aprimorar suas atividades culação de entidades parceiras como o Londrina Convention e outros 31% são apenas visitantes. A & Visitors Bureau, e também do de- Feira tem tido grande sucesso nos disejo da Diretoria Executiva do Sebrae ferentes estados e regiões do País. Para no Paraná. A cidade é pólo de uma ma- Londrina, o público estimado é de 12 crorregião que abrange 4,5 milhões de mil visitantes ■ 10 Revista Soluções sebrae


ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA (150 KM)

Escritórios do Sebrae no Paraná Feira do Empreendedor 2008

Londrina Londrina é uma cidade jovem que cresce a cada dia, com uma população formada por 40 etnias diferentes, provenientes de todas as partes do mundo. A isso se deve a riqueza cultural desta cidade cosmopolita que está sempre aberta a todos que a visitam. Colonizada pelos ingleses, Londrina se desenvolveu graças ao café e à dedicação de vários povos. A cidade é reconhecia pela sua excelência em telecomunicações, pelo arrojo cultural e científico, pela presença na cidade de respeitadas universidades, centros de pesquisa e empresas e pela alta qualidade de serviços prestados nas áreas médicas, científicas e tecnológicas. Localizada no norte do Estado do Paraná, Londrina é considerada a cidade da cultura, dos festivais, da agropecuária e dos grandes eventos. ● Pólo de macrorregião que abrange 4,5 milhões de pessoas; ● 34ª cidade em potencial de consumo no Brasil e responsável por 7% de todo o poder de compra de Estado do Paraná; ● Pólo Universitário importante na Região Sul, pois conta com 15 instituições de ensino superior, sendo que dentre elas destacam-se a Universidade Estadual de Londrina e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná; ● Centro de referência no País nas áreas médica e odontológica; ● Pólo de pesquisa e tecnologia no agronegócio.

Revista soluções sebrae 11


Cheques: diminua seus riscos

Muito importante para o comércio, o recebimento de cheques ainda dá motivos para muitas dores de cabeça. Saiba como evitá-las. Os primeiros registros sobre o uso de cheques, recebidos por senhores que depositavam seu ouro nas chamadas oficinas de ourives, são da Idade Média (1762, na Inglaterra). Com os problemas inerentes à

falta de fundos, não tardou muito e dativamente reduzindo o seu uso, uma legislação sobre o tema surgiu pela maior facilidade de manuseio e na França, em 1865. Daquele tempo segurança do chamado dinheiro de plástico, como são conheciaté os dias de hoje, o Embora os dos os cartões de crédito e cheque é uma ordem débito. No entanto, calculade pagamento, con- cartões hoje já se que uma taxa que varia feccionada em papel, dominem a entre 20% a 30% das vendas sobre fundos deposi- maioria das ainda é realizada pela via tados pelo emitente transações, os do pagamento em cheques. em sua conta bancá- cheques ainda são ria e um dos meios de bastante utilizados Pela importância que ainda possuem, portanto, prinpagamentos que mais porque as taxas cipalmente por facilitar as dão dor de cabeça aos cobradas pelas vendas a crédito evitando empresários. administradoras a emissão de carnês, o InaA modernização chegam a 4% do demp – Instituto Nacional dos bancos e do co- valor. de Defesa dos Empresários, mércio pela inforcom sede em Brasília, elabomatização vem gra12 Revista Soluções sebrae


Serviço|Diminua seus riscos com cheques rou e está divulgando uma série de chegam a 4% do valor da compra, dicas para reduzir os riscos do “ca- descontados do lojista. Então muilote”, e as maneiras do comerciante tos preferem receber cheques préevitar os prejuízos, recebendo as dí- datados”. vidas originárias de cheques devolDe fato, os números da Serasa vidos por falta de fundos pelas vias comprovam isso, mas embutem uma legais. boa notícia. No primeiro trimestre O diretor-executivo do Inademp, de 2008, o volume de cheques deJosé Carlos Lino Costa, explica, por volvidos por insuficiência de fundos exemplo, que “quando o empresário a cada mil compensados diminuiu cobrar de seus clientes os valores 2,9% em relação aos três primeiros envolvidos em cheques devolvidos, meses de 2007. Houve 19,8 cheques a medida cabível con- O problema maior é devolvidos por mil comtra o inadimplente será que juridicamente pensados no acumulado de uma ação de execução um cheque tem janeiro a março de 2008, ou uma ação monitó- poucas garantias ante 20,4 no mesmo peria, mas nunca um proríodo de 2007. No total, efetivas de cedimento criminal”. foram 359,61 milhões de Segundo ele, embora recuperação, é cheques compensados em os cartões hoje já do- muito vulnerável. todo o País, no acumulado minem a maioria das Há alguma pressão dos três primeiros meses transações entre lojas dos bancos de 2008, com 7,11 mie consumidores, “os em cima do lhões. No primeiro trimescheques ainda são bas- correntista, mas tre de 2007, foram comtante utilizados por- ela é pequena. pensados 395,11 milhões que as taxas cobradas de cheques, dos quais 8,06 pelas administradoras milhões devolvidos por in-

Índice do risco de devolução de cheques Recebimentos: À Vista – 0,32% 15 dias – 0,52% 30 dias – 1,23% 60 dias – 1,59% 90 dias – 3,57% 120 dias – 5,83% 150 dias – 6,92 % 180 dias – 8,50% Fonte Serasa

Camilo Joalheiros Com duas lojas em Curitiba, uma no Shopping Crystal e outra num prédio no calçadão da Rua XV de Novembro, o comerciante Camilo Turmina está no ramo de jóias há mais de 30 anos e, para evitar perdas e a inadimplência com cheques devolvidos, adotou uma medida radical: suas joalherias há algum tempo não aceitam receber pagamentos em cheque superiores a R$ 200,00. “Com certeza reduzi meu risco de perdas ao mínimo com essa medida simples”, diz ele, acrescentando que toma todas as precauções possíveis nesse tipo de venda. “O problema maior é que juridicamente um cheque tem poucas garantias efetivas de recuperação, é muito vulnerável. Há alguma O empresário do pressão dos banramo de jóias Camilo cos em cima do Turmina: “reduzi correntista, mas meu risco de perdas ao é pequena”, diz mínimo”. Revista soluções sebrae 13

ele. “Depois, entrar na Justiça para receber valores pequenos acaba saindo muito mais caro”, acrescenta. Camilo recorda que, há alguns anos, de cada dez cheques que recebia um voltava e que hoje a sua inadimplência é quase zero porque 50% das suas vendas nas duas joalherias são feitas com cartão de crédito, com índice zero de inadimplência; 30% com cheques; 10% com carnês; e 10% são vendas à vista. “O movimento de vendas com o uso de cheques tem apresentado queda de 20% ao ano e acho que irá cair mais ainda porque uma das últimas classes a ser atingida pelo uso do cartão – a dos aposentados – agora não precisa mais usar cheques pré-datados nas suas compras. É só uma questão de tempo para o movimento com cheques ficar irrisório”, conclui.


Serviço|Diminua seus riscos com cheques suficiência de fundos. Para a Serasa, a inadimplência com o uso de cheques caiu devido às melhores condições do consumidor, em termos de emprego e renda e porque a maior oferta de crédito a prazos cada vez mais longos tem facilitado a organização financeira de parte dos consumidores. Além disso, o crescimento de outras modalidades de financiamento está absorvendo a inadimplência antes verificada no cheque. O recorde histórico de devoluções ocorreu em março de 2006, quando foram alcançados, para cada mil compensados, 24,3 cheques devolvidos. Os franceses dizem que a palavra cheque é originária da expressão inglesa to check – verificar, conferir e os ingleses dizem que é do fran-

cês ichiquier, tabuleiro de xadrez, que o Inademp elaborou. Abaixo, as correspondendo ao formato das me- mais importantes: ● O cheque é um meio de pagasas usadas pelos banqueiros. Seja mento à vista, disciplinado como for, ainda vai pela Lei n° 7.357/85. demorar para perder Foram 359,1 ● A aceitação do chesua importância nas milhões de que não é obrigatória pelo relações comerciais. cheques comerciante, mas uma vez Em março passado, compensados que aceite este meio de paos cheques sem fungamento deverá fazê-lo a dos tiveram o maior em todo o Brasil, todos os clientes, não popeso na inadimplên- no cumulado dendo fazer discriminação cia dos consumidores dos três de qualquer espécie ao consegundo a Serasa. O primeiros meses sumidor, como exigir tempo segundo maior índice de 2008. mínimo de conta corrente, na representatividade ou só aceitar as modalidades da inadimplência de de cheque “especiais”. pessoa física ficou ● Para receber o cheque é lícito com as dívidas com cartões de crédito e em terceiro com as financei- ao comerciante exigir um cadastro prévio do consumidor, exigir os doras. Por isso a importância das dicas cumentos pessoais do cliente, fazer

Como receber cheques com segurança ● Confira se o cheque foi corretamente preenchido. ● Solicite ao cliente a apresentação do cartão do banco e do documento de identidade - original ou cópia autenticada.

● Anote no verso do cheque os números de telefone e do RG do emitente. Se necessário, ligue no ato para confirmar a validade do telefone informado. Persistindo a dúvida, condicione a venda à prévia compensação do cheque. ● Tenha muito cuidado ao receber cheques previamente preenchidos e assinados.

● Confira os números do RG e do CPF e a assinatura que estão no cheque com os que constam em outros documentos e no cartão do banco. ● Verifique se a foto no documento é do emitente ou se tem sinal de adulteração. ● Consulte uma das centrais de proteção aos cheques - Serasa, SPC ou outra de sua preferência. Elas possuem informações sobre emitentes de cheques sem fundos cadastrados no Banco Central (CCF), de cheques sustados e cancelados por roubo ou outras irregularidades, a exemplo de CPFs que tenham sido cancelados pela Receita Federal. Em caso de desconfiança, solicite ao emitente que assine também no verso do cheque e compare as assinaturas.

● Não aceite cheques rasurados. Eles podem ser devolvidos pelos bancos. ● Se o cheque estiver amarelado, envelhecido ou desgastado, desconfie, pois pode ser de conta inativa ou encerrada. ● Tome essas precauções mesmo com cheques de pequeno valor. Redobre a cautela no caso de cheques pré-datados. Lembre-se que cheque pré-datado é concessão de crédito, exigindo, portanto, maiores informações sobre o emitente. ● Explique sempre que os procedimentos adotados têm por objetivo proteger pessoas honestas como ele, evitando a circulação de cheques roubados e falsificados.

14 Revista Soluções sebrae


consulta dos dados do cliente e do cheque junto ao SPC, SERASA, CADIN, etc, e só vender a quem não tenha restrição. ● Os cheques podem ser preenchidos com caneta de qualquer cor, porém na microfilmagem só azul ou preto aparecem, e se ficar ilegível o banco pode recusar o pagamento. Na dúvida não use outras cores. ● Um cheque pré-datado recebido pelo comerciante, caracteriza um contrato tácito com o cliente de que ele só poderá ser depositado na data descrita no cheque. Seu depósito antecipado constituirá quebra de contrato e sujeitará o lojista a responder por danos materiais e morais. ● O prazo para apresentação do cheque ao banco é de 30 dias se emitido na mesma cidade e 60 dias se emitido em cidade diferente. Em 6 meses o cheque prescreve para execução judicial, porém o lojista ainda terá 10 (dez) anos para receber o cheque através de uma ação normal de cobrança, onde deverá

juntar além do cheque o motivo da dívida (nota fiscal, por exemplo). ● O protesto do cheque não é obrigatório para posterior ação judicial, porém se o comerciante desejar fazêlo deverá respeitar os prazos de 30 (trinta) dias se o cheque for da mesma cidade e 60 (sessenta) dias se o cheque for de outra cidade.

● O comerciante deve estar atento com cheques de conta conjunta, pois os Tribunais já decidiram que só quem emitiu o cheque responde por ele ou pode ser negativado junto ao CCF, SPC, SERASA etc. Se o cotitular for cobrado por um cheque que não emitiu, poderá processar o comerciante por danos morais ■

ADS Calçados e Confecções A irresponsabilidade de algu- brar os cuidados porque, para nós, mas instituições financeiras na o cheque ainda é importante fator hora de cumprir metas de abertu- de venda a prazo. Em cidades peras de novas contas com direito à quenas há ainda muita gente que farta e desatenta distribuição de ta- tem receio do cartão de crédito”, lonários de cheques trouxe, há al- acrescenta. guns anos, tantos problemas para Atualmente, a empresa registra os comerciantes de Pato Branco, uma média de um cheque devolno sudoeste do Paraná, vido para cada 30 ao ponto da Câmara de Tivemos de operações realizaDirigentes Lojistas local redobrar os das e Denise conta ter de intervir e solicitar à cuidados porque, que um dos pontos instituição que avaliasse da para nós, o fundamentais melhor para quem estava redução da inadimcheque ainda é fornecendo os talonários. importante plência por essa via “De cada dez cheques fator de venda a foi a participação que recebíamos, cinco prazo. Em cidades deles no prograestavam voltando e com pequenas há ma VarejoMAIS – poucas chances de não ainda muita Mais Vendas, Mais resultar em prejuízos”, gente que tem Competitividade, conta Denise Schmaepelo receio do cartão executado decke, que junto com o Sebrae em parcede crédito. irmão Alexandre dirige ria com o Sistema o empreendimento Fecomércio. “Foi fundado pelos fundamental porpais há 36 anos na que aprendemos a lidar melhor cidade – a ADS Cal- com a área financeira em termos çados e Confecções. de vendas. Foi muito importante “Tivemos de redo- aprender a fazer uma melhor análise do crédito e do perfil do cliente. Conseguimos muito mais profundidade nas informações e nisso o VarejoMAIS colaborou bastante”, A empresária conta ela. Hoje 20% das vendas da Denise ADS Calçados e Confecções são Schmaedecke: “De realizadas via cheque, 30% via cada dez cheques cartão de crédito, 40% via carnês que recebíamos, e 10% são vendas à vista. cinco estavam voltando”.

Revista soluções sebrae 15


Inovação|Agentes Locais de Inovação

Agentes do crescimento econômico O Sebrae no Paraná deu início, no dia 5 de maio, ao projeto-piloto ‘Agentes Locais de Inovação’. A estratégia é informar micro e pequenas empresas sobre a importância da inovação na gestão empresarial, para alcançar novos patamares de desenvolvimento e competitividade. O que é, afinal de contas, inovação? Diferente do que pensamos em um primeiro momento, inovação não se refere apenas àquelas invenções

revolucionárias que promoveram mudanças históricas de paradigmas. A inovação pode se dar pela simples melhoria de um processo, de uma forma de pensar e agir, e que pode gradualmente agregar valor a produtos já existentes e a competitividade. A Índia, por exemplo, acabou de se converter no maior exportador de medicamentos genéricos e o segundo de software, criando mais de 1 milhão de empregos diretos de alto valor. Tudo graças a uma mudança estratégica focada na inovação. Não é à toa que a economia da Índia, uma das novas locomotivas do mundo globalizado, vem mantendo uma média de crescimento do PIB de 9% anuais - o Brasil cresceu em média 3,6% nos últimos anos. Um exemplo mais nítido do que faz

esse país asiático é que, há cerca de seis Capacitação dos agentes locais anos, começou a criar uma série de mede inovação: profissionais canismos para atingir a inovação e, entre graduados em administração eles, um que teve destaque foi o emprego de agentes que levariam conhecimento e engenharias, formados por a determinados setores, possibilitando um período máximo de até uma maior produtividade. Para isso o três anos. território indiano foi dividido em cinco mil pedaços e para cada localidade foram selecionados e capacitados agentes ‘Agentes Locais de Inovação’. Contando com a parceria do Sebrae Nacional e locais de inovação. Esse tipo de estratégia foi impor- da Fundação Araucária, e com o apoio tante porque na Índia, assim como no da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Brasil, os centros tecnológicos, as uni- Ensino Superior do Estado do Paraná, a versidades e uma série de outras insti- estratégia é informar micro e pequenas empresas sobre a importância tuições que têm o co- Foi feita uma de inserir a inovação na gestão nhecimento não estão seleção entre empresarial e, com isso, permitir distribuídas por todo o território de maneira 1.250 profissionais que as empresas alcancem novos patamares de desenvolvimento e homogênea. Elas estão inscritos, dentre predominantemente os quais chegamos competitividade. O lançamento marcou o inínas capitais ou em cen- aos 40 que aqui cio da capacitação dos agentes tros mais avançados. estão hoje e locais de inovação, profissionais Por isso, o papel do começam a se agente de levar o mun- preparar para atuar graduados em administração e engenharias, formados por um do do conhecimento às nas empresas. empresas foi tão signi- Queremos atender, período máximo de até três anos, para sensibilizar empresários ficativo. de micro e pequenas empresas Com o mesmo en- assim, em torno tusiasmo do país lá do de 1.500 empresas sobre a cultura da inovação e a necessidade de investir soluções outro lado do mundo, paranaenses que o Sebrae no Paraná terão mais acesso à inovadoras ligadas à gestão, desenvolvimento de produtos, prodeu início, no dia 5 de inovação. cessos e serviços. “Foi feita uma maio, ao projeto-piloto seleção entre 1.250 profissionais

16 Revista Soluções sebrae


Atuação do Projeto-Piloto

inscritos, dentre os quais chegamos aos das empresas e do sistema de edu40 que aqui estão hoje e começam a se cação, pode tornar sustentável esse preparar para atuar nas empresas. Que- processo. Estamos falando de uma remos atender, assim, em torno de 1.500 nova mentalidade, de uma mudança empresas paranaenses que terão mais que não é puramente econômica nem acesso à inovação”, diz o diretor-técnico política - é cultural também. O Brado Sebrae no Paraná, Julio Cezar Agos- sil precisa se transformar no Brasil da Inovação Tecnológica, sob pena tini, no início da capacitação. Já o diretor-técnico do Sebrae Na- de perdermos novamente a oporcional, Luiz Carlos Barboza, que tam- tunidade de assegurar competitibém estava presente no lançamento, vidade à nossa economia ■ salientou a importância desses agentes como um canal de comunicação entre os empresários Aprendizagem e o meio acadêmico. “Vocês O engenheiro agrônomo Pedro serão os interlocutores entre esHenrique Ferroni é um dos ses dois mundos, o da micro e participantes que está sendo pequena empresa e o mundo do conhecimento. O desafio para o capacitado para se tornar desenvolvimento é como transAgente Local de Inovação formar o conhecimento em deem Jacarezinho: cisões apropriadas para que as “Para mim, empresas sejam bem-sucedidas profissionalmente, é no mercado.” uma escola. Você precisa Agora que a indústria brasidessa aprendizagem de leira dá sinais de reaquecimento, empreendedorismo e temos uma oportunidade e um inovação para o futuro desafio pela frente: sustentabilidade. Só a inovação tecnológica na carreira” . incessante, incorporada à rotina

Revista soluções sebrae 17

O projeto será primeiramente implantado no Paraná e Distrito Federal e está incluído na prioridade do Sebrae em aumentar o número de micro e pequenas empresas inovadoras no País. No Distrito Federal, o atendimento do Programa será focado em empresas da área de construção civil, vestuário e confecção, açougues, mercearias e verdurões. No Paraná, o atendimento será na área de construção civil, vestuário e alimentos. “Escolhemos esses três setores porque são considerados estruturantes dentro da economia do Estado, pois possuem uma alta densidade econômica e social. Além de existir uma boa distribuição espacial desses três setores”, diz o coordenador estadual do Programa e consultor do Sebrae no Paraná, Olávio Schoenau. “O que queremos é que o empresário passe a tratar a questão da inovação como algo rotineiro, assim como ele faz a gestão de recursos humanos e da produção”, completa o coordenador. Cerca de 20 municípios paranaenses serão atendidos pelos agentes locais de inovação que irão a campo após a capacitação. Entre as atividades, está a elaboração de um diagnóstico, que vai identificar qual é o estágio de inovação da empresa e o desenvolvimento de um plano de ação, estruturado com o empresário, para implantar soluções inovadoras no ambiente empresarial, e ainda, auxiliar na aproximação dos empresários junto a entidades de fomento em tecnologia. Todo o trabalho dos agentes locais de inovação será monitorado por técnicos do Sebrae. A execução das atividades do projeto-piloto ‘Agentes Locais de Inovação’ está prevista para acontecer em um ano, período no qual cada agente local de inovação ficará responsável por atender 50 empresas. Após esse período, os resultados do projeto-piloto serão avaliados e esse levantamento servirá de base para analisar a viabilidade de ampliação do projetopiloto em outros estados brasileiros.


Jovens Empreendedores|Da escola para a empresa

Da escola para a empresa

Seja no ensino fundamental, no ensino médio ou na universidade, o Sebrae está presente na criação de uma cultura empreendedora, mostrando aos jovens que eles podem inventar o seu próprio trabalho e potencializar suas características empreendedoras.

Como insistem os franceses, a primeira tarefa para se estimular uma cultura empreendedora condição essencial para a dinamização da economia - é desenvolver um esprit d’enterprise. E deve ser estimulado desde cedo, ainda nos meados da vida acadêmica e não apenas quando se inicia no mercado de trabalho. Com esse norteador, o Sebrae no Paraná vem desenvolvendo alguns programas como a Agência Juvenil de Empreendedorismo, o Desafio Sebrae e o Programa Jovem Empreendedor, realizados em vários municípios do Estado. “Atualmente são mais de 10 mil jovens participando desses três

programas e temos a certeza que aqueles que passaram ou estão envolvidos são jovens diferenciados, exatamente porque tiveram a oportunidade de aprender a pensar e aprender a agir como empreendedor. Isso faz a diferença”, conta Agnaldo Castanharo, gerente da Unidade de Apoio a Projetos do Sebrae no Paraná. “Sabemos que hoje, as empresas têm muita dificuldade em criar novas vagas de emprego. Esses programas buscam mostrar aos jovens que eles podem criar o seu próprio trabalho e potencializar as características empreendedoras que possuem. Assim eles podem planejar e criar pequena empresa, produzindo, definindo estratégias, reao seu próprio futuAtualmente são lizando negócios e admiro”, completa. mais de 10 mil nistrando. “Em parceria O Programa Jojovens participando com as prefeituras municivens Empreendedesses três pais e escolas, capacitamos dores visa desenprogramas e professores para que esses volver habilidades temos a certeza repassem aos seus alunos empreendedoras que aqueles que as características do comainda no período passaram ou portamento empreendedor. escolar. Durante o estão envolvidos Cerca de 100 municípios já programa, os alusão jovens participaram desse Progranos têm a oportunidiferenciados. ma e hoje está sendo reesdade de vivenciar truturado para chegarmos a rotina de uma 18 Revista Soluções sebrae


Desafio universitário - Acadêmicos têm a oportunidade de aprender com jogo virtual

O Desafio Sebrae leva aos universitários a oportunidade de conhecerem na prática a vivência do dia-a-dia empresarial. Os alunos enfrentam condições corriqueiras na vida de um empresário, como a tomada de decisões, os investimentos em matéria-prima e infraestrutura, a contratação de mão-de-obra, etc.

a 120 cidades”, diz Castanharo. Outra ação do Sebrae no Paraná nesse sentido é a Agência Juvenil, um programa em parceria com Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC) e que conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em que jovens são qualificados para que possam gerenciar relações e competências individuais e coletivas, necessárias no mercado de trabalho e também promover o capital Revista soluções sebrae 19

social em suas comunidades, nas quais eles posteriormente poderão atuar repassando conceitos aprendidos a outros jovens. “Os jovens deslumbram novas oportunidades, têm acesso a informações, criando uma nova visão que será fundamental no ingresso ao mercado de trabalho, tanto como donos de um negócio como repassadores dos conceitos de empreendedorismo”, ressalta o consultor na Regional Noroeste do Sebrae, Joversi Rezende.


Jovens Empreendedores|Da escola para a empresa

Feira do Empreendedor Dom Bosco Parceria do Sebrae no Paraná com Dom Bosco oferece aos alunos formação diferenciada, disseminando a cultura empreendedora.

Alunos do Primeiro Grau do Colégio Dom Bosco: empreendedorismo desde criança.

O Programa Dom Empreendedor, uma parceria do Sebrae no Paraná com a instituição de ensino Dom Bosco, oferece aos alunos uma formação completa e diferenciada, onde empreender é tão importante quanto aprender. O objetivo do projeto é disseminar a cultura empreendedora entre os estudantes do ensino fundamental, a fim de despertar nesses alunos a iniciativa na busca de possibilidades de inserção no mercado de trabalho, por meio da criação de seus próprios negócios. Utilizando metodologia desenvolvida pelo Sebrae,

E quem não co- Foi com o jogo como a participação foi signhece o Desafio que percebi que nificativa para sua carreira Sebrae, o maior poderia abrir profissional. “Desde os 16 jogo virtual de em- muito mais meus anos eu sempre trabalhei preendedorismo do horizontes... com vendas, e com muito mundo? Esse talvez ...No começo foi sucesso na minha atividade. seja o Programa que uma brincadeira, Mas foi com o jogo que eu mais mobiliza jovens mas a partir das percebi que poderia abrir empreendedores no primeiras decisões, muito mais meus horizonBrasil. Agora, no fi- começamos a tes. Poderia buscar novas nal de abril, o Esta- nos engajar e a habilidades de atuação, me do ficou em segun- própria experiência aperfeiçoar. No começo foi do lugar com maior vivenciada fez uma brincadeira, mas a parnúmero de inscritos com que a gente tir das primeiras decisões, (12.165 candidatos), pensasse diferente. começamos a nos engajar e bem acima das exa própria experiência vivenpectativas, já que ciada fez com que a gente em 2007 foram quapensasse diferente”. Hoje se 8 mil inscrições. Fábio Rodri- Fábio é coordenador de vendas em gues Carlos, um dos ganhadores uma loja de ferragens e dá aula de da etapa estadual de 2003, lembra administração no Senai, além de 20 Revista Soluções sebrae

que contempla a vivência do aluno em cada fase do curso, o programa de empreendedorismo foi implantado pela primeira vez em uma escola do Paraná, no início de 2005, nas sedes do Colégio Dom Bosco, em Curitiba, e hoje já chega ao Brasil inteiro. Na Feira do Empreendedor Dom Bosco, que faz parte do Programa Dom Empreendedor, foram realizadas atividades específicas para cada uma das séries do ensino fundamental. Na 1ª série (Doce Mundo das Balas), as crianças conheceram o empreendedorismo e as eta-

fazer um MBA em Gestão Empresarial. “O Desafio Sebrae leva aos universitários a oportunidade de conhecerem na prática a vivência do dia a dia empresarial. Os alunos enfrentam condições corriqueiras na vida de um empresário, como a tomada de decisões, os investimentos em matéria-prima e infraestrutura, a contratação de mão de obra especializada, a formulação dos preços de custo e venda dos produtos, além das variantes que o mercado oferece no dia a dia empresarial. E os obstáculos estão aí para serem superados. Quem enxerga essas barreiras e busca ir além está mais apto a vencer”, destaca a consultora do Sebrae, Maria Ozélia de Souza, coordenadora estadual do Desafio Sebrae no Paraná ■


pas de um Plano de Negócios, vivendo dora de gibis. As crianças o processo de montagem de uma loja de tiveram oportunidade de balas. O tema trabalhou com compras, vivenciar o processo de vendas e manipulação de dinheiro, que planejamento e funcionamento da emdespertam interesse nessa faixa etária. O objetivo presa. Na 5ª série Na 2ª série (Mundo do projeto é (Quem Sabe Faz do Faz de Conta), as disseminar a Hora), o objeto do negócio foi a crianças conheceram a cultura montagem de um o empreendedorismo e empreendedora produto artesanal as etapas de um plano entre os jovens de (relógio), com o de negócios, vivendo 1ª a 8ª séries, a objetivo de deo processo e a monfim de despertar senvolver o emtagem de uma Oficinos alunos a preendedorismo na de Divertimentos iniciativa na busca e a criatividade onde os brinquedos, elaborados com matede possibilidades dos alunos. Na 6ª rial reciclável, foram de inserção no série (Oficina de comercializados na úlmercado de Estamparia), foram trabalhados, com mais detalhes, todos os itens tima Feira. Na 3ª série trabalho, por meio do plano de negócio e seus aspec(Praticando a Natureda criação de seus tos comportamentais (motivação, za), os alunos montapróprios negócios. iniciativa e tomada de decisão) ram uma feira de proe os alunos confeccionaram cadutos naturais, frutas, misetas. Na 7ª série (Showroom legumes, hortaliças e sucos na escola onde aprenderam sobre do Papel), foram trabalhadas questões clientes, concorrentes e produtos. Na 4ª relativas ao meio ambiente, relacionansérie (Locadora de Gibis), sensibilizou- do este assunto com os tipos de negóse as crianças sobre o empreendedoris- cios sobre reciclagem de papel. Neste mo, por meio da montagem de uma loca- processo, os alunos aprenderam a criar

Fábio Rodrigues Carlos, um dos ganhadores da etapa estadual: “a própria experiência vivenciada fez com 21 queRevista a gentesoluções pensassesebrae diferente”.

papeis de carta, porta-retratos e cadernetas de papel reciclado. E na 8ª série (Desenvolvendo empreendedores), o foco, neste último módulo, foi o desenvolvimento da iniciativa do aluno. Diferentemente das outras etapas, o próprio grupo decidiu sobre o ramo de atuação do negócio. A partir de uma idéia individual ou coletiva, os alunos trabalharam todas as fases, até a conclusão do plano de negócios.


Moda&Negócios|Paraná Business Collection

No ‘mapa’ da moda e dos bons negócios Com perspectivas de crescimento no número de negócios, o II Paraná Business Collection, de 28 de julho a 1º de agosto, pretende dar representatividade ainda maior à moda paranaense no cenário nacional e internacional. As 150 milhões de peças produzidas por ano já transformam o Paraná num dos maiores pólos nacionais de produção da indústria da confecção – só perde para São Paulo. Já a

Foto: divulgação

última semana de julho, no entanto, deverá conferir também ao Estado o título de pólo produtor de moda. A

expectativa sobre a data é do Sebrae quando foram fechados R$ 2,5 mino Paraná, do Conselho Setorial de lhões em negócios, e cerca de 15 mil pessoas circularam no evenModa do Paraná e da to. “Este ano a idéia é mulFederação das Indús- O Paraná Business tiplicar exponencialmente trias do Estado do Pa- Collection é uma esses números, já que esraná (FIEP), respon- ação integrada tamos fazendo um trabalho sáveis pelo II Paraná entre as várias ainda maior de seleção dos Business Collection, regiões que compradores. Queremos ter que acontece de 28 compõem o certeza de que aqueles que de julho a 1º de agos- ‘mapa’ da moda forem escolhidos serão os to em Curitiba, no paranaense e mais qualificados para o Centro de Conven- dará sustentação perfil de expositores. Acreções Horácio Sabino às conquistas já ditamos assim que a geraCoimbra (CIETEP). alcançadas pelo O evento, que con- setor do vestuário. ção de negócios vai ser uma grande surpresa”, avalia o grega marcas de todo coordenador estadual do o Paraná, pretende superar os números do ano passado, Vestuário do Sebrae no Paraná e coordenador da Comissão de Business do evento, Edvaldo Corrêa. A partir dessa seleção, serão trazidos 140 compradores, dentre os quais 40 serão VIPs – o ano passado foram 23 VIPs – além de alguns jornalistas e compradores internacionais, selecionados em parceria com a ABIT (Associação Brasileira O diretor de Administração e da Indústria Têxtil e de Confecção). Finanças do Sebrae no Paraná, “O Paraná Business Collection é Vitor Roberto Tioqueta: uma ação integrada entre as várias “O evento é uma ação regiões que compõem o ‘mapa’ da integrada entre as várias moda paranaense e dará sustentaregiões que compõem o ‘mapa’ ção às conquistas já alcançadas pelo da Moda Paranaense”. setor do vestuário, além de ampliar 22 Revista Soluções sebrae


Foto: Daniel Sorrentino

Negócios

suas perspectivas de crescimento, dando uma representatividade ainda maior no cenário nacional e internacional”, ressalta o diretor de Administração e Finanças do Sebrae no Paraná, Vitor Roberto Tioqueta. Além dos desfiles de grifes paranaenses, empresas importantes do setor terão sua produção apresentada no show-room de negócios do II Paraná Business Collection, incluindo os segmentos de moda feminina, masculina, infantil, bebê, lingerie, fitness, malharia, moda praia, kids, entre outros. “O evento vem com o propósito de tratar única e exclusivamente da moda do Paraná. E como é possível isso? Porque temos no pólo do Estado produção em todos os segmentos. É um evento tipicamente paranaense”, explica Paulo Martins, um dos coordenadores gerais do evento. “Dentro desse formato, poderemos mostrar para o varejista paranaense que é mais vantajoso comprar de marcas do seu estado, pela qualidade, diversidade e competitividade, além de não precisar viajar para outro estado”, completa.

Outra novidade do II Paraná Business Collection vai ser a parceria com o maior evento de negócios de moda do País. “O apoio do Sebrae no Rio de Janeiro, que organiza o Fashion Business, que é sem dúvida o principal evento de negócios no País dentro do modelo que nós pretendemos, vai ser significativo para

V Prêmio João Turin de moda O V Prêmio João Turin de Incentivo aos Novos Designers de Moda, que vai ser realizado paralelamente ao II Paraná Business Collection, é um concurso direcionado aos estudantes dos cursos de Moda - Superior e Profissionalizante - de todo o Paraná. O tema desta edição é A MODA É A NOSSA BANDEIRA e a inspiração é a bandeira do Estado do Paraná. A final do concurso será com desfile temático. Os trabalhos dos doze finalistas serão apresentados na passarela do II Paraná Business Collection. A idealização e coordenação do Prêmio é de Nereide Michel e Paulo Martins.

Revista soluções sebrae 23

Na foto, o show-room da edição do ano passado: empresas importantes do setor terão suas produções apresentadas no espaço de negócios do II Paraná Business Collection, incluindo os segmentos de moda feminina, masculina, infantil, bebê, lingerie, fitness, malharia, moda praia, kids, entre outros.


Moda&Negócios|Paraná Business Collection o Paraná Business Collection, agre- necessidade de aproveitar a ocasião gando muito em termos de know- para estimular a pesquisa de temas da nossa cultura. “Teremos o ciclo how”, diz Edvaldo Corrêa. Mas não é só com o glamour de palestras e de atualização em das passarelas e com Vamos ter também moda, em que vamos trazer profissionais da área de o clima de business uma oficina de comunicação, marketing e que o II Paraná Bu- criação para os varejo”, conta Nereide Misiness Collection vai participantes chel, também coordenadotrabalhar. O foco será formados em ra geral do II Paraná Butambém a geração de moda, para dar siness Collection. “Vamos conhecimento com os a oportunidade ter também uma oficina de eventos paralelos. O de um criação para os participanParaná conta com mais aperfeiçoamento tes formados em moda, de dez faculdades e maior, além da 5ª para dar a oportunidade escolas profissionali- edição do Prêmio de um aperfeiçoamento zantes com cursos di- João Turin, que maior, além da 5ª edição recionados à formação vai mobilizar toda do Prêmio João Turin, de designers e de mão a área acadêmica que vai mobilizar toda de obra especializada de moda que é a área acadêmica de para o setor do vestu- justamente onde moda que é justamente ário e que formam to- está sendo gerado onde estão sendo gerados os anos profissio- os novos talentos. dos os novos talentos”, nais para o mercado da completa Nereide ■ confecção. Por isso a

Curitiba é conhecida internacionalmente pelos seus atrativos que incluem pontos de interesse na área da cultura, arte, design e também como cidade-referência em qualidade de vida e estilo. A capital paranaense, por si só, já é um chamariz para compradores, além de responder, junto com Região Metropolitana, por um mercado significativo para o varejo. “Quando houve todo esse empenho de fazer um grande evento de moda paranaense a escolha recaiu sobre Curitiba. É uma cidade muito forte, que agrega muito a moda, que dialoga com Cultura e Design”, diz Nereide Michel.

Além disso, a capital do Estado é ponto de convergência natural de empresários da área da confecção de todo o Paraná e o centro de tomada de decisões por parte de administradores e gerenciadores. Conta ainda com infra-estrutura privilegiada e com ampla rede hoteleira para atender visitantes e convidados de acordo com suas necessidades.

A moda paranaense vai brilhar nas passarelas do II Paraná Business Collection.

Curitiba: “Uma cidade muito forte, que agrega muito a moda e que dialoga com Cultura e Design”.

24 Revista Soluções sebrae

Foto: Ricardo Pacak

A escolha do local


Artigo

José Cezar Castanhar é engenheiro civil, Doutor em Gestão e professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

A obtenção do “Grau de Investimento” pelo Brasil:

qual foi a contribuição das micro, pequenas e médias empresas e quais as conseqüências dessas mudanças?

A notícia econômica mais festejada e discutida nas últimas semanas foi a atribuição do “Grau de Investimento” ao Brasil pela agência de avaliação de riscos Standard & Poor. Essa classificação é, no fundo, uma espécie de aval ou “certificação” sobre a qualidade da economia brasileira, especialmente no que toca à sua capacidade de cumprir compromissos externos. Foi ressaltado no noticiário que a nova classificação deverá ter como principal conseqüência positiva a possibilidade de atrair mais capital estrangeiro para aplicar no Brasil e mais interesse dos investidores estrangeiros em comprar títulos do País (emitidos pelo próprio governo ou por empresas privadas) nos mercados internacionais. As análises sobre a notícia associam a obtenção da classificação às melhorias nos chamados indicadores macroeconômicos que possibilitaram ao País receber a nova classificação. Entre esses indicadores destacam-se: o elevado volume das reservas internacionais, a manutenção da inflação em níveis controlados, a dívida

pública numa trajetória positiva e a reto- mais simples e flexíveis, essas empresas mada de um crescimento mais robusto, têm, em geral, maior capacidade para enespecialmente a partir de 2007. O que as frentar crises conjunturais, funcionando análises sobre a notícia não mencionam como uma espécie de “rede de proteção” é que essas melhorias macroeconômicas em momentos de desaceleração do cresresultam de contribuições contínuas do cimento. Constata-se, assim, que as misistema empresarial brasileiro, no qual as cro, pequenas e médias empresas tiveram micro, pequenas e médias empresas têm uma importante participação na melhoria de todos os itens que permitiram ao Brasil um papel importante e estratégico. Em primeiro lugar, cabe lembrar que receber o tão aguardado “Grau de Investimento”. as micro, pequenas e médias Essas melhorias Espera-se que as micro, empresas dão uma contrimacroeconômicas pequenas e médias emprebuição importante para o resultam de sas possam se beneficiar comércio exterior brasileiro, seja diretamente, em setocontribuições desse novo status do Brasil res em que essas empresas contínuas do nos mercados internaciopredominam (como móveis, sistema empresarial nais. Esse benefício pode resultar de uma redução do calçados, vestuário, agronebrasileiro, no custo de capital para essas gócio), seja indiretamente, qual as micro, empresas, do aumento da participando das cadeias pequenas e médias disponibilidade de recurprodutivas de setores em que predominam grandes empresas têm um sos para as mesmas e de empresas (como a indústria papel importante e investimentos públicos ou automobilística e metal-meestratégico. privados em infra-estrutura que possam melhorar a sua cânico). Em segundo lugar, competitividade para partias micro, pequenas e médias cipar tanto do mercado inempresas contribuem para o controle da inflação porque tornam o am- terno como dos mercados internacionais. biente econômico mais competitivo, di- De fato, a melhoria da competitividade ficultando repasses de custos aos preços das micro, pequenas e médias empresas e forçando a busca contínua do aumento brasileiras deve ser um tema prioritário da produtividade. Em terceiro lugar, pelo para debate nos próximos meses. Isso fato de atuarem predominantemente em porque o “Grau de Investimento” deverá mercados destinados às classes de menor trazer, pelo menos no médio prazo, uma renda e por serem intensivas de mão de conseqüência indesejável que é a valoriobra, as micro, pequenas e médias em- zação do real em relação ao dólar, o que presas deram uma contribuição essencial tornará os produtos das empresas estranpara a geração de emprego e aceleração geiras mais baratos no mercado brasileiro recente do crescimento econômico. Além e os produtos brasileiros mais caros nos disso, por terem estruturas produtivas mercados internacionais.

Revista soluções sebrae 25


Giro pelo Estado

Desafio Sebrae é sucesso no Paraná Ao todo, são 12.165 universitários paranaenses que vão participar do maior jogo virtual de empreendedorismo do mundo. O grande número de universitários do Paraná inscritos no Desafio Sebrae 2008 foi motivo de comemoração para o Sebrae. O Estado conseguiu, mais uma vez, um recorde no número de inscrições, ficando novamente em segundo lugar no ranking nacional de inscritos. Ao todo, são 12.165 universitários paranaenses que vão participar do maior jogo virtual de empreendedorismo do mundo. Em todo o País, as inscrições ultrapassaram o número de 93 mil. Outro motivo de comemoração foi o alto índice de mobilização do Sebrae no Paraná junto aos universitários. Comparando o número de inscritos e o universo de estudantes, o Estado obteve o melhor índice de participação do Brasil. O Paraná ficou na frente de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os 12.165 paranaenses inscritos representam 3,9% de um universo de 312 mil universitários no Estado. Os 14 mil inscritos, registrados por São Paulo, representam apenas 1,27% dos 1,1 milhão de universitários naquele estado. A representatividade das instituições paranaenses de ensino, que foram parceiras no Sebrae ao estimular a participação de universitários no Desafio, também foi Estado

mais um motivo para comemorar. Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Estadual de Maringá (UEM), no noroeste do Paraná, ficou em primeiro lugar em número de inscritos do País, com 1.240 inscrições. O Centro Universitário de Maringá (Cesumar), também no noroeste, ficou com a terceira posi-

ção no ranking nacional. A posição alcançada pelo Paraná com o número de inscrições vai possibilitar que duas equipes participem da semifinal. O número de inscritos foi muito além do esperado e mobilizou todas as Regionais

do Sebrae. O total de inscrições alcançado em 2008 representa um aumento de 56% se comparado a 2007, quando o Paraná contabilizou 7.776 inscrições, o que mostra uma disseminação do jogo, importante tanto para a formação acadêmica quanto profissional dos universitários participantes. Para conseguir esse resultado no Estado, diversas ações foram feitas: cafés da manhã com representantes de universidades e instituições de ensino superior, apresentações do jogo para professores, uma festa para universitários participantes e blitze em faculdades e universidades para divulgar o Desafio. O Desafio Sebrae, que este ano tem como tema a administração de uma empresa de calçados femininos, começa no final de maio. As finais estaduais acontecem no mês de outubro e a final nacional em novembro. Em julho, a competição terá uma parada em função do calendário de férias das instituições de ensino. Durante este período, os participantes do Desafio poderão participar de cursos do Sebrae de educação à distância, a exemplo do que ocorreu em 2007. Por meio do site do Desafio (http://www.desafio. sebrae.com.br), os competidores podem acompanhar todas as etapas do jogo.

População (milhões)

Inscrições

%

Universitários

%

PR

10,1

12165

SP

40,4

14000

0,12

312000

3,90

0,03

1100000

1,27

MG

19,2

RJ

15,3

6621

0,03

466000

1,42

5064

0,03

473000

RS

10,8

7582 0,07 338000 2,24 Fonte: Levantamento do Sebrae no Paraná com base em números do IBGE.

1,07

26 Revista Soluções sebrae


Participantes da missão para Argentina e Chile: experiências de sucesso em outras realidades.

Missão Amop-Sebrae

Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) e Sebrae no Paraná levam empresários para visitas técnicas a empresas e cooperativas no Chile e Argentina.

A missão que visitou o Chile e a Argentina, coordenada pela Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) e executada pelo Sebrae no Paraná, de 24 a 29 de fevereiro passado, foi um sucesso. Foram realizadas visitas técnicas a empresas e a cooperativas em Santiago e cidades vizinhas, no Chile, e em Mendoza, no oeste da Argentina. “O objetivo dessa missão, composta por prefeitos e empresários do oeste do Paraná, foi trazer para a região experiências e conhecimento da realidade sul-americana. Temos muito em comum, soluções criativas e inovadoras que podem ser aplicadas em nossas cidades. Além disso, a missão acabou por fortalecer laços co-

merciais e de intercâmbio que já existem, principalmente em áreas ligadas à exportação via Mendoza e Chile, corredores utilizados para o comércio com países do outro lado do Oceano Pacífico e América do Norte”, avalia o consultor da Regional Oeste do Sebrae, em Cascavel, Luiz Antonio Rolim de Moura. “Mais do que uma viagem, a Amop e o Sebrae montaram um programa de capacitação onde foi possível observar administração das cidades, seus modelos urbanos, aspectos de como o turismo é explorado, a integração entre produção e turismo, gestão de cidades por geoprocessamento e formas inovadoras de apoio e desenvolvimento da micro e pequena empresa”, completa o consultor.

‘Construção Enxuta’

Empresários e profissionais da área da construção civil conheceram novos conceitos, durante workshop realizado pelo Sebrae, em Curitiba. Empresários e profissionais da área da construção civil tiveram a oportunidade de conhecer a filosofia da ‘Construção Enxuta’ no workshop ‘Lean Construction: Fundamentos, Cenários e Oportunidades’, realizado no dia 19 de março na Regional Centro-Sul do Sebrae, em Curitiba. Essa foi uma ação do Projeto Construindo o Futuro, uma parceria entre o Sebrae no Paraná, Sinduscon e Sistema Fiep que leva informações detalhadas sobre redução de custos na obra, melhorias na organização e na performance dos empreendimentos do setor. “Realizamos o workshop para que os empresários de micro e pequenas empresas possam implantar alguns processos para minimizar os desperdícios e diminuir os custos da obra, trabalhando adequadamente elementos como o excesso de produção, transporte, estoque, espera, defeitos, além de atividades desnecessárias”, diz o consultor do Sebrae no Paraná, Pedro César Rychuv. “E não é só o empresário que sai ganhando com essa aprendizagem: com menos sobras de resíduos e diminuição da má utilização de materiais, estamos também beneficiando o meio ambiente”, completa o consultor. O evento contou com a presença do engenheiro Alexander Hofacker, da Universidade de Karlsruhe, da Alemanha, e do professor Ricardo Mendes Jr., da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além da apresentação de dois casos, um de Fortaleza e outro de Porto Alegre, cidades onde teve início a implantação da filosofia da ‘Construção Enxuta’.


Giro pelo Estado

Feira Orgânica 2008 Produtores de orgânicos que participaram da rodada de negócios promovida pelo Sebrae na Feira Orgânica 2008 já se preparam para começar a fornecer para redes de supermercado. Muitos dos produtores de orgânicos que participaram da rodada de negócios promovida pelo Sebrae no terceiro dia da Feira Orgânica 2008 (de 30 a 1º de abril) já se preparam para começar a fornecer para redes de supermercado. A rodada, que aconteceu no ExpoTrade Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, fez parte da programação da Feira, inserida na Mercosuper - Feira e Convenção Paranaense de Supermercados -, e criou um cenário ideal para que os pequens produtores fizessem o primeiro contato com os supermercadistas. Além de negociações, a rodada também serviu de acesso às informações sobre o que o mercado espera dos produtos orgânicos, como deve ser a embalagem, o preço, e se é vantajoso investir nessa comercialização em varejo. “Conhecer esses fatores leva o produtor a estar mais preparado para entrar nesse mercado”, diz o consultor do Sebrae no Paraná, Rafael Tortato. No Paraná existem cerca de 5 mil produtores que se dedicam à atividade, o que resulta na produção de 45% de orgânicos no País, que hoje é de 94 mil toneladas ao ano. Para garantir crescimento nesse mercado, é preciso que o produtor atenda a uma série de requisitos de legislação, o que irá permitir o desenvolvimento de um novo modelo de agronegócio baseado na economia solidária com comércio justo e distribuição de Na foto, as rodadas de renda. negócios promovidas pelo Sebrae na Feira Orgânica 2008.

Bairro Empreendedor

Palestra de capacitação do projeto Bairro Empreendedor: até agora são 225 empresas formais e informais atendidas.

Lançado dia 26 de fevereiro em Maringá, o Programa Bairro Empreendedor já atendeu 225 empresas formais e informais que ficam no entorno de quatro grandes avenidas.

O Programa Bairro Empreendedor já levou conhecimento e orientação a diversos bairros de municípios da região noroeste do Paraná. Agora está sendo a vez de Maringá. Desde o dia 26 de fevereiro a iniciativa foi colocada em ação no município, em parceria com a Prefeitura. O objetivo é estimular a formação de novos negócios e tirar da informalidade empreendedores que ficam no entorno de quatro grandes avenidas (Mandacaru, Das Palmeiras, Kakogawa, São Judas Tadeu e Alexandre Rasgulaeff). “Estamos atendendo 225 empresas formais e informais que assinaram um termo de adesão na palestra de lançamento. Para cada cliente foi feito um diagnóstico e um plano de ação para a necessidade específica de cada um. Já as ações coletivas são oferecidas no próprio bairro onde o cliente possui seu estabelecimento. Para isso temos parcerias com escolas, associações, etc, onde realizamos as ações e as consultorias especializadas”, diz a consultora do Sebrae no Paraná e coordenadora do Projeto, Érica Sanches. Segundo a 28 Revista Soluções sebrae

consultora, essas localidades foram escolhidas, pois concentram um grande fluxo de micro e pequenas nos ramos da indústria, comércio e serviços. “Muitas empresas e empreendedores que estão na informalidade não procuram ajuda no Sebrae. Queremos bater na porta dessas pessoas e levar a elas soluções que possam contribuir no desenvolvimento desses bairros”, analisa Érica. Outra ação do Programa é o “Barracão Industrial”, que acontece nos bairros Copacabana e Requião, onde estão sendo ofertados espaços, sem custo algum, para que algumas empresas possam receber a consultoria do Sebrae. “A Prefeitura lançou um edital no ano passado e os interessados passaram por uma consultoria de viabilidade do negócio. Nos casos positivos o candidato ingressou no barracão e agora está recebendo orientação e capacitação para que seu negócio ganhe sustentabilidade e para que, em até dois anos, possa deixar o barracão e dar oportunidade para outras empresas se instalarem”, conclui ela.


Mais força e competitividade para a construção no sudoeste do Paraná

Foto: Adriano Oltramari

Empresários da construção civil da região sudoeste do Paraná agora podem ampliar a competitividade, melhorar produtos e processos e ainda ampliar sua capacidade de inovação de forma mais fácil. Foi lançado dia 22 de março, na Regional Sudoeste, em Pato Branco, o Programa de Competitividade da Cadeia da Construção Civil no Sudoeste. Na ocasião estiveram presentes mais de 80 pessoas, dentre empresários, profissionais da área e representantes de entidades. O Programa vai promover a competitividade das empre-

Integra 2008

Aconteceu entre os dias 11 e 13 de março em Londrina o Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa - Integra 2008. O destaque fica para uma rodada de negócios inédita no Estado, coordenada pelo Sebrae no Paraná.

tado, coordenada pelo Sebrae, que consistiu em encontros individuais entre representantes de instituições acadêmicas – que haviam inscrito algum ativo tecnológico, idéia ou produto passível de comercialização – e empresários interessados em suas ofertas. “Já foram fechados negócios e outros estão em andamento. O empresário e o futuro empresário que comprarem esses projetos podem estar melhorando seus processos ou até mesmo montar novas empresas”,

Aproximar a academia das empresas e as empresas da academia, tornando o conhecimento produzido nas faculdades, universidades e instituições de pesquisa aplicável à realidade empresarial. Esse foi o Integra 2008 – Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa que aconteceu entre os dias 11 e 13 de março em Londrina. Durante o evento foram apresentadas cinco palestras, quatro mesas redondas e houve a participação de 17 debatedores, além de um workshop apreRodada de Negócios sentando instrumentos de coordenada pelo apoio à inovação tecnolóSebrae no Paraná no gica e uma oficina. Outro destaque do Congresso foi Integra 2008. uma rodada inédita no EsRevista soluções sebrae 29

sas e a cooperação entre os elos da cadeia, trabalhando ações para ampliar a capacidade de inovação das empresas, a inteligência de mercado, o desenvolvimento de fornecedores e a gestão ambiental e sustentável. A estimativa é que, neste primeiro momento, 15 construtoras da região sejam atendidas. “O Programa será uma oportunidade para desenvolver o setor da construção civil e torná-lo mais competitivo no Sudoeste, aumentando o volume de negócios gerados. Também sensibilizará as empresas sobre a importância da cultura de cooperação”, diz o consultor do Sebrae na Regional Sudoeste, em Pato Branco, Gerson Miotto. destaca o gerente da Regional Norte do Sebrae no Paraná, Heverson Feliciano. O Integra 2008 é fruto de um esforço conjunto do Sebrae no Paraná, o Sistema Fiep, a Universidade Estadual de Londrina, a Universidade Norte do Paraná e a Associação Comercial e Industrial de Londrina, com o apoio de parceiros e poder público no sentido de levar oportunidades de inovação e de tecnologia para as empresas paranaenses, de forma concreta.


Internacionalização|Artesanato na Tríplice Fronteira

Sebrae  extrapola fronteiras Um dos maiores projetos de integração de artesãos está sendo realizado na região da Tríplice Fronteira pelo Sebrae no Paraná e Itaipu: quem ganha é o turismo e a comercialização transfronteiriça de produtos. O cantor Milton Nascimento, numa de suas mais belas canções, diz que “todo artista deve ir onde o povo está”. Essa também é uma linha de ação do Sebrae no Paraná: sempre se

dirigir onde o empreendedor paranaense está para ajudá-lo a desenvolverse, criar seu próprio negócio e decolar rumo ao sucesso seja em qualquer lugar onde isso seja necessário, mesmo que extrapole suas fronteiras. Esse trabalho é executado numa via de mão dupla: ao coordenar pro-

gramas como o acordo de cooperação Sebrae e parceiros, o Ñandeva, que com a Emilia-Romagna, que em junho significa “todos nós” em ava-guarani, vai ter seu escritório funcionando na língua comum a índios da área fronsede do Sebrae Paraná, a instituição teiriça do Brasil, Paraguai e Argentiquer trazer e incorporar nos paranaen- na, está incentivando a descoberta de ses os fatores que levaram essa região valores culturais da Tríplice Fronteira. da Itália a ter um dos maiores surtos A iniciativa surgiu em 2007 e envolve de desenvolvimento das últimas déca- cinco municípios pelo lado brasileidas na Europa e baseada ro: Foz do Iguaçu, Guaíra, única e exclusivamente Além do Ñandeva, Medianeira, Santa Helena na operação de redes de o Sebrae no Paraná e Itaipulândia. Junto com micro e pequenas em- tem forte atuação o Sebrae Paraná, participresas. pam dele a Fundação Parno Profronteira, Na outra direção, o projeto de que Tecnológico de Itaipu, Sebrae quer levar o co- cooperação Ministério do Desenvolvinhecimento e suas solu- transfronteiriça, mento Indústria e Comércio ções em outros progra- experiência inédita (Mdic), Conselho dos Mumas que transcendem na América Latina. nicípios Lindeiros ao Lago fronteiras. Esses são os de Itaipu, governos da Arcasos do Nãndeva, que gentina e Paraguai, univerreúne mais de 300 artesidades, prefeituras, coopesãos do Brasil, Argentirativas e associações comerciais e de na e Paraguai, com foco em artesanato artesãos dos três países envolvidos. e design, nas cidades da fronteira e do Ainda em 2007 o Sebrae no Paraná Profronteira, que trata da comerciali- e a Itaipu Binacional lançaram o livro zação transfronteiriça de produtos. “O ‘Elementos da Iconografia das Três Sebrae Paraná também trabalha dentro Fronteiras’ que reúne 450 elementos do espírito do Mercosul e a preocupa- gráficos pesquisados pela equipe do ção é a de levar aos empreendedores projeto formada por historiadores e essa situação de cooperação entre antropólogos com base em elementos pessoas e empresários de nações vi- como flora, fauna e arquitetura da rezinhas onde todos podem ganhar”, gião, servindo de referência para os afirma o diretor-técnico do Sebrae 300 artesãos que participam do ÑanParaná, Julio Cezar Agostini. deva em suas produções. Um dos programas criados pelo A consultora de Projetos de Turis30 Revista Soluções sebrae


Fotos: Alexandre Marchetti. Itaipu Binacional

José Antônio França, artesão do projeto Ñandeva: incentivando a descoberta de valores culturais da Tríplice Fronteira.


Internacionalização|Artesanato na Tríplice Fronteira mo e Artesanato da Regional Oeste do procura solucionar uma das maiores Sebrae no Paraná, Ana Lúcia de Sousa, angústias dos artesãos: “estamos proexplica que o Ñandeva enfoca quatro curando chegar ao preço justo que se elementos no trabalho dos artesãos: deve pagar pelo artesanato”. “Há uma produção, comercialização, capacita- idéia na cabeça do turista de que arteção e identidade cultural. “Uma das sanato deve ser barato, mas uma peça nossas ações é a de ajudar os artistas que levou um mês ou mais para ser a identificar novos fornecedores”, ex- feita não pode ser barata”, conta ela. plica. Segundo ela, o Dos 300 artesãos incluVivemos em uma projeto apresenta criídos no Ñandeva, 130 são cidade onde há térios quanto à origem brasileiros, 50 são do Paramais de 70 etnias da matéria-prima para guai e 120 são argentinos. Do os produtos, ao mesmo e que constitui total de participantes dos três tempo em que promo- o segundo lugar países, 80 já têm seus produve uma conscientiza- que mais atrai tos na Coleção Ñandeva. Os ção dos artesãos. “Os estrangeiros ao demais passam por processos artigos com selo Ñan- Brasil. Recuperar de capacitação para poderem deva não podem estar nossa identidade vender suas peças no projeto. ligados à desagregação cultural ajudará Desde o início da parceria ensocial, como o trabalho a agregar valor tre Sebrae no Paraná, Itaipu, escravo, nem ao des- aos produtos e ao artesãos e demais entidades, matamento e a outros destino turístico. houve 50 oficinas de capaproblemas ambientais. citação, mais de 400 atendiDamos preferência a mentos e 55 visitas técnicas. matérias-primas renováveis”, exem- Os eventos acontecem nos três lados plifica. da fronteira e beneficiam brasileiros, Ana Lúcia informa argentinos e paraguaios. Ainda este Área de que o Nãndeva está ano, deve ser inaugurado em Foz do abrangência do numa etapa em que Iguaçu, na Rodovia das Cataratas, o projeto Ñandeva. Centro de Artesanato e Turismo, projeto da Prefeitura Municipal. Nesse espaço, haverá uma loja para vender exclusivamente produtos Ñandeva dos artesãos das três nacionalidades. Ana Lúcia de Sousa acredita que o Ñandeva contribuirá para a internacionalização dos produtos artesanais da região, inclusive com a perspectiva de que em algum tempo esses materiais possam ser exportados. “Vivemos em uma cidade onde há mais de 70 etnias e que constitui o segundo lugar que mais atrai estrangeiros ao Brasil. Recuperar nossa identidade cultural ajudará a agregar valor aos produtos e ao destino turístico”, diz a consultora. Profronteira No seu estágio inicial, o Profronteira - Projeto de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina, na Região da Faixa 32 Revista Soluções sebrae

Cesto produzido pelos artesãos do projeto Ñandeva. de Fronteira com a Argentina quer estimular a cooperação na área de fronteira. A cooperação transfronteiriça, essência do projeto, é uma situação comum na Europa onde existem exemplos como os da Galícia, na Espanha, com o Norte de Portugal; e outro entre França, Suíça e Alemanha. O projeto de integração do sudoeste do Paraná, oeste

Artesanato da região: capivara esculpida em madeira.


de Santa Catarina e municípios argentinos que fazem fronteira é, no entanto, a primeira tentativa de realizar algo no gênero na América do Sul. Para o consultor do Sebrae em Pato Branco, Nézio da Silva, “o Profronteira é amplo”. “É uma proposta que cria condições de crescimento econômico na faixa de fronteira e busca a inserção dos municípios do sudoeste paranaense e oeste catarinense no Mercosul (Mercado Comum do Sul)”, diz o consultor do Sebrae. Segundo Nézio da Silva, “o sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina possuem uma identidade comum e, historicamente, sempre tiveram facilidade em atuar através do empreendedorismo coletivo. Em julho de 2005, no âmbito dos fóruns de desenvolvimento locais, onde se integravam líderes empresariais, prefeitos, vereadores, secretários e representantes das entidades da so-

O diretor-técnico do Sebrae Paraná, Julio Cezar Agostini: “O Sebrae Paraná também trabalha dentro do espírito do Mercosul e a preocupação é a de levar aos empreendedores essa situação de cooperação entre pessoas e empresários de nações vizinhas onde todos podem ganhar”.

ciedade civil, para trabalharem em torno de uma visão comum para o futuro dos municípios, surgiu a idéia de identificar algo que promovesse o desenvolvimento coletivo desses municípios”, relata. Foi assim que nasceu a parceria que, além do Sebrae no Paraná e prefeituras da região, conta com o Sistema Fiep, Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Governo do Paraná, Fórum da Mesorregião, Agência de Desenvolvimento Regional do Sudoeste, Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste (Acamsop 13), Coordena-

Revista soluções sebrae 33

ção das Associações Comerciais e Empresariais do Sudoeste do Paraná (Cacispar), e Ministério da Integração Nacional. “Com estudos técnicos e pesquisas, já identificamos as potencialidades, os eixos estruturantes a serem trabalhados: educação e cultura, turismo e logística”, explica Nézio. O Profronteira prevê ações de cooperação entre os municípios paranaenses e catarinenses que fazem divisa com o lado argentino e entornos. Dentre os quais, Pranchita, Barracão, Capanema, Planalto, Bom Jesus do Sul, Santo Antônio do Sudoeste, Pérola D´Oeste, Ampére, Realeza e Bela Vista da Caroba, todos no Paraná; Dionísio Cerqueira e São Miguel D’Oeste, em Santa Catarina; e San Antonio, Andresito, Bernardo de Yrigoyen, Wanda, Puerto Libertad, Puerto Esperanza e San Pedro, no lado argentino. Segundo o consultor do Sebrae, a definição dos eixos e o trabalho em grupo ajudam na implantação do Projeto, facilitando assim o processo de formação de um sistema integrado que contemple acordos bilaterais, convênios de cooperação, exportações de produtos e serviços, aduanas conjugadas, sinalização de estradas, roteiros turísticos, parcerias entre universidades, dentre outros temas ■


Brasil-Japão|Programa Dekassegui Empreendedor

Empreendedorismo no outro lado do mundo A ampliação do Programa Dekassegui Empreendedor quer promover a criação de 500 novas empresas em 2008 só no Paraná. A saga dos dekasseguis, brasileiros descendentes de japoneses que vão trabalhar no Japão, começou há 20 anos e rendeu desdobramentos como o envio de bilhões de dólares para o Brasil e a criação de muitos empreendimentos com a poupança acumulada por anos de trabalho no Oriente. Atualmente, há cerca de 322 mil brasileiros trabalhando em 13 províncias do Japão e a falta de informações atualizadas sobre o nosso País e qual a melhor forma de investir o dinheiro poupado ainda continuam a ser os principais desafios enfrentados pelos que retornam. O grupo remete para o Brasil

cerca de US$ 2,5 bilhões anuais e, mento (BID), Fundo Multilateral de quando voltam, cada trabalhador traz, Investimentos (Fumin) e Associação em média, cerca de US$ 70 mil que Brasileira dos Dekasseguis (ABD), voltado ao desenvolvimento serão investidos, na Em todo o País a da capacidade empreendemaioria das vezes, em previsão é a de dora dos dekasseguis brasialgum tipo de negócio. criação de 1.000 leiros, além de proporcionar “O Paraná tem perto novas empresas apoio educacional, técnico e de 80 mil dekasseguis e nós desejamos gerencial na implantação de trabalhando no Japão e que pelo menos negócios. Até aqui, o Prograas remessas giram em torno de US$ 600 mi500 delas sejam ma já atendeu perto de 50 mil lhões ao ano”, informa paranaenses. dekasseguis. Segundo o coordenador Julio Cezar Agostini, Vamos capacitar do Programa no Paraná, diretor-técnico do Sedentro desta Marcos Aurélio Gonçalves, brae do Paraná. mentalidade esta ação já resultou na criaHá três anos foi empreendedora ção de aproximadamente criado o Dekassegui cerca de 10 mil 170 empreendimentos no Empreendedor, prodekasseguis tanto Estado, mas as metas para grama desenvolvido no Brasil em parceria entre Secomo no Japão. 2008, por coincidência o ano das comemorações dos brae, Banco Interame100 anos do início da imiricano de Desenvolvigração japonesa ao Brasil, são bem mais ambiciosas: “em todo o País a previsão é a de criação de 1.000 novas empresas e nós desejamos que pelo menos 500 delas sejam paranaenses”, explica Julio Cezar Agostini. “Vamos capacitar dentro dessa mentalidade empreendedora cerca de 10 mil dekasseguis tanto no Brasil como no Japão”, acrescenta o diretor-técnico do Sebrae paranaense. O Sebrae pretende usar todas as ferramentas possíPalestra realizada em veis para isso: “há um certo tempo, abril para dekasseguis em seria difícil treinar Toyohashi, no Japão. tanta gente porque 34 Revista Soluções sebrae


a comunicação era feita apenas por carA Expobusiness, tas, mas hoje vamos promovida na cidade utilizar todas as ferde Nagoya no Japão, ramentas disponíveis é considerada a porta de educação à distânde entrada para cia, como videoconfebrasileiros que sonham rências e a internet”, importar seus produtos informa Marcos Aupara o Oriente. rélio Gonçalves. Mas o Programa pretende ir além disso: “estamos ampliando o foco para também ampliar os negócios entre empresas brasileiras e japonesas”, acrescenta o coordenador. O que se pretende, na realidade, é subsidiar o dekassegui com o máximo de informações possíveis sobre oportunidades de investimentos no Brasil para que, quando ele retorne, já tenha em mente o negócio que irá abrir e tenha também a oportunidade de ver como esses empreendimentos funcionam no Japão e de lá também trazer lições e oportunidades. “Nós estamos sentido que atualmente há um nível de da AEBJ – Associação das questionamento maior sobre negócios Escolas Brasileiras no Japão. mais estruturados e não simplesmente “Pretendemos também coloaqueles que permitem ao dekassegui a car fisicamente uma bibliosobrevivência no Brasil com o dinheiro teca com as publicações do poupado”, explica Marcos Aurélio. Ele Sebrae em cada uma dessas informa ainda que o Sebrae paranaen- escolas para que os estudanse quer levar para o Japão o projeto de tes filhos de brasileiros posformação de jovens empreendedores, sam desenvolver o empreenpara alunos que estudam no ensino dedorismo mesmo num país fundamental brasileiro, nas 98 escolas distante”, conclui■

96% das empresas mais criadas pelos dekasseguis são do setor de comércio e serviços. São elas: ● Bares e lanchonetes ● Lojas de vestuário ● Pequenas Franquias ● Auto-elétricas ● Lojas de instalação de som automotivo

Dekassegui Empreendedor O índice de mortalidade das empresas abertas por exdekasseguis chegou a ser superior a 50%. Ou seja, depois de trabalhar arduamente durante anos no Japão, centenas de nikkeis retornavam ao Brasil, conseguiam abrir o tão sonhado negócio próprio e faliam, perdendo todas as economias, o que colocava os empreendedores diante da situação de não ter outra saída a não ser retornar ao Japão e começar tudo de novo. Para reduzir esse índice, o Sebrae lançou em 2005 o

Programa Dekassegui Empreendedor, que visa facilitar a reintegração produtiva desse trabalhador por meio da formação e preparo desses novos empreendedores. Uma pesquisa do Sebrae apontou que entre 40% e 50% dos que trabalham no Japão pretendem abrir o próprio negócio quando retornarem ao Brasil. Com a atuação do Programa, hoje a taxa de mortalidade das pequenas empresas no Brasil caiu para 30% mas o objetivo do Sebrae Paraná é melhorar ainda mais esse número. Revista soluções sebrae 35

Videoconferência promovida pelo SEBRAE para aproximar ONGs de apoio a dekasseguis no Brasil e Japão.


Brasil-Japão|Programa Dekassegui Empreendedor Os clientes faziam fila na porta da loja”, conta. Logo a loja de 25 metros quadrados ficou pequena e as pessoas começaram a reclamar. A proposta dos primeiros donos era de que os clientes levassem as iguarias para casa, como no Japão. No Brasil, boa parte dos clientes da Hachimitsu queria sentar-se e saborear o doce ali mesmo. Em agosto de 2006, Nilo alugou uma sala ao lado e começou uma reforma concluída em novembro. Com isso, as vendas simplesmente dobraram. E a empresa, que no começo era tocada por Nilo, a mulher, a cunhada, e um funcionário, contava com dez funcionários. Adaptar os padrões japoneses da loja às preferências locais tornou-se um hábito para o empresário. Ele adotou o “just in time”, de Os ex-dekasseguis pronta-entrega e sem estoque, Nilo Katsuo Kato e a o que foi essencial para que a mulher: confeitaria de Hachimitsu conseguisse um sucesso em Londrina. alto nível de produtividade com pouco espaço físico e o sistema de “kanban” (fichas) caprichado, nos moldes da pâtisserie utilizado no Japão. Nilo também japonesa e tinha tudo para ter suces- procurou a ajuda do Sebrae para so, mas Nilo Katsuo Kato amargou fazer um plano de negócios que o seis meses de prejuízos constantes até ajudou a identificar demandas e entender que o que não funcionava pensar em planejamento, além de eram as diferenças culturais. “Os an- em diversas ocasiões sanar dúvidas pontuais, como quando pretigos donos proprieOs antigos cisou determinar o quanto tários implantaram proprietários cobrar por seus produtos. um sistema de atenEm abril de 2008, a Hadimento semelhante implantaram comercializava ao japonês, bastante um sistema de chimitsu atencioso e cordial, atendimento cerca de 500 doces por dia, mas totalmente imsemelhante ao e entre 200 e 300 salgados (sem contar as bebidas), pessoal. Aqui a culjaponês, bastante dentro de uma variedade de tura é diferente, os atencioso e cordial, 30 itens diferentes. Na épobrasileiros não estão mas totalmente ca, a empresa contava com acostumados com impessoal. Aqui a 15 colaboradores, e tinha um essa forma de tratacultura é diferente, faturamento médio superior mento muito frio”, os brasileiros não a R$10 mil mensais. O casal conta. Ele orientou os atendentes a con- estão acostumados foi ao Japão em janeiro de versar mais com os com essa forma de 2008, onde passou 20 dias clientes, dando extratamento pesquisando novos produplicações sobre os muito frio. tos e em março sua mulher passou dez dias na França, doces mesmo sem verificando novas tendênserem perguntados. cias na área de confeitaria. Depois Nilo percebeu que as pessoas não conheciam Nos planos do empresário, estão a Hachimitsu e resolveu divulgar seu estruturar-se bem em Londrina e empreendimento. Gastou R$ 20 mil expandir os negócios. “Tem muita em quatro meses só com propaganda gente pedindo para abrir franquias, e o resultado foi imediato. “Foi pre- mas ainda estou amadurecendo a ciso contratar mais dois funcionários. idéia”, conclui ■

O dekassegui vencedor Nilo Katsuo Kato, de Londrina, norte paranaense, trabalhou durante 15 anos no Japão e, como todos os dekasseguis que retornam ao Brasil, trouxe sua poupança, mas também o receio de errar na hora de escolher um empreendimento e perder tudo o que economizou. Passou por uma borracharia pertencente ao seu sogro, mas viu uma oportunidade efetiva em 2005 numa confeitaria – a Hachimitsu - cujos antigos donos, igualmente ex-dekasseguis, queriam vender o empreendimento porque não dava lucro, apesar de ter uma proposta diferenciada e ser bem localizado, no centro de Londrina. A Hachimitsu, que significa mel de abelha em japonês, era um tipo de confeitaria com receitas japonesas de doces de sabor mais suave e visual

36 Revista Soluções sebrae


Nova Tecnologia |Business Intelligence

Inovar a gestão com Business Intelligence

Até dezembro, o Sebrae no Paraná quer ter 70% dos municípios do Estado mapeados, para dar início ao estudo de um novo portfolio de soluções. O Business Intelligence é uma tecnologia que permite às instituições transformar dados guardados nos seus sistemas em informações valiosas,

da Informação do Sebrae no Paraná, Ja- de Business Intelligence ao fornecer a queline Aparecida de Almeida. base para a troca de informação não só O planejamento estratégico do Se- dentro da empresa como para além dela. brae exige mais dinamismo do que os Outra vantagem do Business Intelligensistemas de gestão normalmente con- ce, segundo a gerente, é que permite a seguem prover. O Business Intelligence produção de relatórios rápidos “como, quebra paradigmas, saindo das atuais por exemplo, a apresentação de resultavisões bidimensionais para um novo dos para o Conselho de Administração”. conceito que vem revolucionando a ges- De fato, o sistema faz a extração, anátão das instituições há alguns anos- as lise, formatação e a transformação de visões multidimensionais. “Nós estamos informações corporativas em consultas saindo de um ponto onde enxergávamos e relatórios gerenciais, permitindo uma somente as árvores para agora enxergar visão mais ampla de toda a organização, a floresta. Vamos ter uma visão do Se- o que permite identificar pontos dentro brae como um todo com essa ferramen- dos processos que possam ser utilizados além de dar acesso aos usuários para que ta”, acrescenta a gerente. como vantagem competitiva. “Para o analisem bases de dados para descobrir A capacidade de análise da empresa cliente, nós poderemos, num outro informações importantes, ajudando a or- cresce exponencialmente com esse novo exemplo, readaptar o ensino ganização a tomar decisões bem funda- tipo de solução porque traz embutido à distância ao descobrirmentadas. O nível mais interessante na um novo conceito: agregar informações mos porque ele não faz implantação de um sistema de Business e não mais simplesmente agrupá-las. determinados acessos. O Intelligence é quando se consegue cons- Quando implantado com sistemas de processo permite pegar truir modelos úteis com uma informação adequados, as respostas dos clientécnica que varre os dados da Teremos agilidade o Business Intelligence tes, fazer o cruzamento empresa em busca de padrões suficiente para passa a ser um auxílio dessas respostas e aí até ou tendências de modo inteli- oferecer as inestimável no processo mesmo recriar o porgente, de tal forma que posside tomada de decisão tfolio de soluções do soluções do Sebrae bilidades nunca antes pensadas organizações. Torna- Sebrae”, conclui a das possam ser cogitadas. O pelo perfil do se fácil de entender por- gerente ■ processo consiste basicamente cliente, dentro do que palavras como comem três etapas: exploração, seu município e petitividade, agilidade, construção de um modelo e va- dentro do seu setor. globalização e qualidade lidação. fazem parte do dia-a-dia Com seu sistema de Buside empresas que usam ness Intelligence implantado esses tihá um ano, depois de uma experiência pos de sistemas. A gerente de de 12 meses com um projeto-piloto do “Nós teremos agilidaTecnologia e Gestão Sebrae Nacional, o Sebrae no Paraná de suficiente para oferecer da Informação, está entrando na fase mais importante as soluções do Sebrae pelo Jaqueline Aparecida da execução do seu Programa: “até de- perfil do cliente, dentro de Almeida: “O zembro teremos 70% dos municípios do seu município e dentro Business Intelligence paranaenses mapeados e também será do seu setor”, explica Jainiciado o estudo do novo portfolio de queline. Com a Internet, do Sebrae já está em soluções que o Sebrae vai oferecer”, ex- aumentou a importância funcionamento”. plica a gerente de Tecnologia e Gestão e o valor da tecnologia

Revista soluções sebrae 37


Empretec|Empreendedorismo com atitude

Uma atitude de empreendedor O Empretec, um dos programas de maior sucesso do Sebrae, vem atraindo não só empresários, mas também profissionais liberais e gente de bem longe.

Muito longe: o empresário brasileiro Marcelo Gomes, que tem negócios nos EUA, esteve no Brasil especialmente para fazer o Empretec.

nove dias que se seguiram após 5 de abril. “Eu não queria perder mais tempo. Acho que o Empretec trouxe tudo que estava procurando”, diz Marcelo, interrompendo a entrevista para voltar para os momentos finais do treinamento, no seu último dia. O Empretec é um programa internacional desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e oferecido no Brasil pelo Sebrae, com carga horária de 80 horas/aula. É reconhecido em todo o mundo como um dos melhores programas de capacitação em empreendedorismo e empresa e eu sobre meus empreen- tem por objetivo estimular a atitude dimentos nos Estados Unidos. Foi empreendedora, focado na otimizaaí que surgiu a pergunta: ‘Por que ção dos resultados empresariais, a você não faz o Empretec?’. Me falou partir da mudança comportamental. também de algumas caracA postura empreterísticas boas e ruins que O Empretec é uma sarial de quem está à eu tinha e que certas com- unanimidade frente de um negócio é binações de características entre os um dos fatores que faz poderiam ser perigosas para participantes. a diferença no sucesso meus negócios, mas que eu Potencializa os do empreendimento. poderia aprender a aprovei- comportamentos A atitude diante das tar o lado bom desses comoportunidades e difiempreendedores portamentos. ‘Você tem o culdades é o que dise desenvolve perfil para o Empretec’, ele tingue os empresários me disse em certa ocasião”. habilidades para que trabalham com o O autor dessas frases é que a pessoa possa mesmo potencial de Marcelo Gomes, empre- melhorar ainda gestão e sob as messário brasileiro mais o seu negócio mas condições de de 41 anos e suas perspectivas mercado, mas com reque possui de crescimento. sultados distintos. “O negócios em Empretec é uma unaLos Angeles, nimidade entre os parnos Estados Unidos, ticipantes. É um divisor de águas na e que desembarcou em vida dos empreendedores. O PrograCascavel, no oeste do Estado, ma potencializa os comportamentos especialmente para fazer o Empre- empreendedores e desenvolve habilitec, promovido por um período de dades para que a pessoa possa melho-

“A primeira vez que fiquei sabendo do Empretec foi durante uma conversa sobre negócios que tive com o primo da minha esposa. Ele estava falando sobre sua

38 Revista Soluções sebrae


Alunos do Empretec que aconteceu em Cascavel: potencializando comportamentos empreendedores.

rar ainda mais o seu negócio e suas perspectivas de crescimento. A diferença é que é trabalhada a pessoa em vez de técnicas de gestão empresarial. São trabalhadas as características do comportamento empreendedor”, avalia Beatriz Bertoglio, gerente da Re-

gional Oeste do Sebrae no Paraná. No Programa, a alteração da conduta empresarial tem como base dez características comportamentais, tidas como fundamentais para o empresário: a iniciativa e busca de oportunidade, capacidade de correr riscos calculados, persistência, comprometimento, estabelecimento de metas, capacidade de planejar e monitorar ações, capacidade para buscar e utilizar informações, persuasão e rede de contatos, independência e autoconfiança e exigência de qualidade e eficiência. Essas características revelam pontos fundamentais

na personalidade do empreendedor. Os interessados no Programa passam por uma entrevista para avaliar qual é o momento vivido pela empresa e identificar os comportamentos empreendedores, baseados nessas dez características, que formam 30 comportamentos estipulados pela ONU. Identificados os perfis, busca-se formar um grupo homogêneo. Em média são realizadas 40 entrevistas dentre as quais cerca de 25 a 30 empresários são escolhidos e vão compor um grupo de Empretec. Toda a estrutura do Empretec é desenhada numa metodologia de participação ativa. Os participantes são estimulados a todo instante a vivenciar os comportamentos, além de entendê-los. São ciclos de atividades empresariais e dinâmicas estruturadas em sala de aula que passam também por um momento de reflexão sobre aquele aprendizado que veio de uma ação prática. Ao final do nono dia, os participantes conseguem sair não só entendendo e vivenciando, mas também definindo o que querem fazer, o que pretendem mudar, qual o planejamento de longo prazo, as suas metas e o que precisa ser realizado na empresa em todas as suas áreas. Na Regional Oeste, o Empretec é realizado desde 1995, chegando a ter dez edições por ano. E esse é um típico programa que se autovende. O próprio empresariado se mobiliza para trazer o treinamento para as suas cidades e aqueles que já fizeram o

características fundamentais para o empresário ● Iniciativa e busca de oportunidade ● Capacidade de correr riscos calculados ● Persistência ● Comprometimento ● Estabelecimento de metas ● Capacidade de planejar e monitorar ações ● Capacidade para buscar e utilizar informações ● Persuasão e rede de contatos ● Independência e autoconfiança ● Exigência de qualidade e eficiência

Comemoração após termino do Empretec: pesquisas mostram que até 2/3 dos empresários aumentaram o faturamento e a geração de empregos. Revista soluções sebrae 39


Empretec|Empreendedorismo com atitude Programa acabam criando uma rede de empresários e amigos em que indicam uns para os outros. Pesquisa sobre o Empretec, realizada há alguns anos pelo próprio Sebrae, para analisar o impacto do Programa, mostrou que praticamente 2/3 dos empresários participantes aumentaram o faturamento e a geração de empregos. Enquanto a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas no Paraná é de 75%, após os dois primeiros anos de funcionamento, com o Empretec pode chegar a 93% Mas mesmo com os excelentes resultados, é preciso que haja um esforço para garantir a mudança. “Existe um estudo da psicocibernética de que aquilo que você faz continuamente por 21 dias acaba sendo incorporado, vira um hábito. O problema é que, mesmo conseguindo fazer algumas mudanças de comportamento, a pessoa volta para o mesmo ambiente de convivência, o mesmo dia-a-dia, o que pode puxar para a zona do conforto. E, como

O empreendedorismo na indústria O engenheiro Lucas André Sartori, que trabalha em uma empresa especializada em equipamentos agroindustriais, já planeja algumas metas após o término do Programa que aconteceu em Cascavel: “É muito importante estabelecer metas do que se quer e trabalhar o planejamento para que isso aconteça. É preciso parar de ser ‘vagão’ e agir como ‘locomotiva’, puxando o negócio na direção almejada. E eu saio do curso já com um alinhamento definido: estar, em cinco anos, entre os cinco fabricantes nacionais”, planeja Lucas.

mudar comportamento não é algo fácil, é proposto que 21 dias depois do seminário haja um encontro entre os participantes para se fazer uma leitura de quais comportamentos eles conseguiram praticar e promover mudanças”, ressalta o coordenador dos facilitadores do Empretec em Cascavel, Orestes Duarte Pacheco ■

A profissional liberal empreendedora A cirurgiã-dentista Martha Damo Comel Boschirolli, de Ponta Grossa, é a prova de que os comportamentos empreendedores podem ser encontrados – e ajudam muito – na vida de profissionais liberais. O aproveitamento de Martha no Empretec, em Cascavel, foi tão bom que, ao final, foi uma das vencedoras de uma competição que é realizada dentro do Programa. “Desde que eu me formei, sempre tive como foco estudar, fazer especializações, buscar sempre aumentar a qualidade do atendimento. Mas eu nunca enxerguei meu consultório como uma empresa. Podemos não vender um produto, mas vendemos um serviço. Então o Empretec faz você entrar em contato com as características empreendedoras que ajudam a ampliar esse ponto de visão”, diz Martha.

LOCALIDADE AMPÉRE

EVENTO

EMPRETEC URBANO E RURAL

vagas 30

16/08/2008 a 24/08/2008 CHOPINZINHO

CURITIBA

Empretec

12/04/2008 a 20/04/2008

17

EMPRETEC URBANO E RURAL

20

EMPRETEC URBANO E RURAL

15

31/05/2008 a 08/06/2008 FOZ DO IGUAÇU JACAREZINHO

MARINGÁ

07/06/2008 a 15/06/2008

EMPRETEC

24/05/2008 a 01/06/2008

26

EMPRETEC - URBANO E RURAL -

25

EMPRETEC URBANO E RURAL

28

EMPRETEC URBANO E RURAL

30

EMPRETEC URBANO E RURAL

30

26/07/2008 a 03/08/2008 MEDIANEIRA

13/09/2008 a 21/09/2008

Na foto, a cirurgiãdentista Martha Damo Comel Boschirolli: prêmio pelo desempenho no Empretec.

PATO BRANCO

02/08/2008 a 10/08/2008 SÃO JORGE DO OESTE

40 Revista Soluções sebrae

12/07/2008 a 20/07/2008


Lei Geral|Municipalização

Lei Geral: Paraná é líder

O Estado já conta com 104 municípios onde a lei foi aprovada e pretende atingir até o final do ano que vem todos os municípios paranaenses. O Paraná é o estado brasileiro que mais conta, em números absolutos, com municípios que já implantaram o Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, mais conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em vigor desde dezembro de 2006, segundo divulgação distribuída pelo Sebrae Nacional no final de abril. De janeiro de 2007 até agora, um total de 104 municípios do Estado já obtiveram a promulgação e implantação de suas Leis Gerais Municipais, o equivalente a 29% dos 399 municípios paranaenses. “Ainda temos a Lei Geral em tramitação nas Câmaras Municipais de algo entre 30 a 40 municípios e nossa meta até o final de julho é atingir a 300 localidades, ou 80% dos municípios paranaenses”, contabiliza César Rissete, consultor do Sebrae em Curitiba e coordenador do grupo de municipalização da Lei Geral no Estado. O índice de adoção da Lei no Paraná está muito acima da média nacional. Segundo o Sebrae Nacional, dos 5.562 municípios brasileiros, apenas 400, ou 7% implantaram Leis Gerais Cidades onde a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa já foi implantada .

Municipais. Além de ser o estado nº. 1 estados e municípios, e será gerado por na implantação da Lei, o Paraná teve a ano no País cerca de 1 milhão de novos primeira cidade do País – Maringá - a empregos. César Rissete destaca as vantagens regulamentar a Lei Geral, antes mesmo de sua entrada em vigor. Para o analista da municipalização tanto para os emtécnico do Sebrae Nacional em Políticas presários como para a sociedade, que Públicas, Alessandro Machado, “os ad- vai se beneficiar com mais renda cirministradores públicos paranaenses es- culando nos municípios e mais postos tão mostrando que têm atitude em favor de trabalho com carteira assinada. Para os municípios que ainda não dos pequenos negócios”. Micro e pequenas empresas representam 99% dos regulamentaram a Lei Geral, o Sebrae estabelecimentos formais hoje no País, no Paraná alerta que o artigo 77 fixou 56% dos empregos com carteira assina- em um ano o prazo para a implantação de leis e atos necessários da e 20% do Produto para assegurar o pronto e imeInterno Bruto (PIB). Nós trabalhamos diato tratamento jurídico difeUm levantamento fei- em parcerias renciado, simplificado e favoto pelo Ministério do com associações recido às microempresas e às Planejamento estima municipais e que, se a legislação entidades de classe empresas de pequeno porte e que este prazo expirou em de“pegar” a participação empresariais com zembro de 2007. Neste caso, das micro e pequenas o envolvimento os empresários que se sentirem empresas aumentará de todo o Sebrae lesados pela não municipalizados atuais 17% para ção da Lei Geral podem acio30% das aquisições estadual. nar a Justiça ■ públicas da União,


Artigo

A Aventura Empreendedora Allan Marcelo de Campos Costa é Diretor-Superintendente do Sebrae no Paraná.

Cristopher McCandless foi um jovem norteamericano, filho de um engenheiro da Nasa e criado dentro dos melhores costumes e padrões da típica família americana de classe média. Após se graduar na Universidade,

com comentários que comparam a atividade empreendedora a uma aventura. Em especial num país como o Brasil, em que a atividade empresarial é cercada por um conjunto de dificuldades e adversidades de toda ordem e que dificultam o desenvolvimento de uma empresa nascente – apesar dos avanços e importantes conquistas já obtidos com a Lei Geral da Micro e da Pequena Empresa -, esse tipo de afirmação repercute com incrível facilidade. O termo “aventura” é freqüentemente associado a empreitadas que envolvem alto risco e total imprevisibilidade. E, em geral, quando alguém fala ou escreve que abrir um pequeno negócio é uma verdadeira aventura, está associando a atividade empreendedora a um evento arriscado em que existe grande decidiu deixar seu passado e suas referências dependência de fatores como sorte. Isto é verpara trás e tornar-se um andarilho. Sua histó- dade. Mas ainda mais verdadeiro é o fato de ria, contada no livro “Na Natureza Selvagem” que grandes realizações não são fruto do acae transformada em filme recentemente, tem so. Elas são fruto de um exaustivo processo de seu ponto culminante em uma grande “aven- preparação. São decorrência de um planejatura” empreendida por Cristopher no Alasca, mento apurado, de estudos e levantamos préonde ele pretendia viver em isolavios, de análise das condições e Precisamos das adversidades que poderão mento e a partir dos recursos que a natureza lhe oferecesse. Infelizdesesperadamente ser encontradas pelo caminho. mente, a história termina de forde aventureiros E, este preparo e planejamento, ma trágica, com a morte do jovem no universo somado ao espírito empreendepor congelamento e inanição dendos pequenos dor daqueles que empreendem, tro de um ônibus abandonado. empreendimentos. constituem o fator determinante Do outro lado da moeda, tepara o sucesso. mos histórias e mais histórias de Precisamos desesperadaaventuras bem-sucedidas. Nomes mente de aventureiros no unicomo Amyr Klink, Waldemar Niclevicz e Fa- verso dos pequenos empreendimentos. Mas mília Schurmann, pra ficar apenas nos exem- aventureiros que fujam do improviso e desplos mais conhecidos e brasileiros, habitam preparo de McCandless e que busquem inso imaginário popular ocupando posição de piração nos modelos vencedores de Klink, destaque no Olimpo dos grandes aventureiros. Niclevicz e dos Schurmann. O êxito é conseMas o que estas histórias têm a ver com qüência de trabalho árduo, preparo e um efia atividade empreendedora? Mais do que ciente processo de gestão. E quando obtido, é imaginamos! Com freqüência nos deparamos sempre recompensador. Boa jornada! ■ Allan Marcelo de Campos Costa é mestre pela Universidade de Lancaster, Inglaterra – MSc in IT, Management and Organizational Change - e mestre em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, tem MBA em Gestão de Negócios pela IBMEC Business School e é pós-graduado em Desenvolvimento Gerencial para Executivos pela FAE/CDE. Possui artigos publicados em jornais, revistas e conferências no Brasil e no exterior, em países como Chile, África do Sul, Reino Unido, Holanda, Hungria e Eslovênia.

42 Revista Soluções sebrae


REGIONAL CENTRO-SUL Curitiba Rua Caeté, 150 Bairro Prado Velho CEP: 80.220-300 Fone: (41) 3330-5800 Fax: (41) 3330-5768 / 3332-1143

Escritório Guarapuava Rua Vicente Machado, 1552 Bairro Centro CEP: 85.010-260 Fone: (42) 3623-6720 Fax: (42) 3623-6720

REGIONAL OESTE

Ponta Grossa Rua XV de Novembro, 120 Bairro Centro CEP: 84.010-020 Fone: (42) 3225-1229 Fax: (42) 3225-1229

Cascavel Avenida Pres. Tancredo Neves, 1262 Bairro Alto Alegre CEP: 85.805-000 Fone: (45) 3321-7050 Fax: (45) 3226-1212

Escritório Foz do Iguaçu Rua das Guianas, 151 Bairro Jardim América CEP: 85.864-470 Fone: (45) 3522-3312 Fax: (45) 3573-6510 Toledo Largo São Vicente de Paulo, 1333 - 3° andar - sala 30 e 31 CEP: 85.900-210 Fone: (45) 3252-0631 Fax: (45) 3252-6175

REGIONAL NORTE Londrina Av. Santos Dumont, 1335 Bairro Aeroporto CEP: 86.039-090 Fone: (43) 3373-8000 Fax: (43) 3373-8005

REGIONAL SUDOESTE

Escritório Apucarana Rua Osvaldo Cruz, 510 - 13° andar Bairro Centro CEP: 86.800-720 Fone: (43) 3422-4439 Fax: (43) 3422-4439 Ivaiporã Rua Professora Diva Proença, 1190 Bairro Centro CEP: 86.870-000 Fone: (43) 3472-1307 Fax: (43) 3472-1307

Pato Branco Avenida Tupi, 333 Bairro Bortot CEP: 85.504-000 Fone: (46) 3220-1250 Fax: (46) 3220-1251

Escritório Francisco Beltrão Rua São Paulo, 1212 - Sala 01 - Condomínio Alphaville CEP: 85.601-010 Fone: (46) 3524-6222 Fax: (46) 3524-5779

Jacarezinho Rua Dr. Heráclio Gomes, 732 Bairro Centro CEP: 86.400-000 Fone (43) 3527-1221 Fax: (43) 3527-1221

REGIONAL NOROESTE Maringá Avenida Bento Munhoz da Rocha, 1116 Bairro Zona 07 CEP: 87.030-010 Fone: (44 ) 3220-3474 Fax: (44) 3220-3402

Escritório Campo Mourão Avenida Manoel Mendes de Camargo, 1111 Bairro Centro CEP: 87.302-080 Fone: (44) 3523-5386 Fax: (44) 3523-5386 Paranavaí Rua Mato Grosso, 1874 A Bairro Centro CEP: 87.702-030 Fone: (44) 3423-2865 Fax: (44) 3423-2794

www.sebraepr.com.br

0800 570 0800

Umuarama Avenida Brasil, 3404 Bairro Zona I CEP: 87.501-000 Fone/fax: (44) 3622-7028 Fax: (44) 3622-7065


www.sebraepr.com.br

Soluções02 Sebrae  

Revista criada pela Editora Ecocidade para o Sebrae Paraná em 2008.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you