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IV Edição

O professor António Cruz

Ano II Março e Abril

2010

O Boletim de Notícias do Galeão nesta edição de R: Sim, por vezes, mas todos os trabalhos são assim, temos Abril decidiu dar a conhecer um dos membros do dias bons e maus. Conselho Executivo, o professor António Cruz. 9- Gosta daquilo que faz? 1-O que o levou a ser professor? R: Sim, gosto muito de ser professor e de ser membro do R: Foi um conjunto de circunstancias que a vida nos coloca, Conselho Executivo. que me levaram a isso, não foi propriamente que gostasse de ser professor, nem sabia o que isso era na altura, mas 10- Se pudesse mudava de profissão? depois já comecei a gostar daquilo que faço. R: Não. Mesmo se tivesse oportunidade não mudava. 2- Há quantos anos dá aulas?

11-Acha que a escola tem condições para um bom ensino?

R: Já tenho 10 anos disto.

Boletim de Notícias do Galeão

E S C O L A

B À S I C A

D O S

2 º

E

3 º

C I C L O S

D E

S Ã O

R O Q U E

3– Esta foi a única escola em que leccionou?

R: A escola tem excelentes condições para o ensino e bons professores e funcionários

R: Não, já leccionei na Ribeira Brava, Calheta, Estreito, Porto Moniz, Ponta de Sol, Câmara de Lobos e depois 12-Acha que os alunos estragam muita coisa? entrei para esta escola. R: Depende dos alunos alguns sim mas alguns não. 4- Antes de ser professor trabalhou em alguma 13-Preferia ser professor ou membro do Conselho outra profissão? Executivo? R: Sim, trabalhei na construção civil e obras públicas como R: Como já disse gosto de ambas as profissões mas o curso encarregado de obra e fotógrafo. que tinha foi de profissões mas desempenho bem o cargo 5- Sabemos que leccionou Português e História. de membro do Conselho Executivo. Qual delas era melhor para si? Igor Ponte e José Carlos, 8º1 R: Eu gosto de leccionar as duas, embora sinto-me mais a vontade naquela que tenho formação inicial que é a História. 6- O que acha dos alunos a nível de comportamento, assiduidade e aproveitamento? Ao nível do comportamento digamos que regra geral não são maus, mas já temos imensos casos de mau comportamento. Com a assiduidade é praticamente a mesma coisa. Agora o aproveitamento é um dos factores que se encontra pior, por uma boa fatia dos alunos. 7-Que função exerce no Conselho Executivo? R: Eu sou vice presidente. 8-O trabalho no Conselho Executivo é muito cansativo? O professor António Cruz

Depois da Tempestade vem a Bonança Como todos nós sabemos uma grande catástrofe abateu-se sobre a nossa querida ilha fazendo, principalmente, estragos na zona sul desta linda ilha, mas ocorreram um pouco por toda a parte, o que custou e vai custar muito dinheiro e também muitas vidas. As zonas mais atingidas foram Serra d'Água, na Ribeira Brava e na zona do Trapiche, Monte e sobretudo na baixa do Funchal. No meio de tanta destruição ainda houve espaço para alguns sem sentimentos pilharem algumas lojas destruídas. Também logo que o mundo soube desta tragédia, houve muitos países e agências humanitárias que enviaram equipas de salvamento para resgatarem as pessoas que estavam soterradas, tentar encontrar sobreviventes no meio de tantos destroços. Por milagre, houve muitas pessoas que, apesar de terem perdido as suas casas e os seu carros, conseguiram sobreviver. O que interessa agora é recuperar da devastação e mostrar a todos quão bonita é a Pérola do Atlântico. Fábio Gomes, 8º1 Imagens impressionantes da tragédia

Nesta edição: António Cruz, o professor!

1

Grutas de São Vicente e o Centro de Vulcanismo 3

Depois da tempestade vem a bonança!

1

A República na Madeira

3

Susana Pinto

2

Carnaval na escola

4

Taça Escolar de Prevenção Escolar

4

Escola na Grécia

4

Dia Mundial do Teatro

4

Silvío Freitas: Acção Social Escolar

2

Poetas de Corpo e Alma

2

Ficha Técnica : Coordenadores: Docentes Bruno Mendonça e Nélio Velosa Colaboradores / redactores e membros do Clube-O Galeão de Notícias : Tiago Soares do 5º6; José Carlos; Fábio Gomes; Igor Ponte e L da turma 8º1; Clube Europeu; Clube das Ciências .


Susana Pinto

O Boletim de Notícias aqui publica um artigo de opinião redigido pelo Senhor Martins, o qual não quis deixar esquecer uma aluna que, infelizmente, sofreu as consequências da terrível catástrofe que assolou a nossa ilha no passado dia de Fevereiro. Conheci e lidei com a aluna Susana Pinto. Pareceu-me uma jovem um pouco triste, como se o mundo fosse padrasto e exercesse sobre ela um imenso peso psicológico. Bem-educada, falava com cuidado e cortesia. Não lhe vi, vez alguma, qualquer propensão para a asneira, tanto comportamental como verbal. Não sei se teve namorados, amigos de peito ou simplesmente “amigos” colegas. Também não vi da parte das colegas, tendências de exclusão ou mau companheirismo. Enfim, na minha modesta opinião, a Susana pareceu-me uma jovem em que a vida não se esforçava para fazer-lhe bem ou mal, poderia até, quiçá, ela a vida, trazer-lhe no futuro alguma felicidade… ou talvez não. Eis, senão quando, conheci por relatos presenciais e televisivos, o seu arrojo, a sua valentia, o seu amor pelos outros (ao ponto de arriscar a própria vida), a sua bondade e humanidade. Afinal, naquela jovem, pouco exuberante, um pouco apagada até, residia sentimentos de uma escala bem elevada, bem demonstrados no fatídico dia do “Temporal”. Depois “conheci” a sua curta e simples vida, que, afinal, não foi assim tão simples. De certo modo, foi até, singular… e triste, desde o começo. Morreu heroicamente tentando salvar uma vida. Não o conseguiu, mas o seu gesto ficará para sempre marcado na memória daqueles que a conheceram. Nunca será uma heroína de telenovelas, mas será com certeza uma heroína bem real. Paradoxalmente – será impressão minha, com certeza -, noto na nossa Escola, como que um manto de silêncio, como se não se quisesse falar do assunto, afinal, um assunto, onde uma das nossas alunas ilustrou com coragem através da sua própria vida, a grandeza da sua alma. Na minha intrínseca tristeza – por razões que não vêm agora ao caso -, dei comigo a sorrir. Sim, sorri, porque percebi algo alojando-se no meu espírito: a Imortalidade. Sim, ela um dia voltará, porque os anjos voltam sempre… E consubstanciará nesta nossa Mãe-Terra, a beleza rara de um novo ser humano. Para a Susana… um até breve. Luís Martins

Acção Social Escolar: Sílvio Freitas Desta vez o Boletim de Notícias do Galeão foi fazer uma “visita” aos serviços de acção social escolar e entrevistou o senhor Sílvio Santos, pessoa que já tem muitos anos nestas lides . 1– Gosta do trabalho que faz? R: Sim, gosto muito. 2– Acha que o seu local de trabalho tem as dimensões certas? R: Em principio tem, são só dois funcionários a trabalhar. 3– Acha que os preços dos passes e da alimentação são adequados? R: Sim, são adequados. 4– Muitos alunos pedem acção social? R: Sim, muitos alunos. 5– Há quantos tempo faz esse trabalho? R: Trabalho nesta secção faz agora dez anos. 6-Já teve outro trabalho? R:Sim, fui professor. 7-Acha bem os alunos faltarem as aulas para irem a acção social? R: Não, têm vagas para tratar dos assuntos da acção social. 8-O que acha do Estado ajudar os alunos com menos posses?

Temos poetas ! Se eu soubesse Escrever como escrevo Nas areias Escrevia o teu lindo nome No sangue das minhas veias Tu és a minha musa Por ti consigo esperar Pois demorar uma eternidade Mas um dia hás-de chegar

R: Acho bem, porque os alunos com menos posses têm de se ajudados.

Quando esse dia chegar 9-Preferia ter uma máquina para pagar os almoços, lanches e giros? Já sei o que te vou dizer Amo-te tanto R: Sim, preferia porque facilitaria o trabalho e aliás futuramente será instalada. E que nunca te vou esquecer.

Correcção Na segunda edição do Boletim afirmamos, por lapso, que a responsável pelo clube Pontilinha era professora Elma Fernandes. Deveríamos ter dito docente Carla Gonçalves. Pelo engano pedimos as nossas desculpas. Reiteramos a qualidade dos trabalhos realizados pelos alunos pertencentes a este clube e que vão expondo e divulgando os seus trabalhos a toda a comunidade escolar.

Marco António Pita 6º5 Página 2

B O L E T I M D E N O T Í CI A S D O G A L E Ã O


Visita às Grutas e ao Centro de vulcanismo de São Vicente Numa bela manhã no dia 26 de Janeiro do corrente ano, eu e a minha turma, o 6ª3; fomos a uma visita do estudo a São Vicente. Quando saímos da escola apanhámos uma seca de 1hora ao pé do centro porque os carros nunca mais vinham. Durante a viagem ouvi música e brinquei muito. Quando la chegámos, fomos recebidos por uma Senhora simpática e muito gira. Entrámos nas grutas e aquilo era uma maravilha, a terra formado pelos vulcões. Com pingos a sair do tecto e estantes muito bonito cheias de água cristalina. O que foi pena é que o Marcelo e o Pedro da minha sala fizeram rally dentro das grutas. Mas pronto, “correu” tudo bem. Nós depois fomos lanchar fora onde havia pratos numa lagoa muito bonita. Logo a seguir fomos ao centro de Vulcanismo, onde vimos um vulcão a entrar em erupção. Entramos dentro de um elevador, onde fomos ver um filme em 3D “A origem vulcânica da Madeira”. Quando viemos para a escola eu, o João e o Filipe viemos a dormir na carrinha e a ouvir música. Saímos da carrinha e fomos directamente para casa. Centro de Vulcanismo

João Pedro Magalhães

6º3

Grutas de São Vicente

A República na Madeira Comemoram-se este ano 2010, cem anos sobre a implantação da República em Portugal e a nossa terra como parte integrante do território não escapou à euforia e aos acontecimentos vividos na época por todo o território nacional. Pretendemos trazer aqui um bocadinho do que aconteceu na altura para os mais desligados e não conhecedores da história. Passavam 18 horas do dia 5 de Outubro de 1910 quando os funchalenses obtiveram a confirmação do triunfo da revolução republicana. No mesmo dia, o Dr. Manuel Augusto Martins foi ordenado governador civil e o Dr. Manuel Gregório Pestana Martins para administrador do concelho do Funchal, nomeação que o Governo Provisório da República. A República na Madeira foi proclamada e tomada a posse dos novos governantes e hasteada a bandeira republicana na Fortaleza-Palácio de S.Lourenço e retirada a bandeira monárquica. Depois seguiram-se os discursos dos novos governantes numa varanda do Golden Gate e a confraternização dos militares com o povo em várias ruas do Funchal. A população rural não aceitou bem a República muito por culpa da forte influência dos partidos monárquicos. Um dos exemplos foi Santana, onde a República só foi proclamada a 1 de Fevereiro de 1911, com a ajuda de um pelotão da Companhia de Caçadores Nº6. No Estreito de Câmara de Lobos, só viria a acontecer no mês seguinte. Na madrugada de 11 de Dezembro de 1910 até ao amanhecer do dia seguinte, a bandeira monárquica foi hasteada no forte de S. João Baptista pelas pessoas que estavam contra a instalação de um hospital de isolamento de doentes com cólera. A epidemia fez muitos mortos em 1856 e de 1905 a 1906 voltou a aparecer chegando a alguma populações rurais, como em Machico. O povo, desesperado e ignorante saqueou a casa do Dr. António Balbino do Rego, na altura em Lisboa, a quem acusavam de envenenar a água existente em toda a ilha, causando a doença. O encerramento da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias que tinha sido reconhecida oficialmente pelas autoridades foi muito notado, A sua fundadora, Mary Jane Wilson foi obrigada a deixar a Madeira só regressando a 1 de Novembro de 1911. Por causa de Portugal ter entrado na 1º Guerra Mundial foi a causa de sérias dificuldades económicas e contribuiu para os conflitos sociais. Os elevados custos da guerra, o piorar da economia, a desvalorização da moeda originaram o descontentamento geral. As dificuldades no transporte de mercadorias, mais propriamente os alimentos, penalizaram os madeirenses dependentes do abastecimento externo. O operariado lutou agressivamente contra as autoridades republicanas, alegadas responsáveis pelo alto custo de vida. Os seus porta-vozes foram O Proletário e Trabalho e União. A Guerra atenuou o conflito entre monárquicos e republicanos, evidenciando-se os quase nenhuns protestos do povo, por causa da questão das subsistências. O governador civil substituto, Dr. António Jardim, foi demitido por ordenar o descarregamento de 700 toneladas de milho de África destinadas ao Continente. A guerra entre Portugal e a Alemanha chegou à Madeira, por via do bombardeamento do Funchal por duas vezes. O primeiro foi a 3 de Dezembro de 1916, provocou o afundamento de 3 barcos franceses, a morte de 33 membros da tripulação e 8 madeirenses da empresa Blandy, que forneciam carvão a um dos barco. O segundo foi em 12 de Dezembro de 1917, causando estragos em vários pontos da cidade , nomeadamente na igreja de Santa Clara, onde o Padre Abel da Silva Branco celebrava a missa, o que causou cinco mortos e muitos feridos. Isto é só um pedacinho da história da Madeira!!!!!!! Fábio Gomes 8º1 Fonte: História da Madeira, coordenada por Alberto Vieira

ANO II

Página 3


Carnaval na nossa escola A escola festejou mais uma vez o Carnaval de 2010 com muito humor e divertimento. Muitos alunos trajaram-se com múltiplos motivos e não tiveram vergonha de assinalar esta festa, à boa tradição madeirense. Houve, novamente, o tradicional desfile e concurso de melhor traje carnavalesco, abrilhantando com a prestimosa participação de alguns docentes da nossa escola, talvez os menos tímidos outra faceta, a qual na Antiga Grécia era denominatido teatral e não com o significado que o vocábulo abrilhantar também a festa, a escola de samba da da”com a uma soberba exibição de tambores. Os não se fizeram rogados e trajaram-se a preceito, tribuíram a divertir toda a escola. No lanche não regadas com o “nosso” delicioso mel de cana sacaram divertir-se, ao som da música da época, no ximo ano lectivo temos que repetir e com certeza

e envergonhados, em mostrar, uma da de “hipocrisia”, claro que num sentem nos nossos dias. Ajudaram a nossa praça, a trupe “ a Caneca Furaelementos da Equipa Multidisciplinar como a fotografia documenta, e confaltaram as tradicionais malassadas rina. Após o repasto, os alunos pudebaile na sala de convívio. Para o prómelhorar e diversificar o que foi feito.

Membros do Clube

Taça Escolar de Prevenção Rodoviária

Destaca-se pela positiva:

No dia 23 de Março decorreram na nossa escola, no âmbito do projecto Prevenção Rodoviária, levado a cabo pela professora Alexandra Peixoto, duas provas: a Taça Escolar e a Orientação Escolar. Como já vem sendo hábito a participação nas duas vertentes da prova foi bastante elevada, com entusiasmo até ao final . A docente coordenadora do projecto foi unânime em referenciar que tudo correu bem, os alunos foram excepcionais, no que toca à entrega e à preparação e arrumação de todos os materiais utilizados nas provas. É também de inaltecer a preciosa colaboração da nossa Polícia de Segurança Pública, a qual dá outra credibilidade e relevância a este tipo de Projecto. Resta-nos indicar as classificações obtidas nas duas provas. No 2º Ciclo - Taça Escolar: 2º Ciclo: 3º lugar, José António, 5º1; 2ºlugar, Leonardo Pereira, 6º6; 1º lugar, Leonardo Oliveira, 5º1. -Orientação Escolar: 3ºlugar, José António e João Miguel, 5º1; 2º lugar, João Camacho, 6º6, e João Filipe, 6º3; 1º lugar, Pedro Gomes e Diogo Nunes, 6º6. No 3º Ciclo – Taça Escolar: 3º lugar, André Gomes, 9º2; 2º lugar, Francisco Camacho, 8º1; 1º lugar, Fabrício Silva, 8º1. Orientação Escolar: 3º lugar, João Fernandes, 7º1 e Victor Camacho, 7º5; 2º lugar, Renato e Fábio, 7º3; 1º lugar, César, 7º2, e André, 9º2.

Escola na Grécia ao abrigo do Comenius A escola fez-se representar em Serres, na Grécia, ao abrigo do projecto de parceria multilateral Comenius, “Let`s give nature a hand “. Estiveram presentes os docentes Tânia Gordinho, Sandro Nóbrega e Elisabete Gonçalves juntamente com outros professores de outros países. Para além das sessões de trabalho realizado, todos puderam conhecer a escola da comunidade, a cidade, os seus monumentos e provar alguma da gastronomia local. Em Junho será a vez da nossa escola receber este grupo de trabalho.

Dia Mundial do Teatro No dia 27 de Março assinalou-se mais um Dia Mundial do Teatro. Esta data foi comemorada na nossa escola pelo Grupo de Teatro , que apresentou a peça “Brigada do Ambiente” no dia 25 de Março, em três sessões, na Biblioteca da Escola. A peça de teatro tinha como objectivos comemorar a primeira semana da Primavera e o Dia Mundial da Árvore, logo a temática abordada foi o ambiente e a sua preservação.

Escola Presente no Parlamento Jovem No dia 13 de Abril teve lugar na escola Básica dos 2º e 3º Ciclos da Bartolomeu Perestrelo, a X reunião preparatória do Parlamento Jovem Regional , com o tema “ Incentivos à Competitividade, ao Crescimento e ao Emprego”. Todas as escolas presentes apresentaram os seus projectos que visavam a apresentação de soluções e alternativas para a fomentação e desenvolvimento da economia regional. Ao que parece os representantes da nossa escola cumpriram o seu papel, apesar de não terem conseguido que o seu projecto fosse o vencedor. O que interessa é participar e aprender alguma coisa. Perceber como funciona a nossa assembleia e como são feitas as leis.


Galeão de Notícias