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Edição 2 – 2011/2012 Agrupamento de Escolas do Amial "A

vida deve ser uma constante educação." (Gustave Flaubert)

"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." (Immanuel Kant)

Entrevista à Senhora Dona Maria do Carmo Araújo, Chefe dos Auxilares de Ação Educativa da Escola Eb23 Pêro Vaz de Caminha

Há trinta e nove anos que trabalha com muito orgulho, dedicação e profissionalismo na Escola Eb23 Pêro Vaz de Caminha. Todos lhe reconhecem valor e distinção. Por ser uma figura incontornável da nossa escola, o 7º D, através do Escrivão Online, decidiu darlhe a palavra. Alunos - Fale-nos um pouco da sua história de vida. D. Maria do Carmo - Nasci em Penafiel, no ano de 1945. Tenho 6 irmãos e uma irmã gémea. Aos 8 anos, como os meus pais não tinham muitas possibilidades para me criar a mim e aos meus 7 irmãos, fui acolhida por um casal que vivia no Porto. Como não podia ter filhos, o casal educou-me e sempre me tratou como uma filha muito amada. Visitava frequentemente os meus pais biológicos, mas estes nunca deixaram que a família que me acolheu me adotasse.

Aqui no Porto, com os meus pais “adotivos”, cresci, estudei, aprendi a gerir uma casa, a fazer todas as tarefas domésticas. Frequentei a escola até ao 9º ano, embora não o tivesse concluído devido a um esgotamento nervoso. Aos 27 anos, quando os meus pais adotivos faleceram, fui obrigada a começar a trabalhar. O meu primeiro e único emprego foi conseguido na escola Eb 2,3 Pêro Vaz de Caminha, embora ainda nas antigas instalações que se situavam na rua Nossa Senhora de Fátima, na rua Miguel Bombarda e rua do Rosário. Concluídos 17 anos de trabalho nestas instalações, mudei-me para a rua da Telheira onde se encontra atualmente a nossa escola. Alunos - Há quantos anos trabalha nesta escola? D. Maria do Carmo - Trabalho nesta escola há trinta e nove anos. Alunos - Esta foi a sua primeira profissão? D. Maria do Carmo - Sim, esta foi a minha primeira profissão e não a mudava. Gosto muito daquilo que faço. Alunos - Quais são as suas funções enquanto Chefe dos Auxilares de Ação Educativa? D. Maria do Carmo - Sou chefe operacional. O meu dia começa às 8 da manhã, com a limpeza de um pavilhão.

"É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade." (Immanuel Kant) "Educação gera conhecimento, conhecimento gera sabedoria, e, só um povo sábio pode mudar seu destino." (Samuel Lima)

Índice Pag. 1 e 2 – Entrevista à Senhora Dona Maria do Carmo Araújo. Pág. 3 e 4 – Biblioteca PVC. Pág. 5,6,7,8 - Atividades de Educação Física. Pág. 9, 10 – Diário de uma Adolescente Pág. 11 e 12 – Quando for grande quero ser Cientista. Pág. 13 – UAEM vai à sala de snoezelen Pág. 14 – Guloseimas de Natal Pág. 15 – Dia especial para famílias Pág. 16 – Dia da Internet Segura

Março de 2011 Coordenador Júlio Militão


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Entrevista à Senhora Dona Maria do Carmo Araújo, Chefe dos Auxilares de Ação Educativa da Escola Eb23 Pêro Vaz de Caminha Ao longo do dia, atendo o telefone, apoio os alunos quando estes estão feridos ou doentes, atendo os pais, levando-os aos diretores de turma ou ao diretor da escola. Também apoio os professores e todos os funcionários da escola, por quem sou responsável.

Alunos - Se não tivesse escolhido esta profissão o que gostaria de ter sido? D. Maria do Carmo - Não escolheria outra profissão porque gosto muito daquilo que faço, de conviver com os alunos, professores e encarregados de educação.

Alunos - Qual é para si o aspeto mais positivo de trabalhar nesta escola? D. Maria do Carmo - No meu trabalho, gosto muito de falar com os alunos e aconselha-los sobre o que está certo ou errado. Espero sempre que aproveitem bem os conselhos que lhes vou dando. Alunos - O que é que gostaria que fosse mudado nesta escola? D. Maria do Carmo - Gostaria que alguns alunos, com comportamentos menos corretos, percebessem que estão numa escola e que têm de respeitar todos os professores e funcionários, bem como as instalações desta escola.

anos e todos os alunos a adoravam e respeitavam. Era alimentada e acarinhada por todos. Eu própria lhe dava banho regularmente, aqui na escola. Alguns alunos chegaram até a adotar as suas 8 crias. Entretanto, com o passar dos anos, os alunos começaram a ficar mais rebeldes, menos protetores e menos respeitadores para com a Sofia, que acabou por sofrer um bocadinho. Algum tempo depois, a Sofia adoeceu e acabou por morrer devido a problemas pulmonares.

Alunos - Quando se reformar do que é que terá mais saudades no dia a dia da escola? Alunos - Quais as principais alterações que presenciou ao D. Maria do Carmo - Tenho 66 anos e estou prestes a terminar a minha carreira. Sei que vai ser uma fase complicada e difícil. Sem longo de todos estes anos de trabalho? D. Maria do Carmo - Uma das alterações mais marcantes dúvida que terei muitas saudades do convívio diário e de trabalhar que presenciei ao longo destes anos foi a implementação do com os jovens. ensino misto. Nunca antes, um rapaz poderia estar sentado, Alunos - Tendo em conta a sua experiência, que conselho gostaria de numa sala de aula, ao lado de uma rapariga. Outra das dar aos alunos? alterações mais notórias foi a relação que os próprios alunos D. Maria do Carmo - Façam o melhor que puderem, sejam corretos, mantêm com a educação e a escola. Hoje, são menos valorizem os estudos e as vossas profissões, sejam elas quais forem. respeitadores e não valorizam o papel que a escola deveria ter nas suas vidas. A última alteração que identifico diz respeito ao espaço da escola. Nas instalações antigas, apesar Curiosidades sobre a D. Maria do Carmo: das condições serem piores, as salas de aula eram mais Comida Favorita: Cozido à Portuguesa ; Cidade favorita: Penafiel ; pequenas, mas mais acolhedoras. Sentíamo-nos mais Férias: Algarve ; confortáveis e aconchegados.

Alunos - Recorda algum episódio engraçado que tenha ocorrido aqui na escola? Maria do Carmo - Recordo-me, por exemplo, que, há alguns anos atrás, encontrámos, cá na escola, uma cadela rafeira grávida à qual demos o nome de Sofia. A partir de então, a Sofia passou a fazer parte da escola. Criámo-la durante 8 Página 2 de 17

Livro favorito: Amor de Perdição ; Cor favorita: Azul ; Viagem de sonho: Paris ; Animal favorito: Cão ; Passatempos: Fazer crochet ; Clube de futebol: F.C.P Turma – 7º D Professora coordenadora – Joana Lucas

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Visita da Sr.ª Dr.ª Teresa Calçada, Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares

Agrupamento de Escolas do Amial

Foi com grande alegria que o nosso Agrupamento recebeu a visita da Sr.ª Dr.ª Teresa Calçada, Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares.

A visita começou na Biblioteca da Pêro Vaz de Caminha, onde a Dr.ª Teresa Calçada chegou acompanhada pela Coordenadora Inter-concelhia, Dr.ª Helena Paz-dos-Reis, a que se juntaram a Dr.ª Ana Luísa de Oliveira Ramos, a Dr.ª Carla Teixeira e a Dr.ª Adelaide Santos Silva da Biblioteca Municipal Almeida Garrett; a Drª Carla Tavares da DREN e ainda a Dr.ª Berta Lima com a Dr.ª Ana Maria Magalhães da Câmara Municipal do Porto, para além do nosso Conselho Directivo.

Seguiu-se um pequeno "coffe break" onde foram ventilados e agendados alguns possíveis projetos com a participação dos presentes e seguimos para a Biblioteca da Escola EB 1/JI de S. Tomé. Aqui a Dr.ª Teresa Calçada, e os demais presentes, foi recebida por um grupo de meninos que, orientados pela Professora/Bibliotecária Paula Andrade, lhe deu as boas-vindas, cantaram algumas canções, falaram dos livros e personagens de que mais gostavam e mostraram o resultado das atividades que têm desenvolvido ao longo destes últimos anos.

A Dr.ª Teresa Calçada apreciou bastante alguns dos trabalhos, foram-lhe oferecidas algumas brochuras dos mesmos e depois do nosso Director lhe ter oferecido um pequeno ramo de flores, simbólico do nosso apreço pela sua presença e simpatia, depedimo-nos com a certeza que será apenas "um até breve" e "volte rápido".

Depois de circulamos pelo espaço da nossa biblioteca, da Coordenadora da Biblioteca Noémia Queijo e da equipa da biblioteca ter mostrado algumas das atividades que nele são desenvolvidas, da Dr.ª Teresa Calçada ter falado com alguns alunos presentes e com professores que trabalham neste espaço, foi assinado o livro de honra, onde a Dr.ª Teresa deixou palavras muito amáveis e de incentivo ao nosso trabalho. Página 3 de 17

Prof. Noémia Queijo

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40 ANOS DA BIBLIOTECA SONORA DO PORTO GRAVAÇÃO DE LIVROS

No âmbito das comemorações dos 40 anos da Biblioteca Sonora da Biblioteca Municipal do Porto, a Biblioteca da nossa Escola foi convidada a abraçar o projeto de gravação de livros infanto-juvenis para cegos. O objetivo era chegar a um público invisual mais jovem e ser atualizada a oferta de títulos recentes em suporte digital. Assim, entusiasmados pela possibilidade de serem solidários e úteis a crianças e jovens com problemas visuais e ainda pela gravação das suas vozes e nomes num catálogo coletivo, os alunos do 7º A e do 7º D, orientados pelas professoras Noémia Queijo e Joana Lucas respetivamente, prepararam e gravaram os livros «Tubarões, crocodilos e cavalos-marinhos» de Isabel Ramalhete e « A girafa que comia estrelas» de José Eduardo Água Lusa. O processo foi acompanhado de perto por uma equipa da DREN que procedeu à filmagem das actividades quer na Biblioteca da escola como na BMP. Em data a agendar seguir-se-ão o 7º B e o 7º C , orientados pelas professoras Dina Pereira e Paula Pina Cabral que irão gravar «As botas do Sargento» de Vasco Graça Moura.

Clica aqui para ver o Vídeo Prof. Noémia Queijo

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Aulas diferentes de Educação Física Durante as manhãs dos dias 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro do corrente ano os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar uma ação de sensibilização de hóquei em campo. Os dinamizadores da ação foram os professores Joana Gonçalves e Pedro Ávila da Federação Portuguesa de hóquei. Desde já o nosso agradecimento

Prof. Maria Aurora Baptista Página 5 de 17

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Aproveitamos o momento para informar que até ao final do ano, para além de todas as modalidades que estão no programa da disciplina de educação física iremos proporcionar aos alunos experimentar o rugby, kin-ball, ténis, judo, kung fu e natação.

Prof. Maria Aurora Baptista

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Aprender na globalidade Tudo começou quando nos pediram para colocar no terreno a experiência que tínhamos, aliada à nossa formação em psicomotricidade. Foi então que delineamos a Ação E: Aprender na Globalidade, que está inserida no Eixo I do Projeto TEIP2 2011/2012 do nosso agrupamento. Esta destina-se a apoiar alunos que revelam dificuldades de aprendizagem como por exemplo: dificuldades de memorização, tempos curtos de atenção, dificuldades de planificação da ação, déficit’s de organização sequencial de linguagem verbal ou escrita, instabilidade psicomotora, entre outras. Aprender na globalidade é um apoio baseado na reeducação psicomotora. A psicomotricidade é a ciência que tem como objeto o estudo do homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o cognitivo e o emocional. Psicomotricidade, portanto, é um termo empregue para a conceção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante da sua individualidade, da sua linguagem e da sua socialização. Neste momento há 23 alunos da escola EB 2,3 de Pêro Vaz de Caminha que estão a usufruir do apoio semanal psicomotor.

Ilustração 1: avaliação da representação topográfica (capacidade espacial global e transferência de dados espaciais representados para dados espaciais agidos)

Ilustração 2: Treino da Estrutura Dinâmica (capacidade de memorização visual de curto termo, essencial para a retenção de símbolos e posterior representação) Prof. Maria Aurora Baptista

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Foram 142 os alunos que se inscreveram no Torneio Pêro Sport, modalidade de Megasprint, que se realizou no dia 8 de Fevereiro. A par do frio terrível que se fazia sentir, foi percetível o entusiasmo dos nosso alunos, que após os tempo de preparação de prova (aos seus lugares,… preparar,… e sinal sonoro) correram o mais rápido que lhes foi possível. O nosso pódio foram os degraus de acesso à zona desportiva escolar. Lá se colocaram os que ficaram classificados em 1º, 2º e 3º lugares de cada escalão e de cada sexo. Aos primeiros classificados foi entregue uma medalha. Parabéns aos vencedores!... Escalão JUNIORES MASCULINOS: Nascidos antes de 1994 JUVENIS FEMININOS: Nascidos entre 1995/1996 JUVENIS MASCULINOS: Nascidos entre 1995/1996 INICIADOS FEMININOS: Nascidos entre 1997/1998 INICIADOS MASCULINOS: Nascidos entre 1997/1998 INFANTIS B FEMININOS: Nascidos entre 1999/2000

INFANTIS B MASCULINOS: Nascidos entre 1999/2000

INFANTIS A FEMININOS: Nascidos entre 2001/2002

INFANTIS A MASCULINOS: Nascidos entre 2001/2002

Nome do aluno

Ano/Turma

Ano Nascimento

Tempo

Lugar Chegada

David Sousa

3

9ºE

1993

5.65

Yanyan

18

9ºD

1995

7.38

Flávio Neivas

16

9ºE

1995

5.74

Rui Peixoto

12

9ºE

1995

6.10

Tatiana Rocha

19

8ºB

1998

6,02

Ana Sousa

4

8ºA

1998

6,40

Carla Ferreira

6

8ºA

1998

6,46

Bruno Cardoso

7

8ºB

1997

5,80

Ricardo Neves

24

6ºB

1998

5,96

Miguel Marques

18

6ºB

1998

6,08

Ana Catarina Rego

2

6ºD

2000

5,96

Bárbara Falcão

6

6ºA

2000

6,14

Beatriz Pereira

3

6ºB

2000

6,18

Luís Soares

15

7ºE

1999

5,61

José Possacos

13

6ºF

2000

6,05

Carlos Silva

7

8ºA

1999

6,14

Raquel Silva

17

5ºA

2001

6,77

Sónia Mendes

21

5ºE

2001

6,95

Maria Inês cunha

12

5ºA

2001

6,96

Pedro Soares

18

5ºE

2001

6,11

Fernando Travanca

12

5ºF

2001

6,50

Hugo Silva

7

5ºA

2001

6,71

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Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Está tudo muito agitado em minha casa. Hoje, estão a fazer-se algumas obras. Com as obras a decorrer não é fácil haver algum silêncio, mas quando aparece é bastante bom, visto que eu gosto muito do sossego e da calma. Acabei por passar a manhã no meu quarto a ouvir música. Nos últimos tempos, tenho andado muito mais ligada à música do que anteriormente, talvez porque esteja a entrar na fase da adolescência e, como já me tinham dito que provavelmente ia acontecer, estou a começar a achar que a música é uma boa maneira de exprimirmos o que sentimos e o que pensamos, o que, nos últimos tempos, não me tem parecido fácil. À tarde fui a uma festa de aniversário, em casa de uma das minhas melhores amigas, quer dizer, agora já nem sei bem a quem posso e devo chamar de “melhores amigas”, visto que há pessoas a quem já chamei de melhores amigos e quando precisava deles não estavam lá, ao contrário de outras pessoas, a quem nunca precisei de lhes atribuir um nome e estavam sempre lá para mim, esses sim são mesmo amigos. Com o tempo acabei por perceber que colegas não devem ser tratados como amigos e amigos não precisam de ter um “título” para serem realmente amigos. Voltando à festa de aniversário, acabei por me divertir bastante. Cheguei a casa muito cansada, por isso as únicas coisas que fiz foi jantar e adormecer.

Alexandra Amorim, 7º D Prof. Joana Lucas

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Não suporto saudade, não suporto tudo isto. Não suporto esperar, não suporto um “não”, não suporto continuar aqui. Não suporto o meu feitio, nem o facto de não o saber controlar. Não suporto o “nunca”, nem quando prometem algo sem terem intenção de cumprir. Não suporto que me magoem, seja por fora ou por dentro. Não suporto isto, isso ou aquilo, não suporto nada. Não suporto o perto, nem o longe, não suporto a distância nem a proximidade a mais. Não suporto berros, mas também não suporto sussurros miudinhos. Não suporto o vento tal como não suporto o calor demais. Não suporto este, esse ou aquele quando o que eu quero é o meu. Não suporto quando quero e não tenho, e até mesmo quando tenho e não quero. Não suporto a dor, nem a desilusão. Não suporto unhas pintadas, nem pessoas com muitas “manias”. Não suporto mensagens em branco quando quero testamentos, nem testamentos quando espero mensagens em branco. Não suporto separação, traição nem mentiras. Não suporto “falinhas mansas” nem “vira o disco e toca o mesmo”. Não suporto que seja dito a outras pessoas o que me é dito a mim. Segundo a minha mãe: “gosto de ser única demais”. Não suporto que alguém seja melhor que eu, teria que ser um “senhor alguém” e isso não me agrada. Não suporto mensagens lamechas, nem tão pouco demonstrar sentimentos. Não suporto um “adoro-te” de pessoas desconhecidas, nem um “gosto de ti” de pessoas que conheço há anos. Não suporto nada do que escrevo, nem nada do que leio. Não suporto escrever muito, nem escrever pouco, por isso é melhorar parar. Ah! Também não suporto cozinhar, e, no entanto, vou ter que fazer o jantar. Não suporto despedidas, mas este grande texto tem que acabar em grande. Beijo.

Rute Sampaio, número 18, 7º E Professora coordenadora Joana Lucas

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“Quando for grande quero ser

cientista”

Em fevereiro, no âmbito do projeto “Porto de Crianças”, as crianças de 4 e 5 anos, do J.I. da Agra participaram em duas sessões de Ciência, no Laboratório Aberto do IPATIMUP: Na 1ª atividade - “Os cinco sentidos”- realizaram-se experiencias que despertaram nas crianças sensações bem diferenciadas e fizeram caras lindas, caras feias, à medida das suas descobertas! É azedo!

Não, é ácido!

Acho que é doce!

Cheira a canela!

Vamos descobrir os sons graves e agudos?

Jardim de Infância da Agra - educadora Isabel Teixeira e Isolina Afonso Página 11 de 17

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N a 2 ª a t i v i da d e : ” T r a n s f o r m a r p a ra c r ia r ” O c o nc e i t o d e t ra n s f o r m a ç ã o q u ím ic a e t ra n s f o r m a ç ã o fí s i c a , c o m o re c u r s o p a ra c r ia r velas aromáticas e monstros

Para fazermos velas, vamos derreter a parafina e os meninos vão raspar lápis de cera coloridos.

g el a t i n o s o s , t é c n ic a s

a t ra v é s simples

de e

acessíveis.

Em seguida vestimos as batas e vamos para o laboratório.

Velas coloridas

Pega – Monstros: precisamos de cola líquida, água, corante alimentar e borato de sódio. Aprendemos que para as experiências resultarem, é preciso cumprir as regras do laboratório (não correr, não provar, nem cheirar nada) e seguir atentamente as instruções que as cientistas nos dão.

Jardim de Infância da Agra - educadora Isabel Teixeira e Isolina Afonso Página 12 de 17

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Os alunos da Unidade de Apoio Especializado à Multideficiência (UAEM), da EB 2,3 Pêro Vaz de Caminha, começaram a frequentar, semanalmente, a sala de snoezelen da APPC do Cerco. Para a realização desta saída contamos, igualmente, com a preciosa colaboração da Junta de Freguesia de Paranhos que faz transporte dos alunos.

o A origem do snoezelen remonta à década de 70, através de dois terapeutas holandeses que trabalhavam num centro destinado a pessoas com deficiências e incapacidades.

A sala de snoezelen é caracterizada por um ambiente confortável, seguro e multissensorial, permitindo que crianças e adultos com dificuldades, deficiências ou outras limitações, possam usufruir da estimulação sensorial. Nesta conformidade, os alunos, através do uso de estímulos como música, sons, luz, estimulação táctil e até cheiros, conseguem obter diversos benefícios, pelo que destacamos os seguintes: estimular os sentidos; promover o relaxamento, lazer e diversão; fomentar a exploração, a descoberta, o movimento; estimular o surgimento de emoções positivas; etc.

Docentes de Educação Especial: Ana Paula Lopes e Bruno Teixeira

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No passado dia 15 de Dezembro a turma do 6ºF, juntamente com os seus professores, levou a cabo uma actividade de culinária de seu nome “Guloseima de Natal”. Esta actividade, que foi trabalhada previamente em contexto de sala de aula pelos diferentes professores (os nutrientes das bolachas, como e quando surgiram as primeiras bolachas, o uso do texto utilitário, os vocábulos em Inglês, a decoração da brochura com as receitas, entre outros) e culminou no dia acima referido num ambiente de boa disposição, alegria e empenho. Os alunos viram a escola como um sítio diferente, por umas horas deixou de ser o sitio restrito, intricado de regras de conduta para ser um sítio cheio de aromas, cumplicidade, trabalho de equipa, descontração. A alegria e o cheiro a bolachinhas acabadas de fazer enchia o pavilhão e com eles trazia a visita de outros professores, funcionários e de outros alunos. Espreitavam pela porta e viam uma parafernália de instrumentos e toda a gente de avental posto, mangas arregaçadas e sorriso nos lábios. Tivemos a honrosa visita dos membros da Direcção da Escola e os meninos portaram-se à altura, enchendo os seus professores de orgulho. No final do dia, sentamo-nos, já estafados e lanchamos as bolachinhas que havíamos acabado de confeccionar. Os seus Encarregados de Educação, deram um feedback muito positivo mostrando-se agradados por esta iniciativa e surpeendidos pois, em casa, a maioria dos alunos, reproduziu as receitas com as suas famílias. Está agendada próxima actividade de culinária para este período! (É necessário agradecer a alguns colegas que, não sendo do Conselho de Turma do 6º F, contribuiram para o sucesso desta iniciativa, nomeadamente as professoras Adelaide Pinto e Carla Susana Lopes. )

Prof. Cláudia Pinto

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A articulação com as famílias é uma estratégia simples, fácil de concretizar e é sempre do agrado das crianças, uma vez que desenvolvem dinâmicas ativas e partilhadas. No 1º período, o Jardim de Infância da Agra organizou um dia especial paras famílias, convidando-as para tomar um chá e provar a marmelada confecionada com as crianças e para a qual todas as famílias contribuíram de uma forma simpática e generosa.

A assinatura dos visitantes…

Os convidados levaram para casa uma prenda doce - um cubo de marmelada - embrulhado em à moda antiga (em papel vegetal) com uma etiqueta que dizia, “O QUE É DOCE NUNCA AMARGOU”. Esta iniciativa desencadeou muito entusiasmo, participação e satisfação, por parte de todos. Jardim de Infância da Agra – Educadoras: Clara Almeida, Isabel Teixeira e Isolina Afonso – Ano 2011/12 Página 15 de 17

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Para melhor orientar os alunos quanto ao uso que fazem da Internet, o Curso CEF - Operador de Informática preparou sessões de esclarecimento para apresentar durante a semana da Internet segura em todo o Agrupamento de Escolas do Amial. A temática abordada teve em consideração que a maioria das crianças e adolescentes acede à Internet para contatar com outros utilizadores, utilizando os chats, fóruns, serviços de mensagens, sites de música, filmes ou jogos. Pela sua natureza curiosa e ingénua, muitas vezes, durante estes contatos, as crianças, livremente ou por aliciamento de terceiros, revelam dados pessoais não se apercebendo dos perigos inerentes. Mais grave se torna a situação quando o contato virtual dá origem a encontros pessoais com desconhecidos.

O resultado do projeto excedeu as expetativas, tendo os Alunos e Professores participado de forma ativa no mesmo, sendo solicitada a realização de novas sessões. Prof. Cátia Silva e Prof. Júlio Militão

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O registo dos momentos que constam nas páginas deste Jornal refletem a citação do filósofo Platão:

“O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel.”

O Coordenador

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Jornal Escrivão nº2 11/12  

Jornal Online do Agrupamento de Escolas do Ameal

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