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E S CO LA BÁS IC A 2 . 3 CON D E DE OE IRAS

TAG A R E L A JORNALISTAS POR UM DIA NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Nº 2 MARÇO 2013

NESTA EDIÇÃO:

Editorial

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O Dia a dia na Escola

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Escrita Livre

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As Nossas Leituras

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Visitas de Estudo

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A Não Esquecer

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No dia 6 de fevereiro, a equipa do jornal e duas turmas do 8º ano foram ao Diário de Notícias. A visita começou na galeria do DN, onde, após uma breve explicação sobre os quadros pintados por Almada Negreiros que adornam o espaço e a visualização de um breve filme acerca dos perigos da pirataria online, os alunos se estrearam como jornalistas, ao fazerem a primeira página de uma publicação. Aprendemos qual é a estrutura de uma notícia de uma primeira página de jornal. Também aprendemos que não podemos acreditar em tudo o que aparece nos sites, quando procuramos informação. Devemos, por isso, ter cuidado com as informações que publicamos. Tivemos a oportunidade de construir a nossa primeira página de Jornal. Para

isso, os alunos foram divididos em grupos de dois. Havia um esquema de uma página aberta e os alunos escolhiam a informação, de acordo com o tema pretendido. Aos alunos foi dado apoio por uma equipa de jornalistas que circulavam pelos grupos. No fim, todas as primeiras páginas foram impressas. para as guardarmos como recordação. Parecíamos mesmo jornalistas a fazer a sua primeira página de jornal! Foi uma tarde bem passada, muito divertida e muito útil. No dia seguinte, o Diário de Notícias publicou uma fotografia com o nosso grupo. Teresa Mota, 6º C

Saber Mais

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A Biblioteca Conta

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Espaço dos Mais Novos

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Passatempos/ Curiosidades

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O MEL, A ABELHA, O HOMEM E A NATUREZA Realizou-se, de 25 de fevereiro a 1 de março de 2013, na nossa Escola, o projeto transversal “O Mel, a Abelha, o Homem e a Natureza”. Foi uma semana completa dedicada à importância das abelhas no equilíbrio dos ecossistemas,

à relação do Homem com a Natureza e aos benefícios para a saúde no consumo diário de produtos apícolas. Cont. pág. 4

Prof. José Baptista


Ficha Técnica: Propriedade: Escola Conde de Oeiras

Redação: Profª Fátima Santos Profª Carla Cruz Luísa Rodrigues, 6ºH Carolina Santos, 6ºH Filipa Vasconcelos, 6ºH Ema Cunha, 6ºH Noa Brighenti, 5ºA Francisco Vaz, 5ºA Margarida Pinto, 5ºE Joana Martins, 5ºE Duarte Faria, 6ºC Teresa Mota, 6ºC Rita Lopes, 6º C Sebastião Soares, 5º B Rodrigo Lopes, 5º B David Oliveira, 5º B

Edição e Montagem: Profª Noémia Cardoso David Oliveira, 5º B Rodrigo Lopes, 5º B Sebastião Soares, 5º B

Suplemento Desportivo: Prof.ª Margarida Oliveira Prof. Luís Inocêncio

Impressão: Reprografia da escola llda Gomes

Tiragem: 100 exemplares Preço: € 1

A

E DITORIAL

qui estamos nós, no fim do 2º período, passados já dois terços do ano escolar, e as mudanças, sempre mais uma, a chegar. Em setembro, acabadas as férias, o tempo urge para ter tudo pronto: a receção aos alunos e aos novos professores, os horários das turmas, os documentos a distribuir, as programações a fazer, o ano para planificar. É uma correria de reuniões. Eis senão quando, a dias da abertura do ano, sai o novo Estatuto do Aluno, que obrigou à reformulação de muitos documentos e à sua divulgação urgente por toda a comunidade escolar. Implicou, por exemplo, a alteração do Regulamento Interno, que só agora se terminou. A uma semana do fim do 1º período, as avaliações já estão a ser preparadas: níveis a lançar nas turmas, faltas a registar, calendário de reuniões, estratégias delineadas para os Conselhos de Turma. O trabalho aperta mais nestas alturas, todos o sabem. São os alunos com testes diários, são os professores com centenas de provas para corrigir. Eis então que sai nova legislação sobre avaliação. Pois não haveria momento mais oportuno? Foi como um café entornado no vestido da noiva, quando está a sair para a igreja. Muito do trabalho preparado foi para o lixo. E, numa pressa, fizeram-se novos documentos, digeriu-se nova informação, assimilou-se um novo modelo. No decurso do 2º período, tudo

parecia sereno. Engano. Assim que se aproxima o final do período (desconfia-se que a equipa ministerial só existe nessas alturas... ou então só é beijada pelo príncipe e acorda para as festas de calendário...) nova legislação que altera as condições de avaliação nas provas finais para os alunos da Educação Especial, obrigando a apresentar resultados numa semana. A errática do ministério é tal, que a certeza de hoje pode já não ser a de amanhã. Mas nada disto os alunos sabem, nada disto as famílias suspeitam. Os professores, os Diretores de Turma, continuam em frente. Entre o prazer de ensinar (mau grado a frustração pelos que não aprendem), os documentos que preenchem, as reuniões que realizam, as faltas dos alunos e a legislação que aperta, a compreensão e apoio de alguns EE e o descontentamento de outros (porque não gostou do almoço, porque um menino magoou, porque a professora ainda não entregou os testes e está muitas vezes doente...), o caminho faz-se todos os dias e cada dia é feito de pequenos sucessos e pequenos contratempos. Mas todos com um objetivo comum: sermos felizes no que fazemos! Oxalá consigamos. Profª Manuela Guerreiro

Bla! Bla! Bla! Cumprimentando-me, blá...blá...blá… o nosso amigo Tagarela, lá se foi queixando mais uma vez que não foi fácil a concretização desta edição e em blá...blá...blá… foi-me dizendo, que, conforme o solicitado, a recolha de material não chegou atempadamente, blá...blá...blá… Então expliquei-lhe que nem tudo corre bem e nem como queremos, pois, cada vez mais, o tempo é pouco e tudo passa a correr; corremos para tudo, por falta de tempo! Não convencido, como sempre, foi-se embora a resmungar, sempre o tempo, é sempre o tempo! blá...blá...blá…

Francisco Limão, 2008/09

Profª Noémia Cardoso Página 2

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O Dia a dia na Escola LET’ CELEBRATE BRITISH TRADITIONS! Tea party

St.Patrick

faces. Thanks to all specially to the teachers and students of special needs who baked the scones. We had a lovely time!

This is a picture of the annual staff’s tea party. We had some lovely scones, pies and cakes. We tasted wonderful and different types of tea. The French and the Spanish teachers joined us with their speci-

Last year we celebrated St. Andrew’s day (Scotland). Now it’s Ireland time! Next 12th March is our St. Patrick´s day celebration. There will be some fantastic activities. We are counting on you! Wear green and be happy!

alities. It was nice to see old and new

Grupo de Inglês

Sessões de Skate e Patins em Linha Terminaram, com sucesso e entusiasmo dos alunos das turmas de 7º ano A e B, as três sessões de Skate e Patins em linha, promovidas por técnicos do IPJ, na sequência de uma Palestra sobre o tema “Igualdade de Género”, provando-se que não há desportos apenas para homens ou para mulheres. Pretendeu-se fornecer as técnicas de base nas modalidades referidas aos alunos, preparando-os para, posteriormente, poderem prosseguir a sua prática. Esta ação constituiu uma oportunidade única para os alunos poderem aprender estas modalidades com os melhores atletas nacionais. As sessões decorreram nos campos de jogos, ao pé do pavilhão de Educação Física.

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Ficam registados alguns momentos destas sessões de convívio e acompanhamento desportivo.

Pl’a Coordenadora do Projeto “Educação para a Saúde” Paula Beirão

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O Dia a dia na Escola O Mel, a Abelha, o Homem e a Natureza Continuação da pág.1 Ficámos a saber, pela Dra. Joana Godinho (professora e investigadora do INIAV), que o mel português é dos melhores méis do mundo, rico em vitaminas, sais minerais e enzimas. Uma colher de sopa de mel é suficiente para “fornecer ao organismo nutrientes necessários ao bem-estar físico e rendimento académico”, afirmou o Dr. António Hermenegildo, médico e especialista em apicultura. Entre os vários temas abordados (10 no total), não ficou esquecido o tema da beleza. A Engenheira Laura Garcia, que veio de Espanha, expôs-nos o tema “A Cera das abelhas e suas propriedades”. Ficámos a saber que este produto, segregado pelas glândulas cerígenas das abelhas, contém mais de 300 compostos e é usado pela indústria cosmética no fabrico de cremes para a pele, bem como nas póscirurgias, para facilitar a cicatrização dos tecidos com maior rapidez e reduzir as marcas da incisão. Mas o tema que esteve sempre presente, e que foi abordado de forma mais sistemática pelo Dr. Mendes do Carmo e pelo Dr. Antero Gomes, foi “O Comportmento das Abelhas”. Já os Egípcios tinham as abelhas como um exemplo de disciplina, organização, trabalho, higiene e coragem. O mesmo exemplo foi sugerido aos alunos desta forma: se as abelhas, sendo tão pequeninas e vivendo tão pouco tempo (em média dois meses) conseguem ser disciplinadas e organizadas, também os alunos, sendo inteligentes, podem ser mais e melhor organizados e disciplinados. Os 10 especialistas em apicultura que se deslocaram à nossa Escola ficaram agradavelmente surpreendidos com o interesse que os nossos alunos manifestaram, com o conhecimento que revelaram e com o bom comportamento que, regra geral, evidenciaram. No final de cada sessão, alguns alunos saíam do Centro de Recursos de forma tão ordeira que “mais pareciam abelhas disciplinadas a saír de uma colmeia!”

Feira do Mel e Produtos Apícolas A encerrar o projeto, “O Mel, a Abelha, o Homem e a Natureza” realizou-se, no dia 1 de março, a segunda edição da Feira do Mel, que contou com a presença e colaboração da Sociedade dos Apicultores Portugueses, da Apiagro, Apibericos e Junta de Freguesia de Oeiras. Com esta atividade, a comunidade escolar teve oportunidade de adquirir mel e produtos apícolas de excelente qualidade (100/% naturais) e ficar mais próxima dos produtores.

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O que dizem os alunos sobre o projeto “O Mel, a Abelha, o Homem e a Natureza” “Eu até nem gostava das abelhas, porque achava que eram uns insetos insignificantes que só sabiam picar, mas, depois deste projeto, percebi a importância das abelhas no mundo. Sem elas não haveria plantas, flores, árvores, animais e até humanos” (Ana Carolina, 7º C). “Com este projeto, aprendi que as abelhas têm um papel muito importante na nossa vida e que, sem elas, a vida seria muito diferente” (Marta Espinha, 6º B). “Aprendi que as abelhas são um exemplo para todos nós, por serem muito trabalhadoras, organizadas, higiénicas, corajosas e disciplinadas” (Clara Mateus, 6ºB). Aprendi que as abelhas sabem Geografia, Matemática, Música, Dança… fantástico! Gostei de aprender que as abelhas são muito disciplinadas e, se as pessoas fossem mais disciplinadas, como as abelhas, tinham todos uma vida melhor” (João Valente, 6º E). “Eu achei este projeto muito interessante. Saber o dia a dia das abelhas, a comunicação entre elas, como fazem o mel… são seres fascinantes! Todos deviam saber um pouco mais sobre as abelhas” (Victória Trindade, 5º A) Prof. José Baptista

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Escrita Livre

Gostava de ser… Gostava de ser barqueiro, E os barcos fazer apitar no nevoeiro. Gostava de ser cantor, Ao palco subir e receber aplausos sem favor. Gostava de ser bombeiro, Com a sirene a tocar, milhares de vidas salvar. Mas o que eu gostava mesmo de ser, Era cientista … Coisas descobrir, e para um melhor futuro contribuir. Mas de barqueiro, a cantor, ou até a cientista, O que eu gostava mesmo de ser era arquiteto, Casas desenhar, e a milhares de pessoas dar um lar. David de Sá Leão, 5º B

Primeira página da minha autobiografia Antes de nascer, vagueava na barriga da minha mãe. O meu pai e a minha irmã Leonor, que tinha

quase um ano, estavam aqui à minha espera. Eu também estava ansioso e, por isso, às trinta e cinco semanas, resolvi sair daquele mundo fechado e vir para um mundo novo. Nasci a 25 de abril de 2001, num hospital em Portugal, claro, o Hospital São Francisco Xavier, ao pé do Restelo. A minha família toda estava contente. Tinha dois tios maternos e um paterno. Duas avós e dois avôs. Tinha duas bisavós e um bisavô. E ainda uns tios avós, muitos primos… Entrei na creche aos cinco meses, no “Botãozinho”. Era um rapaz normal, comia muito bem. Assim, nos meus primeiros tempos, explorei muito o meu novo mundo e cada coisa me fascinava mais que a outra. Pedro Monteiro, 6º H

Se eu fosse… Se eu fosse uma gaivota Limitava-me a voar Com as minhas asas de vento Ninguém me conseguiria parar Se eu fosse uma bola Todos queriam brincar comigo Ficava tanto tempo com quem me comprara Que se tornava meu amigo

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Se eu fosse o vento Soprava para um lado Soprava para o outro E falava como um desenho animado Se eu fosse um livro A minha vida seria assim Simplesmente me abriam Não tiravam mais os olhos de mim Joana Oliveira, 6ºH

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Escrita Livre Apesar de tantas tropelias, sobrevivi! Graças aos meus alunos... As escolas são sítios extraordinários! São reinos poderosos onde aprendemos o mundo, nos testamos a nós próprios e onde nos vamos descobrindo e construindo, como pessoas e cidadãos da República; são territórios privilegiados onde o pulsar da sociedade se faz sentir, onde o encontro de gerações se proporciona e os afetos se desenvolvem. Cada escola é um tempo único, com cumplicidades latentes e tão fortes que pôde levar ao maio de 68 de uma geração, e quiçá de outras que saibam, com proveito e sabedoria, usar inteligentemente a memória histórica. Aos 5 anos fui pela 1ª vez para a escola. Éramos escassíssimos 1,2% da população escolar do país. A mesma professora para os 4 anos, todos na mesma sala. Aos 18 anos estava no 1º ano da Faculdade. Frequentavam então o ensino secundário apenas 5,9% dos portugueses. Aos 21 comecei a trabalhar numa escola, em Salvaterra de Magos, para onde me desloquei diariamente durante 5 anos, vivendo em Lisboa. Seguiu-se a profissionalização em exercício e, ao fim de 36 anos, aqui estou eu, na Conde de Oeiras. Pertenço àquela geração que aprendeu a escrever em cadernos de 2 linhas e a fazer contas em pequenas ardósias emolduradas a madeira de pinho. As turmas tinham 30 alunos sentados em carteiras, individuais e ergonómicas, e o professor um estrado. O silêncio era absoluto. No liceu, os testes chegavam às mãos do professor batidos à máquina, policopiados e metidos em envelopes por um funcionário, e eram cerimoniosamente abertos na aula, no momento da distribuição. O saber era um valor de investimento futuro, almejado por qualquer família para os seus jovens. Significava vantagem, reconhecimento e um emprego mais valorizado. Já eu, tive que aprender a fazer os testes e outros

materiais em stencyl (e era uma canseira desenhar mapas contra o vidro da janela!) à mão ou à máquina. Mais tarde chegaram os computadores, já eu tinha dobrado os 30 anos. Foi há tão pouco tempo e passou uma eternidade. Em 36 anos trabalhei em sete escolas e conheci 25 ministros da Educação, que também foram da Cultura. O de agora também é da Ciência. Houve até um governo que fez da Educação uma paixão. Vivi muitas reformas, fiz algumas formações e fartei-me de aprender. A partir de 1974, a escola democratizou-se e massificouse. A par do esforço gigantesco de absorver os milhares de portugueses que regressaram de África, conseguimos também construir os edifícios e preparar os professores indispensáveis para responder a esse desígnio urgente de alfabetizar e dar formação a todos. E de bem muito escasso, a escola tornou-se acessível e inclusiva. Nestes tempos de governação errática e inconstante, em que a todo o momento, com o ano a correr, a lei muda e com ela as orientações que regem o nosso trabalho, os professores vivem tempos duros. Os mais jovens, porque todos os anos vivem a incerteza do emprego, a separação da família, o futuro adiado. Os mais velhos, com carreiras congeladas e com reformas adiadas, porque foram traídos nas suas expetativas e sobrecarregados nas suas funções. Mas tantos, se não todos, diariamente, deixam à porta da sala de aula as urgências pessoais e vestem o coração de generosidade, enchem o peito de ânimo e, sabe-se lá às vezes donde, arrancam a energia que 30 alunos exigem para serem motivados, ouvidos, esclarecidos e ensinados, impreterivelmente, a cada 45 ou 90 minutos. Apesar de tantas vicissitudes, continuo a gostar do que faço. Graças aos meus alunos, obrigada. Manuela Guerreiro (Profª de HGP e Coordenadora dos DT)

Adolescentes e Redes Sociais A maioria dos adolescentes tem, pelo menos, uma conta em algum tipo de rede social. As redes mais populares são o Facebook e o Twitter, mas novos tipos de redes sociais continuam a surgir e algumas,como o Instagram ou o Pinterest, começam a ganhar bastantes adeptos. A importância das redes sociais na cultura adolescente é cada vez maior e estas fazem parte integrante do seu estilo de vida. Mais do que na era do conhecimento, vivemos na era da comunicação digital, do acesso imediato à informação contínua. Privacidade Devem usar-se as configurações de privacidade. A maioria das redes sociais tem ajustes que permitem ao utilizador controlar quem pode ver a sua conta, e o modo como pode fazê-lo. Os adolescentes devem limitar o acesso à sua informação pessoal através das configurações de privacidade, para que apenas os Página 6

amigos ou pessoas que eles conhecem bem possam ver o que eles publicam. Segurança da conta Não se deve usar a mesma senha para várias contas ou usar senhas fáceis de adivinhar. Um hacker irá tentar a mesma senha noutras contas, para ter acesso. Ler as condições de utilização é muito importante, pois podemos estar, sem o sabermos, a dar autorização para que a nossa informação seja utilizada por terceiros. Rita Lopes, 6º C TAGARELA


Escrita Livre Um dia de aspirina Certo dia, estava eu guardado num armazém, separado aos bocados, à espera da minha deixa. Essa deixa demorou alguns meses, uns meses tristes, mas valeu a pena esperar. Mas finalmente chegou a deixa para uma nova vida, a vida da aspirina. Embora estando dentro daquelas caixas escuras e frias, ainda conseguia ouvir. Comecei por ouvir o barulho de uma máquina a aproximar-se das caixas e depois parou; a seguir, uma espécie de braço aproximou-se delas, levou-as uma a uma e guardou-as num camião que foi em direção a uma fábrica. Dentro do camião só se ouvia o motor, e as caixas andavam sempre a saltar de um lado para o outro. Quando cheguei à fábrica, fiquei no cais de receção, e uns homens levaram-nos para dentro da fábrica. Aí, esperei alguns minutos e, por fim, abriram as caixas e só via umas máquina enormes a fazerem uma tal barulheira que me punha surdo. Quando fui para as máquinas estava aterrorizado, mas aquilo até foi fixe. Andava sempre às voltas e depois aquecia, arrefecia, parecia uma montanha russa. Por fim, e quase a acabar, embalaram-me e a

mais uns quantos colegas em embalagens. Meteram todas as embalagens numas caixas maiores, e fomos outra vez para um camião. No camião passámos alguns minutos, mas sempre a contar anedotas. O camião parou noutro armazém e, aí, esperámos até irmos para o escritório da nossa empresa. Nos escritórios, nós passámos de sala para sala, até podermos ir para as lojas. A minha embalagem, mal chegou à loja, foi logo vendida, é claro, é pela minha fama. Na casa do senhor que nos comprou, fiquei num armário na casa de banho com uma bela e linda vista para aquilo a que chamam sanita. Passámos alguns dias a olhar para a sanita e lá fui para o corpo daquele senhor, blá, blá, blá, blá, tratar das dores de cabeça e isso tudo. Francisco Vaz, 5º F

Dia de S. Valentim Quando te vejo Os pássaros cantam, O arco-íris aparece, As fadas dançam… Só te vejo a ti No meu futuro Linda como uma flor Doce como fruto maduro…

O amor é o sol que brilha nas ondas do mar. O amor é uma canção de sons a bailar no ar. O amor é a brisa que passa no luar. Matilde Rodrigues, 5ºD

O amor é uma ave majestosa Que voa graciosamente Para ti.

Mafalda Rodrigues, 5ºD

Mariana Silva, 5ºD

O que achamos sobre os trabalhos de casa Achamos que os TPCs são uma maneira bastante interessante de aprender e compreender melhor as matérias. Se não fizermos os trabalhos de casa, podemos ficar prejudicados, porque, se não percebemos a matéria nas aulas, podemos tentar percebê-la através dos TPCs. Muitas pessoas pensam que os TPCs são uma “grande seca” e preferem ir para o computador, mas isso está errado! No nosso futuro, vamos precisar da matéria que TAGARELA

aprendemos com os TPCs. Eles também são bons para sabermos o que não sabemos, e saber o que temos de esclarecer com o professora no dia seguinte. Portanto, fica a dica: façam sempre os trabalhos de casa! Na minha opinião, quem inventou os TPCs é uma pessoa muito inteligente!... Mafalda Cordeiro, Afonso Figueira e Sebastião Soares - 5º B

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Escrita Livre

O menino com zero a português Numa tarde, na aula de Português, o Hugo e os seus colegas estudavam a fazer uns exercícios sobre nomes, quando a professora diz: - Meninos, hoje eu vou entregar os testes. No geral, as notas foram bastante boas, mas há um zero. A professora pediu ao Hugo para falar com ela quando a aula acabasse, pois foi ele que teve um zero, para não variar… Trimm, a campainha tocou e todos os colegas do Hugo já se tinham ido embora. Então a professora disse: - Hugo, tu tens de te esforçar mais e tens de estudar mais, se não o fizeres vais “chumbar” no final do ano e, nem tu, nem eu, nem os teus pais o querem. Nós estamos quase a acabar o período e este já é o terceiro período, por isso tens de tirar um muito bom no próximo teste, se não o fizeres, “chumbas”. -Só preciso de tirar um muito bom e passo de ano? -Sim, só um muito bom, porque, de resto, és impecável, apesar de seres muito distraído. Quando o Hugo chegou a casa, enfiou-se no quarto e leu o livro de trás para a frente para aí umas dez

vezes, sabia a matéria toda. Todos os dias ele fazia o mesmo. Na semana seguinte… -Alunos, silêncio, vamos lá fazer o teste. Todos os alunos, ou quase todos, estavam na primeira página, mas o Hugo já estava a fazer a composição. Com o tempo que lhe sobrou, releu o teste várias vezes e depois entregou-o. Na sexta- feira seguinte, a professora entregou os testes. Ela estava tão feliz! -Hugo, parabéns, tiveste um muito bom! -Boa! Consegui! A partir desse dia o Hugo nunca mais voltou a ter um zero a Português. Dá o teu melhor, presta atenção às aulas e estuda muito para teres muito bons como o Hugo teve! Francisca Monteiro, 5º F

O SEGREDO

Ele entrou, sentou-se e esperou dentro daquele gabinete que parecia nunca ter sido limpo. As prateleiras , atulhadas de livros, pareciam dobrar (para baixo), com Página 8

o peso dos mesmos . O tapete de Arraiolos, com as pontas ligeiramente encaracoladas, mostrava o seu contorno no chão, por causa do pó . Por fim, a secretária , que parecia ter uns duzentos anos, estava coberta de folhas, folhinhas , folhetos e mais uns quantos livros . O suposto curandeiro deu uns quantos passos silenciosos no tapete. Por fim, mais cinco passos fizeram-se ouvir no chão de madeira . Sempre muito calmos, os dois cumprimentaram-se e puseram-se a falar : -Meu amigo, tem um ar muito apagado. O que posso fazer por si? Tenho um problema complicado. Já começou a tirarme o sono. O que posso fazer para

que ela olhe para mim ? – Do bolso tirou uma fotografia de uma rapariga lindíssima. O homem sorriu e disse que já era comum ouvir estes problemas. No verso da folha escreveu um poema grande, de cima a baixo, sorriu novamente e devolveu-lha. -Todos os dias, a partir de hoje, quando estiver perto dela, sussurre este poema, não faça mais nada. O rapaz agradeceu ao poeta, saiu confiante e, cerca de uma semana depois, no consultório, como se tivesse sido empurrado, por baixo da porta estava um convite para um casamento. Inês Marcos, 9ºD

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As Nossas Leituras

“o cavaleiro da Dinamarca” Título: “o Cavaleiro da Dinamarca” Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen Assunto: Um cavaleiro decide, num Natal, que passará o seguinte na Terra Santa. Na primavera seguinte, ele parte e visita muitos lugares sagrados, mas, na volta, enfrenta uma grande tempestade, e o barco tem de parar em Itália, para ser reparado. Passa por várias cidades de Itália e ouve histórias que o fascinam (narrativas encaixadas). Conseguirá chegar a casa a tempo de passar o Natal novamente com a sua família? Personagem de que mais gostei: A personagem de que mais gostei foi o Cavaleiro, porque gostei da forma como ele pensou nas histórias que ouviu, e de como nunca desistiu de chegar a casa para celebrar o Natal com a família. Momento da ação de que mais gostei:

Recomendo/Não recomendo a leitura deste livro Recomendo a leitura deste livro, porque acho que transmite a mensagem de darmos valor ao que temos e ao que não temos e também de nunca desistirmos do que nos propomos fazer. Pedro Monteiro, 6º H

O momento de que mais gostei foi quando ele estava hospedado em Florença e Veneza, e as histórias que ouviu.

“O Principezinho” Personagem de que mais gostei A personagem de que mais gostei foi a Raposa, pois percebe e refere bem o que os homens fazem mal. Momento da ação de que mais gostei O momento da ação de que mais gostei é quando o principezinho pensa na sua rosa, pois isso é a verdadeira amizade. Título “O principezinho”

Recomendo/Não recomendo a leitura deste livro Recomendo muito a leitura deste livro, pois é um livro muito bonito, e podemos tentar “pôr-nos dentro” do que as personagens dizem.

Autor Antoine de Saint-Exupéry Francisco Maranha, 6º H

Assunto Um príncipe anda a passear pelo sistema solar, à procura de amigos. O principezinho é muito curioso, então quer sempre saber mais sobre os seus amigos. TAGARELA

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Visitas de Estudo visita de estudo ao Palácio do Marquês de Pombal

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o dia 28 de janeiro de 2013, os alunos do 6.ºI realizaram uma visita de estudo ao Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras. O horário para a saída da escola estava marcado para as 14.00h. À hora marcada, a turma dirigiu-se para o portão de entrada da escola. A professora Manuela Prudêncio explicou aos alunos como se deveriam comportar durante o caminho até ao Palácio. A turma saiu da escola às 14.25H, acompanhada pela Professora Manuela Prudêncio, pelo Professor Júlio e por dois pais. Iniciámos a visita na Capela da Nossa Senhora das Mercês, que fica do lado esquerdo do Palácio do Marquês de Pombal, com uma entrada pela rua. A Alexandra, a guia que nos acompanhou durante a visita, mostrou-nos uma imagem do Marquês de Pombal. O seu nome completo era Sebastião José de Carvalho e Melo. Nasceu em 1699 e morreu em Pombal, no ano 1782. O Marquês de Pombal era o mais velho de 12 irmãos. Também nos mostrou uma imagem de D. José I, que em 1750 se tornou rei, tendo governado durante 27 anos. Morreu em 1772. Informou-nos ainda que os estuques da Capela eram da autoria do italiano João Grossi. A Alexandra disse também que o Marquês de Pombal foi expulso de Lisboa por D. Maria I, pois a rainha não gostava dele. Ficámos ainda a saber que a quinta onde está o palácio tem 200 hectares, e que o Marquês de Pombal teve 7 filhos. A seguir à visita da capela, dirigimo-nos para a entrada do palácio do Marquês. Aí, a nossa guia

informou que o atual edifício da Câmara Municipal de Oeiras, no tempo do Marquês de Pombal, era uma cavalariça. Explicou ainda que o brasão que se encontra por cima da porta de entrada deste edifício estava situado de modo a ser facilmente visto quando as pessoas entravam na vila de Oeiras, pelo lado do “sobe e desce”, que na altura era o único caminho de acesso ao Palácio do Marquês.

A construção do palácio realizou-se na segunda metade do século XVIII, tendo o seu arquiteto sido Carlos Mardel, que nasceu na Hungria. Este arquiteto ajudou também na reconstrução de Lisboa, depois do terramoto. No empedrado do chão do pátio de entrada para o palácio existe uma estrela desenhada, com oito pontas, conhecida como a “boa estrela”. Visitámos o Salão Nobre, a Sala da Música e a Sala das Artes e Ofícios. Nestas salas, os tetos são decorados com pinturas. A sala da música tem azulejos que representam a forma como no século XVIII as pessoas se divertiam: tocavam instrumentos musicais, dançavam e jogavam. Ainda nessa sala está representado Orfeu, o deus da música. Diz a lenda que, ao tocar harpa, os animais iam ter com ele. De seguida. visitámos a Sala da Concórdia, que separa a ala velha do Palácio da ala nova. No teto desta sala existe uma imagem do Marquês de Pombal e de dois dos seus irmãos, sendo um deles padre e o outro militar. A forma como os três irmãos estão abraçados desenha um oito deitado, simbolizando a união entre o poder político (exercido pelo Marquês de Pombal), o poder militar e o poder espiritual.

Continua na pág. 11

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Visitas de Estudo Visita de estudo à Orla Ribeirinha de Oeiras

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o dia 30 de janeiro, a nossa turma (5º H) foi a uma Visita de Estudo à Orla Ribeirinha de Oeiras. Fomos acompanhados pelas professoras Margarida Gil e Natércia Barbosa, e a visita teve como objetivo observarmos a biodiversidade local. Andámos sobre as rochas, onde pudemos observar vários animais, como: cracas, ouriços-do-mar, anémonas, lapas, burriés e mexilhões; mas também algas castanhas, algas verdes e algas vermelhas e ainda líquenes. No passeio marítimo, junto à Praia de Santo Amaro, realizámos ainda um peddy-paper para identificarmos a flora circundante, algumas aves marinhas, como as andorinhas-do-mar e o corvo-preto, e ainda os fortes e algumas infraestruturas de apoio naquela zona. Gostámos muito desta visita, porque foi uma manhã bastante divertida e aprendemos muito. Cristiana, Francisca Branco, Francisca Fonseca, Matilde e Rita (5º H)

visita ao Palácio do Marquês de Pombal Continuação da pág. 10

No jardim, passámos por uma ponte, que atravessa a ribeira da Lage, e fomos em direção à Cascata dos Poetas. Nesta cascata estão representadas quatro esculturas, da autoria de Machado Castro: os bustos do poeta Luís de Camões, de Homero, de Virgílio e de Tasso. Fomos depois para o jardim onde fica a Fonte das Quatro Estações. As quatro estátuas representam as estações do ano: a estátua com o passarinho representa a primavera, a estátua com uma tocha, o verão, a estátua com o cacho de uvas, o outono e a estátua com o cobertor, o inverno.

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A Alexandra indicou-nos ainda o lugar dos edifícios do lagar de azeite, da adega e do celeiro. Os jardins do Palácio do Marquês eram espaços onde no verão se realizavam atividades culturais (bailado, teatro e música), mas também se fazia cultivo de hortas. Terminámos a visita quando passámos por um local onde estavam mesas de pedra, que naquela época serviam para fazer piqueniques. Maria David, 6ºI

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A Não Esquecer DIA INTERNACIONAL DO OBRIGADO 11 de janeiro Juntamente com “por favor, desculpe-me,” obrigado é uma das três palavrinhas mágicas que abrem muitas portas, fazem o nosso dia a dia melhor e facilitam a convivência. No dia 11 de janeiro é comemorado o “Dia do Obrigado”. A data foi criada através de redes sociais na Internet, e acabou por ser adotada pela população.

Pesquisa de Rodrigo Lopes, 5ºB

Sabes o que se comemora no dia 5 de fevereiro? Se não sabes, este é um ótimo artigo para tu leres! O Dia da Internet Segura é coordenado pelo Centro Internet Segura e acontece em fevereiro de cada ano, para promover uma utilização mais segura, inclusiva e mais responsável das tecnologias online e telefones móveis, especialmente entre as crianças e jovens em todo o mundo. Este ano foi na terça-feira, dia 5 de fevereiro, com o tema "Liga-te mas com Respeitinho”. Pesquisa de Teresa Mota, 6ºC

DIA MUNDIAL DO DOENTE 11 fevereiro Foi instituído a 11 de fevereiro de 1992 pelo Papa João Paulo II e é, anualmente, celebrado para apelar à humanidade para que seja promovido um serviço de maior atenção à pessoa doente. “A pessoa doente, além de cuidados terapêuticos, deve receber também cuidados humanos que rompem a solidão e oferecem ao enfermo a força anímica ao viver uma situação de grande dificuldade". Por ocasião da data, o Papa Bento XVI, numa mensagem divulgada, afirmou: “Sirvam de estímulo para tornar cada vez mais eficaz o cuidado para com os sofredores”. Exortou também os Governos a investirem cada vez mais em estruturas médicas, que sirvam de ajuda e

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apoio aos sofredores, sobretudo aos mais pobres e necessitados. Algumas razões e ações a cultivar: 1.Colocar sempre o doente acima dos sentimentos, dores e convicções ideológicas, religiosas ou outras. 2. Olhar cada doente como uma pessoa única e nunca como um objeto de compaixão. 3.Nunca perguntar pela doença. Deixar que o doente revele a sua intimidade. Noa Brighenti 5ºA

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A Não Esquecer

Dia Mundial da alfabetização Este ano, o Dia Mundial da Alfabetização (8 de janeiro) pretende realçar o papel importante

que a alfabetização desempenha na nossa vida. A alfabetização muda a vida das pessoas, das suas famílias e das sociedades. As pessoas alfabetizadas terão mais probabilidades de enviar os seus filhos para a escola.. Ao aprender a ler e a escrever, reforçam a sua autonomia, participando ativamente na vida.

O alfabetismo é essencial para a vida humana, sendo uma forma de comunicar dentro de uma sociedade. Todas as crianças devem ser alfabetizadas enquanto frequentam o ensino básico. Francisco Vaz

O Dia do Pai 19 de março O Dia do Pai teve origem nos Estados Unidos da América, em 1909. Sonora Luise, filha de um militar, resolveu criar o Dia do Pai, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. A festa foi ficando conhecida em todo o país e, em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia do Pai. Na Babilónia, 2000 A.C., um jovem rapaz de nome Elmesu teria moldado numa placa de argila o

primeiro cartão. A desejar sorte, saúde, felicidade e longa vida ao seu pai. Hoje em dia, para celebrar o Dia do Pai, costuma-se dar pequenos presentes e muitos beijos. Na escola, os professores incentivam os alunos a fazer cartões e poemas com mensagens para os pais.

O Dia Europeu da Vítima do Crime O Dia Europeu da Vítima do Crime (22 de fevereiro) foi instituído pelo fórum europeu, que reúne serviços de apoio nacionais à vítima de mais de 16 países europeus - o actual Victim Support EUROPE, para lembrar e assinalar os direitos de quem é vítima. A violência doméstica continua a ser, no nosso país, um verdadeiro tormento social. Feito o balanço pela A.P.A.V. Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - percebemos que a violência doméstica continua a ser TAGARELA

o maior problema (87,2%), seguida dos maus tratos psíquicos (28,5%), físicos (26%) e das ameaças e coações (17,3%). Dos 7041 casos de vitimização, identificados através desta instituição em 2007, apenas 38% fez queixa às autoridades competentes. A vítima continua a ser, maioritariamente, a mulher (87%); contudo, o número de queixas de homens vitimizados (12%) está a aumentar, registando-se um crescimento de 2% face ao ano anterior.

Saliente-se ainda que, geralmente, o autor dos crimes é conhecido da vítima, o que aconteceu em 97,3% de todas as situações contabilizadas no ano passado. De facto, são maioritariamente os cônjuges ou companheiros os que mais maltratam (56,3%), seguidos dos antigos companheiros (9,7%) e dos filhos, autores de 6,2% das situações de agressão. Equipa do Jornal

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Saber Mais

Sismo de 1755 O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755, ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve e até mesmo o sul de França e o norte de África. O sismo foi seguido de um tsunami (que se pensa que tenha atingido 30 metros de altura) e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 60 mil mortos (não se tem bem a certeza, é uma estimativa). Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

O que aconteceu A família Real e a Corte partiram bem cedo para a Quinta de Belém, após terem assistido a uma missa, ao amanhecer. Nada fazia prever a horrível catástrofe, quando, no dia 1 de novembro de 1755, que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos, pouco depois das 9.30h, se ouviu um ruído medonho vindo das entranhas da terra, que começou a tremer. As pessoas, aterrorizadas, não terão compreendido logo o que se passava! Gerou-se um pânico indescritível! Das casas, das Igrejas e dos conventos, saía à rua uma autêntica multidão. Durante alguns minutos, a cidade oscilou, “caiu” sobre si mesma

Entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço, havia muita gente ferida e esfarrapada, chorando e gritando em desespero. Poucos foram os que se puseram a salvo, um tsunami aconteceu e registaram-se ondas até 30 metros de altura, o que aconteceu algumas horas após o sismo. Devastou o cais e avançou pela Baixa, até ao Rossio, recuando depois com igual violência e, através do Atlântico, afetou os Açores e a Madeira. Consigo, levava barcos, animais e pessoas que desapareceram para sempre, sem deixar rasto. De uma população de 275 mil habitante, em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram, 900 das quais vitimadas diretamente pelo tsunami. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos, igrejas, hospitais e quase todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo, causado por lareiras de cozinha, velas e, mais tarde, por saqueadores.

No dia seguinte

.Entretanto, as pessoas estavam desesperadas à procura dos seus familiares, gritando como loucas. Foi então que repararam que o castelo de S. Jorge estava a arder. Receando que toda a colina explodisse, a população fugiu em direção ao rio, na esperança de que a água as protegesse do fogo.

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O Marquês de Pombal sobreviveu ao terramoto, e logo ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta "E agora?", respondeu: "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". E, passado algum tempo, logo se começaram a fazer construções antissísmicas, ruas largas e retilíneas, passeios para peões, edifícios uniformes, uma rede de esgotos, casas com a mesma altura e fachadas semelhantes, construções resistentes aos sismos e uma grande praça central, a famosa Praça do Comércio Pesquisa de

Inês Machado, 8º A para a disciplina de CN

Estátua do rei D. José I

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Saber Mais A diferença entre dia mundial e dia internacional O adjetivo internacional quer dizer, essencialmente, «que é comum ou se realiza entre duas ou mais nações». O adjetivo mundial significa «relativo ao mundo», «geral». Assim, quando se diz, por exemplo, que se vai disputar, em Lisboa, um torneio internacional de futebol, isso significa que estarão presentes seleções ou equipas de dois ou mais países, mas não representarão, seguramente, o mundo todo, ou seja, os diversos continentes (Europa, Ásia, África, América, etc.). Em

contrapartida, se o torneio for mundial, como é o Campeonato Mundial de Futebol, haverá representantes de todos os continentes. Em conclusão, para que um acontecimento seja internacional, em qualquer atividade, basta que tomem parte nele duas nações; para ser mundial, já é necessário o envolvimento dos países mais representativos do mundo. Pesquisa de Rodrigo Lopes, 5ºB

Dia de São Valentim O dia dos namorados celebra-se no dia 14 de fevereiro. Este dia é conhecido por ser o dia mais romântico do ano, em que os casais trocam mensagens, cartas, presentes e outras ofertas, de forma a mostrar e comemorar o amor que sentem um pelo outro. O dia associa-se ao amor romântico na Idade Média, na Inglaterra. Isso pode ter surgido a partir dos festivais pagãos da fertilidade que foram realizados em toda a Europa, como, por exemplo o fim do inverno. Tradicionalmente, os amantes trocavam mensagens escritas à mão. Os cartões comerciais tornaram-se disponíveis em meados do século XIX. O símbolo mais comum do dia de São Valentim é o coração, especialmente em tons de vermelho e rosa, e as imagens ou modelos de Cupido.

O Cupido é geralmente retratado como uma pequena figura alada com um arco e flecha. Na mitologia, ele usa a seta para atingir o coração das pessoas. Outros símbolos do Dia dos Namorados são casais em abraços amorosos, os presentes de flores, chocolate, rosas vermelhas e muitas outras prendas imaginativas e personalizadas.

Equipa do jornal

Sabias que… - A temperatura média na superfície do Sol é de 5.500°C e, no seu núcleo, 15.000.000°C . - A luz do sol, quando refletida pela lua, demora 1,3 segundos para completar a distância que a separa da Terra.

- Em 1957 foi enviada para o espaço a cadelinha Laika, pela antiga União Soviética. Na nave, ela morreu por aumento na temperatura do seu corpo.

Equipa do Jornal

- A velocidade da luz é definida como 299 792 458 metros por segundo, o mesmo que 1 079 252 848,8km/h . TAGARELA

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Saber Mais Espécies de animais em vias de extinção O lince Ibérico O lince Ibérico (Lynx Pardinus) tem uma pelagem amarelada ou

nascer entre uma a quatro crias. O mais comum é nascerem apenas duas crias que recebem cuidados unicamente maternais durante acerca de um ano, que é a altura em que se tornam independentes e abandonam o grupo familiar. Normalmente, quando nascem três ou quatro crias, estas entram em combate pela comida, ou também sem motivo qualquer.

Panda Gigante castanha, com manchas negras e cauda curta. Uma das principais razões de ouvir bem é porque possui nas extremidades das orelhas pelos rígidos, em forma de pincel. É um animal especialmente noturno, podendo deslocar-se cerca de 7km por dia. Os linces ibéricos não têm o hábito de andar em grupo com outros machos, mas sempre acompanhados por uma ou mais fêmeas. Os acasalamentos ocorrem entre janeiro ou março e, após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias, podem

Os pandas gigantes têm o pelo preto e branco, com manchas pretas à volta dos olhos.

Como os rebentos de bambu não são muito energéticos, os Pandas gigantes não hibernam. Um Panda gigante adulto pode chegar a medir 1,5 m de comprimento e a pesar cerca de 140 kg! Os Pandas fêmeas só dão à luz uma vez por ano. Na maioria das vezes, nascem apenas duas crias. Esta é uma das razões pelas quais os Pandas se encontram em vias de extinção. Quando nascem, as crias têm o pelo todo branco e são cegas. As manchas pretas só aparecem um mês depois, com um ano de idade, quando já pesam entre 30 e 35 kg. Na verdade, pensa-se que já só existam cerca de 600 a 1000 pandas gigantes no mundo. Os pandas gigantes vivem nas encostas das montanhas da China Ocidental e do leste do Tibete. Passam o dia a descansar, a comer e a procurar alimentos. Equipa do jornal

Alimentam-se principalmente de rebentos de bambu, mas também podem comer peixes ou roedores.

Aves-do-paraíso Na Nova-Guiné, cangurus trepam às árvores, grandes borboletas aventuram-se através da floresta tropical, onde mamíferos ovíparos deslizam no meio da lama. Há rãs com narizes diferentes e os rios correm, coloridos pelos peixes arco-íris. Mesmo assim, nada nem nenhuma maravilha selvagem deste sitio fascina tanto os exploradores como as aves-do-paraíso. Já se passaram muitas décadas de exploração e de investigação, mas até hoje ninguém tinha conseguido

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ver todas as belas aves- do paraíso. São 39 as espécies raras destes magníficos pássaros que sobrevoam e dão cor à Nova Guiné. Há nove anos, dois homens deram início a uma extraordinária demanda para encontrar e documentar as 39 espécies das lendárias aves-do-paraíso. Após 18 expedições e mais de 39 mil fotografias, eis a sua visão completa: Paraíso encontrado. Filipa de Vasconcellos, 6ºH

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A Biblioteca Conta... Concurso Faça lá um poema Este concurso é uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura e do Centro Cultural de Belém. O concurso pretende incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia. O nosso Agrupamento concorreu com os seguintes poemas selecionados:

Unicórnio Num bosque frondoso Vivia uma estrela. O seu corpo luminoso Com uma chispa amarela. O seu pelo sedoso, Era demasiado bela! Era uma unicórnio. Em paz ela vivia, Não era amiga do demónio Mas sim da fantasia. Amarelo era o seu olho E só dava alegria. Ninguém a devia confundir Com uma potra branca. Ela se iria sentir Atrás de uma tranca Que a impediria de ir Atrás de uma esperança. Ela desejava Viver e casar com um príncipe que era o seu amor. Um mágico tudo por ela dava E viu no seu coração um vermelho fulgor. Transformou-a em humana. Para oferecer este calor. Úrsula Lecuona, 4ºA

Sou um peixe

Universo

Se o mar for profundo É lá que vou viver Se o mar for agitado Não sei o que fazer.

Estrelas a brilhar No universo haverão de estar Mas só no infinito haveremos de encontrar

Nadar é muito fácil E mergulhar ainda mais Mas o pior chega Quando o barco vai para o cais.

Foguetões vão à lua Para a poder visitar Jornalistas fazem a reportagem Para nos informar

Ser peixe não é ser diferente Só é preciso Nadar sempre em frente.

No universo é difícil respirar Mas os astronautas conseguem lá estar

Ser apanhado pelas redes Não é o melhor da vida Mas só acontece isso Para passarmos a ser comida.

As naves estacionam nas estações espaciais Mas além disso não fazem nada mais. Manuel Frazão, 8ºA

Viver na água é mesmo assim Mas se vivesse em terra Não sei o que seria de mim. Gosto de ser peixe Como o meu bisavô E gosto de mim Assim mesmo como sou. Francisco Vaz, 5ºE

Estamos a aguardar a divulgação dos trabalhos premiados a nível nacional.

Semana da Internet mais segura Decorreu entre 4 e 8 de fevereiro e é uma iniciativa da SeguraNet com o objetivo de promover uma utilização esclarecida, crítica e segura da Internet. A Biblioteca abriu as portas para realizar sessões de esclarecimento e debate com algumas turmas.

Dia de S. Valentim Durante uma semana, a Biblioteca promoveu o envio de cartas e mensagens de amor e amizade, através do correio interno da BE. Foram envolvidos alunos, professores e funcionários. O resultado foi um dia 14 de fevereiro empolgante e divertido.

Projeto Aprender na BECO Este projeto, iniciativa da BE, tem como objetivos a partilha dos TAGARELA

recursos do Agrupamento, a promoção da leitura e a utilização das TIC. As turmas do 1ºA/B, 2ºA da EB1 SM, 1ºA/B da EB1 ARA deslocam-se à sede do Agrupamento e, com a professora bibliotecária, desenvolvem atividades de exploração de histórias e software. A Biblioteca dará continuidade a este projeto no 3º período.

Projeto Tic p’ra Todos Também este projeto é uma iniciativa da BE escolar, cujo objetivo é proporcionar a todas as turmas do 2º e 3º ciclos (excepto 9º ano) o contato com software de desenvolvimento de trabalhos, transversal a todas as áreas do conhecimento. Durante este período, a professora bibliotecária fez sessões de apresentação e exploração da ferramenta Prezi com

as turmas 5ºB/C/E, 6ºC/H, 8ºA/B. O projeto continuará até ao final do ano letivo.

Concurso Conta-nos uma história É uma iniciativa da DGE, RBE e PN de Leitura, em parceria com a Microsoft. O concurso implica a conceção de recursos digitais áudio e vídeo, que consistam na produção colaborativa de uma história original ou no reconto de histórias já existentes. O nosso Agrupamento vai concorrer com a turma do 3ºA da EB1 JM e a adaptação da história “La selva loca”. Contatos da BECO: Blogue: http:// eb23co.wordpress.com/ ; Facebook: Be Conde Oeiras; E-mail: bibliotecacondeoeiras@gmail.com Profª Rita Frazão

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Espaço dos Mais Novos Se tu visses o que eu vi (recriação de uma lengalenga) Se tu visses o que eu vi à entrada da escola um cão com orelhas de gato e um gato a beber coca-cola. Se tu visses o que eu vi lá no fundo de um vulcão um burro a nadar na lava e a cantar uma canção. Se tu visses o que eu vi nos canteiros do jardim um gafanhoto, de trela a passear um pinguim. António Rebelo de Andrade – 4ºB

Gabriel Alexandre Cardoso Moreno, 3º Ano, Turma A EB1 Joaquim Matias, Agrupamento Conde de Oeiras

1º B - EB1 António Rebelo de Andrade Página 18

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Passatempos/Curiosidades SOPA DE LETRAS DE ANIMAIS

Origami - Chapéu de Samurai

Sodoku- dificuldade média

Curiosidades engraçadas - Na França, é proibida a venda de bonecos que não tenham rostos humanos, como monstros ou zombies. - O material mais resistente criado pela natureza é a teia de aranha. - Uma asa de mosquito move-se 1000 vezes por segundo. TAGARELA

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Última Hora “Profissões em Foco” Integrado no Projeto “Profissões”, coordenado pela profª Marília Raimundo e com a colaboração do S.P.O.- Drª Fátima Monteiro, pelo oitavo ano consecutivo, alunos do 9º ano encontram-se empenhados na organização das 2 sessões que constituem o Colóquio “Profissões em Foco”. A 1ª sessão contará com convidados da Área das Ciências Sociais e Humanas, Socioeconómicas e Artes e terá lugar no dia 6 de maio de 2013 – das 14:45 às 16:30, no Centro de Recursos. A 2ª sessão contará com convidados da Área das Ciências, Tecnologias e Artes e terá lugar no dia 7 de maio de 2013 – das 14:45 às 16:30, também no CR.

Braço Direito “Um dia no teu Futuro” – Programa da Junior Achievement Portugal A escola foi convidada a participar na próxima edição do Braço Direito, que terá lugar no dia 9 de abril de 2013. A participação nesta iniciativa está em fase de organização. O Braço Direito constitui uma experiência em que um grupo de alunos acompanha, durante um dia, profissionais voluntários de determinada empresa/instituição, no seu ambiente de trabalho diário, possibilitando, deste modo, um contato direto dos jovens com uma realidade profissional do seu interesse. Profª Marília Raimundo

“Eu calculo, tu calculas, nós calculamos… “ Este projeto, abrangendo todos os alunos do 3º ciclo da nossa escola, tem estado a decorrer de acordo com as seguintes fases: treino regular na sala de aula e realização de uma prova por período. A prova final (em junho) será disputada pelos 2 alunos que, em cada turma, revelaram maior rapidez e correção no cálculo. Profª Clara Alves

A JOGAR TAMBÉM SE APRENDE! É com base neste pensamento que a nossa escola realiza o tradicional “Jogo do 24”, que tem como objetivo principal o desenvolvimento do cáculo mental. Os alunos irão competir, geralmente, em grupos de quatro, por anos de escolaridade, selecionados das turmas do 4º, 5º e 6º anos. Esta atividade consta de duas eliminatórias, apurando-se como vencedor o aluno que obtiver a melhor pontuação em cada ano. A realização desta prova está prevista para meados de abril. Bom Jogo! Noémia Cardoso

CHEGADOS À PÁSCOA… O FOLAR NÃO PODIA FALTAR! Na sala de AVD, trabalhámos com força e entusiasmo para termos prontos os nossos folares da Páscoa: juntámos os ingredientes, amassámos, moldámos, cozemos os ovos, enfeitámos os folares, decorámos as caixas. Ficaram lindos e muito saborosos! No fim foi comer e oferecer! Cada um enfeitou a sua caixa e levou um folar para casa. A saber: - O Folar é uma tradição da Páscoa. - Dependendo das regiões do país, os folares podem ser doces ou salgados. - O bolo simboliza o ninho, e os ovos a geração de uma vida nova. - Quando oferecemos um folar a alguém, significa que estamos a desejarlhe felicidade e sorte. - É isso o que desejamos a todos!

A primavera vai chegar! A Primavera chega no dia 21 de março. Nesse dia estamos de férias, mas nós vamos anunciar a

sua chegada, espalhando flores pela escola. Vão aparecer na sala dos professores, biblioteca e noutros locais, vasos de flores feitos com materiais reciclados, trabalho dos alunos do 6ºC e da Oficina de reciclagem, para a nossa escola ficar com um ambiente primaveril. Profª Júlia Bio


Jornal Tagarela 2ºPeríodo