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Revista

EASYcoop Cooperativismo em ação

Junho 2021 | www.easycoop.com.br

Ronaldo Scucato, 84 anos, presidente do Sistema Ocemg, mostra a solidez do cooperativismo em Minas Gerais

PILAR É A

GESTÃO Busca contínua de capacitação, parcerias, promoção social e força feminina puxam expansão Berço do Dia do Cooperar, Minas abriga 756 cooperativas, com 1,9 milhão de cooperados “É preciso que a sociedade tome conhecimento desta joia que é o cooperativismo” Págs. 4 a 8

Cooperativas de crédito inovam em Joinville Págs. 14 e 15

Plástico vira luminárias e lixeiras na Palha de Arroz

Coopershoes tem história de sucesso na serra gaúcha

Págs. 16 e 17

Págs. 18 e 19

Coopercredi-SP dribla crise e moderniza sede Págs.ANO 208 eJUN.21 21 1 •


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Índice 04 05 06 07

NOSSA CAPA: PILAR É A GESTÃO Ronaldo Scucato, 84 anos, presidente do Sistema Ocemg, mostra a solidez do cooperativismo em Minas Gerais Gestão, capacitação, inovação, responsabilidade social e presença feminina impulsionam o cooperativismo mineiro Em Minas, primamos pela gestão eficiente Força e resiliência durante a pandemia Ramos crédito, agro e saúde são destaque Pequenas coops têm benefícios garantidos PDGC desenvolve a cultura da excelência Intercâmbios e convênios ampliam ganhos Acreditamos na formação da mão de obra Participação feminina sobe, mas precisa evoluir Gestão do amanhã encara transformações Ação junto a poderes públicos é constante

EASYcoop

Revista

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Editorial

Co o p e rativis m o e m ação

Junho 2021 | www.easycoop.com.br

Ronaldo Scucato, 84 anos, presidente do Sistema Ocemg, mostra a solidez do cooperativismo em Minas Gerais

PILAR É A

GESTÃO Busca contínua de capacitação, parcerias, promoção social e força feminina puxam expansão Berço do Dia do Cooperar, Minas abriga 756 cooperativas, com 1,9 milhão de cooperados “É preciso que a sociedade tome conhecimento desta joia que é o cooperativismo” Págs. 4 a 8

Cooperativas de crédito inovam em Joinville Págs. 14 e 15

Plástico vira luminárias e lixeiras na Palha de Arroz

Coopershoes tem história de sucesso na serra gaúcha

Coopercredi-SP dribla crise e moderniza sede

Págs. 16 e 17

Págs. 18 e 19

Págs. 20 e 21

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Cresce a cada ano a adesão ao SomosCoop Tenho orgulho de participar desta história Sólida formão e vida de entrega ao cooperativismo

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Dia do Cooperar 2021 Um dia de dedicação à comunidade

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Artigo: Márcia Lia, deputada estadual (PT-SP) Consequências da pandemia na agricultura familiar

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Artigo: Ronaldo Gáudio e Mateus Fernandes, advogados A LGPD e as cooperativas

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Artigo: Macelo Correa Medeiros Cooperativas de crédito de Joinville respiram inovação Agência Sicredi já opera sem caixa (Eneida Beckert) As pessoas no centro das mudanças (Marcelo Vieira Martins)

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Cooperativa Ecovida Palha de Arroz – Recife/PE Mulheres empoderadas

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Cooperativa de Trabalho e Indústria de Calçados – Picada Café (RS) Inovação e respeito às pessoas fazem sucesso da Coopershoes

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Sicoob Coopercredi-SP Atendimento personalizado e melhores soluções fazem a diferença para cooperado Coopernotas

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Olá amigos, Tempo de cooperar

Expediente A Revista EASYCOOP é uma publicação do Instituto Nacional de Desenvolvimento e Valorização do Ser Humano Os exemplares são distribuídos gratuitamente, não podendo ser vendidos sob nenhuma hipótese. As reportagens e artigos não podem ser reproduzidos para nenhum fim sem a autorização prévia dos seus autores. Editora Chefe - Sandra Campos Redator Chefe - Daniel Wendell Jornalista Responsável - Manoel Paulo - MTB 48.639-SP Redação - Manoel Paulo Fotos - Carlos André Silva e Manoel Paulo | Foto de Capa: Arquivo pessoal Ilustracões- Shutterstock e Freepik Editoração, Projeto Gráfico e Finalização - Carlos André Silva

Cooperativismo é cooperar, compartilhar, ajudar a melhorar a vida das pessoas, da comunidade, do país. Nunca, desde sua fundação na Inglaterra, em 1844, o espírito cooperativista foi tão evocado como nestes tempos de Covid-19. É hora de exercer nossa vocação, de liderar campanhas de ajuda aos brasileiros que, em decorrência das travas à economia impostas pela pandemia, enfrentam desemprego, miséria e fome. No próximo dia 3 de julho, vamos comemorar o Dia do Cooperar, o Dia C, um dia de cidadania, de dedicação à comunidade onde a cooperativa opera. Serão milhares de atividades, em todo o país, incluindo campanhas de distribuição de alimentos, atividades educativas, lúdicas e socioambientais. As iniciativas se multiplicam a cada ano. Mostram que “as cooperativas oferecem essa forma de ser diferente, de participação mais intensa, de democracia, de solidariedade, de preocupação com a comunidade, com o indivíduo”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB. É com esta convicção, caro leitor, que nesta edição a Easycoop destaca, em reportagem de capa, o modo de operar do cooperativismo em Minas Gerais, onde em 2009 nasceu o Dia do Cooperar. A ideia foi de Ronaldo Scucato, presidente da Ocemg. Rapidamente, foi estendida a todo o país. Em entrevista exclusiva, Scucato destaca a presença feminina na avanço do cooperativismo mineiro, calcado em gestão eficiente e busca contínua de capacitação para dirigentes e cooperados, por meio de programas e parcerias com instituições de ensino. “Tenho orgulho de fazer parte desta história”. No bloco de temas especiais, temos nesta edição artigo especial da deputada estadual paulista Márcia Lia (PT), sobre consequências da pandemia na agricultura familiar; um artigo dos advogados Ronaldo Gáudio e Mateus Fernandes, sobre a adequação das cooperativas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); e três artigos sobre a adoção de novas tecnologias nas cooperativas de crédito de Joinville – escritos por Marcelo Correa Medeiros (consultor); Eneida Beckert (gerente de Negócios Pessoa Jurídica na Sicredi Norte SC); e Marcelo Vieira Martins (CEO da Unicred União). Não seção sobre boas práticas cooperativistas, temos para você três reportagens especiais, começando com a comovente história de um grupo de mulheres do Recife. De catadoras de lixo reciclável em bairros da capital pernambucana, conseguiram, com apoio da Prefeitura, criar a Cooperativa Ecovida Palha de Arroz. Da Prefeitura também receberam máquinas que permitem transformar garrafas plásticas em produtos artesanais. Na segunda reportagem, destacamos a Coopershoes Cooperativa de Trabalho e Indústria de Calçados. Foi criada em 1998 em Picada Café, pequeno município situado na encosta da Serra Gaúcha, por um grupo de 227 trabalhadores, ex-funcionários de uma empresa calçadista que encerrou suas atividades na região. Seu sucesso impressiona. Hoje opera com 5 mil colaboradores, 4 unidades industriais e capacidade de produzir 9 milhões de pares de calçado por ano. Na terceira reportagem, você vai conhecer a Sicoob Coopercredi-SP, cooperativa de crédito fundada em 26 de julho de 1995. Tem hoje 8.592 cooperados e opera na capital paulista e em outros 18 municípios da Região Metropolitana. Respondeu à crise provocada pela pandemia modernizando sua sede para melhor atender aos cooperados. Deu certo. Por fim, acompanhe nossas duas páginas de Coopernotas. Boa leitura! Sandra Campos Editora-chefe

Instituto Nacional de Desenvolvimento e Valorização do Ser Humano Alameda dos Jurupis, 1005 - Moema - São Paulo - CEP 04088-033 - Telefone: +55 11 5533-2001 ANO 8 • JUN.21

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Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg

GESTÃO, CAPACITAÇÃO, INOVAÇÃO, RESPONSABILIDADE SOCIAL E PRESENÇA FEMININA IMPULSIONAM O COOPERATIVISMO MINEIRO

A entrega ao cooperativismo marca a vida de Ronaldo Scucato. Aos 84 anos, mais de 60 dedicados ao setor em Minas Gerais e no Brasil, ele define o cooperativismo como “o caminho do meio, a economia socializada”. E cita uma frase de Charles Gide, economista e mentor do pensamento cooperativista francês: “O cooperativismo é a suprema esperança daqueles que sabem que há uma questão social a resolver e uma revolução a evitar”. Com sólida formação, sereno e confiante, o presidente do Sistema Ocemg aponta o cooperativismo como uma das soluções para o fosso social que machuca o Brasil de hoje. Foi com esse olhar que em 2009 lançou em Minas o Dia do Cooperar, hoje realizado em todo o país. Em entrevista exclusiva à Easycoop, Scucato

mostra a força do cooperativismo mineiro, calcada em gestão eficiente e busca permanente de capacitação para dirigentes e cooperados. Ele menciona as parcerias com instituições de ensino e destaca a importância do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC) na adoção de boas práticas de governança e no desenvolvimento da cultura de excelência. Também enfatiza a importância de ampliar a presença feminina no comando das cooperativas e de atrair os jovens. Com destaque para os ramos Crédito, Agropecuário e Saúde, o cooperativismo avança cada vez mais em MG. “Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história junto com os milhares de cooperativistas pelo Estado”, afirma Scucato. Confira.

EM MINAS, PRIMAMOS PELA GESTÃO EFICIENTE Easycoop - Qual o grande diferencial do cooperativismo mineiro? Foi no estado que nasceu o Dia do Cooperar. Como surgiu a ideia? Ronaldo Scucato - Aqui em Minas primamos pela gestão eficiente, pela profissionalização continuada, pelo cuidado e atenção às demandas das nossas cooperativas, seja por meio do monitoramento, da capacitação, promoção social ou de ações de representação e defesa. Nesse sentido, estamos sempre focados em atividades de aprimoramento, inovação e desenvolvimento do setor. Talvez seja esse o nosso diferencial. O Dia C sur-

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giu em 2009, com o envolvimento da equipe do Sistema e das cooperativas mineiras, com o propósito de dar visibilidade às ações sociais promovidas constantemente pelo setor. A proposta era que em um mesmo dia pudéssemos mobilizar todo o segmento em ações transformadoras locais que vão além dos negócios e que acontecem o ano inteiro. A resposta das cooperativas foi tão forte e a iniciativa deu tão certo que em pouco tempo se tornou nacional, com resultados expressivos ano após ano. (Em 2019, em Roma, Sucato conseguiu entregar material alusivo ao Dia C ao papa Francisco).

OCEMG EM NÚMEROS

*Anuário 2020/números de 2019.

-9,6% de participação no PIB de Minas Gerais -756 cooperativas adimplentes ao Sistema Ocemg -R$ 60,8 bilhões movimentados -R$ 1,7 bilhão em tributos pagos -1,9 milhão de cooperados -45 mil pessoas empregadas **Anuário 2021, com os números de 2020, será publicado em junho.


FORÇA E RESILIÊNCIA DURANTE A PANDEMIA

Easycoop - Está em produção o Anuário 2021 do cooperativismo mineiro, com números de 2020. Já há uma expectativa de expansão do número de cooperados e faturamento (participação no PIB do Estado) em relação a 2019? Ronaldo Scucato - Sim. Já estamos trabalhando no Anuário do Cooperativismo Mineiro 2021, com a previsão de que ele seja lançado no início de junho. Ainda é cedo para adian-

tarmos as expectativas, mas estamos otimistas em relação aos resultados do setor, apesar do cenário atual de crise que o Brasil e o mundo enfrentam. Acreditamos que os números seguirão positivos aqui em Minas, com uma tendência, pelo menos, de manutenção dos resultados alavancados até 2019. O cooperativismo demonstrou-se muito forte e resiliente nesse período de pandemia,

confirmando sua importância econômica e social para as comunidades. As cooperativas seguem firmes em sua atuação, sendo consideradas, muitas vezes, indispensáveis na maioria dos municípios do interior do Estado por conhecerem de perto as necessidades, expectativas e potencialidades locais. Isso tem feito toda a diferença nesse período difícil que estamos vivendo.

RAMOS CRÉDITO, AGRO E SAÚDE SÃO DESTAQUE Easycoop - Quais são os ramos que mais se destacam? Ronaldo Scucato - Os ramos que mais vêm se destacando são Crédito, Agropecuário e Saúde. O cooperativismo de crédito envolve hoje 184 cooperativas, quase 1,5 milhão de cooperados, gerando mais de 12 mil empregos diretos e movimentação econômica de R$ 21,4 bilhões. É um setor que impacta muito positivamente o desenvolvimento de empresas locais, fomentando o giro da economia e o aumento da renda. Destacamos também os resultados

das cooperativas agropecuárias, que mantiveram suas atividades também de maneira protagonista para o desenvolvimento da economia nacional, com produtos de qualidade e fortalecimento dos produtores. Minas possui 190 cooperativas agropecuárias, mais de 181 mil cooperados, com geração de 16,6 mil empregos diretos e participação de 10,2% no PIB do agronegócio do Estado, o que representa uma movimentação econômica de R$ 23,2 bilhões. As cooperativas de saúde estão entre as melhores operadoras de pla-

nos de saúde do país segundo a ANS. Em Minas Gerais, confirmam solidez no mercado, governança e gestão eficientes. O segmento teve um crescimento positivo de 66,8% nos últimos cinco anos e soma um total de R$ 3,1 bilhões em patrimônio líquido, com variação positiva de 21,4% em relação a 2018, segundo o Anuário de 2019. Vale destacar a seriedade das nossas cooperativas de saúde no combate e prevenção à pandemia e o trabalho contínuo na preservação da vida de milhares de brasileiros.

PEQUENAS COOPS TÊM BENEFÍCIOS GARANTIDOS Easycoop - Há algum incentivo ou apoio diferenciado para as pequenas cooperativas, incluindo as atreladas à agricultura familiar, à produção de queijos, frutas, artesanato? Ronaldo Scucato - As pequenas cooperativas, por força de legislação federal, têm os mesmos benefícios

direcionados às microempresas e empresas de pequeno porte, exceto aquelas de natureza tributária, e têm os limites de faturamento similares aos definidos para as MPEs. As cooperativas de agricultores familiares também são beneficiadas, especificamente, em conformidade com o

que está estabelecido na legislação federal e estadual quanto ao apoio e fortalecimento da agricultura familiar, no tocante à sua participação nos processos licitatórios dos órgãos públicos para aquisição de alimentos e no programa nacional de alimentação escolar.

PDGC DESENVOLVE A CULTURA DA EXCELÊNCIA

Easycoop - Como opera em Minas o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC)? Qual seu objetivo na área de gestão e inovação? Ronaldo Scucato - O PDGC é um programa desenvolvido pelo Sistema

OCB, em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com o objetivo de promover reflexões e fomentar a adoção de boas práticas de governança e gestão pelas cooperativas. Desde o início, em 2013, foi adotado pelo Sistema Ocemg. Ele

fomenta a autoavaliação anual do setor pelas próprias cooperativas, através de uma ferramenta online que permite diagnóstico objetivo da governança e da gestão nos empreendimentos. Em 2020, o Sistema Ocemg realizou 247 visitas técnicas

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em formato virtual para atender às cooperativas mineiras no referido Programa. Foram 319 cooperativas participantes do PDGC em 2020, representando 32% do Brasil. Acreditamos que, ao participarem, as cooperativas alcançam benefícios relacionados ao

conhecimento do grau de maturidade de suas práticas de governança e gestão com base em um modelo referencial, oportunizando reflexões importantes sobre suas práticas e atuação. A partir do acompanhamento da ferramenta, elas têm acesso a relatórios com pontos

fortes e oportunidades para melhoria, o que viabiliza a construção de planos estratégicos para o aumento da competitividade e da sustentabilidade. O resultado é o aprendizado organizacional que desenvolve a cultura da excelência, além da visão sistêmica dos dirigentes.

INTERCÂMBIOS E CONVÊNIOS AMPLIAM GANHOS Easycoop - Além da gestão, o que está sendo feito para modernizar a produção das cooperativas, tornando seus produtos mais rentáveis e gerando mais renda aos cooperados? Ronaldo Scucato - Bom, incentivamos muito a profissionalização das cooperativas, exatamente para que os resultados de gestão promovam

também ganhos relacionados à competitividade do setor no mercado. Além do nosso extenso portfólio de atuação no âmbito da defesa, monitoramento e capacitação, promovemos e investimos bastante também em intercâmbios nacionais e internacionais, além de convênios, para que nossas cooperativas estejam

sempre atualizadas em relação aos mais modernos procedimentos, ferramentas e técnicas que fomentem mais resultados. É o caso da participação em feiras de cafés especiais no Brasil e no mundo, visitas técnicas a empreendimentos exitosos para a troca de experiências, entre outras iniciativas.

ACREDITAMOS NA FORMAÇÃO DA MÃO DE OBRA Easycoop - Existem cursos ou programas de formação de lideranças e de mão de obra? Como os jovens estão sendo atraídos para o cooperativismo? Ronaldo Scucato - O Sistema Ocemg passou a investir fortemente em programas de formação de lideranças e tem obtido um ótimo retorno dos dirigentes mineiros. Temos, por exemplo, o Lidercoop, o Formacoop e o Prodecoop – que são voltados para lideranças de cooperativas com bom desempenho no PDGC, gestores de cooperativas e diretores de ramos segmentados respectivamente. Temos parcerias estratégicas com

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instituições renomadas como a Fundação Dom Cabral, Universidade de Lisboa (em Portugal), St. Gallen (na Suíça), Trinity University (na Irlanda), entre outras. Acreditamos muito na formação da mão de obra, tanto que boa parte de nossa área de desenvolvimento e monitoramento de cooperativas foi formada internamente, a partir de graduados em gestão de cooperativas, muitos oriundos da Universidade Federal de Viçosa. Aliás, nossa parceria com Viçosa e outras instituições de educação nesse sentido é antiga e muito profícua. Incentivamos o ingresso de jovens

em cursos de formação cooperativista e de tecnólogos para atuação em nosso setor. Recebemos todos os anos estudantes dessas instituições para falarmos sobre o setor, nossa atuação e mercado. Em breve, retornaremos também com nosso Encontro Anual de Jovens Cooperativistas. Vale destacar ainda o trabalho com as escolas municipais do Estado no sentido de incluir o cooperativismo em seus currículos escolares – é o Programa de Educação Cooperativista, que contempla milhares de alunos, professores e as comunidades escolares anualmente.


PARTICIPAÇÃO FEMININA SOBE, MAS PRECISA EVOLUIR Easycoop - E como vê a força da mulher no cooperativismo do Estado? Ronaldo Scucato - As mulheres ocupam uma posição muito estratégica nas empresas e no mercado de maneira geral e não é diferente no cooperativismo. No segmento mineiro, a presença feminina cresceu significativamente nos últimos cinco anos, tanto no número de cooperadas como na força de trabalho. O número de mulheres no quadro social subiu de 20,5% em 2015 para 30,9% em 2019. Já o percentual de mulheres empregadas nas cooperativas do Estado superou o de homens, passando de 49% em 2015 para 51,2% em 2019. Contudo, precisamos ainda evoluir nesse cenário quando se trata das mulheres nas diretorias das cooperativas, visto que os índices têm se mantido nos últimos anos e

ainda são baixos. Reiteramos nossa confiança nas mulheres para tornar os processos e a atuação cooperativista ainda mais fortes e exemplares.

Seja como dirigentes, cooperadas ou colaboradoras, elas têm sido cada vez mais protagonistas no universo cooperativo.

GESTÃO DO AMANHÃ ENCARA TRANSFORMAÇÕES Easycoop - Como funciona o programa Mentoria Gestão do Amanhã? Ronaldo Scucato - O programa busca incentivar a expansão dos negócios de forma sustentável e duradoura, entendendo a dinâmica do atual ambiente empresarial caracterizado por rápidas transformações e rupturas. A iniciativa oferece imersão aprofundada e mentoria com foco na gestão do amanhã. Tem programação intensa que inclui reflexões práticas, estudos de casos e discussão sobre soluções relacionadas à gestão cotidiana dos negócios, fomentando a inovação e novos modelos estratégicos de atuação. Todo o conteúdo é exclusivo, desenvolvido e ministrado pelos renomados consultores Sandro Magaldi e José Salibi Neto.

AÇÃO JUNTO A PODERES PÚBLICOS É CONSTANTE Easycoop - Como o Sistema Ocemg conduz junto ao Poder Público estadual e nos municípios a luta pela expansão do cooperativismo no Estado? Ronaldo Scucato - A Ocemg atua junto aos poderes públicos na defesa dos interesses do cooperativismo. No âmbito do poder legislativo, atua na proposição de leis e/ou alterações e adequações delas. No âmbito do poder executivo, participa de conselhos

de políticas públicas, câmaras técnicas e temáticas, comitês, grupos de trabalho, entre outros. Trabalha ainda por meio de acordos de cooperação técnica firmados com órgãos da administração pública (municipal, estadual e federal), visando ao desenvolvimento de ações, planos e programas para fortalecer o cooperativismo em Minas Gerais. Como exemplo, propusemos a formulação de uma legislação estadu-

al de apoio e fomento ao cooperativismo, encaminhada à Assembleia Legislativa e transformada em lei, que estabeleceu a criação do Conselho Estadual de Cooperativismo. Também podemos citar o recente Acordo de Cooperação Técnica firmado com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, assinado em 9 de fevereiro, que fomenta ações cooperativistas pelo Estado. ANO 8 • JUN.21

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CRESCE A CADA ANO A ADESÃO AO SOMOSCOOP Easycoop - A campanha nacional Somos Coop conquistou o país. Como está a adesão em Minas? Neste ano, teremos o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão criado pela OCB. Ronaldo Scucato - Acompanhamos de perto esse grande movimento nacional chamado SomosCoop, com ampla di-

vulgação da proposta em nosso Estado. A adesão foi positiva e já contamos com muitas cooperativas engajadas. Sobre o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, seguiremos com nossas ações de acompanhamento junto ao setor mineiro. Realizamos o Seminário de Lançamento do PDGC em 2021 totalmente

digital e estamos assessorando as cooperativas que desejam participar da premiação. A participação e o reconhecimento das cooperativas mineiras vêm crescendo a cada ano. Em 2013, foram 8 finalistas, 11 em 2015, 18 em 2017 e 28 em 2019, o que representa 50% das cooperativas premiadas no evento.

TENHO ORGULHO DE PARTICIPAR DESTA HISTÓRIA Easycoop - A Ocemg acaba de completar 50 anos. Como se sente à frente dessa força? Quais suas expectativas? Qual sua mensagem? Ronaldo Scucato - A Ocemg se tornou uma instituição conhecida e reconhecida pelo trabalho sério que desenvolve. Tenho muito orgulho de fazer parte des-

ta história junto com os milhares de cooperativistas pelo Estado. Tenho certeza de que juntos somos sempre mais fortes. O retorno positivo em relação à gestão à frente desta entidade me deixa orgulhoso e motivado a trabalhar cada vez mais por melhores resultados. Continuaremos atuando com eficiência e eficácia em prol

do cooperativismo mineiro, conduzindo projetos exitosos que repercutam na competitividade e sustentabilidade das cooperativas de Minas. Afinal, como diria Charles Gide, “o cooperativismo é a suprema esperança daqueles que sabem que há uma questão social a resolver e uma revolução a evitar”.

Costumo dizer que o cooperativismo é o caminho do meio, a “ economia socializada. O comunismo aprendeu a distribuir, mas não a produzir. O capitalismo sabe como produzir, mas não distribui. Já as cooperativas produzem, distribuem e abrem frentes de trabalho e renda. É preciso que a sociedade tome conhecimento desta joia que é o cooperativismo. (Ronaldo Scucato)

SÓLIDA FORMAÇÃO E VIDA DE ENTREGA AO COOPERATIVISMO Referência em cooperativismo no Brasil, Ronaldo Scucato dedica-se há mais de 60 anos a atividades ligadas ao setor. É graduado em Direito e Administração pela PUC Minas, com pós-graduação na área Agrícola Empresarial pela Universidade de Bolonha, na Itália, em Administração Superior e Liderança pela Fundação Friedrich Naumann, de Curitiba, e em Administração Financeira pela Faculdade de Ciências Econômicas. Atualmente é presidente do Sistema Ocemg (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais e Serviço Nacional das Cooperativas de Minas Gerais), presidente da Federação dos Sindicatos das Cooperativas dos Estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo,

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Minas Gerais e Santa Catarina (Fecoop-Sulene), diretor da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) representante da região sudeste, conselheiro do Sebrae-MG e membro do Conselho Estadual de Cooperativismo (Cecoop-MG). Foi fundador, 1° presidente e conselheiro da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebrás), fundador e 1° presidente da Federação Mineira das Cooperativas de Crédito (Femicoop), fundador, diretor administrativo, vice-presidente e conselheiro da Central das Cooperativas de Crédito de Minas Gerais (Cecremge), bem como coordenador do Conselho Especializado de Consumo da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Conselho Fiscal

da entidade, sendo ainda eleito vice-presidente em quatro mandatos. Foi também coordenador da Comissão Nacional de Juristas que elaborou o anteprojeto da Lei Cooperativista.


Dia do Cooperar 2021 A Organização das Cooperativas Brasileiras lançou em 22/2 a Campanha Nacional do Dia de Cooperar 2021 – o Dia C. Será realizado em 3 de julho, 1º sábado do mês. O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, fez um apelo a todas as cooperativas do país, às lideranças, a dirigentes e funcionários para que se comprometam cada vez mais com essa iniciativa – “um dia de cidadania, um dia de dedicação à comunidade” onde a cooperativa opera. Além de Freitas, participaram da cerimônia de lançamento, transmitida pela internet, o consultor Francisco Teixeira e a assessora de Desenvolvimento Territorial do PNUD Brasil (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ieva Lazareviciute. O Dia do Cooperar ganha força a cada ano que passa, colocando as cooperativas como protagonistas desse grande movimento de voluntariado e solidariedade. Com o slogan “atitudes simples movem o mundo”, são convidadas a “transformar desafios em esperança”, a “mudar a vida das pessoas”. O Dia C está na sua 12ª edição. Lançado em 2009 em Minas Gerais, foi idealizado pelo presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato, e sua equipe. “Destaco a grandeza do estado de Minas Gerais em ceder a ideia do Dia C para ser ampliada em âmbito nacional – e até mundial se for o caso. É uma ideia fantástica”, disse Freitas. Em Minas, os preparativos para o Dia C deste ano começaram com workshops promovidos em março e abril, em ambiente virtual. O objetivo foi capacitar e orientar dirigentes, cooperados,

Foto-Genilton-Elias

UM DIA DE DEDICAÇÃO À COMUNIDADE

empregados e pessoas responsáveis pela gestão das ações socioambientais no Estado. “O Dia C tem o grande objetivo de cumprir a Agenda 2030 da ONU, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  Assim, os workshops,  além de resgatar o conceito do Dia de Cooperar e os princípios e valores do cooperativismo, instrumentalizam os participantes na construção de projetos focados no cumprimento da Agenda”, disse Rouzeny Zacarias, analista de Educação e

Desenvolvimento Sustentável do Sistema Ocemg. O objetivo nacional neste ano é superar os números do ano passado, quando o Dia C já foi realizado em meio à pandemia da Covid-19. Em 2020, mais de 7,8 milhões de pessoas foram beneficiadas com as mais de 2,8 mil iniciativas e ações realizadas por 2.226 cooperativas e seus mais de 137 mil voluntários. Ao todo, 1.383 municípios brasileiros registraram a força do voluntariado cooperativista.

SURGE UM NOVO DESIGN PARA O COOPERATIVISMO Em sua mensagem, Márcio Lopes de Freitas disse que o Dia C “tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo, de pandemia sanitária, de pandemia política, econônima e de desordem”. Para ele, o mundo está em rearrumação, em rearranjo, e a pandemia acelerou o processo de mudança. As pessoas querem coisas diferentes, modelos diferentes de vida, querem ser, mais do que ter, querem ir para processos mais avançados, mais

evoluídos de relacionamento. “Há a força de vontade de uma sociedade jovem, que tem outros mecanismos de comunicação. As pessoas querem coisas diferentes, relações diferentes, trabalhos diferentes. Daqui para a frente, nada será como antes. As mudanças vieram para ficar e vão se acelerar.” Freitas destacou que a presença de um movimento como o cooperativismo tem tudo a ver com o que a humanidade está querendo. “As co-

operativas acabam oferecendo essa forma de ser diferente, de participação mais intensa, de democracia, de solidariedade, de preocupação com a comunidade, com o indivíduo” e tem tudo a ver com os ODS da ONU. “A sociedade quer ver ação, atitude” concluiu Freitas, renovando seu apelo ao “comprometimento com esse novo design do cooperativismo, de se reposicionar na sociedade, mostrando que é diferente, é moderno, é atual, é o que as pessoas querem”. ANO 8 • JUN.21

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CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA NA AGRICULTURA FAMILIAR Por Márcia Lia*

A pandemia e o parco enfrentamento, à altura de sua gravidade, colocaram a maior parte dos setores da economia em situação quase insustentável. Ficou claro, no decorrer de 2020 e agora em 2021, o fosso que divide a realidade dentro de setores econômicos privados. E aqui vamos falar apenas da economia. A fragilidade das pequenas empresas e a falta de linhas de crédito consistentes estão sendo letais para muitas delas e para milhares de pessoas que perdem seus empregos. Contextualizo a situação das cidades para chegar ao campo, que produz nosso alimento, e especialmente à agricultura familiar nas pequenas propriedades e nos assentamentos rurais da reforma agrária. Esse é um setor da nossa economia que vem sofrendo sistemáticos retrocessos em políticas públicas e programas de fomento à produção e comercialização dos produtos. O fim do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que sofre constantes cortes orçamentários, é uma barreira enorme para os agricultores familiares. A chegada da pandemia e as restrições de circulação ‘sanfona’, só pioraram a situação. Esse setor, embora a imprensa de massa pouco noticie, está plantando menos e colhendo menos. A gravidade disso é enorme e urgem medidas para apoiar a agricultura familiar. Nosso mandato como deputada estadual acompanha essa situação de perto. Temos dado todo o apoio à agricultura familiar porque ela oferta 70% do alimento que chega à nossa mesa. E porque acreditamos na força do trabalhador do campo. Mas a situação é uma realidade e o desafio para todos nós está posto: a agricultura familiar precisa encontrar caminhos que a fortaleçam. Temos experiências de muito êxito no associativismo e nas cooperativas de produtores. As cooperativas estão enfrentando essa grave crise sanitária com mais estrutura, embora com as enormes dificuldades estruturais e a falta de programas de fomento.

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PAA MUNICIPAL

De nossa parte, entendemos que o problema precisa ser solucionado com urgência, agora pelas prefeituras, com a implantação do PAA Municipal. Isso já ocorre na cidade de Araraquara (SP) e garante mercado consumidor, mesmo na pandemia. Outro ponto de destaque é o fomento à formação de cooperativas e associações de produtores. Temos ações de êxito no mandato, como a Coopersol, à qual demos suporte jurídico e organizacional para sua instalação. Criada em agosto de 2019, essa cooperativa reúne hoje 27 famílias em assentamentos da reforma agrária em Araraquara e região e cerca de 50 assentados que fornecem produtos para a Coopersol. Foi essa união que permitiu a eles participar de concorrência pública para a venda de alimentos não só em Araraquara, mas no Estado. Nesses 19 meses, a Coopersol já entregou cestas básicas em ação do Itesp em meados de 2020, justamente para auxiliar entidades na pandemia. Entre frutas, legumes e verduras foram cerca de 50 toneladas entregues em 2020. Enfim, esses são dois exemplos de ação do nosso mandato que entendemos precisam ser amplificadas e levadas aos agricultores familiares e às prefeituras, como um modelo de sucesso no enfrentamento de crises como a que estamos vivendo. Sozinhos, as chances de êxito dos agricultores ficam reduzidas. Quando se unem, se fortalecem. Vejo nesse cenário conjunto um caminho que assegura a produção de alimentos e o fortalecimento da agricultura familiar.

*Márcia Lia é deputada estadual (PT-SP)


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A LGPD E AS COOPERATIVAS Tratamento de dados exige planos de adequação

* Por Ronaldo Gáudio e Mateus Fernandes A Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor no nosso ordenamento jurídico em 18 de setembro de 2020, impõe grande impacto às pessoas jurídicas (públicas ou privadas), uma vez que reconhece um amplo rol de novos direitos a todas as pessoas em relação à coleta, ao armazenamento e à utilização de seus dados, além de várias obrigações para aqueles que efetuam o tratamento destes dados. Dentre os instrumentos básicos, haverá a elaboração de termos de consentimento, revisão nos contratos de prestação de serviços (estipulação de deveres e responsabilidades no tratamento das informações pessoais decorrentes do fluxo de operação), elaboração de uma política de privacidade, fortalecimento da segurança de informação, bem como a orientação e conscientização dos cooperados e funcionários sobre os ditames da LGPD. Quatro etapas A implementação e verificação da necessidade de adequações devem ocorrer em pelo menos quatro etapas: (1) Mapeamento dos dados pessoais tratados pela Cooperativa; (2) Verificação dos riscos e das lacunas existentes no tratamento dos dados como são realizados; (3) Elaboração de um plano de ação para minimizar os riscos e preenchimento das lacunas existentes no tratamento de dados; (4) Otimização e constante revisão do plano de ação. O principal aspecto diferenciado sobre as cooperativas é que, em regra, as cooperativas tratarão dados pessoais de seus sócios cooperados e não apenas de funcionários, parceiros comerciais (fornecedores e prestadores de serviço) e consumidores. O tratamento dos dados de todas essas pessoas deve envolver a formulação de estratégias e pla-

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nos de adequação aos ditames da nova Lei. No que diz respeito aos sócios cooperados, tal adequação deve englobar a revisão estatutária e a adaptação de outros instrumentos jurídicos utilizados normalmente para disciplinar o ato cooperativo, mas que guardem relação com a gestão de dados pessoais. Importante destacar que, no caso de não cumprimento das regras estabelecidas na Lei em comento, a Agência Nacional de Proteção de Dados, órgão da Administração Pública Federal, poderá aplicar sanções de multa de até 2% do faturamento anual das cooperativas, podendo chegar a até R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). * Ronaldo Gaudio (ronaldo@gaudio.adv.br) - Advogado e Diretor da Gaudio Advocacia. Presidente da Comissão Nacional de Cooperativismo da OAB. Mestre em Direito. Coordenador da Pós-graduação em Direito Cooperativo da PUC/MG. Diretor Executivo da AIDCMESS - Asociacion Iberoamericana de Derecho Cooperativo, Mutual y de la Economía Social y Solidaria. Secretário Geral do CIRIEC Brasil – Delegacia Brasileira do Centro de Estudos e Pesquisas em Economia Pública e Social. Presidente do IBECOOP – Instituto Brasileiro de Estudos em Cooperativismo. * Mateus de Carvalho Kreutz Fernandes - Advogado graduado em Direito pelo IBMEC/RJ – Direito. L.L.M em Direito: Inovação e Tecnologia – FGV-RIO, com extensão em “Lei Geral de Proteção de Dados” e extensão em proteção de dados, tecnologia e saúde - CCE/PUC-Rio.


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COOPERATIVAS DE CRÉDITO DE JOINVILLE RESPIRAM INOVAÇÃO “

Se não for pelas pessoas e para as pessoas, a tecnologia perde o sentido O cooperativismo financeiro vive um momento de grande destaque e expansão no Brasil. Porém, também enfrenta os grandes desafios de adaptação às profundas mudanças que estão acontecendo no Sistema Financeiro como um todo. Temos como exemplos o surgimento de novas fintechs, bancos digitais, inclusive as cooptechs (cooperativas de plataforma), a entrada no mercado financeiro das empresas chamadas “gigantes da tecnologia”, o Open Banking, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), entre outras relevantes mudanças. Para enfrentar esse mercado cada vez mais hostil e competitivo, as cooperativas financeiras precisam transformar-se, cada vez mais, em unidades de relacionamento, de negócios, e repensar inclusive as estruturas físicas das unidades de atendimento. As pessoas buscam espaços mais leves, humanizados, colaborativos e participativos. Nesse cenário, destacamos duas experiências, dois cases de sucesso de Joinville (SC)

*Por Marcelo Correa Medeiros

– o da Sicredi Norte SC e o da Unicred União SC/PR. São modelos de adaptação ao novo cenário do mercado financeiro. *Marcelo Correa Medeiros é Sócio e Diretor Executivo da MCM Consultoria Empresarial, Personal Banker, Consultor, Gestor Comercial, Cooperativista, Escritor, Coach e Professor. Mestre em Direção Estratégica, autor de dois livros na área do cooperativismo: O Milagre da Cooperação (2018) e Gestão, Liderança e Cooperação em Tempos de Mudanças (2019).

AGÊNCIA SICREDI JÁ OPERA SEM CAIXAS *Por Eneida Beckert

A Cooperativa Sicredi Norte SC inaugurou em 2019 uma agência com sede na Associação Comercial e Industrial de Joinville/SC, com objetivos muito semelhantes aos da ACIJ. Destaque-se a missão muito similar de buscar soluções para as empresas de Joinville e região por meio do associativismo. Tendo como diferencial a gestão que valoriza a participação dos sócios que votam e decidem os rumos da cooperativa de crédito, a Agência ACIJ busca dar abrangência ao modelo cooperativista no setor empresarial. Uma das características que torna a Agência ACIJ diferente das demais agências do Sicredi Norte SC é a ausência de guichê de caixas ou caixas eletrônicos. Na agência não há circulação de dinheiro em espé-

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cie. Todos os nossos associados utilizam os canais remotos para realizarem suas operações financeiras. A percepção extremamente positiva por parte de nossos associados de todos os benefícios adquiridos com essa transformação digital validou nossa proposta de atendimento. As operações de pagamentos e transferências são realizadas por meio de aplicativo de nossa instituição ou via site. Na abertura da conta, garantimos que todos os novos associados tenham seus acessos cadastrados aos sistemas remotos de movimentação de sua conta e saibam como utilizar esses canais. Na prática, cuidamos para que nossos associados estejam aptos à transformação digital que estamos vivendo. Sabemos que


assim estaremos cumprindo o nosso papel, sendo simples, próximos e de forma ativa para nossos associados. Precisamos garantir que nossos associados sejam inseridos no modelo digital de movimentação financeira e aproveitem todos os seus benefícios. Haverá situações em que toda a nossa disponibilidade em ajudar as pessoas que possuem dificuldade de operar sua movimentação financeira nos canais digitais fará a diferença na vida de nossos associados. Garantir a eles essa inclusão digital garantirá também a liberdade de possuírem a capacidade de realizar toda a sua movimentação financeira de pagamentos e transferências na palma de suas mãos. Vislumbrando um futuro muito próximo, em que o papel moeda não estará mais em circulação, outras formas de pagamento e recebimento virão em substituição, a exemplo do PIX. Vamos assegurar que toda a transformação digital que está ocorrendo no sistema financeiro

aproxime ainda mais nossos associados da cooperativa, que eles tenham em nós a tranquilidade de não serem excluídos desse processo e sim acolhidos.

*Eneida Beckert é gerente de Negócios Pessoa Jurídica na Sicredi Norte SC –Agência de Negócios ACIJ-Joinville.

AS PESSOAS NO CENTRO DAS MUDANÇAS *Por Marcelo Vieira Martins

Neste momento em que aceleramos rumo a um atendimento mais online, quero relatar uma experiência bem-sucedida que está registrada no meu livro “Feito à Mão – As pessoas no centro das transformações”, já na terceira edição. A obra relata como implantamos uma agência bancária virtual, mas pela abrangência o conteúdo tem tudo a ver com os dilemas enfrentados por toda empresa ou organização, pois fala da importância de criar um relacionamento de excelência com o público. A história conta como criamos a Agência Mais, a primeira agência virtual do cooperativismo de crédito brasileiro. O desafio nasceu há cinco anos, quando constatamos que nem todos os cooperados da Unicred União SC/PR faziam questão de ir à agência para resolver a sua vida financeira. Por outro lado, não abriam mão do atendimento premium do nosso gerente de relacionamento. Mesmo virtualmente, queriam ser atendidos por quem os conhecesse bem. Foi quando aplicamos na prática dois conceitos que levamos a sério aqui na Unicred União, cooperativa de crédito com atuação no Paraná e Santa Catarina: primeiro, a tecnologia pode e deve facilitar a vida das pessoas; segundo, a crença no princípio de que relacionamento não se terceiriza. E criamos a Agência Mais, onde o atendimento é ao mesmo tempo virtual e 100% real, pois em todas as etapas – independente do canal escolhido pelo cliente, que pode ser WhatsApp, chat no aplicativo, telefone, e-mail ou videoconferência – o cooperado sempre se relaciona com um gerente preparado para solucionar sua demanda, jamais com um menu impessoal ou um robô. Um atendimento feito à mão, como nós acreditamos que deve ser, e o principal: com empoderamento de quem atende. É uma história de pioneirismo e inovação, pois na época não havia nada parecido no cenário do cooperativismo de crédito do país. Você deve estar se perguntando: e os resultados? Bom, os resultados que obtivemos falam por si: mais de 4,5 mil cooperados atendidos pela Agência Mais com índice de satisfação superior a 94%, geração de novos negócios, redução de custos com estruturas físicas (encerramos as atividades de duas agências em que os

cooperados tinham hábitos mais digitais) e uma mudança de mindset que pavimenta o relacionamento do futuro para a nossa cooperativa. E o melhor vem agora: durante a pandemia, a Agência Mais assumiu a linha de frente do atendimento aos 19,5 mil cooperados da Unicred União, uma vez que as agências físicas ficaram fechadas durante alguns períodos devido a decretos estaduais e municipais. Com isso, nossa agência virtual duplicou o número de operações e expandiu ainda mais o volume de negócios. Felizmente, a experiência rendeu frutos. A partir da leitura do livro, enviado a dirigentes cooperativistas de todo o Brasil, cerca de 100 cooperativas de crédito do país pediram para conhecer a sede da Agência Mais, em Joinville. Das visitas à replicação do modelo foi um pulinho, e hoje já existem mais quatro Agências Mais em operação nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, dentro e fora do Sistema Unicred. Para nós, isso é a intercooperação na prática. O atendimento digital 100% humanizado é mais do que um conceito: é um caminho seguro. Com a profusão de novos canais eletrônicos surgindo, ainda é muito melhor se relacionar com quem a gente conhece do que teclar com uma máquina. Organizações que perceberam isso entenderam melhor como resolver a equação do atendimento no futuro: se não for pelas pessoas e para as pessoas, a tecnologia perde o sentido.

*Marcelo Vieira Martins é CEO da Unicred União e autor do livro “Feito à Mão” ANO 8 • JUN.21

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Cooperativa Ecovida Palha de Arroz – Recife/PE

MULHERES EMPODERADAS

São hoje 15 cooperadas. Vivem da venda de material reciclável e de produtos artesanais feitos com parte das embalagens de plástico que, diariamente, chegam ao galpão da cooperativa, no bairro do Arruda, no Recife. A renda mensal de cada uma varia de R$ 800,00 a R$ 900,00. Mas não foi assim até 2013, quando quatro pioneiras – as irmãs Aldilene e Aldineide, mais a Ana Cláudia e a Dani – ainda trabalhavam como catadoras nas ruas da capital pernambucana. Conseguiam, cada uma, em torno de R$ 100,00 por mês. Enfrentavam privações e fome. Aldilene Félix da Silva, 35 anos, três filhos dois meninos, de 13 e 4 anos, e uma menina, de 6 – é hoje a presidente da cooperativa e se emociona ao contar sua história.

EM 2014, VEM O ABRAÇO DA SECRETARIA DA MULHER

A transformação teve início em 2014 quando o pequeno grupo de catadoras da Comunidade Palha de Arroz, que percorria as ruas dos bairros do Arruda, Campo Grande e entorno foi abraçado pela Secretaria Municipal da Mulher,

hoje comandada por Glauce Medeiros. Por meio de treinamentos e apoios da Prefeitura, foi se consolidando a ideia de formação de uma cooperativa. Um passo decisivo nesse sentido foi a construção do galpão de reciclagem,

inaugurado pela Prefeitura em 2016. A Cooperativa Ecovida Palha de Arroz foi formalizada dois anos depois, em 4 de dezembro de 2018, carregando no nome a origem das catadoras e a preocupação ambiental.

‘RECICLAMAIS’ IMPULSIONA RECICLAGEM CRIATIVA

No último trimestre de 2020, a Palha de Arroz foi inserida no ReciclaMais, um programa da Secretaria Executiva de Inovação Urbana do Recife. Entre agosto de 2020 até agora, foram arrecadadas mais de duas toneladas de plástico, material que seria descartado de forma irregular, poluindo o ecossistema da cidade. O ReciclaMais, impulsionado pelo Se-

cretário Executivo Tullio Ponzi, já passou por mais de 15 comunidades do Recife, com feiras itinerantes, onde o cidadão troca o plástico que separou por um produto feito a partir da reciclagem criativa do plástico. Com esse material também foram produzidos mobiliários urbanos, como assento, balanço, painel sensorial e o primeiro corrimão feito 100% de plástico

reciclado, que está instalado na 1ª Travessa da Rua José Menezes de Lira Filho, em Dois Unidos. Máquinas de reciclagem criativa, como extrusora e trituradora, foram implantadas através do ReciclaMais na Cooperativa Ecovida Palha de Arroz, a primeira célula piloto do programa com foco no empreendedorismo e na geração de renda.

SONHO, GANHAR UM CAMINHÃO As cooperadas da Palha de Arroz alimentam o sonho ter sua história levada ao programa “Caldeirão do Huck”, na Rede Globo. “Vamos pedir ao Luciano Huck um caminhão para conseguirmos recolher mais plásticos recicláveis para nossa cooperativa.” É possível?

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Aldilene Félix da Silva, presidente


Agora, além da esteira para separação dos recicláveis e de três prensas para empacotamento, a cooperativa conta com um conjunto de máquinas que permitem transformar em produtos artesanais as embalagens do plástico tipo 2, chamado pelas mulheres de “leitoso” (amaciantes, produtos de higiene e limpeza). Com as embalagens lavadas e cortadas em tiras, são fabricadas luminárias, lixeiras, saboneteiras, fruteiras, porta-lápis, vasos para flores etc., que são comercializados pela loja virtual @palhadearroz e na lojinha instalada no próprio galpão da cooperativa. O trabalho da Secretaria da Mulher do Recife na cooperativa continua forte e acontece através de atividades de for-

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

PRODUÇÃO INCLUI LUMINÁRIAS, FRUTEIRAS, LIXEIRAS

No ReciclaMais, produtos reciclados são trocados por lixo plástico reciclável talecimento sociopolítico e econômico entre as cooperadas, além de empoderamento do grupo, com a realização de oficinas lúdicas e de formação. Assim que passar a pandemia, a secretária Glauce Medeiros levará as artesãs

da Palha de Arroz para feiras em praças e eventos do Recife. Um quilo de plástico, antes vendido a R$ 1,80 para a indústria, pode render até mais de R$ 100,00 depois de transformado em produtos artesanais.

EMPODERAMENTO PRECISA ROMPER AS BARREIRAS

Para o secretário Tullio Ponzi, “é uma ação que dialoga com o futuro das cidades. No Recife, o considerado “lixo plástico” passa a ser uma estratégia de

transição para uma economia verde, circular, inclusiva e de baixo carbono que gera renda para quem mais precisa, além do empoderamento feminino.

No galpão da Palha de Arroz, funcionam as máquinas de reciclagem criativa

“É sobre reinventar o papel dos galpões de reciclagem e reafirmar que a inovação tem a ver com pessoas”. A secretária Glauce Medeiros explica que “o empoderamento feminino precisa sair do espaço das ideias e romper as barreiras. O trabalho empreendido junto às catadoras da Palha de Arroz é a realização dessa ideia. As mulheres têm papel de protagonistas na catação de material reciclável. Hoje, são maioria. Elas representam cerca de 60% a 70% dos profissionais da área em atividade no Brasil. Fortalecer a autoestima, trabalhar o empoderamento socioeconômico dessas mulheres representa o sustento de famílias inteiras. Reciclar significa transformar o lixo em sobrevivência e dignidade”.

NO DIA DA MULHER, UM PRESENTE DA PREFEITURA

A emoção da presidente Aldilene ao falar à Easycoop por telefone se justifica. “Hoje posso alimentar meus filhos, ter uma casa.” Ela apenas lamenta a dificuldade em atrair cooperadas. “O trabalho é duro e pesa-

do. De cada cinco mulheres que nos procuram, apenas uma permanece na cooperativa.” Mas ela comemora o presente ganho do prefeito João Campos no Dia da Mulher. Ele assinou e enviou

à Câmara Projeto de Lei que reconhece a Cooperativa Ecovida Palha de Arroz como entidade de utilidade pública. Se o PL for aprovado, a cooperativa poderá ficar isenta de impostos municipais.

OCB cria Câmara Temática para Coops de Reciclagem O Sistema OCB criou a Câmara Temática das Cooperativas de Reciclagem. Tem representantes do setor, da OCB e de suas unidades estaduais. As coops de reciclagem foram duramente impactadas com os efei-

tos econômicos da pandemia. Os conselheiros, indicados pelas unidades estaduais, vão ajudar a priorizar junto aos Três Poderes temas que garantam o desenvolvimento dessas cooperativas e o bem-estar

dos cooperados. A iniciativa “ajuda a fortalecer” o cooperativismo de reciclagem, disse o coordenador da Câmara, Cleusimar Alves de Andrade, da Cooperativa Recicle a Vida. (Fonte: OCB) ANO 8 • JUN.21

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Cooperativa de Trabalho e Indústria de Calçados – Picada Café (RS)

INOVAÇÃO E RESPEITO ÀS PESSOAS FAZEM SUCESSO DA COOPERSHOES A Coopershoes Cooperativa de Trabalho e Indústria de Calçados nasceu em 3 de setembro de 1998 em Picada Café, um pequeno município de 5.738 habitantes (2020), situado no interior do Rio Grande do Sul, a 46 km de Gramado e a 80 km de Porto Alegre. Foi fundada por um grupo de 227 trabalhadores, ex-funcionários de uma empresa calçadista que encerrou suas atividades na região, no mesmo ano. Prestes a completar 23 anos, transformou-se em uma potência, com capacidade para produzir 9 milhões de pares de calçados por ano. O Grupo é um das maiores fabricantes de tênis vulcanizados do Brasil. Além da matriz e da fábrica em Picada Café, a cooperativa possui escritório em São Paulo e outras três unidades industriais – em Garibaldi/RS, Morada Nova/Ceará e em Las Flores/Argentina. “A Coopershoes é uma das maiores cooperativas de calçados da América Latina, uma empresa que possui o tamanho do seu sucesso”, afirma o presidente Altamir Antônio Breda. “Unidos, com muita força de vontade e apostando em um novo negócio, os trabalhadores reuniram-se buscando idealizar o seu próprio negócio, movidos por trabalho, garra e determinação. O início das atividades foi marcado por muitas dificuldades. Porém, a experiência das pessoas no ramo calçadista fez com que todos os desafios fizessem a empresa ganhar cada vez mais força e espaço para crescer. A história da Coopershoes é marcada pelo seu compromisso, inovação e respeito às pessoas”, disse Altamir em entrevista à Easycoop, por e-mail. A Coopershoes reúne hoje 119 coope-

rados e opera com 5 mil colaboradores, 57% mulheres (veja boxe). Somadas, suas quatro unidades fabris totalizam 49.760 metros quadrados de instalações. Cerca de 80% dos calçados produzidos são destinados ao mercado interno e 20% são exportados para diversos países da América Latina. A cooperativa é motivo de orgulho para o pequeno município de Picada Café, na encosta da serra gaúcha. “A trajetória da Coopershoes foi alicerçada na união e no trabalho de homens e mulheres que acreditaram em um sonho, que se concretizou e orgulha a comunidade”, afirma o prefeito Luciano Klein (PTB). O município completou 29 anos em 20 de março passado. Emancipou-se de São Leopoldo em 1992. Picada Café começou como um pequeno povoado de imigrantes alemães, em 1844. Seu PIB per capita era de R$ 60.482,63 em 2018.

Altamir Antônio Breda, presidente Confira a seguir trechos da entrevista do presidente Altamir Breda, em que ele aponta os alicerces sobre os quais foi construído o sucesso da Coopershoes.

TECNOLOGIA E APRIMORAMENTO PROFISSIONAL “A cooperativa cresceu baseada no aprimoramento profissional e no permanente investimento em tecnologia. Entre as principais características estão o alcance dos objetivos do grupo, a preocupação com os seus colaboradores

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e com a comunidade onde as fábricas estão inseridas. O crescimento da Coopershoes está associado à constante evolução, inovando em processos de produção com a utilização de equipamentos e tecnologias avançadas, aten-

dendo aos mais altos padrões de qualidade. A modernização em processos e a adaptação rápida às transformações para atender às mais variadas necessidades dos clientes no ramo calçadista são diferenciais da Coopershoes.”

Trajetória da Coopershoes foi alicerçada na união e no trabalho Luciano Klein, prefeito de Picada Café


QUALIDADE PERMEIA PROCESSOS DE PRODUÇÃO “Disponibilizamos a nossos clientes uma solução industrial completa, garantindo alta produtividade e qualidade no desenvolvimento e produção de calçados e componentes. * A modelagem técnica inclui o uso de altas tecnologias e constante aperfeiçoamento em produção, por meio de softwares que permitem a melhor otimização do consumo de materiais. * A inovação está presente no negócio Coopershoes. A empresa possui máquinas de corte preparadas para pequenos e grandes lotes, que elevam o nível de aproveitamento e

consumo de material, aumentando a produtividade. Também possui máquinas de costura programadas que melhoram a qualidade e a consistência da costura. * Possuímos um rígido controle de qualidade e um laboratório com alta tecnologia, onde toda a matéria prima é testada em laboratório antes do início da produção. * No processo de fabricação de borracha, os componentes passam por análise de reometria (medida das correntes elétricas) em todos os lotes do processo, garantindo consis-

tência, qualidade e rastreabilidade dos produtos. * Nos processos produtivos, possuímos programas de qualidade como o Lean Manufacturing (produtividade com baixo nível de desperdício) e o Kaizen e 5S, utilizados de modo a envolver os colaboradores na cultura de melhoria contínua.” (O Kaizen surgiu no Japão após a 2ª Guerra. É uma ferramenta baseada em 5 princípios com a letra “S”: seiri/utilização; seiton/organização; seiso/ limpeza; seiketsu/padronização; e shitsuke/disciplina).

DESAFIO É NEUTRALIZAR IMPACTO AMBIENTAL “Em seus valores, a Coopershoes destaca o compromisso com o meio ambiente e está focada em cada vez mais integrar a sustentabilidade ao posicionamento estratégico do negócio. Em suas ações, busca a neutralização do impacto ambiental e a redução dos desperdícios de materiais e de energia envolvidos na fabricação de calçados, bem como a sensibilização de todos os colaboradores com foco na redução

de desperdícios na fonte. Na gestão do tema sustentabilidade, a Coopershoes exige certificação ambiental de parceiros e fornecedores e investe em equipamentos e tecnologias sustentáveis. Entre as principais ações de sustentabilidade estão: reutilização de 100% dos resíduos de borracha, por meio do processo de micronização, na fabricação de solados e palmilhas; queima sustentável da casca da castanha e a

utilização de madeira de reflorestamento; investimento em Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), realizando o reaproveitamento de água em jardins e sanitários; utilização de energia por meio do Mercado Livre; implantação de produtos com adesivo à base de água em todas as linhas de produção, registrando grande redução em emissão de componentes orgânicos voláteis na atmosfera.”

GANHAM OS COLABORADORES E A COMUNIDADE “São múltiplos os benefícios oferecidos pela Coopershoes aos colaboradores e às comunidades onde atua. Para os colaboradores, há serviço de atendimento médico diário na empresa; transporte; atendimento odontológico; fisioterapia; fonoau-

diologia; prêmio de assiduidade; incentivo aos estudantes, como cursos técnicos, graduações, pós-graduações e especializações; kit escolar a todos os estudantes; auxílio creche para os filhos; e programas de apoio às gestantes. Nas comuni-

dades, a Coopershoes apoia programas esportivos e sociais e participa de ações sociais. Compreende que atitudes de valorização ao próximo denotam preocupação que vai além do negócio, fortalecendo laços de valorização com a sociedade.”

A COOPERSHOES NO ESPELHO OHLEPSE ON SEOHSREPOOC A Fundação: 03/09/1998 – Sede: Município de Picada Café (RS) Presidente: Altamir Antônio Breda Cooperados: 119 (61 mulheres; 58 homens, como Pessoa Física) Colaboradores: 5.000 - 2.880 mulheres (57% ); e 2.120 homens (43% ) Unidades fabris: Matriz em Picada Café/RS (foto); Filiais: Morada Nova/CE; Garibaldi/RS; Las Flores/Argentina; mais Escritório em São Paulo. Área construída: 49.760 m² Capacidade de produção anual: 9.000.000 de pares Gestão: A cooperativa é administrada por um Conselho Administrativo, com supervisão de um Conselho Fiscal. Serviço: Cooperativa de Trabalho e Indústria de Calçados Joanetense Ltda. - Rua Vicente Prieto, 3.581 - Picada Café/RS - Brasil CEP: 95166-000 - Telefone: +55 (54) 3285-2800

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Sicoob Coopercredi-SP

ATENDIMENTO PERSONALIZADO E MELHORES SOLUÇÕES FAZEM A DIFERENÇA PARA COOPERADO

Duas frases destacadas em seu portal traduzem o que é a Sicoob Coopercredi-SP, cooperativa fundada em 26 de julho de 1995. “Muito além de uma instituição financeira, podemos afirmar que somos a soma da busca pela revolução econômica e social, que tem atingido o mundo inteiro. Somos a união, o poder coletivo, a voz que se ouve, as mãos que agem, a justiça que se pratica. Somos cooperativistas.” Prestes a completar 26 anos, a Sicoob Coopercredi possui hoje 8.592 cooperados (4.356 homens; 3.666 mulheres;

CONECTAR PESSOAS Easycoop - Quais são os diferenciais da Sicoob Coopercredi-SP? Antonio Carlos de Anchieta - Como integrante do Sistema Sicoob, a Sicoob Coopercredi-SP oferece aos seus cooperados (Pessoa Física e Pessoa Jurídica) acesso digital e presencial aos principais

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e 570 Pessoas Jurídicas). Mesmo impactada pela crise econômica e pela pandemia, ocupa posição invejável no setor e sólida estrutura patrimonial. Em resposta à crise, com o intuito de ampliar o número de associados e ganhar visibilidade, acaba de instalar sua sede no andar térreo do prédio da rua da Quitanda, 107, no centro de capital paulista. Além de São Paulo, a cooperativa opera em outros 18 municípios (Mauá, Ribeirão Pires, Araçariguama, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Ju-

quitiba, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista). Em entrevista exclusiva à Easycoop, o presidente Antonio Carlos de Ancheita destaca o propósito e a missão da cooperativa, comenta o impacto da crise e os desafios enfrentados nesses 26 anos e deixa uma proposta: que “os cooperados e o público em geral façam uma profunda reflexão, seguida de ações efetivas, no sentido de perceberem a importância do cooperativismo em nossas vidas.”

serviços financeiros que uma instituição financeira de grande porte oferece (linhas de crédito, investimentos, contas correntes, cartões de crédito, descontos de títulos, cobrança, cheque especial, seguros, consórcios, previdência privada, crédito imobiliário), com o diferencial de um atendimento personalizado, sempre buscando as melhores soluções

para os cooperados. A Sicoob Coopercredi-SP, alinhada à visão sistêmica do Sicoob, tem como propósito “conectar pessoas para promover justiça financeira e prosperidade”. Nossa missão é “promover soluções e experiências inovadoras e sustentáveis por meio de cooperação”. Trazemos esses conceitos à prática no dia a dia da cooperativa.


REAÇÕES À CRISE Easycoop - Já dá para dimensionar o impacto da pandemia sobre os resultados de 2020? A crise atingiu a todos. O que está sendo feito para reverter suas consequências, elevar os índices de utilização dos serviços e aumentar o número de cooperados?

DESAFIOS SUPERADOS Easycoop - Quais os maiores desafios nesses 26 anos de história? Anchieta - Os desafios sempre estão presentes na vida de qualquer empreendimento, mas, no caso de uma cooperativa, me parece que os obstáculos são ainda maiores. O primeiro é o de conquistar a confiança de um nú-

PRODUTOS E SERVIÇOS Easycoop - Entre os diversos produtos e serviços oferecidos, quais os mais demandados e os mais rentáveis? Qual é o público alvo? Anchieta - A cooperativa surgiu originalmente como de Capital e Empréstimo, para atender a servidores públicos das empresas municipais e

PROFUNDA REFLEXÃO Easycoop - Que mensagem gostaria de deixar aos cooperados e clientes? Anchieta - A mensagem que eu gostaria de deixar aos cooperados e ao público em geral é de propor-lhes uma profunda reflexão, seguida de ações efetivas, no sentido de perceberem a importância do cooperativismo em

Anchieta - Inegavelmente, este impacto afetou a todos e com nossa cooperativa não foi diferente. Já tínhamos impactos negativos decorrentes da baixa atividade econômica que o país vem atravessando e que se agravou com a pandemia. Por essas razões tomamos uma série de medidas, como incentivar a maior utilização de nossos canais digitais e a adoção do

regime de trabalho domiciliar para cerca de 90% de nossos funcionários, visando sua segurança e a de nossos cooperados. Também fizemos revisões em nosso orçamento para adequá-lo à realidade atual, com a expectativa de que, com a vacinação se acelerando e caindo o número de infecções, a atividade econômica volte a crescer.

mero suficiente de pessoas que acreditem no projeto para torná-lo viável. Por exemplo, para atendermos às exigências legais da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), para obter autorização para operarmos com consignação na folha de pagamentos, tínhamos que ter no mínimo trezentos cooperados servidores municipais. Esse foi o primeiro grande desafio.

E mais adiante foi obter a aprovação do Banco Central para nosso projeto de transformamos a cooperativa em livre admissão. Foram dois grandes desafios superados, mas os obstáculos continuam, fazem parte do dia a dia. Atualmente temos cerca de 8.600 cooperados e nosso desafio é elevar o índice de utilização de nossos produtos e serviços.

da própria PMSP. Esse era o nosso público-alvo. Operávamos basicamente com empréstimos consignados para servidores públicos dessas entidades municipais. Então, o nosso carro chefe eram e continuam sendo as operações de crédito. Porém, temos hoje disponíveis todos os principais produtos e serviços financeiros, como mencionei anteriormente, e que es-

tão disponíveis ao público em geral. Hoje, todas as Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas, de acordo com nosso estatuto, podem se associar à cooperativa. Quanto à rentabilidade, é importante destacar que a cooperativa não visa ao lucro. Visamos oferecer serviços de alta qualidade, com preços competitivos e com ganhos para nossos cooperados.

nossas vidas e o quanto isso pode nos trazer em ganhos ao longo do tempo. Muitos de nossos cooperados pagam sua capitalização mensal, mas operam suas contas em outra instituição financeira comercial, quando poderiam concentrar todas as suas atividades financeiras na cooperativa. Na cooperativa os ganhos pertencem aos próprios cooperados e quanto mais

se utilizar os serviços da cooperativa maiores serão seus ganhos. Também gostaria de, nesta oportunidade, me solidarizar com todos aqueles que perderam entes queridos, familiares e amigos, desejar-lhes que tenham a força necessária para superar este momento de tamanha dificuldade. Muito cuidado pessoal e muita fé. Obrigado.

A COOPERATIVA NO ESPELHO Fundação: 26/07/1995 Presidente: Antonio Carlos de Anchieta (foto) Mandato: de 2019 a 2023. Vice-presidente: Hercules Justino de Souza Diretoria Executiva: Cristina P. Cicolani Siqueira e Juliana Pinheiro de Oliveira Ueda Cooperados: 8.592 (homens: 4.356 ; mulheres: 3.666; PJs: 570) Produtos: Para o cooperado Pessoa Física: Conta Corrente; Investimentos; Cartão de Crédito; Linhas de Crédito; Consórcios; Seguros, Previdência Privada, Financiamento de Veículo, Financiamento de Imóvel. Para o cooperado Pessoa Jurídica: Crédito; Pagamentos; Investimento; Recebimentos, Seguros Empresariais, Previdência, Consórcio, Cartão de Crédito, Maquininha de Adquirência - SIPAG. Filiação: Central Cecresp e Sicoob Confederação Serviço: Rua da Quitanda, 107 - Sé, São Paulo – SP – CEP: 01012-010 Fone: (11) 3119-5100 - Whatsapp: (11) 98801-7421 E-mail: atendimento@coopercredi-sp.org.br Portal: https://sicoobcoopercredi-sp.org.br/ ANO 8 • JUN.21

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Coopernotas Nobel da Paz

Vem ganhando força a candidatura do ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz de 2021. Ele ficou conhecido na década de 1970 por implantar a agricultura tropical sustentável no cerrado brasileiro. A nomeação recebeu o apoio de mais de cem cartas de representantes de instituições de 28 países. Foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel em 26/1, pelo diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto. Uma moção de aplauso à indicação também foi aprovada no Senado em 10/3. Natural de Bambuí (MG), Alysson Paolinelli nasceu em 10/07/1936 e continua trabalhando como presidente da Abramilho. Além de ministro (1974-1979) foi secretário de Agricultura de Minas Gerais por três vezes e deputado federal no período da Constituinte.

Mais CSLL

A Medida Provisória 1.034, publicada pelo presidente Jair Bolsonaro em 1º/3, com o objetivo de compensar a isenção de impostos federais sobre o óleo diesel e o gás de cozinha, elevou a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos (de 20% para 25%) e das cooperativas de crédito e corretoras de câmbio (de 15% para 20%). A alta vale até 31/12/2021. A MP ainda precisa da aprovação do Congresso para virar lei, o que precisa ocorrer até 1º de julho. A alta de 15% para 20% também vale até o final do ano para empresas de seguros privados, de capitalização, sociedades de crédito imobiliário e administradoras de cartões de crédito. (Fonte: Folha de S.Paulo)

Lei de falências

O setor cooperativista quer criar lei específica para a recuperação judicial e falência das cooperativas. Parlamentares e juristas já articulam ideias no Congresso Nacional, e representantes do segmento afirmam que a mudança, se ocorrer, deve melhorar o ambiente de crédito para as cooperativas, em especial as pequenas e médias. O deputado Evair de Melo (PP-ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, disse que essa é uma das ações prioritárias para a atuação da Frencoop no Congresso neste ano. O primeiro passo para isso, já vencido, afirma ele, foi derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro à Lei de Falências e resguardar os créditos decorrentes do ato cooperativo. (Fonte: Valor Econômico – 5/4/2021)

cresce 9% Mesmo em meio à pandemia, a Coop registrou crescimento de 9% no seu fornecimento em 2020, fechando o exercício com faturamento de R$ 2,618 bilhões. A base ativa de cooperados alcançou 895.297, com 132 mil novas adesões. Seus checkouts registraram 35 milhões de compras. A pandemia acelerou as vendas pelos canais digitais e os dois serviços Coop Retira e Coop Entrega - cresceram mais de 700%, com 16 mil pedidos efetuados. Considerada a maior cooperativa de consumo da América Latina, a Coop possui cerca de 6 mil colaboradores diretos e 99 unidades de varejo, divididas em 31 lojas de supermercados, três postos de combustíveis e 65 drogarias. (Fonte: Coop)

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Menos burocracia

A redução da burocracia para as empresas, incluindo procedimentos para abertura de estabelecimentos, comércio exterior e execução de contratos, é o alvo da Medida Provisória assinada em presidente Jair Bolsonaro em 29/3. Com a modernização do ambiente de negócios, o Brasil pode subir até 20 posições no ranking Doing Business, do Bando Mundial. Hoje, o país ocupa a 124ª posição entre 191 países. (Fonte: Palácio do Planalto)


Coopernotas ACI na reunião do G20

Reconhecendo o impacto global e esmagador da pandemia, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) criou o Grupo de Trabalho do G20. O objetivo é levar a voz das cooperativas para as discussões da Cúpula do G20, que ocorrerá em outubro de 2021 em Roma, Itália. O G20 é formado pelos oito países mais ricos e influentes do mundo, o G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), por 11 países emergentes (África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia) e pela União Europeia. (Fonte: ACI) O ano de 2021 é histórico para a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). Em 28 de agosto de 1971, nascia a maior entidade representativa do modelo Cooperativista no Estado. Ao completar 50 anos, a Ocesc possui ampla credibilidade perante os mais de 3 milhões de associados das cooperativas registradas ao Sistema. Para celebrar a trajetória marcada por conquistas e disseminação da doutrina cooperativista, a Ocesc lança o selo comemorativo aos 50 anos. Baseia-se no conceito do cooperativismo, promovendo a união de elementos que se juntam para formar o numeral “50”. (Fonte: Ocesc)

Cocamar

Cocamar Cooperativa Agroindustrial comemora 58 anos. Foi fundada em 27/3/1963 em Maringá (PR). Hoje, opera no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. É uma das principais organizações cooperativistas do país, com números em alta. O faturamento geral cresceu 52% no exercício 2020 e fechou em R$ 7,049 bilhões – um salto sobre os R$ 4,650 bilhões de 2019. Com a pandemia, houve uma demanda maior por alimentos. O forte investimento em tecnologias realizado pelos produtores nos últimos anos e as condições climáticas favoráveis contribuíram para boas safras. São mais de 15,5 mil produtores cooperados – 70% dos quais de pequeno porte, com áreas próprias de até 50 hectares. (Fonte: Cocamar)

Agro dribla crise

A cada ano o cooperativismo atinge a vida de mais pessoas. O modelo já está presente em todo o país. Por meio de seus sete ramos, tem sido um dos responsáveis por ajudar milhares de famílias em meio à pandemia, em especial no agronegócio, que foi um dos poucos setores que escaparam da crise em 2020. No ranking das 100 maiores empresas do agronegócio no Brasil, divulgado pela Forbes, estão 22 cooperativas brasileiras. Obtiveram resultados expressivos. Surpreenderam com safra recorde e exportações aquecidas como reflexo da valorização do dólar. (Fonte: Ocergs) Fundada em agosto de 1925, a Frísia Cooperativa Agroindustrial já está se preparando para comemorar seu centenário. Um conjunto de propostas e projetos de crescimento batizado de planejamento “Rumo aos 100 anos” já foi apresentado aos cooperados. Ao longo dos próximos cinco anos, serão investidos quase R$ 1 bilhão em expansão e novos negócios. A Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e a segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. (Fonte: Frísia) ANO 8 • JUN.21

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Revista EasyCOOP 33  

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