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Helena do GAPA: Há 25 anos trabalhando no combate e prevenção à AIDS.

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Florianópolis, Agosto de 2012 Nº 181 - Ano XVI

Kelvin Konz é ordenado padre Ordenação presbiteral é a primeira de três que a Arquidiocese terá nos meses de agosto e setembro A Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Itajaí, esteve em festa no dia 04 de agosto. Nesse dia, pela imposição de mãos de nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, foi ordenado presbítero um filho da comunidade, Kelvin Borges Konz. A Celebração Eucarística foi realizada no dia em que a Igreja celebra o Dia do Padre, e contou com a presen-

ça de mais de 70 padres e diáconos da Arquidiocese. Foi a primeira ordenação presbiteral por Dom Wilson como nosso arcebispo. Os diáconos Marcos Decker e Ewerton Martins Gerent serão ordenados presbíteros nos meses de agosto e setembro respectivamente. PÁGINA 09

Tema do Mês

Rede de comunidades

Ordenação presbiteral do diácono Kelvin Konz pelo nosso arcebispo Dom Wilson, realizada no Dia do Padre, contou com a presença de mais de 70 padres e diáconos da Arquidiocese

Arquidiocese prepara Assembleia 27ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral vai aprovar o Plano de Pastoral da Arquidiocese Realizada nos dias 24 e 25 de agosto, na Paróquia de Santo Amaro da Imperatriz, Assembleia contará com participantes convocados, padres, diáconos, religio-sos(as), seminaristas da teologia, leigos(as).

Pastoral realiza Vigília Vocacional na Catedral PÁGINA 03

Participe do Jornal da Arquidiocese

A Assembleia se propõe a refletir sobre a realidade eclesial e social arquidiocesana à luz do Concilio Vaticano II; concluir o processo de planejamento, aprovar o Plano de Pastoral da Arquidio-

Apostolado realiza censo arquidiocesano PÁGINA 05

cese e elaborar Projetos para a Ação Evangelizadora. O Plano de Pastoral é resultado de intenso trabalho de preparação que envolveu toda a Arquidiocese. PÁGINA 03

Jovens participam de encontro vocacional feminino PÁGINA 08

Os textos do Novo Testamento mostram que, em menos de cem anos, os cristãos haviam chegado a todo mundo conhecido da época. Aonde chegavam, fundavam comunidades. Cada igreja tinha sua autonomia, seu estilo de propagar e celebrar a fé, seu jeito de viver a caridade cristã. Essas comunidades ou igrejas articulavamse na forma de rede, de comunhão. Foi assim que o cristianis-

Três jovens inauguram missão na Guiné-Bissau, África PÁGINA 13

mo se expandiu pelo mundo até chegar aos nossos tempos. Os primeiros cristãos haviam entendido que é impossível ser seguidor de Jesus fora da comunidade. É também impossível ser evangelizador e missionário sem raiz em uma comunidade e sem o objetivo de formar novas comunidades. Não há evangelização sem fundação de novas comunidades. PÁGINA 04

Duas jovens dão “sim” definitivo à vida religiosa PÁGINA 15

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Opinião

Agosto 2012

Palavra do Bispo No mês de julho aconteceram alguns eventos missionários de grande importância. O envolvimento nestes acontecimentos manifesta um aspecto da vida da Igreja na arquidiocese. Congresso Missionário Nacional – Teve lugar em Palmas, Tocantins, dos dias 12 a 15 de julho. Um dos objetivos deste congresso era preparar o congresso latino americano (COMLA), que será realizado na Venezuela, em 2013. Entre as temá-ticas abordadas destacou-se a reflexão sobre o mundo secularizado e multicultural.Já na década de 70, o Papa Paulo VI escrevia na Evangelii Nuntiandi: “a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama de nossa época”. Missão na Bahia –Um grupo de quase 50 leigos, padres, seminaristas da arquidiocese de Florianópolis passou duas semanas na Diocese de Barra, na Bahia, em atividade missionária. É um trabalho desenvolvido há vários anos. É um auxílio que a Igreja de Florianópolis presta àquela Igreja na Bahia. É uma atividade que une duas dioceses com benefícios para todas as duas.

Dom Wilson TTadeu adeu Jönck

Palavra do Papa

Bento XVI

cia missionária”. Vai crescendo sempre mais a consciência de que é preciso viver em “estado permanente de missão”. Por que insistir tanto na atividade missionária? A dimensão missionária é parte constitutiva da Igreja, faz parte da sua identidade. Não é possível pensar uma Igreja que não seja missionária. Os cristãos assumem o compromisso de anunciar que Deus ama a cada ser humano. Mostram com sua vida que Deus está perto e vem a nós com poder salvador e libertador. Se a Igreja deixar de anunciar a mensagem do Evangelho, perderá a sua identidade e será reconhecida por atributos que não fazem parte do centro da sua natureza. O Documento de Aparecida fala de missão como algo muito próximo de nós. Para os bispos reunidos em Aparecida, o trabalho missionário não é somente ir para longe, ou estar a serviço da Igreja em uma terra estrangeira. Para os bispos, a família, a nos-

Opinião

Na Sinagoga de Cafarnaum Na Liturgia da Palavra deste domingo, 05-08, continua a leitura do capítulo 6º do Evangelho segundo João. Estamos na sinagoga de Cafarnaum (...). Jesus quer ajudar as pessoas a ir além da satisfação imediata das próprias necessidades materiais, também importantes. Quer abrir-lhes um horizonte de existência que não é simplesmente o das preocupações cotidianas do comer, do vestir, da profissão. Jesus fala de uma comida que não perece, que é importante buscar e acolher. Ele afirma: “Trabalhem não pela comida que não dura, mas pela comida que permanece para a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará” (v. 27). A multidão não entende, acredita que Jesus pede a observância dos preceitos para poder obter a continuação desse milagre, e pergunta: “O que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” (V. 28). A resposta de Jesus é clara: “Esta é a obra de Deus: que vocês creiam naquele que Ele enviou” (v. 29). O centro da existência, o que dá sentido e firme esperança no caminho muitas vezes difícil da vida é a fé em Jesus, o encontro com Ele. (...) A fé é a coisa fundamental. Não se trata aqui de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrar a Jesus como uma Pessoa viva, de deixar-se envolver totalmente por Ele e pelo seu Evangelho. Jesus convida a não parar no horizonte puramente

Arcebispo de Florianópolis

IGREJA MISSIONÁRIA Missionários na Guiné Bissau – Também em julho, três jovens da Comunidade Divino Oleiro partiram para abrir uma missão na África, mais precisamente na Guiné Bissau. Vão em nome da Arquidiocese de Florianópolis. Lá colaborarão com outro representante da Arquidiocese que já se encontra em missão, desde que foi enviado em missão na conclusão do Congresso Eucarístico de Florianópolis. Outros trabalhos missionários – Nas férias de janeiro, um grupo de mais de cem jovens desenvolveu uma atividade missionária nas praias de Santa Catarina. Os jovens têm sido protagonistas de trabalhos missionários em várias dioceses de Santa Catarina. Enquanto se dispõem a anunciar o Evangelho, crescem na fé e desenvolvem a compreensão do que é ser igreja. Também as crianças são convidadas a se envolverem com a atividade missionária. Em várias paróquias está organizada a “Infân-

humano e a abrir-se para o horizonte de Deus, para o horizonte da fé. Ele exige uma única obra: acolher o plano de Deus, ou seja, “crer naquele que ele enviou” (v. 29). Moisés tinha dado a Israel o maná, o pão do céu, com o qual o próprio Deus vinha alimentar o seu povo no deserto. Jesus não dá qualquer coisa, dá a Si mesmo: é Ele o “verdadeiro pão que desceu do céu”, Ele, a Palavra Viva do Pai; no encontro com Ele encontramos o Deus vivo. “O que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” (V. 28) pergunta a multidão, pronta para agir, para que o milagre do pão continue. Mas a Jesus, verdadeiro pão da vida, que satisfaz a nossa fome de sentido, de verdade, não é possível “ganhar” com o trabalho humano; só vem a nós como um dom de Deus, como obra de Deus, que deve ser pedida e acolhida.(...)

Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrar a Jesus como uma Pessoa viva, de deixar-se envolver totalmente por Ele e seu Evangelho ”.

Trabalhando com e para a comunidade. Levando a Comunhão Eucarística, a Palavra de Deus aos mais necessitados e testemunhando a fé. Não existe

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis Rua Esteves Júnior, 447 - Centro - Florianópolis 4-4 799 Cep 88015-130 - Fone/Fax (48) 322 3224-4 4-4799 E-mail: jornal@arquifln.org.br - Site: www.arquifln.org.br 24 mil e plares mensais exx em emplares

sa casa, o nosso bairro, a nossa cidade são áreas de missão. Nesses ambientes deve ser anunciada, com destemor, a boa nova do Evangelho de Cristo. Desta forma, todas as pastorais, movimentos, associações e demais organismos são missionários. Não basta ser uma pastoral. Há muita pastoral de conservação. É preciso assumir o trabalho pastoral com uma perspectiva missionária. O Documento de Aparecida lembra ainda que é preciso “partir de Cristo”. Há muitos ambientes e realidades que esperam o anúncio renovador do Evangelho de Cristo. A realidade atual da família carece de atitudes cristãs mais convincentes. Também a juventude, escolas e universidades esperam pelo anúncio vibrante do Evangelho. Nas pastorais sociais, mais que atitudes de assistência de necessidades imediatas, as pessoas atendidas também esperam pelo anúncio do Evangelho. Da mesma forma nos hospitais, favelas, e ambientes de trabalho. Outro desafio para o trabalho missionário é o uso da Internet e das redes sociais.

Se a Igreja deixar de anunciar o Evangelho, perderá a sua identidade e será reconhecida por atributos que não fazem parte do centro da sua natureza”.

Como você vive a sua fé e vocação na comunidade?

Se doando, sendo presença de Deus na comunidade e buscando levar a Sua mensagem. Além disso, fazendo a caridade de todas as formas possíveis. Na minha comunidade havia problemas de tráfico de drogas e violência constantemente. De início, pensávamos em nos afastar das pessoas que conviviam e praticavam esse crime. Depois analisamos melhor e passamos a nos aproximar deles. Com isso, conseguimos minimizar os conflitos e até evitar que crianças e jovens fossem seduzidas pelo tráfico e até mesmo retiramos jovens que

Bento XVI XVI, domingo, 05/08

Jornal da Arquidiocese

viviam nessa realidade. Maria Janice dos Santos (Jane) - Paróquia Sagrados Corações - São José

fé sem obras e não existe obra sem fé. A minha participação, presença e ação se dá, sobretudo, através dos Grupos Bíblicos em Família. Os padres não podem estar presentes em todas as famílias da comunidade. Através dos GBFs, somos a presença da Igreja junto a essas comunidades. Os GBFs levam o calor de Deus. Quando fazemos isso, saímos renovados. Vemos que somos um instrumento de Deus.

Vivo há mais de 50 anos minha vocação vivendo na comunidade religiosa e na comunidade paroquial. Considero a vida em comunidade muito importante para a própria vida. Assim sou feliz, servindo a Igreja e a Deus. Hoje vivo minha fé e vocação com as irmãs e os colaboradores e colaboradoras do Provincialado e, com eles, formamos uma espécie de comunidade familiar própria. Também vivemos com a Igreja, fazendo os encontros dos livretos dos Grupos Bíblicos em Família. Temos ocasião de testemunhar esse espírito de fé e comunidade junto a tantas pessoas que participam de encontros, retiros e outros eventos em nossa casa. Ir er Ir.. Maria Dalila Beck Becker er, DP Paróquia da Catedral, em Florianópolis

Carlos André Bezerra do Nascimento - Paróquia Nossa da Lapa, Florianópolis Dire orial: Dom Wilson Tadeu Jönck, Pe. João Francisco Dirett or: Pe. Ney Brasil Pereira - Conselho Edit Editorial: Salm, Pe. José Artulino Besen, Pe. Vitor Galdino Feller, Ir. Marlene Bertoldi, Leda Cassol Vendrúscolo, Maria Antônia Carsten, Maria Glória da Silva Luz, Carlos Martendal, Felipe Candin - Jornalista R esponsáv el: Zulmar Faustino - SC 01224 JP - (48) 8405-6578 - Coor esponsável: Coor.. de Publicidade: Pe. Pedro José Koehler - Revisão: Pe. Ney Brasil Pereira - Editoração e Fotos: Zulmar Faustino Distribuição: Juarez João Pereira - Impressão: Diário Catarinense


Jornal da Arquidiocese

Geral 3

Agosto 2012

Celebração abre o mês vocacional Durante solenidade, foi lançado o novo site da Pastoral Vocacional da Arquidiocese Foto JA

Uma Vigília Eucarística, realizada na noite do dia 01 de agosto, às 20h, na Catedral de Florianópolis, marcou a abertura do mês vocacional na Arquidiocese. Presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, a celebração contou com a presença das diferentes vocações específicas: padres, diáconos, religiosas, seminaristas e lideranças leigas. Durante a celebração, Dom Wilson lembrou que, desde 1964, todos os anos, o Papa – na época, Paulo VI – publica uma mensagem que orienta o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, sempre o 4º domingo da Páscoa. Neste ano, Bento XVI salienta que o amor de Deus permanece para sempre. “Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva desse amor divino”, disse. Em sua homilia, nosso arcebispo refletiu sobre o sentido da vocação. Segundo ele, é a certeza de que Deus nos chama para uma missão especial. “Se considerarmos que estamos aqui apenas por nossa escolha, é uma reflexão pobre. Mas se tomarmos consciência de que a nossa vocação é um chamado de Deus, tudo mudará em nossa vida”, disse. Segundo Pe. Vânio da Silva va, coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional, o evento pretendeu reunir as vocações específicas e os agentes da Pasto-

Pólen promove retiro para novos integrantes

Presidida por Dom Wilson, celebração foi realizada na Catedral e contou com a presença das diferentes vocações da Arquidiocese ral Vocacional. “O encontro quer ser um sinal de que nossa Arquidiocese quer se empenhar muito pelas vocações, especialmente no mês de agosto”, disse.

Novo site da P ast oral V ocacional astoral Vocacional Após a celebração, os participantes foram convidados a ir ao auditório da Catedral, onde foi apresentado o novo site da Pastoral Vocacional da Arquidiocese. Através do endereço www. pvflorianopolis.org.br pvflorianopolis.org.br,, os internautas terão acesso a todas as informações do trabalho realizado pela Pastoral na Arquidiocese. Durante a solenidade, Dom

Wilson deu o primeiro clique, inaugurando oficialmente o site. Produzido pelos seminaristas de Teologia da Arquidiocese, com o auxílio de profissionais da informática, e criado pela agência Dominus, o site concentra todas as atividades da Pastoral. “Buscamos unir todas as redes sociais da Pastoral no site, bem como tudo o que realizamos. E contamos com a colaboração dos agentes nas comunidades para mantê-lo atualizado”, disse Gabriel Schuch Schuch, seminarista e membro da equipe de animação vocacional. Mais informações pelo fone (48) 3234-4443 ou no e-mail pastoral vocacionalfpolis@gmail.com

Assembleia Arquidiocesana de Pastoral: comunhão e participação Fiel a Jesus Cristo, guiada pelo Espírito Santo e convocada pelo seu Pastor, Dom Wilson Tadeu Jönck, a Igreja na Arquidiocese de Florianópolis se prepara para reaaslizar a 27ª Assembleia de P Past oral, nos dias 2 4 e 25 de 24 agosto, em Santo Amaro da Imperatriz Imperatriz. Segundo o regimento, “a Assembleia é a instância máxima da Arquidiocese, no tocante à ação pastoral, respeitada a autoridade eclesiástica” (Art 1º). Toda a Igreja Arquidiocesana estará representada, através dos participantes convocados, padres,

Vai acontecer...

diáconos, religiosos(as), seminaristas da teologia, leigos(as). A Assembleia é, portanto, uma verdadeira expressão de comunhão e participação. Os objetivos são: refletir sobre a realidade eclesial e social arquidiocesana à luz do Concilio Vaticano II; concluir o processo de planejamento e aprovar o Plano de Pastoral da Arquidiocese, e elaborar Projetos para a Ação Evangelizadora. O Plano de Pastoral que será aprovado é o resultado da graça de Deus que se concretizou atra-

vés da participação de muitas pessoas que colaboraram com o planejamento pastoral através das pesquisas, encontros, reuniões, orações e muitas outras formas, durante os últimos três anos. Após aprovado, ele será o grande instrumento de trabalho que orientará e promoverá unidade na ação evangelizadora da Arquidiocese. Portanto, você, sua família e comunidade também são convidados a participar, rezando pelo êxito da Assembleia. Pe. Revelino Seidler Coordenador de Pastoral

O Movimento Pólen convida os jovens a partir de 14 anos a conhecer um novo estilo de vida: O ESTILO PÓLEN. Nos dias 31 de agosto, 01 e 02 de setembro, no Morro das Pedras, em Florianópolis, será realizado um retiro para novos jovens integrantes do Movimento. Realizado anualmente, o Retiro Espiritual Básico é para jovens de diversas idades.

Esse retiro é realizado em um local afastado do centro de Florianópolis, o que proporciona uma abordagem mais profunda da temática católica e um desligamento total da correria diária. A inscrição poderá ser feita via site: www.movimentopolen. com.br com.br. Mais informações no site ou pelo e-mail: contato@ mo viment opolen.com.br moviment vimentopolen.com.br opolen.com.br.

Comarca de Biguaçu promove o VI Festival Vocacional A Comarca de Biguaçu realiza no dia 19 de agosto, na Igreja Bom Jesus, em Rachadel, Antônio Carlos, a sexta edição do Festival Vocacional. Com o tema “Chamados a cuidar da Vida”, e lema “Chegou perto dele, viu e teve compaixão” (Lc10,33), o evento é voltado a todos os interessados na causa vocacional. Promovido pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Comarca de Biguaçu, o evento pretende, através de testemunhos, animação e apresentações artísticas (músicas, poesi-

as, jograis, teatro, etc), que os participantes possam celebrar os carismas da comunidade comarcal, estimulando o surgimento, o cultivo e o progresso das diversas vocações. Durante o Festival, haverá uma feira vocacional, onde congregações, movimentos e entidades religiosas poderão expor e divulgar seus trabalhos: uma maneira a mais para interessar os presentes. Mais informações pelo fone (48) 3258-6935, com Grasieti ou Sérgio, ou pelo sa e-mail savv.santacruz@ gmail.com gmail.com.

Encontro de Orientação vocacional para jovens A Pastoral Vocacional da Arquidiocese realizará no dia 26 de agosto, sábado, das 9h às 17h, o primeiro encontro do Grupo de Orientação Vocacional João Paulo II para rapazes. O evento é destinado a jovens de no mínimo 12 anos, que buscam fazer um caminho de discernimento vocacional. Trata-se de um acompanhamento espiritual, que abrange o âmbito das várias vocações (laical, matrimonial, sacerdotal, diaco-

nal e religiosa). Os encontros serão realizados mensalmente, de agosto a novembro de 2012, no Seminário de Azambuja, em Brusque. Os interessados em participar desse Grupo de Orientação Vocacional deverão fazer a sua inscrição, que poderá ser solicitada através do fone (48) 3234-4443, ou epe.vanio@hotmail. mail com com, ou ainda pelo site www. pvflorianopolis.org.br pvflorianopolis.org.br.


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Tema do Mês

Rede de comunidades Não há evangelização sem fundação de comunidades. Divulgação/JA

Entre as cinco urgências pastorais das atuais Diretrizes Básicas da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, temos: Igreja, comunidade de comunidades. A vida em comunidade era tão característica dos primeiros cristãos que aparece por diversas vezes nos Atos dos Apóstolos. O autor desse livro faz questão de lembrar práticas concretas da vida comunitária em Jerusalém: a perseverança na doutrina dos apóstolos, a fração do pão (ou Eucaristia), a oração em comum, a partilha dos bens materiais, o cuidado dos necessitados, o ensinamento do Evangelho, o anúncio de Jesus Cristo, o testemunho da ressurreição etc (At 2,42-47; 4,32-35; 5,42).

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A fundação de comunidades

A partir dessa primeira comunidade, os cristãos saíram em missão e foram formando outras comunidades ou igrejas pelo mundo afora. Nos primeiros tempos do cristianismo se usava dizer: igreja de Jerusalém (At, 11,22), igreja de Antioquia (At 13,1; 15,3), igreja de Cencréia (Rm 16,1), igreja de Laodicéia (Cl 4,16), ou igreja que está em Corinto (2Cor 1,1). Com o refrão “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2,7.11.17.29; 3,6.13.22), os capítulos 2 e 3 do Apocalipse fazem referência às sete igrejas da Ásia Menor – Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia – e aos elogios ou advertências que o Senhor Ressuscitado faz a cada uma delas. Os textos do Novo Testamento mostram que, em menos de cem anos, os cristãos chegaram a todo o mundo conhecido da época. Evangelizavam, fundando igrejas. Cada igreja tinha sua autonomia, seu estilo de propagar e celebrar a fé, de viver a caridade cristã. Essas comunidades ou igrejas articulavam-se na forma de rede, de comunhão. Foi assim que o cristianismo se expandiu pelo mundo, até chegar aos nossos tempos. Os primeiros cristãos haviam entendido que é impossível ser seguidor de Jesus fora da comunidade, que é impossível ser evangelizador e missionário sem raiz em uma comunidade e sem o objetivo de formar novas comunidades. Não há evangelização sem fundação de comunidades.

Desafio de nosso tempo

Vivemos numa cultura que não aprecia a vida comunitária. É o in-

dividualismo que domina nossas relações. Cada qual quer ser dono de sua vida, viver de modo isolado, sem preocupar-se com o bem comum, sem dar atenção às angústias e necessidades de quem mora ao lado. Muita gente acha que é possível viver a fé dessa maneira. A religião passa a atender a indivíduos, vira terapia para solução de problemas pessoais emergenciais: cura de doenças, saída da droga e do álcool, sentimento de bem-estar, conquista de graças e bênçãos. Ou faz-se da religião pura venda de bens sagrados através da mídia. Põe-se a religião na mídia, entra-se no jogo do mercado, do regime de troca, compra e venda. Perde-se a dimensão do mistério, do encontro íntimo com o Senhor. A nova evangelização não pode fugir do desafio de formar comunidades. As Diretrizes da CNBB dizem: “Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores” (n. 59). Nesse sentido, não

Não há comunidade quando cada qual usa da religião para a solução de seus problemas pessoais. Não há comunidade na simples construção de ambientes virtuais”.

há comunidade no simples fato de as pessoas se aglutinarem em multidões festivas numa celebração. Não há comunidade quando cada qual usa da religião para a solução de seus problemas pessoais. Não há comunidade na simples construção de ambientes virtuais. Para haver comunidade é preciso contato pessoal, estabilidade, partilha de alegrias e dores. Viver em comunidade implica reunir-

se na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, assumir as conquistas e as crises, o lado bom e o lado ruim da vida em comum. Não há um único modo de ser comunidade. No mundo plural em que vivemos é preciso assumir diversos modos de ser igreja, de viver em comunidade. Importante é que em cada uma delas haja as três mesas ou múnus da fé: que a Palavra seja anunciada e praticada; que os sacramentos sejam celebrados e vividos; que a caridade seja exercida em favor de todos, principalmente dos mais pobres. Se isto for levado em conta, não haverá lugar para invejas e ciúmes, concorrências e desgastes inúteis. Além das comunidades eclesiais de base (as CEBs), que são as nossas comunidades (ou capelas) formadas na forma da vizinhança, há também os grupos de vida, de oração e de reflexão da Palavra de Deus, os grupos bíblicos em família, os círculos bíblicos, as comunidades de vida e de aliança, os movimentos apostólicos e espirituais, as congregações religiosas.

Jornal da Arquidiocese

Setorização da paróquia

O Documento de Aparecida (n. 179) acredita que a setorização da paróquia é um caminho privilegiado para a formação de comunidades. Se pensarmos na imensidão de nossas paróquias, sobretudo no centro e periferias de nossas cidades, não há como negar a importância dessa sugestão metodológica. Criar comunidades nos novos bairros que surgem a cada instante, zelar para que o Evangelho seja capilarizado e chegue aonde o povo vive e trabalha… eis o caminho da nova evangelização. Por esse caminho, “a Igreja se faz presente nas diversas realidades, vai ao encontro dos afastados, promove novas lideranças” (Diretrizes n. 62). Nas novas comunidades poderá acontecer a verdadeira iniciação cristã, o Evangelho poderá chegar às casas e corações, os fiéis poderão descobrir novos modos de colocar-se a serviço do próximo, os cristãos poderão unir-se na luta por políticas públicas em favor de seu bairro, na área da educação e da saúde, da segurança e do transporte, por exemplo. É claro que, para isso, não dá pra contar só com o trabalho dos padres. É preciso urgentemente diversificar os ministérios confiados aos leigos. Por isso, “a pastoral vocacional se torna prioritária neste novo momento da história da evangelização” (Diretrizes n. 63). Juntamente com a preocupação de formar presbíteros e diáconos, é preciso valorizar a atuação do laicato na animação das comunidades. Espaço privilegiado para a atuação de lideranças leigas são as comissões, conselhos e assembleias paroquiais e comunitárias. Aí os leigos podem ser envolvidos seja no âmbito econômico-financeiro, seja no âmbito mais propriamente pastoral, tanto no planejamento, como na execução e na avaliação da caminhada. As comunidades serão o lugar da comunhão e da missão da Igreja do novo milênio. Elas formatarão o rosto da Igreja profética e missionária, solidária e samaritana. Através delas, o Evangelho será o fermento da salvação do mundo. Pe. Vitor Galdino Feller Vigário Geral da Arq., Prof. de Teologia e Diretor da FACASC/ITESC Email: vigariogeral@arquifln.org.br


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Agosto 2012

Apostolado realiza censo na Arquidiocese Objetivo foi saber quem e quantos são e ver a realidade para definir as prioridades no trabalho Divulgação/JA

O censo foi realizado nas oito comarcas da Arquidiocese e constatou que há 205 centros do Apostolado da Oração, com 2.636 zeladores e zeladoras, e 16.119 associados. Com isso, são 18.755 associados. É a primeira vez que o levantamento é realizado na Arquidiocese e serviu como referência para as dioceses do Brasil. O levantamento teve início em 2011 com o Apostolado da Oração nas Comarcas. A intenção foi conhecer a realidade e como está a caminhada e, assim, dimensionar o que é preciso fazer para melhorar o trabalho. “Com esse levantamento, sabemos quantos somos, e quantos estão vivendo esta linda experiência missionária”, disse Tania Zimmermann Meurer Meurer, coordenadora do Apostolado na Arquidiocese. Segundo ela, sempre há gente nova fazendo parte do movimento; há as trocas de coordenações, os que estão afastados, e os que partem para a casa do PAI. A proposta é que o levantamento seja realizado todos os anos. Atra-

Retiro Feminino do Emaús

Levantamento comprovou que, com 18.755 membros, Apostolado da Oração é uma das grandes forças da Arquidiocese vés dele se poderá saber quem são as pessoas de referência nas comarcas, paróquias e associações. Isso facilitará a organização dos eventos. Além de saber quantos e quem são, o levantamento também procurou saber como os membros do Apostolado vivem o

Retiro do Apostolado da Oração A Coordenação Arquidiocesana do Apostolado da Oração gospromove, nos dias 31 de A Agosto , 01a 02 de setembro setembro, o Retiro Espiritual Arquidiocesano anual. Com o tema “O SEMEADOR”, o retiro será realizado na Casa de Retiros Provincialado Coração de Jesus, em Florianópolis. O evento contará com a assessoria do Pe Sereno Boesing SJ SJ., diretor Espiritual Arquidiocesano da entidade. O evento é uma oportunidade de formação, reflexão, meditação e realimentação espiri-

Vai acontecer...

tual. É um momento rico e oportuno para renovar a vida de oração e a espiritualidade. O retiro é um tempo especial para o alimento da fé, a inflamação do amor, o fortalecimento das virtudes e a paz de espírito. O retiro terá início às 17h do dia 31, e será encerrado às 15h do dia 02, com a Santa Missa. Mais informações pelos fones (48) 3245-2208, - 9912-5870, com Tânia Zimmermann Meurer, coordenadora, ou ainda pelo taniarzmeurer@ e-mail: hotmail.com hotmail.com.

carisma. “Dessa forma poderemos saber como, de que forma, devemos trabalhar a formação”, disse Pe. Sereno Boesing, SJ, Diretor Espiritual do Apostolado na Arquidiocese. “É uma presença maciça, mas silenciosa; afinal nosso objetivo é servir”, acrescentou. Segundo ele, os dados impressionaram pelo número de associados, mas também pelo compromisso que a equipe de coordenação tem em relação a essas pessoas. Pe. Sereno falou que o levantamento foi apresentado no 5º Encontro Nacional do Apostolado, realizado em junho, no Santuário de Aparecida. “Todos ficaram impressionados pela iniciativa, e Pe. Otmar, secretário nacional, recomendou que todos sigam o exemplo”, disse Pe. Sereno. O censo também vai contribuir para melhor divulgar e apoiar o Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), ramo juvenil do Apostolado, que está dando os seus primeiros passos, mas já com presença em um bom número de associações na Arquidiocese.

O Movimento de Emaús realizará nos dias 16 a 19 de agosto, o “91º Retiro de Emaús Feminino”. Como sempre, o retiro será realizado na Casa de Encontros Vila Fátima, no Morro das Pedras, em Florianópolis. O Retiro abordará temas relacionados aos valores humanos e cristãos, estimulando as jovens a se tornarem mais participativas na sua comunidade, trabalho, faculdade e, especialmente, na sua própria família.

Para participar, as jovens devem ser maiores de 18 anos e preencher a ficha de inscrição no site do Emaús - www.emaus. org.br/florianopolis org.br/florianopolis. Após preencher a ficha, a candidata participará de uma entrevista, que acontecerá no Centro Arquidiocesano de Pastoral (CAP), localizado no Largo São Sebastião, na Beira-Mar, em Florianópolis. Mais informações pelo site ou pelo e-mail preemaus floripa@gmail.com com com..

Pastoral Carcerária promove encontro arquidiocesano A Pastoral Carcerária da Arquidiocese promoveu no dia 30 de junho o Encontro Arquidiocesano da Pastoral Carcerária. Realizado na Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu, o encontro reuniu representantes da Pastoral em São Pedro de Alcântara, Itajaí, Balneário Camboriú, Garopaba e Florianópolis. O evento contou com a presença do Pe. Revelino Seidler, coordenador de Pastoral da Arquidiocese, que falou sobre o Plano de Pastoral, em especial da contribuição da Pastoral Carcerária para o documento. Os participantes fizeram considerações sobre as propostas apresentadas para o Plano. Entre elas, dificuldades do trabalho, ausência de voluntários e maior presença das paróquias. Durante o encontro foi refleti-

do sobre o sistema de Justiça Restaurativa, que trabalha com o perdão. Virgínia, de Balneário Camboriú, realizou duas etapas do curso em Porto Alegre e propôs que fosse trazido um assessor para ministrar o curso na Arquidiocese. “O Perdão é a cura de si mesmo. É a porta da paz mental”, disse. Leila Pivatto, presidente da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), apresentou o projeto que está caminhando em Florianópolis. Falou dos eventos que já foram realizados e do que está sendo proposto. Foi mostrado o vídeo, que foi apresentado em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa. “Agora estamos buscando um local para sediar a primeira APAC em Santa Catarina”, disse.


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Bíblia

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Jornal da Arquidiocese

Conhecendo o livro dos Salmos (51)

Salmos 70 e 71 (69 e 71) SALMO 70 (69): Vem em meu auxílio!

Este breve salmo de súplica é praticamente uma retomada dos versículos finais (vv. 14-18) do Sl 40(39), dedicado quase totalmente ao louvor do salmista pela salvação obtida. A gratidão é tão grande, que ele se compromete, não com sacrifícios rituais, mas com o cumprimento zeloso da vontade de Deus, da sua Lei, como diz no v. 8, citado na carta aos Hebreus: “Não pediste holocaustos nem vítimas, mas me deste um corpo: Eu venho fazer a tua vontade!” (cf Hb 10,5-7). Entretanto, a partir do v. 12, ele começa a falar dos “males sem nú-

mero que o rodeiam” e, no v. 14, levanta o brado de socorro que, com os versículos seguintes, passou a constituir o salmo que agora nos ocupa, concentrado no pedido de socorro.

Vem depressa!

2. Ó Deus, vem salvar-me; / vem depressa, Senhor, em meu auxílio. Estas palavras iniciais são as que, com algumas adaptações, constituem a abertura de cada momento da Liturgia das Horas: Vinde, ó Deus, em meu auxílio; socorrei-me sem demora! São também as palavras que, em latim, muitas vezes um latim popularizado, eram cantadas no início

das antigas novenas antes do Concílio: Deus, in adjutórium meum intende; Domine, ad adjuvandum me, festina! Como o salmista explica logo a seguir, ele está sofrendo grave ameaça, com risco de morte, e é por isso que insiste na urgência do socorro.

Buscam tirar-me a vida

3. Fiquem confusos e envergonhados os que buscam tirar-me a vida; / caiam para trás e fiquem cobertos de ignomínia os que se alegram com a minha ruína. 4. Recuem, cobertos de vergonha, os que zombam de mim. O salmo revela um conflito aberto entre um grupo, evidenteDivulgação/JA

SALMO 71 (70): Na terceira idade

Este salmo, cujo autor se apresenta como idoso (vv. 9 e 18), e mistura súplicas, recordações, promessas e louvores, compõe um rosto extraordinário de Deus. Ao longo da vida, este ancião sempre confiou no Senhor. Se agora o invoca, é porque continua confiando no Aliado que não falha. É mencionada a aliança entre eles desde o seio materno (v.6). É, de fato, a “oração da terceira idade” com suas dificuldades, conflitos, carências e, sobretudo, seu desejo de ajudar a sociedade a ser mais humana. O ancião deste salmo está cheio de agradecimento, transborda de esperança e sente que tem ainda uma grande tarefa.

Em ti me refugio

1. Em ti me refugio, Senhor, / que eu não seja confundido para sempre. 2. Liberta-me, defende-me pela tua justiça, / atende-me e salva-me. 3. Sê para mim uma rocha de defesa, / uma fortaleza para minha salvação. 4. Meu Deus, salva-me da mão do ímpio, / do poder do malvado e do opressor. O versículo inicial, na tradução latina, é retomado na conclusão do antigo hino do “Te Deum”, cantado em gregoriano e, depois, em tantas outras composições musicais: In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum! Aqui, no salmo, é a afirmação de confiança apoiada na experiência de toda uma vida e, ao mesmo tempo, garantindo a defesa e libertação, agora novamente necessárias.

Desde o seio materno 5. Pois tu, Senhor, és minha esperança, / a minha confiança, ó Senhor, desde a juventude. 6. Sobre ti me apoiei desde

mente poderoso, e o salmista, que confessa ser pobre (cf v. 6). Há uma tensão mortal, pois os injustos estão dispostos a matar, já se alegram com a ruína do justo e dele zombam (vv. 3-4). Por isso mesmo, o salmista pede que eles não o consigam, mas, pelo contrário, fracassem e recuem, cobertos de vergonha. É o que, segundo o evangelho de João, aconteceu, num primeiro momento, com os que foram prender Jesus, no jardim das Oliveiras (cf Jo 18,6).

“Deus é grande”

5. Exultem e se alegrem, em ti, todos os que te buscam; / digam sempre: “Deus é grande” os que amam a tua salvação. 16. Entrarei com o poder do Senhor, / recordarei que só tu és justo. Apesar da situação periclitante, o salmista se recompõe e proclama não ter perdido a esperança. Pelo contrário, compromete-se a “multiplicar” o louvor, a anunciar a justiça, proclamar a salvação. No entanto, humildemente reconhece “não saber”, não ser capaz de descrever os dons de Deus (cf Sl 139,17-18).

Desde a minha juventude

o seio materno, / desde o colo de minha mãe és minha proteção; / em ti está sempre o meu louvor. 7. Muitos se admiravam ao ver-me, / pois tu és meu abrigo seguro. 8. Do teu louvor está cheia a minha boca, / da tua glória, o dia todo. O salmista multiplica os argumentos para que Deus intervenha, recordando sua confiança “desde a juventude” e, ainda, retrocedendo com a memória, afirma ter sido protegido desde o nascimento, até na gestação, “no seio materno” (cf Sl 22,10-11). Tanto assim que despertou a atenção de “muitos” e, por isso mesmo, nunca cessou, em nenhum momento, de louvar.

Agora, na velhice

9. Não me rejeites agora na velhice, / não me abandones quando diminuem minhas forças. 10. Pois de mim falam meus inimigos, / os que me espreitam tramam juntos: 11. “Deus o abandonou, persegui-o, agarrai-o, / pois não há quem o defenda”.

Agora, porém, envelhecido, sente que lhe “diminuem as forças”, enquanto vê crescer a oposição, as calúnias, a trama dos “inimigos”, que chegam a debochar da sua confiança em Deus.

Não fiques longe de mim

12. Ó Deus, não fiques longe de mim, / meu Deus, vem logo ajudar-me. 13. Sejam confundidos e aniquilados os que me acusam, / sejam cobertos de infâmia e de vergonha os que querem me arruinar. Como no Sl 22,12.20, o orante suplica que Deus não “permaneça longe” mas se aproxime, torne palpável a sua presença salvadora. E impreca contra seus “acusadores”, desejando para eles “infâmia e vergonha”.

Não perco a esperança 14. Eu, porém, não perco a esperança, / multiplicarei teu louvor. 15. Minha boca anunciará tua justiça, / proclamará sempre a tua salvação, embora eu não saiba descrevê-la.

17. Tu me instruíste, ó Deus, desde a minha juventude / e até hoje proclamo teus prodígios. 18. Agora na velhice, e de cabelos brancos, Deus, não me abandones, / para que eu possa anunciar o teu poder, as tuas maravilhas / a todas as gerações que virão. Novamente, o contraste entre a juventude e a velhice. A divina “instrução”, à qual o orante se refere, não é mera erudição, mas aprendizado vital, inclusive através das provações. E é essa “instrução” que ele, com a experiência acumulada, quer passar às novas gerações.

Quem como tu?

19. A tua justiça, ó Deus, é alta como o céu, fizeste coisas grandes: / quem como tu, ó Deus? 20. Fizeste-me provar muitas angústias e desventuras; / mas tornarás a dar-me a vida, / me farás de novo subir dos abismos da terra. 21. Aumentarás minha grandeza / e outra vez me consolarás. A “justiça” de Deus, “alta como o céu”, supera de muito as medidas humanas. Ela é capaz de “tornar a dar a vida”, após “angústias e desventuras”; capaz também de ressuscitar, fazendo “subir dos abismos da terra”; capaz ainda de

Em contraste com os ímpios, o salmista se inclui entre os que “buscam a Deus e proclamam sua grandeza”, fazendo votos que estes exultem e se alegrem. Mas, pelo jeito, são uma “maioria silenciosa”... e o salmista não conta com eles, sentindo-se só e necessitado.

Não demores!

6. Eu, porém, sou pobre e infeliz: Ó Deus, vem atender-me! / Tu és meu auxílio e meu libertador, / Senhor, não demores! O final do salmo retoma seu início, justificando o pedido de urgência: se o salmista é “pobre e infeliz”, no entanto, Deus é seu auxílio e libertador, e por isso não pode demorar, não vai demorar. engrandecer, e de consolar.

Então te darei graças

22. Então te darei graças com a harpa, / pela tua fidelidade, meu Deus; / vou te cantar com a cítara, ó Santo de Israel. 23. Cantando os teus louvores, exultarão meus lábios / e a minha vida, que resgataste. 24. Também minha língua o dia todo proclamará tua justiça,/ pois serão confundidos e humilhados os que procuram arruinar-me. A conclusão feliz, cantante e instrumental, em público, promete exaltar a “fidelidade” de Deus, o Deus do salmista, “meu Deus”, e Deus do seu povo, o “Santo de Israel”, título divino preferido de Isaías (cf Is 12,6). E ainda promete exaltar, novamente, a sua “justiça”. Esta, revelando-se não apenas no ancião restabelecido, mas também nos seus inimigos humilhados. Pe. Ney Brasil Pereira Professor de Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia de SC - FACASC email: ney.brasil@itesc.org.br

Para refletir: 1) Por que o Sl 70(69) constitui um novo salmo, se já se encontra no final do Sl 40(39)? 2) Por que o orante do Sl 70 se sente só e necessitado, se ele se inclui entre “os que buscam a Deus”? 3) Em que sentido o Sl 71(70) pode ser um salmo “da terceira idade”? 4) Qual a “instrução” que o salmista recebeu de Deus, “desde a sua juventude”? 5) Que detalhes lhe chamam mais a atenção no final do salmo?


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Juventude 7

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Caminhada Bote Fé prepara para a JMJ Evento deu largada de um ano para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 Divulgação/JA

A caminhada “Bote Fé na Vida”, realizada dia 22 de julho, na Beira-Mar Norte em Florianópolis, marcou a contagem regressiva de um ano para a JMJ Rio 2013. Durante a caminhada, refletiu-se a temática “Juventude e Vida”, a partir do texto a seguir.

Como ser jovem hoje?

Ser jovem significa alegria, otimismo, entusiasmo, esperança. O jovem possui grandes sonhos, muita vontade de viver! Deseja mudança, apresenta inconformismo e insatisfação diante das propostas contraditórias dos adultos. Mas, ao mesmo tempo sente-se impotente, perdido diante dos bombardeamentos da mídia, do excesso de informações, onde encontra dificuldades para discernir o que é certo e o que é errado. O jovem deseja ser livre, mas a falta de limites o aprisiona, não sabe administrar razão, afeto e vontade. Precisa de ajuda e às vezes não sabe solicitá-la. Ser jovem é ter muita energia para dar, vender e emprestar, mas às vezes sente-se fracassado porque se deixa levar pelo individualismo e o comodismo. Manifesta desejo de fazer algo de concreto, mas ao mesmo tempo demonstra medo de arriscar e recua diante dos obstáculos. Deseja ser reconhecido, amado, en-

Jovens da Arquidiocese participaram do evento que marcou a contagem regressiva para o principal evento mundial da juventude católica corajado, mas muitas vezes não encontra apoio dos adultos.

Quem é o jovem cristão?

O jovem cristão tem como modelo e líder: Jesus Cristo! Ele é o norte, que ajuda o jovem a preservar os valores e a ética e a viver uma cultura da fraternidade! O Jovem que participa de uma comunidade, de um grupo cristão, tem referência, é decidido, tem identidade, não se deixa levar pela sociedade de consumo. Possui ideias claras e sabe conduzir outros jovens com sabedoria. O jovem líder cristão é verdadeiro “pastor”, como diz o Evangelho. Vai em busca dos seus

amigos, cuida, protege, e se esforça para que nenhum se perca. O jovem que tem Jesus como referência sabe o que quer da vida. Tem metas, prioridades. Vai além dos obstáculos, porque esses são apenas trampolim para alcançar a santidade. O jovem cristão tem fé , acredita no plano de amor que Deus tem sobre ele. Tem a coragem de ser diferente, porque encontra forças na unidade com seu grupo, com sua comunidade, como os primeiros cristãos. Alguns adultos dizem que os jovens são o “futuro”. Corrigimos essa fala, nós, jovens, pois já somos o “presente”, “agora”! Nossa hora é “agora”!

A Ação Evangelizadora “RIO que cresce entre nós” sionária; arrecadar fundos para sustentar despesas e atividades ligadas à JMJ Rio-2013. Esta pode ser a primeira de muitas outras iniciativas voltadas para a juventude. A meta é levarmos para a JMJ Rio-2013 uma multidão de jovens catarinenses: 40.000! Mais ou menos o número de jovens que a Ação Evangelizadora „Rio que cresce entre nós” quer movimentar. Concretamente, isso significa um pouco mais de 100 jovens, em média, por paróquia, dado que Santa Catarina conta com 356 paróquias em seu território.

Hora de começar a organizar o grupo, preparar o coração e unir os amigos para embarcar juntos nesta ‘aventura da fé’. Dentro de pouco tempo, as inscrições estarão abertas para a JMJ Rio2013, e você não poderá ficar fora. A partir de 31 de julho, o Manual de Inscrições de Peregrinos pode ser visto no item “Tire suas Dúvidas” no portal oficial: www.rio2013. com com. Nele você terá todas as orientações necessárias para preparar da melhor forma o seu grupo. Segundo a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, o documento descreve o sistema de inscrição e ajudará o peregrino. As inscrições serão feitas em grupo por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. Os valores têm variações, tanto da modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), quanto por classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C. A classificação dos países e os tipos de pacotes definem os valores. Serão 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60 7,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013,

incluindo um desconto de 5%. Após esse período as variações são de R$ 106,00 a R$ 608,00. Os grupos deverão ter até 50 peregrinos peregrinos, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos de até 50 pessoas, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo COL será por região linguística. “Hoje, a principal preocupação do peregrino é com o valor da inscrição”, afirma Ir. Shaiane. As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada - www.rio2013 .com .com. “Incentivamos todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades”. Os candidatos ao voluntariado que não forem selecionados deverão fazer a inscrição como peregrinos. Todos os cadastrados como voluntários terão essa informação até o mês de setembro. A formação de grupos de peregrinos reforça um dos principais frutos da JMJ, a União. “Esse é um dos valores da Jornada Mundial da Juventude”, diz irmã Shaiane. “União faz parte da sua vida” é a primeira mensagem da JMJ para divulgar as inscrições, na campanha também lançada hoje. Venha para o Rio de Janeiro. Una-se a milhões de jovens do todo mundo rumo à JMJ Rio2013. Divulgação/JA

Trata-se de uma ação a ser promovida pela Coordenação da Juventude de Santa Catarina, juntamente com o Secretariado da CNBB Regional Sul 4, envolvendo as 10 dioceses catarinenses. O objetivo da Ação é dar um „ponta-pé” inicial a uma preparação remota, no Regional, para a JMJ Rio-2013; ajudar a juventude de Santa Catarina a melhor se articular; criar uma rede organizada de contatos com a juventude em vista da JMJ Rio-2013; desafiar e envolver a juventude do nosso Estado numa experiência mis-

JMJ Rio 2013 – Lançado o manual de inscrição do peregrino

Leia o Manual de Inscrições acessando o link: http://www. rio2013.com/ pt/tire-suasd u v i d a s / inscricoes


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Geral

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Encontro reúne vocacionadas à vida religiosa Realizado pela quarto ano consecutivo, encontro mostra a vida e missão das religiosas vemos passar pela vida e deixar rastros da nossa existência. A luta pelo bem exige que vivamos em comunhão. Para tanto, é preciso que tenhamos humildade, paciência e mansidão”, disse, refletindo sobre os textos bíblicos proclamados na Liturgia. À tarde, as jovens participaram de uma gincana vocacional. Elas foram divididas em cinco grupos, cada um representando um continente e a missionariedade da vida religiosa, e tiveram que pesquisar sobre o continente que representavam. Michele Paiva de Oliveira, de 17 anos, participou do encontro pela primeira vez. Ela é coroinha e ajuda na coordenação na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em São José. “O encontro é importante para conhecer a vocação para a vida religiosa, a função das irmãs na Igreja e discernir sobre a minha vocação”, disse.

Foto JA

Conhecer a vida e vocação das religiosas. Esse foi o objetivo do Encontro Vocacional realizado no dia 28 de julho, no Provincialado das Irmãs da Divina Providência, em Florianópolis. Em sua quarta edição, o encontro reuniu 43 coroinhas e outras jovens e adolescentes. Durante todo o dia, elas tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da vocação religiosa e da vida das Irmãs. O encontro teve início às 8h, com a acolhida das participantes. Em seguida, elas tiveram palestra, informando sobre a vida religiosa e se aprofundaram sobre a vocação. Também conheceram o Provincialado. Depois, participaram da Celebração Eucarística, presidida pelo Pe. João Francisco Salm. Em sua homilia, ele falou sobre a busca pessoal que devemos ter em encontrar o nosso caminho no mundo. “Não se pode ficar parado diante da vida. De-

Encontro reuniu 43 jovens, de quatro Comarcas, que tiveram a oportunidade de conhecer a vida e missão das religiosas

Frutos do trabalho

O Encontro Vocacional feminino é realizado há quatro anos, sempre no Provincialado. Ele surgiu a partir dos encontros de coroinhas que são realizados anualmente por comarca. Neles, Irmã Clea Fuck Fuck, coordenadora

arquidiocesana da Pastoral dos Coroinhas, que os promove, em comunhão e com a colaboração das coordenações comarcais, costuma perguntar quem sente o chamado vocacional. Suélen Dildey Schmitz, 17 anos, é fruto dos encontros

vocacionais. Ela participa desde a primeira edição e realiza acompanhamento vocacional com as irmãs. Foi coroinha, coordenadora de coroinhas e hoje participa da equipe de liturgia de uma comunidade da Paróquia Santa Cruz, em São José. “Esse encontro é um primeiro passo para nos ajudar a discernir sobre a nossa vocação e ajuda no despertar vocacional”, disse. Segundo Irmã Clea, os encontros vocacionais não são uma promoção para buscar vocações para uma Congregação específica, mas para qualquer carisma de religiosas. “No encontro, elas conhecem a vida e missão das religiosas. Depois, podem escolher a Congregação com que mais se identificam”, disse. Mais fotos no site da Arqui.ar q uifln.org.br www.ar .arq uifln.org.br,, diocese: www clicar em “Álbum de Fotos”.

Encontro Internacional reúne Equipes de Nossa Senhora Realizado em Brasília, evento teve a presença de mais de 50 casais da Arquidiocese Quase quatro mil casais de 54 países do mundo estiveram reunidos, nos dias 20 a 26 de julho, em Brasília, para participar do XI Encontro Internacional do Movimento das Equipes de Nossa Senhora. O evento, realizado pela primeira vez fora da Europa, reuniu também 392 padres e 18 bispos de vários países. Embora o Movimento não tenha representação paroquial ou comarcal, da Arquidiocese de Florianópolis havia mais de 50 casais das Comarcas da Ilha, Estreito e Itajaí. Houve ainda a presença de 40 casais das dioceses de Criciúma e Lages. Ao todo, de Santa Catarina tivemos a presen-

ça de sete padres e um Bispo, Dom Oneres Marchiori, bispo emérito de Lages. Entre os padres, estava o Pe. Alvino Introvini Milani da Arquidiocese, que há mais de 40 anos orienta o Movimento. Segundo ele, o encontro foi muito positivo pelo tema de estudo, que provocava o tempo todo. “Refletimos como os casais devem ser exemplo um para o outro, e testemunho de vivência na Igreja e nos ambientes onde estão inseridos”, disse. O tema do encontro foi “Ousar o Evangelho”, tendo como texto bíblico a parábola do Bom Samaritano. Os casais foram enviados para serem testemunhas

do amor conjugal: “Vai, e também tu, faze o mesmo” (Lc 10,37). A cerimônia de abertura foi presidida pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis e a Missa de Envio, pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d´Aniello. O casal coordenador do XI Encontro Internacional, Graça e Roberto Rocha, de Porto Alegre, considerou o evento uma “manifestação viva do Espírito Santo”. Para eles, o encontro proporcionou aos casais “o estímulo para serem verdadeiros discípulos-missionários, imbuídos de sua tarefa de Ousar a todo o momento, com fidelidade, nas famílias, o Evangelho”.

Divulgação/JA

Mais de quatro mil pessoas do mundo participaram do encontro. A Arquidiocese foi representada por mais de 100 participantes


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Jovem é ordenado presbítero Kelvin Borges Konz, 25 anos, é o primeiro dos três jovens que serão ordenados este ano Pela imposição de mãos de nosadeu so arcebispo Dom Wilson TTadeu Jönck Jönck, o Diácono Kelvin Borges Konz foi ordenado presbítero para a Arquidiocese de Florianópolis. A Celebração Eucarística foi realizada no dia 04 de agosto, às 15h, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Itajaí. Essa foi a primeira ordenação presbiteral presidida por Dom Wilson enquanto nosso arcebispo. A Missa de Ordenação foi concelebrada por Dom Vito Schlickmann Schlickmann, bispo auxiliar emérito de Florianópolis, e por mais de 70 padres e diáconos. Como lema de ordenação, Pe. Kelvin utilizou uma frase de São Francisco Xavier: “A Deus a glória, ao próximo a salvação, a mim o trabalho”. Com a ordenação, ele assume como vigário paroquial na Paróquia Santa Cruz, em São José, onde já atuava como diácono. A Celebração teve início com a acolhida pelo Pe. Júlio César da Rosa Rosa, pároco anfitrião. No rito de ordenação, Pe. Sérgio Giaco Giaco-melli melli, Pároco de São José e Santa Rita de Cássia, em Florianópolis, pediu que se apresentasse o candidato a presbítero, que até então estava ao lado dos seus pais. Na

sequência, Pe. Sérgio José de Souza Souza, pároco do Santíssimo Sacramento, em Itajaí, pediu a ordenação e deu o seu testemunho de que Kelvin era digno, o que foi aceito pelo arcebispo. Em sua homilia, Dom Wilson falou da alegria em realizar a ordenação presbiteral do diácono Kelvin e frisou que o sacerdote age na pessoa de Cristo. “Deus te escolheu e não te abandonará. As fraquezas do ser humano te acompanharão sempre, mas Deus sempre estará ao teu lado. Que o povo a ti confiado possa ter, no exercício do teu ministério, um encontro com a salvação proporcionada pelo próprio Deus”, disse.

Consagração

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presbiteral

Dom Wilson interrogou o ordenando, que manifestou a sua prontidão para o exercício presbiteral. Depois, foi cantada a ladainha, em que foram evocados todos os santos, durante a qual o ordenando ficou prostrado diante do altar. Após, pela imposição de mãos de nosso arcebispo, Kelvin foi consagrado para a missão presbiteral. O ato foi seguido por todos os padres presentes à celebração. O agora já padre recebeu de Foto JA

Antes do rito de ordenação, Kelvin esteve ao lado de sua família

Ordenação presbiteral do diácono Kelvin Konz foi a primeira presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson seus padrinhos de ordenação a Estola e a Casula. Depois, ele teve as mãos ungidas com o Óleo do Crisma e enfaixadas por um laço. Pe. Kelvin foi em direção aos seus pais, sua mãe desatou os nós e foi a primeira a beijar suas mãos e abraçálo. O ato foi repetido por todos os ministros ordenados (bispos, padres e diáconos) e familiares. Ao final da missa, Pe. Kelvin agradeceu a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a sua vocação e formação e firmou o compromisso com o povo de Deus: “Tenho a consciência de que a Ordenação Presbiteral não é só um ponto de chegada, mas, sobretudo, um ponto de partida. Ao longo do ministério que irei exercer daqui em diante, vou me tornar, com a ajuda de todos, sempre mais ‘padre’”, disse. Mais fotos no site da Arquidiowww.arquifln.org.br cese (www.arquifln.org.br www.arquifln.org.br), clicar em “Álbum de fotos”.

Mais duas ordenações

A ordenação presbiteral de Kelvin foi a primeira das três que serão realizadas ainda este ano. Dois outros jovens serão ordenados em agosto e setembro. O próximo a ser ordenado é o diácono Marcos Decker, no dia 11 de agosto, sábado, às 15h, na Igreja Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Antônio Carlos. Depois será a vez do diácono Ewerton Martins Gerent, que será ordenado no dia 15 de setembro, também

sábado e às 15h, na Paróquia de Santo Amaro da Imperatriz. Os três jovens, todos com 25 anos, são colegas de seminário e participaram de todas as etapas de formação juntos. Eles foram ordenados diáconos transitórios (etapa anterior à presbiteral) em uma celebração conjunta, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson, realizada no dia 28 de abril, na Paróquia Santíssimo Sacramento, em Itajaí.

Diácono Marcos Decker (esq.) será ordenado no dia 11 de agosto, já a ordenação do Diácono Ewerton será no dia 15 de setembro


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Ação Social

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Seminário para Entidades e Pastorais Sociais Apoiado pelo FAS, Gestão Administrativa e Financeira foi o tema central durante todo o encontro Divulgação/JA

Aconteceu no dia sete de julho de 2012 o Seminário Arquidiocesano sobre Gestão Administrativa e Financeira, promovido pelo Fundo Arquidiocesano de Solidariedade (FAS), na Paróquia Santo Antônio, em Campinas, São José. O encontro, que contou com a presença de 35 pessoas representantes das Ações Sociais e Pastorais Sociais, deu início a um debate importante para a gestão de nossas entidades sociais e pastorais. A assessoria foi de Anderson Giovani da Silva Silva, Gerente Executivo do ICom – Instituto Comunitário Grande Florianópolis, organização que articula, mobiliza e apoia investidores sociais e organizações da socieda-

Seminário proporcionou aos 35 representantes das Ações Sociais e Pastorais Sociais a reflexão sobre gestão de entidades.

5ª Semana Social Brasileira:

A 5ª Semana Social Brasileira, atividade proposta pela CNBB, nos convida a construirmos uma nova sociedade a partir de uma reforma do Estado Brasileiro. As eleições municipais deste ano são um momento propício para o fortalecimento de uma nova configuração do Estado, que por sua vez começa com a mudança nas cidades. Vejamos alguns indicativos que a CNBB propõe para as eleições deste ano: 1 . Agir Coletivamente: as grandes mudanças da sociedade só ocorrem quando a sociedade age de forma organizada na construção do novo, de um novo Estado, de uma nova democracia e de um novo processo político que esteja de fato a serviço do bem comum. 2 . Buscar uma consciência coletiva: a formação de um grupo na comunidade ou na paróquia que queira agir criticamente no processo eleitoral, contribui bastante na construção da consciência coletiva e no exercício da cidadania. 3 . Formar para a participação: diante do desencanto e descrédito com a política, de grande parcela da população, somos

chamados/as a ser sal da terra e luz no mundo (cf. Mt 5, 13-16), identificando os sinais de esperança que existem, como as conquistas em busca de um novo Estado (por exemplo: a Lei da Ficha Limpa). 4 . Conscientizar para o voto: É necessário usar todos os meios possíveis para conscientizar os/as cidadãos em relação à sua responsabilidade de votar e de votar para o bem comum, não visando aos interesses particulares dos/ as eleitores e dos/as candidatos. 5. Construir/Fortalecer estruturas de participação permanente permanente: o momento eleitoral é de fundamental importância para a constituição de instrumentos mais duráveis de participação democrática, através de estruturas permanentes de funcionamento que vão além do momento eleitoral, como os Conselhos deliberativos de políticas públicas, orçamento participativo, comissões de acompanhamento político (executivo e legislativo), entre outros. Cabe a cada um/a ter atitudes cristãs e proféticas no processo das eleições, contribuindo para a construção de uma sociedade mais democrática, justa e participativa.

da, que resultado se quer alcançar com a ação, e quais são os parceiros que queremos? Esses elementos são importantes para serem amadurecidos entre os diretores e coordenadores, para que de maneira segura possam realizar projetos e captar recursos. Na parte da tarde, o grupo pôde realizar uma Oficina de construção de projeto, a partir de uma metodologia específica. Essa atividade proporcionou aos participantes um método para pensar objetivos, ações, resultados e aspectos financeiros. Na Revista n.º 02 da ASA, “Como organizar Ação Social”, as entidades e pastorais encontrarão noções básicas de gestão e administração financeira.

Encontro dos Trabalhadores da Rede ASA Com o objetivo de potencializar o trabalho dos profissionais que atuam na Rede ASA, o encontro contou com a participação de Ações Sociais de Florianópolis, Biguaçu, Nova Trento, São José e Itajaí O Encontro, realizado em 28 de junho na paróquia Santo Antônio, Campinas, São José, contou com a orientação da Assistente Social Marliange da Silva Silva, Vice-Presidente do Conselho Estadual de Assistência Social - CEAS/SC e técnica da Prefeitura Municipal de Florianópolis. A assistência social no Brasil vem num processo de avanços e de reordenamento das ações nos últimos anos. As Ações Sociais têm relação direta com essas mudanças, pois atuam na área da assistência social e também passam por esse momento de reorga-

Divulgação/JA

Eleições e a Construção de um Novo Estado

de civil para promover o desenvolvimento comunitário. Na primeira parte da manhã, foi trabalhado o Desenvolvimento Institucional, enquanto conjunto de processos e iniciativas que visam a assegurar a realização, de maneira sustentável, da missão da organização, fortalecendo o seu posicionamento estratégico na sociedade. Pensar em Desenvolvimento Institucional é, antes de tudo, discutir Identidade da Entidade, Gestão, Resultados e Parcerias. Quem somos? Qual a missão de nossa Ação Social ou Pastoral para a sociedade e a Igreja? De que forma essa entidade/pastoral é gerenciada? É participativa, democrática ou autocrata? E ain-

Profissionais puderam debater as mudanças da área da assistência social. nização dos trabalhos e de definições quanto à sua atuação. Nesse primeiro Encontro, a assessora fez um resgate histórico da Assistência Social, e as entidades presentes puderam refletir sobre a conjuntura atual. Trabalhou também a nova lógica da política e da organização dos serviços, programas e projetos a partir da tipificação dos Serviços Socioassistenciais. Destacou a im-

portância de conhecermos os direitos socioassistenciais e de os divulgarmos para a população atendida. O momento atual é de aprimoramento para efetivação dos direitos dos usuários da assistência social e pede uma postura diferenciada de todos os profissionais da área e entidades, e também dos órgãos públicos. Por motivação dos participantes haverá um novo encontro para dar continuidade ao debate, sendo: Data: 16/08/2012, quinta Hora: 13:30 – 17:00 Local: Salão da Paróquia São João Evangelista, Biguaçu


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Agosto 2012

Encontro preparou para o 11º Estadual das CEBs Durante evento, foram definidos os delegados arquidiocesanos para o Estadual Foto JA

No dia 25 de julho, na igreja Matriz da Paróquia São Francisco Xavier, em Florianópolis, a coordenação arquidiocesana das CEBs e dos GBFs promoveu um encontro arquidiocesano com o objetivo de fortalecer a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e de estudar o TextoBase do 11º Encontro Estadual, preparando os participantes que representarão a nossa Igreja Arquidiocesana em setembro. Durante o encontro também foram definidos os delegados da Arquidiocese para o evento. O encontro reuniu mais de 90 lideranças das Forças Vivas atuantes nas paróquias, e foi conduzido pelos assessores: Pe. Vilson Groh, de Florianópolis, e Neuza Mafra, de Criciúma, que levaram os participantes a refletirem sobre o contexto eclesial e social atual, à luz da Palavra de Deus, focado no Tema: Justiça e profecia a serviço da vida, e no Lema: “Eu ponho minhas palavras na tua boca” (Jr 1,9b). A formação segui o método “VER”, “JULGAR” e “AGIR”. Neuza refletiu sobre as crises que vão ocasionando as várias outras crises de valores: econômica, social, cultural. Segundo ela, são frutos da crise de valores que causam uma crise maior e provocam

Neste mês de julho foram realizados alguns encontros para estudarem o livreto do Tempo Comum: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mc 8,29). Os encontros aconteceram nas comarcas de

São José, Estreito, Brusque, Itajaí e na Paróquia de Angelina. Os encontros foram assessorados pela equipe de redação arquidiocesana dos livretos e subsídios para os GBF.

Comarca de Itajaí Encontro reuniu 237 participantes das 12 paróquias da Comarca Neusa Mafra, de Criciúma, assessorou o encontro que reuniu 90 lideranças depressão e medos. No Julgar, refletiu sobre que Igreja queremos, a partir do tema do 11º Encontro Estadual: “Justiça e Profecia a Serviço da Vida”. Depois, os participantes foram divididos em cinco grupos, cada um deles representando uma das cinco urgências na Evangelização. Eles levantaram sugestões para construir a Igreja que queremos. Um representante de cada grupo ficou encarregado de apresentar as sugestões de como viver cada urgência. Nos dias 07 a 09 de setembro, em Florianópolis, estaremos reu-

nidos em comunhão com a toda a Igreja em Santa Catarina, CNBB Regional Sul4, revivendo as CEBs como voz profética do Reino de Deus em nossa história. Deus Pai, faze com que na vida das CEBs acolhamos com alegria o sorriso das crianças, a coragem da juventude, a ousadia das lideranças, as bandeiras erguidas na luta por justiça, o sangue derramado dos mártires a serviço da vida, o pão partilhado dos pobres libertos, na força do Cristo Ressuscitado e na aurora de uma nova Páscoa de alegria e paz abundante a teus filhos e filhas, povos e nações.

Chamados à missão na Bahia Nos dias 12 a 26 de julho saímos em missão para Cocal, pro paróquia da Diocese de Barra – Bahia, com 47 missionários da Arquidiocese. ‘Eu e mais três missionários ficamos na comunidade de Alagados. Minha experiência de missão vivenciada nesta comunidade foi de ser missionária na gratuidade e na doação, procurando levar a Palavra, os ensinamentos e o amor de Jesus no chão da vida vivida com simplicidade do povo da comunidade de Alagados (Cocal – Bahia). Gente simples e humilde, que vive a fé fundamentada na oração e na devoção popular, na partilha, na solidariedade e no amor fraterno entre os membros da vizinhança. Povo sofrido pela seca, mas rico

Livreto do Tempo Comum

em hospitalidade e alegria que contagia a todos’. Sem dúvida, nós, missionários, aprendemos muito com esse povo, que com firmeza e teimosia resiste à estiagem e escassez da água. Levamos a eles a esperança em meio às alegrias e sofrimentos da vida lá do sertão, motivando a vivência da fé em comunidade à luz da Palavra de Deus. Visitamos as famílias, levando bênção e palavras de fé, ânimo e ardor para alegrar e superar a vida sofrida. Tenho certeza de que evangelizamos com o nosso saber e vivência da nossa realidade e fomos evangelizados pelos gestos daquele povo acolhedor que repartia conosco o pouco que tinha.

“Vivi momentos de muita graça, de partilha de saberes, expressão de fé e de amor a Deus com o povo da comunidade de Alagados e tenho certeza de que o povo de Cocal da diocese de Barra (Bahia) caminhará na presença do Deus vivo, recebendo no dia a dia graças e bênçãos na vida das comunidades. A troca de experiências com as famílias que nos acolheram na Bahia é a parte sempre mais importante da missão. Esta experiência nos proporciona um crescimento na fé e nos anima a melhorar ainda mais o nosso trabalho nas bases de nossas próprias comunidades”. Maria Glória da Silva Missionária/coord. arquid. dos GBF

Na Paróquia Santíssimo Sacramento foi realizado o encontro comarcal dos Grupos Bíblicos em Família com 237 participantes vindos das 12 paróquias da camarca. O encontro aconteceu com muita alegria, entusiasmo e desejo dos animadores e animadoras de se prepararem melhor para iniciar mais uma jornada de visita e reflexão da Palavra de Deus nas casas de nossos irmãos e irmãs. Na primeira parte do encontro com a assessoria de Maria Angelina, estudamos o novo livreto do Tempo Comum que nos leva a refletir sobre a indagação que Jesus fez a seus discípulos e hoje continua a fazer a nós: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mc 8,29). Jesus nos escolheu para a missão de levar a sua Palavra, seus ensinamentos e seu amor às famílias, e assim, com muita fé, esperança e caridade, fazer o encontro pessoal e comunitário com Ele, para respondermos com muita confiança: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Na segunda parte do nosso encontro, com a assessoria de Sílvia Togneri,

refletimos como Marcos nos apresenta Jesus e o seu Reino. Somos pessoas simples, como eram simples os discípulos escolhidos por Jesus. Queremos também, como eles, nos colocar a serviço, pois percebemos a necessidade de anunciar a Palavra de Deus. Em nossas paróquias ainda são muitas as famílias que vivem distanciadas de Deus, excluídas da sociedade, sem perspectiva de vida. E é justamente aí, nestas famílias, que somos chamados a evangelizar. É pela nossa fé e nosso testemunho de vida que seremos sinal vivo de Jesus Cristo nas famílias e em nossas comunidades. Que Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa, nos encoraje em mais essa jornada que estamos iniciando, e que ao término desse Tempo Comum possamos com alegria dizer: Obrigado, Senhor, por sermos teus seguidores e compreendermos a tua Palavra! Terminamos o encontro, recebendo a bênção e o envio, e sentimo-nos mais fortalecidos e convictos de nossa missão. Divulgação/JA

Encontro marcou o início de mais uma jornada de visita e refexão


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Geral Bento XVI e Santa Hildegarda

Em 10 de maio último, o Santo Padre estendeu a toda a Igreja o culto litúrgico da nova Santa Doutora. Como já informamos no artigo anterior, cerca de 150 anos após sua morte, o papa João XXII, em 1324, consentiu em seu culto solene, confirmando a aprovação de seus escritos. Todavia, não houve propriamente uma canonização. Hoje, graças a Bento XVI, Hildegarda chega a esse státus e é oficialmente reconhecida pela Igreja como Santa com os “papéis em dia”. Santa que a Igreja deve conhecer, reverenciar, amar, com características próprias que fizeram dela uma mulher única para aqueles tempos e também para o nosso século. A declaração de Bento XVI é considerada pela doutrina eclesiástica como uma canonização equivalente, segundo o que ensina seu antecessor Bento XIV, no tratado De servorum Dei beatificatione et Beatorum canonizatione, de meados do séc. XVIII. Portanto, trata-se agora de um ato definitivo, que põe o selo do Pontífice sobre a santidade de Hildegarda de Bingen e reconhece-lhe o valor da vida e da obra profética. No passado, também outros santos, vividos em épocas remotas, beneficiaram-se dessa sentença eclesiástica, por exemplo: São Romualdo, fundador dos Monges Camaldolenses; São Norberto, dos Premonstratenses, ou Santo Estêvão da Hungria, pa-

droeiro nacional da sua terra. O cardeal Ângelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, em entrevista à Rádio Vaticana, em 15 de maio, explicou que a demora da canonização de Santa Hildegarda justifica-se por dois motivos: o primeiro deve-se ao fato de que o reconhecimento que fora feito antigamente a Hildegarda foi prejudicado pela passagem da canonização episcopal à pontifícia. Esse período histórico de transição deuse exatamente nos anos seguintes à morte de Hildegarda, e provocou um vazio nas causas daqueles anos. O segundo motivo é que Hildegarda é considerada Santa desde sempre e com convicção: em termos técnicos, ela é Santa de facto, embora não tenha sido

de iure, isto é, Santa de fato ainda que não de direito. Esse fenômeno é demonstrado pela aprovação do culto litúrgico público. Além disso, o seu nome encontra-se nos martiriológios locais e nos oficiais da Igreja Romana, acompanhado sempre do apelativo de Santa. Três foram os papas que lhe promoveram o culto: Gregório IX, Inocêncio IV e o já citado João XXII. João Paulo II , na sua Carta pelo 800°. aniversário da morte de Santa Hildegarda, também a reconhece como Santa. Por isso, a declaração recente de Bento XVI apenas torna oficial aquilo que já era reconhecido de fato. Annarita Zazzaroni Universidade de Bolonha Trad. Pe. Edinei da Rosa Cândido

Dom Wilson celebra aniversário Um almoço comemorativo marcou o aniversário natalício de 61 anos do nosso arcebispo Dom

Wilson TTadeu adeu Jönck Jönck. Foi realizado no dia 09 de julho, na Associação Padre Augusto Zucco – Foto JA

Comemoração contou com a presença de padres e funcionários da Cúria

APAZ (associação dos padres). Durante a solenidade, Pe. Vilson Groh, coordenador da Pastoral Presbiteral, falou em nome dos padres. Ele enalteceu as virtudes de Dom Wilson como um bispo agregador, que busca a união do presbitério. Já Leda Cassol Vendrúscolo, da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral, falou em nome dos funcionários e colaboradores da Cúria. Dom Wilson agradeceu a inciativa e presença de todos, em especial dos padres idosos. Esta é a primeira vez que ele celebra o seu aniversário na Arquidiocese. O aniversário de fato ocorreu no dia seguinte, dia 10 de julho, mas a data foi antecipada por coincidir com a sua viagem para o encontro com os outros bispos do Regional Sul IV (SC).

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Opinião

Alimentação Saudável Várias doenças existentes hoje, entre elas a obesidade, a hipertensão, a hipercolesterolemia (colesterol alto) e o diabetes mellitus do tipo II podem ser prevenidos com estilo de vida saudável. Entre os hábitos saudáveis destaca-se evitar o fumo e o álcool e adotar a prática de exercícios físicose uma alimentação equilibrada. A alimentação saudável deve ter três refeições principais, contendo um tipo de carboidrato (Ex: arroz, pão, macarrão), um pedaço de carne (cozida, grelhada ou assada), e dois ou mais tipos de salada (quanto mais colorido, maior variedade de vitaminas e minerais). E entre essas refeições devem-se fazer lanches saudáveis, que podem ser compostos por frutas, biscoitos sem recheio, iogurtes, castanhas. Durante as refeições é importante evitar o consumo de líquidos, pois atrapalham a digestão. Já entre as refeições devem-se beber cerca de 2 litros de água. Ela nos mantém hidratados, regula a temperatura corporal, diminui a sensação de fome e melhora a absorção dos nutrientes. Na hora de escolher o carboidrato, fique com o integral (pão, massas, arroz), pois este contém mais fibras, importante para o funcionamento intestinal, redução do colesterol e aumento da saciedade, e também contém maior teor de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras. Os legumes conservam mais suas vitaminas e minerais se cozidos no vapor. Pode-se usar como estratégia utilizar a água do cozimento dos legumes para cozer o arroz, por exemplo, assim as vitaminas e minerais perdidos no cozimento dos legumes passam para o arroz. Quanto às frutas, deve-se consumi-las com a casca, e os sucos naturais não devem ser coados, conservando assim maior quantidade de fibras. As gorduras podem ser evitadas com o consumo das versões desnatadas de produtos

como leite, queijo e iogurtes. Deve-se optar por carnes cozidas, grelhadas ou assadas, e retirar a gordura aparente e a pele (frango). Também é importante evitar os produtos industrializados, como salgadinhos, bolacha recheada, sorvete e produtos de panificação, pois são ricos em gorduras trans, a pior gordura alimentar. Essas medidas são preventivas ao aparecimento da hipercolesterolemia. Mas não são todas as gorduras que são ruins. Temos gorduras que fazem bem ao nosso organismo, aumentando o HDL (bom colesterol) e reduzindo o LDL (colesterol ruim), que são as gorduras mono e poliinsaturadas, presentes nos óleos vegetais, como o de soja, milho, canola, e o azeite de oliva extra virgem, nas castanhas, nozes, amêndoas, abacate e nos peixes. Porém, os óleos e azeites devem ser utilizados sempre na forma natural, para temperar saladas, nunca para fritar, pois a alta temperatura da fritura oxida esses óleos, convertendoos em gordura saturada (gordura ruim). Uma dica é usar diariamente o azeite de oliva extra virgem para temperar a salada, pois é uma excelente fonte de gordura boa, o Omega 3, que ajuda na redução do colesterol e é também um antiinflamatório natural. O excesso de sal nas preparações também deve ser evitado, podendo-se utilizar como alternativa temperos naturais, como a salsinha, cebola, cebolinha, alho, que agregam sabor, sem comprometer a saúde. Os alimentos industrializados, como temperos prontos, caldos, embutidos, defumados e conservas também devem ser evitados, pela alta concentração de sódio, que favorece a hipertensão arterial. Ter esses cuidados na sua alimentação garante uma vida mais saudável. Não deixe para amanhã... Mude hoje mesmo!! Luana Hodecker Nutricionista – Brusque/SC CRN10 - 2965


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Missão 13

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Jovens realizam missão na Guiné-Bissau Três missionários vão inaugurar a missão ad gentes da Comunidade Divino Oleiro na África Lá, pelos próximos três anos, eles terão a missão de ajudar na manutenção de um pequeno hospital, na administração de uma escola e de todo o trabalho de primeiro anúncio no Centro Missionário. Nesse tempo, eles intercalarão retornos à Arquidiocese para períodos de convívio e retiros com a Comunidade Divino Oleiro. O trabalho atende a um apelo de Dom Pedro Carlos Zilli, bispo da Diocese de Bafatá, na Guiné Bissau. Em 2010, a Comunidade Divino Oleiro realizou uma experiência missionária na Paróquia de Empada. Deram apoio ao trabalho do Pe. Lúcio Espíndola, que desde 2006 está no país. Com o retorno dos missionários, foi estruturado um local para que a Comunidade Divino Oleiro tivesse uma missão permanente na Guiné-Bissau. Dom Zilli se encarregou de tudo e até esteve

Foto JA

Uma Celebração Eucarística realizada no dia 08 de julho, na Paróquia São Luiz, em Florianópolis, marcou o envio missionário de três jovens da Arquidiocese que iniciarão missão na Guiné-Bissau, África. Cláudia Conceição dos Santos, Karina Schuastz e Valter Rocha Brandão, consagrados da Comunidade Católica Divino Oleiro, representarão a Arquidiocese no trabalho missionário. A Celebração foi presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck. Em sua homilia, ele disse que os jovens foram enviados como profetas, que foram para a África para falar em nome de Deus. “É um belo testemunho de fé que vocês estão manifestando. A fé de vocês fará com que Deus se faça presente na vida desse povo que vocês mal conhecem”, disse. Os três jovens já estão na comunidade de Tite, ao sul do país.

Karina, Cláudia e Valter entre Dom Wilson e Pe. Márcio após a celebração de envio dos jovens representantes da Arquidiocese na Guiné-Bissau aqui para conhecer melhor a Comunidade. Depois disso, este ano, Pe. Márcio esteve em Tite e conheceu a realidade.

“É um lugar de muita esperança da obra missionária. Há uma comunidade cristã muito pequena, com cerca de 4% de cristãos.

São mais de 80 comunidades/aldeias, mas a Igreja só conseguiu chegar a 12. Então é um trabalho de primeiro anúncio”, disse. Cláudia é a mais experiente da equipe. Ela é consagrada há oito anos e já havia realizado missão por um ano na Guiné-Bissau. Ela considera que essa experiência vai contribuir para o trabalho. “Já conhecemos um pouco da cultura, convivemos com outros missionários, que nos ensinaram e ainda muito tem a nos ensinar nessa caminhada”, disse. A Comunidade Divino Oleiro existe há 12 anos. Hoje ela está presente em cinco comunidades, que chamam de Fraternidade: na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Luiz, na Agronômica, em Florianópolis; em Governador Celso Ramos; em Balneário Camboriú; e em Muquém do São Francisco, na Bahia, e agora na África.

A Igreja do Brasil evidencia a sua vocação missionária Igreja evidencia sua vocação missionária no Congresso

O 3º Congresso Missionário Nacional (CMN) encerrou suas atividades com as conclusões dos trabalhos, realizados nos quatro mutirões: Infância, Adolescência e Juventude Missionária (IAM e JM), Leigos e Leigas, ministros ordenados e Vida Religiosa Consagrada. Levar em conta o contexto secularizado no qual as crianças, adolescentes e jovens missionários estão inseridos, um mundo que

exige personalidades fortes para um testemunho profético, comunidades fraternas e comprometidas e muita criatividade e ousadia; maior dedicação na formação dos assessores; trabalho em conjunto com as famílias e uso extensivo das redes sociais, foram pontos acentuados pela IAM e JM. Lembraram ainda que a infância e a juventude missionária não são um movimento nem um grupo paralelo na Igreja local, mas Obra Pontifícia; portanto, sua missão funDivulgação/JA

A Igreja reuniu em Palmas-TO, mais de 600 pessoas, representando os 17 Regionais da CNBB, organismos e institutos missionários, grupos de animação missionária, entre os quais, Infância, Adolescência e Juventude Missionária, leigos, ministros ordenados e a vida religiosa consagrada. Eram 25 bispos, 12 diáconos, 319 leigos/as, 152 presbíteros, 98 religiosas/os, e 31 seminaristas. Para a hospedagem, a Arquidiocese de Palmas contou com a ajuda de 282 famílias, 23 paróquias, o Centro Marista de Juventude, o Pensionato Vicenta Maria, a Comunidade Sementes do Verbo e o hotel Lago de Palmas. Cerca de 200 pessoas estavam diretamente envolvidas nas 12 equipes para os serviços de transporte, infraestrutura, liturgia, animação, bem-estar/saúde, alimentação, credenciamento, acolhida, segurança, limpeza e supervisão. A Igreja se alegra com a resposta positiva de todos, pois o êxito deste evento, como afirmação da caminhada, se deu graças ao dinamismo missionário de todos e todas.

Evento marcou a missionaridade da Igreja no Brasil e no mundo

damental é cooperar para que o futuro da Igreja se abra para a missão ad gentes como sua essência. O mutirão do laicato ressaltou a maior inserção dos Leigos no campo missionário, a formação teológica disponível e uma maior igualdade entre a ação dos leigos e dos ministros ordenados, mas falta ainda a compreensão da missão do Conselho Indigenista Missionário, maior conhecimento dos documentos da Igreja e falta de pastorais de fronteira. Os Leigos sintetizaram o seu ser missionário com a frase de Dom Pedro Casaldáliga: “O evangelizador que não for capaz de permanecer meia hora de silêncio diante do Senhor, nesse dia não deveria abrir a boca para pregar nada, pois correria o risco de anunciar a si mesmo e não o Senhor do Reino”. “Comungar é tornar-se um perigo (!), viemos pra incomodar (!). Com a fé e união nossos passos um dia vão chegar”. Com este canto, os religiosos e religiosas expressaram aos congressistas o seu jeito peculiar de fazer missão. Reafirmaram a sua vocação missionária de ser presença profética e

samaritana em meio ao povo. As estatísticas da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) indicam que há 291 padres religiosos, 61 irmãos religiosos e 1522 religiosas brasileiros em missão ad gentes, o que mostra a grande força missionária deste grupo, que é especialmente chamado a estar entre os pobres e marginalizados. Os ministros ordenados expuseram suas conclusões e realçaram o ardor missionário, a missão como fonte de espiritualidade, a capacidade de estar com o povo, o encontro pessoal com Jesus Cristo, a vivência do despojamento e a valorização dos leigos e das Comunidades Eclesiais de Base, como pontos positivos do seu ser missionário, mas não negaram que na vida missionária a concentração do poder, a formação insuficiente dos seminaristas na dimensão missionária, e o fechamento de vários setores da Igreja para a missão, dificultam o caminho. João Paulo Veloso e Rosinha Martins - Assessoria de Comunicação do 3º CMN


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Geral

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Helena do GAPA

Há 25 anos trabalhando na prevenção e apoio aos doentes de Aids Não há como falar sobre Aids em Santa Catarina sem mencionar o trabalho que há mais de 25 anos a voluntária Helena Edília Lima Pires realiza. Com um 1,50mts de altura, 73 anos, a pessoa frágil e idosa se torna uma gigante, quando o assunto é a defesa dos doentes de Aids. Cursilhista e liderança da Igreja, engajou-se no trabalho em 1984, quando o Hospital Nereu Ramos recebeu os primeiros doentes de Aids. Nessa época, a doença estava começando, não havia remédios nem tratamento. Pelo contrário, muito preconceito e discriminação, pela falta de informação. Helena foi uma das primeiras a se voluntariar pela causa. Viúva há 11 anos e mãe de três filhas, uma delas adotiva e uma das primeiras crianças acolhidas pelo Lar “Recanto do Carinho”. “Estou na luta contra a Aids por amor a Deus e em favor do próximo”, disse. Jornal da Arquidiocese ue é o G AP A que GAP APA Diga um pouco o q e qual o trabalho que realiza. Helena – É o Grupo de Apoio à Prevenção da Aids, formado por voluntários. O trabalho surgiu em 1984, no Hospital Nereu Ramos, que é referência no Estado em doenças infectocontagiosas. Com os primeiros casos de doentes de Aids, surgiu a necessidade de criar um grupo de ajuda a esses doentes, já discriminados por se achar que era “doença de gays”. Participei desse primeiro grupo. Não ha-

via remédios, mas muito preconceito e discriminação. Procuramos outras entidades no Brasil, e nos espelhamos no trabalho do GAPA do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também estavam começando. Oficializamos em 1987 a criação do GAPA aqui, sendo o terceiro do Brasil. Hoje trabalhamos com políticas públicas voltadas aos portadores do vírus HIV e doentes de AIDS. Ajudamos a implementar a Comissão Municipal de AIDS, a Comissão Estadual e a criação de vários GAPAs no Estado. Participamos dos conselhos municipais e estadual de Saúde, e outros conselhos que estão relacionados ao nosso trabalho. Na sede, temos advogado, assistente social, psicólogo e setor de distribuição de material informativo. Encaminhamos os dependentes para casas de recuperação de dependentes químicos, para atendimento médico e teste de HIV. Ainda oferecemos café da manhã e almoço para moradores de rua. Nossa equipe também está à disposição para palestras em todo o Estado. Temos o Lar “Recanto do Carinho”, que atende crianças e adolescentes com AIDS, e o Lar “Recanto da Esperança”, que atende adultos dependentes químicos. E toda quarta-feira há um grupo de auto-ajuda que se reúne na sede. Também compramos medicamentos, que não estão disponíveis na rede. Ajudamos com passagens de ônibus e outros auxílios. JA - No passado, a Aids

Helena atua na busca de políticas públicas para a Aids há quase 30 anos. Ao fundo, o laço símbolo da Aids e os medicamentos do coquetel

A Aids é ainda uma questão de saúde pública. Estou nessa causa por amor a Deus e em favor do próximo”.

era uma grande preocupação. Hoje, divulga-se pouco. A Aids está controlada? Helena - Hoje existe medicação, mas o controle não. O maior índice de contágio é via sexual. O início da sexualidade muito cedo tem infectado muitos jovens. O advento do viagra tem trazido uma realidade nova: a infecção dos idosos. A sedução do dinheiro e do sexo fácil (venda e compra) sem proteção é outro problema. Faz as pessoas correrem o risco de se infectarem. JA - A Aids deixou de ser questão de saúde pública? Helena – De jeito nenhum. O governo investe na compra de camisinha, na aquisição de medicamentos, mas as campanhas de divulgação se limitam a momentos específicos (carnaval, 1º de dezembro – dia internacional de luta contra a Aids), quando deveria ser o ano

Retalhos do Cotidiano

todo. Hoje existe a banalização da Aids, como se o tratamento resolvesse todos os problemas. Ela tem tratamento, mas não cura. Um doente de Aids será doente pelo resto da vida. Como ela debilita o organismo, é comum termos coinfecções (aids e hepatite, aids e tuberculose, aids e meningite...). JA - O coquetel trouxe uma grande melhora na condição de vida dos doentes. Resolveu o problema? Ninguém mais morre de Aids? Helena - Morre-se e muito. O coquetel trouxe muitos benefícios. As pessoas conseguem ter uma vida praticamente normal. Mas as sequelas são graves: doenças oportunistas, rejeição da família e dos amigos, efeitos coletarais da medicação... Também com o tempo, a medicação passa a não ter o efeito de antes.

Amor

Eu sou fraco, mas Deus é forte. Eu sou limitado, mas Deus é infinito. Eu sou pecador, mas Deus é santo. Eu sou ignorante, mas Deus é onisciente. Eu sou miserável, mas Deus é misericórdia. Eu sou criatura, rnas Deus é Criador. Eu sou mesquinho, mas Deus é amor.

“Deus é amor” (1Jo 4,16). Cada um de nós é convidado a ser reflexo desse amor. Como a lua só brilha porque a luz do sol a atinge, assim deveríamos ser nós: ser a luz da Luz do mundo, ser o amor do Amor que se revela ao mundo.

Doente

Amor 2

Jardim Que belo jardim, o da vida! É como um convite do Alto para sermos flor nos jardins em que crescem tantos espinhos...

Família

“É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo.” (João Paulo II)

O próximo

Nunca havia pensado, mas Santo Afonso de Ligório garante: “Entre aqueles que estão debai-

JA - A AIDS sempre esteve muito associada aos homossexuais e aos dependentes químicos. Essas são ainda as principais formas de contágio? Helena - O maior contágio é via sexual desprotegida. Antes era, sobretudo, de homossexuais. Hoje atinge qualquer pessoa que faça sexo sem proteção. Não importa a opção sexual. A Aids não tem rosto. No início da epidemia, havia um grande contágio por via de compartilhamento de seringas (uso de droga injetável). Isso tinha parado, mas agora está voltando. Isso, porque uma pessoa chapada perde o sentido do cuidado de si mesma e se contamina. JA - Neste ano, a CF-2012 é sobre Saúde Pública. O que é preciso fazer para conscientizar o povo de que a Aids é uma questão de saúde pública? Helena – É preciso conscientizar as pessoas de que a Aids tem tratamento, mas não tem cura. O problema não está no sexo, mas no sexo sem responsabilidade. O pecado está na falta de respeito, de educação, de caridade, de misericórdia. JA - Nest e ano o G AP A coNeste GAP APA memora 25 anos de existência. Quais são as conquistas e o que falta ainda? Helena - Conquistamos muita coisa, p. ex. o fato de o Brasil ser o único país do mundo a oferecer medicação gratuita a todos os doentes. Mas falta conseguir ainda uma casa de apoio às pessoas desvinculadas de famílias, doentes, que sejam tratadas sem discriminação, com carinho e afeto. Estamos em busca disso.

Carlos Martendal

Eu

O doente é um presente de Deus para ser amado. E quanto mais fraco for o doente, mais o Senhor nos fortalecerá para ajudálo a enfrentar as dores. Tornamonos, mesmo, as mãos e o coração do Senhor para ajudar o irmão que sofre.

Jornal da Arquidiocese

xo da palavra próximo devem-se compreender também as benditas almas do purgartório”.

O poder não é amor, mas o amor é poder. Ele pode transformar áridos desertos em terra fértil e verdejante; ele é capaz de fazer tanto, através de uma pessoa fraca, que os fortes ficam confundidos; ele consegue tornar claro o que o mundo escureceu. Nada resiste a ele: nem o mal, nem a arrogância, nem a mais vil das criaturas, porque “o amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,7).

Amor 3 O amor verdadeiro é despojado, não ostenta, não quer aparecer: vive para servir, para fazer os outros felizes. O amor verdadeiro tudo pode, porque se apoia no Tudo!

Gelo No balde, os pequenos cubos de gelo sobrepostos permaneceram aparentemente imóveis por longo tempo. Até que, pouco a pouco derretendo, caíram uns sobre os outros, e foram novamente se tornando líquido. Na vida, quem não se mexe, indo ao encontro das necessidades do outro, cai pouco a pouco e perde o estado de santidade a que foi chamado, tornando-se um maria-vai-com-asoutras, galho seco que caiu do ramo.


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Geral 15

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Carmelitas fazem profissão religiosa Com a profissão dos votos perpétuos, duas jovens dão seu sim definitivo à vida religiosa O Carmelo Santa Teresa, em Cabeçudas, Itajaí, celebrou na manhã do dia 15 de julho os votos solenes de duas irmãs. Com a presidência do nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, as Irmãs Verônica Maria da Sagrada Face e Lúcia Maria da Santíssima Trindade deram o seu sim definitivo à vida religiosa. A celebração foi concelebrada pelo Pe. Valentin, Pe. Ezequiel Dal Pozzo, parentes da Irmã Verônica,

pelo Pe. Olívio, pelo Pe. Júlio César da Rosa, Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Itajaí, onde o Carmelo está situado, e pelo então diácono Kelvin Konz. Em sua homilia, Dom Wilson disse que o principal na vida é o relacionamento com Deus. “A vida contemplativa nos lembra que Deus é o centro da nossa vida. Caminhar com Deus é o que dá sabor à vida. Somos agradecidos por ter esse Carmelo na Foto JA

Dom Wilson presidiu à Celebração de Consagração das irmãs

Pastoral do Dízimo promove encontro Arquidiocesano Encontro reuniu mais de 150 agentes que refletiram sobre a animação bíblica da Pastoral Mais de 150 agentes da Pastoral do Dízimo estiveram reunidos no dia 28 de julho para participar do seu encontro arquidiocesano. Realizado na Igreja Matriz da Paróquia São Sebastião, em Tijucas, o encontro contou com a assessoria de Ênio Filipin, membro da MEAC – Missionários para a Evangelização e Animação de Comunidades, do Rio Grande do Sul. Em sua palestra, Ênio abordou a fundamentação bíblica do Dízimo e no final abriu para perguntas e dúvidas dos participan-

tes sobre o assunto. O evento contou ainda com a presença de nosso arcebispo Dom Wilson, que abriu os trabalhos e disse da importância deste evento para a pastoral em nossas paróquias e comunidades. Segundo o diácono João Flávio Vendrúsculo, coordenador arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, “o encontro teve como objetivo aprofundar o estudo sobre a dimensão bíblica do dízimo e dinamizar este trabalho nas paróquias a partir das Diretrizes da Arquidiocese”.

Arquidiocese, que nos dá força para realizar os trabalhos pastorais”, disse. Durante a celebração, inquiridas pelo arcebispo, as irmãs manifestaram publicamente o seu livre desejo de professar os Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência, segundo a Regra e as Constituições das Monjas Carmelitas Descalças. Em seguida, foi cantada a ladainha de todos os santos, durante a qual as irmãs ficaram prostradas diante do altar, enquanto outras irmãs jogavam pétalas de rosa sobre elas. Depois, as irmãs, individualmente, fizeram a sua profissão de fé, seguido da consagração. Irmã Teresinha de Jesus, priora do Carmelo Santa Teresa, aceitou as irmãs como membros do Carmelo. Elas assinaram a fórmula da profissão. Após a bênção solene, as irmãs receberam o véu sagrado, a coroa de flores e o crucifixo. Ao final da celebração, as irmãs foram homenageadas pelos seus parentes. O destaque ficou para a Sra. Edi Severino Pereira,

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Com a consagração das Irmãs Verônica e Lúcia, o Carmelo passou a ter 12 irmãs com votos perpétuos e três noviças que cantou a canção “O Chamado”, composta especialmente para a sua neta Irmã Lúcia Maria, que era consagrada naquele dia. Depois, as professas receberam todos os presentes à celebração para os cumprimentos. O Carmelo Santa Teresa, em Cabeçudas, Itajaí, conta com 15 irmãs: três noviças e 12 irmãs com votos perpétuos. Há ainda uma irmã consagrada secular,

que atua como zeladora do Carmelo. Na Arquidiocese, temos dois Mosteiros de Carmelitas: este, e o Carmelo Cristo Redentor, de São José. Mais informações pelo f one (4 7) 3348-7343, ou (47) pelo site www.carmelosanta teresa.com teresa.com,, ou ainda pelo email: carmelosantateresa@ y ahoo.com.br ahoo.com.br..

Catequistas e liturgistas se reúnem em encontro Evento marcou os 50 anos do início do Concílio Vaticano II A igreja São Francisco de Assis, no Kobrasol, São José, da Paróquia de Campinas, foi sede, no dia 08 de julho, de um encontro voltado a liturgistas e catequistas. O evento comemorou os 50 anos do início do Concílio Vaticano II e continua o estudo e reflexão iniciado no ano passado, quando se refletiu sobre Iniciação à Vida Cristã. O encontro reuniu mais de 90 participantes de todas as Comarcas da Arquidiocese. Dessa vez, os participantes refletiram sobre a Sacrosanctum Concilium – SC (sobre a Sagrada Liturgia), o primeiro dos documentos do Concílio, promulgado em 1963. O encontro contou com a assessoria do então diácono Kelvin Borges Konz, Konz que no dia 04 de agosto foi ordenado presbítero da Arquidiocese. Também contou com a presença do Pe. Tarcísio

Encontro reuniu mais de 90 lideranças das oito Comarcas da Arquidiocese Pedro Vieira, coordenador arquidiocesano de Liturgia, e da Irmã Marlene Bertoldi, coordenadora arquidiocesana de Catequese. Segundo ela, Catequese e Liturgia são irmãs gêmeas: “A

catequese educa para a fé, e a liturgia celebra a fé, duas funções da única missão evangelizadora e pastoral da Igreja. Por isso, as duas estão intimamente ligadas”, disse Irmã Marlene.


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Geral

Agosto 2012

Jornal da Arquidiocese

Pascom realiza Encontro Nacional Mais de 600 pessoas refletiram sobre a Identidade e Missão dos comunicadores católicos Foto JA

O Santuário de Aparecida, em São Paulo, acolheu nos dias 19 a 22 de julho mais de 600 comunicadores de todo o Brasil. Eles estiveram reunidos para participar do III Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação. A CNBB – Regional Sul IV (SC) esteve representada por 32 participantes, cinco deles da Arquidiocese de Florianópolis. A abertura do encontro foi realizada na noite do dia 19, por Dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, que falou sobre a importância do encontro e fez a saudação aos participantes. Em seguida, tomou a palavra o jornalista Carlos Alberto Di Franco. Ele falou da necessidade de a Igreja se profissionalizar. Disse que a Igreja tem uma mensagem e grande público, mas precisa trabalhar melhor a sua mensagem. “O Papa é tido como antiquado, no entanto consegue reunir milhares de jovens. Isso mostra a força que a Igreja tem”, disse. Nos dias seguintes, o encontro foi intercalado com palestras pela manhã, vários seminários por in-

Comunicadores de todos os Regionais do Brasil participaram das palestras e seminários, mas também registraram os eventos teresse à tarde e programação cultural à noite. Entre as palestras, destaque foi a vídeo conferência proferida por Dom Cláudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações, direto do Vaticano, que nesse dia comemorava aniversário. Os seminários foram divididos em quatro espaços. Em cada um deles, três pessoas ministravam diferentes seminários. O destaque Foto JA

Pe. Chico Wloch ministrou um dos seminários por interesse e falou sobre o projeto de comunicação que idealizou para a Catedral de Florianópolis

ficou para o Pe. Francisco de Assis Wloch, subsecretário geral de pastoral da CNBB, que falou sobre sua experiência como pároco da Catedral de Florianópolis e dos trabalhos em comunicação que empreendeu.

Resposta às necessidades Para Irmã Élide Fogolare, coordenadora nacional da Pascom e organizadora do evento, o encontro quer ser um espaço para troca de experiências e aprofundar. “O encontro é uma resposta para as necessidades dos comunicadores para dinamizar a Pascom nas paróquias e dioceses. E acredito que ele está cumprindo o seu papel”, disse. Segundo Teresinha Campos, coordenadora da Pastoral da Comunicação na CNBB - Regional Sul IV (SC), o encontro ajuda a fortalecer o trabalho realizado no Estado. “Buscamos formar coordenações diocesanas da Pascom e tivemos a presença de cinco dioceses nesse encontro. Acreditamos que ele vai contribuir para fortificar e frutificar o nosso trabalho”, disse.

Está no ar o novo site do Santuário Santa Paulina Desde a última sexta-feira, 6 de julho, o Santuário Santa Paulina passou a contar com seu novo site oficial. O novo layout foi elaborado pelo Departamento de Marketing e Comunicação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (CIIC), cujos responsáveis são Ricardo Botelho e Irmã Egnalda Rocha. A atualização do novo site ficou a cargo da Assessoria de Imprensa do Santuário Santa Paulina e do Departamento de Marketing e Comunicação da CIIC. Nos quatro primeiros dias após o lança-

mento, mais de 3 mil visitas foram registradas ao novo site. O novo site do Santuário Santa Paulina está mais interativo, com acesso a redes sociais, fotos, vídeos e postagem de comentários. A nova página web disponibiliza notícias, históricos, informações sobre os pontos turísticos do Santuário, sobre Santa Paulina, sobre o projeto Missionários com Santa Paulina, além de horários de missas e de funcionamento. Mais informações confiram: www.santuario santapaulina.org.br

Natal prepara o 8º Muticom O site do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação já está disponível, com informações sobre o evento, que será sediado em Natal (RN), no período de 27 de outubro a 01 de novembro de 2013. O endereço é www. muticom.com.br e é um projeto da Empresa paulista Minha Paróquia, parceira do Mutirão, que atua no mercado com a produção e atualização de páginas na internet. No site, o internauta encontra o histórico e os objetivos dos Mutirões Brasileiros de Comunicação; experiências de ações no campo da comunicação cidadã; peças publicitárias, como o cartaz, em alta resolução, banners para serem publicados em sites, e spots para rádio; e notícias sobre as atividades que vêm sendo realizadas tendo em vista o Mutirão.

Há, também, um link que coloca o interessado em contato com a coordenação do evento. “Incentivamos Dioceses e instituições da sociedade civil que têm boas experiências na área da comunicação que transforma vidas a partilharem essas ações, através do site do Mutirão. Basta enviar um relato e uma foto da experiência, para contato@ muticom.com.br muticom.com.br”, diz Cacilda Medeiros, da Equipe de Comunicação do 8º Muticom. O internauta pode também acompanhar os preparativos para o encontro, seguindo a conta no twitter: @8muticom ou seguindo a página no Facebook, buscando 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação. O 8º Muticom terá como tema: “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”.


Jornal da Arquidiocese de Florianópolis Agosto/2012